Domingo, 17 de Fevereiro de 2013
Not in the ear!

 

Se alguém me perguntasse, eu diria que existem duas escolas de posts de despedida. A primeira escola tenta ser profética. Dá conselhos para quem fica, produz análises messiânicas, e tudo num tom de elevação como se a revelação se passasse no Sinai.

 

A segunda, filha de um certo cinismo, leva a que o autor adopte a mesma posição de pedestal, embora normalmente com menos ensinamentos e num tom mais directo e pouco polido, sublinhando que o autor é too cool for school (passo o paradoxo).

 

A vós de decidir onde este se insere.

 

Tendo dito isto, foi um prazer discutir convosco. Discutir com elevação, utilizando argumentos racionais que não resvalam para a emoção barata ou para os truques de argumentação que só desvirtuam é uma capacidade cada vez mais rara.

 

No entanto também não faz falta quem se julgue o rei da cocada preta só porque consegue juntar o sujeito e o predicado. Discutir num blog é muito bom, mas não é nada comparado com o contributo activo que podem oferecer, dando corpo ás vossas convicções. Convido-os a levantarem-se da cadeira e fazerem mais por isso.

 

Até uma próxima.

 


:
: Ça va pas changer le monde - Joe Dassin

uma psicose de José Pedro Salgado às 18:06
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Terça-feira, 18 de Dezembro de 2012
Coisas que se calhar não sabia sobre o Orçamento da União Europeia

 

 

Quer saber mais? Vá aqui.


:
: Donna Summer - She Works Hard For The Money

uma psicose de José Pedro Salgado às 20:36
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Sábado, 15 de Dezembro de 2012
É pá... a sério... porquê?

:
: As tears go by - The Rolling Stones

uma psicose de José Pedro Salgado às 02:31
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Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2012
Eu também não conheço o Hugo Soares...

 

... mas já gosto dele.

 

E antes que venham bocas de quem não leu o artigo, deixo aqui um excerto:

 

O candidato à liderança considera, no documento, que é “hipócrita e socialmente iníqua a tendencial gratuitidade da educação e da saúde, levando a que haja espaço para uma educação/saúde de primeira e de segunda”. “Pagando todos o mesmo, a afectação de recursos é feita de forma ineficiente. Quem tem mais tem de pagar mais, para podermos proteger aqueles que têm menos rendimento”, acrescenta, na moção, o próximo líder da JSD.

Já agora (e a jeito de disclaimer) aproveito para desejar muita sorte à nova CPN (e em particular aos amigos que a vão compor), bem como ao Duarte Marques, no que quer que ele vá fazer a seguir.


:
: Fairytale of New York -The Pogues

uma psicose de José Pedro Salgado às 09:02
editado por Essi Silva às 13:53
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Sábado, 8 de Dezembro de 2012
This is really not the time for jokes...

 

"As dúvidas de que o adeus de Berlusconi em Novembro de 2011 tenha sido definitivo começaram a surgir na quinta-feira, quando a maioria dos deputados do PDL recusou votar uma moção de confiança ao governo de Mario Monti, tanto no Senado como na Câmara dos Deputados."

 


:
: Mina & Alberto Lupo - Parole, parole

uma psicose de José Pedro Salgado às 11:21
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Quinta-feira, 18 de Outubro de 2012
Este parte, aquele parte e todos, todos se vão Galiza ficas sem homens que possam cortar teu pão

Jovem enfermeiro emigra e dirige carta a Cavaco Silva a despedir-se do país

Mas que raio de mania tem esta malta de fazer da emigração uma catástrofe, como se fossem para outro planeta ou para outra dimensão.

 

O que dizer então dos nossos emigrantes dos anos 60 e 70 que foram trabalhar para a construção civil, sem educação (sem falar sequer a língua), que não tinham Skype, telefones, e-mails - e que só recebiam novidades na volta do correio, quando tinham dinheiro para mandar cartas e os familiares para lhe responder? O que dizer dessa geração que ia viver mal lá fora enquanto enviava dinheiro para Portugal e/ou enquanto não conseguia levar a família consigo?

 

Eu sou emigrante vai para quase 4 anos, e claro que nem sempre é fácil, mas vender a emigração como algo que o Estado tem o dever de evitar é, a meu ver, difícil de aceitar.

 

Emigrar é, antes demais, uma oportunidade fantástica de conhecer coisas novas e de crescer, não é o desterro.

 

(É a segunda vez que aqui posto este vídeo, e o sentimento agora é muito mais positivo. Vamos dar tempo ao tempo, meus senhores, pode ser que até gostem de Inglaterra.)


:
: Adriano Correia de Oliveira

uma psicose de José Pedro Salgado às 14:46
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Sexta-feira, 12 de Outubro de 2012
Até só pelos 60 anos de paz

 

 

Sim, eu sei que a Europa está em crise e que muita gente culpa a União Europeia.

 

Mas foi a UE que nos garantiu que, contrariamente ao que seria (historicamente) normal, alemães, franceses e ingleses se degladiem com argumentos e não com armas.

 

Foi (e é) também a UE que inspira países e opiniões públicas a continuar no caminho do 'Modelo Europeu', e que garante, reforça e puxa por reformas em países recentemente saídos de conflitos e ditaduras (como a panela de pressão balcânica).

 

É também na Europa que os níveis de vida e de Direitos Humanos são mais elevados. É também a Europa que garante que a Grécia, depois de 4 anos de recessão, mantém um PIB per capita (baseado em purchasing power parity) superior a qualquer país da América do Sul, de África e de grande parte da Ásia (ver mais aqui).

 

Foi também o esforço de União Europeia que ajudou a que o muro caísse e a que a Alemanha se reunísse (independentemente do que o Hasselhoff diga).

 

É ainda a Europa que, como nos lembrou o Presidente da Comissão, é o maior financiador de ajuda humanitária e ao desenvolvimento, e lidera pelo exemplo a luta contra as alterações climáticas.

Estou muito feliz de ser Europeu!


:
: O Hino à Alegria, claro está

uma psicose de José Pedro Salgado às 14:27
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Sábado, 7 de Janeiro de 2012
Os Iluminados da Baviera roubaram o sabor à minha sandes de frango



Estou cada vez mais convencido que a civilização humana dará um grande passo em frente quando as pessoas deixarem de expiar os pecados da familiar natureza humana em instituições que - e possivelmente porque - lhes são exteriores e não conhecem.


Mas claro que aquilo que 'eles' fazem não é normal, porque 'eu' nunca o faria. Deve ser da água que bebem porque 'eu' sou feito de outra cepa. Malandros. Se não fossem 'eles', imaginem todos os problemas que se evitariam, se fosse só boa gente como 'eu'.


"'Let me give you some advice, Captain,' he said, 'It may help you to make sense of the world. I believe you find life such a problem because you think there are the good people and the bad people. You're wrong, of course. There are, always and only, bad people, but some of them are on opposite sides.'" — Lord Vetinari, Guards! Guards!

:
: Die Zauberflöte - Mozart

uma psicose de José Pedro Salgado às 14:11
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Domingo, 18 de Dezembro de 2011
Destes já não há mais

 

 


:

uma psicose de José Pedro Salgado às 20:14
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Sábado, 17 de Dezembro de 2011
Cize

:

uma psicose de José Pedro Salgado às 19:04
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Sábado, 19 de Novembro de 2011
Toda a mulher de César deu uma volta no túmulo...

 

Ministers get their way on EU's 2012 budget


:
: High hopes - Frank Sinatra

uma psicose de José Pedro Salgado às 13:05
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Quarta-feira, 19 de Outubro de 2011
Se é para a Europa andar para trás...

...é para andar para trás em tudo!

 

 

Proibida patente de investigação em células estaminais embrionárias humanas.


:
: Rocket man - William Shatner

uma psicose de José Pedro Salgado às 18:14
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Quinta-feira, 18 de Agosto de 2011
Rock me Amadeus!

Um artigo de José Jorge Letria no Público de hoje chamado "A cultura é sempre serviço público" dá conta do anúncio de Miguel Relvas da avaliação do modelo de serviço público da comunicação social. O título é explicativo do conteúdo.

 

Qual o fim de uma política cultural que é pouco popular, em várias acepções da palavra?

 

Vivemos numa nação de futebol, que muitas glórias nos traz (vejam a nossa 'Geração Coragem', entre outros), e o futebol nos dá muitos retornos (também financeiros) sobre o investimento que nele se faz. No entanto, interesses que são comuns e de massas são, por natureza, comerciais e sem necessidade de subvenções públicas directas ou indirectas.

 

No entanto - e há que dizê-lo sem medo - há que subsidiar o pouco popular. Acima de tudo, há que subsidiá-lo porque é pouco popular, mas ainda assim é importante. A questão de porque é importante é simples - já a resposta é complexa.

 

A importância de subsidiar a nossa herança cultural (lato sensu, se quiserem, mas não necessariamente) deve-se ao grande teor educativo que têm, às histórias que nos conta sobre quem fomos e quem somos(déjà vu), e cuja preservação não pode (nem deve) estar sujeita aos caprichos da cultura de massas.

 

"Ce qu'elle [la culture] doit conquérir pour créer son type d'homme exemplaire et modeler son nouveau passé, c'est la présence, en elle, de toutes les formes d'art, d'amour, de grandeur et de pensée qui, au cours des millénaires, ont successivement permis à l'homme d'être moins esclave" - André Malraux


:
: Spice Girls - Wannabe

uma psicose de José Pedro Salgado às 16:05
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Quarta-feira, 3 de Agosto de 2011
Vimos buscar cristãos e especiarias

João Gomes Cravinho nomeado para chefe de delegação da UE em Nova Deli

João Gomes Cravinho, antigo Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação foi hoje nomeado para um posto dos mais estratégicos do mundo actual, sobretudo tendo em vista a negociação actual do acordo de comércio livre.

 

Um bom homem para um bom posto.


:
: জন গণ মন

uma psicose de José Pedro Salgado às 19:14
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Terça-feira, 2 de Agosto de 2011
Este já nem ao clube dos 77!

 

 

Nasceu no dia de hoje em 1932. Já não há boémios como antigamente.

:
: Sou bom - Xutos & Pontapés

uma psicose de José Pedro Salgado às 18:42
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Domingo, 24 de Julho de 2011
Já que falamos de mentes atormentadas...

Não queria deixar de prestar homenagem a uma das minhas favoritas cujo falecimento faz hoje 31 anos. Não morreu com 27 mas com 54 (o que, curiosamente, é 27x2), também teve problemas graves de depressão e também andava nas cenas - o que aliás lhe valeu uns (13) valentes enfartes num espaço de poucos dias ainda antes de chegar aos -enta.

Para lá da personagem do Inspector Closeau nos filmes da Pantera Cor-de-Rosa, foi também o Dr. Stangelove (e outros no mesmo filme). Amigo da família real britânica e o primeiro homem a aparecer na capa da Playboy.

 

Os fãs de outros atormentados que me desculpem, mas este também merece.


:
: Pink Panther Theme - Henry Mancini

uma psicose de José Pedro Salgado às 01:16
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Segunda-feira, 11 de Julho de 2011
Parece que a malta não deu muito por isso...

...ou então ecoou pouco por aqui.

 

OSCE: João Soares nomeado Alto Representante para o Cáucaso

Era candidato a Secretário Geral, mas não foi nomeado. Ainda assim, a nomeação para este cargo é no mínimo assinalável, não só como importante para Portugal no exterior, como para João Soares e também para a equipa de Paulo Portas, que já geriu este processo.


:
: Conquistador - Da Vinci

uma psicose de José Pedro Salgado às 21:26
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Terça-feira, 28 de Junho de 2011
Agora que já lá estão todos...

Permitam-me partilhar um link para um post (que o texto é de dimensões a caber mal) de um dos mais reconhecidos (e reconhecíveis) diplomatas portugueses. O post em questão contém uma carta escrita por por ocasião da nomeação de um seu amigo enquanto Secretário de Estado dos Assuntos Europeus.

 

Embora se enderece a Pedro Lourtie, que ocupava este cargo no anterior governo, sigo a linha dos comentários feitos ao post original de que todos os membros do governo deviam ler este texto.

 

Várias vezes.

 

Até entrar.


:
: Carta - Toranja

uma psicose de José Pedro Salgado às 20:59
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E pronto...

 

 

 

Christine Lagarde é a nova directora-geral do FMI

 

 

Bem ou mal, ganhou quem me pareceu a melhor  candidata.

 

De uma perspectiva de vistas curtas, uma europeia que nos entende - para melhor ou para pior.

 

De uma perspectiva de vistas largas, o mundo está a mudar, mas ainda não mudou, e o lugar foi para a Europa e bem. Tendo dito isto, gostei muito de ver o esforço desenvolvido pelos países membros para encontrar uma alternativa, sublinhando o feito pelo governador do Banco Central do México, Agustin Carstens que, sem ter hipótese de ganhar, fez questão de sublinhar que as economias emergentes já não estão pelos ajustes.

 

Estou curioso para ver o que se passará para a próxima.

 

E antes que venha a malta da igualdade dos polos, é favor não esquecer a igualdade dos géneros: a vencedora não vem do México, mas é uma mulher (a 1ª mulher, e chegou lá sem quotas).


:
: Everybody wants to rule the world - Tears for Fears

uma psicose de José Pedro Salgado às 19:10
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Segunda-feira, 27 de Junho de 2011
Pouca-terra em pouca linha

 

Estudo entregue à troika propõe fecho de 800 km de linha férrea

 

Eu que percebo pouco ou nada de Qim Bóios digo que isto não me parece bem. Há por aí algum especialista em infra-estrutura que me desminta?


:
: Apita o combóio - José Malhoa

uma psicose de José Pedro Salgado às 12:13
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Por falar em Lusofonia

 

"O brasileiro José Graziano da Silva foi eleito, ontem, para o cargo de diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), derrotando o ex-chanceler espanhol Miguel Ángel Moratinos."

Isto é capaz de dar jeito com a CPLP. Pelo menos acho que, de facto o homem merece os parabéns - como nos lembra bem Carlos Albino no artigo que motivou este post (e de onde a respectiva fotografia foi palmada, diga-se).


:
: Feed the world - Band Aid 20

uma psicose de José Pedro Salgado às 11:38
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Domingo, 19 de Junho de 2011
Somos todos Europa

Tive recentemente o prazer de dar a minha muito modesta contribuição na distribuição do primeiro 'jornal nacional da Europa'. Fruto do pedido de amigos, distribuí umas cópias entre colegas e outras amizades.

 

É com muito prazer que vejo o projecto receber atenção da imprensa portuguesa, provando que nem sempre anda alheada das novas ideias e do que se faz além fronteiras nesta Europa que é todos nós.

 

 

Parabéns ao European Daily por esta edição em papel, e votos de muitos sucessos para o futuro. Sem dúvida, um projecto a seguir.


:
: Ode à alegria - Beethoven

uma psicose de José Pedro Salgado às 12:30
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Terça-feira, 14 de Junho de 2011
Morrer com Dignitas

A recente morte do Dr. Kevorkian, e a transmissão ontem do da morte de Peter Medley na clínica Dignitas na Suíça (pela BBC2) ameaçam levantar a lebre da morte assistida.

 

O documentário onde a morte do multimilionário passou foi criado por ocasião da exploração do escritor Terry Pratchett - que sofre de um tipo raro de Alzheimer - de formas de morte assistida.

 

Assinalo a posição de Francisco George, Director-Geral da Saúde que sublinhou que “a questão da eutanásia não pode ser poupada a uma grande discussão”, e que “tem de haver a oportunidade de debater o problema antes de serem tomadas medidas pelo poder legislativo. Debater sem limites”.

 

Assim, por ocasião deste debate que se eleva no Reino Unido, deixo aqui a palestra que Terry Pratchet deu ao Royal College of Phisicians chamado "Shaking hands with death".

 



uma psicose de José Pedro Salgado às 20:20
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Domingo, 15 de Maio de 2011
YEPP we can!

Líder da JSD eleito primeiro vice presidente do YEPP

 

Os meus parabéns ao Duarte Marques e votos de bom trabalho à nova direcção do YEPP.


:
: Hey, wir wollen die Eisbaren sehen

uma psicose de José Pedro Salgado às 20:49
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Domingo, 10 de Abril de 2011
Tout va bien, on s'en va

 

 

 

 

 

Muita tinta correu sobre o Congresso do PS. Pela distância e por outros afazeres, preteri a atenção devida ao acontecimento para hoje depois de almoço. Devo dizer que não vi nada de especial.

 

O PS vai perder as próximas eleições e sabe-o. Perdê-las ia com Sócrates ou com qualquer outro, pelo que junta o útil ao agradável e, tal como Joe Banks, envia para a caldeira do vulcão um homem sem nada a perder e grato pelo que tira com o seu sacrifício (e elemento muito perigoso numa campanha eleitoral, acrescente-se).

 

Assim se pode explicar o Congresso com uma farsa dos costumes vicentina onde se jogou um bem orquestrado "eu-sei-que-tu-sabes-e-tu-sabes-que-eu-sei".

 

Quanto aos relatos de genuina emoção de José Sócrates, como os descritos num post abaixo, das duas, uma: ou é a emoção da imensidão da aventura em que tem estado (e que ainda o aguarda com o sufrágio), ou então Andersen está a dar voltas na tumba - toda esta história é um claro caso de plágio.

 


:
: Nichos del Tiempo - Antonio Zepeda

uma psicose de José Pedro Salgado às 15:53
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Domingo, 27 de Fevereiro de 2011
Tugas são os outros

 

 

 

Muitas vezes me pergunto se os meus compatriotas alguma vez intervalam a sua resignação confortável aos sintomas do que identificam como o fado português da desgraça e de merecermos os políticos que temos para ler as notícias do que se passa no resto do mundo.

 

Algo corre mal, gritamos "é o país que temos", "só em Portugal". Levantamos os braços aos céus e bradamos maldições ao povo pequenino estúpido e ignorante que somos.

 

Peguem num jornal, vão à internet, pesquisem um bocadinho e comecem a mandar mails: há muita gente em muitos países nesse mundo fora que vão ficar chocados quando souberem que são portugueses.

 

Mesmo tentando assumir uma postura de vistas largas - de quem não tem dúvida nenhuma que os mesmos lamentos ecoam por todo o mundo nos mais diversos idiomas - devo dizer que são os de Portugal que me inquietam. Inquietam-me porque por cada suspiro e grunhido de frustração antes de ir para o café contar quem foi que grunhiu mais hoje, são impulsos de acção (diria mesmo de reacção, mas no bom sentido) que se perdem.

 

Acima de tudo inquietam-me porque, de facto, é o país que temos e, como dizia a senhora do Matinal, se nós não gostarmos dele, quem gostará.


:
: a do Zé Estebes, claro está

uma psicose de José Pedro Salgado às 20:17
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Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011
Muammar Qaddafi, Mo'ammar Gadhafi, Muammar Kaddafi, Muammar Qadhafi, Moammar El Kadhafi, Muammar Gadafi, Mu'ammar al-Qadafi, Moamer El Kazzafi, Moamar al-Gaddafi, Mu'ammar Al Qathafi, Muammar Al Qathafi,Mo'ammar el-Gadhafi,Moamar El Kadhafi...

...Muammar al-Qadhafi, Mu'ammar al-Qadhdhafi, Mu'ammar Qadafi, Moamar Gaddafi, Mu'ammar Qadhdhafi, Muammar Khaddafi, Muammar al-Khaddafi, Mu'amar al-Kadafi, Muammar Ghaddafy, Muammar Ghadafi, Muammar Ghaddafi, Muamar Kaddafi, Muammar Quathafi, Muammar Gheddafi, Muamar Al-Kaddafi, Moammar Khadafy, Moammar Qudhafi, Mu'ammar al-Qaddafi, ou Mulazim Awwal Mu'ammar Muhammad Abu Minyar al-Qadhafi?

 

Já dizia o inglês, que não é o nome da rosa que lhe dá o cheiro.

 

Para mim, prefiro o que dizia o americano: "Khaddafi is spelled with an H and two D's and isn't a seven-letter word for anything."


:
: Radar Kadafi - 40º Graus à Sombra

uma psicose de José Pedro Salgado às 22:36
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Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011
250

 

 

 

 

A partir de hoje à meia noite, a Bélgica tornou-se no país detentor do recorde de mais tempo sem governo. O anterior (249 dias) pertencia ao Iraque.

 

Porquê?



A anterior coligação caiu por desentendimentos sobre o estatuto especial da região Bruxelles-Hal-Vilvorde. Esta região, que comporta a cidade de Bruxelas mais as comunes (municípios belgas) à volta, é localizada na região da Flandres (onde se fala holandês) mas é composta por uma grande maioria francófona. Quando os partidos de centro direita quiseram aproximar Bruxelas da Flandres, o verniz estalou, e a coligação também.

 

Entretanto, passadas as eleições, os nacionalistas flamengos ganharam as eleições (com cerca de 20% dos votos) e recusam-se a formar governo com quem não aceite as suas exigências de reorganização do Estado. E perguntam vocês: reorganizar o quê?

 

A verdade é que a Flandres beneficiou incrivelmente com a Revolução Industrial, e com as diversas importações que chegam ao porto de Zebrugge (perto de Bruges) bem como de um tecido empresarial baseado em PMEs com grande prosperidade, sem falar de outras indústrias muito próprias - como a da capital internacional do diamante, Antuérpia.

 

Já a Valónia, francófona e antes próspera devido aos seus vastos e férteis campos agrícolas, deixou-se ficar para trás. Assim, chegamos a uma situação em que os impostos pagos pela rica e próspera Flandres, e redistribuídos pelo governo federal, é utilizado para financiar a não tão próspera e menos rica Valónia. E 20% dos belgas não gosta disto, sem os quais vai continuar a não haver governo.

 

E para responder a como é que o país ainda funciona, convido-vos a ver o vídeo acima (mas dou uma pista - de momento a Bélgica apenas não tem UM governo) e a ter em primeira a mão a experiência de ir ao cinema com legendas em duas línguas.

 

Para responder como é que eles conseguiram assegurar a Presidência da União sem grandes percalços, a resposta é simples: a União Europeia é a única coisa na qual todos os partidos estão de acordo.


:
: On a soif - Le grand Jojo

uma psicose de José Pedro Salgado às 18:07
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Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2011
A Vida do Super-Homem

Correndo o risco de levar com comentários do género "o que eles querem sei eu" e do tipo "quem se lixa é sempre o mexilhão" que eu espero que evitem, lembrei-me de partilhar convosco um interessantíssimo debate, assim parecido (mas não exactamente) com o post da Inês Tavares um bocado mais abaixo, apresentado pela The Economist.

 

Global elite: This house believes that the global elite serve the masses.

 

Pela minha parte, deixo-vos com as palavras de Scott Adams , já por mim muito citadas:

 

"The only way I can get to sleep at night is by imagining a secret cabal of highly competent puppetmasters who are handling the important decisions while our elected politicians debate flag burning and the definition of marriage.
It's the only explanation for how the governments of the world could be staffed with morons and yet everything still runs okay, sort of. Granted, things aren't perfect, but when you hear our leaders talk, you have to wonder why our energy policy doesn't involve burning asbestos on playgrounds. There must be some competent people pulling the strings behind the curtain, adjusting the money supply, twiddling with interest rates, choosing the winners for American Idol, and that sort of thing."

:
: Do the evolution - Pearl Jam

uma psicose de José Pedro Salgado às 21:31
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Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2011
Abaixo os blogues

 

 

 

 

Em conversa com um amigo meu, ele vocalizou perfeitamente um sentimento que tenho sobre a Web 2.0 - da qual sou grande fã e ávido utilizador.

 

A vantagem que ela tem é que dá vozes a pessoas que caso contrário permaneceriam anónimas, no isolamento da sua cabeça ou das suas vidas, mas que assim partilham com uma população potencial de biliões aquilo que queiram.

 

Graças à Web 2.0, descobrimos talentos fantásticos, opiniões acutilantes e temos acesso a quantidades massivas de informação de fontes e locais de onde nenhuma surgiria caso contrário - vide o vídeo da manifestante iraniana assassinada que acendeu várias fogueiras contra o regime de Teerão por todo o mundo, uma tendência que levou hoje o Egipto a desligar (à falta de palavra melhor) a internet do país.

 

Estou portanto, bem ciente das enormes vantagens que a Web 2.0 nos traz, e continuo a ser um seguidor da doutrina de Zuckerberg, Dorsey e Barger (criador do antepassado do Psicolaranja, no mesmo sentido em que todos temos antepassados no Zoo).

 

Existe, no entanto, um fenómeno que vem por arrasto, e que vou aproveitar o meu universo de milhões potenciais (basta-me o mundo lusófono) que foi o considerável aumento de conversa-da-tanga/m2 a que assistimos desde então. Hoje em dia toda a gente tem uma opinião sobre tudo e acha que tem o direito - ou antes, o dever - de não privar o mundo dessa pérola de sabedoria, igualável pelo menos à obra completa de Vergílio Ferreira (que aliás, faria anos hoje).

 

E agora dizem vocês "live and let live", "se não gostas não vejas" e/ou "se calhar não tens espelhos em casa", e com muita razão.

 

Para responder às primeiras duas eu explico o problema: não consigo. Fervoroso adepto que sou da doutrina "eu na minha e ele na dele" (salvo seja), a verdade é que o simples volume de informação que me chega todos os dias, deixa mossa por si próprio, mesmo sem contar com o conteúdo.

 

Infortúnios e censuras à parte, a verdade é que havia um certo mérito na cultura pré-2.0 em que editores de diverso media decidiam por mim o que era bom, o que era sério e o que era credível.

 

Antes julgava falaciosamente com informação incompleta, filtrada e parcial. Agora julgo falaciosamente com base em informação incompleta, não filtrada e parcial elevada à terceira potência.

 

Já não há vozes autorizadas porque todas as vozes são reconhecidas por igual, o que faz com que auctoritas se confunda com popularidade e se distinga do facto de se ter razão. O Nobel vai para quem eloquentemente apele ao mínimo denominador comum.

 

Com isto respondo à terceira inquietação. A ironia de escrever e publicar este texto num blog não me passou ao lado, antes pelo contrário.

 

Fi-lo porque se não o fizesse não tinha outra forma de o fazer, e porque acho importante partilhar convosco esta autêntica revelação instantânea da Web 2.0 a ela própria, da qual continuarei adepto (quase) incondicional, pelas vantagens enumeradas que mais do que superam as desvantagens (curiosamente, em número e em dimensão). Mas fica a reflexão, que não tem de ser boa, nem séria nem credível.

 

E também porque, nestas coisas como em tudo, nenhuma gota de água acha que tem culpa na cheia.


:
: The hand that feeds - Nine Inch Nails

uma psicose de José Pedro Salgado às 17:40
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Terça-feira, 28 de Dezembro de 2010
"Não nos podemos abrigar no desenho de uma casa."

Ando mesmo a gostar desta série de artigos do Presseurop. Este então agrada-me especialmente. E não só por desta vez ser escrito pelo português Gonçalo Tavares, mas porque me fez lembrar a velha definição de cínico, frequentemente atribuída a Oscar Wilde*, enquanto uma pessoa que sabe o preço de tudo, mas não sabe o valor de nada (há quem substitua cínico por economista**).

Lembra-me também a tendência fantástica do género humano que, até nas suas construções sociais mais avançadas continua a sofrer de laivos de elementar primitivismo.

 

 

 

 

 

*A quem é, aliás, atribuído muita coisa. Numa conversa com Whistler (o que pintou a mãe) Wilde chegou uma vez a comentar "Quem me dera ter sido eu a dizer isso.", ao que Whistler respondeu "Não te preocupes, Oscar, que hás de dizer."

**Opinião que eu, pessoalmente, não partilho. No entanto, achei que era engraçado mencionar, para proporcionar uma mudança das tareias que os advogados costumam levar, nesta e noutras sedes.


:
: The Most Beautiful Girl In The World - O(+>

uma psicose de José Pedro Salgado às 22:06
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Portugal: visto de fora cá dentro.

O seguinte texto foi postado no blogue Um Bife Mal Passado do Embaixador do Reino Unido em Portugal, Alexander Ellis, por ocasião da sua partida do nosso país:

 

"

Coisas que nunca deverão mudar em Portugal

9:55 Segunda feira, 20 de Dezembro de 2010

Portugueses: 2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro. O espírito do momento e de pessimismo, não de alegria

.  Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me,  em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.

1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos. 

2. O lugar central da comida na vida diária.  O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.

3. A variedade da paisagem.  Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies  do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.

4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.

5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.

6. A inocência.   É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.

7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.

8.  As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.

9.  A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado,  e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.

10.  Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.

 

Então,  terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços. Feliz Natal."

 

Não necessito de uma opinião exterior para reconhecer as qualidades do meu país, mas a clareza singela deste texto fez com que valesse a pena copiá-lo. E claro, sabe sempre bem ouvir.


: Uma casa portuguesa - Amália Rodrigues

uma psicose de José Pedro Salgado às 11:42
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Segunda-feira, 27 de Dezembro de 2010
¿Por qué no te callas?


Durão Barroso pede silêncio aos líderes europeus sobre crise da dívida soberana

Realmente, se o Variações fosse vivo tinha de reescrever a canção.


:
: Quando Fala um Português - António Variações

uma psicose de José Pedro Salgado às 13:07
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Domingo, 26 de Dezembro de 2010
Não vemos as coisas como elas são...

 

...vemo-las como nós somos.

 

Esta frase de Anaïs Nin transporta uma grande mnsagem sobre os problemas que se levantam em roda da forma como vemos o mundo. Muito se diz hoje em dia desta temática, desde o problema da falta de insenção dos jornalistas, a certos comentadores cuja palavra é elevada a verdade divina.

 

Foi ao ler a entrevista de Baltasar Garzón dada ao Expresso desta semana que me lembrei de outro problema da verdade, a ideia de realidade histórica, o que o magistrado refere em termos gerais como o problema da 'Imagem'. Não é segredo para ninguém que a História que estudamos é e sempre será uma interpretação do que aconteceu, com base em fontes imperfeitas, e por vezes em vontades imperfeitas. Esta constatação está ao alcance de qualquer pessoa que já tenha lido "O Código Da Vinci" ou tenha ouvido o ditado "Quem conta um conto acrescenta sempre um ponto."

 

 

Garzón apresenta esta questão ligada à busca pela verdade na Guerra Civil espanhola, e aos ânimos que ainda exalta na sociedade do país vizinho. Mas a questão é ainda muito actual e com repercussões muito reais em conflitos actuais. Quando o Procurador do TPI, Luis Moreno Ocampo emitiu o mandato de captura referente ao Presidente sudanês Omar Al-Bashir, chegou-se ao ponto de viragem que já se tinha chegado noutros locais antes, como em Espanha, Nuremberga, Tóquio e, mais recentemente, no Ruanda e no Uganda.

 

O problema da imagem é o velho da justiça dos vencedores. Tendo em conta que no Sudão há urgência em parar o conflito, mas também em garantir que, na medida do possível, se mostre que este género de crimes não serão tolerados, qual deve ganhar vantagem? O que é mais importante, parar o conflito e trazer estabilidade? Dar um exemplo para o futuro que ajude a que não se repita o problema?

 

Tudo isto em conta, qual é o valor fundamental da verdade?


:
: We didn't start the fire - Billy Joel

uma psicose de José Pedro Salgado às 22:42
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Domingo, 12 de Dezembro de 2010
Filosofia de cordel

 

 

 

Se alguém é melhor do que tu nalguma coisa isso significa que é possível ser melhor do que tu és mas, por algum motivo, tu não o és.

 

E isso é uma cena lixada.

 

É lixado ser limitado de uma forma que não te permite chegar onde os outros chegam.

 

Não ser o melhor parece um desperdício, uma coisa tão estúpida de se fazer. Como correr contra um Ferrari montado numa mula coxa.

 

E o mais certo é que existam muitas pessoas – assim como que centenas de milhares de pessoas - que são melhores do que tu em tudo o que escolhas fazer.

 

É a vida.

 

Mas não ser capaz de ser o melhor não é desculpa para não se ser melhor, para não se ser tudo o que podes ser. Certamente não é desculpa para ser cínico* ou mal educado.

 

Boa semana!

 

 

 

*'A cynic is just a man who found out when he was about ten years old that there wasn't any Santa Claus, and he's still upset.' - Judge Coats,

The Just and the Unjust, James Gould Cozzens


:
: Boston's "More than a feeling"

uma psicose de José Pedro Salgado às 16:20
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Domingo, 14 de Novembro de 2010
Lição de vida e prática diplomática

 

Timor-Leste disponível para comprar dívida portuguesa


:
: Timor - Xutos e Pontapés

uma psicose de José Pedro Salgado às 19:43
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Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010
A Noite Sangrenta

Estive agora a ver a série 'Noite Sangrenta' referente à noite de 19 de Outubro de 1921, e perguntava-me o que é que acham os monárquicos que nos seguem lá em casa do episódio (não da série, mas da história, claro está).

 

 

Pessoalmente, sempre me pareceu que tinha um estatuto algures entre ser uma das teorias da conspiração favoritas do país, até ser mesmo uma história muito mal contada.

 


:

uma psicose de José Pedro Salgado às 21:50
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Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010
Muitas felicidades!

Vice de Merkel casa-se com companheiro

 

Não sou, como muitos dos meus compatriotas, uma pessoa que ache que Portugal é um país que está destinado a ser o mais atrasado em tudo,  e que o que vem de lá de fora é que é bom. Somos bons numas coisas e os outros serão melhores noutras, mas o mesmo se pode dizer para os defeitos.

 

No entanto devo dizer que há algo que gostaria de ver acontecer em Portugal que começa a ser lugar-comum noutros lugares da Europa: a orientação sexual de alguém não ser uma desvantagem para se atingir um cargo público.


:
: Um grande, grande amor - José Cid

uma psicose de José Pedro Salgado às 14:04
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Sexta-feira, 3 de Setembro de 2010
Mortos não bebem!

 

Nem respondem assim a declarações de óbito.


:
: Europe - The Final Countdown

uma psicose de José Pedro Salgado às 16:41
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Sábado, 28 de Agosto de 2010
McUniversidades

Britain: The Disgrace of the Universities

 

Há quem fale em criar cursos orientados para o mercado. Nada contra. Mas isso não se pode fazer à custa da completa desumanização do ensino.

Há que parar a tendência de hoje de universidades que cospem licenciados que são especialistas na sua área, mas ignorantes em tudo o resto.

 

Fala-se de ética de empresários, mas aprende-se nas universidades? Não, sabe Deus que ética tem pouca saída.


:
: The Wall - Pink Floyd

uma psicose de José Pedro Salgado às 18:42
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