Segunda-feira, 24 de Novembro de 2014
O Berlusconi de Portugal

Em varias ocasiões neste blogue, apelidei Sócrates "o Berlusconi Português".

Sem saber se o ex-PM será condenado ou não, vale a pena, ainda assim, reflectir sobre o significado dos acontecimentos do ultimo fim-de-semana.

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 Muitas almas caridosas insistem em lembrar que há casos de corrupção tanto à esquerda como à direita. Sendo verdade, eu penso que a situação é muito diferente para a esquerda e explico porquê:

 

1. Tanto o PS como o PSD têm políticos sobre os quais muitas suspeitas recaem. Mas por vezes os nossos instintos servem-nos bem e tal como outros políticos - lembro-me por exemplo do Major Valentim - Sócrates nunca inspirou confiança em ninguém. Em 2009, houve varias sondagens antes das eleições nacionais e Sócrates liderava todas nas intenções de voto. Havia, no entanto, uma em que MFL lhe ganhava: honestidade. Os Portugueses sabiam bem que lhes mentia e quem lhes falava verdade... 

Ora a diferença é que o PSD não elegeu um 'destes' políticos líder do partido e PM.

 

2. Logo vale a pena perguntar o porquê do PS ter tido necessidade de o fazer. Escrevi aqui aquando da revelação da fraude que era Artur Baptista da Silva (ABS), que o caso não era apenas acidental para a esquerda, o caso era sintomático. Basicamente porque a sofreguidão por alguém de autoridade que pudesse criticar a austeridade era tanta, que muitos deixaram-se levar na cantiga de ABS.
Pois bem, Sócrates pode e deve ser visto, também, a esta luz. Muitos se queixam que os quadros competentes dos principais partidos não se dão ao trabalho de ir a eleições. Isto é verdade e é verdade nos três partidos do arco da governação. No entanto, o facto de o PS ter permitido que um destes quadros ...não competentes, de moralidade dúbia, um autêntico populista... chegasse tão longe politicamente, reflecte, na minha opinião, mais do que apenas um erro acidental.

O dilema do PS - e sobretudo dos seus notáveis - consistia em como fazer face à evidencia de que políticas socialistas não funcionavam, mas continuar a prometer os mundos e fundos que o socialismo promete; como continuar a ser socialista, já depois de ter perdido a fé...

Para esta aristocracia socialista, a solução apresentou-se na pessoa de José Sócrates: alguém de pouco escrúpulos, capaz de discursar slogans socialistas enquanto corta na segurança social (à socapa), capaz de arruinar as finanças nacionais tacticamente, para poder ganhar uma eleição (2009).

A falência ideológica do PS alimentou criaturas de mentalidade chico-esperto como Sócrates; a falência ideológica da esquerda alimentou burlões como ABS.

 

A lição de moral para o país em 2014, deveria ser a mesma de 2009: aprender com o passado. Em 2009, semanas depois de Ferreira Leite perder as eleições com o seu discurso da austeridade, a Grécia falia e pouco depois Portugal iniciava os seus PECs e era expulso dos mercados de financiamento. Em 2014, semanas depois de António Costa ser eleito reabilitando o legado de Sócrates no PS, o ultimo cai em desgraça.

A lição é simples: quando os Portugueses votam pelo sonho, as coisas correm mal.

Mais realidade Portugueses, mais realidade.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 12:47
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Quinta-feira, 19 de Setembro de 2013
Toma que já almoçaste!

 

Um ministro responde assim a um membro do partido da coligação governamental.
Porque é isto significativo? Porque com as eleições autárquicas no horizonte, a máquina do PSD começa a preocupar-se com a popularidade dos seus candidatos.
Venho escrevendo desde há meses que há uma tensão inerente à composição do governo uma vez que PPC tentou equilibrar a influência dos aparatchiks do PSD (e do CDS) com a influência tecnocrática da Troika.
Em períodos de eleições, a máquina do partido preocupa-se com os efeitos das políticas governamentais porque a máquina está habituada a apregoar seja o que for necessário para iludir os cidadãos.
Tal como Menezes ou Jardim são capazes de adoptar uma face esquerdista auto-proclamando-se como "esquerda radical" ou contrapondo-se ao "grande capital", também a máquina do partido pretende fazer pressão para que na substância ou na aparência, o governo abandone o discurso da austeridade.
Tal como eu avisei durante o verão: 



 

Meu dito, meu feito. Pergunto-me apenas que lado escolherá PPC quando for obrigado a optar por um dos lados; os quais são afinal, fundamentalmente incompatíveis...


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 14:50
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Sábado, 7 de Setembro de 2013
Na nossa 'Guerra dos Tronos', Portas é a melhor coisa que podia ter acontecido a Rui Rio

Os principais partidos do arco do poder estão divididos em facções.

 

No CDS e no PSD, a divisão é entre centristas populistas que defendem posições moderadas na esperança de obter mais votos dos indecisos ao centro, e conservadores ideólogos que preferem pôr valores políticos à frente de considerações eleitoralistas.

Enquanto que tanto no PSD e no CDS os centristas demagógicos são próximos da máquina partidária, no PS a divisão aparenta ser diferente pois António José Seguro mantém-se no poder com a influência dos sindicatos e apesar de António Costa com as Socranettes poderem obter mais votos de popularidade em eleições nacionais.


Enquanto que no PS os lobbies eleitoralistas internos definem de momento a liderança do partido, à direita o lobby eleitoralista externo é mais preponderante.

 

Por conseguinte, se à direita os centristas populistas estão no poder, à esquerda os sindicatos de voto internos empurraram para as margens estes mesmos centristas populistas.

Mas a própria natureza dos constituintes destas facções gera também outras dinâmicas. Aqueles que estão na política pelo amor aos cargos e sem alternativas profissionais que não a política, são por natureza menos dados a levar em conta o interesse nacional e valores ideológicos. O objectivo derradeiro é a progressão na escada do poder e não tanto os interesses do país ou a concretização dos ideais que professam.

 

Devido a esta dinâmica, e contrariamente ao que seria de esperar de radicais, as alas menos centristas são também mais responsáveis na gestão do poder pois as ideologias são concebidas para alcançar objectivos colectivos a longo prazo.

Paulo Portas é um excelente populista mas este é também o seu ponto fraco. A sua recente manobra pode ter trazido mais poder mas trouxe também menos confiança política por parte do PSD. A médio e longo prazo, isto poderá condenar a coligação PSD-CDS à instabilidade e aos golpes de poder. Pela sua natureza, o poder político é um jogo de soma zero pois um dado cargo apenas pode ser ocupado por uma pessoa.

 

Não é claro o que a máquina do PSD pensa da manobra de Portas mas certamente que não estará satisfeita. Quaisquer futuras manobras enfraquecerão ainda mais a imagem dos dois partidos e a credibilidade da liderança do PM.

 

Quem tem a ganhar com tudo isto? O Presidente, a facção mais ideológica do PS e finalmente as alas mais ideológicas da direita: Ribeiro e Castro e Rui Rio.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 18:35
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Sexta-feira, 5 de Abril de 2013
Tribunais - I
Bem sei que estou a correr o risco de uma expulsão ou pelo menos de uma carga de pancada, mas devo admitir que foi com algum prazer que soube hoje que um Tribunal Cível de Lisboa tinha rejeitado o recurso de Fernando Seara.

Não é que desgoste particularmente deste, até acho que é um bom candidato.
Mas estou mais que cansada das brincadeiras e dos braços de ferro do PSD, em especial pelos lados de Lisboa.

É que existia o risco das candidaturas de Seara, Menezes, Costa e afins, serem impedidas pelos órgãos judiciais. E o partido fez zero, para precaver uma solução atempada do problema. Esta teimosia de interpretar a lei conforme o que dá jeito a um partido ou a outro, ia dar problema.

A lei impede que se apresentem candidaturas, após três mandatos autárquicos. Para quê tentar dar a volta à lei, com interpretações restritivas e extensivas? Só fica mal.

Mas não é só o braço de ferro com a lei que impressiona negativamente. É também a imposição de determinados candidatos devido a negociatas e caciquismos, que arriscam ainda mais levarmos uma derrota soberba ao nível autárquico.

E já agora, porque raios é que andaram a interpor recursos país fora, nomeadamente em Tavira? Que teimosia! Que gasto de recursos!

E se Seara, Menezes (o tal que segundo ouvi dizer andou a confortar os militantes com mensagens de distanciamento da situação de Seara - a lei por ventura terá uma aplicação limitada ao território de Lisboa?) e Costa não se puderem mesmo candidatar? Quem os substituirá na corrida? Haverá tempo? Ou vamos pelo método "fazer agora, pensar nas consequências depois?"

Enfim.

uma psicose de Essi Silva às 20:55
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Sábado, 23 de Março de 2013
Limitação de mandatos, da questão política à questão jurídica...


Se me perguntam se a questão podia ter sido resolvida no plano político? R: Sim, podia!

Se me perguntam se a questão é essencialmente política? R: Sim, é!

Se me perguntam se a questão vai convolar-se numa questão jurídica? R: Sim, vai!



uma psicose de Hugo Carneiro às 17:05
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Quinta-feira, 21 de Março de 2013
OI?! - Parte PSD/Gaspar
Mudem a medicação do PSD. E do Gaspar também.

O PSD, e como bem relembrou Teixeira dos Santos, ratificou e contribuiu na redacção do memorando da Troika. Para além disso, assumiu-o no seu programa eleitoral, praticamente com copy-paste de algumas medidas. Defendeu o memorando com unhas e dentes, incluindo medidas que iam além da proposta da Troika, porque achava que o memorando era bom mas não era óptimo.
E AGORA VEM DIZER QUE AFINAL O DOCUMENTO FOI MAL DESENHADO?
Mas está tudo louco?
Quase dois anos de governação de braço dado com o memorando e a Troika depois, o documento foi...mal desenhado?!

A sério. Metam-se num buraco e não saiam de lá. Declarações destas não são ridículas. São um ESCÂNDALO!
Espero bem que o meu partido esteja orgulhoso de ter eleito um Governo, que primeiro pede aos portugueses para darem tudo o que têm e depois diz que a sua Bíblia, afinal de contas não é tão boa como afirmava!

(E agora vou beber qualquer coisa, a ver se me acalmo!)

uma psicose de Essi Silva às 20:15
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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2013
Políticas de Natalidade ≠ Acabar com o aborto

Pois. Não estou a falar de benefícios fiscais ou da Segurança Social.

De todo. Aparentemente para o PSD, medidas de apoio à natalidade passam por reavaliar a legalização do aborto, do casamento homossexual e da mudança de sexo.

 

Pelo menos é o que retiro das palavras de Nuno Reis, coordenador do grupo parlamentar do PSD na Comissão de Saúde, que reagiu à petição Defender o Futuro que contesta as “medidas ideológicas” – como o casamento homossexual, o aborto e a mudança de sexo – legisladas pelo anterior governo da seguinte forma: "A petição merece a nossa concordância já que também apoiamos o aumento de políticas de apoio à família”.

 

Não só a ideia me parece uma profunda estupidez*, sendo um retrocesso nos direitos que foram conferidos aos homossexuais, transsexuais (que ainda passam por etapas burocráticas terríveis) e a todas as mulheres férteis; como me parece que se está a atirar areia para os olhos - temos problemas bem mais sérios para discutir - e a olhar para estas pessoas como culpadas da taxa de natalidade ser cada vez mais negativa. 

 

Meus caros srs. deputados e ex-deputados do PSD - sim, houve uma aprovação à toa de legislação com impactos na sociedade, fruto de força de vontade ideológica por parte do PS mas - o aborto não é o principal culpado da redução da natalidade em Portugal. Simplesmente cada vez há menos condições sociais e económicas para se ter um filho, quanto mais dois ou três. Querem obrigar as mulheres a terem filhos que não podem manter só porque não nascem suficientes crianças? Querem obrigar os casais homossexuais a viverem uma farsa? Se pagarem os psiquiatras e psicólogos que os deverão tratar por uma vida de miséria, por mim tudo bem.

 

 *agora em bold, para ver se percebem o que digo

 



uma psicose de Essi Silva às 15:56
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Terça-feira, 8 de Janeiro de 2013
Rui defende limitação de mandatos nas autárquicas e crítica a gestão irresponsável dos dinheiros públicos...


Na cerimónia que celebrou 11 anos de mandato, agora que entra na recta final até às autárquicas, Rui Rio falou da incoerência dos que "choram lágrimas de crocodilo" por causa do desemprego e ao mesmo tempo levaram a cabo o endividamento das suas autarquias, deixando de pagar a tempo e horas a fornecedores, quiçá promovendo o não pagamento de salários e dificuldades destes para com os seus trabalhadores.


Ao mesmo tempo, referiu-se à lei de limitação de mandatos (abrir link), com a qual concorda. Recorde-se que o PSD decidiu apoiar autarcas "jurássicos", ao contrário do PS e do CDS-PP.


Rui Rio deixará de ser Presidente da Câmara do Porto, depois de três mandatos à frente da edilidade. 


uma psicose de Hugo Carneiro às 23:16
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Sábado, 25 de Fevereiro de 2012
PSD para onde caminhas? Que partidos?

Nota prévia: Pois é... este é o meu primeiro post neste blog e portanto espero que o texto que em seguida escrevo esteja à altura deste espaço... Alerto, desde ja, os leitores que recuso nos meus escritos a adopção do acordo ortográfico.

 

A pergunta que lanço pode ser vista sob um ponto de vista retórico, ou sob um ponto de vista empírico.

 

Fui surpreendido hoje por uma notícia do jornal Público, que abordando o congresso que aí vem do PSD, escreve em título "Passos descarta contributos de Aguiar-Branco e refaz o programa". Mais adiante, o jornal escreve, a propósito da reforma estatutária, «Aparentemente, explicam as mesmas fontes, dão mais poder aos militantes, mas "na verdade dão mais poder aos controleiros" e a um pequeno grupo de personalidades».

 

Pois é, sem me focar sobre pessoas ou situações, venho constatando que dentro e fora do PSD, portanto, em todos os partidos, a degenerescência do sistema democrático interno dos partidos se vai acentuando, sendo as excepções cada vez mais ocasionais. O sistema ou os sistemas promovem um aparelho que busca o "controlismo" de quem assume os lugares de poder, minando e reduzindo o pouco espaço que vai existindo para o mérito. A tal ponto que a noção de mérito vem a ser confundida e desvirtuada, quando ouvimos alguns afirmarem que fulano X, porque já foi isto e aquilo, desde há 40 anos no partido, é o melhor quadro que em certo momento se tem, mesmo que o X nunca tenha feito mais nada na vida para além de política. Pois é, aqui começa uma falácia terrível, porquanto o mérito não vem tanto pela capacidade de manter o poder num sistema partidário, que vem a proporcionar óbvias oportunidades de assunção de lugares de governação/executivos, mas sim, pela capacidade de um indivíduo se afirmar sem redes de segurança, num mundo altamente competitivo. Levar à exaustão no mercado as capacidades intelectuais, artesanais, em suma, os dons que cada um de nós poderá ter, e, com isso, ser bem sucedido, aí se encontra uma certa aproximação da ideia de mérito.

 

Por aqui se percebe que a defesa e promoção de sindicatos de voto está no extremo oposto a qualquer ideia de promoção do mérito. A este propósito, deixem que vos diga, que uma vez fui surpreendido, depois de uma intervenção pública em que acusava a existência dessas redes de manipulação eleitoral, que na verdade as minhas palavras eram para alguns militantes "ofensivas". E isto só se explica, pelo que me é dado a entender, pela simples razão de que acusar-se o uso dos instrumentos referidos pode colocar em causa a credibilidade de um partido, a imagem das pessoas. Contudo, todos sabem que isso sucede e é promovido.

Falta, diria, um verdadeiro espírito censório do que se passa nos sistemas de partidos, que venha trazer transparência a tudo isto e que produza consequências.

 

Mas consigo exemplificar-vos mais esta minha ideia com um exemplo hipotético.

Numa certa cidade, num certo país, a certa altura, existem uns militantes que são suspensos por um certo partido, pela comissão de ilícitos disciplinares, que em minha opinião de jurista constituem também ilícitos criminais graves. Com isto, ficam esses militantes suspensos do exercício de qualquer direito junto do partido e dos seus órgãos. Contudo, esses militantes, com conhecimento mais do que geral, continuam a assistir a assembleias de secção ou distritais, sem que ninguém diga absolutamente nada, como se tudo fosse normal e nada se passasse. Note-se que por vezes até aplaudem intervenções e que essa forma de expressão é, em si mesma, uma forma de participação activa numa actividade partidária.

Quer isto dizer que a estipulação de normas disciplinares, que visam coibir a prática de ilícitos, pouca utilidade terão, quando estas situações são admissíveis e permitidas à vista de todos.

 

Mas, deixem-me dizer-vos mais. Imagine-se que há um certo presidente de mesa hipotético, de um hipotético partido, que se vem batendo pela regularidade das assinaturas de candidaturas e respectivos termos de subscrição, quando verifica que possam existir fortes indícios de irregularidades, para não utilizar outro adjectivo. Questiona-se esse presidente de mesa sobre o porquê de não ver que o seu partido e alguns dos outros estabeleçam formas de controlo de assinaturas, para que os processos eleitorais possam ser, para além de toda a dúvida, regulares. Veja-se o caso dos Bancos, em que através de um sistema informático básico de reconhecimento de assinaturas é possível o confronto das mesmas, para aferir certa informação. Porque não existe, por exemplo, um sistema destes alojado nas sedes distritais dos partidos com vista a que um simples presidente de mesa possa exercer as suas competências com tranquilidade de espírito? Pois é, perguntam, mas eu não sei a resposta, estou apenas a especular. 

 

Estes hipotéticos casos e outros plausíveis deixam-me, então, a pensar sobre a notícia do público e sobre os controleiros, e sobre o mérito, para concluir que enquanto não existir um grito de ipiranga contra isto, não esperem que as pessoas passem a acreditar mais nos partidos. Vejo, portanto, com bons olhos algumas sugestões de certa juventude partidária e de certos militantes de certos partidos, quando apresentam algumas propostas que vêm conferir transparência ao sistema. Contudo, todos devem intervir.

 

Afinal, usando algumas ideias de Cícero, embora outras se pudessem acrescentar, o "principal é respeitar a honestidade fundada na prática das virtudes essenciais: a sabedoria, a justiça, a firmeza, a moderação".




uma psicose de Hugo Carneiro às 17:37
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Sexta-feira, 12 de Agosto de 2011
Entende quem quer.
 


uma psicose de jfd às 21:29
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Quinta-feira, 21 de Abril de 2011
Campelo de Magalhães apresenta: o próximo 1º Ministro de Portugal

Para quem tenha dúvidas, aqui está a sondagem em que o PS já ultrapassou o PSD (enquanto PPC cai), ainda a campanha vai no adro.

Não tenham cuidado não. Eu, que sou sempre atento aos números, estou alarmado. 

Goste-se mais ou menos de PPC, é ele ou Sócrates. Está na hora de todos se lembrarem disso. Ou...



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 00:10
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Quarta-feira, 6 de Abril de 2011
PSD = Estado Social Possível ; PS = Falência

 

Em 2009 o PS prometeu mais e mais e mais Estado Social.

Já a Economia Mundial estava a contrair, Portugal anunciava mais gastos sociais.

 

MFL alertava: não há dinheiro, há que ser realista

Os Portugueses não a ouviram.

 

Agora, Faliu.

Hoje, fez bem: reconheceu humildemente que precisava de ajuda.

Mas o dia de hoje não aconteceu por acaso. Era previsível.

A minha avó sabe: quem gasta, gasta, gasta... entrega-se aos usuários.

Durante todo este tempo, fez mal: quem dá o que não tem, não terá para quando fizer falta.

 

Curiosamente, foi pouco tempo depois da banca ter fechado a torneira.

"Ah e tal, foi prova de que há um cartel na banca"

Bem, a banca gosta de receber juros. Mas se uma entidade deixa de conseguir pagar, é função da banca zelar pelo dinheiro dos aforradores. Já falhou antes e ainda bem que não voltou a falhar. Cartel? O alinhamento é por necessidade, não porque decidiram todos não ganhar dinheiro e, numa onda de falta de ganância, recusaram-se a cobrar juros "usuários".

 

E agora?

Hoje garantiu-se que não há ruptura de tesouraria.

Dentro de momentos seguem-se as medidas para começar a pagara dívida Socrática.

O sonho do "Estado Social" levou-nos a isto.

 



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 22:04
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Sábado, 26 de Março de 2011
O Regresso do Bom Senso à campanha do PSD

Houve nestes dias quem dissesse que o PSD chegando ao governo vai subir impostos.

Tudo porque Passos Coelho disse que entre subir impostos sobre o consumo ou sobre o rendimento, subiria o IVA ao IRS.

Calma. O PSD não mudou de repente.

Irá provavelmente subir impostos na próxima legislatura, mas o foco claramente não é esse.

 

E basta lerem o Secretário-Geral do partido para perceberem que o plano é outro.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 04:44
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Terça-feira, 29 de Junho de 2010
Reflectindo sobre a Psico-refeição com MFL

O privilégio de poder conversar abertamente com figuras políticas como Manuela Ferreira Leite é a possibilidade de se poder vislumbrar o seu pensamento. Ferreira Leite é uma figura muito lúcida no seu pensamento político, e como poucos em Portugal, a sua integridade ideológica passou quase incólume durante as últimas décadas de evolução política em Portugal.


No centro dos seus ideais está a classe média. Sem uma classe média, a Drª Ferreira Leite não acredita que um estado possa prosperar. A social-democracia para si exige um estado, e um estado forte mas não um estado morbidamente abrangente e centralizador. A experiência dos regimes socialistas demonstra que o aparelho estado é eficaz na diminuição do abismo social, mas nunca para cima. O aparelho estado consegue uniformizar por decreto as diferenças sócio-económicas mas é pouco eficaz na potenciação da sociedade para a prosperidade. Ou seja, o estado é desejável enquanto regulador mas não enquanto produtor. 

 

Para a ex-líder do PSD, a protecção sócio-económica do estado justifica-se apenas para as classes mais desfavorecidas. O estado social deve, para si, ser um estado social mínimo.

 

O período da liderança Ferreirista no PSD caracterizou-se por uma profunda divisão ideológica entre a oposição e o governo. Esta divisão não era apenas política mas também pessoal pois o perfil de José Sócrates e o de Ferreira Leite não poderiam ser mais diferentes. As medidas anti-crise e as medidas pós-crise que os governos Sócrates tomaram contaram sempre com a oposição acérrima de Manuela Ferreira Leite porque elas se destinavam a beneficiar camadas da população dependentes do governo e a taxar as camadas da população que sendo mais independentes, perdiam a capacidade de suportar qualquer retoma económica. Este modelo perdedor persiste hoje: o governo expande a abrangência fiscal para fazer face ao endividamento que foi liderado pelo sector público nas últimas décadas – responsabilidade primária dos governos PS.

 

A dicotomia dos governos gastadores e dos governos de poupança é velha mas o pecado das últimas décadas socialistas foi terem-se demitido da responsabilidade de fazer reformas que implicassem a contenção do sector-estado.

Na III República enquanto porta-estandarte da esquerda e dos ‘trabalhadores’ – justamente ou não – e enquanto parte do arco da governabilidade e detentor de sentido de estado, o PS tem tido a missão de fazer as reformas difíceis, as reformas defendidas ...pelo PSD. O PSD tem ao longo do tempo sido esvaziado da sua legitimidade de representante dos ‘trabalhadores’ e dos ‘pobres’ pela esquerda Portuguesa pelo que quando uma reforma particularmente difícil se apresenta, a norma e a tradição – em quase todos os países aonde o espectro político pende para a esquerda – ditam que o PSD pressione a partir da oposição e que um governo PS as leva a cabo, por ser insuspeito de defender o ‘patronato’.

 

A maior vergonha não é que o governo populista de Sócrates não tenha tido a coragem ou a responsabilidade de as fazer. A maior vergonha é que o PS centralizado, estagnado e podre não tenha deixado de apoiar incondicionalmente os governos Sócrates, sabendo ainda melhor que o PSD, da irresponsabilidade com que o país tem sido governado.

 

Manuela Ferreira Leite foi há poucos dias comparada a Francisco Sá Carneiro pela sua integridade e visão … e justamente!



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 21:34
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Domingo, 9 de Maio de 2010
A Europa à distância de um clique
  

A Europa sou eu, és tu. A Europa somos nós!

Europa é sinonimo de União de esforços e sonhos de mais de 500 milhões de pessoas.

A Europa dos cidadãos, presente em tantas das nossas acções diárias, não mora ali ao lado, ou lá longe em Bruxelas, mora em nossas casas à distância de um simples clique.

 
Eis alguns links úteis:
 
Portal da Europa
http://europa.eu/
 
Portal de acesso à Legislação comunitária
http://eur-lex.europa.eu/
 
Comissão Europeia
http://ec.europa.eu/
 
Conselho da União Europeia
http://www.consilium.europa.eu/
 
Parlamento Europeu
http://www.europarl.europa.eu/
 
 
Os principais grupos políticos representados no Parlamento Europeu
 
Partido Popular Europeu - PPE (Grupo onde se insere o PSD)
http://www.epp.eu/
 
Partido Socialista Europeu - PSE
http://www.pes.org/
 
Alianca de Liberais e Democratas para a Europa - ALDE
http://www.alde.eu/
 
Esquerda Europeia Unida - GUE/NGL
http://www.guengl.eu/
 
Verdes - GRENS/EFA
http://www.greens-efa.org/
 
 
O PSD na Europa
 
http://www.psdeuropa.org/
 
Para acompanhar de perto o trabalho dos nosso Eurodeputados é também possível visitar as suas paginas pessoais,
 
Carlos Coelho
http://www.carloscoelho.eu/
 
José Manuel Fernandes
http://www.josemanuelfernandes.eu/
 
Maria Graça Carvalho
http://www.gracacarvalho.eu/
 
Maria do Céu Patrão Neves
http://www.patraoneves.eu/
 
Mário David
http://www.mariodavid.eu/
 
Nuno Teixeira
http://www.nunoteixeira.eu/
 
Paulo Rangel
http://www.paulorangel.eu/
 
Regina Bastos
http://www.reginabastos.eu/

 

 

 

 

 

 


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uma psicose de Elsa Picão às 12:58
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Quarta-feira, 14 de Abril de 2010
O Monstro.

 

Devo confessar a minha ignorância. Até ao meu primeiro contacto, como outsider, com o mundo laranja, nunca tinha ouvido falar de Pedro Passos Coelho (consequências de ter sido imigrante).

 

Em pouco mais de um ano, porém, ouvi de tudo em relação a PPC. Que era mais um aparelhista, que era um manipulador, que viveu à custa da JSD, que era/é um fantoche de Ângelo Correia. Depois vinham os defensores, que falavam da sua dedicação à causa, da sua competência e seriedade, das vitórias da JSD, da sua grande espinha dorsal e capacidade de fazer frente ao partido, quando necessário.

 

Sempre ouvi com todo o interesse. E sempre achei estranho nunca ter encontrado ninguém que tivesse uma opinião neutra sobre PPC. Que fosse capaz de uma análise fria, sem ter em conta o que ouviu dizer. Sempre dividiu opiniões, e tal parece ser algo que vai continuar.

 

PPC venceu, como se previa. Venceu de uma forma esmagadora, como não se previa. Silênciou/chocou os 40% dos votantes que não o apoiaram. Hoje, é o líder incontestável. Parece estar, pouco a pouco, a contagiar mesmo os que eram veemente contra a sua eleição e tudo fizeram para prevenir tal. Está a unir o partido de uma forma intencional, mantendo os adversários bem próximos. A sua imagem está a colar, mesmo com a população. É um político por excelência. Está também, no entanto, a começar a sentir todo o peso/responsabilidade que começa a ser transferido para os seus ombros.

 

Sempre disse, no pré-eleições: se PPC quer ser presidente, e já há muito que o assume, então ponham-no lá. Ou tudo corre mal, e é a queda do mito, ou tudo corre da melhor forma, unindo o partido (dentro do possível, lá está), e ganhando as próximas eleições. Tudo aponta para que a 2ª hipótese seja a mais viável. E ainda bem. Porque o país precisa de tal.

 

O monstro de que todos falavam? Ainda não o vi.



uma psicose de nunodc às 00:19
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Domingo, 28 de Março de 2010
Mudança?

 

Passos Coelho prescindiu do lugar no Conselho de Estado, após António Capucho (que foi mandatário nacional de Rangel) ter colocado o mesmo à sua disposição. Passos Coelho afirmou que tinha toda a confiança em Capucho, enviando assim um sinal para a "união" que diz ser a sua prioridade.

 

Note-se a mudança de atitude de todas as partes. Capucho entrou no Conselho de Estado substituindo Marques Mendes, e sem consultar o partido. Impediu também que Menezes integrasse o mesmo órgão. Menezes contestou, Capucho não cedeu.

 

Também Francisco Pinto Balsemão afirmou que PPC dispõe de uma "importante legitimidade", tendo em conta o resultado das eleições, sendo necessário "dar-lhe apoio" e que este "represente o partido todo e, para além do partido, muitos portugueses que não estão satisfeitos com a actual situação e que se revêem no PSD. Não é só uma questão de partido, é uma questão de País".

 

Um sinal de maturidade de todas as partes?


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uma psicose de nunodc às 10:53
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Sexta-feira, 26 de Março de 2010
Respeite-se! O discernimento dos militantes…

 

A cerca de uma hora da abertura as urnas para mais umas eleições directas no PSD, apelo a mandatários, directores de campanha, respectivos homólogos para a juventude, e restantes staff de campanha que respeitem o dia de hoje, dito de reflexão. Mas, sobretudo, que respeitem a capacidade que todos e cada um dos militantes de PSD tem, para em consciência, escolher o candidato que quer como novo líder do partido.

 

É certo que os regulamentos eleitorais não proíbem o envio de sms e/ou outras formas de apelo ao voto nesta ou naquela candidatura. Porém, a consumação deste facto, quanto a mim, vai para além da estrita interpretação dos regulamentos, é uma questão de consciência.

 

Houve um período de campanha. Houve tempo e espaço próprios para que os que hoje se apresentam a votos, nos apresentassem as suas ideias, posições, visões de futuro para o PSD e Portugal. Nós, os restantes militantes do PSD, ouvimo-los, lemos as suas moções, discutimos as suas propostas. Alguns desses, decidiram aderir livremente a um ou outro projecto, debatendo-se, trabalhando por ele.

 

Hoje é dia de eleições. Hoje é dia de serem os militantes a decidir o que querem para o PSD e para Portugal. Respeitemos isso.

 

Em nome da mudança, que se rompam com os velhos hábitos pela unidade do Partido!

 



uma psicose de Elsa Picão às 15:52
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Quinta-feira, 11 de Março de 2010
Como Libertar o Futuro: (I)

 

 

Correndo o risco de soar sensaborão, pela primeira vez desde há muito tempo, vejo luz ao fim do túnel.

 

 

Durante anos, ouvimos e lemos sobre os erros que se cometiam por parte do governo e sobre as melhores soluções para os evitar ou corrigir. No entanto, para aqueles que desde há muito reclamavam a educação como prioridade estratégica, o futuro não se adivinhava brilhante.

 

Nenhum governo se compromete com a educação, nenhum governo faz da educação a sua plataforma política e nenhum governo arrisca reformas profundas. Porquê? Porque qualquer reforma da educação é demasiado cara em termos de capital político e a produzir resultados, estes apenas são visíveis a longo prazo, geralmente numa geração, ou seja 25 anos.

 

Uma das desvantagens da democracia é precisamente o pensamento a curto prazo e o sacrifício da visão estratégica em favor da perspectiva táctica.

 

A educação é o sector mais importante a reformar porque é o único que nos permite corrigir os erros do passado nas gerações vindouras, i.e. introduz empirismo na governação das sociedades.

 

A década e meia de Guterrismo-Socratismo fez duas grandes promessas: a “terceira via” do socialismo liberal e o “choque tecnológico”. Mas ambas as promessas foram alicerçadas numa premissa falaciosa, a de que o governo e o poder central podem modernizar a sociedade, qualquer sociedade, de cima para baixo e sem dela dependerem.

 

Comecemos com as promessas: ou bem que é socialismo, ou bem que é liberalismo; não só um Partido Socialista não é o melhor partido para implementar reformas liberais, como o liberalismo não se coaduna com governações centralizadas/centralizantes ou com reformas top-down. Depois temos o choque tecnológico, uma vez mais inspirado pelos modelos escandinavos – sociedades com as quais Portugal tem pouco em comum – tal choque teria que vir da sociedade civil, pois não é possível revolucionar tecnologicamente quem não compreende a necessidade para tal. Talvez uma primeira antevisao deste delírio socialista – termo aqui empregue com toda a sua carga pejorativa – tenham sido os computadores distribuídos aos agricultores na era Guterrista, com a intenção de modernizar a agricultura, e que acabaram a servir de plataformas lúdicas para as respectivas proles.

 

Esta premissa impede a esquerda de ver que o planeamento central se encontra dependente da sociedade na qual se propõe introduzir mudanças, que não há fórmulas universais de governação e que querer modernizar uma sociedade numa legislatura é um sonho tão dissociado da realidade, que apenas a propaganda pode disfarçar o artificialismo de uma visão de tão curto prazo.

 

A esperança reside agora numa confluência de circunstâncias que podem favorecer reformas educativas a longo prazo.

 

Depois de mais de uma década fora do poder, as fileiras do PSD estão repletas de quadros capazes e desejosos de implementar mudanças no país. Existem pessoas à altura de liderar um partido como o PSD – e consequentemente de ascenderem a PM – e encontramos igual excelência nas personalidades presidenciáveis. Por outras palavras, as hipóteses de virmos a ter um governo e uma presidência de direita são boas e a sustentabilidade governativa do PSD poderá dar azo às muito reclamadas reformas na educação.

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 08:46
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Segunda-feira, 8 de Março de 2010
Presunção e água benta.

   
 

Luís Filipe Menezes (o pai, não o deputado), resolveu dizer de sua justiça em relação à liderança do PSD.

Afirmou que, "se Marcelo considera que tem condições para ser líder do PSD e se por uma vez na vida tem coragem de assumir um combate difícil", então deve ser candidato. Não declarou o seu apoio a nenhum dos 3 [4] candidatos, mas afirmou querer alguém que "corporize a rotura da mudança para a juventude e para a nova geração. Uma geração com mais força e conteúdo e não recém-chegada do CDS".

"Tenho a autoridade moral para dizer ao partido que não se deve fazer ao próximo líder o que me fizeram a mim.
Serei o primeiro a respeitar o próximo líder". Será que, afinal, as pessoas mudam? (outros exemplos  aqui, e aqui, e aqui, ...).

E viva o respeito e altruismo, principalmente de alguém imparcial e que, claramente, não guarda rancores...



uma psicose de nunodc às 11:59
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Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010
A falsa ilusão.

 

E eis que o PSD volta ao circo mediático, com mais uma eleição interna. Passos Coelho, Paulo Rangel, Aguiar Branco e, presume-se, Castanheira Barros são os nomes falados.

Um qualquer outsider que assista a um espetáculo destes sente-se, de uma forma crua, desolado. E porquê..? Porque os vícios que causam o interminável número de eleições internas por lá continuam.. e por lá parecem ficar. 

Para trás ficam quaisquer valores ou ideais que deveriam ser os condutores de qualquer acção política. Adopta-se, ao invés, uma postura de bloqueio, de não deixar que o outro se sobreponha. Ninguém parece ambicionar ser melhor por mérito próprio, optando ao invés por denegrir os outros, principalmente nos bastidores, almejando não parecer ser tão mau como qualquer outro candidato. Só assim se explica a campanha interna de ataques, de críticas, de destruição, de facções.

Admiro bastante Manuela Ferreira Leite. Digo mesmo que é das poucas pessoas na política que acredito que aja de boa fé e que tenha determinados ideiais. Foi vista como salvadora, na altura, para começar a ser atacada no dia seguinte. Aguentou o barco, mesmo não sendo talhada para tais lutas, não desistiu. Podia ter batido o pé muitas vezes (o que muita gente esperava), não o fez. Sai, agora, aparentemente, de cabeça erguida, mesmo na senda dos desaires nas eleições do passado ano. 

Eu aprecio a combatividade. Gosto quando se bate com a cabeça na parede mas não se desiste. Admiro os que lutam por ideais, por terem a profunda convicção de que são capazes de fazer mais e melhor. Mas é inadmissível o que se tem passado naquele que é, e parece que quererá continuar a ser, o "maior partido da oposição", onde a união é quase nula e onde parece imperar a capacidade de cada um de "sacar" determinados votos em determinados distritos/secções. 

O que espero destas futuras eleições..? Nada. Julgo que será PPC o vencedor. Não o vejo como sendo positivo ou negativo, infelizmente. E não o vejo porque, independentemente do vencedor, todos sabemos que a campanha de preparação do líder seguinte começará no dia seguinte às eleições.  O próximo é que é bom, não o actual. O resto não será relevante..



uma psicose de nunodc às 01:24
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Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010
Há algo que não percebo ...

     Como é que ainda há quem defenda o governo?!!!

     Já não falo da populacão que coitados são uns iludidos, mas falo nos comentadores, nos pundits, nos ditos intelectuais. 

 

      Há um ano atrás Manuela era uma anedota, porque não dizia coisa com coisa, porque não tinha alternativas, porque lhe saiam umas gaffes, porque não unia o partido, porque era retrógrada e conservadora, etc. 

 

      Hoje, tudo aquilo que ela disse se confirma e tudo por que lutou prova a sua sensatez.      Ora vejamos:

 

 

  

       - Não era carismática ou boa com os média, mas hoje os paladinos da comunicação social têm os seus nomes na lama;

 

      - Não oferecia alternativas mas afinal nem as energias renováveis salvaram o país dos efeitos nefastos do endividamento, nem os mega-projectos salvaram o país do desemprego ou deram estímulo à economia. Hoje as políticas de austeridade que sustentava são mais claras e necessárias que nunca;

 

      - Saiam-lhe gaffes infelizes. Pois, mas quem falava por slogans e não dizia nada de concreto – para todos os efeitos mantendo-se alheado da obrigação dos governantes em prestar contas das suas políticas – tambem não se saiu melhor. Pelo contrário, faltou á verdade e ainda a procurou distorcer  (Confessem lá, senhores comentadores que hoje se roem todos por dentro; é ou não é verdade, que é preferivel alguém que seja franco e competente, do que alguém que fique bem na câmara e mande uns soundbites?);

 

      - Não unia o partido mas hoje aquele que é conotado como o “seu” candidato tem sérias hipoteses de ganhar a lideranca do partido nas próximas eleições;

 

      - Não unia o partido mas levou-o a várias vitórias eleitorais. É verdade que não venceu as legislativas, mas conseguiu fragilizar o governo do PS o suficiente para o forçar a negociar na aprovação do último orçamento; ah sim! E subiu o número de deputados do partido.

 

      - Era retrógrada e conservadora mas aonde estão afinal os casamentos gay? Não se vêem nenhuns e a própria lei corre o risco de ser considerada inconstitucional. 

 

 

      Mas que pena que tenho que no meu país, aqueles que escolhem não fazer circo, sejam mantidos fora do círculo mediático dos situacionisticamente in...

      Eu sei que não basta ter-se razão, mas que raios, em qualquer pais decente, a atenção devia agora privilegiar MFL e o PSD. Ela ainda não está fora! Ela está presente, toda esta catadupa de acontecimentos que lhe dão razão não estão a acontecer depois de ela ter saído há muito de cena!

 

Pudera que depois os Portugueses se lamentem de que os politicos são todos maus.

A atenção por parte dos media não tem por base o mérito...

 

      Vergonhoso!  



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 13:11
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Domingo, 24 de Janeiro de 2010
IRONIAS DO DESTINO LARANJA...

 

Escrevi há dias aqui no Psicolaranja que Aguiar Branco seria candidato à liderança do PSD. E, na altura, era notória a vontade, o trabalho de bastidores (e não só) do actual líder parlamentar para aregimentar apoios que lhe permitissem defrontar Passos Coelho.

 

Os últimos dias evidenciaram (ainda mais) o intenso e diário jogo de bastidores no nosso partido. Ocorreu uma alteração de circunstâncias: afinal, muito provavelmente, quem irá defrontar Passos Coelho será Paulo Rangel - e o ex-líder da jota, actual director de uma empresa de Ângelo Correia, terá o apoio de Aguiar-Branco. Ironia das ironias...

 

Vamos aos factos.

 

1. º - Aguiar-Branco criticava abertamente Passos por não apoiar suficientemente Ferreira Leite e ter ciriticado a liderança actual em plena campanha eleitoral;

 

2.º - Aguiar-Branco é vice-presidente de Ferreira Leite - ou seja, também ele sufragou a exclusão de Passos Coelho da lista de deputados;

 

3.º - na passada quinta-feira, Aguiar-Branco esteve na apresentação do livro de Passos Coelho. Ele  que é vice-presidente e líder parlamentar actual... Está numa iniciativa de campanha (porque o lançamento daquele livro é a divulgação de um folheto propagandístico) de um candidato a líder! 

 

4.º - Aguiar-Branco ,já tendo alguma experiência política, poderia estar presente na acção de propaganda passos-coelhista, mas escusar-se a responder a questões dosw jornalistas. Mas não: deixou-se fotografar ao lado de Passos Coelho (muito sorridentes os dois) e disse que este é um "excelente candidato a líder". Eu  - e acho que ninguém - pode comprar essa justificação absurda da solidariedade partidária...o que é que aquela aparência de  livro de Passos Coelho tem que ver com o PSD, em termos institucionais? Nada! Absolutamente NADA!

 

´Como justificar esta cambalhota política monumental de Aguiar-Branco?  É fácil:  a luta interna no PSD é movida por amores e ódios pessoais - aqui, goste-se ou não, Marcelo Rebelo de Sousa tinha (e tem) toda a razão.

Sabe-se que Aguiar-branco e Paulo Rangel têm problemas de relacionamento pessoa. Não se dão bem. Há ali uma inveja ou ciúme latente (quando não, evidente). Quando Aguiar-Branco sabe que Ferreira Leite prefere e insiste que Rangel seja candidato (o SOL dizia esta semana que o seu telemóvel não parava de tocar em Bruxelas), Aguiar Branco sente-se traído (como já se sentira quando a actual líder preferia Mota Pinto para a liderança parlamentar) e passa a apoiar Passos Coelho. 

 

Abreviando razões, o pensamento de Aguiar-Branco é este: mais vale ter um pássaro na mão do que dois a voarem. Ou seja, mais vale ter a liderança parlamentar com Passos Coelho na liderança do partido do que, sabendo que Rangel avançará com o apoio daqueles que não se revêem na candidatura do "menino fugido " de Vila Real, hipotecando-lhe a hipótese de avançar com probabilidade de vencer, ficar sem nada: sem a liderança parlamentar e sem a lidernaça do partido. Mas, tudo isto resulta de um arrufo entre dois destacados membros da entourage ferreirista.

 

Tanto mais que Luis Filipe Menezes que, no programa de Mário Crespo dissera que Passos Coelho, Rangel e Santanas Lopes juntos não faziam "um líder de jeito", veio, logo a seguir, afirmar que não tem dúvidas que Passos Coelho será líder do PSD. Recordo que na semana passada, o SOL fazia capa com o apoio de Menezes a Pedro Aguiar-Branco - apoio confirmado pelo próprio, que elogiou largamente o seu trabalho como líder parlamentar. Parece que Aguiar-Branco virou passos-coelhista (porque não suporta ficar atrás de Rangel). E politicamente, aquilo que parece, é.  


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uma psicose de João Lemos Esteves às 15:26
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Sentido de Estado

Manuela Ferreira Leite é um nome que não será porventura recordado pelas gerações vindouras mas que no entanto, ficará para a história do PSD e também para a do país. 

 

Ela foi a primeira mulher Presidente de um partido em Portugal mas sobretudo, a primeira a liderar um dos "dois grandes" da 3ª República.

Porém, mais importante do que os simbolismos, foi a sua determinação em não sucumbir à política espectáculo, numa altura em que o zeitgeist o ditava para todos os demais (Sócrates, Louçã, Portas).

Não se declarou a porta-estandarte de nenhum sonho nem prometeu o que não podia cumprir. Assumiu-se humildemente como uma gestora capaz e deixou o deslumbre dos programas omnipotentes e omniscientes, para outros.

 

Muitos acreditam que a sua seriedade foi levada ao extremo e que o abdicar da propaganda e da demagogia condenou o PSD a um resultado mediano. Mas os últimos meses vieram dar-lhe razão em muitas questões pelas quais foi crucificada na praça pública.

Na verdade Manuela Ferreira Leite foi penalizada por ter surgido antes do tempo. Ela encarna uma política mais séria própria de tempos mais civilizados, e se alguma crítica é justa é a de que ela não se apercebeu das limitações do país a que aspirava governar.

 

A próxima votação do orçamento rectificativo, a contar com os votos do PSD, consolidará Ferreira Leite como uma líder com sentido de estado. Pois é o orçamento em que o governo recua em grande parte do seu programa de campanha e é obrigado - sobretudo pelos seus credores, mas também pela pressão do PSD - a adoptar políticas austeras e fulcrais para a sustentabilidade do Estado Português.

Teria sido fácil para Ferreira Leite abster-se, dando assim fôlego populista ao partido, à oposição e ao eventual candidato que a irá substituir na rédeas do partido.

Mas sabendo de antemão a retórica barata e gasta, de que os extremos do parlamento vão fazer uso para atacar o "centrão", a líder do PSD preferiu apostar na estabilidade do país e do governo, demonstrando um sensato sentido de estado - por estes dias monopólio do Partido Social Democrata.

 

Teria sido fácil para a actual direcção, mudar de rumo durante a campanha eleitoral ou depois das eleições de modo a subir nas sondagens, através de tomadas de posição plásticas mais "populares".

Mas o rumo traçado como necessário ao país manteve-se e veio a ser provado como mais do que certo. Não só no "défice de liberdade" e na denúncia das políticas fracturantes com que o governo PS mantinha o país iludido, mas sobretudo na situação do endividamento externo nacional, que o escândalo Grego e a descida de Portugal nos ratings de fiabilidade vieram dramaticamente cravar, numa lista de prioridades que há muito os ignorava, mascarava ou deixava escondidos no verso do edital.

 

A psicologia faz a distinção entre as ameaças apercebidas instintivamente e as apercebidas logicamente. O medo de criaturas venenosas como serpentes é primitivo e faz com que todos os seres humanos evitem contacto com elas. O medo de engordar é lógico pois ainda que sabendo que podemos ficar obesos, a falta de temor imediato alimenta a falta de determinação a longo prazo.

Ferreira Leite possuía a força de carácter de que Portugal necessitava mas que os Portugueses envorgonhadamente preteriram a favor da banha da cobra.

Porquê? Porque os Portugueses são o povo do desenrascanço e não do planeamento.

 

Manuela Ferreira Leite falou honestamente e pagou por isso mas ainda que tal a deixe fora das crónicas mediáticas, o seu contributo para o país foi inestimável e por isso a memória da sua presidência merece ser perpetuada.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 14:22
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Sábado, 28 de Novembro de 2009
A Ética Católica e o Desequilíbrio Normativo

 

Há algum tempo atrás, vi uma palestra de Ayn Rand, proferida nos anos 60, em que ela explicava a dicotomia Capitalismo Comunismo ironizando que a “moral mística do altruísmo” é nefasta não só para a economia mas também para as liberdades individuais.

 

A ideia que Rand tenta fazer passar é que a moralidade não é um bom guia para a economia, que é uma ciência. A economia é amoral e enquanto ciência tenta apenas optimizar a produção, distribuição e consumo de bens e serviços. Nada impede que façamos o nosso melhor para ajudar os demais na nossa vida privada mas sacrificarmos a nossa performance económica em nome de princípios metafísicos é derradeiramente contra-producente para todos.

 

Nos países protestantes, a ética e a moral incutem isto mesmo na sociedade e o equilíbrio entre meritocracia e solidariedade é deixado ao governo bem como às IPSS.

 

 

O problema dos países de ética católica está em que existe um claro desequilíbrio filosófico pois tanto o governo como a sociedade professam o altruísmo moralizador. A doutrina social da Igreja inocula-o há milénios e o socialismo moderno pratica-o no executivo.

 

A consequência directa deste facto é que os valores levam a uma desresponsabilização geral da sociedade. Em Portugal não há condenados em grandes processos judiciais porque o direito português é excessivamente garantista. Também as carreiras políticas são longas já que todos têm direito a uma segunda oportunidade. Finalmente, a competitividade é fraca porque o empreendedorismo e o risco são vistos com maus olhos e como tal as universidades produzem empregados em vez de investidores, o processo legislativo produz rigidez (para protecção) laboral em vez de flexibilidade de mercado (leia-se investimento).

A quintessência deste desequilíbrio é o Partido Socialista. O partido que lutou pelas liberdades cívicas contra o Estado Novo e em cujos ideais a actual constituição mais se inspirou. O partido que se bate pelas causas progressivas mas cujos líderes são católicos. O partido que promete o modelo económico sueco mas cujos militantes privam com Chavez e Castro.

 

Na verdade, o socialismo é forte em países latinos precisamente porque a ética social deriva da matriz cristã-católica que prolonga valores medievais como a nobreza ou o auto-sacrifício em prol do colectivo.

 

A mentalidade cívica é incipiente no nosso país que em vez de pragmaticamente escolher o menor dos males na urna, prefere esperar pelo estadista carismático providencial, abstendo-se ou votando em branco. Ela é incipiente pois sistematicamente escolhe o sonho dos “Estados Gerais” ou do “Choque Tecnológico” – na vertente do “New Deal”, “Great Society” ou “New Frontier” – em detrimento da realidade.

 

Manuela Ferreira Leite disse “Prometemos apenas aquilo que sabemos poder cumprir”, Cavaco que “Portugal não pode continuar (…) a endividar-se (…) ao ritmo dos últimos anos”. No lado do PS, Jorge Sampaio afirmou que havia vida para além do défice e Sócrates que tínhamos que ser positivos.

 

O PSD falava para os cidadãos responsáveis, o PS falou para os Portugueses…

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 08:41
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Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
Memórias de um conselho distrital.

 

Estive, no passado Sábado, pela primeira vez, num Conselho Distrital de Lisboa da JSD.

Este, que estava agendado para as 14h, contava com a seguinte ordem de trabalhos:

1 – Informações;

2 – Análise da Situação Política.

Os trabalhos começaram pelas 15h, não havendo qualquer credenciação. 

Houve cerca de 25 intervenções.

Não vou entrar em grandes detalhes sobre os conteúdos das mesmas, nem valerá a pena. Digo apenas que estas podem ser divididas em 3 categorias: pró-CPD, anti-CPD (que alternavam entre si), e as muito vagas, a fazer como que um balanço filosófico, apelando à união, tentando afastar-se de qualquer polémica.

Queria apenas realçar 2 pontos:

Foram apresentadas 2 moções e uma petição. Uma moção parecia, com todo o devido respeito, um trabalho para a faculdade ao qual mudaram apenas o título e introduziram uma imagem da JSD e da secção em questão (até contém referências bibliográficas). A outra apelava à transparência nos concursos públicos. Ambas foram apresentadas de uma forma muito sucinta e, posteriormente, e como em 99% dos casos, aprovadas por unanimidade. Mas alguém leu o que lá estava escrito, em primeiro lugar..?

Depois, as discussões em si, e a falta de conteúdo das mesmas. Pedia-se a cabeça dos dirigentes distritais quando estes cumpriram apenas meio mandato. Não estou em posição para avaliar ou não o seu desempenho, mas é isso legítimo..? É que, honestamente, nem sequer acho isso relavante.
O preocupante é que, exceptuando uma intervenção, quase no final, que realçou exactamente a não discussão de tal, não se falou dos problemas dos jovens da região de Lisboa, apenas da estrutura interna, do que foi bem e mal feito, das razões pelas quais deveriam ou não ser afastados...

Ouvi ontem o director de um dos maiores jornais nacionais dizer que, na sua 1ª reunião com MFL, esta confidenciou-lhe que o maior problema do PSD era o PSD.

No final da tarde de Sábado, ouvi a seguinte frase por um militante: "quem é que traz militantes novos para um Conselho Distrital destes? Se o fizer, afasta-os logo."

O que se aprendeu, ao certo, nas mais de 4h lá passadas..?
 Pois.
 



uma psicose de nunodc às 12:13
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A CHAVE PARA O FUTURO DO PSD

                                    

 

Começamos por afirmar (sem reserva mental nem tacticismos) que Manuela Ferreira Leite tem revelado um sentido de responsabilidade e capacidade de sacrifício pessoal pelo partido dignos de serem louvados. E aqui o faço. O mesmo digo em relação ao trabalho desenvolvido até agora pelo grupo parlamentar e a serenidade com que Aguiar Branco tem assumido a liderança.

 

Dito isto, confesso aqui que o estado anímico do partido e a esperança no futuro ainda são piores do que esperava, após ter falado com alguns líderes distritais e presidentes de secção por esse país fora. Todos sabemos - e não cometo nenhuma inconfidência ao divulgar aqui - que há uma candidatura que prepara o terreno há muito tempo, ainda antes das legislativas, tendo já arregimentado militantes que trabalham a seu favor, preparados a todo o tempo para ir a votos. Ora, como já há um candidato com a máquina de campanha preparada ( conjungado com a ânsia legítima de mudança por parte de alguns militantes e sendo esse candidato o único que procura desesperadamente e a todo o custo o poder), torna -se muito difícil promover o debate interno. E assim o PSD vai cair no mesmo erro de sempre: escolher alguém "porque sim", porque não há alternativa, porque é um pin up, porque veste bem, porque tem um penteado giro, ....Este não é - não pode ser! - o caminho. Os portugueses quando recusaram confiar a governação do país ao nosso partido (em 2005 e agora em 2009) deixaram um sinal claro: enquanto não se entenderem internamente, não forem capazes de ter um período que seja sem golpes palacianos, não nos governam! E o PSD (sobretudo alguns militantes, que num ápice se tornaram os piores " barões" que outrora criticavam) não é capaz de entender algo tão simples!

 

A questão central para o futuro do partido não é a realização imediata das directas- isso é mais do mesmo! Há momentos definidores e cruciais para o futuro de um partido político. O PSD vive um deles: mostremos o nosso sentido de responsabilidade. Antes das directas, impõe-se a realização de um Congresso em que participem todos aqueles que podem ter um papel importante no futuro do partido. Não para discutir nomes. Para discutir ideias, projectos, definir uma linha estratégica para o futuro partido. Para que todas as cartas fiquem em cima da mesa - e aí (só aí) partimos mais esclarecidos para as directas e a consequente eleição do líder e de um projecto que conhecemos. Perguntam: a mesma sugestão é relaista, fazível? Acredito sinceramente que sim, dado o enorme sentido de responsabilidade e compromisso com o partido da Dr.ª Ferreira Leite. O partido ficar-lhe-ia grato por um gesto cuja importância histórica será inegável.

Aproveito ainda para dizer que sei que há alguns elementos, porventura até estão na Comissão Política Nacional do partido, que são visceralmente contra a ideia do congresso. Só há uma explicação para tal: querem sangue, querem o tal ringue acima de tudo. Mas, peço-vos, que pelo menos uma vez na vida pensem mais no partido do que em projectos pessoais de ajuste de contas político. Parece que só querem trocar o passo ao Passos. Isto também é um erro capital. 

 

Em suma, realização de um congresso amplamente participado a agendar para o início do próximo ano - eis a chave para a afirmação de um partido responsável e credível que o PSD quer (e tem de) ser.  Não andemos a brincar aos líderes...

 

 


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uma psicose de João Lemos Esteves às 06:17
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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009
Filosofias de Política Externa em Portugal

 

 

 

 

 

 

Em entrevista à Sociedade das Nações, – título de programa agoirento, por sinal – Luís Amado foi explícito quando afirmou que qualquer entendimento com os partidos à esquerda do PS era impossível e que teria a sua reprovação, enquanto estes persistissem em políticas externas que não em conformidade com os eixos de política externa do actual regime, por outras palavras, que não tolerassem a integração Portuguesa da UE e da NATO – mais uma prova aliás, de que as ofertas de coligação de Sócrates não eram honestas.

Aquilo que tentarei explicar neste post, é o porquê:

 

 

 

Libertarismo – por muitos considerado como a anarquia de direita, os Libertários, em Portugal encontrados sobretudo nas franjas da direita e com simpatizantes nalguns partidos, são por natureza isolacionistas e não dão fundamental importância ao multilateralismo, à excepção daquele que facilite as relações económicas e comerciais.

 

Neoconservadorismo – Neste momento sobretudo prevalente no PND mas com simpatizantes no CDS ou no PSD, os Neoconservadores acreditam que os exércitos das potências democráticas devem embarcar em cruzadas para libertar o mundo da opressão política e “tornar o mundo seguro para a democracia”.

 

Internacionalismo Liberal – A filosofia por excelência do regime e a razão pela qual em matérias de política externa existe consenso no arco da governabilidade (CDS, PSD, PS), o internacionalismo liberal avança que o mundo é tanto mais seguro quanto mais democrático e mais liberal. Tende para as intervenções humanitárias e considera que os regimes demo-liberais são o auge da evolução política dos povos.

 

 

Internacionalismo Proletário – Evidentemente de inspiração marxista, esta escola de pensamento tem como adeptos os militantes do PCP mas provavelmente também ainda alguns no PS. Pauta-se por um apoio às revoluções proletárias e pela chamada “solidariedade socialista”. Esta implicaria o fim dos estados enquanto máquinas burocráticas de opressão da burguesia e do grande capital, em favor da revolução mundial dos trabalhadores.

 

 

Terceiro-mundismo – Provavelmente a escola de eleição do Bloco – embora também com muitos adeptos no PS – esta escola é de inspiração neo-marxista mas difere dos internacionalistas proletários na origem da revolução, que é mais urgente e necessária no 3º mundo i.e. nas zonas mais pobres do mundo. Difere também na questão dos direitos humanos, que assumem papel primordial, ao contrário do IP (comparar reacção do Bloco com a do PC, à visita de dignatários Angolanos) Numa visão altamente pós-moderna, o 3ºM é pacifista e assenta num transnacionalismo que é derradeiramente subversivo aos estados-nação. Em Portugal esta filosofia é promovida em publicações tais como o “Le Monde Diplomatique” e caracteriza-se por um fervor incondicional pela causa Palestiniana.

 

 

Assim, sem tolerar a competição livre ou a colaboração militar entre estados socialmente desiguais, dificilmente o BE ou o PCP poderiam integrar uma coligação com um qualquer governo centrista.

 

 

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 20:52
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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009
Perdão? Importa-se de repetir?

 Início da sessão legislativa


Deus Pinheiro renuncia ao cargo de deputado 


Foi uma renúncia em tempo recorde. João de Deus Pinheiro, cabeça-de-lista do PSD por Braga, foi deputado pouco mais de meia hora. Logo após a posse dos novos deputados, depois das 10h00, reuniu-se a comissão de verificação de mandatos onde foi aprovada a renúncia ao mandato do ex-ministro dos Negócios Estrangeiros por “motivos pessoais”.


A saída de Deus Pinheiro apanhou de surpresa a direcção da bancada ainda em funções, que, apurou o PÚBLICO, chegou a sugerir que suspendesse por algumas semanas o mandato. Em vão. 


Para o lugar do deputado entra agora o presidente da JSD, Pedro Rodrigues, que não foi eleito directamente nas legislativas de 27 de Setembro.

 

Fonte: Público

 

Senhores... e que tal um pouco mais de respeito pelos eleitores que vos elegeram?

 

Depois queixamo-nos dos que criticam o PSD por ser "poder pelo poder", dos que criticarão João de Deus Pinheiro de dar a imagem de ser candidato a Ministro e não a deputado, ou dos que criticam os Partidos por fazerem da Assembleia da República um circo de tachos e cargos!

 

Assinado: Guilherme Diaz-Bérrio e Nuno do Carmo


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uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 14:15
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Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009
Wake up call!!

 Fernando Nogueira (1995-1996)

 

Marcelo Rebelo de Sousa (1996-1999)

 

José Manuel Durão Barroso (1999-2004)

 

Pedro Santana Lopes (2004-2005)

 

Luís Marques Mendes (2005-2007)

 

Luís Filipe Menezes (2007-2008)

 

Manuela Ferreira Leite (2008-)

 

Quanto tempo mais vamos ter de ir às urnas e ser humilhados para entendermos a mensagem do eleitorado?!

 

Quantos mais anos vamos ter de ficar fora do Poder para entender-mos que estamos com um problema, não de lideranças mas de estrutura do partido?!

 

Quantos mais sinais são precisos para acordar este partido!? Com uma população que não gosta do PM, perdemos. Com umas eleições que não contavam para "cartões amarelos", e onde a líder não aparecia tanto, passamos de 47 câmaras para apenas 9 municipios de vantagem, incluindo surpresas como Leiria!

 

Quanto mais tempo vai este partido demorar a entender que o problema é estrutural, endémico, ultrapassa muito a liderança da CPN (já vamos em 7 lideres em 14 anos com resultados semelhantes, fora Durão que todos sabemos como essa história acabou!).

 

Quanto mais tempos vai este partido demorar a entender que os portugueses se recusam, por muito mal que esteja o país, a votar num partido de puros pragmáticos, que fazem política mas não reflectem política, sem ideologia minimamente definida, um partido que passa a imagem de ser do Poder, pelo Poder e para o Poder?

 

Antes de começar-mos a afiar as facas para ver quem vai ser o próximo líder, temos de pensar que partido queremos! Auto-reflexão exige-se! Já!


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uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 12:28
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Terça-feira, 29 de Setembro de 2009
Fear of the Dark

 

"I am a man who walks alone
And when I'm walking a dark road
At night or strolling through the park
When the light begins to change
I sometimes feel a little strange
A little anxious when it's dark"



Uma análise dos últimos 3 dias


Perdemos as legislativas. Estou triste e desiludida. Mas cada povo tem o que merece e o nosso vai pagar caro por esta escolha.

Tenho várias coisas a apontar neste post. Vou começar com a que me parece mais óbvia.

Muitos não gostam de vozes críticas. A verdade é que o PSD perdeu estas eleições porque quis. Repudiaram a ideia dos típicos comícios, esquecendo-se que a imagem populista não é a melhor, mas vende. Não quiseram chegar às pessoas e foi com tristeza que vi a comparação entre o encerramento da campanha do PS e o do PSD. Quando a vitória se soube dos socialistas, eles esperaram o seu líder na sede do Partido (e ele carinhosamente, não apareceu). Mas estavam lá a festejar  à espera dele. Nós repudiámos várias vezes as pessoas que nos apoiam e não tivemos atenção a tentar chegar àqueles que nos poderiam apoiar - os indecisos. O partido tem de arrumar a casa, tem de se redefinir e voltar não a meio gás, mas com toda a força que sei que tem!


Estou pessimista em relação ao caminho do meu país. Tenho medo do escuro, do fosso para o qual nos dirigimos. Quem julga que Portugal não está tão mal como parece vive numa ilusão e não conhece a realidade da sociedade portuguesa. A Justiça não funciona, não nos sentimos seguros na rua, empresas estão a falir e o desemprego aumenta a olhos vistos. Os estudantes cada vez mais recorrem às bolsas para poder estudar, isto quando não têm que ir trabalhar para sustentar o resto da família, porque o mercado de trabalho não absorve os pais de 50 anos ,que entretanto estão no desemprego. E outros, vivem às custas de rendimentos sociais de inserção e do subsídio de desemprego, porque compensa mais não trabalhar, que acordar às 7 da manhã para ir para o emprego quando se ganha precisamente o mesmo e não se pode ir para o café beber um fino e ler o desportivo.


E agora eis que nos surge Cavaco Silva a levantar uma questão que já fez correr imensa tinta, que custou sem dúvida votos nas legislativas e que nos demonstra o tipo de Governo com que lidamos. E ainda assim o povo não se enxerga!

Não acredito que Cavaco seja ingénuo. Ele sabia o que fazia e certamente terá muito mais que dizer. Acusações graves foram feitas e foi declarada guerra. Resta saber quem sairá bem. Se o PS que se vitimiza e asfixia tudo e todos, se o PR que merece respeito e que tem sido alvo das mais duras e injustas acusações.


O jogo continua em aberto. Teremos mais um período eleitoral em breve, no qual espero que o PSD calce as botas e parta para a ofensiva a sério. Até porque caso as coisas se mantenham neste rumo, já disse que faço as malas e vou para a Finlândia!

 

 

 


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: Iron Maiden - Fear of the dark

uma psicose de Essi Silva às 22:50
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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
Refundação...

 

 

Este post poderia facilmente chamar-se "A deriva do PSD". Não é recente. Não me refiro a Manuela Ferreira Leite, a Santana Lopes ou a Luís Filipe Menezes. Esta questão ultrapassa em muito qualquer liderança. É neste momento, endémica ao partido.

 

Desde 1995, o PSD apenas governou 2 anos e meio. Façam as contas: em 14 anos, desde as maiorias de Cavaco Silva, o PSD esteve fora do Governo mais de 11 anos. Normalmente este é o argumento utilizado para focar um ponto: a estagnação da última década é consequência de sucessivas governações socialistas. Talvez, mas a verdadeira lição a tirar não é essa, mas sim, porque é que o Povo português insiste em não confiar em nós?

 

Podemos usar os argumentos faceis do costume: "O povo foi estupido ontem", a politica é à base de "pão e circo" ou "cada povo tem o governo que merece". Não concordo com alguns companheiros de blog nesta questão: Se a mensagem não passou, a culpa também recai - e muito - no mensageiro. Esta é uma das lições primordiais da comunicação.

 

Olhemos à nossa direita: o CDS-PP. Tinha uma mensagem, um programa, e tinham também comunicação. Nós ficamo-nos pela mensagem. Mas o problema é ainda mais profundo. Erros de mensagem acontecem... mas não derivam numa década fora do poder. Olhemos bem para os resultados de ontem: iguais a 2005. Dois momentos politicos diferentes, dois estilos de liderança que têm tanto a ver um com o outro como o dia da noite e no entanto... o mesmo resultado! 

 

Ontem, tal como em 2005, tivemos o voto FIEL ao PSD. Aquele que não vota em mais ninguém, sem fazer perguntas. O nosso "nicho". Mas não chega! E escusamos de começar com a guerra "pois, a culpa é de MFL, se fosse ________________ (inserir nome da vossa preferencia) teríamos ganho". O problema é "estrutural" e endémico ao partido.

 

Em primeiro lugar, temos um problema base, de falta de estratégia. Alguém, no PSD, se dignou a perguntar "o que é que o eleitor [o consumidor da 'social democracia'] quer?". Sentem-se asfixiados? Bem, a julgar pelo resultado, não. TGV? Sim ou não? Daqui é que se define em que tocar e não tocar. Quando há uma crise, as pessoas não querem um partido de poder a falar dia e noite de como as sondagens são más com 30 por cento de indecisos, a democracia é asfixiada... ah e não somos Espanha. E foi isto que passou!

 

Mas, mais grave: quando um vendedor não sabe aquilo que está a vender, então como se está à espera que ele convença o comprador?! É que afinal, eu não sou o único a não entender bem o que é isto de "Social Democracia Portuguesa". Há 15 anos que os portugueses também não percebem muito bem! Quem me conhece, sabe que sempre bati nesta tecla: também no pensamento politico temos de nos refundar. A imagem que damos neste momento é de um partido de poder pelo poder. 

 

Falei aqui e aqui disso. Também no conselho distrital de Lisboa, me atrevi a referir este tópico, a uma semana das eleições Europeias. Tal como na altura, tenho a sensação que ninguém vai entender a necessidade de definir o que somos ao eleitorado. O que defendemos. Que se calhar, não somos "social democratas", e não temos medo de o assumir. Que temos um projecto para o país! Um projecto que não é de esquerda. Que somos um partido que se caracteriza por, embora não confessional, partilhar valores da Democracia Cristã Europeia,  que congrega Conservadores e Liberais, que defendemos um Estado mais pequeno e menos "dirigista" e somos fiscalmente conservadores. Que em suma, não estamos aqui para o poder pelo poder. Que não nos encobrimos com o manto duma pertença 'social democracia' [Para quem não entendeu à primeira: Sociais democratas são o burgo ali ao lado que ganhou as eleições!] porque temos medo que o país não vote no projecto que defendemos para o país!

 

Temos de parar para pensar. Limpar o partido. Reformar a sua estrutura, pesada demais, e desadequada aos tempos que correm. Definir o nosso "produto", o nosso "projecto" e depois, no fim, arranjar uma estratégia com pés e cabeça para convencer-mos os eleitores a votarem PPD/PSD.

 

O PP Espanhol esteve uma década fora do poder até se refundar (com Aznar). O Labour inglês teve o periodo Tatchet/Major, quase 14 anos, até aparecer Blair, e refundar o partido. Blair esse que obrigaria os Touries ingleses ao mesmo: 12 anos sem governar, até entenderam, com Ian Duncan Smith e David Cameron, que o problema não eram os eleitores mas sim eles, que tinham uma mensagem má e mal transmitida! Quanto tempo mais vai o PPD/PSD ter de ficar fora dos corredores de S. Bento, até entendermos que temos de parar para pensar e refundar a direita em Portugal?


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uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 15:34
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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009
Cara... ou Coroa?!

 Embora ainda dentro da margem de erro do inquérito da Eurosondagem para o Expresso, SIC e Rádio Renascença, o avanço de três pontos (mais dois que na última semana, fruto de uma subida socialista e de uma descida social-democrata) indica que as possibilidades de Manuela Ferreira Leite destronar José Sócrates como próxima primeira-ministra de Portugal estão agora mais estreitas.


Expresso desta semana


A cerca de uma semana das legislativas, o PS voltou a ganhar alguma vantagem sobre o PSD, saindo do terreno de "empate técnico". A sondagem para a SIC, Expresso e Rádio Renascença revela que a diferença entre os dois maiores partidos é agora de 3,3%.


SIC, a semana passada, acerca da mesma sondagem

 

Eu não sei quem faz estas noticias. O que eu sei é que se eu fosse professor de Estatística e estes senhores fossem meus alunos, estavam chumbados à cadeira!

 

A sondagem em questão dava os seguintes resultados:

PS: 34,9%
PSD: 31,6%
BE: 9,6%
CDU: 8,4%
CDS-PP: 8,4%
OBN:7,1%

 

E a conclusão brilhante do(s) jornalista(s) foi a seguinte: a ficha tecnica diz que a margem de erro é de 2,17%, logo se a diferença PS-PSD é maior que isso (3,3%), não temos o mal amado "empate técnico". Quantas vezes vai ser preciso varias pessoas dizerem que o que importa, para averiguar se estamos perante empate ou não, estatisticamente, não é o erro da amostra total? Que a conta que se tem de fazer, e demora 5 minutos com um papel e uma caneta a fazer, é o erro da diferença do PS para o PSD, dado que não estão só dois partidos na sondagem?!

 

Para leigos... o erro médio da diferença do PS para o PSD é de 3,8%! Logo, se a diferença entre os partidos, na sondagem, é inferior, estamos perante um empate estatistico! Para qual lado, entenda-se! Decidir quem ganha por esta sondagem é um exercicio igual a atirar uma moeda ao ar e jogar "cara (PS) ou coroa (PSD)"!

 

É caso para dizer, "É a Estatística, estúpidos!"


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uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 11:33
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Sábado, 19 de Setembro de 2009
Fashion-victims!

Há coisas fantásticas. Uma delas são as modas políticas.

 


 

Colecção Legislativas 2009/2013: "Asfixia Democrática"


Toda a gente o diz. A expressão "Asfixia democrática" está na moda. Ainda hoje vinha no metro e ouvi uma menina a perguntar à mãe o que significava. (A mãe é que não tinha fashion-sense e só soube explicar com um "são coisas de adultos")


Começou com Manuela Ferreira Leite que lançou a expressão no tópico da saída de Manuela Moura Guedes do Noticiário de Sexta-feira da TVI. "quando há um sentimento no país de que existe verdadeiramente uma asfixia democrática [...]"


Seguiu-se o PS, que não poderia resistir ao desafio da oposição, a implicar com a governação de Jardim na Madeira e a falar sobre o afastamento de Pedro Passos Coelho pela líder do PSD.


Como Louçã não queria ficar para trás na nova "trend", também decidiu juntar-se à malta. "A primeira asfixia democrática foi quando, no tempo de Cavaco Silva, se controlavam os telejornais da RTP"


Com o caso das escutas à Presidência da República, o PSD voltou a revindicar a moda como sua (recordem-se que foi Rangel quem criou o conceito nas Celebrações do 25 de Abril em 2006) e a demonstrar a sua supremacia no mundo da haute-couture política.


Mas tal como numa verdadeira guerra entre a Versace e a Gucci, o PS lançou-se logo com Manuel Alegre a afirmar que  “A lógica do Estado mínimo traz consigo uma lógica de asfixia social e esta sim traz asfixia democrática”.


Aguardamos mais detalhes da Fashion TV mas até lá apontem aí: Asfixia democrática! Um must-have da nova colecção Primavera/Outono 2009!


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uma psicose de Essi Silva às 23:05
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Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009
M de Manuela, M de Mulher, M de Mudança

 

Não sou feminista. Nem daquelas pessoas que acredita que as mulheres são mais que os homens e que deveriam conquistar o mundo. Também não acho que o papel da mulher seja exclusivamente como mãe de família e como dona de casa. Não. Acho que as mulheres conseguem ter várias qualidades que os homens por vezes não têm e simultaneamente ser frágeis em assuntos em que os homens não são.


"Atrás de um grande homem está sempre uma grande mulher". Desde pequena que ouço esta frase. Desde pequena que decidi que não a quero para mim. Quero ser uma grande mulher e simultaneamente ter ao meu lado um grande homem, para que ambos consigamos trazer ao de cima o nosso melhor.

Lá fora temos Merkl, tivemos a Golda Meir, ou a dama de ferro Thatcher.


Cá temos Manuela Ferreira Leite. Um exemplo de seriedade e princípios, mas também de humanidade e esperança.


Tenho o maior orgulho em dizer que temos Mulheres com M grande no PSD. Mais um exemplo é Paula Teixeira da Cruz.

Não precisamos só de mulheres na política, mas mais algumas são sempre bem-vindas. Também não precisamos de quotas para mostrarmos que também andamos por cá.


Felizmente há Mulheres assim na política, líderes como MFL, que conseguem mostrar que também nós queremos lutar para Mudar Portugal!



uma psicose de Essi Silva às 20:57
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Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009
Social Democracia... à portuguesa?

 

 

Quem é capaz de contestar o seguinte, como principios defendidos por todos os militantes do PPD/PSD: 

 

O homem é explorado quando se sente asfixiado pelo aparelho burocrático do Estado;

O homem é oprimido quando, por qualquer modo, lhe é vedada a liberdade interior, ou a abertura ao transcendente espiritual;

O homem é oprimido quando a sua vida privada não decorre com a necessária intimidade;

O homem é explorado, a qualquer nível, quando é sujeito ao exercício tirânico da autoridade ou a imposições abusivas de minorias activistas;

O homem é explorado quando a sua consciência de pessoa é abafada pelas massas ou é objecto de manipulações da sociedade de consumo.

Contra todas as formas de exploração e de opressão, urge lutar, mobilizando as múltiplas conquistas do progresso, com vista a uma nova ética da vida em colectividade.

 Os mais rápidos dirão que isto é o programa do PSD. Desenganem-se… Os mais atentos identificaram de onde vem a citação acima: são os principios da Democracia Cristã europeia, a base fundadora dos partidos de Direita Liberal na Europa e representada na Europa pelo Partido Popular Europeu, formação onde nos inserimos.

Então e se eu citar o seguinte conjunto de principios:

“De nada vale o capital sem o trabalho, nem o trabalho sem o capital”  (...) ”é inteiramente falso atribuir ou só ao capital ou só ao trabalho o produto do concurso de ambos; e é deveras injusto que um deles, negando a eficácia do outro, se arrogue a si todos os frutos.” 

"A liberdade econômica é apenas um elemento da liberdade humana. Quando aquela se torna autônoma, isto é, quando o homem é visto mais como um produtor ou um consumidor de bens do que como um sujeito que produz e consome para viver, então ela perde a sua necessária relação com a pessoa humana e acaba por a alienar e oprimir."

O Estado deve, porém, abster-se de uma intervenção abusiva que possa condicionar indevidamente a ação das forças empresariais. A intervenção pública quando necessária deve ater-se aos critérios de equidade, racionalidade, e eficiência e não deve suprimir a liberdade de iniciativa dos indivíduos.

"Ah sim! Isso é a 'social democracia', Guilherme!". Nop, também não. No caso em mãos, são citações da Doutrina Social da Igreja [Católica]. Encaixam bem no PSD não encaixam? Pois... esse é exactamente o meu ponto: de "Social Democratas", no sentido europeu do termo [cisão na Segunda Internacional Socialista, actualmente representado pelo Partido Socialista Europeu onde nós não estamos!] temos muito pouco. Somos mais parecidos com um Partido de inspirações em correntes como a Democracia Cristã, Liberais e Conservadores. Uma versão portuguesa da CDU/CSU alemã ou do PP espanhol.

O problema? O nosso "trauma da Direita" que dá origem a esta aberração:

Um Partido Socialista que na realidade é Social Democrata, um Partido Social Democrata que é Popular, e um Partido Popular que pouco mais não passa de Populista!

 



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 15:32
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AVISO À NAVEGAÇÃO

 

                     

Sejamos claros: o PSD encontra-se numa posição favorável para vencer as próximas eleições.Sócrates e o PS são o rosto, o símbolo de uma política que nunca teve um rumo, mas apenas medidas casuísticas. Uma política marcada pela promoção sem limites e sem vergonha da conflitualidade social. Mais: uma política de conflitualidade social sem resultados, completamente inútil. Volvidos quatro anos, o país, salvo algumas medidas em áreas muito específicas, está igual ou pior. Sócrates vai entrar no léxico político português como sinónimo de oportunidade perdida e desilusão total. E, se com maioria absoluta e um Presidente cooperante foi o desastre que foi, imaginem o que será Sócrates a governar com maioria relativa e um presidente que terá de gerir a situação política com muito cautela...Aposto que, no mínimo, será uma verdadeira tragédia grega!

Sente-se na rua, nas escolas, que os portugueses querem mudar - mas precisam de encontrar uma alternativa credível.Não querem mudar por mudar. Ora, eis o grande desafio do PSD: não se limitar a ser o partido da alternãncia, mas sim o  partido da alternativa.

 

Passo a passo, lentamente, os portugueses começam a acreditar no projecto social-democrata. Estamos no bom caminho. Porém, atenção: a máquina socialista está oleada e Sócrates ainda goza de algum capital político. As responsabilidades do PSD são grandes: a campanha terá que ser definida até ao mais ínfimo pormenor. Não há lugar para gaffes, deslizes ou acidentes de percurso - porque, senão, a campanha do PS vai aproveitá-los à exaustão, criando factos políticos que produzem o resultado objectivo de desviar as atenções do essencial e valorizar o acessório. Numa frase: as imprudências do PSD(e, sobretudo, de alguns militantes do PSD) servirão para alimentar o jogo do PS.

 

Nas Europeias, vimos autênticas infantilidades políticas de alguns militantes do partido - infantilidade, essa, que já foi repetida nesta pré-campanha. Passa pela cabeça de alguém que o PSD, nas actuais circunstâncias, peça a maioria absoluta? Se nem o PS, que governou quatro anos em maioria absoluta com circunstâncias favoráveis, já esqueceu o assunto, porquê manuela Ferreira Leite colocar como fasquia eleitoral a maioria absoluta? Para mim, é uma ideia lunática, que faz parte de uma estratégia pessoal de um militante social-democrata(talentoso e com mérito) que pretende tirar  a actual líder a todo o custo, mesmo que tenha que cair   no ridículo duas vezes, exigindo maioria absoluta.

 

Hoje, num momento tão importante para o futuro do país, há que abdicar das (legítimas) estratégias pessoais de cada um em prol do interesse do PSD - e, consequentemente, do país. Um partido político reúne milhares de cidadãos com ambições e visões do mundo não totalmente coincidentes, mas que partilham um objectivo e um projecto comum para Portugal.  Nós somos uma mera coligação de interesses pessoais. E aquilo que nos une é muito mais forte do que aquilo que nos separa. Convém recordar este facto neste tempo agitado de pré-campanha eleitoral...


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uma psicose de João Lemos Esteves às 08:48
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Quarta-feira, 25 de Março de 2009
LFM apela à união!

[O PSD é um] "bando de pessoas que, de vez em quando, lutam juntas para o mesmo lado"

[O PS é uma] "verdadeira família"

 

"Eu comparo muitas vezes o PSD com o PS nesse ponto. No pós cavaquismo, o PS teve três líderes, dois foram primeiros-ministros. Governou praticamente ininterruptamente desde 1985 só com dois anos de intervalo de Governo social-democrata. O PSD teve, nesse mesmo período, sete líderes, dos quais quatro não foram a eleições. É uma crítica a esta lógica de não nos comportarmos como uma família e a factura paga-se".

 

Revoltem-se e digam o que quiserem. Azias, maus figados, etc.

O que está aqui transcrito da conversa de Luís Filipe Menezes ao Diário Económico de hoje (p.38) tem muito que se lhe diga! E de vários prismas!

Há que por a mão na consciência!

 

"(...) Nada farei para prejudicar o partido e se estiver ao meu alcance ajudar nesta caminhada, fá-lo-ei".

 

Não apoiei LFM. Mas fiquei feliz ao ler estas palavras que desejo serem sinceras.

Temos espaço para todos no partido. Só fazem falta os que cá estão, e que cá estando, estão connosco!

Sejamos uma família de novo!!! Juntos venceremos os desafios!!!

 


: laranjinha vitaminado!
: nós somos um rio
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uma psicose de jfd às 08:48
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Sexta-feira, 20 de Março de 2009
Provedor de Justiça Renuncia vs Sócrates Embrulha

 

 

1- O título não é ingénuo. É que quero começar pela critica que tenho a fazer ao Provedor. O Provedor não é um politico e está, com esta conduta a fazer politica.

 

A última é que renuncia ao cargo se PS e PSD não se entenderem.

 

2- Mas que dizer do estado de coisas? Ontem na Quadratura do Circulo ouvi um grande debate sobre o Gentlemen´s Agreement. Ora nomeias tu, ora nomeio eu. ´Dizia António Costa, Ministro da Admi... Presidente da Câmara de Lisboa.

 

Pacheco Pereira dizia que isso não estava escrito. Nem sabia se existia.

 

Mas será que se esqueceu do seu próprio termómetro do situacionismo? P´ra que raio queremos nós, portugueses, saber do Gentlemen´s (ou no caso "GentlemAn´s" Comand) se não temos Provedor? E que Constituição é esta que para cargos de isenção, põe a Assembleia a eleger o Provedor e permite que o Primeiro Ministro diga que se o PSD não der acordo, o PS avança sózinho? Voltoa bater naquela tecla: será que ninguém vê que 1- Sendo os Deputados do PS quem votam na Assembleia e 2- Estando Sócrates na AR na qualidade de Primeiro Ministro, o líder do Governo não deveria falar ali pelo PS? Pelo Grupo Parlamentar. Que raios!

 

3- Existe uns outros Agreements que hão-de dar que falar. Mas para já ficaremos sem Provedor e com birrinhas dos papa cargos.



uma psicose de Tiago Sousa Dias às 23:05
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Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009
Um PSD que dá gosto!

Manuela Ferreira Leite ontem encontrou-se com empresários.

Como já havia dito o Paulo Colaço, a líder do PSD têm-se encontrado com vários sectores da sociedade e feito declarações de verdadeiro interesse e impacto.

Ontem falava-se de tesouraria e da falta de necessidade da clivagem artificial que está a ser imposta pelo Governo no discurso radical ricos vs pobres. Não desconsidero o problema; mas não nos termos em que José Sócrates está a colocar a questão.

O ataque que prevejo que venha a acontecer às minhas deduções é deveras inusitado e eu estou longe de ser rico, aliás, estou como a maior parte das pessoas da dita "classe média". O motor de Portugal.

 

Na sequência do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido, foram à pouco  anunciadas as medidas anticrise para as PME.

Isto sim é o PSD que me dá gosto. É o melhor do PSD a trabalhar.

Tenho todo o direito e dever de louvar o que é de louvar e chamar à atenção o que é de chamar à atenção. Com todo o respeito e responsabilidades devidos.

É assim que nos tornamos num partido melhor, mais perto das bases, mais perto do povo.

 

Segundo avança a edição desta quarta-feira do Público, as propostas do PSD passam por favorecer, através da redução da taxa social única, quem faz mais contratações sem termo e as PME`s que promovam um aumento do número de trabalhadores.

Para os jovens empresários, a líder do PSD tem previsto um regime fiscal mais favorável, sobretudo em sede de IRC, sendo que também os prazos para pagamento do IVA devem ser alargados, assim como os reembolsos deverão chegar mais depressa às empresas.

Segundo o Público, o PSD vai ainda propor a criação de uma conta corrente entre o Estado e as empresas, a qual deverá ser alvo de um acerto mensal entre débitos e créditos.

Para a Caixa Geral de Depósitos, Manuela Ferreira Leite defende uma reorientação da estratégia, a qual deverá passar por um maior apoio à capacidade financeira das PME`s exportadoras, em conduções de crédito mais favoráveis. (...)

 

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=373843">http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=373843



uma psicose de jfd às 12:53
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