Sábado, 7 de Setembro de 2013
'Sim' à intervenção unilateral!

O que está em causa:um bombardeamento aéreo limitado contra o regime Sírio.

 

Porquê: como represália ao uso de armas químicas na guerra civil Síria.

 

Com que objectivo: dissuadir futuro uso de tais armas.

 

 

Uma intervenção limitada e racional na Síria não é o mesmo que uma aventura militar ideológica no Iraque. Fui contra a guerra no Iraque e contra a intervenção na Líbia e tenho consciência de que o está em causa não é uma guerra voluntarista mas sim uma necessidade geopolítica de provar que o uso de armas de destruição em massa não pode passar incólume.

 

Todos temos a ganhar com a manutenção do tabu de uso de ADMs.

 

Não estou com este post a defender que Portugal ou a NATO participem mas sim a justificar uma eventual intervenção unilateral Americana.

 

Se tal intervenção dissuadir ou fizer hesitar o uso de tais armas no futuro, então terá atingido o seu objectivo racional e pragmático.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 18:47
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Terça-feira, 31 de Julho de 2012
De vitória em vitória, até à derrota...

É típico estes dias vermos muito encorajamento à derrota de Bashar al-Assad na Síria. Vale a pena recordar a esses 'peritos' que Israel - provavelmente a nação mais paranóica à face da Terra - não segue a linha da Europa ou de Washington nesse encorajamento. Os Israelitas sabem bem que os montes Golã foram a fronteira mais estável que tiveram nas últimas décadas e sabem também que Assad é, ao contrário dos ayatollahs de Teerão, um estadista racional. NÓS sabemos que Israel foi um dos poucos aliados Americanos que teve a coragem de alertar contra a invasão do Iraque.

 

Neste artigo de Richard Haass os factos são mais claramente expostos:

 

"(...) os apelos aos Estados Unidos e a outros países, que têm interesse e influência na região, em defenderem a democracia e os direitos humanos colidiram com as preocupações relacionadas com o queos interesses da segurança nacional irão sofrer, caso os regimes autoritários pró-ocidentais sejam expulsos."

 

"(...) armar a oposição não está isento de desvantagens. Correm o risco de alimentar uma guerra civil e de encorajar os regimes leais a firmarem-se. Além disso, as armas fornecidas para lutar contra o regime serão utilizadas nos tumultos, para combaterem uns contra os outros, se e quando o regime for removido, tornando o rescaldo na Síria muito mais violento."


Anseio pelo dia em que as nossas elites decidam fazer dos interesses do Estado e dos Portugueses uma prioridade maior que os seus precoceitos ideológicos.

Os nossos aliados...

Não se pode dizer que a Síria seja um regime aliado do ocidente que valha a pena salvar, mas tal como no caso da Líbia, pergunto-me se a mísera Síria vale a pena como centro das atenções do ocidente quando parece ser bem mais vital para a Rússia e China, quando o Irão é a principal preocupação do ocidente e quando todos nós estamos em dificuldades económicas.
E estes são os nossos aliados... 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 17:43
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