Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2012
Feliz Psico-Natal


uma psicose de Essi Silva às 10:24
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Domingo, 16 de Dezembro de 2012
Carlos Reis in a Nutshell

Custa-me reconhecer, mas tenho de concordar que podia ter-se discutido mais política neste Congresso. Sem papas na língua. Sem bloqueios. Nem obstáculos de oposição.

 

Mas não foi tão mau como o Carlos pinta.

 

Falta de ideias novas: talvez alguma razão neste aspecto. Acho que existem novas propostas, e se faltam ideias novas, falta também cumprir com as velhas.

 

Mas ainda assim, porque é que Carlos Reis não voltou a candidatar-se?

 

Excelente orador. De facto. Calmo, sem exaltações, conciso e incisivo. A JSD tem de dar o passo para não seguir cegamente o Governo: ter a capacidade de defender os jovens dos cortes cegos.

 

Mas como disse outro orador posteriormente, é preciso mais do que falar sobre exemplos, é preciso estar no terreno para conhecer a realidade.

 

Overall 5 em 10.

 

É uma pena é ter como referências ou exemplo figuras que denigrem a JSD. E com esse remate, toda a legitimidade deste discurso perde-se.



uma psicose de Essi Silva às 03:48
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Sábado, 15 de Dezembro de 2012
Açores

Apontam-se dedos à competência. Mas diga-se o que se disser, verdade ou mentira, não é em congresso nacional que se dizem as verdades, quando não se assume a oposição e se sujeita às urnas e ao voto.



uma psicose de Essi Silva às 20:46
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Porque por vezes há que fazer chamadas de atenção






Porque as disputas internas são para resolver dentro de casa. E transparência é coisa que nunca faltou, aos meus olhos, nas funções exercidas pelos órgãos nacionais. Afirmar que são os meios de comunicação que procuram a polémica custa-me a acreditar: há muitos, que procuram na imprensa, o palco que não conseguem obter por si próprios!


uma psicose de Essi Silva às 18:01
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Obrigada Joana!

 

Por não aceitares que por erros de outros, chamem, a quem nunca teve responsabilidade na delapidação da Economia portuguesa e no aumento da dívida pública, ladrões. Eu não aceito isso e acho muito bem que a JSD também não aceite!

 

E também por não aceitar que quem saiu do Governo, afirme que não existem problemas de sustentabilidade, quando foram necessários pedidos de ajuda e a intervenção externa!



uma psicose de Essi Silva às 17:59
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Hugo Soares apresenta a Moção de Estratégia Global

 

Notas:

- Boa opção aproximar os Observadores das estratégias da próxima CPN. Afinal de contas, e como Hugo Soares frisou bem ontem, são uma parte importante deste congresso, querendo estar mais próximos das decisões. 

 

- "Cabe à nossa geração dizer de uma vez por todas, que a Constituição que nos fez chegar aqui, a constituição dos nossos pais, falhou". Tem toda a razão. Mas será que uma reforma constitucional não é mais uma recauchutagem

 

- Criação da figura do alto representante das gerações - emissão de pareceres não vinculativos, para se poder fazer o balanço custo-benefício dos investimentos e políticas financeiras. Mas não será mais uma figura redundante, sem poder para evitar essa mesma oneração?

 

- Sustentabilidade do Estado Social: "temos de discutir novos modelos de financiamento da saúde e educação...Nós não somos liberais, somos sociais-democratas, defendendo a gratuitidade para quem não pode." Para quem argumenta que isso é promover cidadãos de primeira e segunda e que os impostos já fazem essas separações: essa distinção de classes já existe e o esforço fiscal não é justo nem equilibrado, muito menos eficiente. 

 

- Deve haver um limite máximo às pensões - 100% de acordo!

 

- Taxa de IVA para produtos essenciais para crianças baixar ao mínimo possível, benefícios para as famílias com constrangimentos económicos - Muito bem! Não só pela natalidade, mas porque as crianças, as próximas gerações não podem pagar pelos erros dos outros! (Mas onde vamos buscar financiamento para colmatar essa redução?)

 

- Reduzir as assimetrias litoral-interior: por exemplo, através de redução dos custos dos automobilistas nas auto-estradas do interior. 

 

(Hugo, pelo meio, já me convenceste. Tens o meu voto! :)

 

- As quotas e falta de pagamento, não devem ser motivo de varrimentos das listagens. E não faz, de todo, sentido que os jovens tenham de se refiliar aos 18. 

 

- Os militantes da JSD devem receber notificações do trabalho dos deputados! Todo o apoio: transparência mas sobretudo incentivo à participação política e à proximidade com os deputados que representam os jovens sociais-democratas!

 

- Combate ao enriquecimento ilícito - criminalização de actos políticos, sem colocar em causa os princípios do Estado democrático! 

 

- Conseguir justificar aos portugueses que os sacrifícios valeram a pena. (Vai exigir uma mudança abismal da comunicação que é feita pelo Governo!)

 

- Desemprego jovem: amanhã serão apresentados um conjunto de medidas essenciais ao combate a este flagelo. Vou aguardar com atenção!

 

 

 

 

 

 

 



uma psicose de Essi Silva às 16:51
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Sumário de 2 anos de CPN


uma psicose de Essi Silva às 16:30
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Notas de rodapé

 

Para quem estuda Direito, sabe que por vezes, as notas de rodapé são mais importantes que o a referência de que originam. 

 

E portanto, gostei bastante da intervenção do Filipe Lopes, que fez uma chamada de atenção para as trocas de autarcas, entre diversas autarquias, para as próximas eleições.

É um excelente ponto. 

 

O Filipe deu vários argumentos para este tipo de situações serem perigosas. Mas o que mais destaco, foi o aviso sobre as elacções que se podem retirar: que a escolha destes candidatos vem de cima e não da vontade das Concelhias. O que nos leva a interrograr, se a escolha dos nossos candidatos é feita legitimamente por quem devem representar; ou por interesses externos - e obviamente qual a consequência e significado desse factor. 

 



uma psicose de Essi Silva às 16:16
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Mais momentos de ontem

 



uma psicose de Essi Silva às 15:37
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Balanço do primeiro dia de congresso

Lamentavelmente, o XXII Congresso Nacional da JSD, com listas únicas para todos os órgãos, à excepção do Conselho Nacional em que existem duas listas, (que poderão ver aqui), não só tem apelado pouco à discussão de ideias - exceptuando-se obviamente as discussões das áreas temáticas, que decorreram hoje - como tem sido pouco divulgado nos media. (Esperemos que tenha sido uma pontualidade)

 

Ontem, após a abertura do Congresso assistiu-se a uma panóplia de agradecimentos e elogios rasgados à CPN cessante; culminando num discurso fervoroso de Hugo Soares, candidato à  Presidência da Comissão Política Nacional da JSD. 

O discurso, embora bom, com uma apresentação da sua equipa e de algumas ideias estruturantes a serem abordadas pelo mandato que se aproxima, não me deixou plenamente convencida. 

Ainda assim, Hugo Soares surpreendeu pela positiva!

 

De todos os discursos a que assisti, salientaria o do Simão Ribeiro, candidato a Secretário-Geral da CPN, que conseguiu canalizar bem os desafios que foram enfrentados e aqueles que se apresentarão. 

 

Destaco, novamente, todos os elogios ao trabalho de Duarte Marques e sua equipa, que nos dois anos, em que o PSD foi oposição e formou Governo, defenderam os jovens e enfrentaram com excelência os problemas da nossa juventude, muitas vezes com um passo à frente dos desafios, e com um trabalho notável dos mais variados Gabinetes, em especial do Gabinete de Estudos. 

 

Os meus parabéns a toda a CPN do mandato 2010-2012 e orgulho por cinco dos nossos psicóticos e ex-psicóticos pertencerem à próxima CPN (a Margarida Balseiro Lopes, próxima Vice-presidente; João Marques, como Vogal; o José Baptista, como director de informação; a nossa querida Beatriz Ferreira, como secretária-geral adjunta e o Paulo Pinheiro, futuro director do Gabinete de Estudos). Boa sorte a todos!



uma psicose de Essi Silva às 15:11
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Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2012
E acabou de começar!

 



uma psicose de Essi Silva às 22:04
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E a sala começa a compor-se


A sala à chegada da psicose



Às 21.30


uma psicose de Essi Silva às 21:48
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Quase, quase a começar!

O Psicolaranja anda em todo o lado e embora os psicóticos ainda não tenham chegado ao Congresso, já têm informações privilegiadas! ;)

 

Tudo começou assim...

 

Mais montagens...
A vista por cima deve ser muito melhor!
Reunião de staff e voluntários.
Montagem do palanque!

 

Pronto para receber os Congressistas!

Todas estas imagens foram possíveis graças ao auxílio do José Filipe Baptista, ex-psicótico, para gentilmente nos foi informando do que se passava!

 

Para além disso, escreveu-nos um pequeno balanço do mandato cessante e as expectativas para o congresso. Aqui poderão ler as suas palavras:

 

"Os últimos dois anos foram de aceleração completa. Colaborar com a CPN da JSD foi uma experiência desafiante: as pessoas diferentes, os modos de pensar distintos. A JSD, como qualquer organização de média/grande dimensão precisa de lideranças sólidas e experientes. Experientes não éramos muito... mas sólidos não há dúvida que temos sido!

 

Alterámos muita coisa de forma transparente mas sem alaridos, de modo que chegassem às pessoas as políticas pelas quais pugnamos, para que sentissem na sua pele os verdadeiros efeitos. As últimas semanas têm sido... extenuantes!

 

Grandes noitadas a ultimar o processo eleitoral e a preparar tudo para este fim de semana. Felizmente tudo está a correr bem, os voluntários estão prontos para trabalhar. Espero que o XXII Congresso Nacional da JSD seja exclarecedor para que todos os delegados, não movidas por lógicas do aparelho partidário mas pela sua vontade e espírito crítico.

 

Um abraço a todos e bem haja à Essi pela chamada para hoje me dirigir a vós, através do Psico!"

 

José Filipe Baptista

 

Obrigada nós pelas imagens que gentilmente nos cedeste e por responderes ao nosso repto! :) 

 

Até logo!



uma psicose de PsicoConvidado às 13:33
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Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2012
BEM-VINDOS
A partir de hoje o Psicolaranja conta com dois novos psicóticos: a Vilma Rocha e o Pedro Carvalho!
Bem-vindos à psicose! :)
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uma psicose de Essi Silva às 11:37
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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2012
XXII Congresso Nacional da JSD



O Psico também vai andar por lá. E como tal, poderás acompanhar as nossas psicoses aqui!

uma psicose de Essi Silva às 18:36
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Sábado, 24 de Março de 2012
XXXIV Congresso do PSD - ?!

 

Pode ser uma excelente Ministra, e uma excelente advogada. Mas será que Paula Teixeira da Cruz não sabe discursar sem ler, quase integralmente, o seu discurso em papel?



uma psicose de Essi Silva às 17:13
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XXXIV Congresso do PSD - Coisas que chocam

Se há algo nítido em todos os Congressos a que assisti, é que muitas vezes os delegados estão um pouco desnorteados em relação ao que se está a votar. Claro, isto acaba por depender da consciência de cada um e da condução dos trabalhos pela Mesa no Congresso.


Infelizmente, algumas propostas mais polémicas para uns, essenciais para outros, acabam por ser terrivelmente prejudicadas pela situação.

Isto não impede, normalmente, que as propostas rejeitadas e aprovadas, sofram essa consequência. Porém, hoje abriu-se um precedente, vergonhoso, acrescente-se, com sérias consequências para a imagem do líder do Partido e da relação com a JSD.

 

No momento em que se tinha aprovado a proposta da JSD, cujo conteúdo se reflectia nos estatutos, dizendo respeito à eleição através de voto directo, dos órgãos do Partido, surge uma confusão na Mesa, que se sucede com a intervenção do líder, Pedro Passos Coelho, elucidando a Mesa que provavelmente os delegados não saberiam o que estavam a votar, pressiona os delegados para que repensem o que acabaram de aprovar.

 

Ora, o burburinho que se deu com as pressões por parte do líder e de Miguel Relvas sobre Fernando Ruas, esvaziando praticamente a sua autoridade e competência, levou a que a proposta fosse sujeita a nova eleição. (Situação essa, que os apoiantes do estatuto de simpatizante tentaram usar a seu favor)

 

Se da sala dos media sociais era bastante claro, que os votos a favor eram num número superior aos votos contra, aparentemente nas contas da Mesa, isso assim não foi. A proposta foi chumbada, graças às pressões, com delegados novamente sem perceber o que se passava, e com uma diferença residual de votos.

 

Fernando Ruas afirmou posteriormente que assim se via um grande Primeiro-ministro. De facto: um Primeiro-ministro que para a televisão nacional louva os esforços da JSD a defender a juventude portuguesa, mas que controla as votações dos estatutos, contra a JSD, porque, como é bastante óbvio, a eleição por via directa dos órgãos, não permite o controlo maquinal dos mesmos.

 

A JSD sempre tentou ser autónoma do PSD, mas aparentemente, o PSD de Passos Coelho, não é muito aberto a isso. Cá para mim, ele quer ser novamente líder da J, levando a que Duarte Marques na sua explicitação da norma, não estivesse muito feliz.

 

União no partido, só em teoria.

 

 



uma psicose de Essi Silva às 15:08
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Quinta-feira, 22 de Março de 2012
XXXIV Congresso do PSD

 

Este fim-de-semana decorrerá mais um Congresso do PSD. Com propostas temáticas, de alterações estatutárias e de alteração do programa, haverá muito para discutir.

E por isso, o Psico estará cá a fazer-vos um relato full-time do evento! Vemo-nos por aqui? ;)



uma psicose de Essi Silva às 21:10
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Sexta-feira, 3 de Setembro de 2010
UV 2010: Dia 4

O desafio desta vez foi o Centenário da República.

 

Uma quente e republicana tarde Uviana!

Os 100 anos da nossa República foram o mote para o trabalho de fundo da UV 2010, o que implicou que este ano nos lembrássemos mais cedo da memória da dita. Em bom rigor, diria que a maioria de nós, the post 70s, costumamo-nos lembrar da implantação da República apenas quando vamos ver se dia 5 de Outubro calha a uma terça ou a uma quinta. Este ano, porém, a coisa foi diferente.

Todos os grupos se deitaram ao trabalho para cumprir os objectivos do desafio de narrar as causas, os valores e as promessas não cumpridas da(s) nossa(s) República(s). Foi um recuar até ao 9º ano para (re)estruturar em forma de puzzle todas as peças dispersas que tínhamos na cabeça e um avançar determinado nos desafios do planeamento, gestão e negociação no âmbito do trabalho de equipa que tivemos de abraçar. It’s the people, stupid, pareceu-nos um slogan bem mais ajustado que a habitual perspectiva economicista.

Deu video, deu som, deu até teatro e coisas sérias ou menos sérias, mas todas interessantes. Deu ainda para aprender mais, ao confrontar a obra feita com a exigência do prof. Luciano Amaral e com a eloquência dos Uvianos ‘advogados do diabo’. Doeu um pouco, mas faz bem, diria o meu avô. Há sempre espaço para dar uma “melhoradela”, e acho que todos nós crescemos nesta quente, bem quente e republicana tarde Uviana.

 

Tiago Alves

 

 

A 5 de Outubro de 1910 Portugal assistiu a um golpe de estado perpetuado por um conjunto de cidadãos, na sua maioria do Partido Republicano Português, que destituiu a Monarquia Constitucional e implantou um Regime Republicano.

Sabemos que representavam uma minoria mas que expressavam uma revolta maioritária contra a subjugação do país aos interesses coloniais de outra nação, contra os gastos exorbitantes da família Real, contra o abuso do poder da igreja junto da população e uma aparente incapacidade de manter o país no mesmo desenvolvimento que as restantes nações desenvolvidas.

Hoje, ao comemorarmos os 100 anos desse momento, debatemo-nos com a dificuldade em valorizar Portugal, com um problema grave de déficit orçamental e com a incapacidade de manter o país nos mesmos índices de desenvolvimento que as restantes nações desenvolvidas.

É sério afirmar que, não tendo conseguido ainda atingir os propósitos motivadores dessa revolução, mantém-se a mesma convicção na validade dos princípios fundamentais que a nortearam.

É a vez da nossa geração dar o seu contributo!

Vamos Todos cumprir Portugal!

 

Mafalda Ascensão Cambeta

 

Nota da Autora: A Monarquia demorou cerca de 100 anos a consolidar Portugal e mais de 300 para projectar Portugal.

 



uma psicose de PsicoConvidado às 10:58
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 23:08
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UV 2010: Dia 4, parte II

O mesmo desafio para a Lília Bispo Martins.

 

 

A Implantação da República em Portugal

 

Confesso que foi com um misto de entusiasmo e apreensão que acedi ao repto lançado pelo Psicolaranja para colaborar na redacção de um artigo dedicado à Implantação da República em Portugal.

 

Analisando o contributo que efectivamente poderia dar sobre esta matéria, verifico que a minha melhor colaboração seria uma visão pessoal e simples daquilo que apreendi nos últimos dias e que considero ter sido o legado que a história portuguesa nos deixou.

 

Se atentarmos ao que a história nos diz, verificamos que, no fundo, a mudança de regime não foi tão profunda quanto seria necessária e desejada. Na verdade, a passagem da Monarquia Constitucional para a 1.ª República, ocorrida por via de um movimento revolucionário de militares da marinha e do exército, coadjuvado pela Carbonária e pelas estruturas do Partido Republicano Português, assumiu contornos essenciais que justificam o que acabo de dizer e que, por essa via, acabam por ser paradoxais:

 

1 - A Laicização do Estado: A laicização do Estado foi ocasionada pela Lei que operou a separação entre a Igreja e o Estado, aprovada pelo Governo Provisório da República a 20 de Abril de 1911. No entanto, essa lei foi corolário de uma minoria intelectual, já que grande parte da população era católica e contra essa alteração. Pese embora a religião católica tenha deixado de ser a religião do Estado, a República continuou a manter restrições ao culto público.

 

2 – Direito das mulheres/Direito ao voto: A 1.ª República introduziu o direito ao divórcio, ao casamento civil, mas foi também o regime que interditou, o direito ao voto por parte das mulheres. Essa consagração ficou explícita na nova lei eleitoral emitida durante o governo a que presidiu Teófilo Braga, na qual ficou assente o direito ao voto “a todos os adultos do sexo masculino”; Contudo, a verdade é que a própria monarquia constitucional já o reconhecia a priori, pelo que a sua interdição poderá ser entendida não como uma evolução, mas como um retrocesso.

 

Paralelamente, existiram também algumas curiosidades decorrentes da 1.ª República e que merecem ser partilhadas:

 

1 – A 1.ª República não introduziu o sufrágio universal;

 

2 – A instauração da 1.ª República ocorreu, em diversos países, entre as 1.ª e 2.ª Guerras Mundiais, bem como o primeiro regime comunista (1917) e o primeiro regime fascista (1922);

 

3 - A Avenida Almirante Reis em Lisboa deve o nome a um dos líderes da revolta que conduziu Portugal em 1905 à 1.ª República que, achando estar esta perdida, se suicida naquela mesma rua, falhando por horas a alegria do sucesso do golpe que ajudara a preparar.

4 - Onze anos depois da Implantação da República, percorreu Lisboa uma “camioneta fantasma” com uma missão macabra que, a coberto do golpe revolucionário, assassinou altos representantes da Nação, não tendo sido fácil a implementação do novo regime.

 

 

Estes foram alguns dos elementos que foram fonte de debate e ponto de reflexão em mais uma jornada da Universidade de Verão, no qual os jovens tiveram de fazer uma apresentação de trabalhos alusivos ao Centenário da República.

 

Como se viu, essa partilha de conhecimentos e de saber, permitiu uma visão mais crítica e mais real do que foi a 1.ª República, razão pela qual a partilho hoje convosco.

 

Por último, termino com uma citação de Eça de Queirós: “As revoluções não são factos que se aplaudam ou se condenem. Havia nisso o mesmo absurdo que em aplaudir ou condenar as evoluções do Sol. São factos fatais. Têm de vir. De cada vez que vêm é sinal que o homem vai alcançar mais uma liberdade, mais um direito, mais uma felicidade”.

 

Lília Bispo Martins



uma psicose de PsicoConvidado às 10:57
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 23:08
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Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010
UV 2010: Dia 3
Os textos para este 3º dia de UV são subordinados aos seguintes temas: a José Castela foi dado a escolher entre Carrapatoso e Lino Maia, a Isabel Capoulas foi atribuída a missão de escrever sobre o jantar com Leonor Beleza e não demos tema à Madalena Nogueira dos Santos.

 

Intenso. E motivador.

Por muito que os alunos de outras edições tenham revelado alguns detalhes, a UV só se compreende quando vivida na primeira pessoa. O stress dos prazos já está na ribalta, mas não consegue derrubar o interesse dos participantes pelas aulas sublimes e jantares intimistas. Esta terceira jornada - até à presente hora em que trabalhamos em conjunto, antes do jantar-conferência - foi preenchida por duas visões críticas sobre o nosso país: a dos números e a das pessoas.

Com Dr. António Carrapatoso, vimos um verdadeiro programa de Governo concentrado em avivar a economia portuguesa, tendo sob atenção vários dados bastantes esclarecidos numa visão economicista de quem é de destacar na área. Para encontrarmos o equilíbrio, a tarde foi recheada com a intervenção do ilustre Padre Lino Maia, que, pelo que fui ouvindo nos corredores, superou as expectativas de muitos alunos, que não esperavam uma apresentação resoluta em eliminar vários nevoeiros sobre as instituições de solidariedade social, e se debruçou na pobreza imaterial (que normalmente não é tão focada).

Trabalho e trabalho, mas há sempre espaço para o convívio e a diversão. Sem querer, já são múltiplas as histórias em volta dos estandartes, uma monitorização sobre o que é comentado na Intranet e, nas primeiras horas da madrugada, ainda dá para discutir mil e um assuntos para além dos que nos ocupam em plenário.

Eu até me demoraria mais a falar de todos os pontos positivos que já encontrei nesta experiência fantástica, mas... tenho três prazos a correr loucamente!

 

Madalena Nogueira dos Santos

 

 

Combater a exclusão social e a pobreza com a Social-Democracia

Como pode cada um de nós combater a pobreza? Como pode cada um de nós ajudar a reduzir a delinquência e por conseguinte a exclusão social? Como pode cada um de nós contribuir para um mundo mais justo?

Caros amigos, a resposta é simples… Sendo Social-Democrata.

O jovial e brilhante Pe Lino Maia, que tem dedicado a sua vida e obra às causas sociais, deixou-nos esta tarde o seu testemunho relativamente ao combate diário que tem pautado a sua acção social e cívica nos últimos anos. Como diz a sabedoria popular da cultura chinesa, se queremos ajudar um pobre com fome devemos dar-lhe uma cana e ensiná-lo a pescar ao invés de lhe dar o peixe de mão beijada. Ao reflectirmos nisto, conjugando essa reflexão com as palavras do Pe Lino Maia, facilmente entendemos que se combatermos estas causas sociais com uma aposta clara na educação e formação das crianças desde a nascença, uma educação com igualdade de direitos e oportunidades que permite a uma criança socioeconomicamente desfavorecida sentir-se menos mal no meio escolar, estaremos a contribuir em escala astronómica para que as crianças que se sintam sempre iguais, tratem sempre os outros como iguais. Igualdade de direitos como princípio essencial da social-democracia!

Por outro lado, há que ter consciência da existência de mais de 5000 instituições de cariz social em Portugal, que servem cerca de 386 mil necessitados, desde o bebé recém-nascido ao idoso, do toxicodependente ao portador de deficiência motora, do alcoólico ao órfão. É sabido também, que todas as instituições de cariz social sobrevivem ao invés de viverem, e alimentam-se da força inesgotável de um voluntário, que dá a sua vida em troco de um sorriso de alguém que encontrou através do seu voluntariado um caminho e uma esperança para a vida. Solidariedade como princípio essencial da social-democracia!

Não pretendo alongar-me mais, quero apenas pegar nas palavras do Pe Lino Maia quando diz que um mundo sem pobreza é mais justo, e que nos jovens (que de resto carecem nos corpos de voluntários das IPSS’s em Portugal) está a força e irreverência necessárias para servir os outros, para dizer que se cada um de nós, jovens sociais-democratas, praticarmos os princípios essenciais da Social-Democracia acima evocados, estaremos de forma efectiva não só a expandir a nossa fé ideológica como a combater na 1ª linha de ataque a pobreza e a exclusão social que se vive no nosso país.

“Vós sereis, de facto, construtores de um futuro melhor. Se combaterdes a pobreza estareis com certeza a contribuir para um mundo mais justo.” (Pe Lino Maia)

 

José Francisco Castela

 

 

Por um futuro melhor!

Ontem tivemos o privilégio de jantar com a Dra. Leonor Beleza, que nos apresentou o novo projecto da Fundação Champalimaud, realçando a importância da investigação científica na área da Medicina. Este novo projecto baseia-se na investigação científica no domínio do cancro e da neurociência.

Como estudante de Ciências Farmacêuticas, não poderia deixar de salientar o quanto é urgente a investigação científica nestes domínios. Isto porque, segundo a OMS actualmente morrem 24 mil portugueses por ano vítimas de cancro e estima-se um aumento de 34,5% (32 mil mortes/ano) para 2030. São números assustadores, para os quais o nosso sistema nacional de saúde não está preparado para responder, por isso é preciso fazer mais e melhor! É preciso investigar a evolução e compreender os mecanismos pelos quais a doença se desenvolve, de modo a transmitir mais informação aos nossos profissionais de saúde e descobrir novas formas de tratamento mais eficazes e mais seguras relativamente às que existem actualmente.

O relatório “Global Burden of Disease” da OMS relata a elevada prevalência das doenças neurológicas em todo o mundo, que correspondem a 1% de mortes e representam cerca de 11% das doenças existentes. A Depressão afecta cerca de 121 milhões de pessoas em todo o mundo, é uma das principais causas da incapacidade, cujo tratamento, relativamente dispendioso, requer um longo período de tempo e nem sempre é efectivo. É preciso encontrar alternativas!

Portugal precisa, a Europa precisa, o Mundo precisa de pessoas com a dignidade, a humildade e a determinação da Dra. Leonor Beleza que se dediquem a desenvolver projectos como este que visam melhorar a qualidade de vida da população, permitem-nos crescer e que nos conduzem a um futuro, muito melhor!

 

Mª Isabel Capoulas



uma psicose de PsicoConvidado às 08:56
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 23:08
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Terça-feira, 31 de Agosto de 2010
UV 2010: Dia 2

 

Ao segundo dia da Universidade de Verão, Marcelo Rebelo de Sousa deu a aula da tarde, falando da social-democracia em tempos de crise.

O desafio psicótico que fizemos a três dos participantes não foi tão simples quanto isso: reportar a aula do antigo líder do PSD. Cá está:

 

“Hoje toda a gente quer ser social-democrata”: esta foi uma das frases proferidas por MRS na aula desta tarde na UV.

Segundo o Prof, a social-democracia é a única solução depois do marxismo ter falhado avassaladoramente, e o capitalismo aliado ao liberalismo ter sucumbido com esta crise económica.

Sendo a social-democracia um modelo flexível e adaptável às constantes mutações temporais, não se contentando em defender uma democracia política, MRS defende também uma democracia económica e social. Acrescentando que um partido com esta matriz nunca colocaria em causa a justiça social, porém a mesma tem de ser medida com bom senso e equilíbrio.

Como social-democrata e, por conseguinte como reformista, defendeu as reformas da justiça, da administração pública, da educação e da saúde. E alertou para os novos desafios da sociedade, nomeadamente o combate à exclusão no que concerne a alguns grupos sociais.

Para dentro do Partido, apelou à unidade na diversidade e à preparação doutrinária e ideológica para termos um projecto amadurecido.

O Prof. fez uma intervenção realista e directa capaz de cativar toda a plateia que respeita a inteligência e postura do orador.

João Antunes Santos

 

 

Ao bom estilo do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, a aula foi guiada a alta velocidade, abarcando o passado da Social-Democracia como premissa para a variante actual e, indeclinável na previsão daquela que sucederá à que vivemos. Ao se afirmar um convicto social-democrata, e por falar muitas vezes da experiência pessoal, permitiu aos participantes conhecerem uma visão directa sobre a sua forma em terras lusófonas.

Através da referência a diversos livros, sustentou o aparecimento da Social-Democracia em Portugal, o percurso e os desafios dos nossos dias perante aquilo que diz serem “as várias crises”.

Rematou a intervenção ao descrever o papel do Estado Social-Democrata, incidiu nos desafios imediatos para a ideologia e para o próprio partido laranja.

Sofia Manso

 

 

Social-Democracia: novas realidades, novas soluções, os mesmos valores

 

2º dia de UV. Depois dos primeiros trabalhos e de entrar no espírito Uviano tivemos o prazer de receber entre nós um dos expoentes máximos da social-democracia em Portugal: o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa.

De realçar a simpatia, a simplicidade e a acessibilidade do discurso. Se estas são características que marcam qualquer pessoa que conheça o Prof. Marcelo apenas dos seus comentários políticos televisivos, mais ainda se destacam neste ambiente da UV.

Quanto ao conteúdo, a intervenção de MRS abordou várias áreas, desde a formação ideológica do partido e da social-democracia, até à própria história da democracia em Portugal, passando por temas como a importância da JSD e da UV na formação de jovens políticos. Daqui, gostaria só de realçar a definição clara e inequívoca da social-democracia, que a distingue do marxismo, do conservadorismo e do liberalismo. Na verdade, esta diferença torna a social-democracia apetecível para alguns partidos, como o Partido Socialista, que sem renegar à esquerda (como é compreensível do ponto de vista eleitoral) acaba por muitas vezes tentar ocupar o lugar da social-democracia, que desde sempre, e com muito trabalho, foi ocupado pelo PSD.

Mas deste texto prefiro destacar alguns temas que pessoalmente me são mais atractivos e que se prendem com as prioridades do PSD agora, no fundo, tal como o tema diz, “em tempos de crise”. Daqui, MRS realçou 4 desafios imediatos para o PSD:

- Fazer reeleger Cavaco Silva (que é como o Professor Marcelo afirmou o mais social-democrata dos líderes do PSD);

- Revisão Constitucional;

- Resposta à crise;

- Ser Governo.

 

No que diz respeito à reeleição de Cavaco Silva, pouco há a dizer. Obviamente será sempre objectivo do PSD a eleição de um Presidente Social-Democrata.

Na Revisão Constitucional, pela actualidade do debate e pela importância que este terá na situação política nos tempos que se aproximam, achei a intervenção do Professor Marcelo especialmente importante. Por uma lado, apela a que o PSD defina de forma clara quais os seus objectivos com esta proposta e quais as condições para levar a cabo uma Revisão. Por outro lado, realça a importância de o PSD saber explicar aos portugueses que uma Revisão Constitucional não é um programa de Governo, quer-se isenta, neutra e terá de ser resultado de um consenso entre partidos e essa é uma das coisas que a esquerda tem tentado esconder. Outra das coisas que a esquerda tem tentado esconder é no que se centra afinal o debate entre PS e PSD em áreas como a saúde e a educação. O PSD, como partido da social-democracia, não quer acabar com o SNS ou com a escola pública. O que se pretende é que, perante uma crise como a que enfrentamos, se possa taxar de forma diferente o acesso a estes serviços consoante as possibilidades de cada um. E repare-se, o texto proposto pelo PSD permite que numa situação em que não haja uma asfixia do Estado Social, as taxas moderadoras voltem a ser iguais para todas.

 

Na resposta à crise, MRS salientou que além do saneamento financeiro imposto pela crise económica e que terá obrigatoriamente de passar por cortes na despesa, é necessário intervir também na crise social, nomeadamente no desemprego. Mas permitam-me que me centre no corte na despesa pública. Sobre este aspecto, MRS disse uma coisa importantíssima. Não podemos andar a cortar aqui e ali sem saber afinal o que queremos. Temos de definir que serviços é indispensável que o Estado preste e, só depois, poderemos ver de que recursos precisamos e então distribui-los.

 

Por fim, e porque já me estou a alongar mais do que desejaria (mas menos do que o suficiente para analisar devidamente tão valioso contributo), o PSD tem de chegar ao poder. E tem porque é o partido que realmente pode fazer a diferença e colocar Portugal no rumo certo. Mas não haja pressas. O PSD tem, mais do que nunca uma responsabilidade perante os portugueses, de se assumir como verdadeira alternativa e de conseguir implementar um projecto sério e realista. Para isso, será bom que se trilhe um caminho de amadurecimento do projecto do PSD, para que quando for poder o PSD possa resolver os problemas do país e corresponder às expectativas dos portugueses.

Nuno Carrasqueira



uma psicose de PsicoConvidado às 23:50
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 23:08
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Um blog a não perder

 

Este é o blog da Universidade de Verão de 2010.

Está a ser um êxito esta edição... para não variar!



uma psicose de PsicoConvidado às 14:55
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 23:07
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Segunda-feira, 30 de Agosto de 2010
UV 2010: Dia 1

 

Para esta edição de 2010, o Psicolaranja decidiu dar voz aos participantes.

Assim, diariamente, dois ou três UVianos escreverão neste blog.

 

Sandra Gomes

29 anos

Porto

 

Por mais um ano, Castelo de Vide recebe 100 jovens sociais-democratas vindos de todo o País, para uma semana de formação política e intercâmbio de experiências e das várias realidades de Portugal.

As expectativas são elevadas, devido aos relatos dos participantes das anteriores edições e do mito que envolve esta iniciativa.

Com esta participação, pretendo desenvolver as minhas capacidades e conhecimentos ao nível político e pessoal, conhecer a visão de outros jovens sobre a política, fazer amizades e divertir-me imenso.

Espero adquirir o know-how que possa usar na melhoria do nosso País.

Todos dizer que será uma semana cheia de trabalho… vamos a ele!

 

Fernando Gomes

25 anos

Coimbra

 

Espero que esta UV seja para mim um importante passo para a minha formação política e na qual continuo a acreditar que ser político é desafiar o futuro e servir os cidadãos.

Estar na UV é enfrentar a responsabilidade de ajudar as populações, é deixar de ser parte do problema para ser parte da solução.

 

Francisco Oliveira

15 anos (feitos hoje!!!)

Vila Real

 

As minhas principais expectativas para a Universidade de Verão de 2010 são: compreender a democracia social na dimensão económica, justiça e justiça social, quer no trabalho, na saúde ou na educação.

Isto para, a médio e longo prazo, poder contribuir para uma sociedade justa e equilibrada.

 



uma psicose de PsicoConvidado às 21:29
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 23:07
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Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010
Ringue de Ideias do PSD: Vasco Campilho

 

 

Prioridades para um PSD ganhador.


Foi com gosto que acedi ao convite do Psicolaranja para participar no seu ringue de ideias. Pediram-me que reflectisse sobre o PSD. Meus caros, não tenho feito outra coisa. Contra mim falo, porque penso que mais importante – bem mais importante – que o PSD é o País. Mas a verdade é que se o estado do PSD me inspira cuidados, não deixa de ser o nosso partido o instrumento mais capaz de produzir as mudanças de que Portugal precisa. Deste modo se justifica que dedique neste momento tanto da minha intervenção pública à questão partidária.

Queria organizar a reflexão que pretendo partilhar convosco em três tempos, três horizontes de desafios com que o PSD tem de se confrontar para poder ser de novo uma força portadora de esperança e capaz de mobilizar uma maioria de portugueses em torno de um projecto político reformador.

 

Sair da crise interna

O primeiro tempo é o desafio do instante presente, o do horizonte imediato da crise partidária em que nos encontramos. Temos um partido sem liderança, sem mensagem, sem coesão. Passaram-se mais de três meses sobre as eleições legislativas – que perdemos fragorosamente – e continuamos sem saber que rumo o partido vai tomar no futuro. Pior: nem sequer começámos a debatê-lo seriamente. Como sair deste impasse? Só vejo uma solução: iniciar o quanto antes o processo de eleição de uma nova liderança.

Defendo que o próximo Conselho Nacional convoque um Congresso Extraordinário electivo, antecedido, conforme dispõem os estatutos do PSD, da eleição directa do Presidente da Comissão Política Nacional. Defendo ainda que na elaboração do regulamento eleitoral das directas, o Conselho Nacional estabeleça a possibilidade de haver uma segunda volta no caso de não haver nenhum candidato com mais de 50% dos votos expressos na primeira volta. Desenvolvi, aliás, uma proposta nesse sentido que pode ser consultada aqui. Só desta forma se pode garantir um debate aberto, profundo e consequente que trave em tempo útil o processo de degenerescência política em que nos encontramos e lance as bases da nossa reconstrução enquanto Partido.

 

Encontrar um líder

O segundo tempo é o do curto prazo, o do horizonte da nova liderança que precisamos de encontrar. É bem conhecida a minha preferência por Pedro Passos Coelho, que apoiei em 2008 e pretendo voltar a apoiar nas próximas directas. Mas o que pretendo nesta reflexão é menos justificar esta preferência do que falar do modo como  encaro o processo de escolha de uma nova liderança. É importante que o PSD aproveite este momento para se reencontrar com a essência do debate político. Isto implica um esforço de todos os militantes em concentrar-se no essencial, que é a definição do projecto de que o partido deverá ser portador no futuro. Mas esta responsabilidade cabe acima de tudo aos próprios candidatos ao cargo de Presidente do PSD: espera-se que tenham a coragem de apresentar um projecto político claro para o País, e não apenas um catálogo de intenções avulsas, que seria uma mera decoração de um projecto de poder para o Partido.

A este propósito, a valsa de hesitações a que temos assistido entre potenciais candidatos é um mau prelúdio: nada de bom pode sair deste tacticismo que tem sido a marca de água das nossas derrotas. Ainda assim, mantenho a expectativa de que venham a debate candidatos bem preparados, com o genuíno propósito de levar o PSD à vitória para mudar Portugal. Espero também que o debate das directas decorra com elevação e sem acrimónia, criando as condições para uma unidade genuína, sem os unanimismos artificiais que nos empobrecem, nem as desavenças pessoais que nos enfraquecem. Caberá ao futuro líder, qualquer que ele seja, convocar todo o partido para essa unidade. E caberá a cada um de nós responder a essa convocatória, e esforçar-se mais do que até agora nesse sentido. Só assim os portugueses passarão a respeitar-nos de novo.


Definir um posicionamento político

O terceiro tempo é o do médio prazo, o horizonte do reposicionamento que o PSD necessita de efectuar para se colocar em condições de voltar a mobilizar uma maioria eleitoral e sociológica por um projecto de mudança congruente com os nossos valores de sempre. Nos últimos 25 anos, o PSD ganhou quando soube protagonizar a mudança no modelo económico e ao mesmo tempo representar o ponto de equilíbrio da sociedade portuguesa no que concerne aos valores morais;  e perdeu sempre que se afastou deste posicionamento. As maiorias absolutas do PSD foram conquistadas num período em que Portugal precisava desesperadamente de mudança na economia: a herança do 11 de Março era ainda de uma brutal actualidade. Aquilo que diferenciou a mensagem política do PSD nessa época foi a recusa em conformar-se com a herança económica do PREC. E foi o sucesso desse inconformismo que lhe garantiu um lugar na história. Nas últimas eleições, o PSD não soube aproveitar a ocasião para reproduzir a sua fórmula vitoriosa - mudança na economia e equilíbrio social. Ao invés, não soube encarnar a ruptura na economia e  assumiu um papel polarizador nos debates societais, o que condenou qualquer hipótese de alargar a sua base de apoio.

Hoje, é cada vez mais claro que Portugal precisa de uma agenda de mudança económica que permita resolver os desequilíbrios estruturais e reencontrar o caminho do crescimento. Estou convicto de que essa agenda pode unir o PSD, e de que só o PSD a pode protagonizar. Mas o PSD não poderá levar a agenda  de mudança à vitória enquanto não fizer um aggiornamento ideológico que o compatibilize com aquilo que é o ponto de equilíbrio da sociedade portuguesa hoje, em matéria de valores. Não se trata de pôr o PSD a promover causas fracturantes: pelo contrário, trata-se de desfracturar as causas de valores, promovendo a coesão de uma sociedade cada vez mais plural. Esta é talvez a mais importante das missões da próxima liderança: construir um posicionamento ideológico e discursivo que torne a matriz de valores e de princípios do PSD compreensível e apelativa para uma maioria de portugueses.


Passar com sucesso estes três desafios é fulcral para o sucesso futuro do PSD. E note-se que a questão da liderança a eleger em breve, embora fundamental, não é determinante em nenhum deles. Não é determinante no primeiro, porque ainda não estará eleita. Não é determinante no segundo, porque a responsabilidade de um debate esclarecedor e elevado é partilhada por todos os candidatos e pelos seus apoiantes. E não é determinante no terceiro, porque o posicionamento do partido é algo que nunca depende apenas de um líder, por mais carismático que este seja. Aquilo que é determinante nestes três desafios é que enquanto militantes - enquanto cidadãos - todos saibamos comportar-nos à altura dos nossos deveres e das nossas responsabilidades. No futuro do nosso partido, nenhum de nós é espectador: todos somos actores. Chegou a hora de tomarmos o futuro nas nossas mãos. E fazermos história.



uma psicose de PsicoConvidado às 11:09
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 23:32
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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009
Ringue de Ideias do PSD: Carlos Coelho

 

O QUE QUEREMOS DO PSD ?

 

Alternativa: 

1. sucessão de duas coisas, cada uma por sua vez

2. sucessão de duas coisas que se excluem entre si

3. opção entre duas coisas; escolha

4. vicissitude, mudança (...)

                                      Dicionário de Língua Portuguesa, 2009 Porto Editora

 

A grande diferença entre o PSD e os restantes partidos da oposição é que o PSD comporta potencialmente uma real alternativa de Governo.  Os outros partidos da oposição conformam-se em ser eternamente partidos de protesto ou ambicionam chegar ao governo através de uma coligação com o PSD ou com o PS.

 

Esta é a grande diferença e a especial responsabilidade do PSD.  Os eleitores olham para nós e não querem ver agitação inconsequente, irresponsabilidade sistemática, superficialidade confrangedora.  Querem perceber o que faremos de diferente globalmente e sector a sector.  Querem encontrar verdadeiras alternativas e novos rumos.

 

Somos capazes de o fazer !  Já o fizemos no passado.  As duas figuras que mais marcaram a História do PSD foram Francisco Sá Carneiro e Aníbal Cavaco Silva com estilos diferentes mas com significativos nove factores comuns em ambas as lideranças:

 

1. Portugal, primeiro

2. Sublinhar o interesse comum

3. A afirmação da Diferença

4. A esperança no Futuro

5. Reformar e não apenas gerir

6. Ter forte convicção

7. Gerar ideias, apostar nos quadros

8. Formar uma nova geração

9. Ser social-democrata

 

Portugal, primeiro

Quer um quer o outro preocuparam-se em propor soluções para o País estabelecendo uma ligação com os portugueses.  Apelaram aos militantes do PSD mas falaram para os portugueses.  Sá Carneiro disse que “acima da social-democracia está a Democracia, e acima da Democracia, Portugal”.  Cavaco Silva chegou a ser criticado por invocar com frequência o “interesse nacional”.  Os portugueses reconheceram em ambos “estadistas” e não meros “políticos” propagadores de promessas.

 

Sublinhar o interesse comum

Quer um quer o outro sublinharam o interesse comum não aceitando que os seus governos fossem instrumentos de grupos económicos, sociais ou religiosos.  Recusaram colocar-se em posições de fragilidade onde fossem vulneráveis a pressões ou chantagens.  Afirmaram a honestidade como traço de carácter e como condição indispensável em quem exerce funções públicas.

 

A afirmação da Diferença

Quer um quer o outro (Sá Carneiro acusado até de o fazer em excesso) marcaram bem as diferenças face aos seus adversários e - sobretudo - face ao Partido Socialista.  Não havia dúvidas que éramos diferentes e não "passava" a ideia (que é moda no discurso do BE, do PCP e até do PP) que tanto faz ser PS ou PSD que “a política é sempre a mesma”.

 

A esperança no Futuro

Quer um quer o outro transmitiram esperança face ao futuro.  As suas críticas não eram ensombradas pela ideia que tudo de pior se poderia esperar mas exactamente o contrário:  Que com as suas lideranças e as suas propostas era possível construirmos um Portugal melhor.

 

Reformar e não apenas gerir

Quer um quer o outro manifestaram verdadeiro espírito reformista.  Sá Carneiro (no regime político ou na reforma agrária) e Cavaco em diversas áreas (desde a comunicação social ao mercado de trabalho, a segurança social, o sistema financeiro, o mercado de habitação ou a abertura de sectores à iniciativa privada), mostraram que Governar não é apenas gerir mas reformar, criando melhores condições para servir com mais eficácia e mais sentido de justiça os nossos concidadãos.

 

Ter forte convicção

Quer um quer o outro usaram como estilo uma firme determinação por vezes cortante mas inequívoca.  Transmitiam segurança e convicção.  Não havia em nenhum dos dois a sugestão de tibieza ou hesitação.

 

Gerar ideias, apostar nos quadros

Quer um quer o outro rodearam-se de políticos e técnicos com valor apostando numa nova geração.  O Gabinete de Estudos Nacional teve a sua época alta com FSC e, na primeira metade do mandato de Cavaco Silva,  o Instituto Sá Carneiro (na altura sob a designação de IPSD) desfrutou do seu período de maior actividade e protagonismo.

 

Formar uma nova geração

Quer um quer o outro apostaram na Formação de Quadros e encararam-na como uma responsabilidade da máquina partidária e das Fundações ligadas ao Partido.  Se com Sá Carneiro essa aposta podia estar ainda ligada às exigências específicas da consolidação do Partido na fundação da Democracia, com Cavaco Silva  (e através do IPSD), atingiu-se o auge na diversidade e quantidade de espaços formativos sobretudo ao serviço das novas gerações obedecendo à máxima de semear para colher.  Iniciativas que hoje conhecemos sob as designações de “Universidade de Verão”, “Universidade Europa” ou “Universidade do Poder Local” tiveram a sua génese nas experiências formativas da então Área de Juventude do IPSD.

 

Ser social-democrata

Quer um quer o outro defenderam a economia social de mercado, valorizando a iniciativa privada mas com uma forte agenda social virada para os mais desfavorecidos.  Ambos defenderam a expressão criativa da sociedade civil sem cair nos modelos do "Estado mínimo".  Ambos afirmaram uma agenda claramente social-democrata.

 

MAS O TEMPO CORRE !

 

O País não fica parado à espera do PSD.  É importante que nos reorganizemos rapidamente.  Ou protagonizamos a esperança dos que querem uma real alternativa ao desgoverno socialista ou corremos o risco de perder o lugar que ocupamos na Democracia portuguesa.

 

O PSD deve deixar de se consumir nas divisões internas e deve escolher um líder forte, sério e credível que:

- coloque Portugal em primeiro lugar,

- sublinhe o interesse comum,

- afirme a nossa diferença,

- nos devolva a esperança,

- queira reformar e não apenas gerir,

- exprima convicção,

- traga novas ideias,

- aposte numa nova geração

- e afirme um programa claramente social-democrata.

 

E após as eleições do novo — ou nova — líder, todos teremos a obrigação de ajudá-lo/a a construir novas propostas e a lutar pelas nossas causas.

 

Carlos Coelho, Deputado europeu

Presidente Honorário da JSD



uma psicose de PsicoConvidado às 18:10
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 23:32
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Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
Ringue de Ideias do PSD: Miguel Relvas

 

UM NOVO CICLO

 

Sou militante do Partido Social Democrata há mais de 20 anos. Cresci politicamente no sonho da concretização de um ideal e na luta por causas que o justificavam. Éramos jovens e acreditávamos que era possível fazer de Portugal uma democracia consolidada, um País moderno e desenvolvido, uma Nação com um futuro à altura da sua história e da sua cultura.

 

Honro-me pelo facto de o meu partido ter contribuído decisivamente para os momentos que mais marcaram a nossa história recente. Primeiro, através da acção de Sá Carneiro que deu um contributo inestimável para a “civilização” do nosso regime. Depois, por força da governação de Cavaco Silva, que mudou radicalmente a face do País.

 

Tenho um profundo orgulho no meu partido e na sua obra. Um partido muito especial. Um partido virado para a integração e não para a exclusão.

 

Ganhou quando uniu. Veja-se no exemplo da liderança de Durão Barroso a confirmação dos benefícios do que deve ser uma direcção que promove a unidade na diversidade.

 

Perdeu quando excluiu. Veja-se no exemplo da actual liderança o resultado de um certo sectarismo de que foi fazendo uso, dando ideia de que só contava quem não divergia.

 

É tempo de o PSD quebrar as barreiras do seu “muro de Berlim”. Para este partido nunca houve nem nunca poderá haver os do lado de cá e os do lado de lá.

 

A diversidade é uma força, quando promovida, e um factor diferenciador quando respeitada.

 

Não tenhamos medo do debate. Elejamo-lo como o instrumento de trabalho de que as forças políticas mais necessitam. Não pode dialogar com a população quem não sabe internamente dialogar.

 

O PSD sempre foi um partido interclassista e foi nisso que forjou a sua identidade e o seu músculo político. Este é um dos maiores factores do seu sucesso, ao nível da sua implantação nacional e no plano de acção política concreta.

 

O PSD sempre foi um partido ousado e reformista nas propostas, visionário e estratégico nas políticas e foi por isso que os portugueses nos deram a sua confiança para governar. Os momentos de maior mudança, transformação e modernização de Portugal ficaram a dever-se ao ADN reformista do Partido Social Democrata.

 

O PSD sempre foi um partido alegre, arejado e avançado, nos procedimentos e nas ideias  e foi isso que lhe permitiu integrar uma força politica com o relevo da JSD e promover a adesão de tantos e tantos jovens que em 1981, em 1985, em 1991 e em 2002 foram absolutamente decisivos para as vitórias que o partido obteve.

 

Ousemos acreditar que temos condições para voltar a ser a força política transformadora do País. Mas tal só será possível se empreendermos um caminho de debate e de reflexão que não pode estar limitado por preconceitos e dogmas que não fazem qualquer sentido.

 

O PSD não precisa apenas de um lifting de imagem. Precisa de causas, ideias e propostas para os velhos e os novos problemas, para as actuais e futuras gerações. Precisa de se identificar com os sectores mais dinâmicos da sociedade, na classe média, nos meios universitários e culturais e junto dos jovens. Precisa de voltar a ser um partido activo e atractivo.

 

Este caminho faz-se com todos, renovando, integrando e unindo. E faz-se, sobretudo, virando a página. O partido defensivo, conservador, sem alma nem emoção dos últimos tempos, deve dar lugar a um partido “novo”, com iniciativa, ambição e espírito aberto e reformador, capaz de gerar uma nova esperança em Portugal.

 

Está em marcha um novo ciclo. Neste novo ciclo há que ter ideias e pessoas diferentes. Perceber isto é perceber algo de elementar em política. E quanto mais cedo melhor. Para o Partido e para o País.

 

 

 

Miguel Relvas

 

 



uma psicose de PsicoConvidado às 10:32
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 23:32
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Sábado, 18 de Abril de 2009
Manhã concluída

 

Ao mais alto nível, teve início esta formação que junta quadros da JSD de todo o País, incluindo alguns jovens independentes.
 
O Secretário-Geral do PSD e o Presidente da JSD deram ao Psico e aos formandos o gosto da sua presença, com palavras de incentivo à participação democrática, dentro de um quadro de qualificação e entrega.
 
Caro Dr. Marques Guedes e caro Pedro Rodrigues, obrigado pela vossa presença.
 
Terminado está também o cross-fire entre o Deputado Miguel Relvas e o Prof. Fausto Quadros. Debateram os novos rumos do Poder Local, com a picardia natural de quem se move em campos opostos na organização territorial do país. Aqui fica um abraço aos primeiros formadores.
 
Decorre neste momento o almoço-tertúlia de que daremos feed-back mais à frente.
  

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uma psicose de Paulo Colaço às 13:49
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 08:58
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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008
(psico-moção II) PORTUGAL 2030: DA CAUDA DA EUROPA PARA OS CORNOS DO TOIRO

Objectivamente falando

O verdadeiro problema nacional para os próximos 30 anos não é a produtividade mas sim a falta de poupança na economia portuguesa e a falta de ligação entre esta e o investimento na economia, o que nos colocará três desafios para as próximas décadas.
 
Antes de mais, é imperativo que resolvamos o problema da Segurança Social! E este problema é bem maior do que o simples facto de, quando chegar a nossa vez, já não haver dinheiro – em 2050 o sistema irá falir, fruto da demografia! Muita gente ainda não pensou no óbvio: as contribuições sociais são, para efeitos práticos, poupança forçada, e poupança é igual a Investimento. No caso em mãos, estamos a falar de mais de 25 mil milhões de euros por ano. As contribuições para a Segurança Social ficam pouco aquém dos 20% do PIB, por ano. E eis que se revela que a taxa de poupança nacional não é os “anémicos” 5.5% actuais mas sim uns gordos 20% do PIB, por ano.
 
Como?
Estima-se que as responsabilidades com os actuais pensionistas ascendam hoje a 200 mil milhões de euros e, numa passagem para um sistema de capitalização, estes ficam sem o financiamento para as suas reformas. Esse valor terá de ser financiado “via” dívida pública. Mas atenção: este valor já está implícito nas contas nacionais, ou seja, não terá efeito no “prémio de risco” nacional, muito pelo contrário. Os juros podem ser pagos com as contribuições do orçamento para o actual sistema, que ascendem a 8 mil milhões de euros (5% PIB) Isto permite passar o sistema a “capitalização”, garantindo as pensões antigas. E eis que começa a entrar 20% do PIB/ano para dentro da economia nacional, para os mercados recém criados. Não há TGV ou Alcochete que bata isto!
 
Onde?
Temos de incentivar a criação de mercados que façam a ponte entre a poupança e o investimento. Afinal, dizemos que são três desafios! E a resolução do primeiro vai-nos conduzir ao segundo: descentralização financeira. Basicamente, temos de criar um mercado de obrigações municipais. Neste, as autarquias poderiam apresentar os seus projectos de desenvolvimento regional. A única condicionante deixa de ser “quantos amigos se tem no Terreiro do Paço”, mas sim, “viabilidade do projecto”. As melhores autarquias terão juros mais baixos, por serem menos arriscadas.
 
Câmaras altamente endividadas seriam forçadas a reduzir um pouco o tamanho. Criar-se-ia um mecanismo de responsabilização autárquica. Estes, em vez de “irem ao Totta” iriam ao mercado. Mas mais importante ainda: criar-se-ia um veículo de poupança e aforro para os portugueses. Estes, no limite, passariam a votar com as poupanças!
 
Países com assimetrias regionais (República Checa, Polónia, África do Sul, Indonésia, Índia), com "bolsas" de populações na pobreza (em alguns casos extrema) têm utilizado estes mercados para conseguir atrair o capital que precisam para modernizar infra-estruturas comuns como vias de comunicação, saneamento, parques escolares, entre outros. Com grande sucesso acrescente-se, e sem o custo inicial tão elevado.
 
Falta outro mercado essencial: obrigações hipotecárias. Basicamente, toda a compra de casa a crédito passa a ser financiada por uma emissão de obrigações correspondente e não depósitos. Para evitar brincadeiras, estas seriam estandardizadas e o valor do empréstimo não poderia ultrapassar um limite do valor da casa. Além de ser outro veículo de poupança bem remunerado e seguro, [e passando ao lado do facto de os bancos não virem a achar piada, pois a competição retirar-lhes-á o monopólio da poupança e forçá-los a baixar spreads], tem um efeito muito prático: permite “mobilidade das casas”.
 
No limite, pode-se pagar parte da casa comprando as obrigações no valor que se quer amortizar. Impede também que o consumidor acabe a dever um crédito pessoal ao banco depois de devolver a casa. O melhor exemplo a seguir é o mercado dinamarquês. É o mais antigo ainda em funcionamento, e o mais estável. Não sofreu com esta crise. Em quase 250 anos de história, a sua integridade sistémica nunca foi posta em causa, estando a ser “exportado” para outros países (como por exemplo, o México).
 
Plano de emagrecimento?
Sobra a “nuvem negra” de nome Estado. Este gasta, em despesa, 40% do PIB. É demasiado dinheiro. Só em salários à função pública são 12 por cento do PIB por ano, face a uma média europeia de 4 a 5 por cento do PIB em salários. Algo está aqui muito errado! Mas se vamos assumir as responsabilidades da Segurança Social, porque não juntar a função pública? Acima dos 55 anos dá direito a pré-reforma. Afinal, a responsabilidade já lá estava, apenas não tinha sido explicitamente assumida pelo Estado Português. Isto permite reformar a função pública sem a hostilizar, tornando-a mais jovem. E não se esqueçam: a maior parte da massa salarial está concentrada nos trabalhadores já perto da (pré)reforma, pois “a idade era um posto”.
 
Mas, mais importante ainda, os dois desafios anteriores dão margem para um terceiro desafio: resolver, de uma vez por todas, as contas do Estado. É estimado que, num país médio da OCDE, passar de 35% para 30% de ratio de impostos, aumenta a produtividade em 0,4%. Começa-se a perceber uma das principais causas do “clima” português de baixa produtividade. E a solução deve passar por um princípio: Keep it simple!
 
Antes de mais, limpemos o código fiscal. Percebe-se que, sendo pagos à hora, os fiscalistas gostem de redigir artigos e mais artigos, mas isso tem de parar. Não podemos ter um código fiscal onde o cidadão médio não sabe a quantidade de impostos que tem de pagar.
 
Limpe-se a loja: IRS, IRC e IVA. Chega e sobra. Que sejam fáceis de pagar e fáceis de calcular, de modo a ser fácil controlar quem foge ao fisco. Que se elimine a aberração chamada Pagamento Especial por Conta, onde o Estado vai buscar lucros que as empresas ainda não cobraram! E mais importante: reforme-se o IVA, de uma vez por todas. Permita-se o “ajuste directo” nas contas, ou seja, a empresa faz as contas ao saldo líquido. Se tem a receber, espera (e recebe juros pelos atrasos do Estado), se tem a pagar, transfere o dinheiro. Fácil, feito em “sistema de compensação”, no Ministério das Finanças. Isto retiraria um dos maiores custos do nosso sistema fiscal, os custos de contexto. O tempo, e dinheiro, que um particular ou empresa perde a calcular os impostos é aberrante em Portugal (excepto para os Técnicos Oficiais de Contas). Depois, podemos ver onde é possível baixar e sentir os reais efeitos dessa baixa, em conjunto com menos custos de funcionamento do sistema fiscal. Não podemos ter um regime fiscal alto. Temos de ser mais “suíços” ou “irlandeses”, e menos “franceses” nas taxas.
 
Um desafio para uma geração
Temos vindo a atravessar uma “década perdida” de baixo crescimento e desenvolvimento. Um pouco por todo o país se sente, e isso reflecte-se nas estatísticas. Somos hoje mais pobres do que éramos há uma década atrás.
 
Teremos de ser audazes e arrojados nas soluções, e construir para o nosso país um motor de criação de riqueza.
 
Decerto que, com a vontade de uma geração empreendedora como a nossa, se faz as reformas em 20 anos e no fim, em 2030, deixamos – a nós e aos nossos filhos e netos – um país bem melhor do que o encontrámos. E mais importante, a moral da história: o desafio-base é criar as escolhas e dar a liberdade às pessoas para as tomar. Retirar o peso de um Estado possessivo e autoritário de cima de quem trabalha, produz e cria riqueza e desenvolve o país. O resto – produtividade, empreendedorismo, tecnologia – não se faz por decreto! Deixem lá o mercado fazê-lo... pois ele faz!
 
Uma proposta de:
Guilherme Diaz-Bérrio e os membros do blog Psicolaranja: Bruno Ribeiro, Carlos Carvalho, Diogo Agostinho, Elisabete Oliveira, Elsa Picão, Inês Rocheta Cassiano, João Marques, Jorge Fonseca Dias, José Pedro Salgado, Luís Nogueira, Margarida Balseiro Lopes, Paulo Colaço, Tânia Martins e Tiago Sousa Dias.

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uma psicose de Paulo Colaço às 00:15
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 08:50
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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008
Psico-Moção "Não basta ter o título: é preciso mantê-lo"

A JSD é a maior e melhor organização política de juventude em Portugal.

Por várias razões: quantidade de militantes, qualidade da acção política, relevância no seio do PSD e por melhorar, efectivamente, a vida dos jovens sempre que os seus militantes ocupam lugares públicos.
 
Mas ser a melhor é diferente de ser a que funciona melhor, coisa que depende das melhorias que os anos aconselham introduzir.
 
Assim, os signatários, apresentam algumas ideias para debate num futuro processo de revisão estatutária.
 
Inerência sem voto
Defendemos a extinção do direito ao voto de todas as inerências, deixando estas também de contar para o quórum de funcionamento.
Porquê?
Só os membros eleitos para um determinado órgão devem nele poder votar. O Governo vota na Assembleia da República?
 
Limitação de mandatos
Ninguém pode ser presidente de um órgão por mais de 3 mandatos consecutivos.
Porquê?
Em democracia, a perpetuação é sempre suspeita.
Haja fé na capacidade dos militantes e nunca teremos fome de líderes.
 
Incompatibilidade executiva
Defendemos a impossibilidade de acumulação em órgãos executivos de diferentes níveis na JSD, por via de eleição.
Porquê?
A JSD tem imensos quadros, todos eles aptos para assumir funções. A incompatibilidade impede a acumulação de funções e permite que a riqueza humana da JSD não fique subaproveitada.
No entanto:
Conscientes das realidades muito díspares na JSD, e inteirados das dificuldades de militância com que muitas secções se deparam, propomos que a revisão estatutária contemple um regime de excepção que não tolha a sua vida.
 
Quórum: até ao lavar dos cestos é vindima
A verificação de faltas deve ser feita no momento das votações.
Porquê?
Em conselhos nacionais, distritais e outros plenários, muitas vezes a sala começa a esvaziar. Na altura das votações já se perdeu o quórum. As reuniões não são eventos sociais em que apenas se aparece ao início para se ser visto. É preciso participar nos trabalhos de fio a pavio.
 
O regime de faltas e a Lei das Sesmarias
Defendemos que se reduza o número de faltas (não justificadas) que podem ser dadas em órgãos de tipo assembleia pelos seus membros eleitos: duas, seguidas ou interpoladas.
Porquê?
As funções existem para ser exercidas. Se não for pelo seu titular, que seja porque quem o substitua.
 
Uma Justiça funcional
Deve debater-se sobre as Jurisdições de Primeira Instância.
Porquê?
A ideia é muito boa no papel mas a aplicação prática não a favorece.
Repense-se.
 
O Presidente da Mesa não atende o telefone?
O maior poder das Mesas (locais, distritais e nacional) é o de convocação. O irónico é que este poder é muitas vezes usado na negativa. Ou seja, a Mesa deve convocar um plenário, ou eleições, e não o faz. Por inércia ou estratégia, impunemente, impede que uma Secção seja eleita, provoca a perda de mandato de uma Comissão Política, não convoca uma moção de censura, etc.
Sugerimos:
a) prazos claros para actos de convocação e similares
b) transferência de competências pela Mesa superior em caso de não prática do acto, findo o prazo
Porquê?
Porque não deve haver órgãos com poderes supremos.
 
Uma secção para toda a vida… para quem o quiser
Muitos propõem a liberdade de filiação numa secção mesmo sem qualquer vínculo (natal, profissional, residencial ou escolar).
Pelo contrário, nós defendemos que deve continuar a existir obrigatoriedade de vínculo.
Porquê I?
É o melhor obstáculo à militância de conveniência ou de favor.
Mas…
Propomos que, feita a inscrição numa secção, o militante deve poder manter-se sempre nessa secção, ainda que se desfaça o vínculo inicial. (mudança de residência, de emprego, fim de curso, etc)
Porquê II?
Porque há laços que se criam (de trabalho, de ligação com a terra, de amizade) que a mera alteração do vínculo não deveria poder ceifar.
 
Honorários, somos todos!
Defendemos a extinção da figura do militante honorário.
Porquê?
Se no final da nossa militância não formos todos honorários, então foi inglória a nossa passagem pela JSD. Além do mais, em alguns dos “honorários” não se vislumbra ponta de “honorabilidade”.
 
Modelo de Congresso
O actual modelo de Congresso favorece a discussão temática, diminuindo o tempo de antena para puro combate interno.
Mas…
Propomos que os candidatos a líderes da JSD devam apresentar uma Moção de Estratégia Política e submeter moções em todos os grupos temáticos definidos no Regulamento.
Os textos finais dos vários grupos de trabalho guiarão as politicas a defender pela CPN eleita.
 
Secções temáticas
Fenómenos como a Internet, Universidade de Verão e outros mecanismos de criação de laços permitem que os militantes travem conhecimento com companheiros de outros pontos do País e queiram fazer política nesses grupos.
A área da secção é obsoleta e a política nesse formato desmotiva muita gente.
Defendemos secções temáticas com os seguintes princípios:
- Liberdade de criação
- Liberdade temática
- Liberdade de funcionamento
- Não representatividade nos órgãos da JSD
- Não vinculação orgânica nem financeira à JSD
 
Directas na JSD
“Um Homem, um voto” parece-nos a base de qualquer democracia.
Envolver toda a JSD no processo da sua principal votação é valorizar a militância, vitalizar o debate e fortalecer a liderança.
 
Uma proposta dos membros do blog Psicolaranja:
Bruno Ribeiro, Carlos Carvalho, Diogo Agostinho, Elisabete Oliveira, Elsa Picão, Inês Rocheta Cassiano, João Marques, Jorge Fonseca Dias, José Pedro Salgado, Luís Nogueira, Margarida Balseiro Lopes, Paulo Colaço, Tânia Martins e Tiago Sousa Dias.

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uma psicose de Paulo Colaço às 03:38
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 08:50
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Sábado, 8 de Novembro de 2008
2º passo: discutir

As moções do Psico já foram entregues: duas. Pela primeira vez.

 
O psicótico Diogo Agostinho apresentará a moção "Não basta ter o título: é preciso mantê-lo!", sobre o funcionamento da JSD.
O psico-amigo Guilherme Diaz-Bérrio apresenta a moção "Portugal 2030: da cauda da Europa para os cornos do toiro", com propostas para o futuro do País.
 
Muito em breve as moções aqui estarão para apreciação de todos.
Entretanto, agradecemos aos 34 delegados que nos subscreveram:
 
André Machado, David Ricardo Campos, Davide Ferreira, Diogo Agostinho, Diogo Leal, Elisabete Oliveira, Filipe Nascimento Lopes, Frederico Sapage, Guilherme Diaz-Bérrio, Hugo Soares, Inês Ramalho, João André Salvado, João Annes,  João Carlos Correia, João Conde, João Gomes da Silva, João Magalhães, João Marques, Luís Correia Tavares, Luís Mendes, Manuel António Ferreira, Margarida Balseiro Lopes, Miguel Ângelo Salvado, Miguel Pina Martins, Nelson Faria, Nuno Leão, Paulo Pinheiro, Paulo Sabino, Pedro Jesus, Pedro Pato, Pedro Pólvora, Ricardo Rato, Rita Cipriano, Tiago Miguel Teixeira.

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uma psicose de Paulo Colaço às 05:09
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 08:50
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Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008
Congresso da JSD - as moções do Psico

O Congresso da JSD terá duas moções do Psico. Uma no âmbito do “Funcionamento da JSD” e outra visando “Portugal 2030”. (clicar para ficha de subscrição)

 
Publicaremos as moções mal estejam finalizadas. Para já, pedimos a todos a habitual subscrição. De olhos vendados, por enquanto.
 
Há quem subscreva moções sem as ler e quem só subscreva moções com as quais concorda. Toda a legitimidade nisso. Em todo o caso, cito Voltaire: “Discordo daquilo que dizes, mas defenderei até à morte o teu direito de o dizeres.
 
Para enviar a subscrição (até sexta de manhã):
Fax: 213136151 (ao cuidado de Paulo Colaço)
Digitalizado e por mail: psicolaranja@gmail.com

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uma psicose de Paulo Colaço às 17:19
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 08:46
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2007
A nossa 1ª Moção

psicolaranja.blogspot: cuidado, esta moção pode causar urticária a dirigentes centralistas e a caciques com medo da própria sombra...
I
Para além de ser um espaço político, a JSD é um motor de cidadania. É nosso dever contagiar todos à nossa volta para a intervenção cívica.

O http://psicolaranja.blogspot.com/ é um exercício dessa cidadania e surge do encontro entre militantes da JSD e jovens independentes. O gosto em debater a actualidade política fez nascer um espaço livre, ousado e plural. O bom resultado justifica que se proponha a este Congresso uma ideia falada há anos mas nunca posta em prática: a Secção Temática.
O que é uma Secção Temática?
É um grupo de trabalho e discussão que pode ser generalista ou virado para um assunto específico (Ambiente, Desporto, Emprego, etc), integrado no esforço de reflexão e aproximação aos militantes e sociedade civil.

As secções temáticas têm três vantagens:
a) permitem a militantes não alinhados, pouco activos ou postos de parte, participarem no aperfeiçoamento de uma ideia ou na análise de um tema;
b) permitem igualmente que independentes se juntem e contribuam com a sua experiência ou dedicação a causas;
c) a secção temática está para a secção territorial como o blog está para o site: mais simples de criar, fácil de gerir, fortemente interactivo.
II
Na última revisão estatutária do PSD, a JSD pegou nesta velha ideia. O Congresso do Partido não aceitou a sugestão. É nosso dever provar que a ideia era boa! Como? Aplicamos nós a medida!

Mas não somos ingénuos: sabemos que uma moção destas vai pôr aos saltos gente altamente centralista, caciqueira, controladora e fechada! Provavelmente esses ícones da democracia até estão certos!
Quem nos manda a nós propor uma ideia destas? Criar grupos de reflexão? Chamar militantes anónimos a dar o seu contributo? Verificar que alguns elementos da chamada “oposição interna” também têm ideias? Ter de aturar os “chatos da sociedade civil que acham que os partidos só sabem falar para dentro”? Abrir a Jota e o Partido à intervenção de independentes? Permitir a comparação entre a vivacidade de alguns grupos de reflexão e certas comissões políticas fracas e vácuas? Mas que ideia esta! Onde estaremos com a cabeça?
III
Se, por loucura, esta moção for aprovada, fica a CPN incumbida de apresentar ao Conselho Nacional uma proposta de Regulamento das Secções Temáticas e seu enquadramento na actividade da JSD.
Aqui ficam alguns contributos para esse diploma:
a) as secções temáticas são criadas por iniciativa dos órgãos executivos da JSD ou por proposta apresentada por grupos de militantes, aos quais se poderão juntar jovens independentes;
b) a aprovação e a extinção de uma secção temática compete ao órgão executivo que a fomente ou ao qual a sua criação tenha sido proposta;
c) as secções temáticas têm a duração de dois anos, podendo ser renovadas;
d) as secções temáticas podem ser baseadas em sites ou blogs;
e) as secções tematicas são apenas órgãos consultivos, sem direito a voto ouqualquer representatividade na estrutura que não a da formação e debate queproporcionam.
IV
O caminho a seguir está nas mãos do Congresso: ou castiga a nossa psicose chumbando a moção ou premeia esta ideia de vanguarda, típica dos 33 anos de ousadia da JSD!

Contra a micose centralista e caciqueira que tolhe a delicada pele dos partidos: secções temáticas, já! Quem tem medo? Nós? NUNCA!

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uma psicose de PsicoConvidado às 16:23
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 08:28
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