Domingo, 31 de Julho de 2011
Será desta que a Madeira se mete nos eixos?

Tenho sido um grande defensor da Madeira, da sua autonomia e do seu líder.

Mas tenho de reconhecer que algo está podre no reino da banana.

 

Recentes escândalos como do Director dos Impostos ou até o relacionado com o líder da JSD são apenas sintomáticos de uma cultura de posso quero e mando que tem de ser rapidamente repudiada quer pelo PSD nacional, como investigada pelas competentes autoridades. A autonomia não está em causa nem de longe nem de perto, muito menos as consecutivas decisões soberanas e democráticas da população madeirense.

Está sim em causa a transparência e o fazer cair por terra de uma série de suspeições sobre o PSD regional e a sua actuação no que toca ao dia-a-dia governamental regional autónomo.

Eu lembro-me do que fez o líder do PSD Madeira no último congresso. E também constato como agora está tudo sereno. O facto do PSD estar no Governo não pode ser um free pass para baixar os olhos e não ser duro com as consequências do que for apurado.

Em linha com isto que digo concordo então com as declarações de Paulo Portas no Expresso durante as comemorações do CDS na Madeira:

 

(...)"Quem governa a Madeira é o PSD-Madeira, se nós fomos oposição na República por uma determinada razão, fomos oposição aqui na Madeira também com coerência e acho que constituímos uma alternativa para as pessoas, que sabem que não é possível premiar os socialistas nem é possível continuar como se está, também aqui na região", observou.

Questionado se se sente confortável a criticar o Governo Regional, do PSD, o presidente do CDS-PP respondeu: "Uma coisa é o Governo do país, onde há uma coligação PSD/CDS, leal e para fazer o que é necessário, outra coisa, porque na Constituição existe poder regional autónomo, é o que se passa aqui na Madeira, que tem órgãos próprios".(...)



Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/portas-rejeita-mais-endividamento-da-madeira=f665274#ixzz1TgAIvZak



uma psicose de jfd às 11:46
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Uma Entrevista Lúcida

Gostava de recomendar a leitura desta entrevista de um homem conotado com a esquerda, mas que afirma o seguinte:

"Não é outra coisa, não! O socialismo é um clientelismo de Estado! Levei 70 anos a descobrir. Claro que isto é soft, evidentemente, somos livres, podemos dizer mal do governo, não serve para nada mas podemos, e isso é fundamental"

 

A minha opinião já a sabem, e portanto não a vou repetir aqui.

Não vou adjectivar a entrevista adicionalmente, ou elogiar longamente, porque isso sria um pouco ridículo...

Assim, sem mais delongas, aqui a têm:

Manuel Villaverde Cabral "O nosso Passos Coelho foi bafejado pela sorte"

 



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 10:15
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Esquerdistas coerentes

A grande maioria dos Esquerdas são aos meus olhos altamente incoerentes: ou sao a favor de redistribuições mas são podres de ricos, ou são a favor de mais impostos mas não fazem doações ao Estado, ou são a favor dos pobrezinhos mas não dão esmola ou doações significativas a instituições de caridade. E claro, são contra o mundo capitalista, mas usam todos os confortos proporcionados por estes: não trabalham duro como os agricultores, mas usam iPhones para tirarem fotos em manifs.

 

Nas minhas navegações pelo mar da internet, descobri agora um grupo a quem tenho de tirar o chapéu: acreditam que no mundo ocidental se produz demasiada comida e se deita demasiada fora (algo que eu discordo, mas não vamos por aí) e, consequentemente, fazem estilo de vida a ir ao lixo, procurar comida em bom estado, e a limentar-se a partir dela.

 

Apresento-vos... os Trash Vegans!

 

Wikipedia sobre Freeganism (Inglês) - inclui "Dumpster diving"

Exemplo de Culinária Trash Vegan

 

Estes pelo menos são consistentes. Pelo menos na filosofia de vida, pois na sua dieta...

E já que não gostam dos confortos da sociedade capitalista que os rodeia, são coerentes até ao fim.

Posso não achar bem, mas pelo menos merecem respetio.

 

 



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 00:35
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Sexta-feira, 29 de Julho de 2011
Dedico a todos os que gostam de mim!!!!! Viva o FDS!*
* tomem bem atenção à letra é tudo sentidooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo


uma psicose de jfd às 19:06
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Um excelente exemplo!

 

Hoje o Governo divulgou no seu portal as nomeações que fez até ao momento. Tem os cargos, os nomes, as idades, os contactos e os vencimentos. Transparência total, o que nesta fase é de saudar. São pessoas que têm em mãos o nosso futuro. São pessoas que assim ficam resguardadas de suspeições e receios. Está lá tudo. Um excelente exemplo!

 

Pode consultar aqui: http://www.portugal.gov.pt/pt/GC19/Governo/Nomeacoes/Pages/Nomeacoes.aspx



uma psicose de Diogo Agostinho às 18:01
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It's all about America!

Os americanos têm esse dom inigualável de tornar qualquer evento à escala planetária uma guerra dialéctica entre os seus clãs políticos e religiosos. É o maior sinal de vitalidade da sociedade norte-americana, mas é também um handicap na leitura que fazem do mundo. No fundo, o planeta é o out there onde o americano se confronta com o bem e o mal e, bem assim, tenta corrigir este último... 

 

Não há, por isso, grande surpresa no facto de a recente tragédia norueguesa se ter transformado num novo affair entre católicos e agnósticos em terras do Tio Sam. Tanto mais, que este evento é uma pedra no sapato para tantos televangelistas a quem a guerra de fé ao Islão tem rendido boas coroas... 

 

The Daily Show
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uma psicose de Rui C Pinto às 10:31
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1º debate quinzenal da nova legislatura

Será hoje a estreia, aliás dupla estreia, quer de Pedro Passos Coelho como do novo líder da oposição. José Adelino Maltez disse ao JN que "será o primeiro debate entre dois gajos porreiros, dois jotas formados no regime da conversa democrática. Prevejo 'passos seguros', no sentido da dialéctica da palavra, sem pulsões temperamentais".

 

Eu querendo acreditar no que diz o optimista Professor Maltez também não me posso esquecer de muitos passos em falsos dados pelo novo secretário-geral do PS quando em campanha e imediatamente após a sua vitória.

Faltam minutos. Podem seguir na TV, rádio, internet ou em http://www.parlamento.pt/Paginas/default.aspx



uma psicose de jfd às 09:53
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Governance na CGD

Fazendo uma leitura rápida pela semana de comentadores, colunistas e especialistas existem entre aqueles uma opinião negativa sobre o novo modelo de governanceadoptado para a CGD, e entre estes um cauteloso esperar para ver sendo que por do Governo existe uma grande fé neste modelo por forma a sustentar as alterações que se avizinham no futuro da instituição.

A mudança tem sempre resistência. Vítor Gaspar sai bem da figura no curto prazo e espero que assim continue no longo prazo com uma boa execução em conjunto com os seus colegas dos pelouros da mesma esfera - ele demonstrou-se muito satisfeito com as alterações.

Claro que vêm os inteligente e espertinhos dizer que são jobs for the boys, desnecessários e sem interesse. Ora, vamos ver. Afinal o Governo tem dado provas no que toca a este capítulo e apenas em 100 dias já muito fez do que disse que ia fazer e continua a somar cumprimento de promessas. Pessoas há que estarão sempre insatisfeitas, outras lentamente conquistadas. Aposto nestas últimas. Pelo nosso bem.



uma psicose de jfd às 09:34
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Quinta-feira, 28 de Julho de 2011
Justiça a passo de caracol

 Só em Julho, o Estado português perdeu cinco casos no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) todos relacionados com a morosidade excessiva de processos judiciais. Um deles prolongou-se de 1974 até 2005.

 

 

 

A morosidade excessiva dos processos judiciais é um dos factores que mais prejudica a boa administração da justiça, dado que os atrasos na resolução dos litígios contribuem para uma perda de eficácia das decisões judiciais e uma consequente falta de confiança no funcionamento dos tribunais.

 

É claramente inaceitável para os critérios do homem comum que um litígio judicial demore 31 (!) anos a ser resolvido, como no supra mencionado caso, o que vem frustrar todas e quaisquer expectativas sobre o andamento da máquina da administração da justiça.

 

O direito que qualquer utente da justiça tem em obter uma decisão jurisdicional dentro de um prazo razoável é um direito fundamental previsto tanto no art. 20º, n.º 4 da C.R.P., como no artigo 6º da Convenção Europeia dos Direitos do Homem (CEDH) ao estabelecer expressamente que “Qualquer pessoa tem direito a que a sua causa seja examinada, equitativa e publicamente, num prazo razoável por um tribunal independente e imparcial, (…)”.

 

Cabe sem dúvida ao Estado a obrigação de ter o seu sistema judicial organizado de forma a que os tribunais consigam dar um cumprimento cabal às suas obrigações, nomeadamente a de julgar dentro de um “prazo razoável”, trata-se de uma obrigação do Estado de Direito perante os cidadãos.

 

A morosidade na Justiça resulta na impunidade. E o sentimento de impunidade é o maior inimigo da Democracia: a dúvida na garantia que cada um tem aquilo a que tem direito, que é pedra basilar de qualquer Estado de Direito, condição sine qua non para uma Democracia.

 

Quantos não desistem de lutar  porque o tempo que prevêem que será gasto (e o tempo é dinheiro) pelas vias judiciais é tão longo que não compensa?

 

O sentimento de impunidade leva depois à corrupção e à subversão da Justiça! Urge resolver este flagelo!

 

 

Uma psicose conjunta de Catarina Rocha Ferreira e Paulo Pinheiro

 



uma psicose de Paulo Pinheiro às 16:51
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A Ponte é uma passagem... para a outra margem...

A Comissão de Utentes de Transportes da Margem Sul anunciou hoje um “grande buzinão” na segunda-feira em protesto contra o fim da isenção de pagamento na ponte 25 de abril em agosto e pela “abolição” das portagens. 

 

 

Eu não entendo como podem ser classificadas medidas de aumentos nos transportes e de novas portagens como incentivo à utilização do carro quando o combustível é cada vez mais caro, a manutenção do mesmo também assim como o simples acto de o estacionar.

Estamos em tempos difíceis. Somos todos chamados a participar. Os custos dos transportes são pagos por todos. Todo o Portugal paga para eu ter o luxo de atravessar a cidade de Lisboa de metro em 15 minutos ou num pouco mais de tempo num autocarro da Carris com ar condicionado e wifi grátis. Ou para o Joaquim vir de autocarro de Loures bem sentado e a ver televisão. Ou para a Anabela atravessar o rio num comboio ou barco de última geração. Ou para o António ir para a praia na Costa a zero escudos na ponte todo o santo Agosto.  Porque há-de Portugal inteiro pagar pelas férias de António? Ou do Pedro que todos os dias utiliza a via do Infante sem sequer pensar nos seus custos de manutenção? Ou em tantas outras ruinosas scutts espalhadas por esse país fora. Utilizador-pagador. É difícil de compreender?

Agora vamos todos ter de pagar mais. Para que todo o país pague menos. Possa não é isto justo?

Não é justo ser o utilizador a pagar? Não é justo haver também preços realmente baixos para quem de facto não pode pagar? Isto sim é justiça social.

Mas de que se queixam as pessoas?

Há poucos transportes? Seja. Deixem o sector ser competitivo e os privados virão e colmataram as falhas. É assim que funciona. A oferta atende à procura. E a procura paga pela oferta. O estado não tem de gerir empresas de transportes mas tem sim de regular o espaço onde fazem o seu negócio e garantir equidade social, segurança, serviços mínimos, garantias de mobilidade. Onde tiver que perder dinheiro que aconteça, mas pelas pessoas e razões certas. É para aí que caminhamos.

 

Agora um buzinão... Uau... tanto que isso vai resolver...



uma psicose de jfd às 16:30
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Os factos são tão chatos...


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 15:00
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O Portugal que emprega

1. Américo Amorim: 2587,2 milhões de euros 

2. Alexandre Soares dos Santos: 1917,4 milhões de euros

3. Belmiro de Azevedo: 1297,6 milhões de euros

4. Família Guimarães de Mello, 1006,6 milhões de euros

5. Família Alves Ribeiro: 779,7 milhões de euros

6. Perpétua Bordalo da Silva e Luís Silva: 679,7 milhões de euros

7. Rita Celeste Violas e Sá, Manuel Violas: 650,6 milhões de euros

8. Maria do Carmo Moniz Galvão Espírito Santo: 645,8 milhões de euros

9. Família Cunha José de Mello: 638 milhões de euros

10. António da Silva Rodrigues: 551 milhões de euros

Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/quem-sao-os-mais-ricos-de-portugal=f664486#ixzz1TOvGfvfx 

 

Para reflexão:

Que responsabilidade têm para com um país que lhes permite tal fortuna estas pessoas?

E o contrário?

Até onde se lhes pode exigir em qualquer dos sentidos?

 

 

 

 

 

 

 

 



uma psicose de jfd às 13:06
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Hum......

 

 

Ainda bem que me precede o post anterior.

 

É um exemplo de uma das notícias inocentes que têm vindo a surgir no jornal "deste" senhor.

Que quererá este senhor?

Qual o seu posicionamento?

Qual a estratégia?

Qual a agenda?

Bem da televisão foi o que foi.

Do jornal tem sido o que é.

 

Esperemos por capas dos próximos capítulos!



uma psicose de jfd às 12:51
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Think Tank

 

O Expresso de sábado passado noticiou que o actual Vice-Presidente do PSD, Jorge Moreira da Silva irá criar um grupo de reflexão sobre diversos temas. Um grupo de militantes sociais democratas, mas também de independentes e pessoas que queiram contribuir.

 

Ora, num momento em que o PSD assume a função de chefiar o Governo de Portugal é de saudar a vontade de membros do Partido apostarem em debates internos, busca de novas soluções e criarem espaços para o Partido opinar.

 

Não obstante esta abertura que Jorge Moreira da Silva protagoniza, junto já dois factos que o aproximam de Passos Coelho: ex-líderes da JSD e ambos criam/criaram grupos de reflexões.

 

Será prenúncio de algo?



uma psicose de Diogo Agostinho às 07:25
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Terça-feira, 26 de Julho de 2011
Parabéns Bia!

São mitos de calendário tanto o ontem como o agora,
e o teu aniversário é um nascer toda hora.

(Carlos Drummond de Andrade)



uma psicose de Paulo Colaço às 14:25
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Expofacic - Sê um dos 400 mil

Decorre até dia 31 de Julho a maior feira da região centro, a Expofacic – Feira Agrícola, Comercial e Industrial de Cantanhede.

 

Este pequeno concelho com 36 574 habitantes recebe 400 mil pessoas no recinto que conta com 500 expositores e 43 tasquinhas. O cartaz é de fazer inveja a qualquer festival de Verão e o negócio, mesmo em tempos de crise, parece estar a correr bem.

 

A organização desta excepcional actividade é da responsabilidade a Câmara Municipal de Cantanhede. Em vez desta ser investidora directa na economia local, ditando o fim da sua liberalização e fazendo com que os privados fiquem dependentes de subsídios, optou por ser promotora de negócios, criando este evento que já conta com 21 edições.

 

Parabéns por esta inteligente iniciativa!



uma psicose de Beatriz Ferreira às 00:20
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Segunda-feira, 25 de Julho de 2011
Expulsar

 

expulsar (ex-pul-sar)                   

 

v.t.

Repelir ou fazer sair à força alguém ou alguma coisa: expulsar um inimigo.

Desterrar, degredar, exilar: expulsaram-no do país.

Medicina  Expelir, evacuar.



uma psicose de jfd às 20:31
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O diabo toma a forma que lhe queremos dar

Anders Behring Breivik, um jovem norueguês como entendemos que o deve ser: loiro, olho azul, alto, porte atlético, um vicking como nos habituámos a generalizar os escandinavos. Pura ilusão. Visitei Oslo em 2009. Não fiquei surpreendido ao encontrar uma sociedade tão diversa e multicultural como a que encontrei no Norte da alemanha, Holanda ou Áustria. É certo que a pele clara é uma evidente maioria, mas enganam-se os que imaginam um mítico harém de loir@s de olho azul. Um norueguês que fez estremecer toda a Europa.

 

É o despertar de uma velha e adormecida campainha. Até agora, estamos todos a refazer-nos do choque, mas todos sabemos bem o que representa Anders Behring Breivik. Inicialmente, o ataque foi atribuído a terroristas islâmicos. Fácil. Depois, identificado o culpado, a polícia norueguesa identificou-o como "fundamentalista cristão". Aparentemente, a religião é fácil de culpar quando o ódio mais primário gera a morte. Tal como é fácil atribuir a causa do terrorismo islâmico ao Islão e aos violentos escritos do profeta. Talvez por isso, o monstro norueguês recupere para a sua causa os símbolos dos Cruzados. É fácil revestir o seu ódio e os seus primários instintos xenófobos de uma causa e de valores que ele sabe serem transversais à Europa. 

 

A verdade é que o monstro norueguês é um militante de extrema direita. Faz apologia do ultra-nacionalismo, apela à purga das etnias minoritárias, apela à luta contra o multiculturalismo e contra a islamização do continente europeu. É um xenófobo de extrema-direita. Um terrorista. O manifesto que escreveu e o vídeo que divulgou um dia antes dos ataques (e que me recuso a difundir) constituem um apelo à violência e ao despertar para a guerra. Identifica alvos e define estratégias. É importante que a Europa o veja como ele é e que aumente a vigilância e tome consciência do crescimento destas ideologias e movimentos. Seria um desastre se todos o quiséssemos ver como um maluquinho sem ideologia e amante de heavy metal como o caraterizou Nuno Rogeiro na Sic Notícias. O diabo toma sempre a forma que lhe queremos dar. Mas porque haveriamos de lhe querer dar uma roupagem diferente? Porque é difícil reconhecê-lo nesta:



uma psicose de Rui C Pinto às 10:56
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Governo, Troika, PS

 

Actualmente vivemos um tempo de mudança. Há uns meses atrás, vivíamos num estado esquizofrénico com um Primeiro-Ministro casmurro a não querer pedir ajuda externa. Contra tudo e contra todos Sócrates queria defender Portugal. Tinha a aura de vencedor em eleições e o PSD vivia entre a vontade de chegar ao poder e da oposição responsável.

 

Hoje, temos um novo Governo, com um novo Primeiro-Ministro, um memorando para cumprir e um novo líder do Partido Socialista. As linhas daqui para a frente não têm rigorosamente nada a ver com o cenário de há um ano atrás.

 

Passos Coelho venceu Sócrates, muito por culpa do cansaço natural das pessoas na figura de Sócrates, mas também por mérito próprio. Era uma "cara nova" para muitos e a ideia pesou em dar a oportunidade a outro de fazer melhor. Estamos pois, passado um mês, da tomada de posse do novo governo, em plena época de estado de graça, com um mês de Agosto pela frente. Este é claramente um tempo de estudar dossiers de agilizar a estrutura e de fazer o trabalho de casa. As pessoas não vão pensar muito sobre o que o Governo irá fazer. Mas, Setembro será o mês das grandes medidas. Não irá bastar um corte nas viagens em executiva, a proibição de usar o veículo do Estado em horário de descanso ou a permissão de não usar gravata, apesar de serem medidas simbólicas e obviamente do simbolismo vir a força de dar o exemplo.

 

Setembro é pois o mês de avançar com um caderno legislativo de grande pendor reformista e também de apresentar as contas aos senhores que nos emprestaram dinheiro. É o mês para o Governo! Em que irá demonstrar ao que veio. Se esse mês não arrancar com força, será acusado, como já a oposição faz ainda que timidamente de não ter feito o trabalho de casa antes de entrar em funções.

 

Por outro lado, o PS foi a eleições e apesar de não ter sido notícia de relevo no País, tem um líder "obrigado" a cumprir a assinatura que o Partido deu à troika. Mas de António José Seguro pouco ou nada se sabe, tirando referências redondas, do seu discurso e da sua linha orientadora tudo está em aberto. O que demonstra que ideias escasseiam, mas que permite estar livre para agarrar a espuma do dia a dia.

 

Tempos curiosos os que aí vêm...



uma psicose de Diogo Agostinho às 07:24
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Domingo, 24 de Julho de 2011
Já que falamos de mentes atormentadas...

Não queria deixar de prestar homenagem a uma das minhas favoritas cujo falecimento faz hoje 31 anos. Não morreu com 27 mas com 54 (o que, curiosamente, é 27x2), também teve problemas graves de depressão e também andava nas cenas - o que aliás lhe valeu uns (13) valentes enfartes num espaço de poucos dias ainda antes de chegar aos -enta.

Para lá da personagem do Inspector Closeau nos filmes da Pantera Cor-de-Rosa, foi também o Dr. Stangelove (e outros no mesmo filme). Amigo da família real britânica e o primeiro homem a aparecer na capa da Playboy.

 

Os fãs de outros atormentados que me desculpem, mas este também merece.


:
: Pink Panther Theme - Henry Mancini

uma psicose de José Pedro Salgado às 01:16
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Sábado, 23 de Julho de 2011
Live fast die young...



uma psicose de jfd às 17:44
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FMI Vs Capitalismo

Claro que para 99% da população Portuguesa, o FMI é uma entidade ultra-liberal que defende um capitalismo total e sem princípios em que só os senhores do dinheiro beneficiam.

Cansado de dizer o contrário (é dominado por Socialistas e só deturpam as leis do mercado!), desta vez deixo o papel de exposição dos ataques do FMI ao Capitalismo à Newsweek. Vale a pena ler o artigo:

 

More Harm Than Good

 

 


 

 



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 12:49
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PSOE e os seus eleitores

PSOE quer acabar com os anúncios sexuais na imprensa.

 

O Partido Socialista demonstra assim imediatamente que não confía na capacidade de decisão dos seus eleitores o que, pensando bem, é capaz de não ser assim tão mal pensado...



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 10:51
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Merecido

O Google dá respeito a Amália....

E eu aproveito para lembrar para que visitem a praia do Girassol. É para os mais corajosos. E eles sabem onde é.

 



uma psicose de jfd às 01:52
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Sexta-feira, 22 de Julho de 2011
Ex-ce-len-te!*

 

 

O quarto poder

 

O Dono

Grande parte das notícias são rumores perigosíssimos, provenientes de pessoas que se acovardam". Quem fala assim sabe do que fala.

O Dr. Balsemão, empresário da comunicação social, sabe da realidade com que lida. E acrescenta ele, "as fontes jornalísticas, cada vez mais, não dão a cara e inventam factos".

Um saber de experiência feito, dado os vários meios de que é dono na comunicação social. Imagine-se o que era, por exemplo, o ‘Expresso’, com base apenas em fontes, publicar uma história com detalhes que vão quase até ao minuto sobre uma intriga política. Corria o sério risco de, uns números mais tarde, contar de outra maneira a mesmíssima história.

Fontes são fontes e como diz o Dr. Balsemão, inventam os factos. Eu lembro-me sempre do famoso episódio da ‘vissichoise’ e por isso, quero sempre documentos, provas assinadas, autenticadas. As notícias não podem ser desmentidas. E também, porque há "novos poderes que utilizam os media para os seus próprios fins", como alerta o Dr. Balsemão, a pessoa certa para o assunto, digo eu, que sou dona só de mim própria.

 

* ou quem escreve assim não é gago... de todo! Em Grande!!!!

 




uma psicose de jfd às 23:58
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Colossal semana... De disparates

A semana chega ao fim. Os jornalecos, os comentadores do costume... À fartazana. Em volta do que disse ou não disse Pedro Passos Coelho.

Como não há por onde pegar, foi por aqui. E já havia valores e tudo. Vale tudo para vender jornais ou ser escolhido para comentar e ter a sorte e privilégio de levar com pó ou base e poder abrir a boca num canal qualquer da nossa TV.

Enfim. Vai ser assim a silly season? Seja. Cá estarei eu e muitos outros que como eu sabemos o que interessa. Os cães ladram e ladram e continuam a ladrar. É ruído. Simples e para Português se entreter. 

Mas não se julgue que os jornais e comentadores e as tvs são idiotas úteis. Sabem bem o que não querem e o que querem. E vejam como se têm comportado. E façam os vossos julgamentos. Retirem as palas. E vejam com olhos de olhar e oiçam com ouvidos de ouvir. Ou melhor, escutem!

O destaque é meu, a fonte está aqui.

 

Não tenham dúvidas, para mim não foi uma surpresa, mas há muitas pessoas que ficaram surpreendidas com o desvio que encontraram face aquilo que foi criado como expectativa pelo governo anterior”, afirmou Passos Coelho.

O primeiro-ministro disse ainda que “o trabalho que o Governo vai ter que fazer para recuperar o desvio que existe quanto as metas orçamentais que estavam previstas é colossal. É realmente muito, muito grande”.



uma psicose de jfd às 21:39
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I dag er vi alle norske – Hoje, todos somos Noruegueses

 

 

 

Caso o que aconteceu em Oslo seja responsabilidade de terroristas, a Noruega terá agora a infeliz honra de se juntar à Rússia, Espanha e Reino Unido como mais um país Europeu vítima do terrorismo islâmico.

 

Dois aspectos importantes a ter em conta:

 

1 – a Noruega está presente no Afeganistão e ao largo da Somália em missões defensivas. Não foram os Noruegueses que atacaram o Afeganistão ou consentiram que uma organização a operar a partir do seu território o fizesse. Não foram tão pouco os Noruegueses que iniciaram a guerra civil na Somália ou que são responsáveis pela pirataria na zona.

 

2 – Retirar destas missões em curso seria dar legitimidade a terroristas. Se há mensagem que vale a pena enviar neste momento, é que o terrorismo deve ser combatido em todas as circunstâncias e não apenas quando é conveniente.

 

Tal como os Noruegueses, Portugal está presente no Afeganistão e na Somália e temos por isso de reflectir nas consequências e ramificações deste evento.

Ainda que a participação de Portugal nestas missões seja passível de debate, aquilo que estará agora em causa é a resposta política a este ataque e essa resposta na Noruega ou em Portugal nunca poderá ser o medo.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 20:38
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Cem dias de Mudança

 

 

Para comemorar os Cem dias de Mudança, partilho com vocês algo que o meu caro psicótico fundador e EX-ab Paulo Colaço fez o favor de partilhar com a psicolista recentemente.

 

Eu não teria escrito melhor, por isso ficam aqui as palavras do autor. Dedico aos aziados, descrentes, chateados e simplesmente velhos do Restelo:

 

O ministro das Finanças fala pausadamente, num estilo minucioso e com uma polidez fora de moda. Pois está péssimo: há quem lhe encontre alguma sobranceria e ache que o governante, de tão explicadinho, está a ser paternalista com os jornalistas e os deputados e a insultar a inteligência dos índigenas.

O ministro da Economia prefere que o tratem pelo nome próprio. Pois é um desplante: há quem ache que um governante que prescinde do título académico (mesmo quando, como já sucedeu, não o possua) não se dá ao respeito e deve ser achincalhado na praça pública.

A ministra da Agricultura apelou à moderação na utilização do ar condicionado e aconselhou os funcionários do ministério a abdicarem da gravata. Pois é incrível: há quem ache que a ministra aterrou esta semana de Marte onde a poupança de energia é um problema real, ao contrário do que sucede neste país iluminado pela Providência Divina.

Ser pontual, valorizar a pedagogia, subordinar o título académico ao conhecimento, adoptar práticas que representam uma opção pela poupança e pela eficiência energética, não são, obviamente, um programa de governo. É preciso muito mais e exige-se muito mais a um Executivo.

Mas todos estes pequenos gestos de mudança constituem boas práticas pouco reconhecidas em Portugal. Não deixa, porém, de ser relevante o facto de os primeiros a criticarem, de forma corrosiva e ‘blasé', estes primeiros sinais, serem personalidades que têm responsabilidades na formação da opinião pública.

É um defeito português, e uma desvantagem competitiva, esta tendência para condenar ao ridículo qualquer idiossincrasia de um governante ou pequeno gesto de mudança de um governo.

Refém das aparências, deslumbrada com o aparato da forma que o anterior primeiro-ministro usou até à exaustão, boa parte de nós tende a aceitar a prepotência, a opacidade e até a mentira. Mas, conservadores empedernidos, não perdoamos que as coisas - mesmo as pequenas coisas - deixem de ser o que sempre foram.

Chegar atrasado, falar em velocidade de cruzeiro, exigir ser tratado por doutor ou desvalorizar os pequenos actos quotidianos que nos tornam melhores cidadãos, parecem, ironicamente, requisitos indispensáveis para desempenhar um cargo público. Mas, não o são num país civilizado e desenvolvido. Eis um enorme defeito português: não perdoamos, e até achincalhamos, as pequenas mudanças que nos irritam. Mesmo quando não sabemos porquê.

 

 


Miguel Coutinho

 


 

 

economico.pt



uma psicose de jfd às 00:37
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Quarta-feira, 20 de Julho de 2011
Informação ao País

 

Esta semana há eleições no Partido Socialista...bem sei que ninguém no País reparou que existiu campanha, mas fica a nota de tal acontecimento.



uma psicose de Diogo Agostinho às 07:27
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Segunda-feira, 18 de Julho de 2011
Bairrada!

O sangue escorre, o suor pinga e os vampiros deliciam-se,

Está tudo histérico com um não caso em que o Governo é claro no esclarecimento.

Tenho pena que o Primeiro-Ministro tenha falado do mesmo. É demasiado cândido e solicito.

Deveria ter ignorado o jornal que quer é vender, a televisão que nos quer é entalar e os pundits mais ou menos relevantes que querem é quem os leia.

Com tanta coisa importante, o que interessa é um convite, desconvidado e um SIS que não foi convocado? Tudo isto porque alguém quer encontrar uma nódoa onde não existe? Vai ser assim a silly season? Cresçam senhores.

E o que mais me mete graça é o fogo amigo, quem anda às custas de casoides e factoides à procura de formas de ventilar frustrações e a tentar um auto-heimlich para assim se livrarem de sapos já engolidos. Cresçam senhores!



uma psicose de jfd às 17:47
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Sábado, 16 de Julho de 2011
O stress da verdade... tudo o resto é conversa!
Failures:
Spain:    Caja de Ahorros del Mediterraneo
          Banco Pastor
          Banco Grupo Caja3
          Unnim
          CatalunyaCaixa
Greece:   Agricultural Bank of Greece
          EFG Eurobank Ergasias
Austria:  Oesterreichische Volksbanken

Near-failures with 5 percent to 6 percent core Tier 1:
Espírito Santo Fin Group
Marfin Popular Bank
Piraeus Bank Group
Nova Ljubljanska Banka
Banco Popular Español
NovaCaixaGalicia
Bankinter
Banco Comercial Português
BFA Bankia
HSH Nordbank
Hellenic Postbank
Norddeutsche Landesbank
Grupo Banca Civica
Caixa Ontinyent
Banco Popolare
Banco de Sabadell
*aqui


uma psicose de jfd às 00:23
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Sexta-feira, 15 de Julho de 2011
Em grande!

 

Paulo Rangel respondeu a Marinho Pinto. Na cara, directamente a um tipo que faz do seu discurso o esplendor de populismo em Portugal. Muita coragem teve Paulo Rangel e muito bem lhe ficou colocar esse senhor Marinho Pinto no seu lugar.

 



uma psicose de Diogo Agostinho às 21:17
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Povo dá chapada de luva branca em JFD*

De acordo com a sondagem feita pela Aximage para o “Jornal de Negócios”, mais de 45% dos portugueses acha "uma boa ideia" o novo imposto especial criado pelo Governo de Passos Coelho e cujos contornos foram ontem conhecidos.

 



uma psicose de jfd às 14:29
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"A questão Alemã"

 

 

Muito se tem dito sobre a obrigação moral da Alemanha pagar a crise, e respectivos bailouts, sem protestar. Recentemente, decidiu juntar-se mais um argumento: a Alemanha benificiou com o Euro, foram os juros baixos que pagaram a reunificação, esses mesmos juros que colocaram os paises periféricos na falência, logo eles devem pagar a crise. In a nutshell, a culpa dos nossos males é deles, e da reunificação deles.

 

A minha primeira reacção, instintiva, quando leio este tipo de argumentos oscila entre clamar "barbaridade" e mandar as pessoas que professam tais barbaridades ler um livro ou dois de história. A segunda reacção é a que se segue: se as pessoas não vão aos livros de História, e se ficam por demagogia germanofóbica, venho eu trazer o livro às pessoas.

 

Antes de mais, temos de enderessar duas questões. A primeira é da que, todos lucraram com o Euro. Sem excepção. Se se pode dizer que o Euro potenciou exportações alemãs para o resto da Europa, também é verdade que o resto da Europa, em especial o Club Med (Portugal, Espanha, Grécia, neste caso) ganharam um enorme almoço gratis. Com o Euro deixaram de se financiar a 15 por ano ano, para se financiarem a uma confortavel taxa "germanica" de 3 a 4 por cento. E isto apenas foi possível porque, quando o euro foi criado, todos os financiadores julgaram que haveria uma garantia implicita alemã. Se estes meninos não pagassem a conta, a Mãe Germanica pagaria. Isto para dizer que o argumento, "eles têm de salvar o Euro porque foram os mais benificiados com ele" está gasto e errado. Eles já exportavam. Quem ganhou um Boom (que foi gerido de forma desastrosa por estes países) foi o Club Med.

 

A segunda questão a enderessar é a de que a Alemanha é, sempre foi, e continuará a ser no horizonte previsivel, o maior contribuinte liquido para a UE. Já aqui escrevi sobre isso: nos últimos 60 anos, fruto da "divída moral" por causa de Segunda Guerra Mundial, os Alemães não só pagaram a União como raramente protestaram (ao contrário dos segundos contribuintes liquidos, o Reino Unido, que tanto protestou que ganhou o "Cheque Inglês", durante o tempo da Senhora Tatcher, ou a França que é o maior recepiente liquido da Politica Agricola Comum). 

 

Agora o argumento que considero profundamente errado (retirado da caixa de comentários do Psico): 

saiu-lhes do pêlo? claro que sim. às custas da manutenção artificial de uma taxa de juro baixa que foi a desgraça para os pigs como se viu. para beneficiar um sofreram outros com o seu mau comportamento.

 

(...)

 

Mas lembro-me que a Alemanha queria impor, e bem, instituições sólidas europeias mas as suas estavam a falhar e teve que sobreviver financiando o leste com dívida pública a taxas mais baixas neste momento em que já não captava investimento.

 

(...)

 

Ora mesmo em cima do acontecimento a Alemanha através da célebre ditadura do marco, manteve taxas altas que de facto atraiam capital muito necessário para a dura reunificação.

 

Vamos lá aqui esclarecer uma coisa: a reunificação alemã custou, liquido, 1.3 mil milhões de euros ao Estado Alemão. Não estou a falar de "capital", ou "investimento", ou de "taxas de juro". Estou a falar aos cofres do Estado Alemão, ao contribuinte alemão, seja sob a forma de impostos, contribuições para a segurança social ou dívida pública. Estamos a falar de 40 por cento da sua economia, num esforço que durou de 1990 a 2005. 

 

Inicialmente o plano era financiar tudo com Dívida Pública Alemã, mas em 1992 o Bundensbank (o Banco Central Alemão, e o mais ortodoxo e duro do mundo desenvolvido) começou a protestar. É preciso ter em conta o contexto: Weimar deixou uma Memória Institucional muito dura nas autoridades monetárias alemãs. Eles são "inflacionófobicos". O Bundensbank fez duas exigências, que o Governo Federal seguiu: financiar a reunificação com impostos, e que ia aumentar as taxas de juro para conter a inflação. Apenas metade do valor exigido pela renificação veio pela emissão de dívida pública. O remanescente veio de uma politica orçamental extremamente austera: aumentos de impostos, redução da idade da reforma, aumento das contribuições, redução da despesa. O povo alemão mordeu a bala fiscal para se reunificar.

 

O papel do Marco Alemão não é o que se pinta. O Marco Alemão não era forma de financiamento. O Marco Alemão era a moeda mais estavel e menos inflacionária da OCDE. Facto do qual não só o Bundensbank se orgulhava, como se recusava a abdicar um milimetro que fosse. Quando foi criado, em 1979, o European Rate Mechanism (ERM), ele foi criado com um objectivo: preparar uma potêncial moeda única, reduzir a inflação e aumentar a estabilidade de alguns países (estamos em pleno choque petrolifero). O ERM foi na pratica ligar as moedas ao Marco, não para financiar a reunificação (estão a reparar nas datas?), mas sim porque o Marco era a moeda mais estavel e com a taxa de inflação mais baixa. 

 

A Alemanha não sobe as taxas de juro para atrair Capital (eles são ricos em Capital e tinha divisas e já na altura um excedente da Balança Comercial), mas sim para colocar um travão à inflação fruto da reunificação. (O Reino Unido sofre, no processo, porque em vez de reavaliar a moeda, no ERM, decide insistir na paridade, em 1992, até que quebrou sob o ataque de Soros. Um erro comum do Reino Unido: moedas fortes de mais.)

 

Não só isso, como, o Marco é sacrificado para garantir a reunificação. Para os mais desmemoreados, França e o Reino Únido são contra a reunificação. É segredo aberto que Miterrand tenta bloquear, e pede a Gorbatchev que a vete. Kohl só garante o apoio quando se compremete a uma União Monetária, sacrificando o DM.

 

Argumentar que foi depois o Euro, e a política de baixos juros do BCE, que ajudou a Alemanha é não ter em atenção o ciclo de taxas de juro. As taxas, há entrada do Euro, eram de 2%. E de 1999 a 2001 elas estão a subir. É apenas em 2001 que elas descem. Não para ajudar a Alemanha mas sim porque dois aviões bateram em duas torres e o mundo entrou em panico, aka, o 11 de Setembro. Depois, de 2003 a 2008, o BCE está, constantemente a subir taxas, de 1% para 3.25%. Se isto é uma política de descer os juros para ajudar a Alemanha, peço desculpa a expressão, mas eu "vou ali e já venho". 

 

O problema do Euro foi que não se contava com um pequeno pormenor: que os países do Sul actuassem como crianças. Quem se lembra do na altura governador do Banco de Portugal - Vitor Constancio - a dizer que "a dívida não era problema, Portugal era agora comparavel à Florida, endividem-se à vontade" (citação livre)? Aqui reside a responsabilidade, não na mitica (e não existente) política de juros baixos para financiar a reunificação alemã.

 

E aqui reside o problema intelectual dos alemães. Para eles o problema não é pagar ou ajudar. A última sondagem do Der Spiegel mostra mesmo isso. O problema deles, que lhes causa alguma perplexidade, é por um lado estarem a ver que estão a atirar dinheiro para um buraco negro, e em segundo lugar verem que os povos do Sul não estão dispostos a sacrificios para sairem da crise, e preferem culpar a Alemanha. Um povo que passou 15 anos a comer balas de impostos, moderação salarial, trabalhar mais, menos segurança social e de recessões sucessivas para se reunificar não entende esta postura.

 

Eu confesso que também não entendo, e partilho do pensamento Alemão.

 

Não é legitimo, politica ou financeiramente, continuar a lançar argumentos como este e outros (apelando à memória da Segunda Guerra Mundial) para forçar os Alemães a pagar. Não há discussão produtiva, ou negociação, que vá a bom porto assim.  



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 12:22
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Palavras para que te quero...

 

No meio político, todo o cuidado com a linguagem utilizada é pouco. Não se trata de omitir opiniões, trata-se de ser coerente do princípio ao fim. É penoso assistir a políticos que em tempo de campanhas prometem mundos e fundos. Que em tempo de atrair eleitorado, avancem com frases fortes, mas que ficam reféns ao virar da esquina.

 

Os tempos que correm, são de informação ao segundo. Uma frase dita numa qualquer reunião com meia dúzia de gatos pingados, é capa de jornal, é alvo de citações em facebook e comentada em blogs.

 

Os desabafos devem ficar para auto biografias após a passagem no cargo.



uma psicose de Diogo Agostinho às 08:21
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Quinta-feira, 14 de Julho de 2011
Ordem nas Ordens

Bioquímicos, Engenheiros, Médicos, Economistas, Advogados, Psicólogos, Técnicos Oficiais de Contas, Jornalistas, Arquitectos, Biólogos, Enfermeiros, Farmacêuticos, Médicos Dentistas, Médicos Veterinários e os Revisores Oficiais de Contas: quem quer seguir uma destas profissões tem de se inscrever obrigatoriamente nas respectivas ordens ou associações profissionais.

 

 

 

  

Muitas destas ordens ou associações profissionais são anteriores a 74, e houve nessa altura a discussão sobre o sentido da existência destas: este corporativismo é fundamental para o bom exercício da profissão ou não? Entendeu-se que sim, e na minha opinião bem.

 

 Mas hoje a questão central é a de saber se as ordens e associações profissionais têm ou não legitimidade (delegada pelo Estado) para recusar a entrada de licenciados nos cursos de formação base, fazendo, assim, um reconhecimento tácito e auto-induzido da qualidade dos cursos superiores. Ou devem limitar-se a desempenhar um papel consultivo neste âmbito, de

 

forma a adaptar os cursos às exigências do mercado? (Não descurando a formação que deve dar do ponto de viste deontológico e das "boas práticas" da respectiva profissão.)

 

Algumas das referidas ordens, como a dos engenheiros, a dos arquitectos ou a dos farmacêuticos, submetem os candidatos às profissões a exames de entrada dos quais são dispensados os licenciados que frequentaram cursos por elas “acreditados”, por meio de uma avaliação do plano curricular, do corpo docente e dos sistemas de ensino.

 

Temos vindo a assistir ultimamente, fruto de um maior número de licenciados com formação base para estas profissões, a uma tentativa de fechar as portas ao acesso a essas ordens profissionais e consequentemente ao acesso à profissão.

 

O caso mais conhecido é o recém exame de acesso à Ordem dos Advogados. O Tribunal Constitucional declarou sua inconstitucionalidade com base na violação do artigo 165.º n.º 1 b) CRP - é da a exclusiva competência da Assembleia da República legislar sobre Direitos, liberdades e garantias - tendo em conta que estava em causa o princípio constitucional do acesso livre à profissão (art. 47.º da CRP).

 

Devem ou não as ordens e associações profissionais definir per si quais os cursos com qualidade suficiente para que os seus licenciados possam ter ou não acesso directo?

 

Ou por outro lado, essa competência é exclusiva do Estado ou delegada a uma instituição criada para o efeito desde que isenta, limitando as ordens e associações profissionais a formar os recém licenciados candidatos ao exercício da respectiva profissão no plano deontológico e estarem dotadas de um sistema de punição por violação dessas regras éticas?



uma psicose de Paulo Pinheiro às 18:05
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Cá se fazem....

 

 

Lá se foi a bid para a BSkyB.

Lá se foi um jornal com mais de 100 anos.

E muito mais estará para acontecer.

Todos os asnos, malandros, espetalhões e etc. deste mundo, todos sem excepção, mais tarde ou mais cedo terão o que merecem.

Sejam públicos sejam anónimos. Sejam influentes ou simples cidadãos. O destino calha a todos!

C'est la vie! E que bom que é assim. Duro karma sed karma lol

 

 



uma psicose de jfd às 17:52
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As guerras do Guerra

nha Perto de um milhar de manuscritos, todos inéditos, de Guerra Junqueiro foram descobertos no baú duma casa privada, no Porto. Antero Braga, livreiro da Lello, no Porto, garante a autenticidade dos documentos e da autoria.

O achado, considerado de valor incalculável, é constituído por correspondência diversa, manuscritos e mesmo projectos de textos, todos datados do final da década de 1880. Antero Braga acrescenta que os manuscritos irão agora ser estudados, e não deixa de manifestar “alguma preocupação” quanto ao seu destino. (in Público)

 

Ora eu também manifesto preocupação.
Para mim, o pendor maior da intervenção do Estado na Cultura deve estar na identidade histórica portuguesa (conservação e dinamização de monumentos e locais classificados, expansão da língua, divulgação da nossa cultura artística – literária e outras, incentivo ao mecenato, promoção da descoberta da cultura à infância, etc) e não no apoio à cultura contemporânea (teatro, cinema, escultura, dança, pintura, etc).
Esta segunda deve existir mas em peso relativamente menor.

Da forma como temos tratado a reimpressão de obras de grandes autores, estou em crer que estes documentos – que não sou eu a considerá-los de “valor incalculável” – podem vir a ter um tratamento idêntico…



uma psicose de Paulo Colaço às 10:42
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Quarta-feira, 13 de Julho de 2011
Adios carro! Hola passe vitalício!

Alguma vez ponderou trocar o seu carro por um passe vitalício?!

 

Os nossos vizinhos espanhóis, mais concretamente da cidade de Murcia, depararam-se precisamente com essa proposta.

 

Ao invés de se limitarem a fazer uma campanha publicitária para apelar à redução do número de veículos automóveis na cidade, desenvolveram uma iniciativa inovadora e positiva, que coloca em cima da mesa uma alternativa muito concreta à condução - um passe vitalício para todas as linhas da "tranvia" de Murcia.

 

A campanha é particularmente interessante porque conta com a colaboração de todos para o desaparecimento dos veículos - por cada mensagem de facebook ou twitter que recebem, os mecânicos removem uma peça das viaturas, até que estas desapareçam por completo - o que pode ser visualizado através de webcams.

 

Se queremos cidades com menos trânsito e mais ecológicas esta é uma ideia que poderá servir de inspiração...

 



uma psicose de Catarina Rocha Ferreira às 17:37
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Afecto Seguro, Liberdade ao povo de Assis

 

No meio da constituição do novo Governo e das várias novidades que surgem, quando novas pessoas assumem posições de destaque, o Partido Socialista começou a sua campanha eleitoral para a sucessão de José Sócrates.

 

Ora, por mais que se ataque José Sócrates, não é fácil o dia seguinte. Foi um líder forte que marcou o seu Partido e durante 6 anos dominou e domou o PS.

 

Chegado a este ponto, o PS tem duas alternativas.

 

De um lado Francisco Assis, que apoiou Sócrates desde 2009, que tem atrás de si uma carreira com altos e baixos, curiosamente o ponto mais alto foi a pancadaria que levou em Felgueiras, demonstrando coragem que muitos não tiveram de lá ir e retirar o apoio a Fátima Felgueiras, e como ponto baixo a derrota com Rui Rio. De facto, perder em política não é o fim político. Este sentido, devia estar na consciência de todos. Política tem perder e ganhar. Tem a componente fulcral de coragem de se apresentar a eleições, sair do comodismo do comentário e apresentar-se como solução. Assis, aparece aqui, fragilizado por António Costa, seria sempre Costa o preferido, esperou que desse o sinal e depois avançou.

 

Do outro lado António José Seguro. Um tipo que esteve escondido nestes 6 anos de poder socrático. Para os jornais nasceu o mito do sucessor, para nunca se afirmar ao que vinha. Passaram-se anos, congressos, e nada de Seguro. O último congresso de Matosinhos nem lá foi falar. Nada. Fez a técnica do 'tasse bem. Não era nada com ele, nem estava no Governo, andava por Braga a fazer que fazia e chegou agora qual camisa lavada a prometer um novo ciclo. Ora, aqui está um estilo que não me convence. Um tipo que pouco diz sobre o que pensa, certamente viverá mais de acordo com o sabor do vento (isto é, sondagens) do que com um rumo estabelecido.

 

O debate de ontem então, foi penoso. Entre afectos seguros, a liberdade ao povo de assis, pouco ou nada se apresentou ao País. Bem sei que a conjuntura não é fácil, mas pedia-se mais. Pedia-se um debate interno, uma catarse sobre estes 6 anos. Uma revisão do que fizeram e correu bem e mal. O PS deu uma lição de política e debate interno com Sócrates, Alegre e Soares. Foi um momento que levou Sócrates a aparecer e em força. Nesta campanha estão a anos luz do que deveriam fazer.

 

PS - Opinião completamente parcial de um militante de outro Partido!



uma psicose de Diogo Agostinho às 07:58
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