Segunda-feira, 4 de Maio de 2015
Costa, Má Aposta

Existe uma estranha dissonância entre a imagem mediática de António Costa e a realidade. Personalidades como Marcelo Rebelo de Sousa louvam semana após semana os grandes feitos de Costa e admiram-no como um grande político profissional. No entanto, o historial de Costa na liderança do PS quase chega a reflectir o desastre. 

 

Não falo apenas das sondagens. Sim, o PS tem perdido bastante força nas sondagens mas tal também acontece a líderes com mérito. O contrário também se verifica pois já mais do que um líder inepto logrou ser popular e até ganhar eleições...

A surpresa é que no caso de Costa, com maus resultados tanto em sondagens como em políticas, continue a passar a imagem de competência política do mesmo...

Ora vejamos a evolução das sondagens:

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 O Secretário-Geral do PS conseguiu anular uma vantagem de 7 pontos e está agora a lutar para se manter tecnicamente empatado com a coligação governamental - e isto numa altura de profunda crise económica e políticas de austeridade, assim como alguma falta de aptidão política, desgaste e carisma por parte dos líderes de direita.

Mas como serei o primeiro a defender que sondagens não governem políticos, vejamos algumas das apostas de António Costa desde que tomou poder:

1 - Mesmo ainda recém chegado da tomada de poder no partido, António Costa decide construir uma equipa que é vista de fora simultaneamente como uma aproximação à ala Socratista do partido - em contraste com António José Seguro - e adopta uma retórica esquerdista, querida da ala mais radical do PS e conivente com tais fenómenos como o Partido LIVRE.

2 - Costa era em 2013 e 2014 muito crítico da austeridade. Em 2015 também tem sido mas desde o discurso aos empresários Chineses que a crítica soa mais oca...

3 - Apostou em François Hollande em 2012, e em Alexis Tsipras em 2015.

4 - Apostou em António Guterres como candidato, incitando-o a concorrer às presidenciais.

E valeram estas apostas a pena?

1 - Com a recuperação económica, descobriu que afinal terá que concorrer pelo eleitorado ao centro e ficou mal por ter produzido soundbites populistas radicais. Aproximou-se de Sócrates e dos seus acólitos mesmo antes da fatídica prisão deste último, o que mais uma vez o obrigou a dar meia volta e afastar-se. Que Costa quis ignorar a gestão historicamente danosa do país assim como a natureza populista e pouco escrupulosa da criatura, reflecte pouco da sensatez política do líder socialista... pelo menos quando comparado com Seguro.

2 - Não só assumiu que afinal o país está no caminho da recuperação, mas todas as críticas que faz ao governo de falhanço governativo, reverberam ainda pior quando comparadas com a era Sócrates no governo - não que ele o assuma.

3 - Tanto Hollande como Tsipras ou falharam ou foram mesmo obrigados e adoptar políticas de austeridade. Abona pouco a favor de alguém que se quer como alternativa - e ainda por cima alternativazinha...

4 - Guterres era a visão sebastianista do PS - não obstante a forma menos responsável como saiu do governo (e sim, tenho noção que muitos no PSD pedem uma candidatura de Barroso) - mas a recusa de Guterres foi uma dupla desilusão para os socialistas. Porque deixou o PS sem nomes 'notáveis' e porque mostrou aos Portugueses o quanto Guterres dá importância à sua pátria numa altura de dificuldade [not] - again...


Depois de fazer asneira na escolha de facção partidária, plataforma ideológica, referência política internacional e candidato presidencial, depois da queda livre nas sondagens, porque raio é que Costa é considerado competente?...

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 19:44
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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2014
O Berlusconi de Portugal

Em varias ocasiões neste blogue, apelidei Sócrates "o Berlusconi Português".

Sem saber se o ex-PM será condenado ou não, vale a pena, ainda assim, reflectir sobre o significado dos acontecimentos do ultimo fim-de-semana.

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 Muitas almas caridosas insistem em lembrar que há casos de corrupção tanto à esquerda como à direita. Sendo verdade, eu penso que a situação é muito diferente para a esquerda e explico porquê:

 

1. Tanto o PS como o PSD têm políticos sobre os quais muitas suspeitas recaem. Mas por vezes os nossos instintos servem-nos bem e tal como outros políticos - lembro-me por exemplo do Major Valentim - Sócrates nunca inspirou confiança em ninguém. Em 2009, houve varias sondagens antes das eleições nacionais e Sócrates liderava todas nas intenções de voto. Havia, no entanto, uma em que MFL lhe ganhava: honestidade. Os Portugueses sabiam bem que lhes mentia e quem lhes falava verdade... 

Ora a diferença é que o PSD não elegeu um 'destes' políticos líder do partido e PM.

 

2. Logo vale a pena perguntar o porquê do PS ter tido necessidade de o fazer. Escrevi aqui aquando da revelação da fraude que era Artur Baptista da Silva (ABS), que o caso não era apenas acidental para a esquerda, o caso era sintomático. Basicamente porque a sofreguidão por alguém de autoridade que pudesse criticar a austeridade era tanta, que muitos deixaram-se levar na cantiga de ABS.
Pois bem, Sócrates pode e deve ser visto, também, a esta luz. Muitos se queixam que os quadros competentes dos principais partidos não se dão ao trabalho de ir a eleições. Isto é verdade e é verdade nos três partidos do arco da governação. No entanto, o facto de o PS ter permitido que um destes quadros ...não competentes, de moralidade dúbia, um autêntico populista... chegasse tão longe politicamente, reflecte, na minha opinião, mais do que apenas um erro acidental.

O dilema do PS - e sobretudo dos seus notáveis - consistia em como fazer face à evidencia de que políticas socialistas não funcionavam, mas continuar a prometer os mundos e fundos que o socialismo promete; como continuar a ser socialista, já depois de ter perdido a fé...

Para esta aristocracia socialista, a solução apresentou-se na pessoa de José Sócrates: alguém de pouco escrúpulos, capaz de discursar slogans socialistas enquanto corta na segurança social (à socapa), capaz de arruinar as finanças nacionais tacticamente, para poder ganhar uma eleição (2009).

A falência ideológica do PS alimentou criaturas de mentalidade chico-esperto como Sócrates; a falência ideológica da esquerda alimentou burlões como ABS.

 

A lição de moral para o país em 2014, deveria ser a mesma de 2009: aprender com o passado. Em 2009, semanas depois de Ferreira Leite perder as eleições com o seu discurso da austeridade, a Grécia falia e pouco depois Portugal iniciava os seus PECs e era expulso dos mercados de financiamento. Em 2014, semanas depois de António Costa ser eleito reabilitando o legado de Sócrates no PS, o ultimo cai em desgraça.

A lição é simples: quando os Portugueses votam pelo sonho, as coisas correm mal.

Mais realidade Portugueses, mais realidade.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 12:47
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Sábado, 22 de Novembro de 2014
O Eurocepticismo do PS Marinho-pintista

Quando em 74 o novo regime chegou ao poder, uma das políticas imediatamente encetadas foi a da descolonização. Aos Portugueses foi-lhes assegurado que Portugal, em versão pequena, podia ainda ser bem sucedido economicamente: através da cópia do modelo escandinavo em Portugal e através da adesão às Comunidades Europeias - assim acedendo a um mercado maior.

Pois bem, de acordo com a nova moção de António Costa ao Congresso do PS, a estagnação da economia nacional deve-se a 3 factores:

 

“(...)a integração da China no comércio internacional; o alargamento da União Europeia a Leste e a criação da moeda única”.

 

 

Ora, isto é gravemente problemático a vários níveis:


- Primeiro porque se algum partido ficou conotado com a descolonização e com a adesão à CEE, esse partido foi o PS. Mas se a moeda única foi nociva a Portugal, aonde fez o PS campanha contra tal medida?
E não estava o PS no governo quando o alargamento a leste foi decidido? O governo porventura deu alguma instrução aos diplomatas Portugueses em Bruxelas para resistirem ou adiarem tal alargamento? E se a justificação é que as decisões agora se fazem por maioria qualificada no Conselho Europeu, aonde se fizeram ouvir as objecções do PS ao fim das decisões por unanimidade?...

Sim, o PSD terá calado, consentido e sido tão seguidista quanto o PS, mas ao contrário do PS o PSD não se atreve a ser incoerente ao ponto de admitir tais erros - sem se desculpar - nos seus congressos... Já para nem falar da conotação federalista que figuras como Mário Soares têm tido.

 

- Segundo porque lá se trai a noção de que Portugal não depende de salários baixos para ser competitivo. A China e a Europa de leste não competem com Portugal na qualidade...

 

- Finalmente, porque a recorrente "alternativa" invocada pelo PS, a contrapor à austeridade, é a 'solução Europa'. Não se preocupem em reduzir a dívida, não se apoquentem com a sustentabilidade do sector social do estado. De onde virá o dinheiro para sustentar o que patentemente não é sustentável? Ora, da Europa, claro está... Daí a posição pro-federalista do PS, o apoio à emissão de títulos do tesouro colectivos por parte da UE (BCE), etc. Porque isso colectivizaria os problemas individuais de países como Portugal ou a Grécia. Que se dane a independência da nação. Que se dane a fraude que é prometer o dinheiro dos outros...

 

Mas esta moção de Costa não é senão um eco daquilo que se tem vindo a ouvir, desde há uns tempos, dos lados do Largo do Rato. As piadas sobre Merkel, a indignação perante a austeridade, a ameaça de romper o acordo com a Troika...
De súbito, é como se o PS já não fosse Europeísta. Nos dias que correm aliás, o PSD e PP até parecem carregar a cruz com mais orgulho do que o PS.

A verdade é que por mais que o PS esteja a ser confrontado com políticas do passado altamente ineficazes, o PS não deixou de ser Europeísta; aquilo que se revela é a incoerência de um partido que tem que fazer oposição com as costas quentes e que acaba por cair no populismo de taberna.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 08:26
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Segunda-feira, 20 de Janeiro de 2014
PS - eternamente do lado errado da História?

 

 

"no actual contexto da crise financeira mundial, "há mais razões económicas" para que todas as obras públicas de modernização das infra-estruturas "se façam", uma vez que "não servirão apenas para melhorar a competitividade do país"" (Sócrates 2008)

 

 

"Lembrou a propósito socialistas que passaram pelo poder: um slogan de Guterres - "uma nação não é só números" - e a frase de Jorge Sampaio "há mais vida para além do défice". " do PEC, acrescentou." (Alegre 2010)

 

'Moody's downgrades Portugal's debt'

 

"Portugal não precisa de aderir a nenhum fundo de resgate" (Sócrates 2011)

 

"Portugal needs cash urgently, and with nowhere else to turn,

it finally requested an embarrassing but unavoidable financial bailout

from its European peers and from the IMF"

 

 

"o Governo não passa de um vendedor de ilusões que visa criar a ideia nas pessoas que o nosso país está a sair da crise mas, infelizmente, não é assim". - (Seguro 2014)

 

'Moody's changed outlook on bond rating of Portugal to stable from negative'

"Recent data releases indicate a stabilization of the economy,

with exports continuing to grow and the unemployment rate declining from its very high level.

The broad structural reforms that the Portuguese authorities have undertaken

in the context of the Troika support programme

should support the country's economic growth in the medium term"



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 01:51
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Segunda-feira, 23 de Setembro de 2013
Seguro, o brutal hipócrita!

 

Vem hoje falar a criatura a que chamam líder do PS. Diz a criatura que a razão para o país ainda não ter voltado aos mercados como previsto, se deve ao governo e à sua ineficiência. O PS avisou para tal ineficiência governativa e reclama agora 'razão antes de tempo'.

 

Como sempre, Seguro e o PS são culpados da pior espécie de hipocrisia. Então o partido que queria ter poupado menos e gasto mais, o partido que queria renegociar a dívida - com isso agravando a credibilidade do país nos mercados internacionais - este partido teve razão antes de tempo?!!

 

Se com o PSD/CDS o país está atrasado no regresso aos mercados e o 2º resgate é uma possibilidade, então com o PS o regresso aos mercados já nem estaria na mesa e o país estaria certamente já a negociar um 2º resgate - resgate tal que atrasará durante anos a saída da Troika do país.

 

Mas será que este nível de cara-de-pau existe?! 

Mas será que não há um pingo de vergonha ou seriedade à esquerda?!

 

A pouca-vergonha nunca acaba pelos lados do Partido dos Burlões...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 14:57
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Domingo, 15 de Setembro de 2013
PS - O Partido dos Fundos Europeus...
Chegámos a este absurdo: um partido que faz promessas eleitorais com dinheiro alheio.
O PS e as políticas socialistas (nem sempre implementadas apenas pelo PS) esgotam o país, arruínam o seu sentido de responsabilidade com uma endoutrinação em direitos sem deveres, mandam para as urtigas a razoabilidade de se poupar para um dia mau e incutir nos investidores um sentimento de previsibilidade e confiança no sector público.
Seja para fazer política externa, para lidar com a crise da dívida soberana ou para gerir os problemas locais, o PS tem apenas uma solução: Europa.
Europa, Europa, Europa; é pouco relevante que já tenhamos gasto fundos Europeus anteriormente, que o resto da Europa também esteja em dificuldades ou o simples facto de que não se podem fazer promessas políticas dando como garantia o dinheiro dos outros!!!
Mas o PS e a Esquerda são isto: o partido do esquema de pirâmide, dos vigaristas e dos burlões.
Já não há dinheiro nos nossos cofres para gastar? Não faz mal, o importante não é NÓS corrigirmos os nossos erros. Gaste-se o dinheiro dos outros. E se os outros não quiserem dar dinheiro?... SAFADOS, os mauzões que enfraquecem a Europa, que não acreditam na solidariedade!!
Claro que nada tenho contra que o PS apele a incentivos fiscais para ajudar ao Investimento Directo Estrangeiro no interior. O problema é que tal política está directamente oposta ao que o PS tem praticado e proposto para o país: então mas que aconteceu a não despedir funcionários públicos? Para isto é necessário aumentar impostos... 
Que aconteceu à política neo-keynesiana de investimento público para relançar a economia? Para isso é necessário aumentar impostos...

Em breves palavras, o PS é favorável a tudo que pareça bom aos olhos dos Portugueses, o PS é POPULISTA; desta atitude saem propostas contraditórias. Mais gastos com menos impostos, a Troika e a dependência do estrangeiro são más mas que se prolonguem se Portugal conseguir mais dinheiro...
Já Thatcher dizia:
“The problem with socialism is that you eventually run out of other people's money.” 


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 14:28
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Sábado, 7 de Setembro de 2013
Na nossa 'Guerra dos Tronos', Portas é a melhor coisa que podia ter acontecido a Rui Rio

Os principais partidos do arco do poder estão divididos em facções.

 

No CDS e no PSD, a divisão é entre centristas populistas que defendem posições moderadas na esperança de obter mais votos dos indecisos ao centro, e conservadores ideólogos que preferem pôr valores políticos à frente de considerações eleitoralistas.

Enquanto que tanto no PSD e no CDS os centristas demagógicos são próximos da máquina partidária, no PS a divisão aparenta ser diferente pois António José Seguro mantém-se no poder com a influência dos sindicatos e apesar de António Costa com as Socranettes poderem obter mais votos de popularidade em eleições nacionais.


Enquanto que no PS os lobbies eleitoralistas internos definem de momento a liderança do partido, à direita o lobby eleitoralista externo é mais preponderante.

 

Por conseguinte, se à direita os centristas populistas estão no poder, à esquerda os sindicatos de voto internos empurraram para as margens estes mesmos centristas populistas.

Mas a própria natureza dos constituintes destas facções gera também outras dinâmicas. Aqueles que estão na política pelo amor aos cargos e sem alternativas profissionais que não a política, são por natureza menos dados a levar em conta o interesse nacional e valores ideológicos. O objectivo derradeiro é a progressão na escada do poder e não tanto os interesses do país ou a concretização dos ideais que professam.

 

Devido a esta dinâmica, e contrariamente ao que seria de esperar de radicais, as alas menos centristas são também mais responsáveis na gestão do poder pois as ideologias são concebidas para alcançar objectivos colectivos a longo prazo.

Paulo Portas é um excelente populista mas este é também o seu ponto fraco. A sua recente manobra pode ter trazido mais poder mas trouxe também menos confiança política por parte do PSD. A médio e longo prazo, isto poderá condenar a coligação PSD-CDS à instabilidade e aos golpes de poder. Pela sua natureza, o poder político é um jogo de soma zero pois um dado cargo apenas pode ser ocupado por uma pessoa.

 

Não é claro o que a máquina do PSD pensa da manobra de Portas mas certamente que não estará satisfeita. Quaisquer futuras manobras enfraquecerão ainda mais a imagem dos dois partidos e a credibilidade da liderança do PM.

 

Quem tem a ganhar com tudo isto? O Presidente, a facção mais ideológica do PS e finalmente as alas mais ideológicas da direita: Ribeiro e Castro e Rui Rio.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 18:35
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Quinta-feira, 11 de Abril de 2013
Sobre a mundivisão de António Costa

António Costa fez estrago na última edição da Quadratura. António Costa é um político perigoso porque ao contrário de Sílvio Sócrates, Costa consegue fazer passar a mesma mensagem de forma mais subtil. Costa tem inteligência enquanto que Sócrates apenas tem lábia.


E qual é a mensagem? Que há uma conspiração contra Portugal da parte do mundo exterior que impede que os governos Socialistas direccionem o país na direcção certa.


 

 



Vamos então por partes:



1 - "A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir"


Isto é verdade. Mas vindo de António Costa não é inocente...


(Já por várias vezes eu aqui avisei que Portugal tem pouco a ver com o resto da Europa a nível estrutural, e portanto mantenho que a opção Europa sempre trará problemas tal como traz soluções. Como tal não vou ser eu a defender a UE. Este modelo era errado, porque há diferenças estruturais e culturais que favorecem mais a industrialização do norte que do sul)


1.1 - Sim, a Europa financiou uma reconversão da economia dos países do sul que para controlar preços frequentemente pagava para não se produzir. Mas o que Costa não diz é que a UE também pagou a modernização de grande parte dessa agricultura.


1.2 - A UE também protegeu a produção dos países do sul, ao impor tarifas a produtos agrícolas mais baratos do 3o mundo e impedindo a sua competitividade no mercado único.


1.3 - A UE até pagou fundos de coesão aos países do sul, e fez tudo isto com a convicção de que o sul - desde que ajudado o suficiente - conseguiria atingir os níveis de desenvolvimento do norte.


1.4 - Mas este é o mesmo Costa que defende 'mais Europa' e que esteve nos governos que tomaram essas mesmas opções. Das duas uma: ou ele e o PS são hipócritas ou então sempre defenderam as políticas certas mas não foram capazes de as implementar contra o peso da influencia do norte; por conseguinte isto não é tão pouco, alternativa pois quem nos garante que se o PS ou Costa voltarem ao governo serão - desta vez - capazes de fazer seja o que for?



 

 

2 - "esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável"

 

Não só não é nenhuma mentira como o PS é o melhor exemplo de despesismo consumista baseado em dívida.


2.1 - Ninguém obrigou Portugal a gastar como gastou em infra-estruturas sem plano estratégico de desenvolvimento. Expo98s, Euro2004s, auto-estradas paralelas, TGVs, cheques bébé assim como educação e saúde gratuitas, tudo isto foram escolhas nossas e não dos nossos parceiros da UE.


2.2 - E o erro não foi apenas dos governos mas também da população, a qual fez uma escolha muito clara quando elegeu a banha da cobra socratista em detrimento da responsabilidade do PSD de Manuela Ferreira Leite em 2009. A mesma população que elegeu e reelegeu Valentim Loureiro, Alberto João Jardim e demais pandilhas.

A partir daqui meus amigos, há que arcar  com as consequencias dos nossos actos.


2.3 - Os Portugueses e apenas os Portugueses decidiram aumentar o seu consumo não obstante a estagnação económica. Mais ninguém.





3 - "acho que devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos portugueses"



3.1 - As lideranças do norte também fizeram escolhas sensatas em prol do interesse nacional que as lideranças do sul não fizeram como bem explica o Guilherme.





4 - "foi um erro do conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar!"

 

Aqui começa em pleno a argumentação populista e berrantemente falaciosa de Costa.


4.1 - Portugal e a Europa no geral não sofreram porque decidiram liberalizar-se mas sim porque a Europa foi sobre-regulada. Os países nórdicos e a Alemanha estão habituados a produzir num ambiente sobre-regulado que também lhes garante produtos mais fiáveis. Nos países do sul a sobre-regulação - desvantagem competitiva do norte, exportada para o sul através da integração Europeia - destrói a indústria residual.

Ao contrario de outros acordos de liberalização económica, a UE não elimina apenas as tarifas mas impõe também padrões de eficiência e qualidade que apenas os países mais industrializados conseguem atingir. Assim, mesmo que acreditemos na mensagem de Adam Smith de que cada região se tem de especializar, nem isso foi atingido pois o plano Europeu era igualizar todos os países em termos de produção. Por conseguinte, ao contrario da NAFTA ou da ASEAN, aonde o comércio é livre e cada país consegue competir com as suas vantagens comparativas - sejam estas preços ou qualidade - na UE a intenção universalista de aplicar o modelo nórdico de eficiência a toda a Europa, acaba por condenar a própria Europa a um modelo de fracasso.


4.2 - Portugal e a Europa no geral não sofreram porque decidiram liberalizar-se mas sim porque a globalização libertou mercados que agora podiam competir connosco.


A vontade dos governos Europeus sempre foi garantir pleno emprego mas isto foi-lhes negado pela realidade das descolonizações e da derrota da URSS e do bloco socialista. O fim dos impérios coloniais - defendido com unhas e dentes pela esquerda e simbolizado em Portugal pelo abandono das colónias em 1975 e a celebre ordem de Mário Soares para se atirar os 'brancos' das colónias aos tubarões - ditou que a economia destes países estaria ela também e a partir de agora, em competição com o mercado Europeu.


Mesmo que os governos Europeus não tivessem liberalizado a economia, o que não foi completamente o caso, os mercados emergentes teriam sempre tido uma vantagem em comparação com a Europa. Mesmo que as empresas Europeias não tivessem ido para leste, o leste teria vindo para ocidente. A partir do momento em que se defende o fim do imperialismo, defende-se também o fim do nosso controlo sobre o mundo e isso, por mais que a esquerda esperneie, foi detrimental para os nossos interesses...




5 - "Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável"


5.1 - Claro que não. Por isso é que Costa defende mais governo e mais regulação. Porque isso sim fará com que a nossa economia seja mais competitiva... - assim retirando a vantagem competitiva dos nossos salários baixos e fornecendo mais achas para a fogueira da corrupção de que ele se queixa. Pondo mais dinheiro nas mãos do governo falhou antes e levou a corrupção, por isso façamos o mesmo outra vez...




6 - "Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma"


6.1 - Mas quem é ele para se armar em autoridade moral?!!! Mas nao fez ele parte de vários governos que resultaram nisto?

E mesmo que ele - a mesma pessoa que fez a defesa semanal de José Sócrates - seja diferente de todos os outros políticos, que tem o PS proposto para acabar com esta cultura? Porque afinal quem defende que despesismo estatal retira países de crises financeiras são os filósofos da esquerda...


6.2 - Mais grave é o que está implícito em declarações destas: que o povinho não tem culpa nenhuma e que deve portanto continuar a ser desresponsabilizado. Responsabilidade individual? Inexistente. O que sim é importante é o comportamento das elites, as mesmas elites estado-sanguesugo-dependentes que o PS e a esquerda criam ao expandirem o controlo do estado sobre a economia.

É assim que a esquerda quer levar Portugal para o futuro: Não incutindo o mínimo sentido de responsabilidade na população. Para quem defende a educação como veículo para a prosperidade, a esquerda é bem hipócrita naquilo que entende como maturidade cívica.





7 - "os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas pública"


7.1 - É a desresponsabilização completa. O país está como está porque conspiraram contra ele. O comportamento das massas em nada contribuiu para isso. Logo, os Portugueses devem poder reclamar ainda mais 'direitos' e mais despesismo estatal. Seguramente isso trará bons resultados porque afinal foi o que andámos a fazer nas últimas décadas e resultou tão bem...





8 - "Devemos antes exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam"


8.1 - Ou seja, os salários dos políticos devem ser cortados e as grandes fortunas taxadas até ao limite. Isto é óptimo: vai ser mesmo assim que se vai conseguir re-atrair investimento estrangeiro - do qual um país periférico necessita - e vai ser mesmo assim que se vai atrair talento para a função pública. Porque realmente, são os salários dos políticos que arruínam o país. Os 80% do orçamento de estado que é gasto na saúde, educação e segurança social, assim como nos juros dos empréstimos que contraímos para sustentar estes programas, isso não interessa nada nem tem nenhum efeito, mesmo com uma população em diminuição.


Afinal, Costa acha que o milagre e bem fácil pois "Há que renegociar as parcerias público--privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos". Pois é. Se ao menos tivéssemos tido um governo socialista durante as últimas décadas com Costa como Ministro...


8.2 - Como eu já antes avisei, esta é a nova utopia da esquerda: que se pode acabar com a corrupção e ser-se eficaz com os gastos ao ponto de sustentar um sistema que nunca antes foi sustentável - e que agora ameaça o estado Português com a ruína. Mas os cidadãos com empregos de classe média baixa, devem ter as regalias dos povos com uma maioria de empregos de classe média alta, mesmo que sejam os outros países a pagarem os nossos 'direitos'...


Porque ao defender a 'renegociação' da dívida sem penalizar os cidadãos, é precisamente isto que Costa quer. Se ao menos nós Portugueses pudessemos culpar os Alemaes pelos danos infligidos pela 2a Guerra Mundial. Infelizmente, ao contrário dos Gregos, nem este bode expiatório temos... que maçada...




9 - "Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção"


9.1 - Coitadinhos dos cidadãos, que apenas gastaram o que não tinham no banco. Os mauzões dos políticos é que vão ter que sofrer. Afinal acabar com a corrupção - fenómeno cultural e endémico a culturas mediterrânicas - é tão fácil como acabar com o crime. Francamente porque é que nunca ninguém se lembrou de fazer isto?...





9.2 - O problema é que não é direito se não se pode concretizar. Podemos dizer que é um ideal ao qual aspiramos mas não é um direito.

Como sempre, a esquerda nada tem a oferecer senao sonhos e utopias. E quando estas bolhas se rompem, há que inventar bolhas ainda maiores porque as pequenas ja não enganam ninguém.


Esta é a esquerda do poker: quando não se tem trunfos, faz-se bluff...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 14:12
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Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2013
Finalmente!

O PS apagou da sua página oficial a defesa do Consulado de Sócrates. Ainda bem.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 00:23
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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2013
Ó PS, não havia necessidade...

Então o representante do PS na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, actualmente encarregada das audições ao caso do visionamento pela Polícia das imagens da RTP sobre a violência e vandalismo à porta da Assembleia da República, é nada mais nada menos que Ricardo Rodrigues - sim! aquele deputado que roubou o gravador do jornalista que o entrevistava, quando não gostou das perguntas.

 

...

É uma escolha bizarra e que poderia ser vista como coincidência infeliz, não fora o facto de que a deputada Glória Araújo, aquela apanhada com excesso de álcool no sangue, era pela sua parte representante do PS na Comissão para a Ética, a Cidadania e a Comunicação; assim já começa a surgir um padrão mas ó PS, não havia necessidade...





uma psicose de Miguel Nunes Silva às 13:25
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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2013
Definição de Hipocrisia = António José Seguro

Desde há umas semanas o líder socialista vinha a dizer o seguinte:

 

"O Partido Socialista não está disponível e quero deixar um aviso ao primeiro-ministro: ele não tem mandato para fazer um corte desta natureza"


“o PS está disponível para debater a modernização do Estado, mas indisponível para ser cúmplice de um corte nas funções do Estado”

 

 

Hoje, fruto dos cortes já efectuados, da intenção de fazer mais, e da boa performance de Portugal nos mercados que AGORA e GRAÇAS A VÍTOR GASPAR permitiram uma baixa nos juros da dívida, a Troika consentiu em permitir a Portugal mais flexibilidade no pagamento da dívida.

 

"Ricardo Costa (Expresso) "Eu, que escrevi várias vezes que seria quase impossível que Portugal regressasse aos mercados em 2013, reconheço sem qualquer problema que com estas regras Portugal está em condições de o fazer. Mais relevante, a estratégia negocial de Vítor Gaspar foi a correcta, sobretudo nos prazos em que jogou as suas cartas. Sempre sem forçar e sempre a aproveitar a terra firme que outros, sobretudo a Irlanda, iam pisando.""

 

Revela hoje o Ministro Irlandês das Finanças Michael Noonan que "Vítor Gaspar, acertou em dezembro passado com o seu homólogo irlandês aguardarem pelo «momento oportuno» para reivindicar a extensão do prazo para pagar os empréstimos"

 

 

Até François Hollande - o pretenso arauto da anti-austeridade - se viu forçado a admitir que não só Portugal tinha implementado bem o ajustamento das medidas da Troika mas que tinha sido precisamente o desgoverno do passado que havia posto Portugal no buraco em que se encontra:

 

"Põe-me a questão de saber se a França poderia seguir o exemplo de Portugal... Não! Porque os níveis da dívida não são comparáveis, porque as situações económicas são diferentes... mas é porque queremos evitar chegar a essas soluções [de cortes nos salários, nas pensões...] que é preciso encarar o problema o mais rapidamente possível e o mais eficazmente possível"

 

E que têm Seguro e o PS a dizer?

 

"o PS teve razão no tempo certo", ao pedir mais tempo e mais dinheiro". Mas que grandessíssima cara de pau!!!

 

Como se tal flexibilização pudesse ter ocorrido sem os cortes que o PS criticou e prometeu inviabilizar!!!!!!!!!!



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 18:30
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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2013
PS diagnosticado com demência recorre à ADSE

 Estou confusa. Afinal de contas o PS quer ou não quer acabar com a ADSE? 

Correia de Campos diz que sim, Carlos Zorrinho diz que não, Álvaro Beleza acha que sim. 

E no meio disto tudo, Relvas quer bater palmas mas pede ao PS que se decida...
Enfim. Rico país, o nosso. 


uma psicose de Essi Silva às 11:45
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Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2012
Até no melhor pano cai a nódoa




uma psicose de Essi Silva às 15:55
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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2012
Na oposição e nas ruas a irresponsabilidade, no governo a sensatez
Leiam e aprendam:
"precisamos de facto de um pacto político-social que nos habitue a conviver dentro destas regras. O que implica refundar o regime e rever a Constituição, por forma a conciliá-la com as necessidades"

“não temos história de estabilidade financeira em democracia, não apenas no atual regime, mas estendendo historicamente o regime, só conseguimos estabilidade financeira em regime ditatorial”
“Uma cultura não se muda em menos de uma geração”, mas “podem criar-se instituições que limitem os efeitos mais perniciosos das escolhas de uma determinada cultura que orientem de forma mais convincente as preferências sociais”


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 13:12
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Terça-feira, 7 de Junho de 2011
Mérito Aonde Ele é Devido

Luís Amado é infelizmente um dos rostos dos governos Sócrates. Um dos ministros mais populares, um dos poucos resistentes às remodelações e um dos que desempenhou bem o seu cargo, mas um ministro Sócrates.

Não se pode dizer que Luís Amado foi um Ministro da Defesa ou um Ministro dos Negócios Estrangeiros extraordinário mas certamente que esteve à altura do cargo.

 

Aquilo que mais o distingue dos seus vários colegas no Conselho de Ministros foi a sua recusa em deixar-se levar pela deriva populista de Sócrates e restantes correligionários. Este seu sentido de Estado revelou-se quando decidiu avançar com o dossier dos submarinos por exemplo. Ainda que a táctica de usar as práticas obscuras do processo de aquisição como contra-peso retórico contra a direita tenha sido eleitoralista – quer tenha sido ideia de Sócrates ou Amado – a verdade é que resultou em prol do país.

 

Amado, não seguindo o exemplo do seu superior hierárquico, teve a coragem para enfrentar crises e polémicas sem recorrer à mentira ou à demagogia. Assim procedeu no caso dos voos da CIA e mais recentemente aquando do início da dita ‘primavera Árabe’ – quando sozinho apareceu diante das câmaras para defender uma posição de cautela e anti-voluntarista Europeia para com os levantamentos no mundo Árabe.

Referir as cimeiras UE-África, UE-Brasil, Tratado de Lisboa, Cimeira da NATO ou eleição para o Conselho de Segurança como mérito seu seria ir longe demais. Como MNE, estes eventos foram circunstanciais. E não nos podemos esquecer que os MNEs são geralmente personalidades populares devido à sua imunidade natural a controvérsias e politiquices nacionais.

 

Há ainda um outro aspecto a referir: a sua independência do PM Sócrates que o levou a fazer declarações contraditórias com a linha oficial e fraudulenta da máquina de propaganda Socialista.

 

Amado seria excelente se tivesse implementado uma doutrina operacional e estratégica, tanto para a Defesa como para os Negócios Estrangeiros. Cabe respectivamente às chefias militares e aos diplomatas obedecer a ordens, cabe aos políticos justificá-las no longo prazo. Ora ainda que Amado não tenha cometido um qualquer erro gravoso, a verdade é que a prossecução da diplomacia económica de Portugal foi feita por todas as embaixadas, sem grandes critérios ou prioridades visíveis. A verdade é que a mesma falta de prioridades garantiu aquisições desnecessárias de equipamento para o Exército. Mas nestes pontos, Amado não foge à regra de todos os demais MNEs e MdDs.

 

Apesar de tudo, seria sensato que um novo governo inclusivo e de união nacional ponderasse seriamente manter Amado no governo. Seria um gesto magnânimo em relação a uma esquerda debilitada e condenada a longos anos de oposição e revelaria o sentido de Estado de alguém que aprecia a continuidade daqueles que puseram o interesse nacional acima de tudo. Se não como MNE por ser um cargo de demasiado valor político, porque não novamente na Defesa?



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 22:17
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Quinta-feira, 21 de Abril de 2011
Campelo de Magalhães apresenta: o próximo 1º Ministro de Portugal

Para quem tenha dúvidas, aqui está a sondagem em que o PS já ultrapassou o PSD (enquanto PPC cai), ainda a campanha vai no adro.

Não tenham cuidado não. Eu, que sou sempre atento aos números, estou alarmado. 

Goste-se mais ou menos de PPC, é ele ou Sócrates. Está na hora de todos se lembrarem disso. Ou...



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 00:10
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Quarta-feira, 6 de Abril de 2011
PSD = Estado Social Possível ; PS = Falência

 

Em 2009 o PS prometeu mais e mais e mais Estado Social.

Já a Economia Mundial estava a contrair, Portugal anunciava mais gastos sociais.

 

MFL alertava: não há dinheiro, há que ser realista

Os Portugueses não a ouviram.

 

Agora, Faliu.

Hoje, fez bem: reconheceu humildemente que precisava de ajuda.

Mas o dia de hoje não aconteceu por acaso. Era previsível.

A minha avó sabe: quem gasta, gasta, gasta... entrega-se aos usuários.

Durante todo este tempo, fez mal: quem dá o que não tem, não terá para quando fizer falta.

 

Curiosamente, foi pouco tempo depois da banca ter fechado a torneira.

"Ah e tal, foi prova de que há um cartel na banca"

Bem, a banca gosta de receber juros. Mas se uma entidade deixa de conseguir pagar, é função da banca zelar pelo dinheiro dos aforradores. Já falhou antes e ainda bem que não voltou a falhar. Cartel? O alinhamento é por necessidade, não porque decidiram todos não ganhar dinheiro e, numa onda de falta de ganância, recusaram-se a cobrar juros "usuários".

 

E agora?

Hoje garantiu-se que não há ruptura de tesouraria.

Dentro de momentos seguem-se as medidas para começar a pagara dívida Socrática.

O sonho do "Estado Social" levou-nos a isto.

 



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 22:04
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Quinta-feira, 4 de Novembro de 2010
José Sócrates é um Criminoso de Guerra

O que é um criminoso de guerra? Alguém, normalmente numa posição de liderança, que viola de forma gravosa e intencionalmente, leis nacionais ou internacionais, fazendo uso de uma conjuntura de conflito para facilitar os seus actos ou mesmo encobri-los.

 

 

No geral, os criminosos de guerra incorrem em crimes perseguindo objectivos outros que não a vitória militar. Em certos países a motivação por detrás dos ‘crimes’ até é laudável, sendo que limpezas étnicas ou genocídios, por mais horrendas e abjectas são acções cuja lógica distorcida é a de servir um objectivo ‘patriótico’ ou ‘nacional’. Mas há também crimes de guerra que são pura e simplesmente actos de rapina e de ganância pessoal, sociopaticamente desprovidos de qualquer noção de empatia como é o caso das cleptocracias do terceiro-mundo.

 

No ‘combate ao défice’ na ‘luta pelo futuro’, no ‘combate à crise’ Sócrates sagrou-se um criminoso de guerra, e um da segunda vertente que referi. Faço-me explicar: ao abrigo da narrativa da crise internacional, José Sócrates, Primeiro-Ministro de Portugal, faliu o país cuja soberania jurou assegurar.

Em 2008 e 2009, Sócrates e o PS fizeram uso da crise internacional para implementarem um plano insidioso de deslumbramento do eleitorado: aumentos de salários, baixa de impostos, grandes obras públicas, aumentos das prestações sociais. Assim, a subida do salário mínimo, TGVs e cheques-bébé, retoricamente justificados como neo-Keynesianismo para reacender a chama-piloto do crescimento económico nacional, fizeram aquilo que serviu os propósitos do PS e de JS: comprar a reeleição ao Partido Socialista.

 

Claro que então, a economia Americana sofria com uma bolha imobiliária, com desregulação financeira, e com despesa militar galopante, tudo problemas estranhos a Portugal, facto confirmado pelo PM que tão insistentemente gabou o sistema bancário Português de não padecer das mesmas maleitas do Americano. Isto no entanto, não o impediu de aplicar o mesmo remédio de Obama… curioso.

 

Foi um desempenho consequente, premeditado e metódico. O único imprevisto foi a falta de escrúpulos ainda maior de um outro senhor da guerra – Grego – uma guerra suja económico-eleitoralista que acabou por expor os crimes de todos os senhores da guerra e pô-los a todos no banco dos réus dos tribunais – financeiros – internacionais.

 

Sócrates e a liderança do PS tinham bem ciente o endividamento galopante a que tinham sujeitado o país desde a era Guterres mas estes senhores da guerra calculavam que as valas comuns só seriam descobertas décadas mais tarde e que usufruiriam do fechar-de-olhos das grandes potências – da zona euro – enquanto o cão de água Português se aninhasse aos pés da poltrona Alemã e ladrasse no timbre de Bruxelas.

 

Pergunta: se Oliveira e Costa foi posto em tribunal por ter arruinado o próprio banco com negócios indevidos, se a sociedade não lhe reconheceu credibilidade na sua culpabilização dos sócios e da crise internacional, porque não fazer o mesmo a José Sócrates?


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uma psicose de Miguel Nunes Silva às 00:00
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Terça-feira, 26 de Outubro de 2010
O Senhor que se Segue

Em 2005, quando o governo Sócrates chegou ao poder, eu previ que não teria segundo mandato. Ignorante em relação à astuta manipulação dos media de que JS era capaz, subestimei as suas hipóteses, as hipóteses de um líder que eu na altura via como destituído de carisma, pouco eloquente e demasiado apparatchik para algum dia poder exercer grande apelo nas massas.

 

Enganei-me: tal como os Portugueses aderem a qualquer vulgar e estupidificante programa de TV desde que devidamente publicitado, também o fazem com o governo. Mas a chico-esperteza do Ministro júnior de Guterres não deverá ser suficiente para chegar ao fim do seu segundo mandato.

 

Quem é nesse caso o senhor que se segue?

 

TEIXEIRA DOS SANTOS - Na hipótese de vermos uma demissão do governo, o actual Ministro das Finanças seria uma boa escolha para um governo de gestão. Trágica que baste a sua lealdade às prerrogativas políticas de Sócrates, Teixeira dos Santos é ainda assim respeitado pelo espectro político e mais que nenhum acólito socrático, penosamente ciente dos desafios financeiros nacionais que pela sua inconveniência foram ignorados pelos governos Sócrates até agora.

 

ANTÓNIO COSTA - Delfim da liderança socialista Sócrates, o actual Presidente da Câmara de Lisboa tem vindo a ser preparado para liderar o PS. Mas Costa é um trunfo que o PS não quererá porventura gastar em caso de queda do governo. Pessoalmente penso que Costa simboliza toda a direcção do PS que foi conivente no desgoverno populista que Sócrates causou ao país. Tal como personalidades como Maria de Belém ou Ana Gomes, Costa fez questão de escudar o PM no seu falso álibi de culpar os problemas nacionais na crise internacional, o que o torna muito pouco recomendável para liderar o país.

 

MANUEL MARIA CARRILHO - Carrilho pode ter ou não sido expulso do seu cargo de embaixador na UNESCO mas a verdade é que a sua recente proeminência mediática deixa antever futuros 'voos'. É bem possível que Carrilho seja autorizado pela über-centralizada-e-infectada-por-group-think direcção PS, a avançar para a liderança para aguentar o duro período de oposição que se avizinha. Um sacrifício conveniente para dar tempo à caminhada triunfal de um peso politico socialista mais pesado.

 

ANTÓNIO JOSÉ SEGURO - Menos provável mas ainda assim um possível. O mal de António José Seguro é estar alinhado com Manuel Alegre e encabeçar a massa crítica de Alegristas que até agora não pôde ser esvaziada, uma vez que não houve possibilidade de os encaminhar nem para cargos na Europa, nem para a Presidência, nem tão pouco para o poder autárquico.

Seguro simbolizaria uma liderança de esquerda no PS e não conseguiria muito facilmente competir pelo centro.

 

Claro que todos estes nomes são hipóteses num universo sem José Sócrates. Resta então saber que trilho político Sócrates tenciona escolher. Tenderá ele a aguardar nas sombras por uma oportunidade de regresso como Paulo Portas? Resignar-se-á ele a uma saída definitiva da política saindo para uma grande empresa ou organismo internacional (com considerável desprestígio para Portugal tendo em conta as suas pobres faculdades linguísticas)?...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 16:12
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Terça-feira, 29 de Junho de 2010
Reflectindo sobre a Psico-refeição com MFL

O privilégio de poder conversar abertamente com figuras políticas como Manuela Ferreira Leite é a possibilidade de se poder vislumbrar o seu pensamento. Ferreira Leite é uma figura muito lúcida no seu pensamento político, e como poucos em Portugal, a sua integridade ideológica passou quase incólume durante as últimas décadas de evolução política em Portugal.


No centro dos seus ideais está a classe média. Sem uma classe média, a Drª Ferreira Leite não acredita que um estado possa prosperar. A social-democracia para si exige um estado, e um estado forte mas não um estado morbidamente abrangente e centralizador. A experiência dos regimes socialistas demonstra que o aparelho estado é eficaz na diminuição do abismo social, mas nunca para cima. O aparelho estado consegue uniformizar por decreto as diferenças sócio-económicas mas é pouco eficaz na potenciação da sociedade para a prosperidade. Ou seja, o estado é desejável enquanto regulador mas não enquanto produtor. 

 

Para a ex-líder do PSD, a protecção sócio-económica do estado justifica-se apenas para as classes mais desfavorecidas. O estado social deve, para si, ser um estado social mínimo.

 

O período da liderança Ferreirista no PSD caracterizou-se por uma profunda divisão ideológica entre a oposição e o governo. Esta divisão não era apenas política mas também pessoal pois o perfil de José Sócrates e o de Ferreira Leite não poderiam ser mais diferentes. As medidas anti-crise e as medidas pós-crise que os governos Sócrates tomaram contaram sempre com a oposição acérrima de Manuela Ferreira Leite porque elas se destinavam a beneficiar camadas da população dependentes do governo e a taxar as camadas da população que sendo mais independentes, perdiam a capacidade de suportar qualquer retoma económica. Este modelo perdedor persiste hoje: o governo expande a abrangência fiscal para fazer face ao endividamento que foi liderado pelo sector público nas últimas décadas – responsabilidade primária dos governos PS.

 

A dicotomia dos governos gastadores e dos governos de poupança é velha mas o pecado das últimas décadas socialistas foi terem-se demitido da responsabilidade de fazer reformas que implicassem a contenção do sector-estado.

Na III República enquanto porta-estandarte da esquerda e dos ‘trabalhadores’ – justamente ou não – e enquanto parte do arco da governabilidade e detentor de sentido de estado, o PS tem tido a missão de fazer as reformas difíceis, as reformas defendidas ...pelo PSD. O PSD tem ao longo do tempo sido esvaziado da sua legitimidade de representante dos ‘trabalhadores’ e dos ‘pobres’ pela esquerda Portuguesa pelo que quando uma reforma particularmente difícil se apresenta, a norma e a tradição – em quase todos os países aonde o espectro político pende para a esquerda – ditam que o PSD pressione a partir da oposição e que um governo PS as leva a cabo, por ser insuspeito de defender o ‘patronato’.

 

A maior vergonha não é que o governo populista de Sócrates não tenha tido a coragem ou a responsabilidade de as fazer. A maior vergonha é que o PS centralizado, estagnado e podre não tenha deixado de apoiar incondicionalmente os governos Sócrates, sabendo ainda melhor que o PSD, da irresponsabilidade com que o país tem sido governado.

 

Manuela Ferreira Leite foi há poucos dias comparada a Francisco Sá Carneiro pela sua integridade e visão … e justamente!



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 21:34
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Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010
Há coisas que nunca mudam.

O jornal i revelou hoje as respostas à pergunta “Depois dos episódios recentes relacionados com as escutas e o caso Face Oculta, mantém a confiança no primeiro-ministro?”, lançada a 50 personalidades portuguesas.

As 48 respostas publicadas (vamos assumir que houve 2 que não responderam) revelam que 16 não confiam no PM, 11 não sabem/dão o benefício da dúvida, e 21 mantêm a confiança no PM. E as respostas são do mais curioso que existe. 

Dos defensores do "não", destacam-se frases como ""O primeiro-ministro tem que ser um factor de confiança perante o exterior e agora acho que passou a ser um factor de desconfiança perante o exterior" (Rui Moreira), “Não e lamento. Há um conjunto de situações, de trapalhadas, sem explicação por mais explicações que sejam dadas. Não é por uma questão de ideologia política é por uma questão comportamental de Sócrates" (Nuno Ribeiro da Silva), “Neste momento só confio nos (poucos) amigos, na família e principalmente nos meus cães. E não sou desconfiada por natureza…” (Ana Bola), “Não confio em pessoas que desta ou daquela forma estão sistematicamente referenciadas como estando relacionadas com certos tipos de processos judiciais” (Saldanha Sanches).

Os "não sei" afirmam que “é necessário um esclarecimento completo para se poder responder. Os indicadores não lhe são favoráveis, mas até ao final do inquérito devemos dar-lhe o benefício da dúvida.” (Ângelo Correia), “Não posso confiar nem desconfiar de coisas sobre as quais não tenho informação. É uma situação muito estranha. Não sei… Estou à espera que me esclareçam.” (Victorino d'Almeida), “Não sei porque o primeiro-ministro me pede que eu acredite em coisas que não me parecem plausíveis, que são difíceis de acreditar.” (Rui Ramos).

Ainda assim, o que mais surpreende é a quantidade de pessoas que continuam a acreditar, e o porquê de tal. “Continua a merecer a minha total confiança. Nunca vi na minha vida uma campanha tão bem organizada para destruir uma pessoa.” (Eduardo Barroso), “Deus lhe dê forças para continuar o trabalho que está a fazer. Estas coisas da justiça, cada um no seu galho. José Sócrates foi eleito e não vi nada para que eu, pessoalmente, deixe de continuar a confiar nele.” (Joe Berardo), “Até agora não há provas que me levem a deixar de ter confiança. Tem havido muitas acusações mas provas não vi nenhuma.” (Loureiro dos Santos), “Sim porque não acredito na justiça nem nos magistrados.” (Miguel Pais do Amaral), "O primeiro-ministro tem-se sabido comportar dignamente relativamente a tudo aquilo que o têm acusado.” (Soares Franco).

  O que tem ainda mais piada..? José António Saraiva, director do Sol, afirmou hoje, que "ficou claro que o BCP queria decapitar a direcção do Sol (...) tenho a certeza absoluta que esta situação, pelo menos na recta final, foi comandada por Armando Vara. O BCP começou por ser nosso amigo, mas transformou-se num cavalo de Tróia". JAS afirmou ainda que se sente "chocado por haver pessoas responsáveis do PS a dizer que não se passa nada", e que "há um encobrimento do poder judicial sobre o poder político".

 

Há coisas que nunca mudam, realmente.



uma psicose de nunodc às 12:07
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Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010
Citação descontextualizada do dia.

 

 

A loucura e os loucos atraem-na?
"Claro que me atraem... Atraem-me no sentido do conhecimento do cérebro - um dos 'grandes mistérios da humanidade... 'Como podemos ajudar estas pessoas?'"

Joana Amaral Dias, no ionline


Serei eu o único a quem o cérebro remeteu imediatamente para o pretenso "namoro" entre o PS e a-sra-psicóloga-clínica-que-terá-algum-peso-na-sociedade-mas-não-percebo-muito-bem-porquê, finda a sua relação com o Bloco?


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uma psicose de nunodc às 11:08
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Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010
Alegre?! Alegre. Alegre ...

 

 

Que Manuel Alegre será o mais forte rival de Cavaco Silva nas próximas eleições já é bem claro. Mas é de pasmar que ninguém inquira o porquê...

 

O que oferece Alegre ao país? Já governou ele alguma coisa? Sabemos que foi deputado e militante mas experiência de governação? Nenhuma... Nem uma secretariazita de estado? Nada...

Edita algumas publicações no seu tempo e pouco mais embora a sua biografia oficial refira que "(...) participa esporadicamente no I Governo Constitucional de Mário Soares (...)", algo notável para alguém que nunca foi capaz de acabar a licenciatura...

 

É de louvar que a sociedade civil promova candidaturas de fora do mundo político mas se a experiência de trabalho é exigida a todos os recentes licenciados (que em muitos casos apenas a podem adquirir com estágios ou trabalhos não remunerados) porque não aos candidatos? 

Ora, para além dos seus dotes literários e da sua vida de militante, que tem ele a oferecer ao Portugueses? Poderíamos dar o benefício da dúvida, até porque as melhores ideias podem vir das pessoas e áreas mais insuspeitas, mas na verdade Alegre não tem uma única proposta concreta.

 

Sempre que procedemos ao exercício de conceber uma presidência Alegre, vemos as nuvens negras a avançarem no horizonte:

 

Alegre diz que se quer opor ao "bloco conservador" e que a direita quer monopolizar o poder executivo mas na verdade Alegre concretizaria isto mesmo para o PS (nem sequer para a esquerda), já para nem falar que um Presidente deve falar pelo Estado e por todos os cidadãos e não apenas pelos que não são "conservadores". Mas será que o Sr. Candidato não percebe que se está a assumir como tendencioso?

 

Nunca é bom sinal quando alguém se apresenta como contraposição mas que tem Alegre a oferecer de positivo? Oferece "(...) uma alternativa, de esquerda, mas também daqueles que não se conformam e que querem ver renascer a esperança em Portugal". 

 

Não é concebível proposta mais estéril e demagogicamente barata mas adiante, que tem ele a dizer da principal bandeira da actual Presidência - a economia?

"(...) citou Jorge Sampaio para dizer que há mais vida para além do orçamento".

 

Ou seja, em oposição ao programa de Cavaco de "cooperação estratégica" com o governo, e de vigilância e supervisão sensata a potenciais erros do executivo - Estatuto dos Açores, endividamento nacional - Alegre adivinha-se como um Presidente belicoso, qual elefante na loja de porcelana da política Portuguesa, sem sequer tendo a consciência de que o próprio Sampaio - tarde e a más horas - veio alertar para o problema da dívida, como que à procura de redenção.

 

Se um Sampaio indolente deixou o despesismo guterrista levar o país para o pântano, então que podemos esperar de alguém que numa altura em que o Estado Português bate recordes de endividamento, e na mesma semana em que as agências de rating penalizam Portugal, decide re-anunciar aos Portugueses que há vida para além do défice?...

 

Seria difícil que alguém que conta com o apoio do Bloco de Esquerda tivesse a mínima credibilidade mas mesmo depois de dado o benefício da dúvida a única conclusão a tirar é que Alegre não é nem nunca será ..."presidenciável".



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 18:48
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Sábado, 28 de Novembro de 2009
A Ética Católica e o Desequilíbrio Normativo

 

Há algum tempo atrás, vi uma palestra de Ayn Rand, proferida nos anos 60, em que ela explicava a dicotomia Capitalismo Comunismo ironizando que a “moral mística do altruísmo” é nefasta não só para a economia mas também para as liberdades individuais.

 

A ideia que Rand tenta fazer passar é que a moralidade não é um bom guia para a economia, que é uma ciência. A economia é amoral e enquanto ciência tenta apenas optimizar a produção, distribuição e consumo de bens e serviços. Nada impede que façamos o nosso melhor para ajudar os demais na nossa vida privada mas sacrificarmos a nossa performance económica em nome de princípios metafísicos é derradeiramente contra-producente para todos.

 

Nos países protestantes, a ética e a moral incutem isto mesmo na sociedade e o equilíbrio entre meritocracia e solidariedade é deixado ao governo bem como às IPSS.

 

 

O problema dos países de ética católica está em que existe um claro desequilíbrio filosófico pois tanto o governo como a sociedade professam o altruísmo moralizador. A doutrina social da Igreja inocula-o há milénios e o socialismo moderno pratica-o no executivo.

 

A consequência directa deste facto é que os valores levam a uma desresponsabilização geral da sociedade. Em Portugal não há condenados em grandes processos judiciais porque o direito português é excessivamente garantista. Também as carreiras políticas são longas já que todos têm direito a uma segunda oportunidade. Finalmente, a competitividade é fraca porque o empreendedorismo e o risco são vistos com maus olhos e como tal as universidades produzem empregados em vez de investidores, o processo legislativo produz rigidez (para protecção) laboral em vez de flexibilidade de mercado (leia-se investimento).

A quintessência deste desequilíbrio é o Partido Socialista. O partido que lutou pelas liberdades cívicas contra o Estado Novo e em cujos ideais a actual constituição mais se inspirou. O partido que se bate pelas causas progressivas mas cujos líderes são católicos. O partido que promete o modelo económico sueco mas cujos militantes privam com Chavez e Castro.

 

Na verdade, o socialismo é forte em países latinos precisamente porque a ética social deriva da matriz cristã-católica que prolonga valores medievais como a nobreza ou o auto-sacrifício em prol do colectivo.

 

A mentalidade cívica é incipiente no nosso país que em vez de pragmaticamente escolher o menor dos males na urna, prefere esperar pelo estadista carismático providencial, abstendo-se ou votando em branco. Ela é incipiente pois sistematicamente escolhe o sonho dos “Estados Gerais” ou do “Choque Tecnológico” – na vertente do “New Deal”, “Great Society” ou “New Frontier” – em detrimento da realidade.

 

Manuela Ferreira Leite disse “Prometemos apenas aquilo que sabemos poder cumprir”, Cavaco que “Portugal não pode continuar (…) a endividar-se (…) ao ritmo dos últimos anos”. No lado do PS, Jorge Sampaio afirmou que havia vida para além do défice e Sócrates que tínhamos que ser positivos.

 

O PSD falava para os cidadãos responsáveis, o PS falou para os Portugueses…

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 08:41
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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009
Filosofias de Política Externa em Portugal

 

 

 

 

 

 

Em entrevista à Sociedade das Nações, – título de programa agoirento, por sinal – Luís Amado foi explícito quando afirmou que qualquer entendimento com os partidos à esquerda do PS era impossível e que teria a sua reprovação, enquanto estes persistissem em políticas externas que não em conformidade com os eixos de política externa do actual regime, por outras palavras, que não tolerassem a integração Portuguesa da UE e da NATO – mais uma prova aliás, de que as ofertas de coligação de Sócrates não eram honestas.

Aquilo que tentarei explicar neste post, é o porquê:

 

 

 

Libertarismo – por muitos considerado como a anarquia de direita, os Libertários, em Portugal encontrados sobretudo nas franjas da direita e com simpatizantes nalguns partidos, são por natureza isolacionistas e não dão fundamental importância ao multilateralismo, à excepção daquele que facilite as relações económicas e comerciais.

 

Neoconservadorismo – Neste momento sobretudo prevalente no PND mas com simpatizantes no CDS ou no PSD, os Neoconservadores acreditam que os exércitos das potências democráticas devem embarcar em cruzadas para libertar o mundo da opressão política e “tornar o mundo seguro para a democracia”.

 

Internacionalismo Liberal – A filosofia por excelência do regime e a razão pela qual em matérias de política externa existe consenso no arco da governabilidade (CDS, PSD, PS), o internacionalismo liberal avança que o mundo é tanto mais seguro quanto mais democrático e mais liberal. Tende para as intervenções humanitárias e considera que os regimes demo-liberais são o auge da evolução política dos povos.

 

 

Internacionalismo Proletário – Evidentemente de inspiração marxista, esta escola de pensamento tem como adeptos os militantes do PCP mas provavelmente também ainda alguns no PS. Pauta-se por um apoio às revoluções proletárias e pela chamada “solidariedade socialista”. Esta implicaria o fim dos estados enquanto máquinas burocráticas de opressão da burguesia e do grande capital, em favor da revolução mundial dos trabalhadores.

 

 

Terceiro-mundismo – Provavelmente a escola de eleição do Bloco – embora também com muitos adeptos no PS – esta escola é de inspiração neo-marxista mas difere dos internacionalistas proletários na origem da revolução, que é mais urgente e necessária no 3º mundo i.e. nas zonas mais pobres do mundo. Difere também na questão dos direitos humanos, que assumem papel primordial, ao contrário do IP (comparar reacção do Bloco com a do PC, à visita de dignatários Angolanos) Numa visão altamente pós-moderna, o 3ºM é pacifista e assenta num transnacionalismo que é derradeiramente subversivo aos estados-nação. Em Portugal esta filosofia é promovida em publicações tais como o “Le Monde Diplomatique” e caracteriza-se por um fervor incondicional pela causa Palestiniana.

 

 

Assim, sem tolerar a competição livre ou a colaboração militar entre estados socialmente desiguais, dificilmente o BE ou o PCP poderiam integrar uma coligação com um qualquer governo centrista.

 

 

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 20:52
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Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
E que tal irem "gozar com o D. Pedro"!? (III)

 Novo documento do Governo passa a incluir as linhas Aveiro-Salamanca e Évora-Faro-Huelva na rede de alta velocidade. Investimento sobe para 15 mil milhões.


O novo Governo deverá reforçar a aposta no projecto nacional de alta velocidade ferroviária, alargando-o das actuais três linhas prioritárias - Lisboa-Madrid, Lisboa-Porto e Porto-Vigo - para um total de cinco, passando a considerar como essenciais as ligações Aveiro-Salamanca e Évora-Faro-Huelva.

 

Diário Económico

 

Cinco linhas?! 15 mil milhões de euros? Mas endoideceu tudo neste canto à beira mar plantado?

 

Hint para "keynesianos de resumo da Europa América": querem gastar 15 mil milhões? Então usem-nos para fazer uma rede ferroviaria decente em Portugal, um país um comboios de velocidade elevada (Alfa Pendular) são suficientes e eficientes!


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uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 15:09
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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009
Habemus Governo!

 Segundo a SIC, temos fumo branco em S. Bento. Não há grandes alterações...

 

Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros 

Luís Filipe Marques Amado 

 

Ministro de Estado e das Finanças 

Fernando Teixeira dos Santos 

 

Ministro da Presidência 

Manuel Pedro Cunha da Silva Pereira 

 

Ministro da Defesa Nacional 

Doutor Augusto Santos Silva 

 

Ministro da Administração Interna 

Rui Carlos Pereira 

 

Ministro da Justiça 

Alberto de Sousa Martins 

 

Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento 

José António Fonseca Vieira da Silva 

 

Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas 

António Manuel Soares Serrano 

 

Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações 

António Augusto da Ascenção Mendonça 

 

Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território 

Dulce dos Prazeres Fidalgo Álvaro Pássaro 

 

Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social 

Maria Helena dos Santos André 

 

Ministra da Saúde 

Ana Maria Teodoro Jorge 

 

Ministra da Educação 

Isabel Alçada (Maria Isabel Girão de Melo Veiga Vilar) 

 

Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior 

José Mariano Rebelo Pires Gago 

 

Ministra da Cultura 

Maria Gabriela da Silveira Ferreira Canavilhas 

 

Ministro dos Assuntos Parlamentares 

Jorge Lacão Costa 

 

Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros 

João Tiago Valente Almeida da Silveira 

 

SIC Online

 

Duas notas rápidas:

a) Augusto Santos Silva a Ministro da Defesa!??! É uma piada?

b) Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações é, se a memória não me atraiçoa, o antigo presidente da minha Alma Mater (ISEG) e, segundo sei, um Keynesiano convicto (aka, favoravel a TGVs e obras públicas afins)

 


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uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 18:11
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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009
E que tal irem "gozar com o D. Pedro"!?

Reforma fiscal

 

Peritos querem imposto especial sobre café, refrigerantes e sacos de plástico

 

Café, refrigerantes, latas, embalagens e sacos de plástico poderão sofrer um aumento de preço, caso o próximo Governo acolha a proposta do grupo de trabalho a quem encomendou um estudo sobre a política fiscal de lançar impostos especiais sobre o consumo (IEC) sobre estes produtos. 

 

(...)

 

Em defesa deste agravamento da tributação aparecem dois argumentos: o estímulo de hábitos de consumo ambientalmente mais sustentáveis e a necessidade imperiosa de compensar a perda de receita fiscal. 

 

Fonte: Jornal de Negócios

 

"Necessidade imperiosa de compensar a perda de receita fiscal"?! E pararem de gozar com o contribuinte? Não seria também uma "necessidade imperiosa"?!


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uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 15:07
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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009
Cara... ou Coroa?!

 Embora ainda dentro da margem de erro do inquérito da Eurosondagem para o Expresso, SIC e Rádio Renascença, o avanço de três pontos (mais dois que na última semana, fruto de uma subida socialista e de uma descida social-democrata) indica que as possibilidades de Manuela Ferreira Leite destronar José Sócrates como próxima primeira-ministra de Portugal estão agora mais estreitas.


Expresso desta semana


A cerca de uma semana das legislativas, o PS voltou a ganhar alguma vantagem sobre o PSD, saindo do terreno de "empate técnico". A sondagem para a SIC, Expresso e Rádio Renascença revela que a diferença entre os dois maiores partidos é agora de 3,3%.


SIC, a semana passada, acerca da mesma sondagem

 

Eu não sei quem faz estas noticias. O que eu sei é que se eu fosse professor de Estatística e estes senhores fossem meus alunos, estavam chumbados à cadeira!

 

A sondagem em questão dava os seguintes resultados:

PS: 34,9%
PSD: 31,6%
BE: 9,6%
CDU: 8,4%
CDS-PP: 8,4%
OBN:7,1%

 

E a conclusão brilhante do(s) jornalista(s) foi a seguinte: a ficha tecnica diz que a margem de erro é de 2,17%, logo se a diferença PS-PSD é maior que isso (3,3%), não temos o mal amado "empate técnico". Quantas vezes vai ser preciso varias pessoas dizerem que o que importa, para averiguar se estamos perante empate ou não, estatisticamente, não é o erro da amostra total? Que a conta que se tem de fazer, e demora 5 minutos com um papel e uma caneta a fazer, é o erro da diferença do PS para o PSD, dado que não estão só dois partidos na sondagem?!

 

Para leigos... o erro médio da diferença do PS para o PSD é de 3,8%! Logo, se a diferença entre os partidos, na sondagem, é inferior, estamos perante um empate estatistico! Para qual lado, entenda-se! Decidir quem ganha por esta sondagem é um exercicio igual a atirar uma moeda ao ar e jogar "cara (PS) ou coroa (PSD)"!

 

É caso para dizer, "É a Estatística, estúpidos!"


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uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 11:33
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Sábado, 19 de Setembro de 2009
Fashion-victims!

Há coisas fantásticas. Uma delas são as modas políticas.

 


 

Colecção Legislativas 2009/2013: "Asfixia Democrática"


Toda a gente o diz. A expressão "Asfixia democrática" está na moda. Ainda hoje vinha no metro e ouvi uma menina a perguntar à mãe o que significava. (A mãe é que não tinha fashion-sense e só soube explicar com um "são coisas de adultos")


Começou com Manuela Ferreira Leite que lançou a expressão no tópico da saída de Manuela Moura Guedes do Noticiário de Sexta-feira da TVI. "quando há um sentimento no país de que existe verdadeiramente uma asfixia democrática [...]"


Seguiu-se o PS, que não poderia resistir ao desafio da oposição, a implicar com a governação de Jardim na Madeira e a falar sobre o afastamento de Pedro Passos Coelho pela líder do PSD.


Como Louçã não queria ficar para trás na nova "trend", também decidiu juntar-se à malta. "A primeira asfixia democrática foi quando, no tempo de Cavaco Silva, se controlavam os telejornais da RTP"


Com o caso das escutas à Presidência da República, o PSD voltou a revindicar a moda como sua (recordem-se que foi Rangel quem criou o conceito nas Celebrações do 25 de Abril em 2006) e a demonstrar a sua supremacia no mundo da haute-couture política.


Mas tal como numa verdadeira guerra entre a Versace e a Gucci, o PS lançou-se logo com Manuel Alegre a afirmar que  “A lógica do Estado mínimo traz consigo uma lógica de asfixia social e esta sim traz asfixia democrática”.


Aguardamos mais detalhes da Fashion TV mas até lá apontem aí: Asfixia democrática! Um must-have da nova colecção Primavera/Outono 2009!


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uma psicose de Essi Silva às 23:05
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Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009
Social Democracia... à portuguesa?

 

 

Quem é capaz de contestar o seguinte, como principios defendidos por todos os militantes do PPD/PSD: 

 

O homem é explorado quando se sente asfixiado pelo aparelho burocrático do Estado;

O homem é oprimido quando, por qualquer modo, lhe é vedada a liberdade interior, ou a abertura ao transcendente espiritual;

O homem é oprimido quando a sua vida privada não decorre com a necessária intimidade;

O homem é explorado, a qualquer nível, quando é sujeito ao exercício tirânico da autoridade ou a imposições abusivas de minorias activistas;

O homem é explorado quando a sua consciência de pessoa é abafada pelas massas ou é objecto de manipulações da sociedade de consumo.

Contra todas as formas de exploração e de opressão, urge lutar, mobilizando as múltiplas conquistas do progresso, com vista a uma nova ética da vida em colectividade.

 Os mais rápidos dirão que isto é o programa do PSD. Desenganem-se… Os mais atentos identificaram de onde vem a citação acima: são os principios da Democracia Cristã europeia, a base fundadora dos partidos de Direita Liberal na Europa e representada na Europa pelo Partido Popular Europeu, formação onde nos inserimos.

Então e se eu citar o seguinte conjunto de principios:

“De nada vale o capital sem o trabalho, nem o trabalho sem o capital”  (...) ”é inteiramente falso atribuir ou só ao capital ou só ao trabalho o produto do concurso de ambos; e é deveras injusto que um deles, negando a eficácia do outro, se arrogue a si todos os frutos.” 

"A liberdade econômica é apenas um elemento da liberdade humana. Quando aquela se torna autônoma, isto é, quando o homem é visto mais como um produtor ou um consumidor de bens do que como um sujeito que produz e consome para viver, então ela perde a sua necessária relação com a pessoa humana e acaba por a alienar e oprimir."

O Estado deve, porém, abster-se de uma intervenção abusiva que possa condicionar indevidamente a ação das forças empresariais. A intervenção pública quando necessária deve ater-se aos critérios de equidade, racionalidade, e eficiência e não deve suprimir a liberdade de iniciativa dos indivíduos.

"Ah sim! Isso é a 'social democracia', Guilherme!". Nop, também não. No caso em mãos, são citações da Doutrina Social da Igreja [Católica]. Encaixam bem no PSD não encaixam? Pois... esse é exactamente o meu ponto: de "Social Democratas", no sentido europeu do termo [cisão na Segunda Internacional Socialista, actualmente representado pelo Partido Socialista Europeu onde nós não estamos!] temos muito pouco. Somos mais parecidos com um Partido de inspirações em correntes como a Democracia Cristã, Liberais e Conservadores. Uma versão portuguesa da CDU/CSU alemã ou do PP espanhol.

O problema? O nosso "trauma da Direita" que dá origem a esta aberração:

Um Partido Socialista que na realidade é Social Democrata, um Partido Social Democrata que é Popular, e um Partido Popular que pouco mais não passa de Populista!

 



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 15:32
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Terça-feira, 1 de Setembro de 2009
Importa-se de repetir?

 


 

"Portugal foi objectivamente dos primeiros países a sair da recessão técnica e isto assinala o início da retoma económica", declarou a mandatária [Carolina Patrocinio], lendo um papel, no parque municipal de Santa Cruz, que ficou apenas a metade da sua capacidade. 

 

Volto de férias (e da UV2009), e leio isto! Devo ter perdido algum episódio, ou faltei a alguma aula de Economia, mas era capaz de jurar que retoma é coisa que ainda não tivemos. Mas, como eu sou uma pessoa simpática e por vezes ingénua, terei todo o prazer em esclarecer a mandatária da Juventude do PS. Ou melhor, a pessoa que escreveu o "papel" a partir do qual ela retirou a fabulosa frase em questão!

 

Definição de recessão técnica Instituto Nacional de Estatistica (INE): dois trimestres consecutivos de crescimento negativo do PIB, abaixo dos 0,5 por cento. No último trimestre crescemos 0,3 por cento. Logo, estatisticamente, pela definição, sim, já não estamos em recessão técnica (pelo menos até aos próximos... dois trimestres).

 

Vamos ignorar o que se passa lá fora - que de recuperação tem pouco - em especial no nosso maior parceiro, Espanha. Vamos ignorar que enquanto não existir uma recuperação sustentada do exterior não se pode falar de "retoma económica" em Portugal. Vamos ser simpáticos e focar-mo-nos só mesmo em Portugal e assumir que tudo vai bem no resto do Mundo.

 

100 por cento de Dívida Externa! Ou seja, podiamos vender o produto de um ano para pagar as nossas dívidas. Não sobrava nada! Isso paga-se, como é óbvio. A esses pagamentos damos o bonito nome de Serviço da Dívida.

Alguém me sabe dizer quanto é que o Estado Português paga por cada euro que pede emprestado? Não? Cerca de 3 por cento por dívidas a 5 anos ou superiores. Alguém acredita que o resto da Economia se pode endividar a menos do que o Estado Português? É que este último sempre tem um certo monopólio: cobrança de impostos.

 

Não há nem vai haver retoma económica nos próximos tempos. O pouco que crescemos servir para pagar a dívida externa. Se o total da dívida é 100 por cento, então as contas são faceis de fazer: temos de crescer pelo menos 3 por cento para pagar prestações. Menos que isso empobrecemos!

 

E aqui reside a resposta à pergunta de muitos portugueses! O "porquê" de, durante a última década, termos supostamente crescido mas um povo inteiro queixa-se que está sempre a empobrecer! Em "economês" é a diferença entre Produto Interno Bruto (PIB) e Rendimento Nacional Bruto (RNB).

 

As manchetes (e os relatórios do Banco de Portugal, por exemplo) referem-se ao PIB, ou seja, por definição, tudo o que é produzido em território nacional. Mas, como grande parte dessa produção é estrangeira, o pouco que se cresce volta ao país de origem. Para os mais desatentos, Investimento Directo Estrangeiro (IDE) também é uma forma de dívida que paga dividendos ao exterior. Se a Microsoft investe em Portugal, no final do ano, repatria os lucros de novo para a sede nos EUA (e aqui reside a razão pela qual nunca gostei da "paixão" nacional pelo IDE). 

 

É aqui que entra o RNB: é tudo o que fica em Portugal! É o rendimento que fica depois de paga a dívida externa, ou os dividendos ao exterior pelo investimento. E esse meus caros psico-leitores, não cresce há quase uma década! E não vai voltar a crescer tão cedo, dado que Portugal está sentado numa montanha de dívida sem tecido produtivo de valor acrescentado! Portugal é hoje, de uma forma simplificada, um castelo de cartas económico...


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uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 12:38
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Domingo, 5 de Abril de 2009
A sério... Quando é que param com a campanha Negra? (:

O vice-presidente da bancada do PS, Ricardo Rodrigues, um dos cinco membros eleitos pela Assembleia da República para o Conselho Superior do Ministério Público (CSMP), sugeriu na reunião extraordinária de anteontem deste órgão que se instaurassem ali processos disciplinares a pelo menos um de dois magistrados: o recém-eleito presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, João Palma, que denunciou a existência de pressões aos procuradores titulares do Freeport ou ao procurador-geral adjunto, Lopes da Mota, suspeito de ter exercido as pressões sobre os magistrados que investigam o licenciamento do outlet de Alcochete.

Este repto lançado por Ricardo Rodrigues foi interpretado por alguns dos presentes como uma espécie de ultimato vindo de um membro deste órgão que é também dirigente do PS. O deputado acabou, contudo, por votar com a maioria na decisão de abrir um inquérito para apurar a existência ou não das pressões, deixando os processos disciplinares para mais tarde. Mesmo assim, insistiu que a investigação tem que dar resultados. "Não podem ter todos razão e alguém tem que ser castigado", terá dito no CSMP. Contactado pelo
PÚBLICO, o vice-presidente da bancada do PS não quis comentar as posições tomadas no conselho.(...)


: lagrimas de crocodilo

uma psicose de jfd às 15:34
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Sexta-feira, 20 de Março de 2009
Provedor de Justiça Renuncia vs Sócrates Embrulha

 

 

1- O título não é ingénuo. É que quero começar pela critica que tenho a fazer ao Provedor. O Provedor não é um politico e está, com esta conduta a fazer politica.

 

A última é que renuncia ao cargo se PS e PSD não se entenderem.

 

2- Mas que dizer do estado de coisas? Ontem na Quadratura do Circulo ouvi um grande debate sobre o Gentlemen´s Agreement. Ora nomeias tu, ora nomeio eu. ´Dizia António Costa, Ministro da Admi... Presidente da Câmara de Lisboa.

 

Pacheco Pereira dizia que isso não estava escrito. Nem sabia se existia.

 

Mas será que se esqueceu do seu próprio termómetro do situacionismo? P´ra que raio queremos nós, portugueses, saber do Gentlemen´s (ou no caso "GentlemAn´s" Comand) se não temos Provedor? E que Constituição é esta que para cargos de isenção, põe a Assembleia a eleger o Provedor e permite que o Primeiro Ministro diga que se o PSD não der acordo, o PS avança sózinho? Voltoa bater naquela tecla: será que ninguém vê que 1- Sendo os Deputados do PS quem votam na Assembleia e 2- Estando Sócrates na AR na qualidade de Primeiro Ministro, o líder do Governo não deveria falar ali pelo PS? Pelo Grupo Parlamentar. Que raios!

 

3- Existe uns outros Agreements que hão-de dar que falar. Mas para já ficaremos sem Provedor e com birrinhas dos papa cargos.



uma psicose de Tiago Sousa Dias às 23:05
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Sexta-feira, 6 de Março de 2009
O que escondes Sócrates???

O grupo parlamentar do PS vai rejeitar a proposta do CDS/PP para a criação de um Conselho Consultivo da Caixa Geral de Depósitos.


Em declarações ao Económico, o coordenador dos deputados socialistas para a área económica explica que “esse mecanismo deve existir apenas para os bancos privados” e acrescenta que “pode até ser contraproducente no caso da sua aplicação a um banco público”.

Vitor Baptista sublinha que “o acompanhamento já é feito pela tutela”, que cabe ao Ministério das Finanças e, por isso, “não há necessidade de criar mais um órgão ou elemento intermédio entre quem gere e quem tem a tarefa de acompanhar”.

No debate desta tarde, as críticas do PS à proposta do CDS deverão ser acompanhadas também pelo Bloco de Esquerda, que considera que a criação deste Conselho poderia servir para o Governo se desculpabilizar por eventuais falhas na gestão do banco público. Já o PSD, embora não tenha ainda o sentido de voto definitivo, pondera apoiar a ideia do CDS/PP.


 

in http://economico.sapo.pt/noticias/ps-chumba-criacao-de-conselho-de-supervisao-da-cgd_5096.html

 

*Foi chumbado.

 


: Enganado

uma psicose de jfd às 21:49
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Sábado, 21 de Fevereiro de 2009
Viva o Governo! Viva Sócrates!

 Numa análise à evolução dos principais indicadores económicos em Portugal e no resto da Europa desde que o executivo de José Sócrates tomou posse, conclui-se que o rendimento médio de cada português está actualmente mais longe da média europeia do que em 2005.

A tendência vinha desde 1999 mas agravou-se no último ano com uma descida recorde no Produto Interno Bruto (PIB) per capita de 2,5 pontos percentuais face à média da União Europeia.

Dados provisórios do Eurostat apontam para um crescimento do PIB em 2008 que fica 0,9 pontos percentuais abaixo da média comunitária, o que constitui uma diferença mínima face à evolução de 2004.

No que se refere ao trabalho, José Sócrates herdou o país com um desemprego abaixo da média europeia, que foi entretanto ultrapassada. Segundo o gabinete estatístico da Comissão Europeia, Portugal apresenta actualmente uma taxa de desemprego que fica 0,7 pontos percentuais acima da média dos 27.

Pela positiva, a produtividade de cada português aumentou 2,0 pontos percentuais desde 2004, mas continua longe da média comunitária.


in TSF (o destaque é de minha autoria)


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uma psicose de jfd às 00:34
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Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009
Palhaçada de volta ao porto...

Elisa Ferreira apresentou-se aos eleitores do Porto com as principais bandeiras do País e da cidade. Mário Soares e José Sócrates para o PS ver o passado e o futuro unidos. Para os portuenses e, em particular, para os adeptos portistas, deixou a garantia de que vai abrir as portas dos Paços do Concelho às vitórias do FC Porto. Na sala, Pinto da Costa sorriu e acabou também a cantar o refrão "quem vem e atravessa o rio" da música ‘Porto Sentido’, com Rui Veloso no palco.

Depois dos abraços a Mário Soares e a José Sócrates, Elisa Ferreira lançou o discurso oficial de apresentação da candidatura, reafirmado a sua independência partidária. Depois foi directa ao assunto que mais empolgou a sala. 'Há marcas do Porto que, por vezes, contra tudo e contra todos, se continuam a afirmar nacional e internacionalmente', salientando, entre outras, que o FC Porto é uma delas. 'Sem complexos, sem promiscuidades, sem compadrios, há que dar valor ao que temos de bom e há que comemorar os êxitos. Muitos socialistas bateram palmas ao assunto mais polémico das relações entre a presidência de Rui Rio e o FC Porto.

Elisa Ferreira comprometeu-se ainda a deixar o lugar de deputada no Parlamento Europeu caso ganhasse a Câmara do Porto. Uma vitória que, para José Sócrates, está garantida. 'Elisa tem tudo. Tem qualidade, sabe juntar as melhores pessoas, as forças e bons espíritos do Porto e até tem a pontinha de mau génio que só as mulheres têm e que, quando é preciso dizer não, sabem dizer não', salientou o líder do PS. (...)

 

in CM - os destaques são de minha autoria

 

* Acho vergonhoso este posicionamento desta candidatura. Não sou do Porto, mas os habitantes desta mui nobre cidade não serão certamente levados como parvos por estes socialistas palhaços. Estou revoltado com o populismo a demagogia e a palhaçada. Já mete nojo.


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uma psicose de jfd às 11:46
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Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009
Estímulo à Economia, versão Governo PS!

O Governo prometeu à Comissão Europeia aumentar os impostos em 2010 e 2011. A decomposição da receita fiscal, prevista no Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) aprovado no final de Janeiro no Parlamento e já entregue em Bruxelas, deixa claro que os impostos directos e indirectos vão aumentar nos próximos dois anos. Depois do alívio aplicado em 2009, a carga fiscal aumentará 0,3 pontos percentuais nos próximos dois anos. E, caso o PIB seja próximo dos 160 mil milhões de euros por ano, os portugueses pagarão mais 320 milhões de euros em impostos, em 2010.

in CM



uma psicose de jfd às 16:24
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Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009
Amigos para sempre...

 04.01.2009 - 16h59 Lusa

O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, vai coordenar a moção de José Sócrates ao próximo congresso do PS, liderando uma equipa que se define como "força de unidade" na "esquerda democrática" e "preparada para governar".

Segundo fonte da direcção do PS, a moção de estratégia do secretário-geral socialista, José Sócrates, para o próximo congresso do partido - que se realizará entre 27 de Fevereiro e 01 de Março, em Espinho -, integra onze elementos.

Fazem parte da equipa de redacção da moção de José Sócrates cinco dirigentes que em 2004 apoiaram a candidatura de Manuel Alegre à liderança do PS: o líder parlamentar, Alberto Martins; o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva; o secretário de Estado da Presidência, Jorge Lacão; e os deputados socialistas Osvaldo Castro e Vera Jardim.

Nos onze elementos estão também dois dos nomes do chamado "núcleo duro" da direcção socialista liderada por Ferro Rodrigues entre 2002 e 2004: o actual ministro do Trabalho e da Solidariedade, Vieira da Silva, e o ex-dirigente Pedro Adão e Silva.

Na equipa que redigirá a segunda moção de recandidatura de Sócrates à liderança do PS estão igualmente dois dos dirigentes de maior confiança do grupo político de José Sócrates: o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira (considerado o seu braço direito no Governo); e a eurodeputada socialista Edite Estrela. Como novidade na equipa da moção de Sócrates surge ainda o nome da sindicalista (e especialista em questões europeias) Helena André.(...)
 
Será que este vai ser um dos assunto a discutir logo de noite naquela que é a primeira entrevista do ano do Primeiro Ministro?

 

Será na SIC pelas 21h. Conduzida pelo José Gomes Ferreira e pelo Ricardo Costa.
Estarei nas aulas, é uma pena. Vou ter de ver em diferido.
Mas estou ansioso por saber, primeiro, se o 1º confirma a notícia da LUSA no Público, e 2º como se vão comportar os Jornalistas. Ambos com uma grande tarefa pela frente. Têm de representar toda a angústia do Povo em forma de questões de jeito e não deixar o PM fugir hábil e arrogantemente como sempre... 
 

 



uma psicose de jfd às 13:56
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Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008
Estas não precisaram de quotas!

Ouvi há pouco um destacado comentador bloquista a defender a lei da paridade, aprovada em 2006 pelo BE e pelo PS. Dizia que a partir de 2009 passaríamos a ter mais de 20 mil mulheres envolvidas na vida política.

 

Para quem tem acompanhado a já turbulenta discussão de listas às próximas eleições, nomeadamente as autárquicas, é no mínimo confrangedor ouvir este tipo de demagogias que mais não é do que o profundo desconhecimento da realidade.
Como (ainda) não se produzem mulheres activas e interventivas de um dia para o outro, o que será feito em muitas juntas, câmaras, assembleias municipais (sem falar nas outras duas eleições…): recrutamento de irmãs, mulheres, mães e quiçá avós dos senhores (re)candidatos.
Quando esta via se esgotar, haverá ainda lugar para, depois de eleitas, convidar as mulheres a suspenderem o mandato.
Sem esquecer, ainda, os habituais convites a verdadeiras imprestáveis e que muito pouco dignificam a classe política.
Para uns isto é renovação. Para mim, é uma desconsideração do princípio do mérito, descredibilização das mulheres e desprestígio da classe política e das instituições.


uma psicose de Margarida Balseiro Lopes às 04:08
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