Quinta-feira, 31 de Março de 2011
É preciso dizer mais alguma coisa?

 

 

 

 

Há 7 anos que Portugal tem um défice acima de 3%. Este ano será mais um.

 

 

Num país consciente e sério isto seria o suficiente para resolver as próximas eleições.

Como não é... 

Tudo pode acontecer!

 

Mas não é só Portugal que aparentemente vive neste vórtex frenético de irrealismo e imbecilidade! Afinal, Angela Merkel até agradeceu a Sócrates pela responsabilidade que teve na consolidação das contas públicas... 



uma psicose de Rui C Pinto às 13:32
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Como resolver o problema do Trabalho Infantil

Outro dia, numa discussão na mailing list do Psico fui surpreendido pelo facto de esta proposição não ser aceite por diversas pessoas. Ficou então prometido um post sobre o assunto, que aqui segue. Note-se que eu não sou tão bom quanto gostaria de ser a desenvolver argumentos destes e assim este texto é baseado num vídeo de Tom Woods, que publico abaixo.

 

A crítica é numa Economia puramente Capitalista, as crianças são exploradas, enquanto numa Economia intervencionada, os miúdos têm os seus direitos defendidos e passam o tempo na Escola, uma oportunidade que apenas o sábio, benevolente e desinteressado Estado pode proporcionar.

 

Assim, num país em que o Estado não seja muito forte, os pais desse país farão as crianças trabalhar. Não necessariamente todos, mas muitíssimos certamente. O que, claro, pressupõe uma intervenção do Estado para curar o problema.

 

Claro que o que interessa não ver é a causa do problema: Porque é que as crianças trabalham em alguns países do mundo?

As crianças trabalharem é a regra. Ocorreu em todo o lado, durante toda a história. Excepto onde o capitalismo chegou e tornou a sociedade tão produtiva, que gerando excedentes permitiu à sociedade não ser forçada a fazer as suas crianças trabalharem. Não foi “Ok, descobriu-se o Capitalismo miúdos: bora lá trabalhar”. Não, foi o contrário: os miúdos sempre trabalharam. Nunca ocorreu a ninguém antes que os miúdos não haveriam de trabalhar. Só agora, com as vantagens da riqueza proporcionada pelo capitalismo. Antes do capitalismo, as pessoas assumiam que eram pobres, e um dia morriam. Ninguém protestava contra a pobreza ou o trabalho infantile no tempo dos Afonsos. Ninguém. Era a vida.

 

Quando o capitalismo chega, e aparece a possibilidade de reduzir a pobreza, então as pessoas ficam impacientes com a pobreza. E querem eliminá-la o mais rapidamente possível (igualizando a riqueza, reduzindo o incentivo ao seu aumento e portanto parando o enriquecimento da sociedade como um todo). E então aparece o Estado.

 

Voltando ao Trabalho Infantil, este reduz-se então não porque se passa uma lei a dizer “as crianças não podem trabalhar”, mas sim porque a sociedade é

suficientemente produtiva para permitir esse os pais trabalhando geram rendimento suficiente para que os miúdos não tenham de o fazer. Achar que passar uma lei resolve todo e qualquer problema pode ser levado “ad absurdum” a: vamos passar uma lei contra a gravidade e vamos todos voar. Quão infantil é uma visão do mundo assim?

 

Um exemplo: o Bangladesh. Há alguns anos, o Trabalho Infantil era um problema no Bangladesh. Foram feitas campanhas e pressões na Europa e nos Estados unidos e, como resultado, foi passada uma lei contra esse drama num país que ainda não estava economicamente preparado para o enfrentar. Uma organização independente chamada OXFAM reportou que os miúdos ou foram para a Prostituição (e sabem, por pior que seja trabalhar numa fábrica) ou... a partir daí passaram fome. Num país daqueles, se numa família mais de metade do rendimento desaparece, em muitas passa-se fome e em outras morre-se. Morre-se!

 

Até a Organização Internacional do Trabalho (um bastião socialista, pela própria natureza da instituição, que nunca concede nada nestes domínios) admite que a razão porque as crianças trabalham é que a sociedade em causa é tão pobre que as crianças estão a contribuir com pelo menos ¼ do rendimento familiar. E quando as famílias mais pobres perdem ¼ do rendimento familiar...

 

A solução, assim, é mais capitalismo.

 

 

 



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 01:10
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Quarta-feira, 30 de Março de 2011
Sócrates, Cidadão do Mundo

No Brasil

 

COIMBRA - O primeiro-ministro demissionário de Portugal, José Sócrates, saiu irritado da Universidade de Coimbra, onde acompanhou a homenagem ao ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, com as perguntas sobre o possível socorro financeiro do Brasil a Portugal. "Isso não é questão de ajudar ou não. Temos que manter uma boa relação", afirmou José Sócrates. 

"Não bastassem os (jornalistas) portugueses, agora os brasileiros também?", questionou Sócrates, referindo-se à insistência da imprensa sobre a questão. Sócrates saiu vaiado da Universidade e a polícia portuguesa foi bastante truculenta com os jornalistas e as pessoas que estavam no local. (...)

 

Em Espanha

 

El primer ministro portugués se parece a un conductor que avanza a toda velocidad por la autopista en dirección contraria, convencido que son todos los demás automovilistas los que se equivocan. Los gobiernos europeos y las instituciones comunitarias dan por hecho que Portugal no puede salir de la crisis sin asistencia financiera, pero José Sócrates les contradice a todos diciendo que que el país puede superar sus problemas con sus propias fuerzas. Después de ser derrotado en el Parlamento ha presentado su dimisión y ha lanzado a su partido, el socialista, de frente y a toda velocidad contra la oposición liberal-conservadora, esperando que en el último momento un volantazo de buena suerte le permita dar la vuelta a las encuestas y regresar victorioso. (...)

 

Em Angola

 

(...) 

Socrates, who is expected to stay on as caretaker prime minister until the election, says a bailout would undermine a weak economy and demand too many sacrifices from the nation.

He accused the main opposition Social Democrats (PSD), who lead in opinion polls, of provoking the political crisis without presenting any alternatives and accused them of having "already surrendered to aid from the IMF"

 

Na Turquia

 

(...) Socrates has repeatedly denied Portugal needs outside funds. A rescue would be “damaging” to Europe and support the “domino theory, in which one goes after the other,” he said on March 25 (...)

 

 

 

 



uma psicose de jfd às 16:51
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Quelle Surprise!

 

 

 

O Wall Street Journal (WSJ) escreve hoje que Portugal pode rever em alta os dados oficiais do défice orçamental de 2010.

Diário Económico

 

Ainda me lembro de quando disse, aqui neste espaço, que não estávamos muito longe da Grécia. Continhas redondas: 2 mil milhões de euros respeitantes ao BPN, mais uns trocos por causa do Sector Empresarial do Estado. Aposto em pelo menos 2 por cento de ajusta para subir o defice.

 

Esta - e tantas outras - só não viu quem não quiz!

 

 



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 11:40
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Portugalidade...

 

O tuga não gosta de assumir a culpa de nada. Responsabilidade é sempre do vizinho do lado... Multaram-me por estacionamento irregular? Mas não há lugares suficientes! Chego atrasado todos os dias, chefe? Sim, mas toda a gente chega atrasada! Cheguei atrasado à reunião? Sim, foi por causa da chuva, da greve, do trânsito, do despertador, falhou a luz, foi do cão, do gato, do periquito!

 

 

Quem reconhece culpa do que quer que seja neste país ou tem a mania que é sério ou é muito otário - já se sabe que há sempre uma desculpa que se pode inventar... Sócrates é, assim, um português... E dos patrióticos! Recusa abdicar da sua portugalidade. 

 

Também Sócrates precisa de culpar alguém pelos seus erros e sabe que os portugueses estão receptivos a esse bode expiatório. Porque também os portugueses pretendem sacudir a culpa da sua eleição em 2009 para cima de alguém... 



uma psicose de Rui C Pinto às 10:48
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Terça-feira, 29 de Março de 2011
Pura demagogia (5)

clique

 

Standard & Poors

Em 13 de Janeiro de 2009 a S&P coloca a nota de Portugal de AA- em AA- com observação negativa.

A 21 de Janeiro de 2009, a S&P volta a passar de AA- e observação negativa para A+. Ou seja passa de qualidade elevada para qualidade média.

A 27 de Abril de 2010 a nota passa para A-

Em Novembro de 2010 passa para A- com observação negativa

A 24 de Março deste ano passa para BBB com observação negativa.

A 29 de Março passa para BBB- (qualidade média inferior)

 

Fitch

A 24 de março de 2010 o rating passa de AA para AA—

A 23 de Dezembro de 2010 passa para A+

A 24 deste mês de 2011 passa A- com observação negativa

 

Moodys

5  de Maio de 2010 passa de Aa2 para Aa2 com observação negativa.

13 de Julho de 2010 passa para A1

A 21 de Dezembro de 2010 passa para A1 com observação negativa

A 15 de Março de 2011 passa para A3 (qualidade média)

 

clique



uma psicose de jfd às 20:42
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A vida sem Ele

As comemorações do 25 de Abril no Parlamento não ocorrerão este ano. Por essa altura, a AR já terá sido dissolvida e por isso não se fará a sessão plenária onde a cerimónia tem lugar.

 

José Sócrates bem avisou: sem a sua mão de Midas, este país seria o caos e os estrangeiros entrariam para matar os homens e raptar as mulheres.

 

Sem os Magalhães viveríamos numa nova Idade Média!

 

Sem as Novas Oportunidades seríamos todos artesãos a construir rodas de carroça!

 

Sem o Simplex ainda tínhamos de saber falar e escrever latim para resolver os nossos problemas!

 

Agora que ele se foi embora (Ele! O nosso Sol e divína inspiração!) nem a democracia restou para festejar...



uma psicose de Beatriz Ferreira às 19:50
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Já começou?

 

Se as eleições legislativas forem a 26 de Maio, a Lei da rolha já começou? Já estamos nos 60 dias anteriores não?



uma psicose de Diogo Agostinho às 13:47
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Segunda-feira, 28 de Março de 2011
Questões privadas, discussões públicas...

 

 

Discutíamos um assunto em privado que decidi trazer a público plo seu interesse e também para saber as vossas opiniões.

 

É um cenário hipotético, talvez exagerado, mas cada vez mais uma realidade por esse Portugal fora.

Até que ponto alguém que tenha um filho de 8 anos com 240kg tem um questão do foro privado ou do foro público a resolver?

- a grua dos bombeiros que vem buscar a criança pela janela do quarto?
- a ambulância especial?
- o quarto de hospital especial?
- a equipa extra reforçada?
- o tratamento infindável?
- a cirurgia de risco altíssimo?
Onde começa e acaba a responsabilidade dos pais? Onde começa e acaba a responsabilidade do estado? Qual a responsabilidade do contribuinte? Qual a responsabilidade do obeso?
 
 

 



uma psicose de jfd às 15:13
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Change you can not believe in ;(

Finalmente vi o filme Inside Job.

 

Inside Job - A Verdade da Crise Poster

 

 

 

É um documentário espectacular do ponto de vista que coloca em filme todas as caras que se atreveram a revelar e que já havia lido em livros como House of Cards, Street Fighters, ou no meu preferido Dumb Money e algumas delas romantizadas no Wall Street 2.

A história contada é infelizmente aquela que já conhecemos e aquela com que aparentemente ninguém aprendeu nada. Está quase tudo na mesma e a órgia de risco, excesso, egos e ganância está de volta à Street. O filme defende que existe uma certa corrupção por parte de alguns economistas que emitem opiniões que servem a indústria financeira e favorecem as engenharias financeiras que advieram no pantano que surgiu no mundo pós-regulação de Reagen. Querendo fazer-se o bem, deu-se lugar a um laboratório de loucura que culminou em CDO's e CDS's qualificados sem ninguém sequer questionar com ratings de AAA equivalentes às obrigações do tesouro americano...

O filme bate nesses tais economistas como recorda Krugman na sua review e ainda dá forte na equipa de Obama que nada mais é, como sempre tem vindo a ser, de pessoas com laços profundos da banca de investimento dos Estados Unidos da América e que com garras e dentes têm servido os seus anteriores interesses no seu novo papel público. E o pior é que é tão clara a ligação, tão repugnante a interferência e tão asquerosa a confusão que leva aqui o je a pensar, aunque tu Obama?

 



uma psicose de jfd às 14:59
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Souto Moura: Pritzker 2011

 

Excelentes notícias para a arquitectura nacional e para todo o país. Numa altura em que o país, enquanto colectivo, sofre um violento ataque à sua imagem internacional, temos portugueses que elevam o nome do país pelo seu génio e valor profissional. 

 

Porque um país é, sobretudo, a soma dos contributos individuais de cada um, este prémio para além de conceder a Souto Moura a maior distinção da Arquitectura, vem confirmar a supremacia da Escola do Porto a nível nacional e a sua expressão e relevância internacionais.

 

Parabéns a Souto Moura, ao Porto e a Portugal. 

 



uma psicose de Rui C Pinto às 14:53
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Banco público, seguros e saúde privadas.

 

 

 

Pedro Passos Coelho. Sim leu bem, Pedro Passos Coelho, já avançou publicamente as suas intenções para com a CGD. A CGD trata-se, e como bem apelidou o meu caro amigo Rodrigo Saraiva, de um paradigma esquizófrenico de serviço público accionista de serviço privado.

 

 

De que serve ao estado ser accionista a 100% da Multicare do dos HPP? Que sentido faz tal interferência num mercado que se quer transparente quer nos players assim como nas regras? PPC uma vez mais foi claro: "Estou convencido que precisamos de reorientar, muito claramente, o mandato da Caixa Geral de Depósitos (CGD). Dentro desse mandato não cabe nem a função seguradora, nem intervenções na área de Saúde, nomeadamente através do grupo que a CGD tem nos Hospitais Privados Portugueses. E julgo que precisaremos abrir o capital da Caixa a privados também"

Claro que os spins do dia e seguintes dirão que queremos vender a Caixa ao desbarato e a estrangeiros que apenas a quererão desmantelar. Valerão pela sua proveniência. Nada mais.

Hoje reunir-se-á o CN do PSD pela primeira vez desde que Sócrates fez o seu número de Kalimero. Veremos que sinais internos e externos daí teremos.



uma psicose de jfd às 14:18
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E que tal enfrentar a realidade?

 

 

 Insanity is doing the same thing over and over again and expecting different results!

Albert Einstein

Está na altura de pararmos de brincar aos "Bailouts" pela Eurolândia! Está na altura de enfrentar os factos: é necessário reestruturar a dívida de alguns países, nomeadamente Portugal. Podemos andar a brincar e a fugir ao assunto, tal como temos estado a fazer nos últimos 3 anos nesta crise toda, mas quanto mais continuarmos, maior será a dor futura.

 

Olhe-se, com olhos de ver, para a Islândia: Fizeram default parcial à sua dívida, reestruturaram a restante, limparam o sistema. Hoje, depois de ano e meio de alguma dor, prevê-se que voltem ao crescimento este ano, e nos 2 anos seguintes.

Olhemos para Portugal: temos dívida a mais (Pública e Privada), temos um defice da balança comercial estrutural, temos um serviço da dívida cada vez mais pesado e uma economia anémica. Crescer mais que a nossa dívida é fantasia. É preciso que se note: um terço do nosso defice é juros da dívida pública.

 

Já aqui falei muito do efeito bola de neve - e começo a sentir-me como Cassandra se sentiu em Troia - mas, long story short, é uma espiral descendente de dívida sempre crescente. Não reestruturar vai implicar pelo menos mais uma década perdida em Portugal.

Isto não significa nem uma saída facil, nem a não necessidade de austeridade. O Estado é uma vaca "gorda", a Economia portuguesa é um monstro enquinado e inflexivel. Sacrificios terão de ser pedidos. Mas tenha-se noção de que, não podem pedir que os sacrificios sejam pedidos ao mesmo lado da equação.

 

Bancos falidos devem cair. Ponto! Transformar risco privado em risco público apenas adia o problema. Perguntem aos irlandeses. Ou, mais em "casa", perguntem aos tecnicos que andam a fazer as contas a quando o BPN já nos custou, e nos vai continuar a custar.

Investir é um negócio arriscado. Investir em Obrigações de um Estado, embora menos arriscado, continua a ser arriscado. O mundo não vai parar de girar com uma reestruturação de dívida, e o Euro não vai cair. O oposto não é necessáriamente verdade: se a Europa continuar a adiar, e não criar mecanismos de reestruturação ordenada (não estou a falar de eurobonds, isso é agregar e dar um almoço gratis!), então o Euro pode cair sob o seu próprio peso.

 

É preciso partilhar os sacrificios, é preciso equilibrar uma equação onde Estados-Membros tem pouco espaço para corrigir desiquilibrios. Sempre fui, e mantenho-me, fã da Chanceller Alemã. Ela tem razão em dois pontos: fomos irresponsáveis fiscalmente e financeiramente desde a adesão ao Euro, e é por nós que temos de encontrar uma solução. E há soluções (desvalorização salarial via diminuição da Taxa Social Única é uma delas, para reduzir o desnivel produtividade vs salários). Mas como contrapartida, não pode haver investidores protegidos por regras sacrossantas. Todos sabemos porque não há uma reestruturação de dívida: Os bancos franceses e alemães estão carregados de dívida pública grega, irlandesa, espanhola e portuguesa. Temos pena. Têm capital para aguentar a perda. Se não tiverem, usem o dinheiro que estão a gastar a fazer bailouts a países para tratar dos vossos sistemas bancários, dado que se nos deixarem reestruturar já não precisam de enterrar dezenas de milhares de milhões de euros nos países do "Clube Med".

 

Agora, façam é o favor de acordar para a realidade. Há 3 anos, quando lunáticos como eu [ou Keneth Rogoff - ao menos estou em boa companhia] diziam "Deixem-nos falhar, reestruture-se", eramos loucos. Agora, a realidade dá-nos um pouco de razão.

 

PS(D): ao futuro PM de Portugal,

Próxima Cimeira que for, experimente este argumento:

"Ou saimos daqui com um plano que me deixe reestruturar ou quando sair daqui vou fazer o anúncio da reestruturação ou default parcial de Portugal". É que eles podem estar-se nas tintas para nós, mas se nós caímos, Espanha vai a seguir, e para Espanha já eles não se estão nas tintas.

Agora é a altura para jogar um pouco duro. Para o bens de todos.

 

 



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 12:33
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A ditadura do Euro

 

 

A recente derrota eleitoral de Merkel promoveu hoje uma desvalorização da moeda única face ao Dólar... 

 

 

Eu diria que andamos todos demasiado sensíveis... Serão estas as consequências do relativismo sexual dos nossos dias? 

 



uma psicose de Rui C Pinto às 11:26
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Sábado, 26 de Março de 2011
O Regresso do Bom Senso à campanha do PSD

Houve nestes dias quem dissesse que o PSD chegando ao governo vai subir impostos.

Tudo porque Passos Coelho disse que entre subir impostos sobre o consumo ou sobre o rendimento, subiria o IVA ao IRS.

Calma. O PSD não mudou de repente.

Irá provavelmente subir impostos na próxima legislatura, mas o foco claramente não é esse.

 

E basta lerem o Secretário-Geral do partido para perceberem que o plano é outro.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 04:44
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Serenella Andrade apresenta: Jogos Santa Casa
Serenella Andrade Apresenta

 



uma psicose de Beatriz Ferreira às 03:24
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Paulo Colaço apresenta: arroz de cabidela



uma psicose de Paulo Colaço às 02:31
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Sexta-feira, 25 de Março de 2011
jfd apresenta: O próximo Primeiro-Ministo de Portugal



uma psicose de jfd às 21:42
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Para quem tem problemas de memória...

 

 

 

 

Para não haver mal entendidos na campanha que se avizinha... um pequeno best of do caos a que nos levaram.



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 17:10
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Recebido por email (1)

 

 

 

 

 



uma psicose de jfd às 15:13
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Republicanos na América (19)

Vejam o video... Mais um a tentar capitalizar na estoria de que Obama não é americano... Tenho pena, pois até gosto do Trump.

 

 

 

 



uma psicose de jfd às 01:31
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Quinta-feira, 24 de Março de 2011
Os reis da k7 pirata...



uma psicose de jfd às 23:14
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Polvo à Sócrates

(imagem com link)

 

Com a desgraça que se abateu sobre o país nos últimos anos (e que quer voltar!), RIR é o melhor remédio.

Então aqui fica: Polvo à Socrates.

É um povo low-cost, óptimo para enrascados, ou qualquer vítima dos diversos PECs.

 

Portugal não precisava destes PECs.

Se tivesse optado por uma Política de Verdade. Como foi pelo Oásis Rosa...

Agora, seja quem for o próximo 1º Ministro, vem aí o PEC4, o 5 e os que os Alemães quiserem.

Causa e consequência.

 

Como já conhecem o meu receituário, hoje publico o meu diagnóstico.

No  link a que acedem carregando na imagem está uma descrição que eu fiz, para Liberais Europeus verem, da crise que assola Portugal.

Quem ouviu Marques Mendes a apresentar o seu livro, reconhecerá a estrutura do post e as suas 4 crises.

Ele é óptimo na parte do diagnóstico (e no receituário político, a sua especialidade) e bebi inspiração dessa apresentação.

Aproveitei para os preparar para a música a concurso na Eurovisão (e pelos comentários por e-mail já ganhei para Portugal alguns votos).

Se tudo podia ser diferente. Poder, podia, mas é o país que temos.



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 20:12
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Isto só visto

 

Alguém me quer explicar em que raio de país vivemos, no qual uma empresa pública como é o caso do Metropolitano de Lisboa não garante o cumprimento dos seus deveres contratuais, prejudicando os clientes ao deixar que 2 greves não tenham assegurado serviços mínimos e as próximas 3 façam o mesmo?

É só o utilizador que tem como dever pagar por um serviço que não lhe é disponibilizado?!

Obrigado a recorrer a outros meios alternativos quando tem um contrato com o ML?! E quem paga o bilhete da Carris ou a viagem de táxi?

Não admira que Lisboa seja um nicho de poluição com uma média de um automóvel por pessoa!



uma psicose de Essi Silva às 14:03
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Estão a ver porque fiz o post desta manhã?

Não há sequer três horas que fiz um post sobre o discurso de Teixeira dos Santos no Parlamento em que pela primeira vez um membro do governo falou verdade ao país. 

 

Mas não nos enganemos! A campanha eleitoral já começou e muitos dos nossos ilustres ministros como Augusto Santos Silva, venderão a mãe se necessário for! Hoje, começou a propaganda... 

 

"A medida alternativa, a ideia que os espíritos da actual liderança deste partido têm para apresentar ao País é o aumento de impostos."

 

 



uma psicose de Rui C Pinto às 13:26
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Os portugueses merecem saber o estado em que deixaram o Estado!

 

 

 

 

É previsivel que tenhamos eleições daqui a dois meses. 

 

Também era previsivel esta jogada - que não tem outro nome! - de José Socrates: o PM agora demissionário sabia que não passava de Abril com o pico de financiamento de 20 mil milhões de euros, seguido pelo pico de financiamento de Junho. Se chegasse a Abril, a culpa seria dele. Provocando a crise, tenta passar a culpa para o PSD.

 

O PS no seu melhor: a fazer tactica política da situação do País.

 

Eu faço apenas uma mini-sugestão:

Em dois meses facilmente se dá uma "vista de olhos" às Contas Públicas, e se verifica a real dimensão do buraco e das responsabilidades. E do que está fora das contas!

 

Os portugueses têm de votar, com real conhecimento do Estado em que o PS deixa o País. Os valores podem "ir para norte" de 80 mil milhões de necessidades de financiamento nos próximos anos.

 



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 11:40
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Liderança e Consequência

 

PSD - Partido Social Democrata

 

O PSD mantém o seu posicionamento dos últimos meses.

 

Ontem foi claro no parlamento através das várias vozes que por ele falaram.

Hoje o PS já ligou a cassete, e a cassete é clara;

- o PSD não apresentou alternativa

- o PSD pretende aumentar os impostos

- o PSD precipitou a crise por pura sede de poder

- o PSD aliou-se à extrema-esquerda

- o PSD colocou os interesses da nação em segundo plano.

E isto vai ser usado e distorcido ao limite nos próximos meses. E os jornalistas vão salivar por sangue. Vão picar. Vão cada um puxar a brasa à sua sardinha. E o povo... enfim, desse já sabem o que penso.

O importante é que temos um rumo e temos liderança e somos sérios e consequentes.

E tive a honra de comprovar isso na primeira pessoa num jantar com Pedro Passos Coelho e outros colegas da blogoesfera. Claro, sério e desprendido. Pedro Passos Coelho e o PSD têm um plano para o país. A 6 anos. É um plano que será duro mas que terá um propósito e não andará à deriva da conjuntura. É um plano que nos trará confiança e que devolverá sentido aos sacrifícios que todos nós ainda teremos de fazer.

Impostos? Não podemos dizer que não vamos aumentar.

Governo? Será o mais pequeno de sempre.

Coligação governamental será o ideal para tomar o rumo das reformas necessárias.

Justiça? Reformar com pragmatismo para não parar o sistema.

Claro que espero que a mensagem consiga passar por cima de todos os disparates que já hoje começamos a ouvir.

Pedro Passos Coelho é coerente. E passo-vos um exemplo muito simples através da Sábado e de uma das presentes no jantar da passada sexta-feira, a Marta Rebelo do Blogue de Esquerda e ex deputada do PS;

 

(...)Foi até mais concreto do que quando fala aos jornalistas: evitou fazer a promessa eleitoral do costume sobre os aumentos fiscais, conta Marta Rebelo, do Blogue de Esquerda, à "Sábado". "Não posso prometer que não haja aumentos de impostos, mas tenho a certeza de que temos de mexer no tecido produtivo", disse Passos Coelho à mesa. O social-democrata confirma a informação. Em declarações à "Sábado", explica que a sua resposta aos bloguistas teve a ver com um eventual quadro alternativo ao Programa de Estabilidade e Crescimento. (...)

 

Os cães vão ladrar, mas a caravana vai passar. 



uma psicose de jfd às 10:06
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Para memória futura... Porque vem aí uma campanha eleitoral...
 
(...)

"Por outro lado, as dificuldades que a Zona Euro, e em particular Portugal, sentem nos mercados financeiros internacionais revelam bem que existem dúvidas quanto à nossa capacidade em reduzirmos os défices e as dívidas públicas."

(...)

"Perante a execução orçamental dos dois primeiros meses de 2011, podemos manter a confiança de que as medidas em curso, assentes no orçamento em vigor, nos permitem atingir o objetivo orçamental definido para este ano. Mas a nossa confiança não chega para desfazer as dúvidas que outros têm"

(...)

"Com efeito, mantendo as medidas já adotadas em 2010 e 2011 e se nada mais fizermos, o défice será, em 2012, superior a 4% do PIB. Isto não é uma opinião, é um facto aritmético que qualquer um, minimamente familiarizado com estas matérias, pode comprovar."

(...) 

"O País tem que eliminar os desequilíbrios macroeconómicos que comprometem o seu crescimento e dificultam o seu acesso às fontes de financiamento externo. Tal exige um forte ajustamento orçamental e a prossecução de reformas estruturais indispensáveis ao futuro crescimento do País. Um e outro impõem sacrifícios significativos aos portugueses."

(...)

"Foi iniciado um tempo em que o endividamento fácil, o crédito barato, acabaram."

(...)

"A mensagem, clara, que os mercados nos transmitem é que não podemos continuar a gastar mais 8%, 9% ou 10% do que aquilo que produzimos. Alertam-nos para o facto de que não há prosperidade sustentável assente no endividamento. Alertam para o facto de que o País não pode manter o nível de despesa, de consumo, que tem mantido à custa do crédito alheio até agora fácil.

Temos que poupar, temos que consumir menos. Sim, o rescaldo da crise iniciada em 2007 confronta-nos a TODOS com esta exigência incontornável: gastar menos.

E neste processo de correção de desequilíbrios compete ao Estado um esforço muito especial atento o elevado nível da nossa dívida pública. Um esforço que tem que continuar credível, com resultados duradouros e estruturais nas nossas finanças públicas e nos mercados que regem a nossa economia. Por isso não podem ser umas medidas quaisquer.

A superação dos problemas com que nos defrontamos exige objetivos claros e ambiciosos que requerem medidas adequadas. Precisamos de medidas que reduzam a despesa de forma sustentada, medidas que melhorem a receita e reduzam assim o défice e a dívida públicos; precisamos de reformas para dar maior flexibilidade à nossa economia de modo a facilitar o seu ajustamento às mudanças da economia global e a potenciar o seu crescimento. É indispensável prosseguir com reformas tão importantes como a da flexibilização do mercado laboral; a liberalização de mercados como o da energia e o do arrendamento urbano;a reforma da justiça e a melhoria do ambiente de negócios; as reformas na ciência e tecnologia, na educação, na saúde e nos transportes entre outras. Reformas na fiscalidade, na Administração Pública, no enquadramento orçamental, na monitorização e avaliação dos investimentos de iniciativa pública, em especial das PPP. Reformas que reforçam a equidade tributária e o quadro de disciplina e rigor das nossas finanças públicas. Por fim, é indispensável implementar medidas que reforcem a resiliência demonstrada pelo nosso sistema bancário."

(...)

"O País precisa de um amplo entendimento político pois só com esse entendimento teremos capacidade para prosseguir com a correção estrutural dos desequilíbrios que comprometem o nosso crescimento sustentado. Esse entendimento é urgente. Se não o alcançarmos agora, será necessário alcançá-lo no futuro. O senão, é que as recusas e a crispação de agora põem em sério risco a capacidade de nos entendermos no futuro."

 

Perante isto, eu sugiro que a Pedro Passos Coelho que convide Teixeira dos Santos para permanecer na pasta, já que, o seu discurso resume aquilo que o PSD tem repetido over, and over again desde as eleições legislativas de 2009. Este discurso torna inegável como era absolutamente necessário provocar eleições antecipadas, para que de uma vez por todas o programa de reformas de que fala Teixeira dos Santos passe do papel para a acção... 



uma psicose de Rui C Pinto às 10:01
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Quarta-feira, 23 de Março de 2011
Surreal?!?!?!?

Este palhaço

 

que não tem outro nome, e de novo que me perdoe a Téte que é minha amiga.... primeiro passou um atestado de seguidismo a todos os socialistas anunciando desde já que Sócrates será reeleito líder do PS e depois anunciou que o PS tem ideias para Portugal.

Hum....

Onde estão?

Escondidas?

Não estão agarrados ao poder dizem eles! Yeah right! Mas que falta de noção! Que falta de seilá... a mais rudimentar compreensão da realidade e do contexto...

Epá este dia foi de facto surreal...



uma psicose de jfd às 22:23
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Tomorrow! You're always A day Away!

 

O Primeiro-Ministro de Portugal, José Sócrates, pediu, há pouco, a demissão ao Presidente da República.

 


E amanhã? O que nos aguarda?

Convidamos o FMI? Subimos os impostos? Como se comportará o Governo de Gestão, que terá as mãos atadas?

E os juros da dívida pública? E o orçamento, será cumprido? Para quando as eleições?

O PSD afirmou que só conseguiria cumprir o seu programa com a revisão constitucional. E sem esta?


É isto que me preocupa. Não é que o PSD governe bem o país, uma vez eleito. Disso estou certa que será melhor que o anterior governo. Mas como será o Portugal de amanhã?

 

(E para ajudar, o Eurostat estima que o défice seja maior do que ouvimos na cantiga de Sócrates...Sweet...)



uma psicose de Essi Silva às 21:08
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PEC já era

O PEC foi chumbado. Nada de novo aqui.

O governo representou-se ao minimo neste debate. Nada de novo também aqui.

Mas a forma como foi empolado o pré-debate e a forma como Sócrates saíu e depois Teixeira dos Santos deu para ver como o Governo quis deixar a mensagem para quem lá ficou a discutir o futuro da nação.

Vergonhoso? Genial? Política ao máximo? Eu acho que a história tratará de falar retratar a realidade que agora a quente é caracterizada pelo PS como uma coligação da oposição para denegrir o Governo, colocando-se de acordo para empurrar Portugal para a desgraça final.

São os partidos da oposição totalmente responsáveis pela Crise Política.

São ainda responsáveis pela total falta de ideias divergente do PS e Governo.

Sócrates lavou as suas mãos.

Daqui a minutos falará ao país. Será kalimero. Será leão. Será cordeiro. Será que vai?

 

 

 

 

 



uma psicose de jfd às 20:03
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The Sweet Escape

 

"If I could escape
I would, but first of all let me say
I must apologize for acting, stinking and treating you this way (...)"


 



uma psicose de Beatriz Ferreira às 19:47
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Melhor medida

 

Ao longo do mandato do actual Presidente do PSD, a sua melhor decisão enquanto Líder do Partido foi tomada hoje!

 

Falo da decisão de colocar Manuela Ferreira Leite a falar em nome do PSD, no debate do PEC. Porque hoje o País sabe uma coisa: estaria muito diferente, para melhor se hoje quem liderasse Portugal fosse Manuela Ferreira Leite.



uma psicose de Diogo Agostinho às 17:12
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Virgens ofendidas...

Os documentos têm a credibilidade dos seus subscritores. Não sei qual o espanto socialista quanto ao chumbo do seu PEC...



uma psicose de Paulo Colaço às 16:39
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Quase quase quase?

Hoje teremos um Sócrates ou que fará chorar até as pedras da calçada ou então que enfrentará de frente e nariz empinado o mais feroz dos leões e a mais dura das verdades. E sempre com a maior perícia mediática e domínio da comunicação.

É assim Sócrates. Rei e senhor daquilo que faz. Sempre o disse e sempre o direi; veio de facto mudar a forma como se faz política em Portugal.

É de admirar a vivência no seu mundo, o domínio sobre os seus súbditos e também a perseverança perante todo e qualquer ataque ou insinuação.

É Rei, Senhor feudal, Juiz, Carrasco, e tudo o mais que se lhe apetecer ser. Quando necessita e com precisão cirúrgica. Mas não dá mais!

Por isso digo que Já Basta! Por favor passe rapidamente para os livros de história para que possa ser estudado e que se aprenda com o que de bem deixou e com o que de muito mal aconteceu.

Adeus, por favor.

Juntem-se a nós e vamos enviar um e-mail ao senhor... Ele que saiba que aqui estamos. E o que queremos.

 

 

 

 



uma psicose de jfd às 13:37
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o "post it" que gostava de deixar num certo frigorífico...

 



uma psicose de Catarina Rocha Ferreira às 00:30
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Terça-feira, 22 de Março de 2011
Ferreira Leite Vs Sócrates: take 2

Manuela Ferreira Leite fará uma das intervenções de fundo do PSD no debate de amanhã.

Tiro o chapéu a esta escolha.

MFL não é apenas uma mulher séria, uma especialista notável e um exemplo de rigor na vida pública.

É também uma parlamentar de luxo.

Não caiu à primeira, mas pode ser que dentro de algumas horas Sócrates tombe às mãos desta senhora que me orgulha enquanto militante.



uma psicose de Paulo Colaço às 22:35
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A voz da Rádio

 

Foi o que há um par de anos disse a Artur Agostinho. Cruzámo-nos na rua, já que este era quase meu vizinho.

 

Nascido a 25 de Dezembro de 1920, em Lisboa, Artur Fernandes Agostinho deixou um legado incomparável na história da comunicação portuguesa.

Descobriu que podia ter talento quando, para ganhar algum dinheiro, começou a passar música num clube e entre mudar de vinil lançava algumas piadas e conversava.

Aos 25 integrou a Emissora Nacional, sendo um pioneiro do jornalismo desportivo radiofónico, dos relatos de jogos de futebol, e marcando as reportagens da Volta a Portugal em bicicleta.

No departamento desportivo da Renascença, é recordado como a personificação da rádio per se.

Artur Agostinho foi como um pai para a rádio, representando-a, proporcionando o seu crescimento e a qualidade da informação desportiva, legado que jamais deverá ser esquecido. Conseguiu levar a rádio de todas as formas possíveis à população dada a sua versatilidade. Algo único.

 

Viveu com censura e sem censura. Em ditadura e em democracia. Exilou-se no Brasil de forma voluntária, mas voltou para nos graciar com a sua experiência e inovação.

 

Participou em filmes e em novelas, tendo sido para mim memorável a sua participação n'O Leão da Estrela, Capas Negras, Cantiga da Rua e O Tarzan do 5.º Esquerdo.

Sportinguista, dirigiu ainda o jornal do clube, bem como o Record.

 

Pelo seu contributo, foi condecorado pelo Presidente com a Comenda da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada e com o Prémio Carreira dos Globos de Ouro. Condecorações essas, que, para mim, expressam pouco o quão grato deveria o povo portugues estar com os 65 anos de carreira que AA nos proporcionou.

 

Aos 90 anos era um homem sábio e um óptimo conselheiro. Tinha perfil no Facebook e amigos do país e de fora do país, uns mais jovens, outros menos jovens, mas que nutriam carinho pelo mesmo. Tantos anos a comunicar, achava que o mal dos nossos dias era as pessoas não comunicarem, não falarem umas com as outras.

Eu tive o prazer de agradecer o seu trabalho. A resposta que me deu, foi simples e inesquecível: "Obrigado eu, por me terem ouvido e deixado ser uma pessoa e um profissional melhor".

 

Reitero o meu agradecimento, hoje, na data da sua morte. Obrigada pelo seu contributo a trazer o futebol, o desporto e em geral a rádio até nós!

 

 



uma psicose de Essi Silva às 22:16
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Mas o país enlouqueceu?!?!?

Será possível que de repente o Partido Socialista se tenha lembrado que o Presidente da República existe? 

 

Será possível que um ministro do governo português que demonstrou total desrespeito pelas Instituições e pela Presidência da República tenha agora o tupete de dizer que o PS "espera até ao último momento que haja bom senso"?!?!? Pois com certeza! O problema deste PS e do seu pseudo-engenheiro é que sempre contaram com o bom senso do PSD. Infelizmente, o PSD esgotou a paciência para a falta dele por parte do PS e do seu governo...

 

Ver indivíduos como Vítor Ramalho, Mário Soares, Jorge Lacão, Francisco Assis a pedir a intervenção e o bom senso do Presidente da República é, a meu ver, uma brincadeira de Carnaval fora de tempo...

 

O país só pode ter enlouquecido! 



uma psicose de Rui C Pinto às 22:06
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Moore Vs Obama

(imagem com link para artigo em Inglês)

 

Moore sempre foi um "pacifista".

Obama é um político "pragmático".

 

Depois da confusão com o aumento de tropas no Afeganistão, Moore vem agora criticar Obama pela sua decisão de atacar militarmente a Líbia.

 

Ao menos é coerente. Já não tem os defeitos todos.

Quanto a Obama, é mais e mais parecido com Bush: ambos se candidataram inicialmente contra o intervencionismo no estrangeiro (ver a plataforma de Bush), mas quando chamados a participar num ataque...

Vantagem de Obama: até agora, tem mantido o número de tropas no exterior, ao contrário de Bush que cometeu o erro de as aumentar. A ver vamos se Obama não cai no erro de Bush.

E já agora, se não cair, fica a pergunta: Não demonstra ele vontade de ficar também conhecido como um presidente "heróico"? O limite às tropas que coloca no exterior é ditado pela sua vontade, pela pressão dos seus apoiantes, ou pela crise financeira?

 

Por agora, o certo é que a grande coligação que elegeu Obama parece estar a abrir algumas brechas...



uma psicose de Ricardo Campelo de Magalhães às 20:22
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