Quarta-feira, 30 de Junho de 2010
Vivo de mi vida! (2)

 

Passadas mais umas horas sabe-se mais um pouco sobre este negócio.

O BES que rejeitou as primeiras duas propostas à terceira votou a favor.

O "mercado" exprimindo-se em vários jornais por todo o mundo condenou a "inesperada" posição do Governo Português (como assim inesperada pergunto eu?).

Aguarda-se agora uma decisão Europeia acerca do assunto da golden-share. Os pundits alargam-se em comentários cruzando o direito privado interno com o direito comunitário. Os especuladores falam de nova proposta menor ou de uma possível OPA sobre todo o capital da PT pós golden-share.

Relembrando um post aqui deixado pelo nosso Guilherme Diaz-Bérrio comparo o meu espanto com a prévia salvação graças a Joe Berardo, agora à salvação graças a um José Sócrates que nos mostrou um valente e heroico stick it to the Man! Não posso deixar de sorrir pela ironia das coisas. Teve muita coragem o nosso PM. Isto tem de ser visto no contexto, e para isso recordo as palavras do Pedro Santos Guerreiro:

São 6,5 mil milhões de euros. A administração quererá investir, muitos accionistas precisam do dinheiro. Uns estão hipotecados (Ongoing, Joaquim Oliveira, Visabeira, até Berardo ainda lá anda), outros são os donos das hipotecas (BES e Caixa) e estão, eles próprios, sem financiamento. A história pode, pois, estar escrita: são Sarahs Ferguson à volta do pote.

É interessante agora ouvir os tais pundits e todos os analistas que por ai andam. Lembremo-nos sempre de qual é o interesse de cada um que vocifra a sua opinião.

 E recordando um pouco mais do Pedro Santos Guerreiro:

Granadeiro e Zeinal deram a PT Multimédia e distribuíram seis mil milhões de euros em dividendos por causa da OPA. Além disso, venderam os anéis. Venderam Marrocos, Botswana, China, e agora o Brasil. O que compraram? Nada. Afinal não foi a Sonae que desmantelou a PT, foi quem lá ficou. Que rica Vivo.

Realmente dá que pensar, e sejam quais forem os próximos capítulos serão certamente emocionantes e marcantes na história do governance Português e neste definitivo velório que agora começa à golden-share.

José Sócrates abanou o sistema. Foi corajoso. E isso só me agrada! Tantos outros que já fizeram o mesmo pela calada e com o recurso a testas de ferro e lobbies duvidosos.

Não me incomoda nada o coro de vozes que hoje, amanha e depois estar-se-ão a referir em menores modos sobre Portugal. Hipócritas!

 

 



uma psicose de jfd às 20:28
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Liderança

 

José Mourinho: “Por ser meu jogador (Ronaldo), tenho o direito de fazer o que não fiz desde o início do Mundial, um único e simples comentário: Nas minhas equipas, quando ganhamos, ganhamos todos, quando perdermos, perco eu… por isso Ronaldo pode estar tranquilo e gozar as suas ferias que na próxima época não deixarei que ninguém ponha sobre ele as responsabilidades de uma equipa”

 

Simples e eficaz. Isto são palavras de um líder. E estas palavras não valem apenas para o Futebol. É transversal a organizações e sobretudo Partidos. Mais uma lição de José Mourinho



uma psicose de Diogo Agostinho às 17:13
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Ouch!!!

 

(...)"Não vamos ignorar, não estamos aqui para sermos amigos dos jogadores. Se precisar de levar toda a minha vida para ensinar as pessoas que as frustações têm de ser contidas, fá-lo-ei".(...)

 

(...) "Portugal precisa do Cristiano Ronaldo e Cristiano Ronaldo precisa da selecção. Agora, se o tamanho da camisola for pequeno de mais para algum corpo, não precisa de estar aqui".(...)



uma psicose de jfd às 13:36
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Vivo de mi vida!

 

Este assunto diz-me muito, não apenas porque trabalho numa das maiores empresas de Portugal, mas também porque sou Portguês e tenho de ter orgulho nos nossos negócios. Mas os negócios não têm fronteira. E sendo este um mau negócio para a PT para PT e para os portugueses, fico contente pelo recurso à golden share para vetar aquilo que fora aprovado por cerca de 74% dos accionistas. Gente que se move por dinheiro. E nada mais. E a mais não são obrigados. Cada posição que tomemos no mercado, ou é para se ser longo ou curto, ou então conforme der jeito. Por isso é que eu penso que o governance deveria de mudar. Os stakeholders têm pesos muitos diferentes na ponderação de diferentes assuntos. Cada vez mais, e atenção à viragem da conversa no que toca à esquerda, os trabalhadores deverão ser listados na parte do balanço correspondente ao activo. A empresa não é apenas o núcleo duro de accionistas, o seu CE e o seu CA e todos os garimpeiros detentores de acções. A empresa é antes de tudo, o seu activo e o seu passivo. E no primeiro terão de se incluir de futuro quem contribuiu para a riqueza da mesma, a par do investimento dos investidores...



uma psicose de jfd às 13:14
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Terça-feira, 29 de Junho de 2010
Terrorismo especializado

Provocam motins, atacam polícias, destroem lojas, incendeiam carros.

São terroristas especializados: vão atrás das Cimeiras do G (do 7 ao 20) e só têm um pensamento - levar tudo à frente.

Quando vejo estes motins e esses inúteis, lembro-me de uma tirada de Ronald Reagan que já aqui citei.

Uma vez, confrontado com um cartaz "make love not war", empunhado por um grupo de hippies que o criticavam, o falecido estadista declarou:

- Esta gente não me parece capaz de fazer nem uma coisa nem outra!

Pessoalmente, o que esta gente merece é ser tratada não pela polícia mas pelo exército, e tido como terroristas.

 



uma psicose de Paulo Colaço às 23:53
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Reflectindo sobre a Psico-refeição com MFL

O privilégio de poder conversar abertamente com figuras políticas como Manuela Ferreira Leite é a possibilidade de se poder vislumbrar o seu pensamento. Ferreira Leite é uma figura muito lúcida no seu pensamento político, e como poucos em Portugal, a sua integridade ideológica passou quase incólume durante as últimas décadas de evolução política em Portugal.


No centro dos seus ideais está a classe média. Sem uma classe média, a Drª Ferreira Leite não acredita que um estado possa prosperar. A social-democracia para si exige um estado, e um estado forte mas não um estado morbidamente abrangente e centralizador. A experiência dos regimes socialistas demonstra que o aparelho estado é eficaz na diminuição do abismo social, mas nunca para cima. O aparelho estado consegue uniformizar por decreto as diferenças sócio-económicas mas é pouco eficaz na potenciação da sociedade para a prosperidade. Ou seja, o estado é desejável enquanto regulador mas não enquanto produtor. 

 

Para a ex-líder do PSD, a protecção sócio-económica do estado justifica-se apenas para as classes mais desfavorecidas. O estado social deve, para si, ser um estado social mínimo.

 

O período da liderança Ferreirista no PSD caracterizou-se por uma profunda divisão ideológica entre a oposição e o governo. Esta divisão não era apenas política mas também pessoal pois o perfil de José Sócrates e o de Ferreira Leite não poderiam ser mais diferentes. As medidas anti-crise e as medidas pós-crise que os governos Sócrates tomaram contaram sempre com a oposição acérrima de Manuela Ferreira Leite porque elas se destinavam a beneficiar camadas da população dependentes do governo e a taxar as camadas da população que sendo mais independentes, perdiam a capacidade de suportar qualquer retoma económica. Este modelo perdedor persiste hoje: o governo expande a abrangência fiscal para fazer face ao endividamento que foi liderado pelo sector público nas últimas décadas – responsabilidade primária dos governos PS.

 

A dicotomia dos governos gastadores e dos governos de poupança é velha mas o pecado das últimas décadas socialistas foi terem-se demitido da responsabilidade de fazer reformas que implicassem a contenção do sector-estado.

Na III República enquanto porta-estandarte da esquerda e dos ‘trabalhadores’ – justamente ou não – e enquanto parte do arco da governabilidade e detentor de sentido de estado, o PS tem tido a missão de fazer as reformas difíceis, as reformas defendidas ...pelo PSD. O PSD tem ao longo do tempo sido esvaziado da sua legitimidade de representante dos ‘trabalhadores’ e dos ‘pobres’ pela esquerda Portuguesa pelo que quando uma reforma particularmente difícil se apresenta, a norma e a tradição – em quase todos os países aonde o espectro político pende para a esquerda – ditam que o PSD pressione a partir da oposição e que um governo PS as leva a cabo, por ser insuspeito de defender o ‘patronato’.

 

A maior vergonha não é que o governo populista de Sócrates não tenha tido a coragem ou a responsabilidade de as fazer. A maior vergonha é que o PS centralizado, estagnado e podre não tenha deixado de apoiar incondicionalmente os governos Sócrates, sabendo ainda melhor que o PSD, da irresponsabilidade com que o país tem sido governado.

 

Manuela Ferreira Leite foi há poucos dias comparada a Francisco Sá Carneiro pela sua integridade e visão … e justamente!



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 21:34
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Finalmente

Por altura da campanha interna para a liderança do partido disse que mais importante que discutirmos nomes e alternativas de estilo, era essencial recentrar o PSD ideologicamente. A notícia do avanço da revisão do programa é uma excelente novidade e deve servir para mobilizar os militantes para a reflexão sobre os problemas do futuro. Como deve o PSD enfrentar as novas realidades éticas, falo de eutanásia, testamento vital, células estaminais. Qual o modelo de desenvolvimento que defendemos para o país, a economia do mar, ambiente, turismo. Como entendemos as lógicas de solidariedade nacional, ou os desafios da dignidade da pessoa humana. Tudo isto será discutido num âmbito ideológico, âmbito esse que carece também de um desempoeirado esclarecimento.



uma psicose de João Marques às 17:56
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É oficial: deixei de saber fazer contas!

Eu claramente deixei de saber fazer contas. E deixei de saber ler também.

 

Senão vejamos:

Passos Coelho diz que o pagamento das SCUT já este ano teria evitado a subida dos impostos hoje promulgada por Cavaco Silva.

(...)

"se as SCUT tivessem sido pagas este ano pelos utilizadores, os impostos não teriam subido"

Pedro Passos Coelho, lançamento do processo de revisão do programa do PSD, Diario Economico

 

Estou confuso. As SCUTs custam 700 milhões de euros por ano, ao contribuinte. O defice português é de 9,3 por cento do PIB em 2009, ou seja, cerca de 15 mil milhões de euros. Tivemos de cortar o defice de 9,3 por cento, para 7,3 por cento com dois PECs. Ou seja, foi preciso arranjar mais de 3 mil milhões de euros.

 

Em parte, foi por isso que aumentamos os IVA: cada ponto percentual de subida rende mais de 500 milhões por ano. Mais o IRS, mais outros impostos, mais outros cortes. No conjunto dos dois PECs, que não são mais que aumento de impostos (não há grandes medidas do lado da despesa), as SCUTs valem cerca de 25%.

 

Logo, a conclusão brilhante do PSD e de PPC é que, "se as SCUT tivessem sido pagas este ano pelos utilizadores, os impostos não teriam subido"? Alguém faz o obséquio de me explicar o grande pensamento aqui?!

 

É que, a ver pela subida dos juros de dívida pública, os 700 milhões das SCUTs não servem nem para cubrir o aumento dos custos com a dívida pública (vai uma aposta que no final de 2010 vamos estar a discutir um Orçamento Rectificativo que está pelo menos 1 por cento fora das previsões, cerca de 1,5 mil milhões de euros só em aumento de juros e despesas de Capital?!)

 

Devo ter perdido algum episódio nesta "novela orçamental"!



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 13:49
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Segunda-feira, 28 de Junho de 2010
Soares, o Federalista

Mário Soares, não tendo já um papel nacional a desempenhar se não o de fundador poeirento do PS, tem tentado nos últimos anos afirmar-se como a voz do federalismo europeu, em Portugal e na Europa.

 

Na homenagem que lhe foi feita em Arcos de Valdevez, Soares fez-se acompanhar dos espanhóis Frederico Mayor Zagaroza e Raul Morodo para proclamar que a Europa se encontra 'sem rumo'.

 

 

A 'visão' de Soares indica-lhe que é necessário haver 'políticas convergentes' entre Portugal e Espanha e que 'a Europa ou é federalista ou não é Europa'.

O ex-Presidente acrescenta ainda que a menos que a Europa se federalize totalmente '(...)vamos ser o extremo ocidental da Ásia, uma região pobre e sem influência'.

 

Mas como sempre, há algo de profundamente errado com a visão de Soares:

 

- A Europa só foi federalista no século XX e conseguiu sobreviver vários milénios sem união política. MAIS: todas as tentativas de união, directas ou indirectas foram sempre tentadas a favor de uma potência Europeia em especial e geralmente em detrimento das demais.

 

- Se a Europa tem sido federalista e está agora sem rumo, mais federalismo vai resolver o problema como?...

E que dizer da estrondosa vitória de partidos xenófobos e ultra-nacionalistas como clara oposição à mensagem federalista de centro-esquerda?

Só me ocorre prenunciar que se continuarmos a federalizar a Europa, o faremos até a extrema-direita dominar os governos da Europa e fizer um 'opting-out' total e final ...

 

- Soares e a sua tese da marginalização da Europa têm razão de ser. A Ásia, pela sua dimensão e localização, será o próximo centro do comércio mundial, substituindo o Atlântico.

Mas os ventos da história - que neste caso são soprados pela evolução tecnológica - não vão mudar, quer a Europa se federalize, quer não.

 

Outra coisa: repararam na contradição implícita? Se a Europa, enquanto extremo ocidental da Ásia, se vai tornar pobre e sem influência, que dizer então de Portugal se transportarmos esta analogia para o continente Europeu?

Não é justo dizer que Portugal é uma periferia ocidental pobre e sem influência na Europa?

Então e posto isto, vamos federalizar a Europa?! o que significaria uma devolução ainda maior de soberania a Bruxelas?!...

 

Uma outra contradição é o sentido de emergência e ansiedade que a ascenção das potências asiáticas provoca nos europeístas.

O problema é que as potências asiáticas não baseiam o seu poder em estruturas federais ou confederais, apesar de cooperarem em vários fóruns e organizações de cooperação política, comercial, etc.

Ora, se é na Ásia que se encontra o dinamismo geopolítico e este não faz uso de pseudo-federalizações pós-modernas, a Europa deve tentar unificar-se e tentar construir o que nenhuma potência - por alguma razão - não conseguiu até hoje porque ...

 

Finalizo sem sequer ousar ameaçar o tabu que existe na sociedade Portuguesa em relação a Espanha mas no qual peço que reflictam.


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uma psicose de Miguel Nunes Silva às 16:44
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Imigrantes a la carte.

Diz Peter Trapp, do CDU de Angela Merkel, sobre a imigração na Alemanha: “Devemos introduzir critérios que sirvam verdadeiramente o nosso Estado. Além de uma boa formação e de uma qualificação profissional, a inteligência deve entrar em consideração. Eu defendo testes de inteligência. Esta questão não deve ser mais um tabu”.

 

Porque não testes de altura, ou peso, também? E o que fazer se alguém tiver uma inteligência elevada e trabalhar num café?

 

Será muito complicado perceber que, num futuro bem próximo, nós (Europa) vamos ter que atrair imigrantes? E iremos consegui-lo, ao pensar em exigir testes de inteligência e outros que tal?



uma psicose de nunodc às 13:57
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Passos para o futuro (11)

Um PSD forte quer-se conhecedor de si próprio e perfeitamente fundido com a sua história contendo em si uma dinâmica de actualização que o torne relevante hoje e amanha.

Chega então a revisão do PSD tal e qual como o conhecemos. E toda a sociedade vai ser chamada a participar. Desejo e espero que seja um processo rico em participações e com bons resultados. Que não seja um cliché e que seja interessante. Que agregue e não afaste. Que inclua e não exclua. E com esta liderança será tudo aquilo que desejo, com toda a certeza.

 



(...)A revisão do Programa do PSD vai ser objeto de uma discussão alargada, no âmbito de um processo aberto aos militantes e aos cidadãos em geral.

José Pedro Aguiar Branco vai presidir à Comissão de Revisão do Programa do PSD que terá como base uma ideia que o PSD defende desde 1974: "o Estado não deve ser prestador, mas sim regulador".

O Processo de revisão do Programa do PSD vai decorrer até ao final do primeiro trimestre de 2011 e levar à realização de muitas reuniões internas e externas (quinzenais) com o objetivo de recolher contributos dos militantes e da sociedade em geral.(...)

 



uma psicose de jfd às 12:04
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Continuam a valer o que valem

 

PSD ultrapassa PS ao fim de oito anosPSD ultrapassa PS ao fim de oito anos

JN



uma psicose de jfd às 11:47
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PsicoTertúlia pelo Porto

 

Foi na tarde de sábado que decorreu mais uma PsicoTertúlia com o tema "Era uma vez o PPD". Depois da tertúlia com Conceição Monteiro, o nível estava bem elevado. As expectativas de ouvir mais histórias da fundação do PPD e de conhecer um pouco melhor Sá Carneiro eram elevadas.

 

Ora, decorreu no Café Guarany, espaço muito agradável e bem na Avenida dos Aliados mais um momento delicioso de conversa. Com um Porto de Honra a abrir, quem se deslocou até ao referido café contou com duas pessoas de enorme valor e riqueza. Os oradores, Dr. Amândio de Azevedo e Dr. Ribeiro da Silva vieram com toda a vontade e alegria recordar momentos de enorme emoção. Com a moderação de João Paulo Meireles, a quem muito agradecemos, pois até deixou um casamento para vir moderar o debate, desfrutámos de uma conversa interessante e profícua. Os nossos oradores começaram por recordar cada um à sua maneira os tempos antes da fundação do PPD. Até chegarem claro ao fundador do Partido. Realçaram a enorme capacidade de Sá Carneiro em atrair os melhores e criar o entusiamo assim que falava. Pessoa de principios e de enorme correcção, sentia-se que tanto o Dr. Amândio, como o Dr. Ribeiro da Silva falavam emocionados de Sá Carneiro.

 

 

Lembraram ainda os tempos em que a JSD teve um importante papel como seguranças dos mais velhos. Apoiavam e estavam sempre na linha da frente. Lembraram Rui Rio, Menezes, Aguiar Branco e Agostinho Branquinho, ou não estivéssemos no Porto, e falaram da enorme dificuldade que sempre existiu no PSD. As lutas internas, os Congressos, os Conselhos Nacionais, as Opções inadiáveis, um sem número de histórias.

 

Falaram do PSD em contraponto com o PS. Tocaram no ponto! Sempre que existiram momentos de Revisão Constitucional, sempre foi o PSD a querer o avanço do País, com o PS a contabilizar ganhos e perdas eleitorais.

 

Os que ouviram perguntaram, questionaram os nossos convidados e só ficaram com pena de não ter durado a noite toda.

 

 

Quanto aos nossos oradores, deixaram uma mensagem de esperança aos presentes. Lutarem pelo que acreditam. Mas, sobretudo demonstraram que não estão de todo "acabados". Que enorme riqueza tem este PSD espalhada por todo o País. São pessoas destas que podemos e devemos aproveitar. Pessoas que conhecem as histórias, a génese, a origem do nosso Partido. Pessoas que devemos escutar com atenção.

 

Para o sucesso desta tertúlia, e com um tratamento cinco estrelas, importa sublinhar o trabalho exemplar da JSD Porto, na pessoa do João Paulo Meireles, da nossa Psicótica Catarina Rocha Ferreira, incansável e do nosso PsicoAmigo Luís Melo, de um apoio crucial.



uma psicose de Diogo Agostinho às 08:02
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Domingo, 27 de Junho de 2010
Novos tempos...

 

Nos últimos dois anos, cerca de 190 clubes de vídeo fecharam portas.

Há dias, tentei comprar um CD dos Beatles para oferecer. Estava no Saldanha, onde existem três centros comerciais quase colados. Lojas de música nem vê-las.

A pirataria, nacional e internacional, seca algumas actividades comerciais. As tecnologias de partilha e realidades como o MEO fazem o resto. Comprar um CD é para excêntricos. Ir ao cinema ver um filme é para tolos, quando se pode “sacar” na net. Ver o jornal em papel é para info-excluídos.

Há negócios em decadência. Devemos considerá-lo normal? Ou será um problema? Se sim, como resolver?  



uma psicose de Paulo Colaço às 13:28
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Sábado, 26 de Junho de 2010
Keep your friends close, but keep your enemies closer...

 

http://3.bp.blogspot.com/_99DycwaZ1zg/S6pO3Sp1ogI/AAAAAAAANVU/V-4-Y71W5TA/s400/Pedro_Passos_Coelho_1.JPG

 

400 anos antes de Cristo, já Sun Tzu, um dos primeiros realistas políticos e um dos maiores estrategistas militares, afirmava que manter os inimigos por perto era algo tido como essencial.

Talvez assim se justifique que o PSD, através de Miguel Relvas, tenha afirmado que quando o PSD ganhar as legislativas "mesmo com maioria absoluta, contamos com o CDS e com o Dr. Paulo Portas".

 

Este foi o mesmo CDS e Paulo Portas, que criticou há um mês duramente o PSD, afirmando que «Nunca pensei que o PSD desse o seu voto ao aumento de impostos sem garantir que a nova ponte [sobre o Tejo] é repensada, que as concessões rodoviárias vão ser postas por uma ordem de prioridade e que se vai cortar a sério nas despesas do Estado».

 

Eu pergunto ao PSD: é estratégia, ingenuidade, ou pura boa vontade (demarcada por alguma ingenuidade claro)?



uma psicose de Essi Silva às 22:01
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28 anos sem trabalhos de marcenaria


uma psicose de Paulo Colaço às 13:01
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Sexta-feira, 25 de Junho de 2010
2010 - Odisseia na esquadra

 

Sou uma pessoa que defende a Justiça. Defendo que os polícias não têm suficientes condições, que o Ministério Público está preso por amarras processuais e burocráticas, que o sistema judicial tem falta de recursos humanos.

Basicamente acho que há muito para ser melhorado.

 

Day one - Terror in the night!


Na terça-feira à noite um amigo meu foi furtado ao meu lado, num restaurante, por dois indivíduos brasileiros.

Nessa mesma noite, fomos participar o furto na esquadra mais próxima ao domicílio.

Entre chaves de casa e do escritório, chaves e rádio do carro, pen usb com trabalho e dados de clientes, fora os documentos identificativos e cartões de débito, as perdas foram preocupantes.

Chegámos à esquadra e fomos prontamente recebidos. Afirmei de imediato que poderia fazer um reconhecimento de pelo menos um dos suspeitos - parecia-se com um conhecido meu, e portanto a cara tinha-me ficado gravada na memória.

 

Quando acabámos de prestar declarações, o agente informou-nos que poderíamos acrescentar dados novos ao processo. Perguntei-lhe se haveria a possibilidade de me deslocar à esquadra para fazer um retrato robô ou algo similar. Disse que com os dados do processo o poderia fazer a qualquer altura, em qualquer esquadra.

 

Day Two - Running around

 

No dia seguinte, o meu amigo foi bloquear o IMEI do telemóvel a um centro comercial. Deslocou-se então à esquadra mais próxima para dar o número do IMEI do telemóvel. 3 agentes estavam a atender uma senhora. Disseram ao meu amigo que não tinham tempo para o atender e que ou fosse a outra esquadra ou voltasse mais tarde.

Foi então à primeira esquadra para participar os novos dados. Quando se desloca ao banco, disseram-lhe que um dos cartões fora apreendido por um Multibanco. Não disseram onde.

Pelo dia foi pedindo segundas vias da Carta de Condução e Cartão Único e mudando as fechaduras de casa (para depois o seguro lhe dizer que como foi um furto e não um roubo - já que não foi violento - não recebia o valor que gastou).

 

Day Three - Câmaras para quê?

 

O meu amigo voltou ao banco. Quis saber onde é que o cartão tinha ficado retido. Num Balcão perto do Rato, relativamente próximo do local onde fora furtado. Lembrou-se que poderia haver uma câmara que ajudasse a identificar os autores.

Deslocou-se à PJ. Simpaticamente, informaram-no que poderiam efectuar nova queixa, mas que iria para a PSP, dado ser do seu âmbito. Foi à esquadra. Só na manhã seguinte se poderia ir à dependência, já que o banco já fechara. Voltei a ir com ele e a reforçar que poderia fazer um retrato robô. Desta vez o agente disse que só se me deslocasse à PJ.

 

Day Four - Notification please

 

De manhã cedinho voltámos à esquadra. Telefonaram para a dependência do banco. O Multibanco da rua não tinha câmara.

Disse que era uma pena. Assim só poderia identificar na PJ. A agente finalmente acordou e passou-me uma notificação para me deslocar à PJ e fazer um reconhecimento fotográfico (que não era o que queria, mas enfim).

 

Conclusões:

 

- Tenham cuidado em todo o lado. Lisboa está cada vez mais insegura.

- Quando forem assaltados digam que foram roubados (com violência ou ameaça física), senão, esqueçam o seguro. E se ficarem sem chaves de casa, não mudem as fechaduras. É mais fácil fazer uma participação ao seguro depois de chegarem a casa e perceberem que foi "limpa", ou acordarem a meio da noite com ladrões armados nos vossos quartos.

- Cancelem imediatamente os cartões - assim se forem apanhados, talvez haja câmaras que identifiquem os ladrões

- Todos os multibancos deveriam ter essas câmaras embutidas, ou pelo menos nas paredes, para proteger os clientes em casos de roubos e furtos. Afinal, temos legislação para quê?

- Quando forem participar algo do género, desloquem-se à PJ. Não é da sua competência e o processo é reenviado para a PSP, mas pelo menos são mais diligentes e atenciosos.

- 5 visitas à esquadra e só na última me arranjam um mísero papelinho para poder fazer um reconhecimento que nem é tão eficaz como o que sugeri. Afinal, fui eu que não fui clara, ou foram os agentes que não me souberam dizer o que fazer ou ajudar a fazê-lo?

-  Façam backups constantes dos vossos dados em pens e telemoveis...nunca sabemos quando o azar bate à porta.

- Tentem procurar esquadras com 6 ou mais agentes de serviço. Se 3 só conseguem atender uma senhora, então para vos atenderem a vós serão precisos mais de seis...

 

 



uma psicose de Essi Silva às 21:11
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Tango a solo??

tango da precariedade

 

José Sócrates diz que se sente sozinho a puxar pelo País. Mas ele agora não tinha já par para bailar um belo tango?



uma psicose de Diogo Agostinho às 13:10
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Porquê?

"Sempre me perguntei: porquê eu? Talvez porque tive coragem nos momentos difíceis"

 

Não sou fã de Mário Soares. Nem tão pouco me identifico com a sua visão do mundo. Teve um papel importante no nosso País. Mas está sinalizado no tempo. Foi um Primeiro-Ministro que teve dificuldades e um Presidente que colocou dificuldades ao então Primeiro-Ministro Cavaco Silva.

 

Porém, ao ler uma entrevista que deu, referiu algo que demonstra muito a natureza de um grande político. Questionado sobre a sua carreira e os cargos que ocupou afirmou isto:

 

"porquê eu? Talvez porque não hesitei e tive coragem nos momentos difíceis."

 

Ora, esta é a grande diferença. Os típicos calculismos, as contas feitas, as teorias do melhor momento para entrar, podem levar as pessoas que legitimamente têm ambição a perder o comboio. Ou melhor, a perder a oportunidade de fazer algo pelo seu País.

 

Conheço uns quantos assim...



uma psicose de Diogo Agostinho às 07:46
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Quarta-feira, 23 de Junho de 2010
País de faz de conta...

 

Em declarações ao i, João Oliveira, deputado do PCP e membro da  comissão de Ética, explica que a Assembleia da República só se pronuncia sobre o levantamento da imunidade parlamentar a deputados.

I Online

 

Então o Primeiro Ministro não é responsável perante a Assembleia da República? O parlamento não se pode pronunciar sobre a imunidade do Primeiro Ministro? Está tudo louco nesta terra?



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 12:16
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Terça-feira, 22 de Junho de 2010
Grande exemplo!

 

O presidente da Câmara de Faro assinou recentemente um despacho interno alertando os funcionários para que se fossem detetadas pausas para café demasiado longas o facto seria tratado como uma “falta injustificado”, uma sanção com consequências disciplinares que pode levar à quebra de vencimento.

 

Aí está mais uma medida e um grande exemplo que vem de Faro e de Macário Correia. O nosso Presidente da Câmara decidiu pôr fim aos tradicionais cafés de horas dentro da Câmara. Depois de anos de boa vida e amiguismo, finalmente chega a Faro alguém que corta a direito. De facto, era tempo de mudar a mentalidade naquela cidade e nada melhor que começar de onde o exemplo deve existir, na Câmara Municipal.

 

O mal que Luís Coelho, Vitorino e Apolinário, embora com diferentes políticas, fizeram a Faro, carece de urgentes medidas. Este pequeno, mas bom exemplo de encurtar a nossa tradicional bica deveria ser utilizado por mais munícipios deste país.

 

Faro está de facto no bom caminho.



uma psicose de Diogo Agostinho às 13:47
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Coisas de uma Democracia sui generis...

Para ajudar aqueles que não têm a certeza de que a Coreia do Norte não seja uma Democracia, aqui fica a última história do regime de Pyongyang: a KCNTV, televisão estatal norte-coreana, transmitia em directo o jogo com Portugal (algo que aconteceu pela segunda vez na história televisiva do país) quando, a seguir ao segundo golo portugês, instalou-se o silêncio...



uma psicose de Bruno Ribeiro às 13:01
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Segunda-feira, 21 de Junho de 2010
De 'PIG' a PATO ...

A nossa participação na UE tem-nos valido de pouco nos últimos tempos.

De que nos valeu termos um Presidente da Comissão quando esta resolveu pronunciar-se na possivel OPA à PT por parte da Telefonica para dizer - ultraje dos ultrajes - que as golden shares da PT violavam as regras comunitárias?

A sério?! O grande problema de um tal negócio é que a PT é que é um perigo para a concorrência na UE?!...

 

Agora vem o Plano Trichet que estipula que estados em não cumprimento das regras comunitárias de saúde fiscal podem perder direitos de voto. SIM! LERAM BEM: 'PERDER DIREITOS DE VOTO'!!!...

 

Uma coisa é o princípio da subsidariedade, outra coisa são os ataques directos à soberania dos estados.

Portugal afinal não ganha nada em ser o 'porto de abrigo' da União, em ser o eterno Euro-optimista e jogar pelas regras.

 

Tivemos que pagar multas por violarmos o pacto de estabilidade mas a França e a Alemanha não. Elas podem-se dar ao luxo de mudar as regras do jogo. Engolimos quando o o G4 (Reino Unido, França, Alemanha, Itália) da UE se reuniu para decidir o futuro económico da comunidade, deixando os 'pequenos' de fora.

 

 

Pois eu digo que agora BASTA!

Era o que mais faltava termos que pagar com soberania, erros financeiros que por mais culpa nossa que sejam, nunca foram denunciados pelos bancos dos países que agora muito enfadados, nos exijem medidas de austeridade.

A condescendência tem limites.

Sou o primeiro a dizer que Portugal é um país pobre e fraco. Nada mais saudável há que reconhecer a realidade. Mas sem soberania, tanto fará que sejamos ricos ou pobres, sem soberania não existimos.

 

Sair do €uro é uma coisa, perder direito de voto é outra. Não só tal medida transformaria Portugal e demais PIIGS em neo-protectorados europeus à la Bósnia, como seria um passo a favor de uma federalização dissimulada e - para um país periférico como Portugal - detrimental.

 

Ou isto é uma táctica negocial infeliz do Sr. Trichet ou então os senhores Vaclav Klaus e Jaroslaw Kaczynski começarão a ser convidados para falar em conferências em Portugal.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 21:33
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Isto não é um adeus!

 

Passado quase quatro anos depois de me ter tornado psicótica, decidi ausentar-me do Psicolaranja. É apenas uma ausência formal, pois manter-me-ei atenta ao que se passa por aqui e terei o prazer de continuar a comparecer em muitas iniciativas organizadas por este blog. Nunca esconderei o orgulho que sinto por ter pertencido a esta “casa”, a esta “phamília” e a constante admiração que deposito em todos vós!

 

Como isto não é um adeus, fico-me pelo até à vista!



uma psicose de Tânia Martins às 17:59
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Além fronteiras

 

No fim-de-semana de estreia, o filme de animação «Toy Story 3», já bateu recorde de bilheteiras nos EUA.

 

Apenas estreia a 29 de Julho em Portugal, mas há um jovem português que está, desde já, de parabéns por todo esse sucesso, dado tratar-se de mais um filme da Pixar a contar com o trabalho,  criatividade e dedicação de Afonso Salcedo.

 

À falta de oportunidades em Portugal, à falta da valorização do mérito no nosso país, os jovens portugueses vão sendo bem sucedidos além fronteiras.



uma psicose de Catarina Rocha Ferreira às 17:51
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Vamos lá rapazes


uma psicose de Paulo Colaço às 03:07
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Domingo, 20 de Junho de 2010
Ausente?

Cavaco Silva não esteve no funeral de José Saramago, mas o Chefe de Estado sim.

Aliás, este acompanhou intensamente o falecimento do Prémio Nobel.

Decretou o luto nacional, escreveu a nota de condolências à família, enviou os seus mais altos representantes ao funeral.

Há momentos em que o cidadão e o títular de órgão público podem ser diferenciados.

Pessoalmente, se se acreditar na projecção da alma post-mortem (não é o meu caso), então Cavaco Silva terá pensado - e bem - que não faria parte da lista de convidados a este funeral se a mesma fosse elaborada pelo defunto.

 

 

 



uma psicose de Paulo Colaço às 19:56
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PsicoRefeição com Manuela Ferreira Leite

 

Decorreu ontem mais uma PsicoRefeição. Entre os Psicóticos, uma presença muito especial. A PsicoConvidada Manuela Ferreira Leite juntou-se a nós. Foi uma conversa muito interessante. Almoço que durou até às 5 da tarde. Encontrámos uma pessoa livre. Com opiniões marcadas e vincadas. Com uma abertura e sinceridade, não fugiu a nenhuma questão, nem as mais "picantes", ou mais pessoais.

 

Falou-se de crise, do País, do PPD/PSD. Falou-se de personalidades políticas. De Obama a Marcelo Rebelo de Sousa. De Santana Lopes a Durão Barroso. De Guterres a Sócrates, entre pescadinhas de rabo na boca, secretos e sopa alentejana. Falou-se das profundezas do Partido. Uma conversa amena, sem uma gota de vinho, com uma sobremesa doce pastor. O Apeadeiro sempre a receber-nos com a maior simpatia.

 

Um momento a recordar, a certeza de que a Classe Média sofre com toda esta situação em que se encontra o País, entre autógrafos pedidos, estivemos na presença da pessoa que mais vezes é apontada como "a que tem razão antes do tempo".

 



uma psicose de Diogo Agostinho às 14:37
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 23:11
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Freedom (!)

 

Recentemente falida ou em risco de, a Islândia esteve sob a mira da Europa não só pelo Vulcão, mas pela crise económica que subitamente fragilizou o país.

 

Mas a Islândia está de volta. Com um projecto no mínimo curioso: tornar-se no país sem censura.

 

A proposta da autorização legislativa aprovada pelo Parlamento Islandês na madrugada de quarta-feira, por unanimidade, permitirá transformar este pequeno país de menos de 320 mil habitantes num refúgio da liberdade de expressão. Objectivo: tornar a Islândia num tipo de Cayman Islands, versão liberdade de imprensa, um local onde as empresas de comunicação tenham a sua sede, ou alojem os seus servidores, de modo a ficarem ao abrigo da censura. Um porto de abrigo, onde jornalistas podem desenvolver as suas investigações, protegidos de pressões ou censuras. Com a ajuda de  Julian Assange, o ex-hacker fundador do site Wikileaks (que pela sua estadia em Reiquejavique publicou isto - o polémico vídeo Collateral Murder), a Islândia para além de pretender ser um paraíso (sem os benefícios de um cocktail caribenho) de expressão, quer fundar o Prémio Islandês de Liberdade de Expressão, a atribuir aos jornalistas que mais contribuam com as suas investigações.

 

Será a Islândia, a par da ajuda que o Wikileaks tem prestado, o novo porto de abrigo da liberdade, ou haverá certas verdades que simplesmente não devem/podem vir ao de cima?



uma psicose de Essi Silva às 10:30
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Sábado, 19 de Junho de 2010
Bom trabalho

 

Tenho seguido o trabalho do actual líder parlamentar do PSD e devo dizer que Miguel Macedo tem estado mesmo muito bem.
Atento, inteligente, corrosivo, straight to the point!
Em grande tem também estado o site do Grupo Parlamentar.
Imensas notícias, conteúdos e funcionalidades.
Obrigámos o Grupo Parlamentar do PS a tentar vir atrás de nós.
Sei que é devida uma saudação ao Carlos Nunes Lopes e ao Luís Coelho pelo seu excepcional trabalho.



uma psicose de Paulo Colaço às 03:43
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Sexta-feira, 18 de Junho de 2010
Saramago (1922 - 2010)

 


 

 

O prémio Nobel da Literatura faleceu aos 87 anos.


O escritor, laureado com o Nobel em 1998, sofria de graves problemas respiratórios. ‘Caim' fica para a história como o último livro de Saramago.

 

In Diário Económico



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 13:17
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Era uma vez o PPD - 26 de Junho

 

Mais uma iniciativa Psicolaranja, desta vez na cidade do Porto. Uma parceria com a JSD Concelhia do Porto. É já no próximo sábado, dia 26 de Junho, no Café Guarany. Contará com a presença de Amândio de Azevedo e Fernando Ribeiro da Silva, dois militantes do PPD/PSD que conheceram a história do nosso Partido e que muito nos irão contar.

 

Mais uma etapa no caminho do conhecimento das profundezas do PPD, depois de Conceição Monteiro, agora mais dois testemunhos que queremos ouvir de viva voz.



uma psicose de Diogo Agostinho às 11:00
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O tempo e a história vão contar...

 

Ora, cá estamos neste período histórico. A tão falada crise serve para tudo. Serve para não ser escandaloso o aumento do número de desempregados, quando o então líder de oposição Sócrates bradava aos ceús que 7% era um número que iria perseguir o então Primeiro-Ministro. Serve para, imagine-se só, introduzir portagens nas mui queridas SCUTS. Cereja no topo do bolo, serve para passar os feriados para as segundas ou sextas, para não existirem pontes.

 

Isto tudo veio da boa moeda. Ora que boa moeda esta. Mas, esperem não eram estas medidas da má moeda? Não eram estas medidas daquele Governo de 4 meses que eram só trapalhadas? Não eram estas medidas de quem não tem perfil para governar? Não tem perfil para liderar o País em tempo de crise? Eram pois claro. Mas o senhor em causa viu sair um Ministro do Desporto, o último da hierarquia e isso claramente afectou a estabilidade em Portugal. Qual Campos e Cunha a dar à sola, qual Freitas com doença conveniente, qual Costa a ir tratar da vida. Isto sim é que é bom. Nem influencia os meios de comunicação social. Quais casos Manuelas Mouras Guedes, José Manuel Fernandes, José António Saraiva. Não, Marcelo nem foi despachado da RTP. Que ideia. Mas desta vez não havia motivo para ir a Belém? Não. Está tudo normal. Está tudo tão calmo, tudo rola.

 

É a crise. E como tal o mundo mudou, com uma notória (des)valorização da moeda em Portugal, em todo o lado!



uma psicose de Diogo Agostinho às 07:33
editado por Essi Silva em 11/12/2012 às 18:27
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Ser católico não basta, "dizem" os Bispos

 

"Os bispos católicos não querem que haja grupos a reivindicar a sua condição de “católicos” no processo de definição de candidaturas presidenciais." (in Público)

 

Jorge Ortiga, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) diz que não gostaria de ver evocações ao catolicismo no âmbito da próxima escolha do futuro Presidente da República.

Isto virá na sequência de movimentações para escolha dum candidato presidencial que dispute o eleitorado de Cavaco Silva. Isto, claro, em resposta à sua postura diante do diploma "Casamento Gay".

Jorge Ortiga esteve - penso eu - muito bem!

A orientação religiosa é, para mim, menos relevante para a escolha de um PR, PM, Deputado, Presidente de CM, do que, por exemplo, saber de que forma se acaba um curso.

Quem evoca o seu credo religioso para atrair eleitorado, deve ponderar migrar para o Vaticano ou para o Irão - países em que o Estado é tudo menos laico.

 

 



uma psicose de Paulo Colaço às 01:08
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Quinta-feira, 17 de Junho de 2010
Vamos "feriar" menos?

O PS vai avançar com um projecto que pretende acabar com alguns feriados e manter apenas fixos o Dia de Natal e Ano Novo, a fim de organizar o calendário e promover a produtividade.

A ideia é acabar com dois feriados civis e dois religiosos, sendo que os que não forem eliminados serão encostados ao fim-de-semana para evitar pontes.



uma psicose de Rui Cepeda às 21:28
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Quarta-feira, 16 de Junho de 2010
Interesse nacional.

 

Estava ontem a fazer um zapping pelos telejornais quando passam uma notícia sobre a paragem dos trabalhos na AR devido ao jogo de Portugal. Aí, disseram também que a única excepção foi a da Comissão da Educação e Ciência, que se reuniu precisamente à hora do jogo. A 1ª intervenção que passam é de um ilustre deputado do CDS José Manuel Rodrigues, que profere algo nas linhas "acho inaceitável que não se pudesse adiar a reunião por 2h para que pudessemos assistir ao jogo".

Procurei tal nos jornais, hoje, mas só encontrei 2 notícias relacionadas. Uma em que fala precisamente nos "pequenos estádios" que se tornaram as salas da AR, e nos deputados que não estavam na AR e que seguiram o jogo, mesmo assim (curiosamente, o exemplo que dão é de Paulo Portas). Outra fala-nos das reuniões antecipadas ou adiadas com o consentimento de todos os deputados. A justificação? 


Bello hobby, este de ser deputado. Até recebem bem, e tudo.


uma psicose de nunodc às 15:53
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Eu não pago!

Retroactividade fiscal continua a gerar polémica: Jorge Miranda contesta a lei

 

"Não pagar impostos retroactivos é um direito fundamental do cidadão"

 

Quem o diz é Jorge Miranda. Está dito e registado. Esperemos pelos novos desenvolvimentos.



uma psicose de Diogo Agostinho às 08:02
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Terça-feira, 15 de Junho de 2010
Eu vuvuzelo, tu vuvuzelas, eles não gostam...

Que cena... E não é que um dos primeiros presentes que nos dá o continente Africano no seu primeiríssimo papel como anfitrião de um Campeonato do Mundo de Futebol é o horrível som tribal das vuvuzetas?

Elas andam por todo o lado. Na minha rua, na tua rua e na rua deles. Já não se fazem ondas; sopram-se vuvuzetas. Já não ouvimos os gritos dos treinadores nem as injúrias dos jogadores; ouvimos sim um grande som de fundo de milhares de mosquitos roucos. Já não ouvimos aquelas coisas que parecem desodorizantes com uma mini trombeta nem apitos; ouvimos vuvuzetas.

Na wiki pode-se ler:

 (...)Pode provir da palavra Zulu para "fazer barulho", a partir da "vuvu" som que faz, ou de gírias locais relacionadas à palavra para "chuveiro." As vuvuzelas ganharam forte exposição na mídia devido à Copa do Mundo 2010 realizada na África do Sul.

A vuvuzela tem sido alvo de controvérsia devido ao instrumento causar danos auditivos graves e permanentes, e por ser um disseminador de doenças (a gripe em particular, mas podendo ser qualquer germe) substancialmente mais perigoso do que tossir ou falar. É também perigosa para animais, visto que estes possuem geralmente uma audição mais sensivel, podendo criar situações de pânico e terror além de danos mais sérios em comparação com humanos.(...)

 

Para quem de facto não aguenta o som na sua transmissão televisiva basta utilizar tecnologia de filtragem de som(LOL) por €2,95 ahahahahaha

 

Por mim, e como seria de esperar, apenas digo; Deixem as vuvuzetas serem vuvuzetas!



uma psicose de jfd às 07:49
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Quem nunca copiou, que atire a primeira cábula!

Estudo indica que os alentejanos são os que mais copiam e os açorianos os mais sérios

 

Os alunos alentejanos são os que mais copiam, de acordo com um estudo realizado em dez universidades portuguesas. No extremo oposto, como os mais bem classificados, surgem os açorianos: metade garante que não usa cábulas nos exames.

 

 

 

Este estudo, realizado pela Faculdade de Economia do Porto, pertence analisar a Integridade académica dos estudantes do ensino superior em Portugal. Numa primeira fase, foram inquiridos 2675 alunos de universidades públicas dos cursos de Economia e Gestão. Os resultados publicados no mês passado no Journal of Academic Ethics revelaram que dois em cada três admitiram copiar.

 

Agora o inquérito destina-se a todos os estudantes, dos vários graus de ensino e cursos, das instituições de ensino superior de Portugal.

 

É a tua vez de ir ao confessionário! Responde aqui ao inquérito.



uma psicose de Beatriz Ferreira às 02:53
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Segunda-feira, 14 de Junho de 2010
O PS acredita na "árvore das patacas"?!

Endividamento bancário do PS cresce seis vezes em 2009 (!)

«Novas sedes, três campanhas eleitorais com muitos meios na rua e uma actividade corrente que obrigou a grandes investimentos. Só em 2009, o PS foi obrigado a aumentar o seu endividamento bancário em seis vezes face a 2008, passando de 1,94 milhões de euros para 11,9 milhões de euros em 2009. Deste bolo, quatro milhões foram para a actividade corrente da estrutura do partido, a que acresceram mais sete milhões para as campanhas eleitorais e 779 mil para aquisição de novas sedes espalhadas pelo País.»

 

É muito importante que exista algum peso e medida nos gastos dos partidos políticos. 

Se o endividamento socialista se restringisse apenas ao seu partido já por si só era mau, o problema é que é este partido, que nem a si próprio se sabe governar, que governa o nosso país! E isto é o corolário do nosso Governo num ano de crise...



uma psicose de Catarina Rocha Ferreira às 19:52
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