Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011
Helena Roseta quer resolver o problema da habitação em Lisboa de vez...

... expulsando a população que ainda aí vive.

 

Desta vez, quer Inspeções Obrigatórias, para criar emprego e garantir a segurança das obrigações.

Só não percebe que a culpa da situação actual é de todas as regulações existentes e que mais meia dúzia destas e o que resta do mercado de arrendamento colapsa.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 14:52
link directo | psicomentar

Domingo, 25 de Dezembro de 2011
Boas Festas!

Esta noite de consoada não tive uma única prenda, tive muitas: todos os meus familiares e amigos estiveram presentes. Precisamos de muito menos do que às vezes pensamos para estarmos verdadeiramente felizes.

 

Para os católicos, adoradores de deuses pagãos e até mesmo a todos aqueles avessos a misticismos e religiosidades, que tenham momentos gratificantes e que os partilhem.

 



uma psicose de Beatriz Ferreira às 02:21
link directo | psicomentar | psicomentaram (1)

Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011
Real Politik económica

 

O Governo aceitou a proposta dos chineses Three Gorges Corp, para a compra de 21,35 por cento da EDP. A outra opção era a alemã E.On.

 

Sejamos francos, qualquer que fosse a opção, o Governo seria criticado. No primeiro caso, estamos a vender a uma empresa estatal de um governo "perigoso", na segunda opção, Pedro Passos Coelho estaria a rebaixar-se aos ditames de "Frau Merkel e o 4º Reich".

 

Dadas as opções, e o que estava em cima da mesa, não desgosto do negócio. Até acho que, dadas as condições, foi a melhor opção. Um prémio de 53 por cento é um bom prémio pelo valor das acções da EDP. E, no caso da Three Gourges Corp, estão também em cima da mesa: 8 mil milhões para ajudar a EDP a expandir-se fora do país, mais 4 mil milhões de euros de crédito para outras empresas investirem em Portugal.

 

Curioso é o que, para mim, fica implicito: O Governo está a tentar selar outra fonte de financiamento para a Economia (em especial a Banca, que não está de boa saúde) além da Troika. Para quem não reparou, o "adviser" da operação foi o BES que, coincidencia das coincidencias, acabou de assinar um acordo com bancos chineses para se recapitalizar. Não me surpreenderia ver agora outros bancos portugueses - em especial o BCP - a terem acordos assinados com o mesmo teor. Fica também implicito a posição de Portugal, a tentar ser porta de entrada de Capital Chinês na Europa. Com todos os riscos que ser intermediário implica. 

 

E em parte, fica também um "bater o pé" à "Frau Merkel": Estamos em austeridade ditada, mas não vendemos a uma empresa alemã - embora tenha sido noticiada a pressão que estava a ser feita para que o negócio fosse para a E.On, que tinha interesse nos activos renováveis da EDP, mas cuja oferta era inferior à chinesa.

 

No final do dia, foi uma decisão extremamente pragmática, com pouco ideologia. Real Politik económica, vejamos no que resulta.



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 13:37
link directo | psicomentar | psicomentaram (7)

Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011
Provocante!
Michael O'Leary, no seu discurso na Innovation Convention 2011, em Bruxelas. São 17 minutos onde o fundador e CEO da Ryanair não poupa burocratas, políticos - a Comissão Europeia é um alvo recorrente - e Capitalistas que vivem de subsidios e leis favoraveis.


uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 11:40
link directo | psicomentar | psicomentaram (4)

Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011
Como o PCP queria que nós vivêssemos - Exemplo da Coreia do Norte

Não é teoria. Não é uma invenção. É um caso pessoal e comovente.

Leitura complementar: Comunicado do PCP sobre o sociopata Coreano



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 22:33
link directo | psicomentar | psicomentaram (4)

Are you talking to me?

Ontem houve reunião do Conselho Nacional do PSD que contou inevitavelmente com a presença do Presidente do Partido, simultaneamente Primeiro-ministro. Usou da palavra durante cerca de 35 minutos, justificando minuciosamente as medidas de austeridade tomadas nos últimos meses com a necessidade de construir um bote salva-vidas para o próximo ano.

 

Estava perante uma plateia composta por altos representantes do seu partido, militantes de uma estrutura política reformista, cidadãos pagadores de impostos que não questionam a urgência do controlo orçamental. Mesmo assim, Passos Coelho sentiu a necessidade de explicar com elevado nível de detalhe o contexto do seu trabalho. E daí não vem mal, é essa uma das suas obrigações! O problema reside no facto desta qualificada audiência precisar verdadeiramente de esclarecimentos, de não compreender a dificuldade do Governo em explicar as opções do Orçamento, de justificar politicamente certas medidas tomadas que sob a análise dos tecnocratas, poderiam ter sido construídas de formato diferente. Não consegue assimilar o embaraço constante, os momentos constrangedores, as palavras abertas a múltiplas interpretações, a ausência de diálogo com a população à partida fácil de conquistar, tradicionalmente passiva e amorfa.

 

Passos Coelho quis elevar o debate político durante a campanha eleitoral, estimular a confiança nos políticos, acabar com os artificialismos, mas agora a fasquia está alta e as pessoas críticas e insatisfeitas sobretudo por não saberem o que se está a passar, mais do que com os cortes que vão sofrer.

 

Não é preciso chorar na derradeira conferência de imprensa, mas alguém vai ter de por fim ao silêncio antes dos eleitores e militantes porem fim ao estado de graça.

 



uma psicose de Beatriz Ferreira às 16:42
link directo | psicomentar

Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011
A importância de simplificar o jargão burocrático
TEDx O'Porto - Sandra Fisher Martins - The Right to Understand 


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 15:14
link directo | psicomentar

Tendências

 

António Guterres - Ex-Primeiro-Ministro, hoje Alto Comissário para os Refugiados das Nações Unidas.

 

 

Durão Barroso - Ex-Primeiro-Ministro, hoje Presidente da Comissão Europeia

 

 

José Sócrates - Ex-Primeiro-Ministro, hoje estudante em Paris



uma psicose de Diogo Agostinho às 07:18
link directo | psicomentar | psicomentaram (4)

No meio da locura...

 

...lá encontrei uma voz correcta. Entre loucuras de criança, pelos Champs Elysees, pelo tou-me a marimbar e pôr os alemães a tremer, até indicar a porta de saída do País, entre choques Seguros, acho que isto anda mesmo mal! O nível de políticos hoje em dia é confrangedor.

 

Na sexta-feira, Rui Rio fez 10 anos de mandato. Já vai no terceiro e retirando a luta que vem aí entre Rangel e Menezes, Rui Rio foi claro, directo e correcto. A Câmara Municipal do Porto, paga a fornecedores a 30 dias. Sim, leram bem! 30 dias. Apresenta contas consolidadas. Apresenta uma visão e estratégia e uma cidade mais limpa e bem cuidada.  

 

Rio deu a entrevista à RTP Informação e mostrou naqueles 30 minutos que seria um homem capaz para liderar o País nesta fase de loucura generalizada.



uma psicose de Diogo Agostinho às 06:54
link directo | psicomentar | psicomentaram (2)

Enfim...



uma psicose de Diogo Agostinho às 06:50
link directo | psicomentar | psicomentaram (4)

Political Horror Stories: The Matosinhos Strange Case

O próximo ciclo de eleições em Portugal é o Autárquico em 2013 e está na hora de serem tomadas algumas decisões, sobretudo num ciclo tão importante como este, em que pela primeira vez os Presidentes em exercício não se podem re-candidatar (à sua terra ou a qualquer outra, como me confirmou estes dias alguém próximo do Miguel Relvas).

 

Com Porto e Gaia com gestões... boas dentro do possível, este ciclo vou virar-me para outro concelho do Grande Porto que merece muita mais atenção: Matosinhos. Assim, nos próximos meses, vou colocar aqui um conjunto de exemplos de como Matosinhos é gerido: como foi comprado Aguiar (ex-candidato do PSD à Câmara e actual vereador alinhado com o PS), como é ameaçado o presidente da concelhia do partido da oposição, como são sobre-taxados os residentes, como o dinheiro é esbanjado e como toda esta história tem pormenores do twilight zone, dignos de figurarem ao lado de Socratianos e Jardinistas sem se sentirem diminuídos por serem apenas questões concelhias. Naturalmente, apresentados faseadamente para não gastar a pólvora toda no primeiro tiro.

 

Para inaugurar a série, vou começar por apresentar o Orçamento. "Vai revelar logo tudo, dirão". Ora aí é que está o engano. Como podem ver AQUI, o Orçamento é constituído por 2 partes: a 1ª com fotos bonitas e um texto bem legível (na versão impressa) em que apresenta os "feitos" da Câmara; e uma 2ª com tabelas com letras ilegíveis. Se conseguirem perceber que os clubes da cidade receberam 7 Milhões (dos 9 que gera a Derrama do IRS) ou que a Câmara vendeu por 5,6 Milhões um parque de campismo cujo terreno por si valia 15 Milhões, então os meus sinceros parabéns. Se não, peço desculpa mas a culpa é destas impressoras modernas. E não se queixem porque nos anteriores (lista aqui), o "Resumo do Orçamento" nem aparecia (referência).

 

E se acham que Seguro tem cometido umas gaffes com o apelo ao fim da austeridade, vejam o que dizia o socialista Matosinhense a propósito do Natal (referência):

Título do Porto24 ontem: “Contra a depressão, Câmara de Matosinhos gasta 140 mil em luzes de Natal”

“Quando os cidadãos andarem mais deprimidos, quando olharem para os bolsos vazios, é muito importante olharem para a cidade e perceberem que é Natal”, disse Guilherme Pinto.


Seguro é um menino perto de Pinto.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 02:30
link directo | psicomentar | psicomentaram (2)

Domingo, 18 de Dezembro de 2011
Destes já não há mais

 

 


:

uma psicose de José Pedro Salgado às 20:14
link directo | psicomentar | psicomentaram (2)

Sábado, 17 de Dezembro de 2011
Cize

:

uma psicose de José Pedro Salgado às 19:04
link directo | psicomentar

Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011
Muito dignificante!

 

E assim anda o Parlamento português... muito bonito, carissimos senhores deputados da Bancada Socialista.



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 10:48
link directo | psicomentar | psicomentaram (8)

16 de Dezembro de 2001

 

 

 

Até parece que foi ontem. Noite de Dezembro, as semanas anteriores tinham sido intensas. Os debates a dois, as intervenções inflamadas. Pedia-se cartão amarelo. Cavaco Silva em Loulé, falava de monstro e de cartão amarelo. Tinha chegado a altura.

 

A véspera, o Expresso fazia um número giro! Falhava sondagens de forma escandalosa!

 

Chegado ao dia, o am

biente não era de grande expectativa. As pessoas estavam já alinhadas a pensar que o pântano ia continuar igual. Mas começaram a aparecer os resultados. Sintra, Coimbra, Cascais. Faro, que vitória em Faro contra um tipo que nunca se deveria ter sentado naquela cadeira.

 

Começaram a contagem e até Loulé, a terra do Professor virava. Foi um príncipio. Lá por baixo

: Albufeira e Tavira ta

mbém viravam. Leiria e Pombal. O País mudava. Respirava-se mesmo uma mudança de geração e de mentalidade.

 

Faltavam as duas principais. E que vitórias! Saborosas! Justas! Rui Rio esmagava Fernando Gomes. O Porto virava! Era a vitória histórica. Mas faltava algo à noite. Faltava afastar o eixo Sampaio-Soares que era prejudicial a Lisboa. E virou! Virou com uma enorme vitória. Contra Soares, contra Portas, contra tudo! O PPD-PSD e o seu candidato Santana Lopes viravam Lisboa. Transformavam Lisboa numa cidade mais feliz. E como ficou Lisboa melhor depois da vitória sobre o eixo Sampaio-Soares. Uma vitória até sobre Mário Soares e o seu rídiculo apelo ao voto em dia eleitoral. Sampaio nunca conseguiu perdoar essa derrota. Fazia dele um Presidente banal da Câmara de Lisboa e sobretudo retirava os interesses instalados em Lisboa.

 

Foi o fim do guterrismo. A saída cabisbaixa de um bom homem, mas frouxo politicamente. Sem capacidade de liderança, sem pulso para o País. Dos gritos de desespero de Anabela Neves, da SIC, à mudança para o País. Era a onda para levar Durão Barroso a Primeiro-Ministro.

 

 

 

 

Foi um dia histórico! Fez 10 anos. Como o tempo passa e o que mudou na vida política em Portugal.



uma psicose de Diogo Agostinho às 07:30
link directo | psicomentar | psicomentaram (1)

Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011
EZ, EFSF, FU!


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 13:41
link directo | psicomentar | psicomentaram (1)

Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011
Imbecilidades que já nem divertem...


uma psicose de Rui C Pinto às 16:20
link directo | psicomentar | psicomentaram (2)

Terror+ismo
Terrorismo
nome masculino
1. prática de actos violentos (assassinatos, raptos, colocação de bombas, etc.) contra um governo, uma classe dominante ou pessoas desconhecidas, com o objectivo de fazer impor determinados objectivos, geralmente políticos
2. figurado sistema de governo que utiliza o terror e medidas violentas
(De terror+-ismo)
in Dicionário da Porto Editora

Anders Behring Breivik. Ayman Al-Zawahiri. Germaine Lindsay. Mohammad Sidique Khan. Luttif Afif. Osama Bin Laden. Josefa Ernaga. Nordine Amrani.

 

Muitos outros nomes poderiam ser acrescentados a esta lista. Poucos destes são conhecidos pelo público, que também desconhece qual foi a pena aplicada aos sobreviventes dos vários ataques que perpetraram. Alguns nunca foram julgados. Outros nunca chegaram a ser capturados ou identificados.

 

O conceito de terrorismo é interpretado de forma diferente por todo o mundo. É também de forma diferente que o mundo reage ao terror sofrido por cada nação, sociedade, pelas famílias.

As terríveis explosões em Madrid de 2004, afectaram-me de forma substancialmente diferente em comparação com o crime horrendo perpetrado por Breivik na Noruega.

São ambos horríveis, mas com alvos diferentes e motivações distintas. Madrid foi terrorismo sem faces nem identidades definidas, Utøya levou a face de Breivik aos jornais do mundo. Liège, independentemente das motivações políticas ou de guerrilha, também espalhou o terror. E isso para mim é terror-ismo.

 

Nova Iorque. Londres. Madrid. Oslo. Liège. Todas estas cidades, todas as vítimas, até ao bebé de 17 meses que faleceu devido à loucura de um homem num país tão indiferente como a Bélgica, obrigam-nos a reflectir se amanhã, numa paragem de autocarro/metro/comboio, a irmos para o trabalho, para casa, no emprego, em nossa própria casa, nas compras de Natal, não surgirá alguém que acabe com a nossa paz, com a nossa vida, e deixe em luto não só um país, como as nossas famílias, os nossos mais-que-tudo.

 

É difícil procurar soluções que evitem o terror de não sabermos se vamos chegar a casa no fim do dia. O terrorismo não é um aneurisma, um enfarte, um AVC, que bate à porta de súbito e pouco ou nada se pode fazer para prever e evitar. É algo grave, cuja tendência temos de contrariar.

 

Leis penais mais punitivas? Maior controlo de materiais usados para bombas? Maior controlo do mercado de armamento, legal e ilegal? Maior supervisão nos casos de migração? (embora esta última não solucione o terrorismo interno)

 

O que é, para vós, preciso para parar esta tendência? Estará Portugal livre de uma bomba de terror?

 

 

 



uma psicose de Essi Silva às 12:53
link directo | psicomentar | psicomentaram (4)

Crónicas de um jovem sem futuro (XII)

... a propósito deste e deste post... 

 

"Mais de metade dos jovens com menos de 25 anos ganha menos de 500 euros, assim como um quarto dos jovens entre os 25 e os 34 anos, sobretudo porque têm empregos precários e de baixa qualificação.", daqui.

 

O problema é conhecido de todos. Não é novidade para ninguém. Portugal continua a ter um atraso estrutural no que toca a qualificações, mas sobretudo no que toca ao seu sector produtivo. É aí que está a nossa chaga social: uma economia débil, pouco transformadora e que acrescenta muito pouco valor. É estrutural. Não temos indústria, temos empresários. Gente que compra fora para vender cá dentro sem acrescentar qualquer valor. Gente sem qualquer responsabilidade social que se limita a tirar a sua comissão e sustentar o seu salário. É isto. Está mal. Também tenho muitos empresários na família. Gente bem sucedida que gera emprego. Esses que fazem a economia andar para a frente. Um é o representante em Portugal da marca X. Uma empresa que emprega cerca de 50 pessoas. Um sucesso. Recruta essencialmente nos centros de emprego, claro está. Gente que ganha miseravelmente. Gente que está no grau zero da sua liberdade. Gente que aceita ou um emprego miserável, ou a miséria do desemprego. Tanto se lhes dá, tantas vezes... Emprega 10, ao fim de seis meses despede e volta a recrutar outros 10. Quando a empresa prospera e lucra descapitaliza-se comprando carros de luxo a leasing. O empresário tem de andar de BMW série 7... Quando a empresa definha com prejuízo despede-se meia dúzia porque os tempos são de crise. Esta economia e estes empresários não interessam ao país. Isto é gente que parasita o país.

 

A única forma de rasgarmos estas amarras da miséria endémica, que é económica mas sobretudo ética e moral, está nos bancos das escolas. É nos bancos das escolas que se dão as ferramentas necessárias para que possamos fugir à escravatura da miséria, essa escravatura da sujeição que nos vai consumindo a liberdade.



uma psicose de Rui C Pinto às 10:59
link directo | psicomentar | psicomentaram (10)

Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011
A ler...

 

A entrevista de Filipe de Botton, disponivel no iOnline:

O que mais me preocupa como cidadão é ver supostamente os grandes líderes europeus e os grandes líderes mundiais a papaguearem as mesmas banalidades que eu papagueio nos almoços com os meus amigos.

 

(...)

 

Depois choca-me ver antigos dirigentes, nomeadamente de Portugal, como José Sócrates, que foram grandes responsáveis pela situação actual, fazerem afirmações completamente deslocadas. Mais ganhavam em estar calados e terem vergonha na cara. É miserável.

 

(...)

 

Se tem havido actuação [do eixo franco-alemão], não temos dado por ela. Há seis meses que, de cimeira decisiva em cimeira decisiva, essa actuação tem sido tão subliminar e tão discreta que leva a que tudo esteja na mesma.

 

(...)

 

A mim choca-me falar-se de políticas. Deve-se falar é de empresários. Quem faz e quem determina o desenvolvimento das empresas em termos de desenvolvimento económico são os empresários. O governo deve regular, estar o mais distante possível da economia real, e quando muito controlar à posteriori. Mas de forma alguma ser ele a definir as políticas industriais.

 

(...)

 

O maior problema que existe em Portugal ao nível das empresas é a classe empresarial. Todos nós somos pouco formados, pouco cosmopolitas, e enquadramos menos bem as pessoas que connosco trabalham. (...) É isso que nos falta em Portugal. Capacidade de liderança.

No final do dia, tem toda a razão!



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 12:35
link directo | psicomentar | psicomentaram (3)

Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2011
Freitas?? Basílio??

 

Bem sei que os tempos não estão fáceis, mas ao que parece a crise ainda não chegou aos Professores Universitários. Não consigo compreender a hipótese de Freitas do Amaral assumir funções numa empresa em nome do Governo...

 

Mas ficou tudo louco?

 

E o que dizer do xuxa-mor agora cá do burgo? É vê-lo qual virgem ofendida a defender o real interesse do...Partido Socialista. Ai Basílio, Basílio.

 

Lição a reter:

 

- Não confiar em candidatos "CDS-PP" a Belém, anos mais tarde são boys rosinhas de coração!

 



uma psicose de Diogo Agostinho às 11:13
link directo | psicomentar | psicomentaram (2)

Olha quem apareceu?

 

O ex-primeiro-ministro José Sócrates comentou em Paris a crise na Europa, durante uma conferência com colegas universitários da Sciences Po, onde estuda Ciência Política. "Para pequenos países como Portugal e Espanha, pagar a dívida é uma ideia de criança. As dívidas dos Estados são por definição eternas. As dívidas gerem-se. Foi assim que eu estudei", disse.

in Correio da Manhã

 

 

É preciso uma real lata! Gerem-se? Como fez nos últimos 6 anos??



uma psicose de Diogo Agostinho às 11:07
link directo | psicomentar | psicomentaram (12)

Terça-feira, 6 de Dezembro de 2011
Kadhafi, o defensor dos direitos humanos

Ousam duvidar? Podem ler o relatório da ONU, de 4 de Janeiro de 2011!Ora leiam:

De acordo com o relatório da 16ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, datado de 4 de Janeiro de 2011, “a protecção dos direitos humanos era garantida na Líbia; isto inclui não só direitos políticos mas também económicos, sociais e culturais”. O documento vai mais longe e fala da “experiencia pioneira no campo da distribuição da riqueza e nos direitos de trabalho”.
A delegação da ONU que visitou a Líbia “observou que todos os direitos e liberdades” estavam, na Líbia, “incluídos de forma coerente num quadro jurídico consolidado. As garantias legais formaram a base para a protecção dos direitos básicos do povo. Além disso, os abusos que pudessem ocorrer eram tratados pelo sistema judicial e os responsáveis levados à justiça. O sistema judicial salvaguardava os direitos dos indivíduos e era apoiado por outras entidades, acima de tudo o gabinete do Ministério Público.”

 

Sócrates é que era um visionário...



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 18:05
link directo | psicomentar | psicomentaram (1)

O eterno mito do Ensino Superior e da Empregabilidade

Em Portugal, ouvimos muitas vezes dizer que a Universidade não forma e não prepara os alunos para o mercado de trabalho. Esta ideia de que a Universidade está ao serviço do mercado de trabalho está profundamente ultrapassada e é muito perigosa. Senão vejamos. 

 

A Universidade é muito diferente da Escola! A sua função não se limita à transmissão de conhecimentos e à preparação dos alunos, mas extende-se à produção de conhecimentos e ao desenvolvimento de tecnologia. Uma Universidade é tanto melhor, quanto mais desenvolvimento adquiriu num determinado domínio científico. Assim sendo, não surpreenderá ninguém que o mítico MIT tenha no seu corpo docente vários prémios nobel e que seja das Universidades mais procuradas por alunos de todo o mundo dispostos a pagar cerca de 33600$ por nove meses de ensino. 

 

O MIT forma alunos para o mercado de trabalho norte-americano? Hell no! É óbvio que não! O MIT dota os seus alunos dos conhecimentos científicos mais avançados em todo o mundo e as grandes multinacionais tecnológicas absorvem esses alunos nos quatro cantos do mundo. Não será surpresa para ninguém, portanto, que o MIT seja uma das principais indústrias exportadoras do Estado de Massachussets... Mas mais que exportar os seus serviços, o MIT constitui um polo de atracção de tecnologia e de cérebros para os Estados Unidos. 

 

Dir-me-ão que o sucesso do MIT reside na sua relação priveligiada com a indústria e na criação de empresas com base tecnológica. Errado. O corpo docente do MIT recorrentemente galardoado com o Nobel dedica-se à investigação fundamental que está a anos luz de qualquer potencial aplicação. Elias Corey não foi galardoado pelo nobel da química por ter contribuido com projectos de investigação para a indústria química norte-americana, mas pelo seu contributo no desenvolvimento da retrossíntese, um conceito absolutamente teórico e abstracto. Como explicar então o sucesso do seu grupo no MIT? 

 

Em Portugal, o discurso vigente é o de que a Universidade deve direccionar a sua investigação para a transferência de tecnologia para as empresas e que deve formar os alunos para o mercado de trabalho nacional. Não há caminho mais claro para o abismo intelectual da academia que esse. E o pior é que aqueles que o defendem desconhecem que essa receita já falhou perante os seus olhos. Não há evidência mais clara para esse falhanço que o Ensino Politécnico, ou de cursos com forte ligação ao mercado de trabalho como a mítica Licenciatura de Química - Ramo em materiais têxteis da Universidade do Minho, para citar um exemplo de memória. Colocar a academia a trabalhar para a transferência de tecnologia é uma excelente forma de aliviar as empresas portuguesas do necessário investimento em Investigação e Desenvolvimento. Ver o PSD defender essa via ao mesmo tempo que pede mais competitividade e produtividade às empresas, deixa-me sempre com um leve nó na garganta... Para citar um brilhante Professor da minha Universidade, se tivessem pedido a Edison que fizesse investigação aplicada, hoje teríamos excelentes velas. 

 

Eu pergunto àqueles que defendem que a Universidade tem que adaptar a sua oferta educativa ao mercado de trabalho o que entedem ser o mercado de trabalho português e de que necessidades académicas carece. É que para lá das típicas profissões prestadoras de serviços nas áreas da saúde, economia, direito e educação, quer-me parecer que um Ensino Secundário Profissionalizante é mais que suficiente... 

 

Mas, mais relevante e preocupante: se a Universidade adaptar a sua oferta educativa ao mercado de trabalho como é que se criam oportunidades de desenvolvimento de novas valências económicas? Como é que o país potencia novas oportunidades económicas? O PSD não pode andar a defender de Segunda a Sexta que devemos apostar na estratégia do Mar e ao Sábado e Domingo defender que a academia deve formar engenheiros têxteis para o Minho e Engenheiros Mecânicos para a Auto-Europa... 

 

No que toca a Ciência, infelizmente, o PSD não tem estratégia. Um Partido que se tem batido pela meritocracia, empreendedorismo e inovação tem que ter um discurso coerente para a aposta em ciência e inovação e para o Ensino Superior. 



uma psicose de Rui C Pinto às 13:26
link directo | psicomentar | psicomentaram (80)

Péssima política

aqui falei da JSD Madeira, pelos excessos que cometeu durante a campanha eleitoral e durante a celebração da vitória. 

 

Nesse post adverti para a impunidade que se vive na ilha e que tem prestado um péssimo serviço ao PSD e, em particular, à JSD. É uma situação que me envergonha enquanto militante. Ver elementos da JSD referenciados em confrontos violentos com elementos de outro partido é inaceitável e inadmissível. Recentemente, foi difundida a agressão a Gil Canha, dirigente do PND, por um indivíduo identificado como "próximo da JSD". Sejamos claros, o que diz José Pedro Pereira sobre o assunto é a pura verdade. De facto, a maioria da população na Madeira é do PSD. O que José Pedro Pereira não pode negar é que está há demasiado tempo envolvido numa polémica que de política apenas tem a infeliz e péssima imagem que tem feito passar da JSD. 



uma psicose de Rui C Pinto às 11:24
link directo | psicomentar | psicomentaram (5)

Um bom começo

A Universidade Técnica de Lisboa e a Universidade de Lisboa já estão na recta final da fusão entre as duas instituições. É uma excelente notícia que espero venha a ser replicada por esse país fora. Depois de um período de expansão no mercado nacional, desde o 25 de Abril, as Universidades perceberam que para continuar a competir a crecer precisam de ganhar escala e partir para a competição a nível europeu. 

 

Porém, há alguns problemas que as Universidades precisam resolver por forma a ganhar escala. Desde logo, ganhar eficiência. Grande parte dessa eficiência passa por uma renovação dos seus recursos humanos, desde o secretariado aos professores catedráticos. Para competir ao nível europeu, a Universidade tem que competir pelos melhores investigadores e docentes no mercado europeu. É fundamental atrair cérebros para, então, atrair alunos. Por outro lado, é crucial resolver o problema do financiamento que passará, no curto prazo, pelo aumento (ao menos para o dobro) de propinas e pela gestão integral das receitas das mesmas. 



uma psicose de Rui C Pinto às 09:56
link directo | psicomentar | psicomentaram (4)

Domingo, 4 de Dezembro de 2011
Governador do Banco Central coloca Galamba no seu lugar

João Galamba muitas vezes aproveita-se da educação dos outros.

Desce de nível, e como os outros não o seguem, até parece que ganhou o debate.

Um pouco como o Alberto João Jardim, mas num estilo mais cool.

Desta vez correu mal.

 

Não posso dizer que não fiquei satisfeito.

E registei a falta de humildade ao ainda pedir satisfações no fim.

É triste que o PS no Parlamento esteja preso a este tipo de comportamentos.

Quo Vadis, PS?

 



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 10:00
link directo | psicomentar | psicomentaram (17)

Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011
Estou com o Rui Costa Pinto: Sou um optimista

E um dia, as pessoas vão entender: CO2 is Green!



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 09:05
link directo | psicomentar | psicomentaram (16)

Para mim, isto é humor...

A questão é quantas pessoas se reveem aqui neste site: ECON4.

 

Eles não se perguntam é porque é que tardam em aparecer ;)


uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 08:28
link directo | psicomentar

Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2011
Eu estou com o Ricardo. Também sou um optimista!


uma psicose de Rui C Pinto às 17:30
link directo | psicomentar

Porque ser optimista!

Ou como o Capitalismo nos torna hoje capazes de usufruir de muito mais que no passado!



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 14:40
link directo | psicomentar

Notícias
Psico-Social

Psico-Destaques
Psicóticos
Arquivo

Leituras
tags
Subscrever feeds
Disclaimer
1- As declarações aqui pres-tadas são da exclusiva respon-sabilidade do respectivo autor.
2 - O Psicolaranja não se responsabiliza pelas declarações de terceiros produzidas neste espaço de debate.
3 - Quaisquer declarações produzidas que constituam ou possam constituir crime de qualquer natureza ou que, por qualquer motivo, possam ser consideradas ofensivas ao bom nome ou integridade de alguém pertencente ou não a este Blog são da exclusiva responsabilida-de de quem as produz, reser-vando-se o Conselho Editorial do Psicolaranja o direito de eliminar o comentário no caso de tais declarações se traduzirem por si só ou por indiciação, na prática de um ilícito criminal ou de outra natureza.