Sexta-feira, 26 de Abril de 2013
Comunicação no Facebook

A este comentário no Facebook, a Bodyform respondeu assim:

À beira destes, Cavaco Silva é um menino no Facebook.
Fica este exemplo para contextualizar as intervenções de Cavaco no Facebook que tanta celeuma provocaram no passado...


uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 21:03
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Segunda-feira, 22 de Abril de 2013
Logica Ilógica

 

“A Lógica do Governo Português: oferece 347 milhões à comunidade cigana.

 

Funde as polícias e pode cortar milhares de efectivos para poupar 145 milhões. “

 

Ricardo Lima



uma psicose de VilmaCR às 17:21
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Sexta-feira, 19 de Abril de 2013
Rui Rio sobre a reprovação das contas da SRU pelo IHRU


uma psicose de Hugo Carneiro às 13:57
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José Vieira de Carvalho - 75 anos

 

 

 

Não poderia deixar passar esta data sem fazer referência aquela que é uma das minhas referências políticas. Faria ontem 75 anos, não fosse o destino, José Vieira de Carvalho.

 

Para todos aqueles que são de fora da Maia e do Porto, provavelmente conhecerão pior a sua obra, ou quem sabe até nem saberão quem foi José Vieira de Carvalho.

 

Poderia aqui dizer que o Professor José Vieira de Carvalho foi uma série de coisas, mas apenas digo que foi o desenhador da Maia, o autarca referência, um dos autarcas de maior visão que me possa recordar.

 

Quando ninguém falava de parques de Ciência e Tecnologia, José Vieira de Carvalho, fruto de um problema criado pela deslocalização da Texas Instruments, coloca o tema na agenda e nasce assim o Tecmaia- Parque de Ciência e Tecnologia da Maia. As Zonas Industriais da Maia, o parque habitacional, as infra-estruturas desportivas, as escolas, o apoio social, o desenho do metro do Porto tal como o conhecemos, o Instituto Superior da Maia, etc. Tudo isto são provas da sua visão.

 

José Vieira de Carvalho deixou uma difícil missão para quem se seguia. Fazer ainda mais e melhor, e Bragança Fernandese as suas equipas assim o fizeram.

 

Infelizmente não conheci o Homem por detrás da história em vida e a única memória que tenho de José Vieira de Carvalho, é a do dia da sua morte.

 

Enquanto dirigente da JSD Maia, tive a oportunidade de ano passado, em cumprimento do nosso Plano Anual de Actividades, levar a efeito as I Jornadas José Vieira de Carvalho. Estas Jornadas foram acima de tudo um excelente momento para eu, enquanto organizador, estudar mais sobre a sua vida e obra e durante meses conversar com pessoas que com ele lidaram directamente.

 

Fruto deste trabalho, termino com um pequeno texto, retirado de uma entrevista que José Vieira de Carvalho deu no início do ano de 2002, poucos meses antes do seu falecimento:

 

" Aprendi com os meus sessenta anos que "longos dias têm cem anos". O tempo é uma coisa que caminha lentamente e vai esclarecendo as posturas de cada um. A minha é esta: eu sei essencialmente, trabalhar. Preocupo-me pouco com o resto. Sempre dei à Maia tudo o que tinha para dar. Vivo para servir esta Terra, a minha Terra. Vivo para servir esta Gente, a minha Gente. Não sei ser de outra maneira."

 

 

Posto isto, apenas digo, que os grandes Homens nunca morrem.

 

 

 



uma psicose de Pedro Miguel Carvalho às 12:31
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Quarta-feira, 17 de Abril de 2013
Para quando um "limpex" legislativo?

Transcreve-se o Artigo 1.º da Lei n.º 23/2013, publicada no D.R. de 5 de Março de 2013 (aprova o regime jurídico do processo de inventário, altera o Código Civil, o Código do Registo Predial, o Código do Registo Civil e o Código de Processo Civil)

 

«A presente lei aprova o regime jurídico do processo de inventário, altera o Código Civil, aprovado pelo Decreto- -Lei n.º 47 344, de 25 de novembro de 1966, e alterado pelos Decretos -Leis n.os 67/75, de 19 de fevereiro, 201/75, de 15 de abril, 261/75, de 27 de maio, 561/76, de 17 de julho, 605/76, de 24 de julho, 293/77, de 20 de julho, 496/77, de 25 de novembro, 200 -C/80, de 24 de junho, 236/80, de 18 de julho, 328/81, de 4 de dezembro, 262/83, de 16 de junho, 225/84, de 6 de julho, e 190/85, de 24 de junho, pela Lei n.º 46/85, de 20 de setembro, pelos Decretos -Leis n.os 381 -B/85, de 28 de setembro, e 379/86, de 11 de novembro, pela Lei n.º 24/89, de 1 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 321 -B/90, de 15 de outubro, 257/91, de 18 de julho, 423/91, de 30 de outubro, 185/93, de 22 de maio, 227/94, de 8 de setembro, 267/94, de 25 de outubro, e 163/95, de 13 de julho, pela Lei n.º 84/95, de 31 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 329 -A/95, de 12 de dezembro, 14/96, de 6 de março, 68/96, de 31 de maio, 35/97, de 31 de janeiro, e 120/98, de 8 de maio, pelas Leis n.os 21/98, de 12 de maio, e 47/98, de 10 de agosto, pelo Decreto -Lei n.º 343/98, de 6 de novembro, pelas Leis n.os 59/99, de 30 de junho, e 16/2001, de 22 de junho, pelos Decretos- -Leis n.os 272/2001, de 13 de outubro, 273/2001, de 13 de outubro, 323/2001, de 17 de dezembro, e 38/2003, de 8 de março, pela Lei n.º 31/2003, de 22 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 199/2003, de 10 de setembro, e 59/2004, de 19 de março, pela Lei n.º 6/2006, de 27 de fevereiro, pelo Decreto -Lei n.º 263 -A/2007, de 23 de julho, pela Lei n.º 40/2007, de 24 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 324/2007, de 28 de setembro, e 116/2008, de 4 de julho, pelas Leis n.os 61/2008, de 31 de outubro, e 14/2009, de 1 de abril, pelo Decreto -Lei n.º 100/2009, de 11 de maio, e pelas Leis n.os 29/2009, de 29 de junho, 103/2009, de 11 de setembro, 9/2010, de 31 de maio, 23/2010, de 30 de agosto, 24/2012, de 9 de julho, 31/2012 e 32/2012, de 14 de agosto, o Código do Registo Predial, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 224/84, de 6 de julho, e alterado pelos Decretos -Leis n.os 355/85, de 2 de setembro, 60/90, de 14 de fevereiro, 80/92, de 7 de maio, 30/93, de 12 de fevereiro, 255/93, de 15 de julho, 227/94, de 8 de setembro, 267/94, de 25 de outubro, 67/96, de 31 de maio, 375 -A/99, de 20 de setembro, 533/99, de 11 de dezembro, 273/2001, de 13 de outubro, 323/2001, de 17 de dezembro, 38/2003, de 8 de março, e 194/2003, de 23 de agosto, pela Lei n.º 6/2006, de 27 de fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 263 -A/2007, de 23 de julho, 34/2008, de 26 de fevereiro, 116/2008, de 4 de julho, e 122/2009, de 21 de maio, pela Lei n.º 29/2009, de 29 de junho, e pelos Decretos -Leis n.os 185/2009, de 12 de agosto, e 209/2012, de 19 de setembro, o Código do Registo Civil, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 131/95, de 6 de junho, com as alterações introduzidas pelos Decretos- -Leis n.os 36/97, de 31 de janeiro, 120/98, de 8 de maio, 375 -A/99, de 20 de setembro, 228/2001, de 20 de agosto, 273/2001, de 13 de outubro, 323/2001, de 17 de dezembro, 113/2002, de 20 de abril, 194/2003, de 23 de agosto, e 53/2004, de 18 de março, pela Lei n.º 29/2007, de 2 de agosto, pelo Decreto -Lei n.º 324/2007, de 28 de setembro, pela Lei n.º 61/2008, de 31 de outubro, pelos Decretos -Leis n.os 247 -B/2008, de 30 de dezembro, e 100/2009, de 11 de maio, pelas Leis n.os 29/2009, de 29 de junho, 103/2009, de 11 de setembro, e 7/2011, de 15 de março, e pelo Decreto -Lei n.º 209/2012, de 19 de setembro, e o Código de Processo Civil, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 44 129, de 28 de dezembro de 1961, e alterado pelo Decreto -Lei n.º 47 690, de 11 de maio de 1967, pela Lei n.º 2140, de 14 de março de 1969, pelo Decreto -Lei n.º 323/70, de 11 de julho, pelas Portarias n.os 642/73, de 27 de setembro, e 439/74, de 10 de julho, pelos Decretos -Leis n.os 261/75, de 27 de maio, 165/76, de 1 de março, 201/76, de 19 de março, 366/76, de 15 de maio, 605/76, de 24 de julho, 738/76, de 16 de outubro, 368/77, de 3 de setembro, e 533/77, de 30 de dezembro, pela Lei n.º 21/78, de 3 de maio, pelos Decretos -Leis n.os 513 -X/79, de 27 de dezembro, 207/80, de 1 de julho, 457/80, de 10 de outubro, 224/82, de 8 de junho, e 400/82, de 23 de setembro, pela Lei n.º 3/83, de 26 de fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 128/83, de 12 de março, 242/85, de 9 de julho, 381 -A/85, de 28 de setembro, e 177/86, de 2 de julho, pela Lei n.º 31/86, de 29 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 92/88, de 17 de março, 321 -B/90, de 15 de outubro, 211/91, de 14 de junho, 132/93, de 23 de abril, 227/94, de 8 de setembro, 39/95, de 15 de fevereiro, e 329 -A/95, de 12 de dezembro, pela Lei n.º 6/96, de 29 de fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 180/96, de 25 de setembro, 125/98, de 12 de maio, 269/98, de 1 de setembro, e 315/98, de 20 de outubro, pela Lei n.º 3/99, de 13 de janeiro, pelos Decretos -Leis n.os 375 -A/99, de 20 de setembro, e 183/2000, de 10 de agosto, pela Lei n.º 30 -D/2000, de 20 de dezembro, pelos Decretos -Leis n.os 272/2001, de 13 de outubro, e 323/2001, de 17 de dezembro, pela Lei n.º 13/2002, de 19 de fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 38/2003, de 8 de março, 199/2003, de 10 de setembro, 324/2003, de 27 de dezembro, e 53/2004, de 18 de março, pela Lei n.º 6/2006, de 27 de fevereiro, pelo Decreto -Lei n.º 76 -A/2006, de 29 de março, pelas Leis n.os 14/2006, de 26 de abril, e 53 -A/2006, de 29 de dezembro, pelos Decretos -Leis n.os 8/2007, de 17 de janeiro, 303/2007, de 24 de agosto, 34/2008, de 26 de fevereiro, e 116/2008, de 4 de julho, pelas Leis n.os 52/2008, de 28 de agosto, e 61/2008, de 31 de outubro, pelo Decreto -Lei n.º 226/2008, de 20 de novembro, pela Lei n.º 29/2009, de 29 de junho, pelos Decretos -Leis n.os 35/2010, de 15 de abril, e 52/2011, de 13 de abril, e pelas Leis n.os 63/2011, de 14 de dezembro, 31/2012, de 14 de agosto, e 60/2012, de 9 de novembro.»



uma psicose de Catarina Rocha Ferreira às 17:00
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Segunda-feira, 15 de Abril de 2013
Ouch!

Margarida Bon de Sousa sobre a Carta de Passos Coelho à Troika.
Frases que não estava à espera de ler:

 Uma incógnita: se se mantêm ou não as condições principescas de reforma atribuídas a alguns trabalhadores das carreiras especiais, incluindo os juízes do Tribunal Constitucional, os únicos que se podem aposentar aos 40 anos com 10 anos de serviço.

E no final:

Trabalhar no Estado compensa cada vez menos e quem não está preparado para se adaptar deve ponderar seriamente se esta não será a melhor altura para se ir embora. A partir de agora, é só a descer.

Fica a pergunta: o que é que a senhora jornalista anda a ler? Deve ser alguma coisa revolucionária para ter assim estes 2 desvios da doutrina habitual... Criticar assim um Órgão de Soberania, ainda por cima que acabou de tomar uma decisão em favor dos "trabalhadores"? Assumir o fracasso da luta de classes e da incapacidade da sua contínua força pela preservação dos "direitos" dos favorecidos, perdão dos trabalhadores da função pública? E a ortodoxia? E os seus princípios?

Quer dizer, um dia destes ainda vemos alguém a fazer as perguntas que ninguém faz quando alguém faz uma promessa em Portugal: Quanto Custa? e Quem paga?



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 17:29
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Sexta-feira, 12 de Abril de 2013
Mitos Mediáticos

 

Os 4 maiores mitos sobre o actual Governo, fomentados pela comunicação social em geral:

  • “E tudo o Gaspar levou” – Trata-se de um simples académico, sem noção da realidade do país, que aplica cortes cegos em todos os ministérios, simplesmente porque sim!
  • O 1º Ministro não passa de um garoto sem experiência, com um passado do qual se deve envergonhar visto ter iniciado o seu percurso na JSD – Grupo maléfico de jovens que ousam despender o seu tempo livre pela causa política (Estariam a contribuir muito mais para o país fumando uns charros nas discotecas).
  • Portugal era um país próspero, sem desemprego e com óptimas perspectivas de futuro até à entrada do actual governo.
  • Este Governo, só não renegoceia a dívida porque não quer! Não pagar a dívida é uma opção perfeitamente viável!


uma psicose de VilmaCR às 22:47
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Quinta-feira, 11 de Abril de 2013
Sobre a mundivisão de António Costa

António Costa fez estrago na última edição da Quadratura. António Costa é um político perigoso porque ao contrário de Sílvio Sócrates, Costa consegue fazer passar a mesma mensagem de forma mais subtil. Costa tem inteligência enquanto que Sócrates apenas tem lábia.


E qual é a mensagem? Que há uma conspiração contra Portugal da parte do mundo exterior que impede que os governos Socialistas direccionem o país na direcção certa.


 

 



Vamos então por partes:



1 - "A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir"


Isto é verdade. Mas vindo de António Costa não é inocente...


(Já por várias vezes eu aqui avisei que Portugal tem pouco a ver com o resto da Europa a nível estrutural, e portanto mantenho que a opção Europa sempre trará problemas tal como traz soluções. Como tal não vou ser eu a defender a UE. Este modelo era errado, porque há diferenças estruturais e culturais que favorecem mais a industrialização do norte que do sul)


1.1 - Sim, a Europa financiou uma reconversão da economia dos países do sul que para controlar preços frequentemente pagava para não se produzir. Mas o que Costa não diz é que a UE também pagou a modernização de grande parte dessa agricultura.


1.2 - A UE também protegeu a produção dos países do sul, ao impor tarifas a produtos agrícolas mais baratos do 3o mundo e impedindo a sua competitividade no mercado único.


1.3 - A UE até pagou fundos de coesão aos países do sul, e fez tudo isto com a convicção de que o sul - desde que ajudado o suficiente - conseguiria atingir os níveis de desenvolvimento do norte.


1.4 - Mas este é o mesmo Costa que defende 'mais Europa' e que esteve nos governos que tomaram essas mesmas opções. Das duas uma: ou ele e o PS são hipócritas ou então sempre defenderam as políticas certas mas não foram capazes de as implementar contra o peso da influencia do norte; por conseguinte isto não é tão pouco, alternativa pois quem nos garante que se o PS ou Costa voltarem ao governo serão - desta vez - capazes de fazer seja o que for?



 

 

2 - "esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável"

 

Não só não é nenhuma mentira como o PS é o melhor exemplo de despesismo consumista baseado em dívida.


2.1 - Ninguém obrigou Portugal a gastar como gastou em infra-estruturas sem plano estratégico de desenvolvimento. Expo98s, Euro2004s, auto-estradas paralelas, TGVs, cheques bébé assim como educação e saúde gratuitas, tudo isto foram escolhas nossas e não dos nossos parceiros da UE.


2.2 - E o erro não foi apenas dos governos mas também da população, a qual fez uma escolha muito clara quando elegeu a banha da cobra socratista em detrimento da responsabilidade do PSD de Manuela Ferreira Leite em 2009. A mesma população que elegeu e reelegeu Valentim Loureiro, Alberto João Jardim e demais pandilhas.

A partir daqui meus amigos, há que arcar  com as consequencias dos nossos actos.


2.3 - Os Portugueses e apenas os Portugueses decidiram aumentar o seu consumo não obstante a estagnação económica. Mais ninguém.





3 - "acho que devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos portugueses"



3.1 - As lideranças do norte também fizeram escolhas sensatas em prol do interesse nacional que as lideranças do sul não fizeram como bem explica o Guilherme.





4 - "foi um erro do conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar!"

 

Aqui começa em pleno a argumentação populista e berrantemente falaciosa de Costa.


4.1 - Portugal e a Europa no geral não sofreram porque decidiram liberalizar-se mas sim porque a Europa foi sobre-regulada. Os países nórdicos e a Alemanha estão habituados a produzir num ambiente sobre-regulado que também lhes garante produtos mais fiáveis. Nos países do sul a sobre-regulação - desvantagem competitiva do norte, exportada para o sul através da integração Europeia - destrói a indústria residual.

Ao contrario de outros acordos de liberalização económica, a UE não elimina apenas as tarifas mas impõe também padrões de eficiência e qualidade que apenas os países mais industrializados conseguem atingir. Assim, mesmo que acreditemos na mensagem de Adam Smith de que cada região se tem de especializar, nem isso foi atingido pois o plano Europeu era igualizar todos os países em termos de produção. Por conseguinte, ao contrario da NAFTA ou da ASEAN, aonde o comércio é livre e cada país consegue competir com as suas vantagens comparativas - sejam estas preços ou qualidade - na UE a intenção universalista de aplicar o modelo nórdico de eficiência a toda a Europa, acaba por condenar a própria Europa a um modelo de fracasso.


4.2 - Portugal e a Europa no geral não sofreram porque decidiram liberalizar-se mas sim porque a globalização libertou mercados que agora podiam competir connosco.


A vontade dos governos Europeus sempre foi garantir pleno emprego mas isto foi-lhes negado pela realidade das descolonizações e da derrota da URSS e do bloco socialista. O fim dos impérios coloniais - defendido com unhas e dentes pela esquerda e simbolizado em Portugal pelo abandono das colónias em 1975 e a celebre ordem de Mário Soares para se atirar os 'brancos' das colónias aos tubarões - ditou que a economia destes países estaria ela também e a partir de agora, em competição com o mercado Europeu.


Mesmo que os governos Europeus não tivessem liberalizado a economia, o que não foi completamente o caso, os mercados emergentes teriam sempre tido uma vantagem em comparação com a Europa. Mesmo que as empresas Europeias não tivessem ido para leste, o leste teria vindo para ocidente. A partir do momento em que se defende o fim do imperialismo, defende-se também o fim do nosso controlo sobre o mundo e isso, por mais que a esquerda esperneie, foi detrimental para os nossos interesses...




5 - "Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável"


5.1 - Claro que não. Por isso é que Costa defende mais governo e mais regulação. Porque isso sim fará com que a nossa economia seja mais competitiva... - assim retirando a vantagem competitiva dos nossos salários baixos e fornecendo mais achas para a fogueira da corrupção de que ele se queixa. Pondo mais dinheiro nas mãos do governo falhou antes e levou a corrupção, por isso façamos o mesmo outra vez...




6 - "Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma"


6.1 - Mas quem é ele para se armar em autoridade moral?!!! Mas nao fez ele parte de vários governos que resultaram nisto?

E mesmo que ele - a mesma pessoa que fez a defesa semanal de José Sócrates - seja diferente de todos os outros políticos, que tem o PS proposto para acabar com esta cultura? Porque afinal quem defende que despesismo estatal retira países de crises financeiras são os filósofos da esquerda...


6.2 - Mais grave é o que está implícito em declarações destas: que o povinho não tem culpa nenhuma e que deve portanto continuar a ser desresponsabilizado. Responsabilidade individual? Inexistente. O que sim é importante é o comportamento das elites, as mesmas elites estado-sanguesugo-dependentes que o PS e a esquerda criam ao expandirem o controlo do estado sobre a economia.

É assim que a esquerda quer levar Portugal para o futuro: Não incutindo o mínimo sentido de responsabilidade na população. Para quem defende a educação como veículo para a prosperidade, a esquerda é bem hipócrita naquilo que entende como maturidade cívica.





7 - "os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas pública"


7.1 - É a desresponsabilização completa. O país está como está porque conspiraram contra ele. O comportamento das massas em nada contribuiu para isso. Logo, os Portugueses devem poder reclamar ainda mais 'direitos' e mais despesismo estatal. Seguramente isso trará bons resultados porque afinal foi o que andámos a fazer nas últimas décadas e resultou tão bem...





8 - "Devemos antes exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam"


8.1 - Ou seja, os salários dos políticos devem ser cortados e as grandes fortunas taxadas até ao limite. Isto é óptimo: vai ser mesmo assim que se vai conseguir re-atrair investimento estrangeiro - do qual um país periférico necessita - e vai ser mesmo assim que se vai atrair talento para a função pública. Porque realmente, são os salários dos políticos que arruínam o país. Os 80% do orçamento de estado que é gasto na saúde, educação e segurança social, assim como nos juros dos empréstimos que contraímos para sustentar estes programas, isso não interessa nada nem tem nenhum efeito, mesmo com uma população em diminuição.


Afinal, Costa acha que o milagre e bem fácil pois "Há que renegociar as parcerias público--privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos". Pois é. Se ao menos tivéssemos tido um governo socialista durante as últimas décadas com Costa como Ministro...


8.2 - Como eu já antes avisei, esta é a nova utopia da esquerda: que se pode acabar com a corrupção e ser-se eficaz com os gastos ao ponto de sustentar um sistema que nunca antes foi sustentável - e que agora ameaça o estado Português com a ruína. Mas os cidadãos com empregos de classe média baixa, devem ter as regalias dos povos com uma maioria de empregos de classe média alta, mesmo que sejam os outros países a pagarem os nossos 'direitos'...


Porque ao defender a 'renegociação' da dívida sem penalizar os cidadãos, é precisamente isto que Costa quer. Se ao menos nós Portugueses pudessemos culpar os Alemaes pelos danos infligidos pela 2a Guerra Mundial. Infelizmente, ao contrário dos Gregos, nem este bode expiatório temos... que maçada...




9 - "Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção"


9.1 - Coitadinhos dos cidadãos, que apenas gastaram o que não tinham no banco. Os mauzões dos políticos é que vão ter que sofrer. Afinal acabar com a corrupção - fenómeno cultural e endémico a culturas mediterrânicas - é tão fácil como acabar com o crime. Francamente porque é que nunca ninguém se lembrou de fazer isto?...





9.2 - O problema é que não é direito se não se pode concretizar. Podemos dizer que é um ideal ao qual aspiramos mas não é um direito.

Como sempre, a esquerda nada tem a oferecer senao sonhos e utopias. E quando estas bolhas se rompem, há que inventar bolhas ainda maiores porque as pequenas ja não enganam ninguém.


Esta é a esquerda do poker: quando não se tem trunfos, faz-se bluff...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 14:12
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Terça-feira, 9 de Abril de 2013
Duplamente a Propósito


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 09:33
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A visita

 

Mais uma vez hoje, a CGTP mostrou a sua responsabilidade perante os desafios nacionais ao incentivar a que o povo saia a rua aquando da visita extraordinária da troika.

 

Não compreendo qual a posição de Arménio Carlos. Piorar o estado do país? Levar a que Portugal tenha que recorrer ao segundo resgate?

 

É lamentável ver as forças da esquerda unidas para derrubar este governo, sem pensar no bem do país. É triste ver os sindicatos instrumentalizados pelas forças políticas.

 

Há dias ouvi António José Seguro, a suposta alternativa ao governo, dizer o seguinte:

Sic Notícias:" Como é que se vais substituir este 1200 Milhões de Euros?"

AJS " Quem criou o problema, que o resolva".

 

António José (pouco) Seguro, está diferente desde a chegada de José Sócrates. Até já pede que ele venha resolver o problema que criou, sempre apoiado pelo Partido Socialista.

 

Se isto fosse um acidente, poderíamos pelo menos dizer: "O seguro paga".



uma psicose de Pedro Miguel Carvalho às 01:23
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Segunda-feira, 8 de Abril de 2013
Margareth Thatcher: The death of a Lady
Estive pelo menos 5 minutos a olhar para este espaço em branco, indecisa sobre o que deveria escrever numa análise à mítica figura da Dama de Ferro, que hoje partiu deste mundo.

De todas as lideres políticas que me inspiram, Thatcher era, sem duvida, a mais admirada. Não só pelo seu pulso, mas também pelos seus ideais políticos. 

Pertenceu a uma geração de grandes mulheres, que contra o preconceito e a tradição, sopraram ventos da mudança ao tomarem as rédeas não de uma Familia ou uma empresa, mas de uma nação. Foi forte e persistente, mesmo quando não era popular. Thatcher foi admirável, pelo menos, para mim.

Nascida em 1925, filha de merceeiros, é relativamente fácil perceber como o ambiente em que cresce - no qual o mérito, o trabalho, é a única fonte de proveitos - a influencia politicamente. 

Eleita deputada em '59, é convidada para a pasta da Educação em '70 após a vitória de Edward Heath, que eventualmente vem a desafiar internamente, levando-a à liderança em '75 do Partido Conservador, destaque nunca antes desempenhado por uma mulher. 


“O Socialismo não funciona”

É através desta premissa, que em 1979 vence as eleições e se torna na primeira mulher a desempenhar o cargo de Primeira-ministra daquele que era apontado como o "país doente da Europa". Foi, salvo erro, o mandato mais longo de um PM no Reino Unido.

Convicta que fora eleita para servir o seu país, começou o seu primeiro mandato com a árdua tarefa de contornar o declínio económico que assolava a Nação desde o desmembramento do Império Britânico pós-guerra. 

Com o propósito de reduzir a inflação, opta por medidas fiscais mais indirectas, como o aumento da taxa sobre o valor acrescentado e outros mecanismos para regular a inflação, a par da injecção de moeda. 

Faz frente ao IRA, defendendo a soberania do Reino Unido sobre o território da Irlanda do Norte; não conseguindo, no entanto, evitar um aumento substancial da taxa de desemprego, derivada maioritariamente da indústria, que ainda não se encontrava adaptada à redução na procura. 

Esta última questão, leva a que os apoiantes do seu antecessor peçam a sua cabeça, mas Thatcher aguenta-se; não sem um pouco de auxílio do seu Ministro William Whitelaw. 

E segundo documentos encontrados recentemente, do ponto de vista da sustentabilidade do Estado Social, Thatcher queria ser ainda mais radical do que foi: possivelmente pondo fim até ao Serviço Nacional de Saúde. 

As Falkland (Malvinas) e a reeleição 

A 2 de Abril de 82, uma junta militar Argentina invade as ilhas e outra província Britânica, cujo território a Argentina desde o séc. XIX reclama como seu. Reagindo de imediato, Thatcher envia tropas com o intuito de resolver o conflito por via diplomática, ou caso esta falhasse, com a expulsão dos invasores. O conflito escala mas a operação leva Argentina a render-se a 14 de Junho. 

A estabilização do sector económico e o sucesso da operação nas Falkland, vale-lhe a reeleição em 83. 

Destaca-se neste período a implementação de medidas que reduzissem o poder dos sindicatos, a tentativa de homicídio levada a cabo por uma célula derivada do IRA e um acordo com a República da Irlanda. 

Mas o legado, para mim, será o do caminho através das privatizações, empreendedorismo e liberalização do mercado. 

Éi uma das maiores aliadas de Reagan, numa política arriscada, de pulso forte face aos Russos na Guerra Fria. Mas não é nada de espantoso, analisando o seu carisma. 

O Braço de ferro com a CEE e a transformação em persona-non-grata

Por esta altura, "Maggie" já tem um catálogo fascinante de inimigos. Os russos, a Igreja (que lhe valeu a primeira derrota legislativa no Parlamento quando impediu que o comercio pudesse estar aberto aos Domingos), os Argentinos, os irlandeses, os sindicalistas, etecetera. Mas como se não chegasse, decide puxar as orelhas à CEE afirmando, que o Reino Unido dá mais à Comunidade, do que o que recebe.

Com a inflação a diminuir drasticamente, a produção a atingir níveis satisfatórios e o desemprego a afectar cada vez menos a população, Thatcher usa o seu sucesso como lema de campanha nas eleições de 87. 

Mas o sucesso económico orçamental de Nigel Lawson, em 87 está prestes a desabar. O Reino Unido tinha deixado de ser uma nação tão industrial, existindo um mar de oportunidades de emprego no sector de serviços. Mas Lawson não consegue equilibrar o boom que criou e a recessão acaba por bater à porta com a contracção na Economia no ano 1990.

O insucesso da sua política fiscal e económica no combate à inflação, que quase atinge os mesmos valores na sua saída, de quando entra, aliado a uma taxa "por cabeça" ao invés de se basear no rendimento, leva a um declínio abismal na sua popularidade.

No fim, não são os inimigos de "Maggie" que a levam a partir. São os amigos.
Quando em 1990, o seu opositor interno lhe tira a legitimidade e até o seu maior aliado abandona a pasta, Thatcher pede a demissão. 


Hoje, a mulher que andou de mão dada com Reagan e deitou a língua de fora aos russos; que fez frente aos sindicatos; pôs em causa o Welfare; sobreviveu a um atentado de bomba; deu uma coça aos argentinos; e repudiou uma Europa federal faleceu com 87 anos. 

* Desculpem qualquer erro, que isto de escrever com febre e com base numa Bio em inglês dificulta a precisão :)

uma psicose de Essi Silva às 15:51
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Vital Moreira sobre a decisão do Tribunal Constitucional

"Equiparação":

Se os funcionários públicos, especialmente os que dispõem de rendimentos mais altos, não podem ser chamados a contribuir mais para as finanças públicas em épocas de crise do que os que têm rendimentos privados, apesar das condições mais favoráveis de que beneficiam, então a consequência deveria ser levar a sério a equiparação para todos os efeitos, incluindo em matéria de remunerações, de tempo de trabalho semanal e, sobretudo, de despedimentos individuais e coletivos. 
É essa a "moral" profunda do acórdão do TC. Não se pode pretender igualdade com o setor privado só quando isso convém.

 

"2 Equívocos":

1. Só se pode comparar o que é comparável – o que não é o caso dos rendimentos pagos pelo Estado e dos rendimentos privados. Os primeiros são em geral fixados unilateralmente pelo próprio Estado, por via de lei ou por ato ou contrato administrativo com base na lei; os segundos decorrem de relações jurídico-privadas (propriedade, heranças, contratos, etc.). Os primeiros geram despesa pública e pesam directamente no orçamento; os segundos, não. 
Julgo que ninguém negará que o Estado tem o direito soberano de, pelo menos em situações excepcionais e a título transitório, reduzir os rendimentos que dele dependem – por se tratar de relações administrativas --, especialmente por razões imperativas de disciplina orçamental, desde que de forma equitativa dentro do universo do sector público. A Constituição não garante a intocabilidade do nível de remunerações públicas nem das pensões. Trata-se de um ónus de quem está ao serviço do Estado e de quem beneficia das respectivas vantagens, em comparação com o sector privado (e não são poucas, ponto essencial que o Tribunal Constitucional convenientemente descartou).
Mas defender que o Estado só o pode fazer se não causar uma “desigualdade excessiva” em relação aos rendimentos do sector privado não se limita a reduzir a nada aquele poder do Estado, é também uma petição de princípio –, é comparar coisas insusceptíveis de comparação. Parafraseando um conceito do direito da concorrência, são diferentes “mercados relevantes”. Por um lado, o Estado só pode atingir os rendimentos privados por via da receita (impostos), não por via da corte na despesa (como o Orçamento estabelecia para o setor público); por outro lado, o Estado não pode tributar separadamente o sector privado (pois, isso sim, seria violar o princípio da igualdade).
É por isto que, na minha opinião, a decisão do Tribunal Constitucional sobre o orçamento assenta num equívoco de base. Tal como a do ano passado.

2. Além disso, mesmo que se aceitasse a injustificada equiparabilidade por que o Tribunal optou, então deveria entrar em conta com todos os factores relevantes. Ora, quem é mais afectado no seu rendimento pela crise não são os funcionários e pensionistas (mesmo com os cortes de que o Tribunal resolveu generosamente isentá-los) mas sim os trabalhadores do sector privado, que pagam a pesada factura do desemprego maciço, combinado com a redução do valor e da duração do subsídio de desemprego) e com a baixa generalizada de remunerações que o mercado de trabalho impõe. 
Não são só os funcionários e pensionistas que sofrem cortes no seu rendimento. Contudo, o Tribunal não deu o devido relevo a estas situações, tornando a comparação uma ficção. 
Um segundo equívoco.

 

Podem ler aqui os restantes artigos de Vital Moreira.

Ainda há uma esquerda lúcida e razoável.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 15:31
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13/10/1925 | 8/04/2013

A ex-premiê britânica Margaret Thatcher acena da entrada de sua casa em 2010

 

Não poderia deixar passar esta notícia em claro.

 

Morreu, aos 87 anos de idade, a mulher que sem lei da paridade, por mérito próprio ficou conhecida como a Dama de Ferro.

 

Descanse em Paz.

 



uma psicose de Pedro Miguel Carvalho às 14:10
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Sábado, 6 de Abril de 2013
Nascido

Porque o Senhor Disse

E a Palavra fez-se Carne

Pois a Sua Vontade é Suprema

Louvado Seja o Senhor

 

A Carne fez tremer os céus e a Terra

E a Estrela criada Ficou como Sinal para Sempre

A Verdade possuiu a Terra

Para que jamais Alguém Duvidasse

 

Nas portas do Seu Nascimento

A Promessa cumpriu-se e Vieram Aqueles Admirar o Que ainda Estava para Salvar

Os Anjos Voaram nesse dia

Derramando Lágrimas de Alegria

E na Escuridão da noite do nascimento

A Luz Entrou na Terra

Para se dar o seu cumprimento

 

O Menino há-de ter chorado

Porque do sofrimento Veio à Carne

De quem Via, intervinha, mas era Frustrado

Porque o Povo era perseguido ou Porque Ele não era escutado

À Verdade erguida no Ceptro

Trouxeram Louvores e mirra

E Tudo Foi Escrito Porque o Senhor Fez

 

O Menino Estava Ungido

Ainda antes de Nascer

A sua Natureza Era de Deus

 

As Trevas enfureceram-se nesse Dia

Mas não conseguiam Ver a Luz

Mandaram o Homem eliminar Todos os meninos junto da Estrela

O H(h)omem corrompido pela soberba, a gula e o poder

Desembainhou a Espada contra o seu próprio povo

E nada o fez Deter

Na morte e sangue derramado as Trevas gritaram e urraram

Mas todos Eles haverão de ter Sido abençoados

Porque pequeninos foram sacrificados pelo Filho do Senhor

Os Anjos hão-de-os ter Levado à Presença do Senhor

 

Mas a Palavra fez-se Carne

Tudo estava selado

As Trevas nada puderam e nem a morte Dele preveniram

Porque tamanha era a sua sede de dominar

Que quiseram a Luz longe da Terra

Mas nesse Dia perderam A Terra e o Mundo

Porque Ele É o Verdadeiro Deus

O Seu poder maligno é efémero

E Tudo terminará Breve

Porque a Terra é antiga, mas apenas no Tempo dos homens

Tudo porque o Senhor Disse

E a Palavra se Fez Verbo

 

Sofreu no Corpo Abençoado

Mas Muito Mais na Sua Alma

Porque Deu-se em Carne, mostrou-se em Palavras e Actos

E mesmo assim o Condenaram

Tudo foi predito assim, porque o mal era muito

E Só o Sangue e o Corpo Lavariam a Face da Terra

O Esteiro foi aberto

 A Palavra esclarecida, proclamada e difundida

E na Rocha se Tornou alicerce

Tudo porque o Senhor Disse

 

(p.s. um post de Páscoa)



uma psicose de Hugo Carneiro às 18:41
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Holanda aprova… Associação de Pedófilos

É a evolução natural da forma de pensar que já nos tinha trazido “Abortos Pós-Natal” e que considera as palavras “Pai” e “Mãe” inaceitáveis.

 

Mas agora vejo esta no DN:
Tribunal considera ilegal proibir associação de Pedófilos
(depois de há uns meses…)

 

Devo ser eu que sou “retrógrado”. Ou então como também já disseram aqui “estou ao serviço da Opus Dei”. Meus caros, para mim há uma diferença entre “Europa inclusiva” – com a qual eu concordo – e isto. Se é para não termos valores…

 

Interrogo-me o que dirão os xuxas de serviço sobre esta questão. Serão suficientemente modernos para deixarem os seus filhos serem abusados por pedófilos? Ou pensarão um bocado no caminho que isto está a levar e condenarão esta opção, pensando em algumas que tomaram no passado recente. Não sei, mas vou ler os comentários amanhã e tirar as minhas conclusões.


Leitura adicionalDia do Orgulho PedófiloPedófilos são Inválidos na GréciaPornografia infantil para satisfazer Pedófilos na Holanda, Notícia actual no ABC.es/tradução.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 13:16
editado por Guilherme Diaz-Bérrio em 06/06/2013 às 17:26
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Sexta-feira, 5 de Abril de 2013
Tribunais - II
Supostamente o Tribunal Constitucional serve para fiscalizar a aplicação da Lei máxima no nosso país, a que carinhosamente chamam de Constituição.

No entanto, o TC, composto por juízes eleitos pela AR e outros cooptados - tipo captação - parece defender mais uma lei, que o futuro sustentável de um país.

Do ponto de vista formal, não acho transparente, democrático ou objectivo, a composição do Tribunal Constitucional partir de:
a) eleição de 10 juizes pela AR
b) Cooptação dos restantes 3 pelos anteriores
c) só seis deles (em 13) devem ser magistrados, podendo os demais ser juristas

Ou seja, os partidos decidem quem lhes dá mais jeito que se vá passear pelo TC. E os que são escolhidos seleccionam outros amigos para lhes fazerem companhia.
Para além disso, só seis destes deverão ser magistrados, podendo os demais nunca ter passado pela experiência de julgar.

Na vertente material, acho uma pouca vergonha que tipos que - salvo erro - não abdicaram dos seus subsídios (segundo o art. 2º-2 do Estatuto Remuneratório dos Titulares de Cargos Políticos) venham com um ar moralista defender com unhas e dentes subsídios dos outros, nomeadamente dos seus amiguinhos, pondo em causa a sustentabilidade de uma geração futura.

Sim, é que para tapar aquela cratera de receita que o Governo acabou de perder, o mais provável é subirem os impostos. E eu não tenho uma reforma de 4000€ para poder pagar mais impostos.

Portanto acabem com o Tribunal Constitucional e já agora renovem o Estatuto Remuneratório dos Políticos, que aquilo é uma vergonha.

Ah sim, e para aqueles que defendem que a CRP tem de ser respeitada até ser reformada - o que é urgente, de modo a adequar os direitos e deveres à realidade - eu sei que a vigência da lei é tratada no Código Civil, que é usado analogamente, mas será que se tem de aplicar uma disposição legal que coloca em risco o futuro de várias gerações?

uma psicose de Essi Silva às 22:07
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Tribunais - I
Bem sei que estou a correr o risco de uma expulsão ou pelo menos de uma carga de pancada, mas devo admitir que foi com algum prazer que soube hoje que um Tribunal Cível de Lisboa tinha rejeitado o recurso de Fernando Seara.

Não é que desgoste particularmente deste, até acho que é um bom candidato.
Mas estou mais que cansada das brincadeiras e dos braços de ferro do PSD, em especial pelos lados de Lisboa.

É que existia o risco das candidaturas de Seara, Menezes, Costa e afins, serem impedidas pelos órgãos judiciais. E o partido fez zero, para precaver uma solução atempada do problema. Esta teimosia de interpretar a lei conforme o que dá jeito a um partido ou a outro, ia dar problema.

A lei impede que se apresentem candidaturas, após três mandatos autárquicos. Para quê tentar dar a volta à lei, com interpretações restritivas e extensivas? Só fica mal.

Mas não é só o braço de ferro com a lei que impressiona negativamente. É também a imposição de determinados candidatos devido a negociatas e caciquismos, que arriscam ainda mais levarmos uma derrota soberba ao nível autárquico.

E já agora, porque raios é que andaram a interpor recursos país fora, nomeadamente em Tavira? Que teimosia! Que gasto de recursos!

E se Seara, Menezes (o tal que segundo ouvi dizer andou a confortar os militantes com mensagens de distanciamento da situação de Seara - a lei por ventura terá uma aplicação limitada ao território de Lisboa?) e Costa não se puderem mesmo candidatar? Quem os substituirá na corrida? Haverá tempo? Ou vamos pelo método "fazer agora, pensar nas consequências depois?"

Enfim.

uma psicose de Essi Silva às 20:55
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Anti-Empreendedorismo - A nova seita

 

É incrível o gozo que a maioria dos portugueses têm em humilhar e derrubar um qualquer bode expiatório.

Acabado de sair Miguel Relvas, colocam Miguel Gonçalves no centro do palco.  Anunciado há já uns anos como impulsionador do empreendendorismo, nunca como hoje os portugueses pesquisaram minuciosamente a sua vida... O seu discurso.

Objectivo: Apanhar todas a falhas, gafes, erros.

 

Desviar a atenção de nós mesmos e culpabilizar alguém pelos nossos insucessos é terapia básica de desculpabilização.

Alvo a atacar: Empreendedorismo

O empreendedorismo causa urticária aos críticos de sofá. Estão tão preocupados com a suposta “doutrinação” dos supraditos, que acabaram estes próprios (os críticos de sofá) por dar origem a uma enorme seita: “O Anti-empreendendorismo”.

 

Estamos cheios de críticos que “palavram mas não lavra” (Elanklever).



uma psicose de VilmaCR às 20:14
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11 anos depois...Prisão
Remonta a 2002 a primeira entrevista relativa ao Processo Casa Pia. 8 anos depois, lia-se o acórdão que culminava com penas de prisão para a maior parte dos arguidos do processo.

Como se o desenrolar do processo não tivesse sido suficientemente moroso, perpetuando o trauma que as vitimas já sentiam, (SÓ) hoje foram aplicadas as penas e detidos os condenados.

Mais vale tarde do que nunca, bem sei. Mas era preciso demorar tanto tempo a fazer-se -o mínimo de- Justiça?

uma psicose de Essi Silva às 00:26
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Quinta-feira, 4 de Abril de 2013
Adeus Relvas
Até nunca!

(e espero que o sucessor seja licenciado a sério!)

uma psicose de Essi Silva às 18:35
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Terça-feira, 2 de Abril de 2013
Português sobe lupa!

Governo aperta regras de acesso à nacionalidade portuguesa.

 

Ter mais de 18 anos e frequentar a disciplina de Português numa escola pública, será agora obrigatório.

 

Parece-me bem.



uma psicose de VilmaCR às 03:02
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Segunda-feira, 1 de Abril de 2013
A narrativa de 1 de Abril

 

Hoje, dia 1 de Abril, convencionado como dia das mentiras, lembrei-me de uma campanha da JSD.

 

Como seria a narrativa de José Sócrates hoje?

Como desmistificaria o "embuste"?

Diria a verdade?

Traria novos números?



uma psicose de Pedro Miguel Carvalho às 00:54
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