Segunda-feira, 24 de Novembro de 2014
O Berlusconi de Portugal

Em varias ocasiões neste blogue, apelidei Sócrates "o Berlusconi Português".

Sem saber se o ex-PM será condenado ou não, vale a pena, ainda assim, reflectir sobre o significado dos acontecimentos do ultimo fim-de-semana.

 artur_baptista_da_silva_ps.jpeg

 Muitas almas caridosas insistem em lembrar que há casos de corrupção tanto à esquerda como à direita. Sendo verdade, eu penso que a situação é muito diferente para a esquerda e explico porquê:

 

1. Tanto o PS como o PSD têm políticos sobre os quais muitas suspeitas recaem. Mas por vezes os nossos instintos servem-nos bem e tal como outros políticos - lembro-me por exemplo do Major Valentim - Sócrates nunca inspirou confiança em ninguém. Em 2009, houve varias sondagens antes das eleições nacionais e Sócrates liderava todas nas intenções de voto. Havia, no entanto, uma em que MFL lhe ganhava: honestidade. Os Portugueses sabiam bem que lhes mentia e quem lhes falava verdade... 

Ora a diferença é que o PSD não elegeu um 'destes' políticos líder do partido e PM.

 

2. Logo vale a pena perguntar o porquê do PS ter tido necessidade de o fazer. Escrevi aqui aquando da revelação da fraude que era Artur Baptista da Silva (ABS), que o caso não era apenas acidental para a esquerda, o caso era sintomático. Basicamente porque a sofreguidão por alguém de autoridade que pudesse criticar a austeridade era tanta, que muitos deixaram-se levar na cantiga de ABS.
Pois bem, Sócrates pode e deve ser visto, também, a esta luz. Muitos se queixam que os quadros competentes dos principais partidos não se dão ao trabalho de ir a eleições. Isto é verdade e é verdade nos três partidos do arco da governação. No entanto, o facto de o PS ter permitido que um destes quadros ...não competentes, de moralidade dúbia, um autêntico populista... chegasse tão longe politicamente, reflecte, na minha opinião, mais do que apenas um erro acidental.

O dilema do PS - e sobretudo dos seus notáveis - consistia em como fazer face à evidencia de que políticas socialistas não funcionavam, mas continuar a prometer os mundos e fundos que o socialismo promete; como continuar a ser socialista, já depois de ter perdido a fé...

Para esta aristocracia socialista, a solução apresentou-se na pessoa de José Sócrates: alguém de pouco escrúpulos, capaz de discursar slogans socialistas enquanto corta na segurança social (à socapa), capaz de arruinar as finanças nacionais tacticamente, para poder ganhar uma eleição (2009).

A falência ideológica do PS alimentou criaturas de mentalidade chico-esperto como Sócrates; a falência ideológica da esquerda alimentou burlões como ABS.

 

A lição de moral para o país em 2014, deveria ser a mesma de 2009: aprender com o passado. Em 2009, semanas depois de Ferreira Leite perder as eleições com o seu discurso da austeridade, a Grécia falia e pouco depois Portugal iniciava os seus PECs e era expulso dos mercados de financiamento. Em 2014, semanas depois de António Costa ser eleito reabilitando o legado de Sócrates no PS, o ultimo cai em desgraça.

A lição é simples: quando os Portugueses votam pelo sonho, as coisas correm mal.

Mais realidade Portugueses, mais realidade.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 12:47
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Segunda-feira, 20 de Janeiro de 2014
PS - eternamente do lado errado da História?

 

 

"no actual contexto da crise financeira mundial, "há mais razões económicas" para que todas as obras públicas de modernização das infra-estruturas "se façam", uma vez que "não servirão apenas para melhorar a competitividade do país"" (Sócrates 2008)

 

 

"Lembrou a propósito socialistas que passaram pelo poder: um slogan de Guterres - "uma nação não é só números" - e a frase de Jorge Sampaio "há mais vida para além do défice". " do PEC, acrescentou." (Alegre 2010)

 

'Moody's downgrades Portugal's debt'

 

"Portugal não precisa de aderir a nenhum fundo de resgate" (Sócrates 2011)

 

"Portugal needs cash urgently, and with nowhere else to turn,

it finally requested an embarrassing but unavoidable financial bailout

from its European peers and from the IMF"

 

 

"o Governo não passa de um vendedor de ilusões que visa criar a ideia nas pessoas que o nosso país está a sair da crise mas, infelizmente, não é assim". - (Seguro 2014)

 

'Moody's changed outlook on bond rating of Portugal to stable from negative'

"Recent data releases indicate a stabilization of the economy,

with exports continuing to grow and the unemployment rate declining from its very high level.

The broad structural reforms that the Portuguese authorities have undertaken

in the context of the Troika support programme

should support the country's economic growth in the medium term"



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 01:51
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Segunda-feira, 21 de Outubro de 2013
O 'falhanço' da austeridade...

Parece que as agências de notação que faziam parte da conspiração financeira internacional contra Portugal estão a mudar de táctica. Deve ser para tentar salvar o governo de direita... nada a ver com o que foi feito pelo governo até agora...

 

A Morgan Stanley's ainda avisa para o risco político de Portugal; trocado por miúdos, o Tribunal Constitucional defendendo leis de esquerda, ou a Esquerda Parlamentar ainda podem deitar tudo por água abaixo se os Portugueses deixarem.
E quem vos avisa...


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 20:32
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Sábado, 5 de Outubro de 2013
Demissão para António José Seguro!

Seguro é um execrável líder da oposição.

 

O seu único trunfo até hoje foi ter vencido umas eleições aonde nem sequer a política do partido que lidera ia a votos.
Mas analisemos a sua performance:

 

- Sempre que a imprensa sensacionalista inventa uma novela, Seguro está lá para fazer o reles aproveitamento político oportunista e cobarde;

 

- Faz aproveitamento mesmo quando é paradoxal fazê-lo: não Zézito, o PS não pode criticar o governo por não cumprir o programa da Troika quando a oposição defende incumpri-lo ainda mais;

 

- Seguro é incompetente na oposição que faz pois não só não colabora com o governo mas é hipócrita ao criticar o governo por cumprir o mesmo programa da Troika que o PS havia co-negociado;

 

- Seguro é um embaraço e uma vergonha para o PS em episódios como este em que a sua demagogia choca contra a própria aritmética. Citando: "Proponho que a UE estabeleça como objetivo para o ano 2020 que nenhum país possa ter uma taxa de desemprego superior à média europeia"

(estas barbaridades não fazem a novela da semana mas o MNE ser diplomático já é interessante...)


LOLOLOLOLOLOLOLOL É esta criatura que vai governar um país com uma situação económica delicada? ; 

 

- Seguro fundamenta as suas políticas de 'alternativa' (mais despesismo) na disponibilidade de fundos que ele não controla - assim burlando os Portugueses.

 

 

Esta conduta vergonhosa e medíocre so merece uma palavra dos Portugueses: "DEMITA-SE!"

 

Vai-te embora toino, fazias melhor figura se não abrisses a boca...

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 21:57
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Domingo, 15 de Setembro de 2013
PS - O Partido dos Fundos Europeus...
Chegámos a este absurdo: um partido que faz promessas eleitorais com dinheiro alheio.
O PS e as políticas socialistas (nem sempre implementadas apenas pelo PS) esgotam o país, arruínam o seu sentido de responsabilidade com uma endoutrinação em direitos sem deveres, mandam para as urtigas a razoabilidade de se poupar para um dia mau e incutir nos investidores um sentimento de previsibilidade e confiança no sector público.
Seja para fazer política externa, para lidar com a crise da dívida soberana ou para gerir os problemas locais, o PS tem apenas uma solução: Europa.
Europa, Europa, Europa; é pouco relevante que já tenhamos gasto fundos Europeus anteriormente, que o resto da Europa também esteja em dificuldades ou o simples facto de que não se podem fazer promessas políticas dando como garantia o dinheiro dos outros!!!
Mas o PS e a Esquerda são isto: o partido do esquema de pirâmide, dos vigaristas e dos burlões.
Já não há dinheiro nos nossos cofres para gastar? Não faz mal, o importante não é NÓS corrigirmos os nossos erros. Gaste-se o dinheiro dos outros. E se os outros não quiserem dar dinheiro?... SAFADOS, os mauzões que enfraquecem a Europa, que não acreditam na solidariedade!!
Claro que nada tenho contra que o PS apele a incentivos fiscais para ajudar ao Investimento Directo Estrangeiro no interior. O problema é que tal política está directamente oposta ao que o PS tem praticado e proposto para o país: então mas que aconteceu a não despedir funcionários públicos? Para isto é necessário aumentar impostos... 
Que aconteceu à política neo-keynesiana de investimento público para relançar a economia? Para isso é necessário aumentar impostos...

Em breves palavras, o PS é favorável a tudo que pareça bom aos olhos dos Portugueses, o PS é POPULISTA; desta atitude saem propostas contraditórias. Mais gastos com menos impostos, a Troika e a dependência do estrangeiro são más mas que se prolonguem se Portugal conseguir mais dinheiro...
Já Thatcher dizia:
“The problem with socialism is that you eventually run out of other people's money.” 


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 14:28
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Sexta-feira, 31 de Maio de 2013
O que têm um Criacionista e um Esquerdista em comum?

Hipocrisia.

 

 

 

Como seres vivos, conscientes e dotados de espírito crítico, todos nós temos ideias sobre o mundo que nos rodeia. No entanto, a coisa torna-se problemática quando alguns de nós se recusam a aceitar factos. A interpretação desses factos pode ser diferente mas os factos não podem.

 

Os criacionistas teimam em negar que existem provas para a teoria da evolução e para a selecção natural. Isto é problemático porque isso significa negar não apenas uma teoria, não só um ramo da ciência, mas toda a ciência; porque mais nenhuma teoria satisfaz as exigências de ramos científicos relacionados.

Mas ainda mais problemático para mim pessoalmente é o facto de que as mesmas pessoas que negam a evolução, não vêem nenhuma contradição em usufruir do labor das ciências que se apoiam na teoria da evolução.

 

Igualmente, os esquerdistas recusam-se a reconhecer o simples facto de que não existe dinheiro suficiente para conceder a todos os seres humanos de um estado providencial, todos os direitos adquiridos que a esquerda reivindica.

Não existe nenhum estado no mundo que seja capaz de doar educação gratuita e universal, saúde gratuita e universal, sustento gratuito e universal, etc; porque nenhum estado no mundo tem a proporcional quantidade de dinheiro para o concretizar - excepções notáveis sendo alguns petro-estados.

 

Longe de tal utopia aliás, muitos dos estados europeus agora em crise, foram levados até a falência pela mesma esquerda que vem defendendo tais ideais.

Mas nem agora, com esses mesmos estados expulsos dos mercados internacionais de financiamento, em severa austeridade, e renegando compromissos sociais assumidos pelos que agora lançam maldições a Angela Merkel...

 

... nem agora estas pessoas são capazes de reconhecer que estavam erradas. Longe disso, continuam a reclamar que se gaste mais dinheiro no sector social. O facto de que tal no passado não levou ao crescimento económico, ou que não existe quem empreste tal quantidade de dinheiro agora, isso não é pertinente, FACTOS não são relevantes, REALIDADE não interessa. E porquê? Porque aquilo que verdadeiramente está em questão é fé...

 

Mas o que é mais asqueroso nestas pessoas de fé, é que não têm a coragem de viver como apregoam que os outros o façam. Alguém já viu Mário Soares ou José Sócrates ou Seguro, ou Costa, endividarem-se ultrapassando todos os limites?
Alguém já os viu quererem viver em países que o fazem?

Certamente que os 'movimentos' de protesto e as pessoas que os lideram teriam exemplos a dar aos Portugueses... Mas para onde imigram estas pessoas que acreditam que despesa social ilimitada é algo viável? Para a Argentina? Cuba? Coreia do Norte talvez?

 

 

 

 

 

Não, para a Alemanha............................

 

 

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 16:10
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Sábado, 16 de Março de 2013
O Partido do Restelo

O facilitismo é apanágio da esquerda.

 

Nos dias que correm, a esquerda não é alternativa, resume-se em vez disso a ser a voz dos velhos do restelo. E que oferece o Bloco do Restelo? Uma nova abordagem económica? uma nova abordagem social? Não. Todas as suas fórmulas já foram testadas e falharam.

 

O que oferece é facilitismo e indulgência:

 

  • No norte da Europa as políticas multiculturalistas de imigração resultaram em vagas e vagas de populações migrantes que nunca assimilaram a cultura hospedeira. Mas vamos tomar medidas em relação a isso? Ai não!!! Que isso era muito mau e difícil e controverso para com esses imigrantes;
  • no sul da Europa, o aparelho estado cresceu desmesuradamente com base em dívida. Mas vamos tomar medidas para lidar com esta insustentabilidade suicida? Ai não!!! Que isso seria muito difícil para com as populações que vivem agarradas ao estado.

 

A esquerda é sempre a favor da fuga para a frente, de fingir que os problemas se resolvem por si só. Reformas duras e estruturais? Não. A esquerda de hoje é a esquerda do paradigma Berlusconi-Socrates: falamos em direitos inalienáveis enquanto deixamos a governação do país aos estrangeiros - eles que os resolvam por nós - os quais vamos criticar por fazerem aquilo que nós não temos a coragem de fazer...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 21:41
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Terça-feira, 5 de Março de 2013
The Anti-Science Left
Muito ...pedagógico:



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 10:49
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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2013
Seguro quer ser Ministro dos Negócios Estrangeiros

Mas alguém deveria recordar-lhe que NÃO É!!!

 

 

É de uma falta de sentido de estado gritante que o líder da oposição queira sabotar a política externa de um governo legítimo. Assim o CDS e o PSD já sabem que se o PS for governo e quiser renegociar o acordo com a Troika, eles poderão devolver a cortesia e mandar cartas às três instituições dizendo que Portugal está dividido sobre o assunto de modo a permitir à Troika mandar o governo do PS passear.

 

Haja vergonha.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 13:37
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Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2013
O nojento pseudo-moralismo de Ana Drago

Em que é que o Bloco acredita?

- na culpa por associação;

- na inversão da presunção de inocência para 'culpado até prova de inocência';

- na conspurcação do bom nome das pessoas;

- na demonização dos ricos e dos bancários, na demonização da direita.

 

 

A Ana Drago e o Bloco de Esquerda são uma vergonha para a política Portuguesa. A falsa autoridade moral, o riso de quem estupidamente julga que fazer generalizações discriminatórias é uma vitória.

 

Interessante como os partidos que se declaram como defensores da liberdade, são tão bons no assassínio de carácter...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 22:55
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Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2013
As Promessas de Hollande...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 23:20
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A Internacional dos Falhados

Tem lugar esta semana o congresso da Internacional Socialista em Lisboa.

 

É um espectáculo mas um triste espectáculo: da UE há apenas 4 representantes que chefiam um governo, o resto está na oposição e pior ainda na oposição depois de serem corridos do governo pelos eleitores. De fora vêm representantes excelsos como o MPLA Angolano ou partidos étnicos Curdos.

 

 

No geral a questão é ainda mais existencial porque a razão para não existirem partidos socialistas no poder deve-se ao falhanço total das ideologias de esquerda em dar uma resposta aos problemas económicos da Europa. O modelo progressista está falido e reuniões destas são uma autêntica parada da vergonha.

 

Em cima disto tudo vem Seguro dizer que federalizar a Europa é a solução para os respectivos problemas económicos. Uma vez mais, ideologia cega e zero soluções pois a UE também é a fonte de muitos dos problemas económicos actuais; para além de ser uma declaração problemática porque federalizar a Europa implica corromper a soberania Portuguesa e nesse caso eu como Português não vou votar num partido que quer abrir mão da soberania do meu país.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 20:26
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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2013
Ó PS, não havia necessidade...

Então o representante do PS na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, actualmente encarregada das audições ao caso do visionamento pela Polícia das imagens da RTP sobre a violência e vandalismo à porta da Assembleia da República, é nada mais nada menos que Ricardo Rodrigues - sim! aquele deputado que roubou o gravador do jornalista que o entrevistava, quando não gostou das perguntas.

 

...

É uma escolha bizarra e que poderia ser vista como coincidência infeliz, não fora o facto de que a deputada Glória Araújo, aquela apanhada com excesso de álcool no sangue, era pela sua parte representante do PS na Comissão para a Ética, a Cidadania e a Comunicação; assim já começa a surgir um padrão mas ó PS, não havia necessidade...





uma psicose de Miguel Nunes Silva às 13:25
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Sábado, 5 de Janeiro de 2013
A Chantagem da Esquerda

Parem com a austeridade, or else...

 

É isto que temos vindo a ouvir da esquerda nas últimas semanas. Cuidado pessoas de direita, olhem que vem aí uma revolução, vejam lá de que lado voçês se querem encontrar quando estalar o caos...

 

 

E como os bons velhos populistas que são, uma vez mais as ovelhinhas da esquerda esperam com isso silenciar quem tem coragem de falar verdade aos Portugueses em vez de lhes prometer mundos e fundos e o pote de ouro no fim do arco-íris.

 

No fundo é a mesma lógica daqueles que defendem ser-se religioso por medo da potencial veracidade do inferno. Por via das dúvidas não vamos arriscar e convertamo-nos.

É isso que a esquerda é: uma religião com Marx como o seu profeta, com dogmas, com ritos, mas sem a mínima centelha de credibilidade ou sustentabilidade.

 

À esquerda gostam de dizer que a culpa da crise é da direita porque foi a direita que defendeu desregulação e liberalismo comercial. Na verdade mesmo sem o impacto de algumas questionáveis políticas neoliberais, a corrida para o fundo que a abertura asiática e do leste Europeu causaram, teriam levado a que o ocidente tivesse adoptado as mesmas medidas para tentar competir.
Aonde está a diferença substancial da governação é no modo como os eleitorados foram tratados: a direita nunca defendeu investir para produzir o que a esquerda fez sem descanso - do mais extremo radical ao mais centrista moderado. A direita nunca defendeu endividamento sem limites e nunca prometeu ao eleitorado que privilégios do desenvolvimento económico eram 'direitos'; a esquerda sim, e com todo o fôlego.
Prosperaram as economias que aplicaram as receitas da esquerda (Argentina, Cuba, etc)? Não.
Prosperaram as economias que aplicaram as receitas da direita (China, Leste Europeu)? Sim. 


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 19:27
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Domingo, 30 de Dezembro de 2012
O Triplo Embaraço de François Hollande

 

 

Eu não gostaria de ser François Hollande por estes dias já que a lei mais emblemática que se propôs passar (taxação a 75% sobre as grandes fortunas) acaba de ser declarada inconstitucional pela Justiça Francesa.

 

Hollande sai mal e muito mal de toda a polémica: 

 

1 - Todos disseram que tal lei iria provocar uma fuga de capitais; a esquerda teimou que não; viu-se...

 

2 - Hollande chegava como arauto da anti-austeridade; em França não teve alternativa se não fazer cortes e na Europa, aonde ele iria trazer solidariedade quando Sarkozy e Merkel apenas traziam austeridade, aquilo que se verifica é que Merkel é hoje mais popular que nunca, a política de austeridade continuou (os bolsos que a pagam não são Franceses) malograda a tentativa latina de lobby pela França, Espanha e Itália, e os novos poderes do BCE aumentam a discreção Alemã sobre política fiscal.

 

3 - Hollande era também um euro-federalista sendo a Europa um ideal de unidade pelo qual lutar mas todo este episódio mostrou que na realidade para a França a Europa pode ser tanto uma oportunidade como um risco: influência de países mais fortes nas decisões tomadas, competição no mercado comum de economias mais dinâmicas que a Francesa.

 

As esquerdas são isto: muita promessa para no final restar apenas a vergonha e a desilusão. Bem vindo ao planeta Terra Sr. Hollande.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 10:26
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Sábado, 29 de Dezembro de 2012
A Guerra Esquerdalho-Mediática Contra a Responsabilidade Individual

 

Meros dias depois de os media fazerem o mea culpa sobre a vergonha que foi o caso Baptista da Silva, a fé nesses mesmos media cai outra vez por terra. Veja-se a manipulação sensacionalisto-preconceituosa em vigor:

 

1 - O Secretário de Estado da Saúde Fernando Leal da Costa diz muito sensatamente que não é tarefa exclusiva do governo velar pela saúde dos Portugueses, os quais também têm de se responsabilizar pelos seus actos menos saudáveis. Leal da Costa remata constantando o óbvio: os recursos do Ministério não são ilimitados.


2 - Para publicitar as declarações, os media promovem a polémica com o soundbite provocativo 'Governo diz aos Portugueses para não ficarem doentes'.


3 - Como de costume, os tolinhos da esquerdalha reagem pavloviamente expressando a sua consternação...


4 - ... e maravilha das maravilhas, os media apressam-se a cobrir a controvérsia artificialmente gerada por eles próprios.



Mas que asco de órgãos de comunicação a que estamos sujeitos!



Pior ainda é a mensagem que passa: ai de quem responsabilize os Portugueses pelos seus erros!


Claro que esta é apenas a sequela de outra novela sensacionalista, a das declarações de Isabel Jonet. Porque é pecado educar os Portugueses a gastarem apenas aquilo que têm.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 21:04
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A Ilusão do Universalismo

Vi recentemente um documentário no Canal de História que tratava da história de Fordlândia no Brasil. Esta povoação foi edificada por Henry Ford numa tentativa de se tornar independente no fornecimento de borracha para os seus veículos mas também de estabelecer no meio da Amazónia, um paraíso de desenvolvimento à Americana.

 

As diferenças culturais depressa condenaram o empreendimento ao fracasso. Não só porque a standardização agrícola tentada era impraticável no meio da selva mas também porque a ética de trabalho protestante chocava com a mentalidade tropical dos Brasileiros.

 

 

Ainda que esta história seja mais radical, poder-se-ia facilmente fazer uma analogia com os vários projectos de desenvolvimento para Portugal, que nomeadamente os líderes socialistas tentaram desde o 25 de Abril: Soares com a social-democracia Alemã, Guterres com o modelo Sueco ou Sócrates com o Finlandês.

 

 

Todos tentando trazer para Portugal, e forçando top-down, um modelo em nada adaptado à realidade Portuguesa. Quem não gostaria que nos tornassemos na potência industrial e tecnológica que são os estados protestantes? Mas infelizmente a realidade periférica, amena e rural de Portugal não se proporciona a tal.

As políticas económicas deveriam destinar-se a valorizar aquilo que temos de único e diferente, em vez de tentar 'transformar' através da engenharia social, a população Portuguesa.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 13:07
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Terça-feira, 25 de Dezembro de 2012
Há Burlões e Burlões

 

Muito tenho aqui escrito sobre burla. Para responder às massas que cegamente reivindicam mais apoio estatal simultaneamente chamando aos políticos 'gatunos', tenho tratado os esquerdistas por 'burlões'.

 

É que simplesmente não há mais dinheiro para distribuir pela população e prometer mais apoio - ou a manutenção do actual - através da racionalização de recursos - o mítico rigor Vs austeridade - é uma quimera destinada exclusivamente a servir o interesse eleitoralista e demagógico da liderança do PS. Quando é que uma sociedade mediterrânica alguma vez foi rigorosa ou sequer eficiente na gestão dos seus recursos (excluindo o Salazarismo...) ?

 

Não, a austeridade é o único caminho minimamente credível e aquilo que há a discutir são os moldes dessa mesma austeridade.

 

Mas tal como as crises desmascaram burlões, também fazem emergir outros. Nassir Ghaemi no seu livro 'A Mente Louca dos Grandes Líderes Mundiais' explica que certas personalidades são mais hábeis no exercício de liderança em tempos de prosperidade, e outras em tempo de crise. O que está na base desta discrepância é o passado - sobretudo tempos de infância - da pessoa em questão: caso tenha vivido em estabilidade, o individuo está adaptado a afirmar-se em contextos de estabilidade e vice-versa. Logo, aqueles que em tempos de crise prosperam são pessoas habituadas a fazerem passar mensagens radicais e a adaptarem-se a circunstâncias difíceis. Assim, tal como os políticos radicais sobressaem em tempos de crise, os burlões do improviso sobressaem contrapostos aos burlões dos esquemas de pirâmide, os quais estão no jogo para o longo prazo.

 

No entanto, a sofreguidão com que Artur Baptista da Silva foi escutado E DIVULGADO pelos media é um indicador na minha humilde opinião, de algo mais para além de habilidade de burlão: é um indicador do pendor esquerdista dos media Portugueses. Depois de meses e meses de descrédito da liderança socialista assim como da 'rua esquerdista' - criticando tudo e todos e falhando redondamente não só em oferecer uma alternativa mas também em escapar ao inevitável facto de que a direita havia previsto a crise muito antes de ela chegar - eis que emerge um D. Sebastião das brumas...

 

... Aqui está pela primeira vez alguém com credibilidade independente (ONU) que defende o fim da austeridade em Portugal. Ironia das ironias, acaba por ser exposto como burlão de primeira categoria.

No fundo o caso Artur Baptista da Silva deve ser visto com bons olhos pela direita: ele acaba de validar a política de austeridade por mais uns anos.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 10:36
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Sábado, 24 de Novembro de 2012
A austeridade resulta

Fico sempre surpreendido como a nossa tão europeísta esquerda não é capaz de fazer as contas e aprender com os exemplos dos nossos 'vizinhos' Europeus.

 

Ora vejamos quem prosperou na Europa com o fim do estado social: a Europa ocidental sofreu com a deslocalização da industria mundial para a Ásia e lidou com a estagnação continuando o estado social e aumentando-o às custas de endividamento; a Europa oriental, falida depois de décadas de ditadura comunista fez o mesmo? Não, porque não podia. Foram 'renegociar a dívida' com os credores ocidentais? Não. O Leste fez a única coisa sensata: cortou salários e despesa pública, desmantelando o estado social insustentável herdado dos tempos comunistas.

 

Resultados: Europa ocidental e meridional em recessão, Europa oriental em crescimento.

 

Mas sejamos ousados e olhemos para a economia mundial. Que aconselham os países em desenvolvimento? Acabar com os paraísos fiscais? Subvencionar a economia doméstica? Não!!! Dambisa Moyo - reputada economista Africana - reclama o fim da 'ajuda' aos países em desenvolvimento porque desencoraja precisamente o desenvolvimento interno e autónomo.

Para não falar em Chinas e Índias e respectivas aberturas ao investimento internacional através de vantagens salariais competitivas.

 

E quanto aos paraísos fiscais, pessoalmente gostava de saber como o forçar a transparência bancária na Suíça, no Luxemburgo e no Liechtenstein vai resolver o problema que põem todos os outros pelo mundo fora. A menos claro que a pós-modernista UE esteja disposta a abandonar a doutrina da proibição à guerra de agressão por motivos económicos...

Mas a menos que isso aconteça, não estou a ver como as Comores ou as Maldivas ficariam muito preocupadas com ameaças da UE, sabendo elas que o grupo ACP (África, Caribe e Pacífico) tem mais votos na ONU e defensores poderosos na OMC.

 Fica aqui um mapa dos paraísos fiscais a nível mundial.

 

 

 

 

 

 

 

Mas não, a austeridade não é o caminho...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 11:19
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Quinta-feira, 15 de Novembro de 2012
Não haverá Amnistia para a Amnistia na opinião pública

É assim, com eventos destes e com a reacção a eles, que se constroem ou destroem reputações.

 

A Amnistia Internacional Portugal sai muito mal na fotografia. O país em bloco elogia a actuação EXEMPLAR da Polícia mas a AI parece ter padrões mais elevados de comportamento: claramente vandalismo, agressão verbal e física, e extremismo não são tão graves como actos de contenção dessa mesma violência.

 

Quanto a mim, esta atitude da Amnistia fica registada; não deixarei de a lembrar quando a AI-PT adoptar posições sobre outras questões polémicas...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 19:22
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Resposta às ilusões da Esquerda


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 14:58
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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2012
VERGONHA


Fazer greve, exigindo o fim da austeridade, é dar uma bofetada na cara dos desempregados e dos que não podem fazer greve em Portugal.

É rir na cara de quem trabalha meses a fio para elevar a imagem de Portugal no estrangeiro e distanciá-la da reputação manchada da Grécia, para ver tudo ir por água abaixo à conta da irresponsabilidade de alguns. É dar razão aqueles que falam em restringir o direito à greve invocando notório abuso. É apresentar-se como a cara da crítica supérflua e vazia dos que com keffiyeh ao pescoço reclamam mais dinheiro sem explicarem aonde o vão buscar.


O fim da austeridade é o fim do estado pois não haverá financiamento internacional ao país enquanto as despesas com o sector social do estado aumentarem insustentavelmente. 


Aqueles que se apresentam pelo rigor querem nada mais senão burlar os Portugueses com promessas de eficiência governativa: o 'rigor' é inimigo da austeridade porque o 'rigor' é inseparável do fanatismo socialista que se recusa a fazer cortes no sector social do estado mesmo que isso resulte na falência do mesmo.

O 'rigor' é hoje o equivalente do 'optimismo' da era Sócrates. É uma promessa falsa  e eleitoralista. Culpar Merkel, os políticos, os banqueiros, os privilegiados, etc é um bode expiatório destinado a burlar as pessoas; levá-las a depositarem esperança num sonho que apenas beneficia uma categoria de pessoas: a liderança política socialista. 


O que são afinal as 'políticas de crescimento' que a esquerda reclama? Para os burlões, estas políticas são mais despesismo da parte do estado. Ou seja repetir e agravar o desbarato de fundos públicos das últimas décadas, que estamos condenados a pagar durante décadas mais, a juros altíssimos.

Mas claro que é fácil reivindicar 'políticas de crescimento' com o dinheiro dos outros. E se os outros não quiserem arriscar o próprio dinheiro em Portugal, então a culpa não seria de Portugal mas dos outros obviamente.


Vejamos o resultado da austeridade em Portugal: exportações estão em alta apesar da carga fiscal pesadíssima e as famílias estão pela primeira vez desde há anos, a poupar dinheiro para o futuro. 


Mas é difícil e impopular defender políticas que introduzam responsabilidade e consciência cívica nos Portugueses. Daí a minha vergonha, vergonha por ver os burlões da esquerda representarem o país no exterior. Ver populistas mesquinhos infantilizarem os Portugueses e tratarem-nos como crianças ingénuas, crédulas, tolas e sem espírito crítico. Ver os propagandistas e demagogos darem a cara por um país que merece melhor, muito melhor...


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 15:33
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Domingo, 4 de Novembro de 2012
D. Mário, o hipócrita

 

A hipocrisia desta criatura nunca me deixa de surpreender.


Então o senhor que levou Portugal para a Europa e que como tal teve que se comprometer com reformas profundíssimas incluindo uma revisão preparatória da constituição, com políticas europeias duríssimas como a destruição de grande parte da frota pesqueira Portuguesa, ou culturas agrícolas, o bobo da corte que foi de rabinho entre as pernas pedir por favor à Índia para retomar relações diplomáticas e económicas apesar de estas terem sido cortadas por um acto de agressão militar Indiano a Portugal condenado internacionalmente e que nem a hiper-falível e parcial ONU da Guerra Fria, aprovou - por falar em isolamento diplomático... - este mesmo senhor tem a gigante lata de dizer que este governo, ESTE, o mesmo que está à beira da bancarrota depois de décadas de governação socialista, ESTE GOVERNO é submisso?!!!!!!.... 

 

Sim, Sr. Soares, chamam-se credores, e sim somos submissos ...GRAÇAS A SI!!!



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 19:43
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Quinta-feira, 18 de Outubro de 2012
Caros esquerdistas...

... metam isto na cabeça: se não se pode continuar a pagar, então não se trata de um corte mas sim de 'financiamento proporcional'.



 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 20:08
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Sábado, 29 de Setembro de 2012
Se ao menos Portugal tivesse TGV...

 

Há dois anos atrás era isto o que os Telejornais reportavam:

 

A nossa querida esquerda avisava com condescendência que só a direita Portuguesa - quais pobres coitados em estado de negação - era retrógrada ao ponto de querer permanecer periférica:
A verdade tem vindo a transbordar desde há umas semanas e meses:
Mas sabem que mais, deixemos estas sumas inteligências governarem o país de novo; pode ser que tenham sorte desta vez...


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 17:52
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Sexta-feira, 28 de Setembro de 2012
Palavra de ordem esquerdista: CORRUPÇÃO

 

É a isto que leva o desespero. Em debates com esquerdistas na última semana, noto que há uma palavra de ordem a vir da esquerda, um argumento ex-libris, o último recurso de uma ideologia em doença crónica: 'Corrupção'.

A corrupção está em voga para os outros lados porque a esquerda depende hoje mais que nunca da retórica e 'corrupção' é um contra-ponto retórico contra o qual ninguém pode argumentar.

 

A coisa põe-se mais ou menos assim: depois da II Guerra Mundial e do fim do fascismo enquanto alternativo de modelo socio-económico, restaram as duas ideologias do comunismo e capitalismo. Finda a Guerra Fria e desiludido o mito do comunismo, a esquerda entra em crise. Da noite para o dia, a utopia do estado total bem como da economia planificada, implode.

Que fazer? A esquerda dividiu-se: uns mais centristas perceberam que ou se adaptavam ou eram reduzidos à insignificância política - o centro esquerda entra na 3ª via e torna-se liberal - outros decidem permanecer fiéis aos seus valores o mais possível e entram no reino da hiper-utopia - alterno-globalistas, 4ª internacional, neo-anarco-sindicalismo. Em Portugal o PS e o BE representam estas tendências respectivamente. 

 

Mas eis senão que chega a crise de 2008. O problema é que uma crise cíclica norte-Americana acaba por revelar uma crise estrutural Europeia.

Que fique claro que não é o modelo liberal que está em perigo - pois este sim é cada vez mais emulado pelo resto do mundo - mas sim o modelo social-democrata do estado europeu

 

A esquerda moderada que tem caminhado envergonhadamente para o campo ideológico da direita, ilude-se momentaneamente com a crise financeira e recorre ao seu paladino Keynes. A esquerda radical torna-se ainda mais irracional e na pessoa de figuras como Zizek, reclama a revolução para substituir o modelo neoliberal. Substitui-lo com o quê? Não se sabe. Zizek ele próprio pede que não se reflicta demasiado e que se faça a revolução pela revolução - não deve ter bem presente o resultado deste tipo de 'improviso' no último século...


Mas perante a inevitabilidade da austeridade, reclamada pela direita já antes da crise financeira, a esquerda fica atónita: que dizer agora para contrariar a direita? Como oferecer uma alternativa?

O argumento neo-keynesiano de mais investimento público para reavivar a economia não é passível de ser mais utilizado pois não só não há dinheiro para investir como a dívida reflecte o sobre-investimento/despesismo público das últimas décadas.


Solução? 'CORRUPÇÃO'.

Invocar a corrupção cobre dois problemas da esquerda: diferenciar-se da direita e oferecer um modelo económico alternativo à austeridade

O problema: em ambos os casos, a solução é puramente artificial e cosmética.

 

Reclamar que a direita é mais corrupta que a esquerda porque está mais próxima dos grandes negócios é tão somente um preconceito. Na verdade é mais a esquerda que expõe o sector público a promiscuidades ao insistir em intervir tanto com o estado na economia. Na verdade são os políticos esquerdistas que mais dependem da política para sobreviver do que os de direita que têm sempre um lugar no privado.

Isto em teoria, porque na prática em Portugal tem havido tantos escândalos de corrupção à direita como à esquerda.

 

Por outro lado, reclamar que os problemas económicos de Portugal derivam da corrupção é imensamente conveniente pois justifica um ataque familiar aos ricos e à classe política em geral, e levanta o ónus da austeridade, do sector social do estado.

 

A tragédia é que a corrupção em Portugal não só é endémica como não é a causa da crise económica do país. Obviamente não ajuda, mas utilizar a corrupção como argumento económico equivale a dizer que se amanhã se acabasse com todo o crime no país, o futuro seria radioso.

Não, não seria. Porque mesmo sem crime ou corrupção o estado continuaria a gastar 75% do seu orçamento com os sectores sociais, e a fazê-lo insustentavelmente. Um bom exemplo é a saúde: parece que se perdem 500 milhões resultado de corrupção - o que é muito - mas é necessário poupar quase 2 000 milhões em gastos. Ora , o que é mais fácil de garantir? Cortes na despesa? Ou optimização na mesma despesa? Cortar ou reformar? Reformas já houve muitas e ainda estou para ver uma que tenha contido gastos, quanto mais uma que acabasse com a corrupção...

 

O que se perde em corrupção é sempre demasiado mas não chegaria aos milhares de milhões de euros necessários para tapar os buracos das contas públicas - não pelo menos num país em que metade da economia está directa ou indirectamente dependente do estado - nem tão pouco chegariam as grandes fortunas. Isto mega-utopicamente partindo do princípio que não só seria possível acabar com a corrupção a breve prazo, como evitar que as grandes fortunas e/ou respectivos donos saíssem do país (porque se conseguiria fazer hoje, o que nunca havia sido feito na história de Portugal...).

Querer pretender que a população que grita 'GATUNOS' nas ruas tem razão, é fechar os olhos, enterrar a cabeça na areia e continuar a assobiar para o lado irresponsavelmente.

 

Mais uma vez a esquerda deste país revela-se gritantemente populista e demagógica.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 11:44
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Quinta-feira, 27 de Setembro de 2012
Já vai em 75% o sector social do estado




Ora, perante isto - e não sei se inclui os juros da dívida - a prioridade em cortes orçamentais vai CLARAMENTE para os salários dos políticos e para o orçamento da defesa. Isso sim fará a diferença..........................


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 09:59
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Terça-feira, 25 de Setembro de 2012
O Perigo do Monopólio Esquerdista da Rua

Por populismo, por ignorância, por preconceito, por endoutrinação e propaganda, Portugal está decidido a comportar-se de forma autista perante a crise outrora oculta, hoje presente e sempre latente.

 

 

Até agora a direita tem-se contentado em produzir opinião nos media e nas redes sociais mas à medida que os protestos aumentam seria importante que houvesse uma presença de moderados nas ruas de Portugal. 

 

A triste realidade de países com fraca participação cívica e sociedade civil é a primazia dos que gritam mais alto, por mais ignóbil que seja o grito:

 

Que diz o PCP quando confrontado com a ausência de dinheiro - grandes fortunas e bancos incluídos - para mais investimento público?: "AVANTE CAMARADA , AVANTE; junta a tua à nossa voz!"

 

Que diz o PS quando confrontado com a ausência de dinheiro - grandes fortunas e bancos incluídos - para mais investimento público?: "As medidas de austeridade falharam" (Não adianta perguntar que sugerem em alternativa ou porque nos meteram na crise no passado)

 

E que clama 'eloquentemente o povo' nas ruas?: "GATUNOS!!!"

 

Hannah Arendt fazia a importante distinção entre 'povo' e 'populaça': aquilo que vemos nas ruas não é o povo mas sim a populaça. São as mesmas pessoas que fazem figuras tristes fruto da sua ignorância nos telejornais quando interpeladas futilmente pelos media ou que telefonam para os programas diários da manhã e da tarde para darem a sua erudita opinião.

Estas pessoas não são representativas da população nem sequer das classes mais desfavorecidas. Estas pessoas são o rebanho que papagueia aquilo que ouve e o que os media lhes apresentam. Guiam-se pela mentalidade de gado, pela 'sabedoria popular' e pelos memes da moda.

 

Infelizmente é nesta ralé que a esquerda confia para minar a política de austeridade e para voltar ao poder.

 

A direita está ausente das ruas e este facto impede que as críticas à austeridade tenham um contraditório. O resultado será ou o regresso da mesma esquerda que faliu o país ou a emergência da direita populista de centro e/ou de extremos xenófobos.

A mesma direita e centro que civicamente têm intervindo a partir de casa têm agora que se mobilizar para trazer para a rua a mesma sensatez de debate que têm demonstrado de forma responsável até aqui.
 

Não, não é preciso gritar slogans demogógicos e ignorantes. Mas é preciso comparecer; é o futuro do país que está em causa.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 20:00
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Sábado, 22 de Setembro de 2012
A Direita é Ingénua

Há uns anos atrás, em conversas de meios conservadores, a interpretação da realidade era de uma resignada constatação do estado das finanças do país e de um certo schadenfreude por se ter a certeza que mais cedo ou mais tarde o país iria acordar para o triste destino ao qual a esquerda o estava a votar.

 

 
Os sentimentos expressos eram de pena, de resignação ao caminho para a bancarrota mas apesar do derrotismo, também de alguma esperança. Se por um lado eleições como a de 2009 provavam que os eleitores Portugueses não se sabiam comportar em democracia, premiando com vitórias eleitorais quem mais bugigangas lhes prometesse em vez de elegerem a pessoa mais responsável para gerir um património comum, por outro lado havia a certeza de que depois de a governação socialista implodir o país as coisas apenas poderiam mudar para melhor para a direita - o pequeno consolo de que ainda que a guerra pelo presente do país estivesse perdida, a guerra pelo futuro seria ganha; havia o consolo de que ainda que a guerra pelo país estivesse a correr mal, os livros de história haveriam de premiar o nosso lado da batalha ideológica - uma variante do "viveram antes do seu tempo". 

Mas este anacronismo, estes prematuros históricos, amaldiçoados com o mau timing de quem "tem razão antes do tempo", estão agora a acordar para um pesadelo dentro de outro pesadelo: a inoportunidade histórica da direita ainda não acabou!...

 

Na verdade as nossas expectativas estão a ser goradas por nossa própria culpa pois não me lembro de alguém alguma vez ter previsto a reacção da esquerda ao fim do socialismo do caviar. Regozijáva-mo-nos por derradeiramente sermos aclamados pela nação, mas nunca pensámos no que faria o outro lado da divisão ideológica. Será que estava implícito que baixariam a cabeça e sairiam em vergonha? 

 

Eu compreendo muito bem a reacção de Duarte Marques quando exige pedidos de desculpa do PS, e a daqueles que querem que os governantes sejam responsáveis criminalmente pelos desfalques que cometem.

 

Mas devo fazer mea culpa: devo porque quando durante a era Sócrates eu escrevia críticas ao PS por deixar as Socranettes afundarem o país, eu julgava que era apenas Sócrates e o seu círculo que eram desonestos. Por desgostar de teorias da conspiração, nunca me ocorreu culpar toda a esquerda.

 

O problema é que a era Sócrates acabou há um ano e perante a verdade brutal da vitória ideológica da direita na última batalha que deveria enterrar de vez os delírios socialistas, a esquerda está de volta sem qualquer semblante de embaraço. Mas porquê? Devemos atribuir a gritante hipocrisia a fanatismo ideológico? Será puro posicionamento eleitoralista? Será tacticismo destinado a impedir que a direita corte o menos possível no sector social do estado?

 

 A esquerda recorre a tudo aquilo que pode ser confundido com argumentos: seja teoria da conspiração (os mercados conspiram contra Portugal especificamente) ou cortina de fumo (corrupção dos políticos, investimento na defesa). Mas o dogma sagrado, o sacrossanto intocável é o sector social do estado. Que ninguém toque na segurança social, educação, saúde, administração pública - também conhecidos por 70% do orçamento de estado and counting e/ou causa primária do crescimento da dívida ... Isto une toda a esquerda.

 

A mesma esquerda que defende a sustentabilidade climática e ambiental não quer saber da sustentabilidade financeira. Esta é simplesmente demasiado inconveniente ou anátema.

Mas que esperança há num país se este não consegue aprender com o mais básico dos exercícios de empirismo: a inviolabilidade da aritmética?

Que deve a direita fazer? Jogar o mesmo jogo sujo e tentar vencer a batalha falando mentira? Prometendo o que não pode ser cumprido? Continuar a oferecer austeridade por princípio e em detrimento próprio?

 

Seja qual for o resultado, a reacção da esquerda Portuguesa augura tempos muito maus para Portugal e um futuro extremamente doente. 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 01:16
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Quarta-feira, 8 de Agosto de 2012
O 'choradinho' e o Michael Moore Europeu
o Michael Moore Europeu

Por vezes há acontecimentos que assustam. A SIC Notícias exibiu hoje um 'documentário' sobre a crise em Portugal intitulado "Os Caminhos da Incerteza" (francês: les Chemins de l'incertitude) realizado pelo Francês François Manceaux - se o realizador fosse Britânico ou Polaco, creio que o tom teria sido ligeiramente diferente...

O termo 'documentário' deve ser utilizado de ânimo leve porque aquilo nada mais era que um filme de propaganda e tendencioso com uma abundância de personalidades da Esquerda Portuguesa a fazer o choradinho de que Portugal está a sofrer muito com a crise e de que se o caminho da austeridade não é alterado, Portugal e a Europa correm o risco de desastre e desagregação. A objectividade foi para as urtigas.

 

Não vi ninguém a sugerir uma alternativa. Falou-se do eixo Atlântico de Portugal mas que eu saiba o Brasil ainda não se disponibilizou a ajudar Portugal com a sua dívida. Falando de dívida, a proposta implícita era que Portugal devia ser ainda mais ajudado pela Alemanha e demais economias robustas do norte da Europa.

Este documentário serve o propósito de tentar chantagear e intimidar os Alemães a arriscarem ainda mais dinheiro no sul.

 

Se há algo desprezível é querer enganar o povo com a banha da cobra: parece que afinal a austeridade não é inevitável! mas que boa notícia! o governo e a direita juntamente com os credores do país devem então ser apenas membros de um clube sádico que disfruta ao ver as pessoas a sofrer.

 

A esquerda deste país simplesmente não tem vergonha na cara. Depois do desfalque que o despesismo causou ao Estado, o que eles verdadeiramente querem é a solução que os Franceses implementaram ao elegerem François Hollande: fechar os olhos, enterrar a cabeça na areia e fazer o outsourcing das consequências de um estado social insustentável para a próxima geração.

 

O que a esquerda quer é demagogicamente culpar a América por uma crise que é Europeia e com alguma esperança ver os credores internacionais perdoar a dívida dos membros da UE como foi feito a algumas repúblicas das bananas durante os anos 90. Infelizmente ninguém à esquerda se apercebe que juntamente com facilitismos e saídas à chico-esperto (Sócrates estava tão bem como líder do PS) da crise, também ganham a mesma credibilidade que as ditas repúblicas das bananas têm.

 

A nossa esquerda é a ralé ideológica de Portugal: muitas ideias, zero responsabilidade.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 14:05
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Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010
Maniqueísmo Primitivo

 

Está agora nas salas de cinema de todo o país o filme ‘Fair Game’ – ‘Jogo Limpo’. O filme trata de um escândalo político que ocorreu nos EUA

poucos meses depois da invasão do Iraque, quando um ex-embaixador Americano decide vir a público para divulgar que o Presidente Americano George W. Bush havia mentido num dos muitos ‘factos’ oferecidos para justificar a invasão, nomeadamente no argumentário das armas de destruição massiva – ADMs. O governo Americano, num laivo de partidarismo febril reminiscente de Nixon, decide ao mais alto nível punir o ex-embaixador revelando a identidade secreta da sua mulher Valerie Plame, uma agente NOC – non-official cover – da CIA. Tal como no escândalo Watergate, a Casa Branca faz uso de poderes de Estado para avançar um programa partidário: o da validade do casus belli da operação Iraqi Freedom. Neste caso as consequências foram talvez ainda mais graves já que o dano causado não danificou um partido político mas sim o próprio Estado Americano, ou seja todas as operações em que Valerie Plame alguma vez tinha trabalhado.

 

 

Este é um bom filme (à excepção da legendagem) mas como todos os bons filmes é baseado num livro; neste caso a obra autobiográfica da própria Valerie Plame. Mas não é segredo que esta é uma película ‘independente’, o que em Hollywood equivale a dizer que a narrativa não é politicamente correcta e que contém uma mensagem controversa e de esquerda. Não vou ao extremo de o comparar aos ‘documentários’ de Michael Moore mas é um filme ainda assim muito polémico pois tanto Valerie Plame como Joe Wilson tornaram-se darlings dos jantares humanitários de George Clooney, grandes e públicos apoiantes do Partido Democrata e o escândalo chegou perto de ter indiciado Karl Rove e Dick Cheney num processo legal.

 

Aquilo que este e outros filmes demonstram claramente é um arreigado maniqueísmo primitivo da esquerda. É que até há poucos anos, Hollywood e a esquerda europeia retratavam a CIA como um organismo demoníaco e maquiavélico – curiosamente uma equivalência herdada do ‘Index’ do Vaticano… Em filmes como ‘The Good Shephard’ a secreta Americana persiste como a organização que não olha a meios para fanaticamente combater o perigo vermelho. Hoje em dia no entanto, em filmes como ‘Green Zone’ a CIA é já um paladino da sensatez – atente-se no toque de racionalismo da frase de Plame ‘You don’t know what we can and cannot do’ – que infiltrada pelos burocratas conspirativos de Bush, é desviada para dar cobertura ao embuste.

 

A razão para a inversão ideológica está na apresentação dos problemas em questão. Se até há poucos anos, o serviço de informações Americano era o ventríloquo anónimo por detrás de esquemas maléficos nas obras de autores como Noam Chomsky ou John le Carré (qual dos dois é o autor de ficção fica ao critério de cada um), hoje a CIA tem uma face humana e sobretudo desde Valerie Plame e Joe Wilson, de combate ao poder. Aqui reside a matriz de toda a esquerda: o fraco e o pobre têm inerentemente razão e superioridade moral em relação aqueles no poder. Mesmo que estes últimos sejam eleitos democraticamente ou tenham intenções justas, se forem mais ricos ou poderosos que os seus adversários, perderão a razão.

 

 

Não é aliás preciso ir mais longe do que o recente escândalo da WikiLeaks. Aonde estão os esquerdistas que se indignavam com a actuação da administração Bush, que ao revelar a identidade de Valerie Plame havia traído um agente e trazido a público segredos de Estado? Porque não apelam estas mesmas pessoas ao julgamento por traição e com pena capital de Julian Assange – o mesmo castigo que reservavam para Cheney? Porque viraram tão rapidamente de rumo, todos os apologistas de Obama?

 

 

A resposta é simples, primitiva e maniqueísta: Assange é mais fraco que o governo Americano e tem por conseguinte maior superioridade moral do que este último. David há-de sempre ter mais razão que Golias. Não é por acaso que Israel, outrora defendido pela esquerda, ao atingir o estatuto de potência regional se tornou o alvo do ódio de todas as vertentes da esquerda internacional. Nem é tão pouco incoerente que Al Gore enquanto ex-Vice Presidente e crítico da Administração Bush tenha tido mais visibilidade que teve enquanto todo-poderoso homem de Estado.

 

Esta atitude não é uma doutrina política legítima. Esta atitude tem apenas um e só nome: preconceito.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 11:41
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Quarta-feira, 3 de Março de 2010
Zoran Djindjic – Um Sá Carneiro dos Balcãs? (II)

 

 

Há  ainda um outro aspecto da figura de Djindjic que é pertinente explorar, sobretudo tendo em conta a direcção em que a maré política em Portugal nos leva.

           

O livro “Hajka” de Kazimir, consiste numa análise à cobertura mediática de que Djindjić foi alvo nos seus anos de governação. Algo claramente verificado foi que Djindjic nunca tentou ingerir-se nas redacções dos jornais ou da imprensa no geral.

     

Sob este aspecto, Djindjic terá sido incauto pois ele acreditava em não processar jornalistas e o seu método para lidar com imprensa negativa era simplesmente ignorá-la. Infelizmente, a influência decisiva dos editores de informação sobre os jornalistas não é fenómeno exclusivo de Portugal nem tão pouco a influência das máquinas partidárias/políticos sobre os editores.

     

Também as agências de marketing são importantes na vida política Sérvia, recorrendo os novos partidos a elas para efeitos de imagem e para assessoria nas campanhas. A distinção entre jornalistas e agentes de relações públicas esvanece-se progressivamente.

     

Djindjic não foi sempre hábil com os media, ele teve que aprender a produzir soundbites e a falar inglês por exemplo mas talvez por razões de integridade, ele recusou-se a entrar na pura política espectáculo e a na competição mediática.

     

De certo modo, foi a moderação da sociedade global e a vitória do consenso de Washington que ditou o fim das lutas ideológicas e dos “líderes combatentes”. Não será então estranho que os novos líderes, por falta de legitimidade ideológica, recorram a campanhas negativas e à política da imagem para conseguirem mobilizar eleitorados apáticos.

      

O que é estranho na sociedade Portuguesa, é que a população em geral penalize aqueles que se recusam a entrar no campo da política da personalidade, e que são cada vez mais raros. Todos têm culpa, desde os que insistem em votar em branco ou em não votar, àqueles que escolhem o seu candidato pela beleza física ou charme pessoal.

      

A “campanha negra” proletarizou-se. Já não é  exclusiva de conspirações ou campanhas mediáticas ocasionais, é  hoje em dia complemento da tese Clintoniana da “campanha permanente”, tornou-se uma ferramenta indispensável do combate político.

      

Mas o seu uso diz mais do público que dos políticos. A classe política vende um produto e são os cidadãos que ditam a deontologia deste sistema produtivo. Se os políticos entram na arena da competição de personalidades, tal deve-se à exigência de uma população civicamente preparada para a mediocridade. Ao contrário da esquerda no entanto, a direita e os seus representantes detém a coragem para responsabilizar o indivíduo. Talvez por isso nos últimos quinze anos, os Portugueses tenham optado pelo caminho fácil da desresponsabilização estatizante, abandonando os seus fardos em lares de burocracia aonde permanecerão até ao fim, até à prescrição.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 08:56
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Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009
Anheuser for President

=Spoiler Alert=

 

 

Sou da opinião que as megaproduções de Hollywood deixam sempre algo a desejar em termos de argumento. Quando contratam bons e famosos actores, as minhas suspeitas tornam-se certeza quase absoluta.

 

Levaram-me ao cinema este fim de semana. Nada me suscitou interesse e porque não estava com pachorra para ver mais um chick flick, decidi arriscar sozinho no 2012.

 

Saí a pensar que a experiência, apesar de tudo, poderia ter sido bem pior. 2012 desilude pela gigante previsibilidade e pela narrativa hollywoodesca a qual, como sempre baseada nas epopeias gregas, nos apresenta um herói encarnando os valores nacionais americanos. Todas as personagens moralmente reprováveis são punidas pelo destino – e sobretudo pela morte, nos filmes catástrofe – e os heróis moralmente rectos e fisicamente atraentes, vêem a sua conduta idealista recompensada.

 

2012 não é tão mau como poderia ser porque sendo um filme universal, no meio de todo o limar de arestas que o permitem ser um filme para toda a família, não deixa de fazer o espectador reflectir. Em 2012 não temos um mas sim dois heróis e correspondente quantidade de vilões. Para mais facilmente gerar empatia entre os espectadores, temos o average Joe, um pai americano a tentar salvar a família e temos ainda Adrian Helmsley (desempenhado pelo brilhante actor Chiwetel Ejiofor – fiquei fã depois dos primeiros 10 minutos do filme “Serenity”) o cientista que – verdadeira antítese Obamiana do Dr. Strangelove e talvez uma tentativa de purgar a imagem do génio maléfico de sotaque alemão – consegue salvar a humanidade enquanto seduz a filha do Presidente dos EUA. Do lado negro temos um multi-milionário Russo personificando o egocentrismo e o oportunismo, em tempos de tragédia, e ainda Carl Anheuser (interpretado pela belíssima escolha Oliver Platt - é preciso vê-lo em “Huff”), o Chefe de Gabinete do Presidente, que é representado como um maquiavélico cobarde.

 

Aquilo que é aberrante nesta narrativa em particular, é que sempre que o cientista Helmsley confronta o político Anheuser com os métodos inumanos que este último emprega, o político deixa o cientista sem palavras face aos seus argumentos. No entanto, a mensagem que passa é a perversidade de Anheuser e as boas intenções de Helmsley.

 

No clímax do filme, Anheuser recusa-se a autorizar a entrada no super paquete de fuga, a muitos milhares de refugiados quando faltam 15 minutos para o impacto do oceano que varre o mundo. O cientista Helmsley desafia a hierarquia do navio e exige que as comportas sejam abertas para acolher os refugiados, desencadeando assim uma sequência de eventos que acabará por pôr em perigo o navio americano bem como outros.

 

Por conseguinte, o espectador recebe a mensagem que os políticos são maus e que a hierarquia pode e deve ser desrespeitada em circunstâncias de catástrofe.

 

        No fim, a única pessoa que tem o discernimento e a presença de espírito para desenvolver e ser consequente no empreendimento da continuação do governo e no projecto de repopulação do planeta, passa a mau da fita, e o indivíduo que cede às emoções e põe todos em perigo é elevado a herói e acaba com uma igualmente atraente ingénua… 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 19:14
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Quinta-feira, 5 de Junho de 2008
Esquerda Unida
Manuel Alegre está em rota de colisão com o PS. Depois de Helena Roseta, Alegre ameaça deixar o partido. Adianta ainda uma união à esquerda, para reforçar a contestação social.
Este para mim é um perigoso indício de um expressivo resultado da “esquerda”, nas próximas eleições legislativas.
O descontentamento é evidente. As esquerdas unem-se com um único objectivo: aproveitar a fragilidade sócio-económica em que o país se encontra e fazer frente ao PS em 2009.

O PSD, desde sábado, está em contra-relógio para reverter esta situação.


uma psicose de Margarida Balseiro Lopes às 23:16
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