Terça-feira, 29 de Novembro de 2011
Mesmo numa época de crise...

... você é muito mais rico do que imagina, caro leitor. Ora repare:

 

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=0FB0EhPM_M4

Eu, perder a net? Nem por 1.000.000!


uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 22:00
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Endemismos futebolísticos e a palhaçada do costume

Declaração de interesses: não sou adepto de nenhum clube, tão pouco aprecio futebol. 

 

Um jogo de futebol é antecedido por uma guerra tensa entre os responsáveis institucionais de dois clubes de futebol... Um punhado de criminosos neo-nazis travestidos de adeptos sportinguistas provocam disturbios e vandalizam o Estádio da Luz. Os dirigentes desportivos trocam acusações imbecis entre si. 

 

Horas depois dos ditos incidentes tive oportunidade de ler, no meu mural do Facebook, reacções inflamadas de adeptos de ambos os clubes trocando acusações. E eu pergunto: até quando os adeptos de futebol vão branquar as atitudes criminosas das claques de futebol confundindo-as com actos de paixão desportiva? Até quando é que os adeptos vão contaminar o debate desportivo com a violência e a irracionalidade provocada por uma minoria? Cabe aos adeptos distinguir o desporto da ignorância e violência, já que, os dirigentes desportivos têm demonstrado ser mais irracionais que as próprias claques! Parece-me evidente o que diz Rui Santos: ou se acaba com as claques ou as claques acabam com o futebol

 

Os dirigentes do Sporting e do Benfica deviam ter unido as vozes em apelo ao fim da violência das claques. Os jogadores deviam, no final do jogo, ter condenado os actos de vandalismo que desviaram as atenções do próprio jogo. Continuando a alimentar a irracionalidade e a ignorância resta-nos esperar para ver a extensão do incêndio quando o "derby" se disputar em Alvalade... 



uma psicose de Rui C Pinto às 10:22
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A Este nada de novo...

 É oficial: Berlim só salva o Euro depois de mandar nas contas dos Estados.

 

Ou porque é que acham que a Alemanha só salvava os países mesmo na última e foi deixando agudizar a crise até ao ponto máximo?

 

 



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 07:30
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Domingo, 27 de Novembro de 2011
Itália: O próximo alvo

E Espanha safou-se, por agora. Neste momento, o FMI está fixado em Itália.

 

Ora, a os 600 000 Milhões são mais do que os 4 pacotes anteriores (GR, IE, PT e GR2) juntos.

Está em causa a Zona Euro e a política de "fomentar dívida para estimular a Economia".

 

A Itália cai?

A Zona Euro desmantela-se?

As políticas liberais são finalmente abraçadas?

 

Ficam as questões. As respostas seguem nas próximas semanas.

 



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 22:15
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Sexta-feira, 25 de Novembro de 2011
O fiasco alemão?

[Aviso à navegação: segue-se uma explicação de Economia, logo, um post longo]

 

Na Quarta Feira, a Alemanha emitiu dívida pública em leilão. Um leilão que, a avaliar pela imprensa e comunidade de bloggers, falhou. "Um fiasco" disseram uns. "A Alemanha provou do seu próprio remédio", comentaram outros.

Se de Bloggers ainda aceito in extremis a reacção, em especial dos "não economistas", da imprensa (económica) já não. Esta demonstrou-se tão desleixada como sempre foi. Tinham obrigação de, ou saber como funciona um Mercado de Crédito, e a especificidade alemã, ou, como me ensinou o meu antigo director da revista Carteira, "Um jornalista quando não sabe, pega no telefone e arranja quem saiba e cita". [Tecnicamente ele era mais duro ainda, e exigia-me 3 fontes independentes, mas isso são outras conversas].

 

Os Países quando fazem emissões de dívida soberana, fazem-no em sistema de leilão, com a excepção de alguns países que também fazem "sindicancia" (como o Reino Únido, e já vamos ao quê e porquê mais abaixo). Até aqui tudo bem, e já tem sido largamente explicado. O que tem de ser explicado é que, um Banco Central, quando quer alterar uma taxa de juro (ou mais importante, mantê-la onde acha que ela deva estar) não pode simplesmente ditar admnistrativamente a taxa. Antes, fa-lo via "Operações em Mercado Aberto". E para o conseguir, o que um banco central faz é comprar ou vender Dívida Pública aos bancos. Quando se quer aumentar as taxas de juro, vende-se dívida pública aos bancos (que dão dinheiro em troca, reduzindo o dinheiro em circulação) e vice versa.

 

Especificidade Alemã?

 

Normalmente, os bancos centrais fazem isto a "descoberto". Ou seja, não têm as obrigações com eles. Têm antes uma "facilidade sombra" para o fazer, e depois ajustam contas com o Tesouro do país em questão. No entanto, se quiserem ver um banqueiro alemão a tremer, junte "Banco Central" e "Sombra" na mesma frase, e ele terá pesadelos que começam com a palavra "Weimar".

Logo, no caso Alemão, o Bundesbank fica sempre com uma parte da emissão para si. Isto é um pormenor importante de reter. Em primeiro lugar, não é monetização de dívida, porque o Bundensbank não paga ao Tesouro. Reserva é na sua conta um número de obrigações ("bunds"). Em segundo lugar, isto quer dizer que, face à definição tradicional, os leilões alemães "falham" sempre, devido ao valor reservado para o Bundensbank.

 

Business as unsual...

 

Isto não quer dizer que o Leilão de quarta feira não tenha sido preocupante. Apenas que não o foi pelas razões enunciadas. Não há contagio para a Alemanha. O que há é a constatação dum facto que se suspeitava há muito: o BCE está a perder a capacidade manter as taxas de juro onde quer, e o Budensbank está a tentar manter uma "última linha de defesa", de modo a que o BCE consiga operar normalmente. E para o perceber, é preciso entender um conceito: Repo Rate.

De modo a alterar a massa monetária, um Banco Central vende ou compra Dívida Pública. E para dar incentivos aos bancos a fazer a operação no sentido que quer, um Banco Central usa a Repo Rate. Ou seja, é a taxa usada para a troca "bunds" por "euros".

E aqui é que temos os problemas. É que, devido à crise, ninguém confia em ninguém no mercado interbancário europeu (o mercado que estabelece a taxa Euribor). Logo, não há empréstimos sem garantia, entre bancos. E a única garantia que toda a gente aceita, é a Bund Alemã. Isto quer dizer que, se o BCE quer manter as taxas de juro a <inserir aqui a taxa desejada>, já só tem um mercado funcional para o fazer. Porque é que é ainda não demos por nada? Duas razões: a dimensão enorme do mercado e a acção do Bundensbank.

Este está, de proposito, a acumular bunds em massa, de modo a conseguir manter a taxa de Repo sob controlo, e conseguir que o BCE consiga não perder o controlo da política monetária europeia. Em especial, quando as taxas estão encostadas a zero. Isto também aconteceu nos EUA, em 2008. A Reserva Federal, in extremis, ia perdendo o controlo sobre as taxas de juro.

Obviamente que o anúncio dos planos para as Eurobonds, antes do leilão, não ajudou. Mas no big picture do funcionamento do Sistema Monetário Europeu, foi uma gota no Oceano.

 

E o grave é que o Bundensbank está a ter de conservar uma fatia cada vez maior de Bunds de modo a manter o Mercado de Crédito alemão sob controlo e manter o BCE ao volante, com um acelerador e travão funcionais. A "especialidade" da Bund não está a ajudar, pois torna mais dificil aos Bancos que vão a leilão operar. Uma lição que o Reino Unido aprendeu, estando a vender parte da sua dívida ("Gilts") em "sindicancia", ou seja, da mesma forma que se faz uma introdução em Bolsa: quase directamente aos investidores, saltando o leilão.



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 10:45
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Quinta-feira, 24 de Novembro de 2011
Brinkmanship na Madeira!

 

Brinkmanship é uma estratégia que consiste em forçar uma situação inerentemente perigosa até à iminência de um desastre, por forma a alcançar o resultado mais vantajoso. 

 Wikipédia

 

Alberto João Jardim vai endurecer o braço-de-ferro com Lisboa. Contrariando condições aceites nas audiências com o primeiro-ministro e ministro das Finanças, está a retardar a sua proposta de cortes nas despesas e medidas para aumentar receitas, para não ter de assumir perante os madeirenses o “ónus” das inevitáveis medidas de austeridade que tem vindo a negar. Por seu lado, não disposto a assumir as responsabilidades da dívida regional, Vítor Gaspar mostra-se intransigente, mantendo que, até haver plano de resgate, as transferências continuam suspensas e não haverá dinheiro para fazer face à falta de liquidez. 

 

(...)

 

Para pressionar Lisboa a ceder, o Governo regional está a elaborar um memorando sobre a situação financeira, para enviar aos embaixadores em Lisboa dos países da União Europeia, visando a informação “distorcida ou mesmo manipulada” do Terreiro do Paço. 

Público

 

Memorando a entregar aos embaixadores de outros países da UE, em Lisboa? Estamos a jogar o quê? Um jogo em que o primeiro a pestanejar, perde!?



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 16:20
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A mulher de César, senhores, a mulher de César!

Se há Partido, em Portugal, que devia ser um case study de comunicação, é o PSD. Não nos está nos genes. A postura sempre foi "primeiro faz-se, depois explica-se", e mantêm-se inalterada. Arrisco-me mesmo a dizer que somos, na ausência de "corpo ideológico", um Partido eminentemente Tecnocrata. E por muito que goste de técnicos - dos bons pelo menos - liderança política faz falta.

 

E o PSD tem bons técnicos. Tem bons avaliadores, bons economistas, até temos boas equipas de comunicação. Paradoxal, não? Falta é um toque de "Bom Senso Político". 

 

Vou dar um exemplo, prático. Estamos a apresentar um dos Orçamentos mais duros dos últimos anos. A realidade assim nos obriga. E, por muito que não goste de ver parte do meu subsidio de Natal a voar para os cofres do Estado, tenho de admitir que é um Orçamento equilibrado, dadas as exigências da Troika e da situação financeira do País. Resta saber se vai ser executado como previsto, mas essa é a conclusão que terá de ser tirada à posteriori. Como documento "fundador de intenções políticas", está bom. 

 

E, a equipa de comunicação do PSD, até fez um bonito video a explicar alguns pontos. Está bem feito. Curto. Ao ponto. Como mandam as regras. 

 

 

Bem conseguido, com bons técnicos. Mas há um problema com os "bons técnicos", e governos "tecnocráticos": Falta de bom senso e sensibilidade políticas!

 

Se há verdade em Política que aprendi, essa foi, "lidera pelo exemplo, pois assim nunca corres o risco de ser apanhado em contra-mão com o que dizes e fazes!".  Não há melhor forma de "Comunicação". As acções falam sempre mais alto que as palavras. Demonstram compromisso, e compreensão. (E, para os mais "técnicos" da nobre arte da Comunicação, 90 por cento das mensagens são lidas pela parte não verbal).

 

Há um ditado muito antigo em Portugal: "À mulher de César, não basta ser séria. É preciso parecer séria!". ´Por parecer, não se leia "hipócrita". Leia-se, com acções congruentes com o que se diz e se está a tentar exigir de outros.

 

Exemplo prático?

 

A decisão foi tomada pelo primeiro-ministro Passos Coelho a 11 de Novembro, já depois da polémica em torno da atribuição de subsídios em tempos de crise.

O secretário de Estado da Economia e Desenvolvimento Regional, Almeida Henriques, e o secretário de Estado do Empreendedorismo, Carlos Oliveira, são dois dos contemplados, ambos do ‘superministério’ de Santos Pereira. O secretário de Estado da Defesa, Paulo Braga Lino, também tem subsídio.

 

(...)

 

No total, são dez governantes com subsídio, atribuído a quem tenha residência fixa a mais de 100 km de Lisboa. Em Outubro, os ministros Miguel Macedo e Aguiar-Branco e o secretário de Estado José Cesário renunciaram ao subsídio. Já os governantes Juvenal Peneda, Paulo Júlio, Cecília Meireles, Daniel Campelo, Marco António e Vânia Barros mantêm a ajuda.

Correio da Manhã

 

 É ilegal? Não. Não é. E vou mais longe. Podiam cortar os salários todos de Ministros e Deputados, e respectivos subsídios, e não se solucionava o Défice. É uma gota num imenso Oceano. Mas demonstra uma enorme falta de bom senso político.

 

Liderar pelo Exemplo: Sim, estamos a exigir sacrifícios de todos. O ano de 2011 foi duro, o de 2012 vai ser mais. É necessário. É o caminho correcto. E, damos o exemplo. Em 2012, não há destes subsídios para nenhum governante. 

 

Custava muito? Vão me dizer que alguns dos subsidiados não conseguem pagar uma renda? Volto a repetir: Bom senso político na transmissão da mensagem! Ninguém, seja numa empresa, repartição, autarquia, clube local de berlinde ou <inserir aqui uma organização há vossa escolha> está disposto a aceitar, a bem, sacrifícios, se não vir que quem os pede também os faz. Tecnicamente resolve algo? Não. Mas Politicamente, é uma transmissão de mensagem muito forte. Dá o "Moral High Ground" a quem lidera. E mostra também força de quem está no topo. 

 

Cada vez mais sou alérgico aos chamados "Governos Tecnocráticos". Falta-lhes este bom senso, e sensibilidade. Senhor Dr. Passos Coelho, até está a ir bem. Importa-se de não fazer estes erros estúpidos e não transformar o Governo de Portugal num bando de tecnocratas que falam línguas estranhas? "Faz o que eu digo, não faças o que eu faço" é um ditado muito giro, mas não é uma maneira inteligente de se gerir em Política! 



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 14:24
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Quarta-feira, 23 de Novembro de 2011
Lobotomias - II - Está tudo louco

 

A Assembleia Regional da Madeira, por proposta do PSD ontem aprovada com votos contra de toda a oposição, decidiu que nos plenários “os votos de cada partido presente são contados como representando o universo de votos do respectivo partido ou grupo parlamentar”. Ou seja, cada deputado passará a valer por 25, inviabilizando qualquer aprovação de propostas da oposição durante ausência de deputados sociais-democratas na bancada. 



O PSD alterou também a definição de quórum, ao definir que a assembleia pode funcionar em plenário com um mínimo de “um terço do número de deputados em efectividade de funções”, norma esta que viola até o próprio Estatuto Politico-Administrativo da Madeira, segundo o qual “a Assembleia considera-se constituída em reunião plenária encontrando-se presente a maioria dos seus membros [art. 52º]”.

 

Que que saiba o PSD é um partido democrata, pró democracia. Ou seja, deveríamos promover a democracia.

 

Parece-vos o caso?

Pois, a mim também não.



uma psicose de Essi Silva às 16:45
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Lobotomias

 

 

Na véspera da greve geral, Vítor Gaspar, Ministro das Finanças veio defender que não é tempo de “concentrar a atenção em interesses particulares e corporativos”.


Não é que seja a pessoa mais anti-funcionarismo público aqui do blog, mas reconheço a importância e os direitos essenciais que a escolha que os funcionários fizeram ao contratar com o Estado fizeram.


Como é óbvio, escolher trabalhar para o Estado em comparação com o sector privado tem de ter alguns benefícios, que compensem a diferença, por vezes substancial, de rendimento a que o público tem direito face ao privado.
Percebe-se então, que num país no qual uma larga população pertence ao sector público, cuja expressão mais significativa se enquadra em salários abaixo dos 800€, percebe-se porque é que uma consulta num dentista possa custar ao funcionário 2,49€. Ou que as garantias de duração contratual sejam reforçadas. Etc. Etc.


É claro que um dos maiores problemas do nosso funcionarismo público, é que devido às contratações extensivas nas gerações anteriores, algumas derivadas da famosa "cunha", muitos dos nossos funcionários públicos, caso se vissem confrontados com o desemprego e a procura de emprego no privado, estivessem muito aquém das competências procuradas no privado. Ora, assim a única viabilidade do nosso funcionarismo público, na sua maioria, é manter as garantias que tem: emprego e salário certos.


O que eu, de facto, não percebo, é a justificação de uma greve.


Aliás, até percebo: andaram a fazer lobotomias às escondidas aos nossos funcionários públicos.
Quer dizer, há anos que sabemos que os sindicatos têm uma utilidade marginal nula. Defendem muito mal os interesses daqueles que devem proteger e representar, querem sempre fechar a porta a acordos que diminuam as garantias salariais e as mordomias mas mantenham os empregos, e acreditam (ou será que é só bluff) que uma greve vai mesmo obrigar o Governo a mudar de ideias.
Estamos numa CRISE. Não podemos voltar atrás numa máquina e corrigir os erros. Temos de cauterizar as feridas do Estado antes que se esvaia definitivamente de sangue.


Uma greve, por mais injustas que pareçam as medidas, só trará mais consequências e mais dificuldades. Os privados sofrerão com ela, implicando uma perda de milhões não só para o Estado como para o sector Privado, e com ela perda do poder de compra e um golpe duro às finanças de quem também tem sofrido com a crise e que não tem emprego ad eternum garantido e as benesses do costume.
E quanto mais dinheiro o Estado perder, quantos menos impostos puder colectar do sector privado (que com cada vez menos lucro, menor pode ser a colecta), até porque o sector Privado não é todo composto por Soares dos Santos, Belmiros e companhia, mais duras serão as medidas.

 

Portanto um conselho rápido: deixem-se de mariquices e virem-se para o vosso trabalho. Porque só com muita produtividade é que Portugal poderá recuperar o que perdeu rapidamente.

Nota de rodapé: E deixem as pessoas irem para os seus empregos que quem verdadeiramente tem contas para pagar (e não tem carro por causa disso), não se pode dar ao luxo de faltar ao emprego por causa de greves.


: Fight Club

uma psicose de Essi Silva às 16:41
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A 110 à hora!



uma psicose de Diogo Agostinho às 12:17
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Terça-feira, 22 de Novembro de 2011
Empreender

Diariamente somos confrontados com um número tão vasto de notícias sobre a crise que o nosso país atravessa e os seus aspectos negativos que as parcas notícias que vão surgindo aqui e ali sobre casos bem sucedidos de empreendedorismo acabam por passar mais ao menos desapercebidas, motivo pelo qual esta notícia captou a minha atenção:

“Melhor Empresária da Europa é portuguesa

A portuguesa Sandra Correia, 40 anos, presidente executiva da empresa algarvia de cortiça Pelcor, venceu o Troféu de Melhor Empresária da Europa 2011, atribuído pelo Parlamento Europeu e Conselho Europeu das Mulheres Empresárias.”

 

 

Empreender é um conceito que apesar do pouco destaque que tem merecido se mantém mais actual do que nunca. Favorece o crescimento económico e a criação de riqueza, melhora a nossa competitividade, desenvolve o nosso potencial e estimula a criação de empregos. No estimulo à criação de empregos, inclui-se o auto-emprego, o que face ao número de pessoas desempregadas que temos, nomeadamente de jovens desempregados, deverá ser algo interessante a considerar. Não temos falta de talentos, nem de criatividade, o que nos falta é um maior destaque a esta área e uma cultura mais forte de empreendedorismo.

 

“Quando o vento muda de direcção, há quem construa muros e há quem construa moinhos de vento”                                                                                          Provérbio chinês

 



uma psicose de Catarina Rocha Ferreira às 17:15
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Segunda-feira, 21 de Novembro de 2011
RTP, RTP, RTP e mais RTP

Portugal leva-nos, muitas vezes, à insanidade temporária. Veja-se a discussão em torno do relatório sobre a reforma do serviço público de televisão. Um desassossego! Apresentado o relatório (com sugestões imbecis, digamos já de passagem) foi uma gritaria desmedida por esse país fora. Parecia uma discussões entre namorados que terminam invariavelmente por exaustão de um dos intervenientes. A discussão política em Portugal é, muitas vezes, assim. Alguém apresenta uma proposta, depois começa um berreiro estridente sem que se avançem propostas ou alternativas deitando por terra sejam as boas, sejam as más ideias apresentadas na proposta. É a política-circo. E eu confesso pouca paciência para a política-circo. 

 

O relatório avançou com uma proposta cuja mediatização foi proporcional ao tamanho do disparate. Colocar a RTP Internacional sob a orientação do Ministério dos Negócios Estrangeiros não me causaria insónias, não fosse o artigo de opinião de João Duque, responsável pelo dito relatório, no Expresso onde explica por miúdos como pretende transformar um canal de televisão numa central publicitária do país. O facto de esta ideia ser completamente despropositada do ponto de vista do serviço público, não invalida todo o relatório. Ouvi também dizer que é um disparate acabar com a informação na RTP porque informação é serviço público. Errado. Se a RTP passa ou não informação é perfeitamente discutível. Eu considero que deve ter conteúdos de informação. Mas acho perfeitamente legítimo que se defenda o contrário. O que não falta hoje em dia é informação disponível, seja na televisão (não pública), nos jornais ou na internet.

 

O serviço público visa garantir a pluralidade de debate. Nesse sentido, o Estado não precisa deter um canal, basta que contratualize conteúdos com os privados. A RTP, como existe actualmente, não presta serviço público ao dedicar tempo de antena a filmes de Hollywood. Não presta serviço público com programação de entretenimento como o Preço Certo. Eu preferia que o Estado alienasse o seu canal de televisão aos privados e contratualizasse com estes o número de horas que entendesse suficientes para garantir o tal debate plural e a difusão da cultura e identidade nacional. O Prós e Contras não podia passar na SIC por contracto com o Estado? O Portugal em Directo não podia passar na TVI por contracto com o Estado?

 

Manter o canal de Televisão sem publicidade é o começo de uma reforma necessária mas limita-se a adiar para o futuro a resolução definitiva do problema. Primeiro, porque sem quaisquer receitas de publicidade a televisão dita "pública" vai continuar a sair-nos muito cara. Depois porque o Estado continuará a pagar muito dinheiro por um canal de televisão, sem que esse dinheiro se traduza em verdadeiro conteúdo e em serviço público prestado aos cidadãos. Imagine-se que o Estado dispunha do Orçamento anual da RTP para incentivar à criação de cinema nacional; para a promoção de debates plurais; para subsidiar jornalismo de investigação; etc. Certamente ficaríamos todos muito melhor servidos. Mas enfim, isto sou eu a evitar a discussão nupcial... 



uma psicose de Rui C Pinto às 19:25
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Grande exemplo

 

 

E Espanha virou. Virou à direita virou de um amigo de José, para Mariano. Um galego.

 

Mas desta vitória destaco a perseverança de Mariano Rajoy. Ele chega com muitos anos de atraso e duas derrotas políticas. E que belo ensinamento retiramos deste acto eleitoral. Perdeu em 2004, perdeu em 2008. E hoje? Hoje é Primeiro-Ministro de Espanha. Prova que em política não existem mortes antecipadas.

 

Em política vencer, perder faz parte. É normal. É a democracia a funcionar. O que seria em Portugal ter um líder de oposição tantos anos e com duas derrotas? Sacrilégio! E o que seria então no PSD? Suicidio colectivo.

 

Fica a lição para muitos...cuidado com "as mortes políticas"...hoje podem estar na crista, mas amanhã? Amanhã nunca se sabe...



uma psicose de Diogo Agostinho às 09:06
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Sábado, 19 de Novembro de 2011
Toda a mulher de César deu uma volta no túmulo...

 

Ministers get their way on EU's 2012 budget


:
: High hopes - Frank Sinatra

uma psicose de José Pedro Salgado às 13:05
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Quinta-feira, 17 de Novembro de 2011
Bem-aventurados os pobres de espírito...
... porque deles é o Reino dos Céus!


uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 15:24
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Quarta-feira, 16 de Novembro de 2011
Quem se quer inscrever nesta campanha?

 

“Se o amor global continua a ser uma utopia ainda que compartilhável, o convite a ‘não odiar’, a opor-se contra a ‘cultura do ódio’, representa um objectivo ambicioso, mas realista. Com esta campanha decidimos dar visibilidade mundial a uma importante ideia de tolerância, para convidar os cidadãos de todos os países, num momento histórico de grandes turbulências e não menores esperanças, a reflectir sobre como o ódio nasce, sobretudo, do ‘medo do outro’ e do que não se conhece.”

Alessandro Benetton, vice-presidente executivo do Benetton Group

 

 

Para além do grande golpe publicitário desta campanha, será que estes “polémicos e impossíveis beijos”, conseguidos através de imagens manipuladas e utilizadas sem o consentimento dos protagonistas, irão surtir os efeitos positivos que a Fundação UNHATE vem promover? 

O choque e a provocação são formas eficazes para se alcançar o amor global e o tal "unhate", ou fim do ódio?



uma psicose de Catarina Rocha Ferreira às 19:50
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"Subitamente, a Europa fala alemão"

Disse-o Volker Kauder, líder parlamentar da CDU. Kauder sintetiza, assim, a posição europeia em relação à crise. A causa da crise europeia foi a indisciplina orçamental e, portanto, a solução é a austeridade. Que subitamente a Europa fala alemão não tenho dúvida, mas se a Europa pensa alemão já não tenho tanta certeza...  

 

Mas a Europa ainda não é unilingue. E por isso, o Reino Unido merece a atenção dos alemães: como membro da UE o Reino Unido "também carrega a responsabilidade para o sucesso da Europa", diz Kauder. "Olhando apenas aos seus interesses e não estarem preparados para contribuir é uma menssagem que não podemos aceitar dos britânicos." Estas palavras são provocadas pela oposição de Londres à taxa sobre transacções financeiras proposta por Berlim. Kauder afirma mesmo que percebe que um país como o Reino Unido cuja economia depende em 30% do centro financeiro londrino esteja relutante em aceitar tal taxa, mas que mesmo que continuem a resistir os 17 estados membros do Euro a introduzirão. O discurso começa a endurecer na União. 

 

O populismo destas palavras deve preocupar-nos, sobretudo no momento em que a Alemanha vem engrossando a voz à medida que a crise lhe dá poder sobre a economia europeia. Não há qualquer surpresa no facto de o Reino Unido defender a sua praça financeira, tal como não há qualquer surpresa na estratégia alemã para a resolução da crise na perifeira do euro. A economia alemã está com saúde e recomenda-se. Cresce mais que o esperado, cria emprego e aumenta salários. A contracção económica por via da austeridade na periferia europeia cria oportunidades à Alemanha que não só estará disponível para aquisições a preço de saldo em importantes sectores estratégicos como a energia como já se despunha, em Janeiro deste ano, a receber os jovens qualificados dos países em difculdade para alimentar o seu mercado de trabalho expansionista... Não sejamos ingénuos. A Alemanha está, tal como o Reino Unido, a zelar pelos seus interesses. 

 

É por isso que, nesta altura em particular, o preço que Van Rompuy afirma ser necessário pagar para estabilizar a zona euro me parece muito caro... Diz Rompuy que o preço a pagar é a concentração de soberania em Bruxelas. Ora, se a transferência de soberania for transversal aos estados membros e implicar o escrutínio democrático do exercício dessa soberania por todos os europeus eu aplaudo de pé. Mas para isso, Van Rompuy terá sobretudo de convencer os 80 milhões de alemães que vêm a sua economia crescer no meio de uma profunda crise europeia que precisam transferir soberania da sua amada constituição para Bruxelas... Bonne chance, Rompuy!

 

(publicado em simultâneo no Forte Apache)



uma psicose de Rui C Pinto às 11:15
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Terça-feira, 15 de Novembro de 2011
Estou confuso...

 

Lei-o os Jornais dos últimos dias. Vejo o Presidente da República contra algumas medidas do Orçamento de Estado, a opinar sobre o que o BCE deve fazer (em opinião contrária à do Primeiro Ministro) e bastante activo na "emissão de opinião".

 

Estou confuso: Quem afinal establece "policy" em Portugal, é o Presidente da República ou o PM? Ou o PR agora é um Primeiro-Ministro Sombra?

 

Vem-me à mente as famosas queixas de Cavaco Silva, quando era Primeiro Ministro, sobre a intervenção demasiado activa do Presidente da altura, Mário Soares. 

 

Como os tempos mudam...

 

PS(D): Um Economista Doutorado como Chefe de Estado a pedir a monetização de dívida por parte de um banco central duma união monetária horizontal? Isto é para levar a sério, prof. Cavaco Silva?!



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 11:19
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Será a tecnocracia solução?

 



uma psicose de Rui C Pinto às 10:09
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Sexta-feira, 11 de Novembro de 2011
Como eu adoro Demagogia!

O líder do PS assinalou hoje que se o governo mantiver o corte nos subsídios a funcionários públicos e pensionistas, pode provocar a “indignação geral” com “consequências difíceis de prever”. António José Seguro insistiu hoje na intervenção final no debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2012 que “a solução é exagerada” porque concentra nos trabalhadores da função pública e nos reformados “um terço do total dos sacrifícios exigidos”. “É insuportável e provoca a indignação geral”, acrescentou Seguro. 

António José Seguro, iOnline

 

Não me digam que ninguém no PS fez as contas, e verificaram que praticamente 2/3 dos pensionistas vão estar de fora dos cortes? 

 

Sim, são medidas arriscadas. São aquele tipo de medidas que fazem perder eleições. Ao contrário de outras medidas, como aumentar funcionários públicos em ano de crise, que coincidiu com um ano de eleições... 

 

Infelizmente, são as medidas necessárias. Ou será que ninguém no Partido Socialista se apercebeu que não há grande margem de manobra?

 

Goste-se (ou não), não há grandes soluções além desta.

 

PS(D): E, quanto aos funcionários públicos, é conhecido o problema crónico do desnivel dos seus vencimentos, há muitos anos, sem que isso tenha peso em mais sitio algum senão na bolsa do erário publico.



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 15:36
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Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011
Roseta e Costa, Costa e Roseta

 

Na vida por vezes podemos ser enganados ou iludidos por truques e "capas" que não nos mostram quem realmente são as pessoas!

 

No entanto, quando já se leva alguma experiência e sobretudo, quando já se sabe de antemão pela demonstração de total ineficácia de uma pessoa, só cai quem quer apoiar pessoas incapazes e sem sensibilidade!

 

Coisas da vida!

 

Ontem foi mais uma demonstração desses casos. Helena Roseta, que foi candidata independente sozinha, passou dois anos na Câmara a ver Costa e a sua acção. Passados dois anos, vemos o quê? Helena Roseta entrar na lista de...Costa. Ai jesus todos unidos nessa frente de batalha.

 

Mas, Helena  Roseta, numa altura de dificuldades, voltou a puxar dos galões  de  candidata "independente". Hoje deve perceber que é vereadora da Câmara de Lisboa e sim,  faz parte da gestão do dia a dia desta cidade. Já não pode ficar pelos comentários ou críticas. Chamou ontem a atenção para a insensibilidade do "rigoroso" Costa. Mas é caso para perguntar só descobriu agora? Estar dentro de um executivo pressupõe solidariedade e sobretudo harmonia de opiniões. Vir para fora dizer que não é a pessoa certa para a gestão da acção social da Câmara não pode ficar por meias palavras ou processos de  intenções.

Ou está ou não está! É importante reter que contribuiu e muito para que o "rigoroso" Costa continuasse a sua acção num lugar para o qual não  gosta e não tem sensibilidade!



uma psicose de Diogo Agostinho às 07:46
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Quarta-feira, 9 de Novembro de 2011
Banqueiros Portugueses: Uma anedota

Banqueiros escrevam Carta a Bruxelas

Ninguém mais do que eu aqui é contra a nacionalização da banca.

Mas meus caros: vocês escavaram o buraco! Agora é tempo de entregar o comando a outros, voluntariamente (preferível) ou à força (como está a acontecer).

O Capitalismo tem regras: quem gere mal, SAI. Fora. Rua. Aspe, que já vão tarde.

Numa notícia relacionada: Banca Portuguesa afunda para mínimos históricos

 

A expansão do crédito levou a banca a lucros, bónus e detenção de empresas e património recordes. Chegou a hora de pagar o preço. Ou...



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 12:30
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Terça-feira, 8 de Novembro de 2011
Só na América!

O estado norte americano do Mississippi prepara-se para votar em referendo se o embrião é um ser humano. O debate sobre o aborto entra invariavelmente no domínio do esotérico. Ao ponto de se perguntarem as coisas mais inauditas ao povo. 

 

Agora, uma mui douta população vai votar se o embrião é um ser humano. Uma mesma douta população (de um dos estados mais conservadores dos US) que se mobiliza com a mesma paixão para descriminar os seres humanos em função da sua orientação sexual. É, de facto, uma sociedade madura que não só define o ser humano como ainda o cataloga de acordo com as suas características fenotípicas. God save America!

 

Para responder à questão que lhes é colocada em referendo, os eleitores deveriam responder primeiro à pergunta: o que é um ser humano? Porque perguntar se o embrião é um ser humano? O embrião é o estágio após a fecundação até à fase de diferenciação orgânica. Isto é, após a fecundação do ovócito pelo espermatozóide os seus núcleos fundem-se e dão orivem ao ovo. A partir do momento em que o ovo entra em divisão mitótica dá origem ao embrião até que atinge a deferenciação por volta das oito semanas e onde é então chamado de feto. Ora, do ovo até ao feto há, no fundo, série de replicações da mesma célula (ovo). Porque raio se considera que o embrião é um ser humano e se põe de lado o ovo? O ovo é tão humano quanto o embrião. Será para manter a legalidade da pílula do dia seguinte? 



uma psicose de Rui C Pinto às 10:04
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Segunda-feira, 7 de Novembro de 2011
De Tintin a José Rodrigues dos Santos

Ao ler isto, "Tintin é um herói do catolicismo, segundo o Vaticano", não pude deixar de recordar a polémica envolvendo a sexualidade do personagem aquando da celebração dos seus 80 anos. 

 

Ora, sem querer entrar na idiotice da discussão da sexualidade de uma personagem de banda desenhada (!!!), serve o post para demonstrar o meu espanto para com esta constante necessidade de algumas alminhas críticas da Igreja se meterem neste tipo de guerras mediáticas que, na minha opinião, apenas contribuem para o desprestigio da instituição.

 

Este é apenas um episódio de uma longa novela. Recentemente os portugueses puderam assistir à troca de argumentos entre um mau escritor promovendo um livro (José Rodrigues dos Santos) e o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura por este último ter vindo a público refutar a veracidade de uma (má) obra de ficção da autoria do primeiro. 

 

Pergunto-me frequentemente o que ganha a instituição com esta (má) publicidade. 


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uma psicose de Rui C Pinto às 22:43
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Humor político

 

 

 

Este post também poderia ser intitulado "Fogo amigo ao qual o professor Marcelo não resiste, depois de um lapsus linguae de um governante":

 

"Se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras."

 

Alexandre Mestre, Secretário de Estado da Juventude, em São Paulo, para uma plateia de emigrantes portugueses.

 

"Achei uma ideia insolita, e pensei para comigo mesmo: que tal ele dar o exemplo, e sair da sua zona de conforto de secretário de Estado e emigrar?"

 

Marcelo Rebelo de Sousa, no seu programa "dominical" na TVI

 

Nada como um pouco de "Humor Político" em tempos de crise e apertos financeiros.



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 12:34
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A tragédia grega do momento continua

 

 

(Reuters) - Greek Prime Minister George Papandreou sealed a deal with the opposition on a crisis coalition to approve an international bailout, but details remain thin despite an EU ultimatum for Athens to get serious about tackling its huge problems. 

Reuters

 

Tendo em conta que no mercado da credibilidade, a Grécia não está propriemente bem cotada, este volte face tem a sua piada. 

A oposição (relembre-se, o Partido que colocou o país no sarilho onde ele está hoje) vai fazer um Governo de Salvação Nacional com o Partido governante actual (relembre-se, o Partido que andou entretido a jogar roleta russa com os parceiros europeus), numa altura em que a Grécia está a poucas semanas de ficar sem dinheiro. O programa é implementar as medidas da Troika, e convocar eleições depois das reformas feitas.

 

*sarcasmo* Isto tem tudo para correr bem... *sarcasmo*



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 10:10
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Tapa tapa

 

Na passada sexta-feira, assinalou-se o segundo aniversário do ínicio de funções do executivo camarário que lidera hoje a cidade de Lisboa. 2 anos signfica metade do mandato. É tempo pois, para uma análise e algumas considerações do trabalho desenvolvido.

 

António Costa depois de dois anos de mandato atípico, leva já 4 anos de governação da cidade de Lisboa. Bem, 4 anos já é um...mandato completo. É pois mais que tempo para se notar o cunho pessoal do actual Presidente de Câmara. E o que dizer? Estamos perante um caso paradigmático na conjuntura política.

 

Quando ocupamos um determinado lugar devemos antes de qualquer questão ter vontade de o ocupar para fazer algo pelo lugar. Estar no lugar à espera que o tempo passe, ou vague uma nova cadeira, não costuma ser boa solução. Mas, para além de traçar objectivos, percebemos que Lisboa nem tem objectivos, nem tem coerência nos actuais governantes. António Costa, foi fazer o frete a Sócrates. Antes de ser número um, que número dois e lá foi ocupar o lugar para preparar o salto. Tudo ok no que a ambição diz respeito. Não fosse o caso dessa ambição matar a instituição que lidera. Ora, vemos hoje uma Lisboa triste e perdida. Há melhorias? Bom, a melhoria é a total ausência de debate, fiscalização dos media e cobertura mediática à volta do executivo camarário. Esta total ausência é por demais evidente. Ora, seria possível noutros tempos, um vereador faltar constantemente a reuniões de Câmara? Colegas de vereação discordarem entre si? Debates do executivo mal preparados e com discussões entre vereadores da maioria?

 

É de facto, caso para dizer tapa tapa para ninguém ver!

 

Hoje sabemos por senso comum, que a nossa vida, para além de todas as dificuldades está pior na cidade de Lisboa. É na rua, é no trânsito, é na ausência de ideias, para além de umas hortas e ciclovias, é até nas contas! Sim, os buracos empurrados para a ilha da Madeira, não podem nem devem tapar outros buracos que tais. No cartaz prometia Rigor. Ora, rigor é algo que por mais que esconda não tem. É na falta de decisão no que a prédios devolutos diz respeito e ainda quer, qual bom samaritano receber os prédios da banca para...gerir! Que real lata vinda de um tipo que nem a sua casa sabe gerir. Lisboa está perdida e note-se, o tempo de imputar as culpas aos outros já leva...4 anos.

 

Como o tempo passa, mas é verdade. Lisboa obra a obra continua a piorar!



uma psicose de Diogo Agostinho às 09:36
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Quinta-feira, 3 de Novembro de 2011
O fim do Euro?

Por estes dias muitos falam do fim do Euro: Economistas, Gestores, Jornalistas, Advogados, Professores, Taxistas e até Sociólogos!

 

Assim, importa fazer várias questões:

 

1. O Euro vai mesmo acabar?

Pouco provável, no curto ou médio prazos (deixemos o longo para outros artigos). Afinal, a Grécia representa menos de 2% da área Euro e Irlanda e Portugal são ainda mais pequenos. Espanha e Itália iam pelo mesmo caminho, mas o BCE comprou tanta dívida destes que eles agora até podem oferecer mais ajuda à Grécia. O Euro não vai acabar por 2% da área estarem em dificuldade.

E se acabasse, isso não era motivo para acabar a UE ou acabar a paz que esta trouxe. Por favor pequeno Napoleão...

 

2. A Grécia vai ser expulsa?

Talvez. Mesmo que não seja nestes dias, o problema existe e é sério: a Grécia andou a "estimular" a economia dando dinheiro a improdutivos e a sectores sem valor para exportação (casas, transportes internos, fundações diversas, ...) e portanto agora a Economia nem produz o necessário para manter o nível de vida, nem para exportar para pagar a dívida. Vai doer e aqueles mimalhos não passam sem as suas regalias. Se o país como um todo não aceitar apertar o cinto, o dinheiro vai faltar e os parceiros Europeus podem-se cansar de bancar reformas de luxo e todas as demais regalias gregas.

Mas claro que se for expulsa do Euro não tem de ser expulsa da UE.

 

3. Se for expulsa do Euro, qual o custo para os Gregos?

O habitual nestas situações: convulsões sociais, cortes cegos na despesa do Estado, regresso à moeda nacional, corrida aos bancos para levantar depósitos em Euros (onde só estão 6% dos depósitos), colapso do sistema financeiro, encerramento das empresas que dependam demasiado de financiamento, desemprego à Espanhola, contração forte da Economia (para níveis dos anos 90!), inflação galopante, perda de valor das poupanças de quem as tenha em moeda nacional, ...

 

4. Se for expulsa, qual o custo para as outras Economias?

Muitos bancos mundiais têm activos gregos, sejam acções, sejam obrigações. Além disso os Gregos consomem muitos bens importados.

Assim, uma onda de choque iria certamente percorrer a Europa e o resto do mundo.

Portugal, numa situação já difícil, iria sofrer de várias formas:

- Restantes países ponderariam 2x ter dívida Portuguesa: "se aqueles não aguentaram, estes...", elevando o custo do endividamento

- Bancos portugueses teriam de levar a custos os activos Gregos que deteem (particularmente grave no caso do BCP) e teriam mais dificuldade em financiar a economia, para além de possivelmente aumentarem taxas e comissões aos seus clientes

- Exportações Portugesas para a Grácia e para economias muito ligadas à Grega (ex: França), poderiam ser afectadas

Estas repercussões não seriam muito significativas... se Portugal estivesse bem e respirasse saúde. Na situação actual...

 

5. Com todos estes custos, as outras economias não perdiam menos em ajudar os Gregos?

Eles é que estão a recusar a ajuda.

Os países Europeus disseram: "nós vamos ajudando se vocês se forem ajustando, para que daqui a uns anos só gastem o que teem (ou então a Europa andaria a trabalhar para lhes permitir andar na boa vida!).

E eles aparentemente preferem ficar sem dinheiro nenhum para pagar salários e pensões em vez de fazer esta aterragem que, apesar de não ser suave, seria bem mais controlada.

 

6. Isto não é jogo do 1ºM deles?

Talvez.

Farto da contestação nas ruas, ele assim obriga a oposição e os manifestantes a escolherem: ou a "austeridade" ou o "colapso".

Mas lembra um 1ºM que, cansado de apresentar austeridades, resolveu convocar eleições antecipadas e, se a memória não me falha, este 1ºM não se deu muito bem e dizem que agora foi filosofar para longe.

Fica muito bem chamar o povo às urnas, mas é um risco elevado da parte dele. E nada lhe garante o resultado numa situação tão volátil como a actal.

 

7. Por fim: O Ricardo sendo Liberal não deveria festejar o fim do Euro?

Não. No Longo Prazo, eu prefiro uma política monetária ditada por Frankfurt do que por Lisboa (sabendo eu que as hipóteses de se adoptar o padrão-ouro são politicamente nulas).

No Curto Prazo, os "custos de ajustamento" à nova situação (sabem, o disparar dos juros, o colapso do crédito e do sector bancário, o disparar do desemprego e a queda na produção nacional por uns bons anos) são altos e, na presente situação, seriam catastróficos.

Devíamos ter ido para o Padrão-Ouro, mas agora que nos apanhamos nesta... O "Path-dependancy" é tramado.

 

O que pode o leitor fazer para travar a queda do Euro?

Poupar mais, para se fazer uma travagem suave com ABS, em vez de ter de se usar o sistema SBA (sistema betão armado) que representaria um fim do crédito repentino.

Usar pouco crédito e sobretudo abster-se de o usar para compras de impulso.

Votar em políticos corajosos que cortem na despesa pública.

E como, diria Hayek, mostrando às pessoas o quão pouco elas sabem sobre os grandes planos que elas imaginam que conseguem desenhar.

 

PS: Se gostam do tema, podem ir à página do "The Economist" e votar em:

Deve a Grécia sair da Zona Euro e regressar ao Dracma?



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 21:59
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Estes gregos estão doidos... (2)

Os rumores não são novos mas agora são acrescidos desta notícia:

 

O PM Grego decidiu substituir as chefias militares.

 

Mas já no início do ano circulavam rumores de golpe militar na Grécia.

 

 

 

Pode ser que tudo isto não passe de especulação mediática mas se a Grécia não está a seguir o caminho da Argentina, vou ali e já venho.

 

Pode ser que a UE e o artigo 7º do Tratado da UE consigam travar tais instintos autoritários mas o facto de eles lá estarem já diz muito sobre toda esta história...

 

 

(Papandreou = Nappadeuro)


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uma psicose de Miguel Nunes Silva às 21:10
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Estes gregos estão doidos...

 

Mais um capitulo, para o Manual de Gestão Política para Idiotas. Primeiro, fazemos um referendo. Afinal, já não fazemos um referendo se a oposição concordar com um Governo de "Unidade Nacional" com o actual PM à cabeça. 

 

A resposta? 

"Greek opposition leader Antonis Samaras on Thursday called on Prime Minister George Papandreou to resign and demanded snap elections in six weeks."

Reuters

 

Parece-me que vamos a eleições por terras helenicas. E a Europa a reboque deste circo.



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 18:19
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Quarta-feira, 2 de Novembro de 2011
Lista de Apoiantes do Movimento Occupy Wall Street

Um grupo de "watchdogs" Americano elaborou uma pequena lista onde junta apoiantes famosos do movimento Ocupy Wall Street.

A lista podia ser maior, mas a ideia é mesmo ir buscar os mais... interessantes.

 

Apesar disso, a lista está cheia de links, para que vocês possam verificar por vocês mesmos a veracidade de todo e qualquer elemento da lista.

Assim, convido-vos a ler a lista aqui:

The 99%: Official list of Occupy Wall Street’s supporters, sponsors and sympathizers

 

Como poderão confirmar, a lista inclui todo o tipo de colectivistas, de comunistas a fascistas, de Obama a Khamenei, de Norte-Coreanos a Venezuelanos.

Acho que os principais colectivistas estão ali todos. Vejam a lista por vocês mesmos, confirmem um ou dois só para despistar qualquer possibilidade de erro, e pensem: se estes são os movimentos que representam 99% da sociedade Americana, então...

 

Uma última nota: Este movimento na verdade está a reforçar as forças que está a tentar atacar. Ao afastar pessoas que seriam naturalmente aliados (os do Tea Party sempre foram contra Reserva Federal, Goldman Sachs & Cª), as "unintended consequences" aqui são graves. Mas também, o que entende esta gente de "unintended consequences"? :(

 



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 01:22
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Terça-feira, 1 de Novembro de 2011
Com amigos destes, quem precisa de inimigos?

 

O primeiro-ministro grego, George Papandreou, anunciou ontem a realização de um referendo sobre o acordo a que a zona euro chegou na passada semana e que reduz cerca de um terço a dívida grega.

“O povo grego vai decidir”, disse. “Querem o novo acordo? Se os gregos não o quiserem, não será adoptado.”

 

ionline

 

Há uma enorme diferença entre democracia e políticos a tentar salvar a pele depois de anos de irresponsabilidade, brincando com o futuro deles próprios, e mais importante, de outros países.

 

Esta questão também há de ficar para a história: Como não gerir uma crise financeira, como capitulo do manual de como encostar uma instituição política (a UE) contra a parede por não se fazer o que teria de ser feito no tempo certo.

 

Política não é só optar entre a escolha correcta e a escolha facil. Também é fazer a escolha no tempo certo.

 



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 11:18
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