Sexta-feira, 28 de Outubro de 2011
Cabeça a prémio

 

 



uma psicose de Rui C Pinto às 09:43
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Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011
Lições da relatividade de Einstein

Einstein deixou um trabalho filosófico extenso nas suas fórmulas científicas. Muitas dessas fórmulas complementam-se nas de Heisenberg, Bohr, ou Schrödinger. Mas todas estas fórmulas serviram, para a geração de físicos dos anos 30 do século passado introduzirem nos modelos científicos clássicos os princípios da incerteza e da relatividade.

 

O que quer isto dizer?

Que Newton definiu as leis clássicas da física baseado no facto de uma maçã lhe ter caído na cabeça. Dois séculos mais tarde, Einstein percebeu que dependendo da forma como se olha para a maçã e para Newton, tanto podia ser a maçã a cair na direcção da cabeça de Newton, como podia ser a cabeça de Newton a cair na direcção da maçã. Isto é, tudo depende do referencial do observador.

 

Também o discurso político deve obedecer à relatividade do referencial com que se analiza a realidade. É esta a principal lacuna do discurso político conservador: tem absoluta necessidade de ler o mundo de acordo com um referencial por forma a construir realidades dialécticas: bem vs. mal; trabalhador vs. preguiçoso; impostos vs. liberdade. Este é o seu principal trunfo na mobilização do seu eleitorado, mas é o seu principal calcanhar de Aquiles pois leva inerentemente a leituras erradas da realidade. Este é o discurso do Tea Party e do Flea Party. Há alguma ideia construtiva que tenha saído de qualquer um dos movimentos, pergunto eu? O discurso de ambos os movimentos limita-se a diabolizar o opositor. O Tea Party diaboliza Obama e os impostos e o Flea Party diaboliza Wall Street e o capitalismo. Isto leva a que se vejam pensionistas empunhando cartazes contra a Segurança Social e jovens protestando contra o capitalismo enquanto tiram fotos do seu iPhone. 

 

O mundo não é a preto ou branco. O mundo é feito de tons de cinzento.

 

Quando temos um saco de dinheiro para distribuir por meia dúzia de pessoas e criamos regras para promover essa distribuição estamos inevitavelmente a criar assimetrias na distribuição. Privilegiamos sempre uns em detrimento de outros. A única forma de legitimar essa distribuição é manter todos minimamente satisfeitos. É o que se passa hoje. Há óbvios motivos de descontentamento em relação a Wall Street e às práticas que desencadearam a actual crise financeira. É por demais óbvio que a factura da crise actual só será paga pacificamente se for equitativamente paga por todos. O discurso de que quem protesta devia mas era ir trabalhar é, no máximo, um piropo. É absolutamente natural que haja indignação e, sobretudo, legitimo. Não quer dizer que partilhe das soluções que os "indignados" propõem, ou das suas formas de protesto. Quer dizer que comungo, com eles, alguns dos motivos que os levam a protestar.



uma psicose de Rui C Pinto às 13:20
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Quarta-feira, 26 de Outubro de 2011
Exemplos

 

 

Procurem por "I am the 53%". Há quem perceba o que está em causa.

Há quem perceba que esta é uma luta entre os trabalhadores e os esquerdas que, como Marx, alimentam o seu estilo de vida boémio com os recursos dos outros.

 

E tu?



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 18:50
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Onde está o Wally?

 

 

 

As fundações da União Europeia assentam sobre ideias e valores. Estes valores reconhecidos como fundamentais, e ultimamente um pouco esquecidos, incluem a garantia de paz duradoura, unidade, igualdade, liberdade, segurança e solidariedade.

A solidariedade entre Estados Membros presente em todo o processo de integração europeia pressupõe, penso eu, a partilha das vantagens da pertença ao espaço comum, como a prosperidade, mas também a partilha dos encargos entre os Membros. Esta manhã, mais uma vez, ao ler as noticias sobre a possível falta de acordo e o impasse à volta da Cimeira, voltei a perguntar-me onde está? Onde está a solidariedade como valor fundamental do processo de construção e integração europeia? 



uma psicose de Elsa Picão às 09:46
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Terça-feira, 25 de Outubro de 2011
Coligação!

 

Hoje somos governados por uma coligação. Sim. Leu bem. Coligação de dois partidos. Dois partidos de Centro-Direita, que desde há muitos anos se entendem quer a nível governamental, quer a nível local em inúmeras câmaras do país. Uma receita que se tem verificado positiva para as populações. Em primeiro lugar tem sido sempre garante de estabilidade, em segundo garante na maior parte das vezes de competência.

 

Porém, no momento que Portugal atravessa assistimos a pequenas alterações que não nos podem ficar indiferentes. Paulo Portas foi Ministro da Defesa de Durão Barroso e Santana Lopes. Teve um comportamento exemplar e com a sua pose de estado não comprometeu a coligação. A sintonia era notória e a solidariedade evidente.

 

Hoje, como diria o ex-Primeiro-Ministro, o mundo mudou. E Portas, é actualmente o líder partidário com mais anos de poder. Permite-lhe desde logo uma notoriedade maior e uma experiência inequívoca, para perceber que também mudou.

 

Só os burros não mudam, costuma-se dizer. Hoje temos uma coligação diria que...sui generis. Assisti a uma constituição de governo com claras mais valias para o CDS do que para o PSD. Bem sei que não é tempo de contar espingardas, que devemos querer é trabalhar para ajudar o País.

Sei isso tudo e concordo. Mas aqui vai apenas e só uma análise política e sobretudo dizer o que oiço por aí e de muita gente. Basta olhar para a constituição do Governo, vemos que o trabalho político do CDS foi bem feito. Desde logo pela “libertação” de Paulo Portas das medidas difíceis. Sabe tão bem estar em Londres numa feira de promoção com bandeirinha na lapela, quando o comparsa de Governo anuncia mais um corte nos funcionários públicos. E se sabe bem. Sabe tão bem olhar para o parceiro cada vez mais velho, e andar a passear pelas ruas de Nova Iorque, a conhecer delegações nas Nações Unidas. Mas e a Líbia? E o perigo que correu dirão uns? Mas e Portas não escapa a tudo? Não foi feiras e submarinos? Certamente que o ambiente não será hostil e a experiência que teve em S. Julião da Barra dá mais que bagagem para qualquer situação adversa. E digo aqui, Portas escolheu inteligentemente os seus Ministros. Assunção Cristas e Pedro Mota Soares, novos, com força e vontade e trabalhadores. Que imagem que passa.

 

Mas, não só de encontros e desencontros de faz esta coligação. Permite ainda Portas, Assunção e Mota irem à Madeira comparar o PSD, sim voltou a ler bem o PSD da Madeira ao PS de José Sócrates. Epa, mas isso na Madeira, não tem nada a ver. A sério? E virão os resultados? E virão para onde foi o score perdido por Jardim? Pois.

 

Mas continuamos por aí fora. Continuamos com o Presidente do Conselho Nacional do CDS a criticar o Presidente da República. Continuamos com esta nova e brilhante acção de fiscalização das promessas eleitorais e do programa do Governo que o Grupo Parlamentar do CDS avançou. Continuamos por aí fora, cheios de iniciativas interessantes. Até o próprio "descontentamento" do CDS com Álvaro Santos Pereira, pasta que cabia na perfeição a Lobo Xavier e Pires de Lima.

 

A culpa não está no CDS. Eles fazem o seu trabalho e fazem por experiência e por uma diferença: Os olhos de Portas para Barroso e Santana não são os mesmos com que encara Passos Coelho.



uma psicose de Diogo Agostinho às 18:56
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Mas o PSD deixa isto?

 

 

"Nomeação de Ricardo Rodrigues para o Conselho Geral do Centro de Estudos Judiciários."

 

Este tipo é o que é. O PS versão cordeirinho de Seguro já se sabia que ética era folclore, mas o PSD aprova este tipo? Tá tudo louco!



uma psicose de Diogo Agostinho às 18:22
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Cada um pede o que acha justo...

 

Os trabalhadores pedem para não lhes irem ao bolso.

 

Os esquerdas pedem para irem ao bolso dos outros para poderem continuar a não investir no seu futuro.

 

Você decide...



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 09:15
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Segunda-feira, 24 de Outubro de 2011
Indignados de sofá*

*José Eduardo Martins assina, na Única desta semana, uma crónica notável que convida à reflexão:

 

"Agora que o céu nos caiu em cima da cabeça, andamos, de tocha na mão, à procura cos "culpados" para um auto de fé que nos alivie. Não é má ideia se nos ensinar alguma coisa.

Merkel? Sócrates? Alberto João? Há muito por onde escolher desde que sejam "eles"... "Nós" não..., não tivemos nada a ver com isto...

Henrique Monteiro quer uma lista dos piores fautores de dívida pública. Para que mudar de vida não seja só viver com menos... E se mudar de vida for prevenir em vez de remediar? Agir em vez de reagir?

Afinal de contas, nós sabíamos muito bem que as rotundas e os pavilhões não davam emprego a ninguém e fomos repetindo os autarcas.

Nós sabíamos muito bem que os patos bravos não são espécie a proteger e aceitámos pasmados que o país fosse ladrilhado.

Nós sabíamos que a riqueza era mais que crédito. E sabíamos que o que as empresas públicas devem, também somos nós que pagamos.

Nós maldizemos os políticos mas achámos muito bem que os partidos inventassem umas "diretas" que produzem resultados cada vez mais coreanos e líderes cada vez mais, digamos, frescos.

Nós percebemos que havia cada vez menos jornalismo e memória e fomos encolhendo os ombros entre a SIC N e as séries na Fox.

Nós, quando tudo corria bem, sempre fizemos por ignorar quem nos avisou que ia correr mal.

Nós quem? Todos? Não... a classe média, que vive on line, que lê este jornal e uns livrinhos, que se licenciou, que tem opinião para os amigos.

Indignados de sofá, com obrigação de saber o suficiente para não algaraviar uns anacronismos patetas, de saber que fomos demasiado longe para voltar atrás, que direitos não caem do céu porque se proclamam. Enfim, a gente que mansamente não quis ser a elite que se impunha e o país precisava.

Na Islândia, mais do que julgar um ex-PM, o país julgou-se a si próprio. Mudou de partidos, de políticos e de vida. Agora, confrontados com o aforismo "se não nos ocupamos da política, ela ocupa-se de nós" queremos só cabeças a rolar. Muito pouco para uma geração inteira, não é?"



uma psicose de Rui C Pinto às 23:02
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Domingo, 23 de Outubro de 2011
Europeísmo à Portuguesa

 

 

José Sócrates descreveu Lisboa como um “porto de abrigo para a Europa” durante a cimeira de 2007 que aprovou o Tratado com o nome da capital. Porquê? Ora, porque “Portugal é Europeísta”, todos o sabem – pelo menos os nossos políticos e comentariato. Coitados daqueles arrogantes Britânicos arcaicamente irredutíveis em relação a sistemas de medidas e direcção da faixa de rodagem. E que dizer do eurocepticismo paroquial dos democraticamente atrasados Polacos e Checos…

Cronologias sobre a construção do projecto de integração Europeu abundam nas prateleiras estes dias mas quem se debruce sobre a história do projecto Europeu, tem que indagar mais cedo ou mais tarde: “mas que raio tem isto a ver com Portugal?”

Não quero com isto dizer que Portugal não é um país Europeu ou que não lucrou com a UE mas sim expressar a minha surpresa perante tal absoluto consenso. Que inspira afinal o nosso povo a tanta fé em Bruxelas?

 

- Ao contrário dos seus parceiros na Europa central, Portugal não tem nenhum trauma de guerra que dê ímpeto a correntes pacifisto-federalistas;

 

- Também resultado da Segunda Guerra Mundial, Portugal não esteve sob pressão para reconstruir a sua economia e infra-estrutura rapidamente como estiveram as nações devastadas pelo conflito e como tal a ideia de um mercado integrado não deveria constituir uma prioridade de maior para a sociedade Portuguesa;

 

- Mais uma vez em oposição à Europa central, Portugal não teve que acolher massas de trabalhadores imigrantes depois da segunda grande guerra e como tal não houve em Portugal correntes apologistas de projectos de integração multi-cultural;

 

- Se é verdade que Portugal sofre actualmente de um trauma colonial, também se verifica que ao contrário de outros estados-membros Portugal não foi um neocolonialista no hemisfério sul, tendo a sua epopeia de presença naquelas terras começado muitos séculos antes da Conferência de Berlim. Assim, enquanto que a perda das colónias significou um ‘retorno à Europa’ para os outros povos Europeus, Portugal dedicou-se a promover a CPLP e a cooperação tropicalista;

 

- Em contraste com muitos estados saídos da Guerra Fria, Portugal não é um estado recente com um fraco sentido de nacionalidade ou tão pouco um mero ‘estado-étnico’. Portugal será em breve uma nação com 900 anos de história e a soberania tem para nós muito valor;

 

- Enquanto vários estados europeus como a Bélgica ou a Alemanha prefiguram a sua existência com estruturas federais, Portugal é já desde há muito tempo um estado unitário seriamente centralizado e apenas com más experiências no que toca a ‘partilhas de soberania’;

 

- Ao contrário dos povos da Europa central, os Portugueses nunca tiveram que coexistir ou socializar com outros povos. Para o bem e para o mal, como país periférico Portugal não faz parte do jogo de fronteiras recorrente na Europa – as nossas são aliás as fronteiras mais estáveis da história Europeia. Em Portugal não se pode dizer que tanto faz partilharmos um estado com tal ou tal povo porque não seria a primeira vez…;

 

- Raramente fez Portugal parte dos grandes tratados e conferências da História da Europa;

 

- Não existe tão pouco afinidade étnica com outros povos Europeus. O nosso único vizinho não compreende a nossa língua e não existem tribos lusófonas perdidas pela Europa fora que justificassem um sentimento de pertença continental;

 

- A nossa mentalidade é também ela muito diferente – como aliás os nossos problemas financeiros o demonstram abundantemente. Podemos ser latinos e católicos mas mantemos ainda laços com países e regiões muito longe da Europa e dos interesses do velho continente;

 

- Os interesses económicos de Portugal diferem também dos do núcleo Europeu. Como país de mão-de-obra barata, corrupção e fraca inovação, Portugal está muito mais dependente de IDE que outros estados com grandes sectores de exportação. Assim, Portugal seria, quando muito, favorável a integração negativa (desregulação) mas nunca a integração positiva (regulação) que fizesse as leis e mercado Portugueses adaptarem-se a regimes de regulação intensiva e derradeiramente para Portugal, desincentivadora de competitividade nacional.

 

 

Perante este cenário, retomo a minha interrogação: Porque é Portugal Europeísta? A minha resposta é que Portugal pode ser Europeu em valores, mas não é nem nunca foi Europeísta. É possível que haja elites em Portugal que o sejam mas fico com a impressão que joga muito mais o instinto mesquinho dos nossos governantes pela caça ao subsídio e o seguidismo ignorante e escravo-do-politicamente-correcto dos nossos media.

 

Sermos não somos ...mas faz-de-conta que sim.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 20:43
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Sexta-feira, 21 de Outubro de 2011
Responsabilidade criminal?

Essa agora!!! Era o que faltava! Isso é pidesco! Fascista! 

 

Voos do aeroporto de Beja custaram 400 mil euros à Agência de Promoção do Alentejo. Há ainda uma dívida de 8,2 milhões de euros à banca e a um empreiteiro Rui Gaudencio, in Público em papel. 

 



uma psicose de Rui C Pinto às 10:40
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Sim é menos um...

 

 

...mas o que não faltaria se tivesse sido George W. Bush a comandar esta operação? E no que difere este ataque à Líbia, do ataque ao Iraque? A população revoltou-se? Mas não foi apoiada? Pois.

 

E o que dizer destas terríveis imagens. Foi de facto, um ditador, que montou tendas por esse mundo fora, amigo de outros tempos e agora tratado assim? Isto não é descer ao mesmo nível?

 

Mas esta é uma guerra de direita e esquerda, esta não choca ninguém. Vivemos assim, na hipocrisia dos dias.

 



uma psicose de Diogo Agostinho às 08:56
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Quarta-feira, 19 de Outubro de 2011
Se é para a Europa andar para trás...

...é para andar para trás em tudo!

 

 

Proibida patente de investigação em células estaminais embrionárias humanas.


:
: Rocket man - William Shatner

uma psicose de José Pedro Salgado às 18:14
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Medo do escuro

A Câmara Municipal de Almada passou a desligar a iluminação pública às 6 da manhã, ainda de noite e a liga-a mais tarde do que o habitual como resposta à subida do IVA que fez aumentar drasticamente a factura da electricidade.

 

Receiam-se os assaltos e a violência em geral, mas a autarquia descarta-se dessa responsabilidade, atirando a batata quente da segurança para o Governo que espalha a austeridade por todos os ministérios.

 

Ao mesmo tempo, quase todas as rotunda do concelho têm estátuas compradas pela autarquia que rondam os 150 mil euros cada e uma empresa municipal responsável pela gestão do estacionamento, que tem aproximadamente o mesmo orçamento que a polícia municipal de Espinho e poderia ser bem mais útil do que os passadores de multas que actualmente circulam nas ruas da cidade.

 

O horário pós-laboral dos meus estudos obrigam-me a andar à boleia dos meus pais que ouvem todos os dias histórias de assaltos nas ruas de Almada, especialmente quando as luzes se apagam e a terra sem lei começa.

 



uma psicose de Beatriz Ferreira às 18:12
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Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011
As famigeradas PPPs

Como sou filho de Fotografo tenho um defeito: passei a minha infância a ouvir "Uma imagem vale mais que mil palavras". No capitulo das Parcerias Público Privadas, que hoje se revelam uma enorme fonte de "Desorçamentação" e "Buracos financeiros", acho a imagem abaixo ilucidativa. Dispensa, realmente, 1000 palavras:

 

Parece que existe um certo partido que ostenta um vicio fora do comum por PPPs...


uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 16:51
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Imprensa "Justa"

 

Fonte:William Warren

 

Vá, digam-me que a imprensa não é de esquerda e que trata todos por igual.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 12:50
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Domingo, 16 de Outubro de 2011
Esquerdas Coerentes III - Uma verdadeira Democracia é assim!

 Estes socialistas em Atlanta são verdadeiramente democratas: Quem é John Lewis para falar como superior para eles?!? Isto, meus amigos, é coerência!

 

A descrição do vídeo diz quase tudo:

Many curious citizens and media outlets came to the first Occupy Atlanta event, and were visible shocked and confused by the consistent Marxism employed by the group. People abandoned their individuality and liberty to be absorbed into a hypnotizing collective. The facilitator made it clear that he was not a "leader" and that everyone was completely equal; words often spoken by leftists, but in this case they actually applied their philosophy. Into this surreal and oppressive environment, Rep. John Lewis, a civil rights hero and icon of American leftism, came to speak as has so often done at left-wing rallies and events in Atlanta. He is practically worshiped in Democrat circles, and was visibly stunned to see these Marxists turn him away. It was reminiscent of previous Marxist revolutions in history when those who ignorantly supported the revolutionaries are, over time, purged and rejected for the "good of the collective", when their usefulness has expired



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 22:52
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Momento inesquecível
Perante a família e muitos amigos, o antigo Psicótico Nelson Faria jurou votos de pobreza, castidade e obediência.
Temos Jesuíta! 


uma psicose de Paulo Colaço às 11:53
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Esquerdas Coerentes II - Humorous Version

Mais uma rodada sobre esquerdas coerentes.

O que eu gosto nesta gente é a coerência. Concorde-se ou não, há que respeitar!

 

1. Vegetarianismo é meio caminho, pois poupa-se a fauna, mas não a flora. Há que ir até ao fim:

Coma-se o que se comer, se cortamos uma parte da roda dos alimentos porque queremos poupar uns seres vivos, faz pouco sentido não cortar outra parte que pouparia outros seres vivos. Se a lógica é essa, então, corta-se tudo o que provoque dor - ou morte! - a seres vivos.

 

2. O CO2 mata o planeta. Salve o planeta:

Se a produção de CO2 mata o planeta, a pessoa pode ajudar reduzindo a sua pegada no planeta a 0.

Dirão: podia também plantar algumas árvores para fazer o mesmo efeito (como eu já o fiz). Pois, mas o focus da esquerda é sempre em parar a produção e não em fazer "compensações" ou "balanços" - palavras muito complicadas para eles e as suas reacções primárias.

Logo, em coerência...

 

3. Desde a queda do Comunismo, esquerda que é esquerda, é contra a guerra. Durante a presidência do Bush, muitos se demonstraram - e bem - contra a guerra, como por exemplo em:

Pergunta: Onde estão esses protestantes agora?

Coerência, coerência... 

 

 

4. Foto do 1º proponente de aumentos de impostos sobre fortunas a chegar-se à frente e realmente doar dinheiro ao Estado:

Pois...

 

 

Como eu gosto dos esquerdas e do modo como são coerentes entre o que defendem e o que praticam... 

 

E se acham que eu sou duro, then think again =)



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 08:00
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Sábado, 15 de Outubro de 2011
Bernardino Soares, o perigoso ultra-liberal

 

O PCP foi infiltrado.

Bernardino Soares, deputado do supra mencionado partido classificou os impostos impostos aos contribuintes de ROUBO (podem ler mais sobre o tema aqui).

Como Liberal, sempre achei os ultra-liberais Rothbardianos um pouco exagerados: aquele anarquismo militante que exigem o fim do Estado e classificam todo e qualquer imposto como roubo um pouco exagerado. Mas reconheço que eu pago os meus impostos não porque quero, não porque assinei nada, mas apenas porque há quem me obrigue sob pena de uso da força e portanto nunca discuti muito com os Rothbardianos como Bernardino e deixei-os a falar para o resto da nação, sobretudo um que tem um palco como a Assembleia da República. Afinal, como eu sempre disse, o caminho é menos impostos e menos despesas.

Obrigado Bernardino por me tentares ajudar a convencer o PPC a corrigir o défice mais pelo lado da despesa. Tomara eu que sejas ouvido.

 

No meio de toda esta conversa de depressão, o meu obrigado Bernardino pelo esforço para me alegrares o fim-de-semana.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 08:30
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Sexta-feira, 14 de Outubro de 2011
Exma Associação Nacional de Sargentos

A Associação Nacional de Sargentos avisa o Governo que os militares estão com a população contra as medidas de austeridade.

 

Eu aviso a Associação Nacional de Sargentos que estou com o governo na defesa do interesse nacional e contra quem admite a chantagem como negociação corporativa num momento de gravidade e austeridade para todos.



uma psicose de Rui C Pinto às 20:40
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Faço minhas as palavras do Nilton

"Hoje era um bom dia para todos os políticos que nos governaram nos últimos anos virem pedir desculpa por terem dado cabo desta m*rda toda!"



uma psicose de Rui C Pinto às 17:36
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Finalmente! É para ficar?

 

O José Manuel Barroso voltou a encontrar o Zé. O famoso Zé, dos congressos do PPD/PSD.

 

O Zé disse-lhe: Zé Manel, deixa-te de modernices, de ser o yesman José Manuel Barroso, deixa isso para os outros, volta a ser o Durão Barroso, o nosso cherne fervoroso.



uma psicose de Diogo Agostinho às 14:02
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Humor não falta!



uma psicose de Diogo Agostinho às 14:01
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Austeridade não é só uma palavra

Ouvia na segunda feira uma jovem da minha idade queixar-se no Prós e Contras da negatividade do discurso da crise. Dizia ela que a palavra austeridade tinha uma carga negativa muito forte e que contribuia para o mal estar generalizado na sociedade portuguesa. 

 

Ontem, ao ouvir a comunicação do Primeiro-Ministro lembrei-me instintivamente daquela jovem e da enorme surpresa que deve ter sentido. Aquela jovem, bem pode representar cerca de 2 ou 3 milhões de portugueses que receberam ontem, com espantosa violência, a confirmação da tão anunciada austeridade. 

 

Até aqui, a austeridade não tinha passado de uma palavra vaga. Agora, todos sabemos o custo da palavra. É caso para reflectir. A melhor consequência desta crise seria uma profunda reflexão do que falhou nos últimos 30 anos. Temos, enquanto sociedade, de fazer um balanço para que possamos corrigir a tragetória. Mas isto não pode tornar-se em mais uma discussão entre economistas. Isto tem de traduzir-se numa discussão política. Não vale a pena continuar com discursos tecnocratas. O Presidente da República prova a cada discurso a ineficácia do mesmo. É preciso falar às pessoas, explicar-lhes o que significam os números da tecnocracia na sua vida real. Ninguém, salvo os detentores de licenciaturas em ciências económicas, percebeu peva do discurso sobre a TSU. Ontem, todos ficaram a perceber o "valor" concreto da TSU, com o aumento do horário laboral para compensar a não descida da taxa. É presico explicar aos funcionários públicos que o subsídio de férias e o 13º mês que lhes foi retirado foi uma solução transitória que visou apenas evitar o despedimento numa altura em que o desemprego vai aumentar. Mas a verdade é que vai ser preciso cortar no número de funcionários públicos. Sim, isto significa despedimentos. 

 

É preciso que todos percebam que os cortes na despesa (que todos aplaudem e reclamam) significam necessariamente despedimentos. Sejamos racionais. Se considerarmos que a Fundação X presta um serviço supérfluo - não basta extingui-la! - os seus funcionários são um custo imoral para o Estado. 

 



uma psicose de Rui C Pinto às 14:00
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Responsabilidade pelos actos!
A Juventude Social-Democrata (JSD) pede ao procurador-geral da República que investigue a eventual responsabilidade criminal do anterior Governo e em particular do ex-primeiro ministro José Sócrates pela situação económica do país.


uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 13:08
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Quinta-feira, 13 de Outubro de 2011
The Jewish Piano

Depois dos acampados/indignados/inadaptados sociais em Portugal, muitos foram os movimentos criados noutros países que lutam pela justiça social dos mais jovens, vítimas do desemprego e da precariedade, através de ocupações, festas na rua, granadas artesanais e outras construtivas manifestações.

 

A estes moços, juntaram-se os israelitas em Agosto que retomaram Sábado a sua luta com 400 mil pessoas na rua., De um edifício ocupado no centro de Telavive querem criar uma plataforma que una todos os grupos espalhados pelo planeta que partilhem as mesmas causas. Um dos ativistas representantes do movimento afirma "que o mundo inteiro enfrenta o mesmo problema", que é o "capitalismo".

 

Mais alguém acha irónico que tantos judeus queiram libertar o mundo do capitalismo?

 

Jewish Piano

(Cortesia de Guilherme Diaz-Bérrio)



uma psicose de Beatriz Ferreira às 16:48
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Quarta-feira, 12 de Outubro de 2011
Insustentável peso social

Hoje, o Jornal de Negócios adianta, que o Governo planeia impedir as reformas antecipadas antes dos 57 anos.

Por mim iríamos mais longe, já que embora as penalizações pesem, torna-se a longo prazo incomportável ter população que passa à incatividade muitas vezes sem trabalharem sequer metade da sua vida e a dependerem durante muito mais tempo do Estado e da Segurança Social.

 

O sistema actual da Seg. Social está mais que falido: com uma tendência maior da população dependente que da população comparticipante. Ou seja, há mais a gastar que a receber.

 

 

 

Em 2008, os dados indicavam que o total de receitas das Prestações Sociais era cerca de € 45.134.367.000, e as despesas na ordem dos € 43.027.663.000, o que parece razoável, não fossem 43,76% das receitas, ou seja praticamente metade das receitas advirem da Adm. Pública.

Portanto, caso não fossem atribuídos fundos públicos, a sustentabilidade social estaria completamente falida.

 

 

Temos de contrariar a tendência dos últimos anos e promover a sustentabilidade social, bem como incentivar a produtividade, que nas últimas décadas, pouco ou nada tem evoluído. 

Portugal tem de avançar para o Futuro, a produzir mais, a sustentar menos. O dinheiro não cai do céu, nem nasce da terra. Advém do trabalho. E é nisso que temos de pensar e incentivar.

 

 

 

 



uma psicose de Essi Silva às 10:42
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A forma e o conteúdo

A forma é, na vida, tão importante quanto o conteúdo. Na medida em que a forma como é apresentada uma proposta, redigido um documento, ou conduzido um processo negocial, legitima o conteúdo proposto. 

 

É por isso que venho manifestando a minha preocupação com a forma como Merkel e Sarkozy têm conduzido a actual crise da dívida europeia. É óbvio que a sua postura de comando para além de os enfraquecer politicamente, dada a ineficácia dos sucessivos planos que propõem, enfraquece também a União que não lhes reconhece legitimidade política para decidir por todos. O mau estar é evidente. Começou com a relutância da Finlândia em aderir ao plano de resgate franco-alemão, continuou ontem com o chumbo ao alargamento do Fundo de Estabilização Financeira na Eslováquia por parte do parlamento eslovaco que está já sobre chantagem de Sarkozy que pede uma segunda votação ainda esta semana (ai, a forma...). 

 

Felizmente ainda há quem não tenha perdido a sensatez. Jean Claude Juncker lembra, hoje, a Merkel e Sarkozy que Alemanha e França não decidem pela Europa. Se chegámos ao ponto de o presidente do Eurogrupo fazer esta chamada de atenção, significa que as insituições europeias fracassaram rotundamente e ameaçam a própria união. 



uma psicose de Rui C Pinto às 09:59
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Terça-feira, 11 de Outubro de 2011
De buraco em buraco nos vamos enterrando...

Sócrates já lá vai, mas o rasto continua: é um buraco de €600 milhões revertidos a favor da Mota Engil e do Grupo Espírito Santo. Quem paga é a mui líquida Estradas de Portugal, uma dessas empresas públicas abençoadas por lucros fabulosos. Estamos perante um assalto a todos os portugueses, e era importante que de uma vez por todas se fizesse a caça às bruxas. Isto não se trata de má gestão de dinheiros públicos por titulares de cargos políticos. Não, isso é para as contas dos economatos. Aqui trata-se de corrupção de colarinho branco. Trata-se de um atentado à sustentabilidade do Estado de direito e tem de merecer um enquadramento legal diferente. 

 

Interessa perguntar novamente. Onde pára Paulo Campos, o coveiro do regime? 



uma psicose de Rui C Pinto às 13:25
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Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011
Nobel Economia 2011

E cá está o meu Post Anual da praxe: O prémio Nobel da Economia deste ano.

 

 

Este ano foi entregue a  Thomas J. Sargent and Christopher A. Sims pelo Estudo dos Efeitos das Políticas Macroeconómicas.

 

Sargent ficou conhecido pela sua "Proposição de ineficácia de Politica Monetária": Política monetária esperada e antecipada não tem efeitos na Economia. É também um dos grandes proponentes e impulsionadores (em conjunto com Robert Lucas) da Teoria das Expectativas Racionais.

Sims, mais heterodoxo, é o pai da "Escola da Teoria Fiscal no Nível de Preços": Defices têm efeitos nos juros e na inflação de um país. É também o Pai daquele grande ferramenta (odiada por grande parte dos estudantes de Econometria): O Modelo VAR de regressão estística.

 

PS(D): Para quem gosta de Matemática e Economia, aconcelho o Dynamic Macroeconomic Theory by Thomas J. Sargent. (Considerem-se avisados - é bom que gostem de matemática a sério).



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 13:45
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Má política

Vamos falar sobre a JSD Madeira e a sua intervenção política. Desde que José Pedro Pereira sucedeu a Vânia Jesus na liderança da estrutura regional da juventude que a mesma vem sendo notícia por péssimas razões. José Pedro Pereira ficou conhecido, no continente, por ter, alegadamente, urinado num carro da PSP no molhe da Pontinha, assunto pelo qual a PSP dá conta de que será responsabilizado.

 

Desde então, a JSD Madeira vem sendo envolvida num conflito tripartido com o PND (Partido Nova Democracia) e o jornal Diário de Notícias da Madeira. As notícias sucedem-se e em nada dignificam a JSD regional. Desde violência física e verbal a puro vandalismo. Tudo isto poderia tomar-se como consequência de uma campanha crispada pelo ódio ao candidato Alberto João Jardim. Mas não há justificação possível para actos violentos que colocam em risco pessoas e bens, como sucedeu nos últimos dias de campanha com very lights, primeiro num comício do PND, depois no edifício do Jornal Diário de Notícias

Não reconheço nestes actos os valores que a JSD defende e pratica. Se tudo isto fosse pouco, que dizer de uma juventude partidária que se demite de defender os jovens que representa? A impunidade dificilmente constitui programa político. 



uma psicose de Rui C Pinto às 13:08
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Herege! (ou "Tudo o vento levou"...)
Ontem Alberto João Jardim conseguiu mais uma vitória na Madeira, o que eu acho que reflecte algo do mau estado em que está a nossa política.
Sim, chamem-me herege, mas a minha alegria resumiu-se à conquista de mais deputados pelo CDS.
Espero que dificultem a vida ao AJJ mas receio que o problema se mantenha para o Governo. Será que AJJ entrará nos eixos, promovendo os cortes necessários ou continuará com obras faraónicas e a encapotar as suas dívidas? Espero que palavras não as leve o vento.
Para o PSD o problema é igualmente complexo. Partindo do pressuposto que queremos ganhar eleições com candidatos capazes, é difícil encontrar alguém fora da escola jardinista para concorrer na Madeira, ganhar e fazer algo de útil.

Ai Alberto, as dores de cabeça que tu nos dás.

uma psicose de Essi Silva às 09:39
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Extraordinária Lata

 

Fui a pedido das Nações Unidas observar o acto eleitoral que decorreu este fim-de-semana numa ilha chamada Madeira. Não há descrição para o que encontrei. Fui na easyjet e logo percebi, só deixaram entrar esta companhia por ser laranja. Começava aqui a percepção de asfixia democrática. À chegada um aeroporto moderno! Pensei logo, incrível como estes tipos fazem campanha com modernices. Depois fui enviado para uma fila interminável, tive que demonstrar onde votei nos últimos 5 anos. Só passou quem declarou laranja na cor.

 

As estradas, pela via rápida, só tinham carros a andar prá frente. Tal e qual como o slogan do regime. Sim. O regime tinha cartazes espalhados. Prá frente sempre. E que abertura extraordinária, haviam cartazes de outros partidos. Claramente para despistar. Cartazes com a cara do líder do regime a falar em azeite azedo e tudo. Inacreditável, é truque pensei logo. O dia passou e no fim de sexta-feira, todos os partidos cumpriram uma tal de lei que obriga a retirar os cartazes, pensei logo que o regime falava mais alto, tiram cartazes porque o líder desse regime nem precisa pois claro.

 

Depois sentia-se um clima hostil, os madeirenses na rua olhavam para as pessoas e fitavam quem poderia parecer votar ao lado. Como se fosse sequer possível um qualquer Partido dos Animais e Natureza eleger um deputado sequer.

 

Dia de reflexão. Pois bem, pessoas na rua sempre a fitar os eleitores. Pareciam agentes disfarçados. Era perseguição. Sugeria que o boletim de domingo só teria setinhas e PPDs.

 

À noite, jornalistas da RTP e SIC conviviam na parte velha do Funchal. A beber uns copos alegres e sorridentes. Estava aqui a prova. Era sabotagem. Juntos para os distrair do regime totalitário que se vive. Essa canalha como lhes chama o líder do regime estava "controlada". Chegamos então ao dia das eleições. Um domingo. Pensei novamente, olha que giro estes tipos fazem mesmo tudo igual aos bons regimes democráticos. Achei que as mesas das urnas teriam certamente militares a encaminhar as pessoas. Depois estava Sol, certamente encomendado pelo regime para enviar as pessoas para outras paragens. Mas não, chegado ao local, assisti a algo ainda mais extraordinário. O boletim de voto tinha 9 partidos! É verdade 9 partidos e todos eles bem diferentes. Depois cada mesa de voto tinha pessoas diferentes e zero de militares. Estranhei, pensei que deveriam ter câmaras de filmar nas urnas. Mas lá fui espreitar e não vi nada. Ainda me convidaram para votar, como tinha passado no aeroporto pensei que era para subir o score do regime. 

 

Enfim!

 

É extraordinário as reacções dos políticos e politólogos deste país. Primeiro dizer que existiu uma Maioria Absoluta de um Partido que governa há mais de 3 décadas. Depois que o principal Partido da oposição teve 10%! Leram bem 10%! Em que o segundo Partido mais votado está à direita do vencedor e é parceiro de coligação no Contenente! Um Partido que até admitiu entrar em coligação com o PSD na Madeira. Claro que sem Alberto João. Mas um Partido de Direita que capitalizou com a campanha feita contra o Regime! Que teve 3 Ministros em plena campanha na ilha e que bateu no parceiro de coligação, isto claro, por as ilhas não estarem abrangidas. Depois vemos o Francisco Louçã a declarar o fim do jardinismo. A sério? E o Bloco de Esquerda tem lata de falar em fins de ciclos? Pois para o Louçã digo: PTP, PND, MPT e PAN! Chega? 6 Deputados ao todo. Chega? Um suposto Partido Nacional ter esta humilhante votação? Chega? Fim do quê mesmo Louçã?

 

Uma nota para a declaração do PSD na noite eleitoral, como dizia Romário: Pelé calado é poeta!



uma psicose de Diogo Agostinho às 09:36
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Sábado, 8 de Outubro de 2011
Steve Jobs loved You (the Apple costumer)

A partir de um blog da especialidade:

 

"While some are still contemplating whether they will invest in the iPhone 4S or not, still others are wondering what the future of the iPhone will be without Steve Jobs at the helm. If you are one of these people, fear not: Steve Jobs has left four years worth of plans for new Apple products — including new iPhone concepts.
(...)
While it may seem sentimental and over-sensational to say, Steve Jobs had a love and commitment for you, the Apple customer, that is almost hard to grasp. Facing his passing from this world, and knowing that his legacy as a great innovator and leader of industry was intact, J0bs still sought to steer the direction of Apple’s products even in death.
What would his motivation had been for wanting to do this? It isn’t as if he felt he had to preserve Apple Inc. from the grave — the company is more successful and solvent now than it ever has been.
 
No, Steve Jobs’ motivation was purely based on a commitment to his customers, and sense that his products made a positive impact in peoples’ lives. Sales gurus will tell you that this is the only way you can be a successful salesperson — to believe that your products make a difference. There is no doubt that the iPhone has had such an impact; the passion for the device on this blog is a testament to that.
So, it should be reassuring to iPhone users that, for the foreseeable future, the next iPhones will still bear the creativity, commitment, and quality that Steve Jobs came to embody as an innovator and public figure.
 
Knowing that Steve Jobs has left behind four years worth of blueprints and concepts for the iPhone, what do you think that the iPhone in 2015 will be like?"

 



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 22:00
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Sexta-feira, 7 de Outubro de 2011
A sério?

 

"Vi as manifestações na televisão e penso que exprimem o descontentamento dos americanos."

Barack Obama

 

Não. A sério senhor Presidente-Deus-na-terra-nobel-da-paz-todo-poderoso Obama? E a frustação do povo é porquê? E o senhor Presidente não é Presidente? Não tem meios? Não tem ideias? POIS! Bem me parecia que de discurso lindo e demagogia barata não calava vozes, não dava pão e não levava os descontentes a estarem contentes.

 

O que interessa é falar da Europa e pedir soluções, falar dos grandes avanços em matéria de costumes. O resto são descontentamentos que Obama apoia e compreende, qual amigo fraterno do povo oprimido, revoltado. Pois...mas ele é o Presidente dos Estados Unidos da América. Quando se lembrar avise!



uma psicose de Diogo Agostinho às 07:35
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Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011
Castelos de areia

 

Em Julho, com grande pompa e circustância, a União Europeia proclamou um problema resolvido: a Banca.

 

Tinham-se efectuado "testes de stress" a todos os Bancos Europeus. A análise tinha identificado as "crianças problemáticas". Alguns - "mais cinicos" - chamaram ao exercicio de um "Exercicio de Relações Públicas e má contabilidade".

 

Neste espaço, eu por exemplo comentei, num post dum companheiro de blog:

 

 

(...)

 

Por exemplo, o terem mitigado os testes assumindo que os bancos iam levantar mais capital (ou seja, passaram, com o capital que supostamente lá vão ter até 2012 mas ainda não têm). Em Portugal, por exemplo, o BCP falhava.

Adicionar a isto outros "factores mitigantes" como ajudas dos Governos (sim, foram contabilizadas para o futuro), poucos haircuts à dívida.

Estas medidas contabilizam 14.3 bln em provisões fantasma, e 28 bln em "acções futuras" - aka, dinheiro que tecnicamente não está no capital do bancos neste momento! 

Tirem estes valores, e o shortfall global é de 50 bln Eur, com 18 instituições a falhar. Para referencia, o resultado foi só "2.5 blns Eur". (e por acaso, as imparidades e provisões da dívida grega não fazem sentido...).

Juntem a isto que nenhum dos activos em "hold to maturity" foi testado (a mais velha brincadeira contabilística de 2007!), ou seja, retirou-se da mesa o facto de o sector bancário de alguns países estar a financiar os respectivos Estados que lhes dão as garantias, porque mais ninguém compra as obrigações.

 

(...)

O stress da verdade... tudo o resto é conversa

 

Demorou 3 meses a cair a mascara. O Dexia - um banco franco-belga - está ligado às maquinas. Razão? Exactamente as expostas acima. Curiosamente, o Dexia não fazia parte das "crianças problemáticas". Muito pelo contrário, tinha passado os testes com distinção.

 

Agora, fala-se de recapitalização da Banca Europeia. Atiram-se números para o ar... 100... 120... 150 mil milhões de euros. Veremos. Mas tenha-se noção do seguinte: Qualquer iniciativa de recapitalização vai acarretar uma descida do crédito concedido pelos bancos.

 

E de preferência, façam um favor à malta e não sigam o exemplo americano. o TARP, dos senhores Paulson e Geitner, foi um desastre de risco moral.



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 10:23
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Palin fez o melhor que podia pela América...

... ao afastar-se da corrida presidencial!

 

É verdade! Podem ler aqui.

 

 

Obrigado Palin. Estava a precisar de uma boa notícia.

 

Hilariante foi a parte em que estou a ler o artigo e leio:

'Mrs Palin said in a statement that the decision came after much thought, and that she and her husband, Todd, "devote ourselves to God, family and country".'

Bem, quase que arrancou um sorriso a este fanboy triste depois da partida de Jobs...



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 09:45
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Ninguém gosta de morrer
Ontem o Ricardo fazia um post sobre o iPhone 4s na mesma altura em que Steve Jobs dava os seus últimos fôlegos de ar.
Com 56 anos, o fundador da Apple, impulsionador da Pixar, deixou esta quarta, o nosso mundo depois de uma prolongada batalha contra o cancro.
Não vou enumerar ou descrever a sua vida e genialidade. O Guilherme aquando a sua saída da Apple fê-lo por mim.
Quero sim deixar um agradecimento por ter sido um homem com uma visão espantosa, ainda que sem um canudo na mão, que revolucionou o nosso mundo, a realidade em que vivemos hoje.
Para o homem que outrora contara que durante a crise dos mísseis de Cuba deixara de dormir com medo de não acordar, que mais tarde afirmou que todos temos medo da morte ainda que achemos que há algo igualmente maravilhoso à nossa espera, só desejo que tenha dormido para a paz e para um mundo onde faça alguma da diferença que fez neste mundo.

So long Steve! :)

uma psicose de Essi Silva às 01:09
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Steve Jobs... morreu

Podem ler a curta mensagem da Apple nest link.

 

 



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 01:00
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Quarta-feira, 5 de Outubro de 2011
Amanhã, o mundo será português

Parece-me de elementar justiça que António Lobo Antunes veja reconhecido o seu nome entre os maiores da literatura, para que não volte a ser apelidado "o mais importante escritor vivo de que provavelmente nunca ouviu falar". O prémio adivinha-se-lhe há muitos anos a esta parte mas o seu vasto séquito de leitores desespera, ano após ano. Lobo Antunes é, indubitavelmente, o actual embaixador da língua portuguesa no mundo e, por isso mesmo, o adiar do prémio começa a tomar a dimensão da língua. 


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uma psicose de Rui C Pinto às 22:26
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