Sábado, 16 de Março de 2013
Como o Ocidente foi à falência


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 21:19
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Segunda-feira, 11 de Março de 2013
Os Atlantistas de Portugal

No próximo mês de Julho terá lugar na base naval do Alfeite a 17a edição do Portuguese Atlantic Youth Seminar ou PAYS, organizado pela Juventude Portuguesa do Atlântico.

Esta é uma excelente oportunidade para ficar a conhecer melhor o funcionamento da NATO assim como das forças armadas Portuguesas.

 

Quem tiver interesse pode começar por aceder ao evento no FB: Portuguese Atlantic Youth Seminar.

 

 

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 15:14
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Terça-feira, 5 de Março de 2013
The Anti-Science Left
Muito ...pedagógico:



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 10:49
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Domingo, 3 de Março de 2013
1 Milhão...

... é o número de Portugueses que preferem ter políticos que lhes mintam a políticos que lhes digam a verdade.

... é o número de Portugueses que só reconhecem direitos em democracia mas não deveres.

... é o número de Portugueses que merecem Sócrates de volta.

 

... é o número de Portugueses que condenam os jovens ao desemprego e os mais desfavorecidos à miséria, defendendo os interesses estabelecidos das corporações e subsidio-dependentes.

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 13:19
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Sexta-feira, 1 de Março de 2013
Sim, o terrorismo islâmico é mesmo minoritário...




uma psicose de Miguel Nunes Silva às 19:55
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Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2013
FORA! (II)


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 21:40
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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2013
Está na hora, está na hora, de Arménio Carlos se ir embora!


Quem causa mais desemprego em Portugal, Passos Coelho ou Arménio Carlos?

A verdade é que a CGTP em Portugal, ao empurrar os salários sistematicamente para tectos mais altos, restringe a oferta de emprego a trabalhadores não sindicalizados. Não sou neoliberal e cito Hayek pelo seu valor como economista e não como ideólogo. Não digo que não deveria haver sindicatos mas penso que há em Portugal muito boa gente que não se apercebe de que os obstáculos ao reajustamento da economia e ao retorno ao crescimento, assim como a burocracia e direito laboral inflexível que dificultam o Investimento Directo Estrangeiro, são em larga medida da responsabilidade de organizações como a CGTP.




Basta aliás olhar para a experiência dos trabalhadores Moçambicanos na África do Sul aonde a principal confederação de sindicatos COSATU, tem ostracizado, discriminado e até feito ataques racistas aos trabalhadores estrangeiros. Porquê? Porque estão dispostos a trabalhar por menos que os trabalhadores Sul Africanos e são atacados portanto como fura-greves. A África do Sul é também consequentemente um dos países com maior taxa de desemprego crónico.

A África do Sul é finalmente um excelente exemplo de como os sindicatos privilegiam os direitos laborais de alguns e não de todos, e sobretudo como os sindicatos discriminam contra os jovens - não que a JCP ou os Berloquistas alguma vez o admitam - como se viu quando a COSATU atacou uma marcha que defendia uma medida governamental de subsídio ao emprego jovem.




Por estas e outras razões, eu peço a demissão de Arménio Carlos!


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 15:38
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Quando os anciãos não são sinónimo de sabedoria...

Há vezes em que é notável o quanto se pode discordar de afirmações sucedâneas de uma figura pública.

 

O Cardeal Patriarca D. José Policarpo, na sua entrevista à RTP, apresenta um dos maiores chorrilhos de disparates que tenho ouvido nos últimos tempos - exceptuando os dos coitados da esquerda:

 

 

- "Não se deve usar o poder para fazer aquilo que não é preciso ser feito" comenta ele sobre a austeridade. Para já acho sempre imprudente um membro da Igreja pronunciar-se sobre política - quanto mais, política económica. Depois, se o que está a ser feito mal mantém Portugal fora da bancarrota, que dizer se se fizesse menos!!!

Finalmente, que tem a Igreja Católica feito em Portugal se não fechar igrejas e dioceses? Se a Igreja é exemplo de gestão, certamente que é de gestão de austeridade.


- A Igreja tem, segundo o Cardeal, de "estar presente, atenta a quem sofre”, oferecendo “amor, verdade e fé”. A sério? Porque aquilo que eu vejo pouco da parte da instituição, é precisamente presença. Eu vejo assistentes sociais em bairros sociais e de lata mas freiras e padres vejo pouco. Muito pelo contrário, a Igreja em Portugal tem-se pautado em tempos de crise financeira e de fé, por fechar capelas e paróquias pequenas para se concentrar em grandes e majestosas catedrais. É isto que é estar presente? Os padres que conduzem jipes em cidades do interior estarão mesmo a fazer tudo aquilo que poderiam fazer pelos seus rebanhos?...


Pior um pouco tem sido a 'verdade' falada aos paroquianos. Depois de há alguns dias ter provocado polémica a acção da Segurança Social no que respeita à retirada de crianças a famílias carenciadas, que tem a Igreja a dizer sobre o assunto? Pois é, é que Roma e o Papa são contra os métodos contraceptivos, mas quando isso perpetua a pobreza extrema, aonde está o 'amor' e 'presença' da Igreja?


- O Cardeal aventura-se também a opinar sobre a crise na Europa. D. Policarpo está preocupado com o chumbo do orçamento comunitário pelo Parlamento Europeu, chumbo que pode fazer “voltar tudo para trás” e “pode ser o gérmen do fim da união”.

Outro grande disparate fruto da ignorância de quem não conhece as matérias porque se o orçamento não for aprovado pelo Parlamento as conclusões a retirar são exactamente as contrárias: que o projecto Europeu foi demasiado longe ao dar mais poderes ao Parlamento Europeu - no Tratado de Lisboa - e que se houver chumbo Portugal ficará melhor porque no regime dos duodécimos, mantém-se o nível de despesa do orçamento precedente - que era mais alto.


- Ao Cardeal é-lhe ainda pedida a opinião sobre a questão do sacerdócio feminino que D. José Policarpo considera que “não é uma prioridade”. A sério? Numa instituição aonde o número de vocações está em declínio grave e em que as igrejas rivais exploram todas as vias de competição pela fé dos crentes, o sacerdócio não é uma prioridade? Admiraria a confiança da resposta se esta não fosse cega...

Enquanto leigo, parece-me que num país aonde as beatas são já e desde há muito tempo o público alvo preferencial e principal fonte de rendimento da Igreja, que o sacerdócio feminino faz todo o sentido mas quem sou eu...


- Por fim, o Cardeal expressa ainda a desconcertante opinião de que não quer ser Papa. Poderia concordar dada a idade avançada do cardeal patriarca mas francamente não teria a lata de brincar com o assunto como ele fez. Há quantos séculos não temos um Papa Português? Pois já lá vão uns anitos não é? E não estaria um Papa Português na posição ideal para fazer a ponte entre os problemas de vocação da Europa e as preocupações religiosas do mundo em desenvolvimento?



Mas que vergonha de entrevista. Para isto mais valia ficar calado.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 14:51
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E que tal baptizar uma lua?

O Instituto SETI - Search for Extra-Terrestrial Intelligence - e o Instituto Carl Sagan estão a pedir a colaboração dos internautas para dar nome a duas luas de Plutão.

 

Não é fantástico ser-se parte activa da História e do Futuro ao mesmo tempo?

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 13:04
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Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2013
Gosto da 'Grândola Vila Morena'; venha daí mais!

Em conversa com um amigo de direita, ele declara o seu pouco apreço pela canção revolucionária. Penso que é este o resultado inevitável de politicizar um património que deveria ser comum: quanto mais o facciosismo esquerdista se apodera arrogantemente de símbolos nacionais, na sua batalha supérflua contra a força da aritmética, mais o país se divide perante a validade desse mesmo património - o que é lamentável.

 

 

Mas o que este Bravo Bravíssimo dos tristes prova é afinal a falta de respeito ou sentido de estado de que a esquerda padece. É na rua que a esquerda se sente bem, é enxovalhando os outros, impedindo-os de falar; é no conforto do assassinato de carácter que se faz 'política' à esquerda.

 

Nunca defendi Miguel Relvas porque acho que quem é apanhado a mentir aos cidadãos que o elegeram devia ter a sensatez de se demitir. Mas esta é uma questão de ética, não de direito. Tecnicamente ele tem todo o direito a permanecer no cargo e a ver respeitado o seu direito a falar.

 

Curiosamente esta Chuva de Estrelinhas pequeninas é podre pois quanto mais ouvirmos a Grândola soar, mais saberemos o que a esquerda oferece como alternativa: nada.

Tal como o PCP, a esquerda em geral vomita a cassete da imoralidade da austeridade mas nada oferecem como alternativa.

 

Logo, pessoalmente eu disfruto imenso em ouvir a Grândola ou mesmo slogans que pedem a demissão do governo; aprecio especialmente a falta de respeito de acusações preconceituosas como 'gatunos'. Enquanto o nível for baixo e a substância das críticas inexistente, agradecerei a Zeca Afonso - viva o lindíssimo lamento Alentejano!



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 19:34
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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2013
€3 000 000 000 para Empresas Portuguesas. Quem é contra?

Um consórcio de empresas Portuguesas de construção civil viu-lhe adjudicado um projecto residencial na Argélia. Sem dúvida fruto da diplomacia económica dos Ministros Luís Amado e Paulo Portas e da habilidade do MNE em explorar o desejo de certos países em não serem absolutamente dependentes de potências regionais/mundiais como França ou China.

 

Gostaria apenas de recordar quem é contra este contrato:

 

Comissário Europeu Štefan Füle: "There can be no return to complacency towards authoritarian regimes. The European Union stands behind the forces of change and modernisation"






 

 

 

Bloco de Esquerda: “O Estado Português deve ter relações com Angola, mas não pode desconhecer o que se passa neste país, nem muito menos aproveitar-se dele, assumindo uma visão exclusivamente pragmática com ausência de valores”


(Presumo que a mesma política seja extrapolada para a Argélia)


 

Amnistia Internacional: "As the European Commission and the President of Algeria Abdelaziz Bouteflika prepare to initial an EU-Algeria Association Agreement in Brussels tomorrow (Wednesday 19 December), Amnesty International says the fact this event is going ahead shows the EU’s human rights clause is now clearly not worth the paper it is written on"


 

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 13:44
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Seguro quer ser Ministro dos Negócios Estrangeiros

Mas alguém deveria recordar-lhe que NÃO É!!!

 

 

É de uma falta de sentido de estado gritante que o líder da oposição queira sabotar a política externa de um governo legítimo. Assim o CDS e o PSD já sabem que se o PS for governo e quiser renegociar o acordo com a Troika, eles poderão devolver a cortesia e mandar cartas às três instituições dizendo que Portugal está dividido sobre o assunto de modo a permitir à Troika mandar o governo do PS passear.

 

Haja vergonha.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 13:37
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Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2013
O nojento pseudo-moralismo de Ana Drago

Em que é que o Bloco acredita?

- na culpa por associação;

- na inversão da presunção de inocência para 'culpado até prova de inocência';

- na conspurcação do bom nome das pessoas;

- na demonização dos ricos e dos bancários, na demonização da direita.

 

 

A Ana Drago e o Bloco de Esquerda são uma vergonha para a política Portuguesa. A falsa autoridade moral, o riso de quem estupidamente julga que fazer generalizações discriminatórias é uma vitória.

 

Interessante como os partidos que se declaram como defensores da liberdade, são tão bons no assassínio de carácter...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 22:55
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Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2013
As Promessas de Hollande...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 23:20
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Os Tories na Vanguarda do Conservadorismo


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 22:53
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A Internacional dos Falhados

Tem lugar esta semana o congresso da Internacional Socialista em Lisboa.

 

É um espectáculo mas um triste espectáculo: da UE há apenas 4 representantes que chefiam um governo, o resto está na oposição e pior ainda na oposição depois de serem corridos do governo pelos eleitores. De fora vêm representantes excelsos como o MPLA Angolano ou partidos étnicos Curdos.

 

 

No geral a questão é ainda mais existencial porque a razão para não existirem partidos socialistas no poder deve-se ao falhanço total das ideologias de esquerda em dar uma resposta aos problemas económicos da Europa. O modelo progressista está falido e reuniões destas são uma autêntica parada da vergonha.

 

Em cima disto tudo vem Seguro dizer que federalizar a Europa é a solução para os respectivos problemas económicos. Uma vez mais, ideologia cega e zero soluções pois a UE também é a fonte de muitos dos problemas económicos actuais; para além de ser uma declaração problemática porque federalizar a Europa implica corromper a soberania Portuguesa e nesse caso eu como Português não vou votar num partido que quer abrir mão da soberania do meu país.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 20:26
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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2013
Aquilo que dava jeito as nossas Universidades pesquisarem e conceberem


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 23:20
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Irresponsabilidade Humanitarista

Em 2011, quando a Primavera Árabe ganhava ímpeto, os humanitaristas ocidentais lançavam achas para a fogueira: Amnistia Internacional ou Human Rights Watch (HRW) incitavam apoio aos revolucionários e reclamavam mais apoio da parte dos governos ocidentais e mundiais, para com a onda revolucionária no mundo Árabe.

 

 

Mas hoje, na apresentação do seu relatório anual, a HRW - surpresa das surpresas - queixa-se que afinal as 'democracias' erguidas nas ruínas dos prévios regimes aliados do Ocidente, não respeitam os mais básicos dos direitos humanos. Vejam só, se ao menos alguém tivesse previsto tal facto infeliz...

 

Como já aqui reportei há outros indicadores que também se degradam.

 

Mais uma vez se vê o resultado de amadores ideologicamente cegos, interferirem com políticas de estado cuja prerrogativa não pertencem à 'rua'.

 

Mas a irresponsabilidade destas associações não se resume à interferência com a política externa e os interesses de estados ocidentais, é que no fundo aquilo que estas ONGs verdadeiramente querem é que o mundo Árabe - e o resto do planeta - adoptem os valores ocidentais à força mesmo se depois estes se revelam impossíveis de adaptar. Este euro-centrismo fanático prejudica portanto as relações entre estados mas também prejudica as sociedades para onde eles são exportados.

 

Haja vergonha.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 19:06
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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2013
Aos nossos amigos d'O Insurgente :-P

Excesso de velocidade dá prisão efetiva na Suíça

"em alguns casos, o veículo é mesmo confiscado, sendo que o valor da venda reverte a favor do Estado ou de associações de prevenção rodoviária. A carta de condução também pode ser apreendida para sempre"

 

Afinal que aconteceu ao paraíso liberal?...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 14:12
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Ó PS, não havia necessidade...

Então o representante do PS na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, actualmente encarregada das audições ao caso do visionamento pela Polícia das imagens da RTP sobre a violência e vandalismo à porta da Assembleia da República, é nada mais nada menos que Ricardo Rodrigues - sim! aquele deputado que roubou o gravador do jornalista que o entrevistava, quando não gostou das perguntas.

 

...

É uma escolha bizarra e que poderia ser vista como coincidência infeliz, não fora o facto de que a deputada Glória Araújo, aquela apanhada com excesso de álcool no sangue, era pela sua parte representante do PS na Comissão para a Ética, a Cidadania e a Comunicação; assim já começa a surgir um padrão mas ó PS, não havia necessidade...





uma psicose de Miguel Nunes Silva às 13:25
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Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2013
Psico-Cinema: 'Zero Dark Thirty'...







Alguém se oferece para começar o debate?...


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 14:20
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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2013
Definição de Hipocrisia = António José Seguro

Desde há umas semanas o líder socialista vinha a dizer o seguinte:

 

"O Partido Socialista não está disponível e quero deixar um aviso ao primeiro-ministro: ele não tem mandato para fazer um corte desta natureza"


“o PS está disponível para debater a modernização do Estado, mas indisponível para ser cúmplice de um corte nas funções do Estado”

 

 

Hoje, fruto dos cortes já efectuados, da intenção de fazer mais, e da boa performance de Portugal nos mercados que AGORA e GRAÇAS A VÍTOR GASPAR permitiram uma baixa nos juros da dívida, a Troika consentiu em permitir a Portugal mais flexibilidade no pagamento da dívida.

 

"Ricardo Costa (Expresso) "Eu, que escrevi várias vezes que seria quase impossível que Portugal regressasse aos mercados em 2013, reconheço sem qualquer problema que com estas regras Portugal está em condições de o fazer. Mais relevante, a estratégia negocial de Vítor Gaspar foi a correcta, sobretudo nos prazos em que jogou as suas cartas. Sempre sem forçar e sempre a aproveitar a terra firme que outros, sobretudo a Irlanda, iam pisando.""

 

Revela hoje o Ministro Irlandês das Finanças Michael Noonan que "Vítor Gaspar, acertou em dezembro passado com o seu homólogo irlandês aguardarem pelo «momento oportuno» para reivindicar a extensão do prazo para pagar os empréstimos"

 

 

Até François Hollande - o pretenso arauto da anti-austeridade - se viu forçado a admitir que não só Portugal tinha implementado bem o ajustamento das medidas da Troika mas que tinha sido precisamente o desgoverno do passado que havia posto Portugal no buraco em que se encontra:

 

"Põe-me a questão de saber se a França poderia seguir o exemplo de Portugal... Não! Porque os níveis da dívida não são comparáveis, porque as situações económicas são diferentes... mas é porque queremos evitar chegar a essas soluções [de cortes nos salários, nas pensões...] que é preciso encarar o problema o mais rapidamente possível e o mais eficazmente possível"

 

E que têm Seguro e o PS a dizer?

 

"o PS teve razão no tempo certo", ao pedir mais tempo e mais dinheiro". Mas que grandessíssima cara de pau!!!

 

Como se tal flexibilização pudesse ter ocorrido sem os cortes que o PS criticou e prometeu inviabilizar!!!!!!!!!!



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 18:30
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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2013
O Perigo dos Tecnocratas


A SIC Notícias na última edição do programa Sociedade das Nações convidou Miguel Poiares Maduro para apresentar as conclusões do seu estudo sobre a crise financeira Europeia. Que conclui o jurista do Instituto Universitário Europeu em Florença?

Surpresa das surpresas, que é preciso mais leis e mais Europa...

Maduro queixa-se que os estados não conseguem sozinhos lidar com problemas que são mundiais e que como tal, entidades como a UE são essenciais. Argumenta também que há um problema 'democrático' nas políticas dos estados Europeus nomeadamente no que concerne à responsabilidade pelas consequências dessas políticas.

Que tiramos daqui? Que o estado soberano Europeu é antiquado e a UE é o futuro para os Europeus. Porque é responsável e porque é economicamente adequada aos problemas hoje enfrentados pelas populações. Por outras palavras: esqueçam Portugal - qual relíquia retrógrada de tempos idos - e digam olá à nossa nova pátria, a Europa....

Confrontado com a crítica de perda de soberania que tal visão implica, Maduro não tem resposta mas escuda-se subtilmente no aviso aos perigos de políticas identitárias - i.e. se não são a favor do desmantelamento do estado-nação Europeu, é porque são racistas e xenófobos.

Este tipo de pensamento é típico de quem tem uma visão puramente utilitarista da política, de quem acredita na linearidade histórica e de quem acredita que o fenómeno da globalização é o dealbar de uma era pós-moderna e que a História acabou - ó filho pródigo de Fukuyama.

Maduro argumenta o sonho tecnocrático - a utopia da burocracia global totalmente eficiente. Nada disto é surpreendente para um jurista mas ainda menos para um jurista vindo das instituições Europeias. José Pedro Salgado simpatizará com Maduro com certeza. Os juristas tendem a acreditar que o direito é uma ciência exacta e não uma social; tendem também a ver a Lei como realidade em vez de ideal. Esta visão é errada e altamente problemática.

Porque é tudo isto preocupante? Porque em vez de representantes nossos como Maduro, velarem pelos nossos interesses nacionais nas instituições internacionais, a sua preocupação parece ser pelo contrário ter-se transferido para velar pelos interesses das instituições nos países de origem. É como se os nossos enviados às instituições Europeias se tivessem nativizado ao fazerem o seu trabalho e a sua nova lealdade já não tenha Portugal como prioridade.

É que qualquer pessoa que pretenda defender o interesse nacional Português não pode logicamente defender a perda de importância da soberania do estado Português. É verdade que nada é preto e branco mas como aceitar a visão de pessoas que não se auto-impõem limites ao enfraquecimento da soberania nacional?

Se a reivindicação é que os Portugueses enquanto população estariam melhor sob o governo de uma entidade estrangeira, então porquê pretender defender e representar Portugal quando se está automaticamente a trair os ideais de quem defendeu o país de ocupações Espanholas, Francesas, Inglesas, etc? 

Estes 'Europeístas' fazem lembrar os Bonapartistas Portugueses das invasões Francesas que lutaram contra as tropas Portuguesas porque acreditavam nos ideais universalistas da Revolução Francesa. Esta 'Legião Portuguesa' dos nossos dias tem razão ao afirmar que os Portugueses estariam economicamente melhor sob a gestão de potências estrangeiras. Se Portugal fizesse parte da Noruega por exemplo, teria mais fundos para investir assim como uma melhor gestão política. O único problema é que já não seríamos Portugueses mas sim Noruegueses...

Se para se resolver um problema se destrói a equação inicial, o problema não fica resolvido.

Maduro tem também razão quando diz que há um problema de governação democrática. É verdade que as políticas de alguns estados não foram responsáveis. Não anteviram nem se preocuparam com consequências domésticas, Europeias e internacionais. Maduro só se preocupa no entanto com as consequências Europeias. Ao descurar as consequências internacionais e domésticas, ele revela o seu preconceito. Não penso que seja um grande escândalo dizer que para os Portugueses, países como Angola ou o Brasil são bastante mais importantes do que a Estónia ou a Hungria, por exemplo. Logo para um político Português, a preocupação com as consequências das suas políticas devia levar muito mais em conta países lusófonos que  estados-membro. Maduro discorda...

Isto para não falar das consequências domésticas das quais Maduro não parece querer tirar ilações. É que é verdade que há um problema de democracia em muitos países Europeus - Portugal entre eles. E porquê? Porque são os políticos do sul mais populistas, demagógicos e irresponsáveis?

Esta resposta é desconfortável para os que como Maduro, defendem MAIS integração Europeia. Porque a sociedade civil mediterrânica é significativamente diferente da nórdica; e esta última é utilizada como modelo para a implementação de políticas ao nível Europeu por eurocratas que ignoram que os parâmetros da mentalidade Sueca não são os mesmos da Portuguesa. Afinal, não há uma grande diferença entre o modelo nórdico em Portugal e o Fordismo na Amazónia...

A solução consequentemente não é a uniformização legal e administrativa que Maduro e os euro-federalistas defendem - a qual traria apenas mais distorções de índole cultural - mas sim mais diferenciação de políticas. Tal como Portugal precisa de mais controlo ao nível das finanças públicas do que países nórdicos, também precisa - como país lusófono - de menos regulamentação ao comércio com outros continentes.

Maduro apela à 'reconstrução da democracia' e rejeita que a austeridade seja uma inevitabilidade, preferindo vê-la como uma 'escolha' - mais outro da escola de Artur Baptista da Silva...

Eu sou da opinião contrária: pagar um empréstimo é universal, valores culturais nunca foram.


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 15:39
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Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2013
Viva Malthus
Quanta população pode o planeta suportar?




uma psicose de Miguel Nunes Silva às 00:16
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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2013
International Relations 101 para o JP Meireles em 3 segundos...

... com uma abordagem sarcástica:



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 16:37
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Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2013
Claramente a austeridade não resulta...


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 19:46
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Viva a Liberdade III


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 19:42
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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2013
Para memória futura...

... dêem-me ouvidos, pelo menos quando eu falo de política externa.

 

(este post é mais uma vez dedicado a certos ex-Psicóticos)

 

 

Nem um ano se passou desde a intervenção da NATO na Líbia (que Portugal apoiou...) e os aviões Europeus estão de volta aos céus africanos. Há umas semanas atrás, em vésperas de Natal, falava-se em Washington sobre a possibilidade de bombardear a Líbia de novo, desta vez para dar cabo dos Islamistas que o Ocidente havia armado durante a guerra civil Líbia. Para quem não esteve atento, os mesmos que assassinaram o embaixador Americano na Líbia e destruíram o consulado em Benghazi.

 

Esta semana não é a Líbia que se bombardeia mas sim o Mali, aonde Tuaregues e a corja Salafista fundaram um estado Islâmico vindos da Líbia em caos. Estes últimos impuseram a xaria e levaram a cabo um vandalismo bárbaro de locais e monumentos históricos classificados pela UNESCO como património da humanidade.

 

Já se fala que se forem expulsos do Mali, os Islamistas poderão procurar desestabilizar outros países como o Chade, a Mauritânia ou a própria Nigéria - potência regional da África ocidental.

 

Isto para não falar de consequências tais como o aumento no fluxo de imigração ilegal Africana - que Qadhafi mantinha em cheque - o aumento do valor dos seguros para os investimentos ocidentais na Líbia e no norte de África e a inerente falta de segurança dos mesmos.

 

E então? Viva a democracia? Valeu bem a pena? Vejam lá se querem repetir a dose na Síria....



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 22:07
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Domingo, 6 de Janeiro de 2013
Pensando a Arte do Compromisso

'Os políticos são todos iguais'

'Os políticos são todos corruptos'

 

Todos nós já ouvimos estes 'aforismos'. São típicos de sociedades aonde o civismo é pobre. Toda a sociedade Portuguesa é corrupta, mas só os políticos são alvos de generalizações. Para além do mediatismo, vale a pena perguntar 'Porquê'. Aqui sim reside o busílis.

 

Não sendo a pessoa mais qualificada para falar sobre estas questões neste blogue, acrescentarei a minha pitada:

 

As razões para se entrar na política variam mas seja qual for a razão principal, cedo se compreende que há oportunidades na política. Perante isto cada indivíduo tem que tomar uma decisão sobre quão longe está disposto a ir, quanto está disposto a sacrificar por essas oportunidades (que podem ir desde cargos à simples fama). Precisamente porque a política é a arte do compromisso, o equilíbrio entre autenticidade e pragmatismo é complexo.

 

As jotas têm má fama porque introduzem esta realidade muito mais cedo para os seus membros. Assim, ao contrário do resto da sociedade que progride na vida profissional antes de obter oportunidades na política, muitos jotas há que enveredam pelo caminho do compromisso para obter favor profissional.

Ser-se jota no entanto, acarreta consequências tanto boas como más. A vida política introduz um nível de maturidade e experiência que poucos em Portugal têm. Improvisar e trabalhar sob pressão ajudam muito a construir carácter e claro que quem leva uma vida política desenvolve conhecimentos sobre, e contactos no, 'sistema' em Portugal. Claro que também desencaminha muitos outros para percursos de fraude e oportunismo - e aqui infelizmente, o factor da tenra idade de muitos jotas, ajuda a que o sistema das jotas perpetue as suas próprias perversões, pois aquilo que deveria ser uma formação, transforma-se em muitos casos numa educação.

 

Assim, embora os políticos no geral enfrentem o dilema pragmatismo/autenticidade e façam boas e más opções, os políticos oriundos das jotas têm por vezes a propensão a optarem mais frequentemente pelo pragmatismo. 

 

Numa sociedade católica infestada por tabus, politicamente correctos e hipocrisias, uma certa dose de pragmatismo é sempre bem vinda e quem não sabe entrar em compromisso não sabe governar pois qualquer governante tem que compreender que as suas opiniões não podem ser absolutas. Dito isto, o pragmatismo actua por vezes como uma droga pois muitos há que entram no circulo vicioso e se deixam perder.

 

Talvez o mais óbvio dilema pragmatismo/autenticidade, e aquele mais frequentemente invocado dentro das próprias jotas, é o da escolha entre cargo e ideologia. 

 

Todas as crianças crescem a reclamar o que é seu: seja comida ou brinquedos. Assim, quando ingressamos na escola a reacção natural a divergências de opinião é a teima. A escola, as jotas e a política no geral força-nos a considerar a opinião dos outros. A política é especialmente importante porque ao contrário da escola e da arte, aonde o individualismo ainda pode e deve imperar, a política só traz sucesso quando este sucesso é colectivo. Os cargos e a fama são fruto exclusivo da acção de grupos - através de eleições - e como tal, o conformismo à dinâmica de grupo é essencial para o sucesso.

 

O problema surge mais tarde quando há que lidar com as consequências do compromisso pragmático, pois se a autenticidade se perder por completo, a única opção aberta é a de entrar num compromisso com um grupo diferente e voltar a reclamar alguma autenticidade e valor. Mas a táctica do compromisso é um caminho potencialmente infinito de lealdades opacas.

 

Por conseguinte, uma boa maneira de verificar a respeitabilidade de um político seria testar a sua coerência política porém, para se defenderem os políticos desenvolveram uma contra-medida: o centrismo. Quanto mais ideologicamente radical maior o risco de se encontrar em contradição quando o compromisso político é feito. Logo a maior parte dos políticos não arrisca e prefere apresentar-se publicamente com posições diplomáticas sobre dilemas polémicos.

 

Por conseguinte, se quiserem saber quem é menos fiável a nível político, olhem para a facção mais moderada do espectro político de um partido. Porque são por inerência fracos em fiabilidade ideológica, são frequentemente também os mais populistas do partido: aqueles mais dados a adoptar posições morais e a movimentarem-se em numerosos círculos políticos e profissionais. Posições morais porque o que é moral, é politicamente correcto, e portanto socialmente consensual; sendo também mais passível de discursos inflamatórios sobre nulidades. Numerosos círculos porque a mais-valia do compromisso se verifica tanto mais, quanto maior número de círculos entre os quais agir como intermediário - o 'contacto' tornando-se mais importante que a causa original.

 

Concluindo podemos dizer que os políticos se posicionam sempre algures no espectro-trilema seguinte. Têm que se preocupar com a sua ideologia sem serem fanáticos, com notoriedade sem serem populistas, com lucro e sucesso pessoal sem se tornarem corruptos.

 

 

 

 

 

                                                                                      



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 00:55
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Sábado, 5 de Janeiro de 2013
A Chantagem da Esquerda

Parem com a austeridade, or else...

 

É isto que temos vindo a ouvir da esquerda nas últimas semanas. Cuidado pessoas de direita, olhem que vem aí uma revolução, vejam lá de que lado voçês se querem encontrar quando estalar o caos...

 

 

E como os bons velhos populistas que são, uma vez mais as ovelhinhas da esquerda esperam com isso silenciar quem tem coragem de falar verdade aos Portugueses em vez de lhes prometer mundos e fundos e o pote de ouro no fim do arco-íris.

 

No fundo é a mesma lógica daqueles que defendem ser-se religioso por medo da potencial veracidade do inferno. Por via das dúvidas não vamos arriscar e convertamo-nos.

É isso que a esquerda é: uma religião com Marx como o seu profeta, com dogmas, com ritos, mas sem a mínima centelha de credibilidade ou sustentabilidade.

 

À esquerda gostam de dizer que a culpa da crise é da direita porque foi a direita que defendeu desregulação e liberalismo comercial. Na verdade mesmo sem o impacto de algumas questionáveis políticas neoliberais, a corrida para o fundo que a abertura asiática e do leste Europeu causaram, teriam levado a que o ocidente tivesse adoptado as mesmas medidas para tentar competir.
Aonde está a diferença substancial da governação é no modo como os eleitorados foram tratados: a direita nunca defendeu investir para produzir o que a esquerda fez sem descanso - do mais extremo radical ao mais centrista moderado. A direita nunca defendeu endividamento sem limites e nunca prometeu ao eleitorado que privilégios do desenvolvimento económico eram 'direitos'; a esquerda sim, e com todo o fôlego.
Prosperaram as economias que aplicaram as receitas da esquerda (Argentina, Cuba, etc)? Não.
Prosperaram as economias que aplicaram as receitas da direita (China, Leste Europeu)? Sim. 


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 19:27
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Domingo, 30 de Dezembro de 2012
O Triplo Embaraço de François Hollande

 

 

Eu não gostaria de ser François Hollande por estes dias já que a lei mais emblemática que se propôs passar (taxação a 75% sobre as grandes fortunas) acaba de ser declarada inconstitucional pela Justiça Francesa.

 

Hollande sai mal e muito mal de toda a polémica: 

 

1 - Todos disseram que tal lei iria provocar uma fuga de capitais; a esquerda teimou que não; viu-se...

 

2 - Hollande chegava como arauto da anti-austeridade; em França não teve alternativa se não fazer cortes e na Europa, aonde ele iria trazer solidariedade quando Sarkozy e Merkel apenas traziam austeridade, aquilo que se verifica é que Merkel é hoje mais popular que nunca, a política de austeridade continuou (os bolsos que a pagam não são Franceses) malograda a tentativa latina de lobby pela França, Espanha e Itália, e os novos poderes do BCE aumentam a discreção Alemã sobre política fiscal.

 

3 - Hollande era também um euro-federalista sendo a Europa um ideal de unidade pelo qual lutar mas todo este episódio mostrou que na realidade para a França a Europa pode ser tanto uma oportunidade como um risco: influência de países mais fortes nas decisões tomadas, competição no mercado comum de economias mais dinâmicas que a Francesa.

 

As esquerdas são isto: muita promessa para no final restar apenas a vergonha e a desilusão. Bem vindo ao planeta Terra Sr. Hollande.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 10:26
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Sábado, 29 de Dezembro de 2012
A Guerra Esquerdalho-Mediática Contra a Responsabilidade Individual

 

Meros dias depois de os media fazerem o mea culpa sobre a vergonha que foi o caso Baptista da Silva, a fé nesses mesmos media cai outra vez por terra. Veja-se a manipulação sensacionalisto-preconceituosa em vigor:

 

1 - O Secretário de Estado da Saúde Fernando Leal da Costa diz muito sensatamente que não é tarefa exclusiva do governo velar pela saúde dos Portugueses, os quais também têm de se responsabilizar pelos seus actos menos saudáveis. Leal da Costa remata constantando o óbvio: os recursos do Ministério não são ilimitados.


2 - Para publicitar as declarações, os media promovem a polémica com o soundbite provocativo 'Governo diz aos Portugueses para não ficarem doentes'.


3 - Como de costume, os tolinhos da esquerdalha reagem pavloviamente expressando a sua consternação...


4 - ... e maravilha das maravilhas, os media apressam-se a cobrir a controvérsia artificialmente gerada por eles próprios.



Mas que asco de órgãos de comunicação a que estamos sujeitos!



Pior ainda é a mensagem que passa: ai de quem responsabilize os Portugueses pelos seus erros!


Claro que esta é apenas a sequela de outra novela sensacionalista, a das declarações de Isabel Jonet. Porque é pecado educar os Portugueses a gastarem apenas aquilo que têm.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 21:04
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A Ilusão do Universalismo

Vi recentemente um documentário no Canal de História que tratava da história de Fordlândia no Brasil. Esta povoação foi edificada por Henry Ford numa tentativa de se tornar independente no fornecimento de borracha para os seus veículos mas também de estabelecer no meio da Amazónia, um paraíso de desenvolvimento à Americana.

 

As diferenças culturais depressa condenaram o empreendimento ao fracasso. Não só porque a standardização agrícola tentada era impraticável no meio da selva mas também porque a ética de trabalho protestante chocava com a mentalidade tropical dos Brasileiros.

 

 

Ainda que esta história seja mais radical, poder-se-ia facilmente fazer uma analogia com os vários projectos de desenvolvimento para Portugal, que nomeadamente os líderes socialistas tentaram desde o 25 de Abril: Soares com a social-democracia Alemã, Guterres com o modelo Sueco ou Sócrates com o Finlandês.

 

 

Todos tentando trazer para Portugal, e forçando top-down, um modelo em nada adaptado à realidade Portuguesa. Quem não gostaria que nos tornassemos na potência industrial e tecnológica que são os estados protestantes? Mas infelizmente a realidade periférica, amena e rural de Portugal não se proporciona a tal.

As políticas económicas deveriam destinar-se a valorizar aquilo que temos de único e diferente, em vez de tentar 'transformar' através da engenharia social, a população Portuguesa.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 13:07
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Terça-feira, 25 de Dezembro de 2012
Há Burlões e Burlões

 

Muito tenho aqui escrito sobre burla. Para responder às massas que cegamente reivindicam mais apoio estatal simultaneamente chamando aos políticos 'gatunos', tenho tratado os esquerdistas por 'burlões'.

 

É que simplesmente não há mais dinheiro para distribuir pela população e prometer mais apoio - ou a manutenção do actual - através da racionalização de recursos - o mítico rigor Vs austeridade - é uma quimera destinada exclusivamente a servir o interesse eleitoralista e demagógico da liderança do PS. Quando é que uma sociedade mediterrânica alguma vez foi rigorosa ou sequer eficiente na gestão dos seus recursos (excluindo o Salazarismo...) ?

 

Não, a austeridade é o único caminho minimamente credível e aquilo que há a discutir são os moldes dessa mesma austeridade.

 

Mas tal como as crises desmascaram burlões, também fazem emergir outros. Nassir Ghaemi no seu livro 'A Mente Louca dos Grandes Líderes Mundiais' explica que certas personalidades são mais hábeis no exercício de liderança em tempos de prosperidade, e outras em tempo de crise. O que está na base desta discrepância é o passado - sobretudo tempos de infância - da pessoa em questão: caso tenha vivido em estabilidade, o individuo está adaptado a afirmar-se em contextos de estabilidade e vice-versa. Logo, aqueles que em tempos de crise prosperam são pessoas habituadas a fazerem passar mensagens radicais e a adaptarem-se a circunstâncias difíceis. Assim, tal como os políticos radicais sobressaem em tempos de crise, os burlões do improviso sobressaem contrapostos aos burlões dos esquemas de pirâmide, os quais estão no jogo para o longo prazo.

 

No entanto, a sofreguidão com que Artur Baptista da Silva foi escutado E DIVULGADO pelos media é um indicador na minha humilde opinião, de algo mais para além de habilidade de burlão: é um indicador do pendor esquerdista dos media Portugueses. Depois de meses e meses de descrédito da liderança socialista assim como da 'rua esquerdista' - criticando tudo e todos e falhando redondamente não só em oferecer uma alternativa mas também em escapar ao inevitável facto de que a direita havia previsto a crise muito antes de ela chegar - eis que emerge um D. Sebastião das brumas...

 

... Aqui está pela primeira vez alguém com credibilidade independente (ONU) que defende o fim da austeridade em Portugal. Ironia das ironias, acaba por ser exposto como burlão de primeira categoria.

No fundo o caso Artur Baptista da Silva deve ser visto com bons olhos pela direita: ele acaba de validar a política de austeridade por mais uns anos.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 10:36
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Sábado, 15 de Dezembro de 2012
Umas dicas para o jornalismo Português

mas úteis para qualquer um:



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 03:26
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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2012
Nobel da Demagogia
A cerimónia de atribuição do Nobel da Paz à União Europeia em Oslo foi o espelho da classe política Europeia e o reflexo não foi bonito.
Para um prémio atribuído a uma organização internacional, por mais soberania partilhada que a constitua, foi absolutamente ridículo ver todos os chefes de governo presentes para captar o prestígio por associação que a UE estava a receber. 

Dito isto, ao nível institucional o M.O. foi o mesmo de modo que ninguém sai incólume na fotografia de grupo ...e de grupo. Van Rompuy tornou aquilo que se queria como uma cerimónia solene num evento hilariante ao invocar Kennedy com o seu "Ich bin ein Europäer". Solidariedade com um ideal questionável tudo menos consensual não é propriamente o equivalente da Berlim da Guerra Fria...

O aproveitamento político foi óbvio e barato mas o mesmo também se deve dizer infelizmente, de quem faltou pois David Cameron não esteve presente por razões igualmente populistas.
É uma Europa de politiquices e não - como devia ser - uma de estadistas.
Passemos então ao mérito do prémio em si. Aquilo que justificou a atribuição do prémio à UE foram projectos Europeus como o EuropeAid ou a Iniciativa Europeia para a Democracia e Direitos Humanos. No entanto, ao contrário da tradição de promover estadistas que encetavam negociações de paz, estes projectos iniciados por lógicas politicamente correctas de despesa orçamental e fruto do consenso possível - virtude desse mesmo politicamente correcto - entre os estados-membro, também dão azo a um prémio menos merecido; não só a UE nunca foi capaz de pôr travão a uma guerra mas quando tentou - Bósnia, Kosovo - falhou pois as forças internacionais e os projectos de construção de estado continuam ad eternum presentes nos Balcãs - para não mencionar o que o conflito actual no Congo diz de todo o investimento Europeu e da ONU nos esforços de paz.
Assim, premeia-se quanto muito as boas intenções, mas não os resultados. Mas porque a atribuição do Nobel é também política, há um aspecto preocupante que convém salientar: nem sequer na Europa se concorda na definição de democracia e direitos humanos, e é prioridade da UE expandir tais definições opacas ao resto do mundo? A que preço? E se uma outra civilização quisesse promover os seus ideais na Europa? Aceitamo-lo-íamos? 
E que dizer do inevitável problema que a Europa levou séculos a chegar a estes ideais num canto do mundo muito peculiar? É sustentável promover tais valores excepcionais no resto do mundo?

Quem somos nós para dizer aos outros como viver?


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 17:19
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Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2012
Viva a Liberdade II

Este é um post dedicado a certos ex-Psicóticos...

 

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 14:38
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Sábado, 1 de Dezembro de 2012
O artigo que chocou Jon Stewart e Stephen Colbert...

... e que vale bem a pena ser lido!

 

 

 

The War on Men


 

 

Se calhar não tinham ficado tão chocados se tivessem lido Anne-Marie Slaughter mas como não era da FOX News...




uma psicose de Miguel Nunes Silva às 19:12
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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2012
Who are you?!...




It doesn't matter who we are, what matters is our plan

 

We're Portugal's reckoning

 

Here to end the borrowed time you've all been living on



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 22:02
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Segunda-feira, 26 de Novembro de 2012
Psicolaranja na Embaixada de Israel

 

No passado dia 19 os Psicóticos e alguns Psico-amigos foram recebidos calorosamente na Embaixada de Israel aonde puderam conversar com o Conselheiro Político Lior Keinan. A conversa abrangeu tópicos vários desde a Guerra de Gaza e os diversos desafios à segurança do Estado de Israel e dos Judeus a nível internacional, ao modelo de desenvolvimento Israelita e como este poderia servir de exemplo a outros países mediterrânicos como Portugal.

Foi uma tarde muito enriquecedora tanto para a Embaixada como para os Psicóticos; que serviu do nosso ponto de vista para obtermos informação directamente da fonte, sem passar pelo filtro dos media ou do comentariato.


Mais uma iniciativa deste blogue a que muitas outras seguirão. 

 

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 17:34
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