Sexta-feira, 19 de Junho de 2015
António Costa afunda PS

Poderão dizer que Tsipras tem mais culpa que Costa. Há quem diga com uma determinada razão que...

O medo que Portugal se transforme numa Grécia e de se voltar ao despesismo do passado começa a ter vantagem sobre o medo da austeridade - parece que o falhanço do projeto Syriza está a fazer moça na esquerda, a ideia que os sacrifícios que os portugueses fizeram estão a surtir efeitos positivos começa a pegar.

Poderão dizer que a responsabilidade é da solidez da coligação (a 1ª a chegar ao fim do mandato) e que a responsabilidade é da falta de erros desta - repetindo o famoso adágio "Em Portugal as eleições não se ganham, evita é que se percam".

Poderão até dizer que a responsabilidade é de todos os casos mediáticos, o de Sócrates acima de todos, que atingem a imagem do PS seja qual for o seu líder.

Mas não deixa de ser deveras curioso que, quando António Costa foi eleito precisamente com a desculpa de que António José Seguro "não descolava" nas sondagens, este veja agora a sua votação colapsar de 45 para 37, perdendo para a coligação e para o previamente quase defunto BE.

Realmente, em Portugal as eleições não se ganham, perdem-se. E o futuro do país só tem a agradecer pelo serviço prestado por António Costa e todos os seus erros e zigue-zagues!

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Imagens retiradas deste interessante post de Alexandre Luz no blog KGB.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 11:36
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Sábado, 4 de Janeiro de 2014
5 grandes livros que você não estudou na escola

O presidente do Ordem Livre, Diogo Costa, sugere aqui 5 livros para compreender o mundo actual. Fica a sugestão de leitura:

1. Ensaios de Frédéric Bastiat
2. As Seis Lições
3. A lógica da ação coletiva | (PDF em inglês)
4. Tempos Modernos
5. O Otimista Racional | (vídeos sobre)

A imagem é um fundo de computador feito por mim.
Basta clicar nela para a ter o Bastiat em grande.

 



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 01:23
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Sexta-feira, 1 de Novembro de 2013
Tribunal Constitucional: Responsável ou Irresponsável?

Cardoso da Costa – ex-presidente do órgão – dá hoje uma entrevista ao Sol em que dá a sua perspectiva sobre o assunto. Interessante.

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uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 11:25
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Segunda-feira, 28 de Outubro de 2013
3 verdades sobre a Austeridade

O Povo e os Sábios, por João César das Neves no DN:

Um dos grandes mistérios da situação portuguesa é que inúmeros dirigentes e intelectuais antecipam e incitam à revolta e ao tumulto social enquanto o País permanece sereno e ordeiro. Ambos os factos são estranhos. Como os analistas mostram razões ponderosas, o povo deve saber algo que eles ignoram. Três aspectos saltam à vista.

Primeiro, ao longo de duas décadas, especialistas e organizações avisaram que Portugal seguia uma trajectória insustentável que iria acabar mal. Banco de Portugal, OCDE, Comissão europeia, FMI e muitos cientistas anunciavam crescentemente a tempestade iminente. Ninguém podia dizer a data, a sequência ou os contornos, mas a linha geral era irredutível. Por isso soam a oco as acusações que se dirigem aos governantes actuais. Eles são a comissão liquidatária dos erros dos antecessores. Espanta que entre os críticos mais activos estejam alguns desses.

Embebedado 20 anos pelo dinheiro fácil do Tratado de Maastrich, Portugal chegou à borda do abismo e precisa de inverter hábitos recentes para cortar despesas e repor o equilíbrio. Isto todos entendem. A falácia básica de inúmeros comentadores, dos cafés à televisão é: "Quem viveu acima das posses foram ricos e poderosos, por que razão devo eu suportar os custos do esbanjamento alheio?" Felizmente, o povo, que não esqueceu como vivia antes e como a vida mudou com a dívida, entende a mentira por detrás da queixa.

Dinheiro fácil não foi só de ricosNão havia senão endinheirados entre os utentes dos inúmeros serviços públicos com défice operacional, dos transportes e saneamento à saúde e educação? Seriam os múltiplos centros comerciais, onde prosperavam lojas inacreditáveis, apenas frequentados por abastados? Eram só poderosos a encher os inúmeros restaurantes, pastelarias e cafés que substituíam os antigos farnéis? Os pavilhões polidesportivos, auto-estradas, casas da cultura, parques industriais e tantas infra-estruturas novinhas, que brotaram por todo o lado, só se destinavam às elites?

Apesar das atoardas dos sábios, os portugueses entendem bem o longo delírio colectivo, onde todos obtivemos ganhos excelentes, pagos com dívida externa que agora temos de liquidar. O processo é difícil porque, depois de as termos, essas exigências ficam indispensáveis e inalienáveis. Mas vivemos felizes sem elas durante gerações.

É verdade que também houve erros e crimes, que devem ser punidos, e nem sempre são. Muitas vergonhas, como o BPN, continuam isentas. Também agora, neste difícil ajustamento, ocorrem novos lapsos e abusos. Mas é importante entender que tudo isso não chega para explicar um problema deste tamanho, só atingível com a participação de todo o País. Dizê-lo gera sempre a acusação injusta de desculpar os corruptos e incompetentes que nos meteram no buraco. Mas isso é tolice. Não se deseja aliviar culpados mas promover a indispensável solidariedade social no sofrimento. Não só porque realmente todos aproveitámos da longa festa, mas também porque a raiva é sempre má conselheira.

A terceira coisa que a população entende bem e tantos sábios teimam em ocultar é que revolta e repúdio da troika e dívida aumentariam a austeridade, não a reduziriam. É preciso equilibrar as contas e os milhões da ajuda permitem aliviar e adiar esses cortes que, mesmo assim, são pesadíssimos. Seriam bem piores sem apoio. Além disso, a única hipótese de o País voltar ao normal é reganhar a credibilidade e a honestidade de bom pagador.

Nem as alternativas míticas de crescimento que tantos inventam nem a revolta que levianamente insistem em antecipar resolveriam a questão. A escolha actual é entre um caminho duro e exigente, com aperto e mudança de vida, para voltarmos ao desafogo, ou o estatuto de pária internacional, aparentemente aliviado da dívida, mas deixando de ser país respeitável. Além de continuar a apertar o cinto porque, afinal, até esquecendo os juros, o Estado ainda gasta mais do que tem.

É espantoso que o povo entenda isto suportando serenamente os cortes. Mas ainda mais do que os sábios, não.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 09:21
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Sábado, 14 de Setembro de 2013
Sobre a recolha de lixo em Lisboa

Graças a António Costa, o meu prédio parece Nápoles, por Henrique Raposo:

Já não sei o que dizer sobre a recolha de lixo criada pela gestão de António Costa. Nunca vi a cidade tão suja como nestes dois anos. Nunca vi as entradas dos prédios com tão mau aspecto. Nunca senti tantos cheiros. Nunca vi tanta bicheza. Certas zonas da cidade parecem um pesadelo siciliano.  Aliás, o meu prédio começa a parecer Nápoles durante aqueles meses de greve organizada pela máfia.

António Costa e os seus génios inventaram uma recolha de lixo que ignora a própria estrutura dos prédios. Ou seja, conceberam um "Lisboeta" abstracto e desprezaram os lisboetas concretos que vivem em prédios reais e não em utopias arquitectónicas. O novo sistema implicou a retirada dos ecopontos da rua (uma estupidez) e a colocação de três contentores (normal, azul e amarelo) em cada prédio, num esquema que contempla a recolha de lixo normal apenas três vezes por semana. Sucede que boa parte dos prédios só tem espaço para um contentor, que naturalmente é destinado ao lixo orgânico. Isto forçou a população a comprar sacos amarelos e azuis destinados ao plástico e ao papel. Mas, atenção, o problema não está nessa despesa adicional. A questão irritante é outra: o que fazer com os sacos quando ficam cheios? É que só podemos colocar os sacos amarelos na rua às segundas e sextas, e os azuis às quartas. Resultado? Temos de empilhar sacos de lixo em casa ou nas escadas do prédio. Eu, por exemplo, tenho um acordo com a minha vizinha do lado para ocuparmos o espaço entre as nossas duas portas com os sacos azuis e amarelos que têm de esperar o seu dia. Em casa já não cabe mais nada. Chegam a estar seis e sete sacos à espera. É a minha Nápoles, ali entre o 4.º esquerdo e o 4.º direito.

Sabem o que é pior? O pesadelo não acaba aqui. Como só há um contentor, o lixo orgânico também começa a desenhar pirâmides nas paredes. Como é óbvio, um único contentor não suporta o lixo normal de 10 famílias. Para mal dos meus pecados, o Dr. Costa não conhece o potencial bélico de um saco de fraldas usadas depois de 48 horas ao sol. E agora multipliquem esta imagem com outros ingredientes. Imaginem o cheiro e o aspecto da entrada do vosso prédio depois de dois dias de calor a bombardear um contendor cheio de restos de peixe ou melão. Sim, estou um bocadinho farto de viver na minha pequena e intransmissível Nápoles.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 11:30
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Sábado, 31 de Agosto de 2013
Miúdo lê demais e não permite o acesso de outros a Campeão de Leitura

Garoto de 9 anos lê 373 livros em cinco anos e é criticado por diretora de biblioteca:Kid

Um garoto de nove anos, estudante do ensino fundamental em uma cidade do estado de Nova York, foi criticado pela diretora de uma biblioteca pública por… ler demais.

Tyler Weaver, que já foi cinco vezes campeão em um concurso de leituras da biblioteca pública de Hudson Falls, foi alvo de comentários por parte de Marie Grandon, a diretora do estabelecimento. Segundo informações do portal Huffington Post, ela contou a um jornal local que achava ser hora de o menino abdicar de seu trono e dar chance a algum outro.

A biblioteca organiza um concurso anual de leitura, no verão. Nele, as crianças que leram pelo menos dez livros são convidados para uma festa no final da estação. O participante que ler o maior número de livros é o vencedor. Nos últimos cinco anos, Tyler leu um total de 373 livros para o concurso, segundo a publicação local Post-Star.

O jornal procurou a biblioteca para, originalmente, produzir uma reportagem sobre o garoto e seu índice impressionante de leituras. Porém, para a diretora, a dedicação do menino não é motivo para comemorações.

Para Marie, Tyler “contamina” o concurso. Por isso, ela quer mudar as regras, de modo que o vencedor seja sorteado, e não mais conquiste o prêmio pelo total de livros que leu.

Faz sentido: viola o princípio da igualdade no acesso a Campeão de Leituras da biblioteca. Só um Sorteio permitirá que todos os meninos que entrem no sorteio tenham Igualdade no acesso ao título, que há 5 anos é monopolizado pelo maníaco das leituras.

Neste sentido, nos próximos Jogos Olímpicos, Dilma deverá também determinar que o campeão olímpico de cada modalidade deverá ser sorteado. Igualdade para todos já! Pelo fim das vitórias dos privilegiados, unidos lutaremos!



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 16:18
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Quinta-feira, 29 de Agosto de 2013
Um governo, um presidente, uma maioria…

 

 

Sá Carneiro não viu bem as coisas.

 

Neste momento, o PSD tem um governo, uma maioria e um presidente.

De que lhe serve?

Para governar basta um Tribunal Constitucional!



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 23:12
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Sábado, 17 de Agosto de 2013
Bono sobre o Capitalismo


uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 15:25
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Quinta-feira, 8 de Agosto de 2013
Mentalidade de Esquerda

Feito a partir de uma ideia que vi no Facebook, com a imagem deste post humorístico

Mentalidade de esquerda



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 20:56
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Quarta-feira, 22 de Maio de 2013
Martim humilha Raquel Varela

Parva. Como se a opção fosse: a) ganham o salário mínimo ou b) têm o salário da Raquel Varela. Isto vindo da mesma alucinada que diz que a Dívida Estatal não existe (mais n'O Insurgente). E que depois continuou na sua, a criticar o empreendedorismo no seu blogNem Daniel Oliveira a defende.
O jovem não pode importar, não pode comprar roupa em fábricas que paguem pouco e não pode ter uma opinião diferente dela. Varela, nem todos têm dinheiro para comprar as mesmas marcas que você, sabe?

A melhor resposta foi a de Vitor Cunha no Blasfémias - Martim e Raquel num gráfico:

Perdoar-me-ão o boneco à mão. Decerto não distrairá do seu conteúdo, que consiste em olhar para a distribuição salarial dos portugueses, abruptamente limitada artificialmente, por intervenção estatal, com vista a obrigar todos os que desempenhariam funções abaixo do Salário Mínimo Nacional (SMN) a fazerem parte das estatísticas do desemprego. Aqui estão Martim e Raquel ilustrados:

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Raquel Varela é mal-educada, arrogante e ignora completamente o conceito de empreendedorismo.
Ou sendo mais explícito: Raquel Varela, doutorada, investigadora em pós-doutoramento na Universidade Nova e no Instituto Internacional de História estuda a fundo as questões laborais mas esquece que para se criar emprego é preciso uma ideia de negócio sustentável. Não é a doutora que lhe vai sugerir preços (cruzes-credo, para pagar salários de 1.000 Euros colocaria certamente preços que só os meninos ricos poderiam pagar!), não é a doutora que lhe vai dizer como contratar pessoas, encomendas, ou como gerir os recursos. E no entanto sentiu-se à vontade para interromper o Martim, fazer perguntas para o humilhar (ele escapou magnificamente, mas a intenção era essa) e tentar destruir o sonho. É que há o perfeito, o óptimo e o possível… e nem todos podem viver uma vida como a sua criando tão pouco como sua excelência.

Ligações sobre a marca de roupa teenager do Martim Neves: FacebookYouTubeSite.
Parabéns Martim! Persegue o sonho e nunca desistas. Os teus colegas agradecem a moda low-cost, quem trabalha agradece o que lhe pagas e talvez o teu exemplo inspire outros. Força!
Tu podes fazer a diferença… hoje apenas o Facebook, amanhã quem sabe uma cadeia de lojas.


uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 09:07
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Sábado, 18 de Maio de 2013
Un an après : la «Boîte à outils» de François Hollande détruit l’emploi

Um estudo em Francês sobre a FrançaApresentação:

Etude réalisée par l’IREF en collaboration avec l’association Contribuables Associés
Un an après : la « Boîte à outils » de François Hollande détruit l’emploi

En 2012, l’Etat ponctionnait aux Français près de 44,9 % de la richesse nationale. Les nouvelles taxes créées par le gouvernement devraient accroître ces prélèvements de plus de 50 Milliards d’euros selon le dernier rapport des prélèvements obligatoires. Ces nouveaux prélèvements, loin d’accompagner une éventuelle reprise de la croissance, vont au contraire pénaliser les entreprises, donc la croissance économique et l’emploi.

Ainsi, les 12,2 Milliards d’euros de prélèvements supplémentaires sur les entreprises auront un effet très négatif sur l’emploi. En effet, ces hausses d’impôts, ciblées sur les grandes entreprises, vont avoir un effet négatif mesurable sur leurs investissements directs, mais également sur leurs sous-traitants et leurs fournisseurs que sont les PME. Au total l’étude de l’IREF calcule que ces hausses d’impôts vont, directement et indirectement, détruire 70.000 emplois supplémentaires en France.

• 12,2 Milliards € de nouveaux impôts sur les entreprises,
• Un fardeau fiscal responsable de 0,5 % de croissance en moins,
• 99.500 emplois détruits en 2012 dans le secteur marchand, plus de 160.000 destructions prévues pour 2013,
• 70.000 emplois seront perdus en 2013 à cause de la hausse de la fiscalité,
• 21,5 % dans les grandes entreprises, 78,5 % dans les PME.


uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 03:01
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Sábado, 11 de Maio de 2013
Tenham medo, tenham muito medo...

Alguém próximo do Carlos Abreu Amorim foi a'O Insurgente colocar este comentário:

Sou amigo pessoal de Carlos Abreu Amorim há muitos anos e garanto que não perdoarei qualquer ofensa que lhe seja feita e que eu considere que pode preencher o tipo de crime de injúria ou difamação. Comunicarei de imediato ao próprio para agir judicialmente, querendo, visto que se trata, em princípio, de crime particular. Portanto, cuidado. O liberalismo anarquista ainda não chegou aos Tribunais.

Tudo porque o André Azevedo Alves colocou 2 citações sobre o CAA: uma dele a criticar o pilar essencial do governo - Vitor Gaspar - e uma outra de Jorge Moreira da Silva a colocar CAA no seu lugar. Sem comentários do André, sem crítica (merecida), sem qualquer ataque pessoal, como aliás faz parte do estilo do André.

Podem comentar aqui ou nos comentários aqui do PsicoLaranja.

 

Esta tentativa de voltar à filosofia do lápis azul é inconsequente, ridícula, e demonstrativa do estilo da campanha.

Sinceramente, espero mais do espírito democrático dos candidatos do meu partido, especialmente quando o que estava em causa era um ataque a despropósito ao Vitor Gaspar de quem se deveria estar a preocupar com os buracos da Rua da Bélgica.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 21:27
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Sexta-feira, 26 de Abril de 2013
Comunicação no Facebook

A este comentário no Facebook, a Bodyform respondeu assim:

À beira destes, Cavaco Silva é um menino no Facebook.
Fica este exemplo para contextualizar as intervenções de Cavaco no Facebook que tanta celeuma provocaram no passado...


uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 21:03
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Segunda-feira, 15 de Abril de 2013
Ouch!

Margarida Bon de Sousa sobre a Carta de Passos Coelho à Troika.
Frases que não estava à espera de ler:

 Uma incógnita: se se mantêm ou não as condições principescas de reforma atribuídas a alguns trabalhadores das carreiras especiais, incluindo os juízes do Tribunal Constitucional, os únicos que se podem aposentar aos 40 anos com 10 anos de serviço.

E no final:

Trabalhar no Estado compensa cada vez menos e quem não está preparado para se adaptar deve ponderar seriamente se esta não será a melhor altura para se ir embora. A partir de agora, é só a descer.

Fica a pergunta: o que é que a senhora jornalista anda a ler? Deve ser alguma coisa revolucionária para ter assim estes 2 desvios da doutrina habitual... Criticar assim um Órgão de Soberania, ainda por cima que acabou de tomar uma decisão em favor dos "trabalhadores"? Assumir o fracasso da luta de classes e da incapacidade da sua contínua força pela preservação dos "direitos" dos favorecidos, perdão dos trabalhadores da função pública? E a ortodoxia? E os seus princípios?

Quer dizer, um dia destes ainda vemos alguém a fazer as perguntas que ninguém faz quando alguém faz uma promessa em Portugal: Quanto Custa? e Quem paga?



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 17:29
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Segunda-feira, 8 de Abril de 2013
Vital Moreira sobre a decisão do Tribunal Constitucional

"Equiparação":

Se os funcionários públicos, especialmente os que dispõem de rendimentos mais altos, não podem ser chamados a contribuir mais para as finanças públicas em épocas de crise do que os que têm rendimentos privados, apesar das condições mais favoráveis de que beneficiam, então a consequência deveria ser levar a sério a equiparação para todos os efeitos, incluindo em matéria de remunerações, de tempo de trabalho semanal e, sobretudo, de despedimentos individuais e coletivos. 
É essa a "moral" profunda do acórdão do TC. Não se pode pretender igualdade com o setor privado só quando isso convém.

 

"2 Equívocos":

1. Só se pode comparar o que é comparável – o que não é o caso dos rendimentos pagos pelo Estado e dos rendimentos privados. Os primeiros são em geral fixados unilateralmente pelo próprio Estado, por via de lei ou por ato ou contrato administrativo com base na lei; os segundos decorrem de relações jurídico-privadas (propriedade, heranças, contratos, etc.). Os primeiros geram despesa pública e pesam directamente no orçamento; os segundos, não. 
Julgo que ninguém negará que o Estado tem o direito soberano de, pelo menos em situações excepcionais e a título transitório, reduzir os rendimentos que dele dependem – por se tratar de relações administrativas --, especialmente por razões imperativas de disciplina orçamental, desde que de forma equitativa dentro do universo do sector público. A Constituição não garante a intocabilidade do nível de remunerações públicas nem das pensões. Trata-se de um ónus de quem está ao serviço do Estado e de quem beneficia das respectivas vantagens, em comparação com o sector privado (e não são poucas, ponto essencial que o Tribunal Constitucional convenientemente descartou).
Mas defender que o Estado só o pode fazer se não causar uma “desigualdade excessiva” em relação aos rendimentos do sector privado não se limita a reduzir a nada aquele poder do Estado, é também uma petição de princípio –, é comparar coisas insusceptíveis de comparação. Parafraseando um conceito do direito da concorrência, são diferentes “mercados relevantes”. Por um lado, o Estado só pode atingir os rendimentos privados por via da receita (impostos), não por via da corte na despesa (como o Orçamento estabelecia para o setor público); por outro lado, o Estado não pode tributar separadamente o sector privado (pois, isso sim, seria violar o princípio da igualdade).
É por isto que, na minha opinião, a decisão do Tribunal Constitucional sobre o orçamento assenta num equívoco de base. Tal como a do ano passado.

2. Além disso, mesmo que se aceitasse a injustificada equiparabilidade por que o Tribunal optou, então deveria entrar em conta com todos os factores relevantes. Ora, quem é mais afectado no seu rendimento pela crise não são os funcionários e pensionistas (mesmo com os cortes de que o Tribunal resolveu generosamente isentá-los) mas sim os trabalhadores do sector privado, que pagam a pesada factura do desemprego maciço, combinado com a redução do valor e da duração do subsídio de desemprego) e com a baixa generalizada de remunerações que o mercado de trabalho impõe. 
Não são só os funcionários e pensionistas que sofrem cortes no seu rendimento. Contudo, o Tribunal não deu o devido relevo a estas situações, tornando a comparação uma ficção. 
Um segundo equívoco.

 

Podem ler aqui os restantes artigos de Vital Moreira.

Ainda há uma esquerda lúcida e razoável.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 15:31
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Sábado, 6 de Abril de 2013
Holanda aprova… Associação de Pedófilos

É a evolução natural da forma de pensar que já nos tinha trazido “Abortos Pós-Natal” e que considera as palavras “Pai” e “Mãe” inaceitáveis.

 

Mas agora vejo esta no DN:
Tribunal considera ilegal proibir associação de Pedófilos
(depois de há uns meses…)

 

Devo ser eu que sou “retrógrado”. Ou então como também já disseram aqui “estou ao serviço da Opus Dei”. Meus caros, para mim há uma diferença entre “Europa inclusiva” – com a qual eu concordo – e isto. Se é para não termos valores…

 

Interrogo-me o que dirão os xuxas de serviço sobre esta questão. Serão suficientemente modernos para deixarem os seus filhos serem abusados por pedófilos? Ou pensarão um bocado no caminho que isto está a levar e condenarão esta opção, pensando em algumas que tomaram no passado recente. Não sei, mas vou ler os comentários amanhã e tirar as minhas conclusões.


Leitura adicionalDia do Orgulho PedófiloPedófilos são Inválidos na GréciaPornografia infantil para satisfazer Pedófilos na Holanda, Notícia actual no ABC.es/tradução.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 13:16
editado por Guilherme Diaz-Bérrio em 06/06/2013 às 17:26
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Quinta-feira, 28 de Março de 2013
Hasta siempre democracia!

Texto da minha amiga Elisabete Coutinho após mais uma visita à família na Venezuela:


A esquerda internacional enche a boca com as glórias da suposta «divisão igualitária de fortuna» que aconteceu na Venezuela chavista e odes ao morto que mal conhecem. Não sei que Venezuela visitaram. Ou melhor, visitaram a Venezuela como visitaram a Rússia comunista, a Cuba castrista e a China maoista: pelos manuais da propaganda quase alucinogénica que ainda circulam, a tentar vender aos ainda crentes no Estado intervencionista que o de cada um devia passar a ser de todos e que os paraísos terrenos são estes poços fundos do reconhecimento do esforço pessoal, onde o de muitos se converte em quase nada.

A Venezuela onde passei um mês, mais do que uma crise económica, sofre uma profunda crise social. Há petróleo a rodos, a cerveja é quase dada, a comida local abunda, há uma atividade comercial próspera, há centros comerciais onde avidamente se gastam os dólares levantados do cartão de crédito, como se a América fosse a miragem de todas as liberdades e glórias do bem-estar, e o dólar o colírio para todas as dores políticas.

A Venezuela que vi não tem conforto, não conhece o bem-estar, esqueceu a tranquilidade, sabe que o dia pode acabar com um tiro a entrar pela janela do carro ou com um familiar raptado numa estação de gasolina, e reclama, reclama, reclama, sonhando com saltar as fronteiras rumo a qualquer lado longe dali, com a cor política a dividir famílias e a matar amizades num povo tradicionalmente ameno de caráter.
Hugo Chavez minou a juventude venezuelana com a mesma arrogância que sempre o caracterizou; a educação oscila entre a verdade propagandista e a impossibilidade de uma discussão saudável e divergente com esta segunda geração nascida no chavismo, que se esquece que essa América sonhada admite que eu pense branco, e tu penses vermelho, e continuemos a sentar-nos à frente de uma pizza. Pintam-se de americanos com gorros de beisebol, com t-shirts dos Yankees, sonham com Blackberries e MacDonald’s, mas copiam o Grande Líder na forma como se expressam.

O venezuelano divide-se entre o trabalhador, sofrido, esforçado, esse que sobe os Andes com o gado ou a venda, o que está nas listas negras do chavismo e impedido de prestar qualquer serviço ao Estado, e o ressabiado social, a quem disseram que podia matar e roubar para se vingar das desigualdades do passado, e a quem a justiça vai fechando os olhos, e a política e o exército vão dando cargos. O mesmo que veste de vermelho as praças porque se sentiu protegido desde o início por este regime que agora ganha contornos de divino, e alimenta a crendice e a “santería” que se faz ver em encruzilhadas, nas atrozes estradas andinas, nas montanhas místicas onde supostamente guerreiros índios encarnaram santos que os fizeram liquidar o ocupador europeu.

O ocupador europeu, esse grande inimigo, sendo que todos querem ser mais brancos, mais europeus, mais ocidentalizados e menos venezuelanos, como se o tribalismo, os traços índios e até a própria identidade cultural venezuelana fossem uma vergonha. E Chavez representa a profunda vergonha que há nessa história que, gostem ou não, é a de um país feito de mestiçagem e escravatura. Contudo, estampa-se esse misticismo interesseiro nas notas que servem de moeda, onde apenas está permitido o imaginário do regime, composto por uma mistura de santos populares, heróis chavistas e o reencarnado Bolívar, agora menos europeu, mais escuro, mais revoltado e mais corrupto. Contraditório? É preciso visitar a Venezuela atual para perceber o significado de contradição, que ali é elevado a um ponto desconcertante.

Irónico país, o de Chavez, onde campos férteis e parques industriais nos remetem aos planos quinquenais soviéticos, onde as estradas se entopem durante horas de camiões que freneticamente nos fazem ver o consumo elevado ao extremo de tudo e mais alguma coisa, mas onde a sociedade tem feridas profundas que dificilmente se poderão curar. Como europeia, chocou-me profundamente aqueles momentos em que, no rádio e na televisão, esta voz autoritária e insolente se fazia ouvir e, mesmo para aqueles que a desligavam, se impunha em altifalantes pelas ruas.

A Venezuela não tem alternativa política. É um país condenado ao messianismo, ao endeusamento do ditador, que aumentará as fileiras de santos populares a quem se rogam mil pedidos, como o Che cubano passou de assassino impiedoso a San Ernesto de la Higuera. Com a sua morte precoce, Chavez cumpriu a sua missão: passou à história, a uma história que o vai dourar com a aura do grande líder progressista e justo, tão longe daquilo que foi realmente. Outro virá, a continuação de Deus, deste Deus implacável que ensombrará a Venezuela num destino pintado de vermelho por muitos anos e que começa a manifestar-se na mão ainda mais pesada e corrupta do presidente Maduro, fiel discípulo da escola castrista.

 



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 15:59
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Segunda-feira, 25 de Março de 2013
Sócrates na RTP

Limites

O meu artigo de hoje no Diário Económico:

Há umas semanas discutia-se no Parlamento a programação da RTP e se deveria voltar a esta o TV Rural. Na altura critiquei que no órgão legislativo se discutisse uma decisão interna de um canal de televisão, ainda que estatal.

Utilizando o mesmíssimo critério, não assinei a petição que pede agora que o parlamento se pronuncie sobre a inclusão de um qualquer comentador na programação desse mesmo canal.

Mas isso não me impede de fazer um apelo aos responsáveis da RTP: tenham noção dos limites e revertam o convite. Porque a confirmar-se a entrada de Sócrates para a grelha da RTP, surge a dúvida: o que é que alguém tem que fazer para ser excluído de uma lista de possíveis comentadores da RTP? Aparentemente, levar o País à bancarrota, provocar centenas de milhares de despedimentos e outras centenas de milhares de emigrações de jovens qualificados, e fazer a economia perder uma década de crescimento e, com o saldo que deixou, talvez uma segunda, não é suficiente.

Nos dias de hoje, a cultura da meritocracia está fora de moda. Os heróis da juventude são pessoas de ascensão rápida e não os industriosos de outrora. A contratação de Sócrates pela empresa tutelada por Relvas leva este desvio para um nível completamente estratosférico: não há limites. Pode-se cometer a pior atrocidade que, depois de uma reforma dourada, só possível devido às tais atrocidades, haverá sempre alguém para ajudar a branquear a situação. Indústria, honestidade, fortaleza e sapiência ficam definitivamente 'démodé'.

No actual xadrez político, Seguro perderá, pois terá concorrência forte na venda de ilusões e a ‘entourage' de Sócrates terá nova força no PS - só assim se justifica a inversão de Seguro sobre a Moção de Censura em 5 dias. Inicialmente, tais movimentações no PS darão força a Passos Coelho, mas com o tempo este será obrigado a ter uma comunicação mais profissional, ou perderá para a máquina Socrática. Mas a principal mudança é a ascensão da forma sobre o conteúdo, na pior altura para isso acontecer.

Ligações úteis: Luís Bernardo sobre o mesmo tema.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 12:05
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Sábado, 23 de Março de 2013
Novos comentadores RTP

Conheça a lista secreta dos possíveis novos comentadores RTP…
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Apenas humor deste Facebook, dirá o leitor. Mas fica a pergunta:

O que é que alguém tem que fazer para NÃO figurar na lista de possíveis comentadores da RTP?



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 12:46
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Terça-feira, 19 de Março de 2013
Oposição em Portugal é alternativa?

Não.

Fica uma sondagem do JN para demonstrar o problema em Portugal.
E isto não é porque o governo governe bem ou cumpra escrupulosamente o programa eleitoral com que foi eleito: é simplesmente porque a oposição em Portugal… é má de mais. Infantil, irrealista, presa a o passado e vazia de ideias. Seguro, Jerónimo e os casal do Bloco são os melhores garantes da viabilidade do actual governo. Falta uma oposição séria, realista e credível que obrigue o governo a fazer as necessárias reformas nos diversos ministérios que a comodidade faz empurrar para a frente (privatizações, cortes de despesas estruturais, taxação das PPPs, …). E a maioria silenciosa neste momento não tem em quem votar.

Oposicao alternativa



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 03:27
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Quarta-feira, 13 de Março de 2013
Salario Mínimo Municipal?

André Azevedo Alves defende no seu mais recente artigo no Diário Económico um Salário Mínimo Municipal. Ou seja, desaparecia o Salário Mínimo Nacional e todos os municípios começavam com o Salário Mínimo de 485 Euros e depois variavam em função das especificidades locais.

 

Provavelmente o de Lisboa e outros centros económicos dispararia logo face ao do interior. Mais ou menos como no mapa que anexo ao artigo, que é para telecomunicações mas que mostra onde existe mais poder económico.

 

Pode ser que finalmente entendessem que o que aumenta os salários dos extractos mais baixos da população é mesmo a produção e a produtividade. Mas o mais interessante seria ver depois o Alentejo a todos os anos aumentar o valor e o efeito que isso teria nas já fracas economias locais. Talvez tivesse no Alentejo o mesmo efeito que a Inflação de Weimar teve na Alemanha, mas isso também já sou eu a sonhar acordado...

 

(clicar no mapa para ver em detalhe)



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 11:39
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Domingo, 10 de Março de 2013
O Salário Mínimo, ontem e hoje

Minimum Wage or Salary

Nos EUA, em 1964, o Salário Mínimo era 5 moedas de 1/4 de Dólar por hora.
Em Fevereiro de 2013, essas 5 moedas só em prata valem 26,21 Dólares.

Os governos dão muletas depois de partirem as pernas.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 21:18
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Quarta-feira, 6 de Março de 2013
Ele só pode estar a brincar...

Filipe de Jesus Pinhal, um dos responsáveis pelo erros que afundaram a banca, surgiu nestes dias a defender o Estado Social – o que sabendo qualquer Português que este é insustentável é logo à partida negativo.

Mas não defende todo o Estado Social. Ele e mais alguns vulneráveistambém eles injustiçadosjuntaram uns trocos e acusa: estes impostos são para pagar juros da dívida – deixando no ar a dúvida se defende que não se paguem esses juros ou se estes deverão ser pagos por outros elementos a designar da sociedade.

Podem ouvir como o Movimento se defende . Podem ler Henrique Monteiro. Mas sobretudo considerem estes 2 dados:

  1. 94% dos Portugueses recebe reformas inferiores a 500€ – um valor próximo do salário mínimo nacional.
  2. Em 2050, 1.7 contribuintes pagarão cada reforma – impossibilitando que a minha geração receba sequer uma “reforma digna”.

O Estado Social como está é insustentável e, com 100% de probabilidade, tem de ser adequado à produtividade do país.
Que alguém – ainda por cima alguém que ainda ganhe 14.000 Euros mês – ache que deve estar imune aos cortes, é… bem… prefiro nem comentar…



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 10:00
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Terça-feira, 5 de Março de 2013
Chávez morreu

Conforme a sua opção ideológica ditou há alguns meses atrás.

Paz à sua alma.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 22:52
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Domingo, 3 de Março de 2013
Quantos foram?

Já sei que aquela malta não percebe nada de números, mas atentem nestas imagens agregadas pelo AAA d'O Insurgente:


500.000 pessoas (no mínimo) no Terreiro do Paço, na manifestação de ontem
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80.000 a 100.000 pessoas no Terreiro do Paço, na visita de Bento XVI a Portugal
Bento-XVI

 

20.000 a 30.000 pessoas (no máximo) no Terreiro do Paço, algures num passado remoto

 

É caso para dizer que os Portugueses grandes de antigamente foram substituídos por Mini Me's.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 20:49
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Sábado, 2 de Março de 2013
Infantilidades no 2 de Março

Reivindicações dos dias de hoje – Simultaneamente:

  • Menos impostos – São muito altos, matam a Economia e provocam desemprego.
  • Mais despesa – Há que manter o Estado Social. E o estímulo à Economia. E a cultura. E…
  • Não paguem aos usuários – Mas eles que continuem a financiar o Estado Português.
  • A mim não – Se há que fazer cortes, cortem noutro sector. No meu não dá jeito.
  • A festa é fixe pá – Não há uma alternativa clara e logo não haverá consequências políticas. Mas ao menos a malta juntou-se e esteve junta.

Já agora, ficam aqui o artigo do João Cortez sobre as “propostas” do PS.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 18:17
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Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2013
Como poupar - Todos Contam & Dolceta

O Banco de Portugal lançou um site para ajudar a população a realizar coisas básicas como:

  • Planear o Orçamento Familiar,
  • Criar uma Empresa,
  • Poupar e Investir,
  • Contrair um Crédito,
  • Fazer um Seguro.

site é: Todos Contam.

 

A União Europeia tem outro para fazer "a educação do consumidor através da internet". Inclui:

  • Educação do Consumidor,
  • Literacia Financeira,
  • Consumo sustentável,
  • Direitos dos Consumidores,
  • Serviços por sector,
  • Segurança dos produtos,
  • Serviços Financeiros.

O site fica em: Dolceta.

Ficam as sugestões para quem achar que precise.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 22:08
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Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2013
Finalmente!

O PS apagou da sua página oficial a defesa do Consulado de Sócrates. Ainda bem.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 00:23
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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2013
Alguma vez o Estado vai começar a pagar o que deve?

O endividamento do Estado Português atingiu 122,5% do PIB em 2012.
O BCE já tem mais de 10% daquele valor para ajudar a acalmar os mercados.

O governo tenciona começar a fazer descer aquele valor ou vai-se mesmo realizar a 2ª opção de Mises?

É impossível evitar o desmoronamento da actividade económica causada pela expansão do crédito.
A escolha é somente se o colapso virá mais cedo, como resultado do
abandono voluntário de políticas de crédito artificial à Economia,
ou mais tarde como uma crise catastrófica do sistema financeiro.

Ou se corta a sério (PPPs, BPPs, BPNs, Reformas acima da média, …) ou vamos todos ter de voltar a ler livros de história…



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 18:56
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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2013
AE ISCTE sobre o episódio Relvas

A Associação de Estudantes do ISCTE escreveu no seu Facebook:

A Associação de Estudantes do ISCTE-IUL vem esclarecer que no que respeita aos protestos de ontem não esteve na sua organização, nem participou na mesma.

A Associação de Estudantes do ISCTE-IUL representa todos os estudantes desta nossa Instituição de forma organizada e com índole marcadamente apartidária, direccionando a cada momento os seus melhores esforços para defender os interesses dos seus representados. A Associação de Estudantes do ISCTE-IUL dispõe de diversos mecanismos de protesto e participação social e política que privilegia, como se tem verificado num passado recente. Participações em manifestações organizadas e estruturadas, a recolha de petições, encontros e debates com parlamentares e outros dirigentes políticos, plenários com outras Associações de Estudantes – entre outros –, são apenas alguns exemplos de formas que a Associação de Estudantes do ISCTE-IUL tem utilizado no passado para fazer valer a sua posição.

Somos e estamos sensíveis às diversas dificuldades que os estudantes em Portugal têm sentido no presente contexto económico e social. Convivemos todos os dias com diversas situações que nos fazem pensar nas formas em que a Associação de Estudantes do ISCTE-IUL pode dar o seu contributo. Sentimos que nos temos esforçado para fazer a nossa parte, e no último ano a Associação de Estudantes do ISCTE-IUL tem tido um papel activo em diversas áreas da vida académica no nosso Instituto e tem desenvolvido um conjunto de acções relevantes no actual contexto, desde a atribuição de bolsas de assistência social a alunos, ao debate constante com a Reitoria para facilitar os métodos de pagamento da propina, à participação em manifestações organizadas e coerentes em prol de uma ideia que tomamos como correcta.

Assim, a Associação de Estudantes do ISCTE-IUL demarca-se da organização dos acontecimentos ocorridos ontem e continuará a sua luta por um Ensino Superior Público, Universal e de Qualidade através das suas ferramentas.

Uma coisa é não concordar com as posições do governo e até achar que a política do Gago que permitiu ao Relvas ser licenciado é desleal para os demais licenciados - como eu acho - e logo não dar grande valor a licenciaturas como aquela. Todos temos direito a discordar e a demonstrar essa discordância, como a AE ISCTE tem feito em diversas ocasiões.

Outra coisa é aquele comportamento primário, animalesco e presunçoso, típico de quem pensa que tudo sabe, está acima de todos os que estavam lá para realmente ouvir o palestrante, e que a sua liberdade não tem limites - nem mesmo quando está em causa a liberdade de expressão e de comunicação de outros.

A AE ISCTE, concorde-se ou não com as suas posições, é democrata. Aqueles jovens BE não.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 23:52
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Sábado, 16 de Fevereiro de 2013
Mises e os Sindicatos



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 21:30
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Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2013
A Câmara de Viana do Castelo vai para... Daniel Campelo

 

Note-se que nesta última sondagem pedia-se que se considerasse um candidato como o candidato "oficial" do PSD e do CDS - o que naturalmente justifica o estranho salto de 5% para 13% do candidato assim apresentado.

Daniel Campelo - que é da mesma área política - é apresentado como "independente" com o objectivo de desvalorizar a sua votação.

E mesmo assim...

 

Esta notícia é coincidência? Não me parece.

Daniel Campelo e o PSD têm em seu poder estas sondagens. Mostram como já é grande a vantagem para os restantes potenciais candidatos à Câmara de Viana do Castelo. Daniel Campelo tem tudo consigo: imagem pública forte, uma câmara vizinha que deixou com 14M de Euros em Depósitos a Prazo e especialistas QREN ao dispor... e os Vianenses sabem que precisam disso.

No fim, Daniel Campelo será o candidato do CDS e do PSD.

Uma pequena vitória numa noite que dificilmente correrá bem ao actual governo.

 

Últimas Notícias, segundo a Rádio Geice (uma rádio local):



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 01:59
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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2013
Ok: isto, é ridículo

Cortes de cabelo na Dinamarca terão de custar o mesmo preço!

 

Por quase tudo um homem paga menos do que uma mulher.
Se a UE continuar com esta tendência...



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 18:20
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Sábado, 12 de Janeiro de 2013
Cortes na Despesa ou Aumentos de Impostos?

Henrique Raposo, no Expresso, põe a nu a infantilidade da Esquerda:

É a coisa mais cansativa do debate em Portugal: a falta de coerência, a falta de coragem para se assumir as consequências da escolha x ou y. As pessoas, organismos e partidos que estão a berrar contra os cortes propostos pelo FMI também gemem contra o aumento de impostos. Gritam contra tudo, querem tudo, querem uma coisa e o seu contrário, querem manter ou aumentar a despesa, mas, ora essa, são contra mais impostos. Vamos lá ver se nos entendemos: esta boa gente pode criticar à vontadinha os cortes, mas, depois da gritaria, tem de ser consequente. Caso contrário, esta turma indignada entra no terreno do populismo. O que é o populismo?É a aldrabice política que diz às pessoas aquilo que elas querem ouvir. E ainda por aí muita aldrabice travestida de “defesa da Constituição”.

Se quiser ter um mínimo de coerência, a tribo do não-me-toques na despesa tem de responder a duas questões. Primeira: se grande parte da despesa do Estado é mantida pela dívida, como é que vamos manter essa despesa num cenário marcado pela escassez ou ausência de crédito para o Estado português? E imaginemos um cenário pós-troika: sem o professor alemão na sala, vamos voltar a emitir dívida como um bulímico? Vamos repetir a receita Sócrates, isto é, aumentar a dívida pública em 93%?
E como é que se governa à esquerda sem um aumento da dívida, isto é, sem uma crescente dependência dos mercados? Até hoje ninguém respondeu a isto.

Segunda questão: é possível manter os níveis de despesa (que aumentam automaticamente devido aos direitos adquiridos) sem um aumento de impostos? Não, não é possível. Lamento, mas a matemática limita o livre-arbítrio nestas matérias chatinhas. Se quiser ser honesta intelectualmente, esta boa gente tem de defender um aumento massivo de impostos para a classe média. Sim, para toda a gente. Não me venham com a história dos ricos: se expropriássemos neste momento as maiores fortunas do país, ficaríamos com dinheiro para pagar, sei lá, o buraco das empresas de transportes públicos de Lisboa e Porto. E o resto? Quem pagava? Depardieu? Portanto, se não quer cortes, se acha que o Estado está ótimo, a tribo da gritaria só tem uma opção política respeitável: afirmar que um aumento brutal de impostos é um bem em si mesmo. Na política, o livre-arbítrio tem limites, porque as escolhas que fazemos têm sempre consequências, mesmo quando as pessoas recusam vê-las. Diz que é a vidinha.

Também já houve uma altura em que eu pensava que era possível debater com a esquerda.
Mas depois aprendi a minha lição. Hoje limito-me a escrever para pessoas que saibam somar.

O que me exaspera nesta questão é que enquanto se perde tempo a falar no bê-á-bá àqueles seres primários de punho no ar, não se debatem temas muito mais relevantes sobre a futura evolução do Estado nos próximos anos. Como:

  • Estamos dispostos a abdicar, como sociedade, de parte da nossa liberdade para ter uma sociedade mais segura e securitária? Até que ponto?
  • Como vamos ultrapassar a completa inversão da pirâmide demográfica ou, caso achemos essa inversão aceitável, como nos vamos adaptar a ela?
  • Sabendo à partida que há cada vez mais consumidores com acesso aos mercados internacionais, como vamos adaptar-nos a um mundo com menos recursos naturais?
  • A Estratégia de Lisboa para a Competitividade falhou. Como vamos nós tornarmo-nos mais competitivos e responder à ameaça económica asiática?

E por agora isso passa completamente ao lado do pensamento do cidadão comum…



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 11:30
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Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2013
À espera da decisão do TC

Ainda sobre este Orçamento potencialmente não respeitar o princípio da Igualdade entre “Públicos” e “Privados”, como alguns defendem, atente-se a estes dados:

Public Private Compensation EU

Notas:

  • Países em que os Privados ganham mais que os Públicos:
    Eslováquia e Finlândia (esses fassssssistas…).
  • País em que o rácio dos rendimentos dos Func. Públicos sobre os Privados é maior:
    PORTUGAL, acima de Itália, Grécia e Irlanda – graças em parte ao OE de 2012.
  • Dúvida colocada ao Tribunal Constitucional, em Portugal:
    Ao aproximar os Públicos dos Privados não se estará a violar o Princípio da Igualdade?

Este país não existe…

PS Já sei que vão contestar a minha pessoa e os dados. Esta imagem foi retirada do Facebook de um amigo do grupo de debate Portus Cale. Publiquei pois os dados batem genericamente certos com este relatório (ver páginas 32 e 33) que entretanto consultei.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 11:00
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Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2013
A crise não é afecta a todos de forma igual...

É das nações que estão sobre-endividadas.

Isto para mim sempre foi óbvio, mas agora, vários anos depois, há dados.

Reparem nestes dois.

 

Se a crise não é mundial mas das nações a fazer estímulos gigantes, como os EUA, o peso do PIB dos EUA no PIB mundial tem de estar a cair.

Bem, podem ver o gráfico:

 

O Japão tem hoje mais de 200% de PIB em dívida estatal. Então e como isso tem corrido?

 

Podem ler o artigo todo aqui (em inglês): The Cost of Kidding Yourself.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 10:00
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Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2013
PCP perde o único activo que lhe restava

O respeito. O respeito que muitos nutriam pela sua coerência. O PCP podia ter uma visão errada da sociedade e estar perdido na história. Mas pelo menos era coerente. E depois saiu esta notícia referida aqui.

O grave desta notícia de que o PCP vai despedir pessoas é que vai contra tudo o que ele vem defendendo nos últimos anos. O PCP vai deixar pessoas na miséria, as suas famílias vão ter de fazer austeridade e tudo isto para quê? Face ao que defende para o Estado, várias questões exigem resposta. A saber:

  1. O PCP despede porque é obrigado, os outros despedem porque são demónios?
    Qual é a diferença entre o PCP e o Grande Capital?
  2. Porque não um banco de horas, em que os funcionários ficam sem fazer nada mas a receber?
    Porque não adopta as mesmas medidas que impõe ao Estado? Serão cidadãos de 2ª?
  3. Porque é que o PCP paga a quem ele deve, esses usuários?
    Porque é que o PCP não dá prioridade aos trabalhadores? Quando foi que mudou?
  4. "Uma efectiva contenção (...) nalguns casos de estrutura" quer dizer o quê?
    Alexandre Araújo usa agora linguagem nebulosa típica do patronato? Quando foi que mudou?
  5. Se o PCP resolve os seus problemas de financiamento despedindo pessoas, porque não podem os órgãos da administração local, que eu sei que muitos estão a definhar por estarem presos a despesas com pessoal superiores a 75% do Orçamento - em clara violação da Lei das Finanças Locais, que fixa o máximo de 50% - resolver o problema da mesma forma? Onde está a coerência?

Que o PCP é um partido retrógrado e sem qualquer noção de economia, já eu sabia.

Agora que desbarata assim a sua coerência e destrói famílias por obediência à austeridade, é que é novo para mim.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 11:00
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Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2013
Evolução da taxa de juro da dívida estatal em 2012

Evolução da taxa de juro da dívida estatal portuguesa a 10 anos em 2012. Para variar.

Fonte: O Insurgente.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 10:00
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Terça-feira, 1 de Janeiro de 2013
Empréstimos Técnicos

A banca hoje não quer emprestar. Tem medo de arriscar. Mesmo empresários de sucesso são hoje autênticos bonecos voodoo capazes de assustar o bancário mais temerário. Então e os meus ex-colegas da banca como conseguem ainda conceder empréstimos? Apresento-vos: os empréstimos técnicos.

Imaginem que são um empresário proprietário de uma PME. Cansados de pagar impostos, pagam a vocês próprios um salário mínimo e retiram a liquidez da empresa das mais diversas formas. Agora imaginem que querem comprar um carro ou uma casa. Querem um carro ou uma casa de acordo com o vosso nível de vida anterior à crise da dívida “soberana”, mas trocar de carro é difícil pois qualquer carro dos que vocês querem é impossível de ser adquirido por um receptor de uma salário mínimo. Se comprarem um carro de 10.000 contos / 50.000 Euros, o fisco detectará o “sinal exterior de riqueza” e irá sobre o triplo imposto sobre automóveis e cobrar-vos-á mais 40%, chamando-lhe “IRS que você, se comprou este carro, deveria ter pago”.

Como ultrapassar este problema: simples, vai ter com um amigo meu bancário e deposita o dinheiro do carro. Pede depois um empréstimo para, vá lá, 10 anos no valor do carro, dando como colateral não o carro mas sim o património – investido num produto de capital e rendimento garantidos.

Vamos lá ver como agem os agentes económicos:

  1. Estado – um pobretanas comprou um carro com dinheiro emprestado. É um estúpido, mas ok.
  2. Banco – ganha comissão no produto estruturado onde colocou o dinheiro do investidos e empresta dinheiro a uma taxa superior àquela a que obteve o dinheiro do BCE: ok.
  3. Empresário – compra o carro sem chatices com o fisco. Esperançosamente vai ganhar ainda algum dinheiro com a operação, dependendo da taxa de juro. Evitou a extorsão: ok.
  4. Sociedade – tantas horas perdidas por membros dos mais preparados da sociedade para no fim se fazer uma compra básica de um carro por quem tinha dinheiro para o pagar: bem-vindos ao sistema Português.

Quando é que os que fazem a legislação aprendem que as pessoas não vão ficar paradas quando as tentam extorquir?



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 16:37
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Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2012
2012 foi "um ano de luta"

PORTUGAL GENERAL STRIKE

Está prestes a terminar o ano de 2012. É frequente, por esta altura do ano, fazerem-se rescaldos do ano. Aqui deixo um apanhado das lutas populares e dos trabalhadores realizadas em 2012. É um mero apanhado, usando a agenda da CGTP e nas notícias do Avante!; não é exaustivo. Ainda que parcial, este resumo deixa patente como 2012 foi um ano de intensa luta de classes. Foi um ano marcado por duas Greves Gerais históricas, a 22 de Março e 15 de Novembro, e várias manifestações nacionais, incluindo as de 11 de Fevereiro e 15 e 29 de Setembro. Lutas contra o pacto de agressão da Troika, contra o novo Código de Trabalho, contra o Orçamento de Estado de 2013. Mas também várias lutas sectoriais e regionais, em defesa dos contratos colectivos, em defesa dos serviços públicos, contra as privatizações, contra os ataques ao Poder Local, contra a política de direita, de cortes cegos. Um ano que demonstrou que os trabalhadores e as populações resistem e lutam por uma outra política. Tendo já realizado tais rescaldos, 2012 destaca-se pela continuidade da luta, pela sua força, pela sua abrangência. Lutas que dão esperança que 2013 não se irá caracterizar pela mera implementação das políticas impostas pela Troika.

 

JANEIRO 2012 

  1. Greve dos Bombeiros Sapadores de Lisboa, iniciada a 28 de Dezembro, até 8/Jan, contra a intenção de criar um quinto turno de trabalho sem o devido aumento de efectivos
  2. Dezenas de trabalhadores do Grupo Carlos Saraiva manifestaram-se dia 8, junto ao Grande Hotel Salgados, no concelho de Albufeira, onde decorria um congresso de uma marca automóvel, para assim denunciarem a falta de pagamento de salários desde Setembro.
  3. Manifestação Nacional dos trabalhadores da EMEF (Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário), junto à Administração da CP (11/Jan)
  4. O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP) desconvocou a greve marcada para o dia 13, após o Ministério da Justiça (MJ) ter garantido alterar o estatuto profissional e contratar novos guardas prisionais.
  5. Greve dos trabalhadores portuários, iniciada dia 9/Jan, convocada para reivindicar a suspensão ou a retirada da insolvência da Empresa de Trabalho Portuário (ETP) do porto de Aveiro, desencadeada pela Aveiropor e a Socarpor. Além 62 postos de trabalho, estavam em causa o intuito patronal de desregulação e precarização de todo o trabalho portuário ali realizado.
  6. Acções da Interjovem pelo trabalho com direitos, denunciando a grave situação de desemprego entre os jovens trabalhadores. A taxa de desemprego nacional é de 12,4% e é de 17,3% nos jovens até aos 35 anos. Famalicão (16/Jan); Porto, com os trabalhadores do Centro Comercial Vivace (20/Jan); Setúbal (10/Jan), Lisboa (25/Jan)
  7. Acção de protesto contra o aumento das taxas moderadoras na Saúde, em Beja. (14/Jan)
  8. CGTP-IN abandona reunião da Concertação Social, e alerta para a gravidade das medidas ali cozinhadas pelo Governo, pela UGT e pelos patrões (16/Jan)
  9. Desfile da Rua do Carmo para a AR, de activistas sindicais com o objectivo de entregar os pareceres contra a proposta de trabalho gratuito (proposta de lei n.º 36/XII que “estabelece o aumento excepcional e temporário dos períodos normais de trabalho sem acréscimo de retribuição”) (18/Jan)
  10. Marcha de trabalhadores no Vale do Ave, contra o aumento do Horário de Trabalho e o roubo dos direitos contratuais pelo Governo, com concentração e saída de Nespereira até à cidade de Guimarães. (21/Jan)
  11. Em plenário diante da administração da Amarsul, na Moita, os trabalhadores aprovaram por unanimidade uma resolução onde se afirma que «outra política é possível e necessária» e se diz «não à exploração, às desigualdades e ao empobrecimento». (24/Jan)
  12. Concentração desde o início da tarde junto aos portões que dão acesso ao edifício da TAP, localizado na zona no Aeroporto de Lisboa para protestar contra os cortes salariais e a suspensão dos subsídios de férias e de Natal (27/Jan).
  13. Vigilia/Concentração dos trabalhadores da Cerâmica Valadares, em Gaia, que decidiram, em plenário, parar a laboração da fábrica até receberem os salários em atraso e concentraram-se em frente aos portões da empresa. (30/Jan- 13/Fev). No dia 2 de Fevereiro os trabalhadores desfilaram pelas ruas de Vila Nova de Gaia, em luta pelo pagamento dos salários de Dezembro e Janeiro. Em 13 de Fevereiro, os trabalhadores, em Plenário, decidiram retomar a laboração, depois de ter sido feito um acordo com a administração e assinado um compromisso de que o pagamento do mês de Janeiro será feito até ao dia 20, e que o mês de Fevereiro será pago a tempo e horas.

FEVEREIRO 2012

  1. Dia de greves no sector dos Transportes (2/Jan), incluindo Transtejo e Soflusa, Carris, CP, CP-CARGA E REFER, STCP PORTO. Pela defesa do serviço público de qualidade ao serviço do País e dos cidadãos; Contra a redução de carreiras e serviços; Contra as privatizações da concessão das empresas públicas do sector; Pela negociação colectiva e aumento do poder de compra; Pela defesa e cumprimento dos Acordos de Empresa; Contra os despedimentos e aumento da precariedade no trabalho; Contra qualquer tentativa de imposição do aumento dos horários de trabalho; Contra a repressão nas empresas.
  2. Manifestação dos trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, pelas ruas da cidade, aberta a trabalhadores, antigos funcionários, familiares e população que culminou num plenário na Praça da República, em defesa da manutenção da empresa e dos postos de trabalho. (3/Fev)
  3. Concentração dos trabalhadores da JADO-IBERIA, em Braga, seguida de deslocação até à Segurança Social, em solidariedade com a luta dos trabalhadores vitimas do lay-off e em protesto contra o “acordo social”. (3/Fev)
  4. Contra alterações unilaterais aos contratos de trabalho, cerca de 90 trabalhadores da empresa portuguesa ProCME, subcontratada da distribuidora eléctrica francesa ERDF e a de gás natural GRDF, estavam, dia 9, concentrados há dez dias, em protesto, diante dos escritórios da empresa, em Ramonville-Saint-Agne, nos subúrbios de Toulouse. Provenientes de Marselha, Nice e Montepellier, mantinham uma greve contra a eliminação do direito a viagens pagas a Portugal, de cinco em cinco semanas, e o pagamento do alojamento em França.
  5. Grande Manifestação Nacional, em Lisboa contra o medo e resignação. Mais de 300 mil pessoas responderam ao apelo da CGTP-IN e fizeram, no Terreiro do Paço, a maior manifestação desde há mais de 30 anos. (11/Fev)
  6. Greve dos trabalhadores da FDO, pelo pagamento dos salários em dívida (Novembro, Dezembro e Janeiro) bem como do subsídio de Natal de 2011. (13/Fev)
  7. Centenas de sargentos, praças e militares no activo e aposentados protestaram, dia 16, em várias cidades, «contra o desmantelamento das Forças Armadas». Na residência oficial do primeiro-ministro entregaram as suas reivindicações.
  8. A Onopackaging Portugal foi condenada a reintegrar um dirigente sindical e dois trabalhadores que sofreram um despedimento colectivo, num acórdão do Tribunal da Relação de Évora. Em Almada, o Tribunal de Trabalho sentenciou a SN Seixal a reintegrar um trabalhador com vínculo precário que desempenhava funções de trabalho permanente.
  9. Acções de protesto e denúncia dos trabalhadores das Cantinas e Refeitórios, pela atitude da AHRESP (Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal) em querer retirar direitos aos trabalhadores: no Refeitório da TAP (22/Fev); no Refeitório da SIC (23/Fev)
  10. Greve dos trabalhadores da Mirandela – Artes Gráficas, SA, que na falta de resposta da empresa decidiram em reunião de trabalhadores, entrar em greve pelo pagamento dos salários em atraso a todos os trabalhadores. A situação do não pagamento atempado dos salários e de outras prestações pecuniárias já se arrasta há alguns anos na empresa, os trabalhadores já não recebem os subsídios de férias e de Natal há 4 anos. (22/Fev)
  11. Concentração dos trabalhadores do sector público, diante da delegação da Comissão Europeia, em Lisboa, contra as políticas das, no âmbito de uma jornada de luta europeia, promovida pela União Internacional de Sindicatos de Serviços Públicos e Similares, da Federação Sindical Mundial. (23/Fev)
  12. Vigília dos trabalhadores da Frente Comum, frente à residência Oficial do Primeiro Ministro, pelo emprego com direitos, por horários de trabalhos justos e contra a destruição das carreiras (28/Fev)
  13. Dia Nacional de Acção e Luta, contra a austeridade, a exploração e a pobreza; pelo emprego, salários, direitos e serviços públicos, enquadrado na jornada de luta europeia, promovida pela CES – Confederação Europeia de Sindicatos, a que a CGTP-IN se associou (29/Fev)
  14. Uma greve de duas horas dos trabalhadores portuários das ilhas do Faial, Pico, São Jorge, Flores e Corvo, para reclamarem as mesmas condições de trabalho praticadas nas restantes ilhas do arquipélago pela empresa Portos dos Açores (29/FEv-2/Mar).

MARÇO 2012

  1. Cerca de dois mil profissionais da GNR, de todo o País, repudiaram o novo regime remuneratório e a extinção do seu subsistema de saúde, num «Passeio contra as injustiças», em Lisboa. (1/Mar)
  2. No Vale do Côa, os trabalhadores do Parque Arqueológico e do Côa Museu protestaram contra o fim do seu vínculo público, conquistado com a sua luta e que ficou contemplado no diploma de criação da Fundação Côa Parque. (1/Mar)
  3. Plenário Nacional de Dirigentes, Delegados e Activistas Sindicais da Administração Pública, na Casa do Alentejo, com posterior deslocação para o Ministério das Finanças. (2/Mar)
  4. Centenas de professores participaram numa vigília da Fenprof, de «24 horas contra a precariedade e o desemprego». Nos últimos seis anos aposentaram-se mais de 23 mil professores mas só entraram nos quadros 396. Ao mesmo tempo tem vindo a acentuar-se a instabilidade, havendo escolas em que mais de metade dos professores têm vínculos precários «há 10, 20 ou mais anos». (2-3/Mar)
  5. Concentração de activistas sindicais da empresa Horários do Funchal, em frente à Secretaria Regional dos Transportes, onde entregaram um abaixo assinado de trabalhadores e utentes contra a privatização. (3/Mar)
  6. Manifestação dos trabalhadores da EMEF, em Lisboa. (7/Mar)
  7. Concentração nacional de dirigentes, delegados e activistas dos sectores das cantinas, refeitórios, restaurantes e pousadas, junto às sedes das associações patronais para exigir a revisão dos CCT´s e o aumento dos salários (14/Mar)
  8. GREVE GERAL contra o pacote de exploração e empobrecimento, Por uma Mudança de Política, Emprego, Salários, Direitos, Serviços Públicos (22/Mar)
  9. Concentração contra o “pacote da exploração e empobrecimento”, em Lisboa (Largo do Camões), seguida de desfile para a Assembleia da República, onde a proposta de Lei do governo para a alteração do Código do Trabalho era debatida na generalidade. (28/Mar)
  10. Greve na Transtejo, prosseguindo a sua luta contra a alteração das escalas de serviço, contra a redução de carreiras e pela discussão e negociação do seu AE (28/Mar)
  11. Manifestação no Dia Nacional da Juventude, em Lisboa, com o lema “Queremos Trabalho! Exigimos Direitos! Esta País também é para Jovens”, para protestar contra o desemprego e a precariedade; pela exigência de políticas que garantam os direitos e respondam aos problemas dos jovens trabalhadores. (31/Mar)

ABRIL 2012

  1. Greves parciais dos trabalhadores da NAV Portugal, pela defesa da empresa e dos postos de trabalho (13/Abr).
  2. Concentração de dirigentes e delegados sindicais, no Largo do Intendente, onde funciona o gabinete do presidente da CM de Lisboa, pela continuação dos refeitórios municipais sob a alçada do município. O STML – Sindicato do trabalhadores do Município de Lisboa – entregou um abaixo-assinado contra a «privatização camuflada» daquela área e contra a política de desresponsabilização social do actual executivo. (13/Abr)
  3. Greve de 24 horas, por aumentos de salários, respeitando a dignidade e os direitos dos trabalhadores, na fábrica de travões Robert Bosch, em Alferrarede, Abrantes. (13/Abr)
  4. Acções nos centros de emprego de Setúbal e do Seixal e em postos de apresentação quinzenal, no Barreiro e no Vale da Amoreira, do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (13/Abr)
  5. Manifestação Nacional em Defesa do Serviço Nacional de Saúde (organizada pelo Movimento de Utentes dos Serviços Públicos), em Lisboa, Porto e Braga (14/Abr)
  6. Greve e manifestação nacional dos guardas-florestais, em Lisboa, com concentração no Largo do Carmo, seguida de desfile até ao Terreiro do Paço, para defronte da secretaria de Estado da Administração Interna e, em seguida, junto ao Ministério das Finanças. (18/Abr)
  7. Concentração de Dirigentes, Delegados e Activistas Sindicais, na cidade da Covilhã – Pela Negociação Colectiva, Contra o Roubo de Direitos, por Melhores Salários. (18/Abr)
  8. Plenário Nacional de Trabalhadores não docentes das escolas da rede pública, em Lisboa donde partiu um desfile até ao Ministério da Educação e Ciência (20/Abr)
  9. Desfiles celebrando os valores e conquistas da Revolução dos Cravos (25/Abril) que constituíram simultaneamente um acto de resistência às políticas de austeridade e à ingerência da Troika.

Maio 2012

  1. Grande jornada de celebração e luta no 1º de Maio.
  2. Luta dos trabalhadores da Cel-Cat, em Morelena (Sintra), pelo direito a um salário digno, pela defesa da contratação colectiva e pela valorização do trabalho (21/5-1/6).
  3. Protesto de agricultores contra o «programa de desastre nacional», acordado entre as troikas e o Governo, e por melhores políticas agrícolas.defesa da produção nacional, a melhoria dos preços e o combate à especulação (4/5)
  4. Greve na EDA (Electricidade dos Açores) ao trabalho suplementar e às deslocações.
  5. Greve no sector dos transportes contra o roubo dos salários e dos subsídios de férias e de Natal, é pela manutenção dos postos de trabalho(17 e 22/5)
  6. Vigília dos trabalhadores da Ensul Meci frente às instalações da sede da construtora, no Monte de Caparica, reclamando o pagamento de remunerações em atraso (17-24/5)
  7. Greve dos trabalhadores da Artlabel (ex-Califa), em São João da Madeira para exigirem o pagamento dos salários. (25/5)
  8. Greve na Portucel em defesa do Acordo de Empresa (25-29/5)

Junho 2012

  1. Concentração, em Cacilhas, de pescadores, que exigem um novo local para colocarem as suas embarcações (1/6)
  2. Protesto do Barreiro e do Funchal, na banca e na limpeza, «contra a exploração e o empobrecimento, pela mudança de política» (2/6)
  3. Concentração pela manutenção do Instituto de Oftalmologia Gama Pinto, que o Governo quer encerrar. (6/6)
  4. Protesto dos trabalhadores da administração local, no Porto e Lisboa, contra a exploração e o empobrecimento. (8 e 16/6)
  5. «Concentrações de desagrado» dos sargentos e praças num «requiem pela condição militar, pelas promoções, contra o corte nos subsídios». (5 e 20/6)
  6. Greves parciais dias 11, 12, 18 e 19, dos trabalhadores dos centros de atendimento da EDP, subcontratados à Tempo-Team, em Odivelas e Lisboa, e à Reditus, em Seia (11,12,18,19/6)
  7. Greves no sector dos transportes, Soflusa e Transtejo (14 e 18/6), na CP e CP Carga, na EMEF e na STCP, contra o novo código de trabalho.
  8. Greves parciais dos trabalhadores da limpeza urbana da Câmara Municipal de Lisboa (11 e 17/6)
  9. Vigília dos enfermeiros do Centro de Reabilitação da Região Centro contra a precariedade, os baixos salários e a violação dos seus direitos decorrente do regime de subcontratação em que se encontram há três anos merece (21-22/6)
  10. Manifestação nacional de trabalhadores da Função Pública como forma de protesto contra o roubo dos subsídios de férias e de Natal.(22/6)
  11. Protesto dos trabalhadores das cantinas, refeitórios e fábricas de refeições, em Lisboa, contra o boicote patronal à contratação colectiva e para reivindicar a retoma das negociações. (28/6)
  12. Concentração dos trabalhadores da Fiequimetal e o SITE-Norte contra o bloqueio à contratação colectiva e os baixos salários impostos pela associação patronal, de cuja a Herdmar é membro dirigente. (28/6)
  13. Manifestação dos trabalhadores do sector das cantinas, refeitórios e fábricas de refeições de todo o País, em defesa do Contrato Colectivo de Trabalho, por melhores salários e condições de trabalho e contra a precariedade, os horários de trabalho escravizantes e as alterações ao Código do Trabalho (28/6)
  14. Acção de protesto, na Covilhã, face ao ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, quando se preparava para sair do Parque de Ciência e Tecnologia (28/6)

Julho 2012

  1. Concentração de trabalhadores da Grandupla, na Marinha Grande, em protesto contra o despedimento colectivo de que foram alvo, quando não foram cumpridos os prazos estipulados por lei. (2/7)
  2. Protesto dos trabalhadores da ESABE, empresa que efectua limpeza nos comboios e bilheteiras da CP, em Lisboa, pelo pagamento dos salários como está na Lei e no seu Contrato Colectivo de Trabalho, ou seja no último dia de cada mês, e de todos os salários em atraso. Os trabalhadores estiveram ainda em luta contra a alteração unilateral do plano de férias. (3/7)
  3. Protesto dos bolseiros de investigação científica frente ao Ministério da Educação e Ciência, em Lisboa, para reclamar o reconhecimento como trabalhadores, e o fim dos atrasos nos pagamentos que lhes tornam a vida precária.(5/7)
  4. Protesto nacional de professores e educadores (12/7)
  5. Greve dos médicos contra o concurso público lançado pelo Ministério da Saúde, para contratação de dois milhões e meio de horas de trabalho médico através de empresas de trabalho temporário e ao mais baixo preço por hora.(11-12/7)
  6. Manifestação dos trabalhadores das creches e dos equipamentos pré-escolares da Segurança Social, contra a transferência de 24 equipamentos para as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) (13/7)
  7. Protesto dos trabalhadores da Saint Gobain Sekurit Portugal, de Santa Iria da Azóia, em defesa e manutenção do emprego com direitos, da produção nacional, do aumento dos salários e da contratação colectiva. (13/7)
  8. Concentração de trabalhadores do call-center da Optimus, frente à sede da Sonaecom, no Parque das Nações, chamando a atenção para as graves consequências da política de subcontratação da marca de telecomunicações de Belmiro e Paulo Azevedo. (19/7)
  9. Protesto dos enfermeiros, através de «hospital do protesto», a fim de denunciarem publicamente a política do Ministério da Saúde e reafirmarem que: necessidades permanentes devem corresponder a vínculos laborais permanentes. O ministro da Saúde e o Governo propõe-se pagar aos enfermeiros subcontratados 3,96 euros à hora. (20/7)
  10. Greve dos enfermeiros com contrato individual de trabalho do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes contra o não pagamento dos turnos e do trabalho extraordinário. (24-26/7)
  11. Concentrações de professores contra a extinção deliberada de postos de trabalho. (-27/7)
  12. Greve a todo o trabalho suplementar na Somincor, em resposta à intenção da administração de aplicar as alterações do Código do Trabalho.
  13. Greve na Carristur, pela uniformização das relações contratuais e das condições salariais, pelo cumprimento integral do contrato colectivo, pela negociação de um acordo de empresa, por melhores salários, contra o roubo dos subsídios de férias e de Natal e contra a redução a metade do valor do trabalho suplementar (20/7)
  14. Protesto e greve dos carteiros de Leiria contra a alteração dos horários de trabalho e consequente  perda de salário e qualidade do serviço postal. (25/7-10/8)

Agosto 2012

  1. Greve na seguradora Cares contra a deslocalização de serviços para o call-center em Évora, entregue à Reditus, parte de uma estratégia de «emagrecimento à força», que visa preparar a privatização daquela empresa do Grupo Caixa Seguros e Saúde. (3 e 6/8)
  2. Greve nas cimenteiras Secil e CMP, que fazem parte do Grupo Semapa, a partir das zero horas de sábado, dia 4, contra o novo código de trabalho e suas normas de retribuição do trabalho suplementar. (4/8)
  3. Na  fábrica de semicondutores CSP, em Almada e na Visteon, greve ao trabalho suplementar depois de o patrão anunciar que iria reduzir o pagamento do trabalho suplementar em 50 por cento e eliminar o respectivo descanso compensatório. (4/8)
  4. Greve dos mineiros da Panasqueira e de Neves-Corvo contra a aplicação do novo código de Trabalho (4/8)
  5. Greve de 24 horas na Luís Simões, a maior empresa nacional de transporte de mercadorias e a maior da Península Ibérica na área da logística, porque a administração pretende reduzir as remunerações dos motoristas. (6/8)
  6. Greve dos trabalhadores portuários e marítimos contra a modificação do regime jurídico do trabalho portuário (14/8)
  7. Greves nos transportes a todo o tipo de trabalho suplementar, na CP, CP Carga, na Refer, no Metropolitano de Lisboa, na Carris e STCP no primeiro feriado sob o novo Código do Trabalho, que eliminou o descanso compensatório remunerado e reduziu para metade a retribuição por trabalho suplementar.(15/8)

Setembro 2012

  1. Vigílias dos trabalhadores da RTP,  junto à residência oficial do primeiro-ministro e na delegação da empresa no Porto, contra a privatização da RTP (17/9)
  2. Milhares de pessoas manifestaram-se frente ao Palácio de Belém, enquanto ali decorria a reunião do Conselho de Estado (21/9)
  3. Greves dos pilotos de barra e pessoal do controlo marítimo, nos dias 17, 18 e 25; dos estivadores, a 19 e 20; dos trabalhadores das administrações portuárias, nos dias 21 e 24, contra a alteração do regime laboral do sector marítimo-portuário, que traria de volta a praça de jorna.
  4. Greve na Rodoviária do Alentejo e na Trevo (Transportes Rodoviários de Évora) (19/9)
  5. Greve parcial no Metropolitano de Lisboa (27/9)
  6. No Hospital de S. Teotónio, os trabalhadores da SUCH que manuseiam os resíduos decidiram parar o trabalho, exigindo da empresa fardamento, luvas, calçado e todo o tipo de equipamento de segurança adequado ao serviço que executam (26/9)
  7. Milhares de pessoas manifestam-se no Terreiro do Paço, em Lisboa (29/9)

Outubro 2012

  1. Pessoal da limpeza urbana de Lisboa manifestou-se até ao Largo do Intendente, em protesto contra a degradação das condições de segurança e saúde no trabalho, a falta de material básico e a falta ou desadequação de equipamentos de protecção individual (1/10)
  2. Marcha dos trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo contra a privatização da empresa (1/10)
  3. Greve na Number One, que assegura a limpeza industrial no Hospital do Barreiro, contra constantes atrasos no pagamento de salários, pelo pagamento de horas descontadas indevidamente e pelo cumprimento do contrato colectivo do sector e do acordo laboral específico do local de trabalho (1/10)
  4. Lutas e greves no sector dos transportes, incluindo Transtejo e Soflusa, Scotturb, Rodoviária de Lisboa, STCP e na EMEF, Rodoviária do Alentejo, e Metropolitano de Lisboa, em defesa da contratação colectiva, dos Acordo de Empresa e a salvaguarda do serviço público de qualidade e acessível a todos.
  5. Greve ao trabalho extraordinário dos trabalhadores da indústria e energia, nos casos em que o patronato, a pretexto das alterações ao Código do Trabalho, tentou reduzir a sua remuneração: Sakthi, Groz-Beckert, Tegop, MBO Binder, Camo, Petrogal, Europac Embalagens, Continental Mabor, Funfrap, Renault Cacia, Grohe, BTW (Minas da Panasqueira), Somincor (Minas de Neves-Corvo), Multifllow, Fapajal, Copan, Portucel, AdP, Fima, INCM, EPAL, Iglo Olá, Lisnave, Alstom, Portucel, REN Gasodutos, Parmalat, Visteon, Delphi (Seixal), CSP, MFS, Exide (Tudor), EDP Distribuição, EDP Produção (Central de Sines).
  6. Milhares de trabalhadores, por todo o país participam na «Marcha Contra o Desemprego, por um Portugal com Futuro», contra a política de direita e o pacto de agressão, determinados a prosseguir a luta para travar o passo ao Governo e impor uma alternativa ao rumo das troikas.
  7. Vigília e Tribuna Pública na Moveaveiro, em Aveiro, (16/10). Os trabalhadores da empresa municipal de transportes condenam a entrega à Transdev, gratuita e sem concurso público, dos circuitos mais lucrativos enquanto a Moveaveiro ficará com as actividades mais deficitárias, em preparação da sua privatização.
  8. Greve nas refinarias de Matosinhos e de Sines da Petrogal, em defesa de direitos acordados, contra o aumento da exploração do trabalho (17-19/10)
  9. Greve dos jornalistas e demais trabalhadores da LUSA para exigir que o Governo mantenha o valor do contrato-programa (18-21/20)
  10. Protesto nacional dos GNR vindos de todo o País, em Lisboa, reclamando a restituição dos subsídios, o cumprimento das tabelas remuneratórias, a concretização das promoções em atraso e «um horário de trabalho digno e humano», defendendo que «Segurança pública exige profissionais motivados» e «melhores instalações, mais equipamento», exigindo o direito ao sindicato naquela força de segurança (24/10)
  11. Greve dos trabalhadores da Rodoviária do Tejo e da Ribatejana (entre outas na órbita da Barraqueiro Transportes) (26 e 29/11) e paralisações (30/10 - 2/11)
  12. Greve dos trabalhadores da Scotturb (2 e 31/10). A 31 a empresa chamou a GNr e a força policial foi usada contra o piquete de greve, chegando a ocorrer actos de agressão.
  13. Manifestação de trabalhadores frente à Assembleia da República de oposição à política de «austeridade» e ao Governo. aquando do início da discussão do Orçamento do Estado (31/10)

Novembro 2012

  1. Greve na Caixa Geral de Depósitos, com adesão de 80%, contra o roubo nos salários e pensões e a privatização da CGD, anunciada pelo Governo (2/11)
  2. Cinco mil polícias vindos de todo o País, convocados pela ASPP/PSP, manifestaram-se frente à Assembleia da República, apelidando o Governo de «gatunos» e insistindo na exigência de fazer conjugar os seus direitos e a missão da instituição com os valores da revolução de Abril (6/11)
  3. «Concentração da família militar», na Praça do Município em Lisboa (10/11).
  4. Protestos «Contra Merkel, a exploração e a colonização» assinalando a passagem da primeiro-ministro Alemã por Lisboa (12/11)
  5. Uma das maiores Greves Gerais até hoje realizadas, de rejeição do pacto de agressão das troikas, de clara afirmação que é necessário acabar com este Governo, com dezenas de manifestações e piquetes de greve por todo o país e nos mais diversos sectores. (14/11)
  6. Manifestação junto à Assembleia da República, no dia da discussão e votação do Orçamento do Estado para 2013 (27/11)

Dezembro 2012

  1. Greve na EDP para exigirem que a empresa recue na drástica redução do pagamento do trabalho suplementar e em dias feriados. (1/12).
  2. Protesto de dezenas de pessoas junto à Pousada de Palmela, onde ministro Miguel Relvas almoçar, em oposição à extinção de freguesias, a exigência de salários, emprego, direitos e serviços públicos, a reclamação de medidas concretas para fazer face aos prejuízos nas vinhas do distrito.
  3. Greves na CP, na CP Carga, na Refer e na EMEF, na Scotturb, na Soflusa, na Rodoviária do Tejo, Transtejo, Metropolitano de Lisboa, contra o embaratecimento do trabalho e em defesa dos direitos. As administrações insistem em não respeitar a contratação colectiva, preferindo remunerar o trabalho suplementar pelas regras que as troikas incluíram na legislação laboral, com alterações vigentes desde 1 de Agosto, mesmo depois de a ACT já ter esclarecido que a lei apenas delimita os valores mínimos.
  4. Greve aos feriados dos trabalhadores da BA Vidro, na Marinha Grande (1 e 8/12).
  5. Greve, seguida de paralisações parciais, dos operários da fábrica de Évora da Kemet Electronics, contra o anunciado despedimento colectivo e deslocalização da empresa (13/12-)
  6. Greve dos trabalhadores da Fehst Componentes, em Braga, contra o despedimento colectivo de 40 camaradas, e contra mais despedimentos previstos pela administração (13/12)
  7. Milhares de pessoas concentraram-se frente ao Palácio de Belém pedindo ao Presidente da República que não promulgue o Orçamento de Estado. O PR não recebeu a delegação da CGTP que havia pedido audiência há mais de um mês (15/12).
  8. Luta dos trabalhadores da TAP contra a privatização da empresa, com  plenário e na marcha (dia 18/12), na vigília à porta do Conselho de Ministros (19/12) e inúmeras outras iniciativas. A CGTP-IN  salientou que «com a privatização da TAP, tal como da ANA, está em causa o futuro de praticamente todo o sector do transporte aéreo nacional, representando mais de 20 mil postos de trabalho, mais de dois mil milhões de euros anuais, em exportações, e directamente mais de três por cento do PIB». Em resultado da luta, o governo recuou – por agora – nas privatizações.
  9. A FENPROF assinalou que  tinham sido atingidas as 100 condenações em tribunal, porque recusa pagar aos professores a compensação por caducidade dos contratos. (19/12)
  10. Tribuna pública em frente à Segurança Social em Braga, para exigir que sejam recuperados os atrasos verificados na atribuição do Fundo de Garantia Salarial (19/12).
  11. Dezenas dos 93 trabalhadores, do Bingo do Salgueiros, no Porto, despedidos em 20 de Outubro concentraram-se desmascarando as afirmações do Presidente aos trabalhadores que estavam despedidos por falta de dinheiro, quando a sala «facturou, só em 2011, mais de 12 milhões de euros»  (19/12)
  12. Tribuna de protesto «contra o Natal das desigualdades e injustiças sociais» em Lisboa, denunciando  publicamente a grave situação em que vivem milhares de pensionistas e aposentados e apontando responsabilidades à política de direita (20/12).
  13. Milhares de pessoas, vindas de Norte a Sul do País, manifestaram-se em Lisboa, frente ao Palácio de Belém, para protestar contra o Projecto de Lei da Reorganização Administrativa do Território e a extinção de um número significativo de Juntas de Freguesias (22/12)
  14. Greve dos trabalhadores da Hotelaria na Madeira pela falta de pagamento dos subsídios de Natal e da retribuição correspondente ao trabalho prestado em dias feriados (25/12 e 1/1)

Peço desculpa pela linguagem. A fonte naturalmente foi o 5 Dias, a quem agradeço este serviço público.
Total: 13+14+11 + 9+8+14 + 14+7+7 + 13+6+14 = 38+31 + 28+33 = 69 + 61 = 130 eventos. Nada mau.

 

Convém relembrar que 82,4% dos trabalhadores nunca fizeram greve e andam a pagar as regalias a estes chorões.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 21:16
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