Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010
INOVAÇÃO@PT: Afirmar Portugal para o pós-crise (em directo)

 

 

Diogo Vasconcelos (director do grupo de inovação estratégica da Cisco) e Francisco Veloso (doutorado em Entrepreneurship, Innovation & Technology pelo MIT) são os oradores da terceira Conferência, no âmbito do GENEPSD.

 

Como pode Portugal posicionar-se para o novo ciclo de oportunidades que se avizinha?



uma psicose de Catarina Rocha Ferreira às 21:50
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O começo do fim

Os Editoriais da imprensa escrita desta manhã, não deixam dúvidas. Começou o fim da era Sócrates.

 

Público: “Cortar sem ter uma política”

“A austeridade pode ser uma opção realista, mas não chega para esconder a ausência de uma política.”

 

Diário de Notícias: “A assunção da crise um ano e meio depois”

O optimismo espalhado aos sete ventos não tinha, afinal, razão de ser, como agora fica claro para todos.”


Diário Económico: “Vida cada vez mais difícil”

“A vida dos portugueses vai piorar no próximo ano, em especial a dos funcionários públicos. Além do IVA que sobe dois pontos percentuais para 23% e dos benefícios fiscais que encolhem...”

 

Jornal de Negócios: “Acabou. Começou”

“Os políticos falharam-nos. O Governo errou. Sócrates mentiu. Mas ontem isso acabou. Agora nós.”

 

i: “Orçamento vai haver mas ainda falta o resto”

“O PSD tem agora a sua parte de responsabilidade, terá de abster-se no Orçamento do Estado, mas assim se prova que aquilo que fez o governo na semana passada foi um número de circo inaceitável - e até lesivo do país - ao denunciar o PSD como aquele que não aceitava negociar.”




uma psicose de Rui C Pinto às 17:02
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Can we??? Should we???


uma psicose de jfd às 14:41
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A Proposta (3)

A 25 de Novembro de 2009 Sócrates garantiu que não aumentaria impostos.

A 8 de Março de 2010 Sócrates vangloriou-se: "O mais fácil seria aumentar impostos"

A 12 de Maio de 2010 Sócrates estava satisfeito com crescimento no primeiro trimestre.

A 6 de Junho de 2010 Sócrates garantiu que o mais recente aumento de impostos era suficiente.

A 13 de Agosto de 2010 Sócrates garantia que o crescimento do PIB no segundo trimestre consiste num "sinal de grande encorajamento e confiança para a recuperação da economia portuguesa".

A 24 de Agosto de 2010 Sócrates afirmava que o crescimento da economia portuguesa, entre Janeiro e Junho, foi o dobro do previsto pelo Governo.

A 29 de Setembro de 2010 Sócrates anuncia o segundo aumento de impostos do ano.

 

Quais serão as cenas do próximo capítulo?????????



uma psicose de jfd às 12:26
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Quem é sério afinal? (8)

Como todos sabemos foi aprovado em Junho de 2010 um pacote de medidas de austeridade que chegavam e sobravam para alcançar a redução do défice para os valores pretendidos quer em 2010 quer em 2011. Essas medidas incluíam parte em aumento de receita (fiscal) e parte em redução de despesa; foram pensadas por excesso para que houvesse espaço de manobra em caso de excesso e/ou derrapagem. A sua execução, como se veio a constatar, pelo lado da receita, revelou-se superior ao projectado, pelo que os valores recebidos pelo Estado, à custa daquele aumento de impostos, foram muito superiores ao esperado.

- Estamos numa péssima situação tal e qual como nos informa o Governo;

- Após várias insistências por parte do PSD, o Governo ainda não cumpriu o dever de informação acordado e prometido no que toca à apresentação dos relatórios intermédios de execução do OE2010;

- A falha então, apenas pode ser atribuída a uma estrondosa falha na despesa projectada, pelo excesso;

- Tal apenas se poderá dever à total falta de competência na gestão dos dinheiros públicos no seguimento das linhas mestras acordadas nos pacotes amplamente divulgados;

- Esta total incompetência do Governo gera continuamente gravíssimos prejuízos para o País que se manifestarão durante muito tempo;

A Proposta de ontem não passou de um mero anúncio para mercado Internacional ver e comentar.

O PSD deverá aguardar serenamente o documento final analisando a sua coerência e fundamentação.

O objectivo da mesma não passa no imediato (tal e qual no PEC II) da obtenção de alivio de pressão dos mercados à custa de elogios internacionais fáceis pelo anunciar de medidas difíceis; tal como em Junho, e o mais provável é que o governo não cumpra o que agora prometeu em matéria de redução da despesa. Não o desejo mas é o que me parece pelo que podemos verificar como histórico de actuação. O coro de aprovação internacional já corre. Mas será efémero, tal como já o foi. E nós, Portugueses, continuaremos na mesma. Sócrates também. O Governo o mesmo, e Portugal sem rumo, nem destino, nem futuro.

 

No que toca à execução de 2010 e à situação do fundo de pensões da PT, deverá o Governo fornecer à oposição e aos contribuintes Portugueses todas as explicações para uma decisão informada e esclarecida.

 

O PSD deverá pronunciar-se serenamente aquando da proposta final. Pesando correctamente todos os prós e contras e acima de tudo tendo em conta todos os Portugueses e Portugal na esfera Internacional. O PSD é um partido consequente e responsável. E como não me canso de dizer; sério. É uma decisão dura e que não se toma com o animo leve que leva um Governo que rejeitava cortes, agora encostar a oposição obrigando-a a contra-propostas de cortes de despesa...



uma psicose de jfd às 12:02
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A Proposta (2)

Governo: José Sócrates afasta redução de salários e diz que medidas já adotadas são suficientes

2010-06-16

 

Bruxelas, 16 jun (Lusa) -- O primeiro ministro José Sócrates rejeitou hoje em Bruxelas o cenário de redução de salários na função pública, afirmando acreditar que as medidas já adotadas pelo Governo são suficientes para atingir os objetivos orçamentais em 2010 e 2011.

Sócrates, que falava à entrada para uma reunião do Partido dos Socialistas Europeus, que antecede a cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia de quinta feira, disse que a redução de salários "não foi a opção" do seu executivo para reduzir o défice orçamental e garantiu que "não será preciso" seguir essa medida.

O primeiro ministro respondia a questões sobre uma eventual redução de salários, depois de, à tarde, o patronato ter proposto ao Governo a adoção de medidas transitórias para melhorar a competividade das empresas e aumentar o emprego, salientando a necessidade de "liberalizar mais" a contratação e o despedimento.



uma psicose de jfd às 11:56
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A Proposta (1)


uma psicose de jfd às 11:53
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Casa roubada, trancas à porta!

 

"A situação é grave e exige medidas para que Portugal não seja alvo de maiores pressões por parte dos mercados financeiros porque isso iria comprometer os custos de financiamento no futuro, e, consequentemente, o crescimento da economia", disse o vice-presidente do Banco Central Europeu [Vitor Constâncio] esta manhã em Bruxelas, antes da reunião de ministros das Finanças da zona euro e dos responsáveis pelos bancos centrais da região.

Diário Económico

 

A situação já era grave em 2010. E em 2009. E em 2008. E em 2007. E o senhor deu cobertura "tecnica" a um embuste. Como disse ontem Campos e Cunha (SIC Noticias), "quanto mais tarde fossem tomadas medidas, mais graves teriam de ser".

 

Agora que está em Frankfurt, é que vem falar?



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 09:30
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A não perder. Hoje. 15h. O Circo San Bento apresenta:


Debate com o Primeiro-Ministro

Artigo 224.º 

1 - O Primeiro-Ministro comparece quinzenalmente perante o Plenário para uma sessão de perguntas dos Deputados, em data fixada pelo Presidente da Assembleia, ouvidos o Governo e a Conferência de Líderes.

2 - A sessão de perguntas desenvolve-se em dois formatos alternados:

a) No primeiro, o debate é aberto por uma intervenção inicial do Primeiro-Ministro, por um período não superior a 10 minutos, a que se segue a fase de perguntas dos Deputados desenvolvida numa única volta; 
b) No segundo, o debate inicia-se com a fase de perguntas dos Deputados desenvolvida numa única volta.

3 - Cada grupo parlamentar dispõe de um tempo global para efectuar as suas perguntas, podendo utilizá-lo de uma só vez ou por diversas vezes.

4 - Cada pergunta é seguida, de imediato, pela resposta do Primeiro-Ministro.

5 - O Primeiro-Ministro dispõe de um tempo global para as respostas igual ao de cada um dos grupos parlamentares que o questiona.

6 - No formato referido na alínea a) do n.º 2, os grupos parlamentares não representados no Governo intervêm por ordem decrescente da sua representatividade, a que se seguem os grupos parlamentares representados no Governo por ordem crescente de representatividade.

7 - No formato referido na alínea b) do n.º 2, os grupos parlamentares intervêm por ordem decrescente da sua representatividade, sendo, porém, concedida prioridade de acordo com a grelha constante do anexo II.

8 - No formato referido na alínea b) do n.º 2, o Primeiro-Ministro pode solicitar a um dos ministros presentes que complete ou responda a determinada pergunta.

9 - Os tempos globais dos debates e a sua distribuição constam das grelhas de tempos do anexo I.

10 - O Governo, no formato referido na alínea a) do n.º 2, e os grupos parlamentares, no formato referido na alínea b) do n.º 2, comunicam à Assembleia da República e ao Governo, respectivamente, com a antecedência de vinte e quatro horas, os temas das suas intervenções.



uma psicose de jfd às 07:06
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"It's your shitty third way socialism stupid!"

Como notou o JFD uns posts abaixo, já por aí andam os arautos do PS em tom melodramático a dizer que sim senhor o tal do Sócrates cometeu o erro político de reagir tarde (imagine-se!?), mas que agora não vale a pena discutir culpas. Era o que mais faltava, não só vale como é imperioso assinalar, discutir, acusar e voltar a apontar a culpa destes senhores. Desta feita não a podemos deixar morrer solteira, antes viúva.



uma psicose de João Marques às 02:31
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Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010
Sugestões rápidas

O Ministro das Finanças pediu sugestões para reduzir a despesa pública, e o PsicoLaranja, sempre pronto a ajudar, vem aqui dar umas sugestões.

 

O aumento de 2 por cento no IVA vai contabilizar cerca de 700 milhões de euros. Sugiro então:

 

Fim das transferências para a RTP: -200 Milhões de euros

Redução de 20% das despesas com a ADSE: -120 Milhões de euros

Redução em 100% das despesas com consultoria e estudos: -90 Milhões de euros

Redução em 30% das despesas de comunicação: -50 Milhões de euros

Cortar 30% em despesas de Software (OPEN SOURCE!): -25 Milhões de euros

Redução da frota automóvel (corte de 15% em material de transporte e Combustíveis): -15 Milhões de euros

Centralização de todas as compras de bens e serviços do Estado, procurando reduzir até 3% a factura de compras: -200 milhões de euros.

 

E há muito mais para cortar, se quisermos ser sérios, como empresas públicas, institutos, avenças, ...

 

Pronto! Como vêem, aqui têm os 2 por cento do IVA que, afinal, não precisam de aumentar.

 

Não precisam de agradecer!



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 22:06
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Anda alguém pelas bandas do Rato?

"O Primeiro-Ministro veio apresentar a factura da incompetência do Governo"

"Não é comportamento razoável a cada 4 meses trazer novas medidas"

António Nogueira Leite, PSD

 

Senhores habitantes do Palácio do Largo do Rato, que estão neste momento a passar férias em São Bento, façam favor de ouvir! Há cerca de 10 milhões de Portugueses que agradecem!

 

E Nogueira Leite nota uma coisa que também pensei, durante a conferência de impressa do Governo: o Estado acabou, para tapar um buraco de curto prazo criado por incompetência, de assumir responsabilidades com pensões privadas, não quantificadas, incluindo-as num sistema de Segurança Social lentamente a caminho da falência.



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 21:01
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A Máquina (4)

SIC

Ricardo Costa

Nicolau Santos

TVI

Pedro Santos Guerreiro

RTP

continua a propaganda...

 

PS - onde anda o Medina Carreira?

 

PS2 - Não apresentei propostas concretas ao líder do PSD.

 

PS3 - A redução de salário na FP já é em média a 5% e já é para 2011...

 

Entretanto foi concluída... Deixa ver quem vai comentar na RTP.... Um momento mais... O Jornalista do regime ainda faz o resumo dizendo que são medidas duras tomadas pelo interesse do país e que espera da oposição responsabilidade.... Que lata!

 

Paulo Ferreira LOLOLOLOLOL Editor de Economia da RTP.

Enfim!

De descacar a rir.



uma psicose de jfd às 20:30
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A Máquina (3)

SIC

Ricardo Costa

Nicolau Costa

TVI

ainda a dar a conferência

RTP

ainda no directo



uma psicose de jfd às 20:28
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Irresponsável!

 

Este senhor acaba de falar ao país e contextualizar a sua irresponsabilidade política e a inacção do governo nos últimos sete meses com base numa suposta realidade europeia. Mentiu, mentiu!, mentiu descaradamente, mentiu despudoradamente.

Este senhor não tem qualquer credibilidade política e acaba de perder a sua legitimidade eleitoral, já que, acabou de rejeitar o seu próprio programa de governo, assente na recuperação económica sustentada nos grandes investimentos públicos. Neste momento temos um governo de gestão orçamental. Qualquer deslize aos objectivos fixados esta noite, nos próximos meses, deve merecer uma moção de censura e eleições antecipadas.

 

Basta de irresponsabilidade e incompetência!



uma psicose de Rui C Pinto às 20:26
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A Máquina (2)

A nossa Economia está a recuperar assim como em Maio estava a recuperar.



uma psicose de jfd às 20:25
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A Máquina (1)

Sócrates começa a falar às 20 e tal segundos.

Imediatamente recebo um sms de amigos jornalistas que avisam que foi stressado pela máquina que a primeira frase seria muito importante por isso o silêncio teria de ser total. Acrescentam eles que corre o rumor de demissão. Respondo eu; Disparate! eles dominam-vos e vocês caem que nem patos. Que me perdoem os meus amigos.

 

Socas fala num tom bonzinho, domado e compreensivo. Domina. É rei dos média. E avisa a redução em 5% dos salários da f.p. como quem diz vou-te dar 500€... Aguardo reacções dos sindicatos que nada acrescentam à sociedade. Eu penso que é boa a medida. Mas pena que este Governo já demonstrou que não é bom a gerir o que arrecada extra.

Enfim.

São 20:07 e a máquina já trucida Portugal.



uma psicose de jfd às 20:03
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Reflexões sobre a Telefonia Sem Fios ou "Amarfanhamento"

 

Duas horas enfiado num carro sem o meu leitor de podcasts e lá tenho eu de voltar à mediocridade nacional.

 

1 - Fala-se da manifestação da CGTP e o jornalista inconsequente avisa que desde já Carvalho da Silva não ameaçou concretamente com a Bomba Atómica; a Greve Geral. Perguntas sobre propostas concretas e precisas ao senhor? Não são feitas. A reportagem resume-se ao óbvio

 

2 - As linhas gerais do PEC III serão apresentadas às 20h já com a bola a rolar com o Benfica a jogar. Fica-se por aí. Tanta opinião de tanto jornalista e mais nada é dito sobre este assunto. Pelo meio três vezes é dito que acaba o namoro entre o PS e o PSD que aprovou o PEC II. Não se diz é porquê que tal acontece; nem porque foi dada a mão a Portugal aquando do PEC II nem do constante pedido de consequências sobre o mesmo por parte do PSD ao Governo. Pois não deve interessar a quem ouve...

 

3 - Relata-se o que se lê nos jornais online... Fico a pensar o que me separa a mim de um jornalista de rádio... Eu faço copy & paste, eles fazem copy & talk...

 

Chego a casa e na Imagem com Cabo está um palhaço a dizer que Cavaco levou muito a sério a ameaça de demissão de Sócrates e que gente muito importante no PSD como por exemplo Alexandre Relvas estão a favor da abstenção para este Orçamento.

 

Epá, merecemos a porcaria de jornalismo que temos. Não somos exigentes. Nunca fomos e não parece que queiramos ser.

Amanha vai ser uma alegria naquele Parlamento. O Governo continuará autista e super bem cotado na sociedade e nos media. O PSD a sofrer de fogo cruzado, amigo e até fantasma. Bottom line? Pedro Passos Coelho é o culpado de tudo!



uma psicose de jfd às 19:27
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Pura Demagogia (2)

 

Só assim naquela...

Quantos funcionários públicos estão desempregados?

Quantos funcionários públicos estão a contribuir para os cortes da despesa do Orçamento?

Quantos funcionários públicos são considerados para o provável PEC III?

Quantas reformas douradas serão cortadas a meio?

Quantos funcionários públicos têm o 12º atrasado e têm ameaçado o 13º?

Quantos funcionários públicos têm os seus descontos para a SS em parte incerta?

Quantos funcionários públicos estão a recibo verde?

Quantos funcionários públicos não têm rede de segurança?

Qual o peso desta gente toda, comparando com todos os outros nas contas do Estado?

A quem se deverá pedir mais sacrifícios?

 



uma psicose de jfd às 11:58
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Obrigado Estado!

fonte: Jornal de Negócios

 



uma psicose de jfd às 11:36
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Alguém leu o relatório?!

Adoro a politica em Portugal. É daquelas coisas giras de assistir. Todos são especialistas em tudo - podemos chamar-lhe o "complexo Marcelo" - e ninguém lê os documentos de que fala.


Caso em ponto: Relatório da OCDE. Será que alguém leu o dito documento? Vamos dar, aqui no Psico, uma voltinha ao dito documento:

“To rebalance the Portuguese economy and move towards a higher and sustainable growth path, rapid consolidation of the public finances is essential (1). Consolidation measures should continue to be strictly implemented, preferably through expenditure restraints (2), but the government should stand ready to curb tax expenditures and raise the least distortive taxes if needed.

A OCDE afinal não diz para subir impostos como gente grande. O que a OCDE diz é que a Despesa deve ser controlada e reduzida, e se necessário em ultimo caso, aumente-se os impostos que menos distorcem a economia. Vai mais longe - o relatório - sugerindo que se subam impostos sobre o consumo para reduzir impostos sobre o rendimento, esses sim uma amarra enorme na vida do Português, e o fim de deduções para simplificar e reduzir custos fiscais. Um pouco diferente do spin nas noticias.

“The fiscal deficit started to deteriorate in 2008 and reached 9.3% of GDP in 2009. This followed a large fiscal consolidation in 2005-07 and, to some extent, was induced by measures that were not directly related to the crisis, such as a cut in VAT and a sizeable (2.9%) wage increase for civil servants in 2009. (3)“

Este ponto é interessante. Então parece que afinal, para a OCDE, a culpa desta derrapagem das contas públicas de 2008-2010 não é só devido à crise financeira, como apregoado pelo PS. Parece que o PSD tem tido razão nos últimos 2 anos: O aumento eleitoralista de 3% nos ordenados da função pública, a descida - também eleitoralista - do IVA, pesou. E muito! Aqui é melhor nem fazer spin, mais vale não dizer, não é?

“Increases in unit labour costs have been due both to a disappointing productivity performance and to insufficient wage moderation, where pressures from the sheltered sectors (including the public sector) are likely to have played a major role. (5)”

Campos e Cunha, Medina Carreira e Vítor Bento são alguns economistas que estão sempre a bater nesta tecla. Eu tenho feito eco disso aqui no Psico em alguns posts e comentários passados sobre esta temática: a protecção de alguns sectores - sector não transaccionavel - coloca uma pressão nos salários e preços, canibalizando o sector transaccionavel, o único que exporta. Isto provoca desníveis salariais graves e um défice externo estrutural.

“…the fall in energy imports and the development of energy-related industrial clusters with export potential need to be weighed against more expensive electricity from renewable sources (at least at current oil prices) and the opportunity cost of resources channelled into renewable energy. (6)”

Parece que o grande avanço português nas ventoinhas tem custos. Quelle Surprise. Mais um ponto para Sócrates?

“Continuing to implement the consolidation measures in a strict way is essential to secure fiscal sustainability, even if the cyclical situation turns out worse than expected. Otherwise, the financing conditions for both the public and private sectors may deteriorate substantially, with a sharp increase in risk premia and severe consequences for economic growth. (7)”

Num post passado comentei isto: Finanças públicas instaveis levam a maiores taxas de juros. Isto conduz a um maior custo para a economia, na sua globalidade. Quanto maior o juro, mais o País "trabalha para aquecer" e pagar dívidas. As consequências são persistentes. É economia básica e aqui a OCDE faz eco disso.

 

Agora, eu entendo que o Governo, e o PS, tenham tentado fazer o "spin" do relatório. Ele não lhe é nada favorável. O relatório mostra que a política fiscal, financeira e económica do Governo, tem sido irresponsável. Isto eu entendo.

 

O que eu não entendo, é porque é que o PSD reage com:

“É extraordinário como há uma discrepância tão grande entre o que está no relatório e o número de propaganda que o antigo ministro das Finanças do Partido Revolucionário Nacional do México veio fazer a Lisboa”, disse Nogueira Leite.

 

Em vez de irmos buscar o conteúdo, que nos era vantajoso como aqui está demonstrado, pois atesta ao que o PSD tem vindo a dizer nos últimos anos, fomos fazer um ataque ad homine ao secretário-geral de uma organização internacional respeitada. Tinhamos, neste relatório, a oportunidade perfeita para dizer a Socrates: "Está a ver como não tem razão? Não é só o PSD que o diz. Leia, que este relatório é mesmo da OCDE".


Agora, transformámos este relatório numa troca entre quem ataca o secretário-geral da OCDE (PSD) e quem o defende (PS), criando ruído para que o dito documento, critico para com a política socialista dos últimos 15 anos, cai-a em saco roto.

 

Desnecessário diria eu!



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 11:22
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Pela boca morre o peixe

Este provérbio resume a nossa actualidade. Não só porque o dono da Segway morreu num acidente de Segway. Aparentemente, e de acordo com as notícias apocalípticas dos últimos dias envolvendo dívida, juros, OCDE, impostos a subir, orçamento, aprova, não aprova, a confiança dos consumidores portugueses aumentou em Setembro...

 

Ah pois é, meus amigos! O tuga envia sinais muito sérios ao governo, Presidente, parlamento e partidos da oposição. Está pronto para torrá-lo! Porque está aí a chegar o Natal e, é bem sabido, haja mais ou menos, há que torrar o euro nas prendinhas, porque na carteira vale cada vez menos.

 

É caso para lembrar aquela brilhante frase, da autoria do nosso eloquente Aníbal, do abismo e do passo à frente... O tuga está mais que motivado a dá-lo...

 



uma psicose de Rui C Pinto às 10:32
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Porquê?

 

Transexuais: PSD quer impedimento procriar consagrado na lei

 

Exma. Sra. Deputada Teresa Morais, explique-me lá com muita paciência...



uma psicose de Rui C Pinto às 09:52
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PM - Um Exemplo de Democracia (II)

 

 

QUEREMOS SUBIDA DO SALÁRIO MINIMO

 

 

 

 

QUEREMOS TGV

 

QUEREMOS NOVO AEROPORTO

 

 

Este país está a cair vítima da direita fascista!

Os Portugueses votaram há um ano atrás por um programa político claro e detalhado e devem ter aquilo por que votaram.

 

Toda a oposição de direita tem claramente um défice democrático e uma nítida veia autoritária ao defender que o governo TRAIA os seus eleitores e ponha em prática o oposto do que prometeu.

Que direita vergonhosa e 'salazarenta' nós temos neste país...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 01:00
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Terça-feira, 28 de Setembro de 2010
Eu não quero ser chato, mas... (II)

 

 

 

É obra aumentar taxas de juro em 60% num ano.

Qual é a desculpa para hoje, pelo máximo histórico de 15 anos nas taxas de juro das obrigações portuguesas a 10 anos?



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 14:56
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Coisas que deixam o JFD de boca aberta (2)

José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, commonly known by his given names José Sócrates, is the prime minister of Portugal and secretary-general of the Socialist Party. Sócrates first became prime minister in 2005 and was re-elected in 2009.

 

He was born in 1957 and spent his early years in the city of Covilhã. At the age of 18 he went to Coimbra, where he earned a degree in civil engineering. He received an MBA in 2005 from the Lisbon University Institute.

 

 

José Sócrates was one of the founders of the youth branch of the Portuguese Social Democratic Party before changing his political affiliation and joining the Portuguese Socialist Party in 1981. He was a technical engineer for the Covilhã city council and has been elected a member of the Portuguese parliament since 1987. He served as spokesperson on environmental affairs for the Socialist Party from 1991 to 1995. In 1995, he entered government as secretary of state for the environment. Two years later, Sócrates became minister for youth and sports and was one of the organizers of the EURO 2004 cup in Portugal. He became minister for environment and territorial planning in 1999. Following the elections of 2002, Sócrates became a member of the opposition in the Portuguese parliament. In 2004, he became secretary-general of the Socialist Party. After the victory of his party in the 2005 Portuguese election, Sócrates was called on to form a new government. He was elected for a second term as prime minister in September 2009.

 

Portugal has made dramatic changes in its energy policy over the last five years under the government of Prime Minister Sócrates. The country's installed renewable energy capacity more than tripled between 2004 and 2009 and renewable energy sources now represent roughly thirty-six percent of electricity consumed. Thanks to this performance, Portugal currently ranks fourth in Europe in energy production from renewables.

Under Prime Minister Sócrates, the government has tried to create new rules and implement reforms aimed to improve efficiency and rationalize resource allocation in the public sector, fight civil servant overcapacity, and reduce bureaucracy, but the country's public debt and deficit, as well as high unemployment, remain problems.

 

This spring, Portugal joined the five European countries that have already legalized same-sex marriage: Netherlands, Belgium, Spain, Norway, and Sweden. France and Denmark recognize same-sex unions, which convey many but not all of the rights enjoyed by married couples.

 

Sócrates has two sons, José Miguel and Eduardo.

 

Source: Information provided by the office of Prime Minister José Sócrates.

 

http://www.worldleaders.columbia.edu/participants/jos%C3%A9-s%C3%B3crates-0



uma psicose de jfd às 11:43
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Centros Comerciais

 

Fez ontem 25 anos que foi inaugurado o Centro Comercial das Amoreiras. Foi sem dúvida o primeiro grande centro em Portugal. O Centro que veio mudar e muito a mentalidade e o dia a dia dos portugueses. Ora, hoje fazemos tudo enfiados num local fechado. Podemos acordar, ir cortar o cabelo, beber um café, ler o jornal, comprar um par de calças, almoçar, comer um gelado, ouvir um pouco de música, ler, estar entretidos com jogos, ou até carróseis, assitir a concertos, fazer as compras para o jantar e terminar com um cinema. Podemos tudo sem sair do mesmo local.

 

Ver o aparecimento de centros comerciais, é assistir quais cogumelos a cada esquina a crecer. Onde se pensa que já estão muitos, nasce logo ao lado outro espaço ainda maior e com mais lojas. No sentido oposto, vemos as típicas ruas a definhar, entregues aos chineses, ao abandono ou com restaurantes antigosem que os empregados passam mais tempo de ementa na mão a tentar angariar clientes do que propriamente a servir. Preferimos estar fechados com milhares de pessoas, a subir e descer em escadas rolantes e a roubar das mãos uns dos outros os últimos artigos. Preferimos o local fechado ao ar puro.

 

Preferimos ter tudo logo à mão. É totalmente legítimo, é o padrão da nossa sociedade: facilidade e comodismo.



uma psicose de Diogo Agostinho às 07:49
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Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010
Alô? Internacional Socialista boa tarde?

Para a OCDE, o governo deve estar disposto a aumentar mais os impostos, concentrando-se naqueles que prejudiquem menos o crescimento, como as taxas sobre o consumo (IVA) e a propriedade.

****

LISBOA - Portugal tem de cumprir as planejadas medidas de austeridade e pode precisar aumentar mais os impostos para reduzir seu déficit orçamentário, afirmou a Organização para a Cooperação Econômica e o Desenvolvimento (OCDE). Angel Gurria, secretário-geral da instituição, disse que Portugal precisa de unidade política em apoio à consolidação das finanças públicas para recuperar a confiança dos investidores

*****

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, em resposta às recomendações da OCDE, apelou à união dos portugueses no momento difícil que a economia do país atravessa.
O relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico recomenda, recorde-se, o aumento de IVA, IMI e IMT, o congelamento de salários da Função Pública, a redução do tempo e valor do subsídio de desemprego e diminuir a protecção legal aos trabalhadores e as contribuições de empresas à Segurança Social

 

 

São assim os recados que nos chegam pelos amigos dos socialistas. Amigos esses que deixam muito a desejar.... Não julgo ninguém pelo passado. Sim pelo presente, mas gosto de saber por onde andaram, quem foram e o que fizeram para serem quem agora são. E este senhor que tão convenientemente toca pela mesma partitura que parece querer validar o irresponsável comportamento do Governo Português é apenas Angel Gurría, Secretário-Geral da OCDE que foi ministro dos Negócios Estrangeiros (1994/99) e das Finanças (1999/2000) na presidência de Ernesto Zedillo Ponce de León, eleito pelo PRI (Partido Revolucionário Institucional, membro da IS – Internacional Socialista). Segundo a oposição ao PRI, durante o período em que o partido esteve no poder, as eleições nada mais eram que uma simulação de uma aparente democracia. Também lembram que fraudes eleitorais, incluindo repressão e violência contra os eleitores, eram recursos utilizados pelo PRI quando o sistema político não funcionava como o partido pretendia. Em 1990, o escritor peruano Mario Vargas Llosa chamou ao governo mexicano do PRI, "ditadura perfeita". Todos nós por aqui nos recordamos de Llosa nem que seja pela recomendação de uma das nossas professoras da Universidade de Verão, o genial A Festa do Chibo, recomendado por Mónica Ferro.

É este o Señor Mãos de Tesoura que envia recados para a nossa Lisboa... Será que também manda cortar em despesas irrelevantes e desnecessárias?



uma psicose de jfd às 22:03
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A luta continua, mas contra quem? - Parte II

Depois dos murais do PCP de Almada terem sido misteriosamente pintados durante a noite pela segunda vez consecutiva, os comunistas decidiram apresentaram uma queixa-crime contra desconhecidos na PSP por considerarem estes actos "uma inaceitável demonstração de intolerância".

 

Apesar dos apelos da oposição para não o fazerem, o PCP reafirma a sua revolta e vai repor os “Lenines” e as rubras bandeiras por Almada fora ainda este mês. 

 

Tal como na América Latina iletrada do século passado (ou deste século...), o partido continua a querer educar o povo a pensar em conformidade com o regime, factor fundamental para resgatar da ignorância e molda-lo aos "novos tempos".

 

Persiste na divulgação da mensagem através de bonecada, assolapados por um instinto infantil que não merece benignidade e enternecimento.

 

No final desta jornada de trabalho, os camaradas vão regressar à sua sede kitsch e refugiar-se no silêncio da doutrina partidária até alguém voltar a defender com a sua própria trincha o direito de não querer um Lenine pintado à porta de casa.

 



uma psicose de Beatriz Ferreira às 18:00
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Republicanos na América (13)

 

Uma das minhas preferidas conservadoras, Ann Coulter, por mais me entreter disse isto no Homocon, um evento de Gays do GOP;

Marriage "is not a civil right -- you're not black," Coulter told the crowd, building upon an argument that claimed the equal protections provided by the Fourteenth Amendment -- and potentially used to build a case for marriage equality -- were only applicable to black people.



uma psicose de jfd às 17:41
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Politicamente correcto, te agradeço!


uma psicose de jfd às 17:12
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O Processo (de Paz?)

 

O politicamente correcto situacionista dos media volta a fazer das suas. Israel é já há algumas décadas a vítima preferencial dos meios de

comunicação e tal como a Coreia do Norte, um estado ostracizado de nos jours.

 

 

Em Portugal com o seu espectro político esquerdista, os papagaios entram imediatamente em acção. Mas quem em Portugal se dá ao trabalho de olhar para a questão com olhos de ver? Objectivamente? Que eu conheça ninguém, quanto mais não seja porque os formalismos e o políticamente correcto são absolutos na nossa sociedade.

 

Antes de mais, o que está na mesa? Chamam-lhe o 'processo de paz' mas não é paz que está na mesa pois a paz impera. Em termos de estabilidade geopolítica, a separação faccional que se deu entre Gaza e Cisjordânia foi dos melhores resultados que poderiam ter advindo da luta ideológica na Palestina. Hoje há paz...

Não, aquilo que verdadeiramente está em causa é a independência Palestiniana. É por isso que a administração Americana luta.

 

Porquê?

O desejo de tornar a Palestina independente assenta em três suposições que eu considero no mínimo imperfeitas: uma mantém que os Palestinianos estão a ser oprimidos pela ocupação do Estado Israelita, a segunda parte do princípio que se a Palestina conseguir a sua independência haverá menos anti-Americanismo e antisemitismo no mundo Islâmico e a terceira sustenta que a paz no Levante 'contaminará' o resto do Médio Oriente.

 

Que os Palestinianos não vivem como gostariam é um facto mas daí a serem oprimidos já é um salto muito grande. Em Gaza - aonde a situação alegadamente é pior, ninguém ocupa os Palestinianos e a economia - apesar do bloqueio Israelita - prospera. É o único 'desastre humanitário' que eu conheço aonde ninguém morre de fome...

Isto para não mencionar que os Palestinianos que vivem nos territórios ocupados gozam de melhores condições de vida que a maioria dos Árabes. No mínimo é caricato.

O preconceito anti-ocidental e antisemita no Médio Oriente tem pouco a ver com a Palestina, ao contrário do que o comentariato nos gostaria de fazer pensar. Na verdade os EUA já eram odiados ANTES de invadirem 'solo muçulmano' e organizações que emergiram para lutar contra os 'Judeus e cruzados' como a Al-Qaeda, sempre se preocuparam mais em matar muçulmanos que judeus.

Finalmente, o argumento de que a paz na Palestina alastrará ao resto do Médio Oriente parece-me basicamente o mesmo argumento que Bush 43 fazia: faça-se o Iraque democrático e a democracia liberal espalhar-se-á pelo Médio Oriente...

 

Como se não bastassem estas falácias, ainda temos os papéis invertidos: a Palestina - por todos reconhecida como a parte fraca - a exigir pre-condições para as negociações. Eu faço-me explicar: os fortes impõem condições, os fracos aceitam-nas. Israel está muito bem como está: enquanto a Palestina não for independente, eles têm poder discricionário nos territórios ocupados. Os Palestinianos não se podem dar ao luxo de sair das negociações porque quem mais tem interesse nelas, são eles!

Mas claro que os Palestinianos 'nunca perdem uma oportunidade para perderem uma oportunidade' e não é surpreendente que mais uma vez por culpa própria eles abdiquem da independência imperfeita agora, a favor da independência perfeita nunca.

 

 

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 15:39
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Paixão é preciso!

Quando temos Mário Soares a ecoar a seriedade e a visão de PPC na comunicação social, algo está mal neste País. Mal e muito errado em contraste comum Cavaco eleitoralista, um Santana alienado por si próprio, um Alegre que corre atrás de Cavaco, um Paulo Portas sempre seguindo aquele minuto que valerá pelos tais quinze e um PCP e um BE eternamente encostados aquilo que é a esquerda desacreditada pela razão e história. No PSD o grupo dos elitistas faz por se agarrar aos últimos resquícios de poder e influência quais cegos pelo pelo passado recusando reconhecer a nudez de um imperador que já não tem relevância. Felizmente não passam de uma minoria. E felizmente, em extinção. Pois o resto do partido é sério e pretende a  melhoria do país e de suas condições. Não a qualquer preço, mas a um justo preço. O sacrifico é de todos e para todos, especialmente por quem mais pode e para quem mais precisa. Há que quebrar com o que sempre foi. Não sou contra os 120 milhões que se pouparam com as medidas de fiscalização do RSI, mas tenho um grave problema com o facto de que em 2009 se gastaram 800 milhões em pareceres jurídicos externos. Tão somente porque não considero realmente que o Estado tenha de se especializar em pareceres jurídicos. acho bem que vá ao mercado, mas ao mesmo tempo que não alimente uma força gigantesca de recurso humanos desaproveitados.

E Sócrates sabe que o fim se aproxima. E tal como sabia que o poder se aproximava aquando do seu reinado pelo ambiente em que vários amigos e boys ficaram espalhados por vários principados, principalmente pelas águas, agora que sabe que o fim está próximo é com tristeza que se lê dia após dia o DR e suas nomeações, as trocas e baldrocas de lugares e lugarezinhos e aquilo que se antevê desde já como a manutenção daquilo que sempre foi...

 

Guterres viu o seu orçamento minoritário passado graças a uma fábrica de queijo. Graças a esse grande partido franja da democracia nacional que é o CDS/PP. Cerca de um ano depois e para evitar o Pântano Político, Guterres virou as costas a Portugal.

 

Sócrates, orgulhoso e grande estratega cria o seu pântano. Faz com que haja razão para abandonar o navio. Os próximos tempos como os que se lhes antecederam serão de mais fogo de artificio. Mais culpas do PSD, mais culpas de Pedro Passos Coelho e de cada vez mais ataques de franco atiradores e especialmente de fogo amigo.

É importante ser duro. Ser forte e ser consequente com as nossas posições. Saber o que queremos e aquilo em que acreditamos. E não ceder à primeira fabricação reflectida como manchete num pasquim qualquer ou à primeira opinião de um auto proclamado pundit qualquer!

 

É importante a seriedade. Tenho vindo a dizer.

Mas também é importante a paixão. É importante lutar por aquilo que acreditamos.

Lutar pelo nosso país e agarrar o nosso futuro. Os nossos passos são seguros.

Não corremos para fora do navio nem viramos as costas a Portugal.

Eles que façam o que sempre fizeram, não contam com a nossa ajuda certamente.

Como nunca contaram nem contarão.



uma psicose de jfd às 13:42
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Domingo, 26 de Setembro de 2010
Muitos parabéns ao nosso MNE, foi uma semana excelente...

 

O MIL repudia e censura veementemente as recentes declarações do Ministro Português dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, segundo as quais “Portugal não vai fazer parte de uma futura força de estabilização caso esta venha a ser criada e enviada para a Guiné-Bissau”. Consideramos incompreensível que Portugal, sempre tão lesto a participar em acções fora do espaço lusófono – ex-Jugoslávia; Iraque; Afeganistão, etc. – recuse à partida o auxílio a um povo irmão como é o guineense.

Por outro lado, o MIL expressa a sua perplexidade por, na mais recente distribuição de pastas no SEAE, Serviço Europeu de Acção Externa, a Portugal ter calhado o Gabão (!), enquanto, por exemplo, Espanha foi presenteada com Pequim (segundo posto), Argentina, Angola, Namíbia e Guiné-Bissau. Sinal bem evidente da importância que nos reconhecem no seio da União Europeia e da falta de empenho e dedicação do Governo e da nossa Diplomacia.

 

 

Não percebo este desinteresse pela Lusofonia. Será que Amado está para sair? Será que simplesmente o país não funciona quando o PM está fora? Terá havido negociações para a atribuição destas pastas de todo? Que tivemos nós a dizer?



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 10:07
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Sábado, 25 de Setembro de 2010
Adeus ó vai-te embora!
* para a próxima não dás entrevistas a falar do Grande Líder :P


uma psicose de jfd às 23:05
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Estabilidade? Na sua boca?



uma psicose de Diogo Agostinho às 20:07
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A Envergonhada Neutralidade

 

O governo e a oposição têm que se entender e têm que o fazer rapidamente.

 

 

 

Como Português e como apoiante do PSD no entanto, não posso deixar de notar que muitos dos intervenientes que a público vêm opinar, o fazem sempre com um certo distanciamento que passa como objectividade, mas não é. Vêm a público falar da necessidade de 'resolver os problemas do país', sempre sem irem ao busílis e admitirem os gravosos erros do governo na matéria. Cavaco Silva, Jorge Sampaio, a liderança do PS e mesmo Passos Coelho, todos têm - apesar dos seus atributos e conquistas - a mácula de num momento ou outro terem colaborado com José Sócrates mais do que necessário, mais do que requerido pelo quadro institucional. Não vou entrar em pormenores porque estes são conhecimento público.

 

A verdade é que agora temos uma crise profunda alicerçada na irresponsabilidade que os entendimentos pontuais e auxílios circunstanciais com Sócrates acabaram por incentivar. José Sócrates não foi um líder que subiu a pulso, não foi um intelectual que tivesse sido proposto para liderar pelos seus atributos superiores, não, ele é sim um animal político para quem qualquer jogo circunstancial e respectivas manobras políticas de bastidores são o oxigénio do qual ele se alimenta. Infelizmente para as personalidades que eu já citei, ninguém foi capaz de antever - ou não foi capaz de se importar - com as consequências de beneficiar e facilitar a ascenção de alguém sem sentido de estado, para o cargo mais importante na gestão do país.

 

Peço apenas que tenham isto em mente quando finalmente sentarem governo e oposição sob o mesmo tecto na discussão do orçamento. Isto porque todos já sabemos que a queda deste PM está fora de causa devido à crise - entre outros motivos...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 14:27
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Boa disposição no parlamento Suiço

O Ministro das Finanças Suíço fez isto quando se referia a importação de carnes curadas ou picantes... É de facto um riso contagiante!!!

 



uma psicose de Rui Cepeda às 01:21
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Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010
Só para a fotografia

 

De 29 de Setembro a 1 de Outubro terá lugar em Aberdeen um think tank europeu sobre regiões marítimas periféricas. Eis que me deparo, na lista de participantes portugueses com mais uma excentricidade do nosso inusitado sentido de oportunidade luso... O Presidente do Governo Regional dos Açores faz-se acompanhar pelo seu fotógrafo pessoal, caso único na lista de participantes. Seria cómico se não fosse mais um exemplo do atavismo atroz que teima em não desaparecer neste país.

 

É caso para dizer que Carlos César vai "para a fotografia".

 





uma psicose de Rui C Pinto às 19:11
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Se nada mais der certo

Se nada mais der certo é o título de um filme de 2008 realizado por José Eduardo Belmonte. Tendo como pano de fundo a sociedade "paulistana" retrata a fragilidade económica dos jovens numa classe média ainda por afirmar, que leva facilmente à exclusão e à criminalidade. Num país onde o muito pobre vive lado a lado com o muito rico, a moralidade facilmente se relativiza.

 

O Brasil vive um momento crucial mas parece já ter escolhido o caminho. Vai prosseguir uma trajectória de oito anos, que tem sucessos inequívocos, mas que tem também muitas fragilidades. Lula convenceu o Brasil de que sozinho pode fazer o caminho do progresso. Com a Bolsa Família subsidiou uma fatia substancial de brasileiros que assim criaram uma ilusão de classe média. Com base no consumo interno conseguiu galgar os dois dígitos de crescimento económico nos últimos oito anos. Conseguiu até reduzir a criminalidade com uma política pro-activa, especialmente junto das crianças das favelas. E esta política deu frutos eleitorais. Os números conseguem calar oito anos de sucessivos escândalos de corrupção. Apesar de tudo, o Brasil deu um salto impressionante. O ganho humano é brutal! Porém, foram lançadas sementes perigosas à terra. Se por um lado foi de devedor a credor do FMI, grande parte do investimento no país é público e a capacidade de financiamento garantida essencialmente pelo banco estatal BNDS, o que leva a que o investimento em infra estruturas para além de diminuto, comparativamente com outros países do BRIC, absorva grande parte das reservas federais. Acrescentar à fórmula as taxas de analfabetismo e o deficiente desenvolvimento tecnológico torna o cenário ainda mais cinzento.

 

Mas o pior da política de Lula é a política externa. Quando o país precisa de credibilidade internacional e uma imagem de estabilidade para captar investimento e, assim, libertar o investimento público para políticas de educação e saúde, Lula aparece ao lado de Ahmadinejad e Hugo Chavez, e vai ao beija mão a Cuba.

 

Na hora da despedida, Lula deixa um povo cheio de esperança, convencido de que é capaz do progresso sozinho, sem o FMI, sem os US, sem a Europa. Esperemos que trilhem o sucesso! Se nada mais der certo, é fácil prever o resultado.



uma psicose de Rui C Pinto às 14:35
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