Segunda-feira, 21 de Outubro de 2013
O 'falhanço' da austeridade...

Parece que as agências de notação que faziam parte da conspiração financeira internacional contra Portugal estão a mudar de táctica. Deve ser para tentar salvar o governo de direita... nada a ver com o que foi feito pelo governo até agora...

 

A Morgan Stanley's ainda avisa para o risco político de Portugal; trocado por miúdos, o Tribunal Constitucional defendendo leis de esquerda, ou a Esquerda Parlamentar ainda podem deitar tudo por água abaixo se os Portugueses deixarem.
E quem vos avisa...


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 20:32
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Quinta-feira, 19 de Setembro de 2013
Toma que já almoçaste!

 

Um ministro responde assim a um membro do partido da coligação governamental.
Porque é isto significativo? Porque com as eleições autárquicas no horizonte, a máquina do PSD começa a preocupar-se com a popularidade dos seus candidatos.
Venho escrevendo desde há meses que há uma tensão inerente à composição do governo uma vez que PPC tentou equilibrar a influência dos aparatchiks do PSD (e do CDS) com a influência tecnocrática da Troika.
Em períodos de eleições, a máquina do partido preocupa-se com os efeitos das políticas governamentais porque a máquina está habituada a apregoar seja o que for necessário para iludir os cidadãos.
Tal como Menezes ou Jardim são capazes de adoptar uma face esquerdista auto-proclamando-se como "esquerda radical" ou contrapondo-se ao "grande capital", também a máquina do partido pretende fazer pressão para que na substância ou na aparência, o governo abandone o discurso da austeridade.
Tal como eu avisei durante o verão: 



 

Meu dito, meu feito. Pergunto-me apenas que lado escolherá PPC quando for obrigado a optar por um dos lados; os quais são afinal, fundamentalmente incompatíveis...


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 14:50
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Quarta-feira, 18 de Setembro de 2013
Factos

Ranking de Portugal em sistemas de saúde na escala da Organização Mundial de Saúde: 12º

 

 

Ranking de Portugal em produto interno bruto na escala do Banco Mundial: 44º





uma psicose de Miguel Nunes Silva às 13:26
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Domingo, 15 de Setembro de 2013
PS - O Partido dos Fundos Europeus...
Chegámos a este absurdo: um partido que faz promessas eleitorais com dinheiro alheio.
O PS e as políticas socialistas (nem sempre implementadas apenas pelo PS) esgotam o país, arruínam o seu sentido de responsabilidade com uma endoutrinação em direitos sem deveres, mandam para as urtigas a razoabilidade de se poupar para um dia mau e incutir nos investidores um sentimento de previsibilidade e confiança no sector público.
Seja para fazer política externa, para lidar com a crise da dívida soberana ou para gerir os problemas locais, o PS tem apenas uma solução: Europa.
Europa, Europa, Europa; é pouco relevante que já tenhamos gasto fundos Europeus anteriormente, que o resto da Europa também esteja em dificuldades ou o simples facto de que não se podem fazer promessas políticas dando como garantia o dinheiro dos outros!!!
Mas o PS e a Esquerda são isto: o partido do esquema de pirâmide, dos vigaristas e dos burlões.
Já não há dinheiro nos nossos cofres para gastar? Não faz mal, o importante não é NÓS corrigirmos os nossos erros. Gaste-se o dinheiro dos outros. E se os outros não quiserem dar dinheiro?... SAFADOS, os mauzões que enfraquecem a Europa, que não acreditam na solidariedade!!
Claro que nada tenho contra que o PS apele a incentivos fiscais para ajudar ao Investimento Directo Estrangeiro no interior. O problema é que tal política está directamente oposta ao que o PS tem praticado e proposto para o país: então mas que aconteceu a não despedir funcionários públicos? Para isto é necessário aumentar impostos... 
Que aconteceu à política neo-keynesiana de investimento público para relançar a economia? Para isso é necessário aumentar impostos...

Em breves palavras, o PS é favorável a tudo que pareça bom aos olhos dos Portugueses, o PS é POPULISTA; desta atitude saem propostas contraditórias. Mais gastos com menos impostos, a Troika e a dependência do estrangeiro são más mas que se prolonguem se Portugal conseguir mais dinheiro...
Já Thatcher dizia:
“The problem with socialism is that you eventually run out of other people's money.” 


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 14:28
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Quinta-feira, 11 de Abril de 2013
Sobre a mundivisão de António Costa

António Costa fez estrago na última edição da Quadratura. António Costa é um político perigoso porque ao contrário de Sílvio Sócrates, Costa consegue fazer passar a mesma mensagem de forma mais subtil. Costa tem inteligência enquanto que Sócrates apenas tem lábia.


E qual é a mensagem? Que há uma conspiração contra Portugal da parte do mundo exterior que impede que os governos Socialistas direccionem o país na direcção certa.


 

 



Vamos então por partes:



1 - "A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir"


Isto é verdade. Mas vindo de António Costa não é inocente...


(Já por várias vezes eu aqui avisei que Portugal tem pouco a ver com o resto da Europa a nível estrutural, e portanto mantenho que a opção Europa sempre trará problemas tal como traz soluções. Como tal não vou ser eu a defender a UE. Este modelo era errado, porque há diferenças estruturais e culturais que favorecem mais a industrialização do norte que do sul)


1.1 - Sim, a Europa financiou uma reconversão da economia dos países do sul que para controlar preços frequentemente pagava para não se produzir. Mas o que Costa não diz é que a UE também pagou a modernização de grande parte dessa agricultura.


1.2 - A UE também protegeu a produção dos países do sul, ao impor tarifas a produtos agrícolas mais baratos do 3o mundo e impedindo a sua competitividade no mercado único.


1.3 - A UE até pagou fundos de coesão aos países do sul, e fez tudo isto com a convicção de que o sul - desde que ajudado o suficiente - conseguiria atingir os níveis de desenvolvimento do norte.


1.4 - Mas este é o mesmo Costa que defende 'mais Europa' e que esteve nos governos que tomaram essas mesmas opções. Das duas uma: ou ele e o PS são hipócritas ou então sempre defenderam as políticas certas mas não foram capazes de as implementar contra o peso da influencia do norte; por conseguinte isto não é tão pouco, alternativa pois quem nos garante que se o PS ou Costa voltarem ao governo serão - desta vez - capazes de fazer seja o que for?



 

 

2 - "esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável"

 

Não só não é nenhuma mentira como o PS é o melhor exemplo de despesismo consumista baseado em dívida.


2.1 - Ninguém obrigou Portugal a gastar como gastou em infra-estruturas sem plano estratégico de desenvolvimento. Expo98s, Euro2004s, auto-estradas paralelas, TGVs, cheques bébé assim como educação e saúde gratuitas, tudo isto foram escolhas nossas e não dos nossos parceiros da UE.


2.2 - E o erro não foi apenas dos governos mas também da população, a qual fez uma escolha muito clara quando elegeu a banha da cobra socratista em detrimento da responsabilidade do PSD de Manuela Ferreira Leite em 2009. A mesma população que elegeu e reelegeu Valentim Loureiro, Alberto João Jardim e demais pandilhas.

A partir daqui meus amigos, há que arcar  com as consequencias dos nossos actos.


2.3 - Os Portugueses e apenas os Portugueses decidiram aumentar o seu consumo não obstante a estagnação económica. Mais ninguém.





3 - "acho que devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos portugueses"



3.1 - As lideranças do norte também fizeram escolhas sensatas em prol do interesse nacional que as lideranças do sul não fizeram como bem explica o Guilherme.





4 - "foi um erro do conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar!"

 

Aqui começa em pleno a argumentação populista e berrantemente falaciosa de Costa.


4.1 - Portugal e a Europa no geral não sofreram porque decidiram liberalizar-se mas sim porque a Europa foi sobre-regulada. Os países nórdicos e a Alemanha estão habituados a produzir num ambiente sobre-regulado que também lhes garante produtos mais fiáveis. Nos países do sul a sobre-regulação - desvantagem competitiva do norte, exportada para o sul através da integração Europeia - destrói a indústria residual.

Ao contrario de outros acordos de liberalização económica, a UE não elimina apenas as tarifas mas impõe também padrões de eficiência e qualidade que apenas os países mais industrializados conseguem atingir. Assim, mesmo que acreditemos na mensagem de Adam Smith de que cada região se tem de especializar, nem isso foi atingido pois o plano Europeu era igualizar todos os países em termos de produção. Por conseguinte, ao contrario da NAFTA ou da ASEAN, aonde o comércio é livre e cada país consegue competir com as suas vantagens comparativas - sejam estas preços ou qualidade - na UE a intenção universalista de aplicar o modelo nórdico de eficiência a toda a Europa, acaba por condenar a própria Europa a um modelo de fracasso.


4.2 - Portugal e a Europa no geral não sofreram porque decidiram liberalizar-se mas sim porque a globalização libertou mercados que agora podiam competir connosco.


A vontade dos governos Europeus sempre foi garantir pleno emprego mas isto foi-lhes negado pela realidade das descolonizações e da derrota da URSS e do bloco socialista. O fim dos impérios coloniais - defendido com unhas e dentes pela esquerda e simbolizado em Portugal pelo abandono das colónias em 1975 e a celebre ordem de Mário Soares para se atirar os 'brancos' das colónias aos tubarões - ditou que a economia destes países estaria ela também e a partir de agora, em competição com o mercado Europeu.


Mesmo que os governos Europeus não tivessem liberalizado a economia, o que não foi completamente o caso, os mercados emergentes teriam sempre tido uma vantagem em comparação com a Europa. Mesmo que as empresas Europeias não tivessem ido para leste, o leste teria vindo para ocidente. A partir do momento em que se defende o fim do imperialismo, defende-se também o fim do nosso controlo sobre o mundo e isso, por mais que a esquerda esperneie, foi detrimental para os nossos interesses...




5 - "Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável"


5.1 - Claro que não. Por isso é que Costa defende mais governo e mais regulação. Porque isso sim fará com que a nossa economia seja mais competitiva... - assim retirando a vantagem competitiva dos nossos salários baixos e fornecendo mais achas para a fogueira da corrupção de que ele se queixa. Pondo mais dinheiro nas mãos do governo falhou antes e levou a corrupção, por isso façamos o mesmo outra vez...




6 - "Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma"


6.1 - Mas quem é ele para se armar em autoridade moral?!!! Mas nao fez ele parte de vários governos que resultaram nisto?

E mesmo que ele - a mesma pessoa que fez a defesa semanal de José Sócrates - seja diferente de todos os outros políticos, que tem o PS proposto para acabar com esta cultura? Porque afinal quem defende que despesismo estatal retira países de crises financeiras são os filósofos da esquerda...


6.2 - Mais grave é o que está implícito em declarações destas: que o povinho não tem culpa nenhuma e que deve portanto continuar a ser desresponsabilizado. Responsabilidade individual? Inexistente. O que sim é importante é o comportamento das elites, as mesmas elites estado-sanguesugo-dependentes que o PS e a esquerda criam ao expandirem o controlo do estado sobre a economia.

É assim que a esquerda quer levar Portugal para o futuro: Não incutindo o mínimo sentido de responsabilidade na população. Para quem defende a educação como veículo para a prosperidade, a esquerda é bem hipócrita naquilo que entende como maturidade cívica.





7 - "os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas pública"


7.1 - É a desresponsabilização completa. O país está como está porque conspiraram contra ele. O comportamento das massas em nada contribuiu para isso. Logo, os Portugueses devem poder reclamar ainda mais 'direitos' e mais despesismo estatal. Seguramente isso trará bons resultados porque afinal foi o que andámos a fazer nas últimas décadas e resultou tão bem...





8 - "Devemos antes exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam"


8.1 - Ou seja, os salários dos políticos devem ser cortados e as grandes fortunas taxadas até ao limite. Isto é óptimo: vai ser mesmo assim que se vai conseguir re-atrair investimento estrangeiro - do qual um país periférico necessita - e vai ser mesmo assim que se vai atrair talento para a função pública. Porque realmente, são os salários dos políticos que arruínam o país. Os 80% do orçamento de estado que é gasto na saúde, educação e segurança social, assim como nos juros dos empréstimos que contraímos para sustentar estes programas, isso não interessa nada nem tem nenhum efeito, mesmo com uma população em diminuição.


Afinal, Costa acha que o milagre e bem fácil pois "Há que renegociar as parcerias público--privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos". Pois é. Se ao menos tivéssemos tido um governo socialista durante as últimas décadas com Costa como Ministro...


8.2 - Como eu já antes avisei, esta é a nova utopia da esquerda: que se pode acabar com a corrupção e ser-se eficaz com os gastos ao ponto de sustentar um sistema que nunca antes foi sustentável - e que agora ameaça o estado Português com a ruína. Mas os cidadãos com empregos de classe média baixa, devem ter as regalias dos povos com uma maioria de empregos de classe média alta, mesmo que sejam os outros países a pagarem os nossos 'direitos'...


Porque ao defender a 'renegociação' da dívida sem penalizar os cidadãos, é precisamente isto que Costa quer. Se ao menos nós Portugueses pudessemos culpar os Alemaes pelos danos infligidos pela 2a Guerra Mundial. Infelizmente, ao contrário dos Gregos, nem este bode expiatório temos... que maçada...




9 - "Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção"


9.1 - Coitadinhos dos cidadãos, que apenas gastaram o que não tinham no banco. Os mauzões dos políticos é que vão ter que sofrer. Afinal acabar com a corrupção - fenómeno cultural e endémico a culturas mediterrânicas - é tão fácil como acabar com o crime. Francamente porque é que nunca ninguém se lembrou de fazer isto?...





9.2 - O problema é que não é direito se não se pode concretizar. Podemos dizer que é um ideal ao qual aspiramos mas não é um direito.

Como sempre, a esquerda nada tem a oferecer senao sonhos e utopias. E quando estas bolhas se rompem, há que inventar bolhas ainda maiores porque as pequenas ja não enganam ninguém.


Esta é a esquerda do poker: quando não se tem trunfos, faz-se bluff...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 14:12
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Quinta-feira, 28 de Março de 2013
1995

É a resposta aqueles que perguntam: 'Quando foi que optámos pelo mau caminho?'.

 

Quando o PS assumiu o poder em 1995, o destino do país ficou selado. Demorou mais de uma década mas as consequências acabaram por se fazer sentir.

95 é o ano da mudança pelas seguintes razões:

 

- até a meio da década de 90, a economia Portuguesa estava em crescimento. A partir daqui estagnou. Isto não foi culpa directa do Partido Socialista, claro está mas antes uma consequência do fim da deslocalização e IDE Europeu para Portugal, o qual parou com a abertura dos mercados asiático e do leste Europeu;

 

- até aos anos 90, Portugal, apesar de fortemente esquerdista, estava sob pressão para ser responsável com a sua política fiscal, devido à pressão do FMI e da adesão às Comunidades Europeias. Depois da plena adesão, foi o que foi... ;

 

- até aos anos 90, o Bloco Socialista representava um ideal ao qual a esquerda internacional aspirava. Com o colapso do muro de Berlim e da URSS, a esquerda perdeu a sua ideologia e viu-se forçada a adoptar soluções mais populistas e eleitoralistas, o que deu origem à 3ª via e à política da bugiganga que levou os sucessivos governos a gastarem para consumo e em falsos investimentos como as auto-estradas e sistema de saúde;

 

- até aos anos 90, Portugal tinha a sua própria moeda mas foi nos anos 90 que aderimos ao sistemo monetário Europeu e ao que viria a ser o €uro. Depois disso foi o descalabro total nomeadamente com Portugal fazendo uso da reputação do marco alemão - da qual o euro gozava - para se endividar nos mercados internacionais.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 19:45
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Terça-feira, 19 de Março de 2013
Belmiro de Azevedo

Durante cerca de três anos, com imenso prazer e dedicação, trabalhei para a insígnia MC da Sonae. No decorrer de todo esse tempo tive o maior respeito pelos responsáveis daquela empresa, nomeadamente pelo seu chairman, Belmiro de Azevedo que até ao dia de hoje foi um homem que muito admirei.

 

Admirei Belmiro de Azevedo, por ser um homem do povo, que a pulso, com o seu trabalho, fez com que uma empresa que em 1959 foi fundada com uma única área de negócio, os estratificados de madeira, se tornasse naquilo que é hoje.

 

Hoje, logo pela manhã, ouvi no noticiário que Belmiro de Azevedo havia proferido em Vila Nova de Gaia, no Clube dos Pensadores, que "se não for a mão-de-obra barata, não há emprego para ninguém".

 

Eu, não acredito na desvalorização da mão-de-obra. Penso não ser possível que um trabalhador ande verdadeiramente motivado se o seu ordenado não for apelativo, penso também que a economia não crescerá por esta via.

 

 

 

 

Mas reparemos:

 

Belmiro de Azevedo é proprietário de uma das maiores cadeias de retalho alimentar. Se a população não tiver dinheiro, faz menos compras, a Sonae MC factura menos.

 

Belmiro de Azevedo é proprietário de uma das maiores cadeias de comércio a retalho de bens não-alimentares. e a população não tiver dinheiro, faz menos compras, a Sonae SR factura menos.

 

Belmiro de Azevedo, é proprietário de uma operadora de comunicações móveis. Se a população não tiver dinheiro, cortará no telemóvel e a SonaeCom factura menos.

 

Belmiro de Azevedo é gestor de património imobiliário (galerias comerciais). Se a população não tiver dinheiro, cortará nas idas ao Shopping e a Sonae RP factura menos.

 

Para finalizar apenas digo, o lema da Sonae é "Improving your life". Tenho dúvidas que com fraco salário as pessoas melhorem a sua vida.



uma psicose de Pedro Miguel Carvalho às 22:50
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Sábado, 16 de Março de 2013
Como o Ocidente foi à falência


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 21:19
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Domingo, 3 de Março de 2013
1 Milhão...

... é o número de Portugueses que preferem ter políticos que lhes mintam a políticos que lhes digam a verdade.

... é o número de Portugueses que só reconhecem direitos em democracia mas não deveres.

... é o número de Portugueses que merecem Sócrates de volta.

 

... é o número de Portugueses que condenam os jovens ao desemprego e os mais desfavorecidos à miséria, defendendo os interesses estabelecidos das corporações e subsidio-dependentes.

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 13:19
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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2013
Está na hora, está na hora, de Arménio Carlos se ir embora!


Quem causa mais desemprego em Portugal, Passos Coelho ou Arménio Carlos?

A verdade é que a CGTP em Portugal, ao empurrar os salários sistematicamente para tectos mais altos, restringe a oferta de emprego a trabalhadores não sindicalizados. Não sou neoliberal e cito Hayek pelo seu valor como economista e não como ideólogo. Não digo que não deveria haver sindicatos mas penso que há em Portugal muito boa gente que não se apercebe de que os obstáculos ao reajustamento da economia e ao retorno ao crescimento, assim como a burocracia e direito laboral inflexível que dificultam o Investimento Directo Estrangeiro, são em larga medida da responsabilidade de organizações como a CGTP.




Basta aliás olhar para a experiência dos trabalhadores Moçambicanos na África do Sul aonde a principal confederação de sindicatos COSATU, tem ostracizado, discriminado e até feito ataques racistas aos trabalhadores estrangeiros. Porquê? Porque estão dispostos a trabalhar por menos que os trabalhadores Sul Africanos e são atacados portanto como fura-greves. A África do Sul é também consequentemente um dos países com maior taxa de desemprego crónico.

A África do Sul é finalmente um excelente exemplo de como os sindicatos privilegiam os direitos laborais de alguns e não de todos, e sobretudo como os sindicatos discriminam contra os jovens - não que a JCP ou os Berloquistas alguma vez o admitam - como se viu quando a COSATU atacou uma marcha que defendia uma medida governamental de subsídio ao emprego jovem.




Por estas e outras razões, eu peço a demissão de Arménio Carlos!


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 15:38
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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2013
€3 000 000 000 para Empresas Portuguesas. Quem é contra?

Um consórcio de empresas Portuguesas de construção civil viu-lhe adjudicado um projecto residencial na Argélia. Sem dúvida fruto da diplomacia económica dos Ministros Luís Amado e Paulo Portas e da habilidade do MNE em explorar o desejo de certos países em não serem absolutamente dependentes de potências regionais/mundiais como França ou China.

 

Gostaria apenas de recordar quem é contra este contrato:

 

Comissário Europeu Štefan Füle: "There can be no return to complacency towards authoritarian regimes. The European Union stands behind the forces of change and modernisation"






 

 

 

Bloco de Esquerda: “O Estado Português deve ter relações com Angola, mas não pode desconhecer o que se passa neste país, nem muito menos aproveitar-se dele, assumindo uma visão exclusivamente pragmática com ausência de valores”


(Presumo que a mesma política seja extrapolada para a Argélia)


 

Amnistia Internacional: "As the European Commission and the President of Algeria Abdelaziz Bouteflika prepare to initial an EU-Algeria Association Agreement in Brussels tomorrow (Wednesday 19 December), Amnesty International says the fact this event is going ahead shows the EU’s human rights clause is now clearly not worth the paper it is written on"


 

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 13:44
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Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2013
Os Tories na Vanguarda do Conservadorismo


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 22:53
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Terça-feira, 25 de Dezembro de 2012
Há Burlões e Burlões

 

Muito tenho aqui escrito sobre burla. Para responder às massas que cegamente reivindicam mais apoio estatal simultaneamente chamando aos políticos 'gatunos', tenho tratado os esquerdistas por 'burlões'.

 

É que simplesmente não há mais dinheiro para distribuir pela população e prometer mais apoio - ou a manutenção do actual - através da racionalização de recursos - o mítico rigor Vs austeridade - é uma quimera destinada exclusivamente a servir o interesse eleitoralista e demagógico da liderança do PS. Quando é que uma sociedade mediterrânica alguma vez foi rigorosa ou sequer eficiente na gestão dos seus recursos (excluindo o Salazarismo...) ?

 

Não, a austeridade é o único caminho minimamente credível e aquilo que há a discutir são os moldes dessa mesma austeridade.

 

Mas tal como as crises desmascaram burlões, também fazem emergir outros. Nassir Ghaemi no seu livro 'A Mente Louca dos Grandes Líderes Mundiais' explica que certas personalidades são mais hábeis no exercício de liderança em tempos de prosperidade, e outras em tempo de crise. O que está na base desta discrepância é o passado - sobretudo tempos de infância - da pessoa em questão: caso tenha vivido em estabilidade, o individuo está adaptado a afirmar-se em contextos de estabilidade e vice-versa. Logo, aqueles que em tempos de crise prosperam são pessoas habituadas a fazerem passar mensagens radicais e a adaptarem-se a circunstâncias difíceis. Assim, tal como os políticos radicais sobressaem em tempos de crise, os burlões do improviso sobressaem contrapostos aos burlões dos esquemas de pirâmide, os quais estão no jogo para o longo prazo.

 

No entanto, a sofreguidão com que Artur Baptista da Silva foi escutado E DIVULGADO pelos media é um indicador na minha humilde opinião, de algo mais para além de habilidade de burlão: é um indicador do pendor esquerdista dos media Portugueses. Depois de meses e meses de descrédito da liderança socialista assim como da 'rua esquerdista' - criticando tudo e todos e falhando redondamente não só em oferecer uma alternativa mas também em escapar ao inevitável facto de que a direita havia previsto a crise muito antes de ela chegar - eis que emerge um D. Sebastião das brumas...

 

... Aqui está pela primeira vez alguém com credibilidade independente (ONU) que defende o fim da austeridade em Portugal. Ironia das ironias, acaba por ser exposto como burlão de primeira categoria.

No fundo o caso Artur Baptista da Silva deve ser visto com bons olhos pela direita: ele acaba de validar a política de austeridade por mais uns anos.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 10:36
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Segunda-feira, 26 de Novembro de 2012
Psicolaranja na Embaixada de Israel

 

No passado dia 19 os Psicóticos e alguns Psico-amigos foram recebidos calorosamente na Embaixada de Israel aonde puderam conversar com o Conselheiro Político Lior Keinan. A conversa abrangeu tópicos vários desde a Guerra de Gaza e os diversos desafios à segurança do Estado de Israel e dos Judeus a nível internacional, ao modelo de desenvolvimento Israelita e como este poderia servir de exemplo a outros países mediterrânicos como Portugal.

Foi uma tarde muito enriquecedora tanto para a Embaixada como para os Psicóticos; que serviu do nosso ponto de vista para obtermos informação directamente da fonte, sem passar pelo filtro dos media ou do comentariato.


Mais uma iniciativa deste blogue a que muitas outras seguirão. 

 

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 17:34
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Sábado, 24 de Novembro de 2012
A austeridade resulta

Fico sempre surpreendido como a nossa tão europeísta esquerda não é capaz de fazer as contas e aprender com os exemplos dos nossos 'vizinhos' Europeus.

 

Ora vejamos quem prosperou na Europa com o fim do estado social: a Europa ocidental sofreu com a deslocalização da industria mundial para a Ásia e lidou com a estagnação continuando o estado social e aumentando-o às custas de endividamento; a Europa oriental, falida depois de décadas de ditadura comunista fez o mesmo? Não, porque não podia. Foram 'renegociar a dívida' com os credores ocidentais? Não. O Leste fez a única coisa sensata: cortou salários e despesa pública, desmantelando o estado social insustentável herdado dos tempos comunistas.

 

Resultados: Europa ocidental e meridional em recessão, Europa oriental em crescimento.

 

Mas sejamos ousados e olhemos para a economia mundial. Que aconselham os países em desenvolvimento? Acabar com os paraísos fiscais? Subvencionar a economia doméstica? Não!!! Dambisa Moyo - reputada economista Africana - reclama o fim da 'ajuda' aos países em desenvolvimento porque desencoraja precisamente o desenvolvimento interno e autónomo.

Para não falar em Chinas e Índias e respectivas aberturas ao investimento internacional através de vantagens salariais competitivas.

 

E quanto aos paraísos fiscais, pessoalmente gostava de saber como o forçar a transparência bancária na Suíça, no Luxemburgo e no Liechtenstein vai resolver o problema que põem todos os outros pelo mundo fora. A menos claro que a pós-modernista UE esteja disposta a abandonar a doutrina da proibição à guerra de agressão por motivos económicos...

Mas a menos que isso aconteça, não estou a ver como as Comores ou as Maldivas ficariam muito preocupadas com ameaças da UE, sabendo elas que o grupo ACP (África, Caribe e Pacífico) tem mais votos na ONU e defensores poderosos na OMC.

 Fica aqui um mapa dos paraísos fiscais a nível mundial.

 

 

 

 

 

 

 

Mas não, a austeridade não é o caminho...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 11:19
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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2012
Na oposição e nas ruas a irresponsabilidade, no governo a sensatez
Leiam e aprendam:
"precisamos de facto de um pacto político-social que nos habitue a conviver dentro destas regras. O que implica refundar o regime e rever a Constituição, por forma a conciliá-la com as necessidades"

“não temos história de estabilidade financeira em democracia, não apenas no atual regime, mas estendendo historicamente o regime, só conseguimos estabilidade financeira em regime ditatorial”
“Uma cultura não se muda em menos de uma geração”, mas “podem criar-se instituições que limitem os efeitos mais perniciosos das escolhas de uma determinada cultura que orientem de forma mais convincente as preferências sociais”


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 13:12
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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2012
VERGONHA


Fazer greve, exigindo o fim da austeridade, é dar uma bofetada na cara dos desempregados e dos que não podem fazer greve em Portugal.

É rir na cara de quem trabalha meses a fio para elevar a imagem de Portugal no estrangeiro e distanciá-la da reputação manchada da Grécia, para ver tudo ir por água abaixo à conta da irresponsabilidade de alguns. É dar razão aqueles que falam em restringir o direito à greve invocando notório abuso. É apresentar-se como a cara da crítica supérflua e vazia dos que com keffiyeh ao pescoço reclamam mais dinheiro sem explicarem aonde o vão buscar.


O fim da austeridade é o fim do estado pois não haverá financiamento internacional ao país enquanto as despesas com o sector social do estado aumentarem insustentavelmente. 


Aqueles que se apresentam pelo rigor querem nada mais senão burlar os Portugueses com promessas de eficiência governativa: o 'rigor' é inimigo da austeridade porque o 'rigor' é inseparável do fanatismo socialista que se recusa a fazer cortes no sector social do estado mesmo que isso resulte na falência do mesmo.

O 'rigor' é hoje o equivalente do 'optimismo' da era Sócrates. É uma promessa falsa  e eleitoralista. Culpar Merkel, os políticos, os banqueiros, os privilegiados, etc é um bode expiatório destinado a burlar as pessoas; levá-las a depositarem esperança num sonho que apenas beneficia uma categoria de pessoas: a liderança política socialista. 


O que são afinal as 'políticas de crescimento' que a esquerda reclama? Para os burlões, estas políticas são mais despesismo da parte do estado. Ou seja repetir e agravar o desbarato de fundos públicos das últimas décadas, que estamos condenados a pagar durante décadas mais, a juros altíssimos.

Mas claro que é fácil reivindicar 'políticas de crescimento' com o dinheiro dos outros. E se os outros não quiserem arriscar o próprio dinheiro em Portugal, então a culpa não seria de Portugal mas dos outros obviamente.


Vejamos o resultado da austeridade em Portugal: exportações estão em alta apesar da carga fiscal pesadíssima e as famílias estão pela primeira vez desde há anos, a poupar dinheiro para o futuro. 


Mas é difícil e impopular defender políticas que introduzam responsabilidade e consciência cívica nos Portugueses. Daí a minha vergonha, vergonha por ver os burlões da esquerda representarem o país no exterior. Ver populistas mesquinhos infantilizarem os Portugueses e tratarem-nos como crianças ingénuas, crédulas, tolas e sem espírito crítico. Ver os propagandistas e demagogos darem a cara por um país que merece melhor, muito melhor...


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 15:33
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Quinta-feira, 18 de Outubro de 2012
Caros esquerdistas...

... metam isto na cabeça: se não se pode continuar a pagar, então não se trata de um corte mas sim de 'financiamento proporcional'.



 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 20:08
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Sexta-feira, 5 de Outubro de 2012
'Despesa do Estado desceu em 15 mil milhões' - Lobo Xavier

Na minha opinião, este governo é populista e sentindo-se pressionado pela 'rua' abranda as reformas e os cortes. A esquerda é brutalmente hipócrita porque por um lado queixa-se que o governo não reduz a dívida mas por outro ataca ferozmente qualquer corte nos sectores que dominam o incorrer estrutural de dívida - o sector social do estado.

Ainda assim, cortes têm sido feitos pelo lado da despesa.

 

Aqueles que têm consciência e sentido de estado tentariam apoiar um governo de tal maneira dependente das sondagens de popularidade.

 

Os que põem partido e ideologia à frente de estado, optam por atacar o governo; isto causará apenas um aumento de pressão sobre o governo e o fim das reformas, o que levará à queda do governo mas também à deterioração das contas públicas - pois a direita não conseguirá continuar mas a esquerda nem sequer acredita em cortes...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 10:00
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Sexta-feira, 28 de Setembro de 2012
Palavra de ordem esquerdista: CORRUPÇÃO

 

É a isto que leva o desespero. Em debates com esquerdistas na última semana, noto que há uma palavra de ordem a vir da esquerda, um argumento ex-libris, o último recurso de uma ideologia em doença crónica: 'Corrupção'.

A corrupção está em voga para os outros lados porque a esquerda depende hoje mais que nunca da retórica e 'corrupção' é um contra-ponto retórico contra o qual ninguém pode argumentar.

 

A coisa põe-se mais ou menos assim: depois da II Guerra Mundial e do fim do fascismo enquanto alternativo de modelo socio-económico, restaram as duas ideologias do comunismo e capitalismo. Finda a Guerra Fria e desiludido o mito do comunismo, a esquerda entra em crise. Da noite para o dia, a utopia do estado total bem como da economia planificada, implode.

Que fazer? A esquerda dividiu-se: uns mais centristas perceberam que ou se adaptavam ou eram reduzidos à insignificância política - o centro esquerda entra na 3ª via e torna-se liberal - outros decidem permanecer fiéis aos seus valores o mais possível e entram no reino da hiper-utopia - alterno-globalistas, 4ª internacional, neo-anarco-sindicalismo. Em Portugal o PS e o BE representam estas tendências respectivamente. 

 

Mas eis senão que chega a crise de 2008. O problema é que uma crise cíclica norte-Americana acaba por revelar uma crise estrutural Europeia.

Que fique claro que não é o modelo liberal que está em perigo - pois este sim é cada vez mais emulado pelo resto do mundo - mas sim o modelo social-democrata do estado europeu

 

A esquerda moderada que tem caminhado envergonhadamente para o campo ideológico da direita, ilude-se momentaneamente com a crise financeira e recorre ao seu paladino Keynes. A esquerda radical torna-se ainda mais irracional e na pessoa de figuras como Zizek, reclama a revolução para substituir o modelo neoliberal. Substitui-lo com o quê? Não se sabe. Zizek ele próprio pede que não se reflicta demasiado e que se faça a revolução pela revolução - não deve ter bem presente o resultado deste tipo de 'improviso' no último século...


Mas perante a inevitabilidade da austeridade, reclamada pela direita já antes da crise financeira, a esquerda fica atónita: que dizer agora para contrariar a direita? Como oferecer uma alternativa?

O argumento neo-keynesiano de mais investimento público para reavivar a economia não é passível de ser mais utilizado pois não só não há dinheiro para investir como a dívida reflecte o sobre-investimento/despesismo público das últimas décadas.


Solução? 'CORRUPÇÃO'.

Invocar a corrupção cobre dois problemas da esquerda: diferenciar-se da direita e oferecer um modelo económico alternativo à austeridade

O problema: em ambos os casos, a solução é puramente artificial e cosmética.

 

Reclamar que a direita é mais corrupta que a esquerda porque está mais próxima dos grandes negócios é tão somente um preconceito. Na verdade é mais a esquerda que expõe o sector público a promiscuidades ao insistir em intervir tanto com o estado na economia. Na verdade são os políticos esquerdistas que mais dependem da política para sobreviver do que os de direita que têm sempre um lugar no privado.

Isto em teoria, porque na prática em Portugal tem havido tantos escândalos de corrupção à direita como à esquerda.

 

Por outro lado, reclamar que os problemas económicos de Portugal derivam da corrupção é imensamente conveniente pois justifica um ataque familiar aos ricos e à classe política em geral, e levanta o ónus da austeridade, do sector social do estado.

 

A tragédia é que a corrupção em Portugal não só é endémica como não é a causa da crise económica do país. Obviamente não ajuda, mas utilizar a corrupção como argumento económico equivale a dizer que se amanhã se acabasse com todo o crime no país, o futuro seria radioso.

Não, não seria. Porque mesmo sem crime ou corrupção o estado continuaria a gastar 75% do seu orçamento com os sectores sociais, e a fazê-lo insustentavelmente. Um bom exemplo é a saúde: parece que se perdem 500 milhões resultado de corrupção - o que é muito - mas é necessário poupar quase 2 000 milhões em gastos. Ora , o que é mais fácil de garantir? Cortes na despesa? Ou optimização na mesma despesa? Cortar ou reformar? Reformas já houve muitas e ainda estou para ver uma que tenha contido gastos, quanto mais uma que acabasse com a corrupção...

 

O que se perde em corrupção é sempre demasiado mas não chegaria aos milhares de milhões de euros necessários para tapar os buracos das contas públicas - não pelo menos num país em que metade da economia está directa ou indirectamente dependente do estado - nem tão pouco chegariam as grandes fortunas. Isto mega-utopicamente partindo do princípio que não só seria possível acabar com a corrupção a breve prazo, como evitar que as grandes fortunas e/ou respectivos donos saíssem do país (porque se conseguiria fazer hoje, o que nunca havia sido feito na história de Portugal...).

Querer pretender que a população que grita 'GATUNOS' nas ruas tem razão, é fechar os olhos, enterrar a cabeça na areia e continuar a assobiar para o lado irresponsavelmente.

 

Mais uma vez a esquerda deste país revela-se gritantemente populista e demagógica.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 11:44
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Quinta-feira, 27 de Setembro de 2012
Já vai em 75% o sector social do estado




Ora, perante isto - e não sei se inclui os juros da dívida - a prioridade em cortes orçamentais vai CLARAMENTE para os salários dos políticos e para o orçamento da defesa. Isso sim fará a diferença..........................


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 09:59
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Terça-feira, 11 de Setembro de 2012
A 'indignação' não esconde a REALIDADE:


"Muitos daqueles que criticam, mas que não apresentam alternativas, não têm o direito, num momento em que muitos portugueses estão a passar por situações particularmente difíceis, de pedir que os responsáveis cruzem os braços" 

- Miguel Relvas




"todos os portugueses estão à espera" que António José Seguro "apresente um pedido de desculpas por aquilo que foi a governação do Partido Socialista e que conduziu a esta situação de pré-bancarrota"

- José Pedro Aguiar-Branco

 

 

 

"Enquanto gastarmos acima do que os portugueses podem contribuir com os seus impostos, estas medidas são necessárias"

- Paulo Macedo









E para  aqueles que ainda acham que há cortes a mais, o nosso Ricardo clarifica:







"Medidas incluídas no Orçamento de Estado que vão ter impacto na vida dos Portugueses em 2013:

  1. ObjectivoNão deixar ninguém de fora: rendimentos do trabalho público e privado, rendimentos do capital, lucros de empresas e rendimentos de rendas excessivas.
    Se tiverem rendimentos, preparem-se para o ver “redistribuído”.
  2. Segurança SocialPassa de 11% do Trabalhador e 23,75% do Empregador para 18% de cada um.
    Estado: recebe mais 1,25% dos salários brutos; diminui TSU das empresas – como prometido.
    Trabalhador: perde 7% do seu rendimento. Ou seja, o equivalente a 1 mês em 14 anuais.
    Empregador: paga menos 5,75%; reduz custos, reduz prejuízos/aumenta lucros.
    Positivo (+): Empresas com mais recursos podem criar mais emprego ou despedir menos; o trabalho fica relativamente mais barato face ao capital, o que também incentiva o emprego. (+ Emprego).
    Negativo (-): Aumentam as transferências para o sector não-competitivo da economia (em 1,25%); os salários de públicos e privados – excepto recibos verdes – vão reduzir-se. (+ Impostos).
    Análise Final: Ainda não consegui ver todas as pontas. Esta é a tentativa do Jornal de Negócios.
  3. SubsídiosNunca mais haverá 14 salários. Dada a decisão do Tribunal Constitucional:
    Funcionários Públicos: Recebem novamente 1 dos subsídios.
    Funcionários Privados: Aparentemente perdem também 1 dos subsídios.
    PensionistasMantém-se a suspensão dos 2 subsídios.
  4. Crédito FiscalOs trabalhadores de mais baixos rendimentos poderão receber uma compensação em sede de IRS pela subida da Segurança Social, podendo receber mesmo que nada tenham pago!
  5. Escalões de IRS: Vai haver menos escalões. Detalhes ainda não disponibilizados.

Segundo as contas da RTP, as medidas dos pontos 2, 3 e 4 vão poupar mais 500M€. “Já” só faltam 3400M€…"




uma psicose de Miguel Nunes Silva às 13:08
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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011
Para mim, isto é humor...

A questão é quantas pessoas se reveem aqui neste site: ECON4.

 

Eles não se perguntam é porque é que tardam em aparecer ;)


uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 08:28
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Sexta-feira, 8 de Abril de 2011
O Regresso da História II - Desgaste de Regime

 

 

Um dos problemas do ocidente nos dias de hoje é o envelhecimento dos regimes no poder. Se nos abstrairmos de meras questões ideológicas, numa perspectiva macro-sociologica verificamos que a eficácia governativa dos regimes se esvanece depois de x décadas. Um factor que também tem sido preponderante na dita 'Primavera Árabe' - eu chamar-lhe-ia Outono.

 

Este meu pessimismo estrutural é tão mais pandórico para Portugal considerando que os Portugueses têm uma aversão natural a mudanças.

A vinda do FEEF não augura mudanças radicais. Como o sapo, vamos sendo cozidos em lume brando.

 

Precisamos de um novo regime? Não sei. Ainda que o prazo de validade de estes seja menor em países católicos (e em correlação descendente quanto mais próximo dos trópicos), não estou seguro de que uma refundação da República Portuguesa baseada nas reivindicações da geração das beneces sociais teria um bom/eficiente resultado ...

 

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 15:24
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Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010
PM - Um Exemplo de Democracia (II)

 

 

QUEREMOS SUBIDA DO SALÁRIO MINIMO

 

 

 

 

QUEREMOS TGV

 

QUEREMOS NOVO AEROPORTO

 

 

Este país está a cair vítima da direita fascista!

Os Portugueses votaram há um ano atrás por um programa político claro e detalhado e devem ter aquilo por que votaram.

 

Toda a oposição de direita tem claramente um défice democrático e uma nítida veia autoritária ao defender que o governo TRAIA os seus eleitores e ponha em prática o oposto do que prometeu.

Que direita vergonhosa e 'salazarenta' nós temos neste país...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 01:00
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Terça-feira, 21 de Setembro de 2010
"O monstro"

Défice do subsector Estado já ultrapassa os nove mil milhões

 

Quem trabalha no sector público, como eu, sabe que a culpa é das velhinhas dos economatos...



uma psicose de Rui C Pinto às 16:09
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Segunda-feira, 16 de Agosto de 2010
Assim até eu percebo!

 

O Plano Inclinado é um programa que tem merecido o meu apreço desde o seu inicio... Nesta edição o convidado é Vítor Bento, reputado economista, membro do Conselho de Estado e Presidente do Conselho de Administração da SIBS. Este vídeo surge como um post pela forma clara e desassombrada com que se discute a economia Portuguesa e acima de tudo porque é perfeitamente compreensível para leigos!

Vale a pena investir 50 minutos...



uma psicose de Rui Cepeda às 13:55
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Terça-feira, 10 de Agosto de 2010
Capitão dos neo-Keynesianos derrotado

 

Paul Krugman é um economista galardoado com o prémio Nobel.

Desde o início da Administração Obama que ele tem sido o mais acérrimo defensor dos estímulos económicos do novo presidente Americano.

Krugman, assim como os neo-Keynesianos da equipa Obama, partem do pressuposto que a consequência da ausência de investimento governamental na economia seria uma repetição dos instáveis ciclos económicos do século XIX, uma era liberal aonde apenas a austeridade era a solução para uma crise económica.

 

 

Krugman assim como muitos no esquerdista New York Times, têm sido consistentemente criticados por outras publicações mais à direita nomeadamente o republicano Wall Street Journal mas também inclusive pelo Britânico Financial Times - agora muito conotado com o governo Cameron - cujo reputado historiador de economia Niall Ferguson resolveu tirar férias do tradicional trabalho de contrapeso ao esquerdista The Guardian para se envolver num dos mais estimulantes debates de comentadores dos últimos tempos, com o próprio Paul Krugman.

 

Ferguson tem a opinião contrária de Krugman, ele acredita que liquidez artificial dada pelo governo não resolverá os problemas da economia, sobretudo porque consistirá no mesmo erro que os governos ocidentais têm cometido desde os anos 90, i.e. o financiamento da economia pela dívida - algo grave numa altura em que já há governos a enfrentarem a possibilidade de bancarrota.

 

Mas ao contrário do que possam pensar, não foi Ferguson nem nenhum grande pundit que finalmente encostou Krugman à parede, foram os próprios leitores de Krugman que, fartos das suas diatribes keynesianistas, o confrontaram com análise económica acutilante ao que Krugman respondeu diminuindo o tamanho máximo do comentário à sua coluna...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 09:09
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Domingo, 13 de Dezembro de 2009
Paul Samuelson...

 

O economista Paul Samuelson morreu, este domingo, aos 94 anos de idade, na sua casa no Massachusetts, nos EUA, indicou o Massachusetts Institute of Technology (MIT). 

 

Fonte: TSF

 

Para quem estudou economia, a capa do livro que ilustra este post era uma referência na ciência (livro publicado pela primeira vez em 1948). Para quem concordava e para quem discordava.

 

Samuelson foi um dos mais prolíficos economistas do Sec XX. A sua obra foi desde a sistematização das teorias de Keynes (na chamada "Sintese Neo-Clássica") até às bases da teoria de opções financeiras (quando recuperou os escritos do francês Louis Bachelier e os desenvolveu), passado pela Macroeoconomia onde foi pioneiro em novos modelos que hoje temos como geralmente aceites e fundamentais. Foi o Pai do uso da "estática comparada" e do uso dos modelos de "equilibrio geral".

 

Morreu uma das últimas referências da "época de ouro da alta teoria" da ciência. Um dia de luto para a "dismal science".


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uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 23:49
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Terça-feira, 13 de Outubro de 2009
Nobel da Economia 2009

 

         Elinor Ostrom                                                           

 

"for her analysis of economic governance, especially the commons"

 

                

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

     Oliver E. Williamson

 

"for his analysis of economic governance, especially the boundaries of the firm"

 

Favor ignorar o facto de o autor do post ser um pouco parcial em relação à ciência em questão ;)


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uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 13:21
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Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009
Oh really?

 

Damn! Ninguém me avisa destas coisas! Parece que "além Atlântico" se decretou o fim da recessão, no inicio da semana. Entre Obama e Bernanke fomos salvos. Ou será que fomos mesmo...?

 

Vamos ignorar que estamos a falar da mesma pessoa que disse, e passo a citar, "O Subprime está contido!" ao Congresso dos EUA.

 

Hum... vamos ver... o crédito continua a contrair nos EUA, comportamento de um "consumidor típico" a libertar-se da dívida e a reduzir passivo. O pouco consumo que existe na economia é... financiado pelo governo, via estimulos.

Nenhum dos problemas da Banca norte-americana foi resolvido, leia-se perdas não realizadas em balanço, capital inadequado, excessiva concentração do sector (onde 10 bancos, em quase 10 mil, detêm 65 por cento dos depósitos bancários da Economia). 

 

Já para não falar de que, fora a inflação potencial no sistema - repitam comigo: reservas a mais, reservas a mais, reservas a mais! - temos o pequeno problema não resolvido do Petroleo. Não só não há mais produção como, em tempo de crise, se diminuiu a exploração.

 

E falando em Governo, este está correr deficits fabulosos que só não se revelam via taxas de juro porque as "impressoras da reserva federal estão a funcionar".

 

Isto cada vez soa mais a "Japão, versão ocidental". Alguém, honestamente, acredita que chegamos ao fim da viagem?

 


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uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 15:22
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Terça-feira, 1 de Setembro de 2009
Importa-se de repetir?

 


 

"Portugal foi objectivamente dos primeiros países a sair da recessão técnica e isto assinala o início da retoma económica", declarou a mandatária [Carolina Patrocinio], lendo um papel, no parque municipal de Santa Cruz, que ficou apenas a metade da sua capacidade. 

 

Volto de férias (e da UV2009), e leio isto! Devo ter perdido algum episódio, ou faltei a alguma aula de Economia, mas era capaz de jurar que retoma é coisa que ainda não tivemos. Mas, como eu sou uma pessoa simpática e por vezes ingénua, terei todo o prazer em esclarecer a mandatária da Juventude do PS. Ou melhor, a pessoa que escreveu o "papel" a partir do qual ela retirou a fabulosa frase em questão!

 

Definição de recessão técnica Instituto Nacional de Estatistica (INE): dois trimestres consecutivos de crescimento negativo do PIB, abaixo dos 0,5 por cento. No último trimestre crescemos 0,3 por cento. Logo, estatisticamente, pela definição, sim, já não estamos em recessão técnica (pelo menos até aos próximos... dois trimestres).

 

Vamos ignorar o que se passa lá fora - que de recuperação tem pouco - em especial no nosso maior parceiro, Espanha. Vamos ignorar que enquanto não existir uma recuperação sustentada do exterior não se pode falar de "retoma económica" em Portugal. Vamos ser simpáticos e focar-mo-nos só mesmo em Portugal e assumir que tudo vai bem no resto do Mundo.

 

100 por cento de Dívida Externa! Ou seja, podiamos vender o produto de um ano para pagar as nossas dívidas. Não sobrava nada! Isso paga-se, como é óbvio. A esses pagamentos damos o bonito nome de Serviço da Dívida.

Alguém me sabe dizer quanto é que o Estado Português paga por cada euro que pede emprestado? Não? Cerca de 3 por cento por dívidas a 5 anos ou superiores. Alguém acredita que o resto da Economia se pode endividar a menos do que o Estado Português? É que este último sempre tem um certo monopólio: cobrança de impostos.

 

Não há nem vai haver retoma económica nos próximos tempos. O pouco que crescemos servir para pagar a dívida externa. Se o total da dívida é 100 por cento, então as contas são faceis de fazer: temos de crescer pelo menos 3 por cento para pagar prestações. Menos que isso empobrecemos!

 

E aqui reside a resposta à pergunta de muitos portugueses! O "porquê" de, durante a última década, termos supostamente crescido mas um povo inteiro queixa-se que está sempre a empobrecer! Em "economês" é a diferença entre Produto Interno Bruto (PIB) e Rendimento Nacional Bruto (RNB).

 

As manchetes (e os relatórios do Banco de Portugal, por exemplo) referem-se ao PIB, ou seja, por definição, tudo o que é produzido em território nacional. Mas, como grande parte dessa produção é estrangeira, o pouco que se cresce volta ao país de origem. Para os mais desatentos, Investimento Directo Estrangeiro (IDE) também é uma forma de dívida que paga dividendos ao exterior. Se a Microsoft investe em Portugal, no final do ano, repatria os lucros de novo para a sede nos EUA (e aqui reside a razão pela qual nunca gostei da "paixão" nacional pelo IDE). 

 

É aqui que entra o RNB: é tudo o que fica em Portugal! É o rendimento que fica depois de paga a dívida externa, ou os dividendos ao exterior pelo investimento. E esse meus caros psico-leitores, não cresce há quase uma década! E não vai voltar a crescer tão cedo, dado que Portugal está sentado numa montanha de dívida sem tecido produtivo de valor acrescentado! Portugal é hoje, de uma forma simplificada, um castelo de cartas económico...


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uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 12:38
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Terça-feira, 3 de Março de 2009
Quando o exemplo vem de cima

 

One dollar salary é um conceito adoptado por alguns líderes de grandes empresas internacionais.

 

É uma medida com mais simbolismo do que outra coisa mas a verdade é que acaba por repor um pouco o sentimento de justiça entre quem luta contra as dificuldades que a crise económica mundial veio criar ou - em alguns casos - agravar.

 

A ideia não é nova pois trata-se de recuperar o espírito demonstrado por Lee Iacocca que em 1978 adoptou a mesma estratégia enquanto não conseguiu tirar a Chrysler dos problemas financeiros que afectavam a empresa.

 

A verdade é que, em tempos de crise, esta pode ser uma forma de motivar colaboradores: o líder é o primeiro a mostrar disponibilidade para fazer sacrifícios, não ficando a "mexer os cordelinhos" do alto da sua cadeira de chairman ao abrigo de uma redoma que lhe é garantida pelos benefícios e remuneração choruda.


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uma psicose de Bruno Ribeiro às 16:10
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Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009
Regulação, também se globaliza?

 A globalização tem sido liderada por ocidentais aventureiros e empreendedores.

 

 Começou com a revolução nos transportes.

 

 Mais tarde, a revolução nos meios de informação teve um impacto, ainda maior na sua difusão.

 

 

 As revoluções desencadeadas têm tido em comum o facto de terem permitido unir pessoas, mercadorias, serviços e ideias a pessoas, empresas e instituições.

 

  

Talvez comece a ser tempo de se conjecturar a hipótese de uma outra revolução, que exija que os governos colaborem para servir os seus cidadãos num mundo cada vez mais competitivo e interdependente: a revolução na regulação, de modo, a facilitar o movimento de capital e recursos. Dos líderes europeus e americanos aproveitarem esta oportunidade para estreitarem parcerias em matéria de regulação e concorrência. E, de o fazerem com a mesma criatividade, dedicação e cooperação que os seus antecessores.

 

Durante séculos, o capital, a tecnologia e os serviços têm fluído, a um ritmo crescente, de forma horizontal – alinhando com o principio da economia de mercado de Adam Smith, a teoria da vantagem comparativa de David Ricardo e a ideia de destruição criativa de Joseph Schumpeter. Os mercados, tecnologias e empresas são, por natureza, horizontais. E é esta ideia de comércio internacional que está na base da experiência europeia

 

As sociedades mais ricas, distinguem-se, normalmente, por terem sistemas de regulação eficazes. Um dos elementos chave para liderar a competitividade no século XXI será a capacidade e intensidade com que Governos, que funcionam com estruturas verticais, em articulação com as suas indústrias, transitem para regulação “horizontal”, normas e regulamentos internacionais. Preservando, todavia, um tecido competitivo saudável, no mercado interno. Mais que as tarifas, as normas e regulamentos serão os verdadeiros obstáculos ao comércio internacional do século XXI. A recente crise financeira revelou falhas nesta matéria que podem ser entendidas como um alerta de que Politicas de Regulação “inteligentes” são um dever.

 

Será possível, ou fará sentido, acelerar o ritmo da cooperação transatlântica em matéria de regulação, para que UE e US continuem a liderar num mundo cada vez globalizado?

 



uma psicose de Elsa Picão às 10:12
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Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009
Contracção do PIB entre 0,7% e 0,8%

Hoje, o novo site economico.pt , avança em exclusivo (dizem eles), o seguinte:


O Banco de Portugal vai confirmar que Portugal entrará em recessão este ano, apurou o Económico. No Boletim de Inverno, a instituição liderada por Vítor Constâncio vai prever uma contracção do PIB entre 0,7% e 0,8%.
Vítor Constâncio vai apresentar hoje às 15h00 a avaliação da situação actual e futura da economia portuguesa.
No Boletim de Inverno, o Banco de Portugal vai também antecipar que a economia nacional voltará a terreno positivo em 2010.
Os economistas contactados pelo Económico previam uma recessão menos acentuada para 2009, entre 0,2% e 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB).

 

Ontem o nosso PM quase que batia ao Ricardo Costa por antever esta previsão... Será que hoje quem vai levar é Constâncio? Esgotaram-se as boas notícias para o Governo? O que vale é que há uma crise mundial para servir de bode... Não tenho nenhuma alegria nas más notícias, entenda-se. Mas enervam-me muito as injustiças.
 

Esperemos pelo boletim e vamos ver no que se baseiam as previsões...


: apreensivo, expectante

uma psicose de jfd às 13:50
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