Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2011
Que bem que vai o debate interno no PS, em vésperas de congresso...

 

Almeida Santos, presidente do Partido Socialista: Neste momento, o dr. Carrilho é quase um adversário do PS. (...) Não é bem o exemplo típico do indivíduo que se possa citar como característica da situação interna do partido

 

Palavras do presidente do PS sobre um camarada de partido, à margem da reunião da Comissão Política que marcou o congresso (eleitoral). Resposta a um militante que se limitou a criticar a falta de debate interno no seio do partido. Palavras para quê?



uma psicose de André S. Machado às 02:25
editado por Psico-Administrador em 11/12/2015 às 17:37
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Domingo, 30 de Janeiro de 2011
Casamento sed Casamento!

Continuo sem perceber como pôde em tempos o meu partido ser tão antigo, cinzento e intolerante;

 

O PSD é contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. É esta a posição oficial do partido, anunciada pelo líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel. Apesar disso, os deputados do aprtido que quiserem votar a favor, poderão fazê-lo, pedindo o levantamento da disciplina de voto (...)

 



(...) Manuela Ferreira Leite admitiu ontem discriminar as uniões homossexuais em relação às convencionais em termos fiscais e de outro tipo de regalias. Na sua primeira entrevista desde que tomou posse como presidente do PSD, Ferreira Leite quis confinar toda a conversa na TVI aos investimentos públicos, mas no fim acabou por surgir a novidade.

Questionada por Constança Cunha e Sá sobre o que pensava do casamento entre homossexuais, Manuela Ferreira Leite respondeu: "Eu não sou suficientemente retrógada para ser contra as ligações homossexuais. Aceito. São opções de cada um, é um problema de liberdade individual, sobre a qual não me pronuncio".

Sem qualquer insistência nesta fase por parte da entrevistadora, que é editora de política nacional da estação de Queluz, Manuela Ferreira Leite resolveu ir mais longe. "Pronuncio-me, sim, sobre o tentar atribuir o mesmo estatuto àquilo que é uma relação de duas pessoas do mesmo sexo igualmente ao estatuto de pessoas de sexo diferente" (...)

 


Mas quero acreditar que são tempos que embora recentes, já lá vão.O focus agora é outro. Já não temos uma liderança cinzenta, mas sim aberta e sintonizada com os tempos que correm. Sem tabus nem nem complexos de direita.

 

(...) A homossexualidade ou a heterossexualidade não tem de ser um critério para a adopção. Quando avaliamos as condições em que determinada pessoa deve poder adoptar, o critério não é saber qual é a sua orientação sexual. Deve ser saber se tem ou não tem condições de estabilidade emocional, maturidade, autonomia financeira...(...)


 

E é com natural contentamento que deixo aqui a seguinte noticia;

 

O ex-líder da JSD Jorge Nuno Sá casou-se ontem, ao final da tarde, com Carlos Yanez, na conservatória de registo civil de Lisboa. É a primeira união homossexual assumida por um político português. (...)



Fico satisfeito que tenha acontecido a um político social-democrata e a um amigo de muitos de vós. Talvez vos ajude a colocar uma face, uma personalidade, uma pessoa naquilo a que muitos objectam sem qualquer razão pois em nada vos toca nem na vossa vida nem na vossa liberdade.

Felicidades ao Jorge Nuno e muitos parabéns!



uma psicose de jfd às 11:57
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Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2011
Viva a Liberdade...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 20:37
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Abaixo os blogues

 

 

 

 

Em conversa com um amigo meu, ele vocalizou perfeitamente um sentimento que tenho sobre a Web 2.0 - da qual sou grande fã e ávido utilizador.

 

A vantagem que ela tem é que dá vozes a pessoas que caso contrário permaneceriam anónimas, no isolamento da sua cabeça ou das suas vidas, mas que assim partilham com uma população potencial de biliões aquilo que queiram.

 

Graças à Web 2.0, descobrimos talentos fantásticos, opiniões acutilantes e temos acesso a quantidades massivas de informação de fontes e locais de onde nenhuma surgiria caso contrário - vide o vídeo da manifestante iraniana assassinada que acendeu várias fogueiras contra o regime de Teerão por todo o mundo, uma tendência que levou hoje o Egipto a desligar (à falta de palavra melhor) a internet do país.

 

Estou portanto, bem ciente das enormes vantagens que a Web 2.0 nos traz, e continuo a ser um seguidor da doutrina de Zuckerberg, Dorsey e Barger (criador do antepassado do Psicolaranja, no mesmo sentido em que todos temos antepassados no Zoo).

 

Existe, no entanto, um fenómeno que vem por arrasto, e que vou aproveitar o meu universo de milhões potenciais (basta-me o mundo lusófono) que foi o considerável aumento de conversa-da-tanga/m2 a que assistimos desde então. Hoje em dia toda a gente tem uma opinião sobre tudo e acha que tem o direito - ou antes, o dever - de não privar o mundo dessa pérola de sabedoria, igualável pelo menos à obra completa de Vergílio Ferreira (que aliás, faria anos hoje).

 

E agora dizem vocês "live and let live", "se não gostas não vejas" e/ou "se calhar não tens espelhos em casa", e com muita razão.

 

Para responder às primeiras duas eu explico o problema: não consigo. Fervoroso adepto que sou da doutrina "eu na minha e ele na dele" (salvo seja), a verdade é que o simples volume de informação que me chega todos os dias, deixa mossa por si próprio, mesmo sem contar com o conteúdo.

 

Infortúnios e censuras à parte, a verdade é que havia um certo mérito na cultura pré-2.0 em que editores de diverso media decidiam por mim o que era bom, o que era sério e o que era credível.

 

Antes julgava falaciosamente com informação incompleta, filtrada e parcial. Agora julgo falaciosamente com base em informação incompleta, não filtrada e parcial elevada à terceira potência.

 

Já não há vozes autorizadas porque todas as vozes são reconhecidas por igual, o que faz com que auctoritas se confunda com popularidade e se distinga do facto de se ter razão. O Nobel vai para quem eloquentemente apele ao mínimo denominador comum.

 

Com isto respondo à terceira inquietação. A ironia de escrever e publicar este texto num blog não me passou ao lado, antes pelo contrário.

 

Fi-lo porque se não o fizesse não tinha outra forma de o fazer, e porque acho importante partilhar convosco esta autêntica revelação instantânea da Web 2.0 a ela própria, da qual continuarei adepto (quase) incondicional, pelas vantagens enumeradas que mais do que superam as desvantagens (curiosamente, em número e em dimensão). Mas fica a reflexão, que não tem de ser boa, nem séria nem credível.

 

E também porque, nestas coisas como em tudo, nenhuma gota de água acha que tem culpa na cheia.


:
: The hand that feeds - Nine Inch Nails

uma psicose de José Pedro Salgado às 17:40
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PsicoConvidado Luís Melo
Há muito quem diga que o povo é inculto e não aprecia arte. Diz-se que, fora o cinema e os concertos (com artistas cada vez mais "comerciais", é certo), os portugueses não dedicam o seu tempo a actividades culturais. Uma das perguntas que frequentemente se faz é "vais ao teatro?".






Penso que nesta questão está implícito o teatro nas suas mais diversas vertentes: o teatro propriamente dito, o teatro de revista, o teatro musical, etc. Com a particularidade que deverão ser protagonizados por verdadeiros artistas profissionais.






Ora, se bem virmos, o teatro está só em Lisboa - a "capital do império". As várias entidades do meio só querem é estar perto do centro de decisão, e gravitar à volta das instituições públicas (Ministério e afins) que têm o poder de lhes atribuir subsídios.






Em Lisboa há vários teatros e várias peças, mas é raro (muito raro aliás) que algum dos conhecidos artistas ou coreógrafos se digne a ir ao resto do país apresentar a sua peça. Perdem eles e perde o país, mas preferem o conforto da capital e o prémio sem esforço.






De longe a longe existe uma peça ou revista que, de tanto esgotar em Lisboa, aparece no Coliseu ou no Rivoli do Porto. Mas e o resto do país? Viana, Braga, Vila Real, Bragança, Guimarães, Guarda, Viseu, Aveiro, Coimbra, Leiria, Évora, Beja, Faro, etc.






No Portugal profundo - que em pleno século XXI pode ser considerado todo aquele que, mesmo estando no litoral, está fora da Área Metropolitana de Lisboa e Porto - não há qualquer espectáculo a não ser por companhias amadoras ou pelos filhos, na festa da escola.






O Governo (em particular o Ministério da Cultura) devia incluir, no regulamento de atribuição de subsídios, critérios que incentivassem as companhias a apresentar os seus espectáculos pelo país inteiro. Só assim a maioria dos portugueses terá oportunidade de ver teatro.






Também as várias entidades ligadas a este meio, poderiam e deveriam ter uma consciência social (aquela que tantas vezes aparecem nos meios de comunicação social, a pedir à sociedade e às empresas) e tomar a iniciativa de "deslocalizar" espectáculos.






PsicoAmigo e PsicoConvidado Luís Melo


uma psicose de PsicoConvidado às 17:12
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 22:27
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3ª via.

Mais de oito mil alunos do ensino superior estão em risco de desistir dos seus estudos por falta de bolsas, devido às novas regras de atribuição das mesmas. Assim, muitos perderam bolsas do Estado e outros ainda não receberam porque o processo está atrasado.

 

Se deveriam ou não ter perdido o acesso às bolsas, não sei. Se o pagamento a quem deve está atrasado, tal é lamentável.


A grande questão, para mim, é: e trabalhar, ninguém pondera? Quantos de nós têm/tiveram que trabalhar, ao mesmo tempo que estudamos, para sobreviver?
Se é árduo? Sem dúvida. Se seria desejável? Talvez não. Mas, e depois?

 

Se não têm bolsa, que trabalhem. Não só ajuda a formar carácter como, e acima de tudo, é uma lição de humildade.



uma psicose de nunodc às 16:19
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Uma aventura...agora no Golf...

 

Excelente cartaz da JSD! A apanhar e bem mais esta aventura pelas bandas de um Ministério ao sabor do youtube. Deixo-vos ainda a mensagem da JSD. Clara e directa. Mas sobretudo a demonstrar que o bicho papão do Ensino Privado não deve ser posto de lado.

 

A Juventude Social Democrata denúncia as medidas discriminatórias do Ministério da Educação e exige a publicação de um estudo sobre a rede de escolas com contrato de associação pois ainda ontem, a Ministra da Educação, antecipou que "Não podemos continuar a financiar lucros e privilégios, como cavalos, campos de golfe ou piscinas nessas escolas.”

 

A JSD denuncia esta forma de governar, que olha a iniciativa privada com desconfiança, reservando ao Estado um papel paternalista, de quem chama a si todas as decisões.

 

O contrato de Associação com o Estado garante o acesso ao Ensino Privado, mesmo para os alunos carenciados.

 

 

A JSD considera a diminuição do financiamento por turma em mais de €10 000/ano, face à Escola Pública, um verdadeiro atentado à Liberdade de Ensino em Portugal!

 

A JSD considera que a Liberdade de Ensino: Liberdade de Aprender e Ensinar deve constituir um pilar fundamental na autodeterminação e valorização da pessoa humana como centro e objectivo fundamental da transmissão de conhecimento e aquisição de competências dos cidadãos em geral.



uma psicose de Diogo Agostinho às 07:00
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O que é isto?


uma psicose de Luís Nogueira às 01:40
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Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011
As rochas que defendem o Penedo

 



uma psicose de Diogo Agostinho às 13:57
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Será?

 

"Existe quase uma obrigação moral para que a Alemanha e as indústrias alemãs dêem apoio a países como Portugal e a Grécia", Eckhard Cordes, presidente-executivo do grupo alemão Metro AG.

 

 

 



uma psicose de Rui C Pinto às 12:01
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Yemen...

 

À semelhança do Egipto, o povo saiu à rua no Yemen exigindo a demissão do Presidente, há 30 anos em exercício, Ali Abdullah Saleh.

Fontes aqui, aqui e aqui.



uma psicose de Rui C Pinto às 10:06
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Egipto...

 

 

 



uma psicose de jfd às 02:11
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Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2011
Pedro e o Lobo.

"Indícios de violação culposa dos deveres dos militantes" da JSD-Açores levaram à abertura de um processo disciplinar ao actual líder Cláudio Almeida e ainda ao vice-presidente (que suspendeu funções) Rómulo Ávila. De acordo com o Diário dos Açores, Rómulo Ávila foi acusado, pela lista de Alexandre Gaudêncio, de falsificação, de modo a beneficiar a lista de Cláudio Almeida.

 

Confesso ter ficado agradavelmente surpeendido por esta notícia. Como um mero outsider que, feliz ou infelizmente, conhece muito do inside, perdi a conta do número de vezes a que assisti ou tive conhecimento de atitudes, digamos, "menos nobres". Esta é a 1ª vez que vejo uma delas exposta na imprensa.


Há duas questões que saltam logo à cabeça:

 

1º: Que cargos tão importantes são estes que levam a um quase ódio entre pessoas que, em teoria, remam na mesma direcção?

2º: Que raio de pessoas são estas que se sentem na necessidade de falsificar assinaturas e de enveredar por outras atitudes menos nobres numa área que, em teoria, será a mais nobre de todas?

 

E, se isto não me preocupa em demasia agora, devido à insignificância dos seus cargos/tarefas... preocupará daqui a 10/15 anos, quando for esta geração a estar no poder...



uma psicose de nunodc às 23:51
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Coisas que deixam o JFD de boca aberta (6)*

* Meu Deus!!! Da noite para o dia virámos um país sério e com responsabilização de facto? Clap clap!!!

Que bem sabe ficar espantado com coisas boas!!!!!!! Vão com Deus meus senhores. (claro que quase que aposto que a série 7 desta posta será sobre os seus próximos cargos LOL)

 

O Director-geral da Administração Interna, Paulo Machado, e o Director da Administração Eleitoral, Jorge Miguéis, anunciaram a demissão na sequência das dificuldades que os portugueses tiveram em exercer o direito de voto nas eleições presidenciais do passado domingo.

 




uma psicose de jfd às 22:59
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Momentos de alucinação colectiva.

Afinal todo o processo Casa Pia foi uma invenção, de acordo com o mítico "Bibi". Todos os arguídos estão inocentes (apesar de 6 em 7 terem sido condenados), não houve qualquer abuso, tanto ele como os rapazes mentiram, e todo o processo "nasceu por uma tentativa de assalto ao poder da Casa Pia" com "muitos interesses em jogo". A PJ terá também uma água com propriedades mágicas, que fazia com que ele estivesse constantemente drogado


Poderá ver o surpreendente vídeo com as declarações acima referidas aqui. Por mera coincidência, o autor da entrevista escreveu um livro sobre a condução do processo Carlos Cruz, em conjunto com a ex-mulher do mesmo.

Mais do que ser um outro revés num caso que se queria resolvido há muito, é mais um motivo de chacota para a já muito débil justiça portuguesa.

 

Acho que vou rever o vídeo partilhado no post anterior.



uma psicose de nunodc às 09:41
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A beleza da simplicidade.

 

Porque, apesar de tudo, vivemos num país fantástico.



uma psicose de nunodc às 09:32
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Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011
A seguir a Cavaco, quero uma Presidenta! Tenho dito, tenho previsto.



uma psicose de jfd às 19:37
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Correu mal.

 

 

"Manuel Alegre vai receber 790 mil euros de subvenção pelos 19,75% de votos. Um valor quase idêntico ao de 2006 quando se candidatou sem apoios partidários, mas muito inferior ao que tinha previsto gastar no orçamento da campanha.De acordo com o documento entregue no Tribunal Constitucional, Alegre previa receber 1,35 milhões de euros de subsídio do Estado. O fecho das contas vai fazer-se nos próximos dias, mas a candidatura prevê receber cerca de 1 milhão de euros de apoio do PS e do BE para um orçamento que prevê gastos de 1,6 milhões de euros."

Valham ao menos as 2 pensões do Estado!

 

Numa nota mais séria:

A lei concede 3,8 milhões de € de gastos nas eleições, 20% a ser dividido de igual modo pelos candidatos que obtiveram pelo menos 5%, os restantes 80% a serem repartidos de acordo com o resultado eleitoral.

 

Quase 4 milhões para uma eleição que se inseriria na categoria faits-divers. Isso sim, é preocupante.



uma psicose de nunodc às 11:07
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Primárias 2016

Sempre ouvi dizer que o poder efectivo de um candidato se esgota no momento da sua eleição. Ou seja, quando se é candidato no dia em que vence as eleições, as preocupações desviam-se logo (em caso de não reeleição) para quem vem depois. É humano! Faz parte de todos nós olhar à volta e pensar: "Este já está, quem se segue?".

 

Nesse sentido creio que desde domingo começaram as primárias para as Presidenciais 2016. E candidatos a candidatos não faltam...

 

Quer à esquerda:

 

    

 

Quer à direita:

 

   



uma psicose de Diogo Agostinho às 07:39
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Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2011
O que mais será preciso...

 

... para começarmos a pensar a sério em mandatos presidenciais únicos?

 



uma psicose de Paulo Colaço às 23:51
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O crash de ontem...

...diz-se por aí que o crash tecnológico de ontem terá contribuido para o aumento da abstenção. Diz-se também que é uma vergonha, etc, etc.


Não pretendo aqui divagar sobre o Cartão de Cidadão, nem o que seja.. Toda a gente sabe que este, apesar de ter grandes vantagens, tem também alguns incovenientes, como a exclusão do nº de eleitor.


O que me surpreende a mim, no entanto, é que tenha havido milhares de pessoas que não sabiam onde votar, nem qual o seu nº de eleitor.

Eu não votei. Não ia ao Porto de propósito para votar numa eleição inconsequente e já decidida há muito (para os puritanos, se alguém me apresentar uma razão coerente pela qual eu devesse gastar 40€ só em transportes, agradece-se).

 

Mas, caso fosse, saberia exactamente onde votar e qual o meu nº de eleitor. Porque, apesar dos inconvenientes de ter que sabê-lo ou de levar o cartão antigo (nenhuma delas requer um grande esforço, diga-se), faz isso parte do dever cívico. E, ao invés de estar a culpar o sistema, teremos simplesmente que olhar para nós próprios.

Se as linhas de apoio/sites/whatever deveriam ter crashado? Não, claro que não. Mas deveria um qualquer cidadão ter que recorrer a esses mecanismos?

Pois. Claro que não.



uma psicose de nunodc às 15:40
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Vencedores e Vencidos de ontem

Vencedores:

 

   

 

Vencidos:

 

    



uma psicose de Diogo Agostinho às 13:27
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Carro Novo, Carro Velho, Carro Novo, Carro Velho!

 

O Governo encomendou 2655 viaturas, no valor de 35 milhões de euros. Estamos em crise que diabo! Não sai uma proposta legislativa a suspender a aquisição de carros excepto para ambulâncias e carros de extrema urgência? Andamos a dormir PSD?



uma psicose de Diogo Agostinho às 12:03
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Parabéns Cavaco!



uma psicose de Diogo Agostinho às 07:48
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Sábado, 22 de Janeiro de 2011
Crónicas de um jovem sem futuro (I)

 

Já tínhamos percebido que a Alemanha tem ideias muito fortes quanto às directivas económicas para a União Europeia e a Zona Euro. O que não sabíamos é que a sua estratégia vai mais longe... Aparentemente a Alemanha olha para a Europa não só como extensão natural do seu mercado interno, onde o SL300, o Corsa e o Golf vendem muito bem, como também onde há uns tantos países em crise que têm jovens qualificados à procura de emprego...

 

E assim se concretiza o bem aventurado Reich... De forma democrática e livre. A Alemanha abastece-se na Europa com mão-de-obra jovem e qualificada e vende à Europa o que eles sabem fazer melhor... Pena que o clima no Norte da Europa seja tão desagradável, mas talvez me habitue.



uma psicose de Rui C Pinto às 21:54
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Olá, bom dia, como está?

Bem vindos ao dia mais tonto do ano... O dia de reflexão... Hoje não vale falar de política!!! 

 

 



uma psicose de Rui C Pinto às 14:38
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Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011
Visão, antecipação, adaptação: qualidades para o político do Séc. XXI

Uma das qualidades que mais aprecio em Pedro Santana Lopes é a sua capacidade de antecipar cenários e o acompanhamento atento e próximo às mutações sociais e comunicacionais. Assina hoje, em artigo de opinião no semanário Sol, uma reflexão que não deixa ninguém indiferente e que resume, no meu entender, a raiz do défice democrático que vivemos e que cava o fosso entre eleitos e eleitores.

 

"(...) as eleições presidenciais, cuja campanha oficial agora termina parecem um filme a preto e branco - e, às vezes, mesmo um filme mudo. Nada daquilo se usa já: nem os comícios dos voluntários à força, nem as 'arruadas', nem a distribuição de material do 'tempo da Maria Cachucha'... Mas mau, mau mesmo, é o conteúdo dos discursos e dos debates. Quase nada tem a ver com o que se passa em Portugal e no mundo."

 

É crucial mudar a forma de fazer política, e isso traz responsabilidade aos candidatos a cargos de relevo na política nacional. Uma campanha não pode resumir-se a ataques pessoais e a gestão de danos colaterais. Toda a forma de comunicar está ultrapassada e não contribui para a aproximação ao eleitorado. Ao fim de uma década em que a abstenção ganha invariavelmente todas as rondas eleitorais, não podemos continuar a responsabilizar a falta de interesse dos eleitores! Quando a mensagem falha, a culpa é sempre do emissor! Porque continuamos, então, a reclamar do receptor?



uma psicose de Rui C Pinto às 23:20
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Faz falta disto em Portugal!

The British prime minister's powerful spin doctor resigned Friday amid claims he sanctioned widespread illegal phone hacking against politicians, celebrities and royalty when he was editor of a top-selling tabloid newspaper.(...)

 




uma psicose de jfd às 19:42
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Reflectir para Domingo votar!

Eu vou votar Cavaco, já decidi. E tu?

 



uma psicose de jfd às 19:34
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Da América

 

A América é um terra que me encanta. Sempre que lá fui fiquei deslumbrado. Mas ao mesmo tempo aterrado com o que não posso por lá fazer e que aqui é normal. É uma terra de extremos. De doidos, loucos e desvairados.

 

E uma vez mais nos provam como estão a anos luz da Europa e num paradoxo incompreensível todos nós aqui aspiramos ao seu sucesso...

A série Skins é original do Reino Unido. É provocantemente real e apelativa aos jovens. Tem um feeling europeu quer no que toca ao formato quer no que toca ao conteúdo. Ou seja é livre. Fala de tudo. Menino com menina, menino com menino, menina com menina, ambos drogados e acabados, pais negligentes, sexo adolescente e calcule-se, tudo o que fazem os adolescente que conhecemos do dia-a-dia.

Os americanos da MTV decidiram estrear a mesma série com um toque americano a seguir ao programa que fez renascer o canal, o Jersey Shore. Ora 1 dia depois os executivos da Viacom (dona do canal) pediram aos produtores que fossem mais ligeiros na sua versão de Skins - como se eles não soubessem já o que era! Marketing é tudo LOL. Depois claro vieram as influências republicanas reclamar em público pelo indecoro, pelo sexo, pelas drogas e por tudo e tudo e tudo. Porque os adolescentes americanos não se drogam, não bebem e não têm sexo. Que sociedade mais marada.

Um doido varrido pode comprar uma carga com 30 balas para a sua arma no continente lá do sítio mas deus nos livre se vê um mamilo ou uma referência à masturbação na TV!

 

Michelle and Maxxie



uma psicose de jfd às 19:15
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Novo mapa de Freguesias de Lisboa

 

 

Aí está o novo mapa de freguesias de Lisboa, onde pode consultar aqui.

 

Esta vem colocar uma nova divisão na capital de Portugal. Um acordo PS e PSD, que reduz de 53 para 24 as juntas e aumenta competências a cada uma delas. E com este novo mapa ficamos a ganhar?



uma psicose de Diogo Agostinho às 12:01
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Contra a corrente

 

 

Apesar do desinteresse generalizado a que temos assistido na campanha presidencial, muito devido à performance dos candidatos em campanha - que têm discutido tudo menos o essencial - e também ao crescente descrédito que a sociedade portuguesa deposita nos actores políticos (agravado pelas medidas de austeridade), entendo que as próximas eleições são bem mais importantes do que qualquer outra eleição presidencial vivida no nosso país, desde à 25 anos.

 

Porquê?

 

Desde 1987 que o eleitorado decidiu dar origem a quatro maiorias absolutas – duas ao PSD com Cavaco, outra ao PS com Sócrates e outra à coligação PSD/CDS com Durão Barroso - e duas quase maiorias absolutas – ambas ao PS com Guterres, em 1995 e em 1999 com 44%. Ou seja, ao contrário do que aconteceu nas eleições legislativas de 2009, desde a 25 anos que não havia um governo sem maioria absoluta ou com uma maioria parlamentar suficientemente estável.

 

Nos últimos 25 anos, devido à estabilidade parlamentar, o papel do Presidente da República tem sido redutor. O Presidente não deixa de ser uma grande figura de estado, respeitada, mas com eficácia limitada. Isto advém obviamente da nossa Constituição (ex: vide artigo 136.º n.º 2, não permitindo que haja duplo veto quando houver confirmação se houver maioria absoluta dos deputados).

 

Neste momento não há uma maioria parlamentar absoluta ou solidamente estável e atravessamos um dos maiores períodos de crise financeira que suscitou à implementação de medidas de austeridade, também elas muito impopulares. Esta instabilidade vai reforçar e centralizar as atenções no Presidente da República, pelo garante da estabilidade necessária ou mesmo, ela não existindo, que use em pleno os seus poderes.

 

Destes últimos 25 anos (depois de 20 anos com Presidentes da República como Mário Soares e Jorge Sampaio), apesar do clima vivido nesta campanha indiciar precisamente o contrário e de se adivinhar uma grande taxa de abstenção, a mais relevante eleição presidencial será no próximo domingo. Nunca foi tão necessário termos um Presidente que consiga ser o arauto e garante da estabilidade, responsabilidade e liderança que Portugal precisa.

 

Apesar de tudo o que tem acontecido, tendo em conta a responsabilidade da próxima decisão, é necessário desembaraçarmo-nos das correntes da desilusão...



uma psicose de Paulo Pinheiro às 11:49
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Marialvas do Século XXI

 

Violador de Telheiras culpa a mãe

O homem acusado de 74 crimes, entre eles catorze violações, diz que nunca teve manifestações de afecto da parte da mãe.



uma psicose de Rui C Pinto às 10:47
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Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011
Coorporativismo sed Coorporativismo OU Começamos mal...

Lisboa, 20 jan (Lusa) - O novo bastonário da Ordem dos Médicos considerou hoje que faz "pouco sentido" a obrigatoriedade de os jovens médicos indemnizarem o Estado se não permanecerem no Serviço Nacional de Saúde após obterem a especialidade durante, pelo menos, quatro anos.

O Conselho de Ministros aprovou hoje um diploma que obriga os médicos internos que façam formação no Serviço Nacional de Saúde (SNS) a permanecer nos estabelecimentos durante um período igual ao do internato (entre quatro a seis anos), sob pena de terem que indemnizar o Estado.

É uma "medida que faz pouco sentido" porque "os jovens médicos pagam a sua formação com o seu trabalho. Senão existisse internato médico, os hospitais e as urgências fechavam", porque dependem do seu trabalho, disse José Manuel Silva à agência Lusa.

 



uma psicose de jfd às 22:49
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Da campanha (2)

 

 

 



uma psicose de Rui C Pinto às 17:21
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Da campanha

 

Esta campanha está a ser uma campanha que me agrada muito. Para muitos é uma campanha negra e desprovida de interesse. Eu assim não penso. Precisamos de campanhas acesas e com polémica. Que façam falar e das quais se fala. Só assim podem os portugueses separar finalmente o trigo do joio e só assim os políticos se dão realmente a conhecer. A campanha tem de falar dos temas? Do país? Do que esta na ordem do dia?

 

Claro que sim.

Mas também tem de discutir e fazer ver o carácter de cada um dos candidatos. É precisa transparência. No final haverá um vencedor e derrotados. Mais ainda saberemos quem perdeu e como perdeu, quem ganhou e como ganhou. Está-se assim lentamente a trilhar o caminho da selecção natural; neste caso pelo voto do povo. O povo é estúpido digo eu. Pois é.

Mas através de campanhas duras, secas, com paixão e totalmente elucidativas do que é realmente uma batalha política poderemos quiçá fazer esse povo começar a pensar um pouco e acordar para a vida. Só assim as verdadeiras cores dos candidatos vêem ao de cima e o povo lá se deslumbra ou se desencanta com factos e factoides ao invés de se embalar no transe das campanhas do catch-all-parties.

Caberá a cada director de campanha e a cada candidato fazer por dominar a espuma dos dias.

Ás claras. Sem vergonha de ir à guerra e sem qualquer tipo de complacência.



uma psicose de jfd às 17:00
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Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2011
O Regresso do Cavaleiro das Trevas

 

 

Não posso deixar de nostalgicamente mostrar o meu entusiasmo pelas mais recentes notícias sobre o super-herói favorito da minha infância…

 

 

Estreia em 2012 a terceira e última parte do remake cinematográfico da saga do homem-morcego. A muito aclamada trilogia de Christopher Nolan chegará a um fim, e depois do sucesso comercial e artístico de ‘The Dark Knight’ a expectativa para a conclusão do ciclo é tão alta que a indústria dos rumores está a funcionar a todo o vapor.

 

Antes de mais é relevante discernir o porquê desta saga continuar a ter tanto sucesso. Chris Nolan é um realizador conhecido pelos seus filmes com uma forte componente psicológica. Em conjunto com o seu irmão, Nolan trouxe-nos filmes como Memento, Insomnia ou The Prestige. Sucedendo a Tim Burton, Nolan trouxe ao universo de Gotham City uma aposta não no bizarro mas sim no conflito e tensão psicológica. Batman continua com um ambiente sombrio mas Nolan decidiu transformar a saga retirando o sabor gótico de Burton em favor de uma visão mais realista, menos fictícia e como tal mais empática com uma nova geração de espectadores.

 

Personagens como Super-Homem por exemplo, não se prestam a isto e por isso a tentativa paralela de reabilitar o universo do alienígena imbatível e ingénuo, sagrou-se com um fracasso.

 

Não se sabe muito sobre o próximo filme da série Batman. O título ‘The Dark Knight Rises’ já foi tornado público e haverá em princípio dois vilões. Em relação a estes, Nolan já tornou claro que o Riddler não entrará e que nenhum dos precedentes será repetido. Tendo em conta a preferência de Nolan pelo realismo, não será pois de esperar um Mr. Freeze ou um Bane. Seguindo a linha orientadora da tensão psicológica, será mais provável um Mad Hatter, Black Mask ou Hugo Strange.

 

 

Um dos mais recentes rumores é de que Nolan terá convidado Anne Hathaway, Keira Knightley, Blake Lively, Natalie Portman, Naomi Watts e Rachel Weisz a prestar audições para os dois principais papéis femininos – um de interesse amoroso, o outro de vilã…

Os mexericos indicam que Catwoman e Talia al-Ghul serão as personagens de vilão mais prováveis. Eu discordo.

 

 

Por muito que gostasse de ver uma Catwoman que fizesse esquecer o flop do filme com Halle Berry, a verdade é que poderia ser um filme demasiado animalesco para o gosto comedido de Nolan. A Catwoman é também uma personagem já muito conhecida e que já usufruiu de uma muito boa interpretação - com Michelle Pfeiffer.

Quanto a Talia al-Ghul, seria voltar à personagem de Ras al-Ghul – Nolan não é fã de repetir personagens – e não é propriamente uma personagem carismática do universo de Batman.

 

Há sempre a possibilidade de Chris Nolan escolher uma figura mais obscura como Red Claw mas eu mantenho alguma esperança que o realizador opte por personalidades bastante retorcidas e mais queridas dos fãs: Harley Quinn ou Poison Ivy.

Harley Quinn seria uma revelação. Há muito por explorar na cara-metade de Joker, nunca foi adaptada ao cinema e actrizes apropriadas para desempenhar o papel também não faltam (penso que Kristen Bell seria perfeita). Por outro lado, a sua presença no grande ecrã tornaria referências ao Joker inevitáveis e também difíceis já que Heath Ledger morreu e – como já referido – Nolan não gosta de repetir vilões.

Termino com Poison Ivy. Sempre uma das vilãs mais interessantes, uma eventual adaptação seria fácil dado o tema do eco-terrorismo e a actualidade do aquecimento global. Sobretudo, depois da paupérrima interpretação de Uma Thurman em Batman & Robin, esta adversária de peso merecia uma adaptação mais cuidada.

 

 

 

É esperar para ver...


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uma psicose de Miguel Nunes Silva às 20:30
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A Revolução do Jasmin & os neocons de Bush.

 

Na Tunisia vivem-se momentos históricos. O povo ergueu-se contra a tirania. Contra a injustiça. Contra um futuro sem liberdade. Contra um presente sem futuro.

 

Tanto tem de bonito atendendo aos ideiais como tem de duro atendendo à forma. Há quem se imole, há quem dispare, há quem fuja do país.

Uma brisa sedenta de democracia varre o mundo Árabe. Lentamente se aloja nestes países que procuram liberdade daquilo que sempre foi.

Sem ajuda da Europa, sem ajuda da Ásia e mais importante ainda, sem a ajuda dos EUA e da sua política bélica de democratização do mundo.

Peter Beinart escreve isto na sua coluna

(...)Since the Cold War’s end, three different groups of American intellectuals have been arguing about the future of global democracy. Call them the optimists, the relativists, and the militarists. The optimists, led by Francis Fukuyama, argued that democracy would spread to more and more of the globe because only it could meet people’s aspirations for a better life. The relativists, led by Samuel Huntington, denied that democracy was a universal creed, and argued that the more the U.S. pushed it, the more civilizations would clash. Finally, the militarists, led by Robert Kagan, argued that democracy could spread further, but only if American power did, too.

In the last few years, the relativists and militarists have had the optimists on the ropes. The great “third wave” of democratization that washed across Eastern Europe, Latin America, Asia, and parts of Africa in the 1980s and 1990s has crested and begun to recede. According to Freedom House, which grades countries on how free they are, liberty has declined every year for the last four. For relativists, this is nothing to weep about: Russia is reasserting control over its authoritarian sphere; China is asserting control over its, and the fact that America can’t, or won’t, do much about it is good for world peace. For the militarists, it’s a calamity: America must return to the confrontational policies of the Bush era or the frontiers of freedom will continue to recede. But whether they welcome authoritarianism’s return or rue it, the relativists and militarists both believe that democracy and American power must march hand in hand(...)

 

 

 

Eu recomendo a leitura completa e pode ser que chegem também  a esta conclusão The lesson is that even in a post-American world, democracy has legs.



uma psicose de jfd às 17:02
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Que povo é este?

 

notícias que me dão azia. Sobretudo porque encerram um sentimento derrotista e passivo que tem tanto de saudosismo bacoco como de irresponsabilidade.

 

Alguém, em seu juízo perfeito, pode dizer que o país está pior que em 1970? Que país é este e que pessoas são estas que respondem a estes inquéritos? Este povo, para além da crise económica e financeira em que está mergulhado, vive uma crise de seriedade e de honestidade atroz. Um país, que durante vinte anos experimentou um desenvolvimento fenomenal, ao primeiro revés prosta-se no chão e levanta as mãos ao ar?

 

Com este país não vamos lá! Esta geração que fez o 25 de Abril sofre de uma alucinação que certamente será consequência de abusos de liberdade cometidos no calor da revolução! Esta geração, que foi capaz de revolucionar o país, vive agora uma esquizofrenia intelectual entre a barricada institucional de um estado que reclama seu e a apatia saudosista daquilo que combateram.

 

Eu não entendo! E, sobretudo, eu não aceito! Não é só uma questão de liberdade! É uma questão económica, social, intelectual e moral! Ninguém, sobretudo quem o afirma!, pode dizer que o país está pior que na década de 70!

 

 

 



uma psicose de Rui C Pinto às 10:39
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O importante é manter as aparências.

 

 

 

"O país está a fazer o seu trabalho e bem. O Governo português e Portugal não vai pedir nenhuma ajuda financeira, pela simples razão que não é necessário." José Sócrates, 11.01.2011

 

mas, noticía hoje o the Guardian,

 

José Sócrates terá, num telefonema na passada semana, prometido a Ângela Merkel fazer “tudo o que fosse necessário” em troca de apoio europeu, mas não nos moldes em que aconteceu com a Grécia e a Irlanda.

 

O que é que ainda tem mais piada? Merkel terá falado com Strauss-Kahn (DG do FMI) sobre tal, e este ter-lhe á dito que o "pedido português era inconsequente" uma vez que "Sócrates nunca seguiria qualquer conselho que lhe fosse dado".

O que vale é que não precisamos de nenhuma ajuda externa, caso contrário...



uma psicose de nunodc às 10:31
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