Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012
Mais um euro, mais uma Cimeira...

 

Hoje levanto-me, vou beber um café e ler as "parangonas" dos jornais. Parece que a Alemanha declarou guerra à Grécia à porta de uma cimeira europeia, Belém fez o mesmo a São Bento, os investidores acham que Portugal está a caminho da "reestruturação da dívida" - nome pomposo para falência - fazendo com que largar dívida pública portuguesa no mercado secundário se torne no "preto desta temporada" - leia-se, a cor que dá com tudo -  e, segundo consta, o F.C.Porto perdeu...

 

Decorre hoje uma cimeira europeia. A Alemanha entrou a "pés juntos" com uma proposta de "retirada de soberania fiscal" a países que levem segundo pacote de ajudas financeiras - estou a olhar para Atenas, com o canto do olho em Lisboa. Antes que os suspeitos do costume gritem "Vem ai o 4º Reich" - deixo isso para os jornalistas que fazem headlines com "Berlim planeia ocupar Atenas", limito-me a comentar o óbvio: O eleitorado alemão sente que está a largar dinheiro para um buraco negro, não quer dar mais um centimo. A "Chancelarina" está em ciclo eleitoral, logo decidiu usar a tática mais antiga do livro, nomeadamente, exigir concessões que ninguém pode fazer, de modo a poder dizer "não nos podem acusar de não tentarmos... 'eles' é que não quiseram". Brinkmanship no seu melhor e decerto que terá resposta há altura dos parceiros negociais.

 

E a discussão vai ficar a circular entre estas propostas, eurobonds, unidade fiscal, e no final sairá um documento cheio de boas intenções. E o povo é sábio, na sua opinião das boas intenções. E assim iremos, de Cimeira em Cimeira, enquanto as economias da UE se ajustam, tal como o Japão, de 1990 a 2001.



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 17:22
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Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012
Crónicas de um jovem sem futuro (XIV)

O governo vai por fim a dois feriados e já escolheu o 5 de Outubro e o 1 de Dezembro. Ao Soares custa muito a engolir. Ao PSD parece de enorme consciência. A mim parece-me que perdemos todos o tino. Portugal tem 14 feriados nacionais (contando com o Carnaval). Destes 14 feriados, apenas 5 são civis, os restantes 9 são religiosos. 

 

Vai daí, porque é essencial à produtividade nacional, o governo decide acabar com dois dos cinco feriados civis, 5 de Outubro e 1 de Dezembro. Prefere manter o 10 de Junho, possivelmente porque faz melhor tempo e a malta sempre prefere os feriados no Verão para ir a banhos... Já que aquilo que se celebra a 10 de Junho poder ser celebrado em qualquer outro dia do ano, por exemplo (e porque não) a 1 de Dezembro...

Por outro lado este país laico continuará a ter 7 feriados religiosos que no fundo são celebrados apenas pela parte da população que é católica. Porque? Porque se pode abdicar da clebração da Restauração da Independencia porque hoje já não se coloca a questão da soberania, mas é importante continuar a celebrar o nascimento, morte e ressurreição de Jesus Cristo dois milénios volvidos...

 

Feriados como o dia de todos-os-santos ou o dia de Imaculada Conceição continuarão a merecer honras de feriado, enquanto a data que assinala a reconquista da nossa independência será passada a labutar, que é para todos os dias nos lembrarmos que o custo da independência (quase 400 anos volvidos) é esse mesmo... É trabalhar mais e ganhar menos que os espanhóis... 

 

No dia em que o embaixador alemão em Portugal nos diz que os alemães trabalham muito menos que os portugueses, continuamos a adoptar medidas para que trabalhemos ainda mais. Pobres portugueses a trabalhar noite e dia para que se resolva a crise económica e a falta de competitividade. Um dia, os políticos perceberão que para resolver o problema não é necessário obrigar os portugueses a trabalhar mais mas antes a produzir produtos com mais valor. Esperemos que não leve muito tempo...



uma psicose de Rui C Pinto às 13:15
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Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012
O Parlamento deveria aprender...

... a usar tecla Esc.

 


 

Foi a nossa psico-amiga e deputada Joana Barata Lopes, que me relembrou há umas semanas, que o tema da Procriação Medicamente Assistida estava em discussão. (para quem não reparou, não faz mal... outros escândalos se sobrepuseram à Comunicação Social)

Se não o comentei antes devido a problemas de agenda, agora ainda vou a tempo.

 

Um dos motivos que me levam a ser da JSD/PSD é ter a liberdade de pensar out-of-the-box, ou seja, penso como quero e tento não ter palas nos olhos.

A Assembleia da República rejeitou na passada sexta-feira os diplomas do Bloco de Esquerda e "da JS" que diziam respeito à alteração da Lei nº 32/2006 sobre a Procriação Medicamente Assistida. Se isto não parece novidade, destaco que não só a bancada do PS estava dividida, mas também a nossa contou com várias abstenções. Especialmente no âmbito da maternidade de substituição.

Pois, é uma daquelas coisas que mereciam um Esc. 

 

Sim, é discutível todo o regime dos beneficiários da PMA e o estado civil destes. Para mim é bastante simples até: temos de proteger algo muito importante - as crianças- e um casamento (união de facto inclusive pelas disposições específicas), pelo regime que tem, dá algum jeito para as proteger juridicamente. 

Mais discutível é abrir portas à legalização da maternidade de substituição.

 

Ninguém no Parlamento tem tempo para ver aquelas séries americanas em que aparecem um número simbólico de casos bicudos que incidem sobre as barrigas de aluguer? Quando os pais biológicos não querem abortar, mesmo que implique um risco de saúde para a mãe biológica; quando tudo se resume a $$$$$$ dólares que as mães biológicas ganham para parir um filho como se estivessem a prestar um serviço? 

Até há filmes sobre isso!

 

é um daqueles buracos negros jurídicos e éticos que acabam sempre em stresses tremendos para todas as partes que contratam o "serviço". 

 

E concentrarem-se na adopção? Não?! 

Eu até percebo que muitos casais queiram ter o seu próprio filho. Sangue do seu sangue. Mas para os meus olhos, um filho não é um animal de estimação. E os laços de amor sobrepõem-se aos laços de sangue - que quando a coisa dá para o torto equivalem a 0. 

 

Fiquei chocadíssima com uma reportagem passada na TVI sobre o número de crianças para adopção devolvidas ao sistema.

Pais que, ignorando completamente que as crianças a partir de determinada idade têm bagagem, traumas e problemas, as devolvem. A pergunta óbvia da jornalista na reportagem, foi tão simplesmente esta: desistiriam vós (os pais para adopção) dos vossos filhos biológicos se estes também fossem problemáticos?

 

Estamos a brincar com coisas sérias. E a gastarmos papel com leis quando se calhar, se calhar digo eu, devíamos concentrar-nos a remodelar outras?

 

Não há filhos perfeitos porque, pura e simplesmente, não existem pessoas perfeitas. Mas ser pai é isso mesmo, amar incondicionalmente (e há muitas crianças no sistema que merecem esse amor, por falta de pais biológicos à altura).

 

Com a legalização da maternidade de substituição pergunto-me, quem será a mãe da criança quando as coisas não correrem bem.

 

Há sempre uma alternativa para quem quer dar vida a um filho - nem todas as vias têm de implicar o acompanhamento de uma gravidez. E continuamos com um problema de dar oportunidade a casais homossexuais femininos de terem crianças e retiramos a oportunidade aos de sexo masculino porque legislar sobre a adopção é muito complicado.

 

(lembrei-me agora da parábola do filho pródigo, a respeito desta matéria)

 

Posto isto, podem voltar a concentrar-se nos malandros maçons e no Alberto João. ;)



uma psicose de Essi Silva às 18:45
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Não há explicação

A dimensão da imbecilicade que pulula no Partido Republicano norte americano é absolutamente inacreditável. Um vídeo vale certamente por mil palavras. Este vale por um milhão. O que não surpreende é que, à luz da ideologia aqui enunciada por Santorum, a Universidade norte americana seja democrata... 



uma psicose de Rui C Pinto às 17:58
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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012
Just Nuke it!

Nunca fui uma ávida defensora do nuclear e sempre tive as minhas dúvidas, mas ontem revi um pouco os meus prós e contras sobre a matéria.

Isto porque vi este senhor a referir os prós e contras.

 

 

Sim, é verdade que Patrick Monteiro de Barros é um daqueles lobos-maus do mundo, que magnatas como são, comem os capuchinhos-vermelhos inocentes desta vida e ganha dinheiro à custa dos inocentes. Mas ele refere coisas com muito sentido.

 

Sim, eu venho de outro país com centrais nucleares há muito.

E sim, pode existir acidentes e é pouco ecológico. Mas quem é que nós estamos a tentar enganar: se uma central nuclear espanhola tiver fugas, nós levamos o banhinho e os ventos radioactivos na mesma...

Pois é, nós temos energias renováveis. Porque não as aproveitar na mesma mas ter um plano B, para quando não chove e está um solzinho fantástico em Dezembro digno de uns banhos na praia (o que aconteceu comigo), que não implique importar energia à parva de nuestros hermanos era útil.

 

Portugal tem definitivamente de repensar as suas opções. Exportar sim. Mais e melhor. E tornar-se competitivo.

Se formos pobres em algo, não é em recursos (humanos, materiais, naturais). É na capacidade de os aproveitar.

 

E pensem bem: quando tivermos a nossa primeira central nuclear, podemos mandar um fogo de artifício como presente para os alemães.

 

By the way, espero que os americanos não nos peçam para prometer que as nossas centrais nucleares são para a paz, como o fizeram quando construímos aquele óptimo reactor às portas de Lisboa (que tem sido extremamente útil para a formação física e desenvolvimento de isótopos para usos médicos).

 

O Nuclear é uma opção com prós e contras. Mais do que nunca, tem de voltar à ribalta como uma opção, para que a crise de hoje não se repita depois de amanhã.



uma psicose de Essi Silva às 15:24
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Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012
Combate de Blogs

O nosso vizinho Pensar Lisboa está nomeado para blogue revelação de 2011, no concurso de blogues lançado pelo Aventar. Este projecto nasceu há quatro meses de uma visão do Diogo Agostinho e desde então arrastou uma torrente de pensadores de todos os quadrantes políticos e sociais da cidade de Lisboa. O trabalho é feito na internet e na rua, como já foi destacado na comunicação social e, na minha opinião, merece o voto de blog revelação do ano 2011, pela excelente qualidade e pela actualidade do tema que trata. 

 

Por isso convido todos a votar e, já agora, a visitar o blogue.

 



uma psicose de Rui C Pinto às 22:42
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Domingo, 22 de Janeiro de 2012
Walter Williams, destruidor de mitos

Walter Williams (wiki) é um professor universitário que se dedica a destruir mitos sobre o que mais prejudica a minoria a que pertence. Recomendo os vídeos, pois ele consegue simplificar argumentos habitualmente complexos e não óbvios:

 

Walter Williams sobre a Hostilidade perante o Livre Mercado:

 

Walter Williams sobre o Salário Mínimo como arma contra minorias:

 

Walter Williams sobre o Salário Mínimo como arma de trabalhadores instalados contra os entrantes:

 

 

Walter Williams sobre os resultados das Boas Intenções:

 

Não admira que seja uma hipótese de VP para Ron Paul.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 00:36
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Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012
Mais um a viver acima das suas possibilidades

Reformas "não chegam para as minhas despesas" 

 

 



uma psicose de Rui C Pinto às 18:34
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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012
Assalto ao GOP

Perry abandonou a corrida à nomeação repúblicana e deu o seu apoio a Gingrich. Veremos para que cadidato convergirão os cerca de 6 a 7% que capitaliza em sondagem. Restam, portanto, quatro candidatos na corrida: Romney, Gingrich, Paul e Santorum. Romney parte com uma vantagem confortável nas sondagens para South Carolina, e Florida. A procissão ainda vai no adro, mas parece evidente que Romney é o candidato provável à nomeação. 

Mas o mais interessante nos próximos dias é o desempenho de Ron Paul na Florida... Um estado onde o Tea Party conseguiu impor Marco Rubio, graças à gereatria jarreta, não será certamente pêra doce para Romney... 

 

Por enquanto, as sondagens vão assim: 

É evidente, por esta altura, que há dois candidatos consolidados na corrida, com eleitorado fidelizado: Romney e Paul. Resta perceber o que acontece a Santorum e Gingrich. Não sei porquê, tenho um feeling de que Santorum ainda nos irá surpreender... 
A minha preferência é clara: Romney. Depois da desistência de Huntsman, não me resta alternativa. Mas é claramente a escolha do mal menor... Perante estes candidatos, Obama só estará em risco se não souber explicar ao seu eleitorado porque falhou muitas, se não todas, das promessas que fez... 


uma psicose de Rui C Pinto às 19:58
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Espero que tenha mais habilidade para a gestão do que tem para as palavras...

“Estou seguramente no top 10 em matéria de IRS no País”



uma psicose de Rui C Pinto às 10:10
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Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012
Ventos de leste

 



uma psicose de Rui C Pinto às 17:01
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Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012
500 maiores empresas do país duplicam lucros e fintam crise

De acordo com a Agência Financeira,

As 500 maiores empresas do país, segundo a lista publicada pela «Exame», mais que duplicaram os lucros em 2010, face a 2009. A Continental Mabor é a melhor empresa do ano e Alexandre Soares dos Santos recebe o troféu anual Excelência na Liderança, segundo a revista. 

No seu conjunto, as 500 companhias registaram lucros de 12,2 mil milhões de euros, um aumento de 130,2%, em grande parte impulsionado pela venda da Vivo pela PT. «Mas, mesmo sem considerar esta operação, a expansão dos lucros conjuntos das 500 M&M atingiu 27,8%, dando um pontapé na crise», escreve a «Exame». 

O grupo vendeu também mais 13,7% em 2010, revela o estudo «500 M&M», na sua 22ª edição. Este aglomerado de empresas, que representa 71,7% do Produto Interno Bruto (PIB), facturou 124 mil milhões de euros no ano em causa. No ano de 2009, o grupo representava «apenas» 64,7% da riqueza produzida no país.

O sector dos combustíveis continua a liderar, em termos de volume de vendas, representando 13% do total. Este sector registou um acréscimo de vendas de 20,79%. A Petrogal é a empresa que mais factura, seguida pela EDP Serviço Universal e pela EDP Distribuição. Na quarta posição ficou o Modelo Continente e, em quinto, o Pingo Doce. 

Também a rentabilidade das vendas (quociente entre resultado operacional e vendas) mais do que duplicou, passando de 6% em 2009 para 13,1%, em 2010. «Um valor que não encontra comparação na última década», revela a «Exame». A tendência foi semelhante ao nível da rentabilidade do activo e do capital próprio. 

As 500 M&M empregam 8,7% da população empregada no país, o que ilustra bem a sua influência. Isto significa também que a rentabilidade melhorou sem redução do número de empregados. No ano de 2010, o número global de funcionários atingiu os 432 mil, mais 30 mil que no ano anterior.

Relevante é também o contributo das 500 M&M para os cofres públicos: 1,7 mil milhões de euros em 2010, mais 26% do que no ano anterior. 

Estas empresas tiveram, no entanto, de se endividar mais: o endividamento subiu de 66,8 para 72,7%. «Os negócios estão menos sustentáveis», escreve a revista. E o endividamento não é o único indicador que ilustra a maior vulnerabilidade financeira: a solvabilidade (quociente entre capital próprio e passivo) voltou a diminuir, para 37,5%. 

A liquidez geral das 500 M&M desceu, ou seja, a sua capacidade para enfrentar compromissos financeiros de curto prazo voltou a cair. A liquidez geral, que relaciona o activo circulante com o passivo circulante, passou de 127,5 para 81,4% em 2010. 

No que se refere a localização geográfica, mais de 70% das empresas têm as suas sedes na região de Lisboa e Vale do Tejo, seguindo-se o Norte com 20% e a região Centro com 5,65%. Quanto à origem do capital, 57,6% são maioritariamente nacionais. São estrangeiras 42,4% das empresas presentes no ranking. Os países mais representados são a Espanha (9,4%), França (6%), EUA (5,2%) e Reino Unido (2,6%).

Num regime Corporativista e Estatista como o Português, em que a amizade com o Estado é essencial à sobrevivência económica devido a todos os privilégios que este pode oferecer, as empresas com pouco poder político definham, e as empresas influentes  florescem. Crise é para quem não tem peso!

 

Assim, para as empresas com maior poder político em Portugal:
- Os Lucros variaram +130,2% (Impostos +26%)
- As Vendas variaram +13,7% (Rentabilidade das Vendas duplicaram)
- O peso no PIB atingiu 71,7% do PIB (64,7% em 2009!) (só 8,7% do Emprego)
- Sedes: Lisboa 70%, Porto 20%
- Origem do Capital: Portugal 57,6%, Espanha 9,4%, França 6%, EUA 5,2%, UK 2,6%

 

A economia real sofre, os empreendedores sofrem, os trabalhadores privados sofrem. Os funcionários públicos "já nos quadros" safam-se bem, os funcionários públicos "de topo" vivem à grande, as empresas com os relacionamentos certos como se vê.

 

Tudo isto enquanto exportamos "a geração mais bem preparada de sempre", vendemos as empresas Portuguesas ao exterior e baixamos a taxa de natalidade para valores historicamente baixos.

Gostava de ser um optimista. Mas é cada vez mais claro o que é necessário para ser um optimista.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 21:46
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Dumping

De acordo com a Wikipedia, Dumping é:

"uma prática comercial que consiste em uma ou mais empresas de um país venderem seus produtos, mercadorias ou serviços por preços extraordinariamente abaixo de seu valor justo para outro país (preço que geralmente se considera menor do que se cobra pelo produto dentro do país exportador), por um tempo, visando prejudicar e eliminar os fabricantes de produtos similares concorrentes no local, passando então a dominar o mercado e impondo preços altos. É um termo usado em comércio internacional e é reprimido pelos governos nacionais, quando comprovado. Esta técnica é utilizada como forma de ganhar quotas de mercado."

Por exemplo, no caso da produção de móveis, isto significaria que uma empresa com algum capital financeiro resolveria em vez de tentar melhorar o produto ou o processo produtivo, vender móveis abaixo do preço de custo para levar os concorrentes à falência e, depois de se tornar a única produtora da zona, obter lucros de monopólio.

 

Quem Ganha:
- Consumidores: Com a baixa de Preços, vêm aumentar o seu Poder de Compra
- Fornecedores: Com o aumento do Poder de Compra dos consumidores, aqueles compram mais e portanto os fornecedores vendem mais do seu produto, ao mesmo preço

Quem Perde:
- Concorrentes: Os consumidores deslocam as suas compras de quem não faz dumping para quem o faz. Em determinados casos, estes concorrentes podem falir e os que tinham ficado a ganhar no Curto Prazo, perdem no Médio e Longo Prazos
- Executor da Prática: Enfrenta prejuízos para ganhar posição de mercado. Se conseguir falir os concorrentes, obtém poderes de Monopolista e passa a ser o único que ganha

 

Note-se que a prática de dumping deve ser dissociada de estratégias promocionais, sob pena de não se poderem fazer descontos ou ofertas! Isto poderá conseguido, por exemplo, comparando médias de preço de venda e o custo num período suficientemente longo para ver se constitui dumping (em vez de analisar preço vs custo a cada momento). Só aí a ASAE poderá actuar.

 

Por fim, fica uma das anedotas preferidas de Ayn Rand:

3 empresários encontram-se numa prisão e, como todos os presidiários, começa a falar sobre o motivo pelo qual estão ali:
1º: - Eu estou aqui porque pratiquei Preços Muito Altos, e me acusaram de abuso de Poder de Monopólio.
2º: - Eu estou aqui porque pratiquei Preços Muito Baixos, e me acusaram de Dumping.
3º: - Eu estou aqui porque pratiquei Preços Iguais a Todo o Mundo, e me acusaram de Cartelização.

 

Pois...

Impõe-se algumas palavras sobre um caso que tem sido muito badalado nestes dias: o mercado da distribuição do Leite. Neste processo a Lactogal queixou-se ao Estado de que o Continente estava a cobrar preços abaixo dos 30 cêntimos que o Continente a que o Continente tinha o leite à Lactogal.

 

Ao contrário do que seria de supor, quem fez a queixa não foram os concorrentes do Continente (por exemplo, associações de pequenos comerciantes) mas os fornecedores, os tais que venderão mais do que numa situação normal e receberão o mesmo preço.
Mais estranho ainda, o medo da Lactogal não é a falência do restante canal de distribuição (que a afectaria mais tarde...), pois os restantes distribuidores vendem muitos outros bens e, depois de uns dias a vender menos leite, voltarão a vender a quantidade normal quando a promoção terminar.

 

De acordo com quem "anda no terreno", o motivo pelo qual a Lactogal intentou esta queixa foi porque, no "competitivo mercado da distribuição", se o Continente vender abaixo um "produto bandeira" como o leite, os outros grandes distribuidores vão ter de "responder" e portanto vão "exigir" que a Lactogal faça um "desconto significativo", levando a "perdas insuportáveis" por parte da Lactogal.
Recordo que mesmo que outros distribuidores tivessem tentado obrigar a Lactogal a fazer preços mais baixos, esta última pode não o fazer devido à sua situação de "monopólio com franja competitiva" (marcas Lactogal) que possui. E se o fizesse, a perda de Curto Prazo será compensada por ganhos de Médio e Longo Prazo em termos de maiores vendas, a preços "normais".
No Longo Prazo, é natural que os clientes prefiram produtos de qualidade semelhante e preços muito inferiores mas isso meus caros, já sabem de quem é a culpa, não é?

 

Se a ASAE aceitar esta situação, terá de o fazer sempre que um fornecedor se queixe de situações idênticas, pois a lei é igual para todos. O que é abrir uma Caixa de Pandora...

Veja-se como realmente a estratégia é fazer cross-selling: o cliente paga 78 cêntimos, obtém descontos para o mês de Janeiro e Fevereiro (obriga a fazer mais 2 compras) e é limitado a 16 litros, pelo que o cliente é convidado a comprar mais para ter o cabaz entregue em casa.


uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 15:00
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O Publico Errou

Editorial de hoje, do Público 

 

"O PÚBLICO destacou ontem, em manchete, um trabalho sobre as nomeações feitas pelos vários governos nos últimos dez anos, no qual se noticiava que o actual Governo fez mais nomeações do que o primeiro executivo de José Sócrates.

 

O PÚBLICO reconhece, porém, que essa conclusão apresentada numa notícia publicada na segunda-feira se baseou numa comparação que não podia ser feita, uma vez que punha em paralelo períodos de tempo diferentes para cada um dos casos.

Se o período comparado fosse o mesmo, o executivo de Passos Coelho teria um menor número de nomeações. Por essa falha, que suscitou protestos de inúmeros leitores, apresentamos as nossas desculpas."

Adenda: aguardam-se, consequentemente, os pedidos de desculpas de Marques Mendes, Paulo Rangel, Pacheco Pereira e António Lobo Xavier, por terem surfado a onda, e já agora, ao grupo parlamentar do Bloco de Esquerda que levou este discurso mentiroso à Assembleia da República



uma psicose de Rui C Pinto às 13:33
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Um acordo que não serve para nada

Nunca a CGTP teve tanta razão. Propor, na prática, mais sete dias de trabalho à borla é, no mínimo, um ataque óbvio a quem produz valor neste país. O país vai, mais uma vez, assobiar para o lado e fazer de conta que resolve os seus problemas. Quem, em sua consciência, pode dizer que em Portugal os trabalhadores ganham mais do que merecem? Como é que um país de salários miseráveis pode admitir que se apresente como solução para a saída da crise a redução real dos salários? 

 

A solução para a crise é que a Maria de Fátima que trabalha na fábrica de peúgas de Famalicão trabalhe mais 4, 7, 20, 40 dias/ano pelo mesmo salário minimo? É esta a solução para a crise? Este é, claramente, o caminho da desvalorização dos salários e está aberto o caminho para uma economia de mão de obra barata. Talvez por isso se admita que a única solução para os jovens qualificados seja a emigração.

 

Eu sei que a flexibilização do mercado de trabalho estava prevista no memorando da troika e que era preciso fazer alguma coisa para por a economia a crescer. Mas não é esta, obviamente, a solução. Só alguém muito desligado da realidade ou muito iludido na sua ideologia política pode pensar que o país vais crescer obrigando quem já ganha mal a trabalhar mais pela mesma miséria enquanto paga mais cuidados por cuidados de saúde, de educação, de passes de transporte, de alimentação, etc., etc., etc. Receio que este acordo em sede de concertação social seja o primeiro tiro nos pés deste governo pela simples razão que transfere capital político de reivindicação à esquerda. 

 

Todos nós andamos a dizer, há anos, que é preciso reformar a economia portuguesa. Todos sabemos, há anos, que essa reforma é essencial para a sobrevivência económica do Estado Social. Todos sabemos que é irrealista manter o Serviço Nacional de Saúde, educação gratuita, ensino universitário a propinas mínimas, se continuarmos a competir em sectores produtivos assentes em mão de obra barata porque não temos como competir com os mercados emergentes. Estamos todos fartos de discutir este assunto. Para tal é preciso inundar a economia de crédito. Para tal, é preciso credibilizar o país junto de quem empresta dinheiro. Tudo o que se pede ao governo do país é que mantenha as contas públicas em ordem e que de caminho reforme a administração pública e os serviços públicos por forma a que consumam menos recursos à economia, vulgo impostos. Assim, é mais importante que o Estado reduza o seu peso e os seus gastos por forma a reduzir os impostos às empresas que sobrecarregar os trabalhadores com o preço da ineficiência da economia provocada por um Estado despesista e desmesurado. 

 

Este acordo é um erro político. É puro faz de conta que apenas capitaliza a contestação social à esquerda. Lembremo-nos todos os dias que o problema da economia portuguesa não é ganhar-se demais, o problema é gastar-se demais! 



uma psicose de Rui C Pinto às 13:06
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Democratas na América: Bill Maher sobre o seu público em estúdio

É conhecida a opinião favorável de Bill Maher por Ron Paul, sobretudo em Política Externa.

Ao menos este esquerda credita no que diz e é coerente.

Só ouvido. Escrito ninguém acredita.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 12:00
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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012
Se não te respeita, não te merece

Não há verdade mais evidente. Com a idade percebemos que uma relação consiste na partilha de afectos e sentimentos nascidos no respeito mútuo entre dois indivíduos e que contribuem para a valorização individual de cada um dos participantes. Quando somos jovens acreditamos que, numa relação, ambos devem ceder o suficiente para construir uma convivência pacífica em casal. A vida ensina-nos o contrário. Ensina-nos que a partilha de intimidade no conforto do amor é um catalisador para a realização pessoal pela superação de medos, receios e fraquezas, em suma, um catalisador para o crescimento pessoal. A descoberta do amor faz-se nesta aprendizagem: a diferença entre convivência e cumplicidade. 

 

É importante que todos nós estejamos atentos a situações de abuso, a amigos ou familiares próximos. Situações que estão muitas vezes na base de inseguranças e medos que marcam a vida adulta e levam à tolerância de abuso e violência doméstica. Por isso, passem a palavra: se não te respeita, não te merece. Uma sociedade construída por indivíduos confiantes e seguros na sua auto-estima será, necessariamente, uma sociedade melhor e mais preparada para vencer o futuro.  

(Campanha "Corta com a Violência: quem não te respeita não te merece", promovida pela APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vítima. )


uma psicose de Rui C Pinto às 11:42
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Domingo, 15 de Janeiro de 2012
Crónicas de um jovem sem futuro (XIII)

A moda é o empreendedorismo. Surgiu há uns anos, estava eu a acabar a licenciatura. Multiplicaram-se cadeiras de empreendedorismo e gestão de risco pelas universidades. Era preciso que os meninos empreendessem. A nós, alunos, aquilo soava a evangelização. Diziam-nos que não importava se havíamos estudado química, informática ou estudos africanos, tinham oportunidades únicas de franchising para nós. A nós, alunos, aquilo soava a televendas. 

 

Houve quem agarrasse a "oportunidade". Há dias encontrei o Rogério, um antigo colega de faculdade, numa conferência sobre empreendedorismo. Engenheiro mecânico, um ano mais velho que eu. Apresentou-se como empreendedor. Empreendeu abrindo uma loja de produtos tradicionais portugueses "modernizados" na ribeira do Porto. Uma espécie de loja de souvenirs onde vende sabonetes Ach Brito e galos de Barcelos todos pintados de preto. A mim, o Rogério parece um comum empresário que investiu na criação do seu próprio posto de trabalho, abrindo a milionésima nano-mili-micro-pequena empresa do sector terciário. O Rogério falou-nos de gestão de risco. De como se deve apostar em nichos de mercado, na diferenciação de produto, na criação de empatia no cliente fazendo a ponte entre produtos tradicionais com valor afectivo e a sua comercialização para novos mercados (leiam-se turistas) através de design inovador e da sua reinterpretação. A mim, aquilo tudo soou a banha da cobra, sobretudo vindo de quem se limita a vender um galo de Barcelos preto, sem que tenha sido sua a ideia de o pintar assim. Mas são estes os empreendedores modernos. Uma espécie de empresário que aprendeu a teoria e cuida da aparência. Por si só, uma notável evolução! 

 

Costumo dizer que o empreendedorismo se faz no balcão do banco. Não é em cadeiras de inovação nos planos curriculares de cursos universitários nem em conferências dedicadas ao tema, nem em sessões evangelizadoras desses espertalhões da vida moderna que se dedicam ao "entrepreneur coaching". O Rogério é um deles. É um "entrepreneur coach", sem que nunca na vida tenha empreendido nada, a não ser abrir uma loja de souvenirs.

 

Devíamos estar todos, jovens nascidos na década de 80, preocupados com a inovação e o empreendedorismo. Mas sem deixar que o tema seja, mais uma vez, deturpado pelo chico-espertismo português onde, invariavelmente, quem tem olho é rei e atira areia aos olhos dos outros... Devemos todos ser mais exigentes, afinal arrogamo-nos a "geração mais qualificada de sempre". Nós, jovens nascidos na década de 80, temos de endereçar o ponto fulcral. Temos de exigir que o Estado controle a despesa pública e liberte para a economia o crédito necessário para que possamos "empreender". Temos de lutar por condições fiscais vantajosas para quem cria o seu posto de trabalho. Temos de lutar por garantir a quem arrisca o direito ao subsídio de desemprego no caso de insucesso. 

 

Por enquanto aceitamos que nos digam que temos de ser empreendedores, ainda que nenhum banco esteja em condições de correr esse risco connosco.



uma psicose de Rui C Pinto às 14:45
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Margaret Thatcher - Ela sabia
Num fim de semana em que se inaugura um filme sobre ela, aqui fica o melhor 1º Ministro de sempre no Reino Unido, pelas suas próprias palavras:



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 12:34
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Sábado, 14 de Janeiro de 2012
Uma campanha que começa muito mal

A campanha eleitoral à concelhia do PSD Porto está envolta em polémica... 

 

O candidato, Ricardo Almeida, reagiu mal ao escrutínio do seu curriculum e ameaça com os tribunais quem coloca em causa a sua idoneidade. As críticas têm sido publicadas no blogue "A baixa do Porto". Quanto às dúvidas levantadas sobre o seu percurso académico, Ricardo Almeida esclareceu cabalmente a situação. Uma vez que desconheço a veracidade quanto às restantes suspeitas que lhe são apontadas presumo a sua idoneidade. Porém, é inexpicável esta reacção através das  redes sociais perante o óbvio escrutínio a que deve estar sujeito ao apresentar uma candidatura à liderança de uma estrutura partidária. Não é aceitável que um candidato a uma das concelhias mais relevantes do partido responda com linguagem menos própria através de caixas de comentários do facebook a quem alegadamente o denigre.

 

Não sendo militante no Porto, desconheço as alegadas guerras entre facções apoiantes de Luís Filipe Menezes ou de Rui Rio. O que espero enquanto militante é que as eleições decorram com transparência e honestidade, sem notícias sobre falsificações de assinaturas que são absolutamente lamentáveis e vexatórias para todos os militantes do partido. 

 

Quanto a outras notícias que descrevem este caso como mais um episódio da recente escalada maçon no PSD, eu tenho apenas a dizer a futuros interessados que para tomar de assalto uma estrutura partidária basta reunirem um grupo de 10 pessoas altamente motivadas numa esplanada qualquer do Guincho e delinear um plano, escusam o ridículo dos aventais e dos rituais de iniciação... 



uma psicose de Rui C Pinto às 12:41
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Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012
ASAE desrespeita os direitos mais básicos dos Consumidores

Público:

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica [ASAE] já apreendeu 240 mil litros de leite, desde que pôs em em marcha, na quinta-feira, uma operação de fiscalização nas grandes superfícies comerciais, para averiguar denúncias dos produtores sobre a prática de dumping (venda abaixo do preço de custo pago aos produtores).

Comentários:

  1. Modus Operandi. Para se averiguar a referida denúncia não era necessário a "apreensão" (é mais destruição, dado o prazo de validade...) do leite. A qualidade do produto não está em causa. Os hipermercados envolvidos só por este motivo, já têm razões para processar o Estado.
  2. Realidade do Desconto. Antes demais, o desconto praticado pelo Continente não é sobre o leite apreendido. O cliente paga a totalidade do Preço e se pretender o desconto terá de voltar em datas posteriores.
  3. Hábito da prática. Estas são práticas promocionais comuns no mercado. Tratando-se de “marcas brancas” outro objectivo será levar o consumidor à experimentação do leite comercializado com a marca do distribuidor (“cross-selling”). Por vezes, produtores também oferecem produtos com semelhante objectivo e não lhe chamam “dumping”.
  4. Orçamento de Promoção da Lactogal. A Lactogal tem gasto bastante em publicidade para convencer consumidores à compra do seu leite. Agora, como as promoções das “marcas brancas” aparentemente estão a ter melhores resultados (não deve ser leite da Lactogal…), fizeram queixa na ASAE. Maus perdedores! Se pudessem voltar atrás, provavelmente teriam usado grande parte desse orçamento para oferecer leite. É que, por exemplo, a oferta de 240 mil litros custaria-lhes apenas 72 mil euros. Quanto é que gastaram em publicidade??!
Mas na minha opinião isto são fait-divers. O que me choca mesmo é:
  1. Quem estava a perder. A haver alguém a queixar-se, deveriam ser os donos de pequenas superfícies que vendem leite. Não conseguem vender porque os supermercados vendem abaixo do custo a que compram nos produtores. São os maiores prejudicados e não me consta que sequer se tenham pronunciado.
  2. Quem perdeu mais. Obviamente os consumidores. Os mesmos que pagam dos impostos mais asfixiantes da Europa e obtêm do Estado benefícios dos mais baixos da Europa, vêm-se agora obrigados a pagar mais caro por um bem essencial!!! 
  3. Masoquistas. Se o Continente pagava 30 cêntimos e, para atrair consumidores, escolhia esse produto para vender mais barato, então vendia mais leite do que venderia em circunstâncias normais, pois os consumidores substituiam outros bens (menos saudáveis, já agora) por leite. Consequência: os consumidores vão consumir menos leite (preço aumentou...), o Continente vai comprar menos leite e, dado o seu poder negocial, vai continuar a pagar 30 cêntimos aos produtores. Produtores vão continuar a receber 30 cêntimos por MENOS litros de leite.
    Na melhor das hipóteses, pois o Continente pode REDUZIR o preço pago aos produtores para passar a cumprir o que lhe é imposto pela ASAE.
  4. ASAE.  A ASAE obtem assim o efeito de diminuir o consumo de leite, substituir o consumo deste por bens menos saudáveis, diminuir o preço pago aos produtores e aumentar o preço cobrado aos produtores, e obrigar o Continente a atrair clientes de outra forma, provavelmente com mais anúncios da Popota ou com aquele actor a quem saiu a sorte grande.
    Menos saúde, menos consumo, menos produção, mais recursos para pessoas de classe alta, menos liberdade económica. Parabéns Estado.
Enquanto isto, os produtores de leite, que foi quem desencadeou esta loucura, rejubila.
E o mais grave é que a população passa ao lado disto como se isto fosse normal, como se isto fosse Cuba. Ao que chegamos...
Este artigo é baseado num original n'O Insurgente: "Vacas Loucas na ASAE".


uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 23:59
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Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012
Obama mostra as suas cores verdadeiras

Um "Liberal" - no sentido Americano - que sempre apoiou Obama, abre os olhos devido a Ron Paul. E vocês:

 

Porque Obama tem de considerar o que diz Ron Paul:

 

Vídeos adicionais: Blacks for Ron Paul, Principais Vídeos da CampanhaRon Paul Leading, The Age of Ron Paul.

Os EUA estão numa Revolução de mentalidades e os meios de comunicação deste burgo ainda estão muito longe de apanhar o comboio.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 23:59
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no céu faz sol. na tv faz chuva

 

Às 11:40 desta manhã foram desligados os emissores de Palmela, Alcácer do Sal, Melides e Sesimbra que fizeram a caixa mágica mexer durante todos estes anos, lançado para a chuva aqueles que, não aderindo a uns serviços pago de televisão por cabo, também não compraram o equipamento que lhes permite continuar a ver televisão.

 

Foram feitas inúmeras críticas à implementação deste sistema em Portugal, por acarretar ainda mais custos para manter um serviço que na prática se apresenta igual (apenas 4 canais. Em Espanha foram oferecidos mais canais com o propósito de integrar os info-excluidos na sociedade da comunicação). A falta de informação também foi um problema pois a informação detalhada foi em massa distribuída pela Internet ou presencialmente, o que exclui uma boa fatia da população portuguesa, especialmente a mais isolada tecnologicamente e que devia ser por isso especialmente protegida.

 

A PT realizou também chamadas telefónicas de esclarecimento, mas como qualquer pessoa que já tenha lido a ficha técnica de uma sondagem ou que seja provida de senso comum sabe, o telefone está muito, mas muito longe de cobrir 100% da população portuguesa. No próprio sítio online que a PT divulga, a informação disponibilizada pode ser facilmente classificada como demasiado técnica para um público-alvo que, mesmo com a escolaridade mínima, sofre de graves problemas de iliteracia.

 

Tudo isto poderia ser um entrave menor à entrada da Televisão Digital Terrestre em Portugal, mas quando estamos a falar em desligar o passatempo da maioria da população Portuguesa, especialmente daquela que já não tem capacidades físicas ou económicas de procurar outra fonte de informação e entretenimento, estes problemas deveriam ter sido ou bem acautelados antes ou impedido agora que a TDT tentasse entrar hoje nas casas dos portugueses.

 

O presidente da PT, Zeinal Bava recusa que exista qualquer conflito de interesses pelo facto da PT ser a empresas responsável pela instalação do sistema de TDT e, simultaneamente, providenciar um serviço pago de televisão. É curioso que quando entramos no sítio online da TDT, a primeira frase com que nos deparamos é “A partir de Janeiro, se não tiver TDT, não vê televisão”. A segunda, uma pergunta feita durante o processo de avaliação da nossa situação é “Tem TV paga?” e quem tem, problemas não terá.

 

Hoje na cerimónia de lançamento da TDT, Miguel Relvas reforçou a importância do um dos objectivos da TDT: “que seja um serviço universal, que chege a 100% dos portugueses” e que a valorização tecnológica contribua para uma maior coesão social e cultural do País. Objectivo falhado, resta-nos a garantia de melhor qualidade de imagem para os mesmos de sempre. Mais do que o lançamento da TDT, esta foi a cerimónia do desligar de milhões de televisões em Portugal.

 

 

Vendo esta imagem do sítio da TDT, ficamos a saber que nos vão oferecer a bola que salta para a bancada ou uma bailarina a esvoaçar pela sala de estar fora
 


uma psicose de Beatriz Ferreira às 15:40
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Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012
A esquerda é ingrata!

O governo, pela voz de Miguel Relvas, farta-se de elogiar José Sócrates... E por falar em José Sócrates, o ex-governante em Erasmus merece mais respeito pela justiça portuguesa... Estão a dar-lhe cabo da época de exames!



uma psicose de Rui C Pinto às 13:02
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Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012
Nunca foi tão verdade...

... Portugal é um país de rodriguinhos... 



uma psicose de Rui C Pinto às 19:25
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Sábado, 7 de Janeiro de 2012
Os Iluminados da Baviera roubaram o sabor à minha sandes de frango



Estou cada vez mais convencido que a civilização humana dará um grande passo em frente quando as pessoas deixarem de expiar os pecados da familiar natureza humana em instituições que - e possivelmente porque - lhes são exteriores e não conhecem.


Mas claro que aquilo que 'eles' fazem não é normal, porque 'eu' nunca o faria. Deve ser da água que bebem porque 'eu' sou feito de outra cepa. Malandros. Se não fossem 'eles', imaginem todos os problemas que se evitariam, se fosse só boa gente como 'eu'.


"'Let me give you some advice, Captain,' he said, 'It may help you to make sense of the world. I believe you find life such a problem because you think there are the good people and the bad people. You're wrong, of course. There are, always and only, bad people, but some of them are on opposite sides.'" — Lord Vetinari, Guards! Guards!

:
: Die Zauberflöte - Mozart

uma psicose de José Pedro Salgado às 14:11
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Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012
O povo maça-se demasiado com a maçonaria...

Se há titulares de cargos públicos que pertencem a ordens/ grémios/ grupos transparentes ou obscuros/ seitas/ religiões/ associações/ corporações/ <acrescente o ajuntamento interesseiro que lhe aprouver criticar> que lesam o interesse dos seus representantes em detrimento das suas lealdades pessoais, só há uma coisa a fazer: retirar-lhes a confiança política depositada no voto. 

 

Agora, defender que um representante político tem que ver a sua vida privada totalmente depravada é mais uma punhalada na liberdade individual em nome da maldita "transparência" que não é mais que puritanismo de adro de igreja. 

 

Li, hoje, através de um link do Facebook que Marques Mendes defende que os titulares de cargos públicos devem dizer se pertencem à maçonaria. A mim não me preocupa nada que um deputado pertença à maçonaria. Tal como não me preocupa que um deputado pertença à opus dei, a um escritório de advogados, a um conselho de administração, a um executivo camarário, a uma religião, a esta ou aquela famíla, etc., etc., etc. Juro que não preocupa!

 

O que me preocupa é que as listas de candidatos a deputados sejam feitas com o intuito de beneficiar os irmãos da loja maçónica, o primo lá da terra, o vereador lá da câmara, o filho do amigo ou o administrador lá da empresa... E preocupa-me que o deputado lese o interesse de quem representa em função da lealdade que o elegeu. 

 

Portanto, sejamos mais rigorosos na avaliação do serviço público que nos prestam os nossos representantes e menos cuscuvilheiros da vida uns dos outros. Que me importa a mim que um indíviduo adulto queira ir fazer o pino de avental enquanto lhe coçam as costas? O que me importa é saber se esse indíviduo usurpou os seus poderes para beneficiar quem lhe coçou as costas. Se sim, interessa-me que esses dois sejam responsabilizados por tal, e não saber os nomes de todos os outros que também fazem o pino e de todos os outros que coçam costas... 



uma psicose de Rui C Pinto às 11:10
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Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012
A tal da 'Diplomacia Económica'...

 

Esta quarta-feira foi a vez de Paulo Portas se revelar enquanto ministro do novo governo. Depois de Assunção Cristas foi a vez de o MNE vir a público tentar melhorar a imagem do governo com mais uma reforma inovadora e um Ministro dinâmico jovem e energético - aonde é que já vimos isto? Ah pois...

Pelo menos foi essa a intenção ao se criar uma oportunidade mediática com Portas e o corpo diplomático que obteve ampla difusão - em directo em vários canais de televisão por cabo.

 

Enquanto internacionalista residente, este Psicótico vê a responsabilidade de comentar o espectáculo como implícita. Mais importante ainda, vejo esta análise como a mim consignada porque durante a era Socrática fiz questão de comentar a actuação do governo em política externa e tenho agora que ser consequente com o meu percurso.

 

Infelizmente, por muito que eu gostasse de poder afirmar que uma nova era se apresenta na condução da política externa do nosso país, as minhas conclusões são na sua maioria negativas. No entanto, por muito que me custe observar os mesmos erros de sempre a serem cometidos (e custa, acreditem), posso pelo menos orgulhar-me de ser consequente com opiniões que tenho expressado ao longo dos anos.

 

O Ministro Portas fez um discurso longo em prol da diplomacia económica mas enganem-se aqueles que pretendam elogiar uma nova abordagem à diplomacia pois não só não é a diplomacia económica algo de novo - o termo já nos é transmitido bem gasto, pelos sectores económicos Americano e asiático - mas não é tão pouco algo de novo em Portugal. Os governos Sócrates sempre pugnaram pela abordagem económica à política externa e só quem não recorda os périplos de Sócrates e Amado pelo mundo Árabe, pela América Latina e pela China é que poderia sequer sonhar em atribuir a Portas e ao XIX Governo Constitucional o mérito do conceito.

 

Pois bem, nenhuma novidade mas se o conceito é bom aonde está motivo para crítica? O conceito é desde logo problemático porque eu comento de acordo com uma perspectiva política e o termo é técnico. Há uma grande diferença entre diplomacia e política externa: a primeira é táctica e técnica, a segunda é (ou deveria ser) estratégica e política. Mas deixando a semântica de lado, o problema que se põe de imediato é saber qual a estratégia por detrás desta política e a minha análise é negativa sobretudo devido ao facto de o discurso do governo não ter deixado antever qualquer estratégia - muito pelo contrário, parece não querer dar importância à necessidade de uma.

A intenção é simples: fazer negócio o mais possível. Mas o Estado Português não é uma empresa, é uma entidade política. Não sou contra abrir oportunidades ao empreendedorismo e facilitá-lo mas essa é a função do Ministério da Economia. Os diplomatas Portugueses podem ajudar mas não são treinados (nem devem) para ser gestores.

Passo a explicar: que aconteceria se empresas Chinesas e Americanas estivessem ambas interessadas na aquisição da EDP? Aparentemente, de acordo com o paradigma aestratégico do governo, o critério seria 'first come, first served'. Ora isto é ausência de visão. Isto é imediatismo irresponsável e desprezo para com o interesse nacional - o qual é intrinsecamente de longo prazo. Isto é diplomacia de manga de vento pois significa governar ao sabor do vento.

 

Um dos pontos que foi corajosa e orgulhosamente avançado foi o de que a avaliação das missões diplomáticas de Portugal seria agora regido pelo critério das relações comerciais. Uma vez mais isto revela a total ausência de visão ou planeamento estratégico pois vejamos o exemplo do massacre de Santa Cruz: se fosse hoje, Portugal não se bateria pela independência de Timor-leste pois o volume de negócios com a Indonésia é e será sempre superior ao das trocas comerciais com o pequeno Timor.

 

Tudo isto resulta claro da falta de um Conceito Estratégico Nacional. Claro que quando se decide ser escravo da narrativa politicamente correcta de fim-de-História demo-liberal, percebe-se que haja alguma ...'hesitação' em definir ameaças, imperativos estratégicos e critérios de política externa; é chato fazer escolhas pois escolhas implicam decisões, decisões implicam riscos e tomar riscos exige coragem. É tão mais confortável andar ao sabor da maré e esperar pelo melhor...

Mas a outra principal razão não é estrutural e sim de liderança: como avisei ao longo dos últimos anos, o percurso de alguns dos líderes deste governo nunca me inspirou esperança em ver grandes estadistas dali emergir. Detesto dizê-lo mas ...'eu avisei'.

 

Confesso que durante algum tempo mantive alguma esperança de que este governo pudesse ser diferente quando ao apresentar os seus planos de governo decidiu pôr o vector da Lusofonia à frente de o do Atlantismo e de o da Europa. Gostaria que quem quer que seja que tenha sido pro-activo o suficiente para argumentar a favor de uma hierarquia estratégica diferente para a nossa política externa, fosse agora coerentemente mantido à frente de uma reforma do MNE. Gostaria...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 16:04
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Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012
Indignações típicas!

 

Hoje anda tudo muito indignado com o "Pingo Doce", que parece que virou "Tulipa Doce". Alexandre Soares dos Santos vai ser acusado de tudo, de causar os males do país a fuga ao fisco. Normal num país em que somos todos muito europeistas até à altura em que usa a Liberdade de Circulação de Capitais.

 

Infelizmente os indignados não leram a notícia com olhos de ler. O que vai para a Holanda é a Holding privada da familia que controla a Jerónimo Martins, SGPS, SA, e respectivas acções - e tecnicamente o controlo vai continuar na holding portuguesa.

 

Ou, em "tuguês corrente": O Pingo Doce vai continuar a pagar impostos em Portugal! Vão é para a Holanda porque o Direito Comercial holandês está a anos luz do Portugal (em especial em diferendos entre sócios)... e o país em questão não está falido.

 

Ou esqueceram-se todos que a Jeronimo Martins é uma Multinacional?

 

Como adoro estas indignações tipicas do português... 



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 18:29
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Quem tramou o Euro?

Muito se escreverá sobre quem tramou o Euro entre 2010 e 2012.

Os Americanos, sempre desejosos de manter a sua hegemonia, dirão uns.

Os Chineses, pois são os novos donos do mundo e só eles têm agora esse poder, dirão outros.

Os malvados especuladores, que num dia não muito longínquo vão aproveitar a fraqueza da moeda única e atacá-la consecutivamente, dirão outros ainda.

Os comerciantes egoístas, que na ânsia de lucros cada vez maiores foram aumentando cada vez mais os preços nos últimos tempos, dirão outros por fim.

Mas não.

Quem matou o Euro foi quem fui incumbido de o defender. De lutar por ele. De o proteger de todos os perigos. O seu tutor: o BCE

 

Atente-se nesta notícia.

Texto da notícia:

O BCE anunciou hoje ter comprado 462 milhões de euros de dívida soberana na última semana do ano, mais do que na semana anterior mas, ainda assim, longe dos valores recordes já atingidos.

Na semana anterior ao Natal, a autoridade monetária tinha comprado 19 milhões de euros em dívida, valor que foi agora superado largamente. 
Contudo, os 462 milhões de euros em compras na última semana do ano revelam-se bem inferiores a outras aquisições feitas pelo BCE. Em operações anteriores, as compras chegaram aos 3 ou 5 mil milhões de euros e, no início de Agosto, a autoridade monetária chegou mesmo a desembolsar 22 mil milhões de euros numa única semana.
O total de dívida pública no balanço do Banco Central Europeu (BCE) atinge, assim, os 211,5 mil milhões de euros
A instituição lançou o seu programa extraordinário de compra de dívida em Maio de 2010, para ajudar a baixar as taxas de juro das obrigações dos países periféricos do euro no mercado secundário. Na altura, o francês Jean-Claude Trichet estava à frente da instituição sedeada em Frankfurt. O novo presidente, Mario Draghi, deu continuidade ao programa, que tem gerado várias divisões internas dentro do banco central e já levou mesmo à saída de dois altos responsáveis alemães da instituição.

Se nos estatutos do BCE, este era proibido de comprar dívida estatal, acham que isso era por acaso?

O que acontece se ele viola essa regra e compra dívida estatal... nesta escala? (Têm noção do que são 211 500 000 000€?)

Quando o número de Euros em circulação cresce desta maneira, o que é que acham que acontece ao seu valor/poder de compra?

 

A moeda única exigia disciplina orçamental.

Sem ela, a dívida multiplicou-se.

Com esta multiplicação, o BCE acabou a comprar a dívida.

Com esta compra, o Euro está fraco.

Muitos temem pelo seu futuro. Só espero que a culpa não morra solteira  ou acabe nos ombros de quem não a teve.

Para criar uma nova moeda forte, não basta deixar cair a fraca: é preciso perceber o que a tornou fraca.

 

PS: O Euro ainda não morreu e ainda pode ser salvo. Não sei é se há vontade para isso e sinceramente cada vez vejo mais laxismo de quem deveria dar a carreira para o defender. A continuar assim, em alguns anos...

 

Draghi, o homem que enterrou o Euro 



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 01:00
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