Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009
Adeus 2009, não me deixas saudades :P


uma psicose de jfd às 21:34
link directo | psicomentar

Coordenação de S.Pedro com a Protecção Civil mostra falhas inaceitáveis

Comerciantes obrigados a despejar lojas

Polémica em torno do alerta de cheias no Douro

 

 

 

 

 

Sendo eu de Santarém, o fenómeno das cheias não é propriamente novidade para mim. Embora - excepção feita a uma festa de Passagem de Ano em que ia ficando isolado - nunca as tenha sentido na pele (e ainda bem: à altura que eu moro, se tivesse sentido queria dizer que uma boa parte de Portugal já só falava glu glu).

 

Tendo dito isto, conhecia uma senhora que morava na Ribeira de Santarém e, cada vez que ouvia o aviso de cheias, lá ia ela levar as coisas para casa da vizinha no 1º andar. Sem chatices. Era uma coisa que se fazia como ir ao super-mercado quanto se acabava o detergente.

 

Tendo dito isto, claro que não se pode exigir a ninguém que encare uma cheia com a serenidade ribatejana de quem viveu toda a sua vida assim. Mas daí a acusar a Protecção Civil de "alarmismos desnecessários" só porque algo de tão imprevisível como uma cheia não se concretizou...

 

E para os que se queixam dos prejuízos causados pelas medidas de prevenção que adoptaram, deixo duas sugestões:

 

- perguntem às pessoas que de facto tiveram as casas e negócios inundados se elas se sentem mais satisfeitas por nos casos deles a previsão se ter concretizado;

 

- para a próxima vez que orem avisados, não façam nada (e cancelem o seguro contra cheias, que ainda atrai o azar).


:
: Hazard - Richard Marx

uma psicose de José Pedro Salgado às 18:45
link directo | psicomentar | psicomentaram (1)

Onde é que eu já ouvi isto?

 

Novo vírus da gripe na Ásia é nova ameaça de pandemia


:
: Influenza - John and Ruby Lomax

uma psicose de José Pedro Salgado às 15:30
link directo | psicomentar | psicomentaram (1)

Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009
Negócio é negócio!

Cristiano genera unos80 millones al año

 

Hoje saíu um estudo no Jornal As de Espanha que revela que a marca "Cristiano Ronaldo" vale 80 milhões de Euros/ano.

 

Quanto foi mesmo que pagaram ao Manchester por eles? 94 milhões? Trocos...de facto, negócio é negócio e este é bem rentável para os lados de Madrid. Não admira a vontade de certos Sheiks em adquirir o clube.



uma psicose de Diogo Agostinho às 08:16
link directo | psicomentar | psicomentaram (1)

Terça-feira, 29 de Dezembro de 2009
Cuecas o 12/25/09 & eu...

Fui dia 22 para os Estados Unidos. Em casa, e porque sou natural de Portugal já me tinha preparado com o meu ESTAS para poder entrar de novo naquele País.

Em Lisboa, no Aeroporto a segurança normal no que concerne a voos para os EUA, embora com origem no terminal 2 pois o primeiro destino seria Ponta Delgada.

Na chegada, na fila da alfândega o vídeo sobre a segurança, sobre a diversidade americana e sobre os procedimentos. Lavagem cerebral dizia-me um amigo ;)
Algumas questões, verificação do passaporte electrónico e depois de ficarem de novo com as impressões digitais da mão direita inteira incluindo dos 5 dedos, lá se leva o carimbo e os papéis preenchidos no avião... E pronto. Passa-se por mais um controle de segurança e estamos nos EUA. Agora sim, já podemos ligar telemóveis e afins sem temer que polícias e seguranças nos agarrem sem ai nem ui.
O hotel localizado no aeroporto de Logan, tem ligação directa. O caminho é sempre o mesmo, ou de shuttle ou então a pé. Vamos a pé e passamos de novo pelo memorial do 11 de Setembro, pois dali tinham partido alguns dos terroristas.
Dias depois a notícia no telejornal. O burburinho normal num hotel em que facilmente 50% da ocupação é composta por tripulações. Era dia 25 de Dezembro e alguém tinha tentado explodir as cuecas num voo da Delta.
Logo de imediato o aeroporto por onde passava várias vezes por dia a caminho do shuttle, ou do metro enche-se de repórteres do Channel 7 e de sirenes e de polícias e mais seguranças. Aparentemente dá a sensação de mais segurança. Mais pessoas estão paradas nos check-in... Embora seja altamente eficiente no que toca à divisão por terminais/companhias, e mesmo com o mau tempo e etc., as coisas ficam ainda mal paradas no aeroporto.
Começam as notícias de que as pessoas não se vão poder levantar na última hora do voo, nem ler nem ter mantas ou almofadas. Aumentam os cães, mas não podem ser muitos porque são poucos os que estão em “casa”. A polícia e as sirenes ligadas são omnipresentes. As pessoas enchem-se de paciência. Adicionando aos sucessivos nevões, agora a necessidade de segurança.
Segurança essa que falhou em AMS. Ou será que não? Seria provável apalpar as jóias da família do senhor para descobrir o tal “engenho”?
Uma coisa é certa. Voar é cada vez mais trabalhoso do que fonte de prazer... E por culpa de quem?
Estereotipar é feio.
Nem todos os Muçulmanos são terroristas. Mas todos os que me recordo têm sido Muçulmanos...
E de resto o que vai acontecer no mundo? A Al-Qaeda diz que mais virão, que agora foi apenas um teste... Como evitar? Como acalmar um mundo ocidental em constante paranóia?
Voltei ontem para Portugal. As minhas malas de mão apenas passaram nos RX. Tive de tirar os sapatos como sempre, e colocar tudo na máquina. Fora isso nada demais. Afinal o stress é só dentro dos EUA. De que vale tanto histerismo? De que valerá não ser histérico?
Para mim é tudo fogo-de-vista. Afinal o senhor estava referenciado nos sistemas como potencial qualquer coisa... E isso falhou. Tudo o resto é conversa. E ao fim ao cabo quem é culpado?
É quem está no topo.
Shame on you President Obama.
 


uma psicose de jfd às 19:05
link directo | psicomentar | psicomentaram (17)

Robin Hood: Justiceiro ou Desordeiro?

Todos vós conhecem a história de Robin Hood, o justiceiro que tirava aos ricos para dar aos pobres. Também conhecem a história do BPP - Banco Privado Português .

Pois bem, se já estava convencida que a Justiça em Portugal é um mito, uma "urban legend", agora estou ainda mais convencida.

 


Habituámo-nos a ver manifestações que acabavam em mortes por todo o mundo. Em países com regimes totalitários ou tendencialmente totalitários, a desobediência civil era e é comum, quando a população se apercebe que os seus direitos não são reconhecidos e respeitados.


Para nós, uma manifestação é algo natural. Ninguém necessita de manifestações ilegais, quando podem fazer-se ouvir através de manifestações autorizadas. Contudo, os mecanismos que servem para a promoção e salvaguarda de direitos no nosso país têm vindo gradualmente a falhar. Onde está o nosso sistema judicial quando procuramos igualdade e justiça? E o que é que o nosso sistema político e legislativo, Governo e Parlamento, Estado no geral, tem feito pela nossa Justiça?


Hoje fiquei chocada. O BPP está a desintegrar-se e como tal, alguns clientes, cujo lucro e poupanças foram depositados num Banco aparentemente idóneo (esperava-se que o Banco de Portugal existiria para fiscalizar e assegurar que as condições necessárias ao funcionamento do banco fossem cumpridas), decidiram barricar-se ontem na sede do Banco no Porto.

 

Na minha opinião, o Estado devia intervir de uma forma mais positiva. Afinal de contas, estas pessoas estão só a revindicar o que é seu. Ou estarei enganada?

Para perceberem o meu choque aconselho-vos a ver o vídeo e a ler o artigo.


"Clientes do BPP dizem ter sido ameaçados com carga policial"

 

 

 



uma psicose de Essi Silva às 18:12
link directo | psicomentar | psicomentaram (13)

Boas Festas by TAP & ANA

É bom ver, sabe bem e enche de orgulho!

E o que se falou disto por aí fora!

 

 



uma psicose de jfd às 11:23
link directo | psicomentar | psicomentaram (4)

Sábado, 26 de Dezembro de 2009
2010 - Ano Novo, Velhos Problemas

 

Estamos a 5 dias da Passagem de Ano. Muitos de nós preparam as resoluções de Ano Novo. O que queremos realizar, os vícios que queremos deixar, etc.


Para quem espera que o Ano Novo traga mais soluções para a crise económica e para o desemprego, nomeadamente através de grandes obras públicas, aconselho que acorde desse sonho. Apesar do sector da construção ser um dos mais afectados pela crise, estima-se que 2010 se faça acompanhar por um aumento significativo do desemprego, em todas as áreas. Isto quer dizer que não há TGV, nem aeroporto, que nos salve da nossa maior epidemia - o desemprego. Lamento que as obras públicas como diz Sócrates, não sejam mais que um sonho tão cor-de-rosa como o casamento homossexual.


E por falar nisto, parece que o casamento entre pessoas do mesmo sexo ainda poderá levar ainda mais tempo a passar de sonho a realidade. isto porque estão já coligidas as 75 mil assinaturas necessárias para a petição e AR vai ser mesmo obrigada a debater a convocação de um referendo sobre o casamento entre homossexuais. A ideia será suspender (por enquanto, pelo menos), o processo legislativo.


Por outro lado, a nível político o próximo ano será uma incógnita. Sem contarmos com a ruptura nítida entre a Presidência da República e o Governo, temos vários problemas em cima da mesa. 1- Irá Cavaco Silva dissolver a Ass. da República, governada não por um mas por 5 Governos? 2- Se o fizer, terá de Março a Setembro como limite temporal (já que a Assembleia da República não pode ser dissolvida nos seis meses posteriores à sua eleição nem no último semestre do mandato do Presidente da República). 3 - Mas mesmo que o faça, o PSD precisará dum cabeça de lista para as eleições, tarefa ainda mais difícil mediante a crise sucessória em que se encontra. 4 - E mesmo que o PSD ganhe, tendo em conta as últimas eleições legislativas, pressupõe-se que o PSD para governar necessitará de coligar-se com o CDS. Coligação essa, que poderá não ser suficiente para aprovar leis na AR sem algum apoio do BE ou do PCP.


Quanto a mim, não estou com muito optimismo face a 2010. Mas será que é melhor sermos optimistas ou realistas face ao Ano Novo?

 

 

 



uma psicose de Essi Silva às 20:40
link directo | psicomentar | psicomentaram (11)

Vai mas'é trabalhar!..

 

AEP quer reduzir feriados em nome do combate à crise e ao desemprego

 

Nem de propósito, tenho estado a seguir um muito interessante debate neste sentido, feito pela Economist. Para quem preferir o Facebook ou ou Twitter, também se arranja.


:
: Edith Piaf - Je Ne Veux Pas Travailler

uma psicose de José Pedro Salgado às 13:26
link directo | psicomentar | psicomentaram (1)

Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009
Haja saúde

 

De facto, nesta vida diária, vivemos sempre a correr. Sempre em stress, sempre em guerras e guerrinhas, sempre com o tempo contado. Ganhamos dinheiro, vencemos competições, perdemos tempo a dançar ou a beber copos. Vamos jantar fora ou apenas cozinhar em casa. Vamos às aulas, ou ficamos a dormir até tarde. Vamos ao bar da escola, vamos a um bar novo que abriu. Namoramos, casamos. Temos filhos. Vivemos a vida a Mil. Mas só o podemos fazer realmente se existir o bem mais precioso de todos: Saúde!

 

Podemos ter mil prendas, mas se não tivermos saúde para que servem? Haja saúde e todos os males se resolvem!



uma psicose de Diogo Agostinho às 07:36
link directo | psicomentar | psicomentaram (6)

Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009
Ai coragem, coragem...onde andas?

 

Marcelo Rebelo de Sousa defendeu, este domingo à noite, no seu programa de análise política na RTP1, que um congresso extraordinário social-democrata, ainda antes das eleições directas no partido, será um presente para José Sócrates e o Governo socialista.

 

O Senhor Professor deixa a coragem para os Domingos ou vai lá dizer de sua justiça?



uma psicose de Diogo Agostinho às 08:07
link directo | psicomentar | psicomentaram (8)

Sábado, 19 de Dezembro de 2009
A Culpabilização do Ocidente

 

O Presidente Lula tem desiludido nos últimos tempos. Todos sabemos do seu passado de sindicalista e também podemos tolerar uma certa demagogia de guerra de classes de modo a que o "presidente do povo" possa agradar ao seu eleitorado de esquerda mas se é verdade que na economia a sua presidência não tem desiludido, na vertente política externa, parece ir de mal a pior.

 

 

 

Porque é que ninguém se queixa, exceptuando alguns conservadores Brasileiros? Porque o Brasil é um jogador de peso no palco internacional e o Estado Brasileiro pode-se dar ao luxo de algumas excentricidades por parte do seu líder.

 

A tolerância que o Brasil tem pelo Irão é um desses exemplos. O Irão patrocina o Hezbollah, grupo que é ferozmente anti-semita e que inclusivamente levou a cabo um atentado em Buenos Aires contra a embaixada Israelita e um centro cívico judaico. Nem vale a pena recordar que negociar com estados que patrocinam terrorismo é uma aposta arriscada para além de ser pouco ético.

 

Questão suplementar: Porque lida o Brasil com o Irão?

Depende o Brasil do petróleo Iraniano? Partilha o Brasil  a cultura do Irão? Algum interesse estratégico em jogo? A resposta é não. Quando muito poder-se-ia dizer que o Brasil prefere que o Irão e a Venezuela não colaborem tão estreitamente e que por conseguinte o Brasil assegura que Teerão não dependa tanto de Caracas. Mas mesmo nesta perspectiva, é incompreensível que o Brasil tenha palavras mais duras sobre certos países ocidentais do que aquelas que tem sobre o Irão.

         Será a candidatura do Brasil ao Conselho de Segurança da ONU que fará com que tente estreitar relações com todos os países e tendências ideológicas? Mesmo aí, o Irão está isolado e os votos do bloco Árabe seriam bem mais úteis do que os votos do bloco anti-Americano.

É difícil compreender como as relações entre o Brasil e o Irão não estejam alicerçadas no preconceito ideológico do actual governo de esquerda em Brasília.

 

Este preconceito foi muito claramente manifestado durante a última semana, na conferência de Copenhaga. É um preconceito de esquerda que por natureza atribui a razão àqueles que têm menos meios e menos capital, independentemente do objectivamente justo.

Na perspectiva de Lula, os países “ricos” têm a obrigação “moral” de ajudar os países “pobres”. Porque afinal, foram os países “ricos” que se desenvolveram à custa do clima. Quer isto dizer que o Brasil também vai indemnizar o resto do mundo por ter desflorestado a Amazónia? Não, porque o Brasil, apesar de desenvolvido, não é considerado “rico”…

É uma perspectiva gritantemente ignorante e arbitrária, baseada numa moral pervertida. É a apologia da moralização da história, da designação unilateral de “bons” e “maus” e da culpabilização destes últimos – muito reminiscente de W. Bush aliás.

Afinal, os países “ricos” têm muito pelo que pedir perdão e muitas dívidas para saldar. Têm que pagar pela colonização, pela escravatura, pelo genocídio dos povos nativos, e agora num contexto pós-moderno, pela poluição do mundo.

É um revisionismo barato que olvida que a escravatura já existia muito antes de a Europa se desenvolver, cujos pioneiros em África foram os Árabes e os próprios Africanos, que muitos povos nativos foram erradicados pelos “novos” e angelicais países independentes e não apenas pelas potências colonizadoras, que os Aborígenes na Austrália ou os Indonésios do Bornéu fizeram a sua quota parte da desflorestação.

 

Gosto muito do Brasil mas nenhum Brasileiro me dará a mim, lições de moral. Simpatizo com a causa da pobreza mas o síndroma de culpa de que o Ocidente parece padecer é demasiado arbitrário para que eu me identifique como responsável, simplesmente por existir e ser cidadão de um país Europeu.

 

Senhor Presidente, faça-nos a todos um favor, vá pregar para outra freguesia porque nesta não tem qualquer tipo de superioridade moral.

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 12:57
link directo | psicomentar | psicomentaram (5)

Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009
Grande, Grande e Grande

 

Hoje o nosso Presidente da República respondeu assim à questão do casamento entre pessoas do mesmo sexo:

 

«A minha atenção está noutros problemas, no desemprego do país, no endividamento do país, no desequilíbrio das contas públicas, na falta de produtividade e de competitividade do nosso país»

 

Certeiro! Preocupem-se com os nossos verdadeiros problemas.



uma psicose de Diogo Agostinho às 19:35
link directo | psicomentar | psicomentaram (4)

O que não faltaria...

 

Imagine um Primeiro-Ministro, que olhando para a sua agenda escolhe ir encerrar um evento partidário e chega atrasado 45 minutos a uma cerimónia com a polícia. No mesmo dia falha a reunião com o Senhor Presidente da República e ainda a tomada de posse dos novos membros do Conselho de Estado.

 

Imagine que era Primeiro-Ministro Pedro Santana Lopes. O tal, que porque não foi a um jantar social!!!!!!!!!!!! caíu o carmo e a trindade. Imagine!

 

Pois.

 

De facto, foi o Engenheiro Sócrates que não foi. O que não faltaria noutros tempos...



uma psicose de Diogo Agostinho às 13:17
link directo | psicomentar | psicomentaram (3)

ARREBATADOR!

                                      

 

Embora não seja frequente no Psico fazer-se referência a actividades desenvolvidas pelas associações académicas das diversas faculdades e universidades do país, vou aqui abrir uma excepção. Porque merece. Porque todos aqueles que nos visitam devem tomar conhecimento da capacidade empreendedora e de dinamização da vida académica que a nossa juventude demonstra. Por todo o país.

 

Ontem, na Faculdade de Direito de Lisboa, jantar de Natal e de comemoração do 95.º aniversário da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa (AAFDL). Cenário magnífico. Organização eficiente. Ambiente, pelo que tive a oportunidade de verificar, verdadeiramente arrebatador. Presença maciça de alunos. Com a presença de professores. Excelente convívio académico, segundo me dizem. 

 

Grande iniciativa! Jantar e exposição sobre aniversário da AAFDL de elevado nível. Também para entrar para a história desta respeitadíssima associação académica. Mérito (muito) de Cristóvão Marques e do presidente, João Ascenso (entre muitos outros). A demonstrar a força de uma associação académica que faz do pluralismo a sua pedra de toque, defendendo os interesses dos alunos e da academia - independentemente das contingências político-partidárias. E, como me dizia um professor há dias, a intromissão das juventudes partidárias, seja ela qual for, na AAFDL , acaba por revelar-se contraproducente. Registo. 

 

   


tags:

uma psicose de João Lemos Esteves às 11:46
link directo | psicomentar | psicomentaram (2)

O CAMINHO PARA O FUTURO DO PSD (II)

                                             

 

Finalmente, o bom senso e a lucidez começam a dominar as hostes sociais-democratas. Escrevi, há cerca de um mês, que, face às circunstâncias do partido e ao momento decisivo para o seu futuro que estamos a viver, não nos podemos precipitar para a realização de novas eleições, sem que estejam garantidas as condições mínimas de unidade e estabilidade para a próxima liderança. É preciso saber que caminho o partido deve trilhar. Que projecto defende para o país. Urge que, respeitando as saudáveis divergências entre os militantes, o partido consensualize um conjunto de princípios e valores fundamentais que nos mobilizem e unam para enfrentar com convicção os desafios que nos esperam. É isto que os portugueses nos exigem. Temos de estar à altura. Só assim confiarão em nós e no projecto político que nos personalizamos. 

 

Neste sentido, o apelo lançado hoje, no semanário SOL por Pedro Santana Lopes, reflecte que os militantes do partido, bases e os chamados "barões", sabem que acicatar ódios viscerais ou alimentar vinganças pessoais só conduzem à degradação institucional do partido mais português de Portugal. E é fatal para a democracia portuguesa - a oposição a Sócrates ficará concentrada nos extremos do sistema partidário.  

 

Seria positivo que o candidato que prepara a sua candidatura, com máquina e operacionais no terreno, há dois anos ininterruptamente, que exigiu a Ferreira Leite a maioria absoluta e a Rangel a vitória em plena campanha eleitoral, tivesse a coragem e a decência de se pronunciar sobre a realização de um Congresso para discutir ideias. A construção do nosso futuro começa agora. Já hoje. Não podemos esperar mais. Se for necessário recolher as assinaturas para a convocação do Congresso, então, podem contar comigo. Creio que podem contar com a grande maioria dos militantes sociais-democratas.

 

Sei que para alguns "pseudo-novos de Benfica", um Congreso para discutir ideias e projectos é uma ideia estranha e assustadora. Que pode estragar os seus projectos pessoais. Pois, não se pode discutir aquilo que (até agora) demonstram não ter - ideias e um projecto político para o país. Mas, o futuro do PSD e de Portugal está acima de qualquer interesse ou projecto pessoal de poder.

 

Deixo, pois, aqui mais uma vez o apelo para que Passos Coelho responda se é ou não favorável à realização de um Congresso pelo futuro.  O seu silêncio será ensurdecedor - e não se esconda no silêncio até à convocação de eleições (pois, se andou a fazer uma campanha paralela enquanto o partido se batia contra o PS, por que não fala agora? Por motivos estratégicos? Porque sabe que o seu conteúdo político é tão pouco que não aguenta tanto tempo de pré-campanha?).   Veremos, pela atitude,  se este" jovem" quarentão de Benfica está à altura da responsabilidade que é liderar o PSD. Por acção ou por omissão...



uma psicose de João Lemos Esteves às 11:00
link directo | psicomentar | psicomentaram (5)

Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009
Mau sismo nunca mais

PCP insiste em plano para reduzir vulnerabilidade sísmica

 

O de ontem foi grandinho, mas foi ao lado. Será que estamos preparados para um que acerte no vinte?


:
: Earthquake - John Williams

uma psicose de José Pedro Salgado às 20:57
link directo | psicomentar | psicomentaram (6)

Tardou mas chegou

O procurador Lopes da Mota, acusado de pressionar os investigadores do caso Freeport para arquivarem o caso, renunciou ao cargo de Membro Nacional da Eurojust, depois da secção disciplinar do Conselho Superior do Ministério Público ter decidido, hoje, aplicar-lhe uma pena de suspensão de 30 dias, das suas funções como magistrado.

 



uma psicose de Rui Cepeda às 09:03
link directo | psicomentar | psicomentaram (6)

Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009
Ora 3 x 9 = 27, certo?

 

Portanto, isto: "Olhando apenas para o território nacional, os 16 concelhos com menor poder de compra per capita em Portugal estavam, em 2007, situados na região Norte. Vinhais (45,88), Ribeira de Pena (46,34) e Sernancelhe (46,95) encabeçam um conjunto de 21 municípios com um Indicador per Capita do poder de compra que não chega a metade da média nacional. No topo, Lisboa mantém o primeiro lugar e 235,7 pontos. O concelho de Lisboa está 135% acima da média europeia, o Porto teve um avanço de apenas 70,5%, segundo dados publicados no final de Outubro pelo INE."


vezes isto: "O acordo, assinado ontem pelo Turismo de Lisboa (em representação dos municípios de Lisboa e Oeiras) e a Red Bull Air Race, demonstra "o desejo de que uma prova do campeonato internacional se realize sobre o rio Tejo na área entre a Torre de Belém e a Ponte 25 de Abril em 2010",


só podia dar nisto: "o Estado está preparado para a reforma "indispensável e urgente" da regionalização."

 

Certo?



uma psicose de João Marques às 21:29
link directo | psicomentar | psicomentaram (9)

Visão do Presidente da JP

 

 

Queria agradecer ao Psicolaranja o convite para escrever aqui. Acompanho o blogue, e notei desde sempre um saudável desprendimento da capa partidária nos seus escribas. Parabéns por isso!

 

A intervenção dos jovens na política começa, para muitos, ainda na escola ou na universidade, com a intervenção junto de associações de estudantes. Outros “acordam” para a política junto de amigos ou pela leitura de jornais e interesse na actualidade. Cada um de nós terá a sua história. Eu, por exemplo, vim a Juventude Popular pela mão de um amigo que me desafiou a, literalmente, tomar partido. Eu, que sempre debati, concordei ou discordei, discuti tudo e mais alguma coisa vi-me obrigado a anuir – para ser consequente devia assumir bandeira. Filiei-me na JP também porque, confesso a minha palermice, passava tardes a ver debates parlamentares na televisão e sempre me fascinaram.

 

Vejo a intervenção dos jovens na política como algo de natural. Não porque os jovens sejam especiais ou especialmente vocacionados para a política. Mas creio que os jovens têm muita vontade em questionar e tentar mudar o que os rodeia. Não acredito nas juventudes partidárias como veículos de acesso ao poder ou a uma carreira num partido – e convenhamos que na JP dificilmente se procura esse caminho – mas acredito que são um meio privilegiado para encontrar jovens que, dentro dum quadro ideológico comum, debatam as suas diferenças e encontrem caminhos comuns para propor ao mundo que os rodeia. O grande espaço de debate que as “jotas” proporcionam é o maior valor que lhes dou e o que mais me fascinou quando comecei a participar em actividades da JP.

 

Hoje em dia, esse espaço pode até estar ocupado pelas redes sociais e os blogues, que permitem esta interacção. Aliás, foi com a minha intervenção em blogues que vi crescer muita da minha consciência política. A janela para o mundo e para um sem fim de visões ideológicas e políticas que os blogues abrem, permitem enriquecer o espaço político e, ao mesmo tempo, mantêm uma independência notável em relação ao espaço político. Exceptuando certos casos, que aliás são rapidamente identificados pelos outros blogues e exceptuando os períodos de campanha eleitoral, não se verificam casos de presença dos partidos na blogosfera política dominante com a tentativa de a manipular. Acho portanto que entre blogues e organizações políticas se partilha um espaço que se interliga, sobrepõe, mas que ambos existem de forma independente, talvez complementar.

 

Entre blogues e twitter e as organizações políticas, temos hoje ao nosso dispor ferramentas inestimáveis de debate politico-ideológico. Cabe às “jotas” encararem o debate com algo de saudável e absolutamente necessário e cabe-lhes também ser o porta-voz dos seus militantes de uma maneira que estes sintam a utilidade da militância. E acredito no papel especial das juventudes partidárias, porque podem fazer a ponte entre esses jovens e as Assembleias de Freguesia, as Municipais e a da República, bem como com as Juntas, as Câmaras e o Governo e assim tirar frutos desse mesmo debate.

 

Não me arrogo o direito de falar em nome dos jovens. Mas em relação à Juventude Popular, aquilo que nos parece fundamental em relação às políticas de juventude é não tratar os jovens como uns coitadinhos, ou um lóbi que deve ser atendido por conveniência eleitoral. Nesse sentido, encaro aquilo a que normalmente se chama de “políticas de juventude” como redutoras e limitadoras da intervenção política dos jovens. Muitas dessas políticas servem para lançar dinheiro sobre as preocupações dos jovens mas acabam por não resolver problemas de fundo que sentimos no dia-a-dia, antes criando novos problemas. Assim, aquilo que penso que devemos atacar, são políticas de fundo que produzam efeitos a médio e longo prazo, criando condições para que os jovens de hoje tenham amanhã um país melhor. Políticas de flexibilização do mercado laboral, políticas de redução do peso do estado na economia, políticas de redução do deficit e da dívida pública são políticas de futuro que prometem, na nossa visão, resultados de que todos – logo também os jovens de hoje – beneficiarão no futuro.

 

Se gostarmos de chavões, podemos dizer que este século XXI promete ser o século das redes. Comunicação nas redes sociais e na Internet dominam os grandes eventos desde o 11 de Setembro até à morte de Michael Jackson. As organizações políticas não poderão fugir a essa realidade adaptando a sua maneira de chegar aos cidadãos. Quem o souber fazer melhor oferecerá o melhor serviço. E não vale a pena fazer de conta: só somos bons se satisfizermos os nossos militantes – somos também prestadores de serviços.

 

Michael Seufert

Presidente da Juventude Popular



uma psicose de PsicoConvidado às 11:27
link directo | psicomentar | psicomentaram (7)

A FESTANÇA DA DONA CONSTANÇA...

                                                     

 

O actual executivo socialista só tomou posse sensivelmente há dois meses. É suportado por uma maioria relativa no Parlamento -logo, presumia-se que iria compreender as novas circunstâncias políticas e mudar a atitude crispada que teve nos quatro anos de maioria absoluta. Mas não - está a acontecer precisamente o contrário.  O Partido Socialista entrou numa fase delirante e até as suas figuras mais sensatas e inteligentes cometem uma catadupa de erros políticos que chega a roçar o ridículo. Agora, foi António Vitorino que entrou na onda de loucura, afirmando que o Presidente, apenas por promulgar diplomas aprovados pela oposição no Parlamento, cola-se a ela. Ora, António Vitorino já foi assistente de Direito Constitucional na FDL e, em consciência, sabe que a sua afirmação não faz sentido nenhum - ao limite, ele, alto dirigente do partido que se proclama como pai da democracia e da liberdade, diz que o Parlamento é inútil, pois deve servir apenas para aclamar o executivo. O Governo lança os foguetes; o Parlamento faz a festa - obviamente, que numa democracia representativa, não é assim.

 

Então, será que a afirmação de Vitorino têm significado político? Têm. Repare-se que Vitorino tem funcionado como uma caixa de resonância da estratégia socialista. Logo, a tentativa de colagem do Presidente à oposição tem três significados:

 

1.º - Estratégia de vitimização que a máquina socialista tem utilizado à exaustão desde 2005. É impressionante! Nada é culpa do Governo; tudo é culpa ou da oposição ou da crise internacional. Sócrates é o maior; os outros são bestas. Se o Governo não conseguir levar a legislatura até ao fim, cumprindo, o seu programa político - a culpa será da oposição, de que o Presidente é um prolongamento;

 

2.º - Início da campanha eleitoral das presidenciais. Já não há dúvidas: o PS quer livrar-se de Cavaco. E querem começar desde já a desgastá-lo, aproveitando o episódio das escutas e a fase menos boa do presidente. Mais: o PS quer Alegre, que supostamente é da ala esquerda. Estranho? Não. Sócrates e Alegre são malabaristas u contorcionistas natos - apesar das suas divergências, conseguem sempre entender-se. Com a vitória de Alegre, a gestão da relação Governo/Presidente passa para o Largo do Rato. Sócrates, como sempre na sua vida, joga tudo no aparelho do partido...

 

3.º - Desvalorização da oposição parlamentar, em particular, do PSD. O PS pensa que é mais politicamente pagante atacar o PR em vez de criticar a oposição em concreto. Porquê? Porque não convém atacar a esquerda já - pode ser precisa para eventuais acordos parlamentares e (mais importante)  nas presidenciais para apoiar Alegre. Cheira-me que o PS vai ser suavezinho para a esquerda. Já quanto ao PSD, o objectivo é desprezar, ignorar Ferreira Leite. Não lhe dar importância. Nem dar demasiado protagonismo a Aguiar Branco. Ao mesmo tempo, que vão continuar a levar ao colo Passos Coelho que há muito que é o líder preferido do PS. E que tem beneficiado da benevolência da imprensa socialista ( vide o Diário de Notícias - que só por acaso foi amplamente elogiado por Pedro Marques Lopes esta semana. Só por acaso...). O Ps aposta forte na eleição de Passos Coelho - porque aí tudo será mais fácil,o PS vai entender-se com o PSD. Teremos um Bloco Central implícito.

 

E claro que António Vitorino, a D. Constança,  continuará a alimentar a festança. O país é que já não aguenta esta andança...


tags:

uma psicose de João Lemos Esteves às 09:35
link directo | psicomentar | psicomentaram (8)

Soares é fixe?

Quem é que vai atrever-se agora, depois de termos três eleições a deitar um Governo abaixo. O Governo não quer, porque quer cumprir a sua missão e os partidos da oposição também não, porque seriam castigados

in SAPO



uma psicose de jfd às 07:46
link directo | psicomentar | psicomentaram (5)

Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009
Carta ao Pai Natal

 

Querido Pai Natal,

 

Nesta época de Natal, peço desculpa vir assim tão em cima pedir-lhe um presente. Bem sei, que devemos sempre ser solidários e não pedir, mas sim dar. Dar o que temos e o que podemos, apoiar quem verdadeiramente necessita. Foi isso que aprendi, é nesse espírito que me dirijo a si.

 

Algures em Portugal, existe um Partido que vive numa situação de pobreza escondida. Tem propriedades e imensas pessoas a quem alimentar, tem pessoas que não se dão bem, tem pessoas que já nem ligam nas festividades, tem pessoas que se dão bem, mas por interesses, tem pessoas que precisam de um valente puxão de orelhas, tem pessoas que simplesmente fazem corpo presente, tem até pessoas interessadas, mas depois tem pessoas que estão apenas e só por interesses. Tem de tudo. Só não tem é pão. Com pão, de facto, iríamos conseguir contentar alguns, calar outros e atrair mais pessoas. Dirijo-me a si não para pedir pão. De facto, sempre fui contra "a papinha feita", prefiro ter as armas para depois lutar. Peço-lhe que neste próximo Natal, nos deixe na chaminé da São Caetano à Lapa (por acaso outra sede também não era mal pensado), um menino Jesus.

 

Alguém, que venha pôr ordem na casa, que nos venha devolver a esperança. Faz-nos imensa falta alguém com coragem. Alguém que nos inspire e que nos permita voltar a sonhar. Mas, querido Pai Natal, não queremos sonhar apenas para ir brincar aos governantes no Palácio do Zelélé, queremos voltar a sonhar para ajudar as pessoas a encontrarem mecanismos para terem o pão em casa. Faz-nos falta um líder de plenitude. Com ideias, arrojado, com determinação, um líder que nos represente e nos dê motivos de orgulho, um líder em que todos neste casa desarrumada olhem e queiram estar perto, queiram contribuir para o seu sucesso, sem os interesses mesquinhos e sem as briguinhas de crianças.

 

Querido Pai Natal, bem sei que nesta época os pedidos são muitos. Mas, um líder ali para o tal Partido Laranja, naquele País tão lindo e tão diferente, é mesmo urgente.

 

Cumprimentos,

 

Um laranjinha



uma psicose de Diogo Agostinho às 08:33
link directo | psicomentar | psicomentaram (7)

Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009
"passou de Action Man a Hello Kitty"

A mim não me choca nada que um Governante faça pelo povo que representa. O aproveitamento político da situação também me é tido como legítimo. Isto sim é a democracia. O parlamentarismo limiano. Sou totalmente a favor.

No que toca ao que diz o PS Madeirense, a história tratará de confirmar quem tem razão... AJJ não é nenhum parvo e a sua estremamente hábil utilização de jogo e estratégia política já deveria ser bem conhecida pelos do costume...

 

A oposição a Alberto João Jardim tenta capitalizar a cedência do Governo central ao Governo Regional no orçamento de Estado. O Partido Socialista local diz, mesmo que, o histórico líder «passou de Action Man a Hello Kitty». E explica porquê. «Estamos habituados a ver o senhor presidente como uma espécie de Action Man, um homem rude, intolerável, sempre insultuoso com a república, mas de repente se transformou numa espécie de Hello Kitty, queridinha, amorosa, em que está disponível para fazer tudo e mais alguma coisa», disse o deputado Carlos Santos, no Parlamento Regional.
Recorde-se que o presidente do Governo Regional defendeu um diálogo sem conflitualidade, alegando que o diálogo não é sinónimo de fraqueza. A Assembleia  Legislativa da Madeira discutiu esta segunda-feira o Orçamento Rectificativo da Madeira para 2009, através do recurso ao endividamento no valor de 79 milhões de euros. Inicialmente no valor de 129 milhões de euros, esse montante foi reduzido para 79 milhões de euros tendo sido aprovado sexta-feira na Assembleia da República com os votos do PSD e do CDS/PP e a abstenção dos restantes partidos.

 

 



uma psicose de jfd às 20:08
link directo | psicomentar | psicomentaram (5)

Barack W. Obama?

Obama recebeu o prémio Nobel em Oslo. Talvez os anfitriões pensassem que iriam ouvir um discurso anti-Bush ou sobre o caminho para o pacifismo. Não, não foi disso que ele falou.

Obama falou daquilo que muitos já falam como sendo a sua doutrina no que toca à política estrangeira; A Guerra Justa – muito mais que amontoados de clichés e lugares comuns bons para serem ditos em qualquer encontro de apoiantes das artes bélicas.
Obama com coragem, determinação e a mesma eloquência de sempre dirigiu-se à assistência que ali estava para o ver receber o prémio Nobel da Paz como aquilo que é; um Presidente que é o comandante-em-chefe de duas frentes de Guerra e que para uma delas acabou de ordenar o envio de mais 30k tropas. Mas sem o floreado, o jeitinho à palma fácil e a falta de substância de tempos anteriores. Para mim, não me faz sentido que já o chamem de neoconservador ou de Barack W. Obama. É diferente, muito diferente. E para se sentir e ver quão diferente é, oiça-se e leia-se o discurso. Enquadre-se no contexto actual e tenham-se em conta as acções que este Presidente já tomou relativamente a estas duas desnecessárias e estúpidas guerras...
Mas até eu tenho de concordar com Obama que diz mais ou menos isto (minha tradução);
Entender a necessidade da Guerra é o reconhecimento da história, das imperfeições do Homem e dos limites da Razão.
Katic Couric dizia nessa noite na CBS que justificar a Guerra enquanto se recebe um Prémio de Paz é uma dicotomia estranha, mas é uma dicotomia que captura o complicado Mundo em que ele e nós habitamos.
E como dizia o John Stewart na pós-entrega do prémio, no seu Daily Show; Quando pensamos que o perdemos, ele vem e agarra-nos de novo...
E de que maneira... Os maiores pundits da direita e cuja opinião vai para lá do criacionismo e racismo ficaram totalmente rendidos ao discurso de aceitação, os de esquerda fora os que o acusam de ter caído para o lado de Bush idem idem aspas aspas...
Pelo Mundo fora felicitações sensatas e sentidas.
É assim Barack Hussein Obama

 

Recomendo dois pontos de vista que julgo serem interessantes, o primeiro mais conservador o segundo mais liberal;

http://www.thedailybeast.com/blogs-and-stories/2009-12-13/the-war-we-have-to-win/2/

http://www.slate.com/id/2238091/

 

 



uma psicose de jfd às 19:41
link directo | psicomentar | psicomentaram (17)

Indecente!

 

 

É indecente, quando o ser humano usa métodos como estes para travar quem discorda de si. É indecente e tem que ser penalizado. Bem penalizado. Ninguém merece isto. Acho ainda mais incrível, certas pessoas andarem pelos facebooks e forúns a dizer que Berlusconi devia ter apanhado mais.

 

Assistir a isto, é assistir ao grau zero da raça humana, por mais motivos ou opiniões que existam contra o senhor...

 



uma psicose de Diogo Agostinho às 08:15
link directo | psicomentar | psicomentaram (13)

Habituem-se!!

 

Parece que as eleições de dia 27 de Setembro não existiram. Anda aí um coro de ofendidos, a bradar para todo o lado. Ele é pedidos ao Presidente da República, ele é choradinho que não deixam governar, ele é ataques ferozes à oposição.

 

Mas, depois de 4 anos de Maioria Absoluta, será que o Partido Socialista não percebeu que agora as condições mudaram? Bem sei que não foi pelo PSD, já que a votação que teve aumentou 0,3%. Mas, agora podem vir os Vitorinos, os Lacões, os Lellos, os Almeidas Santos, podem vir todos. O que conta é a capacidade de governar um país fazendo acordos, fazendo cedências, na tentativa de encontrar pontos comuns com as restantes forças políticas. E acima de tudo, agora é necessário respeitar as restantes forças políticas, sem a altivez do cheque em branco do Parlamento.

 

Caros Socialistas: HABITUEM-SE!!!



uma psicose de Diogo Agostinho às 08:11
link directo | psicomentar | psicomentaram (8)

Domingo, 13 de Dezembro de 2009
Paul Samuelson...

 

O economista Paul Samuelson morreu, este domingo, aos 94 anos de idade, na sua casa no Massachusetts, nos EUA, indicou o Massachusetts Institute of Technology (MIT). 

 

Fonte: TSF

 

Para quem estudou economia, a capa do livro que ilustra este post era uma referência na ciência (livro publicado pela primeira vez em 1948). Para quem concordava e para quem discordava.

 

Samuelson foi um dos mais prolíficos economistas do Sec XX. A sua obra foi desde a sistematização das teorias de Keynes (na chamada "Sintese Neo-Clássica") até às bases da teoria de opções financeiras (quando recuperou os escritos do francês Louis Bachelier e os desenvolveu), passado pela Macroeoconomia onde foi pioneiro em novos modelos que hoje temos como geralmente aceites e fundamentais. Foi o Pai do uso da "estática comparada" e do uso dos modelos de "equilibrio geral".

 

Morreu uma das últimas referências da "época de ouro da alta teoria" da ciência. Um dia de luto para a "dismal science".


:

uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 23:49
link directo | psicomentar | psicomentaram (12)

Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009
A cultura da promoção da incompetência

 

O que é que acontece quando um alto funcionário do país incumpre as suas funções, beneficiando os seus em prejuízo da verdade material e do sentido de Estado, ficcionando hipóteses de défices de que nem Lewis Carroll se lembraria e quando adormece perante atropelos graves e notórios da regulação bancária, que lhe compete, em última instância, controlar?

No fundo, o que é que acontece a um "Boy"?

Um "Job" obviamente, com promoção se não se importam...



uma psicose de João Marques às 18:22
link directo | psicomentar | psicomentaram (11)

Não sabia que organizavam cerimónias...

gay-wedding-cakae.jpg

Casamento gay em conselho de ministros para a semana


:
: Here comes the Bride - Richard Wagner

uma psicose de José Pedro Salgado às 09:22
link directo | psicomentar | psicomentaram (10)

Quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009
Bem-vindos ao circo

 

 

 

Maria José Nogueira Pinto chama «palhaço» a deputado do PS
 
A primeira audição da Comissão Parlamentar de Saúde ficou hoje marcada por uma troca de ofensas entre a deputada social-democrata Maria José Nogueira Pinto e o deputado socialista Ricardo Gonçalves que levou o presidente a ameaçar suspender os trabalhos.
 
In Sol
 
Por já não estar tão à direita, terá Maria José Nogueira Pinto confundido a Social-democracia com Anarquia? Ou discusão com falta de educação?


uma psicose de Beatriz Ferreira às 01:21
link directo | psicomentar | psicomentaram (28)

Terça-feira, 8 de Dezembro de 2009
Renault-Nissan;Renault-Nissan;Renault-Nissan;Renault-Nissan

Riddle me this riddle me that;

Quantas vezes mais irá o nosso Primeiro inaugurar este noticia? Fazer dela uma festa?

Vivam os carros com bateria claro está! Vivam as baterias! Vivam as fábricas e os empregos!

Vivam as vantagens comparativas(!)

Mas a que custo para o nosso rico Portugal?

 



uma psicose de jfd às 20:08
link directo | psicomentar | psicomentaram (9)

Gone


Porque também a morte se relembra, cumprem hoje 29 anos do assassinato de John Lennon.

uma psicose de Paulo Colaço às 14:59
link directo | psicomentar | psicomentaram (3)

Estamos feitos ao bife!

A agência de rating Standard & Poor’s (S&P) baixou ontem de "estável" para "negativa" as perspectivas sobre o risco de incumprimento das obrigações decorrentes da dívida pública portuguesa, que, segundo todas as previsões internacionais, poderá rondar os 90% do Produto Interno Bruto (PIB) dentro de dois anos.
A S&P não acredita que Teixeira dos Santos consiga reduzir o défice, "num ambiente de baixo crescimento, particularmente sem uma maioria absoluta". O Ministério das Finanças diz que esta revisão resulta das condições económicas decorrentes da crise mundial.

 In CM



uma psicose de jfd às 08:24
link directo | psicomentar | psicomentaram (4)

Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009
De boas intenções...

Pois é...

Lendo este report do Daily Telegraph percebe-se que no melhor pano cai a nódoa!

É chato, vergonhoso ou necessário?

 

Copenhagen climate summit: 1,200 limos, 140 private planes and caviar wedges
Copenhagen is preparing for the climate change summit that will produce as much carbon dioxide as a town the size of Middlesbrough.

 



uma psicose de jfd às 11:05
link directo | psicomentar | psicomentaram (14)

Que caminho?

 

 

Vivemos hoje um tempo de esquizofrenia do PSD. O debate que deveria existir, não o vejo, a proclamação de opções não as encontro. O vazio de poder de uma liderança em clara dificuldade vai sendo ocupado por um líder parlamentar.

 

Esta semana no Sol, Pedro Santana Lopes referia algo como: 

 

"Já repararam que não há causa nenhuma que una os sociais-democratas? A esquerda é pelo aborto, o CDS é contra– e o PSD dá liberdade de voto.

A esquerda é pelo casamento dos homossexuais, a direita _é contra – e o PSD não tem_ posição.

A esquerda é pela liberalização do consumo de drogas (e mesmo por alguma descriminalização de certo tráfico), o CDS é proibicionista – e o PSD tem de tudo, como na botica.

O PS (e a esquerda, em geral) é a favor do Rendimento Social de Inserção, o CDS é contra – e o PSD não se sabe bem.

Afinal, o que distingue, o que mobiliza o PSD?

O PSD e o PS são partidos cada vez mais parecidos. Preocupam-se, sobretudo, com o Estado e as suas instituições, no que respeita ao funcionamento interno e às relações entre si. Mas cuidam pouco de mudar o Estado e as instituições, e de assegurar que sejam eficazes."

 

Nesta fase vale o que vale esta chamada de atenção. Mas esta ideia existe e demonstra que estamos e precisamos de uma abanão. De um Congresso? Se calhar. Mas acho que estamos a precisar de voltar a gostar de Política. De voltar a estar cá pelo bem comum e não como gatos assanhados a lutar por poleiro. É preciso militância. Miltância pura. Somos o maior Partido Português com mais militantes, com mais massa crítica e perdemo-nos em guerras e ódios que não nos levam a sítio nenhum. Chega de barões e tubarões. Chega de divisões estéreis, discuta-se rumos e caminhos e não apenas nomes. Parece-me claro que o ambiente não é saudável. Este Partido carece de uma terapia de grupo.



uma psicose de Diogo Agostinho às 08:00
link directo | psicomentar | psicomentaram (18)

PASSOS PERDIDO - RETRATO DE UM CANDIDATO

                                            

 

Domingo, dia 6 de Dezembro de 2009. Dia horriblis para Passos Coelho: confirmou-se a sua falta de peso político e capacidade para congregar  e liderar o PSD. A sua entrevista passou, em termos mediáticos, despercebida. Com uma excepção: a crítica que faz a Marcelo Rebelo de Sousa. COnclusão: Passos Coelho para se afirmar precisa de recorrer, em termos desprimorosos, ao nome do Professor. À escala nacional - para além da realidade específica da vida interna do partido -  Coelho é  politicamente pouco relevante. Da sua entrevista, devidamente dissecada, não fica uma única ideia relevante para o futuro do país.É um conjunto de ideias feitas, frequentemente pela negativa - o que não se deve fazer. É pouco. Muito pouco para quem almeja ser o líder da oposição - e muito provavelmente ser o próximo Primeiro - Ministro de Portugal.  Mais curioso é verificar que quando Passos Coelho afirma algo pela positiva , limita-se a recuperar as principais bandeiras de Ferreira Leite: suspender as obras públicas de grande dimensão, prioridade é reduzir a despesa (o nosso jovem com mais de 40 anos nem diz como),  regionalização sim, mas não agora; atrair capitais internacionais (como? - não responde). Ora, estas ideias representam o cerne do programa da actual direcção do PSD que os portugueses rejeitaram nas últimas legislativas!

 

Por outro lado, Passos vitimiza-se de ser vítima de uma coligação negativa contra ele. O problema, todavia, é que ele não se consegue afirmar pela positiva. Isso é que é grave e o deveria incomodar. O problema é que Passos Coelho não revela a lucidez necessária para perceber que as suas contradições (e o tempo revela-as cada vez mais) diminuem a sua margem de manobra política. Há poucos meses, era a favor de entendimentos pontuais com o PS - agora, já admite votar contra o orçamento de Estado. Declara guerra aos velhos do Restelo e critica o passado recente do partido. Certo, mas será que Passos Coelho é capaz de se livrar da tutela político/programático/ideológica de Ângelo Correia (que foi o que lajudou a levar Menezes aos píncaros e depois o deixou cair) e de Mira Amaral? - duvidamos nós legitimamente. E Miguel Relvas, verdadeiro tenente que prepara as suas tropas no terreno, dado como seu fiel apoiante, não é uma figura importante do barrosismo, do tal passado recente? E o seu "liberalismo à portuguesa" - como apelidou uma jornalista - está escondido, à espera de melhor oportunidade? Sobre Passos, nada se sabe. É uma incógnita. Só há uma certeza: a única mudança que conseguirá protagonizar será uma mudança de estilo. Paradoxalmente, essa é a sua força - não ter  convicções permite-lhe andar ao sabor das circunstâncias, das conveniências do momento. Passos Coelho já o percebeu -logo,  aposta mais na forma do que no conteúdo.

 

Concluindo, a força de Passos é a imagem, a sua eventual e treinada telegenia, a boa imprensa que o apelida de jovem e renovação, sendo ele um produto do cavaquismo (não sendo um cavaquista - até aqui as contradições se revelam). Ideias? Zero. Convicções? Nenhuma. Ora, tal perfil, tal percurso faz-me lembrar alguém. Já descobriram? José Sócrates. Os seus percursos políticos são idênticos e pertencem, sensivelmente, à mesma geração. Será que queremos apresentar ao país uma laternativa política liderada por uma espécie de Sócrates 2? O PSD merece mais do que uma versão adocicada e não autêntica de Sócrates...  

 

 



uma psicose de João Lemos Esteves às 01:25
link directo | psicomentar | psicomentaram (40)

Domingo, 6 de Dezembro de 2009
Realmente! Quem é que eles pensam que são?

Sócrates acusa oposição de só dificultar trabalho do Governo

"O primeiro ministro, José Sócrates, acusou este domingo, os partidos da oposição de ainda não terem percebido que quem ganhou as eleições foi o PS."


:
: Don't stop me now - Queen

uma psicose de José Pedro Salgado às 22:35
link directo | psicomentar | psicomentaram (8)

Pedro Passos Coelho ao JN

Para quem se queixa de falta de projecto, de ideias e de garra.

Para quem não conhece e quer conhecer.

Para quem julga que conhece mas não conhece.

Para quem esperava pela entrevista depois das legislativas.

PPC one on one.

Cada um que tome a sua opinião, que faça o seu caminho.

O meu tem destino, cada vez com mais certeza.

  

Pedro Passos Coelho ao JN

 

Na primeira entrevista após as legislativas, Pedro Passos Coelho assume a candidatura a líder do PSD e desafia Marcelo a ir a votos. Alerta que Sócrates ainda não se demarcou do caso Face Oculta dando a sua palavra de honra e revela aspectos da sua vida pessoal.

Desafia os seus críticos a enfrentarem-no na luta pela liderança do PSD e considera que Manuela Fereira Leite deixou de existir politicamente. Adverte que o país pode estar à beira da ruptura e apresenta as linhas gerais de um caminho alternativo. (...)

 



uma psicose de jfd às 19:03
link directo | psicomentar | psicomentaram (13)

Racismo referendado, só para se dizer que é neutral :P

Há alguns anos atrás o Partido Suíço do Povo chocou com esta campanha:

 

Agora o Povo Suíço choca a Europa votando não às Torres Muçulmanas (Minarets em inglês não faço ideia como traduzir, faltei a essa aula de história no 9º ano!) em referendo.

Existem 4 torres destas naquele país. E a população muçulmana é cerca de 5%...

Dá que pensar na democracia popular não é? E na paranóia muçulmana também... Será que merecem?

Aqui ficam dois eloquentes exemplos da campanha pelo não:

 

Toda esta polémica mereceu elevado destaque no Daily Show de quinta-feira como podem verificar (aliás foi a minha fonte para a posta);

 

 

The Daily Show With Jon Stewart Mon - Thurs 11p / 10c
Oliver's Travels - Switzerland
www.thedailyshow.com
Daily Show
Full Episodes
Political Humor Health Care Crisis


uma psicose de jfd às 18:21
link directo | psicomentar | psicomentaram (8)

Notícias
Psico-Social

Psico-Destaques
Psicóticos
Arquivo

Leituras
tags
Subscrever feeds
Disclaimer
1- As declarações aqui pres-tadas são da exclusiva respon-sabilidade do respectivo autor.
2 - O Psicolaranja não se responsabiliza pelas declarações de terceiros produzidas neste espaço de debate.
3 - Quaisquer declarações produzidas que constituam ou possam constituir crime de qualquer natureza ou que, por qualquer motivo, possam ser consideradas ofensivas ao bom nome ou integridade de alguém pertencente ou não a este Blog são da exclusiva responsabilida-de de quem as produz, reser-vando-se o Conselho Editorial do Psicolaranja o direito de eliminar o comentário no caso de tais declarações se traduzirem por si só ou por indiciação, na prática de um ilícito criminal ou de outra natureza.