Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012
Obama – “o gajo porreiro” que não fez nada (?)

 

Sem dúvida que até dia 6 de Novembro, muita água irá correr...contudo, neste momento, o entusiasmo com que os Americanos apoiaram Obama em 2008, não se compara com o desinteresse gerado pelo desampontamento de 2012. Quatro anos depois da sua eleição, poucos conseguem justificar a atribuição do Prémio Nobel da Paz em 2009, apenas doze dias após iniciar funções. Parece que o “yes, we can” perdeu a piada, afinal era apenas um  slogan inventado num gabinete de publicidade, sem conteúdo programático, apenas para alegrar as massas, que se traduziu em bem menos do que o esperado. Sem dúvida que Obama gerou simpatia, mas estará à altura para resolver os problemas da América? Obama está claramente em desvantagem porque criou demasiada expectativa. A reforma na saúde levou, indubitavelmente, à queda da popularidade de Obama. A maioria dos Americanos não percebe muito bem todos os detalhes da reforma e não quer pagar pelo tratamento do vizinho, que tem uma doença crónica, cujo tratamento tem custos altíssimos. Os católicos conservadores acham que Obama discursou num sentido “pró-vida”, que se traduziria numa redução do número de abortos, mas as suas acções foram contraditórias ao incluir, na sua equipa, elementos que defendem o aborto, evitando, por diversas vezes, que fossem aprovadas leis que protegem os embriões e decretando que todos os americanos devem ter acesso a seguros de saúde que incluem anticoncepcionais, esterilizacão e fármacos abortivos.

 

Obama é criticado por ter sido uma imagem criada pela máquina do partido, tirando vantagem de ser negro e por nunca ter trabalhado, se não na política...Numa altura de forte crise económica e com o desemprego na América nos 8.3%, a população sente-se frustrada e, com a frustração vem a vontade de mudar. Numa cultura empreendedora e de “help yourself”, um modelo social cria repulsão. Afinal, foi para fugir às regras do socialismo, que muitos imigraram para a América, criando os seus negócios e, os que tiveram mais sorte, construindo as suas fortunas, que reclamam totalmente suas. A América não quer ser socialista ou social democrata, o capitalismo liberal faz parte da sua matriz e identidade. Obama, ao querer implementar medidas típicas do modelo social europeu, nomeadamente na aplicação de taxas aos mais ricos e aos capitais, está a criar constrangimento naqueles que souberam aproveitar o capitalismo americano para prosperar nos seus negócios, criando emprego para outros e contribuindo para a economia do país.

 

Obama é ainda visto por muitos como alguém que não soube ter coragem para enfrentar e resolver rapidamente as situações incómodas, tais como a questão de Guantanamo, a retirada das tropas do Iraque e por fechar os olhos a grandes fraudes financeiras. A data para os soldados americanos voltarem para casa tem sido consecutivamente adiada e, até ao dia de hoje, Guantanamo continua com prisioneiros.

 

Obama só vencerá as próximas presidenciais se o candidato opositor não se mostrar credível e forte, capaz de resolver a crise financeira e criar empregos na América, e tudo isto terá de coincidir com uma fase de crescimento económico. Muitas pessoas começam a prestar mais atenção a Mitt Romney, apesar deste se ter apresentado como um multi-milionário, que dificilmente percebe como algumas pessoas (sobre)vivem na América. A tradição diz que os Americanos gostam de dar uma segunda oportunidade a quem está na Casa Branca. Com excepção de George H.W. Bush e Jimmy Carter, todos os oito últimos presidentes foram reeleitos por mais quatro anos. Já é possível receber em casa, grátis, um autocolante para o carro “Obama-Biden” e até concorrer para tentar jantar com Obama. Uma gigantesca máquina de promoção da imagem do actual e candidato a futuro Presidente, altera o slogan de “change we can believe in” para “change is”, dando a sensação que Obama pede agora uma segunda oportunidade aos Americanos para finalmente concretizar o que não concluiu no primeiro mandato. Passando da esperança e crença para a acção e execução, o trabalho de marketing pode, sem dúvida, ser decisivo nas próximas presidenciais. Resta saber se os Americanos vão cumprir a tradição ou se a frustração consequente da altíssima expectativa inicialmente criada aniquilou qualquer possibilidade de reeleição.

 

 

 

Esta é minha primeira contribuição para o blog Psicolaranja. Agradeço esta oportunidade de publicar os meus textos. Não concordo com todas as normas do acordo ortográfico e, se ainda ontem, Francisco José Viegas afirmou que este acordo ainda será alterado até 2015, e que cada português é livre para escrever como entender, não encontro qualquer razão para escrever de forma diferente de como me foi ensinado na escola.



uma psicose de Isa de Pinho Monteiro às 22:46
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Esquerdas Coerentes - Aborto Pós-Natal

Na reputada revista científica Journal of Medical Ethicsespecialistas na área defendem o Aborto Pós-Natal, ou seja, após o nascimento do feto, como noticiado aqui no Telegraph.

 

Se bem que não é um assunto que tradicionalmente aborde, deixo aqui algumas notas sobre o tema:


1. Discordo em absoluto do Aborto, Pré-Natal ou Pós-Natal.
Na verdade acho mesmo execrável a ideia. E não tenho como humanista quem a defenda...

 

2. Aceito que uma certa esquerda defenda também esta opção, em coerência com o que disse anteriormente.
Obviamente, a minha opinião sobre esta esquerda que concorde com esta medida não vai melhorar...

 

3. Aceito que alguns se comovam e achem isto demais, havendo uma cisão no movimento pró-infanticídio.
Neste caso, estarão a ser incoerentes, mas ao menos terão um mínimo de dignidade...

 

4. Como Minarquista, acho que uma das poucas atribuições do Estado é defender a vida dos cidadãos. Todos.
E sim, a vida começa na concepção pelo que, como Ron Paul, sou a favor da intervenção do Estado aqui!

 

5. Acho deplorável que "cientistas" escrevam o que aqui foi escrito. É de facto uma profissão em crise.
O relativismo instalado está a atingir um ponto que eu penso que terá consequências num futuro próximo.

Pensar que vivi o dia em que Esquerdas mais corajosos e destemidos dizem que matar recém-nascidos é "moralmente equivalente" à interrupção da gravidez, pelo que deve ser permitido...



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 18:20
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Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012
Vicissitudes feministas

 

Não é que goste de antagonizar movimentos, sejam eles quais forem, mas há coisas que acho que extravasam o senso comum.

 

Tenho recebido uns emails das Mulheres Sociais Democratas e ouvido uns burburinhos sobre uma adaptação da lei das quotas aos estatutos do PSD.

 

Há uns longos tempos, escrevi aqui um post sobre a minha revolta no que toca ao dia da mulher.

Sou grata por poder fazer parte de uma sociedade na qual como mulher, tenho os mesmos direitos que o homem, meu par.

 

Somos indivíduos iguais no que toca aos direitos e assim o devemos ser. Fisicamente, anatomicamente, e até certo ponto psico-socialmente somos diferentes. É um facto. Para quê negá-lo quando nos dias de hoje cada um faz o que quer.

 

Em quase 6 anos de JSD, em 4 (salvo erro) enquanto aqutarca, nunca uma única vez me senti inferior, ou limitada, por ser mulher. E para além de ser mulher, ainda sou miúda, com os meus 21 anos.

 

Nunca me senti rebaixada ou ofendida pelo meu sexo.

E isto não aconteceu porque existe uma norma que me proteja, aconteceu porque sempre me esforcei por algo fulcral na dimensão social de todo e qualquer indivíduo – respeito.

 

O respeito não vem por leis de quotas, não advém de movimentos xpto’s, nem tampouco de afastamento da vida política. Vem do que o indivíduo transparece, seja homem ou mulher.

 

Assim, não entendo, porque é que existem Mulheres Sociais Democratas ou Dia da Mulher ou leis de quotas, quando nós, mulheres, não somos nem mais, nem menos do que os homens.

 

Francamente: é horrível andarmos a criar brincadeiras para criar tratamentos diferenciais – que, caso bem me lembro, sempre foi o que as nossas antecessoras tentaram afastar – sujeitando as mulheres a uma imagem terrível que, eu em eleições, pelo menos, não quero ter.

 

Seja num emprego, numa eleição, ou em qualquer esfera, antes de ser mulher, sou a Essi Silva, humana, luso-finlandesa, estudante de Direito, autarca, blogger e ser que pensa, aprende e adora escrever.

 

E se a questão é a da discriminação, então esta também é feita a homens, como ocorre frequentemente em processos judiciais de responsabilidades parentais.

 

Nem é por isso que deixámos de ter uma Assunção Esteves como segunda figura do Estado, uma Manuela Ferreira Leite como líder do partido, ou uma Angela Merkel a coordenar a Europa.



uma psicose de Essi Silva às 17:50
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Sábado, 25 de Fevereiro de 2012
PSD para onde caminhas? Que partidos?

Nota prévia: Pois é... este é o meu primeiro post neste blog e portanto espero que o texto que em seguida escrevo esteja à altura deste espaço... Alerto, desde ja, os leitores que recuso nos meus escritos a adopção do acordo ortográfico.

 

A pergunta que lanço pode ser vista sob um ponto de vista retórico, ou sob um ponto de vista empírico.

 

Fui surpreendido hoje por uma notícia do jornal Público, que abordando o congresso que aí vem do PSD, escreve em título "Passos descarta contributos de Aguiar-Branco e refaz o programa". Mais adiante, o jornal escreve, a propósito da reforma estatutária, «Aparentemente, explicam as mesmas fontes, dão mais poder aos militantes, mas "na verdade dão mais poder aos controleiros" e a um pequeno grupo de personalidades».

 

Pois é, sem me focar sobre pessoas ou situações, venho constatando que dentro e fora do PSD, portanto, em todos os partidos, a degenerescência do sistema democrático interno dos partidos se vai acentuando, sendo as excepções cada vez mais ocasionais. O sistema ou os sistemas promovem um aparelho que busca o "controlismo" de quem assume os lugares de poder, minando e reduzindo o pouco espaço que vai existindo para o mérito. A tal ponto que a noção de mérito vem a ser confundida e desvirtuada, quando ouvimos alguns afirmarem que fulano X, porque já foi isto e aquilo, desde há 40 anos no partido, é o melhor quadro que em certo momento se tem, mesmo que o X nunca tenha feito mais nada na vida para além de política. Pois é, aqui começa uma falácia terrível, porquanto o mérito não vem tanto pela capacidade de manter o poder num sistema partidário, que vem a proporcionar óbvias oportunidades de assunção de lugares de governação/executivos, mas sim, pela capacidade de um indivíduo se afirmar sem redes de segurança, num mundo altamente competitivo. Levar à exaustão no mercado as capacidades intelectuais, artesanais, em suma, os dons que cada um de nós poderá ter, e, com isso, ser bem sucedido, aí se encontra uma certa aproximação da ideia de mérito.

 

Por aqui se percebe que a defesa e promoção de sindicatos de voto está no extremo oposto a qualquer ideia de promoção do mérito. A este propósito, deixem que vos diga, que uma vez fui surpreendido, depois de uma intervenção pública em que acusava a existência dessas redes de manipulação eleitoral, que na verdade as minhas palavras eram para alguns militantes "ofensivas". E isto só se explica, pelo que me é dado a entender, pela simples razão de que acusar-se o uso dos instrumentos referidos pode colocar em causa a credibilidade de um partido, a imagem das pessoas. Contudo, todos sabem que isso sucede e é promovido.

Falta, diria, um verdadeiro espírito censório do que se passa nos sistemas de partidos, que venha trazer transparência a tudo isto e que produza consequências.

 

Mas consigo exemplificar-vos mais esta minha ideia com um exemplo hipotético.

Numa certa cidade, num certo país, a certa altura, existem uns militantes que são suspensos por um certo partido, pela comissão de ilícitos disciplinares, que em minha opinião de jurista constituem também ilícitos criminais graves. Com isto, ficam esses militantes suspensos do exercício de qualquer direito junto do partido e dos seus órgãos. Contudo, esses militantes, com conhecimento mais do que geral, continuam a assistir a assembleias de secção ou distritais, sem que ninguém diga absolutamente nada, como se tudo fosse normal e nada se passasse. Note-se que por vezes até aplaudem intervenções e que essa forma de expressão é, em si mesma, uma forma de participação activa numa actividade partidária.

Quer isto dizer que a estipulação de normas disciplinares, que visam coibir a prática de ilícitos, pouca utilidade terão, quando estas situações são admissíveis e permitidas à vista de todos.

 

Mas, deixem-me dizer-vos mais. Imagine-se que há um certo presidente de mesa hipotético, de um hipotético partido, que se vem batendo pela regularidade das assinaturas de candidaturas e respectivos termos de subscrição, quando verifica que possam existir fortes indícios de irregularidades, para não utilizar outro adjectivo. Questiona-se esse presidente de mesa sobre o porquê de não ver que o seu partido e alguns dos outros estabeleçam formas de controlo de assinaturas, para que os processos eleitorais possam ser, para além de toda a dúvida, regulares. Veja-se o caso dos Bancos, em que através de um sistema informático básico de reconhecimento de assinaturas é possível o confronto das mesmas, para aferir certa informação. Porque não existe, por exemplo, um sistema destes alojado nas sedes distritais dos partidos com vista a que um simples presidente de mesa possa exercer as suas competências com tranquilidade de espírito? Pois é, perguntam, mas eu não sei a resposta, estou apenas a especular. 

 

Estes hipotéticos casos e outros plausíveis deixam-me, então, a pensar sobre a notícia do público e sobre os controleiros, e sobre o mérito, para concluir que enquanto não existir um grito de ipiranga contra isto, não esperem que as pessoas passem a acreditar mais nos partidos. Vejo, portanto, com bons olhos algumas sugestões de certa juventude partidária e de certos militantes de certos partidos, quando apresentam algumas propostas que vêm conferir transparência ao sistema. Contudo, todos devem intervir.

 

Afinal, usando algumas ideias de Cícero, embora outras se pudessem acrescentar, o "principal é respeitar a honestidade fundada na prática das virtudes essenciais: a sabedoria, a justiça, a firmeza, a moderação".




uma psicose de Hugo Carneiro às 17:37
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Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012
Bem hajam!

Teresa Leal Coelho,

Emídio Guerreiro,

Miguel Frasquilho

Francisca Almeida

Pedro Pinto

Mónica Ferro

Sérgio Azevedo

Cristóvão Norte

Ângela Guerra

Joana Barata Lopes

Pedro Pimpão

 

Por representarem quem acredita na economia de mercado e já viu mundo suficiente (preconceito implícito, cada um tem direito aos seus...)



uma psicose de Rui C Pinto às 21:39
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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012
Primárias no PSD (para as Autárquicas)

Pedro Passos Coelho também surpreende pela positiva. Agora foi a vez de propor a introdução de uma boa-prática Americana:

Primárias nas Autárquicas

Ganham...
... os candidatos que não têm medo de ir a votos
... a transparência do processo e, assim, a qualidade dos candidatos
... as populações que beneficiarão da qualidade dos candidatos

Perdem...
... as elites caciques que até agora tinham maior peso na escolha dos nomes
... os partidos que não sigam o exemplo (algo me diz que o PC não vai mudar...)
... os candidatos que apostam simplesmente em "conhecimentos" para serem candidatos

Outras propostas incluem;
- Reforço dos poderes das distritais na escolha dos deputados
- Quotas para as mulheres nos Órgãos Internos
- Criação de uma Comunidade Virtual (fórum político através da internet para discussão de vários temas, entre militantes e simpatizantes)
- Criação do estatuto de simpatizante

O Congresso do PSD está marcado para 23 a 25 de Março.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 22:22
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Iustitia? O que é isso? - Parte II

 

25 de Novembro de 2002

Carlos Silvino - Bibi - funcionário da Casa Pia, é detido por suspeitas de abusos sexuais, no seguimento das denúncias de um escândalo de pedofilia na instituição feitas pelo Expresso.

 

1 de Fevereiro de 2003

Carlos Cruz, Hugo Marçal e Ferreira Diniz detidos pela PJ.

 

21 de Maio de 2003

Um dia após a detenção de Jorge Ritto, Rui Teixeira, juiz de instrução do processo, pede na AR o levantamento da imunidade parlamentar de Paulo Pedroso, que é detido e fica em prisão preventiva.

 

1 de Setembro de 2003

É cancelada a audição por videoconferência para memória futura das 32 vítimas da Casa Pia, com os advogados dos arguidos a pedirem o afastamento do juiz do inquérito, Rui Teixeira.

 

8 de Outubro de 2003

Paulo Pedroso é libertado pelo Tribunal da Relação de Lisboa, já que é questionada a credibilidade dos indícios que haviam levado à detenção do ex-ministro do PS.

 

29 de Dezembro de 2003

O MP acusa dez arguidos - Carlos Cruz, Herman José, Paulo Pedroso, Carlos Silvino, Ferreira Diniz, Jorge Ritto, Hugo Marçal, Manuel Abrantes, o Francisco Alves e Gertrudes Nunes.

 

31 de Maio de 2004

A juíza de instrução Ana Teixeira e Silva decide levar a julgamento sete dos dez arguidos no processo de pedofilia.

 

25 de Novembro de 2004

Tem início no Tribunal da Boa-Hora, em Lisboa, o julgamento, cujo colectivo é chefiado pela juíza Ana Peres. Carlos Silvino, colabora com a acusação e implica todos os arguidos. Carlos Cruz e Manuel Abrantes, os únicos que prestam depoimento, negam as acusações.

 

25 de Novembro de 2005

Bibi é libertado, por ter sido atingido o limite legal de três anos de prisão preventiva, sem haver sentença de julgamento.

O ex-motorista da Casa Pia passa a ser escoltado por três agentes da PSP.

 

24 de Novembro de 2008

Após 407 sessões, iniciam-se as alegações finais do processo.

 

5 de Agosto de 2010

Data agendada para a leitura da sentença. Seis anos, mil testemunhas, centenas de requerimentos processuais e quatro tribunais depois, é marcado o dia para o fim do julgamento.

 

03 Setembro 2010

Tribunal condena seis arguidos a penas de prisão efectiva.

 

23 de Fevereiro 2012

Tribunal anula as penas a Carlos Cruz, Hugo Marçal e Carlos Silvino.

 

 

2002 - 2011

Dez anos de processo para isto?!

 

 

 

 

 



uma psicose de Essi Silva às 15:20
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All eyes on Syria

 

 

 

Marie Colvin percorrera já muitos cenários complicados na sua carreira jornalística exemplar. Foi modelo para muitos e a sua última peça merece a atenção de todos. (e segundo o NY Post a sua morte foi intencional - apesar da negação do regime de Assad)

 

O facto é que a Síria tem merecido um olhar atento da comunidade internacional. Há quem pense que deverá ser um loop do que se passou no Líbano - não só Clinton abana a cabeça à analogia, como esta é errónea.

 

Defender os civis é uma preocupação clara, mas intervir é um risco. E é um risco não só pela localização geopolítica perigosa da Síria - com possíveis repercussões sobre a Turquia - que partilha 900km de fronteira - já preocupada com a situação, ou Israel, bem como o Irão e os países do Golfo; mas sobretudo porque o vazio que poderá suceder a Assad implica um perigo radicalmente diferente do líbio, com um back-fire devido a um potencial envolvimento de sunitas e do Hezbollah, que já pressiona suficientemente Israel.

 

De um lado, a jihad tem-se preparado ao apoiar a oposição ao regime, de outro, os aliados de Assad como o Irão, a China ou a Rússia têm enviado delegações e feito movimentos armados preocupantes. Conflitos com estes três países são um risco level 5.

Aliás, fervilhar da situação do ponto de vista internacional adensou-se com o veto por parte da China e Rússia a uma moção do Conselho de Segurança da ONU, que pedia um refreamento de Assad, o que lhe deu conforto para bombardear e recuperar território perdido.

Só na passada Terça-feira contavam-se 30 mortos.

Aparentemente, a única solução a adoptar será a de, por um lado os países ocidentais pressionarem e oferecerem ajuda humanitária, por outro os demais Estados opositores, sob a égide da Liga Árabe, a preparar uma resolução, armarem os rebeldes.
Infelizmente, a memória histórica é curta. Também se armaram os afegãos e deu no que deu.

A comunidade internacional, a meu ver, só deve assistir humanitariamente, com o mínimo de intervenção militar possível. Há que respeitar a soberania, conceito esse, que com crises do euro e comunidades e organizações e etc., é um conceito profundamente manietado.




uma psicose de Essi Silva às 15:19
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Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012
Iustitia? O que é isso?

 

Sara Norte foi detida no dia 8 de Fevereiro e sentenciada no dia 21 de Fevereiro. Passaram-se praticamente 15 dias. Isto em Espanha.

 

Foram precisos 13 anos para se julgar alguém, culpado ou inocente, pelo desaprecimento de Rui Pedro.

Os trabalhadores da Têxtil Nórdica demoraram 12 anos a receberem as indemnizações devidas.

 

Há 3 anos, Paula Teixeira da Cruz afirmou com toda a clareza que (a Justiça) não funciona porque os agentes políticos não querem. É que o sistema de justiça depende em primeira linha de actuação do poder político e do poder legislativo, se olharmos para aquilo que modela o sistema judicial é o poder político e o poder legislativo, em particular a legislação criada pelo poder político, ou seja estamos a falar de instituições por um lado e de agentes. Um poder político sem ideias, ou pior muita vezes sob suspeição como claramente agora acontece, só pode fragilizar intencionalmente ou não o sistema judicial, e isto não se deve por acaso. É por isso que os agentes políticos e os programas para a justiça tem que revestir particulares qualidades, os agentes tem de ser não só referenciais como exemplo da própria sociedade e os programas sérios articulários, uma governação cuja legalidade seja contestável, esteja debaixo de suspeita tenderá sempre a matar a justiça, não tenhamos nenhuma dúvida sobre isso e o exemplo da governação Sócrates já lá irei e darei exemplos muito concretos, é muito clara, entanto sempre em conflito com ela e prejudicando o sistema a que Platão chamou a saúde do estado, Platão considerava a justiça a saúde do estado. [..] tenho muita pena de o dizer mas nenhum partido tem dado exemplo nessa matéria, todas as escolhas a que temos assistido para a Assembleia da República, aos agentes que nos representam tem tido todos os critérios menos os critérios fundamentais, escolher aqueles que tenham competência para legislar nas mais diversas matérias… Possivelmente continuamos a não eleger exemplos ou competentes. 

Quanto aos processos judiciais que se eternizam, pois eternizam como é que não se haviam de eternizar? O Ministério Publico é quem tem o exercício da acção penal, quem investiga são os órgãos de polícia criminal. O Ministério Público não manda nos órgãos de polícia criminal, os órgãos de polícia criminal não estão dependentes dos órgãos do Ministério Público. Embora a morosidade não afecte so os processos criminais, mas enfim.

 

Há Justiça em Portugal?

Se calhar até há, mas uma década é muito tempo para aguardar por ela. Veremos quis são os novos passos do nosso Ministério da Justiça. É preciso muita reformulação, e esta reformulação tem de ser para ontem!

 

 



uma psicose de Essi Silva às 17:38
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Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012
Parlamento e a sua Realidade Paralela

Parlamento rejeita beber água da torneira porque sai 30 vezes mais cara.

Como se consegue isto?

 Num documento enviado aos deputados, o Conselho de Administração do Parlamento sustenta que a água engarrafada servida nas reuniões da comissão custa 259,20 euros por mês. Para a água da torneira, o valor a que se chegou foi muito maior. O cálculo incluiu os custos de pessoal “para o enchimento, limpeza, colocação e arrumo dos vasilhames” e chegou à cifra de 2730 euros – cerca de dez vezes o valor para a água mineral. O Conselho de Administração também considerou o custo dos jarros em si, avaliados em 4680 euros – o equivalente a 18 meses de água mineral.

Ou seja: basta na água engarrafada não considerar custo nenhum a não ser a garrafa e na água da torneira considerar os custos com o pessoal (10x o preço das garafinhas) e dos jarros em si (18x o custo das garrafinhas, TODOS OS MESES).

Face a isto:

“Face aos encargos evidenciados, o Conselho de Administração pronunciou-se favoravelmente à utilização de água engarrafada, considerando que o respectivo uso, enquanto recurso geológico nacional distribuído por empresas portuguesas, assegura as melhores condições aos utilizadores internos e aos convidados da Assembleia da República, a um custo sem significado financeiro”, conclui o documento.

Os Senhores Deputados da Comissão de Ambiente elevam a arte de forjar Controles de Custos a uma Arte!

Pormenor de classe: Nunca garrafas médias ou grandes, mas sempre das pequeninas. Sempre em duplicado. Assim se poupa dinheiro em São Bento.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 21:07
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Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012
20 de Fevereiro

 

Hoje é dia 20 de Fevereiro, dia de Tácita, Deusa do silêncio e da virtude. Mas recordar 20 de Fevereiro é lembrar o ano de 2005 e o resultado que levou Sócrates a Primeiro-Ministro, bem como em 2010 e a tragédia que a ilha da Madeira sofreu.

 

Prefiro lembrar-me deste dia, como o dia em que o João Chambel faz anos. Nem tudo podia ser mau a 20 de Fevereiro!



uma psicose de Diogo Agostinho às 14:07
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Sábado, 18 de Fevereiro de 2012
Passos Coelho e Salazar

Passos Coelho não é perfeito. Demora em cumprir algumas promessas de campanha, por vezes utiliza linguagem que não é simplesmente à vontade é mesmo "à vontadinha" (e depois isso cola-se a ele) e não faz todos os cortes que aqui o vosso amigo consideraria essenciais.

 

Mas os ataques que a Esquerda lhe faz têm um efeito curioso em mim: fico a gostar mais do homem!

Reparem no que disse o 1º Ministro:

"Não é preciso ir buscar o dr. Salazar para perceber que os países que querem crescer têm de poder financiar esse crescimento, e que só é possível financiar crescimento com poupança."

Conclusão imediata, PPC = Salazar.

Sim, porque quem quer que use algo que ele tenha feito, é fasssssista.

Repare-se que PPC não falava de Guerra de África, de controlar directamente a PIDE (como o seu antecessor, por acaso de esquerda), ou de atacar os direitos das mulheres.

Neste país, ter as finanças equilibradas para poder "financiar esse crescimento" é ser fasssssista.

E ponto. Duvidar é ter problemas de alma!

 

Uma país em que uma boa percentagem do povo pensa assim, tem mesmo de pedir ajuda externa.

E não só monetária, de lições de Economia básica também.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 09:29
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Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012
As Aventuras de Tintin no Tribunal

Em Abril do ano passado falei-vos da luta que um congolês a viver na Bélgica travava desde 2007 contra Hergé e as representações do seu povo no livro “Tintin no Congo”. Acusava o autor de racismo e pedia a retirada do livro das bancas para crianças.

 

Saiu agora a decisão do tribunal sobre o caso, dando vitória à editora dos livros de aventura e a entidade que possui os direitos de autor por considerar impossível de provar que Hergé teria de facto pretensões racistas. Era apenas um homem inserido num contexto colonial, de paternalismo por culturas que, por ignorância, eram consideradas inferiores e onde injustiças foram de facto cometidas, mas era esse o pensamento da época e o autor apenas repete-o.

 

Segundo o incentivador do movimento, este livro como tantos outros poderão moldar o pensamento das crianças para sempre e ajudar a que determinados estereótipos perdurem. As personagens congolesas, que não sabem falar francês e se comportam passivamente perante a agressividade do colonizador são incompatíveis com o orgulho nacionalista que este congolês tem direito de manifestar.

 

Admito que no meu primeiro texto sobre o tema possa ter sido demasiado radical a defender Hergé (sou uma fã confessa), agora adopto a ideia de introduzir uma nota introdutória que explique o contexto das polémicas representações. Só gostava que fossemos tão cuidadosos em tudo, que não separássemos árabes de ocidentais nas barreiras de segurança dos aeroportos, que não continuássemos a eleger inimigos mundiais, a espalhar o pânico e a fomentar a cultura do medo que entorpece crianças e adultos, congoleses e belgas.

 

No fundo, Hergé (falecido) e o seu Tintin (personagem ficcional) são os bodes expiatórios perfeitos. Sofrem agora com os radicalismos de um mundo desequilibrado, que vai escapando da incompetência com que trata os verdadeiros assuntos através destes fait-divers, tal como um gato a fugir por entre as pingas da chuva.

 



uma psicose de Beatriz Ferreira às 00:39
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Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012
Desconforto Presidencial?

 

O cancelamento da visita do Presidente da República (PR), Cavaco Silva, à escola António Arroio, em Lisboa, deveu-se a "um impedimento", disse à agência Lusa fonte de Belém, sem adiantar pormenores.

 

A fonte da Presidência da República contactada pela Lusa adiantou que o cancelamento da visita "deve-se a um impedimento que impossibilitou a sua realização".

 i Online

 

Parece que, uma hora antes do inicio da visita do PR, houve uma aglomeração de manifestantes (na sua maioria jovens) há porta da escola. Será que o desconforto presidencial já chegou ao nivel de evitar "manifs infantis"?



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 13:19
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Sábado, 11 de Fevereiro de 2012
Krugman Vs The World

Um artigo da Business Week sobre o "insult comic" Paul Krugman.

 



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 22:42
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Hipocrisia Repulsiva

Repulsive progressive hypocrisy.

 

Excerto do último parágrafo:

I’ve often made the case that one of the most consequential aspects of the Obama legacy is that he has transformed what was once known as “right-wing shredding of the Constitution” into bipartisan consensus, and this is exactly what I mean. When one of the two major parties supports a certain policy and the other party pretends to oppose it — as happened with these radical War on Terror policies during the Bush years — then public opinion is divisive on the question, sharply split. But once the policy becomes the hallmark of both political parties, then public opinion becomes robust in support of it. That’s because people assume that if both political parties support a certain policy that it must be wise, and because policies that enjoy the status of bipartisan consensus are removed from the realm of mainstream challenge. That’s what Barack Obama has done to these Bush/Cheney policies: he has, asJack Goldsmith predicted he would back in 2009, shielded and entrenched them as standard U.S. policy for at least a generation, and (by leading his supporters to embrace these policies as their own) has done so with far more success than any GOP President ever could have dreamed of achieving.

Eu nunca gostei do Bush II. Infelizmente, Obama é mais e mais Bush III.

 



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 00:11
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Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012
A rota dos buracos

O vizinho Pensar Lisboa, lançou o desafio aos lisboetas e, de caminho, a todos quantos visitam Lisboa. Já tropeçou num buraco da nossa cidade? Pois bem, tire uma foto e habilite-se a ganhar um bilhete para o Rock in Rio. Tudo explicado aqui. Participe!

 



uma psicose de Rui C Pinto às 19:00
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Nada como um alemão para unir os políticos portugueses!

 

E desta vez têm razão.

 

O Presidente do Parlamento Europeu, Martin Schultz, criticou recentemente Portugal. Parece que o facto de o Primeiro Ministro português ter ido a Angola procurar investimento prova o "declinio de Portugal".

 

Concorde-se, ou discorde-se, com a opção de Passos Coelho (que aqui não é muito diferente da opção de outros PMs), da última vez que reparei cada Estado Membro ainda tem direito a ditar a sua Política Externa. E, da ultima vez que reparei, não competia nem compete ao Presidente do Parlamento Europeu tecer conciderações, concordar ou discordar, da Política Externa dos Estados Membros.

 

Obviamente, do PS ao CDS/PP, o coro de criticas às declarações já se ouve.



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 15:17
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Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012
ASAE on fire

Mais sete produtos alimentares sob suspeita de venda abaixo do custo.

Próximos ataques (suposições minhas):

1. RyanAir expulsa de Portugal (vôos a 9,99 EUR?!?). EasyJet sobre estudo

2. Groupon e demais concorrentes obrigadas a fechar sites para Portugal. Europa estuda tomar a mesma medida

3. Saldos tabelados. Venda abaixo do preço de custo proibidas

4. Liquidações Totais têm novas regras. Bancarrota mais difícil

5. Ofertas e Brindes terão de ser cobrados pelo Preço de Custo. Responsáveis evocam princípio do "utilizador-pagador"

6. Autoridade da Concorrência passa a integrar a ASAE. Esvaziamento dos poderes da primeira justifica decisão

7. Computadorestelemóveis e outros bens tecnológicos não poderão mais ser vendidos abaixo do preço que custaram

E claro...

-> Inflação dispara porque não está mais a ser presa por queda de preço de alguns sectores tradicionalmente deflacionários

Se não aconteceu, pode perfeitamente acontecer brevemente...

Para quando o PSD trocar o líder daquela polícia política apostada em arruinar os consumidores?



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 17:12
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É carnaval, ninguém leva a mal!


uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 16:20
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Leitura obrigatória

Ferreira Fernandes é daquelas pessoas que, concorde-se ou não com o conteúdo dos seus textos, vale sempre a pena ler. Hoje, dá-nos uma lição de história e um banho de realismo. 

 

"A agência de rating Moody's baixa a nota da Grécia; as taxas de juro explodem; o país declara falência; a população revolta-se; o exército toma o poder, declara-se o estado de urgência e um general é entronizado ditador; a Moody's, arrependida pelas consequências, pede desculpa... "Alto!", grita-me um leitor, que prossegue: "Então, você começa por dizer que vai recapitular e, depois de duas patacoadas que todos conhecemos, lança-se para um futuro de ficção científica?!" Perdão, volto a escrever: então, recapitulemos. Só estou a falar de passado e vou repetir-me, agora com pormenores. A Moody's, fundada em 1909, não viu chegar a crise bolsista de 1929. Admoestada pelo Tesouro americano por essa falta de atenção, decidiu mostrar serviço e deu nota negativa à Grécia, em 1931. A moeda nacional (dracma) desfez-se, os capitais fugiram, as taxas de juros subiram em flecha, o povo, com a corda na garganta, saiu à rua, o Governo de Elefthérios Venizelos (nada a ver com o Venizelos, atual ministro das Finanças) caiu, a República, também, o país tornou-se ingovernável e, em 1936, o general Metaxas fechou o Parlamento e declarou um Estado fascista. Perante a sua linda obra, a Moody's declarou, nesse ano, que ia deixar de dar nota às dívidas públicas. Mais tarde voltou a dar, mas eu hoje só vim aqui para dizer que nem sempre as tragédias se repetem em farsa, como dizia o outro. Às vezes, repetem-se simplesmente."



uma psicose de Rui C Pinto às 12:54
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Os putos!

Uma fisga que atira ,a esperança
Um pardal de calções, astuto
E a força de ser, criança
Contra a força dum chui, que é bruto.

Parecem bandos de pardais à solta
Os putos, os putos

 

 

Carlinhos - Senhora Professora, o menino Pedrinho chamou piegas aos colegas!

 

Professora Assunção - Vá meninos, bem comportados!

 

Tózé - Ai ai ai, vou dizer à tua mãe

 

Professora Assunção - Menino Tózé, eu sei que não leu, nem assinou nada, mas vá pouco ruído.

 

Chico - Senhora Professora, não tenho condições de continuar na sala.

 

Professora Assunção - Chiquinho, o menino e a Aninha não podem falar muito...

 

Jerónimo - Camaradas todos para a rua! Abaixo a aula

 

Gasparzinho - Senhora-Professora-Assunção-eu-acho-que-o-que-o-menino-Pedrinho-quis-dizer-foi-que-em-vez-de-estarem-sempre-a-lamentar-se-podiam-trabalhar-e-ajudar.

 

Pedrinho - Que bando de putos piegas!



uma psicose de Diogo Agostinho às 09:20
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Romney 29%, Ron Paul 21%

Uma nova sondagem a nível nacional tem o seguinte Top Tier:

1º Romney 29% (-1pp) Vs 2º Ron Paul 21% (+5pp)

 

Nem eu esperava este resultado!



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 01:00
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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012
A Primavera ainda não chegou

 

Mas o gelo de Moscovo poderá derreter um pouco.

Putin não se seguirá tão cedo a Ghadaffi ou a Mubarak, mas os protestos relacionados com a suspeita de fraude eleitoral por parte do candidato, já terão transcendido o que os originou.

Se a Primavera Russa está longe de chegar, com os -20ºC da semana passada, o estilhaçar dos tabus da sociedade russa relembram os tempos de Gorbachev e o princípio do fim da era Soviética.

Para além dos insultos nas ruas, as críticas têm vindo a chegar aos espaços controlados geralmente pelo poder. Foi o caso do Fórum Russo da semana passada, financiado pelos maiores bancos russos, onde se debateu a corrupção e um participante até clamou pela libertação de Mikhail Khodorkovsky, símbolo do abuso do poder político e da lei.

Provavelmente Putin sairá eleito novamente em breve, mas quiçá estes novos ventos de mudança tragam algo de novo.



uma psicose de Essi Silva às 15:43
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Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012
Nevada: Paul + Romney; Gingrich afunda-se

Romney ganhou no Nevada - com quase 50% dos votos - e está já próximo de deter a aura de inevitabilidade que fará os Republicanos se unirem atrás do eventual nomeado.

 

Perante isto, chamo só atenção para 2 notas:

 

1. Ron Paul aproxima-se de Romney que, verdade seja dita, era o candidato mais próximo de Paul desde o início - e que é provada pelas boas relações de Ann Romney and Carol Paul. Sinais:
Revolution PAC diz que só Paul e Romney podem ganha a Obama.
Washington Post sobre esta aliança.
Jovem sobre a necessidade da união para salvar o GOP.
Paul defende Romney 1.
Paul defende Romney 2.
Semelhança dos planos dos 2.
Relevância da Recomendação de Voto de Ron Paul.
Mais um...

 

2. Gingrich ten o coração perto da boca. Dá-lhe combatividade, mas fá-lo cometer certos erros. Especialmente sobre pressão.
‘THIS IS WHAT FAILING LOOKS LIKE’.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 21:14
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Fukushima, por uma residente

Quem me conhece sabe que eu não sou muito de poesia. Mas li e creio que outros gostarão de ler. Texto retirado daqui.

To live in Fukushima

My living in Fukushima

To live in Fukushima, to me

It means, no more opening the window and taking a deep breath every morning

It means, no more drying our laundry outside

It means, to discard the vegetables grown in our garden

It means, to feel a pang at the sight of my daughter leaving the house with a mask and a dosemeter on, without even being told

It means, not to be able to touch this whitest snow

It means, to get slightly irritated sometimes when I hear the “Fight on, Fukushima” slogan

It means, to notice that I became to breathe shallowly

It means, to tell someone that I live in Fukushima and not be able to help adding “but our area’s radiation is still low…”

It means, to feel that now exist 福島 and FUKUSHIMA

It means, to get angry when someone tells us to “stay” feeling “What do you think of our lives?,” and to get angry when someone tells us to “flee” feeling “Don’t say it so easily! It’s not that simple!”

It means, to worry if my 6-year-old girl can get married in the future

It means, to feel like abandoning my responsibilities for having chosen to live in Fukushima

It means, to renew a deep understanding in my gut every morning that our daily lives stand on the thin-ice-like “safety,” which is kept on the sacrifices and efforts of others.

It means, to think every night that I might have to leave this house tomorrow and go far away

It means, to still pray every night that we could live in this house tomorrow

First and foremost, I pray for the health and happiness of my daughter

I cannot forget that black smoke

I want someone to understand that we still live happily more or less, nonetheless

I get furious, everyday

I pray, everyday

I have no intention to represent Fukushima. This is what to live in Fukushima means to me, only to me.

Today is the 10-month anniversary for Fukushima.

Escrito dia 12 de Janeiro de 2012, 10 meses depois do desastre de Fukushima.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 20:10
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Muito Bom Dia!

Acordei bem disposta!

Está frio mas por enquanto o sol brilha neste belo Portugal. De Norte a Sul, do Interior ao Litoral. Podemos estar em crise, mas continuamos ricos com um país tão bonito. Começando nas palavras do New York Times e acabando nas imagens promocionais do Turismo de Portugal, tenham um Muito Bom Dia!

 

"THE Douro Valley region of Portugal has so much going in its favor, it’s almost ridiculous.

It has brains.[...]

It has history. [...]

It has grapes [...]"

 

(And we have so much more!)

 

 



uma psicose de Essi Silva às 10:29
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E os Estadistas?

 

Este fim-de-semana Évora demonstrou algo que há muito se suspeitava. Bem sei que Évora tem uma gastronomia divinal, e um bom vinho alentejano que ajuda a esquecimentos, mas assistir ao que António José Seguro disse é de bradar aos céus.

 

A irresponsabilidade das suas afirmações fazem-nos lembrar os pequenos vícios das juventudes partidárias. A birra, a mania de que não há respeito ou solidariedade a quem se sucede. E de lembrar que Seguro era deputado de Sócrates...E lembrar que foi candidato contra Assis e nem abriu a boca sobre o memorando da Troika. Mas também o que esperar de um tipo que passou 6 anos à espera?? Quando há tipos assim não se pode esperar muito. Tipos que não se assumem e esperam que venha ter ao colo dá nisto!

 

Este país continua assim...sem Estadistas e Políticos com P grande. Sim! Ser Político não pode nem deve ser uma vergonha. Apesar destes políticos de hoje em dia...



uma psicose de Diogo Agostinho às 07:51
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Domingo, 5 de Fevereiro de 2012
Quem és tu?

 

I think we've been through a period where too many people have been given to understand that if they have a problem, it's the government's job to cope with it. 'I have a problem, I'll get a grant.' 'I'm homeless, the government must house me.' They're casting their problem on society. And, you know, there is no such thing as society. There are individual men and women, and there are families. And no government can do anything except through people, and people must look to themselves first. It's our duty to look after ourselves and then, also to look after our neighbour. People have got the entitlements too much in mind, without the obligations. There's no such thing as entitlement, unless someone has first met an obligation.

 

 

Com 21 anos tudo parece muito certo e determinado. Pensamos que temos a vida toda estudada, que já aprendemos tudo. Chiça! Pensamos que sabemos até mais que os outros.

 

"Quem sou eu? Quem quero ser?" são as perguntas que vos aconselho a fazer.

 

Maior parte de nós foi formatada pelos nossos pais que um canudo é tudo. Um diploma é tudo aquilo por que deveremos lutar. É a chave de todas as portas. Hoje, a mensagem muda, com canções como a de Boss AC ou dos Deolinda, a colocarem em dúvida o valor de um diploma, de estudos académicos.

 

Estamos em crise. A mensagem muda porque as coisas se tornaram mais difíceis. A mensagem não deveria ser "escolhe outro caminho porque melhorando as tuas capacidades continuas a não ir a lado nenhum". Deveria sim ser um "luta, como os teus avós ou pais estudaram para ser alguém".

 

Não interessa só ter um diploma. Nem interessa só ganhar dinheiro.

Interessa também termos valores: em especial o da solidariedade.

 

Num estudo do Instituto de Ciências Sociais relativo às atitudes dos portugueses perante a desigualdade e os chamados direitos sociais, com dados publicados aqui pelo Público, concluiu-se que os jovens são o grupo que menos empatia mostra para com as dificuldades sentidas pelos mais pobres neste cenário de crise.



Será devido ao tempos passado nos centros comerciais? Será devido aos iPhones? Será por, ao contrário das gerações anteriores aos anos 80, não terem de trabalhar a partir dos 10 anos? É um problema de falta de valores incutidos na própria família?

 

Se é, pela justificação destacada no artigo, por "os jovens têm pela frente uma vida de enormes incertezas. Estão muito preocupados com eles próprios e daí a menor solidariedade com os pobres", ou por receio pela concessão de apoios aos pobres e fim das prestações sociais para jovens, a ideia parece-me aberrante.

 

Há semanas atrás, outro estudo do ICS revelava que 64,4% dos inquiridos estavam descontentes com a qualidade da democracia, ou a democracia em si.

Eu pergunto-me se a justificação para esta percentagem tão significativa se deveu ao receio da perda de direitos, nomeadamente sociais; ou devido à percepção, que ter muitos direitos sem lutar verdadeiramente por estes nos fez um país pior.

 

A vida sem obstáculos seria aborrecida. Um país no qual se tem muitas garantias com o menor do esforço nunca pode funcionar.

 

Devemos mais ao Estado e seguramente devemos mais a nós próprios.

Não é mais dinheiro. Não é um carro melhor.

Mas sim sermos pessoas melhores. Darmos valor às coisas pelo esforço que temos para as atingir e não por estarmos a perder algo que nunca fizemos nada para ganhar.

 

Quais foram os direitos fracturantes, pelos quais a minha geração foi responsável? E a dos meus pais? (Fim do serviço militar?!?!) Pois. Bem me parecia.

Quando é que acordamos para o facto que, para pedirmos mais dos nossos governantes, temos também nós de fazer mais por nós e pelos outros?

 

A citação inicial pertence a uma grande mulher, responsável por equilibrar a balança dos direitos e deveres. Nós, portugueses, deveríamos pensar mais assim. Não como filhos do pai Estado, ou como cada um por si próprio.



uma psicose de Essi Silva às 20:19
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Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012
O Amor resolve!!

 

Hoje estamos fechados em nós próprios. Fechados no egoísmo do dia-a-dia. Na correria louca para algo que...no fim do dia vemos que não serviu de nada. Individualismo?? Não é caminho! Por isso hoje vemos idosos a morrerem sozinhos. Vemos diminuição dos casamentos. Vemos tanta coisa que leva ao egoísmo do ser humano apenas contar...consigo próprio.

 

A felicidade não pode estar apenas no sucesso pessoal! Está também nos momentos de partilha, de amparo. A família é hoje chave para muitos dos problemas. Económicos, sociais e psicológicos! Quantos de vós não vive sem ligar a amigos? Sem resolver problemas antigos? Fechado na própria ideia de que tudo sabe e não precisa de ninguém? Pois! Pois! Mas estamos cá muito pouco tempo...pouquíssimo!

 

Ontem o debate foi muito interessante. Fazem falta medidas. Sem partidarites ou grandes focos de atenção. O trabalho do dia-a-dia de inúmeras instituições que andam por este país fora é notável. Que se mantenha. Que se multiplique. Que todos saiam da conchinha e ajudem, partilhem, se juntem, se amem!



uma psicose de Diogo Agostinho às 18:14
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Carlos Costa é o Presidente do Clube, o Euro o Treinador

Carlos Costa pede à UE para assegurar que o euro não está a prazo.

 

Se a intenção era tranquilizar-nos, o melhor era mesmo estar caladinho e fingir que nada se passa...

 



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 11:00
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Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012
Group Think

 

 

O termo em título refere-se a uma tendência identificada por sociólogos que consiste na uniformização de ideias no contexto de uma dinâmica de grupo. 

Esta tendência é hoje em dia perfeitamente identificável nos ditos media mainstream pelo que é sempre arriscadíssimo confiar na narrativa preponderante pois ela não é necessariamente factual. Os media tendem a seguir narrativas mediáticas que suscitam interesse à sua audiência. Precisamente porque os media são inerentemente sensacionalistas, a sua narrativa deve sempre ser vista com algum distanciamento.

 

Hoje em dia vemos bem as consequências deste fenómeno no evento da Primavera Árabe. Para traçar uma analogia com que todos nos podemos identificar, durante os anos 70 era previsão estabelecida tanto na Europa como nos EUA que Portugal se tornaria comunista depois da revolução dos cravos. Washington chegou a planear isolar Portugal de forma semelhante ao embargo a Cuba para mais uma vez apresentar um exemplo negativo a não seguir por outros aliados.

As previsões falharam e no fim Portugal esteve perto mas não chegou a tornar-se comunista. De facto as eleições provaram depressa que o apoio eleitoral do PCP era bastante limitado e tirando os governos de salvação nacional, o PCP nunca sequer chegou a governar.

 

Podemos observar um tal paralelo hoje no Egipto e noutros países Árabes: a revolução era democrática e liberal, mas afinal parece que os secularistas são uma minoria e que não só os militares vão preservar uma porção do poder mas os islamistas serão aqueles catapultados para o poder e procederão assim à revogação de grande parte das reformas liberais de Hosni e Gamal Mubarak.


Há quem diga que as revoluções provam o falhanço das políticas de parceria com regimes autoritários mas nesse caso as contra-revoluções provam diametralmente o seu sucesso, e dado que tanto nas revoluções coloridas do leste da Europa como agora durante a Primavera Árabe existem importantes movimentos de resistência à mudança, então os ocidentais até têm sido relativamente bem-sucedidos. 

O politicamente correcto impede-nos de observar simples dilemas: ditaduras liberais Vs. democracias integristas.

 

Está na hora de abandonar a nossa mentalidade de rebanho e abrirmos os olhos.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 09:34
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