Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2013
Aquilo que dava jeito as nossas Universidades pesquisarem e conceberem


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 23:20
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Irresponsabilidade Humanitarista

Em 2011, quando a Primavera Árabe ganhava ímpeto, os humanitaristas ocidentais lançavam achas para a fogueira: Amnistia Internacional ou Human Rights Watch (HRW) incitavam apoio aos revolucionários e reclamavam mais apoio da parte dos governos ocidentais e mundiais, para com a onda revolucionária no mundo Árabe.

 

 

Mas hoje, na apresentação do seu relatório anual, a HRW - surpresa das surpresas - queixa-se que afinal as 'democracias' erguidas nas ruínas dos prévios regimes aliados do Ocidente, não respeitam os mais básicos dos direitos humanos. Vejam só, se ao menos alguém tivesse previsto tal facto infeliz...

 

Como já aqui reportei há outros indicadores que também se degradam.

 

Mais uma vez se vê o resultado de amadores ideologicamente cegos, interferirem com políticas de estado cuja prerrogativa não pertencem à 'rua'.

 

Mas a irresponsabilidade destas associações não se resume à interferência com a política externa e os interesses de estados ocidentais, é que no fundo aquilo que estas ONGs verdadeiramente querem é que o mundo Árabe - e o resto do planeta - adoptem os valores ocidentais à força mesmo se depois estes se revelam impossíveis de adaptar. Este euro-centrismo fanático prejudica portanto as relações entre estados mas também prejudica as sociedades para onde eles são exportados.

 

Haja vergonha.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 19:06
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Burocracias...

Os computadores foram uma excelente invenção. Mudaram o mundo. Facilitaram tarefas, ajudaram a circulação e eficiência na transmissão de informação. 
Porém, nada substitui uma pessoa. A sensibilidade e o discernimento. Um computador não vê. Faz cálculos de acordo com os dados que neste são inseridos. 

Hoje em dia, em todos os serviços públicos do país, usam-se computadores. O que, em regra, é um beneficio até para o próprio cidadão, depara-se com uma grande excepção: a autoridade tributária. (E quando se recebem comunicações para pagar consultas hospitalares na véspera de Natal, também é um mimo)

Avaliações de IMI's, sem deslocações reais de peritos; cartas automatizadas, que oneram contribuintes a pagar taxas, por prazos que nunca ultrapassaram; avaliações incorrectas de IRS, que se às vezes trazem mais chatices que efectivamente um acréscimo no imposto a pagar, são coisas não tão incomuns assim. 

É verdade que a lei nos dá a hipótese de reclamar, mas a burocratização do sistema, em especial no que toca ao fisco, é lastimável. Em especial quando os casos são mais sérios. 

No Natal de 2010, um membro da minha família alienou um imóvel que, por virtude de ter sido adquirido antes da entrada em vigor do regime das mais-valias em 1989 (que tributa a diferença entre o valor de compra e venda de uma casa - o nosso "lucro" como Rendimento Singular), não estaria sujeito a tributação. 

Porém, como o computador decidiu mudar a data de aquisição de 1971 para 2005, apareceu um imposto generoso para pagar. A quem, não fosse o pequeno lucro que teve - o mercado imobiliário está terrível - teria alguma dificuldade em cumprir. E que por exceder determinado limite, só com autorização do Ministro das Finanças poderia ser parcelado. 

Caricato é que desde o principio que tínhamos razão. E essa razão, por motivos de extravio da reclamação dentro das Finanças (não é brincadeira não), demorou - deixem-me cá contar - sim, é isto mesmo, Um ano e dois meses a chegar.  

Imaginem se o imposto fosse de uns milhares...

Casos como este, por parte das Finanças, têm-me chegado à caixa de correio, com mais regularidade do que gostaria. 
Em todos tenho a lei do meu lado. 

Porquê? Porque primeiro a autoridade tributária obriga a pagar e só depois é que analisa se tem razão. E isto não seria preocupante se a justiça administrativa funcionasse eficientemente. Mas no nosso país, a Justiça não funciona. 
Só me resta perguntar Quid juris quando a lei não é o suficiente?


uma psicose de Essi Silva às 15:00
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Atenção: PSICO-INICIATIVA à vista


uma psicose de PsicoConvidado às 10:47
editado por Essi Silva às 16:49
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Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013
Da Praça do Município ao Largo do Rato são 8 minutos (com motorista)
Falava-se que Pedro Santana Lopes era um boémio. Que não perdia uma Moda Lisboa. Que gastava dinheiro a rodos em projectos para a cidade. 
Pois é, mas se Pedro Santana Lopes pensava na cidade e os seus projectos trouxeram uma qualidade substancial à cidade; os de António Costa nem por isso. 

Desde rotundas experimentais (sem sistema de escoamento de águas) que teimosamente decidiu implementar, aos 350.000€ que se destinaram à Moda Lisboa, o Município da capital parece nadar em dinheiro. 

O impulso esbanjador de Costa não é novo. Mas é irónico, que no dia em que, mais uma vez, se candidata a Lisboa fale de tudo menos de...Lisboa. 

Pois é. Afinal de contas, os residentes e os não residentes nestes dois mandatos o que têm visto de novo e de positivo na cidade?!
Ah sim...para mim foi a Fonte Luminosa. A cuja inauguração o Presidente se atrasou mais de meia-hora...

E acham mesmo que um mau presidente de município, pode ser um bom líder de um dos maiores partidos e maior responsabilidade nos desígnios da nação? 
Quando nem da sua cidade lhe interessa falar? 

Pois....Costa anda à procura é duma oportunidade de destaque. Daí contradizer-se tanto. 
Nem todos têm qualidade para governarem uma cidade, quanto mais um país.  


uma psicose de Essi Silva às 12:03
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Quando o Rato abandona o navio

 

Todos sabemos que os ratos são os primeiros a abandonar os navios quando os problemas acontecem.

Assim tem sido em Portugal, aqueles que andam pelos lados do Rato, têm com facilidade abandonado este grande navio que é o nosso país, quando o mesmo se começa a afundar, avulsas vezes por culpa das suas manobras arriscadas. Depois de estar o navio quase no fundo,, tem sido normal o PSD ser chamado, como se de uma brigada de elite se tratasse, para evitar a catástrofe.

Esta história que acabo de contar, já todos conhecíamos, o estranho é que agora, a agenda do Partido Socialista e de alguns dos seus militantes tem dominado a actualidade política, sem qualquer preocupação pelo país ou por arranjar propostas para tal.

Não gosto de Seguro, nem do seu estilo de fazer (ou tentar fazer) política, contudo, não posso aceitar que algumas personalidades do PS sobreponham a sua agenda ao interesse nacional.

António Costa, político pelo qual até nutria alguma simpatia, não está a ser sério. António Costa está a querer abalar o Partido Socialista e chegar ao poder a todo o custo.

Passamos o dia com Costa, o quase candidato.

Adormecemos com Costa, o candidato.

Acordamos com Costa, o quase candidato de novo.

Desta vez, parece que o Rato fugiu mesmo do seu próprio navio.

 



uma psicose de Pedro Miguel Carvalho às 10:31
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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2013
Aos nossos amigos d'O Insurgente :-P

Excesso de velocidade dá prisão efetiva na Suíça

"em alguns casos, o veículo é mesmo confiscado, sendo que o valor da venda reverte a favor do Estado ou de associações de prevenção rodoviária. A carta de condução também pode ser apreendida para sempre"

 

Afinal que aconteceu ao paraíso liberal?...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 14:12
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Ó PS, não havia necessidade...

Então o representante do PS na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, actualmente encarregada das audições ao caso do visionamento pela Polícia das imagens da RTP sobre a violência e vandalismo à porta da Assembleia da República, é nada mais nada menos que Ricardo Rodrigues - sim! aquele deputado que roubou o gravador do jornalista que o entrevistava, quando não gostou das perguntas.

 

...

É uma escolha bizarra e que poderia ser vista como coincidência infeliz, não fora o facto de que a deputada Glória Araújo, aquela apanhada com excesso de álcool no sangue, era pela sua parte representante do PS na Comissão para a Ética, a Cidadania e a Comunicação; assim já começa a surgir um padrão mas ó PS, não havia necessidade...





uma psicose de Miguel Nunes Silva às 13:25
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Domingo, 27 de Janeiro de 2013
Adeus às armas

 

Morreu Jaime Neves.

Se a tristeza matasse, eu estava pronto para ir com ele.

O Psicolaranja orgulha-se de ter organizado um debate muito animado e simbólico com o "nosso" comandante.



uma psicose de Paulo Colaço às 16:12
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Sábado, 26 de Janeiro de 2013
Falta de Respeito do Governo...


A Junta Metropolitana do Porto insurge-se contra o autismo e a falta de respeito do Governo.


uma psicose de Hugo Carneiro às 02:37
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Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2013
“To escape criticismo: Do nothing... Say Nothing... Be nothing...

 

É muito mais cómodo não expressar a nossa opinião... não contradizer ou contra-argumentar com o amigo do lado... Não tomar partido de coisa alguma para não ferir susceptibilidades. Acontece porém que a sociedade evolui porque felizmente sempre houve quem não se acomodasse, quem lutasse pela mudança, acreditasse nas suas ideias lutando por elas com afinco. Se queres contribuir para a mudança... age! Não tenhas medo das criticas.

“To escape criticismo: Do nothing... Say Nothing... Be nothing...”



uma psicose de VilmaCR às 19:21
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Psico-Cinema: 'Zero Dark Thirty'...







Alguém se oferece para começar o debate?...


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 14:20
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Ainda bem que foi assim!

 

Ao contrário de algumas glórias reclamadas em favor do povo nos últimos dias, esta sim merece registo...



uma psicose de Hugo Carneiro às 11:09
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Deve ser muito o desespero! (ainda sobre as autárquicas)
 É a única coisa que, para mim, explica a candidatura de alguns autarcas, especialmente os que ultrapassam os três mandatos, aos municípios vizinhos. 
Até percebo que possa ser útil, procurar nomes conhecidos da esfera política e pública, para darem a cara pelos municípios de maior destaque no país. Mas corre-se o risco da receita que até possa ter funcionado com a vizinha, não se adapte à nossa realidade. 

E retomo o alerta que o Filipe Lopes fez aqui: a escolha do candidato não pode ser reflexo só dum nome espampanante para iludir, nem da máquina para favorecer. 


uma psicose de Essi Silva às 00:23
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Alguém me explica...
  ...porque é que se apoiarmos um candidato, que até está mais próximo da base social de apoio e das linhas programáticas do Partido, estamos sujeitos à expulsão; mas se falsificarmos dados de militantes, ninguém vê nem faz nada?

Podemos mesmo sujeitarmo-nos a perder um nome como Miguel Veiga, por o partido achar que Menezes é mais importante e termos de ser extremistas a aplicar os estatutos?!
É que se assim for quero ver, se no fim do dia, há mais militantes reais ou "fantasmas" no PSD...


uma psicose de Essi Silva às 00:08
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Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2013
Portugal voltou aos mercados

 

 

Feira da Ladra

 

 

Este Sábado irá fazer sol e temperatura amena. Espera-se um bom dia na Feira da Ladra, a mais antiga da cidade de Lisboa, com origens no século XIII. Aproveitem para lá dar um salto e ver as velharias que nos fizeram sonhar durante a infância, as bugigangas e malas da Pepa ou até, quem sabe, esvaziar o armário das roupas que já não servem e fazer algum dinheiro com isso.

 

Os portugueses definitivamente voltaram aos mercados para vender aqui que lhes resta e já não presta, mas o que é um desastre para uns pode ser a sorte de outros.

 



uma psicose de Beatriz Ferreira às 23:57
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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2013
Definição de Hipocrisia = António José Seguro

Desde há umas semanas o líder socialista vinha a dizer o seguinte:

 

"O Partido Socialista não está disponível e quero deixar um aviso ao primeiro-ministro: ele não tem mandato para fazer um corte desta natureza"


“o PS está disponível para debater a modernização do Estado, mas indisponível para ser cúmplice de um corte nas funções do Estado”

 

 

Hoje, fruto dos cortes já efectuados, da intenção de fazer mais, e da boa performance de Portugal nos mercados que AGORA e GRAÇAS A VÍTOR GASPAR permitiram uma baixa nos juros da dívida, a Troika consentiu em permitir a Portugal mais flexibilidade no pagamento da dívida.

 

"Ricardo Costa (Expresso) "Eu, que escrevi várias vezes que seria quase impossível que Portugal regressasse aos mercados em 2013, reconheço sem qualquer problema que com estas regras Portugal está em condições de o fazer. Mais relevante, a estratégia negocial de Vítor Gaspar foi a correcta, sobretudo nos prazos em que jogou as suas cartas. Sempre sem forçar e sempre a aproveitar a terra firme que outros, sobretudo a Irlanda, iam pisando.""

 

Revela hoje o Ministro Irlandês das Finanças Michael Noonan que "Vítor Gaspar, acertou em dezembro passado com o seu homólogo irlandês aguardarem pelo «momento oportuno» para reivindicar a extensão do prazo para pagar os empréstimos"

 

 

Até François Hollande - o pretenso arauto da anti-austeridade - se viu forçado a admitir que não só Portugal tinha implementado bem o ajustamento das medidas da Troika mas que tinha sido precisamente o desgoverno do passado que havia posto Portugal no buraco em que se encontra:

 

"Põe-me a questão de saber se a França poderia seguir o exemplo de Portugal... Não! Porque os níveis da dívida não são comparáveis, porque as situações económicas são diferentes... mas é porque queremos evitar chegar a essas soluções [de cortes nos salários, nas pensões...] que é preciso encarar o problema o mais rapidamente possível e o mais eficazmente possível"

 

E que têm Seguro e o PS a dizer?

 

"o PS teve razão no tempo certo", ao pedir mais tempo e mais dinheiro". Mas que grandessíssima cara de pau!!!

 

Como se tal flexibilização pudesse ter ocorrido sem os cortes que o PS criticou e prometeu inviabilizar!!!!!!!!!!



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 18:30
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Ok: isto, é ridículo

Cortes de cabelo na Dinamarca terão de custar o mesmo preço!

 

Por quase tudo um homem paga menos do que uma mulher.
Se a UE continuar com esta tendência...



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 18:20
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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2013
Subsídio de desemprego para a Função Pública

Segundo o que li na página do Jornal Sol o Secretário de Estado da Administração Pública, propôs à Frente Comum convergência dos regimes de protecção social, a redução no pagamento por doença e a aplicação do subsídio de desemprego à administração pública.

 

Fico contente com esta proposta do governo, é cada vez mais necessário aproximar a Função Pública do Sector Privado, acabar com os privilégios exagerados a que os funcionários públicos têm direito, aproximar os vencimentos entre um sector e o outro.

 

Já sei que provavelmente serei violentado ao dizer isto, masé preciso despedir funcionários públicos.  O Estado não suporta mais o monstro que é a Função Pública.

 



uma psicose de Pedro Miguel Carvalho às 18:53
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O Perigo dos Tecnocratas


A SIC Notícias na última edição do programa Sociedade das Nações convidou Miguel Poiares Maduro para apresentar as conclusões do seu estudo sobre a crise financeira Europeia. Que conclui o jurista do Instituto Universitário Europeu em Florença?

Surpresa das surpresas, que é preciso mais leis e mais Europa...

Maduro queixa-se que os estados não conseguem sozinhos lidar com problemas que são mundiais e que como tal, entidades como a UE são essenciais. Argumenta também que há um problema 'democrático' nas políticas dos estados Europeus nomeadamente no que concerne à responsabilidade pelas consequências dessas políticas.

Que tiramos daqui? Que o estado soberano Europeu é antiquado e a UE é o futuro para os Europeus. Porque é responsável e porque é economicamente adequada aos problemas hoje enfrentados pelas populações. Por outras palavras: esqueçam Portugal - qual relíquia retrógrada de tempos idos - e digam olá à nossa nova pátria, a Europa....

Confrontado com a crítica de perda de soberania que tal visão implica, Maduro não tem resposta mas escuda-se subtilmente no aviso aos perigos de políticas identitárias - i.e. se não são a favor do desmantelamento do estado-nação Europeu, é porque são racistas e xenófobos.

Este tipo de pensamento é típico de quem tem uma visão puramente utilitarista da política, de quem acredita na linearidade histórica e de quem acredita que o fenómeno da globalização é o dealbar de uma era pós-moderna e que a História acabou - ó filho pródigo de Fukuyama.

Maduro argumenta o sonho tecnocrático - a utopia da burocracia global totalmente eficiente. Nada disto é surpreendente para um jurista mas ainda menos para um jurista vindo das instituições Europeias. José Pedro Salgado simpatizará com Maduro com certeza. Os juristas tendem a acreditar que o direito é uma ciência exacta e não uma social; tendem também a ver a Lei como realidade em vez de ideal. Esta visão é errada e altamente problemática.

Porque é tudo isto preocupante? Porque em vez de representantes nossos como Maduro, velarem pelos nossos interesses nacionais nas instituições internacionais, a sua preocupação parece ser pelo contrário ter-se transferido para velar pelos interesses das instituições nos países de origem. É como se os nossos enviados às instituições Europeias se tivessem nativizado ao fazerem o seu trabalho e a sua nova lealdade já não tenha Portugal como prioridade.

É que qualquer pessoa que pretenda defender o interesse nacional Português não pode logicamente defender a perda de importância da soberania do estado Português. É verdade que nada é preto e branco mas como aceitar a visão de pessoas que não se auto-impõem limites ao enfraquecimento da soberania nacional?

Se a reivindicação é que os Portugueses enquanto população estariam melhor sob o governo de uma entidade estrangeira, então porquê pretender defender e representar Portugal quando se está automaticamente a trair os ideais de quem defendeu o país de ocupações Espanholas, Francesas, Inglesas, etc? 

Estes 'Europeístas' fazem lembrar os Bonapartistas Portugueses das invasões Francesas que lutaram contra as tropas Portuguesas porque acreditavam nos ideais universalistas da Revolução Francesa. Esta 'Legião Portuguesa' dos nossos dias tem razão ao afirmar que os Portugueses estariam economicamente melhor sob a gestão de potências estrangeiras. Se Portugal fizesse parte da Noruega por exemplo, teria mais fundos para investir assim como uma melhor gestão política. O único problema é que já não seríamos Portugueses mas sim Noruegueses...

Se para se resolver um problema se destrói a equação inicial, o problema não fica resolvido.

Maduro tem também razão quando diz que há um problema de governação democrática. É verdade que as políticas de alguns estados não foram responsáveis. Não anteviram nem se preocuparam com consequências domésticas, Europeias e internacionais. Maduro só se preocupa no entanto com as consequências Europeias. Ao descurar as consequências internacionais e domésticas, ele revela o seu preconceito. Não penso que seja um grande escândalo dizer que para os Portugueses, países como Angola ou o Brasil são bastante mais importantes do que a Estónia ou a Hungria, por exemplo. Logo para um político Português, a preocupação com as consequências das suas políticas devia levar muito mais em conta países lusófonos que  estados-membro. Maduro discorda...

Isto para não falar das consequências domésticas das quais Maduro não parece querer tirar ilações. É que é verdade que há um problema de democracia em muitos países Europeus - Portugal entre eles. E porquê? Porque são os políticos do sul mais populistas, demagógicos e irresponsáveis?

Esta resposta é desconfortável para os que como Maduro, defendem MAIS integração Europeia. Porque a sociedade civil mediterrânica é significativamente diferente da nórdica; e esta última é utilizada como modelo para a implementação de políticas ao nível Europeu por eurocratas que ignoram que os parâmetros da mentalidade Sueca não são os mesmos da Portuguesa. Afinal, não há uma grande diferença entre o modelo nórdico em Portugal e o Fordismo na Amazónia...

A solução consequentemente não é a uniformização legal e administrativa que Maduro e os euro-federalistas defendem - a qual traria apenas mais distorções de índole cultural - mas sim mais diferenciação de políticas. Tal como Portugal precisa de mais controlo ao nível das finanças públicas do que países nórdicos, também precisa - como país lusófono - de menos regulamentação ao comércio com outros continentes.

Maduro apela à 'reconstrução da democracia' e rejeita que a austeridade seja uma inevitabilidade, preferindo vê-la como uma 'escolha' - mais outro da escola de Artur Baptista da Silva...

Eu sou da opinião contrária: pagar um empréstimo é universal, valores culturais nunca foram.


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 15:39
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Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2013
Viva Malthus
Quanta população pode o planeta suportar?




uma psicose de Miguel Nunes Silva às 00:16
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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2013
International Relations 101 para o JP Meireles em 3 segundos...

... com uma abordagem sarcástica:



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 16:37
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€ultura

 

 

O secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, apresentou a iniciativa Ano da Arquitetura Portuguesa.

Esta iniciativa visa “intensificar a divulgação internacional da arquitetura portuguesa contemporânea, bem como promover internacionalmente os serviços portugueses de arquitetura”, sustenta a Secretaria de Estado da Cultura.

Vamos lá ver se é desta que a Cultura recebe o devido valor.

Cultura também rende! Haja vontade e conhecimento para saber rentabiliza-la. 



uma psicose de VilmaCR às 10:30
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Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2013
Claramente a austeridade não resulta...


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 19:46
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Viva a Liberdade III


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 19:42
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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2013
No comment


uma psicose de Hugo Carneiro às 22:40
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Experiências da CML

Como a nossa Câmara Municipal em Lisboa está com um activo impressionante, decidiu-se fazer uma experiência com duas rotundas ao invés de uma, no Marquês de Pombal, e mudando sentidos na Av. da Liberdade (o que a mim já levou a 1 hora e meia a tentar estacionar na zona e chegar ao Politeama!). Felizmente o terror dos automobilistas, está quase a chegar ao fim, tendo em conta que o município decidiu recuar nas alterações que fez na Av. da Liberdade

Para quem é sócio do Automóvel Clube de Portugal, saberá que desde o início que estes se apresentam contra as alterações. O estudo que desenvolveram está disponível aqui e sugiro a sua leitura. 


uma psicose de Essi Silva às 12:14
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PS diagnosticado com demência recorre à ADSE

 Estou confusa. Afinal de contas o PS quer ou não quer acabar com a ADSE? 

Correia de Campos diz que sim, Carlos Zorrinho diz que não, Álvaro Beleza acha que sim. 

E no meio disto tudo, Relvas quer bater palmas mas pede ao PS que se decida...
Enfim. Rico país, o nosso. 


uma psicose de Essi Silva às 11:45
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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2013
Terroristas: cada vez mais novos
Pais desesperados com gémeos que aterrorizam escola no Porto

E umas palmadas valentes, não?
É que algo de muito grave se está a passar, quando duas crianças metem medo a miúdos e graúdos. E não me venham com desculpas sobre crise: a boa educação não é uma qualidade só dos ricos.

Mais, aqui:
http://niii.ws/3Zi

uma psicose de Essi Silva às 22:10
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Para memória futura...

... dêem-me ouvidos, pelo menos quando eu falo de política externa.

 

(este post é mais uma vez dedicado a certos ex-Psicóticos)

 

 

Nem um ano se passou desde a intervenção da NATO na Líbia (que Portugal apoiou...) e os aviões Europeus estão de volta aos céus africanos. Há umas semanas atrás, em vésperas de Natal, falava-se em Washington sobre a possibilidade de bombardear a Líbia de novo, desta vez para dar cabo dos Islamistas que o Ocidente havia armado durante a guerra civil Líbia. Para quem não esteve atento, os mesmos que assassinaram o embaixador Americano na Líbia e destruíram o consulado em Benghazi.

 

Esta semana não é a Líbia que se bombardeia mas sim o Mali, aonde Tuaregues e a corja Salafista fundaram um estado Islâmico vindos da Líbia em caos. Estes últimos impuseram a xaria e levaram a cabo um vandalismo bárbaro de locais e monumentos históricos classificados pela UNESCO como património da humanidade.

 

Já se fala que se forem expulsos do Mali, os Islamistas poderão procurar desestabilizar outros países como o Chade, a Mauritânia ou a própria Nigéria - potência regional da África ocidental.

 

Isto para não falar de consequências tais como o aumento no fluxo de imigração ilegal Africana - que Qadhafi mantinha em cheque - o aumento do valor dos seguros para os investimentos ocidentais na Líbia e no norte de África e a inerente falta de segurança dos mesmos.

 

E então? Viva a democracia? Valeu bem a pena? Vejam lá se querem repetir a dose na Síria....



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 22:07
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O que é meu é meu, o que é teu é de todos!

Faleceu Aaron Swartz, um dos meninos-prodígio da inovação e negócios da web. Longe de querer falar da sua morte, este post aborda um dos princípios sobre que se norteou a sua vida.

 

Swartz defendia que todos deveriam ter acesso aos artigos científicos publicados online e apelava ao fim do que considerava “um roubo privado da cultura pública”.

 

Não posso nunca validar este entendimento. Dizer que tudo o que é arte, ciência e outros conteúdos da internet devem ser públicos e passíveis de apropriação por qualquer cidadão é o mesmo que negar a propriedade privada, muita dela fruto de um intenso esforço pessoal e base de sustento.

É um princípio de insegurança nos bens jurídicos de que não abdico.



uma psicose de Paulo Colaço às 13:53
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Pepa e a verdadeira crise portuguesa

Todos conhecem a recente história da “Pepa” por isso poupo-me a introitos.

Sim, a gaiata tem uma voz afetada e isso foi natural motivo de gozo. Tal como gozamos com o fanhoso, o zarolho, o tetraplégico: é que Deus castiga se não encontrarmos motivos para zombar das vicissitudes alheias.

Mas não foi essa a principal causa da chuva de críticas ao anúncio.

O problema é que um dos desejos de Pepa para 2013 é uma mala que custa caro. E não interessou a ninguém que ela a pensa pagar amealhando aos poucos. Não, o que interessou é que a Samsung preferiu dar voz a quem quer uma mala e não a quem quer uma lata de atum.

 

“Quem nasceu para dez tostões, não chega a conto de reis”, diz o povo. Quer isto dizer que quem sonha baixo, não voa alto. Ou que quem pensa pequenino nunca chegará a grande.

No futebol diz-se: quem não marca sofre.

Na realidade, os portugueses não ficaram ofendidos porque Pepa queria um produto consumista em tempo de crise: os portugueses melindraram-se porque são mesquinhos, invejosos e não conseguem admitir que haja gente optimista e que possa ter sonhos inatingíveis para a maioria.

Enquanto estivermos mais preocupados nos sonhos, projetos e conquistas dos outros, mais atrasamos a marcha das nossas próprias vitórias.

É por isso que estamos permanentemente em crise: ocupamo-nos demasiado com a vida dos outros, a nossa não nos chega!

É por isso que uns palermas se melindram quando veem o Primeiro-Ministro sorridente em tempos de crise, ou quando uma miúda quer uma mala.

 

A SIC entrevistou a famosa Pepa e perguntou-lhe se ela se arrependia. A resposta foi sublime. Se bem me lembro, disse algo como “apesar de tudo, não me arrependo: o meu desejo foi honesto, verdadeiro e legítimo”.

Se o povo for inteligente, percebe a chapada de luva branca.



uma psicose de Paulo Colaço às 01:52
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Sábado, 12 de Janeiro de 2013
FMI e trapalhadas

 

(carregar na foto para abrir a entrevista)

 

Nestes últimos dias ficamos a conhecer um relatório do FMI conhecido pela comunicação social, antes mesmo dos deputados ou do Presidente da República terem sido avisados do mesmo.

 

A comunicação social transformou-se, não só com este exemplo, mas numa sucessão de casos, no instrumento de anúncio oficial do Governo. Seja pelos jornais ou pelos comentários de Marques Mendes ou António Borges, vai-se sabendo o que vai no interior da "reflexão política" governamental por via informal e nos comentários de esquina televisiva.

 

O relatório do FMI, independentemente das valias que possa conter, nasce mal e mal se endireita com o seu anúncio. Marques Mendes já tinha avisado e o governo foi trabalhando com o FMI a feitura do mesmo, pese embora apareça apenas com o selo oficial do FMI.

 

O relatório ignora a realidade social e limita-se à frieza dos números. Que o Estado tenha que cortar, estamos de acordo, mas tudo começa mal. Mais adiante explicarei porque digo isto.

 

O governo pretende que até ao final de Fevereiro esteja concluída a proposta de cortes a apresentar à troika. Este facto representa em si mesmo o anúncio do falhanço da discussão sobre qualquer reforma do Estado Social. Em cerca de um mês e meio pretende-se realizar um amplo debate, em que o PS possa estar envolvido. Está-se mesmo a ver que isso representa um delírio inacreditável.

Com um ano e meio de governação só agora surge esta discussão que se sabe ser essencial desde o primeiro dia do governo. Mas o governo foi incapaz de antecipar propostas ou soluções e de promover o debate e consenso necessários. Nem mesmo a Comissão eventual na AR poderá salvar a trapalhada, porque ela devia ter surgido muito antes, com o convite ao PS para uma comissão interpartidária, logo no início do estabelecimento de pressupostos de discussão.

 

Aliás, este último aspecto é da maior importância. O PSD assinou com o PS e CDS um memorando, que foi sendo sucessivamente revisto, ao ponto de se poder afirmar que o memorando de hoje já não é o mesmo que o PS assinou. Mas, ainda assim, o governo não se preocupou em que durante estas revisões do memorando o PS fosse chamado a dar o seu bom ou mau contributo e a ratificar as sucessivas alterações.

Aqui começa a nascer o vírus que irá ditar o fim de tudo isto. Sem diálogo, seja com o PS, seja com a concertação social, desde o primeiro dia, percebe-se que o conjunto de reformas propostas é manifestamente inviável. 

 

Digo-o com pesar e profunda tristeza, porque se Portugal não muda como deve, tudo poderá ser pior no futuro.

 

Várias personalidades já se foram pronunciando sobre este relatório com queixumes ou críticas mais severas. Destacam-se, sem carácter exaustivo, Bagão Félix, Pacheco Pereira e Adriano Moreira. Paulo Portas surge, igualmente, a dizer que é necessário respeitar a CRP e que há soluções propostas que são inadmissíveis. 

 

Começou a ouvir-se, também, que o governo não tem mandato para estas alterações, a seguir-se a "carta" proposta pelo FMI. E o próprio Primeiro-ministro já veio afirmar que tem legitimidade, sim senhor. 

O que acho disto?

 

De facto, a proposta apresentada pelo FMI, a ser seguida no todo ou em parte, dada a sua gravidade, pode mesmo, em certos casos, colocar em causa essa legitimidade.

A CRP não prevê uma sanção para o caso em que um certo governo executa um programa distinto do seu programa de governo. Esta é a conclusão imediata que se poderá retirar da análise da CRP.

 

Mas tal não corresponde à verdade. A CRP institui um sistema de equilíbrios que, neste caso, impõe uma apreciação subjectiva da realidade do incumprimento. Isto porque a medição do incumprimento não pode ser apurada por uma norma constitucional. Então, a CRP entregou, em última instância, ao Presidente da República a salvaguarda do regular funcionamento das instituições democráticas. As sanções são por isso mediatas e não imediatas. É ao Presidente da República e não aos Tribunais que cumpre aferir se o desvio da política executada face ao programa de governo é de tal modo assinalável que, através dos mecanismos de que dispõe, deve intervir. 

 

A intervenção do PR pode funcionar a vários níveis, que funcionarão em sistema gradativo consoante a própria gravidade do desvio/incumprimento. Poderão ir desde a mera advertência privada ou pública à acção governativa, até à dissolução da AR, este último o acto mais violento e disponível para as situações mais graves.

 

A questão que se coloca é a de saber se o governo já atingiu essa suficiente gravidade que implique, por ex., a adopção da sanção mais gravosa que culminaria com eleições.

Quanto a este ponto diria que a análise deve ser realizada a quatro níveis ou dimensões ou respondendo a algumas questões:

 

1º São as medidas de ablação de rendimento aprovadas com o OE 2012 e 2013 definitivas ou transitórias? Como poderão representar uma situação de confisco, a serem permanentes, essa situação é muito gravosa para o equilíbrio institucional e social.

 

2º Tem a «acção governativa desviada» provocado a destruição da coesão social de forma permanente ou gravosa e a incerteza no quotidiano da vida social?

 

3º Correspondem as medidas a promover uma transformação estrutural do Estado Social Constitucional, a tal ponto que um debate alargado e a geração de consensos se imporiam de forma acrescida? A não existência desse diálogo significará que o governo não actua no quadro democrático e parlamentar existente, mostrando-se, por essa via, inadequado à missão que lhe estava confiada pelos eleitores. Mas a crítica poderá ser estendida à oposição do arco governativo, conquanto a recusa no diálogo seja injustificável.

 

4º Actua o governo em violação da Constituição?

 

 

Esta reforma, importante, como disse, começa mal. Começa sem diálogo, sem o estabelecimento de pressupostos. 

É encomendado um estudo que tem como único objectivo responder à questão: "onde se cortam 4000 mil milhões?".

 

Mas a questão devia ter sido posta de outra forma:

Deveria ter-se questionado, por exemplo:

- faz sentido existir um ensino obrigatório? Se sim, até quando e de que forma?

- faz sentido existir um ensino universitário financiado por dinheiros públicos? Se sim, de que forma e em função de que critérios?

- Que tipo de saúde se pretende? Deve atender apenas a cuidados de emergência e paliativos? Deve ir além disso? Até onde?

- etc...

 

Deveriam colocar-se estas questões atendendo às funções que cada Ministério executa.

 

- No fim, ajustar as disponibilidades em função das respostas, devendo aquelas ser revistas  se as disponibilidades/recursos forem insuficientes.

 

São este tipo de questões que em função da resposta nos permitirão perceber que tipo de Estado Social é pretendido e aceite.

 

Em suma, o governo entra agora na terceira fase da sua acção governativa, a primeira durou até à TSU, a segunda até ao OE2013, e agora entra-se na fase em que o governo aguenta ou não a função que lhe foi confiada em função da discussão da "refundação" e da decisão do Tribunal Constitucional.

 

Digo o que tenho dito sempre... Sem diálogo, sem sensibilidade social, sem verdade e sem seriedade na discussão, a acção governativa não irá durar muito.



uma psicose de Hugo Carneiro às 16:51
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Os abutres do poder (uma série de questões)

Ao que parece o absolutamente importante, quase histórico, ex dirigente do Partido Socialista, Paulo Pedroso renasceu das cinzas e vem pedir eleições Autárquicas e Legislativas em simultâneo.

 

Será que Portugal já esqueceu que o país foi (des)governado pelo Partido Socialista durante 6 anos?

Portugal já esqueceu José Sócrates?

 

 

As ex-SCUTS?

O aeroporto onde não aterra ninguém?

O TGV?

A  festa da Parque Escolar?

O "Jamais" da margem Sul?

O pedido de ajuda externa?

 

Será tudo isto uma tentativa de aproveitamento do Partido Socialista em relação aos resultados das eleições autárquicas?

Será que o Partido Socialista acredita que, pela confusa Reforma Administrativa Territorial Autárquica o PSD vai ter um mau resultado que possa potenciar um mau resultado também nas legislativas (simultâneas) ou será o contrário, por acharem que o povo vai rejeitar o PSD no campo legislativo, também o fará nas questões autárquicas?

 

Contudo, se as legislativas forem simultâneas, relembro a sondagem da Pitagórica para o Jornal "I" que diz que Rui Rio seria melhor líder para o PSD.

 

Não fui inquirido nesta sondagem, mas acho o mesmo.

 

 



uma psicose de Pedro Miguel Carvalho às 11:56
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Cortes na Despesa ou Aumentos de Impostos?

Henrique Raposo, no Expresso, põe a nu a infantilidade da Esquerda:

É a coisa mais cansativa do debate em Portugal: a falta de coerência, a falta de coragem para se assumir as consequências da escolha x ou y. As pessoas, organismos e partidos que estão a berrar contra os cortes propostos pelo FMI também gemem contra o aumento de impostos. Gritam contra tudo, querem tudo, querem uma coisa e o seu contrário, querem manter ou aumentar a despesa, mas, ora essa, são contra mais impostos. Vamos lá ver se nos entendemos: esta boa gente pode criticar à vontadinha os cortes, mas, depois da gritaria, tem de ser consequente. Caso contrário, esta turma indignada entra no terreno do populismo. O que é o populismo?É a aldrabice política que diz às pessoas aquilo que elas querem ouvir. E ainda por aí muita aldrabice travestida de “defesa da Constituição”.

Se quiser ter um mínimo de coerência, a tribo do não-me-toques na despesa tem de responder a duas questões. Primeira: se grande parte da despesa do Estado é mantida pela dívida, como é que vamos manter essa despesa num cenário marcado pela escassez ou ausência de crédito para o Estado português? E imaginemos um cenário pós-troika: sem o professor alemão na sala, vamos voltar a emitir dívida como um bulímico? Vamos repetir a receita Sócrates, isto é, aumentar a dívida pública em 93%?
E como é que se governa à esquerda sem um aumento da dívida, isto é, sem uma crescente dependência dos mercados? Até hoje ninguém respondeu a isto.

Segunda questão: é possível manter os níveis de despesa (que aumentam automaticamente devido aos direitos adquiridos) sem um aumento de impostos? Não, não é possível. Lamento, mas a matemática limita o livre-arbítrio nestas matérias chatinhas. Se quiser ser honesta intelectualmente, esta boa gente tem de defender um aumento massivo de impostos para a classe média. Sim, para toda a gente. Não me venham com a história dos ricos: se expropriássemos neste momento as maiores fortunas do país, ficaríamos com dinheiro para pagar, sei lá, o buraco das empresas de transportes públicos de Lisboa e Porto. E o resto? Quem pagava? Depardieu? Portanto, se não quer cortes, se acha que o Estado está ótimo, a tribo da gritaria só tem uma opção política respeitável: afirmar que um aumento brutal de impostos é um bem em si mesmo. Na política, o livre-arbítrio tem limites, porque as escolhas que fazemos têm sempre consequências, mesmo quando as pessoas recusam vê-las. Diz que é a vidinha.

Também já houve uma altura em que eu pensava que era possível debater com a esquerda.
Mas depois aprendi a minha lição. Hoje limito-me a escrever para pessoas que saibam somar.

O que me exaspera nesta questão é que enquanto se perde tempo a falar no bê-á-bá àqueles seres primários de punho no ar, não se debatem temas muito mais relevantes sobre a futura evolução do Estado nos próximos anos. Como:

  • Estamos dispostos a abdicar, como sociedade, de parte da nossa liberdade para ter uma sociedade mais segura e securitária? Até que ponto?
  • Como vamos ultrapassar a completa inversão da pirâmide demográfica ou, caso achemos essa inversão aceitável, como nos vamos adaptar a ela?
  • Sabendo à partida que há cada vez mais consumidores com acesso aos mercados internacionais, como vamos adaptar-nos a um mundo com menos recursos naturais?
  • A Estratégia de Lisboa para a Competitividade falhou. Como vamos nós tornarmo-nos mais competitivos e responder à ameaça económica asiática?

E por agora isso passa completamente ao lado do pensamento do cidadão comum…



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 11:30
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Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2013
Sorrisos e advinhas...

 

Porque a política, nos tempos que correm, tem muito de esquizofrénico e com tiques hilariantes, apresento-vos um post igualmente hilariante... Conseguem adivinhar de quem é este "sorriso"...

 

Ai ai... maroto...



uma psicose de Hugo Carneiro às 22:10
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Estudos do Governo vs Programas de Governo

(uma questão de Governos... ou de conceitos?!)

 

Um “estudo” é para o homem comum um processo de obtenção do conhecimento, trata-se de uma análise, de uma avaliação de informações, é um processo de aquisição de saber...

Eis que, na ânsia de voltar ao poder, aparece o PS a pedir a demissão do Primeiro Ministro porque considera o estudo do FMI um novo programa de governo (!)

Como é evidente tal não irá acontecer, porém não deixa de dizer aos portugueses o que o PS considera que é um programa de governo – apenas estudos!



uma psicose de Catarina Rocha Ferreira às 17:26
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À espera da decisão do TC

Ainda sobre este Orçamento potencialmente não respeitar o princípio da Igualdade entre “Públicos” e “Privados”, como alguns defendem, atente-se a estes dados:

Public Private Compensation EU

Notas:

  • Países em que os Privados ganham mais que os Públicos:
    Eslováquia e Finlândia (esses fassssssistas…).
  • País em que o rácio dos rendimentos dos Func. Públicos sobre os Privados é maior:
    PORTUGAL, acima de Itália, Grécia e Irlanda – graças em parte ao OE de 2012.
  • Dúvida colocada ao Tribunal Constitucional, em Portugal:
    Ao aproximar os Públicos dos Privados não se estará a violar o Princípio da Igualdade?

Este país não existe…

PS Já sei que vão contestar a minha pessoa e os dados. Esta imagem foi retirada do Facebook de um amigo do grupo de debate Portus Cale. Publiquei pois os dados batem genericamente certos com este relatório (ver páginas 32 e 33) que entretanto consultei.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 11:00
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Que Estado queremos?

«An efficient and effective state enables and empowers its citizens to handle the demands of the global economy»

 

A leitura do relatório do FMI «Rethinking the State - Selected Expenditure Reform Options», apesar de não ser propriamente rápida e curta, recomenda-se. A quem tiver menos vagar restará sempre a consulta de uma súmula das principais medidas propostas pelo FMI...

 

Já não há como escapar a uma efectiva, urgente e necessária redução da despesa pública, o que leva a que o papel do nosso Estado seja consequentemente repensado.

Porém, as soluções propostas pelo FMI são discutíveis (e têm mesmo a obrigação de ser muito bem pensadas e discutidas). Deve-se ainda tentar que as medidas tomadas sejam acompanhadas pelo mais amplo consenso social possível, dado tratarem-se de opções com efeitos muito concretos no futuro, que implicam uma enorme mudança, que apesar de necessária também tem de ocorrer ao nível da mentalidade das pessoas. Daí a importância da reflexão desta matéria e de se ponderar - são estas as medidas que queremos? Que alternativas teremos?



uma psicose de Catarina Rocha Ferreira às 01:30
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Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2013
A pergunta que interessa

Noticiam os jornais online que uma deputada do PS foi apanhada a conduzir com álcool a mais no sangue.

A senhora chama-se Glória Araújo e, refere o Público que conduzia com um nível de álcool "bem acima do limite a partir do qual esta infracção é qualificada como crime".

Depois disto, a pergunta que se coloca não é "será que esta senhora tem imunidade para isto?" mas sim "Glória quê?!".

Esta senhora é deputada desde 2005 e o país só agora sabe que ela existe.

Tudo isto porque nos vieram dizer que ela bebe e depois conduz!

Estas situações (termos deputados desconhecidos) dá força aos que defendem ideias de eficácia ou consequências duvidosas como círculos uninominais ou a redução do número de deputados. 

Felizmente para esta senhora, foi eleita pela primeira vez antes da aprovação da Lei da Paridade...




uma psicose de Paulo Colaço às 02:26
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