Sábado, 31 de Julho de 2010
Histórias I ou "Chamem-me fascista"

 

Fez no passado dia 27, 40 anos sobre a morte do "ditador fascista" Salazar.

 

Digo ditador fascista porque foi isso que me ensinaram na escola.

Ao longo dos anos tenho percebido que o nosso país sofre de um défice democrático a nível histórico. A História, tal como no caso da Segunda Guerra Mundial, tem sido deturpada de modo a saudar os vencedores e a descredibilizar os perdedores. O herói é quem ganha. O perdedor é sempre vilão.

Fala-se ainda pouco de Salazar. Há um medo que não entendo. Será medo da verdade ou será medo da opressão quando se diz a verdade?

Não sei. Gostaria que se visse mais o homem enquanto um estadista com uma ideia própria da Pátria e de entrega da vida pelo bem da Nação e não como um Leviathan ou um monstro que destruiu o país e oprimiu o povo.

Não vivi no Estado Novo. Tenho só 20 anos e uma amálgama de relatos, manuais de história Pré 25 de Abril e contemporâneos. Mas do que li, do que ouvi, não vejo um monstro. Vejo amor à Pátria. Como nesta democracia pouco ou nada vi.


Falta de visão e pobreza alargada

Hoje em dia vivemos numa crise. Económica, social, política. A democracia que nos prometeu o futuro, a igualdade, a vida, começa a desgastar-se cada vez mais.
Diz-se que o país vivia em pobreza. Tendo em conta que os meus avós começaram por percorrer o país de lés a lés e conheceram a população profundamente, acredito quando me dizem que a pobreza era só uma fachada. Que algumas vezes os mais pobres eram geralmente aqueles que tinham mais pecúlios ao ponto de poderem viver uma vida folgada.
É verdade que Salazar falhou em muitos aspectos. Mas acusá-lo de falta de visão, significa colocá-lo numa posição de desigualdade em relação aos políticos de hoje. Porque haverão estes de ser desculpados dos seus actos e Salazar acusado?
Não o defendo. As suas convicções subjugaram o povo àquilo que Salazar via como ideal. Assim nasceu a PIDE, julgo eu. Será pior um homem que impõe a sua vontade por achar que é o melhor para o seu povo, ou um homem que só se preocupa com o que é melhor para si jogando o povo de modo a retirar os melhores proveitos para si?
Era uma vez o Banco de Portugal

Pouco antes da Fonte Luminosa, um dos marcos mais bonitos de Lisboa, cujo brilho tem sido ofuscado pelas permanentes águas paradas e luzes apagadas, ser inaugurada, conta-me a minha senhoria, cujo falecido esposo trabalhava na construção, Salazar passou de carro para ver como tinha ficado. No cimo, penduravam-se já as letras S e A. O ditador inquiriu o que era aquilo. Pretendia-se ter o seu nome suspenso na Fonte aquando a inauguração. O ditador perguntou quanto custaria aquilo aos cofres do Estado. A resposta não o agradou. "Não quero". E assim foi.

 

Há dias, a agência Bloomberg escrevia que o antigo ditador poderia ser recordado como o melhor investidor que Portugal já teve, caso o banco central português autorizasse o país a beneficiar das suas reservas de ouro.

Em proporção com o tamanho da economia, actualmente Portugal armazena mais ouro que qualquer outro país na Europa, a maioria do qual acumulada durante os 36 anos da ditadura de Salazar com poupanças e o dinheiro das exportações portuguesas, incluindo volfrâmio (tungsténio) e da indústria conserveira. Graças a Deus que mesmo com a dívida pública o ouro de Portugal, gerido pelo Banco de Portugal, cuja regulamentação indica que o ganho procedente das vendas de ouro têm de ser colocadas numa conta, não pode ser transferido para o tesouro público.

 

Para além de enriquecer as nossas reservas de ouro, défice não entrava no vocabulário do Orçamento da altura. Culpem o Plano Marshall. Nós também temos um Plano Marshall of our own - os fundos comunitários. Não é por causa disso que não estamos na bancarrota.

 



uma psicose de Essi Silva às 14:30
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A coragem de romper o silêncio

 

Esta é uma fotografia antiga da minha presidente, chefe e amiga Isaura Morais.

Tem cinco anos esta imagem e revela algumas das qualidades desta mulher, mãe, autarca e profissional: determinação, destemor, genica e desembaraço.

Ontem continuou a comprovar que a palavra “coragem” num seu antigo lema de campanha não foi em vão.

Venceu o medo, a vergonha e negação quando disse à polícia o que tinha de dizer.

Isaura vai em frente, tens aqui a tua gente!



uma psicose de Paulo Colaço às 13:31
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Sexta-feira, 30 de Julho de 2010
Chocante

Julgamento da Casa Pia em risco de ser anulado

 

Isto é chocante. Mas cabe na cabeça de alguém que o processo Casa Pia se arrasta, siga com atrasos, cancelamentos e que agora possa ser anulado? E como assistimos a isto tudo? Parece que é banal. Uns miúdos foram violentados, molestados, miúdos com dificuldades económicas, a cargo do Estado, que serviram de banquete para senhores poderosos, ricos e com influência tremenda. Bem sei que os senhores que vão a julgamento são gotas no oceano de que é a nojeira deste caso.

 

Ninguém acelera este sistema de justiça que não funciona? É nojento tudo isto! É nojento a cobertura, as entrevistas, as tentativas de limpeza de imagem. Basta desta história!

 

Ainda veremos os culpados a serem apenas Bibi e o Juíz Rui Teixeira. Enfim, que brincadeira é a justiça em Portugal.



uma psicose de Diogo Agostinho às 08:10
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Quinta-feira, 29 de Julho de 2010
Coincidências com piada.

Tecnicamente pode não ter sido desertor, mas isso é o que menos importa. Estar ao lado do inimigo é uma atitude que tem um nome. Para mim foi bastante pior que a deserção. A rádio de Argel criava danos psicológicos nas nossas tropas e incentivava o inimigo a combater mais violentamente. Poderia ser a opinião dele (a guerra ser injusta), mas não lhe dava o direito de criar condições para causar mais baixas nos seus compatriotas".

- Almirante Nuno Vieira Matias, sobre o possível Presidente da República Manuel Alegre

 

 

O Presidente da República representa a República Portuguesa, garante a independência nacional, a unidade do Estado e o regular funcionamento das instituições democráticas e é, por inerência, Comandante Supremo das Forças Armadas.

- Constituição da República Portuguesa, Artigo 120.º




uma psicose de nunodc às 16:48
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Facebook PSD

 

Ouvi em tempos que a actual Direcção do PSD estava a pensar criar uma plataforma "tipo facebook" para os militantes do Partido. Ora aqui está um choque tecnológico que seria muito interessante para o Partido. Este processo pode criar uma facilidade de contacto entre militantes e facilidade de passar a mensagem entre o Presidente e os seus.

 

Quem diz Presidente do Partido, diz Presidente da Distrital, da Concelhia e da Secção. Quem diz Partido, diz JSD. Este processo pode ajudar a encurtar o caminho entre as ideias e os "sacos de votos". Ora se cada militante tivesse a sua página e recebesse informação sem filtros, sobre as ideias, sobre quem se candidata a que cargo, sobre opiniões de companheiros de Partido, ajudaria e muito a "limitar" o célebre cacique político. Um facebook obriga a um e-mail e uma password. Obriga a privacidade, mas permite que um mural comum a todos seja um veículo rápido e fácil de informação.

 

Neste processo faz todo o sentido a introdução de uma medida na JSD: Directas! Um jovem hoje em dia domina as novas tecnologias, sabe mexer numa plataforma destas com facilidade. Um jovem que se inscreve numa juventude partidária certamente tem capacidade para escolher. Ora, por acreditar que os jovens da JSD são pessoas interessadas e com liberdade, vejo nesta futura plataforma uma excelente oportunidade de envolver todos os militantes. Será certamente um caminho interessante.



uma psicose de Diogo Agostinho às 12:21
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Simples e claro.

A maioria PSD/CDS que lidera a autarquia portuense revelou hoje que chumbou a proposta de dar a designação de José Saramago a uma rua da cidade porque a comissão de toponímia não aprovaria um nome sem ligação direta ao Porto.

No entanto, numa carta enviada sexta feira ao PEN Clube português, o presidente da autarquia, Rui Rio, critica também a «postura de contorno intolerante» de Saramago, nomeadamente quando este promoveu «saneamentos políticos de jornalistas» enquanto «diretor adjunto do DN». «Mas deixe que também lhe confesse, com toda a transparência que, se não existisse a regra aqui referida [o critério da Comissão de Toponímia de não dar nome de rua a quem não teve ligação direta à cidade], a minha consciência teria muita dificuldade em votar favoravelmente [...] Porque o Porto é uma terra de liberdade [...] não é compaginável com posturas de contorno intolerante ou, por exemplo, com os saneamentos políticos de jornalistas que o ilustre escritor promoveu no «Verão Quente de 75», enquanto diretor adjunto do DN».

Saramago pode ter sido um grande escritor. Mas grande português nunca foi. Falta é dizê-lo em voz alta. Para quando uma comissão que prove que não se deve dar importância a um nome sem ligação directa a Portugal..?


Já a mulher dele parece querer ser uma grande portuguesa, porém...



uma psicose de nunodc às 10:07
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Autêntico

Former President George W. Bush speaks at the Economic Club of Southwestern Michigan May 28, 2009 in Benton Harbor, Michigan. Bush was to discuss his presidency and life, as well as the economy and world events in his first speech since leaving office. (Photo by Bill Pugliano/Getty Images) *** Local Caption *** George W. Bush

 

Hoje em dia não há políticos que não estejam preocupados com a câmara de televisão e a imagem pública. Mas a maioria soa-me a falso. Os políticos autênticos não precisam de um tratamento de imagem, se o político for autêntico vai sair-se bem. As pessoas apercebem-se quando está a mentir, não são ignorantes. Nunca devemos pensar que se pode construir uma imagem de alguém, fugindo àquilo que ela é.

 

O CEO da Euro RSCG, uma agência de imagem, disse-nos esta enorme verdade. De facto, é um dos enormes erros dos políticos. Mudar o que são e sobretudo como são. Mudar de registos, mudar as poses, fazer o papel de actor. Ser plástico. E não se trata apenas do recurso ao teleponto ou de colocação de voz. Trata-se de espontaneidade.

 

Trata-se de ser um ser humano que tem qualidades e defeitos. Que tem sentimentos. Na política observar as entrevistas que os nossos "actores políticos" dão, perceber que o discurso é treinado e adaptado para x momento ou y jantar é cada vez mais usual. Acho obviamente que as pessoas devem ter preparação, devem saber estar, devem ter um domínio de dossiers e temas em que irão ser abordados. Mas inventar "registos", inventar poses é não ser a pessoa como é. O CEO desta empresa fala de Lula. E tem razão, o fenómeno Lula é ele. Por mais agências de imagem, por mais tratamento que lhe façam ele passa a sua imagem. Quem diz Lula, diz Bush, com as suas limitações e expressões.

 

Viu-se em Menezes, a tentar discursos de Estado. Viu-se em Santana na sua tomada de posse como Primeiro-Ministro. Viu-se em Marcelo Rebelo de Sousa que perdeu a chama e a argúcia quando foi líder do PSD. Viu-se Manuela Ferreira Leite que não é de todo a imagem que deixou nas últimas campanhas.

 

As pessoas são o que são. E é nas suas características que está claramente o seu potencial.



uma psicose de Diogo Agostinho às 08:16
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Quarta-feira, 28 de Julho de 2010
Onde está?

Portugal está literalmente a arder. Onde anda Rui Pereira? O país arde, centenas de casas são ameaçadas, estradas cortadas e o MAI mantêm-se em silêncio. Sinceramente Sr. Ministro.



uma psicose de Luís Nogueira às 20:17
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Ha e tal porque não tem propostas....

... Vamos ver agora as reações do povinho e do povão...

 

 

O líder do PSD defende uma parceria ibérica para Portugal e Espanha possam mais facilmente ultrapassar a crise e aliarem-se na procura de novos mercados.

 

Quando o processo da Vivo se iniciou, ele tornou-se possível porque houve um esforço conjunto de entrada naquele mercado. A PT sozinha não tinha conseguido fazer essa intervenção e a Telefónica não teria tido sucesso no Brasil sem a nossa ajuda

(...)

Em termos estratégicos penso que a política correcta é partindo da base europeia explorar duas alavancas que podem ser importantes: a da lusofonia e a da parceria com Espanha a pensar nos mercados

 

 



uma psicose de jfd às 19:27
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A montanha pariu? Ou o Rato fugiu?*

A montanha pariu?

Ou o Rato fugiu?

 

* obrigado Saraiva ;)


uma psicose de jfd às 18:07
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E quê? Deixem a malta córtir!..

 

"Call them crazy, but the protesters still believed that if you corral thousands of privileged men and throw in some fine wine and a few s’mores, they cannot help but make valuable connections and, occasionally, public policy."


:
: Beyoncé – If I Were A Boy

uma psicose de José Pedro Salgado às 12:29
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Como disse que diz?


uma psicose de jfd às 10:57
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O juiz é condenado onde o culpado é absolvido

Ocorreu-me esta frase de Públio Siro quando li esta notícia.

 



uma psicose de Paulo Colaço às 01:47
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Terça-feira, 27 de Julho de 2010
TurCameroon ou a Real politik fora de prazo

"Ai agora", dirão os turcos.

As crises são excelentes hipóteses de catarse, sobretudo de hipocrisias. Cameroon, já se sabia, é um pragmático, agora sabe-se até que ponto chega o pragmatismo. Como diria um influente banqueiro "[quase] tudo tem um preço".

 

P.S.: Não Zé, não é para responder ao Amado...



uma psicose de João Marques às 16:07
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Realmente!..

 

 

«O ministro dos Negócios Estrangeiros lamentou hoje que “não se dê mais atenção no país ao que se passa no mundo”, considerando que o debate político em Portugal sobre as questões internacionais é de “uma pobreza chocante”.»

 

Lembro-me várias vezes da história daquele senhor que disse "Dêem-me dois anos como Ministro da Educação e eu resolvo-vos o problema da Saúde!"

 

Querem que o país ultrapasse a mentalidade do 'orgulhosamente sós' e de que a Europa é algo que está para lá de Espanha?

Invistam mais em possibilidades de os jovens irem estudar para fora.

 

O exemplo é o das bolsas que os estudantes recebem para fazer Erasmus, que de tão grandes que são só permitem que vá passar uma temporada fora quem delas não precisa.

 

Outro exemplo que me é mais próximo é a nossa fantástica lei eleitoral, que não permite que um estudante que se tenha inscrito por sua própria iniciativa numa escola fora de onde mora vote para eleições (drama comum aos estudantes deslocados no território nacional, sobretudo dos Açores e Madeira).

 

Querem que a malta olhe para fora com outros (mais informados) olhos?

Diz que de pequenino...


:
: Statler Brothers - Flowers On The Wall

uma psicose de José Pedro Salgado às 14:15
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Momento "opps" complicado...

The Portuguese debt office is set to become one of the first big sovereign derivatives users to bow to dealer pressure and agree two-way collateral postings. The change means the Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) will begin posting assets to its counterparties when the value of a trade swings against it to mitigate the risk that the debt office might default.

 

FT Alphaville

 

Isto é um "momento oops" preocupante. Antes de mais, a explicação em português:

Quando se transacciona derivados (por derivado leia-se qualquer instrumento financeiro que "derive" o seu preço de outro instrumento, por exemplo opções ou futuros) é preciso colocar uma margem. Essa margem é uma "percentagem" do valor nominal do negócio em questão.

 

Um exemplo reduzido ao absurdo: no "PsicoExchange" eu acordo com um colega vender 10 copos de vidro no próximo mês. Isto é um contracto derivado (o preço é derivado do valor de cada copo hoje). Como garantia, eu dou ao administrador do "PsicoExchange" 1 copo de vidro - a margem. (Sim sim, para os mais atentos, especulação 101: isto implica alavancagem).

 

Alguns derivados são de crédito. Por exemplo, Credit Default Swaps que são parecidas com seguros para obrigações (eu pago um prémio de "seguro", o spread, e se o emitente da obrigação falir, eu recebo o valor do contrato). E, normalmente, os Estados soberanos não colocam colateral nos seus derivados (é o pressuposto, "Um Estado paga sempre").

 

Logo esta medida - o Estado português começar a colocar colateral no banco - levanta-me algumas questões:

 

a) Tal como diz o artigo citado, estamos a estoirar mais cedo que o normal? Colocar uma margem é uma forma de pagar para que o spread dos CDSs não suba, e leve as taxas de juro com ele (para cima, entenda-se);

 

b) Margem não colocada é dívida. Eu não posso pagar dívida com dívida. Ou melhor, não devo (o Estado Português está a emitir dívida para pagar juros). Duvido que os bancos emitentes aceitem dívida pública portuguesa como margem para os derivados de crédito do Estado Português. Isto implica ou usar dinheiro ou usar obrigações de outros países. De qualquer forma, vai secar liquidez (que não temos). O que me leva de volta ao ponto a) para estarmos a fazer isto, estamos pior que o divulgado;

 

c) Ter de colocar margem implica que andamos a brincar com derivados de crédito. Agora a pergunta é: para que raio andámos a brincar com derivados de crédito!? Relembro que um dos usos dos derivados é esconder passivos (aka, lembram-se de como a Grécia escondeu o defice? Foi com derivados).



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 12:00
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Ai de quem discutisse

Salazar morreu há 40 anos.

De entre as suas frases mais conhecidas está esta: "Não discutimos deus e a virtude. Não discutimos a Pátria e a sua história. Não discutimos a autoridade e o seu prestígio. Não discutimos a família e a sua moral. Não discutimos a glória do trabalho e o seu dever."

Houve quem discutisse algumas destas coisas. Sobretudo a autoridade.

À maior parte correu mal essa façanha de questionar.

A minha homenagem a quem se opôs ao Estado Novo aqui fica.



uma psicose de Paulo Colaço às 00:07
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Segunda-feira, 26 de Julho de 2010
Livro Branco

 

Depois destes tempos, diria, conturbados, lá dei de caras este fim-de-semana com uma boa notícia do PSD. A criação de um Livro Branco das Empresas. Uma proposta que o Líder do PSD encomendou e que terá em linha de conta a contribuição de empresários, Grandes Empresas e PMEs, com distribuição geográfica e sectorial, em que irão ser abordados diferentes temas.

 

Ora cá está algo que me agrada. Tenho como definição de liderança a capacidade ouvir. Acho que muitos dos males que existem e dos erros que se cometem é pela característica de certos Líderes não ouvirem. A mania de decidir e por isso demonstrar força e liderança é um caminho, que a meu ver está incorrecto. Ouvir nestes tempos quem anda no terreno, sobretudo ao nível das PMEs é uma ajuda e enorme valor acrescentado. Parece-me claro que dar voz a estes empresários será útil na resolução da nossa crise. Pequenos contributos podem fazer toda a diferença.

 

Saúdo a iniciativa.



uma psicose de Diogo Agostinho às 07:46
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Domingo, 25 de Julho de 2010
...

A minha mensagem

 

 

A mensagem do CDS

 



uma psicose de jfd às 10:06
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Sábado, 24 de Julho de 2010
Será que é assim que pretendem despachar Queiroz?

O secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, reconheceu este sábado que o inquérito instaurado a Carlos Queiroz, por insultos a uma brigada antidopagem, contém “factos graves”.



uma psicose de Paulo Colaço às 23:44
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Sexta-feira, 23 de Julho de 2010
Quando os ex falam...

  

 

Ora, numa semana observámos (até ao momento), que três ex-Presidentes do PSD são contra o timing da proposta do actual Presidente do Partido, de revisão constitucional. Mais opiniões claro está. Mas opiniões de pessoas que já ocuparam aquele lugar e que merecem ser ouvidas. Não foram ao Conselho Nacional é certo, discutirem. Porém, a proposta apareceu antes e é longa a tradição dos ex-líderes não irem a Conselhos Nacionais.

 

Passos Coelho avançou como candidato à liderança do Partido a criação de uma auscultação de ex-Presidentes do Partido. Seria esta uma boa ideia a implementar. Ouvir quem o antecedeu é sempre um ganho. Continuo com a minha OPINIÃO. Esta proposta, sobretudo ao nível de poderes do Presidente da República irá influenciar a próxima campanha presidencial. Fragiliza o candidato que o PSD apoiar. Mas mais que isso retira as atenções dos portugueses das medidas de combate à crise que vivemos.



uma psicose de Diogo Agostinho às 07:52
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Quinta-feira, 22 de Julho de 2010
Para quem não pode ir


uma psicose de Paulo Colaço às 20:13
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Ter ouro não é tudo

 

António de Oliveira Salazar seria o melhor investidor português se o nosso país pudesse converter o seu ouro em dinheiro, noticia hoje a Bloomberg, elogiando a astúcia de Salazar, responsável pela "maior reserva de ouro da Europa".

 

Amealhar, poupar, economizar, possuir reservas de ouro, hoje mais do que nunca, é crucial.

No entanto, não é suficiente! 

As nossas reservas de ouro têm vindo a diminuir e o retrato de Portugal não se irá alterar se não começarmos seriamente a gerar riqueza... 



uma psicose de Catarina Rocha Ferreira às 17:45
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Ajuda precisa-se

Bem sei que estamos numa era liberal e que o Estado está demasiado pesado, etc. etc.

Também sei que tenho andado ausente em férias e que me pode faltar parte de informação vital, daí precisar que os mais atentos me elucidem.

Portanto digam-me lá: como é que o contribuinte, que já paga vários impostos, de valores significativos, vai pagar ainda mais pela Educação e mais pela Saúde, no âmbito da Proposta de Revisão Constitucional do PSD?

É que a sério, preciso que me ajudem a deslindrar para que é que pago impostos tão elevados. É só o cidadão a ter deveres?

 

Aiii que salto que se deu desde a consagração da Educação e da Saúde gratuitos enquanto direitos fundamentais, que uma vez alcançados, não poderiam ser retirados, à lógica do consumidor-pagador.



uma psicose de Essi Silva às 10:34
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Saco de gato? Pois...

Teorizava um colega meu de blog acerca do PSD se perder ilustrando tal com um saco de um gato. PSD a quem o mesmo colega teria também teorizado acerca da falta de dialogo e da possibilidade de discórdia da corrente maioritária enquanto se solidarizava com AJJ;

Caro Alberto João Jardim. Como o compreendo.

Ora espero que o meu caro Luís Nogueira tenha tido a oportunidade de acompanhar os ecos da Comissão Política e especialmente do Conselho Nacional do PSD de ontem e de como correu a reunião e de quais foram as suas conclusões.

A Comissão Política Nacional sai mais coesa e com o mandato mais reforçado para aquilo a que se propôs desde o primeiro esboço a uma candidatura à presidência do PSD na pessoa de Pedro Passos Coelho.

Ficamos conversados quando ao saco de gato. Fica arrumado o assunto no que toca ao ÓBVIO direito de discordar.

A não ser que o meu mui estimado colega de blog tenha mais alguma teoria ou caso para trazer à baila.

 

 

Lisboa, 22 jul (Lusa) -- O Conselho Nacional do PSD aprovou hoje de madrugada, com cinco abstenções, o anteprojeto de revisão constitucional que já tinha sido aprovado na quarta feira pela Comissão Política do partido.A aprovação do anteprojeto de revisão constitucional foi anunciada aos jornalistas pelo secretário geral e porta-voz do PSD, Miguel Relvas, que acrescentou terem sido feitas algumas alterações em relação ao texto inicial.

 

in SAPO

 

"A intenção é clarificar. Ao contrário de alguma demagogia e de anátemas lançados, dizendo que queremos trazer toda a arbitrariedade liberalizadora [aos despedimentos], isso não está no nosso pensamento", disse Passos Coelho à entrada da reunião do Conselho Nacional. "Queremos fazer evoluir a legislação laboral, casando melhor segurança com flexibilidade. E fizemos uma precisão: os despedimentos não podem ser permitidos nos termos que a lei vier a consagrar - a lei fixará o que é razão atendível", justificou o líder.
Miguel Relvas, porta-voz do PSD, lembrou até quem primeiro, na democracia portuguesa, usou a expressão que o PSD recuperou: o general Vasco Gonçalves, então primeiro-ministro, que aprovou um decreto-lei em 1975, admitindo "a cessação do contrato individual de trabalho por despedimento promovido pela entidade patronal ou gestor público, com base em motivo atendível". O suficiente para Relvas acusar de "demagogia" os críticos da proposta do PSD.


in DN



uma psicose de jfd às 09:45
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Quarta-feira, 21 de Julho de 2010
Pois...

Decreto-Lei n.º 372-A/75 (Governo Vasco Gonçalves)
de 16 de Julho

Art. 13.º O trabalhador pode ainda ser despedido com motivo atendível, desde que lhe seja dado aviso prévio.



uma psicose de jfd às 20:52
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Eu não quero ser chato, mas...

Não sei se já repararam mas o defice não está a ficar melhor. Pelo contrário, está a ficar pior.

 

Num post anterior comentei isto sobre as actuais finanças públicas:

 

(vai uma aposta que no final de 2010 vamos estar a discutir um Orçamento Rectificativo que está pelo menos 1 por cento fora das previsões, cerca de 1,5 mil milhões de euros só em aumento de juros e despesas de Capital?!)

 

É oficial: deixei de saber fazer contas!

 

Não sei se a malta do Ministério das finanças lê o Psico mas, a avaliar pelo relatório de julho da execução orçamental, concordam comigo:

 

A despesa do Estado aumentou 4,3% em termos homólogos. A aceleração da despesa efectiva é o resultado da inflexão do comportamento dos juros e outros encargos relativamente a meses anteriores.

 

Síntese da Execução Orçamental

 

Pois! Então de Janeiro a Julho gastámos mais mil milhões de euros que o ano anterior de 2009, o que faz com que o defice esteja pior em quase 500 milhões de euros até agora (Para quem gosta de fazer contas de cabeça sem ter "momentos à Guterres": 1% do PIB é um pouco mais de 1,5 mil milhões de euros).

Fazendo as contas até ao fim do ano, arriscamo-nos a ficar com um defice entre os 8,5 e os 9 por cento, porque gastámos mais 1 a 2 mil milhões de euros... em juros! Ou, traduzindo em português corrente: voltamos à estaca zero na questão do defice!

 

Afinal ainda sei fazer contas... infelizmente o Estado português/este governo continua a não saber!



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 15:18
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Dead Man Walking


uma psicose de jfd às 10:17
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Vergonha!

O ex-administrador da PT está disponível para chegar a um acordo com os accionistas

 

"Se o Sol não conseguir pagar a dívida, estou disponível para me entender com os accionistas do semanário e ficar dono do jornal". Quem disse? Rui Pedro Soares. O ex-administrador da PT. Ora, ao que isto chegou? Está disponível para comprar o SOL. Este senhor, que teve o percurso que teve, mostra-se disponível a adquirir um jornal que, bem digamos que não é muito favorável ao camarada de Partido Sócrates.

 

Que belo sentido de serviço. De facto, estes senhores mais papistas que o Papa demonstram uma lealdade e um apoio incondicional. Incrível esta história. Incrível também esta condenação.

 

Como dizem dois amigos: "Quem pode pode", "Já não há vergonha na cara"!



uma psicose de Diogo Agostinho às 07:01
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Revisão Constitucional: deve Cavaco pronunciar-se?

Não!

Isso é para os candidatos.

Alegre que aproveite para fazer a festa sozinho enquanto disputa o palco mediático com os outros perdedores já anunciados.



uma psicose de Paulo Colaço às 04:38
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Terça-feira, 20 de Julho de 2010
Discordar. Porque não?

 

"Esta não é a ideologia do meu PSD. Estou frontalmente contra e estou no direito de estar contra. Expulsem-me, que é um favor que me fazem"

 

Caro Alberto João Jardim. Como o compreendo. É certo que a vida dos partidos é feita de "mudanças"... Mas será que o PSD caminha no rumo certo? Melhor, serão estes os "novos" pressupostos que farão com que os portugueses depositem a sua confiança no partido? Uma coisa é certa. Resta-nos o direito de discordar. Ainda que muitos dos que hoje clamam por privacidade quanto à discórdia, o tenham feito no passado à vista de todos.



uma psicose de Luís Nogueira às 22:19
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Verão quente na JSD ... Lisboa!

Pois é!

Vem aí mais uma batalha!

Política pois claro. Nada de sangue, nem facadas, nem diz-que-disse, nem reféns, nem golpes baixos. Tudo ao mais alto nível e como se quer e deseja(!)

O mote foi dado na última Distrital de Lisboa. Temos a Joana Barata Lopes e o Marco Almeida.

Será uma luta interessante por uma importante Distrital que poderá ser tida como uma espécie de primárias antecedendo uma renovação na Nacional há muito erradamente prevista por um ex-psicótico com tiques de Oráculo de Bellini. É assim a vida partidária. Faz-se com luta, antagonismos, concertações, posições, contra-posições e acima de tudo com muita entrega, sacrifício e dedicação como demonstram estes dois companheiros que entregam o seu corpo às balas.

Esperemos que desta feita não haja complicações como as que animaram as últimas eleições...

As eleições querem-se pacíficas e sem casos de maior.

Se bem que secretamente todos sabemos, e aqui que ninguém nos lê, que não seria a mesma coisa ;)

Ao Paulo Pereira deixo desde já um abraço. Sei o quanto foi desejado, e depois como o deixaram na mão. Mas melhor para ele. Cresceu como político e nesse campo o seu futuro só poderá melhorar.



uma psicose de jfd às 14:56
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E aí está! Fresquinha!

 

Este final de Julho aquece. Passos Coelho apresenta ao mundo as suas decisões. O País já está no turbilhão. Não faltam as críticas dos sectores "mexidos", não faltam as referências à justa causa da nova Constituição. Mas, o que é certo é que vai ser falada. E aí já é um ganho político tremendo. Agora, será este o caminho que o País deve percorrer?

 

O DN fala de 5 passos para a "revolução constitucional":

 

1. Economia. "Tendencialmente gratuito" riscado da educação e saúde

 

 

2. Balança de poderes. O Presidente sai reforçado e o Governo é o que mais perde

 

3. Justiça e autonomia. Representante da República a dividir por Açores e Madeira

 

4. Moralização política. Políticos corruptos podem ser proibidos de se recandidatar

 

5. Outras. A República está de pedra e cal e os referendos valem quando ganha a abstenção



uma psicose de Diogo Agostinho às 14:05
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cidadania@pt - devolver o Poder aos cidadãos

 

José Pedro Aguiar Branco, Presidente do GENEPSD (Comissão da Revisão do Programa do PSD), convida-nos a todos para a conferência cidadania@pt, que decorrerá dia 22 de Julho no Auditório da Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa.

Oradores:
Miguel Morgado - Professor Universitário
Rui Moreira - Presidente da Associação Comercial do Porto

 

Presença de Pedro Passos Coelho

 



uma psicose de Paulo Colaço às 00:18
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Segunda-feira, 19 de Julho de 2010
Meu Deus! É a loucura no BdP! Deus nos acuda!

 

As «restrições» no despedimento individual e o subsídio de desemprego demasiado «generoso» aumentam o desemprego estrutural e são motivo de perdas económicas. A avaliação é do Banco de Portugal (BdP), que fez as contas: uma reforma laboral que promova mais «concorrência» no mercado de trabalho teria um impacto positivo de 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB), em dois anos.

 

in SOL



uma psicose de jfd às 22:35
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A JS tem novo líder

 

Foi ontem eleito em Congresso. Chama-se Pedro Alves. Tinha lista única. De 213 votantes conseguiu 188 votos. A mim faz-me confusão falta de dinamismo numa juventude partidária, mas, nem é o meu partido ...



uma psicose de jfd às 09:41
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Domingo, 18 de Julho de 2010
Só porque é Domingo e é das minhas sagas favoritas!
19 Things You Didn't Know about Star Wars


uma psicose de jfd às 11:54
editado por Essi Silva em 05/03/2013 às 15:49
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Sábado, 17 de Julho de 2010
Assim vai o PSD...

 

O ex-líder do PSD Pedro Santana Lopes acusa Pedro Passos Coelho de estar a orquestrar aquilo que considera "um atentado contra a história do PSD": conceder ao presidente da República o poder constitucional de dissolver o governo, mantendo intacto o Parlamento, ou seja, sem eleições.

 

[...] Santana discorda. E acusa o líder de estar a recuperar "normas do MFA" e de "querer destruir aquela que foi uma grande conquista do PPD/PSD, que acabou com essa disposição na Constituição em 1982". O ex-primeiro-ministro diz que tal é uma demonstração de "ignorância relativamente à história do partido na luta pela democracia"

 

Temos um país à deriva. Um governo à deriva. Um partido socialista irresponsável e à deriva. Uma oposição de esquerda comprometida e à deriva. Uma oposição mais à direita que vocifera, mas que está perdida e à deriva. E um PSD que se perde neste tipo de questões, mostrando-se ainda longe de um rumo certo para Portugal.



uma psicose de Luís Nogueira às 10:48
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Cheque-Bebé nasceu careca

 

O Cheque-Bebé, que o Governo anunciou com uma excitação orgásmica, afinal, nasceu careca.
Pior: nasceu prematuro.
É que a medida não está em vigor, situação que a deputada do PSD, Clara Carneiro, reputou de "vergonhosa"
O Governo esconde-se atrás da crise e diz que a medida nem sequer está atrasada porque ainda não estava na altura da sua implementação.
Na verdade, a cegueira de José Sócrates em reconhecer (ou confessar) o Estado do País acaba por ser boa desculpa para tudo...



uma psicose de Paulo Colaço às 02:20
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Sexta-feira, 16 de Julho de 2010
Muito se tem falado em tangos...



uma psicose de Rui Cepeda às 17:47
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