Terça-feira, 10 de Novembro de 2009
Ice Queen - As rainhas de gelo não existem só nas Crónicas de Narnia...

 

 

 

Estou preocupada com o sistema educativo.

Sou duma geração de facilitismo, admito. A minha vida (profissional e social) será significativamente mais difícil à custa desse pormenor. Mas preocupo-me mais com as gerações vindouras.

O meu professor de Teoria Geral do Negócio Jurídico (essa cadeira estranha da Univ. Católica Portuguesa) ficou chocado por ter de andar aos gritos com colegas meus que são absolutamente indisciplinados, mas o ano que sucede o meu é bem pior. A relação professor - aluno alterou-se drasticamente ao longo dos anos. O que nos remete para a minha preocupação.


Temos uma nova ministra da Educação. Há alguns anos foi convidada pelo externato onde estudei para falar da colecção de livros dos quais é Co-autora - a colecção Uma Aventura. Na altura era miudinha, mas lembro-me de ficar chocada com a frieza que a escritora e professora demonstrou. Para as câmaras era uma pessoa, para o resto era outra. Espero estar enganada, mas Isabel Alçada parece-me ser mais uma Ministra da Educação autista, que só vive no seu mundo. Mas com um detalhe pior: é mais cínica que a sua antecessora.


Hoje, na primeira conferência de imprensa depois de tomar posse como ministra da Educação e após reuniões com organizações sindicais de professores, declarou que não haverá suspensão do actual ciclo avaliativo. E que em relação ao próximo, o Ministério da Educação irá comunicar com as escolas para que “não haja trabalho que não corresponda às necessidades efectivas, que não tenha consequências”.


Por mais que concorde ou discorde do modelo de avaliação dos professores, acontece que quem sai mais prejudicado são os alunos. Os impasses não beneficiam os professores e estes últimos não são máquinas ao ponto de serem objectivos e agirem como se tudo estivesse bem. Das duas uma: ou os professores são sobrecarregados com trabalho ou os alunos passam com mais facilidade para que a avaliação seja melhor. Quantidade acima de qualidade. Assim, por mais licenciados que o país tenha, de nada adianta já que o ensino básico facilita e o secundário também, logo as faculdades que só subsistem financeiramente da quantidade também terão de facilitar.


Para terem noção, metade dos meus professores do secundário reformaram-se, alguns até antecipadamente. A Escola Secundária Rainha D. Leonor está um caos este ano, com professores a entrarem dia sim-dia não. Quem sofre com esta instabilidade são os alunos, cujo programa já é fácil e que é sucessivamente mais facilitado pela falta de "estofo" dos professores para aguentarem a actual situação.


Mais que lutar por um modelo de avaliação de professores, temos de desenvolver um sistema que potencie a qualidade do ensino, a qualidade dos nossos estudantes, a qualidade do nosso Futuro! Isto porque há muito bons professores e outros muito muito maus. E o pior é que o problema está na sua própria formação, carácter e no sistema de ensino que o Governo socialista tem propagandeado - quantidade antes da qualidade!



uma psicose de Essi Silva às 23:56
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16 comentários:
De jfd a 11 de Novembro de 2009 às 07:57

Governo e sindicatos enterraram ontem o machado de guerra e comprometeram-se a avançar para negociações com vista à elaboração de novo modelo de avaliação de desempenho no quadro de nova revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD). Isabel Alçada recebeu todos os sindicatos, que ao longo do dia se foram mostrando confiantes na mudança, e ao final do dia a própria ministra da Educação confirmou-a.


"Vamos iniciar um diálogo e, com base nas propostas dos sindicatos e das escolas e em relatórios técnicos como o do Conselho Científico para a Avaliação de Professores e da OCDE, vamos equacionar o novo modelo de avaliação e o novo ECD. Tudo faremos para que os professores se reconheçam neles", disse Isabel Alçada, acrescentando: "Precisamos que os professores tenham serenidade, invistam o seu esforço na sala de aula e que o tempo que dedicam à avaliação não seja excessivo."

Uma vez que o actual modelo de avaliação será abandonado, a ministra anunciou que irá dispensar as escolas de efectuarem trabalho desnecessário com vista ao próximo ciclo avaliativo.

Quanto ao 1º Ciclo avaliativo (acaba em Dezembro), Alçada afirmou que 50 mil foram avaliados e que "todos os professores irão completar o processo de avaliação".

A ministra da Educação deixou ainda uma palavra de reconhecimento pelo trabalho da sua antecessora, Maria de Lurdes Rodrigues: "Houve um processo que trouxe benefícios. Neste momento os professores afirmam unanimemente que é necessária a avaliação."

NOGUEIRA SURPREENDIDO COM ABERTURA

"Não estava à espera de sair daqui já com uma proposta para negociarmos." A frase de Mário Nogueira após a reunião com a ministra deixa clara a surpresa do líder da Fenprof após quatro anos de guerra com Maria de Lurdes Rodrigues. "A ministra disse que tem urgência em alterar os constrangimentos deste Estatuto e rapidamente teremos alterado o modelo de avaliação", disse, recusando contudo cantar vitória: "Às vezes marca-se golos cedo e depois perde-se o jogo." E avisou que se não houver disponibilidade para acabar com a divisão da carreira "fica tudo envenenado".

FNE PEDE QUE PARTIDOS PAREM SUSPENSÃO

João Dias da Silva defendeu àsaída da reunião no Ministério da Educação que os partidos políticos devem parar com as iniciativas previstas no Parlamento para suspender a avaliação. "Privilegiamos uma solução dentro do quadro negocial que vai agora iniciar-se", disse, instando os partidos a "ficarem atentos". O líder da FNE estava muito optimista: "Esta reunião marcou o início do fim da antiga avaliação e da divisão da carreira em duas categorias. Vamos construir rapidamente um modelo novo", afirmou, estimando que haverá nova avaliação em "60 dias".

PORMENORES

PARLAMENTO

A Assembleia da República discute a 19 e 20 de Novembro as iniciativas legislativas de PCP, BE, CDS e PEV sobre a avaliação. O prazo para entrega termina sexta-feira.

AVALIADORES

Alçada não revelou se pretende acabar com a divisão da carreira, mas frisou que os avaliadores terão de ser "competentes" e "ter formação".

PRAZO

O calendário das negociações fica definido para a semana, disse Nogueira.





Bernardo Esteves


De Luís Nogueira a 11 de Novembro de 2009 às 09:57
Essi tocas no ponto fundamental - "quantidade antes da qualidade". A verdade é que o Governo de Sócrates ao priviligiar as estatísticas e a consequente propaganda, não olha a meios para alcançar "bons resultados", afim de os poder usar como arma de arremesso político. Como consequência, o país irá pagar caro no futuro por este tipo de opções facilitistas, que não são mais do que um grande engano para todos os pais e alunos.


De Essi Silva a 11 de Novembro de 2009 às 10:15
Jorge,
"Mas se as regras podem mudar para o segundo ciclo de avaliação (2009-2011), para quem já foi avaliado a lei é para cumprir. "Neste momento vamos cumprir a lei e não há qualquer suspensão", sublinhou Isabel Alçada. Os docentes ficam assim a saber que o actual ciclo avaliativo (2007-2009) terá consequências, pois "será tido em conta na progressão na carreira", afirmou a governante. Os sindicatos têm exigido que as notas já atribuídas não contem para efeitos de carreira e de colocações. Mas Nogueira considerou que esta exigência ficará parcialmente cumprida com o fim da divisão da carreira docente, pois ter classificações de mérito é uma das condições exigidas para se concorrer a professor titular."

Ou seja, uns são beneficiados, outros não. Os professores já avaliados foram avaliados em condições bastante precárias [já que o modelo potencia a competitividade entre professores...o que me lembra que se a minha prof de Ed. Física tivesse sido avaliada enquanto eu estudava no secundário teria sido banida já que por mais boa professora que fosse, era invejada (!!!) por outros colegas].

Ela até pode dar sinais de abertura, mas não sei até que ponto isso não é uma falsa sensação de segurança que o Governo promove depois de ter sentido a brutal resistência à aplicação do modelo


De Ticha a 11 de Novembro de 2009 às 12:38
A questão da Avaliação de Desempenho é polémica seja em que organização for e começou logo mal com a antiga ministra, arrogante e prepotente. Mas deu-se um passo em frente, implementou-se um modelo de avaliação de desempenho, que vai condicionar a evolução na carreira e isso é muito positivo, era urgente acabar com a escada rolante, entenda-se progressão automática, que levava os professores desde o inicio até ao fim de carreira. No entanto, a boa medida foi mal implementada, o anterior executivo lançou um modelo de AD sem ter em conta a complexidade da educação neste país, nem a negociação com os sindicatos. A complexidade começa logo por não se poder avaliar da mesma forma um docente da Escola Secundária Rainha D. Leonor e da "Escola Secundária da Amadora", falamos de envolventes completamente distintas; depois num País agarrado aos sindicatos como o nosso, querer por os sr. de fora não é boa politica; e poderíamos ficar aqui até amanhã a enumerar factores para este modelo falhado. Não nos devemos esquecer que bons e maus profissionais existem em todo o lado e a educação não é excepção, temos é outra questão agarrada ao desempenho dos professores e introduzida pelos rosinhas, andar com os alunos ao colo. A qualidade do que está a sair para o mercado de trabalho decaí a olhos vistos e isto não é bom para ninguém, mas há quem pense na quantidade acima da qualidade e enquanto assim for....


De Paulo Colaço a 11 de Novembro de 2009 às 14:44
Sou pela Avaliação de Desempenho.
Mas atenção: uma AD mal feita é pior que não haver AD.

Aplico aqui o mesmo princípio do "in dubio pro reu", ou seja, é mais grave prender um inocente que inocentar um culpado.

Aqui, a maior injustiça é avaliar para baixo um bom professor e não tanto avaliar como sempre um mau professor.


De GFC a 11 de Novembro de 2009 às 20:55
Caríssima Essi,

Excente post.

Hoje vivemos numa época de pouco rigor e facilitismo?

Sim, talvez porque a nossa geração - por mais irónico que seja - nasceu e cresceu ao sol do crescimento económico de um país, que nos finais dos anos 80 e início dos anos 90, olhava para a vizinha Espanha com um sorriso nos lábios.

Ironia das ironias, esta geração bafejada em tenra idade pela prosperidade económica, é exactamente a mesma que agora, no seu início de carreira, se vê a braços com a maior crise económica de sempre!

Talvez a prosperidade nos tenha criado alguns vícios quero eu dizer... o quiça a educação que recebemos. De menor rigor.


Mas é verdade Essi, para nós não vai ser fácil.

Crescemos na prosperidade e por conseguinte não sabemos lidar muito bem com esta falta de "liquidez". Basta ver os índices de consumo nas camadas mais jovens... poupança qual poupança? Recurso ao crédito é o que se quer. Inclusive para estudar…

Crescemos também sob a batuta de um modelo educativo que promovia e fazia acreditar que somos todos especiais, tal como afirmavas. Até o Ramiro (personagem fictícia), quatro vezes a repetir o 4º do básico, era especial... Uma modelo pedagógico que é também, muitas vezes, prosseguido em casa... "Aí o meu filhote!".

E depois vimos a descobrir que somos tão especiais quanto um Opel Corsa... Por outro lado, somos também, na generalidade, a geração mais bem preparada de sempre.

Já viram aquele programa da SIC? O Ídolos? É só gente dessa… "especial".

Continuando...

Politizando um pouco a questão da educação, podemos dizer que o PSD - à imagem do seu estado actual - está a perder em todas as frentes. Esta não é excepção:

1- Deixou o CDS-PP tomar a dianteira da alternativa ao modelo de avaliação. Sabia-se que este modelo tinha os dias contados. Que a pasta da educação não podia continuar a ter, o peso negativo que tinha, na popularidade do executivo. Ao contrário do Min. do Ambiente que está em todas e ninguém lhe dá grande importância. Só depois dos escândalos…

2- Anda, anda, e não apresenta um modelo alternativo para a educação. Parece aquele “puto chato” da turma, o queixinhas, com medo que o colega da carteira esquerda, o Pinócrates copie o TPC. Está anunciado, mas conhecer… ninguém o conhece.

3- Mas a cereja no topo do bolo está no pedido de ponderação vindo de um insuspeito sindicalista: João Dias da Silva. Que defendeu, como já alguém aqui disse, que os partidos políticos devem parar com as iniciativas previstas no Parlamento para suspender a avaliação. Alguém que avise o nosso partido que as negociações voltaram, e que os parceiros sociais e governo voltaram à cooperação. O PSD arrisca-se a parecer uma força de bloqueio “á moda da esquerda”, com este tipo de posições. E mesmo que volte atrás já ficou mal na fotografia…

Bah… estamos a definhar!

Não vou escrever mais, que isto está a mexer-me com os nervos… Que porra de partido é nosso agora?!

Cumprimentos a todos,

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De Essi Silva a 11 de Novembro de 2009 às 21:19
Caro GFC,
Nem sabe como tocou num ponto que me incomoda há anos - os créditos. Sou da geração mimada. Sei bem disso e reconheço que será bastante difícil para mim viver num futuro em que possa ir às compras semana sim, semana não; ficar num hotel de 3 estrelas em vez dum de 5; não poder viajar para Moscovo, Tóquio ou Nova Iorque porque não estamos mais na geração pós Cavaco em que o dinheiro praticamente caía do céu nem na geração Guterres em que o crédito é fácil e faz bem à saúde. A nossa sociedade foi mal habituada e a minha geração vai pagar bem caro por isso. Caro porque os "nossos" pais habituaram-se a contrair créditos para ir viajar ou comprar tv's (felizmente não foi o caso dos meus) esquecendo-se que o vento não sopra sempre no mesmo sentido.
Sad but true... A minha geração vai penar as irresponsabilidades dos seus pais e do estilo de vida a que foram habituados.

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De Gonçalo Marques a 12 de Novembro de 2009 às 11:14
Cara Essi, bom dia

Um post que, além de muito bem escrito, desmascara completamente uma imagem que se está a pretender vender ...

Há que ter cautela ...

Uma Ministra que começa o seu mandato a mentir (a propósito do convite para o Ministério) deve ser levada com toda a cautela (e mais alguma) ...

Vai ter que mostrar fibra e capacidade de diálogo, porque a anterior tutelar da pasta semeou a iniquidade e a rivalidade extrema (a roçar o "ambiente de cortar à faca") nas Escolas. Isabel Alçada, que abandonou a vida profissional há alguns anos para se dedicar à literatura infantil "in toto" tem que revelar que ainda "sabe nadar" nas águas escolares...

a ver vamos ...

Um abraço UViano (2009)
Gonçalo Maia Marques

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De Essi Silva a 12 de Novembro de 2009 às 12:25
Honestamente, não gosto da nossa Ministra da Educação, já que tive uma experiência negativa com a mesma. Veremos se estou assim tão errada...

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De Carlos a 12 de Novembro de 2009 às 11:31
Acho que é preciso desmistificar um bocado esta coisa do crédito. Sim é um problema quando usado de uma forma pouco racional, mas caramba qualquer pessoa que obtém um empréstimo ao consumo com 30% de taxa de juro tem de estar a espera do pior no futuro. Eu acho um pouco irónico que a Essi (que estuda na Católica, logo paga para estudar) seja contra as pessoas que queiram também estudar na Católica e que para isso, recorrem ao crédito. Milhares de pessoas em todo o mundo fazem isso, e existem sistemas de ensino assentes nesse pressuposto (EUA). Pedir crédito para estudar, pode na grande maioria dos casos ser o maior incentivo a melhores performances, a trabalhar de forma mais dura e a lutar pelo melhor emprego. O crédito em toda e qualquer forma é o que faz as economias avançarem. Eu cresci e estudei nos anos 80 e 90 e não me lembro do dinheiro fluir e de ser um tempo das vacas gordas. Desde sempre vivi num Portugal em crise, mas num Portugal a evoluir a olhos vistos (lá está com o recurso ao crédito). Mas também me lembro de ter estudado numa altura em que ninguém estava contente com o sistema de ensino. Acho que é patológico, acho que nasce com o português

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De Essi Silva a 12 de Novembro de 2009 às 12:15
Caro Carlos,
Em primeiro lugar há que estudar a finalidade do crédito em questão. A minha crítica apesar de abranger outros tipos de empréstimos, pode muito bem aplicar-se ao ensino pelas seguintes razões: - estudo na Católica sim, mas num país no qual temos muito boas Universidades Públicas, opção não falta. Por outro lado, mesmo que se queira estudar no ensino privado, por uma razão de "enquadramento profissional" já que no meu caso as outras faculdades não são tão focadas para a área que desejo (apesar da UCP não ser a única a permitir-me essa área), existe algo tão fantástico como a bolsa social; - O problema do Governo, é que face ao aumento das propinas pelas faculdades, resultado da barbaridade contida no RJIES (o Regime jurídico das instituições de ensino superior), o Governo em vez de aumentar a abrangência da bolsa e sua comparticipação, promoveu empréstimos com taxas de juro brutalissimas para os estudantes poderem estudar! Em vez dum incentivo à poupança, o Governo incentiva o crédito. E como experiência deste tipo de apostas tenho a minha mãe, finlandesa, que aos 36 anos ainda estava a pagar um empréstimo feito ao Estado Finlandês. - Pegando no argumento que deu, sobre a minha experiência de estudar na UCP, explico-o tão somente com isto: tenho a sorte de ter uma família, que desde o meu nascimento criou um fundo para poder estudar onde eu achasse melhor para a minha carreira académica e profissional. Como comecei por indicar, não tenho nada contra os empréstimos para se poder estudar, quando não existem outras alternativas.
Quanto à geração, pertencemos a gerações diferentes. Se tivesse nascido antes dos anos 80 talvez achasse que o seu período de estudo era "tempo das vacas gordas", mas se tivesse crescido nos anos 90 entenderia, sem dúvida, o meu ponto de vista.

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De Carlos a 12 de Novembro de 2009 às 12:40
Cara Essi,

Permita-lhe que lhe diga que prefiro um governo que crie um incentivo ao crédito do que um que crie um incentivo ao subsídio. Não quer dizer que não concorde contigo quando referes e bem a criação de fundos específicos para ajudar os filhos a estudar. Agora eu acho que quando não existem alternativas então o recurso ao crédito é uma boa iniciativa. Porque nem sempre se consegue criar um fundo do género que os teus pais fizeram para ti, porque as prioridades são outras. O exemplo é simples, pegas num aluno proveniente de uma família da classe média que quer estudar numa universidade pública. Esse aluno está excluído de qualquer bolsa de apoio e como tal depende dos pais para pagar as propinas e restantes custos. Se o aluno viver com os pais, torna-se ainda assim fácil a estes poupar. Se por ventura o aluno é do Algarve e tem de alugar casa, então não há poupança que resista. Logo, nestes casos eu até acho que o recurso ao crédito é uma maneira de repor uma certa justiça social.

"Quanto à geração, pertencemos a gerações diferentes. Se tivesse nascido antes dos anos 80 talvez achasse que o seu período de estudo era "tempo das vacas gordas", mas se tivesse crescido nos anos 90 entenderia, sem dúvida, o meu ponto de vista."

Peco desculpa mas continuo a não perceber o teu ponto de vista. Eu estudei nos anos 80,90 e 2000. E garanto-te que nunca foi um tempo das vacas gordas. E sempre se criticou todo e qualquer sistema de ensino. A diferença é que hoje tens muitas mais oportunidades, como aliás as minhas também foram em relação a gerações passadas. Não são os créditos (ou a divida publica galopante) que te vão reduzir essas oportunidades.

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De Essi Silva a 12 de Novembro de 2009 às 12:47
Pronto, já percebo alguma da lógica. Mas continuo a promover a bolsa e a criticar o RJIES. Também se torna mais difícil pagar propinas quando estas são elevadissimas. É que as faculdades têm que se suportar praticamente sozinhas, daí as propinas serem tão elevadas.

E sim, admito que sou absolutamente Anti-crédito =)

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De CarlosSoaresMoreira a 12 de Novembro de 2009 às 13:14
Parabéns Essi. Gostei muito do texto. Em especial da conclusão.


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