Segunda-feira, 24 de Novembro de 2014
O Berlusconi de Portugal

Em varias ocasiões neste blogue, apelidei Sócrates "o Berlusconi Português".

Sem saber se o ex-PM será condenado ou não, vale a pena, ainda assim, reflectir sobre o significado dos acontecimentos do ultimo fim-de-semana.

 artur_baptista_da_silva_ps.jpeg

 Muitas almas caridosas insistem em lembrar que há casos de corrupção tanto à esquerda como à direita. Sendo verdade, eu penso que a situação é muito diferente para a esquerda e explico porquê:

 

1. Tanto o PS como o PSD têm políticos sobre os quais muitas suspeitas recaem. Mas por vezes os nossos instintos servem-nos bem e tal como outros políticos - lembro-me por exemplo do Major Valentim - Sócrates nunca inspirou confiança em ninguém. Em 2009, houve varias sondagens antes das eleições nacionais e Sócrates liderava todas nas intenções de voto. Havia, no entanto, uma em que MFL lhe ganhava: honestidade. Os Portugueses sabiam bem que lhes mentia e quem lhes falava verdade... 

Ora a diferença é que o PSD não elegeu um 'destes' políticos líder do partido e PM.

 

2. Logo vale a pena perguntar o porquê do PS ter tido necessidade de o fazer. Escrevi aqui aquando da revelação da fraude que era Artur Baptista da Silva (ABS), que o caso não era apenas acidental para a esquerda, o caso era sintomático. Basicamente porque a sofreguidão por alguém de autoridade que pudesse criticar a austeridade era tanta, que muitos deixaram-se levar na cantiga de ABS.
Pois bem, Sócrates pode e deve ser visto, também, a esta luz. Muitos se queixam que os quadros competentes dos principais partidos não se dão ao trabalho de ir a eleições. Isto é verdade e é verdade nos três partidos do arco da governação. No entanto, o facto de o PS ter permitido que um destes quadros ...não competentes, de moralidade dúbia, um autêntico populista... chegasse tão longe politicamente, reflecte, na minha opinião, mais do que apenas um erro acidental.

O dilema do PS - e sobretudo dos seus notáveis - consistia em como fazer face à evidencia de que políticas socialistas não funcionavam, mas continuar a prometer os mundos e fundos que o socialismo promete; como continuar a ser socialista, já depois de ter perdido a fé...

Para esta aristocracia socialista, a solução apresentou-se na pessoa de José Sócrates: alguém de pouco escrúpulos, capaz de discursar slogans socialistas enquanto corta na segurança social (à socapa), capaz de arruinar as finanças nacionais tacticamente, para poder ganhar uma eleição (2009).

A falência ideológica do PS alimentou criaturas de mentalidade chico-esperto como Sócrates; a falência ideológica da esquerda alimentou burlões como ABS.

 

A lição de moral para o país em 2014, deveria ser a mesma de 2009: aprender com o passado. Em 2009, semanas depois de Ferreira Leite perder as eleições com o seu discurso da austeridade, a Grécia falia e pouco depois Portugal iniciava os seus PECs e era expulso dos mercados de financiamento. Em 2014, semanas depois de António Costa ser eleito reabilitando o legado de Sócrates no PS, o ultimo cai em desgraça.

A lição é simples: quando os Portugueses votam pelo sonho, as coisas correm mal.

Mais realidade Portugueses, mais realidade.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 12:47
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Sábado, 19 de Outubro de 2013
Novela Machete: Angola tem razão

A novela continua mas desta vez com consequências mais graves.

 

O aproveitamento político de uma simples gafe começa a prejudicar as relações entre Portugal e Angola numa altura em que os mercados dos países em desenvolvimento são cruciais para o nosso país - mais uma política de esquerda que se revela desastrosa.

 

É certo que eleitoralismo e demagogia não são apanágio exclusivo dos Portugueses e o Jornal de Angola como megafone governamental é tudo menos insuspeito de aproveitamento político.

 

O que está verdadeiramente em causa no entanto é a razoabilidade de ambas as partes e aí Portugal foi menos razoável. Luanda sabe perfeitamente que em Portugal a Justiça é independente do poder político - enfim, pelo menos mais independente do que é em Angola - e ninguém em Angola tem ilusões de que o governo possa influenciar a PGR a abandonar as suas investigações.

 

Mas se as pessoas em Portugal esperam que Angola leve em conta o facto de não partilharmos o mesmo tipo de regime, e evite pressionar o governo ou levar a cabo represálias por algo que não está ao seu alcance controlar, então Portugal também tem que fazer a sua parte.

 

As tensões com Angola começam com o aproveitamento cobarde, demagógico e irresponsável que a oposição faz do caso mas o próprio caso começa com as violações do segredo de justiça.

 

Se Portugal se quer queixar que tem um tipo de regime diferente do de Angola, então não pode ter o melhor dos dois mundos. Se a PGR tem a independência e o poder para investigar quem lhe aprouver, também tem responsabilidade por evitar violações do segredo de justiça - as quais se têm tornado uma constante vergonha em todos os casos mediáticos das últimas décadas.

 

Não havia razão para embaraçar altas personalidades do regime Angolano sem que isso fosse absolutamente necessário. A violação do segredo de justiça foi o primeiro acto de falta de razoabilidade. O cancelamento por parte de Luanda da parceria estratégica foi apenas o segundo.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 16:07
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Segunda-feira, 14 de Outubro de 2013
Fremdschämen


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 08:44
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Terça-feira, 8 de Outubro de 2013
Bloco do Ridículo

Mais uma vez a esquerda, sem soluções para o país, recorre à manipulação de preconceitos, faz uso da ignorância dos Portugueses e limita-se ao assassínio de carácter, culpa por associação e presunção de culpabilidade.

 

Não há vergonha ou honestidade do lado da gentalha que vive para o 'deita-abaixo' e que se recusa a assumir qualquer responsabilidade governativa.

 

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 20:17
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Sábado, 5 de Outubro de 2013
Demissão para António José Seguro!

Seguro é um execrável líder da oposição.

 

O seu único trunfo até hoje foi ter vencido umas eleições aonde nem sequer a política do partido que lidera ia a votos.
Mas analisemos a sua performance:

 

- Sempre que a imprensa sensacionalista inventa uma novela, Seguro está lá para fazer o reles aproveitamento político oportunista e cobarde;

 

- Faz aproveitamento mesmo quando é paradoxal fazê-lo: não Zézito, o PS não pode criticar o governo por não cumprir o programa da Troika quando a oposição defende incumpri-lo ainda mais;

 

- Seguro é incompetente na oposição que faz pois não só não colabora com o governo mas é hipócrita ao criticar o governo por cumprir o mesmo programa da Troika que o PS havia co-negociado;

 

- Seguro é um embaraço e uma vergonha para o PS em episódios como este em que a sua demagogia choca contra a própria aritmética. Citando: "Proponho que a UE estabeleça como objetivo para o ano 2020 que nenhum país possa ter uma taxa de desemprego superior à média europeia"

(estas barbaridades não fazem a novela da semana mas o MNE ser diplomático já é interessante...)


LOLOLOLOLOLOLOLOL É esta criatura que vai governar um país com uma situação económica delicada? ; 

 

- Seguro fundamenta as suas políticas de 'alternativa' (mais despesismo) na disponibilidade de fundos que ele não controla - assim burlando os Portugueses.

 

 

Esta conduta vergonhosa e medíocre so merece uma palavra dos Portugueses: "DEMITA-SE!"

 

Vai-te embora toino, fazias melhor figura se não abrisses a boca...

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 21:57
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Corja

Esta corja nojenta nem durante o hino nacional se calou.

 

Interessa que tanto o governo como o Presidente sejam líderes legítimos? Não.

 

Interessa que havia Portugueses orgulhosos dos seus líderes que queriam ver uma cerimónia respeitável? Não.

 

Interessa que ninguém desta corja tem alternativas de governação? Claro que não. 

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 20:39
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Novela Machete: Diplomacia = Arrogância...

A vergonhosa falta de sentido de estado esquerdazóide revela-se em todas as oportunidades.

Para a moralista esquerda, a diplomacia é sempre negativa se respeitar regimes diferentes do nosso.

 

O MNE tentou pôr água na fervura numa causa de tensão nas relações entre Portugal e Angola mas o que a esquerda queria era ver o Ministro ser arrogante e dizer aos Angolanos para baterem a bolinha baixinha porque o nosso sistema de justiça é melhor que o deles.

 

Afinal, porquê manter boas relações com um dos nossos principais investidores e mercados de exportação, em altura de crise financeira e económica?...

Ou porquê pôr o interesse nacional à frente do aproveitamento político oportunista e cobarde?

 

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 20:34
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Segunda-feira, 23 de Setembro de 2013
Seguro, o brutal hipócrita!

 

Vem hoje falar a criatura a que chamam líder do PS. Diz a criatura que a razão para o país ainda não ter voltado aos mercados como previsto, se deve ao governo e à sua ineficiência. O PS avisou para tal ineficiência governativa e reclama agora 'razão antes de tempo'.

 

Como sempre, Seguro e o PS são culpados da pior espécie de hipocrisia. Então o partido que queria ter poupado menos e gasto mais, o partido que queria renegociar a dívida - com isso agravando a credibilidade do país nos mercados internacionais - este partido teve razão antes de tempo?!!

 

Se com o PSD/CDS o país está atrasado no regresso aos mercados e o 2º resgate é uma possibilidade, então com o PS o regresso aos mercados já nem estaria na mesa e o país estaria certamente já a negociar um 2º resgate - resgate tal que atrasará durante anos a saída da Troika do país.

 

Mas será que este nível de cara-de-pau existe?! 

Mas será que não há um pingo de vergonha ou seriedade à esquerda?!

 

A pouca-vergonha nunca acaba pelos lados do Partido dos Burlões...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 14:57
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Domingo, 3 de Março de 2013
1 Milhão...

... é o número de Portugueses que preferem ter políticos que lhes mintam a políticos que lhes digam a verdade.

... é o número de Portugueses que só reconhecem direitos em democracia mas não deveres.

... é o número de Portugueses que merecem Sócrates de volta.

 

... é o número de Portugueses que condenam os jovens ao desemprego e os mais desfavorecidos à miséria, defendendo os interesses estabelecidos das corporações e subsidio-dependentes.

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 13:19
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Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2013
O nojento pseudo-moralismo de Ana Drago

Em que é que o Bloco acredita?

- na culpa por associação;

- na inversão da presunção de inocência para 'culpado até prova de inocência';

- na conspurcação do bom nome das pessoas;

- na demonização dos ricos e dos bancários, na demonização da direita.

 

 

A Ana Drago e o Bloco de Esquerda são uma vergonha para a política Portuguesa. A falsa autoridade moral, o riso de quem estupidamente julga que fazer generalizações discriminatórias é uma vitória.

 

Interessante como os partidos que se declaram como defensores da liberdade, são tão bons no assassínio de carácter...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 22:55
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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2013
Definição de Hipocrisia = António José Seguro

Desde há umas semanas o líder socialista vinha a dizer o seguinte:

 

"O Partido Socialista não está disponível e quero deixar um aviso ao primeiro-ministro: ele não tem mandato para fazer um corte desta natureza"


“o PS está disponível para debater a modernização do Estado, mas indisponível para ser cúmplice de um corte nas funções do Estado”

 

 

Hoje, fruto dos cortes já efectuados, da intenção de fazer mais, e da boa performance de Portugal nos mercados que AGORA e GRAÇAS A VÍTOR GASPAR permitiram uma baixa nos juros da dívida, a Troika consentiu em permitir a Portugal mais flexibilidade no pagamento da dívida.

 

"Ricardo Costa (Expresso) "Eu, que escrevi várias vezes que seria quase impossível que Portugal regressasse aos mercados em 2013, reconheço sem qualquer problema que com estas regras Portugal está em condições de o fazer. Mais relevante, a estratégia negocial de Vítor Gaspar foi a correcta, sobretudo nos prazos em que jogou as suas cartas. Sempre sem forçar e sempre a aproveitar a terra firme que outros, sobretudo a Irlanda, iam pisando.""

 

Revela hoje o Ministro Irlandês das Finanças Michael Noonan que "Vítor Gaspar, acertou em dezembro passado com o seu homólogo irlandês aguardarem pelo «momento oportuno» para reivindicar a extensão do prazo para pagar os empréstimos"

 

 

Até François Hollande - o pretenso arauto da anti-austeridade - se viu forçado a admitir que não só Portugal tinha implementado bem o ajustamento das medidas da Troika mas que tinha sido precisamente o desgoverno do passado que havia posto Portugal no buraco em que se encontra:

 

"Põe-me a questão de saber se a França poderia seguir o exemplo de Portugal... Não! Porque os níveis da dívida não são comparáveis, porque as situações económicas são diferentes... mas é porque queremos evitar chegar a essas soluções [de cortes nos salários, nas pensões...] que é preciso encarar o problema o mais rapidamente possível e o mais eficazmente possível"

 

E que têm Seguro e o PS a dizer?

 

"o PS teve razão no tempo certo", ao pedir mais tempo e mais dinheiro". Mas que grandessíssima cara de pau!!!

 

Como se tal flexibilização pudesse ter ocorrido sem os cortes que o PS criticou e prometeu inviabilizar!!!!!!!!!!



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 18:30
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Sábado, 5 de Janeiro de 2013
A Chantagem da Esquerda

Parem com a austeridade, or else...

 

É isto que temos vindo a ouvir da esquerda nas últimas semanas. Cuidado pessoas de direita, olhem que vem aí uma revolução, vejam lá de que lado voçês se querem encontrar quando estalar o caos...

 

 

E como os bons velhos populistas que são, uma vez mais as ovelhinhas da esquerda esperam com isso silenciar quem tem coragem de falar verdade aos Portugueses em vez de lhes prometer mundos e fundos e o pote de ouro no fim do arco-íris.

 

No fundo é a mesma lógica daqueles que defendem ser-se religioso por medo da potencial veracidade do inferno. Por via das dúvidas não vamos arriscar e convertamo-nos.

É isso que a esquerda é: uma religião com Marx como o seu profeta, com dogmas, com ritos, mas sem a mínima centelha de credibilidade ou sustentabilidade.

 

À esquerda gostam de dizer que a culpa da crise é da direita porque foi a direita que defendeu desregulação e liberalismo comercial. Na verdade mesmo sem o impacto de algumas questionáveis políticas neoliberais, a corrida para o fundo que a abertura asiática e do leste Europeu causaram, teriam levado a que o ocidente tivesse adoptado as mesmas medidas para tentar competir.
Aonde está a diferença substancial da governação é no modo como os eleitorados foram tratados: a direita nunca defendeu investir para produzir o que a esquerda fez sem descanso - do mais extremo radical ao mais centrista moderado. A direita nunca defendeu endividamento sem limites e nunca prometeu ao eleitorado que privilégios do desenvolvimento económico eram 'direitos'; a esquerda sim, e com todo o fôlego.
Prosperaram as economias que aplicaram as receitas da esquerda (Argentina, Cuba, etc)? Não.
Prosperaram as economias que aplicaram as receitas da direita (China, Leste Europeu)? Sim. 


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 19:27
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Sábado, 29 de Dezembro de 2012
A Guerra Esquerdalho-Mediática Contra a Responsabilidade Individual

 

Meros dias depois de os media fazerem o mea culpa sobre a vergonha que foi o caso Baptista da Silva, a fé nesses mesmos media cai outra vez por terra. Veja-se a manipulação sensacionalisto-preconceituosa em vigor:

 

1 - O Secretário de Estado da Saúde Fernando Leal da Costa diz muito sensatamente que não é tarefa exclusiva do governo velar pela saúde dos Portugueses, os quais também têm de se responsabilizar pelos seus actos menos saudáveis. Leal da Costa remata constantando o óbvio: os recursos do Ministério não são ilimitados.


2 - Para publicitar as declarações, os media promovem a polémica com o soundbite provocativo 'Governo diz aos Portugueses para não ficarem doentes'.


3 - Como de costume, os tolinhos da esquerdalha reagem pavloviamente expressando a sua consternação...


4 - ... e maravilha das maravilhas, os media apressam-se a cobrir a controvérsia artificialmente gerada por eles próprios.



Mas que asco de órgãos de comunicação a que estamos sujeitos!



Pior ainda é a mensagem que passa: ai de quem responsabilize os Portugueses pelos seus erros!


Claro que esta é apenas a sequela de outra novela sensacionalista, a das declarações de Isabel Jonet. Porque é pecado educar os Portugueses a gastarem apenas aquilo que têm.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 21:04
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Terça-feira, 25 de Dezembro de 2012
Há Burlões e Burlões

 

Muito tenho aqui escrito sobre burla. Para responder às massas que cegamente reivindicam mais apoio estatal simultaneamente chamando aos políticos 'gatunos', tenho tratado os esquerdistas por 'burlões'.

 

É que simplesmente não há mais dinheiro para distribuir pela população e prometer mais apoio - ou a manutenção do actual - através da racionalização de recursos - o mítico rigor Vs austeridade - é uma quimera destinada exclusivamente a servir o interesse eleitoralista e demagógico da liderança do PS. Quando é que uma sociedade mediterrânica alguma vez foi rigorosa ou sequer eficiente na gestão dos seus recursos (excluindo o Salazarismo...) ?

 

Não, a austeridade é o único caminho minimamente credível e aquilo que há a discutir são os moldes dessa mesma austeridade.

 

Mas tal como as crises desmascaram burlões, também fazem emergir outros. Nassir Ghaemi no seu livro 'A Mente Louca dos Grandes Líderes Mundiais' explica que certas personalidades são mais hábeis no exercício de liderança em tempos de prosperidade, e outras em tempo de crise. O que está na base desta discrepância é o passado - sobretudo tempos de infância - da pessoa em questão: caso tenha vivido em estabilidade, o individuo está adaptado a afirmar-se em contextos de estabilidade e vice-versa. Logo, aqueles que em tempos de crise prosperam são pessoas habituadas a fazerem passar mensagens radicais e a adaptarem-se a circunstâncias difíceis. Assim, tal como os políticos radicais sobressaem em tempos de crise, os burlões do improviso sobressaem contrapostos aos burlões dos esquemas de pirâmide, os quais estão no jogo para o longo prazo.

 

No entanto, a sofreguidão com que Artur Baptista da Silva foi escutado E DIVULGADO pelos media é um indicador na minha humilde opinião, de algo mais para além de habilidade de burlão: é um indicador do pendor esquerdista dos media Portugueses. Depois de meses e meses de descrédito da liderança socialista assim como da 'rua esquerdista' - criticando tudo e todos e falhando redondamente não só em oferecer uma alternativa mas também em escapar ao inevitável facto de que a direita havia previsto a crise muito antes de ela chegar - eis que emerge um D. Sebastião das brumas...

 

... Aqui está pela primeira vez alguém com credibilidade independente (ONU) que defende o fim da austeridade em Portugal. Ironia das ironias, acaba por ser exposto como burlão de primeira categoria.

No fundo o caso Artur Baptista da Silva deve ser visto com bons olhos pela direita: ele acaba de validar a política de austeridade por mais uns anos.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 10:36
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Domingo, 4 de Novembro de 2012
D. Mário, o hipócrita

 

A hipocrisia desta criatura nunca me deixa de surpreender.


Então o senhor que levou Portugal para a Europa e que como tal teve que se comprometer com reformas profundíssimas incluindo uma revisão preparatória da constituição, com políticas europeias duríssimas como a destruição de grande parte da frota pesqueira Portuguesa, ou culturas agrícolas, o bobo da corte que foi de rabinho entre as pernas pedir por favor à Índia para retomar relações diplomáticas e económicas apesar de estas terem sido cortadas por um acto de agressão militar Indiano a Portugal condenado internacionalmente e que nem a hiper-falível e parcial ONU da Guerra Fria, aprovou - por falar em isolamento diplomático... - este mesmo senhor tem a gigante lata de dizer que este governo, ESTE, o mesmo que está à beira da bancarrota depois de décadas de governação socialista, ESTE GOVERNO é submisso?!!!!!!.... 

 

Sim, Sr. Soares, chamam-se credores, e sim somos submissos ...GRAÇAS A SI!!!



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 19:43
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Quinta-feira, 18 de Outubro de 2012
Caros esquerdistas...

... metam isto na cabeça: se não se pode continuar a pagar, então não se trata de um corte mas sim de 'financiamento proporcional'.



 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 20:08
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Sábado, 29 de Setembro de 2012
Se ao menos Portugal tivesse TGV...

 

Há dois anos atrás era isto o que os Telejornais reportavam:

 

A nossa querida esquerda avisava com condescendência que só a direita Portuguesa - quais pobres coitados em estado de negação - era retrógrada ao ponto de querer permanecer periférica:
A verdade tem vindo a transbordar desde há umas semanas e meses:
Mas sabem que mais, deixemos estas sumas inteligências governarem o país de novo; pode ser que tenham sorte desta vez...


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 17:52
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Quarta-feira, 8 de Agosto de 2012
O 'choradinho' e o Michael Moore Europeu
o Michael Moore Europeu

Por vezes há acontecimentos que assustam. A SIC Notícias exibiu hoje um 'documentário' sobre a crise em Portugal intitulado "Os Caminhos da Incerteza" (francês: les Chemins de l'incertitude) realizado pelo Francês François Manceaux - se o realizador fosse Britânico ou Polaco, creio que o tom teria sido ligeiramente diferente...

O termo 'documentário' deve ser utilizado de ânimo leve porque aquilo nada mais era que um filme de propaganda e tendencioso com uma abundância de personalidades da Esquerda Portuguesa a fazer o choradinho de que Portugal está a sofrer muito com a crise e de que se o caminho da austeridade não é alterado, Portugal e a Europa correm o risco de desastre e desagregação. A objectividade foi para as urtigas.

 

Não vi ninguém a sugerir uma alternativa. Falou-se do eixo Atlântico de Portugal mas que eu saiba o Brasil ainda não se disponibilizou a ajudar Portugal com a sua dívida. Falando de dívida, a proposta implícita era que Portugal devia ser ainda mais ajudado pela Alemanha e demais economias robustas do norte da Europa.

Este documentário serve o propósito de tentar chantagear e intimidar os Alemães a arriscarem ainda mais dinheiro no sul.

 

Se há algo desprezível é querer enganar o povo com a banha da cobra: parece que afinal a austeridade não é inevitável! mas que boa notícia! o governo e a direita juntamente com os credores do país devem então ser apenas membros de um clube sádico que disfruta ao ver as pessoas a sofrer.

 

A esquerda deste país simplesmente não tem vergonha na cara. Depois do desfalque que o despesismo causou ao Estado, o que eles verdadeiramente querem é a solução que os Franceses implementaram ao elegerem François Hollande: fechar os olhos, enterrar a cabeça na areia e fazer o outsourcing das consequências de um estado social insustentável para a próxima geração.

 

O que a esquerda quer é demagogicamente culpar a América por uma crise que é Europeia e com alguma esperança ver os credores internacionais perdoar a dívida dos membros da UE como foi feito a algumas repúblicas das bananas durante os anos 90. Infelizmente ninguém à esquerda se apercebe que juntamente com facilitismos e saídas à chico-esperto (Sócrates estava tão bem como líder do PS) da crise, também ganham a mesma credibilidade que as ditas repúblicas das bananas têm.

 

A nossa esquerda é a ralé ideológica de Portugal: muitas ideias, zero responsabilidade.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 14:05
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