Sábado, 29 de Setembro de 2012
má comunicação

Julgo que António Borges virou ponta de lança de uma qualquer estratégia de comunicação do governo... Quero apenas dizer ao estratega e ao subordinado que a ideia é trágica para o primeiro e profundamente desprestigiante para o segundo... 



uma psicose de Rui C Pinto às 20:31
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Se ao menos Portugal tivesse TGV...

 

Há dois anos atrás era isto o que os Telejornais reportavam:

 

A nossa querida esquerda avisava com condescendência que só a direita Portuguesa - quais pobres coitados em estado de negação - era retrógrada ao ponto de querer permanecer periférica:
A verdade tem vindo a transbordar desde há umas semanas e meses:
Mas sabem que mais, deixemos estas sumas inteligências governarem o país de novo; pode ser que tenham sorte desta vez...


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 17:52
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Sexta-feira, 28 de Setembro de 2012
Palavra de ordem esquerdista: CORRUPÇÃO

 

É a isto que leva o desespero. Em debates com esquerdistas na última semana, noto que há uma palavra de ordem a vir da esquerda, um argumento ex-libris, o último recurso de uma ideologia em doença crónica: 'Corrupção'.

A corrupção está em voga para os outros lados porque a esquerda depende hoje mais que nunca da retórica e 'corrupção' é um contra-ponto retórico contra o qual ninguém pode argumentar.

 

A coisa põe-se mais ou menos assim: depois da II Guerra Mundial e do fim do fascismo enquanto alternativo de modelo socio-económico, restaram as duas ideologias do comunismo e capitalismo. Finda a Guerra Fria e desiludido o mito do comunismo, a esquerda entra em crise. Da noite para o dia, a utopia do estado total bem como da economia planificada, implode.

Que fazer? A esquerda dividiu-se: uns mais centristas perceberam que ou se adaptavam ou eram reduzidos à insignificância política - o centro esquerda entra na 3ª via e torna-se liberal - outros decidem permanecer fiéis aos seus valores o mais possível e entram no reino da hiper-utopia - alterno-globalistas, 4ª internacional, neo-anarco-sindicalismo. Em Portugal o PS e o BE representam estas tendências respectivamente. 

 

Mas eis senão que chega a crise de 2008. O problema é que uma crise cíclica norte-Americana acaba por revelar uma crise estrutural Europeia.

Que fique claro que não é o modelo liberal que está em perigo - pois este sim é cada vez mais emulado pelo resto do mundo - mas sim o modelo social-democrata do estado europeu

 

A esquerda moderada que tem caminhado envergonhadamente para o campo ideológico da direita, ilude-se momentaneamente com a crise financeira e recorre ao seu paladino Keynes. A esquerda radical torna-se ainda mais irracional e na pessoa de figuras como Zizek, reclama a revolução para substituir o modelo neoliberal. Substitui-lo com o quê? Não se sabe. Zizek ele próprio pede que não se reflicta demasiado e que se faça a revolução pela revolução - não deve ter bem presente o resultado deste tipo de 'improviso' no último século...


Mas perante a inevitabilidade da austeridade, reclamada pela direita já antes da crise financeira, a esquerda fica atónita: que dizer agora para contrariar a direita? Como oferecer uma alternativa?

O argumento neo-keynesiano de mais investimento público para reavivar a economia não é passível de ser mais utilizado pois não só não há dinheiro para investir como a dívida reflecte o sobre-investimento/despesismo público das últimas décadas.


Solução? 'CORRUPÇÃO'.

Invocar a corrupção cobre dois problemas da esquerda: diferenciar-se da direita e oferecer um modelo económico alternativo à austeridade

O problema: em ambos os casos, a solução é puramente artificial e cosmética.

 

Reclamar que a direita é mais corrupta que a esquerda porque está mais próxima dos grandes negócios é tão somente um preconceito. Na verdade é mais a esquerda que expõe o sector público a promiscuidades ao insistir em intervir tanto com o estado na economia. Na verdade são os políticos esquerdistas que mais dependem da política para sobreviver do que os de direita que têm sempre um lugar no privado.

Isto em teoria, porque na prática em Portugal tem havido tantos escândalos de corrupção à direita como à esquerda.

 

Por outro lado, reclamar que os problemas económicos de Portugal derivam da corrupção é imensamente conveniente pois justifica um ataque familiar aos ricos e à classe política em geral, e levanta o ónus da austeridade, do sector social do estado.

 

A tragédia é que a corrupção em Portugal não só é endémica como não é a causa da crise económica do país. Obviamente não ajuda, mas utilizar a corrupção como argumento económico equivale a dizer que se amanhã se acabasse com todo o crime no país, o futuro seria radioso.

Não, não seria. Porque mesmo sem crime ou corrupção o estado continuaria a gastar 75% do seu orçamento com os sectores sociais, e a fazê-lo insustentavelmente. Um bom exemplo é a saúde: parece que se perdem 500 milhões resultado de corrupção - o que é muito - mas é necessário poupar quase 2 000 milhões em gastos. Ora , o que é mais fácil de garantir? Cortes na despesa? Ou optimização na mesma despesa? Cortar ou reformar? Reformas já houve muitas e ainda estou para ver uma que tenha contido gastos, quanto mais uma que acabasse com a corrupção...

 

O que se perde em corrupção é sempre demasiado mas não chegaria aos milhares de milhões de euros necessários para tapar os buracos das contas públicas - não pelo menos num país em que metade da economia está directa ou indirectamente dependente do estado - nem tão pouco chegariam as grandes fortunas. Isto mega-utopicamente partindo do princípio que não só seria possível acabar com a corrupção a breve prazo, como evitar que as grandes fortunas e/ou respectivos donos saíssem do país (porque se conseguiria fazer hoje, o que nunca havia sido feito na história de Portugal...).

Querer pretender que a população que grita 'GATUNOS' nas ruas tem razão, é fechar os olhos, enterrar a cabeça na areia e continuar a assobiar para o lado irresponsavelmente.

 

Mais uma vez a esquerda deste país revela-se gritantemente populista e demagógica.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 11:44
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Quinta-feira, 27 de Setembro de 2012
Já vai em 75% o sector social do estado




Ora, perante isto - e não sei se inclui os juros da dívida - a prioridade em cortes orçamentais vai CLARAMENTE para os salários dos políticos e para o orçamento da defesa. Isso sim fará a diferença..........................


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 09:59
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Quarta-feira, 26 de Setembro de 2012
1 ano

 

O Pensar Lisboa celebra o seu primeiro aniversário. O blog está de parabéns, na pessoa do seu criador e impulsionador, Diogo Agostinho que durante um ano motivou um grupo de jovens lisboetas a pensar e celebrar a sua cidade.



uma psicose de Rui C Pinto às 16:16
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Terça-feira, 25 de Setembro de 2012
FORA!


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 21:28
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O Perigo do Monopólio Esquerdista da Rua

Por populismo, por ignorância, por preconceito, por endoutrinação e propaganda, Portugal está decidido a comportar-se de forma autista perante a crise outrora oculta, hoje presente e sempre latente.

 

 

Até agora a direita tem-se contentado em produzir opinião nos media e nas redes sociais mas à medida que os protestos aumentam seria importante que houvesse uma presença de moderados nas ruas de Portugal. 

 

A triste realidade de países com fraca participação cívica e sociedade civil é a primazia dos que gritam mais alto, por mais ignóbil que seja o grito:

 

Que diz o PCP quando confrontado com a ausência de dinheiro - grandes fortunas e bancos incluídos - para mais investimento público?: "AVANTE CAMARADA , AVANTE; junta a tua à nossa voz!"

 

Que diz o PS quando confrontado com a ausência de dinheiro - grandes fortunas e bancos incluídos - para mais investimento público?: "As medidas de austeridade falharam" (Não adianta perguntar que sugerem em alternativa ou porque nos meteram na crise no passado)

 

E que clama 'eloquentemente o povo' nas ruas?: "GATUNOS!!!"

 

Hannah Arendt fazia a importante distinção entre 'povo' e 'populaça': aquilo que vemos nas ruas não é o povo mas sim a populaça. São as mesmas pessoas que fazem figuras tristes fruto da sua ignorância nos telejornais quando interpeladas futilmente pelos media ou que telefonam para os programas diários da manhã e da tarde para darem a sua erudita opinião.

Estas pessoas não são representativas da população nem sequer das classes mais desfavorecidas. Estas pessoas são o rebanho que papagueia aquilo que ouve e o que os media lhes apresentam. Guiam-se pela mentalidade de gado, pela 'sabedoria popular' e pelos memes da moda.

 

Infelizmente é nesta ralé que a esquerda confia para minar a política de austeridade e para voltar ao poder.

 

A direita está ausente das ruas e este facto impede que as críticas à austeridade tenham um contraditório. O resultado será ou o regresso da mesma esquerda que faliu o país ou a emergência da direita populista de centro e/ou de extremos xenófobos.

A mesma direita e centro que civicamente têm intervindo a partir de casa têm agora que se mobilizar para trazer para a rua a mesma sensatez de debate que têm demonstrado de forma responsável até aqui.
 

Não, não é preciso gritar slogans demogógicos e ignorantes. Mas é preciso comparecer; é o futuro do país que está em causa.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 20:00
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Obama Racista


uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 07:18
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Domingo, 23 de Setembro de 2012
Haja decoro, o mínimo de bom senso e, já agora, Sentido de Estado!

Numa altura em que o conflito social sobe de tom, em que a contestação às políticas e ao governo alastra nas ruas, sou incapaz de perceber a utilidade de vociferar disparates cuja consequencia só pode ser o aumento da crispação social. 

 

Portugal "não pode continuar um país de muitas cigarras e poucas formigas"

 

Miguel Macedo tem outros mecanismos para solicitar a saída do governo na próxima remodelação. Escusa de provocar mais dano ao executivo em praça pública. 

 

Juntar a execução de um programa de austeridade severa com um discurso moralista é insuportável até ao mais racional e responsável cidadão. Não provoquem as pessoas. Mais respeito por quem representam. 



uma psicose de Rui C Pinto às 16:05
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Sábado, 22 de Setembro de 2012
Entregues ao destino

O Conselho de Estado de ontem resultou num comunicado optimista. Ao que parece, o governo está em condições de garantir a estabilidade política da sua coligação e está disponível para substituir a polémica medida da TSU. 

 

Está tudo bem. Está tudo calmo. Descanso a todos. 

 

A política, no Portugal de 2012, faz-se na rua. Estamos entregues ao destino. 



uma psicose de Rui C Pinto às 19:43
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A Direita é Ingénua

Há uns anos atrás, em conversas de meios conservadores, a interpretação da realidade era de uma resignada constatação do estado das finanças do país e de um certo schadenfreude por se ter a certeza que mais cedo ou mais tarde o país iria acordar para o triste destino ao qual a esquerda o estava a votar.

 

 
Os sentimentos expressos eram de pena, de resignação ao caminho para a bancarrota mas apesar do derrotismo, também de alguma esperança. Se por um lado eleições como a de 2009 provavam que os eleitores Portugueses não se sabiam comportar em democracia, premiando com vitórias eleitorais quem mais bugigangas lhes prometesse em vez de elegerem a pessoa mais responsável para gerir um património comum, por outro lado havia a certeza de que depois de a governação socialista implodir o país as coisas apenas poderiam mudar para melhor para a direita - o pequeno consolo de que ainda que a guerra pelo presente do país estivesse perdida, a guerra pelo futuro seria ganha; havia o consolo de que ainda que a guerra pelo país estivesse a correr mal, os livros de história haveriam de premiar o nosso lado da batalha ideológica - uma variante do "viveram antes do seu tempo". 

Mas este anacronismo, estes prematuros históricos, amaldiçoados com o mau timing de quem "tem razão antes do tempo", estão agora a acordar para um pesadelo dentro de outro pesadelo: a inoportunidade histórica da direita ainda não acabou!...

 

Na verdade as nossas expectativas estão a ser goradas por nossa própria culpa pois não me lembro de alguém alguma vez ter previsto a reacção da esquerda ao fim do socialismo do caviar. Regozijáva-mo-nos por derradeiramente sermos aclamados pela nação, mas nunca pensámos no que faria o outro lado da divisão ideológica. Será que estava implícito que baixariam a cabeça e sairiam em vergonha? 

 

Eu compreendo muito bem a reacção de Duarte Marques quando exige pedidos de desculpa do PS, e a daqueles que querem que os governantes sejam responsáveis criminalmente pelos desfalques que cometem.

 

Mas devo fazer mea culpa: devo porque quando durante a era Sócrates eu escrevia críticas ao PS por deixar as Socranettes afundarem o país, eu julgava que era apenas Sócrates e o seu círculo que eram desonestos. Por desgostar de teorias da conspiração, nunca me ocorreu culpar toda a esquerda.

 

O problema é que a era Sócrates acabou há um ano e perante a verdade brutal da vitória ideológica da direita na última batalha que deveria enterrar de vez os delírios socialistas, a esquerda está de volta sem qualquer semblante de embaraço. Mas porquê? Devemos atribuir a gritante hipocrisia a fanatismo ideológico? Será puro posicionamento eleitoralista? Será tacticismo destinado a impedir que a direita corte o menos possível no sector social do estado?

 

 A esquerda recorre a tudo aquilo que pode ser confundido com argumentos: seja teoria da conspiração (os mercados conspiram contra Portugal especificamente) ou cortina de fumo (corrupção dos políticos, investimento na defesa). Mas o dogma sagrado, o sacrossanto intocável é o sector social do estado. Que ninguém toque na segurança social, educação, saúde, administração pública - também conhecidos por 70% do orçamento de estado and counting e/ou causa primária do crescimento da dívida ... Isto une toda a esquerda.

 

A mesma esquerda que defende a sustentabilidade climática e ambiental não quer saber da sustentabilidade financeira. Esta é simplesmente demasiado inconveniente ou anátema.

Mas que esperança há num país se este não consegue aprender com o mais básico dos exercícios de empirismo: a inviolabilidade da aritmética?

Que deve a direita fazer? Jogar o mesmo jogo sujo e tentar vencer a batalha falando mentira? Prometendo o que não pode ser cumprido? Continuar a oferecer austeridade por princípio e em detrimento próprio?

 

Seja qual for o resultado, a reacção da esquerda Portuguesa augura tempos muito maus para Portugal e um futuro extremamente doente. 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 01:16
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Sexta-feira, 21 de Setembro de 2012
pORTUGAL ?!

Mário Crespo e a RTP andam às turras.
O primeiro mofou dos gastos do segundo, o segundo divulgou a febre do primeiro em voltar para os quadros do segundo.
Parece que, em Portugal, quando alguém abre a boca para tecer alguma crítica, tornou-se moda virem a público factos comprometedores do passado desse mesmo crítico.

O país anda tão rasteiro que o meu medo é deixar-se um dia de se escrever Portugal com inicial maiúscula!



uma psicose de Paulo Colaço às 04:51
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Quinta-feira, 20 de Setembro de 2012
PSD e CDS criam grupo de acompanhamento da coligação

“As direcções nacionais do PSD e do CDS consideram fundamental, no actual quadro de grande exigência para Portugal e para os portugueses, ter uma coligação forte e empenhada na governação e apoiar um governo coeso**

 

Que óptimo! 

 

De uma solução criativa destas nem o Francisco Louçã se lembraria...

 

**não esquecer de avisar os membros do governo...



uma psicose de Rui C Pinto às 23:55
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Temperança

O meu artigo sobre Vitor Gaspar no Diário Económico:

O ideal seria um ministro liberal. Um ministro que, como foi pedido nas manifestações do dia 15 de Setembro, cortasse a fundo nos privilégios e nas despesas do Estado.

Um ministro que, como foi prometido no programa do governo, corrigisse o défice em dois terços pelo lado da despesa.

Mas quem seria essa opção ideal? António Borges, o responsável das privatizações que sugeriu a concessão? Braga de Macedo, o homem que deseja a desvalorização fiscal? Uma outra figura sem credibilidade internacional?

Portugal é hoje um país intervencionado e na mão dos credores Europeus. Consequentemente, o ministro das Finanças era o conselheiro chefe do presidente da Comissão Europeia e o governador do BdP um vice-presidente do BEI. Neste contexto, Gaspar é um técnico executor com a aprovação de Bruxelas, Washington (FMI) e Frankfurt (BCE).

Gaspar é apenas o técnico e o mensageiro. Como técnico, tem provas dadas a nível Europeu. Como mensageiro, não é responsável pela mensagem que tem de entregar, embora o pudesse fazer de uma forma mais humana e mais adaptada à comunicação.

As políticas de Gaspar não são as minhas políticas. É certo que cortou fundos a 60% das fundações avaliadas e é certo que já poupou mais de mil milhões em renegociações de SCUTs, mas é muito financeiro e falta-lhe a coragem para legislar sobre as pensões mais elevadas ou avançar com medidas de impacto como o cheque-ensino.

O povo está revoltado e tem razão para isso: os 5.000 milhões em falta não podem vir de novos impostos sobre a classe média mas antes de genuínos cortes na despesa. A austeridade é inevitável, mas o mix de políticas pode e deve ser negociado com os credores. E este é um debate em que todos devemos participar!

Mas remodelar o Governo e retirar de lá o melhor técnico e a referência de credibilidade dos credores não é certamente uma opção.
____

Ricardo Campelo de Magalhães, Consultor Financeiro



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 19:00
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Em imaginação ninguém nos ganha...



uma psicose de Diogo Agostinho às 13:01
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Ligas tu ou ligo eu?

Alguém tem o número de telemóvel ou e-mail do Paulo Portas que possa dar ao Passos Coelho? 



uma psicose de Diogo Agostinho às 07:50
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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2012
Os rios nascem mesmo no mar...

 

 

... e o João Gil avança para Cascais...

 

De Pedro Silva Pereira a João Gil! Os loucos viraram para Cascais? 



uma psicose de Diogo Agostinho às 18:06
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A solução para o pântano.

Disse, no post anterior, que é gravoso para a governação e para o país que se mantenha a actual coligação governativa. 

 

Relembro as palavras de Passos Coelho após o pedido de demissão de José Sócrates: 

 

Pedro Passos Coelho, defendeu que era preciso "pôr fim ao clima irrespirável" de uma "situação pantanosa" e que o pior que o seu partido podia fazer "era dar o seu voto para que esta situação se prolongasse em Portugal".


"Em democracia e numa sociedade adulta e madura, sempre que chegamos a uma situação de impasse, sempre que encontramos uma situação pantanosa, o pior que pode acontecer é ficar com medo e com receio de assumir responsabilidades e de pôr fim ao clima irrespirável que essas situações propiciam", defendeu, acrescentando: "Foi aquilo que eu fiz".

 

Espero que o primeiro-ministro mantenha a clarividência que demonstrou, há um ano e meio, quando líder da oposição. O governo moribundo é, agora, o de coligação. Interessa pôr-lhe fim, acompanhando a saída do CDS com uma remodelação substancial do governo e da sua orgânica.



uma psicose de Rui C Pinto às 00:12
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Pântano

Venho, por este meio, apelar ao sentido de responsabilidade dos membros do governo e cúpulas partidárias. O espetáculo miserável que as elites políticas têm proporcionado ao país é surrealista. É, hoje, absolutamente claro que os membros do governo e os líderes partidários da oposição não estão à altura da responsabilidade que o país tem demonstrado desde o início desta crise. 

 

- falar ao país e não dizer nada: 

 

O primeiro-ministro do país falou, nas últimas semanas, duas vezes ao país e não foi capaz de esclarecer os portugueses em relação às medidas e, sobretudo, ao caminho que quer seguir. A falta de transparência do seu discurso é absolutamente fatal para a aplicação de qualquer programa de reformas que exigem o sacrifício dos cidadãos. Se o primeiro-ministro está certo do caminho a seguir, tem de estar absolutamente seguro das medidas que pretende implementar e dos resultados práticos das mesmas. Não chega dizer que não pode prometer que não venham a ser exigidos mais sacrifícios. Tem de ser absolutamente claro quanto aos cenários em que recorrerá a mais medidas. 

 

Mais. Porque falhou a previsão para o défice deste ano? O governo controla a despesa, mas tem controlo sobre a receita que depende do consumo da sociedade, disse o primeiro-ministro. Pergunta o país, porque é que o consumo caiu e, consequentemente, a receita? Como consequência das políticas do governo? Foi previsto o carácter recessivo das políticas aplicadas nas receitas arrecadadas? 

 

Mais ainda. Em quanto se cifrará o défice deste ano? Que medidas serão aplicadas para atingi-lo? 

 

- a TSU: 

 

Todo o país está contra a medida. Só há duas pessoas em Portugal, eventualmente três, que acreditam no benefício da medida: o primeiro-ministro, Carlos Moedas e eventualmente o ministro das finanças. Mais ninguém defende tal medida: economistas, políticos, sindicalistas ou patrões. A não ser que o primeiro-ministro considere que foi ungido por inspiração divina e que todos devemos seguir a sua fé, tem que vir a público descrever cabalmente o benefício da medida que justifique o confronto com os parceiros sociais. 

 

- a política: 

 

Portugal não tem, actualmente, governo. O espetáculo público proporcionado nos últimos dias descredibilizou a coligação e desautorizou o primeiro-ministro. O CDS demonstrou uma evidente ausência de sentido de Estado. Paulo Portas mostrou que não é fiável nem responsável. O discurso patriota é boçal quando feito numa declaração que deita por terra uma coligação de governo. 

Desejaria que o PSD se deixasse de encenações que fragilizam o partido perante a opinião pública. Convocar os órgãos políticos, aumentando a tensão política, para por fim "baixar a bola" como disse Marcelo Rebelo de Sousa é vexatório e politicamente incompreensível.

Ao PSD, e ao primeiro-ministro, não interessa manter a actual coligação. Essa estratégia seria adiar um desastre inevitável, com consequências negativas para a governação e para o país. Resta a dissolução da coligação de governo e a negociação de um pacto parlamentar entre os dois partidos (idealmente três, incluindo o PS) relativo, estritamente, às medidas previstas pelo memorando de entendimento. 

Manter o actual governo de coligação significa arrastar o país para um cenário de eleições antecipadas em 2013 com consequências obviamente muito gravosas para os dois partidos da coligação mas, sobretudo, para o PSD. 

 

- Presidente da República: 

 

Estará, muito provavelmente, tentado a não agir na resolução da actual crise política. Perderá uma oportunidade única para prestigiar a sua imagem, fragilizada desde a polémica em torno das suas reformas. A manutenção do "status quo" levará a que seja co-responsabilizado pela crise política que se agravará em 2013 com a precipitação de eleições. 

 

- Tribunal constitucional: 

 

A situação política e social é tão surreal que afastou, momentaneamente, o fantasma da inconstitucionalidade das medidas do Orçamento de Estado de 2013. A concretizar-se tal cenário, saberei finalmente que tudo isto é um pesadelo e que acordarei em breve... 



uma psicose de Rui C Pinto às 00:01
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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2012
Decoro!

 

Bem sei que o País tem que continuar. Que as pessoas não devem nem podem baixar os braços. Que se deve continuar a incutir o gosto pela política nos mais jovens. Considero até que todos somos políticos. O que varia é a intensidade com que nos envolvemos. A decisão de ir votar, de participar em reuniões, de militar num Partido. 

 

Este sábado as pessoas saíram à rua. Manifestaram-se. Vimos pessoas que normalmente não iam em Manifs... Vimos pessoas revoltadas, insatisfeitas e com uma falta de esperança gritante. 

 

Foi uma forma de reagir e acredito que os confrontos mais para a noite, sejam já fruto de "outras forças" a tentar cavalgar a onda. 

 

Da Praça José Fontana à Praça de Espanha é muito caminho. É muita gente. Em mais de 40 cidades é muita gente. 

 

Ora, perante este sinal que as pessoas deram, não é admissível que o PSD venha falar... da declaração de Paulo Portas. Bem, como é infeliz este cartaz da JSD. As pessoas no sábado saíram e foram muitas, as que saíram do sofá. 

 

Para mobilizar as pessoas é preciso envolvê-las e sobretudo explicar como, para quê e com que objectivo são pedidos sacrifícios. 

 



uma psicose de Diogo Agostinho às 13:15
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E lá vai Lisboa

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2740009&seccao=Sul&page=-1

 

Deixo aqui o vídeo do DN. Com uma vista priveligiada sobre a Rotunda do Marquês, temos este belo cenário. 

 

Ora, após um fim-de-semana de pessoas a manifestarem-se, chega segunda-feira e temos "experimentalismo". Sim. É mesmo experimentalismo. Eu assisti à viagem de António Costa com a SIC para explicar as novas alterações ao funcionamento do Marquês de Pombal. 

 

É extraordinário que se gaste, fala-se em 1 milhão de euros, para "ver se dá" até Dezembro. Fiquei gélido com esta afirmação. Ver se dá? E é este o guru e a esperança pós-Seguro? 

 

Portanto, agora vamos aqui ver se isto resulta está bem lisboetas? É para ver se vocês se adaptam a esta nova moda! 

 

Isto é de uma falta de respeito e decoro a todos os níveis. 



uma psicose de Diogo Agostinho às 07:33
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Domingo, 16 de Setembro de 2012
Parabéns Psicolaranja!

 

 

6 anos, 6 velas para apagar!


 

Fez no passado dia 11 de Setembro, 3 anos desde o meu primeiro post neste blog.

 

Cheguei e fiquei encantada com a enchente de e-mails, o fervilhar político, as guerrinhas ideológicas. Tem sido uma experiência inacreditável, que agradeço com muito carinho. (sim, sim, saí uma finlandesa lamechas)

Passou-se tempo, a vida mudou e embora o Psico ainda seja um dos meus amores, o tempo para lhe dedicar não é igual. Ainda assim, deu-me algumas das melhores coisas da vida: lições de quem sabe mais do que eu, através de experiência e academia; e bons amigos.

E por isso, gostaria de usar o meu post para deixar alguns agradecimentos, a actuais psicóticos e a ex-psicóticos e de deixar um repto ao futuro que aguarda. 

 

Saravá!

 

Ao Nélson Faria, que me apresentou o blog pela primeira vez e que me deixou psicótica, há 6 anos atrás! Mudaste de caminho e escolheste um mais próximo de d'Ele, mas as tuas sábias palavras continuam a chegar à minha vida! Obrigada pelos conselhos e pela amizade!

 

Não esquecer o Paulo Colaço, de quem fugi na tarde em que cheguei à UV (tinha medo de microfones, de entrevistas e sobretudo de ti), mas que acabei por descobrir, ser muito mais que um fundador do blog que considero uma das minhas "casas", ser também ele, um amigo.

 

E por falar no Paulo, não esquecer as meninas Bea e Catarina, que fizeram parte do grupo da ELSA Maddie Comuna, na UV'09, (e me foram apresentadas, cada uma, debaixo de um dos braços do Né) a primeira porque não deixa ninguém descansar numa road-trip, para além de ser uma comediante nata ;) e a Cat, que acabou de ser abençoada (Parabéns!) e que é daquelas Mulheres com M grande, mesmo sendo pequenina.

 

Ao Miguel, também um obrigada especial, por ser uma pessoa com paciência para me instruir nos assuntos internacionais, que me escapam sob os olhos. E ao Ricardo, por fazê-lo, de uma forma tão irritante particular ;) na área Económica.

 

Sem esquecer o Jorge Fonseca Dias, que deu muita alma ao blog (e muita querela também), mas que com o seu coração junto da boca, me obrigou a ter uma pele mais dura e a ser mais cáustica. Mas que me consegue deixar com um sorriso, mesmo quando me chama Essi napalm Silva.

Ou o Diogo, que aproveitou a minha psicose para a escrita e para os eventos, deixando-me com a árdua tarefa de fazer cartazes para o Psico, acreditando nas minhas capacidades de marketeer amadora.

 

Salgado, foste outra das minhas referências iniciais do Psico, bem antes de ser psicótica. És um dos meus autores preferidos, pelo teor e pela ironia/graça dos teus posts. Não percas esse bichinho churchilliano e volta a escrever com mais regularidade para nós, que fazes cá falta. 

 

Elsa Picão, estás mais desaparecida, mas nem por isso esquecida. E Nuno Carmo, fala-nos das tuas aventuras e desventuras!

E quanto a ti Jorge Paulo Pinheiro, prometo que não me volto a enganar no teu nome!

 

E tu Rui C. Pinto, que impediste tanta queda na Bélgica, continua a discordar de mim. Afinal de contas, chamaste-me à atenção na UV'10 porque afirmaste que nem sempre concordavas comigo. É assim que se aprende - trocando argumentos e tendo maturidade para perceber o erro. (eu na altura pensei que fosses cigano eheh)

 

Por fim, não esquecer o Guilherme - que foi sempre o meu leitor preferido, enviando sempre um sms ou email quando discordava de mim, ou quando achava que tinha acertado na mouche. Nos meus primeiros tempos enquanto psicótica, foi como que meu editor, revendo os meus textos, só para que eu não tivesse vergonha ou medo de dar a minha opinião. Obrigada pela paciência.

 

[Menina Inês Cassiano, Tânia Martins, Elisabete Oliveira e Bruno Ribeiro: lá por não estarem por cá, não quer dizer que tenham desaparecido da nossa memória!]

 

O Psico nasceu da ideia de alunos da UV'06, de jovens quadros, de pensadores. Para que a UV não fosse o único sítio onde poderiam ter contacto com pessoas do resto do país de uma forma quase permanente, para conseguir continuar a aprendizagem, entre outras virtudes que o Psico trouxe. Aos psico-caloiros e aos futuros psicóticos, peço-vos que dêm mais a vossa opinião. Sem medos, sem papas na língua. Digam de vossa justiça, respeitando os outros. Pensem out-of-the-box, postem uma imagem se não tiverem mais tempo. Mas opinem. Essa é a maior arma que temos, afinal de contas. 

 

 "Ah! Não me diga que concorda comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado."

Wilde, Oscar

 

 

P.S.- Alguns comentadores também merecem a minha atenção: Tell, também me ensinaste algumas coisas e me deste um sorriso com essa redacção de emigrante ;) Filipe Silva - serás sempre o meu maior crítico e a primeira a pessoa a discutir ideologia comigo. Karocha, tão ou mais cáustica que eu, eheh

 

Obrigada Psicolaranja!

 

 



uma psicose de Essi Silva às 00:01
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Sábado, 15 de Setembro de 2012
Há quem trabalhe em Manifs

 

Não fui à Manif, porque estou fora do país. A primeira coisa que me perguntaram foi se emigrei. Mas não, vim só visitar uma sociedade em menor crise. Mas o meu tópico é outro.

 

Como disse, não fui à manifestação de hoje, tenho visto apenas relatos, fotos, recortes de imprensa. Embora eu perceba o descontentamento em geral, não percebo é porque é que as pessoas tentam provocar e atiram objectos contra os nossos polícias. Só demonstra a falta de conhecimento das condições das nossas forças de segurança, que infelizmente, não podiam juntar-se aos manifestantes porque, apesar de estarem muitas vezes em situações iguais ou piores em termos de condições socio-económicas, que os manifestantes, tinham de fazer o seu trabalho para conseguirem (sobre)viver.

 

Portanto, manifestem-se. Mas sejam minimamente cívicos. Não maltratem alguém que não merece. Respeitem os outros, como gostam de ser respeitados.



uma psicose de Essi Silva às 21:33
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de "bom aluno" a país ingovernável?

o actual governo foi eleito para aplicar medidas de correção das contas públicas por forma a garantir o financiamento da economia. os credores têm assim uma garantia de que os seus empréstimos serão pagos e, em última análise, voltarão a confiar e financiar o país. 

 

até sexta feira passada, Portugal era dado como um caso de sucesso europeu. o exemplo de um país que reuniu consenso político e social em torno de um programa de ajustamento financeiro para recuperar credibilidade junto dos seus credores. num ano foi possível reunir consenso entre os partidos políticos do arco da governação e entre os parceiros sociais. políticos, sindicalistas e empresários permitiram manter a paz social. éramos, por isso, um exemplo. e esse era o nosso maior activo político perante os parceiros europeus e as instituições que nos financiam. 

 

na sexta feira passada o governo desbaratou o maior activo político que detinha por uma medida que assumiu como sua, que representa uma mísera receita de 500 M€, e que conseguiu reunir a oposição de todo o país. uma vez mais o consenso de políticos, economistas, sindicalistas e patrões, porém, desta feita, contra o governo. notável. 

 

o anúncio de sexta feira mergulhou a coligação governamental numa crise política gravosa para o país e uniu a oposição, permitindo ao PS desvincular-se do acordo político em torno do memorando da troika. ao assumir a baixa da TSU como uma medida sua, Passos permitiu a Seguro chumbar o orçamento de estado. uma infantilidade política que, naturalmente, desagrada a Portas e ao CDS. 

 

mas não foi apenas o apoio popular que o governo perdeu na sexta feira. foi, também, o argumento da falta de alternativa política. ao assumir como sua a medida do aumento da TSU para os trabalhadores e a descida para as empresas por forma a aumentar a competitividade das empresas, abriu a porta à discussão política. argumentar agora que não há alternativa política ao orçamento do próximo ano é uma imbecilidade e um tique autoritário de quem receia o debate por falta de preparação. quem toma uma medida desta gravidade tem de estar preparado para debatê-la e defendê-la perante a opinião pública. 

 

hoje, o povo está na rua de uma forma muito expressiva. as imagens aéreas que as televisões difundiram são claras. o mar de gente que aderiu a esta demonstração de indignação está para lá da capacidade de mobilização de partidos ou sindicatos. resta a Passos Coelho recuar. bem sei que está convencido de que não deve governar para agradar à população, li essas declarações infelizes num jornal qualquer. mas que não tenha a ilusão de que pode governar contra as pessoas. se tiver essa ilusão, ficará para a história como o primeiro ministro que transformou um "bom aluno" num país ingovernável, à semelhança da Grécia. 



uma psicose de Rui C Pinto às 18:59
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Sexta-feira, 14 de Setembro de 2012
Responsabilidades

O País anda em discussão forte sobre TSU, Segurança Social, Empresas e Trabalhadores. Amanhã espera-se uma manif cheia certamente e legítima. As pessoas devem reclamar se assim o entenderem. 

 

Os agentes políticos devem perceber que hoje em dia uma pessoa precisa de ser bem esclarecida sobre medidas que a afectam directamente. 

 

Há uma certa unanimidade em que a declaração de há uma semana, antes do jogo de Portugal foi mal feita. Foi. Mas não consigo compreender que Paulo Portas ande neste jogo para culminar amanhã numa qualquer declaração solene. 

 

Paulo Portas tem um instinto de sobrevivência enorme, pois com a saída de Louçã, passa a ser o líder com mais tempo de liderança. Mas com esta postura quer o quê? O que diz no Jornal Público? Sentar-se no Parlamento? Ou quer virar Ministro do Seguro? 

 

Uma coligação deve ser um garante de estabilidade e cooperação. De permanente partilha de informação e consensos. Obviamente que ninguém espera sim a tudo por parte dos dois Partidos. São dois Partidos, com as suas histórias e os seus dogmas.

 

Mas não é admissível esta postura de Portas. Ou está ou não está! Esta coisa de ficar com os louros e os salões por esse mundo fora não existe. Num Governo de coligação tudo o que de bom e mau acontece é responsabilidade dos dois Partidos.   



uma psicose de Diogo Agostinho às 06:50
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Quinta-feira, 13 de Setembro de 2012
Pois...

 

 

Agora já presta? Agora já a devemos ouvir? Sim! Agora e antes! Sim! Com ela a vencer em 2009 não estaríamos hoje assim... 

 

É um facto. 



uma psicose de Diogo Agostinho às 06:21
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Começam as candidaturas...

 

Depois de Menezes para o Porto, surge mais uma candidatura...desta vez para Sintra...



uma psicose de Diogo Agostinho às 06:07
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2013

Paulo Portas tem, no Sábado, uma difícil escolha política. Ou toma como suas as medidas apresentadas para o Orçamento de Estado de 2013 e assume a união do governo na aplicação das mesmas, eu então propõe-se atenuar o pacote de austeridade retirando dividendos políticos óbvios, que fragilizariam a posição de Passos/Gaspar, quem sabe obrigando à saída de cena do ministro das finanças numa remodelação que se espera aconteça até ao final do ano. 

 

Gaspar admitiu, hoje, no Parlamento, que as medidas poderão ser atenuadas. No CDS já se pedem alterações às medidas. Hoje, Manuela Ferreira Leite reduziu a janela de oportunidade de Paulo Portas. Deixou antever que se o Orçamento não for questionado pelo CDS deverá sê-lo pelos deputados do PSD. 

 

A medida central que tem merecido contestação uníssona de sindicatos, patrões e todos os partidos é a mexida na TSU. Ora, por 500 milhões de euros, o governo arrisca todo o seu capital político junto da sua base eleitoral. É incompreensível. A medida, de uma gravidade tremenda para a classe média é depois acompanhada por um pós-anúncio de uma imbecilidade que sou incapaz de compreender. 

 

Se estas medidas forem por diante, como muito bem disse Manuela Ferreira Leite, em 2013 seremos a Grécia. E tal como na Grécia, o país mergulhará numa crise social e política que obrigará a um governo de unidade nacional, liderado por uma personalidade insuspeita da política nacional. Deixo uma sugestão. 

 



uma psicose de Rui C Pinto às 00:15
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Quarta-feira, 12 de Setembro de 2012
Enquanto se capa não se assobia!*

Não é possível manter a maçã no cesto da fruta e, ao mesmo tempo, comê-la! Ou se come a maçã ou se guarda.

De igual modo, a liberdade de expressão esbarra nas nossas responsabilidades. Ou se preserva a liberdade de usar linguagem e postura do "Zé da Esquina" ou se mantém um lugar de Estado, onde se exige uma atitude responsável e serena.

Se António Nogueira Leite quer ser o Zé da Esquina, alguém lhe faça já a vontade.

Obviamente, substituam-no.

 

* provérbio português.

Alguns pensam tratar-se de corruptela de "Enquanto se canta não se assobia" mas os sentidos são diferentes.

Nao se deve assobiar enquanto se capa porque ninguém deve expressar alegria durante tal violência.

Assim penso.



uma psicose de Paulo Colaço às 19:29
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Terça-feira, 11 de Setembro de 2012
A 'indignação' não esconde a REALIDADE:


"Muitos daqueles que criticam, mas que não apresentam alternativas, não têm o direito, num momento em que muitos portugueses estão a passar por situações particularmente difíceis, de pedir que os responsáveis cruzem os braços" 

- Miguel Relvas




"todos os portugueses estão à espera" que António José Seguro "apresente um pedido de desculpas por aquilo que foi a governação do Partido Socialista e que conduziu a esta situação de pré-bancarrota"

- José Pedro Aguiar-Branco

 

 

 

"Enquanto gastarmos acima do que os portugueses podem contribuir com os seus impostos, estas medidas são necessárias"

- Paulo Macedo









E para  aqueles que ainda acham que há cortes a mais, o nosso Ricardo clarifica:







"Medidas incluídas no Orçamento de Estado que vão ter impacto na vida dos Portugueses em 2013:

  1. ObjectivoNão deixar ninguém de fora: rendimentos do trabalho público e privado, rendimentos do capital, lucros de empresas e rendimentos de rendas excessivas.
    Se tiverem rendimentos, preparem-se para o ver “redistribuído”.
  2. Segurança SocialPassa de 11% do Trabalhador e 23,75% do Empregador para 18% de cada um.
    Estado: recebe mais 1,25% dos salários brutos; diminui TSU das empresas – como prometido.
    Trabalhador: perde 7% do seu rendimento. Ou seja, o equivalente a 1 mês em 14 anuais.
    Empregador: paga menos 5,75%; reduz custos, reduz prejuízos/aumenta lucros.
    Positivo (+): Empresas com mais recursos podem criar mais emprego ou despedir menos; o trabalho fica relativamente mais barato face ao capital, o que também incentiva o emprego. (+ Emprego).
    Negativo (-): Aumentam as transferências para o sector não-competitivo da economia (em 1,25%); os salários de públicos e privados – excepto recibos verdes – vão reduzir-se. (+ Impostos).
    Análise Final: Ainda não consegui ver todas as pontas. Esta é a tentativa do Jornal de Negócios.
  3. SubsídiosNunca mais haverá 14 salários. Dada a decisão do Tribunal Constitucional:
    Funcionários Públicos: Recebem novamente 1 dos subsídios.
    Funcionários Privados: Aparentemente perdem também 1 dos subsídios.
    PensionistasMantém-se a suspensão dos 2 subsídios.
  4. Crédito FiscalOs trabalhadores de mais baixos rendimentos poderão receber uma compensação em sede de IRS pela subida da Segurança Social, podendo receber mesmo que nada tenham pago!
  5. Escalões de IRS: Vai haver menos escalões. Detalhes ainda não disponibilizados.

Segundo as contas da RTP, as medidas dos pontos 2, 3 e 4 vão poupar mais 500M€. “Já” só faltam 3400M€…"




uma psicose de Miguel Nunes Silva às 13:08
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Segunda-feira, 10 de Setembro de 2012
Obrigada Duarte Marques!
Senti-me melhor representada depois das declarações que o líder da JSD deu hoje, nomeadamente na entrevista exibida pela RTP.
Afirmações tais como "Eu prefiro muito mais cortar no Estado, do que nas pessoas" e "não somos cordeirinhos de ninguém", foram sublimes.

A entrevista televisiva encontra-se aqui.

uma psicose de Essi Silva às 14:30
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Domingo, 9 de Setembro de 2012
Escolhas e sacrifícios
Os meus últimos dias de férias foram pouco descansados. O anuncio da nova medida de austeridade adoptada pelo actual Governo, anunciada por Passos Coelho, tem deixado todos num pânico compreensível. Desde as redes sociais, através dos media, até à rua, clama-se por revolução, por desobediência civil, enfim, por mudança.
Quando o actual Primeiro-Ministro, que, ajudei a eleger, se candidatou prometendo mudança, acreditei. Não pela pessoa que é, mas porque a alternativa não era nenhuma. Nunca fui passista. Fiz duras criticas à pessoa que é o líder do meu partido, apontando que o seu programa não era suficiente. Nos primeiros dias de mandato, pensei ainda que o rumo do país poderia ser invertido. Não acredito mais nessa premissa.

Passos Coelho comprometeu-se a seguir o programa da Troika, deixado em testamento pelo seu antecessor. Comprometeu-se também a cumprir o Orçamento de Estado. Portugal estava numa crise, urgia contornar a direcção que o país tomava. Cortar as gorduras do Estado e se isso não fosse suficiente, pedir ajuda ao cidadão.
Os portugueses que fazem parte da função pública, uma fatia substancial da nossa população, engoliram a custo perderem os subsídios de férias e Natal, mas no fim do dia aceitaram.

Todos sabemos que a herança que foi deixada ao actual Governo, foi pesada e de um passivo substancial. Ninguém (ou quase ninguém) se queixou ou interrogou, quando José Sócrates, sorridente, prometeu tudo, garantiu que o país estava são e seguro e ofereceu subsídios e computadores à custa do contribuinte. Fomos avisados por Manuela Ferreira Leite, que embora com os seus defeitos, explicou o que aí viria. Ninguém a quis ouvir. Também não quis ter Passos por perto, nem fazer parte do seu plano de salvação, coisa que agora até compreendo um pouco melhor.

Confiei neste Governo, mesmo tendo as minhas suspeitas. Mas o que se adivinha que o povo português passe, é um ultraje.
Para contornar a decisão do Tribunal Constitucional, vamos todos pagar. Uns mais do que outros, mas no fim do dia, tanto o trabalhador do publico, como o do privado paga.
Não haverá Economia que resista, PME's que sobrevivam. Veremos provavelmente famílias inteiras no desemprego (porque não os esqueçamos que muitas das PME'S são familiares), uma classe média dilacerada e sem poder de compra. E o Estado? Continua gordo. Continua pesado e na mesma.

Não é que eu ache que esta medida seja um completo disparate. O que me choca, sim, é que se faca parecer como a única alternativa possível. É suposto eu acreditar que num ano o Governo não consegue fazer melhor que asfixiar mais o cidadão e as empresas com mais contribuições? Que não há mais para cortar na Administração?

Lá por não chamarem imposto a algo, não quer dizer que não seja, na realidade um. (E o Tribunal Consitucional está cheio de casos desses.)
Especialmente quando, ao que parece, será acompanhado por mais contribuições. Grave também, já que muitas individualidades propuseram que se apresentasse a factura a quem mais tem, ao invés de quem luta para (sobre)viver. É que não é suposto passar-se uma vida a trabalhar, para no fim do mês contar trocos para pagar os livros, o médico ou a renda/prestação da casa. (e ficar em pânico porque as moedas não chegam)

E bem sei que Economia não é a minha especialidade, mas lembro-me de uma explicação do Prof. César das Neves, que consistia na premissa, que há um momento em que o imposto/contribuição é tão elevada, que se torna insustentável, estagnando (ou invertendo) não só a economia (no sentido de poder de compra), como a receita desse mesmo imposto por parte do Estado.

Há empresas que já não conseguem fazer face às dificuldades, cidadãos que não conseguem equilibrar o seu orçamento, tão simplesmente porque o Estado não é de confiança. Mas a culpa não é sua, porque mesmo quem não tem dividas, está a enfrentar duras dificuldades. Esta medida não é uma tragédia, mas é gravosa e pesada.

Esperava mais de um governo de Mudança. Não são responsáveis pelo passado, mas serão pelo futuro. Mas como já começa a ser uma constante nas ultimas décadas, as palavras, levam-nas o vento.
Que Portugal restará para as gerações vindouras?


[No que toca à contestação, esta não deveria ser feita agora, mas há muito tempo atrás. Se os outros tivessem feito bem o seu trabalho, não estaríamos nesta situação agora, não é?]

uma psicose de Essi Silva às 19:54
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Qual a motivação dos "salvadores do mundo"?

Generais, Ambientalistas, Banqueiros, Políticos, ...

Sempre que me falam em "urgência" para "salvar o mundo" tenho exactamente esta reacção.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 01:42
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Sábado, 8 de Setembro de 2012
Washington Times sobre as poupanças de Obama

Obama spins war costs to claim impossible savings.

President Barack Obama laid claim to a peace dividend that doesn’t exist when he told the nation he wants to use money saved by ending wars to build highways, schools and bridges. The wars were largely financed by borrowing, so there is no ready pile of cash to be diverted to anything else. …

OBAMA: “I’ll use the money we’re no longer spending on war to pay down our debt and put more people back to work — rebuilding roads and bridges, schools and runways. After two wars that have cost us thousands of lives and over a trillion dollars, it’s time to do some nation-building right here at home.”

THE FACTS: The idea of taking war savings to pay for other programs is budgetary sleight of hand, given that the wars were paid for with increased debt. Obama can essentially “pay down our debt,” as he said, by borrowing less now that war is ending. But he still must borrow to do the extra “nation-building” he envisions.

Ele estava a endividar-se para gastar na guerra.
A ideia é qual? Manter o crescimento da dívida só que agora para outras despesas?
E que tal abrandar o crescimento da dívida?

 

Quanto a Obama: Transparente? Honesto? Diferente? Please…



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 08:33
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Sexta-feira, 7 de Setembro de 2012
Porque vale a pena lembrar


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 22:45
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Churchill sobre o socialismo



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 00:20
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Quinta-feira, 6 de Setembro de 2012
Democratas na América: Vamos banir o Lucro!

Incrível mas verdade: são estas as "bases" democratas.

Foi com multidões destas que o Adolfo se tornou o líder democraticamente eleito da Alemanha...



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 23:55
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Quarta-feira, 5 de Setembro de 2012
Levas um murro e pagas ao tribunal

"Já lá vão oito anos. Dois agentes da PSP da Amadora apresentaram-se para resolver uma situação de desordem pública. Um, ao tentar identificar um interveniente na briga, foi agredido a murro. O outro foi em seu socorro e acabou por ser agredido por outro homem. A ocorrência acabou com a detenção dos dois suspeitos, apresentação em tribunal e condenação. A surpresa veio depois: cinco anos mais tarde, os polícias foram notificados para pagar as custas judiciais do processo (400 euros cada). É que os condenados, por estarem desempregados, apresentaram atestados de pobreza e livraram-se da condenação, que acabou por recair em cima dos queixosos e vencedores da acção judicial. Não é caso único. Há cerca de três anos, por indicação de um tribunal algarvio, chegou à esquadra da Damaia, Amadora, um pedido de penhora das instalações policiais. Um agente daquela esquadra, estando de férias no Algarve, deteve um assaltante em flagrante. O homem foi a tribunal e foi condenado. Mas, uma vez mais, por não possuir qualquer fonte de rendimentos, não pagou. A Justiça determinou que fosse o polícia a pagar as custas judiciais e, como a morada constante no processo fosse a do domicílio profissional, foi este imóvel que foi indicado para ser penhorado."
in Público, 5.9.2012

 

 

Se bem se lembram, há uns anos atrás, estreei-me aqui com um post sobre a falta de meios do nosso sistema judicial, mas sobretudo das nossas polícias.

Nos últimos anos, a minha percepção das limitações das nossas forças de segurança tem-se mantido num grau de preocupação.

 

Não é raro criticar o estado em que o nosso Estado se encontra (perdoem a redundância), quando se lêem artigos que falam sobre os subornos que agentes da polícia recebem, assaltos em que são envolvidos ou redes de tráfico de droga onde são apanhados. Mas embora condenável toda esta atitude, temos de ponderar bem o porquê. Porque recorrem a estes caminhos, porque saem impunes tanto tempo,...

O mesmo tipo de interrogação se levanta no que toca aos suicídios nessa profissão. Mas para isso, guardo outro post, a publicar em breve.

 

Vivemos, supostamente, num Estado de Direito. Temos direitos consagrados constitucionalmente como o da propriedade, o da vida e afins. Mas como podemos fazer uso desses direitos, se não temos quem nos proteja, como é suposto?

E acima de tudo, como é que a polícia nos pode proteger, se ninguém os protege?

 

Segundo o Público, todos os dias, pelo menos três agentes são vítimas de agressões (físicas ou verbais), número elevado em comparação com outros países com o mesmo rácio polícia por habitante. Com a crise, a situação, como parece lógico, virá a agravar-se.

Os agressores advém de várias esferas, sociais e profissionais. Um dos casos mais recentes, é o do vereador de Odivelas Hugo Martins, que, segunda-feira, foi apresentado no tribunal de Loulé por alegadamente ter agredido e insultado um militar da GNR, além de se ter recusado a submeter a um teste de alcoolemia, depois de ter colidido com outro automóvel, no Algarve.

 

O presidente do Sindicato Nacional da Polícia, Armando Ferreira, afirma que os portugueses são formatados de modo a combater a autoridade do Estado, quiçá, na minha opinião, resultado da opressão sofrida durante o Estado Novo. Mas nós não estamos no Estado Novo. Sejamos adultos e cidadãos responsáveis. Segundo o mesmo, "Cada vez há mais polícias agredidos, física e verbalmente, e parece que a situação nunca se irá resolver, porque as sentenças dos casos que chegam a tribunal demoram anos a ser proferidas e nunca resultam nas penas de prisão previstas", acrescenta o sindicalista.

 

Para António Ramos, presidente do Sindicato dos Profissionais da Polícia, "o máximo que foi aplicado foram condenações para realização de trabalho comunitário". Um exemplo fantástico para os agressores e para o cidadão, já que se uma agressão a um agente é facilmente descartada, imagine-se a outro cidadão, sem (o esperado poder de) autoridade.

 

Para onde vamos nós, Portugal?

 

[Isto não evita as críticas que se podem fazer a muito agente que, ou não age como deveria, ou não respeita o cidadão. Mas é importante relembrar que somos todos humanos e merecemos respeito, independentemente de vestirmos farda, ou não.]

 



uma psicose de Essi Silva às 11:30
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Terça-feira, 4 de Setembro de 2012
Perturbações



Fui à minha primeira tourada no final de Julho, antes de ir de férias. Nada por aí além, o espectáculo. Não desgostei. Passei a respeitar mais e reconheço que até gostei do espectáculo.

 

No exterior da Praça do Campo Pequeno, aguardavam alguns manifestantes. Não chatearam, para além de uns comentário de surdina.

No decorrer da tourada, ou da corrida, (ou o que raio chamam àquilo, que confesso que não percebo nada disto), num dos momentos de pega dos forcados, um destes foi colhido pelo touro e ficou num estado menos agradável.

 

Se é verdade que me incomodou o sangramento do touro, não me incomodou tanto como a forma como os meus vizinhos da aldeia matavam as galinhas, os coelhos e os porcos. Nem me incomodou como o estado em que o forcado ficou. Porquê? Sou humana. Preocupo-me com as pessoas, antes dos animais. Preocupo-me quando uma criança supostamente com síndrome de Down é falsamente acusada de queimar páginas do Corão, para que uma comunidade religiosa seja expulsa. Da mesma forma, fico chocada quando uma mãe pega fogo aos seus filhos e se suicida.

 

Ou quando um forcado fica paraplégico.

É que o nosso país não deixa grande conforto para quem perde a mobilidade. Seja de que forma for, com que idade for. E os seguros, esses pagam uma ninharia. Então numa actividade de risco como esta.

Não se admirem então, que fique minimamente revoltada quando leio comentários no Facebook como "coitadinho do touro", "o touro ficou bem?", "é bem feita para aprender" e afins.

 

O azar não acontece só aos outros. Todos nós estamos sujeitos a acidentes. Com actividade/profissão de risco ou não. Simplesmente uns decidem enfrentar os desígnios da vida e se expõem (possivelmente) mais às reviravoltas, que outros.

 

Antes de se preocuparem com os animais, preocupem-se com os humanos. Há muita gente neste país a sofrer, que bem precisava de uma palavra amiga, um carinho ou um tostão para comer.

 

 

 

Nota: este post foi pensado ontem, antes de conhecer a história da investida de um cavaleiro na Torreira, Aveiro, contra manifestantes. O cavaleiro e os manifestantes, acusam-se mutuamente de violência. É triste que com coisas tão mais essenciais e preocupantes a passarem-se no nosso país, andemos a preocupar-nos com coisas mesquinhas.



uma psicose de Essi Silva às 17:37
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Tachos e panelas




Todos nós, que participamos mais ou menos numa juventude partidária, sabemos que este mundo não é um conto de fadas, com princesas e príncipes. A política traz consigo muitas coisas boas, e outras tremendamente negativas. Há indivíduos com maior honra, carácter e valor que outros. Mas bom e mau, existe em todo o lado e todas as profissões.

 

Mais uma vez, se tem dado relevância, aos jotas que foram nomeados para o Governo, bem como o seu estatuto de especialista e sobretudo, a sua idade. Ora, no seguimento do que afirmou Duarte Marques, a idade não é medida de competência, nem, por vezes, de experiência.

Carlos Coelho ocupou um lugar na Assembleia da República com 18 anos, foi sub-secretário da Educação com 34. E é um dos nossos políticos mais competentes.

 

Sim, podem existir casos entre os nomes apontados que foram nomeados devido a favores políticos. E sim, alguns destes podem ser incompetentes. Mas antes de mais, ninguém nasce ensinado e não é um canudo ou uma data de nascimento que confere mérito. É a vontade de trabalhar, de aprender, de produzir, de produzir a mudança que precisamos no sistema.

E eu, mesmo com algum descrédito, tenho visto casos de competência, independentemente de idade, alavanca para o lugar ou curso.

 

É muito fácil falar nos jobs for the boys, antes de se estudar a produtividade dos boys e das girls.

 

 

(e já agora, se Borges tivesse sido da JSD, não estou tão certa sobre se não faria disparates maiores ;)



uma psicose de Essi Silva às 15:59
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