Sexta-feira, 30 de Abril de 2010
Viva o Estado laico.


Depois da tolerância de ponto concedida pelo Governo, aquando da visita do Papa, sabemos hoje que todas as escolas públicas vão encerrar no dia 13 de Maio.

 

As de Lisboa encerrarão também na tarde de 11 e as do Porto na manhã de 14. Em Fátima, não há aulas a 12 e 13 de Maio.

A única questão a ser perguntada, principalmente pelos estudantes: para quando a próxima visita..?



uma psicose de nunodc às 17:07
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aritmética fiscal desagradável

 

 

 

 

O líder do PSD não exclui a possibilidade dos funcionários públicos passarem a receber o 13º e o 14º mês em certificados de aforro, uma forma de reduzir a despesa e, ao mesmo tempo, financiar o Estado.


(...)


A medida não é, contudo, muito popular no gabinete de Teixeira dos Santos. Ontem, no 'briefing' do Conselho de Ministros, o responsável pelas Finanças avançou que essas formas de pagamento "apenas poderão resolver problemas de financiamento e não de ordem orçamental ou de despesa".

 

Hoje, no Diário Económico

 

Neste caso particular, têm os dois razão. Sim, estão a ler bem: um dos dois é Teixeira dos Santos e estou a dar-lhe razão. Tal como a Passos Coelho.

 

E passo a explicar porquê: A solução de Passos Coelho dá-nos tempo, resolve parcialmente um problema de liquidez, mas não resolve o problema de solvência. E não o resolve porque, apenas está a alterar a forma de pagamento. Em vez de pagar-mos com dinheiro - que hoje precisamos - pagamos com dívida amanhã. Pedimos emprestado aos funcionários públicos um empréstimo, basicamente. Mas, esse dinheiro vai para algum lado. Dívida neste caso. Logo, não resolve o problema orçamental, dá-nos apenas espaço de manobra actual.

 

Um individuo, empresa ou Estado pode meter-se em dois tipos de "apuros" financeiros: problemas de liquidez e problemas de solvência. No primeiro caso basta alterar a composição do balanço mantendo o valor total inalterado, no segundo caso é preciso alterar o tamanho (aumentar activo - receitas, diminuir passivo - despesas).

 

Um problema de liquidez é simples: vocês estão solventes, têm dinheiro, mas cai-vos uma despesa inesperada e, naquele momento, não têm dinheiro para fazer face à mesma, só um tempo depois. Ou, outro exemplo, um cliente não vos paga a horas, um fornecedor quer ser pago, e naquele momento não há dinheiro em caixa para pagar. Nos dois exemplos há solvência. Mas há um problema de liquidez: preciso de dinheiro agora, só o tenho no próximo mês. Neste caso, a solução é alterar a composição do balanço. Por exemplo, se vocês não pagam ao fornecedor enquanto o cliente não vos paga, estão a alterar a composição: estão a "pedir" crédito ao fornecedor. Por exemplo, se vocês pedem ao banco uma facilidade de crédito, estão a alterar a composição: o banco adianta o dinheiro. Em ambos os casos vocês transformam um problema de hoje num problema de amanhã. Ou seja, composição.

 

Se forem solventes - ou seja, são lucrativos, vão ser pagos, etc - não há problema. Problema de liquidez resolvido - com juros obviamente, e para isso é que existem fundos de maneio! Problemas de solvência são um caso diferente.

 

Não basta só alterar a composição, porque o problema de hoje vai continuar sem solução amanhã, com juros acrescidos. É preciso alterar a própria despesa. Um problema de solvência surge quando eu não consigo sair do buraco por crescimento puro. Seja da empresa, ou de um Estado.

 

E é aqui que este post vai começar a causa mal estar. Nós já passamos o ponto onde conseguimos escapar ao problema "fazendo crescer a economia" e mantendo tudo o resto constante. Ou seja, se o défice é medido pelo PIB, eu ou reduzo o défice ou aumento o PIB. A última opção não nos está disponível. E a razão está num pormenor que ando aqui a bater desde que estou no Psico: Dinâmica de Dívida instável.

 

Basicamente, chegamos a um ponto onde estamos a pagar juros de dívida pública com dívida pública. Isto quer dizer que o défice ultrapassou, por larga margem, o ponto critico. Em finanças públicas estuda-se que, dívida quando moderada é estável (ou, no jargão, estacionária). Não quer dizer que não sirva de peso e amarra a uma economia, mas ela não cresce nem se alimenta sozinha. Mas existe um ponto de défice (demora-se uns anos a chegar lá mas já andamos nisto há bastante tempo) a partir do qual a dívida deixa de ser estável, e começa a aumentar sem limite (outra vez, no jargão, deixa de ter ponto estacionário e torna-se "dinamicamente instável"). Esse ponto é quando se paga juros com dívida. A quantidade de dívida aumenta sem restrições, em curva exponencial (basicamente, um gráfico que aponta para a lua!).

 

Não é bonito pois não? É uma aritmética fiscal muito desagradável. Porque é que não se consegue parar o ciclo só com crescimento? Porque neste momento o crescimento está limitado pelas taxas de juro. Nos dias de hoje, Portugal tem de crescer cerca de 6% ao ano, só para pagar as suas dívidas. Já escrevi sobre isto: é por isto que Portugal cresce, e as pessoas se queixam que "não vêem nada". Até lá, a taxa de juro da economia, estamos a trabalhar para aquecer. Como o Estado passou o limite, e neste momento perdeu o controlo à taxa de crescimento da dívida pública (que é, dado que temos 100% de dívida externa, financiada no exterior), aqueles 6 por cento só têm um sitio para ir.

 

Então temos aqui uma corrida de salmões: Estamos a trabalha para aquecer a níveis cada vez maiores com cada ano que passe. A dívida também não ajuda, pois dívida "ensopa" capital: 100% dívida externa implica que não há capital em Portugal, logo eu tenho que me endividar, enquanto economia, para crescer a economia para pagar os juros que a economia suporta, que não param de crescer ano após ano porque eu tenho cada vez mais dívida! Confusos? Pois... convenhamos que não faz muito sentido!

 

Logo, quando se fala no PEC, e a seguir se diz que tem de ser um PEC com "Crescimento" [Erro partilhado por todos, do CDS ao BE, não excluindo PSD] estamos a cair na falácia acima. O PEC tem de ser, antes demais, Estabilidade. Neste caso, estabilidade da dívida pública. E para isso, digo-vos já em contas redondas: o Défice é de 9%. Os juros que pagamos actualmente andam a rondar os 4% e a subir. Basicamente temos de passar de -9 para, no mínimo, +4%. São só 15% de distância. E a aumentar: quanto mais tempo perdermos, mais os 4% sobem. Vamos refinanciar 25% da nossa dívida pública este ano. A taxas entre os 5 e os 7%. Logo, se nada se faz de agressivo este ano, o alvo continua a subir.

 

É uma pescadinha de rabo na boca desagradável. Que nenhum partido está a responder. Como disse: a proposta de PPC é boa porque nos dá algum espaço. Não chega porque não resolve esta aritmética. Ele tinha razão quando disse, nas directas, que este PEC não servia. E não serve. E vamos pagar muito caro, cada dia que passa.

 

Por isso, serve esta lenga-lenga de Post para pedir encarecidamente a quem de direito no PSD: se faz favor, mexam-se! E um bocadinho mais rápido se faz favor! Em vez de se perder tempo a falar em "Unidades de Saúde de proximidade", "Revisões constitucionais" e "ataques especulativos à soberania nacional"! A gerência, e a minha geração, agradecem!



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 16:51
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O mais influente

Lula considerado o líder mais influente pela 'Time'

 

Lula da Silva foi considerado o homem mais influente. Aí está, para surpresa de muitos, o ex-metalúrgico, sindicalista, que subia para uma cadeira e galvanizava os trabalhadores, chegou ao poder, colocou a gravata e governou um país com tremendas assimetrias, mas com uma enorme capacidade de crescimento.

 

O homem mais influente fala português e (quase) só português. Assume hoje um papel de liderança, de intermediário entre líderes e países que quase não se dão. Está de partida e deixa saudades. Interessante ver o percurso, interessante ver que o grande líder da esquerda é hoje quase mais admirado pelo sector empresarial, capitalista e de direita que muitos dos camaradas de esquerda. Governar tem destas coisas, pragmatismo a quanto obriga.

 

Mas de destacar um dado nacional nesta distinção. Portugal perdeu há muito o seu papel de liderança no que diz respeito aos países de língua portuguesa. Perde de dia para dia, com acordos ortográficos, com pouca capacidade de se entender com Brasil, Angola ou Moçambique, comparativamente a outros países.



uma psicose de Diogo Agostinho às 07:10
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Valem o que valem não é?

 

39,8%



uma psicose de jfd às 07:09
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Quinta-feira, 29 de Abril de 2010
Debater a União para construir a Europa

 

Paulo Rangel formalizou, há poucos dias, uma proposta ao Parlamento Europeu sobre aquilo a que chama de "Agenda 27", que consiste, essencialmente, na criação de um debate anual entre deputados europeus e nacionais a decorrer em simultâneo em todos os Estados-Membros. Há que saudar esta iniciativa pela sua pertinência e oportunidade, numa altura em que, depois das definições jurídicas, políticas e institucionais, há que trabalhar para a efectiva aproximação entre União e cidadãos.

 

Quando nos aproximamos de Maio, mês em que também a Europa se celebra, importa ter presente a crescente necessidade de criar nas instituições, na sociedade e nos cidadãos a noção de que as nossas fronteiras, hoje, vão bem mais além de Vilar Formoso. E dentro dessas fronteiras está um gigantesco novo espaço de oportunidades e desafios. Nesse sentido, iniciativas como a de Paulo Rangel, que procuram aliar à União política e económica a União dos cidadãos, são absolutamente louváveis.

 

Aguardemos a decisão do Parlamento Europeu, na certeza de que, com o Tratado de Lisboa, a integração gradual e funcional preconizada por Monnet e plasmada no Plano Schuman (ponto de partida de todo o actual projecto europeu, datado de 9 de Maio, dia da Europa) está a avançar a passos largos e apenas precisa de juntar uma vertente de participação e intervenção cidadã às suas já consolidadas dimensões política e económica.



uma psicose de André S. Machado às 19:53
editado por Psico-Administrador em 11/12/2015 às 17:42
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O que nos trará o dia de amanha?


uma psicose de jfd às 17:46
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Registado!

 

«não há dúvida de que o país precisa que os partidos lhe deem a mão», mas «não se trata de dar a mão ao Governo. Trata-se de dar a mão ao país».



uma psicose de Diogo Agostinho às 16:04
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Wake up

 

Meet me in the morning then you'll wake up
If only I don't bend and break
I'll meet you on the other side

 

Cheguei à conclusão, finalmente, que o nosso país está cego. Está louco. Primeiro temos um líder do maior partido da oposição, o meu Partido, o nosso PSD, a telefonar a Sócrates para se disponibilizar ao diálogo, a unir-se ao nosso brilhante - note-se a ironia - Primeiro-ministro quando até há muito pouco tempo tinha afirmado que não podíamos levar o Governo ao colo e que tínhamos de bater o pé ao PEC.

 

Agora os nossos governantes já acusam as agências de rating de se aproveitarem da nossa desgraça para nos comerem vivos, já acham que a intervenção do FMI ainda não é necessária, defendem-nos do rótulo da Grécia enquanto ao mesmo tempo aprovam uma Auto-estrada de 1429 milhões e para empobrecer mais a população lembram-se de taxar as SCUT, até porque o contribuinte não tem mais em que gastar o seu dinheiro.

 

Era tão bom que Passos Coelho batesse o pé a Sócrates, porque estas políticas de remendo fazem tudo mas acabam por não ajudarem em nada;  que se fechasse a torneira das grandes obras públicas; que em vez de se preocuparem só com os subsídios de desemprego, se preocupassem com os prémios e valores absurdamente brutais que os quadros superiores da administração pública ganham; que a medida que prevê o acabamento da progressão automática nos quadros superiores da Administração entrasse o mais imediatamente em vigor (o que já devia ter acontecido); que os casos de corrupção fossem verdadeiramente julgados por tribunais mais competentes e imparciais.

 

Mas nada disto acontece. A corrupção já faz parte do nosso quotidiano enquanto uns já encolhem os ombros quando se fala nela. Portugal está à beira da falência, com uma dívida pública a submergir-nos mas achamos que ainda podemos dar uns tuscos à Grécia e fazer mais uma estradita para o tuga pagar. (Alguém já pensou que a Finlândia, p.ex., que tem tipo o dobro do território de Portugal, não tem tantas auto-estradas, ainda por cima em regime de SCUTS, geridas pelo Estado?)

 

Não! Haja dinheiro para os boys e os seus friends receberem, que o contribuinte continuará a pagar cada vez mais caro pela sua sobrevivência.

Triste país este em que vivemos.

 

P.S.(D.) - Vá lá que temos pelo menos o Mourinho a chegar à final da Champions! Ou os estaleiros de Viana do castelo a fechar um acordo de milhões com um dos maiores armadores gregos (só espero é que nos paguem).


: Bombista-suicida na AR
: Bend and Break - Keane

uma psicose de Essi Silva às 09:40
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Republicanos na América (10)

O Arizona, um dos estados fronteiriços dos Estados Unidos tem agora em vigor uma lei em que qualquer pessoa de que haja a mínima e razoável suspeita de ser ilegal poderá ter pedida a sua identificação. Qual o stress? Bem primeiro falamos de um país onde não há aquele conceito que nós temos de Bilhete de Identidade ou Cartão do Cidadão. Devido a variadas interpretações da Constituição e outras legislação Estado a Estado no limite a pessoa apenas tem de dizer o seu nome. Segundo, a lei é vista como racista do ponto de vista previsto de que apenas aos castanhos será pedida esta tal identificação. Ora no passado McCain foi pioneiro no que toca ao avanço da Reforma da Imigração  com propostas concretas no Senado que levantaram a fúria dos seus companheiros.  Hoje em dia é a favor desta lei. Até a sua filha, Megan McCain assume a vira-volta do pai.

Esta reforma da Imigração já estava para ser feita por W, mas infelizmente deu-se o 9/11. Ora, depois da Reforma de Wall Street, esta será a grande bandeira de Obama, e graças também ao racismo que se vive no Arizona, Obama poderá ver uma luz no fundo do túnel no que toca às eleições de Novembro próximo. É que a brincar a brincar tanto o Tea Party como o GOP têm caído no ridículo, quer com o filibuster à discussão da reforma financeira (que hoje foi terminado), quer com o apoio incondicional à lei do Arizona no caso dos últimos e silêncio por parte dos primeiros. A ajudar à festa a comissão do Congresso que ouve agora os executivos da Goldman Sachs e as suas desculpas esfarrapadas só ajuda Obama no que toca à reforma de Wall Street, embora ele e seus muchachos também não sejam nenhuns santos no assunto. Não digo que a maré mudou para os democratas. Mas a revolta dos latinos um pouco por toda a América está a fazer com que se unam e farão um grande protesto no May Day. Ora isto não abona nem a favor do Tea Party nem do GOP; por defeito será muito bom para o partido de Obama...

No que toca ao Arizona e à sua Governadora, muitos já começaram com os boicotes e as declarações contra. Até alguns membros do GOP que no meio da loucura daquele partido empurrado para os extremos ainda vão tendo algum bom senso. Qualquer estatística demonstra que sem os não documentados muita da economia dos EUA iria pelo cano abaixo.



uma psicose de jfd às 07:09
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Um post inevitável

 

"A situação a isso obriga", foi uma expressão que me ficou de Sócrates, proferida na conferência de imprensa do PM e Passos Coelho.

Selaram "ambos os dois" um pacto de acompanhamento à crise, que inclui, pelo que percebi, reuniões frequentes e estudo de medidas de austeridade para juntar ao PEC.

Acho bem: o sentido de responsabilidade e a situação a isso obriga, usando as palavras do maior interessado na "harmonia".

 

Mas, esta paz não soa a inesperada?

1. Quando Manuela Ferreira Leite era líder do PSD, a mera suspeita (totalmente infundada) de Bloco Central, era vista como demoníaca e interesseira, falando-se mesmo em "Bloco Central de Interesses".

Agora, o aperto de mão JS/PPC aparece como normal...

2. Quando Manuela Ferreira Leite era líder do PSD e defendeu a aprovação do PEC, este não prestava. Dizia-se, entre outras, que era um pacto apenas de "estabilidade" e em nada de "crescimento". Agora, apenas se fala em "acrescentar ao PEC medidas de austeridade e contenção".

Estranhamente, o PEC parece que agora já contém em si "crescimento", faltando-lhe apenas "estabilidade"...

3. Quando Manuela Ferreira Leite era líder do PSD, o País precisava de optimismo e não das palavras de terror daquela "velha" que não se fartava de meter medo ao povo e pintar cenários dantescos e de bancarrota.

Hoje, tudo o que MFL dizia sobre a crise está a revelar-se verdadeiro, e o tal discurso optimista que era tão essencial, foi trocado pela urgência de um espírito de salvação nacional.

 

Com estes antecedentes, a minha pergunta é simples: para quando a comissão que vai pedir desculpa à senhora por termos todos, enquanto povo, desprezado os seus alertas?

 



uma psicose de Paulo Colaço às 03:17
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Quarta-feira, 28 de Abril de 2010
Muita parra, pouca Uva!

 

Há quem ame o CDS e o seu líder por aqui.

Mas se dúvidas havia sobre a sua proximidade ao estilo bloquista, espero que hoje tenha ficado esclarecido.

Após a declaração do Governo na pessoa do PM em conjunto com o PSD na pessoa do seu Presidente, o CDS teve a dizer as declarações que por aí andam.

Eu fiquei radiante com o varrer dos subsídios de desemprego e o lançamento de auditorias e averiguações no que toca às prestações sociais.

Há quanto tempo anda o CDS a bradar isto aos céus?

Hoje não encontro nem uma palavra sobre a iniciativa do Governo e do PSD mas sim um outro soundbyte! Agora é a vez de atacar o carimbo do subsídio... Eu acho bem, mas haveria alguma coisa a dizer sobre aquilo que há tanto protestam.

O CDS encontrou quem lhe faça frente e finalmente o coloque no seu lugar.

E nem é pela positiva nem pela negativa; simplesmente por cá estarmos, existirmos e sermos finalmente assertivos.

Um grande bem haja a esta linha de comunicação aberta entre o PSD e o Governo. Eu não acredito que haja aqui nenhum bloco em formação mas sim alguém que percebeu que de nós precisa, e do nosso lado o sentido de Estado que tem vindo a ser demonstrado ao país em mais de dois anos de intervenções.

 

Pois é! Que dirão os aziados disto tudo? As elites? Os baronettos e baronettas que por aí andam? Certamente que não demorarão a rastejar do quentinho resguardado de um canto qualquer para dar a sua opinião! Pode ser que isto tudo dê em nada e Portugal se afunde da pior forma possível! Oh que dia feliz para esses grandes patriotas... Era não era?

 

:P

 



uma psicose de jfd às 20:10
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Urgência

Governo antecipa 'cortes' nas prestações sociais

 

José Sócrates e Passos Coelho estiveram reunidos de urgência. A situação do País agudiza-se. Início de Bloco Central?



uma psicose de Diogo Agostinho às 13:24
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Está na hora de comprar!!!! Não é para quem quer, é para quem pode!!!!

Ai tivesse eu €uros disponíveis para reforçar o meu fundo de acções nacional estratégia agressiva! :P Sim porque já desisti da segurança social! Pena é que não posso parar de contribuir ARGH!

 

 

As 20 maiores empresas da bolsa de Lisboa voltam a afundar. Depois da queda acentuada de ontem, o índice principal está a perder mais de 6%, um desempenho negativo que reflecte o corte de "rating" de Portugal por parte da S&P. Em apenas duas sessões, o valor das cotadas do PSI-20 reduziu-se em mais de seis mil milhões de euros. Jornal de Negócios



uma psicose de jfd às 10:28
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Terça-feira, 27 de Abril de 2010
€uro sob ataque?!?


uma psicose de jfd às 21:15
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Junk = Lixo = Dívida Grega


uma psicose de jfd às 18:01
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Big Opppsss...

 

Para quem ainda não prestou atenção ao resto do mundo:

S&P cuts debt rating on Greece, Portugal

E sim, para quem está a imaginar as declarações de Teixeira dos Santos, é mais ou menos "A culpa é dos especuladores, Agências de Rating e do mundo girar contra nós!"

 

Obviamente que o Financial Times, na persona do seu blog Alphaville (leitura diária recomendada) brinca com as declarações, comparando Teixeira dos Santos ao Ministro das Finanças grego.

 

E, digo eu, "ainda a procissão vai no adro"!



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 17:56
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Viva a Greve! Que se lixe o mexilhão!

Hoje Portugal parou! Especialmente Lisboa e Porto.

Foi comovedor ouvir as desgostosas palavras dos trabalhadores em greve!

Aqui fica uma imagem a ilustrar o que hoje por cá se passou .

Ups, peço desculpa, afinal a imagem é de Atenas. Os gregos também estão em greve.

Afinal não encontrei uma única imagem Portuguesa. Concerteza de que procurei mal...

 

Altero o post porque encontrei uma foto!!!



uma psicose de jfd às 17:46
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A tirada que faltava

 

Manuela Ferreira Leite reitera que teve a “certeza absoluta” de que o primeiro-ministro “não estava a falar a verdade” no Parlamento, quando disse desconhecer o negócio PT/TVI, porque, de outra forma, teriam existido “consequências”.

(in Público)



uma psicose de Paulo Colaço às 03:36
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Segunda-feira, 26 de Abril de 2010
Finalmente!

 

Finalmente alguém pensou para lá do nosso rectângulo. Finalmente alguém chamou a atenção que Portugal tem um zona costeira de enorme dimensão. Finalmente alguém colocou o dedo na ferida, faz falta olhar para o mar como uma possibilidade de ajudar o País a desenvolver-se e progredir.

 

O mar não serve apenas para os banhos de Agosto. Não! Há mais...há imensas riquezas à espera... O Prof. Cavaco Silva fez ontem um excelente serviço de consultoria ao nosso Governo.

 

Faz muita falta debater o mar, pena que este País se entretenha com caretas, quando existia um Governo com um Ministério dos Assuntos do Mar, e não tivesse debatido condignamente a necessidade de uma política própria para potencializar o nosso Mar.

 

Já conquistámos o mundo pelo Mar, é tempo de voltar à receita antiga!



uma psicose de Diogo Agostinho às 21:53
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Há quem tenha ficado gago com os preços para a Gaga!


uma psicose de jfd às 14:18
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Domingo, 25 de Abril de 2010
JPAB: Discurso de comemoração do 25 de Abril

Grande discurso! que recomendo que ouçam com muita atenção!



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 13:51
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Sábado, 24 de Abril de 2010
Concurso público: to have or not to have?

"O Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) está a nomear dezenas de pessoas para cargos de direcção intermédia, sem concurso público. A SIC sabe que os nomeados são os mesmos que já ocupavam o cargo - ou seja, substituem-se a eles próprios.
Entre os nomes, a SIC apurou que há muitos ligados ao Partido Socialista"




uma psicose de Essi Silva às 19:33
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Osso duro de roer



O Carlos Enes tem os três requisitos que fazem dele um grande Jornalista: excelente domínio da língua, notável perspicácia e enorme coragem. Há dias, este Psico-Amigo foi à "Comissão". Porém, mais me parece que é a "Comissão" que está a querer ir ao Carlos, e a sangue-frio.
Porquê? Um dos principais motivos: fiel à deontologia, não quer revelar fontes. E prefere ir preso a fazê-lo.
"Não troco 15 anos de profissão por 15 minutos de fama!", declarou.
É pena que não haja no Tubo clips mais completos que este, mas quem não conhece um dos nossos melhores jornalistas de investigação, estes dois minutos são esclarecedores quanto à sua têmpera.



uma psicose de Paulo Colaço às 01:09
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A grande verdade sobre a educação

"A educação criou uma vasta população capaz de ler, mas incapaz de reconhecer o que vale a pena ser lido."

(Trevelyan)

 

Este dito viu a luz do dia no início do século passado e continua actual.

 



uma psicose de Paulo Colaço às 00:45
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Quinta-feira, 22 de Abril de 2010
Dia da Terra

Sei que parece blasé... afinal onde já vai o Al-Gore e a sua verdade tão questionável.

Mas folgo em saber que pelo menos, nós por cá, temos a consciência que de pouco em pouco, um a um, podemos fazer a diferença como um todo.

Apaguem as luzes, não imprimam desnecessariamente, digam não aos sacos de plástico, não deixem a água correr durante a lavagem dos dentes e separem o vosso lixo.

Simples não é?

 



uma psicose de jfd às 12:34
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O competente Constâncio já pode ir...

 

Carlos Costa é o nome que circula para suceder a Vítor Constâncio. Parece-me um nome que não reúne muitas tricas, e que me lembre tem estado afastado das confusões políticas. Felizmente existiu decoro e Manuel Pinho não chegou lá...



uma psicose de Diogo Agostinho às 11:00
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Ainda Inês de Medeiros...

Ao menos este, depois de subsidiado, teve a coragem de dizer o que pensava.

 

Inês, pelos actos, dirá algo parecido! É a gente da nossa terra! Gente do nosso país!



uma psicose de jfd às 08:47
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Quarta-feira, 21 de Abril de 2010
Este é o maior mal do país, não tenham dúvidas.

 

A corrupção corrói a democracia e transforma-a numa falácia burlesca que só satisfaz os seus inimigos. Desde o pequeno favor até à corrupção de grande escala, são vários os exemplos do que, somado, faz de nós aquilo que (ainda) somos, costumeiramente brandos... e parvos.



uma psicose de João Marques às 13:30
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É preciso lata!!!!!

 

O ex-Presidente da República Jorge Sampaio diz-se «nada satisfeito com a qualidade da democracia» em Portugal, onde a sociedade civil é «pouco actuante» e os poderes políticos são influenciados por «sectores corporativos», como o da justiça.

 

Mas que real lata! De facto, olha quem nos vem dizer esta pérola. Um homem que vejamos, nem teve nada a ver com a chegada destes mansos ao Governo. Nada!!

 

Que lata. Que raiva!



uma psicose de Diogo Agostinho às 12:33
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We live in interesting times...

 

 

 

Não, hoje não vou falar sobre o PEC (que não tem ponta por onde se lhe pegue) ou sobre a proposta de revisão do PSD - bastará dizer que num país onde será preciso cortar 10 por cento do PIB nas despesas, só para manter o stock de dívida pública estável, uma proposta de redução de 1 por cento, embora louvável é manifestamente insuficiente. Também não vou falar da exma. senhora Deputada Maria de Medeiros Inês de Medeiros, com o caso mais do que vergonhoso das suas viagens a Paris.

 

Os tempos interessantes estão noutro sitio: Internet.

 

Tempos interessantes... e caóticos. Comecei a usar a Internet muito precocemente, em 1995. Era muito novo, mas eram tempos bem interessantes. Duas coisas caracterizaram esse período: a primeira Browser War (Netscape versus Internet Explorer, donde, das cinzas da morte da Netscape nasce o Mozilla Firefox e do caos dessa guerra surgem as ferramentas para fazer a Web 2.0) e o caos dos motores de busca. Hoje toda a gente "Googla". Mas, na altura, o Google nem pensado era. Existia o Altavista, o Excite, o Lycos e o dominante Yahoo!. As buscas eram lentas - os motores de busca na altura funcionavam como um "índice", ao contrário do que ocorre hoje - e o ruido no sistema era, muitas vezes, insuportavel. O IRC (ou, como muitos erradamente lhe chamam hoje, o saudoso mIRC [que era o programa, não o serviço em si]) muitas vezes substitui-a os motores de busca como fonte de informação - não meninos, o Facebook, Hi5 e o Twitter nem sequer eram imaginados, quanto mais disponíveis. E uma pagina com algumas imagens era uma visão do inferno, dados os Modems lentos da época.

 

Nesta altura, em que sites vendiam por centenas de milhões de dólares na bolsa, toda a gente tinha o "seu" motor de busca, mas ninguém tinha percebido como fazer buscas relevantes e, mais importante, como fazer dinheiro com isso.

 

Até que surge a Overture com um conceito simples: buscas pagas e anúncios contextuais. Se eu buscava algo, então tinha uma intenção, pensou-se na altura. "Espera ai Guilherme!! Então não foi a Google que descobriu isso?". Não senhores, não foi! Então porque é que ninguém conhece a Overture e a Google é um gorila de 198 mil milhões de dólares? Porque a Google veio trazer ordem ao caos e ruido dos motores de busca, encontrando uma forma de procurar o conteúdo relevante e ignorar tudo o resto (o algoritmo PageRank, que se quiserem explico na caixa de comentários). E com isso, um modelo de negócio viavel e conteúdo relevante, a pequena startup dominou todos os players do sector, quase matando pai dos "motores de busca" Yahoo!.

 

O que é que isso tem a ver com o tempo actual? Hoje abri o computador, liguei o email, fui dar uma espreitadela ao Facebook e abri o Twitter. E veio-me à memória os velhos tempos de 1995/2000. O mesmo caos, o mesmo ruído (e não vamos falar do flop que foi o Google Buzz, que traz uma nova definição de ruído numa rede) e, um conjunto de "lideres" sem modelo de negócio. É  que ganhar dinheiro como uma rede social não é igual a um motor de busca (sucintamente, quando mais agregadora uma rede, pior funciona como plataforma de anúncios). E ainda ninguém percebeu muito bem como fazer um modelo de negócios viável à volta desta consciência colectiva que são as redes sociais e como trazer o conteúdo util e ignorar o ruido (como exemplo, o Facebook neste momento sobrevive, enquanto negócio, graças à Microsoft que lhe garantiu as receitas até 2010). E, mais importante: estas redes sociais têm o potencial de matar negócios como o Google.

 

Logo a pergunta é: quem será o "Google" das redes sociais que trará ordem a este caos aparente e se tornará num gorila de milhares de milhões de dólares?

 

Interesting times indeed!


:

uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 12:09
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Yes he Can! (really not but...)

 

O Reino Unido anda doido com Nick Clegg segundo Nial Stanage.

Nial refere este liberal democrata como não tendo uma hipótese real de chegar a Primeiro, mas cita o Sunday Times de Londres que o caracteriza como o líder político mais famoso no RU depois de Churchill! É o Obama do Reino Unido. Era relativamente desconhecido mas uma boa prestação no debate do fim-de-semana catapultou a sua popularidade para os píncaros! Como também podemos ler no Estadão.

Eu não percebo nada da política do RU, o psico Salgado já me recomendou um livro que vou lendo muito devagarinho para me dar algumas luzes sobre a coisa. Mas dois pensamentos me assolam, e tanto se poderiam passar por lá como por cá; Quanto deste sucesso não será simplesmente media ou pundit hype, e quão fácil ou difícil será uma sociedade que é governada ora por um partido, ora por outro, apostar na renovação de um terceiro?

Nos Estados Unidos temos o eterno Ron Paul agora ameaçado pelo MovimentoTea Party. E por cá? BE, CDS e PCP? Condenados a nunca estar na esfera governativa per se?

Até que ponto o povo, de que temos falado por aqui, encaixa alternativas ou se fica sempre pelo vota ora num, ora em outro?

Estarão os Camerons e os Browns das nossas democracias condenados a sofrer mediaticamente às mãos dos Cleggs da nova era para que no fim o povo se fique por um dos dois primeiros?

De que serve a democracia? LOL

 



uma psicose de jfd às 08:56
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Republicanos... em Portugal! (1)

 

Em Portugal também há Republicanos! Eu sou um deles. Gosto muito da Republica e não a trocava por qualquer outro regime que não fosse totalitário e iluminado ;)

Mas! Ser Republicano e estar no seu centenário não é necessariamente uma coisa de consenso!

E como acredito na máxima de que só criticando é lá vamos, fica aqui inaugurada a nova rubrica em que irei expor aquilo que mais me agrada na Republica!

E começo com Inês Medeiros que aquando da sua eleição disse à CARAS  "A minha carreira enquanto actriz já estava um pouco posta de lado, pois tenho apostado mais na realização. Agora tenho de me concentrar em perceber esta nova função que me honra e cuja vitória [do PS] me deixou muito alegre."

Pois ontem o SOL e hoje outros tantos informam que as viagens certamente que serão pagas. Paris - Lisboa está mais perto. Afinal Inês tem de continuar a ser mãe no país que escolheu para educar os seus filhos e ser deputada no país em que escolheu participar do processo democrático e avançar com a Republica. Estranho é que um não coincida com outro... Provavelmente é sentido, o documento sustenta que Inês de Medeiros tem direito a uma viagem semanal de avião para Paris; às ajudas de custo correspondentes aos 25 quilómetros da deslocação entre o aeroporto e a sua residência; e a ajudas de custo equiparadas a um deputado não residente emmais fácil um pedreiro português ser eleito em Paris que uma actriz/realizadora/mãe. 

 

 

(...)Nesse sentido, o documento sustenta que Inês de Medeiros tem direito a uma viagem semanal de avião para Paris; às ajudas de custo correspondentes aos 25 quilómetros da deslocação entre o aeroporto e a sua residência; e a ajudas de custo equiparadas a um deputado não residente em Lisboa. Um parlamentar eleito por Lisboa e que viva na capital ou nos concelhos limítrofes recebe 23 euros por cada dia de presença nos trabalhos parlamentares. Os restantes recebem 69 euros por dia.(...)

 

É só isto! Viva a Republica!



uma psicose de jfd às 06:48
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Passos para o Futuro (8)

 

O Secretário Geral do PSD foi à Grande Entrevista Rádio Clube/CM. Ontem tive a oportunidade de a ouvir com muita atenção. Recomendo que também o façam. São quarenta e tal minutos de uma clareza e perspicácia que realmente faziam falta ao nosso partido. Miguel Relvas sabe do que fala, fala com segurança e transmite transparentemente a agenda do PSD e do seu Presidente.

É bom saber que quem está nos destinos do partido tem o País no horizonte. Não está fechado olhando para dentro nem para os seus. Está e estão, para todos.

Quem quiser saber quem é este novo PSD basta que ouça o seu Secretário-Geral. Claro mais claro não há!

A esperança aumenta a cada dia que passa!



uma psicose de jfd às 06:31
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Terça-feira, 20 de Abril de 2010
Passos para o Futuro (7)

O i avança com esta notícia, o Jornal da Madeira já nos tinha informado e o Económico fica-se por aqui.

É bom saber que se avança com passos seguros e a meu ver, certeiros!

Que chegue a bom porto!

 



uma psicose de jfd às 18:15
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Pedido de Amizade

 

José Sócrates adicionou-te como amigo(a) no Facebook...

Alberto João Jardim confirmou-te como amigo(a) no Facebook...

 

Alberto João Jardim identificou uma foto tua no Facebook

 

 

José Sócrates comentou a sua foto:

 

Oh Alberto, fiquei mesmo porreiro pá!

 

 



uma psicose de Diogo Agostinho às 12:10
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Sol, neve e cultura para todos.

 

"Ser turista vai passar a ser um direito. Idosos com mais de 65 anos, pensionistas, jovens entre os 18 e 25 anos, famílias com 'dificuldades sociais, financeiras ou pessoais' e portadores de deficiência, todos poderão vir a beneficiar de férias com um subsídio da Comissão Europeia, que pode cobrir até 30% das despesas".

 

E para quê? Para "promover o orgulho na cultura europeia.Viajar hoje em dia é um direito. O modo com passámos as nossas férias é um formidável indicador da nossa qualidade de vida. Tão ou mais importante é incentivar que os europeus do Norte conheçam as ofertas culturais do Sul e vice-versa nas épocas baixas, aproveitando a disponibilidade das faixas etárias abrangidas".


Algumas questões de algibeira:

- vai um subsídio que cobre de 30% das despesas alterar os nossos hábitos de turismo na europa?

- os vôos low-cost não vão já de acordo ao ideal pretendido?

- é razoável promover o turismo com um "direito"?

- não há muitos mais tópicos que devem ser prioritários? É a falta de acesso ao turismo um flagelo tão procupante?

- já que temos "direitos", então quais os nossos "deveres" enquanto povo europeu? Alguém conhece algum?

- será este mais um sinal da prepotência europeia e de integração forçada e desesperada..?



uma psicose de nunodc às 11:31
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Segunda-feira, 19 de Abril de 2010
SISU* - I

 

 

*Sisu - significando algo como "força de vontade", é a palavra chave que todo o finlandês conhece. Afinal de contas, não haveriam de ter orgulho do factor que lhes permitiu atingir a independência nos finais da Primeira Guerra Mundial, especialmente tendo como rival o Exercito Vermelho. Não confundir com Susi (lobo).

De volta do meu segundo país, tenho mais para reflectir convosco.

 

 

Pescadinha de rabo na boca

 

Um dos problemas que mais preocupa os jovens do nosso Portugal é a insustentabilidade da segurança social e com esta a possibilidade (ou probabilidade) de não termos pensões quando chegarmos à idade de as ter.

 

A nossa segurança social fundamenta-se num sistema em pirâmide (QUE NÃO FUNCIONA!!!) ou seja, salvo erro, a população activa sustenta as pensões da população não activa. Problema: hoje em dia com o envelhecimento da nossa população, com as bonomias que determinadas massas de portugueses que recebem pensões superiores ao que descontaram efectivamente (em contraposição com aqueles cuja pensão ou paga a sua alimentação e alojamento ou paga as despesas de saúde) e em especial com as bonomias que outros sectores da nossa população estão a receber (como é o caso do rendimento social de inserção e afins), a nossa segurança social está a falir por a população activa não conseguir suportar os custos da população não activa, que é superior em número.

 

Ora, porque é que na Finlândia é normal ter mais de 2 filhos? É que garanto-vos que da média que fiz entre os casais que conheço por volta de 1/10 casais só tem um filho. Isto não só permite o suporte mais equilibrado da segurança social, como permite que esta, ao não falir, consiga garantir boas condições às mães e promover a natalidade. Como podem ver, melhorar as condições sociais poderia ter resultado se não fosse só para certos sectores e se tivesse sido pensado condignamente há 2 gerações atrás...mas claro, a geração 25 de Abril estava mais preocupada com as pensões milionárias para os amigos...

 

 

Numa última nota, na Finlândia se tiverem uma deficiência ou uma doença degenerativa, não só têm o Estado através dos municípios a pagar-vos os equipamentos necessários para a vossa mobilidade e bem-estar (cama, cadeira de rodas,etc.), como casas equipadas especialmente para a vossa deficiência (mediante o pagamento da renda da casa), enfermeiros que vos põem na cama, dão banho, etc., um assistente que vos ajude nas tarefas diárias e ainda um táxi para deficientes com um máximo de viagens pagas até determinadas distâncias. Em relação a Portugal, nem se pode comentar.

 

Abrir as asas

 

De todos os meus amigos de infância, e ainda são alguns, só um ainda mora em casa dos pais. Quando disse aos meus amigos que no meu Portugal os jovens saem de casa dos pais por volta dos 25 (não incluindo aqueles que obtém a independência mais cedo ao mudar de cidade devido à universidade) ficaram todos a olhar para mim. É que por lá, por volta dos 19, já está tudo (mesmo os que vivem nas cidades universitárias) a viver em apartamentos ou em residências. Os amigos juntam-se para arrendar apartamentos, trabalhando para os suportar e pedindo créditos para estudar e se sustentar (com alguma ajuda extra dos pais) que pagam uma vez licenciados. Podem não ser já 100% independentes, mas pelo menos vão ganhando um sentido de responsabilidade enquanto gozam a sua juventude.

 

 

 

O que é nacional é bom

 

Samsung? iPhone? Naaa. Por lá vemos Nokias e mais Nokias e ainda mais Nokias. Todas as pessoas têm nem que seja um chapéu de chuva da Marimekko, uma marca de têxteis com padrões nacional, ou uma jarra da Iittala, uma das marcas vidraceiras finlandesas que se inspira em modelos de Alvar Aalto (o arquitecto de renome finlandês) ou na banda desenhada de Tove Jansson, os Muumis (que todas as crianças e pais finlandeses conhecem).

 

Na Finlândia vive-se a cultura e a identidade finlandesa. Os artigos nacionais muitas vezes são caríssimos, mas o orgulho na nação compensa qualquer dúvida orçamental. E fugir ao fisco, está fora de questão!

 

 

A Finlândia está longe da perfeição. Mas se todos nós tivéssemos um pouco mais de susi em Portugal, estou certa que com o bom clima e uma cultura social mais à finlandês, seríamos todos muito mais felizes.

 



uma psicose de Essi Silva às 12:12
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Gabinete do Presidente

 

 

Estão aí os nomes que irão compôr o Gabinete do novo Presidente do PSD. Passos Coelho escolheu Feliciano Barreiras Duarte para seu Chefe de Gabinete, o nosso muito conhecido João Montenegro, que ficará com a ligação às estruturas e Marta Sousa responsável pela comunicação. São os novos homens do Presidente!



uma psicose de Diogo Agostinho às 10:40
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Sócrates não é Estadista

Hoje, 19 de Abril, cumpre-se 111 anos desde o nascimento de Duarte Pacheco.

Foi um académico, engenheiro e estadista português.

“Estadista” quer dizer: político que fez alguma coisa de verdadeiramente útil ou absolutamente inútil mas grandioso.

Neste caso acumulou: foi útil e grandiosa a sua obra.

E Sócrates?

Como vai passar para a posteridade.

Não creio que apenas passem para a posteridade os cambalachos (perdoem a brejeirice) do actual PM.

Creio que, pelo menos, uma qualidade de Sócrates passará: a de que tentou apostar nas novas tecnologias. E nisso se assemelha a Duarte Pacheco: quis olhar para o futuro.

É pena não ter sido igualmente competente: os simplexes e outras medidas não surtiram na íntegra dos resultados previstos.

Não, este PM não é descendente nem de Fontes Pereira de Melo nem de Duarte Pacheco.

 



uma psicose de Paulo Colaço às 01:34
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Sábado, 17 de Abril de 2010
cada povo tem o governo que mereçe

O título deste post é uma frase de Joseph de Maistre com quase 200 anos. A ideia de o escrever surgiu quando ia responder a comentários num outro post deste nosso blog... Foi dito que era pena os jornalistas no nosso país não serem melhores e também que o povo era estúpido.

 

Não sei se o Joseph pensou noutras aplicações para o seu principio, no entanto não se deve importar que diga que cada povo tem o jornalismo que merece. Se os cidadãos tem uma enorme preferência por noticias cor de rosa e histórias do arco da velha, é difícil que o nível do jornalismo seja elevado, porque afinal de contas os jornalistas e os proprietários dos orgãos de comunicação também precisam de comer! (não é que todos mereçam, além dos que preferem a mama...)

 

Aqui devia começar o papel das elites!!! Devemos deixar de ter complexos em as aceitar e elas devem-se aproximar da sociedade em geral. Se queremos dar um salto qualitativo significativo no nosso país o povo e as elites tem de caminhar no sentido uma da outra. Os mais elucidados e os especialistas têm que deixar o conforto dos seus gabinetes e disponibilizarem-se para o contacto e divulgação, seja através de artigos de opinião num jornal, blog, jantares conferencia ou o que quer que seja...

 

O povo não é obrigado a ser estúpido e deve exigir mais do que ser tratado como tal! A classe politica não é obrigada a ser constituida por boys e se for exigido mais que isso, tal acontecerá!



uma psicose de Rui Cepeda às 17:37
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