Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2013
Como poupar - Todos Contam & Dolceta

O Banco de Portugal lançou um site para ajudar a população a realizar coisas básicas como:

  • Planear o Orçamento Familiar,
  • Criar uma Empresa,
  • Poupar e Investir,
  • Contrair um Crédito,
  • Fazer um Seguro.

site é: Todos Contam.

 

A União Europeia tem outro para fazer "a educação do consumidor através da internet". Inclui:

  • Educação do Consumidor,
  • Literacia Financeira,
  • Consumo sustentável,
  • Direitos dos Consumidores,
  • Serviços por sector,
  • Segurança dos produtos,
  • Serviços Financeiros.

O site fica em: Dolceta.

Ficam as sugestões para quem achar que precise.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 22:08
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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2013
Sobre o "de" e o "da"... Paulo Rangel in Público de 26/02/2013

Limitação de mandatos: argumentos políticos e jurídicos (III)


Em parcas palavras, a opção pelo "de" ou pelo "da" nunca será apta a resolver a questão em debate

7. Razão de uma retoma do tema

Embora estivesse ainda longe de terminar o argumentário sobre a limitação de mandatos autárquicos, gostava de interromper, por algumas semanas, o tratamento do tema. Não tanto com o fito de dar o merecido descanso aos leitores ou até ao autor, mas antes com o ensejo de pôr os olhos na imensidão de acontecimentos marcantes que estão a pautar a vida e o pulsar da nossa sociedade. Basta pensar, com efeito, na renúncia papal, nas eleições italianas, nas perspectivas financeiras e orçamentais da União Europeia, na actual situação política búlgara, na descida de rating do Reino Unido, na saga dos protestos cantados contra o Governo português ou nos últimos desenvolvimentos da nossa situação económica e financeira, para ver que não mingua assunto nem escasseia tema para estas ou outras crónicas. Mas, depois da polémica do "de" ou "da", que tanta tinta, tanta ironia, tanto escárnio e tanta indignação fez e faz correr, é imperativo deixar essa interrupção para a semana que vem. Hoje, e por isso, tratamos ainda da limitação de mandatos.

8. O argumento do "de" ou "da"

Como facilmente se verá por estas crónicas e por outras intervenções públicas, nunca atribuí relevância ao emprego da locução "de" ou da locução "da" no debate público em curso sobre a interpretação da lei da limitação dos mandatos. Pareceu-me sempre um argumento frágil, frustre, sem qualquer capacidade ou aptidão para fundamentar a descoberta da solução jurídica resultante da lei. Nunca me pareceu um argumento; na verdade - como abaixo procurarei demonstrar -, não passa de um "argumentinho". De resto, e como se viu nos últimos dias, nisso acordam defensores das duas correntes interpretativas em compita.

Foi, pois, com um assomo de espanto que vi jornais de referência anunciarem, com honras de manchete e dignidades de editorial, que a virtual substituição de um "de" por um "da" alterava a interpretação da lei. Na realidade, e independentemente de qualquer raciocínio jurídico mais ou menos complexo, essa estranha conclusão não resiste a uma pergunta de senso comum. Passará pela cabeça de alguém que a lei, querendo dar resposta à questão da limitação de mandatos, o tivesse feito de um modo "cifrado" e quase "clandestino", colocando um "da" no lugar de um "de"? "Da" que, depois, seria, em sede de revisão de provas e de acordo com as regras da legística, revertido para o actual "de" (no que também não faltou quem vislumbrasse uma premeditação maquiavélica...).

Se a lei quisesse, de um modo cabal, dar resposta a essa questão, não se refugiaria decerto no concreto uso da preposição "de" ou da sua contracção com o artigo definido "da"... Quem ouvir as declarações ou ler os textos produzidos na sequência da notícia da troca do já célebre "da" pelo "de" fica com a sensação de que o emprego de uma ou de outra locução foi completamente intencional e resolveria de per se a controvérsia que se instalou... Nada de mais enganoso.

9. Análise hermenêutica do argumento do "de" ou "da"

Se a pergunta do senso comum não for suficiente para convencer os entusiastas do argumento do "da" ou "de", ao menos que se deixem convencer pelas regras de interpretação da dogmática jurídica. A poder ver-se - que não pode - qualquer indício na escolha da concreta locução, ele nunca deixará de ser um mero indício literal (sempre susceptível de ser corrigido pelo "espírito" da lei). Acresce que, numa matéria em que estão em causa valores materiais tão importantes como o princípio republicano, a liberdade de eleger e ser eleito ou a liberdade e igualdade de acesso aos cargos políticos (de todos e não apenas dos já anteriormente eleitos), a solução jurídica não pode depender da utilização ou não utilização de um simples artigo definido. E se, já em terceiro lugar, se consultarem os múltiplos diplomas sobre as autarquias locais e os seus órgãos, verificar-se-á que a expressão "presidente da junta" ou "presidente da câmara" aparece repetida ad nauseam, sem que queira, em nenhum desses casos, significar uma junta ou uma câmara em concreto. Veja-se, por exemplo, a conhecida Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro (entretanto profundamente modificada, mas servindo-se sempre da expressão). Diga-se, aliás, que, mesmo que nenhum destes argumentos procedesse, a enunciação linguística "presidente da câmara" ou "da junta" poderia sempre ser interpretada como simplesmente identificadora do exacto órgão em que valia a proibição (e não já propriamente de uma concreta "autarquia"). Ou seja, a menção à "câmara" com artigo definido far-se-á por comparação a outro órgão da autarquia, a saber a assembleia municipal. A limitação abrangeria os presidentes de um dos órgãos da autarquia (a câmara), mas não os presidentes do outro (a assembleia). E, por conseguinte, dizia-se o presidente "da câmara" por contraposição ao presidente "da assembleia"... Em parcas palavras, a opção pelo "de" ou pelo "da" nunca será apta a resolver a questão em debate.

10. Uma reflexão institucional

A querela do "da" e "de" suscita ainda uma reflexão de natureza institucional (que poucos fizeram) e que diz respeito ao modo como o Presidente da República decidiu tratar esta questão. A relevância do tema para a nossa democracia e para o decurso regular do acto eleitoral autárquico justificaria uma exortação ao Parlamento para que resolvesse a questão em sede legislativa. Ao descobrir a dita incongruência entre a versão promulgada e a versão publicada, o Presidente dispunha de um motivo de ouro para enviar uma mensagem à Assembleia e - não querendo tomar uma posição substantiva - exigir, ao menos, uma aclaração política, confrontando os deputados com as suas responsabilidades. Estranhamente, optou por um procedimento invulgar, enviando uma carta à presidente da Assembleia com um conteúdo notarial de pura certificação. Estou em crer que a democracia pedia mais. E vai pedir mais.

Eurodeputado (PSD). Escreve à terça-feira paulo.rangel@europarl.europa.eu



uma psicose de Hugo Carneiro às 12:47
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Sábado, 23 de Fevereiro de 2013
Música no fim-"de"-semana ou no fim-"da"-semana


Depois da esquizofrenia social, política e económica ter aumentado exponencialmente nos últimos meses, em que tudo é relativizado, tudo vale, nada se conclui, tudo falha mas não importa, o número de desempregados aumenta a par da dívida e do défice, eis que a patologia chega à linguística depois do já díficil parto do acordo ortográfico.


Assim, resta-nos entrar noutros registos. 


Bom fim-"de"-semana ou bom fim-"da"-semana!


uma psicose de Hugo Carneiro às 16:11
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Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2013
FORA! (II)


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 21:40
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Finalmente!

O PS apagou da sua página oficial a defesa do Consulado de Sócrates. Ainda bem.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 00:23
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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2013
Alguma vez o Estado vai começar a pagar o que deve?

O endividamento do Estado Português atingiu 122,5% do PIB em 2012.
O BCE já tem mais de 10% daquele valor para ajudar a acalmar os mercados.

O governo tenciona começar a fazer descer aquele valor ou vai-se mesmo realizar a 2ª opção de Mises?

É impossível evitar o desmoronamento da actividade económica causada pela expansão do crédito.
A escolha é somente se o colapso virá mais cedo, como resultado do
abandono voluntário de políticas de crédito artificial à Economia,
ou mais tarde como uma crise catastrófica do sistema financeiro.

Ou se corta a sério (PPPs, BPPs, BPNs, Reformas acima da média, …) ou vamos todos ter de voltar a ler livros de história…



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 18:56
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É isso mesmo Mourinho
  No seguimento de uma obra de arte, intitulada a Cápsula do Tempo, várias personalidades do mundo lusófono, apontaram os seus desejos para o Portugal dos próximos 20 anos. 
Interessante - porque não foi simplesmente um desejo de sonhos realizados e paz no mundo - foi a intervenção de Mourinho: este desejou que Portugal seja em 20 anos um país no qual "se tenha acabado" com um fisco que "transforma uma vida em luta pela sobrevivência" e que os governantes "governem a pensar nos outros e não em si próprio".



"Por favor, que se tenha acabado com a máquina fiscal injusta e cega que castiga tudo e todos, e que transforma uma vida em luta pela sobrevivência", desejando igualmente "conhecer uma sociedade onde as pessoas sejam reconhecidas pelos seus méritos, onde as oportunidades não sejam elitistas, onde os políticos sejam eleitos por competência, e não por aparelhos partidários, onde todos sintamos que quem governa, governa a pensar nos outros e não em si próprio".





De facto, também eu acho que um dos maiores dramas da população portuguesa, é a carga fiscal que têm de suportar. E ironicamente, ou não, já conheci pessoas que fogem dos impostos e ainda não foram "apanhadas", outras que foram e levaram uma reprimenda e foram perdoados, enquanto quem cumpre é tratado como ladrão.

uma psicose de Essi Silva às 13:32
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Menezes e o Porto
Mais do que qualquer outro candidato, a opção de Menezes para o Porto está a causar alguma polémica. Mais do que aquela, que se plasma na Comunicação Social - porque esta também é bem untada - e que reflecte a intolerância do mesmo; tem havido um burburinho muito grande pelos lados da Invicta.

Até aqui, nada de novo.

Mas o que me chateia, é que tenho um grande respeito pelos homens do Norte e embora tenha ouvido muitas críticas à escolha do candidato, às consequências de uma candidatura contra tudo e todos, são poucos aqueles que no seio do partido têm coragem de discordar publicamente da opção.

Sempre pensei que os Homens do Norte tivessem a coragem que lhes valeu à cidade o título inigualável de Invicta, na resistência que fizeram aos absolutistas.
Mas isso é passado. Agora reina o partidarismo e não a liberdade, especialmente, de consciência.

Zelará pela CM o meu querido Garrett, que poucos sabem que nasceu na cidade e ainda menos se lembram que foi um dos grandes a fazer parte do Batalhão Académico, que teve parte no Desembarque do Mindelo, mas sobretudo no Cerco do Porto.

uma psicose de Essi Silva às 01:43
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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2013
AE ISCTE sobre o episódio Relvas

A Associação de Estudantes do ISCTE escreveu no seu Facebook:

A Associação de Estudantes do ISCTE-IUL vem esclarecer que no que respeita aos protestos de ontem não esteve na sua organização, nem participou na mesma.

A Associação de Estudantes do ISCTE-IUL representa todos os estudantes desta nossa Instituição de forma organizada e com índole marcadamente apartidária, direccionando a cada momento os seus melhores esforços para defender os interesses dos seus representados. A Associação de Estudantes do ISCTE-IUL dispõe de diversos mecanismos de protesto e participação social e política que privilegia, como se tem verificado num passado recente. Participações em manifestações organizadas e estruturadas, a recolha de petições, encontros e debates com parlamentares e outros dirigentes políticos, plenários com outras Associações de Estudantes – entre outros –, são apenas alguns exemplos de formas que a Associação de Estudantes do ISCTE-IUL tem utilizado no passado para fazer valer a sua posição.

Somos e estamos sensíveis às diversas dificuldades que os estudantes em Portugal têm sentido no presente contexto económico e social. Convivemos todos os dias com diversas situações que nos fazem pensar nas formas em que a Associação de Estudantes do ISCTE-IUL pode dar o seu contributo. Sentimos que nos temos esforçado para fazer a nossa parte, e no último ano a Associação de Estudantes do ISCTE-IUL tem tido um papel activo em diversas áreas da vida académica no nosso Instituto e tem desenvolvido um conjunto de acções relevantes no actual contexto, desde a atribuição de bolsas de assistência social a alunos, ao debate constante com a Reitoria para facilitar os métodos de pagamento da propina, à participação em manifestações organizadas e coerentes em prol de uma ideia que tomamos como correcta.

Assim, a Associação de Estudantes do ISCTE-IUL demarca-se da organização dos acontecimentos ocorridos ontem e continuará a sua luta por um Ensino Superior Público, Universal e de Qualidade através das suas ferramentas.

Uma coisa é não concordar com as posições do governo e até achar que a política do Gago que permitiu ao Relvas ser licenciado é desleal para os demais licenciados - como eu acho - e logo não dar grande valor a licenciaturas como aquela. Todos temos direito a discordar e a demonstrar essa discordância, como a AE ISCTE tem feito em diversas ocasiões.

Outra coisa é aquele comportamento primário, animalesco e presunçoso, típico de quem pensa que tudo sabe, está acima de todos os que estavam lá para realmente ouvir o palestrante, e que a sua liberdade não tem limites - nem mesmo quando está em causa a liberdade de expressão e de comunicação de outros.

A AE ISCTE, concorde-se ou não com as suas posições, é democrata. Aqueles jovens BE não.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 23:52
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Está na hora, está na hora, de Arménio Carlos se ir embora!


Quem causa mais desemprego em Portugal, Passos Coelho ou Arménio Carlos?

A verdade é que a CGTP em Portugal, ao empurrar os salários sistematicamente para tectos mais altos, restringe a oferta de emprego a trabalhadores não sindicalizados. Não sou neoliberal e cito Hayek pelo seu valor como economista e não como ideólogo. Não digo que não deveria haver sindicatos mas penso que há em Portugal muito boa gente que não se apercebe de que os obstáculos ao reajustamento da economia e ao retorno ao crescimento, assim como a burocracia e direito laboral inflexível que dificultam o Investimento Directo Estrangeiro, são em larga medida da responsabilidade de organizações como a CGTP.




Basta aliás olhar para a experiência dos trabalhadores Moçambicanos na África do Sul aonde a principal confederação de sindicatos COSATU, tem ostracizado, discriminado e até feito ataques racistas aos trabalhadores estrangeiros. Porquê? Porque estão dispostos a trabalhar por menos que os trabalhadores Sul Africanos e são atacados portanto como fura-greves. A África do Sul é também consequentemente um dos países com maior taxa de desemprego crónico.

A África do Sul é finalmente um excelente exemplo de como os sindicatos privilegiam os direitos laborais de alguns e não de todos, e sobretudo como os sindicatos discriminam contra os jovens - não que a JCP ou os Berloquistas alguma vez o admitam - como se viu quando a COSATU atacou uma marcha que defendia uma medida governamental de subsídio ao emprego jovem.




Por estas e outras razões, eu peço a demissão de Arménio Carlos!


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 15:38
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Quando os anciãos não são sinónimo de sabedoria...

Há vezes em que é notável o quanto se pode discordar de afirmações sucedâneas de uma figura pública.

 

O Cardeal Patriarca D. José Policarpo, na sua entrevista à RTP, apresenta um dos maiores chorrilhos de disparates que tenho ouvido nos últimos tempos - exceptuando os dos coitados da esquerda:

 

 

- "Não se deve usar o poder para fazer aquilo que não é preciso ser feito" comenta ele sobre a austeridade. Para já acho sempre imprudente um membro da Igreja pronunciar-se sobre política - quanto mais, política económica. Depois, se o que está a ser feito mal mantém Portugal fora da bancarrota, que dizer se se fizesse menos!!!

Finalmente, que tem a Igreja Católica feito em Portugal se não fechar igrejas e dioceses? Se a Igreja é exemplo de gestão, certamente que é de gestão de austeridade.


- A Igreja tem, segundo o Cardeal, de "estar presente, atenta a quem sofre”, oferecendo “amor, verdade e fé”. A sério? Porque aquilo que eu vejo pouco da parte da instituição, é precisamente presença. Eu vejo assistentes sociais em bairros sociais e de lata mas freiras e padres vejo pouco. Muito pelo contrário, a Igreja em Portugal tem-se pautado em tempos de crise financeira e de fé, por fechar capelas e paróquias pequenas para se concentrar em grandes e majestosas catedrais. É isto que é estar presente? Os padres que conduzem jipes em cidades do interior estarão mesmo a fazer tudo aquilo que poderiam fazer pelos seus rebanhos?...


Pior um pouco tem sido a 'verdade' falada aos paroquianos. Depois de há alguns dias ter provocado polémica a acção da Segurança Social no que respeita à retirada de crianças a famílias carenciadas, que tem a Igreja a dizer sobre o assunto? Pois é, é que Roma e o Papa são contra os métodos contraceptivos, mas quando isso perpetua a pobreza extrema, aonde está o 'amor' e 'presença' da Igreja?


- O Cardeal aventura-se também a opinar sobre a crise na Europa. D. Policarpo está preocupado com o chumbo do orçamento comunitário pelo Parlamento Europeu, chumbo que pode fazer “voltar tudo para trás” e “pode ser o gérmen do fim da união”.

Outro grande disparate fruto da ignorância de quem não conhece as matérias porque se o orçamento não for aprovado pelo Parlamento as conclusões a retirar são exactamente as contrárias: que o projecto Europeu foi demasiado longe ao dar mais poderes ao Parlamento Europeu - no Tratado de Lisboa - e que se houver chumbo Portugal ficará melhor porque no regime dos duodécimos, mantém-se o nível de despesa do orçamento precedente - que era mais alto.


- Ao Cardeal é-lhe ainda pedida a opinião sobre a questão do sacerdócio feminino que D. José Policarpo considera que “não é uma prioridade”. A sério? Numa instituição aonde o número de vocações está em declínio grave e em que as igrejas rivais exploram todas as vias de competição pela fé dos crentes, o sacerdócio não é uma prioridade? Admiraria a confiança da resposta se esta não fosse cega...

Enquanto leigo, parece-me que num país aonde as beatas são já e desde há muito tempo o público alvo preferencial e principal fonte de rendimento da Igreja, que o sacerdócio feminino faz todo o sentido mas quem sou eu...


- Por fim, o Cardeal expressa ainda a desconcertante opinião de que não quer ser Papa. Poderia concordar dada a idade avançada do cardeal patriarca mas francamente não teria a lata de brincar com o assunto como ele fez. Há quantos séculos não temos um Papa Português? Pois já lá vão uns anitos não é? E não estaria um Papa Português na posição ideal para fazer a ponte entre os problemas de vocação da Europa e as preocupações religiosas do mundo em desenvolvimento?



Mas que vergonha de entrevista. Para isto mais valia ficar calado.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 14:51
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Menezes + Gaia = Obra

 

Quer se goste ou não de Luís Filipe Menezes como homem, a verdade é que como presidente a sua obra fala por si.

Desde que LFM assumiu a presidência da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, o Concelho cresceu e evoluiu a olhos vistos. Um concelho, outrora dormitório, sem saneamento e com praias que em 1993 tinham nível de qualidade má, transformou-se por completo. A sua visão e aposta deram frutos, e por muito que tentem desvalorizar o trabalho feito, a obra está à vista de todos. Quanto aos números, este é outro “mito” que se vem perpetuando por quem prefere criticar ao invés de investigar.

A dívida total do Município de Gaia situa-se nos 238.532.901,21  - 789,07 euros por habitante. A dívida do Município de Lisboa ascende a 821.354.069,02   -  1499,55 euros por habitante. No tocante ao endividamento bruto, por habitante, a dívida de Gaia está em linha com a média nacional e representa cerca de metade da de Lisboa.

É caso para dizer “The older I get the less I listen to what people say ande the more I look at what they do”- Andrew Carnegie.



uma psicose de VilmaCR às 13:40
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Tópicos sobre a liberdade
1º - O Direito à Liberdade de expressão e de manifestação é consagrado constitucionalmente, não podendo ser limitado à excepção de quando é usado abusivamente. Cometer crimes (como a agressão ou a difamação) em nome da liberdade de expressão, não pega. Fora a existência de uma figura no Código Civil, que tem como função gerir conflitos e regular o normal funcionamento da vida em sociedade e entre privados, chamada Abuso de Direito. 

2º - Mesmo que assim não fosse, mesmo sem princípios tipificados ou salvaguardados na lei, nacional, europeia, comunitária ou internacional; existe algo chamado respeito e regras para o bom funcionamento da sociedade. São aqueles princípios que nos incutem em crianças do género de não falar com a boca cheia, não mentir e respeitar o próximo. 

3º- Estes meninos nem sequer têm idade para ter passado por uma ditadura, nem para perceberem o valor da canção que entoam, mas aparentemente querem impor a sua maneira de pensar a todos os outros (não é essa uma forma de totalitarismo?), impedindo os demais de assistir ao que um Ministro eleito tem para dizer, do ponto de vista informativo. 

4º- Pior que isso, é impedirem que os portugueses ouçam o que os seus representantes têm para dizer ao nível de políticas a aplicar, como foi o caso da interrupção do discurso de Paulo Macedo - de longe um dos melhores ministros deste governo, com uma tarefa extremamente difícil, mas que tem desempenhado com o máximo de competência possível. Os portugueses são mais que aqueles jovens, que decidiram que a sua rebeldia vale mais que a comunicação de quem nos governa, com os restantes cidadãos. 

5º - Como aponta o José Pedro Salgado, algures nas redes sociais, este tipo de medidas têm naturalmente como consequência a falta de vontade dos governantes em comunicar, em aproximar-se do povo, reduzindo obviamente a transparência e a liberdade de se expressar como democraticamente têm direito (e dever). É o que apelidam como asfixia democrática. 

6º - E não se iludam quando apontam defeitos a Miguel Relvas. Não falamos aqui dos defeitos dele, falamos sim de respeito. Que é coisa que os meninos, que não só cantaram, mas também optaram por vias como a agressão, não sabem o que é. 

7º - Estão descontentes? Votem. Façam abaixos-assinados. Participem civicamente. Mas não me venham cá com tretas sobre a democracia porque nada justifica violência e faltas de respeito a um representante da Nação. E peçam a alguém para vos dar educação. Estão mesmo a precisar.  


Talvez esta música se adeque mais aos tempos de quem canta a Grândola.

uma psicose de Essi Silva às 13:19
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E que tal baptizar uma lua?

O Instituto SETI - Search for Extra-Terrestrial Intelligence - e o Instituto Carl Sagan estão a pedir a colaboração dos internautas para dar nome a duas luas de Plutão.

 

Não é fantástico ser-se parte activa da História e do Futuro ao mesmo tempo?

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 13:04
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Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2013
Gosto da 'Grândola Vila Morena'; venha daí mais!

Em conversa com um amigo de direita, ele declara o seu pouco apreço pela canção revolucionária. Penso que é este o resultado inevitável de politicizar um património que deveria ser comum: quanto mais o facciosismo esquerdista se apodera arrogantemente de símbolos nacionais, na sua batalha supérflua contra a força da aritmética, mais o país se divide perante a validade desse mesmo património - o que é lamentável.

 

 

Mas o que este Bravo Bravíssimo dos tristes prova é afinal a falta de respeito ou sentido de estado de que a esquerda padece. É na rua que a esquerda se sente bem, é enxovalhando os outros, impedindo-os de falar; é no conforto do assassinato de carácter que se faz 'política' à esquerda.

 

Nunca defendi Miguel Relvas porque acho que quem é apanhado a mentir aos cidadãos que o elegeram devia ter a sensatez de se demitir. Mas esta é uma questão de ética, não de direito. Tecnicamente ele tem todo o direito a permanecer no cargo e a ver respeitado o seu direito a falar.

 

Curiosamente esta Chuva de Estrelinhas pequeninas é podre pois quanto mais ouvirmos a Grândola soar, mais saberemos o que a esquerda oferece como alternativa: nada.

Tal como o PCP, a esquerda em geral vomita a cassete da imoralidade da austeridade mas nada oferecem como alternativa.

 

Logo, pessoalmente eu disfruto imenso em ouvir a Grândola ou mesmo slogans que pedem a demissão do governo; aprecio especialmente a falta de respeito de acusações preconceituosas como 'gatunos'. Enquanto o nível for baixo e a substância das críticas inexistente, agradecerei a Zeca Afonso - viva o lindíssimo lamento Alentejano!



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 19:34
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Saber Mais
Há que séculos que estou para ir a uma formação destas! Desta vez, acho que vou conseguir aceitar o convite que o Bruno Duarte nos dirigiu. Juntem-se a mim no dia 2 de Março, em Odivelas!



uma psicose de Essi Silva às 18:40
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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2013
Candida Almeida dispensada

 

Veio hoje a público que Cândida Almeida, deixará a partir do próximo dia 8 de Março de dirigir o  Departamento Central de Investigação e Acção Penal. Ao fim de 12 anos, Joana Marques Vidal, actual Procuradora Geral da República, achou por bem afastar a directora do DCIAP.

 

Tive o gosto imenso de contactar com Cândida Almeida na Universidade de Verão. Uma intervenção objectiva, esclarecedora, e digna de alguém que verdadeiramente conhece os meandros da justiça.

 

O departamento dirigido por Cândida Almeida é conhecido pelos grandes processos pelos quais é responsável como Freeport, Furacão, Submarinos, Monte Branco e contratos da energia e das PPS's.

 

Sem querer tecer grandes comentários sobre este afastamento, apenas digo que não gostei de saber que Joana Marques Vidal pressionou Cândida Almeida a publicamente dizer que não estava disponível para continuar no cargo por mais um mandato.


A justiça exige coragem.

 

E porque o Psicolaranja é acima de tudo uma plataforma de discussão deixo a pergunta:

 

" Qual o contributo de Cândida Almeida no sistema de justiça nacional, depois destes 12 anos no DCIAP?"

 



uma psicose de Pedro Miguel Carvalho às 23:29
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Políticas de Natalidade ≠ Acabar com o aborto

Pois. Não estou a falar de benefícios fiscais ou da Segurança Social.

De todo. Aparentemente para o PSD, medidas de apoio à natalidade passam por reavaliar a legalização do aborto, do casamento homossexual e da mudança de sexo.

 

Pelo menos é o que retiro das palavras de Nuno Reis, coordenador do grupo parlamentar do PSD na Comissão de Saúde, que reagiu à petição Defender o Futuro que contesta as “medidas ideológicas” – como o casamento homossexual, o aborto e a mudança de sexo – legisladas pelo anterior governo da seguinte forma: "A petição merece a nossa concordância já que também apoiamos o aumento de políticas de apoio à família”.

 

Não só a ideia me parece uma profunda estupidez*, sendo um retrocesso nos direitos que foram conferidos aos homossexuais, transsexuais (que ainda passam por etapas burocráticas terríveis) e a todas as mulheres férteis; como me parece que se está a atirar areia para os olhos - temos problemas bem mais sérios para discutir - e a olhar para estas pessoas como culpadas da taxa de natalidade ser cada vez mais negativa. 

 

Meus caros srs. deputados e ex-deputados do PSD - sim, houve uma aprovação à toa de legislação com impactos na sociedade, fruto de força de vontade ideológica por parte do PS mas - o aborto não é o principal culpado da redução da natalidade em Portugal. Simplesmente cada vez há menos condições sociais e económicas para se ter um filho, quanto mais dois ou três. Querem obrigar as mulheres a terem filhos que não podem manter só porque não nascem suficientes crianças? Querem obrigar os casais homossexuais a viverem uma farsa? Se pagarem os psiquiatras e psicólogos que os deverão tratar por uma vida de miséria, por mim tudo bem.

 

 *agora em bold, para ver se percebem o que digo

 



uma psicose de Essi Silva às 15:56
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€3 000 000 000 para Empresas Portuguesas. Quem é contra?

Um consórcio de empresas Portuguesas de construção civil viu-lhe adjudicado um projecto residencial na Argélia. Sem dúvida fruto da diplomacia económica dos Ministros Luís Amado e Paulo Portas e da habilidade do MNE em explorar o desejo de certos países em não serem absolutamente dependentes de potências regionais/mundiais como França ou China.

 

Gostaria apenas de recordar quem é contra este contrato:

 

Comissário Europeu Štefan Füle: "There can be no return to complacency towards authoritarian regimes. The European Union stands behind the forces of change and modernisation"






 

 

 

Bloco de Esquerda: “O Estado Português deve ter relações com Angola, mas não pode desconhecer o que se passa neste país, nem muito menos aproveitar-se dele, assumindo uma visão exclusivamente pragmática com ausência de valores”


(Presumo que a mesma política seja extrapolada para a Argélia)


 

Amnistia Internacional: "As the European Commission and the President of Algeria Abdelaziz Bouteflika prepare to initial an EU-Algeria Association Agreement in Brussels tomorrow (Wednesday 19 December), Amnesty International says the fact this event is going ahead shows the EU’s human rights clause is now clearly not worth the paper it is written on"


 

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 13:44
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Seguro quer ser Ministro dos Negócios Estrangeiros

Mas alguém deveria recordar-lhe que NÃO É!!!

 

 

É de uma falta de sentido de estado gritante que o líder da oposição queira sabotar a política externa de um governo legítimo. Assim o CDS e o PSD já sabem que se o PS for governo e quiser renegociar o acordo com a Troika, eles poderão devolver a cortesia e mandar cartas às três instituições dizendo que Portugal está dividido sobre o assunto de modo a permitir à Troika mandar o governo do PS passear.

 

Haja vergonha.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 13:37
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Eu também posso resignar

 

Quando uma instituição que criamos não nos sobrevive, apesar da dureza da realidade, temos de admitir que não criámos nada.

Os tempos que se seguem provarão que, no grande Psicolaranja, os criadores já não fazem falta.

Convicto disso, resigno.

Forte abraço a todos!



uma psicose de Paulo Colaço às 03:03
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Domingo, 17 de Fevereiro de 2013
Psicolaranja na Maia

 

No passado dia 15 de Fevereiro o Psicolaranja em parceria com a Concelhia da Maia da Juventude Social Democrata levou a efeito uma palestra intitulada "Liberais a sério - 14544 horas de Governo em análise".


Numa noite de forte concorrência, com Pedro Passos Coelho a escassos km's de distância dali numa iniciativa do PSD distrital do Porto, cerca de 70 pessoas povoaram o auditório da Junta de Freguesia de Vermoim para pela voz de Ricardo Campelo de Magalhães e André Azevedo Alves, ouvirem e debaterem o estado do país e o seu futuro.

 

Após as intervenções de abertura dos oradores (em breve disponíveis em vídeo), um debate bastante participado e esclarecedor nasceu, moderado de forma descontraída, com algumas incursões humorísticas, por Paulo Colaço.

 

 

Esta iniciativa marca uma nova etapa na vida do Psicolaranja. Essi Silva, Administradora do Blog, anunciou aqueles que ali se encontravam, que aquela seria a última iniciativa de Paulo Colaço (fundador do Psicolaranja) enquanto membro do blog.

 



uma psicose de Pedro Miguel Carvalho às 20:40
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Not in the ear!

 

Se alguém me perguntasse, eu diria que existem duas escolas de posts de despedida. A primeira escola tenta ser profética. Dá conselhos para quem fica, produz análises messiânicas, e tudo num tom de elevação como se a revelação se passasse no Sinai.

 

A segunda, filha de um certo cinismo, leva a que o autor adopte a mesma posição de pedestal, embora normalmente com menos ensinamentos e num tom mais directo e pouco polido, sublinhando que o autor é too cool for school (passo o paradoxo).

 

A vós de decidir onde este se insere.

 

Tendo dito isto, foi um prazer discutir convosco. Discutir com elevação, utilizando argumentos racionais que não resvalam para a emoção barata ou para os truques de argumentação que só desvirtuam é uma capacidade cada vez mais rara.

 

No entanto também não faz falta quem se julgue o rei da cocada preta só porque consegue juntar o sujeito e o predicado. Discutir num blog é muito bom, mas não é nada comparado com o contributo activo que podem oferecer, dando corpo ás vossas convicções. Convido-os a levantarem-se da cadeira e fazerem mais por isso.

 

Até uma próxima.

 


:
: Ça va pas changer le monde - Joe Dassin

uma psicose de José Pedro Salgado às 18:06
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Sábado, 16 de Fevereiro de 2013
Mises e os Sindicatos



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 21:30
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Até já Zé Pedro e Paulo!
  



Corria o ano de 2006, quando o Psico foi fundado por ex-alunos da Universidade de Verão, nomeadamente pelo José Pedro Salgado e pelo Paulo Colaço, coincidindo precisamente com o momento em que passei a fazer parte da JSD na, sem dúvida, melhor secção de Lisboa. 

A Secção B, no Campo Pequeno, não foi só um sítio onde se discutiu muita ideia, onde se realizaram vários psico-eventos: foi durante muito tempo a sede não oficial do Psicolaranja (isso e os sítios onde o gang se reunia para comer e debater). E foi sem dúvida a minha segunda casa. 




Foi graças ao meu querido amigo Nélson Faria, que eventualmente me apresentaria o Paulo Colaço num corredor da FDL, com o Diogo Agostinho, com o José Pedro Salgado e o Guilherme Diaz-Bérrio que me tornei psicótica, mesmo antes de fazer parte do blog.

O Psicolaranja e a B estiveram e ainda estão intrinsecamente ligados. Por história, por iniciativas, boas memórias e sobretudo por Amizade. 




É essa a amizade que criei com o Paulo Colaço quando o conheci na UV'09, a semana mais fantástica até hoje, da minha vida. 




Com 6 anos, o Psico mantém-se resistente, especialmente tendo em conta que os blogs têm, regra geral, uma esperança média de vida reduzida, ainda mais por não ser um blog de massas e de estar muito ligado a uma ideologia partidária. E isso deve-se, não só aos Administradores que o geriram, à relação inter-psicóticos - a tal família com Ph que havia entre os velhotes do blog - mas sobretudo ao Paulo Colaço, que sempre foi a alma do Psico e da malta Old-School que ensinou os pequenitos a crescer e a bloggar. 




O Psico não é o Paulo Colaço, não se esgota no Paulo Colaço. Nem nos outros fundadores, como o querido Zé Pedro - cujas citações de Churchill - sempre me trouxeram um sorriso à cara. O Psico é muito mais que isso. 

Mas se o é, devemo-lo não só aos outros fundadores, mas sobretudo aos resistentes Paulo Colaço e Zé Pedro Salgado. 




Não há palavras para descrever a gratidão que sinto por nos/me terem deixado este legado, esta segunda casa. O que aprendi convosco é inestimável. 




Zé Pedro, a minha maior pena é não me poder despedir de ti pessoalmente. Dar-te um grande abraço e pedir que visites mais vezes. Há demasiado tempo que não te vejo! 

És um modelo para mim de várias formas, mesmo com os quilómetros que há muito nos separam. Aprendi tanto, mas tanto contigo! Obrigada por teres tido a paciência de me tirares da ignorância e por te teres sujeitado às minhas regras como AB, mesmo quando não foste louco por elas. :)




Paulo, não imaginas o esforço que fiz ontem na iniciativa da Maia para não desatar a chorar baba e ranho. Tenham paciência - sou mulher. E sou emotiva. 

Entrei no Psico como uma gaiata tremendamente ingénua. Ainda tenho um caminho muito longo para percorrer na vida, mas vou melhor preparada graças aos teus ensinamentos, experiências, histórias e bom humor!!!!

Só espero que a saída do blog não implique um distanciamento dos nossos momentos de comes-e-bebes.* É que eu conto contigo (e com a Bea) para descobrir as tascas com a melhor francesinha/bifana/pizza/pasta, seja o que for! ;)




Em suma, este post não reflecte suficientemente o impacto que ambos tiveram na minha vida e no blog. Mas as palavras, mesmo em muita quantidade, não são suficientes para expressar o sentimento de gratidão e de profundo apreço, carinho e respeito que tenho por vós. 




Até já Paulo e Zé Pedro. Espero ter forças e capacidade para continuar com o vosso bom trabalho, que o Psico mude, amadureça e dê lugar a novas histórias e novas memórias! E estejam certos que embora possam hoje ficar psico-adormecidos, nunca serão psico-esquecidos! 




*Não te preocupes que na próxima jantarada és convidado na mesma. Talvez até consigamos convencer o Zé Pedro a desviar alguma cerveja belga cá pró Sul ;)


uma psicose de Essi Silva às 14:28
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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2013
É já daqui a umas horas! Não percam!


uma psicose de Essi Silva às 20:13
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Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2013
Bento XVI (II)... o legado nas últimas palavras que vai proferindo...

 

Sabemos que este não é um blog com o fito de acompanhar a actualidade religiosa, mas o «trovão em céu sereno», a que se referiu Angelo Sodano, continua a despertar o mundo para um facto inédito na história moderna da Igreja.

 

Proximamente terei a oportunidade de apresentar aqui uma reflexão sobre a conciliação do Homo religiosus com o Homo político, numa perspectiva que encontrará na Doutrina Social da Igreja a sua inspiração e fundamentos. No fundo, perceber-se se é compatível e de que modo o ser-se um homem religioso e um homem político, segundo a visão católica, nos tempos de hoje.

 

Para já, realço, pela importância do conteúdo, a homilia do Papa proferida na missa de cinzas e resumida no texto seguinte.

 

«Converter-se significa não fechar-se na procura do próprio sucesso, do próprio prestígio, da própria posição, mas fazer que em cada dia, nas pequenas coisas, a verdade, a fé em Deus e o amor se tornem a coisa mais importante», salientou.


Para o papa a «conversão» consiste em escolher entre «poder humano e amor da cruz, entre uma redenção baseada apenas no bem-estar material e uma redenção como obra de Deus», a quem se dá «o primado da existência».


Bento XVI vincou que cada católico deve diariamente «renovar a escolha de ser cristão», perante o «juízo crítico de muitos contemporâneos».


Fonte: Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura



Video das celebrações litúrgicas 13 Fev.


Homilia 13 Fev. (versão disponível em italiano)



uma psicose de Hugo Carneiro às 18:59
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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2013
Esquerda caviar

Com duras e incisivas críticas, Beatriz Talegón, secretária-geral da União Internacional de Jovens Socialistas, incendiou o encontro da Internacional Socialista, em Cascais:



“Me sorprende mucho cómo pretendemos remover la revolución desde un hotel de cinco estrellas en Cascais, llegando en coches de lujo. Me pregunto de verdad si nosotros podemos darle a los ciudadanos una respuesta cuando vosotros, líderes políticos, les decís que los entendéis, que sufrís porque somos socialistas. ¿De verdad sentimos ese dolor aquí dentro?, ¿de verdad podemos entender lo que estamos pidiendo al mundo desde un hotel de cinco estrellas?”  

Tal e qual a história do Rei vai nu...

 

Estes pedregulhos foram atirados com muita precisão e da parte de dentro da casa socialista. Bem sei que todos os partidos têm os seus telhados de vidro, no entanto, ao escutar o som destes sensíveis vidros a estalar, vieram-me de imediato à memória os exemplos ainda frescos de socialismo caviar, ou se preferirem, para ser mais elegante - de socialismo burguês - que o nosso país tão bem conheceu. Já que António José Seguro teve a oportunidade de assistir a estas palavras na primeira fila, aproveito para lhe endereçar a seguinte questão - uma esquerda coerente ainda vai ser para os nossos dias?!



uma psicose de Catarina Rocha Ferreira às 00:54
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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2013
Papa Bento XVI resigna ao lugar...

 

 

 

 

 

Em 2005 Joseph Alois Ratzinger era eleito sucessor de Pedro, adoptando o nome de Bento XVI. Ratzinger, durante o papado de João Paulo II, tinha sido uma das figuras prominentes da hierarquia eclesiástica, tendo dirigido como Prefeito, com inspiração divina, a importante Congregação para a Doutrina da Fé. 

 

Se pudermos estabelecer, de forma pouco exaustiva, as grandes diferenças entre João Paulo II e Ratzinger, chegaremos a uma conclusão que ultrapassa a diferença e encontra na complementaridade o seu aspecto mais particular. João Paulo II proclamou, num momento de viragem da história do mundo, do marxismo à democracia, a mensagem da caridade, do trabalho e da importância dos leigos. Ratzinger, que participou activamente no produto final do papado de João Paulo II, acrescentou, se assim pudermos resumir, um elemento estrutural sem o qual a caridade não sobrevive, a Fé.

 

A caridade deve surgir e desenvolver-se, na linha do pensamento de S. Tomás de Aquino, orientada pela recta razão. E a adesão ao esteiro de Cristo pressupõe a fé. A fé é um dom concedido por Deus e não algo inato ao Homem e desenvolve-se e floresce pelos estímulos proporcionados por Deus.

 

Ratzinger instituiu a Fé como elemento máximo do seu magistério papal e proporcionou aos crentes os instrumentos e caminhos para a desenvolver. Será pretensioso da minha parte exaurir todos os contributos de Bento XVI na sua vida como crente e como Papa, mas um aspecto se destaca. Bento XVI cararacteriza-se pelo seu dom humano e intelectual. Bento XVI tem sido anunciado como um dos melhores pensadores da Igreja contemporânea. Se João Paulo II tinha sido próximo das pessoas em geral, Bento XVI foi conquistando estas e conquistando os intelectuais.

 

Num mundo em que se percebe que o desenvolvimento tecnológico não se mostra suficiente para a plena concretização do Homem, Bento XVI relembra que «a vida eterna» é um bem e um fim que pode ser alcançado desde hoje. A «vida eterna» é a superação da morte, que pode suceder antes mesmo da morte (vd. Carta Encíclica Spe Salvi, Salvos na Esperança). Bento XVI renovou em palavras frescas os textos que muitos consideravam antigos e ultrapassados, lembrando Cristo como A Pessoa e Deus próximo, unido ao Homem numa história eterna de amor agapé.

 

O seu trabalho como catequista da humanidade está presente quase desde o início do «estrelado» da sua vocação. As suas encíclicas são inspiradoras nesse trajecto, bem como todos os textos que vem produzindo e que visam orientar e aclarar os textos biblicos num mundo cada vez mais consumido por si mesmo e pela doutrina do mal.

 

O seu amor a Cristo, a sua genuinidade, a sua simplicidade, a sua velhice ternurenta, todos estes elementos fazem de Bento XVI um Papa marcante. Lendo alguma da literatura sobre a história e influência do mal nos dias de hoje, rápido se percebe que Bento XVI, Homem genuíno, é visto como uma das ameaças mais assinaláveis no século àquele, porque assenta a sua vida na Caridade e na Fé. Ao mesmo tempo, proclama, viva voz, a mensagem da esperança, fechando, por essa via, o círculo das virtudes teologais.

 

 

Bento XVI é um homem ímpar, de simplicidade marcante. 

Tive o gosto de poder assistir e presenciar isso mesmo o ano passado, quando assisti em Roma às celebrações pascoais. Bento XVI colocou-se na sua figura de Homem aos pés de Deus, pela Humanidade. Enfrentou, até, alguns dos momentos mais difíceis da história da Igreja moderna, quando se viu confrontado com escândalos de pedofilia entre os servidores de Deus. Mas assumiu com frontalidade o problema, tornando públicas as orientações para toda a Igreja saber enfrentar essa influência do mal e perturbação do Homem. Todas essas posições públicas podem ser consultadas no site do Vaticano.

 

Bento XVI marca a Igreja, num momento de viragem do mundo, deixando como mensagem fundamental do seu magistério papal Cristo e o Homem, como figuras e pessoas indissociáveis, na relação entre o Criador e a Criação... 

 

Se tiver de destacar um importante escrito, de leitura universal, devo referir a vida de «Jesus de Nazaré», em três volumes. Isto porque todos os caminhos de Bento XVI terminam em Cristo, Deus tornado homem em Jesus, que viveu bem perto de nós e nasceu em Nazaré.


Mas Bento XVI não resigna sem antes deixar preparado o futuro da Igreja. Tal facto é visível nas nomeações de Bispos que fez nos últimos anos. Indicou homems intelectuais e trabalhadores, que viveram perto das suas populações nos anos anteriores e que evidenciaram uma vocação forte. Homens jovens e capazes de dialogar com o mundo de hoje.


Não deixa de ser curioso, também, o momento para esta resignação. A Igreja atravessa um período de acalmia, depois de períodos extremamente difíceis como aquele a que já me referi. Mas, mais importante, Bento XVI resigna no decurso do Ano da Fé, iniciado no final de 2012. É como se o Pastor dissesse às ovelhas: «ide, a Vossa Fé vos iluminará». 

 

Apesar da sua resignação, que demonstra até o seu desprendimento e o quão bem compreende a sua missão, esperemos que possa Bento XVI continuar a influenciar positivamente e por largos anos a vida da Igreja.

Um Bem-haja ao Papa Ratzinger, sucessor de Pedro como Bento XVI...


(O anúncio da resignação)

 

 



uma psicose de Hugo Carneiro às 12:05
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Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2013
True Colors

 

"Parlamento manda cortar nos carros do Estado. Aprovado com os votos favoráveis do PSD e CDS-PP e a abstenção do PS, PCP, BE e PEV".

 

E é nestes momentos que os supostos defensores dos “pobres e oprimidos” mostram as suas “true colors”!

 

Viva a hipocrisia!!



uma psicose de VilmaCR às 20:59
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Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2013
O nojento pseudo-moralismo de Ana Drago

Em que é que o Bloco acredita?

- na culpa por associação;

- na inversão da presunção de inocência para 'culpado até prova de inocência';

- na conspurcação do bom nome das pessoas;

- na demonização dos ricos e dos bancários, na demonização da direita.

 

 

A Ana Drago e o Bloco de Esquerda são uma vergonha para a política Portuguesa. A falsa autoridade moral, o riso de quem estupidamente julga que fazer generalizações discriminatórias é uma vitória.

 

Interessante como os partidos que se declaram como defensores da liberdade, são tão bons no assassínio de carácter...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 22:55
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Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2013
As Promessas de Hollande...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 23:20
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Os Tories na Vanguarda do Conservadorismo


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 22:53
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A Internacional dos Falhados

Tem lugar esta semana o congresso da Internacional Socialista em Lisboa.

 

É um espectáculo mas um triste espectáculo: da UE há apenas 4 representantes que chefiam um governo, o resto está na oposição e pior ainda na oposição depois de serem corridos do governo pelos eleitores. De fora vêm representantes excelsos como o MPLA Angolano ou partidos étnicos Curdos.

 

 

No geral a questão é ainda mais existencial porque a razão para não existirem partidos socialistas no poder deve-se ao falhanço total das ideologias de esquerda em dar uma resposta aos problemas económicos da Europa. O modelo progressista está falido e reuniões destas são uma autêntica parada da vergonha.

 

Em cima disto tudo vem Seguro dizer que federalizar a Europa é a solução para os respectivos problemas económicos. Uma vez mais, ideologia cega e zero soluções pois a UE também é a fonte de muitos dos problemas económicos actuais; para além de ser uma declaração problemática porque federalizar a Europa implica corromper a soberania Portuguesa e nesse caso eu como Português não vou votar num partido que quer abrir mão da soberania do meu país.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 20:26
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Sábado, 2 de Fevereiro de 2013
Por vezes somos surpreendidos por quem menos esperamos...

(carregar na foto)

 

Não é minha intenção pronunciar-me sobre o processo autárquico em curso no Porto, nem sobre os candidatos que já se assumiram ou dos eventuais que ainda podem surgir.

 

O objectivo deste post é apenas evidenciar a minha perplexidade quanto ao destaque publicado pelo JN hoje e que resulta de decisões de uma linha editorial que me levariam a crer que tal nunca fosse possível. Estamos sempre a ser surpreendidos.



uma psicose de Hugo Carneiro às 20:58
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Enquanto o Costa e o Seguro andavam às turras, eis o que passou despercebido...
  Artigo de Paulo Rangel sobre a Regionalização in Público 

Entre vários argumentos, o eurodeputado justifica quais são os efeitos da austeridade e do centralismo. Aponto os principais: o facto da região Norte ser a mais pobre de Portugal; a diferenciação dos portugueses em primeira classe e segunda, o que provoca tensões sociais e desigualdades; o facto da política de assistência/caridade do Governo só se focar na esfera familiar e não nas diferenças do desenvolvimento territorial; a má distribuição da riqueza não opera só através das classes, mas também através das desigualdades territoriais; é fulcral promover justiça territorial até para demonstrar a coesão do país aos olhos das entidades internacionais que nos estão a supervisionar. 

O artigo completo pode ser lido aqui

A qualidade da RTP - Entrevista do Público a Paulo Ferreira

Se é verdade que concordo com a premissa da selectividade de conteúdo e com a melhoria da qualidade que a televisão pública presta - afinal de contas não pagamos uma televisão que custa uns trocos do dinheiro dos contribuintes. 
Preocupa-me qual será o critério de selecção da secção noticiosa. É que sou completamente a favor que nos afastemos do tipo de notícias à jornal O Crime, que os privados fazem. Mas preocupa-me que a selecção implique o percurso de subjectividade e de falta de isenção que pautou o conteúdo noticioso da televisão pública durante os anteriores governos. Mais aqui e aqui.

Enquanto Costa ladra, a CML e os Lisboetas pagam

É pequenina, mas merece o meu destaque. Dois milhões?! Sr. Presidente - quantos buracos se podiam tapar? Quantos lisboetas poderiam beneficiar do investimento deste dinheiro em acção social das freguesias? 
Pois...


uma psicose de Essi Silva às 16:00
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Burocracias...parte II
  Lembram-se no meu post anterior,  da história dos computadores, das cartas sem sentido e dos enganos da Administração pública? 

Riam-se com esta: o meu avô, que se casou numa igreja em comunhão geral, a 7 de Maio de 1956 e fará 80 anos esta próxima sexta-feira, aparentemente é...SOLTEIRO/VIÚVO/DIVORCIADO. Pelo menos, para efeitos de retenção na fonte. 

Isto segundo o que consta no Centro Nacional de Pensões - onde a minha avó - a que partilhou o altar em 56 com ele - esteve há pouco tempo a pedir certidões. (Não foi pedida actualização de dados nenhuma...se havia actualização a fazer depois de 56 anos de casamento, claro. E porquê só aplicar um Decreto-Lei de 91 em 2013?!)

O que me leva a inquirir: Com quem é que a minha avó - a qual já ofendi por ter enganado a nossa familia durante anos...NOT - está casada então? 



uma psicose de Essi Silva às 14:20
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Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2013
A Câmara de Viana do Castelo vai para... Daniel Campelo

 

Note-se que nesta última sondagem pedia-se que se considerasse um candidato como o candidato "oficial" do PSD e do CDS - o que naturalmente justifica o estranho salto de 5% para 13% do candidato assim apresentado.

Daniel Campelo - que é da mesma área política - é apresentado como "independente" com o objectivo de desvalorizar a sua votação.

E mesmo assim...

 

Esta notícia é coincidência? Não me parece.

Daniel Campelo e o PSD têm em seu poder estas sondagens. Mostram como já é grande a vantagem para os restantes potenciais candidatos à Câmara de Viana do Castelo. Daniel Campelo tem tudo consigo: imagem pública forte, uma câmara vizinha que deixou com 14M de Euros em Depósitos a Prazo e especialistas QREN ao dispor... e os Vianenses sabem que precisam disso.

No fim, Daniel Campelo será o candidato do CDS e do PSD.

Uma pequena vitória numa noite que dificilmente correrá bem ao actual governo.

 

Últimas Notícias, segundo a Rádio Geice (uma rádio local):



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 01:59
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