Os media, a opinião pública, as chancelarias diplomáticas por todo o mundo, todos estão já pavloviamente condicionados para o que se seguirá: o ultraje...
Porque foram muitas as vítimas, porque a força foi utilizada "desproporcionalmente", etc

Vamos pôr as coisas em pratos limpos:
- O comboio de navios propôs-se levar a cabo uma acção ilegal
- Se quisessem verdadeiramente levar ajuda a Gaza, tinham-no feito por via terrestre aonde teriam menos problemas
- Israel avisou os navios várias vezes antes de intervir
- A abordagem aos navios decorreu pacificamente à excepção da do Marmara aonde os activistas "pacifistas" estavam armados
A verdade é que Israel manda mais cimento para Gaza numa semana que a quantidade angariada pelos activistas em 4 meses.
A frota foi claramente uma acção propagandística e provocatória.
Israel não quis o confronto e tentou evitá-lo. Israel tem todo o direito a exercer a sua soberania no seu território e nas suas águas territoriais.
Este era o resultado previsto há uma semana quando os navios zarparam e Israel não agiu de surpresa ou com má-fé.
Os "activistas" partiram para Gaza com um objectivo político e se havia intenções humanitárias, essas eram secundárias.
Tal como ninguém culpa governos pela morte de jornalistas quando estes se arriscam em zonas de guerra, tão pouco Israel deveria ser hostilizado pelas mortes que se deram.
O título deste post é uma frase de Robert D. Kaplan num contexto diferente, no entanto ela aplica-se bem aqui: diplomaticamente todos os governos e ONGs culparão Israel pois o bloco islâmico - os seus mercados e o seu petróleo - pesa mais que o pequeno Israel mas todos sabemos que ninguém fará nada contra Israel pois ainda que politicamente incorrecto, ninguém acredita que a acção foi verdadeiramente ultrajante.
No que toca à Palestina, as acções falam mais alto que as palavras...
Westboro God Hates The World Music Video - Watch more Funny Videos
Esta música foi gravada pelos membros da Westboro Baptist Church, um culto religioso ultra-conservador nos Estados Unidos, também responsável pelo site godhatestheworld.com (vão ver, que Portugal também lá está), e outros que tais. Sinceramente, devo dizer que tanto o vídeo como o site me deixaram um pouco perplexo, depois de me aperceber que eram a sério. Assim, na falta de palavras para comentar, deixo o vídeo abaixo como resposta.
Por principio não gosto de fazer posts que praticamente se limitam á transcrição mas pela qualidade e pertinencia destas palavras assim como a forte indentificação pessoal aqui vai um retalho, podendo o original ser lido seguindo a ligação...
Acima temos o José Mourinho, aquele que treinou o Porto, depois do tirocínio como treinador principal, feito no Benfica e em Leiria. Hoje vi ser apresentado em Madrid o Mouriño que sucede a Big Mou e a Il Speciale, treinadores do Chelsea e Inter de Milão, respectivamente.
A diferença? A diferença é que este tem mais uns anos, mais uns títulos, mais umas vitórias e, acima de tudo, mais preparação para se sentar na cadeira mais difícil do futebol mundial. Por isso é que José Mourinho, ao contrário do que muitos esperariam, não prometeu títulos nem para agora nem para depois.
Será mesmo estranho que quando José Mourinho chega finalmente ao clube onde todos acham que tem de estar o melhor treinador do Mundo se revele de repente tão humilde nas expectativas? Ou estranho seria que ele, sendo inteligente como é, fizesse o contrário?
Mourinho sabe que no Real lhe vão exigir que ganhe tudo, quer ele o prometa ou não! Sabe ainda mais: é exactamente por isso que o contrataram, para que ele ganhe tudo e cumpra aquele que é o sonho dos adeptos e dirigentes Madridistas.
E é por isso mesmo que não promete nada. Porque quer colocar a fasquia onde ele acha que ela está, sabendo que o Real tem tudo para desmoronar como um castelo de cartas ao primeiro abanão e o seu truque - de Mourinho - costuma ser, precisamente, o de construir verdadeiras fortalezas à volta dos seus balneários.
De uma coisa estou certo: este português é cada vez mais um caso sério no futebol internacional. Não sei se é o melhor treinador do Mundo e muito menos se é o melhor de todos os tempo mas sei que poucas vezes vi alguém que aliasse o conhecimento do jogo jogado a esta inteligência e sagacidade na gestão de tudo o que rodeia o desporto-rei.
Boa sorte!

Há já algum tempo que queria escrever algo sobre isto, mas só há pouco encontrei a imagem.
Estes são os novos cartazes do BE, espalhados um pouco por todo o país.
Todo e qualquer partido tem direito às suas reivindicações, a discordar com as políticas actuais e a implementar, etc, etc. O Bloco que reclame da forma que ache adequada, nem sequer é isso que está em questão,
mas...
daí a tornar a política numa caça ao homem (ou, neste caso, homens) vai uma longa distância. Vale mesmo tudo?
Note-se que, obviamente, também considero os salários como sendo um exagero, mas daí a pôr a cara deles num cartaz, como se eles fossem criminosos, como se tivessem grande voto em questões políticas, como se fossem os responsáveis por todos os males do país...
Muito mau gosto.
Nas ultimas décadas intensificou-se o desejo dos consumidores por uma maior oferta de alimentos assim como a exigência relativamente á sua salubridade. A importância que a alimentação tem na saúde é conhecida por todos, assim como o seu impacto no prazer e/ou satisfação individual.
A produção dos produtos de origem animal é indissociável de questões éticas acerca do bem estar animal. A divulgação de mensagens deturpadas ou sensacionalistas são frequentes e contribuem para a criação de falsos mitos e preconceitos injustificados.
Nos últimos anos tem sido introduzidas inúmeras alterações para salvaguarda do consumidor existindo um controle impar na história da humanidade, sendo a União Europeia líder mundial.
Este vídeo faz parte de dois conjuntos publicados pela Ordem dos Médicos Veterinários intitulados "Do prado ao prato" e "Do mar á mesa" sendo excelentes exemplos do que deve fazer quem tem responsabilidades e pode comentar os temas com conhecimento de causa e legitimidade e que sugiro a visualização a todos os interessados.
É agradável que a Alemanha tenha ganho o Festival da Eurovisão da Canção este ano. No fundo, é a Sr.ª Angela Merkel que paga a União Europeia e que se disponibiliza para sustentar os outros Estados sedentários, obesos e vaidosos (you know who!).
Há uns tempos, a Mercedes-Benz tinha uma campanha para quem comprasse automóveis a cima de um certo valor, oferecia totalmente grátis um Smart. Comprar um "mercedão" e oferecerem um Smart, é a mesma coisa que salvar o Euro e oferecerem de prenda o Festival da Eurovisão. Por agora, serve...

Na noite passada o nosso AB Diogo Agostinho e eu própria, fomos jantar a convite, acompanhados por mais 11 bloggers, com o nosso líder de partido. Verdade que o menu não incluiu coelho (felizmente para mim!) mas pautou-se por perguntas sobre a actual crise económica e o PEC e conhecimento dos dossiers económicos do país (como seria, de resto, óbvio), sobre a estagnação do Twitter de PPC, sobre a sua percepção de uma sociedade idílica, sobre o Estado social, a Revisão Constitucional, entre outras.
21.40 foi a hora a que sensivelmente começou o jantar. Sobre a cabeça de Passos Coelho lia-se numa tela do restaurante "O sabor da tentação acelera os sentidos".
As perguntas seguiram-se naturalmente ao longo do jantar, que se prolongou mais do que a agenda do líder permitia, mas as questões não o deixavam fugir... ;)
Aqui ficam alguns dos destaques que fiz:
Questionado pelo nosso AB em relação ao pedido de desculpas a MFL, afirmou o líder que não tem de pedir desculpas à ex-líder, já que não criticou as suas posições em relação ao PEC, criticas que até vieram pela própria CPN de MFL, mas que se o tivesse de fazer, não teria problemas com isso. (Fiz um relato, mas se querem que comente, tudo bem: Não tinha que pedir desculpa, mas convinha não fazer o mesmo caminho que todos sabemos, e não vale mentir, que criticou. É uma desilusãozita ouvi-lo a dizer que nunca o fez)
Acrescentou em relação às eleições, que foi o único líder no PSD "que não prometeu um lugar a ninguém" para ser eleito. (A minha má fé começou aqui)
Defendeu ainda, que a acepção dada ao "Governo sombra" do Gabinete de Estudos não era negativa e que se referia a uma equipa que teria como missão fiscalizar o Governo e servir-lhe de sombra, na medida em que saberiam os passos do Governo, como se de um género de espionagem se tratasse. (Espionagem no sentido fiscalizador. Se acabei de dizer que acepção não era negativa, é positivo sabermos que haverá alguém a tentar saber se o Governo anda a enganar-nos ainda mais que o que sabemos ou não)
Explicou também que o Estado tem que ser respeitado, mas que age de má fé, o que faz com que os seus credores sejam muitos e que os funcionários públicos sejam injustiçados por colegas com menos experiência a ganhar melhores salários. (Completamente certeiro)
"Estamos a construir uma selva social", referiu-se em relação ao Estado social e aos subsídios e reformas.
Falou-se também na eficácia do Simplex, como tem coisas positivas, apesar de alguns problemas e em Justiça.
Em relação à Justiça, tenho pena que me tenha adiantado pouco, ainda que não seja a sua área de expertise. (Falou-se mais de economia e o tempo já era escasso). Disse-nos que acha impossível reestruturar integralmente a Justiça, já que há múltiplas divergências doutrinais em relação aos verdadeiros problemas do seu funcionamento. Que o mal está na falta de celeridade porque "precisa-se melhorar o edifício" e não demoli-lo e reconstrui-lo.
Por volta da meia-noite e meia, o jantar estava finalizado, com o gosto de satisfação de muitos dos convidados. O responsável pela blogosfera do líder perguntou-nos se tínhamos gostado. Afirmámos que sim. Era uma forma de conhecermos o líder num ambiente mais informal. Foi giro ouvi-lo convicto que este tipo de situação só seria possível com PPC. (Foi uma iniciativa positiva e louvável, mas não é a única figura importante a ter facilidade em se expor a bloggers, ainda que desta vez o convite tenha sido dele e não nosso)
Curiosidades: Pelo meio tivemos ainda um pouco de espionagem Venturiana e a visita de um Padre...mas não o nosso.

PS, PCP, BE e Verdes chumbaram a suspensão do TGV, como defendiam o CDS e o PSD.
Louçã afirma que, em nome da economia nacional, não fazem "discussões políticas pondo no prato da balança a criação de desemprego, que é o que a direita está a fazer. A direita quer fazer disto uma zaragata política para discutir estratégicas económicas que conduzem à criação de desemprego". Assim, o que se pretende é um investimento público "muito controlado".
O CDS apontou, e bem, a mudança radical de posição do Bloco, neste último ano, acusando-o de hoje ser o "salvador do Governo". Apontou também um artigo escrito por um dirigente bloquista chamado "com TGV e bolos, se enganam os tolos” para provar tal facto (curiosamente, esse artigo já não se encontra disponível no esquerda.net - pura coincidência, obviamente - mas podemos encontrá-lo noutros locais).
Quantos "oprimidos" vão usar o TGV..? Quantas pessoas de classe média, até..?
Tal é irrelevante.
Assim avançamos nós, a toda a velocidade, no comboio "capitalista".
PSD com 44% nas sondagens. PS com 28%. CDS com 8%.

A possibilidade de alterações na Assembleia da República continua a dar que falar. A petição continua a circular.
Passos Coelhos veio ontem afirmar que a AR deve perceber "que precisa de rever o seu orçamento para não aparecer aos olhos dos cidadãos como o mais gastador quando todo o país está a fazer um sacrifício adicional para gastar menos e pagar mais impostos", devendo o Governo abandonar também a ideia de projectos públicos que continuem a "pressionar os orçamentos futuros". Apesar de PPC não ter sido claro sobre uma redução no nº de deputados, Mota Amaral veio dizer que o PSD estará de acordo com tal.
Louçã diz que o PS reduzir o número de deputados no Parlamento para se “ver livre da opinião dos portugueses”, tendo em conta que tal poderia afectar os pequenos partidos de uma forma mais visível.
Francisco Assis veio hoje afirmar que este não é o momento para discutir redução de deputados, pois não é um assunto prioritário (alguma vez seria?). "É errado do ponto de vista dos princípios". O problema não será sequer o número de deputados, mas sim a "qualidade da representação política" (mas eles não estão relacionados? Se os deputados fossem menos, então não teriam, forçosamente, que lá estar os melhores?). Termina depois com algo brilhante: os problemas a serem colocados devem ser outros, como saber "se o modelo que temos é ou não o mais adequado", devendo nós questionar por isso o próprio sistema eleitoral (Portanto: não vamos questionar os deputados, mas sim a forma como são eleitos.....?!?).
As críticas de Louçã serão infundadas. OK que um deputado custará mais em termos de votos, mas os mais pequenos continuarão a eleger deputados e a ter as mesmas condições para tal. Para mim, a questão é bastante simples. O mais provável é nem sentirmos qualquer diferença, no nosso dia a dia. Mas saberiamos que estariamos a viver em contenção, que estariamos a fazer o possível para reduzir os custos. Se cada deputado custa cerca de 60.000€/mês, entre vencimentos e encargos directos/indirectos, o facto de termos menos 50 resultaria numa poupança de 3 milhões €/mês, 36 milhões €/ano. Seria um bom começo.


O Verão está a chegar e a partir de Setembro iremos entrar em "modo Presidenciais". Será a próxima eleição em que os Portugueses irão ser chamados a escolher quem deve ser o Presidente de todos nós.
Surgiu-me em pensamento este cenário que vos deixo nas fotografias acima. Ora, se já temos dois candidatos: Fernando Nobre e Manuel Alegre, assumidos, devemos contar com a recandidatura do actual Presidente da República. Porém, no Partido Socialista a embrulhada reina e Mário Soares veio lembrar ontem que para além de ser militante do PS, tem consciência. E se da consulta de Sócrates resultar um candidato diferente do PS?
A juntar a este cenário, temos o PCP. Não apoiou ninguém e pode jogar a sua, e penso que única, cartada forte. Carvalho da Silva é hoje um nome por muitos conhecido e vai além do eleitorado comunista. Ganhou visibilidade pelo cargo que ocupa e pode ser um nome a ter em linha de conta. Se for para marcar posição, poderemos ter ainda Carlos Carvalhas de regresso ao combate político.
Mas, e os nomes e hipóteses são apenas na ala esquerda? Será que as posições assumidas pelo Presidente, sobretudo ao promulgar a lei de casamento dos homossexuais, não pode abrir espaço a candidatos insatisfeitos no seu "espaço político"?
E neste cenário, arrisco-me a dizer que seria uma interessante campanha. Com surpresas no final. Quem sabe se até nem poderiamos ter uma segunda volta totalmente à direita.
Será assim tão recambolesca esta teoria?

O secretário de Estado dos Transportes tinha anunciado, na segunda-feira à noite, o aumento do preço dos transportes públicos. Os bilhetes vão ficar mais caros a partir de 1 de Julho. Cabaço Martins, presidente da Associação dos Transportadores de Passageiros lembra que, em momentos de crise, a lei permite uma actualização das tarifas a meio do ano e garante que é isso que vai suceder.
Por outro lado:
Só em transportes, os deputados vão gastar este ano mais de 780 mil euros do que em 2009, o que representa um aumento de 25%. Estão previstos aumentos para transporte, deslocação dos deputados, despesas com seminários, exposições e similares, artigos honoríficos e de decoração do Parlamento. A rubrica "outros trabalhos especializados" vai também aumentar mais de meio milhão de euros (3,6 milhões em 2010 vs. 3,1 milhões em 2009), sendo gastos mais 593 mil euros em "assistência técnica" (2,9 milhões de euros em 2010 vs 2,3 milhões em 2009). (notícia completa na versão impressa).
Tudo uma questão de equilíbrio.

Aparentemente esta notícia do I parece banal. Anda embrulhada com as federações socialistas às turras e os apoios a dar ao Poeta Alegre. Mas, no meio vem uma declaração bombástica. A JSD é alegrista!!! Bem sei que é um erro, que todos podemos falhar, mas este erro é tão assustador que não poderia deixar passar.

À venda por 35 mil Euros este pedaço de paraíso. Uma vida sem preocupações, sem stress, sem confusões. Natureza, paz e tranquilidade!
Na ONU existem ‘estados’ cujo maior valor é o de constituírem um voto na Assembleia Geral. Durante o século XX o número de estados aumentou dramaticamente e, sobretudo depois da segunda guerra mundial, o valor destes aumentou também visto que na ONU eles têm um voto que conta tanto quanto o das maiores potências.
Como em todas as ficções, a realidade acaba por se impor e assim se criou o Conselho de Segurança aonde as grandes potências têm assento permanente. Um outro artifício foi a criação de estados procuração através dos quais as superpotências podem contar com votos adicionais na Assembleia Geral.
Porque na realidade, como todos sabemos, uma qualquer república das bananas, não tem o mesmo valor de um estado-civilização como a China ou a Índia.
Assim, ‘territórios associados’ como a Micronésia ou as ilhas Marshall constituem uma reserva de voto dos EUA e durante a Guerra Fria, a Ucrânia e a Bielorrússia serviam o mesmo propósito para a URSS.
Mas o absurdo das ficções políticas também existe perto de nós. No parlamento Português, o Partido Ecologista ‘Os Verdes’ é uma tal ficção política. O PEV nunca foi sozinho a eleições nem nenhuma sondagem alguma vez o isolou do PCP para discernir a sua verdadeira abrangência de eleitorado. Aparentemente, os membros que o constituíram saíram do PCP para o formar de propósito e o seu programa nunca diverge ou entra em conflito com o do partido comunista.
A título de exemplo vejamos as barragens: a do Sabor foi duramente criticada, a do Alqueva não. Porquê? Porque o PCP obtém os votos que lhe permitem manter-se no parlamento, do Alentejo e o projecto do Alqueva é uma antiga reivindicação dos agricultores Alentejanos.
À direita, os conservacionistas apelidam ‘Os Verdes’ de “melancias” – verdes por fora, vermelhos por dentro.
O cúmulo desta ficção política são as audiências entre os partidos e o Presidente da República – aonde o PCP passa a contar com duas – e as intervenções na Assembleia da República – aonde o PCP intervém duas vezes sucessivas.
Em contraste, aliados do PSD como o PPM ou o MPT sempre foram partidos autónomos que o PSD graciosamente permite terem lugar no parlamento, através das suas listas.

Acho do mais mau jornalismo que pode haver, o facto das TVs privadas, aderirem a esta ficção política. Que a RTP o fizesse é uma coisa, a TV pública tem que – ou tende a – respeitar formalismos e ser institucional. Mas as TVs privadas também prestam atenção aos Verdes em claro detrimento de formações políticas mais pequenas que muito mais mérito possuem, por estar no combate político autonomamente e há mais tempo.
Em tempos de crise, o que é supérfluo é sacrificado. Vamos começar por algumas ficções.

Como o novo PSD se prepara, por dentro, para governar o país.
Leitura obrigatória.

Mourinho é hoje Rei. Depois da enorme vitória com o Inter, caminha para um contrato com o Real Madrid por 10 milhões de euros, por ano. E vão ser 4 épocas pela cidade de nuestros hermanos.
Será que temos aqui um bom argumento para o Senhor Ministro das Obras Públicas, incentivar a ida de TGV a Madrid? Vai ser interessante os espanhóis a virem até às praias, os Tugas a irem visitar o Bernabéu de José e Cristiano...
O uso da palavra negro para descrever um afro-americano foi um hábito que caiu em desuso nos Estados Unidos, de maneira educada e politicamente correcta.
O serviço dos Census 2011 defendeu-se imediatamente afirmando que no último questionário realizado há 10 anos atrás, 56 000 pessoas fizeram questão de escrever negro no campo “Some other race” para descrever a sua identidade racial, apesar de existir um campo pré-definido para afro-americanos. É algo que faz parte da identidade cultural de muitos cidadãos, sobretudo pessoas mais velhas, facto que não podia ser descurado, considerando que os dados sairiam enviesados.
Ainda cerca de 30 000 lares da comunidade hispânica nos EUA receberam um questionário ligeiramente diferente com 15 alterações do mesmo tipo. Os dados serão comparados com os recolhidos há 10 anos atrás e determinar-se-á se essas modificações ajudaram realmente as pessoas a identificarem-se com os conceitos raciais apresentados nas opções de resposta.
O secretário-geral do PSD está a actualizar os ficheiros do partido e já ‘congelou’ a inscrição de 34.635 militantes que não pagam quotas há quatro anos, desde 2006. O PSD passará, assim, o seu número de militantes de 162 mil para 127 mil, avança a edição do SOL esta sexta-feira.

Pois é, hoje foram publicadas as novas taxas de retenção na fonte do IRS...ou seja, há mais para pagar.
Irónico, irónico, é que a despesa pública esteja num estado de emergência tal que no mês de Maio, foram publicados no Índice do Diário da República n.º 96, Série II de 2010-05-18 - Parte C, os seguintes despachos:
1) Despacho n.º 8346/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Requisita à empresa Deloitte & Touche, Lda., António José Oliveira Figueira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
2) Despacho n.º 8347/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Requisita à Associação dos Bombeiros Voluntários de Colares Rui Manuel Alves Pereira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
3) Despacho n.º 8348/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Requisita ao Sindicato dos Trabalhadores de Escritório, Comércio, Hotelaria e Serviços Vítor Manuel Gomes Martins Marques Ferreira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
4) Despacho n.º 8349/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Augusto Lopes de Andrade para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
5) Despacho n.º 8350/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Requisita à empresa Companhia Carris de Ferro de Lisboa, S. A.,Arnaldo de Oliveira Ferreira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
6) Despacho n.º 8351/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o assistente operacional Jorge Martins Morais da Secretaria-Geral do Ministério da Cultura, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
7) Despacho n.º 8352/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o assistente operacional Jorge Orlando Duarte Vouga do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, I. P., para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
8) Despacho n.º 8353/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Jorge Henrique dos Santos Teixeira da Cunha para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
9) Despacho n.º 8355/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública José Duarte Barroca Delgado para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
10) Despacho n.º 8356/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Manuel Benjamim Pereira Martinho para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
11) Despacho n.º 8357/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Horácio Paulo Pereira Fernandes para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
12) Despacho n.º 8358/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Custódio Brissos Pinto para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
Portanto, 12 motoristas. Fora os que exercem funções de igual interesse público, recebendo (segundo entendi) o mesmo ordenado como se prestassem as funções que anteriormente prestavam, onde é que estão os nossos 12 Primeiros ministros que beneficiam destes motoristas.
Em tempo de pedir ao zé povinho para passar fome, quem vai pagar estes motoristas todos e porquê?
Ora em momentos de crise pede-se sempre alguém que saiba o caminho. Sim, uma equipa unida com um desígnio comum. Uma daquelas coisas estranhas: Estratégia!
Temos vindo a assistir a um Governo de loucos. Ora, temos um Ministro das Obras Públicas a dizer que as obras públicas vão avançar, ora temos o Ministro das Finanças de calculadora na mão a contrariar. Para no final ser uma embrulhada total.
Depois temos um aumento do IRS e do IVA para fazer face às dificuldades do Estado. E o que assistimos? O Secretário de Estado a falar em cobrar a taxa desde Janeiro, ao Ministro a falar em Julho, ao Primeiro-Ministro a falar de Junho. Eu só pergunto: Então mas as contas que fizeram de redução do défice não nos deviam apontar para uma data exacta? Ou foi tudo feito no ar? E mais uma embrulhada.
E ainda assistimos ao Líder Parlamentar Francisco Assis a contrariar as ideias do Ministro dos Negócios Estrangeiros. E lá vai mais outra embrulhada.
Com tantos embrulhos é interessante perceber para onde vai este ramalhete. Mas cá pelo burgo passa-se alguma coisa? Não! Olha olha, Ministros a contradizerem-se? Olha olha Primeiro-Ministro com imagem desgastada? Não! Isso não interessa nada. Até porque a boa moeda domina. E domina tão bem, os outros, é que eram maus. Terríveis. Envergonhavam o país, colocavam em causa as Instituições Portuguesas! Agora não! Agora damos as mãos, dançamos o tango, aprovamos pactos e casamentos. Temos muito sentido de Estado! É tudo porreiro pá!

Eu não peço desculpas por cumprir o meu dever. Cada um fala por si
Ora pois, está certo. Afinal não vale a pena chorar sobre leite derramado. Este primeiro-ministro tem tanto de graça como de lata.
Então quem deverá pedir desculpa aos portugueses pelo estado em que nos encontramos e para onde caminhamos?
Já sei "o mundo mudou nas ultimas semanas" e o governo teve de reagir.
Ou seja, não há histórico não há passado, só existe presente. Que grande lata.
É a tal habilidade que José tem em passar a mensagem e enganar o povo.

Mas agora José tem de lidar com Pedro. E Pedro é diferente.
Pedro fez José dizer que não pede desculpa!
Pedro fez José dizer que está a cumprir o seu dever.
Pedro colocou a nu o que pensa a entourage de José sobre o assunto.
Pedro colocou outro tom na urgência nacional que agora vivemos.
José leva sermões de Merkel.
Pedro impõe decisões a José.
Pedro pediu desculpa, pelo impacto destas suas decisões. Porque Pedro sente. Porque Pedro é consequente e assume a sua responsabilidade perante o Povo.
Pedro pede desculpa pelas acções do momento, José ignora o peso que o passado tem no presente.
Pedro é responsável, José é arrogante
Para Pedro a culpa é de se assumir, com José morre solteira.
Pedro considera o Povo, José despreza as atitudes de Pedro.
Venha o povo e escolha.

Nos três primeiros classificados de cada um dos principais campeonatos de futebol da europa existem vários jogadores portugueses ou comprados a clubes portugueses, ora vejamos:
Inglaterra
1º Chelsea (Hilário, Ricardo Carvalho, Bosingwa, Paulo Ferreira e Deco)
2º Manchester United (Anderson, Nani)
3º Arsenal
Espanha
1º Barcelona
2º Real Madrid (Pepe e Cristiano Ronaldo)
3º Valencia (Marchena, Miguel e Manuel Fernandes)
Itália
1º Inter (Quaresma)
2º Roma (Antunes)
3º AC Milan (Thiago Silva)
Alemanha
1º Bayern Munique (Butt)
2º Schalke
3ºWerder Bremen (Hugo Almeida)
França
1º Marselha (Lucho)
2º Lyon (Cissoko, Lisandro, Anderson)
3º Auxerre
Não deixa de ser curiosa esta ligação! Dirão os adeptos do futebol que se nos restantes sectores tivessemos esta capacidade não estariamos onde estamos. Dirão os que não ligam ao futebol que isto não representa nada para o nosso país...

"São muitos os empresários conscientes no país, que sabem que dificilmente conseguirão sobreviver se o sistema financeiro não funcionar, se a recessão e a paranóia dos défices orçamentais continuar, se a regulação não funcionar ou se os bancos não tiverem dinheiro para emprestar a tempo e horas"
Palavras de Francisco Pinto Balsemão. Directo ao assunto. Sem papas na língua e com uma clarividência assustadora. Aí está uma personalidade que deveria ser mais "ouvida" pelo nosso Partido. Não apenas no típico aperto de mão pré-eleições.


“Como se diz em espanhol para dançar o tango são precisos dois. Durante muitos meses não tinha parceiro para dançar”
Palavra de José Sócrates...claro, claríssimo.

Aí está mais um caso a abalar o nosso País. Professora de música em Mirandela foi afastada do ensino depois de ter posado nua na edição de Maio da revista 'Playboy'. Ora, este caso é brutal. De um lado os puritanos a reclamarem conduta e decoro, do outro opiniões mais liberais de que a senhora pode e deve fazer o que quiser com o seu corpo.
Primeira consequência: revista esgotou em Mirandela. Acho que diz tudo!

Confrontado com um apoio a Lula da Silva a Secretário-Geral da ONU, diz o Público que Sócrates respondeu "Eu estaria na primeira fila desse apoio".
Não me custa acreditar: Sócrates é amigo de Lula, que é amigo de Ahmadinejad, que é amigo de Chavez que é amigo de Sócrates.
Que maltinha...
Eu percebo o sentido de Estado que Passos Coelho está a mostrar, em linha com o mesmo sentido de responsabilidade de Manuela Ferreira Leite, mas preferia que tivesse tido uma entrada de leão, derrubado os já frágeis alicerces que sustentam Sócrates e começado a governar repondo o Governo na rota do desenvolvimento e da credibilidade.
António José Seguro proferiu as primeiras palavras confundíveis (para dizer o mínimo) com uma marcação de território.
Estas coisas costumam acontecer em dois tipos de momentos: proximidade de eleições e antecipação de crise.
Neste caso é uma antecipação de crise interna.
António José Seguro não diria o que disse se não achasse que Sócrates estava a dar as últimas.
Na prática, Seguro diz que "segura" o Partido se este ficar órfão.
Um dia depois do anúncio do acordo entre Passos Coelho e Sócrates, no PSD já se questiona se a atitude do líder não irá comprometer politicamente o partido. Esta sexta-feira a ex-líder Ferreira Leite lembrou ainda que tudo o que se passou era demasiado previsível.


Carlos Queiroz justificou a rejeição de Quim dizendo que os guarda-redes que preferiu tinham mais futuro que o jogador do Benfica.
Mais valia ter dito: "não gosto do Quim", "cheira mal dos pés", "tem olhos pretos" ou "joga pior que a minha avó"!
Qualquer uma destas justificações feria menos a inteligência dos portugueses que querer fazer-nos acreditar que jogar melhor amanhã é mais importante que jogar melhor hoje.
É por estas que Queiroz tem a imagem que tem!
"Portugal's economy - The importance of not being Greece"
The Economist 22 de Abril de 2010
(...)
"In short, Portugal is indeed different from Greece. But if the markets decided to put this to the test, chronic low growth, a drastic loss of competitiveness and high public and private indebtedness are all weaknesses which could swiftly undermine the protection that being different is meant to bring."
Leiam os comentários. Há para todos os gostos. Ambos os artigos nos respectivos links.
"aqueles que ignoram as lições da história estão condenados a repetí-la"
Jorge Santayana
"...estamos num estado comparável somente à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesma trapalhada económica, mesmo abaixamento de caracteres, mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas, quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva poderá... vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se, a par, a Grécia e Portugal"
Eça de Queiroz, in As farpas, 1862

Na minha modesta opinião, um governo social-democrata deveria empreender uma série de reformas impopulares e (mas) progressistas, liderando os caminhos da tortuosa tempestade que atravessamos.
Um governo social-democrata teria, nesta altura, sido corajoso e avançado com o fim do 13.º mês e do subsídio de férias. Calma, não sugiro que se retire ainda mais aos que já têm pouco, embora não enjeite sacrifícios. O que proponho é que essa pseudo-esmola, dada em jeito de desculpa pela miséria do resto do ano, deveria ser diluída pelos salários mensais dos funcionários públicos. Admito até que nos casos de salários mais elevados a diluição fosse acompanhada de uma diminuição no valor líquido pago. Bem sei que um pouco por todo o lado se cultiva este estranho costume, mas é tempo de tratarmos os cidadãos como pessoas adultas. Se o valor a que têm direito é aquele acrescido dos subsídios, porque raio há-de o estado comandar o momento do seu recebimento?!
Acabando com esse costume de "tio rico e solteirão" que só se vê nos aniversários e natais, o estado seria bem mais "amigo", pondo o dinheiro mensalmente na carteira dos seus funcionários, ao invés de acenar com "cenouras" virtuais que, dadas neste amontoado semestral, aconselham ao gasto rápido e à ilusão da carteira recheada.
Um estado social-democrata acompanharia alguns dos sacrifícios agora pedidos com um aumento (ou criação, quando inexistentes) dos bónus/prémios de produtividade, não basta dizer que é preciso apertar o cinto, é imperioso estimular a competência e os ganhos de eficiência.
Finalmente, um governo social-democrata abrandaria o investimento público nas grandes infra-estruturas e aumentaria significativamente a dotação orçamental para investigação e parcerias universidades-empresas, apostando na criação de valor acrescentado e de produtos diferenciadores.
Entre outros...
Enfim, aguardemos por um governo social-democrata.
Tendo em conta o momento que vivemos considero que as opções que o PSD está a tomar são mais que necessárias e em consonância com o que se espera de Portugal e da Europa.
Trata-se da expressão máxima do tal sentido de Estado de que por aí se fala.
Ora a opção deste PSD, CPN incluída parece-me acertada. Os tempos e a forma de actuação estão no ponto. O líder da oposição demonstra iniciativa política arrastando o Primeiro-Ministro para o seu tempo político enquanto se coloca no seu efectivo lugar quando afirma que cabe “ao Governo, Governar”.
Politicamente a estratégia está correcta e a meu ver é a possível.
Economicamente é incompreensível que se acuse o PSD na pessoa do actual líder de manter posições em determinada altura e depois disso impor outras que lhe são contraditórias. Todas as opções e tomadas de posição são devidamente fundamentadas e enquadradas no que foi apresentado como plano de recuperação para Portugal e no que se vai desenrolando com o passar dos dias.
Aumentam-se os impostos, exigindo de nós contribuintes e especialmente da classe média um esforço extra pelo futuro de Portugal.
Ora com o PSD consegue-se impor medidas do lado da despesa que igualem esse esforço. Isto é diferente, isto é mudar, isto é alterar a mentalidade de um Estado despesista e que abusa do esforço dos contribuintes. Note-se que haverão cortes na despesa com as autarquias, redução nos bens e serviços a adquirir e também em transferências como por exemplo para a RTP, e redução de salários de detentores de cargos públicos. No caso do contribuinte verá o seu IRS aumentado, assim como as empresas verão o IRC, e todos nós o IVA.
Aumentar o IVA faz-me sentido pois é a forma mais rápida do Estado se financiar, mas poderá causar uma crise no consumo interno que terá de ser devidamente compensada pelo continuado (espera-se) aumento das exportações (e de preferência competitivas).
Já aumentar a carga fiscal nos salários me parece contra producente pois estamos a penalizar a potencial poupança, algo de que precisamos muito neste país.

São medidas que comprovam que o PSD está ao leme, mas comparando com a Espanha, Portugal vai atrás…
Zapatero apresentou um plano que seria o ideal a meu ver para a nossa terra;
Corta das despesas sociais, corta na função pública congelando 2010, corta no governo em 15%(!), elimina a reforma parcial, reduz os genéricos, já fechou entretanto n empresas públicas e corta com o cheque bebé entre outras medidas nada populares.
Por mais que os idealistas da economia possam dizer de sua justiça, nenhum apresentou até ao momento um plano exequível e comportável tendo em conta o limiar do social, e que nos coloque no caminho certo como me parece que começamos a caminhar. É fácil falar. Mas é difícil exigir do país o que neste momento se exige e ainda por cima ter de actuar de acordo com os desígnios da oposição no que toca às reais contrapartidas.
Mas atenção, nem de longe nem de perto se esgota aqui o esforço que teremos de envidar para a recuperação da confiança pelos mercados e uma necessária blindagem aos constantes ataques especulativos que vão sendo efectuados pela normal evolução do mercado.
E ainda, sobre a culpa; essa não morre solteira.
Somos todos culpados; todos deveremos ser chamados a ajudar na solução.
O Estado somos nós. Não são eles.

Chamem-me esquisita, chamem-me freak, ou picuinhas. Chamem-me o quiserem. Mas leiam até ao fim, ouçam as pessoas e reflictam sobre o que queremos para este país.
Sou uma enorme fã do Senhor dos Anéis (os livros, não os filmes per se). Qualquer tipo de literatura com monstros terríveis e árvores que falam, com elfos e outros que tais, é geralmente levada na desportiva como fantasiosa.
Tolkien tem, no entanto, algo mais profundo. Uma mensagem implícita ao Homem - quando se quer o poder pelo poder, a humanidade de uma pessoa dissipa-se levando à existência de espectros, que fazem o que for preciso para ter mais poder e para servir o poder. Não pelo povo, não por causas nobres, mas sim pelo poder.
E é por aqui que começo. O poder pelo poder.
Há muito que acredito que Passos Coelho é uma versão PSD de Sócrates. Os seus discursos e ideias começam a não passar de promessas vãs. E é este o meu partido - um partido com um líder arrogante, que pouco está a cumprir do que prometeu e que está a fazer exactamente aquilo que condenava que os outros faziam.
Acredito que o PSD quando elegeu Passos Coelho esperava uma mudança, a esperança de voltarmos ao poder e impedirmos este país de se tornar numa Angola. Numa Angola com um punhado de milionários e uma população esfomeada. Mas termos um líder só para ganhar eleições dará lugar a uma democracia estilo Sócrates, sendo que hoje não consigo mais saber se de uma forma pior ou um pouco melhor.
Tête-à-tête
Tenho nos últimos tempos vindo a conversar com amigos, alguns jovens, outros nem tanto. Desiludidos com o PSD, desiludidos com Passos Coelho, desiludidos com um futuro que ameaça deixa-los sem alternativa senão partir de um país que amam.
A minha avó ontem disse-me que era altura de se desfiliar. 36 anos de PSD, duma mulher que já viu muita coisa, que já conheceu muitas pessoas e que já viveu uma vida inteira de histórias. Mas onde é que há espaço para acreditar? Onde é que nos sobra espaço quando à custa de deixarmos o PS apodrecer, deixamo-los tomar decisões com consequências brutais sobre um povo, nomeadamente ao subir os impostos?
Não passámos já o suficiente?
Necessidades
Acredito que Portugal há muito que vem a viver acima daquilo que pode. A subida dos impostos é, portanto, inevitável. Mas, não pode ser uma medida desprovida de cortes noutras áreas. Os portugueses precisam se saber que não são os únicos a pagar pelas irresponsabilidades do Governo, por políticas frustradas e fundos mal canalizados.
Subir impostos sem afastar completamente a ideia de obras públicas, sem cortar nas despesas do Estado, seja a nível das despesas dos nossos Governantes, deputados e chefes de Estado, será somente um grão de areia no deserto. Mas um grão de areia que custa às famílias portuguesas, cada vez mais endividadas e empobrecidas, e mais especialmente àqueles que têm trabalhadores para pagar, empregos que mal permitem sustentar-se quanto mais a uma família, ou àqueles que formados não conseguem arranjar emprego que lhes permita sobreviver, quanto mais viver.
Marcação cerrada
Passos Coelho tinha-nos prometido uma marcação cerrada a Sócrates. Agora vejo uma parelha de espectros ao estilo de Tolkien a telefonarem um ao outro.
O país pode estar no fundo do poço, o próximo governo pode ser do PSD, o PS pode estar neste momento a enterrar-se. Mas, política de alinhamento de um candidato que se afirmava indignado com o papel fraco, medíocre, do seu partido aquando a liderança de MFL, é que não.
Na altura, Passos Coelho tinha afirmado que o PSD tinha que bater com o pé para que as medidas do Governo fossem mais duras. Mas o PSD não bateu com o pé. O PSD alinhou-se. E agora o Governo atira-nos poeira para os olhos com políticas de estabilidade e crescimento medíocres e insuficientes para fazer face à crise.
Onde está o PSD da oposição? Onde está o PSd que não deixava que o CDS/PP tivesse margem de manobra?
| João Almeida, Secretário-geral do CDS: Na AR, o PSD e o Governo discutem a crise como se tivessem perspectivas diferentes. Fora juntam-se para aumentar os impostos. |
Espaço
Estou desiludida com o PSD. Não o nego. Estou desiludida com um Presidente da República que sabe o que se passa e não é mais duro, eventualmente por se preocupar com uma eventual reeleição.
Estou desiludida com Passos Coelho que não bate o pé ao Governo e não o obriga (qual ajuda, qual quê? Acham mesmo que os socialistas se quisessem não tinham ouvido os melhores especialistas e tomado medidas sérias antes?) a ser mais drástico, mais REALISTA.
Porque no fundo precisamos de realismo. Precisamos de dar aos jovens que estudam uma razão para ficarem. Precisamos de conseguir dar aos seus pais uma forma de ajudarem nos estudos dos filhos. De que serve um país com infra-estruturas para a qualificação, se só os ricos podem estudar? É que bolsas de estudo são fenomenais e as bolsas do Estado também. Mas estudar numa universidade é muito mais que propinas.
E no fim, precisamos que estes jovens tenham onde ficar, tenham o direito a um espaço onde viver (estou a falar daqueles que não são de etnias "protegidas"), e condições para criar uma família e assim poderem continuar o sangue luso.

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