Sábado, 22 de Novembro de 2014
O Eurocepticismo do PS Marinho-pintista

Quando em 74 o novo regime chegou ao poder, uma das políticas imediatamente encetadas foi a da descolonização. Aos Portugueses foi-lhes assegurado que Portugal, em versão pequena, podia ainda ser bem sucedido economicamente: através da cópia do modelo escandinavo em Portugal e através da adesão às Comunidades Europeias - assim acedendo a um mercado maior.

Pois bem, de acordo com a nova moção de António Costa ao Congresso do PS, a estagnação da economia nacional deve-se a 3 factores:

 

“(...)a integração da China no comércio internacional; o alargamento da União Europeia a Leste e a criação da moeda única”.

 

 

Ora, isto é gravemente problemático a vários níveis:


- Primeiro porque se algum partido ficou conotado com a descolonização e com a adesão à CEE, esse partido foi o PS. Mas se a moeda única foi nociva a Portugal, aonde fez o PS campanha contra tal medida?
E não estava o PS no governo quando o alargamento a leste foi decidido? O governo porventura deu alguma instrução aos diplomatas Portugueses em Bruxelas para resistirem ou adiarem tal alargamento? E se a justificação é que as decisões agora se fazem por maioria qualificada no Conselho Europeu, aonde se fizeram ouvir as objecções do PS ao fim das decisões por unanimidade?...

Sim, o PSD terá calado, consentido e sido tão seguidista quanto o PS, mas ao contrário do PS o PSD não se atreve a ser incoerente ao ponto de admitir tais erros - sem se desculpar - nos seus congressos... Já para nem falar da conotação federalista que figuras como Mário Soares têm tido.

 

- Segundo porque lá se trai a noção de que Portugal não depende de salários baixos para ser competitivo. A China e a Europa de leste não competem com Portugal na qualidade...

 

- Finalmente, porque a recorrente "alternativa" invocada pelo PS, a contrapor à austeridade, é a 'solução Europa'. Não se preocupem em reduzir a dívida, não se apoquentem com a sustentabilidade do sector social do estado. De onde virá o dinheiro para sustentar o que patentemente não é sustentável? Ora, da Europa, claro está... Daí a posição pro-federalista do PS, o apoio à emissão de títulos do tesouro colectivos por parte da UE (BCE), etc. Porque isso colectivizaria os problemas individuais de países como Portugal ou a Grécia. Que se dane a independência da nação. Que se dane a fraude que é prometer o dinheiro dos outros...

 

Mas esta moção de Costa não é senão um eco daquilo que se tem vindo a ouvir, desde há uns tempos, dos lados do Largo do Rato. As piadas sobre Merkel, a indignação perante a austeridade, a ameaça de romper o acordo com a Troika...
De súbito, é como se o PS já não fosse Europeísta. Nos dias que correm aliás, o PSD e PP até parecem carregar a cruz com mais orgulho do que o PS.

A verdade é que por mais que o PS esteja a ser confrontado com políticas do passado altamente ineficazes, o PS não deixou de ser Europeísta; aquilo que se revela é a incoerência de um partido que tem que fazer oposição com as costas quentes e que acaba por cair no populismo de taberna.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 08:26
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Segunda-feira, 10 de Fevereiro de 2014
Politicamente Correcto - doença (crónica) Portuguesa

Em Portugal é proibido questionar convenções. Quem o faz é imediatamente ostracizado. Se algo ameaça a postura convencional, então é porque é extremista, ou marginal, ou pior.

 

Exemplo: em país católico/socialista (frequentemente os dois vão de mão dada) quem põe em causa que o Estado deve sustentar todos os cidadãos e distribuir benesses até mais não, é alguém que é extremista/neoliberal/insensível. Que nunca ocorra a nenhuma cabecinha que quem vem a público dizer que não há dinheiro para tudo, esteja apenas a constatar a realidade e a chamar governantes e sociedade, à responsabilidade; quais insensíveis, violadores dos valores de Abril, ladrões que de conluio com o 'grande capital' põem o país a saque...

 

Daí que pessoalmente, eu ache vergonhosamente cobarde, que a extrema-esquerda use todos os insultos e mais alguns para atacar a direita no que toca a políticas económicas. Nunca poderia a direita sequer sonhar em chamar as barbaridades à esquerda, de que é chamada por esta. Mas como as Anas Drago e Jerónimos de Sousa estão perfeitamente cientes de que o politicamente correcto e a convenção estão do seu lado - o lado do povo, estão a ver? - nem sequer hesitam em chamar a governantes legítimos 'ladrões', ou de tentar insinuar corrupção e fraude - nunca pagando, claro está, quando se prova estarem errados.

 

Assim, não é de surpreender que - talvez em Portugal mais do que em qualquer outro país - os génios sejam todos póstumos. É biografia recorrente aquela que acaba por concluir que, em vida, a excelsa pessoa nunca foi compreendida ou admirada. Foi preciso morrer na miséria e na amargura para postumamente lhe reconhecerem o devido valor.

 

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Faço esta introdução antes de me lançar no tema: o resultado do recente referendo na Suíça, que foi discutido hoje, no programa 'Opinião Pública' da SIC Notícias.
Eu compreendo quem queira defender a União Europeia e eu próprio não me considero propriamente eurocéptico mas não me conformo com a falta de pensamento crítico ou tolerância de quem o faz. Como já tive oportunidade de escrever, em Portugal o europeísmo é cânone, é dogma, não é juízo lúcido.

A coisa começa logo enviesada: no próprio site da SIC Notícias, a abordagem ao assunto é o ABC de como não fazer jornalismo (eu não me licenciei em Jornalismo mas estudei Sociologia da Informação. Os jornalistas da SICN também?...).

Supostamente o programa tem como objectivo debater temáticas. Para tal tem que dar espaço a opiniões divergentes. Mas veja-se a própria sinopse: 

 

"Queremos saber o que pensa do restabelecimento de quotas para os cidadãos europeus que queiram imigrar para a confederação helvética? "

 

Até aqui tudo bem - salvo a confusão entre afirmação e interrogação - pois estão apenas a solicitar pontos de vista de forma neutral.

 

"Que razões terão levado 50,3 % dos suíços a votarem sim, numa altura em que o desemprego é de apenas de 3,2%

e os empresários dizem que o atual sistema de angariação de mão-de-obra estrangeira beneficia a economia? 
E que reação deverá ter agora a União Europeia,

uma vez que os resultados do referendo vêm pôr em causa os acordos de livre circulação de pessoas e de participação no mercado interno?"

 

Pois é, que tolinhos estes Suíços :D que curioso que tenham sido tão palerminhas...
Ou seja, a coisa descamba completamente. A enunciação é tão claramente parcial que chega a estar perto da desinformação. Um enunciado neutral seria algo que questionasse a decisão dos Suíços e depois desse um argumento a favor da decisão e outro contra. Do género: tendo em conta X esta foi uma boa decisão mas considerando Y não será contra-producente a prazo?

Isto é aliás aquilo que é normalmente feito para espicaçar o debate e pôr as pessoas a falar. Mas não. Aquilo que aqui é feito é 'guiar' o telespectador/internauta: em primeiro lugar solicita-se a opinião mas seguidamente bombardeia-se o leitor com 3 argumentos sucedâneos que fazem a decisão dos Suíços parecer absurda.

 

Pois bem, quem está a ver tem depois o prazer de assistir ao comentário do convidado Miguel Gaspar, Director-Adjunto do Público. Surpresa das surpresas, Miguel Gaspar - como bom intelectual tuga - está ele próprio surpreendido com o resultado!... - ó porque será? - Gaspar interroga-se porque terão os Suíços votado em lei tão irracional e apenas consegue concluir que foi um voto 'emocional'.

 

Estes paladinos da democracia são fabulosos: quando o voto é a seu favor 'o povo é quem mais ordena', quando é contra 'ai coitadinhos, foram iludidos'...

Mas esta cobertura não é exclusiva dos media Portugueses. A Universidade Britânica LSE, conhecida pelas suas simpatias esquerdistas e ultra-europeístas, fazia o mesmo argumento hoje de manhã: se votaram mal, não é porque os Suíços sejam de extrema-direita (já tinham assim classificado o referendo de antemão, de maneira que agora convinha distinguir o partido dos votantes, para não parecer mal) mas sim porque o SVP é muito esperto e é muito bom no marketing........

Mas a cereja no bolo foi quando os telespectadores começaram a telefonar e - ironia das ironias - alguns deles emigrantes Portugueses na Suiça, rapidamente acusam o comentador (Miguel Gaspar) se não fazer ideia do que fala pois a crescente criminalidade e as condições difíceis de empregabilidade amplamente justificam, na opinião deles, a imposição de quotas de imigração.
Ou seja, depois de semanas de cobertura que apelidava a iniciativa de extremista, populista, eurocéptica, com pressão da parte de Bruxelas para que o 'Sim' perdesse, e ainda fazendo passar a imagem de iniciativa danosa para os interesses dos Portugueses que queriam emigrar, vêm depois os Portugueses já na Suíça dar uma visão de perfeita razoabilidade e ainda por cima quebrar a ilusão de que a comunidade Portuguesa é uniforme.

 

Sim, a Suiça não vai ter tantos trabalhadores disponíveis mas agora que quotas são impostas, a via fica aberta para seleccionar aqueles que realmente têm boas hipóteses de ser empregues.

Sim, a iniciativa põe em causa acordos com a UE mas a UE não é a suprema autoridade daquilo que é moral e razoável na Europa. Uma vez que a UE também não ouviu os Suíços quando decidiu abranger a Roménia e a Bulgária com o espaço Schengen, porque não seria aceitável que os Suíços quisessem rever os acordos com a UE - mesmo que seja apenas para negociar meia-dúzia de cláusulas? Será que é eurocéptico discordar da UE ou ter interesses divergentes?

Porque não é concebível para os paladinos do multiculturalismo, que os motins e a violência urbana em Paris, Bruxelas, Roterdão, Londres, Malmo, etc são consequências directas de políticas de acolhimento que se provou deixarem muito a desejar em eficácia?

E sobretudo, porque não é concebível para os jornalistas Portugueses, algo tão simples como a possibilidade de os Suíços estarem a aprender com os maus exemplos de estados-membro da UE?

Não exijo que a cobertura seja favorável ou desfavorável, exijo sim que a cobertura seja imparcial e informada. Mas suponho que é exigir demais de um país que preguiçosamente confia no convencional para a rotina informativa.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 21:36
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Domingo, 8 de Setembro de 2013
Ponto final
.

Artigo 308.º do Código Penal - Traição à Pátria


Aquele que, por meio de usurpação ou abuso de funções de soberania: 
a) Tentar separar da Mãe-Pátria ou entregar a país estrangeiro

ou submeter à soberania estrangeira todo o território português ou parte dele;

ou b) Ofender ou puser em perigo a independência do País; 
é punido com pena de prisão de dez a vinte anos.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 14:57
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Quinta-feira, 11 de Abril de 2013
Sobre a mundivisão de António Costa

António Costa fez estrago na última edição da Quadratura. António Costa é um político perigoso porque ao contrário de Sílvio Sócrates, Costa consegue fazer passar a mesma mensagem de forma mais subtil. Costa tem inteligência enquanto que Sócrates apenas tem lábia.


E qual é a mensagem? Que há uma conspiração contra Portugal da parte do mundo exterior que impede que os governos Socialistas direccionem o país na direcção certa.


 

 



Vamos então por partes:



1 - "A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir"


Isto é verdade. Mas vindo de António Costa não é inocente...


(Já por várias vezes eu aqui avisei que Portugal tem pouco a ver com o resto da Europa a nível estrutural, e portanto mantenho que a opção Europa sempre trará problemas tal como traz soluções. Como tal não vou ser eu a defender a UE. Este modelo era errado, porque há diferenças estruturais e culturais que favorecem mais a industrialização do norte que do sul)


1.1 - Sim, a Europa financiou uma reconversão da economia dos países do sul que para controlar preços frequentemente pagava para não se produzir. Mas o que Costa não diz é que a UE também pagou a modernização de grande parte dessa agricultura.


1.2 - A UE também protegeu a produção dos países do sul, ao impor tarifas a produtos agrícolas mais baratos do 3o mundo e impedindo a sua competitividade no mercado único.


1.3 - A UE até pagou fundos de coesão aos países do sul, e fez tudo isto com a convicção de que o sul - desde que ajudado o suficiente - conseguiria atingir os níveis de desenvolvimento do norte.


1.4 - Mas este é o mesmo Costa que defende 'mais Europa' e que esteve nos governos que tomaram essas mesmas opções. Das duas uma: ou ele e o PS são hipócritas ou então sempre defenderam as políticas certas mas não foram capazes de as implementar contra o peso da influencia do norte; por conseguinte isto não é tão pouco, alternativa pois quem nos garante que se o PS ou Costa voltarem ao governo serão - desta vez - capazes de fazer seja o que for?



 

 

2 - "esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável"

 

Não só não é nenhuma mentira como o PS é o melhor exemplo de despesismo consumista baseado em dívida.


2.1 - Ninguém obrigou Portugal a gastar como gastou em infra-estruturas sem plano estratégico de desenvolvimento. Expo98s, Euro2004s, auto-estradas paralelas, TGVs, cheques bébé assim como educação e saúde gratuitas, tudo isto foram escolhas nossas e não dos nossos parceiros da UE.


2.2 - E o erro não foi apenas dos governos mas também da população, a qual fez uma escolha muito clara quando elegeu a banha da cobra socratista em detrimento da responsabilidade do PSD de Manuela Ferreira Leite em 2009. A mesma população que elegeu e reelegeu Valentim Loureiro, Alberto João Jardim e demais pandilhas.

A partir daqui meus amigos, há que arcar  com as consequencias dos nossos actos.


2.3 - Os Portugueses e apenas os Portugueses decidiram aumentar o seu consumo não obstante a estagnação económica. Mais ninguém.





3 - "acho que devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos portugueses"



3.1 - As lideranças do norte também fizeram escolhas sensatas em prol do interesse nacional que as lideranças do sul não fizeram como bem explica o Guilherme.





4 - "foi um erro do conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar!"

 

Aqui começa em pleno a argumentação populista e berrantemente falaciosa de Costa.


4.1 - Portugal e a Europa no geral não sofreram porque decidiram liberalizar-se mas sim porque a Europa foi sobre-regulada. Os países nórdicos e a Alemanha estão habituados a produzir num ambiente sobre-regulado que também lhes garante produtos mais fiáveis. Nos países do sul a sobre-regulação - desvantagem competitiva do norte, exportada para o sul através da integração Europeia - destrói a indústria residual.

Ao contrario de outros acordos de liberalização económica, a UE não elimina apenas as tarifas mas impõe também padrões de eficiência e qualidade que apenas os países mais industrializados conseguem atingir. Assim, mesmo que acreditemos na mensagem de Adam Smith de que cada região se tem de especializar, nem isso foi atingido pois o plano Europeu era igualizar todos os países em termos de produção. Por conseguinte, ao contrario da NAFTA ou da ASEAN, aonde o comércio é livre e cada país consegue competir com as suas vantagens comparativas - sejam estas preços ou qualidade - na UE a intenção universalista de aplicar o modelo nórdico de eficiência a toda a Europa, acaba por condenar a própria Europa a um modelo de fracasso.


4.2 - Portugal e a Europa no geral não sofreram porque decidiram liberalizar-se mas sim porque a globalização libertou mercados que agora podiam competir connosco.


A vontade dos governos Europeus sempre foi garantir pleno emprego mas isto foi-lhes negado pela realidade das descolonizações e da derrota da URSS e do bloco socialista. O fim dos impérios coloniais - defendido com unhas e dentes pela esquerda e simbolizado em Portugal pelo abandono das colónias em 1975 e a celebre ordem de Mário Soares para se atirar os 'brancos' das colónias aos tubarões - ditou que a economia destes países estaria ela também e a partir de agora, em competição com o mercado Europeu.


Mesmo que os governos Europeus não tivessem liberalizado a economia, o que não foi completamente o caso, os mercados emergentes teriam sempre tido uma vantagem em comparação com a Europa. Mesmo que as empresas Europeias não tivessem ido para leste, o leste teria vindo para ocidente. A partir do momento em que se defende o fim do imperialismo, defende-se também o fim do nosso controlo sobre o mundo e isso, por mais que a esquerda esperneie, foi detrimental para os nossos interesses...




5 - "Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável"


5.1 - Claro que não. Por isso é que Costa defende mais governo e mais regulação. Porque isso sim fará com que a nossa economia seja mais competitiva... - assim retirando a vantagem competitiva dos nossos salários baixos e fornecendo mais achas para a fogueira da corrupção de que ele se queixa. Pondo mais dinheiro nas mãos do governo falhou antes e levou a corrupção, por isso façamos o mesmo outra vez...




6 - "Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma"


6.1 - Mas quem é ele para se armar em autoridade moral?!!! Mas nao fez ele parte de vários governos que resultaram nisto?

E mesmo que ele - a mesma pessoa que fez a defesa semanal de José Sócrates - seja diferente de todos os outros políticos, que tem o PS proposto para acabar com esta cultura? Porque afinal quem defende que despesismo estatal retira países de crises financeiras são os filósofos da esquerda...


6.2 - Mais grave é o que está implícito em declarações destas: que o povinho não tem culpa nenhuma e que deve portanto continuar a ser desresponsabilizado. Responsabilidade individual? Inexistente. O que sim é importante é o comportamento das elites, as mesmas elites estado-sanguesugo-dependentes que o PS e a esquerda criam ao expandirem o controlo do estado sobre a economia.

É assim que a esquerda quer levar Portugal para o futuro: Não incutindo o mínimo sentido de responsabilidade na população. Para quem defende a educação como veículo para a prosperidade, a esquerda é bem hipócrita naquilo que entende como maturidade cívica.





7 - "os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas pública"


7.1 - É a desresponsabilização completa. O país está como está porque conspiraram contra ele. O comportamento das massas em nada contribuiu para isso. Logo, os Portugueses devem poder reclamar ainda mais 'direitos' e mais despesismo estatal. Seguramente isso trará bons resultados porque afinal foi o que andámos a fazer nas últimas décadas e resultou tão bem...





8 - "Devemos antes exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam"


8.1 - Ou seja, os salários dos políticos devem ser cortados e as grandes fortunas taxadas até ao limite. Isto é óptimo: vai ser mesmo assim que se vai conseguir re-atrair investimento estrangeiro - do qual um país periférico necessita - e vai ser mesmo assim que se vai atrair talento para a função pública. Porque realmente, são os salários dos políticos que arruínam o país. Os 80% do orçamento de estado que é gasto na saúde, educação e segurança social, assim como nos juros dos empréstimos que contraímos para sustentar estes programas, isso não interessa nada nem tem nenhum efeito, mesmo com uma população em diminuição.


Afinal, Costa acha que o milagre e bem fácil pois "Há que renegociar as parcerias público--privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos". Pois é. Se ao menos tivéssemos tido um governo socialista durante as últimas décadas com Costa como Ministro...


8.2 - Como eu já antes avisei, esta é a nova utopia da esquerda: que se pode acabar com a corrupção e ser-se eficaz com os gastos ao ponto de sustentar um sistema que nunca antes foi sustentável - e que agora ameaça o estado Português com a ruína. Mas os cidadãos com empregos de classe média baixa, devem ter as regalias dos povos com uma maioria de empregos de classe média alta, mesmo que sejam os outros países a pagarem os nossos 'direitos'...


Porque ao defender a 'renegociação' da dívida sem penalizar os cidadãos, é precisamente isto que Costa quer. Se ao menos nós Portugueses pudessemos culpar os Alemaes pelos danos infligidos pela 2a Guerra Mundial. Infelizmente, ao contrário dos Gregos, nem este bode expiatório temos... que maçada...




9 - "Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção"


9.1 - Coitadinhos dos cidadãos, que apenas gastaram o que não tinham no banco. Os mauzões dos políticos é que vão ter que sofrer. Afinal acabar com a corrupção - fenómeno cultural e endémico a culturas mediterrânicas - é tão fácil como acabar com o crime. Francamente porque é que nunca ninguém se lembrou de fazer isto?...





9.2 - O problema é que não é direito se não se pode concretizar. Podemos dizer que é um ideal ao qual aspiramos mas não é um direito.

Como sempre, a esquerda nada tem a oferecer senao sonhos e utopias. E quando estas bolhas se rompem, há que inventar bolhas ainda maiores porque as pequenas ja não enganam ninguém.


Esta é a esquerda do poker: quando não se tem trunfos, faz-se bluff...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 14:12
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Terça-feira, 9 de Abril de 2013
Duplamente a Propósito


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 09:33
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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2012
Nobel da Demagogia
A cerimónia de atribuição do Nobel da Paz à União Europeia em Oslo foi o espelho da classe política Europeia e o reflexo não foi bonito.
Para um prémio atribuído a uma organização internacional, por mais soberania partilhada que a constitua, foi absolutamente ridículo ver todos os chefes de governo presentes para captar o prestígio por associação que a UE estava a receber. 

Dito isto, ao nível institucional o M.O. foi o mesmo de modo que ninguém sai incólume na fotografia de grupo ...e de grupo. Van Rompuy tornou aquilo que se queria como uma cerimónia solene num evento hilariante ao invocar Kennedy com o seu "Ich bin ein Europäer". Solidariedade com um ideal questionável tudo menos consensual não é propriamente o equivalente da Berlim da Guerra Fria...

O aproveitamento político foi óbvio e barato mas o mesmo também se deve dizer infelizmente, de quem faltou pois David Cameron não esteve presente por razões igualmente populistas.
É uma Europa de politiquices e não - como devia ser - uma de estadistas.
Passemos então ao mérito do prémio em si. Aquilo que justificou a atribuição do prémio à UE foram projectos Europeus como o EuropeAid ou a Iniciativa Europeia para a Democracia e Direitos Humanos. No entanto, ao contrário da tradição de promover estadistas que encetavam negociações de paz, estes projectos iniciados por lógicas politicamente correctas de despesa orçamental e fruto do consenso possível - virtude desse mesmo politicamente correcto - entre os estados-membro, também dão azo a um prémio menos merecido; não só a UE nunca foi capaz de pôr travão a uma guerra mas quando tentou - Bósnia, Kosovo - falhou pois as forças internacionais e os projectos de construção de estado continuam ad eternum presentes nos Balcãs - para não mencionar o que o conflito actual no Congo diz de todo o investimento Europeu e da ONU nos esforços de paz.
Assim, premeia-se quanto muito as boas intenções, mas não os resultados. Mas porque a atribuição do Nobel é também política, há um aspecto preocupante que convém salientar: nem sequer na Europa se concorda na definição de democracia e direitos humanos, e é prioridade da UE expandir tais definições opacas ao resto do mundo? A que preço? E se uma outra civilização quisesse promover os seus ideais na Europa? Aceitamo-lo-íamos? 
E que dizer do inevitável problema que a Europa levou séculos a chegar a estes ideais num canto do mundo muito peculiar? É sustentável promover tais valores excepcionais no resto do mundo?

Quem somos nós para dizer aos outros como viver?


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 17:19
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Sábado, 24 de Novembro de 2012
A austeridade resulta

Fico sempre surpreendido como a nossa tão europeísta esquerda não é capaz de fazer as contas e aprender com os exemplos dos nossos 'vizinhos' Europeus.

 

Ora vejamos quem prosperou na Europa com o fim do estado social: a Europa ocidental sofreu com a deslocalização da industria mundial para a Ásia e lidou com a estagnação continuando o estado social e aumentando-o às custas de endividamento; a Europa oriental, falida depois de décadas de ditadura comunista fez o mesmo? Não, porque não podia. Foram 'renegociar a dívida' com os credores ocidentais? Não. O Leste fez a única coisa sensata: cortou salários e despesa pública, desmantelando o estado social insustentável herdado dos tempos comunistas.

 

Resultados: Europa ocidental e meridional em recessão, Europa oriental em crescimento.

 

Mas sejamos ousados e olhemos para a economia mundial. Que aconselham os países em desenvolvimento? Acabar com os paraísos fiscais? Subvencionar a economia doméstica? Não!!! Dambisa Moyo - reputada economista Africana - reclama o fim da 'ajuda' aos países em desenvolvimento porque desencoraja precisamente o desenvolvimento interno e autónomo.

Para não falar em Chinas e Índias e respectivas aberturas ao investimento internacional através de vantagens salariais competitivas.

 

E quanto aos paraísos fiscais, pessoalmente gostava de saber como o forçar a transparência bancária na Suíça, no Luxemburgo e no Liechtenstein vai resolver o problema que põem todos os outros pelo mundo fora. A menos claro que a pós-modernista UE esteja disposta a abandonar a doutrina da proibição à guerra de agressão por motivos económicos...

Mas a menos que isso aconteça, não estou a ver como as Comores ou as Maldivas ficariam muito preocupadas com ameaças da UE, sabendo elas que o grupo ACP (África, Caribe e Pacífico) tem mais votos na ONU e defensores poderosos na OMC.

 Fica aqui um mapa dos paraísos fiscais a nível mundial.

 

 

 

 

 

 

 

Mas não, a austeridade não é o caminho...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 11:19
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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011
EZ, EFSF, FU!


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 13:41
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Domingo, 23 de Outubro de 2011
Europeísmo à Portuguesa

 

 

José Sócrates descreveu Lisboa como um “porto de abrigo para a Europa” durante a cimeira de 2007 que aprovou o Tratado com o nome da capital. Porquê? Ora, porque “Portugal é Europeísta”, todos o sabem – pelo menos os nossos políticos e comentariato. Coitados daqueles arrogantes Britânicos arcaicamente irredutíveis em relação a sistemas de medidas e direcção da faixa de rodagem. E que dizer do eurocepticismo paroquial dos democraticamente atrasados Polacos e Checos…

Cronologias sobre a construção do projecto de integração Europeu abundam nas prateleiras estes dias mas quem se debruce sobre a história do projecto Europeu, tem que indagar mais cedo ou mais tarde: “mas que raio tem isto a ver com Portugal?”

Não quero com isto dizer que Portugal não é um país Europeu ou que não lucrou com a UE mas sim expressar a minha surpresa perante tal absoluto consenso. Que inspira afinal o nosso povo a tanta fé em Bruxelas?

 

- Ao contrário dos seus parceiros na Europa central, Portugal não tem nenhum trauma de guerra que dê ímpeto a correntes pacifisto-federalistas;

 

- Também resultado da Segunda Guerra Mundial, Portugal não esteve sob pressão para reconstruir a sua economia e infra-estrutura rapidamente como estiveram as nações devastadas pelo conflito e como tal a ideia de um mercado integrado não deveria constituir uma prioridade de maior para a sociedade Portuguesa;

 

- Mais uma vez em oposição à Europa central, Portugal não teve que acolher massas de trabalhadores imigrantes depois da segunda grande guerra e como tal não houve em Portugal correntes apologistas de projectos de integração multi-cultural;

 

- Se é verdade que Portugal sofre actualmente de um trauma colonial, também se verifica que ao contrário de outros estados-membros Portugal não foi um neocolonialista no hemisfério sul, tendo a sua epopeia de presença naquelas terras começado muitos séculos antes da Conferência de Berlim. Assim, enquanto que a perda das colónias significou um ‘retorno à Europa’ para os outros povos Europeus, Portugal dedicou-se a promover a CPLP e a cooperação tropicalista;

 

- Em contraste com muitos estados saídos da Guerra Fria, Portugal não é um estado recente com um fraco sentido de nacionalidade ou tão pouco um mero ‘estado-étnico’. Portugal será em breve uma nação com 900 anos de história e a soberania tem para nós muito valor;

 

- Enquanto vários estados europeus como a Bélgica ou a Alemanha prefiguram a sua existência com estruturas federais, Portugal é já desde há muito tempo um estado unitário seriamente centralizado e apenas com más experiências no que toca a ‘partilhas de soberania’;

 

- Ao contrário dos povos da Europa central, os Portugueses nunca tiveram que coexistir ou socializar com outros povos. Para o bem e para o mal, como país periférico Portugal não faz parte do jogo de fronteiras recorrente na Europa – as nossas são aliás as fronteiras mais estáveis da história Europeia. Em Portugal não se pode dizer que tanto faz partilharmos um estado com tal ou tal povo porque não seria a primeira vez…;

 

- Raramente fez Portugal parte dos grandes tratados e conferências da História da Europa;

 

- Não existe tão pouco afinidade étnica com outros povos Europeus. O nosso único vizinho não compreende a nossa língua e não existem tribos lusófonas perdidas pela Europa fora que justificassem um sentimento de pertença continental;

 

- A nossa mentalidade é também ela muito diferente – como aliás os nossos problemas financeiros o demonstram abundantemente. Podemos ser latinos e católicos mas mantemos ainda laços com países e regiões muito longe da Europa e dos interesses do velho continente;

 

- Os interesses económicos de Portugal diferem também dos do núcleo Europeu. Como país de mão-de-obra barata, corrupção e fraca inovação, Portugal está muito mais dependente de IDE que outros estados com grandes sectores de exportação. Assim, Portugal seria, quando muito, favorável a integração negativa (desregulação) mas nunca a integração positiva (regulação) que fizesse as leis e mercado Portugueses adaptarem-se a regimes de regulação intensiva e derradeiramente para Portugal, desincentivadora de competitividade nacional.

 

 

Perante este cenário, retomo a minha interrogação: Porque é Portugal Europeísta? A minha resposta é que Portugal pode ser Europeu em valores, mas não é nem nunca foi Europeísta. É possível que haja elites em Portugal que o sejam mas fico com a impressão que joga muito mais o instinto mesquinho dos nossos governantes pela caça ao subsídio e o seguidismo ignorante e escravo-do-politicamente-correcto dos nossos media.

 

Sermos não somos ...mas faz-de-conta que sim.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 20:43
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Segunda-feira, 4 de Julho de 2011
"Unidade na Diversidade"

 

 

 

 

Daqui

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 12:43
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Domingo, 19 de Junho de 2011
Somos todos Europa

Tive recentemente o prazer de dar a minha muito modesta contribuição na distribuição do primeiro 'jornal nacional da Europa'. Fruto do pedido de amigos, distribuí umas cópias entre colegas e outras amizades.

 

É com muito prazer que vejo o projecto receber atenção da imprensa portuguesa, provando que nem sempre anda alheada das novas ideias e do que se faz além fronteiras nesta Europa que é todos nós.

 

 

Parabéns ao European Daily por esta edição em papel, e votos de muitos sucessos para o futuro. Sem dúvida, um projecto a seguir.


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: Ode à alegria - Beethoven

uma psicose de José Pedro Salgado às 12:30
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Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2010
O Paradoxo de Rangel e a Univocidade da Soberania de Vestefália

 

 

Paulo Rangel é de longe um dos mais interessantes oradores e pensadores do PSD. Quem já ouviu os seus discursos sabe-o e o eurodeputado voltou a demonstrá-lo na última edição da Universidade Europa do PSD.

 

No entanto, do meu ponto de vista, o pensamento de Rangel incorre num paradoxo ao conciliar uma abordagem científica da política com uma forte convicção no federalismo europeísta; os dois não são compatíveis.

 

Quem assistiu à sua aula na Universidade de Verão de 2009 lembrar-se-á decerto de o ouvir contra-argumentar contra os politico-moralistas Marques Mendes e Paula Teixeira da Cruz, ao proclamar contra as ofensivas apologistas da ética na política destes últimos: ‘à ética o que é da ética, à política o que é da política’. Rangel entende a ciência política numa perspectiva científica e nesta tradição impõe-se a máxima de Maquiavel ‘a política não se relaciona com a moral’. Caso contrário, os imperativos morais de cada um – sendo sagrados – entrariam em colisão e arrastariam os actores políticos para debates morais, os quais não são passíveis de compromisso. Isto não é o mesmo que dizer que os políticos devem violar a lei, mas simplesmente que a deontologia que rege a política deve ser tão objectiva e ‘laica’ quanto a lei que emanando do direito, se aplica aos cidadãos.

 

Ora, no passado fim-de-semana no Estoril, Rangel afirmou apaixonadamente a morte do Estado soberano. O conceito de soberania é segundo ele, um conceito do século XVII e desactualizado nos dias (globalizados) de hoje. Por isto, ele contra-põe que o federalismo seria o melhor modo de assegurar os interesses dos estados pequenos como Portugal pois dar-lhes-ia uma ‘constituição’ com pesos e contra-pesos legais que lhes permitiria resistir aos impulsos hegemónicos de ‘directórios’ dirigidos por países como a Alemanha, os quais num contexto insuficientemente integrado são permitidos em conferências bilaterais, decidir os destinos de toda a União. Assim ele justifica a razão político-científica de se incrementar ainda mais a integração Europeia, até ao extremo do federalismo completo.

 

Talvez ele se inspire no Ítalo-nacionalismo do Florentino Maquiavel mas pessoalmente não vejo como pelo mesmo critério se possa argumentar ser Europeu mas não Espanhol. Baseando-nos em critérios ultra-tecnicistas, porque não esquecer 900 anos de esforço pela independência contra os nuestros hermanos e aderir ao Reino ibérico? Não vejo sobretudo como alguém possa querer defender o ‘interesse nacional’ português – expressão eminentemente vestefaliana – sem querer inerentemente defender a soberania e independência do Estado Português.

 

Na verdade, a Paz de Vestefália não foi o remate da soberania, foi sim o seu início: os estados são cada vez mais soberanos e não menos. Nos tempos de D. Afonso Henriques, nem sequer havia um nacionalismo Português (o próprio Rei tinha territórios em Espanha). Vestefália trouxe a soberania à Europa ao estipular que doravante questões normativas seriam foro privado dos Estados. Pois bem, se a experiência da UE – como todos reconhecem – é conseguir sobretudo incrementar o normativo (leis, valores constitucionais) mas falhar no estratégico (política externa coordenada, defesa comum), então é lógico que alguém que defende a abordagem científica da política seja particularmente zeloso da salvaguarda de uma separação entre a política e a moral, e que sobretudo não atribua primazia à moral em detrimento do político/estratégico.

 

Hoje o Estado exerce mais controlo que nunca sobre o seu território e população. Muitos entre os quais o Dr. Rangel até dizem que exerce demasiado controlo. Controlo alfandegário, administração económica, empresas públicas para a gestão da energia, água, etc. O Estado é hoje mais imprescindível que nunca. O nacionalismo é tão gerador de coesão hoje como nunca foi antes. A autoridade executiva não se restringe à colecta de impostos e questões de guerra e paz. Como então justificar que uma organização primariamente normativa se sobreponha à comunidade política nacional? Como fazê-lo invocando que a perda da soberania daria azo a mais influência Portuguesa? Como conciliar tal doutrina com o princípio da subsidiariedade, quando o nacionalismo dos estados e a sua coesão normativa é hoje mais forte que nunca e dispensa complementos ‘continentais’? Por analogia, um regionalista não deveria ser fã de macro-estruturas unitárias...

 

Mais ainda, as federações têm historicamente dois destinos: a centralização ou a desagregação. Mas a soberania de Vestefália permitiu à Europa uma gestão racional dos seus diferendos e favoreceu um equilíbrio de poderes que permitiu a projecção da influência de vários dos seus estados para o mundo.

 

A minha admiração por Paulo Rangel mantém-se mas nesta questão serei um Europeísta mais tradicional e menos revolucionário.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 11:46
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Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010
E Começa a Universidade Europa

 

Inicia-se hoje outro dos excelentes projectos de formação política do PSD: a Universidade Europa.

 

 

Durante o fim-de-semana, vários quadros do PSD e alguns independentes poderão usufruir dos frutos da experiência dos eurodeputados do PSD integrados no grupo parlamentar do Partido Popular Europeu.

 

Sob a alçada do eurodeputado Carlos Coelho, o primeiro dia arrancou com uma intervenção necessária mas menos animadora da eurodeputada Regina Bastos sobre a resposta das instituições europeias à crise.

Durante o jantar-conferência, a eurodeputada partilhou com os participantes o que tem vindo a apurar na Comissão Especial do Parlamento Europeu para a Crise Financeira, Económica e Social.

 

Entre os números mais chocantes que foram facultados está o desemprego jovem: 20% na média Europeia, 23% em Portugal...

 

Marcaram ainda presença Carlos Carreiras (Presidente da Comissão Política Distrital de Lisboa do PSD) e os recém-eleitos Duarte Marques (Presidente da JSD) e Joana Barata Lopes (Presidente da Comissão Política Distrital de Lisboa da JSD).

 

Amanhã, a UnivEuropa continua com um dia em cheio.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 23:43
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Domingo, 28 de Novembro de 2010
O Regresso da História I – Mitteleuropa Redux

 

Fernando Martins do Cachimbo de Magritte, causou polémica com o seu recente post ‘germanófobo’. Martins merece ser louvado pela sua coragem em romper com o politicamente correcto e descrever a dura realidade deste novo século que anuncia mais uma vez uma ascensão teutónica que tem cada vez mais vindo a dominar a Europa.

 

Dito isto, Miguel Morgado tem razão ao apontar a lacuna da falta de explicação para este ressurgimento Alemão.

A Alemanha tem desde há vários séculos vindo a emergir como uma potência europeia. Foi uma corrida para o topo que começou há um milénio atrás com o Sacro-Império Romano-Germânico. As fracturas políticas no entanto impediriam a união política até ao século XIX. A Reforma conseguiu reavivar o nacionalismo alemão e o Império Austríaco foi o primeiro a abrir o espaço geopolítico na Europa central para uma potência continental. Mas a Áustria viria derradeiramente a perder a competição com a Prússia para a conquista do estatuto de ‘estado sucessor’ do Sacro-Império.

 

Este progresso não teria sido interrompido não fora pela intervenção extra Europeia nos assuntos geopolíticos do velho continente que a América de Woodrow Wilson inaugurou. A participação dos EUA nas duas guerras mundiais foi o principal factor da queda da Alemanha enquanto super-potência regional e tal como a América decide hoje virar-se para a Ásia, também os seus esforços de adulterar artificialmente o panorama geopolítico europeu a seu favor, se começam a desvanecer.

A Alemanha do pós-guerra encontrava-se em ruínas e ironicamente vítima do mesmo estilo de partição que por sua vez havia imposto à Polónia um século antes. Devido à ameaça do bloco soviético os Aliados concordaram em reunificá-la mas apenas na sua vertente ocidental, criando assim um estado tampão reminiscente da Confederação do Reno napoleónica, desta feita concebida para servir os propósitos dos Aliados e não da França.

 

A excisão da Alsácia-Lorena, da Prússia, Pomerânia e Silésia à Alemanha, a devastação nas suas infra-estruturas e a endoutrinação pacifista devolveram à Europa o equilíbrio geopolítico continental ao igualar a França e a Alemanha em termos de poder. O ‘tandem’ Paris-Bona era aliás tão estável que deu origem a formas de cooperação sem precedentes como os Tratados de Roma e respectivas reencarnações.

 

Mas o fim da Guerra Fria trouxe consigo a fria realidade de que a economia Alemã, ao dominar o vale renano, sempre havia sido mais eficiente que a Francesa e o quarto alargamento – ou o alargamento mudo – ao permitir à Alemanha anexar a RDA, alterou definitivamente o equilíbrio de forças na Europa. Lembra bem o Fernando que ‘(…) a então União Soviética e os EUA só aceitaram a unificação da Alemanha depois de uma dura embora rápida negociação’.

 

Hoje vivemos também o regresso da história: aqueles que pensavam que o fim da URSS significaria o triunfo eterno da democracia liberal começam a perceber que o predomínio global do demo-liberalismo está inexoravelmente dependente da vitória na Segunda Guerra Mundial dos países aonde se deram as revoluções atlânticas – Inglaterra, França, América – o que lhes permitiu moldar o mundo à sua imagem. Ora como pode toda esta estrutura normativa sobreviver quando as novas potências – China, etc – não partilham destes valores?

 

Duas bolhas rebentaram: a da 'supervisão' Americana sobre a Europa e a do demo-liberalismo ad eternum que com a sua versão pós-moderna da 'paz democrática' traria cooperação ilimitada e desinteressada entre os estados. A História regressou e parece que os estados continuam a ter interesses divergentes.

 

Aonde eu discordo do Fernando Martins é na análise moralizadora (negativa) que ele faz da primazia Alemã. A primazia Alemã é apenas natural e em matéria de geopolítica a hegemonia nada mais é que legítima quando amoral. Os Alemães não são maléficos por quererem dominar, a questão está em como Portugal se poderá adaptar a este novo panorama europeu, e eu avanço que não é fazendo de Berlim nosso credor que sairemos a ganhar…



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 23:35
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Domingo, 14 de Novembro de 2010
Portugal e a Europa ou a Europa e Portugal?...

Hoje, o eurodeputado Britânico Daniel Hannan escreve no seu blogue sobre a Irlanda.

 

Ele tira duas importantíssimas conclusões:

 

 

1 - A predominante opinião de que a Irlanda deve o seu milagre económico à UE está errada. A Irlanda desenvolveu-se sobretudo devido aos seus laços com o RU e os EUA e ao facto de falar inglês, o que ajudou imenso ao inserir a Irlanda como uma plataforma de sector terciário conectada aos seus companheiros anglófonos dos dois lados do Atlântico; isto tanto mais enfatizado pelo facto de que a maior parte dos fundos comunitários para a Irlanda vinha da PAC e era destinado à agricultura - sector em declínio e hoje marginal, também naquela república marítima periférica.

 

2 - A segunda conclusão que Hannan retira é que a Irlanda sai penalizada por pertencer à zona €uro. A Irlanda desenvolve a maior parte do seu comércio com países que não utilizam esta moeda e o custo de manter uma moeda que não pode ser desvalorizada é ver os fluxos comerciais afluírem ao semi-fraterno mas pobre enclave monárquico da ilha bem como à Grã-Bretanha.

 

Estruturalmente, a Irlanda difere substancialmente da Europa e vale a pena reflectir sobre qual seria hoje a orientação de voto dos Irlandeses num referendo...

 

Que lições tem Portugal a tirar? Nós estamos muito mais ligados à UE é claro e o nosso sector financeiro até conseguiu resistir à crise. No entanto, eu lembro que os mercados aonde as nossas empresas se refugiaram da crise foram o Angolano e o Brasileiro. É Timor que nos poderá comprar títulos da dívida, e a maioria dos votos que nos elegeram para o Conselho de Segurança da ONU vieram do terceiro mundo e não da Europa - aonde o nosso principal parceiro comercial Alemanha, não teve grandes pruridos em açambarcar os votos do bloco ocidental às nossas custas.

Em relação ao aspecto estrutural, Portugal é a quintessência do problema que levou à criação dos fundos de coesão. Se a Irlanda anda a contra ciclo, que dizer de nós?...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 22:49
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Terça-feira, 21 de Setembro de 2010
O povo tem raça!


 

O debate sobre a expulsão de ciganos voltou, segundo notícia a imprensa europeia.

 

Enquanto a sueca Cecilia Malmström, comissária do Interior, e a já famosa Viviane Reding, da Justiça, reúnem à porta fechada na Comissão de Liberdades Civis, o Comissário para os Direitos do Homem do Conselho da Europa pede a Eric Besson que respeite os direitos dos migrantes.

 

A França está sob vigilância. O caso dos ciganos parece ter obrigado a Europa à reflexão. E ainda bem. Há que parar para pensar nas políticas de integração. Há que parar para pensar nas pessoas, depois de uma construção essencialmente Institucional e de alargamento. A União tem hoje problemas humanos reais para resolver. Porque a questão dos ciganos não é alheia às disparidades sociais que se vivem no espaço europeu. Não se pode alargar a fronteira do mercado e anunciar a livre circulação sem esperar mobilidade dos problemas sociais. Os ciganos não eram um problema em 2007 quando Roménia e Bulgária aderiram à União?

 

Não pode permitir-se que a hipocrisia se institucionalize na União.



uma psicose de Rui C Pinto às 09:57
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Segunda-feira, 28 de Junho de 2010
Soares, o Federalista

Mário Soares, não tendo já um papel nacional a desempenhar se não o de fundador poeirento do PS, tem tentado nos últimos anos afirmar-se como a voz do federalismo europeu, em Portugal e na Europa.

 

Na homenagem que lhe foi feita em Arcos de Valdevez, Soares fez-se acompanhar dos espanhóis Frederico Mayor Zagaroza e Raul Morodo para proclamar que a Europa se encontra 'sem rumo'.

 

 

A 'visão' de Soares indica-lhe que é necessário haver 'políticas convergentes' entre Portugal e Espanha e que 'a Europa ou é federalista ou não é Europa'.

O ex-Presidente acrescenta ainda que a menos que a Europa se federalize totalmente '(...)vamos ser o extremo ocidental da Ásia, uma região pobre e sem influência'.

 

Mas como sempre, há algo de profundamente errado com a visão de Soares:

 

- A Europa só foi federalista no século XX e conseguiu sobreviver vários milénios sem união política. MAIS: todas as tentativas de união, directas ou indirectas foram sempre tentadas a favor de uma potência Europeia em especial e geralmente em detrimento das demais.

 

- Se a Europa tem sido federalista e está agora sem rumo, mais federalismo vai resolver o problema como?...

E que dizer da estrondosa vitória de partidos xenófobos e ultra-nacionalistas como clara oposição à mensagem federalista de centro-esquerda?

Só me ocorre prenunciar que se continuarmos a federalizar a Europa, o faremos até a extrema-direita dominar os governos da Europa e fizer um 'opting-out' total e final ...

 

- Soares e a sua tese da marginalização da Europa têm razão de ser. A Ásia, pela sua dimensão e localização, será o próximo centro do comércio mundial, substituindo o Atlântico.

Mas os ventos da história - que neste caso são soprados pela evolução tecnológica - não vão mudar, quer a Europa se federalize, quer não.

 

Outra coisa: repararam na contradição implícita? Se a Europa, enquanto extremo ocidental da Ásia, se vai tornar pobre e sem influência, que dizer então de Portugal se transportarmos esta analogia para o continente Europeu?

Não é justo dizer que Portugal é uma periferia ocidental pobre e sem influência na Europa?

Então e posto isto, vamos federalizar a Europa?! o que significaria uma devolução ainda maior de soberania a Bruxelas?!...

 

Uma outra contradição é o sentido de emergência e ansiedade que a ascenção das potências asiáticas provoca nos europeístas.

O problema é que as potências asiáticas não baseiam o seu poder em estruturas federais ou confederais, apesar de cooperarem em vários fóruns e organizações de cooperação política, comercial, etc.

Ora, se é na Ásia que se encontra o dinamismo geopolítico e este não faz uso de pseudo-federalizações pós-modernas, a Europa deve tentar unificar-se e tentar construir o que nenhuma potência - por alguma razão - não conseguiu até hoje porque ...

 

Finalizo sem sequer ousar ameaçar o tabu que existe na sociedade Portuguesa em relação a Espanha mas no qual peço que reflictam.


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uma psicose de Miguel Nunes Silva às 16:44
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Segunda-feira, 21 de Junho de 2010
De 'PIG' a PATO ...

A nossa participação na UE tem-nos valido de pouco nos últimos tempos.

De que nos valeu termos um Presidente da Comissão quando esta resolveu pronunciar-se na possivel OPA à PT por parte da Telefonica para dizer - ultraje dos ultrajes - que as golden shares da PT violavam as regras comunitárias?

A sério?! O grande problema de um tal negócio é que a PT é que é um perigo para a concorrência na UE?!...

 

Agora vem o Plano Trichet que estipula que estados em não cumprimento das regras comunitárias de saúde fiscal podem perder direitos de voto. SIM! LERAM BEM: 'PERDER DIREITOS DE VOTO'!!!...

 

Uma coisa é o princípio da subsidariedade, outra coisa são os ataques directos à soberania dos estados.

Portugal afinal não ganha nada em ser o 'porto de abrigo' da União, em ser o eterno Euro-optimista e jogar pelas regras.

 

Tivemos que pagar multas por violarmos o pacto de estabilidade mas a França e a Alemanha não. Elas podem-se dar ao luxo de mudar as regras do jogo. Engolimos quando o o G4 (Reino Unido, França, Alemanha, Itália) da UE se reuniu para decidir o futuro económico da comunidade, deixando os 'pequenos' de fora.

 

 

Pois eu digo que agora BASTA!

Era o que mais faltava termos que pagar com soberania, erros financeiros que por mais culpa nossa que sejam, nunca foram denunciados pelos bancos dos países que agora muito enfadados, nos exijem medidas de austeridade.

A condescendência tem limites.

Sou o primeiro a dizer que Portugal é um país pobre e fraco. Nada mais saudável há que reconhecer a realidade. Mas sem soberania, tanto fará que sejamos ricos ou pobres, sem soberania não existimos.

 

Sair do €uro é uma coisa, perder direito de voto é outra. Não só tal medida transformaria Portugal e demais PIIGS em neo-protectorados europeus à la Bósnia, como seria um passo a favor de uma federalização dissimulada e - para um país periférico como Portugal - detrimental.

 

Ou isto é uma táctica negocial infeliz do Sr. Trichet ou então os senhores Vaclav Klaus e Jaroslaw Kaczynski começarão a ser convidados para falar em conferências em Portugal.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 21:33
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Domingo, 9 de Maio de 2010
A Europa à distância de um clique
  

A Europa sou eu, és tu. A Europa somos nós!

Europa é sinonimo de União de esforços e sonhos de mais de 500 milhões de pessoas.

A Europa dos cidadãos, presente em tantas das nossas acções diárias, não mora ali ao lado, ou lá longe em Bruxelas, mora em nossas casas à distância de um simples clique.

 
Eis alguns links úteis:
 
Portal da Europa
http://europa.eu/
 
Portal de acesso à Legislação comunitária
http://eur-lex.europa.eu/
 
Comissão Europeia
http://ec.europa.eu/
 
Conselho da União Europeia
http://www.consilium.europa.eu/
 
Parlamento Europeu
http://www.europarl.europa.eu/
 
 
Os principais grupos políticos representados no Parlamento Europeu
 
Partido Popular Europeu - PPE (Grupo onde se insere o PSD)
http://www.epp.eu/
 
Partido Socialista Europeu - PSE
http://www.pes.org/
 
Alianca de Liberais e Democratas para a Europa - ALDE
http://www.alde.eu/
 
Esquerda Europeia Unida - GUE/NGL
http://www.guengl.eu/
 
Verdes - GRENS/EFA
http://www.greens-efa.org/
 
 
O PSD na Europa
 
http://www.psdeuropa.org/
 
Para acompanhar de perto o trabalho dos nosso Eurodeputados é também possível visitar as suas paginas pessoais,
 
Carlos Coelho
http://www.carloscoelho.eu/
 
José Manuel Fernandes
http://www.josemanuelfernandes.eu/
 
Maria Graça Carvalho
http://www.gracacarvalho.eu/
 
Maria do Céu Patrão Neves
http://www.patraoneves.eu/
 
Mário David
http://www.mariodavid.eu/
 
Nuno Teixeira
http://www.nunoteixeira.eu/
 
Paulo Rangel
http://www.paulorangel.eu/
 
Regina Bastos
http://www.reginabastos.eu/

 

 

 

 

 

 


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uma psicose de Elsa Picão às 12:58
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Sexta-feira, 5 de Junho de 2009
FITNA atento aos ventos de mudança!

 Enquanto em Portugal ainda se prepara o último dia de campanha destas eleições europeias, já se vota na Europa. E é da Holanda que nos chegam os primeiros resultados. Segundo esta notícia, o segundo partido mais votado foi, sem muitas surpresas, o Partido para a Liberdade do Povo Holandês. Um partido fundado em 2006 e liderado por Geert de Wilders que fez campanha contra a adesão da Turquia á UE, atacando o que considera ser a “islamização catastrófica” da Europa. “Diz pretender “destruir a partir do interior” o Parlamento Europeu, onde vai ter quatro dos 25 deputados eleitos pelos holandeses.”

 

Geert de Wilders é também conhecido pela realização do polémico filme Fitna, onde compara o islão ao nazismo.

 

A democracia é sinónimo irrevogável de liberdade de expressão? Ou acomoda espaço para a “imposição” de certos limites?

 

A um político, democraticamente eleito, deve ser permitida (tolerada) a afirmação de ideias como as expressas em Fitna?

 

Para que Europa nos conduzem estes, aparentes, ventos de mudança?

 

 

 



uma psicose de Elsa Picão às 01:10
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Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009
EU2009.CZ

Depois do frenesim que foi a Presidência de Sarkozy, segue-se-lhe a Presidência Checa.

A Republica Checa traz-nos um Presidente Eurocéptico, Vaclav Klaus, e um moderado europeísta como Primeiro-ministro, Mirek Topolanek.

Realmente Sarkozy deixa vazio um palco com um acto muito difícil de suplantar.

Será que a dinâmica na política Checa irá prejudicar o Projecto Europeu?

 Klaus já declarou que a presidência da União Europeia é um cargo sem importância, consciente de que as grandes decisões são tomadas pelos países mais fortes. A saber, Alemanha, Grã-Bretanha e França. O cepticismo do Presidente checo é tão grande que já tomou a decisão de nem sequer arvorar a bandeira azul com as estrelas da União Europeia junto da sede do seu Governo - TVI online.

Certo é que uma das primeiras crises já está à porta. A Rússia de novo brinca com a torneira do gás à Ucrânia. A posição da nova Presidência é desdramatizar a situação; Os Estados membros da União Europeia preocupada com o corte do fornecimento de gás natural à Ucrânia, mas a presidência checa considera tratar-se de um problema entre a Ucrânia e a Rússia que é preciso resolver - Euronews online

No último dia de 2008, Alexandra Carreira escrevia no DN - (...) Os primeiros sinais práticos de desalinho chegaram com a recusa de Klaus de hastear a bandeira europeia no castelo presidencial em Praga, em meados do mês de Dezembro. O acto "feriu" a Europa, disse Sarkozy, acendendo definitivamente a chama do desacordo com o controverso Presidente checo.
A troca de mimos entre os dois chefes de Estado chegou a ter como palco o Parlamento Europeu, a meio do mês, em Estrasburgo, e a televisão pública checa, onde Klaus acusou "políticos como Sarkozy" de serem "anti-europeus".
Até agora, a figura mais apagada da presidência checa da UE é, contraditoriamente, aquela que terá mais destaque, pelo menos, ao nível diplomático e oficial, Mirek Topolanek, o primeiro-ministro.
Ao leme dos 27, Topolanek terá duas tarefas complicadas: gerir a UE em tempos de crise e garantir a segurança energética e, internamente, aguentar um Governo que parece bastante frágil.

Alguma imprensa internacional chega a sugerir que o Executivo de Praga poderá mesmo cair antes do fim de Junho, altura em que Topolanek entregará os destinos do Velho Continente à Suécia.|
 

Que surpresas nos trará esta Presidência, com tão fracas expectativas???
 

 http://www.eu2009.cz/en/

 


: europeísta

uma psicose de jfd às 19:09
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