Quinta-feira, 28 de Março de 2013
1995

É a resposta aqueles que perguntam: 'Quando foi que optámos pelo mau caminho?'.

 

Quando o PS assumiu o poder em 1995, o destino do país ficou selado. Demorou mais de uma década mas as consequências acabaram por se fazer sentir.

95 é o ano da mudança pelas seguintes razões:

 

- até a meio da década de 90, a economia Portuguesa estava em crescimento. A partir daqui estagnou. Isto não foi culpa directa do Partido Socialista, claro está mas antes uma consequência do fim da deslocalização e IDE Europeu para Portugal, o qual parou com a abertura dos mercados asiático e do leste Europeu;

 

- até aos anos 90, Portugal, apesar de fortemente esquerdista, estava sob pressão para ser responsável com a sua política fiscal, devido à pressão do FMI e da adesão às Comunidades Europeias. Depois da plena adesão, foi o que foi... ;

 

- até aos anos 90, o Bloco Socialista representava um ideal ao qual a esquerda internacional aspirava. Com o colapso do muro de Berlim e da URSS, a esquerda perdeu a sua ideologia e viu-se forçada a adoptar soluções mais populistas e eleitoralistas, o que deu origem à 3ª via e à política da bugiganga que levou os sucessivos governos a gastarem para consumo e em falsos investimentos como as auto-estradas e sistema de saúde;

 

- até aos anos 90, Portugal tinha a sua própria moeda mas foi nos anos 90 que aderimos ao sistemo monetário Europeu e ao que viria a ser o €uro. Depois disso foi o descalabro total nomeadamente com Portugal fazendo uso da reputação do marco alemão - da qual o euro gozava - para se endividar nos mercados internacionais.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 19:45
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Hasta siempre democracia!

Texto da minha amiga Elisabete Coutinho após mais uma visita à família na Venezuela:


A esquerda internacional enche a boca com as glórias da suposta «divisão igualitária de fortuna» que aconteceu na Venezuela chavista e odes ao morto que mal conhecem. Não sei que Venezuela visitaram. Ou melhor, visitaram a Venezuela como visitaram a Rússia comunista, a Cuba castrista e a China maoista: pelos manuais da propaganda quase alucinogénica que ainda circulam, a tentar vender aos ainda crentes no Estado intervencionista que o de cada um devia passar a ser de todos e que os paraísos terrenos são estes poços fundos do reconhecimento do esforço pessoal, onde o de muitos se converte em quase nada.

A Venezuela onde passei um mês, mais do que uma crise económica, sofre uma profunda crise social. Há petróleo a rodos, a cerveja é quase dada, a comida local abunda, há uma atividade comercial próspera, há centros comerciais onde avidamente se gastam os dólares levantados do cartão de crédito, como se a América fosse a miragem de todas as liberdades e glórias do bem-estar, e o dólar o colírio para todas as dores políticas.

A Venezuela que vi não tem conforto, não conhece o bem-estar, esqueceu a tranquilidade, sabe que o dia pode acabar com um tiro a entrar pela janela do carro ou com um familiar raptado numa estação de gasolina, e reclama, reclama, reclama, sonhando com saltar as fronteiras rumo a qualquer lado longe dali, com a cor política a dividir famílias e a matar amizades num povo tradicionalmente ameno de caráter.
Hugo Chavez minou a juventude venezuelana com a mesma arrogância que sempre o caracterizou; a educação oscila entre a verdade propagandista e a impossibilidade de uma discussão saudável e divergente com esta segunda geração nascida no chavismo, que se esquece que essa América sonhada admite que eu pense branco, e tu penses vermelho, e continuemos a sentar-nos à frente de uma pizza. Pintam-se de americanos com gorros de beisebol, com t-shirts dos Yankees, sonham com Blackberries e MacDonald’s, mas copiam o Grande Líder na forma como se expressam.

O venezuelano divide-se entre o trabalhador, sofrido, esforçado, esse que sobe os Andes com o gado ou a venda, o que está nas listas negras do chavismo e impedido de prestar qualquer serviço ao Estado, e o ressabiado social, a quem disseram que podia matar e roubar para se vingar das desigualdades do passado, e a quem a justiça vai fechando os olhos, e a política e o exército vão dando cargos. O mesmo que veste de vermelho as praças porque se sentiu protegido desde o início por este regime que agora ganha contornos de divino, e alimenta a crendice e a “santería” que se faz ver em encruzilhadas, nas atrozes estradas andinas, nas montanhas místicas onde supostamente guerreiros índios encarnaram santos que os fizeram liquidar o ocupador europeu.

O ocupador europeu, esse grande inimigo, sendo que todos querem ser mais brancos, mais europeus, mais ocidentalizados e menos venezuelanos, como se o tribalismo, os traços índios e até a própria identidade cultural venezuelana fossem uma vergonha. E Chavez representa a profunda vergonha que há nessa história que, gostem ou não, é a de um país feito de mestiçagem e escravatura. Contudo, estampa-se esse misticismo interesseiro nas notas que servem de moeda, onde apenas está permitido o imaginário do regime, composto por uma mistura de santos populares, heróis chavistas e o reencarnado Bolívar, agora menos europeu, mais escuro, mais revoltado e mais corrupto. Contraditório? É preciso visitar a Venezuela atual para perceber o significado de contradição, que ali é elevado a um ponto desconcertante.

Irónico país, o de Chavez, onde campos férteis e parques industriais nos remetem aos planos quinquenais soviéticos, onde as estradas se entopem durante horas de camiões que freneticamente nos fazem ver o consumo elevado ao extremo de tudo e mais alguma coisa, mas onde a sociedade tem feridas profundas que dificilmente se poderão curar. Como europeia, chocou-me profundamente aqueles momentos em que, no rádio e na televisão, esta voz autoritária e insolente se fazia ouvir e, mesmo para aqueles que a desligavam, se impunha em altifalantes pelas ruas.

A Venezuela não tem alternativa política. É um país condenado ao messianismo, ao endeusamento do ditador, que aumentará as fileiras de santos populares a quem se rogam mil pedidos, como o Che cubano passou de assassino impiedoso a San Ernesto de la Higuera. Com a sua morte precoce, Chavez cumpriu a sua missão: passou à história, a uma história que o vai dourar com a aura do grande líder progressista e justo, tão longe daquilo que foi realmente. Outro virá, a continuação de Deus, deste Deus implacável que ensombrará a Venezuela num destino pintado de vermelho por muitos anos e que começa a manifestar-se na mão ainda mais pesada e corrupta do presidente Maduro, fiel discípulo da escola castrista.

 



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 15:59
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Segunda-feira, 25 de Março de 2013
Sócrates na RTP

Limites

O meu artigo de hoje no Diário Económico:

Há umas semanas discutia-se no Parlamento a programação da RTP e se deveria voltar a esta o TV Rural. Na altura critiquei que no órgão legislativo se discutisse uma decisão interna de um canal de televisão, ainda que estatal.

Utilizando o mesmíssimo critério, não assinei a petição que pede agora que o parlamento se pronuncie sobre a inclusão de um qualquer comentador na programação desse mesmo canal.

Mas isso não me impede de fazer um apelo aos responsáveis da RTP: tenham noção dos limites e revertam o convite. Porque a confirmar-se a entrada de Sócrates para a grelha da RTP, surge a dúvida: o que é que alguém tem que fazer para ser excluído de uma lista de possíveis comentadores da RTP? Aparentemente, levar o País à bancarrota, provocar centenas de milhares de despedimentos e outras centenas de milhares de emigrações de jovens qualificados, e fazer a economia perder uma década de crescimento e, com o saldo que deixou, talvez uma segunda, não é suficiente.

Nos dias de hoje, a cultura da meritocracia está fora de moda. Os heróis da juventude são pessoas de ascensão rápida e não os industriosos de outrora. A contratação de Sócrates pela empresa tutelada por Relvas leva este desvio para um nível completamente estratosférico: não há limites. Pode-se cometer a pior atrocidade que, depois de uma reforma dourada, só possível devido às tais atrocidades, haverá sempre alguém para ajudar a branquear a situação. Indústria, honestidade, fortaleza e sapiência ficam definitivamente 'démodé'.

No actual xadrez político, Seguro perderá, pois terá concorrência forte na venda de ilusões e a ‘entourage' de Sócrates terá nova força no PS - só assim se justifica a inversão de Seguro sobre a Moção de Censura em 5 dias. Inicialmente, tais movimentações no PS darão força a Passos Coelho, mas com o tempo este será obrigado a ter uma comunicação mais profissional, ou perderá para a máquina Socrática. Mas a principal mudança é a ascensão da forma sobre o conteúdo, na pior altura para isso acontecer.

Ligações úteis: Luís Bernardo sobre o mesmo tema.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 12:05
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Domingo, 24 de Março de 2013
Energia das Marés

 

 

Alguém me consegue saber porque é que a costa Portuguesa não está incluída?

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 17:09
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Gosto deste homem!

  

 

Para quem não percebeu, Amado tenta enviar a mensagem de que o PSD - i.e. Pedro Passos - deve esquecer os aparelhistas e concentrar-se na missão que tem em mãos - a governação responsável do país.
É desta esquerda que gosto, a esquerda credível. Já agora, quando é que os anti-populistas do PS como Amado ou António Vitorino, expulsam os aparelhistas e as Socranettes do partido para fora?


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 13:07
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Sábado, 23 de Março de 2013
Limitação de mandatos, da questão política à questão jurídica...


Se me perguntam se a questão podia ter sido resolvida no plano político? R: Sim, podia!

Se me perguntam se a questão é essencialmente política? R: Sim, é!

Se me perguntam se a questão vai convolar-se numa questão jurídica? R: Sim, vai!



uma psicose de Hugo Carneiro às 17:05
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Novos comentadores RTP

Conheça a lista secreta dos possíveis novos comentadores RTP…
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Apenas humor deste Facebook, dirá o leitor. Mas fica a pergunta:

O que é que alguém tem que fazer para NÃO figurar na lista de possíveis comentadores da RTP?



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 12:46
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Quinta-feira, 21 de Março de 2013
Isto sim, é triste


Estamos sensivelmente nos 60.000 desempregados. Será que atingimos um milhão até ao fim do ano? Esperemos que não. Mas só queria avisar, que sem emprego, não há economia que subsista. Nem receitas fiscais suficientes para compensar os cortes na despesa pública, que ainda não foram devidamente feitos.

Que futuro nos espera?

uma psicose de Essi Silva às 20:42
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OI?! - Parte PSD/Gaspar
Mudem a medicação do PSD. E do Gaspar também.

O PSD, e como bem relembrou Teixeira dos Santos, ratificou e contribuiu na redacção do memorando da Troika. Para além disso, assumiu-o no seu programa eleitoral, praticamente com copy-paste de algumas medidas. Defendeu o memorando com unhas e dentes, incluindo medidas que iam além da proposta da Troika, porque achava que o memorando era bom mas não era óptimo.
E AGORA VEM DIZER QUE AFINAL O DOCUMENTO FOI MAL DESENHADO?
Mas está tudo louco?
Quase dois anos de governação de braço dado com o memorando e a Troika depois, o documento foi...mal desenhado?!

A sério. Metam-se num buraco e não saiam de lá. Declarações destas não são ridículas. São um ESCÂNDALO!
Espero bem que o meu partido esteja orgulhoso de ter eleito um Governo, que primeiro pede aos portugueses para darem tudo o que têm e depois diz que a sua Bíblia, afinal de contas não é tão boa como afirmava!

(E agora vou beber qualquer coisa, a ver se me acalmo!)

uma psicose de Essi Silva às 20:15
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OI?! - parte Sócrates
Sou toda a favor da liberdade de expressão e informação. Se o Sócrates é contratado para comentar e dar a sua opinião, não tenho nada contra. Posso não gostar dele, ou concordar com a sua governação, mas cabe-me a mim decidir se ouço ou não o comentário.
Agora, coisa que NÃO ACEITO, é que ALGUÉM QUE CONTRIBUIU PARA A FALÊNCIA DE UM PAÍS, seja contratado pela TELEVISÃO PÚBLICA que todos nós pagamos, em impostos e em contribuições áudio-visuais e afins.

Não basta o que ele ganhou e ganha, ainda temos todos de pagar por ouvir as suas opiniões?????
Se isto é interesse público, vou ali e já venho. Ou então emigro mesmo e paro de pagar impostos para sustentar estes parasitas...

(Desculpem o CAPS LOCK mas houve qualquer coisa em mim que implodiu!)

uma psicose de Essi Silva às 20:07
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Quarta-feira, 20 de Março de 2013
Momento "Ooops!"
"Providência cautelar apresentada pelo movimento cívico Revolução Branca teve decisão favorável. Assinatura do acordo de coligação entre o PSD e o CDS em Lisboa foi reagendada para "data oportuna". Seara vai recorrer. Há mais sete acções judiciais em curso, incluindo contra Luís Filipe Menezes, candidato ao Porto." in Público

E agora?
Como será com Menezes?
Que consequências práticas terá um recurso, especialmente a nível temporal?
Quem serão as segundas opções do PSD para Lisboa? Apoiará o PSD agora a candidatura de Rui Moreira?

Não percam o próximo episódio. Porque nós, também não!

uma psicose de Essi Silva às 21:06
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Terça-feira, 19 de Março de 2013
Belmiro de Azevedo

Durante cerca de três anos, com imenso prazer e dedicação, trabalhei para a insígnia MC da Sonae. No decorrer de todo esse tempo tive o maior respeito pelos responsáveis daquela empresa, nomeadamente pelo seu chairman, Belmiro de Azevedo que até ao dia de hoje foi um homem que muito admirei.

 

Admirei Belmiro de Azevedo, por ser um homem do povo, que a pulso, com o seu trabalho, fez com que uma empresa que em 1959 foi fundada com uma única área de negócio, os estratificados de madeira, se tornasse naquilo que é hoje.

 

Hoje, logo pela manhã, ouvi no noticiário que Belmiro de Azevedo havia proferido em Vila Nova de Gaia, no Clube dos Pensadores, que "se não for a mão-de-obra barata, não há emprego para ninguém".

 

Eu, não acredito na desvalorização da mão-de-obra. Penso não ser possível que um trabalhador ande verdadeiramente motivado se o seu ordenado não for apelativo, penso também que a economia não crescerá por esta via.

 

 

 

 

Mas reparemos:

 

Belmiro de Azevedo é proprietário de uma das maiores cadeias de retalho alimentar. Se a população não tiver dinheiro, faz menos compras, a Sonae MC factura menos.

 

Belmiro de Azevedo é proprietário de uma das maiores cadeias de comércio a retalho de bens não-alimentares. e a população não tiver dinheiro, faz menos compras, a Sonae SR factura menos.

 

Belmiro de Azevedo, é proprietário de uma operadora de comunicações móveis. Se a população não tiver dinheiro, cortará no telemóvel e a SonaeCom factura menos.

 

Belmiro de Azevedo é gestor de património imobiliário (galerias comerciais). Se a população não tiver dinheiro, cortará nas idas ao Shopping e a Sonae RP factura menos.

 

Para finalizar apenas digo, o lema da Sonae é "Improving your life". Tenho dúvidas que com fraco salário as pessoas melhorem a sua vida.



uma psicose de Pedro Miguel Carvalho às 22:50
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Oposição em Portugal é alternativa?

Não.

Fica uma sondagem do JN para demonstrar o problema em Portugal.
E isto não é porque o governo governe bem ou cumpra escrupulosamente o programa eleitoral com que foi eleito: é simplesmente porque a oposição em Portugal… é má de mais. Infantil, irrealista, presa a o passado e vazia de ideias. Seguro, Jerónimo e os casal do Bloco são os melhores garantes da viabilidade do actual governo. Falta uma oposição séria, realista e credível que obrigue o governo a fazer as necessárias reformas nos diversos ministérios que a comodidade faz empurrar para a frente (privatizações, cortes de despesas estruturais, taxação das PPPs, …). E a maioria silenciosa neste momento não tem em quem votar.

Oposicao alternativa



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 03:27
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Segunda-feira, 18 de Março de 2013
Pois é! Direitos sociais vs. Trabalho
  O TRABALHO É A MELHOR SEGURANÇA SOCIAL

É uma excelente premissa lançada pela juventude do KOK (o partido mais próximo do PSD na Finlândia).
Gosto mais desta ideia do que dos múltiplos direitos sociais e obrigações estaduais decorrentes da Constituição. 
Afinal de contas, não deverá o trabalho e a produtividade ser recompensada?
A campanha dirige-se aos jovens, mas aplica-se a todos. Agora é preciso que todos consigam encontrar trabalho e ter condições para produzir. 

Eu acredito no mérito. E o mérito deve ser recompensado.
Será que a crise é um obstáculo ao mérito? Acho que não. E vocês? 
Concordam com esta premissa? Deveremos garantir direitos sociais iguais a todos, independentemente de produzirem ou não? A crise é obstáculo ao mérito e à vontade de produzir?


uma psicose de Essi Silva às 15:37
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Sábado, 16 de Março de 2013
O Partido do Restelo

O facilitismo é apanágio da esquerda.

 

Nos dias que correm, a esquerda não é alternativa, resume-se em vez disso a ser a voz dos velhos do restelo. E que oferece o Bloco do Restelo? Uma nova abordagem económica? uma nova abordagem social? Não. Todas as suas fórmulas já foram testadas e falharam.

 

O que oferece é facilitismo e indulgência:

 

  • No norte da Europa as políticas multiculturalistas de imigração resultaram em vagas e vagas de populações migrantes que nunca assimilaram a cultura hospedeira. Mas vamos tomar medidas em relação a isso? Ai não!!! Que isso era muito mau e difícil e controverso para com esses imigrantes;
  • no sul da Europa, o aparelho estado cresceu desmesuradamente com base em dívida. Mas vamos tomar medidas para lidar com esta insustentabilidade suicida? Ai não!!! Que isso seria muito difícil para com as populações que vivem agarradas ao estado.

 

A esquerda é sempre a favor da fuga para a frente, de fingir que os problemas se resolvem por si só. Reformas duras e estruturais? Não. A esquerda de hoje é a esquerda do paradigma Berlusconi-Socrates: falamos em direitos inalienáveis enquanto deixamos a governação do país aos estrangeiros - eles que os resolvam por nós - os quais vamos criticar por fazerem aquilo que nós não temos a coragem de fazer...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 21:41
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Como o Ocidente foi à falência


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 21:19
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Quinta-feira, 14 de Março de 2013
Poeira...



  Depois de ter visto este vídeo, acompanhado das minhas aulas de Introduction to Global Law e da fantástica sessão promovida pelo Psico com o Ricardo e o André no mês passado na Maia, não podia deixar de analisar os circunstancialismos que minam o investimento estrangeiro, com especial foco na questão legislativa/constitucional.

A razão pela qual muitos dos nossos legisladores combinam a política com a formação em Direito, deve-se essencialmente ao espectro formativo que o curso abrange. Mas é notável a falta de formação em matéria política - sobretudo do ponto de vista histórico - e económica. Ter uma cadeira de Introdução à Economia não é o suficiente para perceber como uma simples lei pode afectar com gravidade o mercado e a sociedade. 

Na aula de Global Law começou-se com a premissa que a Globalização está, indubitavelmente, a alterar o paradigma constitucional dos estados. Sobretudo do ponto de vista da soberania e do território. Não me vou aprofundar nesta questão, mas vou sim abordar um tópico que foi suscitado aquando se discutiu a influência das agências de rating na soberania dos Estados. 

Pegando neste vídeo e analisando a questão do ponto de vista legal e constitucional, sejamos claros: o mercado europeu não pode competir com o mercado americano, enquanto tivermos um principio de liberdade económica nos Estados Unidos, em comparação com Estados como o português, no qual o Estado, devido a princípios de índole socialista e de protecção ao Estado Social, intervém esquizofrenicamente, do ponto de vista legal, no mercado e na vida do cidadão. 
Se compararmos com a Constituição Alemã, que contém uma norma a encaminhar o funcionamento estatal para um sistema social/socializante; Portugal tem inúmeras normas constitucionais de protecção ao Estado Social e de direitos sociais, como é, por exemplo o direito à habitação que cria mais do que um direito, um dever sobre o Estado de promover a igualdade entre os cidadãos nesta matéria. Dever esse, que devido aos múltiplos diplomas legais que incidem sobre o arrendamento urbano, levou a maiores distúrbios e a uma maior desigualdade entre os cidadãos portugueses.

Nenhum investidor são da sua mente pode querer investir num país, no qual as leis mudam à velocidade da luz, minando o conceito de Segurança Jurídica. E se abordarmos a questão fiscal, mais grave é a situação. 
E quando temos um sistema judicial do ponto de vista administrativo e fiscal, lento e com a premissa "paga agora, dou-te razão depois", no qual o Estado está muitas vezes de má fé (culpando sistemas informáticos, que nada têm a ver com as reais ordens que os funcionários recebem), aliado a processos extremamente burocráticos quando se trata de questões que envolvem financiamento. 

Lamento, mas estes vídeos de apoio ao investimento estrangeiro são nada mais que poeira para os olhos. A beleza do país e a língua falada por milhões não são pesos suficientemente importantes na balança, quando competimos num mercado global como o actual. É preciso legislar menos, colocar menos obstáculos e sobretudo ter muito cuidado quando se promovem igualdades. Por vezes remediar é pior. 


uma psicose de Essi Silva às 18:14
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Quarta-feira, 13 de Março de 2013
Salario Mínimo Municipal?

André Azevedo Alves defende no seu mais recente artigo no Diário Económico um Salário Mínimo Municipal. Ou seja, desaparecia o Salário Mínimo Nacional e todos os municípios começavam com o Salário Mínimo de 485 Euros e depois variavam em função das especificidades locais.

 

Provavelmente o de Lisboa e outros centros económicos dispararia logo face ao do interior. Mais ou menos como no mapa que anexo ao artigo, que é para telecomunicações mas que mostra onde existe mais poder económico.

 

Pode ser que finalmente entendessem que o que aumenta os salários dos extractos mais baixos da população é mesmo a produção e a produtividade. Mas o mais interessante seria ver depois o Alentejo a todos os anos aumentar o valor e o efeito que isso teria nas já fracas economias locais. Talvez tivesse no Alentejo o mesmo efeito que a Inflação de Weimar teve na Alemanha, mas isso também já sou eu a sonhar acordado...

 

(clicar no mapa para ver em detalhe)



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 11:39
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Terça-feira, 12 de Março de 2013
Investir no futuro: programação informática nas escolas

 

Code.org é o nome da organização sem fins lucrativos, com o ambicioso projecto de dar a oportunidade a todos os estudantes, em todas as escolas, de aprenderem programação informática. Para além de desenvolver o raciocínio, é uma área com um elevado grau de empregabilidade e com um enorme potencial de inovação. Trata-se de algo que utilizamos todos os dias, em quase tudo o que fazemos, cada vez mais. E a melhor notícia é que aparentemente (neste aspecto vejo-me obrigada a confiar nos especialistas) a aprendizagem de programação desde criança não é nada difícil... Poderá ser um interessante investimento nas gerações futuras. 



uma psicose de Catarina Rocha Ferreira às 19:40
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Segunda-feira, 11 de Março de 2013
Os Atlantistas de Portugal

No próximo mês de Julho terá lugar na base naval do Alfeite a 17a edição do Portuguese Atlantic Youth Seminar ou PAYS, organizado pela Juventude Portuguesa do Atlântico.

Esta é uma excelente oportunidade para ficar a conhecer melhor o funcionamento da NATO assim como das forças armadas Portuguesas.

 

Quem tiver interesse pode começar por aceder ao evento no FB: Portuguese Atlantic Youth Seminar.

 

 

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 15:14
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Domingo, 10 de Março de 2013
O Salário Mínimo, ontem e hoje

Minimum Wage or Salary

Nos EUA, em 1964, o Salário Mínimo era 5 moedas de 1/4 de Dólar por hora.
Em Fevereiro de 2013, essas 5 moedas só em prata valem 26,21 Dólares.

Os governos dão muletas depois de partirem as pernas.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 21:18
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Sexta-feira, 8 de Março de 2013
let's all be awesome!!


uma psicose de VilmaCR às 15:20
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Quarta-feira, 6 de Março de 2013
Ele só pode estar a brincar...

Filipe de Jesus Pinhal, um dos responsáveis pelo erros que afundaram a banca, surgiu nestes dias a defender o Estado Social – o que sabendo qualquer Português que este é insustentável é logo à partida negativo.

Mas não defende todo o Estado Social. Ele e mais alguns vulneráveistambém eles injustiçadosjuntaram uns trocos e acusa: estes impostos são para pagar juros da dívida – deixando no ar a dúvida se defende que não se paguem esses juros ou se estes deverão ser pagos por outros elementos a designar da sociedade.

Podem ouvir como o Movimento se defende . Podem ler Henrique Monteiro. Mas sobretudo considerem estes 2 dados:

  1. 94% dos Portugueses recebe reformas inferiores a 500€ – um valor próximo do salário mínimo nacional.
  2. Em 2050, 1.7 contribuintes pagarão cada reforma – impossibilitando que a minha geração receba sequer uma “reforma digna”.

O Estado Social como está é insustentável e, com 100% de probabilidade, tem de ser adequado à produtividade do país.
Que alguém – ainda por cima alguém que ainda ganhe 14.000 Euros mês – ache que deve estar imune aos cortes, é… bem… prefiro nem comentar…



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 10:00
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Terça-feira, 5 de Março de 2013
Chávez morreu

Conforme a sua opção ideológica ditou há alguns meses atrás.

Paz à sua alma.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 22:52
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Os banqueiros não são cidadãos...são uma cena à parte
Só pode. É que se são coitadinhos, por verem as suas reformas a serem afectadas por uma taxa de contribuição social, que se destina a igualar as dificuldades dos mais pobres, então não entendo porque é que as usa reformas sao pagas pela Segurança Social e não por uma entidade privada. Maus são os pobres, esses é que devem pagar a crise.

Para quando colocar um tecto máximo às reformas???

uma psicose de Essi Silva às 19:14
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The Anti-Science Left
Muito ...pedagógico:



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 10:49
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Domingo, 3 de Março de 2013
Quantos foram?

Já sei que aquela malta não percebe nada de números, mas atentem nestas imagens agregadas pelo AAA d'O Insurgente:


500.000 pessoas (no mínimo) no Terreiro do Paço, na manifestação de ontem
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80.000 a 100.000 pessoas no Terreiro do Paço, na visita de Bento XVI a Portugal
Bento-XVI

 

20.000 a 30.000 pessoas (no máximo) no Terreiro do Paço, algures num passado remoto

 

É caso para dizer que os Portugueses grandes de antigamente foram substituídos por Mini Me's.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 20:49
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1 Milhão...

... é o número de Portugueses que preferem ter políticos que lhes mintam a políticos que lhes digam a verdade.

... é o número de Portugueses que só reconhecem direitos em democracia mas não deveres.

... é o número de Portugueses que merecem Sócrates de volta.

 

... é o número de Portugueses que condenam os jovens ao desemprego e os mais desfavorecidos à miséria, defendendo os interesses estabelecidos das corporações e subsidio-dependentes.

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 13:19
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Sábado, 2 de Março de 2013
Infantilidades no 2 de Março

Reivindicações dos dias de hoje – Simultaneamente:

  • Menos impostos – São muito altos, matam a Economia e provocam desemprego.
  • Mais despesa – Há que manter o Estado Social. E o estímulo à Economia. E a cultura. E…
  • Não paguem aos usuários – Mas eles que continuem a financiar o Estado Português.
  • A mim não – Se há que fazer cortes, cortem noutro sector. No meu não dá jeito.
  • A festa é fixe pá – Não há uma alternativa clara e logo não haverá consequências políticas. Mas ao menos a malta juntou-se e esteve junta.

Já agora, ficam aqui o artigo do João Cortez sobre as “propostas” do PS.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 18:17
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Sexta-feira, 1 de Março de 2013
A Grândola que há em mim

Não, não escrevo para me associar-me à manifestação de amanhã.

 

Não, também não venho defender o governo e repudiar a manifestação. O direito à manifestação está consagrado na Constituição da República portuguesa.

 

Venho apenas, cumprindo o que li em alguns cartazes, soltar a Grândola que há em mim.

 

Que a manifestação de amanhã seja ordeira, que o povo se saiba comportar, que saiba efectivamente usar da liberdade e igualdade que tanto tem sido apregoada. Que não hajam polícias feridos, paralelos arremessados, pessoas magoadas.


Com referência a Zéca Afonso1, que amanhã, por todo o país reine a Paz, que seja soltados gritos dignos de um poeta, e que apenas voem as Pombas, em detrimento das pedras da calçada.

 

Esta é a Grândola que há em mim.

 

Frédéric Bastiat , economista e jornalista françês, escreveu que "A Fraternidade forçada, destrói a liberdade". Não podia concordar mais.

 

Manifesto-me sempre que acho necessário, nos locais certos, com a minha participação política desde muito jovem.

 

Muitos dos que amanhã estarão presentes na manifestação, nunca votaram, nunca participaram activamente num partido ou organização política.

 

Disse Francisco Sá Carneiro "A intervenção ativa é a única possibilidade que temos de tentar passar do isolamento das nossas ideias e das teorias das nossas palavras à realidade da atuação prática, sem a qual as ideias definham e as palavras se tornam ocas."

 

Eu, orgulhosamente, muitas vezes com sacrifício pessoal, abdico de tempo com a família, com os amigos, abdico de tempo de passeio, abdico até de dormir algumas vezes, para participar politicamente, procurando as melhores soluções.

 

Aos manifestantes de amanhã apenas qustiono, "E se a troika se lixar, qual o nosso destino? França, como o Engenheiro?"

 

 

1"Páz, poeta e pombas" - Do álbum "Venham mais Cinco"



uma psicose de Pedro Miguel Carvalho às 19:57
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Sim, o terrorismo islâmico é mesmo minoritário...




uma psicose de Miguel Nunes Silva às 19:55
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