Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2012
JASD - O Reforço do Intermunicipalismo

 



Portugal precisa de mudar de paradigma, o Poder Local não pode ficar à margem da profunda alteração que o nosso País está a viver, temos de reformar o presente para reforçarmos o futuro do Municipalismo democrático.

 

Todos conhecemos a vertente reformadora do Poder Local, sabemos bem da importância que desencadeou no desenvolvimento que Portugal teve nas últimas décadas. Estar próximo das pessoas, ter uma intervenção transversal na sociedade, tudo isto fez com que o hoje o Poder Local esteja mais preparado para auxiliar e executar políticas que contribuam para o desenvolvimento e crescimento de Portugal.

 

É verdade que ouvimos, há muitos anos, e de vários quadrantes políticos que é preciso reformar o Poder Local, mas nunca passámos da teoria à prática! A reforma que o governo está a levar a cabo altera esse paradigma, altera profundamente o modelo de gestão autárquica.

 

Mais do que nunca, precisamos de racionalizar os nossos recursos, fazer mais e melhor com menos, reduzir o endividamento público e responder com mais eficiência às populações.

 

Esta reforma é um imperativo de consciência e, tem como principais objectivos: reforçar a coesão territorial, fomentar a cooperação entre municípios, descentralizar o Estado, reforçar a qualidade da prestação dos serviços públicos a nível local e modernizar o aparelho administrativo. É importante realçar os resultados positivos de todas estas alterações. Para muitos, falar é fácil, dar o exemplo é o mais difícil.

 

Ora vejamos: o Governo prevê a extinção de 673 cargos de adjuntos e secretários de gabinete, prevê-se ainda a redução do número de Comunidades Intermunicipais, que poderão passar das 23 atuais para 20, estima-se que no total esta reforma provoque uma poupança de 12.5 milhões de euros.

 

O Municipalismo sai reforçado e as competências da Administração Local serão necessariamente colocadas a uma escala intermunicipal. Sempre com o objectivo de prestar melhor serviço público maximizando os recursos existentes. Esta reforma tem de ser virada para o futuro, numa lógica de cooperação entre municípios com objetivos comuns e com uma gestão mais equilibrada, assente no respeito da partilha de recursos, evitando-se políticas desfasadas e descoordenadas que prejudicam os portugueses, principalmente as novas e futuras gerações.

 

 

Psico-convidado

João Teixeira Leite

 

Jovens Autarcas Sociais Democratas



uma psicose de PsicoConvidado às 16:38
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Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2012
Quase, quase a começar!

O Psicolaranja anda em todo o lado e embora os psicóticos ainda não tenham chegado ao Congresso, já têm informações privilegiadas! ;)

 

Tudo começou assim...

 

Mais montagens...
A vista por cima deve ser muito melhor!
Reunião de staff e voluntários.
Montagem do palanque!

 

Pronto para receber os Congressistas!

Todas estas imagens foram possíveis graças ao auxílio do José Filipe Baptista, ex-psicótico, para gentilmente nos foi informando do que se passava!

 

Para além disso, escreveu-nos um pequeno balanço do mandato cessante e as expectativas para o congresso. Aqui poderão ler as suas palavras:

 

"Os últimos dois anos foram de aceleração completa. Colaborar com a CPN da JSD foi uma experiência desafiante: as pessoas diferentes, os modos de pensar distintos. A JSD, como qualquer organização de média/grande dimensão precisa de lideranças sólidas e experientes. Experientes não éramos muito... mas sólidos não há dúvida que temos sido!

 

Alterámos muita coisa de forma transparente mas sem alaridos, de modo que chegassem às pessoas as políticas pelas quais pugnamos, para que sentissem na sua pele os verdadeiros efeitos. As últimas semanas têm sido... extenuantes!

 

Grandes noitadas a ultimar o processo eleitoral e a preparar tudo para este fim de semana. Felizmente tudo está a correr bem, os voluntários estão prontos para trabalhar. Espero que o XXII Congresso Nacional da JSD seja exclarecedor para que todos os delegados, não movidas por lógicas do aparelho partidário mas pela sua vontade e espírito crítico.

 

Um abraço a todos e bem haja à Essi pela chamada para hoje me dirigir a vós, através do Psico!"

 

José Filipe Baptista

 

Obrigada nós pelas imagens que gentilmente nos cedeste e por responderes ao nosso repto! :) 

 

Até logo!



uma psicose de PsicoConvidado às 13:33
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Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2012
Ensino: uma questão de valor acrescentado?

No passado dia 3 de Dezembro, o Financial Times (FT) publicou o seu “2012 ranking of European business schools” com as 80 melhores. Para Portugal, as novidades são, efectivamente, boas: a Universidade Nova de Lisboa vê a sua “School of Business and Economics” subir ao 29º lugar (em 2009 ocupava a 73ª posição!), enquanto que a Escola homónima da Universidade Católica de Lisboa sobe ao 32º lugar (em 2009 estava em 62º lugar), e a Universidade do Porto vê a sua “Business School” (PBS) entrar no ranking pela primeira vez, directamente para o 61º lugar!

Estas três instituições e Portugal vêem ainda serem-lhes dedicadas duas páginas, que destacam o facto de aquelas instituições prosperarem mesmo apesar da crise. “Riding out the storm” é o sugestivo título do enfoque, onde ficamos a saber que as propinas para um curso de mestrado (de 3 semestres), na Nova ou na Católica, se fixam entre €7000 e €9000, bastante aquém dos €33000 que custa o “Lisbon MBA” e longe dos €20000 do “Magellan MBA” da PBS – sem dúvida preços muito convidativos (quando comparados com as propinas das instituições no “Top 10”...).

O artigo é excepcional (e verdadeiro!) no enaltecimento que faz da qualidade de vida em Portugal. É certo que os “salários se situam abaixo da média europeia”, mas no Porto – “one of Europe’s coolest, most affordable and safest cities” – o custo de vida situa-se “entre os €450 e os €600 por mês” e, quanto a Lisboa, “if you like to surf at weekends, it’s even better”. Verdade.

Paralelamente à publicação do ranking do FT, e talvez por mera coincidência, o Economist lançou um debate on-line colocando a surpreendente questão: estaria a economia melhor sem os alunos de MBA? Resumindo, a primeira conclusão do debate foi a de que é muito difícil quantificar a contribuição para a economia dos detentores de um MBA. Depois, de entre os vários argumentos esgrimidos, pode dizer-se que, se por um lado os MBAs são uma “via-verde” para o topo da carreira e óptimos ordenados, por outro lado a gestão é, em grande medida, baseada na experiência (quer profissional, quer de vida), algo que dificilmente se transmite num ano de aulas.

A importância dada ao ranking em Portugal, contrastada com o debate do Economist, provocou em mim uma psicose patriótica: até quando é que em Portugal será possível arriscar a qualidade do ensino, em prol da sua “gratuitidade constitucional”? Será possível racionalizar, num sistema único, as quatro redes de ensino superior de Portugal (privada, pública, católica/concordatária, e, militar)? Em que medida é que apostar em pós-graduações e MBAs de milhares de euros é (ainda) uma solução para um jovem Português? E quais as consequências e os riscos desta escolha para, p. ex., uma família de classe média portuguesa? Em que medida é que uma tal aposta permite escapar à espiral de estágios não-remunerados (“unpaid internship” para os “sortudos” que conseguirem a oportunidade “lá fora”)? E, por fim: em Portugal, qual o momento da vida de um jovem em que estudar deixa de ter valor acrescentado?

O resultado da votação no fim do debate do Economist? O “sim” ganhou com 51% dos votos.

Links:
O ranking

O debate

Curiosidades sobre "B-School rankings"

Psico-convidado

Bruno Sousa


uma psicose de PsicoConvidado às 11:50
editado por Essi Silva às 12:15
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Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2012
5 de Dezembro - Dia do Voluntariado


VOLUNTARIADO: encontrar no sorriso do próximo um pedacinho da própria felicidade.

 

5 de dezembro foi declarado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 1985, Dia Internacional do Voluntário.

 

Este que parece um dia como muitos outros, de celebração inóquoa, assume-se cada vez mais como a mais brilhante alavanca de futuro das sociedades.

 

Ser voluntário é muito mais que fazer, de forma voluntarista, alguma coisa, apenas quando dá jeito ou não temos outras coisas para fazer. A responsabilidade da qualidade na acção voluntária, a seriedade com que se encara a missão, o comprometimento com as responsabilidades assumidas e, sobretudo, a genuína vontade de mudar o mundo (independentemente do mundo que seja e que pode muito bem começar pela nossa rua) fazem do voluntário um cidadão mais ativo e participativo, um ser humano mais sensível a si, aos seus e ao seu próximo (mesmo que este próximo esteja do outro lado do mundo).

 

Esta capacidade de crescer ajudando os outros, de aprender ensinando, de construir algo de forma gratuita e desinteressada e dar essa construção à sociedade é uma extraordinária forma de fazer politica. Sim! Porque fazer politica é também (eu diria que é sobretudo!) fazer o maior número de acções úteis para todos, todos os dias! Ter a capacidade de partilhar felicidade, no pressuposto de que se todos estiverem mais felizes à minha volta potencio a minha própria felicidade é garantir que também a felicidade pode ser sustentável.


Porque se sonha, se vive e se partilha. Porque é uma possibilidade nossa e é tão mais nossa quão mais capazes formos de a transmitir às gerações que vêm depois da nossa. Porque se vive e se constrói a cada dia, a cada novo desafio, a cada novo projecto, a cada nova dificuldade, a cada nova partilha, a cada nova geração. Porque permite encontrar no sorriso do próximo um pedacinho da própria felicidade.
 Talvez assim a crise das crises, a dos valores, seja debelada.


Psico-convidado

Joaquim Castro de Freitas

 



uma psicose de PsicoConvidado às 15:24
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 11:49
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Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2012
"Não gosto de política"



Quem de nós já não ouviu esta frase?

 

Mais do que nunca, dizer q não se gosta de política é usual. Uma afirmação socialmente aceite que actualmente chega a ser encarada como sinónimo de seriedade. Por oposição, declarar envolvimento em qualquer actividade política, é visto como um acto calculado, revelador de intenções secundárias por parte de quem o faz. “Este quer é tacho!”.

 

Esta mentalidade revela um profundo desconhecimento por parte da população portuguesa em geral, quer da realidade partidária, quer do significado de política. É também sintomática de um profundo passivismo, pois se existe assim tanta descrença porque não agir! Deixar a futuro nas mãos daqueles em quem não confiam é a solução! Sempre que ouço “Não gosto de política!” pergunto: Porquê?

 

A resposta, 95% das vezes, é a mesma: “- São todos iguais! - Fazem todos o mesmo e nada muda! - Só querem é saber do deles, o país que se lixe!”

 

Nunca resisto a colocar uma segunda questão: Se acreditam que assim é, o que têm feito para que deixe de o ser?

Não é virando as costas e lamuriando que as coisas se resolvem.

Acham que está mal?! Participem! Denunciem! Proponham!!

 

“Toda a reforma interior e toda a mudança para melhor dependem exclusivamente da aplicação do nosso próprio esforço.”

Immanuel Kant




Psico-convidada

Vilma Cunha Rocha

 



uma psicose de PsicoConvidado às 10:30
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Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2012
1 de Dezembro



A 1 de Dezembro de 1640, um grupo de cerca de 50 pessoas, invadiram o Paço da Ribeira em Lisboa e, sem arremessar paralelos da calçada, mas depois de atirarem o secretário-geral da vice-rainha de Portugal pela janela, proclamaram D.João IV como Rei de Portugal, restaurando assim a independência portuguesa.

Descontentes com a ocupação dos lugares cimeiros de decisão por parte dos espanhóis, e pela perda das suas regalias, os nobres portugueses tornam-se revoltosos, de cara descoberta.

Ontem, durante a correria desenfreada dos portugueses, descendentes da nação restaurada em 1640, aos centros comerciais para as compras de Natal, tenho a certeza que poucos foram os que se lembraram desta data, e de que pela última vez seria feriado, estou certo também que, de entre aqueles que se lembraram que o feriado acabaria, grande parte apenas se limitou a insultar, conforme tive oportunidade de ouvir, “aqueles filhos da mãe que acabaram com um feriado, dia importante de descanso para os trabalhadores portugueses”, sem se lembrar sequer do que a data significa.

O Paço da Ribeira continua em Lisboa, os Quarenta Conjurados continuam na história de Portugal, bem como a Dinastia de Bragança mas, no calendário dos feriados portugueses, o dia 1 de Dezembro, depois de resistir à 1ª República e ao Estado Novo, deixou de estar marcado a vermelho e por conseguinte de ser dia de reflexão sobre o tema.

Independentemente da nossa opinião a verdade é que o XIX Governo Constitucional, aboliu o feriado do 1º de Dezembro esbatendo assim parte da história de Portugal, parte essa que lhe permite hoje ser isso mesmo, o Governo de PORTUGAL.

 

 

 

 









Psico-convidado

Pedro Miguel Carvalho



uma psicose de PsicoConvidado às 11:00
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 21:45
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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2012
Think Tanks



O poder do intelecto ou o elevador para o exercício de funções?

 

Seguindo uma tradição muito americana, cada vez surgem nos Estados do Velho Continente, fundações, institutos e centros de estudos associados a organizações políticas, designadamente partidos.

 

Sob o pretexto (que nem sempre será o verdadeiro motivo) de se procurarem soluções apuradas do ponto de vista técnico, alicerçadas em

 

investigação e muitas vezes comparando até realidades distintas daquela sobre a qual se pretende intervir ou propor, aparecem contributos de pessoas que temos tendência a achar credíveis…não estamos a falar de “boys” mas sim de “quadros” que trazem consigo a verdadeira (ou aparente) credibilidade.

 

Ora, isto acontece em grande parte porque não estão associados a cartões de militância nem carreirismo, logo as suas ideias, não acarretam agendas escondidas, interesses ocultos e são genuinamente apresentadas com boas intenções por aqueles que efectivamente estudaram e que assinam com “neutralidade” como nome do meio.

 

 

O pior é que a res publica tem destas coisas…É uma “coisa” tão esquisita que depois potencia que sejam esses indivíduos a exercer responsabilidades, facilmente em detrimento de pessoas competentes e válidas mas que cometem o crime de execução continuada de militar em partidos políticos.

 

Pessoalmente revelo alguma desconfiança quanto a estes governantes tecnocratas, ou ditos da sociedade civil, por vários motivos : por um lado geram

indefinição nos posicionamentos, designadamente ideológicos e de longo prazo, dos partidos. Por outro, são pessoas cujo percurso será sempre menos escrutinado. Para terminar fico com a sensação que desta forma se premeia muitas vezes agentes que quando decidiram seguir esta via, provavelmente já o fizeram, precisamente com a intenção de fugir dessa terrível acusação/doença de partidarite – e assim continuamos a descredibilizar todos aqueles que já estão descredibilizados e que com coragem se expõem permanentemente.

 

Sic transit gloria mundi!

 

Psico-convidado

João Paulo Meireles



uma psicose de PsicoConvidado às 15:30
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 21:48
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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2012
PSICOCONVIDADO - Joaquim Castro de Freitas

 

“Desculpe Sr. Manifestante, está a obstruir a via e a arrancar o paralelo e, por isso, solicito a sua compreensão para a desimpedir calmamente se isso não lhe causar incómodo uma vez que a manifestação já terminou. Muito obrigado!”

 

 

Ainda acerca da manifestação, dos avisos da policia, da reiterada birra e da carga policial que se seguiu:


Muitos portugueses cumpriram o seu direito à greve.

Os números das adesões foram o costume, o que mais interessam a cada um dos intervenientes.


Mas, dois dias depois, quando tudo voltou à normalidade e nenhum dos problemas, até ver, foi resolvido ou está sequer mais próximo da solução, eis um balanço possível:


Nesta altura o país perdeu muitos milhões de euros, os grevistas perderam o salário de um dia de trabalho, as empresas perderam produção, os utentes perderam serviços...

No fim, nesta como em outras, ontem todos perderam...

 

E hoje tudo está como anteontem!

Mas anteontem o que mais perdeu foi, verdadeiramente, a democracia.



A polícia esteve horas a fio a ser alvo de provocações, ameaças e violentas cargas de pedras e outros projéteis.

Pediu, reiterada e educadamente aos manifestantes que dispersassem porque a manifestação estava já terminada.

Mas não se terminou o dia sem carga policial. Alguns dos manifestantes não sairiam dali sem ela, era por isso que ali estavam.


Precisavam de sangue e circo. Infelizmente.

 

E alguém ouviu propostas? Alguém vislumbrou por entre os vultos maiores da manifestação caminhos alternativos? Não senhor! Apenas protestos.


Que o direito à greve nunca desapareça!


Mas que a responsabilidade individual seja, cada vez mais, um dever inalienável!



uma psicose de PsicoConvidado às 10:00
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 21:48
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Sexta-feira, 8 de Julho de 2011
Até já Diogo!

 

 

Diogo Vasconcelos deixou-nos.

 

Foi um pioneiro e um visionário.

 

Foi Presidente da Associação de Estudantes da Faculdade de Direito da Universidade Católica – Porto e fundador da Federação Académica do Porto que viria a ser a maior do país.

Oriundo de uma Universidade pública não estatal conseguiu ganhar seguidores e apoiantes e ser Presidente durante os 3 primeiros mandatos, num universo eleitoral em que a maioria dos votos pertencia às Faculdades da Universidade do Porto.

 

Foi o primeiro dirigente associativo em Portugal a defender a introdução de propinas no ensino superior público. Na altura foi muito criticado entre os seus pares, mas teve razão e hoje, mais do que nunca, sabemos que sim.

 

Juntamente com Rui Marques, ajudou a organizar a Missão Paz em Timor e o Lusitânia Expresso, o barco que os navios de guerra indonésios não deixaram levar flores aos timorenses, mas que pôs Timor nos media internacionais e que deu um contributo para a libertação e autodeterminação dos nossos irmãos timorenses.

 

Encontrei-me na Expo de Sevilha de 1992 com o Diogo que liderava uma delegação da Federação Académica do Porto e fizemos uma manifestação pacífica à porta do pavilhão da Indonésia. Os seguranças indonésias identificaram-nos como os organizadores e a polícia espanhola acompanhou-nos à porta do recinto. Senti um orgulho muito grande em estar com o Diogo naquele momento por aquela causa. Passados 10 minutos entrámos na Expo por outra porta e com a minha credencial de jornalista fomos ao centro de imprensa de onde o Diogo enviou uma crónica por telefone para o Jornal Público com que colaborava.

 

Diogo foi das primeiras pessoas a pronunciar a palavra Empreendedorismo em Portugal e como uma pessoa de acção que é fundou e dirigiu a Revista Ideias & Negócios, uma revista que deu a conhecer as empresas mais empreendedoras e inovadoras do país, várias delas que viriam a tornar-se casos de grande sucesso.

 

Foi fundador da UMIC Unidade de Missão Inovação e Conhecimento, tendo tido um papel importante na evolução digital e tecnológica da sociedade portuguesa.

 

Foi Vice Presidente da Comissão Política Nacional do PSD no tempo de Durão Barroso e mandatário digital das duas campanhas vitoriosas de Cavaco Silva. Na primeira campanha eu estava em Londres e o Diogo convidou-me para Mandatário da Geração Global, tendo que recolher depoimentos de portugueses de mérito pelo Mundo. Foi uma campanha alucinante, o Diogo actualizava o site cada 5 minutos quase 24 horas por dia.

 

Foi Presidente da Associação Portuguesa de Telecomunicações.

 

Organizou  e ajudou a organizar muitas dezenas de conferência, seminários em toda a Europa. Estive com ele na Alemanha, em França, Inglaterra em alguns deles e foi um privilégio.

 

O Diogo gostava de política, mas não tinha muito tempo para as “percas de tempo” e “politiquices”. Era um homem de acção e isso às vezes não joga com a inércia da política.

 

Era desde 2007 Director da Cisco baseado no Reino Unido e viajou por todo o Mundo.

 

Quando acreditava numa causa o Diogo era persistente e racional e ia sempre até ao fim. Vencia quase sempre sem fugir às regras do jogo.

 

Tinha muito amigos e mantinha contacto constante com um networking de cerca de 2000 pessoas. É fantástico como era sempre tão rápido a responder a qualquer e-mail ou solicitação.

 

Diogo não viveu os 43 anos do bilhete de identidade. Viveu muito mais. Por cada viagem que uma pessoa normal faz o Diogo terá feito 10, por cada livro lido o Diogo terá lido 10 e que bem ele partilhava o conhecimento com os amigos.  O Diogo era o verdadeiro networker, um campeão a facilitar, partilhar, delegar informação e conhecimento com os outros.

 

Numa festa de anos em minha casa com cerca de 15 pessoas o Diogo chegou a falar mais de uma hora seguida sem interrupções. E todos beberam as palavras dele.

 

O Diogo partiu como viveu: depressa. Deixa a mulher, Paula, os irmãos Paulo e João, o Pai, a Mãe (a Tia Licas) e os amigos. Todos ficamos mais pobres e quem perde mais é Portugal.

 

Até já Diogo!

 

Miguel Braga



uma psicose de PsicoConvidado às 14:16
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 22:10
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Terça-feira, 5 de Abril de 2011
PsicoConvidado Ilídio Leite

“Conhecer a culpa é estrada para a emenda” (Ditado popular)

 

 

Muitos culpam, e bem, a classe política pela calamitosa situação que vivemos. Nestes “curtos” anos do pós 25 de Abril estamos, uma vez mais, à beira da bancarrota e de mais um pedido de salvação externa. Para além da dívida, como se não bastasse, vivemos num premente (e permanente) estado de convulsão social. E não há dúvidas que foram as opções políticas (isto para não entrar na parte das clientelas e/ou dos “boys”) da grande maioria dos sucessivos governos que nos arrastou para este “status quo”. Porém, sendo certo que é fácil apontar as evidências, ainda mais na parte em que podemos atirar responsabilidades para terceiros, cumpre afirmar, muito claramente, porquanto também é uma evidência, que a culpa pelo actual estado de coisas é tua, a culpa também é nossa.

 

A culpa é daqueles que subvertem o sistema, daqueles que não passam facturas pelos serviços que prestam. Mas, espera, a culpa também é tua quando não pedes factura. E ainda mais culpado és quando pedes para não passarem a factura e fazerem o “desconto” do IVA.

 

A culpa é daqueles que requerem subsídios que não precisam, daqueles que pensam que o dinheiro do Estado não é de ninguém. Mas não és menos culpado se chumbares na faculdade para andar na “festarola”, pois vais obrigar o estado a investir mais um ano na tua formação.

 

A culpa é daqueles que criam falsos recibos verdes e escravizam estagiários. Mas a culpa não deverá morrer solteira perante aqueles que clamam por um emprego sem querer ter um trabalho. A culpa é tua por estares acomodado num emprego para a vida.

 

A culpa é do Estado? É evidente! Mas tu és culpado por estares a espera que o Estado resolva, aja e faça tudo por ti! És culpado por pensares que os problemas do País se resolvem por decreto emanado pelos senhores do Terreiro do Paço, o qual, fundamentado numa vontade mágica e divina, criará emprego, crescimento económico, etc…

 

A culpa é dos “Boys” que infestam a máquina do Estado? Sacanas! Mas o que tu querias mesmo era ter um tacho como o deles. Aliás, confessa lá que ninguém ouve, quantas vezes já pediste um “favorzito” ou uma “cunhazinha”?

 

A culpa é da incompetência e desqualificação (de pelo menos parte) da classe política? Claro que sim! Mas também és culpado por dizeres que a política é uma coisa suja, uma cambada de gatunos e, desta forma, pela calúnia cega e generalizada, afastares da política os honrados, os sérios e os competentes, que, no entanto, temem serem confundidos com os demais. Aliás, não te esqueças que a culpa também é tua quando, pela tua inércia, deixas que os outros decidam por ti. Mas, quando tens hipótese decidir, se preferes acreditar numa bela cantiga em vez de enfrentar o fado da realidade, estás muito longe de poder lavar as tuas mãos…

 

A lista de exemplos poderia prolongar-se indefinidamente… Porém, quero extrair algumas conclusões desta ladainha…

 

Sá Carneiro dizia que a democracia é um regime difícil e exigente. Se o é para os políticos, também é para os cidadãos. Será que os Portugueses estavam preparados para cumprir com as exigências da democracia (Nem sequer falo da grande fatia dos políticos, pois a resposta parece-me evidente!)? Em minha opinião, não. Não apenas enquanto eleitores, mas principalmente enquanto cidadãos. Existe em Portugal um profundo deficit de cidadania. Afirmar que a classe política é culpada por tudo é uma verdade evidente e fácil. No entanto, será sempre uma meia verdade (ou incompleta), pois todos temos a nossa quota, basta pensarmos nas nossas acções quotidianas. E temo que, ainda que a classe política mude (de sujeitos e políticas), enquanto não houver uma consciencialização da deficiente cultura de cidadania das pessoas e, consequentemente, uma verdadeira mudança de mentalidades, o País não conseguirá atingir o seu verdadeiro potencial.

 

PsicoConvidado Ílidio Leite



uma psicose de PsicoConvidado às 17:45
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 22:14
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Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011
PsicoConvidada Sandra Gomes

 

"Parva que sou!"

 

Assistimos, a mais uma vez, uma música virar fenómeno nacional, não apenas pela sua qualidade musical, mas sobretudo pelo seu conteúdo que tão bem retrata os jovens portugueses.

 

Foi com surpresa que se ouviu ao vivo no Coliseu de Lisboa e do Porto, a música "Parva que sou" dos Deolinda. Rapidamente esta música tornou-se notícia na imprensa, nas redes sociais e em blogues, sendo adoptada de imediato pela geração mais jovem, como forma de protesto da sua situação actual.

 

As elevadas taxas de desemprego jovem, a precariedade e os baixo salários fazem com que os jovens tenham pouca esperança neste País, obrigando-os muitas das vezes a fugir para o estrangeiro, em busca de uma oportunidade que Portugal não lhes oferece. Será que apesar de todo o desenvolvimento, não estamos a retroceder a tempos já passados?

 

É tempo dos nossos governantes pararem de adiar o problema do emprego com falsas promessas, é urgente fazer reformas nas leis laborais que possibilitem melhores empregos, é preciso criar consciência que os elevados impostos inibem ao investimento, ao crescimento económico, à inovação e à própria criação de emprego. 

 

Não podemos ser parvos ao ponto de deixar perder a nossa juventude! Que futuro nos resta? 

 

PsicoConvidada Sandra Gomes



uma psicose de PsicoConvidado às 11:28
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 22:23
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Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2011
PsicoConvidado Ricardo Campelo de Magalhães

A luta que interessa

 

 

 

Ideologia. Depois d’O Fim da História, quando pareciam não fazer mais sentido lutas ideológicas, quando todo o governo parecia ser cientificamente gerido e quando a definição de “progresso” parecia ter sido encontrada nos países escandinavos... a realidade bateu à porta. Não, a nossa sociedade não é cientificamente e não é imune a crises. Sim, o modelo nórdico pode falir (Islândia) ou levar a dívidas externas superiores à grega (todos eles!) (Link para “todos eles”: http://www.cnbc.com/id/30308959/The_World_s_Biggest_Debtor_Nations). E não, Obama não fica acima da luta ideológica e é apenas mais um dos presidentes ao serviço da Goldman Sachs (Link para “Goldman Sachs”: http://www.youtube.com/watch?v=ExBE651_vOY).

 

Verdade. A verdade é que esta situação há muito que se acumulava. O mundo anda a viver acima das suas possibilidades e há muito tempo. Como ver isso? Eu aprendi a olhar para a fonte do dinheiro: a politica monetária das principais economias.

 

História. Há muito tempo que as sociedades ocidentais andam a mentir a si próprias. Desde o “Gold-exchange Standard” (1925), em que apenas o Reino Unido e os Estados Unidos mantiveram o padrão-ouro, passando por Bretton Woods (1944) em que apenas os Estados Unidos o mantiveram, e pelo Nixon Shock (1971) em que este foi finalmente eliminado, que a situação se foi deteriorando, especialmente depois deste último evento.

 

Mentiras. Mais e mais ilusões foram sendo acrescentadas, desde a mudança na taxa de inflação (uma necessidade, em face do parágrafo anterior), taxa de crescimento real (consequência directa da anterior), a mudança na taxa de desemprego (hoje em 22% nos EUA e num valor próximo em Portugal, se usado o método usado nos anos 30, que contava com desencorajados e várias situações de sub-emprego), desorçamentação para esconder défices, confusão entre produção e consumo entre outras, como podem ver aqui. (link no “aqui”: http://www.youtube.com/watch?v=zPkTItOXuN0)

 

Status Quo. Quem ganha com esta ilusão? Obviamente o Status Quo. Não os capitalistas (empreendedores é a palavra mais fiel ao termo hoje em dia), não os trabalhadores (eu e tu), mas o Governo, a Banca e as empresas militares. Todos lucram (e muito) com o estado actual das coisas. Como? Fácil: criando o dinheiro.

 

Dinheiro. O que é o dinheiro? Qualquer estudante de Economia diria que é RUM: Reserva de valor, Unidade monetária e Meio de pagamento. Como apareceu? Devido às dificuldades da troca directa – necessidade de coincidência de preferências: ambos queremos exactamente o que o outro tem para trocar – um bem era usado como unidade monetária. Como surgiu o  ouro? As pessoas começaram a carregar ouro nos seus bolsos por este ser universalmente desejável, homogéneo, divisível, transportável e não perecível. Como surgiu a banca? A banca surgiu para guardar ouro e emitir certificados mas, como em geral as pessoas não levantavam o ouro e simplesmente circulavam os certificados, os bancos começaram a cometer o erro de emitir mais do que os correspondentes ao que tinham nos cofres, para emprestar.  Qual  o problema? O problema surge quando  os bancos começaram a emitir tantos certificados que as pessoas começaram a temer que os seus certificados não correspondiam a nada de valor, pois se todos levantassem os certificados, não haveria ouro para todos.

 

Estado. Como entra o governo na figura? Os governos sempre fizeram guerras. Para as financiar, os impostos sempre pareceram maus pois as populações sentiam o efeito no bolso. Assim, começaram a cunhar moedas mais pequenas e a aparar as anteriores. Os romanos fizeram-no, a nossa 1ª dinastia fê-lo, todos os reis europeus fizeram-no... até inventarem aqueles “certificados”. A partir daí, bastava pedir dinheiro aos banqueiros. E claro que os banqueiros não tinham dinheiro para financiar as Guerras Napoleónicas: simplesmente emitiam “certificados” e davam aos governos. Consequências? Com o passar do tempo, mais certificados circulavam e os bens subiam de preços (básico: o que há a mais perde valor  o que há a menos torna-se mais valioso). Para alem de inflação, perdia-se a credibilidade no valor desses “certificados”... até se criarem bancos centrais. Este testando a população foram abandonando o padrão-ouro paulatinamente até se chegar a 15 de Agosto 1971. Agora, todos imprimem “certificados” e é ver o valor do ouro a subir.

Ricardo, fizeste-nos perder tempo. Porque é isto importante?!?

 

Importância. Porque sem moeda estável, muitas coisas que para vocês são pressupostos base do dia-a-dia desaparecem. Lembram-se do RUM? Sem moeda estável, não há Reserva de valor: O que pouparem hoje, valerá menos amanhã. Se quiserem manter o poder de compra, terão de se tornar especuladores e deixarem de ser aforradores (a.k.a. “Stupid” em tempos desses). Sem moeda estável, não há Unidade de conta: “Esta casa vale um milhão de Euros”, “Mas quais, dos Euros do ano em que foi construída ou actuais?”. Sem moeda estável, não há meio de pagamento confiável: exporta-se com base em que taxa de câmbio? Vende-se arte a prazo a que taxa de juro de actualização? Que moeda os árabes aceitam para importar petróleo? O comércio diminui e com essa redução reduzem-se as vantagens trazidas por este.

 

Causas. O que se pode fazer? Educarem-se sobre o tema. E mais importante, lutar por causas. Pôr fim aos bailouts bancários ou, no mínimo, não pagar juros em depósitos ridículos com taxas de 7%, por muitos anos, garantidos a antigos clientes BPP. Obrigar os bancos a deterem 100% do valor detido em depósitos à ordem, sem juros pagos, e os

 investidores a assumirem “risco bancário” em depósitos a prazo, com o pagamento do juro correspondente. Terminar a emissão de moeda pelos bancos centrais/regressar ao Padrão-Ouro. Diminuir o papel do Estado na Economia, começando por fechar Institutos Públicos não auditados e por desistir de infra-estruturas que nenhum privado afirma fazerem falta. Impor o choque fiscal prometido por Durão Barroso, sobretudo nos impostos sobre o trabalho. E sobretudo diminuir o peso da dívida pública, cujo juro consome a fatia de leão do nosso IRS e cuja factura é superior à da educação.

 

Isto, se quiserem melhorar o vosso nível de vida e terem uma pensão mínima na vossa velhice, claro.

 

PsicoConvidado Ricardo Campelo de Magalhães



uma psicose de PsicoConvidado às 19:18
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 22:22
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Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2011
PsicoConvidado Luís Melo
Há muito quem diga que o povo é inculto e não aprecia arte. Diz-se que, fora o cinema e os concertos (com artistas cada vez mais "comerciais", é certo), os portugueses não dedicam o seu tempo a actividades culturais. Uma das perguntas que frequentemente se faz é "vais ao teatro?".






Penso que nesta questão está implícito o teatro nas suas mais diversas vertentes: o teatro propriamente dito, o teatro de revista, o teatro musical, etc. Com a particularidade que deverão ser protagonizados por verdadeiros artistas profissionais.






Ora, se bem virmos, o teatro está só em Lisboa - a "capital do império". As várias entidades do meio só querem é estar perto do centro de decisão, e gravitar à volta das instituições públicas (Ministério e afins) que têm o poder de lhes atribuir subsídios.






Em Lisboa há vários teatros e várias peças, mas é raro (muito raro aliás) que algum dos conhecidos artistas ou coreógrafos se digne a ir ao resto do país apresentar a sua peça. Perdem eles e perde o país, mas preferem o conforto da capital e o prémio sem esforço.






De longe a longe existe uma peça ou revista que, de tanto esgotar em Lisboa, aparece no Coliseu ou no Rivoli do Porto. Mas e o resto do país? Viana, Braga, Vila Real, Bragança, Guimarães, Guarda, Viseu, Aveiro, Coimbra, Leiria, Évora, Beja, Faro, etc.






No Portugal profundo - que em pleno século XXI pode ser considerado todo aquele que, mesmo estando no litoral, está fora da Área Metropolitana de Lisboa e Porto - não há qualquer espectáculo a não ser por companhias amadoras ou pelos filhos, na festa da escola.






O Governo (em particular o Ministério da Cultura) devia incluir, no regulamento de atribuição de subsídios, critérios que incentivassem as companhias a apresentar os seus espectáculos pelo país inteiro. Só assim a maioria dos portugueses terá oportunidade de ver teatro.






Também as várias entidades ligadas a este meio, poderiam e deveriam ter uma consciência social (aquela que tantas vezes aparecem nos meios de comunicação social, a pedir à sociedade e às empresas) e tomar a iniciativa de "deslocalizar" espectáculos.






PsicoAmigo e PsicoConvidado Luís Melo


uma psicose de PsicoConvidado às 17:12
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 22:27
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Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011
PsicoConvidado Guillaume Tell

 

Antes de mais queria voltar a agradecer aos Psicóticos de me darem esta oportunidade maravilhosa de poder escrever um texto para o blogue que tão bem geriram e que sempre que o leio, é um momento de alegria e de prazer. Mais uma vez, obrigado.

 

Tendo nascido e sempre vivido no estrangeiro, tenho por isso uma visão diferente do que é Portugal e os Portugueses em relação aos que lá vivem. Tenho uma visão própria, mas por muito inteligente que eu possa ser, ou acreditar ser, que é largamente influenciada pela a minha “classe social”. Os jovens luso-descendentes. Assim, sofro também das mesmas alucinações que se costuma encontrar entre aquela “classe”; tenho tendência em acreditar que Portugal é um lugar porreiro, onde faz sempre calor, as raparigas de lá são muito bonitas (para não dizer outra coisa que só é visto como um elogio entre as hostes masculinas) e onde as festas são espetaculares. Mas isto é a visão positiva, a visão negativa costuma ser de ver Portugal como um país pobre, onde se ganha pouco e onde há pouco emprego, onde as pessoas vivem em aldeias de uma maneira que só vemos no curso de História, e cuja cultura se chama Tony Carreira ou/e rancho.

 Bom, diga-se a verdade, isto é mais a maneira como representamos o país na brincadeira do que a visão que temos realemente dele, mas digo-vos isso porque que os luso-descendantes têm tendência a sobreavaliar as qualidades e os defeitos dos “tugas” e da terra onde eles moram. Mas para a voltar a mim, que partilha também estas caractéristicas, tenho um defeito suplementar; tendo a demasiar idealizar positivamente o meu país de origem e a criticar excessivamente os que criticam Portugal. Por isso, descidi por uma vez me pôr na pele de aquela gente, e vou assim vos dar o maior número possível de defeitos ou particularidades (verdadeiros, falsos, conhecidos, desconhecidos, reais, imaginados, fiéis ou exagerados) que são apontados  aos Portugueses.

1)     O que se tem de fazer para ser promovido socialemente em Portugal : ser filho de gente “famosa” , ter um título de “senhor doutor”, de “senhor engenheiro” ou de “senhor professor”, ou ainda ser amigo do Presidente da Câmara.

2)     Gozamos do trabalhador sério e competente, desconfiamos do empresário que subiu por seu próprio pulso e que paga sálarios elevados, mas simpatizamos com o trabalhador preguiso e fraudor, e toleramos o empresário ladrão e explorador.

3)     Louvamos o que vem do estrangeiro, mas nem pousamos o olhar no que é nacional.

4)     Fazemos tudo para que o feirente nos venda o cinto a menos de 10 euros, mas orgulhámo-nos de ter dado 500 euros por um saco vindo de uma loja da Louis Vitton que usaremos duas vezes na nossa vida; para o mostrar no emprego depois do ter comprado e para o deitar ao lixo quando terá passado de moda.

5)     O orgulho não vem do bom trabalho ou do sucesso nos negócios, vem da TV Cabo piratada e do roubo ao Estado.

6)     Achamos que o Estado tem que estar em qualquer lado e nós apoiar em tudo e mais alguma coisa, mas avós são esquecidos, paises não são respeitados e filhos não são bem encaminhados.

7)     Extasiamos com o futebol, que só nos deu verdadeiros motivos de alegria por 8 vezes em 50 anos (no meu caso só por 5 vezes e só pude aproveitar de 2), e saltamos as páginas da Bola, do Jogo ou do Record que falam de mais um título no atletismo ou nos remos.

8)     Somos preguiços e ladrões no nosso país, escravos e ingénuos no estrangeiro.

9)     Ainda desprezamos o que é o Herman e o que fez a professora de Mirandela, mas não prestamos atenção ao violador e a mulher violentada.

10)   Somos os melhores amantes do mundo, mas os piores esposos do mundo.  

11)   Temos a mânia de nos queixarmos, sem nunca propormos soluções, mas não convidamos ao café aqueles são o exacto contrário do que venho a dizer.

12)   Não passamos da cepa torta, dizemos entre nós, mas somos os mais bónitos, mais simpáticos e os mais engraçados quando estamos com os outros, inclusive aos olhos deles.

13)   Fartamo-nos de limpar a casa, de fazer boas recepções e de estarmos bem vestidos, ao mesmo momento deitamos o lixo para o chão, enchemos os nossos rios de porcaria e deixamos as florestas queimar.

14)   Dizemos que apesar de tudo gostamos de Portugal e de temos orgulho de sermos Portugueses. Mas então porquê que só dizemos isso no avião?   

15)   Argumentamos que os políticos são todos corruptos e incomptentes, mas na hora de tomar decisões chamamos logo o chefe.

16)   O fado é um lema que nos aprendeu a sermos infelizes na felicidade e felizes na infelicidade.

17)   Explicai-me porquê gostamos tanto de velocidade e somos tão pouco productivos?

18)   Não gostamos do estilo de vida dos ricos, gostamos mais de o imitar.

19)   Sou originário de um país onde civismo e planeamento são palavras estrangeiras.

20)   A nossa visão da cultura resume-se às festas populares e à leitura dos desportivos.

21)   Cafés e centros comerciais são os sítios onde passamos mais tempo, a seguir à cama e o emprego (menos para os que trabalham em cafés e em centros comerciais claro).

22)   No Sul-Oeste da Europa tudo é “popular”, o “chique”é feito lá em cima.

23)   Há três coisas em que nunca chegamos atrasados: missa, futebol, cinema. O resto? Já vou...

24)   A religião é sinónimo de festa e convívio, antónimo de reflexão.

25)   Gostamos de falar do passado grandioso, feliz ou engraçado. Futuro é o que fazemos no próximo fim-de-semana.

...

 E podia continuar assim durante horas, e horas... Mas antes de terminar vou vos dizer em que pensais agora:

Lá vai ele nos sair a rifa com que podia continuar a falar das qualidades dos Portugueses durante o tempo igual”, ou “Vai dizer que se mudassemos não seriamos Portugueses, pfff”, ou “Que isto é que faz a nossa beleza, diz o estereótipo do alegre patriota”, ou esta ainda “Apostas que vai dizer que temos de criar um contexto em que estes defeitos se tornem qualidades?”. Mas também oiço quem pensa: “Mas esta lista já se ouviu de uma outra forma à cerca de outros povos! Outro que não viaja”, ou “Mas o que vale esta lista, ao catalugar assim o povo quando se sabe que os povos são antes de mais um conjunto de indívidualidades? Preconceitos é tudo o que é!”, ou esta ainda “Bah! Como se outros povos não tivessem defeitos parecidos mas que estão bem na mesma”, ou esta mais “pessimista” “Vai dizer que a crise é uma oportunidade para mudarmos blablabla”.

 

 Pronto, o que faço agora? O que faço é o seguinte: voltai a ler esta lista, pensai bem em TUDO o que disse e olhai se não vos identificais a uma ou outra das frases que eu escrevi. Não houve algo que sorriu ao interior? Não sentiram uma certa alegria nas profundezas do vosso espírito?

Não? Ó pá tú não és português, como é que poderias preceber alguma coisa nisto?!

 

Porque a felicidade se obtém graças aos outros.

  

O PsicoConvidado Guillaume Tell



uma psicose de PsicoConvidado às 16:40
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 22:27
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Terça-feira, 21 de Setembro de 2010
Ambiente

A Universidade de Verão foi uma semana única. Única, não só porque cada pessoa só a pode frequentar uma vez, mas também porque foi uma experiência inesquecível e enriquecedora. Teve a duração de uma semana. Uma semana cheia de adrenalina, havia sempre alguém no hotel que não dormia. A toda a hora pela madrugada dentro existiam resistentes que obrigados pelo trabalho tinham de ficar até mais tarde a conclui-los.


É a oportunidade de uma vida para conviver com ilustres figuras do partido, da política e da sociedade portuguesa. Mas o mais importante é uma pessoa ir com o espírito de aprender e, porque não, de ensinar.
Vários temas foram abordados ao longo da semana, mas houve um que me chamou especialmente a atenção. Foi o tema da palestra do Eng Carlos Pimenta que tratava do ambiente.


Como infelizmente todos sabemos, a gestão dos recursos naturais tem sido muito mal feita pelo Governo socialista. Tem de ser feita uma aposta em EDUCAR as pessoas para produzirmos em conjunto um futuro melhor para todos e fazê-las entender que acontecerão catástrofes de dimensões invulgares se não mudarmos a nossa atitude radicalmente. Mas o Eng José Sócrates não se preocupa com estes assuntos importantíssimos e pensa mais em colocar portagens nas SCUT (que o próprio nome indica “sem custos para o utente”) e em construir o TGV, uma 3ºa travessia do Tejo, assim como uma nova auto-estrada entre Lisboa e Porto.  A nível internacional o facto de no dia 21 de Agosto deste ano terem sido esgotados os recursos naturais de 2010, o que significa que a partir do dia 22 de Agosto começaram a ser utilizados os de 2011 prova esta situação. Também não é novidade que o nosso dever é usar os recursos de forma a satisfazer as nossas necessidades, mas sem comprometer as necessidades das gerações vindouras.

 

Especificando-me, agora, nos recursos florestais, porque acho ser estritamente necessário haver um ordenamento do território e um planeamento das espécies nas quais se deva apostar. Porque umas são mais vulneráveis ao fogo, como é o caso do pinheiro, e outras consomem imensa água, como é o caso do eucalipto.

 

Quando ouvimos na comunicação social que um único incêndio tem 14 frentes activas e que nas últimas três décadas, existem em Portugal áreas que arderam 15 vezes, podemos concluir sem dificuldade que algo está mal.

 

Muito tem de mudar e estes assuntos que embora pareçam não afectar muito a nossa vida quotidiana têm de ser analisados, estudados e encontrarem-se soluções viáveis e capazes de neutralizar tanta “asneira” que o ser humano faz.

 

PsicoConvidado Francisco Saavedra Oliveira



uma psicose de PsicoConvidado às 16:12
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 23:01
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Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010
“As vacas gordas, magras e sagradas.”

Eu já vivi em tempo de vacas magras e em tempo de vacas gordas... Hoje, porém, não sei em que tempo vivo. Hoje há muitas vacas magras, mas também as há por aí bem gordas. Algumas emagreceram e outras continuaram a engordar. Somos, portanto, uma manada mais injusta e desigual, uma das mais desiguais da OCDE.

 

 

Felizmente vivemos num Estado Social e temos instrumentos para atenuar as injustiças e desigualdades sociais, por exemplo, na Saúde ou na Educação. Infelizmente, o dinheiro escasseia para financiar esses instrumentos. Importa, por isso, reformá-los. Acredito que a reforma passa por mantê-los universais no acesso, mas equitativos na comparticipação! Porque se são instrumentos de equidade social, numa época em que o fosso social se agrava, eles devem acorrer, sobretudo, aos que mais precisam. Por isto, a saúde e a educação não têm de ser tendencialmente gratuitas. Estas deverão ser totalmente gratuitas para uns, mas deverão ser pagas para outros, sob pena de se agravarem as assimetrias sociais. Mas isto sou eu a pensar, um Social-Democrata do Séc. XXI: uma espécie de liberal, radicalizado à esquerda.

 

Infelizmente, em Portugal, não se debatem soluções para reformar o Estado Social nem tão pouco se acodem as vacas magras. Em Portugal defendem-se outras vacas: as sagradas. Entre elas estão o Serviço Nacional de Saúde e a Escola Pública, consagradas na Constituição da República. Por estes dias, pouco interessa que funcionem! Basta apregoar-lhes os desígnios... A Constituição, ao invés de defender o direito à saúde e à educação e potenciar a diversidade de soluções na sua consagração, impõe à manada umas vacas sagradas que, ainda por cima, se alimentam no pasto das magras! Por isto, a revisão constitucional é, além de necessária, decisiva para proteger o Estado Social da desintegração.

 

P.S. Aos que se irritam porque o PSD quer acabar com a saúde e educação gratuitas e são defensores acérrimos do modelo social nórdico, essa outra vaca sagrada!, eu proponho que se mudem para a Noruega. Lá, vão pagar mais pela saúde e pela educação mas, vá lá, têm a água à borla!

 

PsicoConvidado Rui Costa Pinto



uma psicose de PsicoConvidado às 10:34
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 23:05
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Terça-feira, 14 de Setembro de 2010
The importance of being… European

No passado dia 7 de Setembro, os ministros das finanças aprovaram um mecanismo de fiscalização e supervisão mutua. A traço grosso a Comissão Europeia, com base nos dados gerais de despesa e receita enviados pelos governos nacionais, emitirá recomendações sobre as politicas orçamentais dos Estados-membros. Com base nestas, os membros do conselho poderão depois emitir avisos sobre políticas consideradas erradas.

 

A Europa dá passos definitivos para uma maior preponderância e influência das decisões tomadas em Bruxelas. Tal como para um verdadeiro um mercado interno, foram (e estão a ser) tomadas medidas de maior coordenação e harmonização, parece me evidente que à moeda unica, às crises de divida soberana (potencialmente) contagiosas e ao mega-fundo de 750 mil milhões de euros se suceda um maior controlo orçamental.  

 

A Assembleia da República perde poderes? Aparentemente não, mas o Reino Unido assegurou já uma salvaguarda para a House of Commons. Será portugal sancionado se não seguir as recomendações dos seus parest? Talvez, a alemanha propôs perda de votos, outros perda de fundos. Que critérios serão usados pela comissão? Não está definido, mas o Comissário já propôs custos laborais, produtividade, taxa de desemprego.

 

Como podem PSD e PS fazer desta questão uma non issue? Afinal, o que pode estar em causa? Em que medida poderá vir a afectar o nosso orçamento? E onde estão os Eurodeputados, “representantes dos cidadãos europeus”?

 

Uma União cada vez mais estreita parece-me de facto uma evidência, mas a forma que irá revestir está tudo menos imbuída de inevitabilidade. A Esquerda parlamentar cai num paradoxal nacionalismo, “soberania!, soberania!”. O arco governativo, adopta o inócuo discurso de normalidade, de “Estadista”.

 

Não sei o que me causa maior espanto, se o populismo da esquerda, se a aparente ignorância do PS e PSD.

 

PsicoConvidado Fausto Matos



uma psicose de PsicoConvidado às 18:18
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 23:04
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Mais um ano, mais do mesmo...

 

 

Por todo o país chegou o momento em que milhares de crianças colocam a mochila às costas e rumam para mais um ano lectivo que lhes bate à porta.

 

É o chamado “reentre” escolar, com direito a comunicados do Governo e dos Governados nas televisões e nas páginas dos jornais deste nosso Portugal.

 

Em época de balanços, a balança parece deficientemente calibrada. Nem que seja pelas contradições entre os vários intervenientes desta saga, continuada ao longo dos vários anos de reformas estruturais, de atrasos nas colocações dos docentes, de fecho de escolas e boicote às mesmas, de falta de tanto que nos dá conta de como este nosso Portugal não está preparado para arrancar mais um ano.

 

A manchete do dia, no que toca à educação é que os alunos do secundário integrados no Escalão A da Acção Social Escolar, são realmente uns afortunados ao receber mais cinquenta cêntimos de comparticipação na compra de livros escolares, segundo um despacho do Ministério da Educação.

 

Mas esta é apenas uma, das incontáveis, pontas soltas que o sistema educativo patenteia. Para enumerar cada uma delas, faria uma lista tão enfadonha que se nem os responsáveis pela educação deste nosso Portugal, ousam equacionar, quanto mais os queridos leitores psicolaranjas, que como eu, esperam que quem tem o poder saiba fazer uso dele.

 

Mas o que mais me atormenta o deitar da cabeça no almanaque, é saber que pela estatística vale tudo! Não fossem as Novas Oportunidades, não fosse a leviandade com que se trata uma das etapas primordiais no processo de socialização.

 

É que eu não sou do tempo em que se edificaram as teorias em que se diz que a Educação é o pilar basilar de uma sociedade esclarecida, consciente dos seus direitos e deveres de liberdade, igualdade e fraternidade, como força motriz de uma colectividade saudável. Em última instância chegaríamos ao sonho de Kant, que nos ensina como se educa para a Paz Perpétua, mas isso ficará para uma outra oportunidade, para um outro aglomerado de palavras que não este.

 

Contudo, e infelizmente, eu também sou do tempo, em que a Ministra da Educação se senta na RTP, e afirma confiante, sorridente – como se estivesse a vender um produto para fazer crescer o cabelo – que estão asseguradas todas, repito, TODAS, as condições para iniciar um ano lectivo sem controvérsias.

 

Ora, nem preciso justiçar porque está tão enganada, basta olhar para quem nos rodeia e tirar as devidas ilações.

 

É caso para dizer que a Ministra da Educação está claramente “PsicoEnganada”.

 

PsicoConvidada Sofia Manso



uma psicose de PsicoConvidado às 12:12
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 23:04
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Sábado, 11 de Setembro de 2010
E a culpa… é dos jovens?

Ouvimos todos os dias que a democracia portuguesa se debate com um problema estrutural: este regime, cujo objectivo é colocar nas mãos dos cidadãos as decisões mais importantes da colectividade, não tem sido capaz de mobilizar ou motivar a participação do povo nas causas públicas.

Mesmo que assim não fosse, a corrente preocupação com os escassos níveis de participação política dos jovens portugueses e o seu distanciamento face às instituições políticas, coloca-nos a seguinte questão: estaremos nós a perder essa massa crítica e a desperdiçar inevitavelmente uma geração que é a principal construtora do Portugal de amanhã?

 

Já há algum tempo me tinha debruçado sobre esta questão e fiquei inesperadamente surpreendida quando conclui que a falta de participação política é um problema transversal a toda a Sociedade Portuguesa, e não característico ou claramente mais acentuado nas camadas jovens. (Estudo do Centro de Sondagens e Estudos de Opinião da Universidade

Católica Portuguesa – Jovens e a Política, Janeiro 2008). São aliás os jovens, que têm uma visão mais optimista do Estado actual e futuro da nossa democracia. São também estes que mais apoiam a implementação de reformas profundas para Portugal. Mas não será uma contradição serem estes, os jovens, os que menos contribuem com o voto para a vida democrática?

Não necessariamente. De facto, os jovens colmatam a falta de participação nos meios convencionais de intervenção política, mantendo uma participação no associativismo e voluntariado claramente superior à dos grupos etários mais elevados da camada social, o que denota uma vontade de participação e actuação, apesar de não dominada pelos meios convencionais de participação politica.

Mas será que é normal que assim seja? Não deveriam os jovens Portugueses participar mais que os seus pais? Não deveria a sua participação ser vincadamente mais politica tal como era a geração dos seus pais há 30 anos atrás?

Não creio que os jovens tenham perdido a sua irreverência! Não terão estes perdido, sim, o palco onde se mover e a capacidade de intervir?

Temos de ir mais fundo e entender as suas motivações…Para responder a estas questões fiz um pequeno questionário, a título particular, e conclui o seguinte:

  • Dentro do grupo dos jovens que questionei cerca de 80% não pertence a um partido político, 50% pertence a uma associação/movimento cívico.
  • As razões para não participar em nenhum partido político, prendem-se, essencialmente, com a falta de confiança na política e nos políticos, na fraca identificação com os partidos e com a actuação dos seus representantes.
  • No entanto, 90% dos inquiridos afirmou que gostaria de ter uma intervenção cívica mais activa nos problemas do país. A sua opinião é de que jovens não intervêm mais na vida pública essencialmente por descrença nos políticos e falta de formação/sensibilização.

 

Restam-me algumas questões... Não serão os mesmos que acusam os jovens de não participar na vida pública os que limitam a sua participação? Não sentirão os jovens que a luta politica lhes é demasiadamente longínqua, ou demasiadamente perdida, para desperdiçarem as suas energias, refugiando-se em modos de participação mais gratificantes no curto prazo?

Não terão as “Jotas” que reforçar o seu fulcral papel na aproximação dos jovens à política, mostrando-lhes as oportunidades de actuação que podem oferecer?

 

Sinto que somos, hoje, jovens conformados com a liberdade conquistada pelos nossos pais!

Mas faltam cumprir-se muitas liberdades!

Somos hoje um país sufocado por uma crise económica que nos obriga a ser reactivos...não pró-activos!  Somos hoje um país que vive, dia a dia, a luta contra o monstro da dívida, da despesa, do desemprego, do défice... O nosso Ministro das Finanças já chama a esta luta um dejá vu!.. Andamos de dejá vu em dejá vu, mas não valeria antes a pena sermos os donos do nosso destino? Começarmos já, agora, a fazer História?

Os jovens estão longe… porque não se revêem neste país pobre, tíbio e conformado, mas nem por isso pensem que os jovens se vão demitir das suas responsabilidades!

 

“É este o momento que nos é dado, a oportunidade que nos é oferecida de procurarmos tomar o destino nas nossas mãos.” Francisco Sá Carneiro

 

PsicoConvidada: Filipa Almeida



uma psicose de PsicoConvidado às 13:26
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 23:02
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Terça-feira, 11 de Maio de 2010
Montalvão Machado

 

 

Comicio em Castelo Branco, 2005. Ía falar Santana Lopes, Morais Sarmento, Alberto João Jardim e Eurico de Melo. Este tinha vindo para o comicio com o amigo Montalvão Machado. Mário Montalvão Machado, com 83 anos, aplaudia a entrada de Santana que percorria o corredor aberto pela malta da Volta do Líder. Os jornalistas aproveitaram-se desse corredor e colocaram um câmara que seguia à frente de Santana e caminhava de costas até... embater com a câmara contra Montalvão Machado deixando-lhe uma valente nódoa negra na mão. Olhando para trás o operador nada disse. Montalvão Machado tomou a lide e acusou-o: "Já ninguém respeita ninguém"; o câmara respondeu-lhe: "Estou a trabalhar! Deve ser por ser quem é não(!)..."; e levou com a resposta que nunca me sairá da cabeça: "Não é por ser quem sou, é por ser alguém.".
 
Faleceu Mário Montalvão Machado. Não o conheci tão bem quanto gostaria, mas conheci-o e foi o suficiente para estabelecer um padrão diferente. O dos Homens Grandes. Um Homem que se dava ao respeito e que tinha dificuldade em perceber a política e os políticos dos dias de hoje. Em todas as decisões pessoais e políticas, Mário Montalvão Machado falava de Honra e Respeito e não percebia que algumas se tomassem sem essa consideração. Mantinham-se inexplicáveis se não fossem fundamentadas com (ao menos) um desses valores. O Homem que não foi Presidente da Assembleia da República por ter abandonado a sala para não falar de si próprio; o Homem que num Congresso aos pulos e aos berros contra um militante, gritou exigindo respeito; o Homem que liderou sem retorno a bancada do nosso Partido; o militante nº 6, um dos que o fundou, faleceu hoje e leva consigo um pouco da alma social-democrata.
 
Um bem haja onde quer que esteja.

 

Tiago Sousa Dias



uma psicose de PsicoConvidado às 13:58
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 23:27
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Domingo, 9 de Maio de 2010
Que Europa queremos?

 

Que Europa Queremos?

 

9.Maio.2010

 

Celebramos hoje o 60º aniversário da Declaração Schuman que marcou o início do projecto comunitário.

9 de Maio, Dia da Europa, um dos símbolos da União Europeia.  Mas só 16 dos 27 Estados-Membros subscreveram a Declaração nº 52 anexa ao Tratado de Lisboa que reconhece este dia 9.Maio.

 

O facto de 11 dos Estados-Membros (França, Holanda, Irlanda, Reino Unido, Dinamarca, Suécia, Finlândia, Estónia, Letónia, República Checa e Polónia) terem decidido não o fazer, é um exemplo da diversidade da nossa Europa.

 

Nem todos os 27 subscrevem integralmente a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, nem todos integram o Espaço Schengen, nem todos se vinculam às políticas sociais, nem todos adoptaram o Euro, a nossa moeda comum.

 

27 Estados-Membros, 500 milhões de habitantes e uma geometria variável tornaram mais complexo os processos de decisão e a gestão deste Espaço comum.  Por isso também o Tratado de Lisboa é muito importante.

 

A recente crise económica e financeira está igualmente a pôr à prova a solidez da União.

A Europa só será forte se conseguir manter um elevado nível de coesão e solidariedade.  Não se trata de conformar a UE às nossas necessidades.  A Coesão Económica e Social é um dos objectivos previstos nos Tratados desde Maastricht.

 

Se, por força da dinâmica do mercado interno, de políticas erradas ou apenas da omissão dos poderes comunitários se aprofundarem as assimetrias de desenvolvimento entre os mais ricos e os mais pobres, a UE deixará de fazer sentido.

 

Quer estejamos em Portugal ou na Alemanha temos de saber se somos mais fortes e estamos mais protegidos juntos ou se acreditamos novamente nas fantasias do "orgulhosamente sós" afogados nos egoísmos nacionais.

 

E se acreditamos na Europa forte, coesa e solidária temos de perceber que o interesse comum nem sempre coincide com o interesse de cada Estado-Membro.  Umas vezes haverá convergência, noutras maior divergência.  O que interessa é que o interesse comum potencie o crescimento e a qualidade de vida de todos os nossos povos.  Para isso também, temos de fazer com que a Europa não seja uma realidade tão distante e temos de assumir de forma mas consequente a nossa condição de cidadãos europeus.

 

PsicoConvidado Carlos Coelho

Eurodeputado



uma psicose de PsicoConvidado às 17:57
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 23:26
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Sexta-feira, 26 de Março de 2010
Ringue de Ideias do PSD: Joana Barata Lopes

 

Num momento em que me é pedido que reflicta sobre o estado do PSD, a primeira coisa que penso é no tanto que haveria a dizer e no quão simplista será, forçosamente, esta reflexão. No entanto, e porque é sempre um prazer este exercício de pensarmos aquilo que nos é querido, agradeço ao Psicolaranja esta oportunidade de partilhar um ou outro pensamento sobre o nosso PSD.

 

O PSD ESTÁ EM CRISE?

Em primeiro lugar, dizer que, para mim, o problema do PSD não tem que ver com falta de ideologia ou valores-base. Para mim, o valor-base do PSD são as pessoas e não creio que essa definição, forçosamente simplista, tenha tanto de vazio assim. Porque dizer que o valor-base do PSD são as pessoas é dizer que este é o Partido Político que acredita na capacidade dos portugueses. E porque acredita nessa capacidade, o PSD é o único Partido Político português que verdadeiramente defende o valor da Meritocracia. E se o PSD acredita nas pessoas, não lhes mente por interesses ou caprichos eleitoralistas, embrulhados numa complacência que, tantas vezes, mais não é que uma escandalosa falta de respeito pelos eleitores. E um Partido que acredita nas pessoas respeita-as, respeita a sua liberdade e dignidade individual.

 

E esta fórmula quase absurdamente simplista é a única que vai de encontro à solução para a crise que afecta, efectivamente, os portugueses.

É que na minha perspectiva a verdadeira raiz da crise é aquela que resulta da mudança de paradigmas, da destruição de conceitos e correlações que constituíam alicerces inquestionáveis da sociedade. Fenómenos como os “Novos Pobres” são exemplos crassos daquilo que constitui o problema mais grave que esta crise trouxe. Neste novo conceito de sociedade que se desenha, ser instruído ou ter emprego, por exemplo, não significa que não se passe fome. E se a correlação entre trabalho/segurança/dignidade era uma garantia adquirida, não bastaria já o desemprego, que o próprio emprego pode ser garante de coisa nenhuma.

E é nesta destruição de correlações sociais estruturais que eram garantias, que reside o verdadeiro problema da crise e aquilo que a vai enraizando.

 

Não terá sido por acaso que o PSD foi o primeiro Partido a denunciar esta situação dos Novos Pobres e o único que, no meu entender, compreende realmente a gravidade estrutural que ela representa para os portugueses. Ou, ainda mais básico, o Partido que denunciou que, naturalmente, a crise social dos portugueses e a exposição da fragilidade dos valores que nos sustentam enquanto sociedade, nada tem a ver com respostas às questões que alguns gostam de chamar fracturantes. Porque o que verdadeiramente fractura a sociedade e a vida dos portugueses, não é o casamento entre pessoas do mesmo sexo mas, por exemplo, a eminência de uma pobreza que não foi possível prever.

E acho ainda mais. Que se o PSD tem como valor-base isto de acreditar nas pessoas, estes tempos de governação socialista são os tempos em que nos diferenciamos, demarcamos e afirmamos mais que nunca naquilo que nos caracteriza enquanto Partido.

Episódios como o Estatuto do Aluno ou a “pseudo” Avaliação de Professores, são exemplo da mais elementar política do facilitismo e de promoção do demérito, e caracterizam de forma inequívoca o rumo da governação Sócrates.

Se a isto juntarmos (e ficando só pela rama!) o desperdício diário de tantos euros dos fundos comunitários, que eram dos portugueses por direito e que estes não puderam usar para construir as suas próprias soluções, tantas vezes apenas por uma escandalosa falta de responsabilidade política, então a demarcação entre PS e PSD é claríssima.

Na base, porque o PSD acredita nos portugueses. E respeita-os.

O problema é que, se com tudo isto, o PSD não conseguiu afirmar-se ou demarcar-se e apresentar-se como solução, algo tem de estar a correr inegavelmente mal.

 

Sabemos que a verdadeira mensagem não é aquilo que dizemos, mas aquilo que o interlocutor escuta. E o PSD não só não conseguiu passar a sua mensagem, como deixou que a teoria “PSD-não-tem-valores-porque-não-consegue-responder-em-uníssono-a-temas-fracturantes-como-o-casamento-entre-pessoas-do-mesmo-sexo” ganhasse consistência e fosse entendida pelos portugueses como uma “deriva ideológica”. O PSD não conseguiu ser, verdadeiramente, o PSD.

PORQUÊ? O PSD DEIXOU DE ACREDITAR EM SI

Admito que seja possível formular milhares de teorias que expliquem o que vai mal no PSD. Para mim, a principal razão é que o PSD parece ter deixado de acreditar em si próprio. E, continuamente, tem passado essa imagem para os portugueses. A imagem de um Partido pouco seguro de si. A imagem de um Partido envergonhado. A Política de cabeça baixa.

E essa imagem começa a ser propagada e ganha força, desde logo, na postura que os próprios políticos e dirigentes partidários adoptam quando se fala dessa “classe política”. Como quem pede desculpa. E quão mal irão as coisas quando é o próprio partido político e os seus dirigentes que parecem sentir vergonha de o ser?

Juntando a isso, claro, esta “moda” de aversão ao conceito “estrutura” ou “estrutura partidária”. E o PSD nisso, mais que qualquer outro partido, parece sempre disposto a adoptar um ar contristado e a fazer um Mea Culpa por coisa nenhuma.

Devo dizer que o que a mim me causa verdadeira aversão é não só consentirmos, enquanto Partido, na afirmação desta “moda” mas, pior, sermos causa activa da sua propagação.

 

A “estrutura partidária” é o conjunto de pessoas que, livremente, escolheu servir a sociedade militando num Partido Político em cujos valores acredita. Pessoas que tiram do seu tempo para dedicarem ao partido que, acreditam, é aquele que melhor servirá a causa pública e os portugueses. E eu, tal como muitos outros pontinhos na estrutura, tenho vergonha de cada vez que um dirigente partidário baixa a cabeça e se envergonha da actividade política porque essa é “a moda”. Essa “estrutura” é a rede que suporta, executa e prossegue, dia-a-dia, a política social-democrata. Nas Associações, nas Juntas e nas Câmaras, no poder ou na oposição, é a “estrutura” que conquista verdadeiramente o lugar do PSD no país. E é a guardiã primeira do Partido Social Democrata. Se não nos respeitarmos, quem respeitará?!

E cabe ao Partido, aos seus dirigentes e à dita “estrutura”, trabalhar incansavelmente para fazerem de si os melhores preparados para servir a causa pública. Porque isso é aquilo que os portugueses devem poder esperar de um Partido Político.

Em resumo (e é tanto o que ficou por dizer!), não creio que o PSD padeça de uma deriva ideológica mas padece, isso sim, de uma grave crise de amor-próprio.

 

Em dia de Eleições Directas, é evidente que votarei no candidato que, a meu ver, será verdadeiramente capaz de recapturar o PSD desta forma cabisbaixa de entender a Política e o Partido.

Votarei Pedro Passos Coelho porque acredito que só ele reúne as características que permitirão ao PSD acabar com essa crise de amor-próprio que, a continuar, nos destruirá.

Mas é verdade que o objectivo desta reflexão, desta partilha, não é o da campanha política por este ou aquele candidato. Porque o que importa lembrar é que o PSD representa um valor em si mesmo.

E caminhando para o final desta troca de pensamentos, dizer que é naturalmente fácil entender que o nosso carácter heterogéneo e interclassista dificulta certas respostas uníssonas. Mas a verdade é que é exactamente essa heterogeneidade que nos caracteriza enquanto Partido que nos permite ser solução e resposta para tantas pessoas com características tão diferentes. E esse é o nosso activo mais precioso.

Que discutamos todos juntos directrizes e formas de execução. Estatutos e esquemas de funcionamento. Que se debata, que se proponha, que se vote e que todos tenham alguma coisa a dizer. Porque isso é também e tanto a essência de se ser social-democrata. E que cada um de nós, militantes e dirigentes do PSD, não cometa nunca o erro gravíssimo de confundir União com Unicidade.

 

Termino este pequeno texto com uma referência muito especial à JSD. E pela JSD corro o risco de ser tomada por pouco humilde ou de ferir até

algumas susceptibilidades. É que a JSD não faz política cabisbaixa. E se a JSD é absolutamente indispensável ao Partido, não é porque a vivacidade e a energia da juventude permite saltar e gritar durante mais tempo. É pela capacidade de entrega. É, sobretudo, pela convicção na causa e na missão que se prossegue e se defende. O brilho nos olhos que torna a JSD incansável mas, mais importante, que chega directamente às pessoas e as conquista.

 

E esse brilho e essa forma não são uma característica exclusiva que se detém dos 14 aos 30 anos (até porque não falta, por um lado, quem dos 14 aos 30 nunca deteve tal característica ou quem, por outro lado e felizmente, tenha muito mais de 30 anos e nunca a tenha perdido). Que se vista a camisola, enrole o cachecol e segure a bandeira. E que se olhe as pessoas de frente.

Gandhi dizia, “SÊ A MUDANÇA QUE QUERES VER NO MUNDO.”

Os portugueses acreditam. Quando nós acreditarmos também.



uma psicose de PsicoConvidado às 18:10
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 23:24
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Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010
PsicoConvidado: David Silva

 

Quando me convidaram para escrever para o Psicolaranja (blogue que acompanho todos os dias embora nem sempre comente), aceitei de bom grado mas avisei logo que seria sobre a minha especialidade e paixão: o Ambiente. E claro, falar de Ambiente é falar de Alterações Climáticas.

 

Infelizmente, o combate às alterações climáticas não é uma prioridade do Ministério do Ambiente. O plano Nacional contra as Alterações Climáticas (PNAC) tem boas medidas mas que são muito mal aplicadas no terreno ou às vezes nem isso. Portugal não está a cumprir os objectivos de Quioto, e se os chegar a atingir em 2012 será devido ao abrandamento económico dos principais sectores poluidores nacionais, ao investimento privado em energia eólica e á compra de emissões através do mecanismo de desenvolvimento limpo, não a politicas internas.

 

Assim é fulcral encontrarmos uma nova política de Alterações climáticas. E deve passar essencialmente por três parâmetros.

O primeiro será certamente a mitigação das causas do aumento do efeito de estufa, ou seja, a redução dos níveis de CO2 equivalente. Relativamente a esta questão, deverá ser revisto o PNAC de modo a aumentar-se a aplicabilidade das suas medidas, ou seja, prever uma maior regulação dos níveis de emissão através do mercado de emissões, dar prioridade á microgeração e principalmente á eficiência energética (O PNAEE deve ser dinamizado, visto que a sua aplicação está a ser extremamente lenta e ineficaz). Mas Portugal é um contribuidor muito baixo de CO2 para a contabilização global, pelo que as políticas públicas devem-se focar sobretudo no segundo parâmetro: a Adaptação.

 

Portugal será seguramente o país da União Europeia que mais sofrerá com as alterações climática, nomeadamente com a redução do stress hídrico e a erosão das costas e zonas litorais. Assim deve-se ter em conta o factor de adaptação, nomeadamente através de um plano nacional contra a desertificação eficiente (O PANCD actual é um fracasso), do investimento em equipamentos de produção de água potável, como as salinizadoras, de estratégias efectivas de recuperação de áreas ardidas e de criação de um fundo de auxílio climático, que tenha em conta outliers possíveis derivados das Alterações Climáticas (caso da onda de calor de 2003).

 

Por fim, o terceiro parâmetro deverá ser o desenvolvimento, ou seja, uma economia sustentável ambientalmente que não sacrifique as condições de crescimento futuras em prol das actuais. Nesta área recomendo o Relatório Stern, que nos apresenta uma previsão de investimento de 2% do PIB mundial em políticas de combate às alterações climáticas contra os 20% do PIB mundial que será necessário para mitigar os efeitos da inacção. Será fulcral então a elaboração de uma estratégia de sensibilização e educação ambiental a nível nacional e no sistema educativo, a aplicação do mecanismo de desenvolvimento limpo às empresas e autarquias, o incentivo fiscal com base no princípio poluidor-pagador, o estimulo á concorrência na produção de electricidade e energia renovável e uma maior dinamização do mercado de carbono através do fundo português de carbono.

 

Estas são algumas das minhas propostas. Julgo que se pode fazer muito mais no Ambiente, e é possível desenvolver Portugal de um modo sustentável. Infelizmente o que falta não são ideias, mas sim vontade politica, e esta ministra do Ambiente (que eu reconheço competência na área dos resíduos) é disso exemplo, pois não tem nem a capacidade de enfrentar certos interesses instalados, nem de reforçar o papel do ministério do Ambiente no plano nacional. Todos sabemos que é uma pessoa facilmente moldável nas mãos de José Sócrates, que já demonstrou que o Ambiente nunca foi prioridade para o PS.

 

Bem, este “plano” levantará certamente outras questões, nomeadamente em relação á energia nuclear, á questão de um imposto verde, da privatização da água etc… E claro, sobre todos estes temas eu sou um entusiasta, pelo que se um dia quiserem o meu contributo no Psicolaranja estou mais que disponível.

 

Entretanto fico-me apenas por um apelo: que a discussão politica não se reduza apenas às questões do estado e da economia, e que nós enquanto JSD saibamos que a defesa do Ambiente não é apenas uma causa mas sim uma necessidade, e que deve ser posta no cerne das nossas acções. Tal como só temos um planeta, só temos um país, e merece ser preservado!

 

PsicoConvidado David Silva

 



uma psicose de PsicoConvidado às 10:53
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 23:33
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Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010
PsicoConvidado: Ricardo Campelo de Magalhães

 

Propaganda de Esquerda

 

 

No Portugal contemporâneo, a esquerda ganhou com o combate ideológico. Para provar tal facto (como se fosse necessário), basta ver os programas dos partidos de direita: cheios de medidas sociais, interferências no mercado livre, e um vocabulário em que os termos não são neutros: o capitalismo é “selvagem” e o mercado livre “desequilibrador”, enquanto as políticas sociais de “ajuda aos desfavorecidos”. A mente do próprio leitor destas linhas já reconhece as palavras como suas e estranha o tema.

Eu, como se torna evidente, sou defensor do mercado livre e gosto de chamar atenção para as inconsistências gritantes do sistema vigente. Vejamos algumas:

 

- Liberdade: Ford disse “o cliente pode escolher qualquer cor, desde que seja negro”. O Estado oferece os serviços padronizados, como, onde e quando quer. Necessidades específicas? Só se tiver um grupo de interesse por trás (em vez da ditadura dos números, temos a ditadura das hierarquias). Liberdade de educação, de escolha de plano de saúde, de escolha de tribunal,… não há. No caso dos tribunais, por exemplo: numa sociedade livre, os advogados das partes listariam tribunais e iriam eliminando os que considerassem mais enviesados à vez até chegar ao central; em Portugal, procura-se à socapa onde é o tribunal que nos será mais favorável, perdendo-se transparência e dando vantagem a quem possua informação privilegiada. Mesmo no caso da liberdade de expressão, a referida tendência para a uniformização, apesar de não ser um obstáculo formal a esta liberdade, certamente a manietará levando quem tenha outras opiniões a se calar ou ser considerado… (é melhor calar-me ou ainda me colam o epiteto).

- Igualdade: O simples facto de se usarem termos colectivistas constantemente garante que não haja igualdade. Se eu tratar cada um como um indivíduo, à partida desconhecido, trato todos de forma igual. E todos devemos tentar pensar assim. A esquerda contudo pensa sempre em colectivos. Os pretos foram mal-tratados. Os ciganos são mal-entendidos. É preciso ajudar o proletariado. Os proprietários são mal-intencionados. Os cidadãos de leste devem ser apoiados. … E se não existissem estas políticas? E se o Estado trata-se de forma igual todos os indivíduos? Cada vez que um indivíduo se apresentasse ao balcão, tratava-se esse indivíduo de forma única, de acordo com uma única regra que seria válido para todos. Se precisasse de ajuda seria ajudado INDEPENDENTEMENTE dos grupos a que pertencesse. Porque não seguir o princípio da igualdade, para variar.

- Fraternidade: Não há. Numa sociedade colectivista, cada indivíduo pertence a um colectivo, cujo bem é visto como uma função inversa do bem dos outros. Logo, deve haver guerra: proletariado Vs capitalistas, litoral Vs interior, norte Vs sul, jovens Vs geração dos direitos adquiridos… Tudo porque pensam que a Economia é um jogo de soma nula: para eu ganhar, alguém tem de perder. Marx dixit. Eles negam a existência de crescimento económico! O meu Mises, diz (Human Action, p.673): o facto de o meu companheiro querer sapatos tal como eu, não me torna mais difícil obter sapatos, mas mais fácil! Logo, se havendo cooperação, há crescimento, e quanto maior a cooperação (e a consequente especialização), maior o produto obtido, cooperemos. Como? Com um plano? Não é necessário um plano: o sistema de preços diz-nos o que é mais apreciado e guia-nos nas nossas opções!

- Paz: O sistema capitalista não só é o melhor para produzir uma máquina de guerra inovadora e eficiente, é também o melhor garante de paz. Duas nações planificadas e economicamente estanques não sofrem com a catástrofe alheia e portanto, se pensam que conseguem fazer uma guerra relâmpago, não há desincentivos às suas lideranças a fazê-lo. Duas nações capitalistas ligadas por comércio abundante cometeriam harikiri se entrassem em guerra, pois teriam sobreprodução dos bens em que era especializada, subprodução daqueles em que era menos eficiente e passado alguns anos era mais pobre pois teria de produzir mais dos que era menos eficiente para desistir daqueles em que era eficiente. Para além de que perderia mercado para os seus bens e algumas fontes de matérias primas. A evidência histórica é esmagadora.

É fácil proferir compaixão quando são outros a pagar o custo. É simpático oferecer sem nada pedir. É garantia de votos prometer menos impostos e mais despesas do estado. É humano pensar como seria bom se todos vissem o que nós vemos. Mas é também garantir o colapso de uma sociedade.

O Psico-convidado,

Ricardo Campelo de Magalhães

 

 

 

 



uma psicose de PsicoConvidado às 10:01
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 23:33
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Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010
Ringue de Ideias do PSD: Vasco Campilho

 

 

Prioridades para um PSD ganhador.


Foi com gosto que acedi ao convite do Psicolaranja para participar no seu ringue de ideias. Pediram-me que reflectisse sobre o PSD. Meus caros, não tenho feito outra coisa. Contra mim falo, porque penso que mais importante – bem mais importante – que o PSD é o País. Mas a verdade é que se o estado do PSD me inspira cuidados, não deixa de ser o nosso partido o instrumento mais capaz de produzir as mudanças de que Portugal precisa. Deste modo se justifica que dedique neste momento tanto da minha intervenção pública à questão partidária.

Queria organizar a reflexão que pretendo partilhar convosco em três tempos, três horizontes de desafios com que o PSD tem de se confrontar para poder ser de novo uma força portadora de esperança e capaz de mobilizar uma maioria de portugueses em torno de um projecto político reformador.

 

Sair da crise interna

O primeiro tempo é o desafio do instante presente, o do horizonte imediato da crise partidária em que nos encontramos. Temos um partido sem liderança, sem mensagem, sem coesão. Passaram-se mais de três meses sobre as eleições legislativas – que perdemos fragorosamente – e continuamos sem saber que rumo o partido vai tomar no futuro. Pior: nem sequer começámos a debatê-lo seriamente. Como sair deste impasse? Só vejo uma solução: iniciar o quanto antes o processo de eleição de uma nova liderança.

Defendo que o próximo Conselho Nacional convoque um Congresso Extraordinário electivo, antecedido, conforme dispõem os estatutos do PSD, da eleição directa do Presidente da Comissão Política Nacional. Defendo ainda que na elaboração do regulamento eleitoral das directas, o Conselho Nacional estabeleça a possibilidade de haver uma segunda volta no caso de não haver nenhum candidato com mais de 50% dos votos expressos na primeira volta. Desenvolvi, aliás, uma proposta nesse sentido que pode ser consultada aqui. Só desta forma se pode garantir um debate aberto, profundo e consequente que trave em tempo útil o processo de degenerescência política em que nos encontramos e lance as bases da nossa reconstrução enquanto Partido.

 

Encontrar um líder

O segundo tempo é o do curto prazo, o do horizonte da nova liderança que precisamos de encontrar. É bem conhecida a minha preferência por Pedro Passos Coelho, que apoiei em 2008 e pretendo voltar a apoiar nas próximas directas. Mas o que pretendo nesta reflexão é menos justificar esta preferência do que falar do modo como  encaro o processo de escolha de uma nova liderança. É importante que o PSD aproveite este momento para se reencontrar com a essência do debate político. Isto implica um esforço de todos os militantes em concentrar-se no essencial, que é a definição do projecto de que o partido deverá ser portador no futuro. Mas esta responsabilidade cabe acima de tudo aos próprios candidatos ao cargo de Presidente do PSD: espera-se que tenham a coragem de apresentar um projecto político claro para o País, e não apenas um catálogo de intenções avulsas, que seria uma mera decoração de um projecto de poder para o Partido.

A este propósito, a valsa de hesitações a que temos assistido entre potenciais candidatos é um mau prelúdio: nada de bom pode sair deste tacticismo que tem sido a marca de água das nossas derrotas. Ainda assim, mantenho a expectativa de que venham a debate candidatos bem preparados, com o genuíno propósito de levar o PSD à vitória para mudar Portugal. Espero também que o debate das directas decorra com elevação e sem acrimónia, criando as condições para uma unidade genuína, sem os unanimismos artificiais que nos empobrecem, nem as desavenças pessoais que nos enfraquecem. Caberá ao futuro líder, qualquer que ele seja, convocar todo o partido para essa unidade. E caberá a cada um de nós responder a essa convocatória, e esforçar-se mais do que até agora nesse sentido. Só assim os portugueses passarão a respeitar-nos de novo.


Definir um posicionamento político

O terceiro tempo é o do médio prazo, o horizonte do reposicionamento que o PSD necessita de efectuar para se colocar em condições de voltar a mobilizar uma maioria eleitoral e sociológica por um projecto de mudança congruente com os nossos valores de sempre. Nos últimos 25 anos, o PSD ganhou quando soube protagonizar a mudança no modelo económico e ao mesmo tempo representar o ponto de equilíbrio da sociedade portuguesa no que concerne aos valores morais;  e perdeu sempre que se afastou deste posicionamento. As maiorias absolutas do PSD foram conquistadas num período em que Portugal precisava desesperadamente de mudança na economia: a herança do 11 de Março era ainda de uma brutal actualidade. Aquilo que diferenciou a mensagem política do PSD nessa época foi a recusa em conformar-se com a herança económica do PREC. E foi o sucesso desse inconformismo que lhe garantiu um lugar na história. Nas últimas eleições, o PSD não soube aproveitar a ocasião para reproduzir a sua fórmula vitoriosa - mudança na economia e equilíbrio social. Ao invés, não soube encarnar a ruptura na economia e  assumiu um papel polarizador nos debates societais, o que condenou qualquer hipótese de alargar a sua base de apoio.

Hoje, é cada vez mais claro que Portugal precisa de uma agenda de mudança económica que permita resolver os desequilíbrios estruturais e reencontrar o caminho do crescimento. Estou convicto de que essa agenda pode unir o PSD, e de que só o PSD a pode protagonizar. Mas o PSD não poderá levar a agenda  de mudança à vitória enquanto não fizer um aggiornamento ideológico que o compatibilize com aquilo que é o ponto de equilíbrio da sociedade portuguesa hoje, em matéria de valores. Não se trata de pôr o PSD a promover causas fracturantes: pelo contrário, trata-se de desfracturar as causas de valores, promovendo a coesão de uma sociedade cada vez mais plural. Esta é talvez a mais importante das missões da próxima liderança: construir um posicionamento ideológico e discursivo que torne a matriz de valores e de princípios do PSD compreensível e apelativa para uma maioria de portugueses.


Passar com sucesso estes três desafios é fulcral para o sucesso futuro do PSD. E note-se que a questão da liderança a eleger em breve, embora fundamental, não é determinante em nenhum deles. Não é determinante no primeiro, porque ainda não estará eleita. Não é determinante no segundo, porque a responsabilidade de um debate esclarecedor e elevado é partilhada por todos os candidatos e pelos seus apoiantes. E não é determinante no terceiro, porque o posicionamento do partido é algo que nunca depende apenas de um líder, por mais carismático que este seja. Aquilo que é determinante nestes três desafios é que enquanto militantes - enquanto cidadãos - todos saibamos comportar-nos à altura dos nossos deveres e das nossas responsabilidades. No futuro do nosso partido, nenhum de nós é espectador: todos somos actores. Chegou a hora de tomarmos o futuro nas nossas mãos. E fazermos história.



uma psicose de PsicoConvidado às 11:09
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 23:32
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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009
Ringue de Ideias do PSD: Carlos Coelho

 

O QUE QUEREMOS DO PSD ?

 

Alternativa: 

1. sucessão de duas coisas, cada uma por sua vez

2. sucessão de duas coisas que se excluem entre si

3. opção entre duas coisas; escolha

4. vicissitude, mudança (...)

                                      Dicionário de Língua Portuguesa, 2009 Porto Editora

 

A grande diferença entre o PSD e os restantes partidos da oposição é que o PSD comporta potencialmente uma real alternativa de Governo.  Os outros partidos da oposição conformam-se em ser eternamente partidos de protesto ou ambicionam chegar ao governo através de uma coligação com o PSD ou com o PS.

 

Esta é a grande diferença e a especial responsabilidade do PSD.  Os eleitores olham para nós e não querem ver agitação inconsequente, irresponsabilidade sistemática, superficialidade confrangedora.  Querem perceber o que faremos de diferente globalmente e sector a sector.  Querem encontrar verdadeiras alternativas e novos rumos.

 

Somos capazes de o fazer !  Já o fizemos no passado.  As duas figuras que mais marcaram a História do PSD foram Francisco Sá Carneiro e Aníbal Cavaco Silva com estilos diferentes mas com significativos nove factores comuns em ambas as lideranças:

 

1. Portugal, primeiro

2. Sublinhar o interesse comum

3. A afirmação da Diferença

4. A esperança no Futuro

5. Reformar e não apenas gerir

6. Ter forte convicção

7. Gerar ideias, apostar nos quadros

8. Formar uma nova geração

9. Ser social-democrata

 

Portugal, primeiro

Quer um quer o outro preocuparam-se em propor soluções para o País estabelecendo uma ligação com os portugueses.  Apelaram aos militantes do PSD mas falaram para os portugueses.  Sá Carneiro disse que “acima da social-democracia está a Democracia, e acima da Democracia, Portugal”.  Cavaco Silva chegou a ser criticado por invocar com frequência o “interesse nacional”.  Os portugueses reconheceram em ambos “estadistas” e não meros “políticos” propagadores de promessas.

 

Sublinhar o interesse comum

Quer um quer o outro sublinharam o interesse comum não aceitando que os seus governos fossem instrumentos de grupos económicos, sociais ou religiosos.  Recusaram colocar-se em posições de fragilidade onde fossem vulneráveis a pressões ou chantagens.  Afirmaram a honestidade como traço de carácter e como condição indispensável em quem exerce funções públicas.

 

A afirmação da Diferença

Quer um quer o outro (Sá Carneiro acusado até de o fazer em excesso) marcaram bem as diferenças face aos seus adversários e - sobretudo - face ao Partido Socialista.  Não havia dúvidas que éramos diferentes e não "passava" a ideia (que é moda no discurso do BE, do PCP e até do PP) que tanto faz ser PS ou PSD que “a política é sempre a mesma”.

 

A esperança no Futuro

Quer um quer o outro transmitiram esperança face ao futuro.  As suas críticas não eram ensombradas pela ideia que tudo de pior se poderia esperar mas exactamente o contrário:  Que com as suas lideranças e as suas propostas era possível construirmos um Portugal melhor.

 

Reformar e não apenas gerir

Quer um quer o outro manifestaram verdadeiro espírito reformista.  Sá Carneiro (no regime político ou na reforma agrária) e Cavaco em diversas áreas (desde a comunicação social ao mercado de trabalho, a segurança social, o sistema financeiro, o mercado de habitação ou a abertura de sectores à iniciativa privada), mostraram que Governar não é apenas gerir mas reformar, criando melhores condições para servir com mais eficácia e mais sentido de justiça os nossos concidadãos.

 

Ter forte convicção

Quer um quer o outro usaram como estilo uma firme determinação por vezes cortante mas inequívoca.  Transmitiam segurança e convicção.  Não havia em nenhum dos dois a sugestão de tibieza ou hesitação.

 

Gerar ideias, apostar nos quadros

Quer um quer o outro rodearam-se de políticos e técnicos com valor apostando numa nova geração.  O Gabinete de Estudos Nacional teve a sua época alta com FSC e, na primeira metade do mandato de Cavaco Silva,  o Instituto Sá Carneiro (na altura sob a designação de IPSD) desfrutou do seu período de maior actividade e protagonismo.

 

Formar uma nova geração

Quer um quer o outro apostaram na Formação de Quadros e encararam-na como uma responsabilidade da máquina partidária e das Fundações ligadas ao Partido.  Se com Sá Carneiro essa aposta podia estar ainda ligada às exigências específicas da consolidação do Partido na fundação da Democracia, com Cavaco Silva  (e através do IPSD), atingiu-se o auge na diversidade e quantidade de espaços formativos sobretudo ao serviço das novas gerações obedecendo à máxima de semear para colher.  Iniciativas que hoje conhecemos sob as designações de “Universidade de Verão”, “Universidade Europa” ou “Universidade do Poder Local” tiveram a sua génese nas experiências formativas da então Área de Juventude do IPSD.

 

Ser social-democrata

Quer um quer o outro defenderam a economia social de mercado, valorizando a iniciativa privada mas com uma forte agenda social virada para os mais desfavorecidos.  Ambos defenderam a expressão criativa da sociedade civil sem cair nos modelos do "Estado mínimo".  Ambos afirmaram uma agenda claramente social-democrata.

 

MAS O TEMPO CORRE !

 

O País não fica parado à espera do PSD.  É importante que nos reorganizemos rapidamente.  Ou protagonizamos a esperança dos que querem uma real alternativa ao desgoverno socialista ou corremos o risco de perder o lugar que ocupamos na Democracia portuguesa.

 

O PSD deve deixar de se consumir nas divisões internas e deve escolher um líder forte, sério e credível que:

- coloque Portugal em primeiro lugar,

- sublinhe o interesse comum,

- afirme a nossa diferença,

- nos devolva a esperança,

- queira reformar e não apenas gerir,

- exprima convicção,

- traga novas ideias,

- aposte numa nova geração

- e afirme um programa claramente social-democrata.

 

E após as eleições do novo — ou nova — líder, todos teremos a obrigação de ajudá-lo/a a construir novas propostas e a lutar pelas nossas causas.

 

Carlos Coelho, Deputado europeu

Presidente Honorário da JSD



uma psicose de PsicoConvidado às 18:10
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 23:32
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Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
Ringue de Ideias do PSD: Miguel Relvas

 

UM NOVO CICLO

 

Sou militante do Partido Social Democrata há mais de 20 anos. Cresci politicamente no sonho da concretização de um ideal e na luta por causas que o justificavam. Éramos jovens e acreditávamos que era possível fazer de Portugal uma democracia consolidada, um País moderno e desenvolvido, uma Nação com um futuro à altura da sua história e da sua cultura.

 

Honro-me pelo facto de o meu partido ter contribuído decisivamente para os momentos que mais marcaram a nossa história recente. Primeiro, através da acção de Sá Carneiro que deu um contributo inestimável para a “civilização” do nosso regime. Depois, por força da governação de Cavaco Silva, que mudou radicalmente a face do País.

 

Tenho um profundo orgulho no meu partido e na sua obra. Um partido muito especial. Um partido virado para a integração e não para a exclusão.

 

Ganhou quando uniu. Veja-se no exemplo da liderança de Durão Barroso a confirmação dos benefícios do que deve ser uma direcção que promove a unidade na diversidade.

 

Perdeu quando excluiu. Veja-se no exemplo da actual liderança o resultado de um certo sectarismo de que foi fazendo uso, dando ideia de que só contava quem não divergia.

 

É tempo de o PSD quebrar as barreiras do seu “muro de Berlim”. Para este partido nunca houve nem nunca poderá haver os do lado de cá e os do lado de lá.

 

A diversidade é uma força, quando promovida, e um factor diferenciador quando respeitada.

 

Não tenhamos medo do debate. Elejamo-lo como o instrumento de trabalho de que as forças políticas mais necessitam. Não pode dialogar com a população quem não sabe internamente dialogar.

 

O PSD sempre foi um partido interclassista e foi nisso que forjou a sua identidade e o seu músculo político. Este é um dos maiores factores do seu sucesso, ao nível da sua implantação nacional e no plano de acção política concreta.

 

O PSD sempre foi um partido ousado e reformista nas propostas, visionário e estratégico nas políticas e foi por isso que os portugueses nos deram a sua confiança para governar. Os momentos de maior mudança, transformação e modernização de Portugal ficaram a dever-se ao ADN reformista do Partido Social Democrata.

 

O PSD sempre foi um partido alegre, arejado e avançado, nos procedimentos e nas ideias  e foi isso que lhe permitiu integrar uma força politica com o relevo da JSD e promover a adesão de tantos e tantos jovens que em 1981, em 1985, em 1991 e em 2002 foram absolutamente decisivos para as vitórias que o partido obteve.

 

Ousemos acreditar que temos condições para voltar a ser a força política transformadora do País. Mas tal só será possível se empreendermos um caminho de debate e de reflexão que não pode estar limitado por preconceitos e dogmas que não fazem qualquer sentido.

 

O PSD não precisa apenas de um lifting de imagem. Precisa de causas, ideias e propostas para os velhos e os novos problemas, para as actuais e futuras gerações. Precisa de se identificar com os sectores mais dinâmicos da sociedade, na classe média, nos meios universitários e culturais e junto dos jovens. Precisa de voltar a ser um partido activo e atractivo.

 

Este caminho faz-se com todos, renovando, integrando e unindo. E faz-se, sobretudo, virando a página. O partido defensivo, conservador, sem alma nem emoção dos últimos tempos, deve dar lugar a um partido “novo”, com iniciativa, ambição e espírito aberto e reformador, capaz de gerar uma nova esperança em Portugal.

 

Está em marcha um novo ciclo. Neste novo ciclo há que ter ideias e pessoas diferentes. Perceber isto é perceber algo de elementar em política. E quanto mais cedo melhor. Para o Partido e para o País.

 

 

 

Miguel Relvas

 

 



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