Sábado, 27 de Fevereiro de 2010
What goes around comes around...?

Sismo de 8.8 no Chile faz pelo menos 85 mortos e põe em alerta toda a costa do Pacífico

 

 

Tempestade devasta Ilha da Madeira

 

 

 

Haiti devastated by massive earthquake

 

 

 

Quando é que aprendemos que temos de respeitar a Mãe Natureza e a Terra?

 


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uma psicose de Essi Silva às 14:38
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Agricultura? Sim, agricultura...

 

 Para facilitar, entenda-se por agricultura todo o sector agro-pecuário e agro-industria.

 

A agricultura é uma actividade económica frequentemente envolta em polémica. Não me recordo do último ministro da agricultura considerado bom! Não temos politica agrícola, ou temos uma má... No debate político, é um tema tabu ou prontamente considerado demagógico! Parece que ainda não recuperamos do trauma do Estado Novo e a sua "aposta" na ruralidade. A discussão geralmente fica limitada a chavões e ideias pré-consebidas, muitas delas falsas... O erro mais comum é a generalização!

É frequente dizer que a agricultura não é competitiva, de facto alguns sector são mais competitivos que outros, como em qualquer área da economia....

Dos habituais chavões aproveito dois:

"As nossas unidades produtivas não tem escala para competir com outros países" Um bom exemplo é a produção de leite, uma das zonas que mais produz leite de vaca na Europa é o norte de França, com explorações familiares com cerca de 50 animais, como nos também temos...

"Os países desenvolvidos negligenciam a agricultura" O que dizer então dos Estados Unidos, França, Holanda ou até mesmo a Dinamarca, o maior exportador mundial de carne de suíno?

 

A atribuição de 200 milhões de euros para uma fabrica de baterias para automóveis, que cria 200 postos de trabalho é aplaudida, mas qualquer cêntimo gasto em subsidio para a agricultura parece excessivo. Sem dúvida que existiram e existirão subsídios para a agricultura mal aproveitados, como em qualquer outro sector da economia, mas isso não deve ser um argumento para barrar investimento ou apoios ao sector! E a solução passa por maior fiscalização, exigir mais rigor e ser mais criterioso.

 

Os apoios podem deixar de ser directos aos produtores e existirem na forma de técnicos qualificados para prestar apoio á produção, na criação de pontos logísticos, na disponibilização de material genético para melhoramento, na promoção das marcas, no apoio á erradicação de doenças, etc...

 

Quando se fala bastante em Portugal se ter transformado num país de serviços, com as consequências bem visíveis em termos de divida externa, faz todo o sentido a aposta no sector primário, que garante a produção e no sector secundário, que ao fazer a transformação dos produtos introduz-lhes valor acrescentado. Vamos fazer um choque tecnológico na agricultura, promover técnicas mais eficazes, melhorar os processos de transformação... Provavelmente vamos aumentar as exportações e diminuir as importação nos produtos que conseguimos ser competitivos, e serão uns quantos! 

A agricultura é uma poderosa arma para fixar população e criar riqueza no meio rural, conforme União Europeia reconhece e que nos tanto necessitamos.

 

O tema é muito extenso e não quero abusar da paciência dos nossos estimados leitores... Não tenho a veleidade de possuir capacidades messiânicas, apontar soluções milagrosas, nem mesmo de ser um perito no sector, se conseguir contribuir para que se debata este assunto, dou-me por satisfeito!

 

 

 


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uma psicose de Rui Cepeda às 03:24
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Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010
1º Subscritor - António Capucho

 

António Capucho decidiu apoiar a iniciativa do Psicolaranja e é o nosso 1º subscritor da moção: Reforçar a Liderança.

 

Um apoio que nos orgulha e incentiva a prosseguirmos nesta intenção de incrementar a 2ª volta nas eleições directas do PSD.

 



uma psicose de Diogo Agostinho às 16:45
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A difícil tranquilidade do PSD ou "MEDÍOCRE! - Com muito gosto!"

 

Ontem fui assistir à apresentação da candidatura do Dr. Paulo Rangel à liderança do PSD no hotel Tivoli, Lisboa. Entre um discurso aguerrido e um público hipnotizado de apoiantes, infelizmente de ideias concretas e palpáveis vi pouco.

Na verdade, os candidatos à liderança do PSD têm-me desapontado. Muito. Ainda ontem falava ao telefone com um amigo, chegando ambos à conclusão que nenhum dos candidatos é suficientemente bom para o país.

Talvez seja eu que sou picuinhas. Pode parecer que, como esperava uma candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa, e não fui agraciada com ela, sou uma crítica insatisfeita, que só quer mandar a baixo o que não lhe agrada.

Mas não. Afinal não sou a única. E vou-vos explicar o meu dilema:

- Pedro Passos Coelho - tem um programa e propostas algo sustentáveis. Mas são insuficientes e preocupa-me profundamente a conjuntura na qual este se insere, ou seja, os grandes interesses económicos e os amigos que representa. Acaba por me parecer um pouco um Sócrates do PSD. E a isto acrescenta-se a grande falha que cometeu em criticar sistematicamente a sua líder, Manuela Ferreira Leite, quando o que mais precisávamos era unidade, seguindo-se o seu distanciamento da actual liderança.

- Aguiar-Branco - precisa de saber chegar ao eleitorado. Tem a máquina mas falta-lhe a sensibilidade para chegar a todos aqueles que não são militantes e que não têm um vínculo com o Partido.

- Paulo Rangel - ontem desiludiu-me pela abstracção das suas ideias. Precisamos de algo mais concreto, mais forte. Também me preocupa ter demonstrado uma falha de carácter ao se candidatar à liderança do PSD, depois de meses antes ter afirmado que cumpriria o mandato. A meu ver, esta foi uma candidatura de "imperativo categórico" fundada na preocupação de muitas figuras no PSD em deixar que a liderança chegue até PPC, já que este poderá ser responsável pela descaracterização completa de um partido, cujos princípios mal se conseguem identificar no presente. Tem a seu favor algum distanciamento da máquina do partido e dos vícios que esta comporta, mas precisamos de política limpa e focada no essencial (sim, ele diz algumas verdades, mas o mal está na raiz e é essa que temos de cortar)!

Perdoem-me então se estou a dar uma no cravo e outra na ferradura, mas para o PSD estes três candidatos não são suficientes e para o país também não!



uma psicose de Essi Silva às 12:30
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Há coisas que nunca mudam.

O jornal i revelou hoje as respostas à pergunta “Depois dos episódios recentes relacionados com as escutas e o caso Face Oculta, mantém a confiança no primeiro-ministro?”, lançada a 50 personalidades portuguesas.

As 48 respostas publicadas (vamos assumir que houve 2 que não responderam) revelam que 16 não confiam no PM, 11 não sabem/dão o benefício da dúvida, e 21 mantêm a confiança no PM. E as respostas são do mais curioso que existe. 

Dos defensores do "não", destacam-se frases como ""O primeiro-ministro tem que ser um factor de confiança perante o exterior e agora acho que passou a ser um factor de desconfiança perante o exterior" (Rui Moreira), “Não e lamento. Há um conjunto de situações, de trapalhadas, sem explicação por mais explicações que sejam dadas. Não é por uma questão de ideologia política é por uma questão comportamental de Sócrates" (Nuno Ribeiro da Silva), “Neste momento só confio nos (poucos) amigos, na família e principalmente nos meus cães. E não sou desconfiada por natureza…” (Ana Bola), “Não confio em pessoas que desta ou daquela forma estão sistematicamente referenciadas como estando relacionadas com certos tipos de processos judiciais” (Saldanha Sanches).

Os "não sei" afirmam que “é necessário um esclarecimento completo para se poder responder. Os indicadores não lhe são favoráveis, mas até ao final do inquérito devemos dar-lhe o benefício da dúvida.” (Ângelo Correia), “Não posso confiar nem desconfiar de coisas sobre as quais não tenho informação. É uma situação muito estranha. Não sei… Estou à espera que me esclareçam.” (Victorino d'Almeida), “Não sei porque o primeiro-ministro me pede que eu acredite em coisas que não me parecem plausíveis, que são difíceis de acreditar.” (Rui Ramos).

Ainda assim, o que mais surpreende é a quantidade de pessoas que continuam a acreditar, e o porquê de tal. “Continua a merecer a minha total confiança. Nunca vi na minha vida uma campanha tão bem organizada para destruir uma pessoa.” (Eduardo Barroso), “Deus lhe dê forças para continuar o trabalho que está a fazer. Estas coisas da justiça, cada um no seu galho. José Sócrates foi eleito e não vi nada para que eu, pessoalmente, deixe de continuar a confiar nele.” (Joe Berardo), “Até agora não há provas que me levem a deixar de ter confiança. Tem havido muitas acusações mas provas não vi nenhuma.” (Loureiro dos Santos), “Sim porque não acredito na justiça nem nos magistrados.” (Miguel Pais do Amaral), "O primeiro-ministro tem-se sabido comportar dignamente relativamente a tudo aquilo que o têm acusado.” (Soares Franco).

  O que tem ainda mais piada..? José António Saraiva, director do Sol, afirmou hoje, que "ficou claro que o BCP queria decapitar a direcção do Sol (...) tenho a certeza absoluta que esta situação, pelo menos na recta final, foi comandada por Armando Vara. O BCP começou por ser nosso amigo, mas transformou-se num cavalo de Tróia". JAS afirmou ainda que se sente "chocado por haver pessoas responsáveis do PS a dizer que não se passa nada", e que "há um encobrimento do poder judicial sobre o poder político".

 

Há coisas que nunca mudam, realmente.



uma psicose de nunodc às 12:07
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É por isto...

 

«Precisa de mostrar que é líder e o líder tem que saber e dizer de maneira clara o que pensa, o que sente e o que quer. E tem que entusiasmar as pessoas, o PSD precisa de ser entusiasmado, precisa de ser arrebatado, para além do trabalho de base que se tem de fazer»,

 

É mesmo isto que o Partido precisa. Na política é preciso entusiasmo e emoção. Encarar a política como puro negócio e por exercício de gestão é a meu ver uma forma errada de liderar. Ser Presidente de um Partido obviamente que carece de ideias, de um projecto sólido, de pessoas qualificadas ao seu lado. Mas precisa de muito mais. Precisa de chama. Precisa de galvanizar. É tempo de colocar as peças nos lugares correctos. Nem todos podem ser líderes. É legítimo muitos aspirarem a tal, mas este é um cargo tão específico, tão preponderante que precisamos de rasgo.

 

É uma chamada de atanção clara. Podem vir as ideias do populismo, da demagogia, do show-off. Não. Show-off é gastar milhões em apresentações, beberetes e festas temáticas. O que precisamos é de quem nos fale ao coração. De quem consiga tirar o militante, o português do sofá. Para ir para a rua, para abanar a bandeirinha, para dizer ao vizinho em quem deve votar. Precisamos de um líder sim. De um líder que nos faça ACREDITAR!



uma psicose de Diogo Agostinho às 10:02
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Republicanos na América (6)

Ontem foi um dia importante para o Plano de Saúde de Obama. Sentou-se o Presidente com uma série de representantes de ambos os partidos para que se falassem de vez sobre as concórdias e as discórdias

Fica aqui um dos excertos que mais gostei e que demonstra claramente a diferença entre os dois posicionamentos. De destacar é a mania que o GOP continua a ter de se referir àquele sistema de saúde como sendo o melhor do mundo. E eu é que sou o autista!

 

 



uma psicose de jfd às 09:53
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Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010
'Tão ofendidinhas...

 

...que ficam estas virgens ofendidas. Manuela Ferreira Leite voltou a ser clara e certeira. De novo, a visão correcta do estado cá do burgo. Sem tirar nem pôr. Como sempre fez, uma análise perfeita da situação económica do país. Mas alguém discorda do que a Dra. Manuela disse?

 

De facto, cada vez acho mais que ela será recordada como a pessoa com a razão antes do tempo. Pena, que não conseguiu dar às pessoas a sua visão e solução de futuro. Não conseguiu conquistar a confiança das pessoas. Mas o que o tempo e a história vão contar é a sua percepção do futuro de Portugal...

 

É de longe uma mulher extremamente inteligente, capaz e com capacidade de trabalho. Que falta fez a verdadeira Ministra das Finanças na campanha. Onde esteve senhora Dra. Manuela?



uma psicose de Diogo Agostinho às 17:42
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Libertar o futuro!*

* by Rangel



uma psicose de jfd às 16:39
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Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010
A luta pela liberdade.

 


De todos os indicadores divulgados no Pordata
, houve algum indicador que o tenha surpreendido?

São tantos! A melhoria de nível de vida e dos rendimentos é muito grande, desde 1960. Mas há real perda desde 2001. O salário mínimo nacional é hoje, em termos reais de poder de compra, praticamente igual ao de 1974! Os filhos fora do casamento são já mais de um terço do total de nascimentos. Os casamentos não católicos são mais de 50%. Hoje emigra-se outra vez quase tanto como, em média, nos anos 60. Em 20 ou 30 anos, os funcionários públicos tiveram aumentos de vencimentos muito superiores aos trabalhadores da iniciativa privada. Os pequenos e grandes patrões e os independentes trabalham mais horas por semana do que os trabalhadores por conta de outrem.
 

António Barreto, no i.

 


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uma psicose de nunodc às 12:55
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PEC - Procura-se com urgência. Presume-se pré-aprovado :P



uma psicose de jfd às 08:09
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A falsa ilusão.

 

E eis que o PSD volta ao circo mediático, com mais uma eleição interna. Passos Coelho, Paulo Rangel, Aguiar Branco e, presume-se, Castanheira Barros são os nomes falados.

Um qualquer outsider que assista a um espetáculo destes sente-se, de uma forma crua, desolado. E porquê..? Porque os vícios que causam o interminável número de eleições internas por lá continuam.. e por lá parecem ficar. 

Para trás ficam quaisquer valores ou ideais que deveriam ser os condutores de qualquer acção política. Adopta-se, ao invés, uma postura de bloqueio, de não deixar que o outro se sobreponha. Ninguém parece ambicionar ser melhor por mérito próprio, optando ao invés por denegrir os outros, principalmente nos bastidores, almejando não parecer ser tão mau como qualquer outro candidato. Só assim se explica a campanha interna de ataques, de críticas, de destruição, de facções.

Admiro bastante Manuela Ferreira Leite. Digo mesmo que é das poucas pessoas na política que acredito que aja de boa fé e que tenha determinados ideiais. Foi vista como salvadora, na altura, para começar a ser atacada no dia seguinte. Aguentou o barco, mesmo não sendo talhada para tais lutas, não desistiu. Podia ter batido o pé muitas vezes (o que muita gente esperava), não o fez. Sai, agora, aparentemente, de cabeça erguida, mesmo na senda dos desaires nas eleições do passado ano. 

Eu aprecio a combatividade. Gosto quando se bate com a cabeça na parede mas não se desiste. Admiro os que lutam por ideais, por terem a profunda convicção de que são capazes de fazer mais e melhor. Mas é inadmissível o que se tem passado naquele que é, e parece que quererá continuar a ser, o "maior partido da oposição", onde a união é quase nula e onde parece imperar a capacidade de cada um de "sacar" determinados votos em determinados distritos/secções. 

O que espero destas futuras eleições..? Nada. Julgo que será PPC o vencedor. Não o vejo como sendo positivo ou negativo, infelizmente. E não o vejo porque, independentemente do vencedor, todos sabemos que a campanha de preparação do líder seguinte começará no dia seguinte às eleições.  O próximo é que é bom, não o actual. O resto não será relevante..



uma psicose de nunodc às 01:24
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Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010
*PSICOAWARDS 2009*

Nesta altura do ano, os membros do PsicoLaranja são chamados a escolher os vencedores dos PsicoAWARDS! A tradição é ainda curta, mas a motivação e a dificuldade nas escolhas foi mais do que muita, nesta 2ª edição dos PsicoAWARDS.

 

Vejamos então quem foram os vencedores nas diferentes categorias...

 

Na categoria

Figura mais destacada de 2009

 

O primeiro pela esperança que ainda representa e pelos desafios que terá pela frente, num quadro internacional cada vez mais complexo;

 

Barack Obama

 

 

 

O segundo pela vitória e fulgor demonstrados nas Eleições Europeias;

 

Paulo Rangel

 

 

 

Acontecimento mais marcante de 2009

 

Um pela importância que teve na construção europeia

 

A ratificação do Tratado de Lisboa

 

 

 

O outro pelas consequências negativas que espalhou por todo o Mundo;

 

Crise Financeira

 

 

 

Figura mais PsicoAzeda de 2009

 

Pelas más políticas, o desnorte e pelos os casos em que se vê envolvido;

 

José Sócrates

 

 

 

E por toda a "competência" demonstrada ao longo dos últimos anos à frente do BdP;

 

Vitor Constâncio

 

 

 

Acontecimento mais Amargo de 2009

 

Infelizmente, a política de Verdade não obteve os resultados eleitorais esperados; 

 

Derrota nas Eleições Legislativas de 2009

 

 

 Matou centenas de pessoas por todo o Mundo, espalhando o medo e o caos por todo o lado.

 

Gripe A

 

 

 

O ano de 2009 foi um período difícil para a maioria de todos nós, mas ainda assim, marcado por acontecimentos que nos deram esperança e que nos fizeram acreditar que é possível superar as dificuldades do presente. Esta eleição dos PsicoAWARDS 2009 foi renhida, à semelhança de cada post, de cada comentário e de cada psicose que habita dentro de todos nós.

 

Apresentados os prémios, o que acham? Concordam com as escolhas? Quem escolheriam nas diferentes categorias?



uma psicose de Luís Nogueira às 14:45
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Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2010
Moção Psicolaranja

 

PROPOSTA DE REVISÃO ESTATUTÁRIA

 

Reforçar a Liderança

 

I

 

O voto não é apenas uma escolha, é também uma manifestação de apoio.

Instituição de eleições directas deu à liderança do PSD uma importante componente popular cujo efeito será mínimo se não a soubermos reforçar.

Permitir que a presidência do PSD possa ser exercida por alguém que não obtenha a mais larga base de apoio possível é dar ao Partido e ao País um líder que, logo na entrada, é minoritário.

 

II

 

Assim, propõe-se um aditamento aos Estatutos Nacionais do PSD que obrigue a segunda volta caso o candidato mais votado para a liderança do Partido não obtenha, na primeira votação, mais de 50% dos votos expressos.

Apesar de já ter sido aprovado o regulamento das eleições directas, o presente Congresso é soberano e pode harmonizá-lo com a presente proposta.

 

III

 

São propostos os seguintes aditamento e alteração:

 

ADITAMENTO:

 

Artigo 22º

(Composição e Eleição)

2. c) Regulamento aprovado pelo Conselho Nacional deverá prever um segundo sufrágio se nenhum dos candidatos obtiver mais de metade dos votos validamente expressos.

 

ALTERAÇÃO:

 

Artigo 77º

(Eleições Directas)

A alínea c) do número 2 do Artigo 22º tem aplicação nas eleições directas para a liderança do PSD, marcadas para o dia 26 de Março de 2010. A ter lugar, o segundo sufrágio realizar-se-á a 2 de Abril de 2010.

 

IV

 

Uma proposta de: André Machado, Beatriz Ferreira, Bruno Ribeiro, Catarina Rocha Ferreira, Diogo Agostinho, Elisabete Oliveira, Elsa Picão, Essi Silva, Guilherme Diaz-Bérrio, Jorge Fonseca Dias, José Pedro Salgado, João Marques, Luís Nogueira, Miguel Nunes Silva, Nuno do Carmo, Paulo Colaço, Rui Cepeda e Tânia Martins, autores do blog Psicolaranja.

 

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uma psicose de Diogo Agostinho às 14:18
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A ser verdade mais vale refundar a república

Gosto de me considerar um institucionalista, alguém que olha para as estruturas formais do Estado (e também de toda a sociedade civil) com o respeito e deferência máximos, pois que o merecem os pilares da democracia. Contudo, é cada vez mais difícil respeitar Portugal, não o país, as pessoas e todo o seu contexto metafísico (emoções, cultura e pensamento), mas sim o Estado de direito e as instituições que o compõem.

 

Afinal o que resta a um povo que não pode respeitar os seus políticos? O que resta a uma nação quando o poder executivo e o poder legislativo sucumbem perante a ignomínia de múltiplos processos mal explicados?

 

Dir-se-à: "o sagrado refúgio da justiça, imperturbável perante os vícios e promiscuidades que afligem o profano mundo da política"? Pois, parece que não.


: a caminho do exílio

uma psicose de João Marques às 02:10
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Domingo, 21 de Fevereiro de 2010
Luto pela Madeira

É com pesar que transmito as minhas condolências para a Pérola do Atlântico que tanto gosto e admiro.

Espero que o povo se una ainda mais neste momento difícil e rapidamente se erga da catástrofe.



uma psicose de jfd às 11:25
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Tá bem abelha! Acreditamos que sim...

Não sabia. E é uma das minhas perplexidades. É que o candidato Aguiar Branco disse aí numa entrevista que já tinha decidido num domingo, pois não me disse nada, e exige a mim que eu lhe tivesse dito a ele, coisa que eu disse, assim que decidi que foi numa quarta-feira, decidi e telefonei-lhe. Pronto. Ponto final.

 

Foi antes da discussão do orçamento eu telefonei-lhe antes das três horas. Eu tenho os registos telefónicos todos. 
 
Telefonei várias vezes.
 
A partir do momento que enviei um SMS achei que deveria tornar-se público.
 
Desvalorizo por completo esta intriga.
 
Se eu soubesse disso [da candidatura de Aguiar Branco] tudo seria diferente
 
Paulo Rangel a Maria Flor Pedroso, A1


uma psicose de jfd às 10:58
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Sábado, 20 de Fevereiro de 2010
Um Haiti, bem mais perto...

 

 

O país acordou com as noticias de catastrofe na Ilha da Madeira. Perante a força da Natureza há muito pouco que, objectivamente, se possa fazer. Mas isto não serve de consolo a quem vê, em instantes, ser levada pela força das águas, ou do vento toda uma vida. Para alguns, lamentavelmente, a própria vida.
Sou da Lourinhã e no final de Dezembro senti de perto o que pode significar ver em instantes ser levada toda uma vida. Felizmente, na altura, não houveram vidas a lamentar. E por isso, expresso o meu profundo pesar às familias madeirenses que hoje choram a perda de vidas queridas.
Tempo haverá para perceber se para lá da imprevisibilidade da força da Natureza há alguma coisa que pode ser feita para minorar os estragos materiais e poupar vidas no futuro.
Hoje é tempo de, nas palavras de Alberto João Jardim de “tratar dos vivos” e “alojar quem perdeu a casa”. É tempo, também, de pensarmos de que forma podemos nós expressar a nossa solidariedade, ajudar estes vivos que precisam de casa.


uma psicose de Elsa Picão às 21:18
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Concordo com Alfredo Barroso uma vez por década

Em declarações ao Rádio Clube, Alfredo Barroso (antigo Chefe da Casa Civil de Mário Soares) diz que Fernando Nobre não tem preparação nem currículo para o cargo de chefe de Estado: “É um pouco insólito que uma pessoa que se entregou à acção humanitária ao longo de uma vida queira de repente disputar um lugar que exige uma preparação política e um currículo e um passado que ele manifestamente não tem”.

 
Alfredo Barroso apelidou Nobre e Manuel Alegre de “dois populistas de esquerda” que se candidatam à Presidência da República para ajustar contas. “Tenho um certo receio dos candidatos que se apresentam a defender valores acima dos partidos ou além dos partidos. Quando as candidaturas assentam nas críticas e no distanciamento fazem sempre suspeitar populismo e demagogia”.
 
Lido no Público


uma psicose de Paulo Colaço às 15:55
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A Magia na Televisão

Sou um viciado em séries... E embora off-topic tinha de partilhar convosco as maravilhas que um ecrã azul ou verde podem fazer nas nossas séries preferidas.

Enjoy!

 



uma psicose de jfd às 09:50
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Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010
Sai um Sr. Doutor para ali e um Sr. Engenheiro para acolá...

 

Um ensino profissional misto que começa a preparar os alunos logo aos 12 anos para o mercado de trabalho é a solução que Paulo Rangel, candidato à liderança do PSD, defende como instrumento de combate ao insucesso nas escolas públicas portuguesas. É a "ruptura" nas políticas de educação que o eurodeputado defendeu em entrevista concedida ontem ao i, desencadeando as censuras mais acesas de especialistas, pais e associações de professores, que rejeitaram a sua proposta de uma assentada.

 

Ora, aí está uma proposta com a qual concordo. Parece-me claro, que vivemos hoje na sociedade dos senhores doutores. Este coro de "especialistas" parece-me natural, hoje todos têm que ser senhores doutores e senhores engenheiros. É a sociedade que dita a regra, não interessa se ficam anos a arrastarem-se nas secundárias ou nas universidades.

 

Hoje, é tudo livre e depois dá nisto. Desemprego, e estudantes por aí...aos pedintes, a desencaminhar os mais novos, quando observam os mais velhos a subirem na pirâmide escolar.

 

Acho que o ensino profissional tem que ser uma via a ser percorrida. Não se é menos por ter um curso profissional, bem pelo contrário, estão aí imensas oportunidades de negócio...assim exista visão...



uma psicose de Diogo Agostinho às 16:05
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Sorrir :)

 

"O primeiro ministro já disse tudo o que tinha a dizer sobre o assunto e o governo vai acabar por sair fortalecido." 

 

Caro Dr. Armando Vara, obrigado por me fazer sorrir com esta declaração, no final de mais uma semana de trabalho.


:

uma psicose de Luís Nogueira às 14:54
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Obrigado Manel pela lucidez!

 

Li hoje Manuel Moura dos Santos a questionar o que faria o Senhor Jorge Sampaio se fosse hoje Presidente?

 

Pois, esta tem sido uma dúvida que também compartilho com o senhor. De facto, se Jorge Sampaio ainda estivesse em Belém, o que faria perante o cenário com que nos deparamos? Será que teríamos uma rumaria ao Palácio de Belém, de Mários Crespos, Manuelas Moura Guedes e Josés Manuéis Fernandes? Ofendidos a serem recebidos pelo senhor caridade? Teríamos direito ao discurso de há mais vida para lá do défice? Ou iríamos contar ainda com cenários de demissões, por, esperem, deixem-me ver, ah! Já sei, demissões por estar em causa o real funcionamento das instituições portuguesas.

 

Estou como o Grande Manel refere, se calhar se hoje Jorge Sampaio fosse o Presidente, Sócrates já tinha uma medalha. E uma bela palmadinha nas costas. Afinal de contas, camaradas é para a vida.



uma psicose de Diogo Agostinho às 13:34
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E quem disse que os contabilistas não são criativos?

 

"A perspectiva de poder haver necessidade de um aumento de capital [na CGD] não pode deixar de estar presente", nomeadamente no quadro das novas regras de Basileia que poderão ter impacto ao nível do capital e da liquidez do sector, admitiu o presidente do banco, Faria de Oliveira.

 

(...)

 

 O Estado, enquanto accionista único da CGD, vai receber do grupo 250 milhões de euros de dividendos, revelou o banqueiro que falava no final da apresentação das contas anuais de 2009. O banco apresentou lucros de 278,9 milhões de euros 

 

In Público

 

Confusos? Dirá uma pessoa normal no café: "Para que raio se vai distribuir dividendos ao Estado para depois voltar ao Estado a pedir mais capital?". 

 

Para reduzir o valor do deficit público no OE. "Como?" dirão os mais desatentos... é bastante simples meus caros. Alias, são 3 passos simples:

Passo 1: Pedir dividendos à Caixa Geral de Depósitos (ou a outra empresa pública do Estado). Dividendos contam como receita corrente, logo abate ao deficit.

Passo 2: Aumentar capital à Caixa Geral de Depósitos num valor igual ou semelhante ao valor pago em dividendos. Aumentos de capitais são despesas de Capital e Investimento logo, prestem atenção, não conta para a despesa corrente.

Passo 3: Recostarem-se na cadeira e admirarem a bela obra que fizeram ao ter conseguido por artes mágicas reduzir o defice em 2 passos simples. 

 

Ainda mais confusos? Pois. É que não se reduziu nada. Simplesmente se passaram valores para o Sector Empresarial do Estado. Uma forma fina de desorçamentação sem dar cana. Uma forma, entre muitas que dá para fazer com Empresas do Estado.

 

E assim segue a procissão...



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 12:48
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Republicanos na América... V

Os fãns do Family Guy e dos proibidos torrents saberão que no Dia dos Namorados houve a participação de uma personagem com Sindroma da Down que gerou uma grande polémica nessa grande senhora de nome Sarah Palin. Pois. Ela tem um filho com a mesma situação e sentiu-se ofendida quando a personagem disse que era a sua filha...

Ora numa semana em que houve polémica devido à palavra retarded em que Palin pediu a demissão do Chefe de Gabinete de Obama por ter utilizado esse palavra há algum tempo atrás, e que a mesma palavra vinda de Rush L. para caracterizar democratas foi pela mesma cobardemente classificada de sarcasmo, heis que surge uma lufada de ar fresco! A resposta da actriz que deu voz à personagem, também ela com Sindroma de Down. E aqui está no original! O destaque é meu e representa a minha parte preferida!

 

My name is Andrea Fay Friedman. I was born with Down syndrome. I played the role of Ellen on the "Extra Large Medium" episode of Family Guy that was broadcast on Valentine's day. Although they gave me red hair on the show, I am really a blonde. I also wore a red wig for my role in " Smudge" but I was a blonde in "Life Goes On". I guess former Governor Palin does not have a sense of humor. I thought the line "I am the daughter of the former governor of Alaska" was very funny. I think the word is "sarcasm". In my family we think laughing is good. My parents raised me to have a sense of humor and to live a normal life. My mother did not carry me around under her arm like a loaf of French bread the way former Governor Palin carries her son Trig around looking for sympathy and votes.

http://www.huffingtonpost.com/2010/02/18/family-guy-actress-respon_n_468331.html

 



uma psicose de jfd às 12:32
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Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010
É o que dizem por aí.....

 



uma psicose de jfd às 22:33
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Grande Entrevista, Grande Mulher, Grande Líder

Esta noite senti-me orgulhosa em ter Manuela Ferreira Leite como líder do meu partido. Nunca fui uma ávida defensora de MFL: achava que como mulher inteligente que acho que é, deveria ter feito escolhas diferentes durante o período eleitoral.

Hoje vi novamente o brilho da nossa líder, ao defender-se durante a "Grande Entrevista" com uma jornalista difícil como é Judite Sousa, sempre tão amável com o nosso Primeiro-ministro.

 

De todo o modo, com um sorriso mais rosa ou menos rosa, Judite não intimidou a nossa líder.

 

Começaram pelas escutas. Judite colocou questão atrás de questão tentando provocar contradições no discurso da futura ex-presidente do PSD. Quando questionada se achava que o Procurador Geral da República estava enganado em relação às escutas, afirmou que não ser um crime não implica não haver gravidade política. Acrescentou que a demissão de Rui Pedro Soares da PT foi tardia e que José Sócrates mentiu, esperando ainda esclarecimentos em relação ao "condicionamento grave" da informação.

Manuel Ferreira Leite afirmou ainda que avisou o país em relação às acções do Primeiro-ministro, mas que é difícil dar razão antes de efectivamente se provar que se está na posse desta.

 

Enquanto líder do partido declarou ter feito tudo quanto possível e que mesmo que Santana Lopes ou Passos Coelho tivessem sido eleitos na altura, as legislativas continuariam a ser conquistadas pelo PS. E perante as crises de governação do PM, defendeu que o PSD tem feito tudo para viabilizar a governação, nomeadamente através do OE.

 

Depois de Judite de Sousa a acusar de afastar pessoas, a líder respondeu  que "não pus ninguém de lado", "foram elas [pessoas] próprias que não quiseram colaborar", até porque segundo a mesma, apesar de haver  muitas pessoas que não a apoiavam não deixaram de ajudar na campanha eleitoral.

No que toca a Constâncio, (e por mais que discorde da sua opinião neste assunto), MFL afirmou que este merece o lugar, para o qual foi eleito, apesar de por vezes se ter aproximado do Partido Socialista e que no que toca a Cavaco Silva, enquanto cidadã, aguarda uma recandidatura.

 

Falou-se de Marcelo Rebelo de Sousa e de Paulo Rangel, mas a lider só acrescentou que não participará no processo eleitoral do PSD, demonstrando ter alguma pena de não asisstir a uma candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa.

 

Gostei particularmente quando em relação ao seu cargo de deputada  e à sua saída da presidência do partido, Manuela Ferreira Leite reforçou que não é deputada por ter uma função de política, mas sim por uma função de serviço.

 

E é por isso que acredito que Manuela Ferreira Leite deixará saudades mesmo naqueles que inicialmente não acreditavam nas suas competências.



uma psicose de Essi Silva às 21:13
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Crónica de Mário Crespo

Voltamos às fotocópias

'Não te posso publicar esta crónica'. 'Tu és Director, saberás o que fazer'. 'Eu sei que sou director. Não preciso que digas que sou Director. Eu sei que sou Director!'. 'Posso dizer-te que se fosse eu Director, publicava'. 'Eu tenho que confirmar isto e a esta hora não consigo ligar ao Primeiro-ministro'. 'Tu és Director saberás o que fazer, não publicas e eu nunca mais escrevo para ti'. 'Eu tenho que investigar isto'. 'Faz o que quiseres, investiga o que quiseres. Não publicas e eu nunca mais escrevo para ti'. 'Sobre isso falamos depois'. 'Não, Zé Leite Pereira, nós não falamos mais'.

 

Há qualquer coisa fisicamente dolorosa quando se recebe a notícia de que o nosso trabalho foi censurado. O estômago aperta-se. Sentimos que estamos com os olhos demasiado esbugalhados e não conseguimos fixar a vista em nada. Durante muito tempo. O olhar vagueia por tudo, evitando tudo. Tenta-se respirar fundo, mas a respiração sai curta e durante uns minutos é insuficiente. E ficamos ainda mais inquietos. Depois hiperventila-se e fica-se agitado. Um corpo estranho começa a apertar-nos uma zona indefinida do tórax logo abaixo do pescoço. E fica aí a lembrar-nos que há solidões novas que ainda não tínhamos experimentado. Depois cai uma imensa melancolia. Terá sido provavelmente isto que Luís de Sttau Monteiro sentiu em 1960 quando o SNI mandou a sua editora retirar 30 páginas do seu Um Homem Não Chora. As trinta páginas em que ele articula raivas surdas contra o sufoco do Estado Novo, enquanto a sua personagem desce a Avenida da Liberdade mastigando obsessivamente grãos de café.

 

Terá sido isso que, também, António de Almeida Santos sentiu a 30 de Maio de 1959 quando o Secretariado Nacional de Informação decretou que o seu livro de contos A Rã no Pântano era matéria proibida. Nos poucos dias que esteve nas livrarias o autor deu uma cópia ao meu pai, que é hoje parte do nosso património familiar, com a dedicatória onde se lê numa magnífica caligrafia inclinada de uma caneta de tinta permanente (as Futura de feltro ainda não tinham sido inventadas) 'Ao Eduardo Crespo, com as homenagens e a estima do Almeida Santos'. Mais de meio século depois A Rã no Pântano foi reeditada com um registo na capa onde se lê 'A primeira edição deste livro foi apreendida pela PIDE'. Lá dentro está uma dedicatória na mesma bela escrita inclinada (já com uma Futura de feltro preta) onde se lê: 'Ao Mário Crespo, com admiração e amizade, esta segunda edição de um livro que ofereci a seu pai antes da PIDE o ter apreendido. Almeida Santos'. Quando recebi a reedição da Rã no Pântano lembro-me de ter comentado com o Dr. Almeida Santos que hoje parece impossível o que aconteceu, e o imenso trabalho que tinha sido rectificar todo um sistema orientado para o controlo do pensamento, fosse através de um livro de contos, fosse espartilhando noticiário banal em modelos oficialmente tolerados.

 

Na parte de trás desta crónica, que vou distribuir de mão em mão em fotocópias, porque em Janeiro de 2010, por razões de conteúdo politicamente incorrecto, censuraram a minha coluna de opinião no Jornal de Notícias, está o que se chamava nas redacções um 'linguado' de prova. Era de A Capital, um diário de que fui o primeiro Director depois do 25 de Abril quando, com a privatização, A Capital se libertou de tutelas estatais e políticas. Trouxe de lá este texto dos anos 70 com o corte da censura. Fascina-me ver o género de notícias que a Censura não tolerava. Interpretações da realidade, perguntas e sobretudo factos insofismáveis. Havia só uma verdade consentida. A oficial. Tudo o mais era desviante, e o desvio tinha que ser rectificado.

 

Já depois da minha crónica O Fim da Linha ter sido censurada por José Leite Pereira, o sociólogo Paquete de Oliveira, provedor do telespectador na estação de televisão do Estado, sentiu-se no dever de escrever uma crónica no espaço de opinião que eu ocupei durante mais de dois anos, onde, para substanciar a imensa liberdade de expressão que ele diz sentir no Jornal de Notícias, afirma que: 'Nunca me mudaram uma vírgula que fosse sem me consultarem'. É essa a diferença entre mim e Paquete de Oliveira a quem, em consulta, podem mudar as vírgulas. Eu, quando escrevo opinião, faço-o de forma definitiva. Tenho imenso cuidado com as vírgulas. Se calhar a conversa com José Leite Pereira que reproduzi no início teria tido outro desfecho se eu, tal como Paquete de Oliveira faz, tivesse autorizado que me alterassem ocasionalmente umas vírgulas. Mas, por outro lado, isso nem sequer foi contemplado. À meia-noite, quando Leite Pereira me contactou, já o Jornal de Notícias estava a ser impresso. A minha crónica já tinha chegado ao fim.

 

Mário Crespo 17.02.10

 



uma psicose de Diogo Agostinho às 17:40
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Diz que é ali para os lados do Canadá...

Mas como não é futebol... who cares???



uma psicose de jfd às 15:58
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Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2010
Tertúlia com Conceição Monteiro

 

Mais uma iniciativa, nestes tempos de debate interno, importa ouvir e aprender quem viveu outros tempos do PPD!



uma psicose de Diogo Agostinho às 18:26
editado por Essi Silva em 11/12/2012 às 18:25
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Será que ainda há socialistas com vergonha na cara?

 

Rui Pedro Soares sai da PT

 

 

 



uma psicose de Bruno Ribeiro às 18:08
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Prioridades...

 

Dizem os jornais que amanhã Fernando Nobre apresenta a candidatura a Presidente da República. Ora, depois de tantos nomes sai agora um independente. Dizem que perto de Mário Soares. Depois de Manuel Alegre se ter aventurado na campanha e ter desaparecido, agora novamente mais um candidato. Será que o ódio de Soares a Manuel Alegre é superior ao ódio de Soares a Cavaco Silva?

 

Ora, não sei se estou mal habituado pelo PSD receber candidatos mesmo em cima do acontecimento, mas parece-me um mau serviço uma candidatura com tanto tempo de antecedência. Prioridades...



uma psicose de Diogo Agostinho às 17:19
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Até já

 

Três anos e meio depois de me iniciar na blogosfera, opto por fazer uma pausa na minha colaboração no Psicolaranja. A voracidade do dia-a-dia impede-me de dedicar a este espaço, em que muito me orgulho de ter participado no seu nascimento, todo o empenho e dedicação que o mesmo merece.
Por aí andarei, seja nas iniciativas, seja nas caixas de comentários, com a disponibilidade intermitente (bem nítida nos últimos meses), mas com a permanente e constante devoção ao Psicolaranja e aos seus fantásticos membros.
Como ouvi um dia um Professor dizer, fecho a porta mas não apago a luz.


uma psicose de Margarida Balseiro Lopes às 16:04
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Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2010
Eleição com banda sonora


Vítor Constâncio ganhou a eleição para a vice-presidência do Banco Central Europeu.
Trata-se de um regulador que não regulou, um fiscal que não fiscalizou, um polícia que nunca suspeitou.
Já no passado vimos algo semelhante: um Procurador-Geral da República "enviado" para altas instâncias jurisdicionais europeias para "desamparar" a loja.
Agora é Constâncio que, 10 anos depois, seguindo as pisadas de Cunha Rodrigues, leva um "pontapé pela escada acima", uma expressão bem portuguesa muito usada quando o princípio de Peter vem à baila.
Se tudo correr bem a Constâncio, o BCE pagará caro esta insensatez.



uma psicose de Paulo Colaço às 01:32
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Domingo, 14 de Fevereiro de 2010
Traidor? Really?

A Lei das Finanças Regionais abriu uma guerra entre Alberto João Jardim e Pedro Passos Coelho. Manuela Ferreira Leite afirmou que sai com a sensação de dever cumprido. Santana Lopes garantiu que não será candidato à liderança. 
Paulo Rangel fez um discurso surpreendente ao sublinhar que analisa melhor do que os outros conselheiros a situação política do País, já que lê jornais alemães e franceses. E, finalmente, José Pedro Aguiar-Branco pediu a união do partido.

Este foi o cenário do Conselho Nacional do PSD que terminou ontem de madrugada com a aprovação do calendário das eleições directas para a liderança (ver apoios).

Jardim chegou ao Conselho Nacional a reclamar um "candidato de consenso" um "Jesus Cristo [leia-se Marcelo Rebelo de Sousa] para meter juízo nestes tipos", e regressou à Madeira a falar de traição. "[Passos Coelho] traiu a unidade do partido contra a região [...], a situação é muito grave e tive de me atirar a ele."

Segundo apurou o CM, a intervenção de Passos Coelho, o candidato da "mudança", foi muito incisiva, ao criticar, na presença de Jardim, a aprovação da Lei das Finanças Regionais. Atitude que lhe poderá custar os votos dos militantes da Madeira. Mas, ainda assim, não desarma: "Não peço licença ao senhor Alberto João Jardim para dizer o que penso."

Rangel, o candidato da "ruptura" e Aguiar-Branco, o candidato da "união", ficam com terreno livre para disputar os votos no arquipélago. Jardim foi claro: disse ter gostado do discurso de Paulo Rangel e elogiou a atitude "impecável, de lealdade absoluta para com a região" de Aguiar-Branco.

in CM

 

AJJ é um dos meus preferidos, e é com pena que tenho de publicamente me declarar contra aquilo que ele faz que sempre admirei; fazer pelos seus. Mas, desta vez urge pensar como um todo e não como parte...

 

 



uma psicose de jfd às 16:53
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Sábado, 13 de Fevereiro de 2010
Rangel, O Candidato Nacional

 

 

Paulo Rangel é o candidato ideal para o PSD mas sobretudo para o país.


 

Não o é por ser jovem mas sim porque tem o perfil adequado para representar o partido perante os Portugueses.

Rangel tem vitórias no seu currículo, não vitórias “internas” mas sim vitórias nacionais. Tem também currículo nacional, tendo sido secretário de estado e ainda líder da bancada parlamentar.

 

Através da sua campanha bem sucedida nas eleições europeias, Rangel conseguiu uma vitória esmagadora contra a descredibilização da política, contra o PS e contra os conflitos internos do PSD.
Foi na altura em que a política tinha mau nome que Rangel se filiou no partido. Ele inicia a sua actividade como quadro competente, e não como animal político fazendo carreira com o partido. Ganhou ao PS que vivia o auge da sua maioria absoluta e ainda sem o resultado catastrófico da sua governação à vista. Venceu a pressão de Pedro Passos Coelho para uma vitória fácil, numa altura em que as sondagens eram desfavoráveis ao PSD.

 

Rangel tem ainda a vantagem de representar uma política séria e consequente, que não teve a oportunidade de brilhar como devia por culpa de circunstâncias adversas, mas que se provou estar correcta, nos últimos meses.

Tal como Ferreira Leite, Rangel tem sentido de estado e poderia facilmente integrar ou mesmo liderar um governo. Rangel tem vitórias concretas, outros não, Rangel não fragilizou o partido com movimentações fratricidas, Passos Coelho por exemplo, sim.

 

Daí que Rangel seja a escolha óbvia para a unidade do partido mas também para possivelmente formar governo se as circunstâncias o exigirem.

 

Mais uma coisa: não me choca que Rangel tenha hesitado antes de se candidatar. Apenas demonstra que é sensato. A ponderação é algo que tem sido elogiado a Obama e de facto, a determinação de Sócrates foi mais detrimental que benéfica. Para além de que depois de se comprometer com um projecto (Parlamento Europeu) não poderia abandoná-lo sem pelo menos hesitar. A ponderação num partido como o nosso é de louvar, e está em grande contraste com a determinação perpétua…

 

Aquilo que é importante é que os militantes votem com a sua consciência e sentido de responsabilidade, e não por medo de quem possa depois das eleições, “andar por aí”...
 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 12:34
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Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010
O bom aluno?

 

No meio de todos os defeitos e virtudes de Aguiar Branco não estão tendencias suicidas...

A sua experiencia enquanto politico já lhe ensinou seguramente a medir timings e a perceber quando se pode ganhar e quando seguramente se perde! E neste caso o cenário é fracamente desfavorável.


Então porquê Aguiar Branco se candidata? Qual a sua motivação e qual o beneficio para o próprio?


Uma candidatura desinteressada, simplesmente por crença própria não faz muito sentido tendo em conta o seu perfil!


Nas ultimas eleições Santana Lopes avançou, roubou espaço a Passos Coelho (claramente Santana disputou o mesmo eleitorado que Coelho) e Manuela Ferreira Leite ganhou e liderou o partido, Santana foi o candidato a Lisboa (para surpresa de alguns), o lugar mais indicado neste momento para o seu perfil.

 

 

 Passos Coelho aguardou e aprendeu?

 

Suspeitas fundadas, ou apenas o lado mais psicótico da politica?

 

 


Psicolaranja, os textos mais interessantes de 12 de Fevereiro, para quem não gosta de polvo...



uma psicose de Rui Cepeda às 23:11
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Começam as conversas para outro candidato...

 

António Capucho, o conselheiro de Estado que é presidente da Câmara de Cascais, tem vindo a ser desafiado para se candidatar a líder do PSD - mas só a líder, soube o i. A ideia do grupo que o anda a pressionar é que Capucho seja apenas líder do partido, para que, no dia em que o PSD vencesse as eleições e formasse governo, o primeiro-ministro se pudesse chamar Marcelo Rebelo de Sousa.

Capucho tem resistido a aceitar a candidatura, por duvidar de soluções bicéfalas. Mas o seu estatuto de senador respeitado no partido e conselheiro de Estado poderia facilitar uma candidatura "de unidade" para estender o tapete vermelho do governo a Marcelo Rebelo de Sousa, quando fosse caso disso. Antecedentes históricos: há 30 anos, Sá Car- neiro era primeiro-ministro e quem tratava do partido era Nascimento Rodrigues.

 

Solução híbrida? Um Presidente e um candidato a Primeiro-Ministro? Mais um caminho, seria também mais um interessante debate.



uma psicose de Diogo Agostinho às 15:41
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Aguiar Branco também na corrida...

 

«Há quem esteja para mudar, há quem esteja para romper, eu proponho-me unir»

 

Não há fome que não dê em fartura...Depois de Pedro Passos Coelho, Castanheira de Barros e Paulo Rangel, temos agora Aguiar Branco. Há mais algum militante por aí candidato? Este é para mim o tempo certo para quem se considera capaz de apresentar soluções para o Partido e sobretudo para o País avançar.

 

Este é momento da divisão natural.



uma psicose de Diogo Agostinho às 15:33
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O Sol da Candal e o seu efeito no PSD ;)


uma psicose de jfd às 07:44
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