Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009
2011 já mexe...

 

 

Com as eleições Presidenciais como próximo passo no calendário político em Portugal, é interessante assistir às movimentações da Esquerda no nosso País.

 

Jaime Gama, com a nova versão no Parlamento sem maioria absoluta de nenhum partido, aparece. Demonstra agora um lado austero e rigoroso, com as viagens e despesas dos deputados da nação, e quer ser parte interventiva no debate e não apenas o senhor com um cronómetro na mão. Manuel Alegre, iniciou uma ronda pelo país, para medir o pulso aos seus apoios. Junte-se a estas movimentações as palavras de apoio de Correia de Campos e Lello a Gama, bem como notícias de desagravo de alguns deputados com a actuação de Gama e vemos que as primárias para Belém começaram à esquerda.



uma psicose de Diogo Agostinho às 08:08
link directo | psicomentar | psicomentaram (15)

Sábado, 28 de Novembro de 2009
A Ética Católica e o Desequilíbrio Normativo

 

Há algum tempo atrás, vi uma palestra de Ayn Rand, proferida nos anos 60, em que ela explicava a dicotomia Capitalismo Comunismo ironizando que a “moral mística do altruísmo” é nefasta não só para a economia mas também para as liberdades individuais.

 

A ideia que Rand tenta fazer passar é que a moralidade não é um bom guia para a economia, que é uma ciência. A economia é amoral e enquanto ciência tenta apenas optimizar a produção, distribuição e consumo de bens e serviços. Nada impede que façamos o nosso melhor para ajudar os demais na nossa vida privada mas sacrificarmos a nossa performance económica em nome de princípios metafísicos é derradeiramente contra-producente para todos.

 

Nos países protestantes, a ética e a moral incutem isto mesmo na sociedade e o equilíbrio entre meritocracia e solidariedade é deixado ao governo bem como às IPSS.

 

 

O problema dos países de ética católica está em que existe um claro desequilíbrio filosófico pois tanto o governo como a sociedade professam o altruísmo moralizador. A doutrina social da Igreja inocula-o há milénios e o socialismo moderno pratica-o no executivo.

 

A consequência directa deste facto é que os valores levam a uma desresponsabilização geral da sociedade. Em Portugal não há condenados em grandes processos judiciais porque o direito português é excessivamente garantista. Também as carreiras políticas são longas já que todos têm direito a uma segunda oportunidade. Finalmente, a competitividade é fraca porque o empreendedorismo e o risco são vistos com maus olhos e como tal as universidades produzem empregados em vez de investidores, o processo legislativo produz rigidez (para protecção) laboral em vez de flexibilidade de mercado (leia-se investimento).

A quintessência deste desequilíbrio é o Partido Socialista. O partido que lutou pelas liberdades cívicas contra o Estado Novo e em cujos ideais a actual constituição mais se inspirou. O partido que se bate pelas causas progressivas mas cujos líderes são católicos. O partido que promete o modelo económico sueco mas cujos militantes privam com Chavez e Castro.

 

Na verdade, o socialismo é forte em países latinos precisamente porque a ética social deriva da matriz cristã-católica que prolonga valores medievais como a nobreza ou o auto-sacrifício em prol do colectivo.

 

A mentalidade cívica é incipiente no nosso país que em vez de pragmaticamente escolher o menor dos males na urna, prefere esperar pelo estadista carismático providencial, abstendo-se ou votando em branco. Ela é incipiente pois sistematicamente escolhe o sonho dos “Estados Gerais” ou do “Choque Tecnológico” – na vertente do “New Deal”, “Great Society” ou “New Frontier” – em detrimento da realidade.

 

Manuela Ferreira Leite disse “Prometemos apenas aquilo que sabemos poder cumprir”, Cavaco que “Portugal não pode continuar (…) a endividar-se (…) ao ritmo dos últimos anos”. No lado do PS, Jorge Sampaio afirmou que havia vida para além do défice e Sócrates que tínhamos que ser positivos.

 

O PSD falava para os cidadãos responsáveis, o PS falou para os Portugueses…

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 08:41
link directo | psicomentar | psicomentaram (46)

Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009
Já não é novidade, mas continua a chocar...

A Espanha já é dada como novo (velho) parente pobre europeu. O modelo de crescimento espanhol é diariamente posto em causa. Pelos vistos, a argamassa e o cimento não bastam para construir um país.

Por cá, perante a crise económica, o governo quer ligar a argamassa e o cimento das obras públicas mais variadas com trilhos de caminhos de ferro estrangeiros. Não admira que o parente próximo do "novo" parente pobre europeu trilhe o caminho da mediocridade, o novo-riquismo tem um preço e não há Armani look que o esconda.



uma psicose de João Marques às 12:30
link directo | psicomentar | psicomentaram (10)

Ensino, superior?

Ao longo dos últimos anos de governação socialista, tem sido várias as facadas dadas no ensino superior.

Foi implementado um novo regime jurídico, cujo mérito maior passou por juntar toda a comunidade escolar contra ele, desde o CRUP, docentes em geral, não docentes e alunos.

O financiamento das instituições foi aumentado, mas os aumentos ficaram aquém do aumento das despesas correntes (aumentos salariais, e os descontos para a caixa geral de aposentações, que passaram a ser feitos directamente pelas instituições).

Foi dissolvido o órgão que avaliava o ensino superior, constituído um novo para o substituir, mas sem qualquer financiamento, portanto nos últimos anos não foi realizada avaliação!!!

 

Parece inacreditável vindo de um governo que muito fala em investigação e inovação...

 

É urgente uma politica de ensino superior de verdade!!! De verdade porque precisamos de uma verdadeira politica de ensino superior, ao contrario de uns protocolos que permitem atirar com os números de uns milhões e nomes como o MIT ou Harvard para a comunicação social! De verdade, por ter sido uma das palavras de ordem da ultima campanha legislativa do PSD, e tendo em conta que o PS não vai mudar o seu rumo (desastroso) e nenhum dos outros partidos tem visão e capacidade para inverter este infeliz estado de coisas...

 

A nossa rede de Ensino Superior publico é completamente incoerente. Fazer uma analise séria dela e ter coragem politica para fazer as mudanças necessárias seria certamente um bom começo!

 

Coragem também para admitir que nos proximos anos não vamos ter capacidade para financiar devidamente as instituições, e procurar soluções sérias para esse grave problema.

 

Eu sinceramente acredito que é possivel melhorar significativamente, e deixo desde já algumas sugestões. Promover a optimização de fundos e meios humanos atraves da re-estruturação da rede de ensino superior publica com fusão de cursos e instituições. Iniciar um processo de avaliação com a participação das Ordens e sempre que possivel baseados em standards Europeus. Promover a descriminação positivas das instiuições que conseguem certificações internacionais.



uma psicose de Rui Cepeda às 02:02
link directo | psicomentar | psicomentaram (9)

Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009
Marretas assinalam o aniversário da morte de um semi-deus


uma psicose de Paulo Colaço às 03:00
link directo | psicomentar | psicomentaram (8)

Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009
Parece que o Socas perdeu uma boa oportunidade...

De mandar suspender o seu boy antes de a justiça lhe apanhar o passo.

Senhor Primeiro Ministro vamos de mal a pior... Que nódoa que cai no Governo pelas acções tomadas relativamente à REN no que toca à Face Oculta...

No que vai dar isto tudo?

Numa maioria absoluta para o PS? Será isto que "estrategam" os grandes masterminds da política rosa lá para os lados do Rato?

:P



uma psicose de jfd às 20:10
link directo | psicomentar | psicomentaram (10)

34 anos de democracia

 

Hoje, dia 25 de Novembro, celebra-se a democracia!

34 anos após a efeméride que hoje se assinala e que marca o fim de um dos períodos mais "complicados" da história nacional, muito ainda está por fazer...

 

Na ordem do dia está a questão da corrupção, com a proposta do PSD, de criação de uma Comissão Parlamentar.

Não creio que seja essa a solução, até porque já existem organizações que procedem objectivos semelhantes aos que pautariam a actividade de uma eventual comissão parlamentar. A questão da eficácia destes conselhos ou seja o que for já é outra conversa...

 

Facto é que a corrupção continua a minar a Democracia.

Todos os governos se assumem paladinos da luta contra a corrupção, mas vão faltando acções concretas...

Casos mediáticos aliados à conhecida morosidade dos processos são pilares de uma autêntica crise institucional que resulta, invariavelmente, na descredibilização da Justiça e da política.

Não tenho a solução, é certo, mas uma verdadeira luta anti-corrupção terá de passar, sempre, por um combate a um clima de impunidade que reina em determinados meios políticos e círculos de uma mais forte capacidade financeira.

 

O combate à corrupção é, hoje, um verdadeiro desígnio nacional, como em Novembro de 75 foi a luta pela democracia.

Falta, apenas, a coragem política... Que esta data sirva, quanto mais não seja, para recordar aqueles que nos governam, os valores que presidem ao simbolismo deste dia, tristemente esquecido e secundarizado por uma classe política que ainda não soube honrar a história da democracia.

 

P.S.(Post Scriptum, entenda-se): Não posso deixar de felicitar o 31 da Armada pelo terceiro aniversário e pela merecida homenagem ao Coronel Jaime Neves.

Nos grandes momentos da história, relevam-se grandes homens. Fica a minha humilde homenagem a alguém a quem devo a democracia em que nasci.



uma psicose de André S. Machado às 19:56
link directo | psicomentar | psicomentaram (2)

Para o "feriado" de hoje: O Homem que salvou uma democracia

 

 

Perguntas de algibeira: Porque é que este senhor nunca foi promovido honorificamente ao contrário de tantos outros e porque é que hoje não é feriado?



uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 16:39
link directo | psicomentar | psicomentaram (10)

Lisboa a votos

 

 

Depois das eleições Europeias, Legislativas e Autárquicas, o PSD vive momentos de definição. Antes da decisão dos militantes para quem deve chefiar o nosso Partido, decorrem algumas eleições distritais.

 

Conversas de café, estados de alma falam em primárias em Lisboa, para definir a Nacional depois.

 

Em Lisboa, a segunda maior Distrital do País, apresentam-se dois candidatos: Carlos Carreiras e Bacelar Gouveia. Perante estes dois militantes que se candidatam quem deve liderar o PSD em Lisboa nos próximos tempos?

 



uma psicose de Diogo Agostinho às 13:00
link directo | psicomentar | psicomentaram (38)

Cheira-me a desafio...

  

Impostos. Sócrates diz que não sobe, peritos dizem 'impossível'


:
: The Impossible Dream - Mitch Leigh e Joe Darion

uma psicose de José Pedro Salgado às 09:56
link directo | psicomentar | psicomentaram (4)

Terça-feira, 24 de Novembro de 2009
I shot the Sheriff but I didn't shoot no deputy

 

O meu primeiro post para o Psicolaranja, ainda enquanto psicoconvidada foi subordinado ao tema da Justiça e Segurança.

 

Lia-se no Público esta manhã, que Portas defendeu que o próximo Orçamento de Estado “deve dar um sinal claro de que o Estado reconhece que há um défice de efectivos” nas forças de segurança. Pergunto-me se isso será suficiente.

 

Na altura apontei algumas medidas essenciais para que o nosso país deixasse de ter um sistema de Justiça que considero terceiro-mundista.

 
Mas que políticas têm sido tomadas ou anunciadas? Que ideias tem defendido ou proposto o PSD para assegurar um país mais justo, mais seguro? Será necessário ser o CDS a batalhar pelas questões  mais preocupantes da sociedade portuguesa?
 
Sejamos justos: mais efectivos não vão necessariamente criar mais condições de segurança, quando quem pratica um crime, seja de que natureza for, souber que se encontra numa situação de impunidade! Os agentes de segurança pública estão limitados pelas leis que especificam o âmbito das suas actuações e mesmo que não estivessem, a verdade é que o nosso sistema penal beneficia os responsáveis por crimes, i.e. os criminosos.

Então será que mais efectivos na PSP ajudarão? Um pouco. Mas esse contributo será o mínimo dos mínimos exigido e com o mínimo de contribuição para o verdadeiro problema: a Justiça não funciona e como tal deparamo-nos face à crescente situação de insegurança. Os polícias não são os incompetentes. Incompetente é o legislador e as suas leis, que impedem a Polícia (PSP, PJ, etc.) de agir de forma adequada às situações e de os apresentar à Justiça, até porque quando o fazem, a Justiça não serve os seus propósitos, ou seja, não pune adequadamente os crimes (às vezes nem os punindo).

E porque é que estamos face a uma situação que todos parecem querer resolver e ninguém resolve? Na Universidade de Verão ouvi alguém que passei a admirar profundamente a dizer algo tão simples como isto: "A Justiça não funciona porque os agentes políticos não querem, não convém a ninguém". Esta afirmação proferida pela Drª. Paula Teixeira da Cruz marcou-me. É verdade. Pergunto-vos, o que é que o PSD, o meu partido, tem feito para inverter esta tendência? Como é que o PSD tem fechado os olhos aos sucessivos golpes de impunidade que chegam aos mais altos dirigentes?
Serei eu a única a achar que é estranho que Bibi tenha sido o único arguido a enfrentar a prisão pelos seus actos? Ou que tenha sido ordenada a destruição das escutas que podiam indiciar corrupção e envolvimentos inadequados do nosso Primeiro Ministro?

Infelizmente a situação ameaça atingir proporções cada vez mais negativas. O cidadão comum é sujeito ao armazenamento da sua correspondência electrónica e telefónica durante certo período, de modo a detectar eventuais crimes, mas escutas feitas ao Primeiro Ministro são destruídas.
Daí que defenda que a solução está nos exemplos que damos, porque a forma mais eficiente de promover a segurança é através da prevenção, da coacção psicológica, das leis penais.
Por isso peço à nossa classe de políticos - penas mais duras, "Faces Ocultas", "Freeports" e "Casas Pias" mais transparentes e com resultados mais verosímeis e menos silêncio.
 
Estarei eu a exigir assim tanto?


uma psicose de Essi Silva às 22:43
link directo | psicomentar | psicomentaram (7)

Representa Ferreira Leite a Esquerda do PSD?

 

Qual a opinião dos leitores?

 

Tenho-me apercebido de que existe uma corrente de opinião que acredita que Manuela Ferreira Leite e os que a rodeiam, estão à esquerda do partido e ao centro do espectro político.

 

É isto verdade? É possível caracterizar os Ferreiristas deste modo?



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 15:58
link directo | psicomentar | psicomentaram (14)

Será um nome para o futuro?

 

António Mexia ocupa hoje o cargo de Presidente da EDP. Foi a semana passada recebido na Casa Branca, para transmitir à Administração Norte-Americana os compromissos da EDP, nas questões das energias renováveis.

 

António Mexia foi um bom Ministro num curto Governo. Desempenhou as suas funções com dignidade, é um gestor conceituado e um bom orador. A experiência de liderança quer na Galp, quer na EDP colocam-no com um capital de experiência que não deve ser desaproveitado. Conta ainda com um fenómeno interessante: boa imprensa.

 

Como aproveitar este activo do País? Bem, aí entra a motivação de cada um e a capacidade de se rodear das pessoas certas para avançar com as próprias ideias.



uma psicose de Diogo Agostinho às 08:05
link directo | psicomentar | psicomentaram (22)

Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009
Anheuser for President

=Spoiler Alert=

 

 

Sou da opinião que as megaproduções de Hollywood deixam sempre algo a desejar em termos de argumento. Quando contratam bons e famosos actores, as minhas suspeitas tornam-se certeza quase absoluta.

 

Levaram-me ao cinema este fim de semana. Nada me suscitou interesse e porque não estava com pachorra para ver mais um chick flick, decidi arriscar sozinho no 2012.

 

Saí a pensar que a experiência, apesar de tudo, poderia ter sido bem pior. 2012 desilude pela gigante previsibilidade e pela narrativa hollywoodesca a qual, como sempre baseada nas epopeias gregas, nos apresenta um herói encarnando os valores nacionais americanos. Todas as personagens moralmente reprováveis são punidas pelo destino – e sobretudo pela morte, nos filmes catástrofe – e os heróis moralmente rectos e fisicamente atraentes, vêem a sua conduta idealista recompensada.

 

2012 não é tão mau como poderia ser porque sendo um filme universal, no meio de todo o limar de arestas que o permitem ser um filme para toda a família, não deixa de fazer o espectador reflectir. Em 2012 não temos um mas sim dois heróis e correspondente quantidade de vilões. Para mais facilmente gerar empatia entre os espectadores, temos o average Joe, um pai americano a tentar salvar a família e temos ainda Adrian Helmsley (desempenhado pelo brilhante actor Chiwetel Ejiofor – fiquei fã depois dos primeiros 10 minutos do filme “Serenity”) o cientista que – verdadeira antítese Obamiana do Dr. Strangelove e talvez uma tentativa de purgar a imagem do génio maléfico de sotaque alemão – consegue salvar a humanidade enquanto seduz a filha do Presidente dos EUA. Do lado negro temos um multi-milionário Russo personificando o egocentrismo e o oportunismo, em tempos de tragédia, e ainda Carl Anheuser (interpretado pela belíssima escolha Oliver Platt - é preciso vê-lo em “Huff”), o Chefe de Gabinete do Presidente, que é representado como um maquiavélico cobarde.

 

Aquilo que é aberrante nesta narrativa em particular, é que sempre que o cientista Helmsley confronta o político Anheuser com os métodos inumanos que este último emprega, o político deixa o cientista sem palavras face aos seus argumentos. No entanto, a mensagem que passa é a perversidade de Anheuser e as boas intenções de Helmsley.

 

No clímax do filme, Anheuser recusa-se a autorizar a entrada no super paquete de fuga, a muitos milhares de refugiados quando faltam 15 minutos para o impacto do oceano que varre o mundo. O cientista Helmsley desafia a hierarquia do navio e exige que as comportas sejam abertas para acolher os refugiados, desencadeando assim uma sequência de eventos que acabará por pôr em perigo o navio americano bem como outros.

 

Por conseguinte, o espectador recebe a mensagem que os políticos são maus e que a hierarquia pode e deve ser desrespeitada em circunstâncias de catástrofe.

 

        No fim, a única pessoa que tem o discernimento e a presença de espírito para desenvolver e ser consequente no empreendimento da continuação do governo e no projecto de repopulação do planeta, passa a mau da fita, e o indivíduo que cede às emoções e põe todos em perigo é elevado a herói e acaba com uma igualmente atraente ingénua… 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 19:14
link directo | psicomentar | psicomentaram (13)

"Nem que Jesus Cristo desça à Terra" II

(...)Portanto, não há nem candidatura minha, nem participação num projecto de unidade, que já se viu que não existe(...)

 

MRS, RTP1, 22102009



uma psicose de jfd às 11:54
link directo | psicomentar | psicomentaram (23)

Discurso Directo

 

 "A líder anda de lanterna na mão à procura de alternativas, mas a escolha de um líder não se decide em conclaves e a discussão de projectos não se faz nas alcatifas dos institutos. A discussão tem de ser feita com o país e com os militantes."

 

Falou e dise Miguel Relvas!



uma psicose de Diogo Agostinho às 08:45
link directo | psicomentar | psicomentaram (23)

Domingo, 22 de Novembro de 2009
Diferença visivel

 

 "O Presidente da República não pode falar em público sobre processos criminais em curso e os portugueses devem entendê-lo, afirmou hoje Cavaco Silva, recusando pronunciar-se sobre o processo "Face Oculta".

 

Após dois ministros terem-se pronunciado sobre o caso, o Presidente marcou uma visível diferença de atitude relativa á Face Oculta.

 

Cavaco Silva mantém-se assim á parte de um dos principais temas da actualidade e prossegue com atitude low profile, com intervenções criteriosas, discursos com mensagens e preocupações claras mas com pouca repercussão entre a restante classe politica e os cidadãos em geral.

 

Não há muitas diferenças entre o Presidente da Republica e o Cavaco Silva de há uns anos, retirado da vida politica activa.

 

Será que os Portugueses não se sentem orfãos de Presidente?

 

 



uma psicose de Rui Cepeda às 00:33
link directo | psicomentar | psicomentaram (6)

Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
Bem-me-quer, Mal-me-quer

 

Há dias falava-se na falta de responsabilidade e hábitos de higiene básicos no nosso país.

Pois bem, segundo os resultados preliminares do último inquérito de prevalência da Direcção-Geral da Saúde, quase dez em cada cem doentes (9,8%) contraem infecções em Hospitais nacionais.

Mais chocante ainda, foi descobrir num outro inquérito, que a taxa de adesão dos profissionais de saúde à campanha de higienização das mãos em curso foi de 46,7%, valor  idêntico à média de outros países. Apesar desta taxa não reflectir que os profissionais não lavam as mãos, indica que não seguem as regras definidas.


Ainda que os valores se encontrem na média europeia, é preocupante reflectir que aqueles que  nos deveriam proteger são os mesmos que nos podem debilitar ainda mais. Lembro-me do caso da minha avó que contraiu um herpes ocular em contacto com equipamento hospitalar mal-desinfectado, e que apesar de se terem passado largos anos, ilustra bem como se pode estar susceptível a sair pior dum hospital que quando se entrou.

 

 

Estes dados foram revelados mediante o encontro realizado a propósito do Dia Europeu de Sensibilização para o Uso Racional do Antibiótico e que teve como propósito alertar para os níveis crescentes de resistências devido ao uso frequentemente desnecessário destes fármacos. José Artur Paiva, do Hospital de São João comentou: "É um círculo vicioso: usamos demasiados antibióticos, por isso seleccionamos bactérias multi-resistentes que nos levam a infecções potencialmente mais graves, que levam ao aumento do espectro dos antibióticos", descreveu. E Armando Brito e Sá, médico de família, aproveitou para destacar um mistério português: o facto de não haver penicilina oral à venda, só injectável, ao contrário do que acontece em Espanha e outros países. A penicilina é bem mais barata do que outros antibióticos.

 

Porquê? Porque os antibióticos são a mina de ouro das indústrias farmacêuticas e dos médicos de família. Numa das vilas onde vivi, não há mulher que a partir dos 13 anos não esteja a tomar a pílula (que tem efeitos secundários bastante perigosos, especialmente quando prescrita desde muito cedo); indíviduo que dos 40 para cima não tome medicamentos para a hipertensão (quando geralmente o problema está na alimentação); e metade da população (senão mais) anda a Prozac. True story! E assim o queridíssimo Médico de Família do Centro de Saúde pode ir viajar pelo mundo com viagens pagas pela Pfizer, Glaxo-Smith, etc.



uma psicose de Essi Silva às 11:31
link directo | psicomentar | psicomentaram (19)

PsicoEvento em Moscavide

 

Vem aí mais um PsicoEvento. Desta vez o tema será uma palavra que muitas e repetidas vezes é dita mas muito pouco compreendida: Ética.

 

Iremos contar com a presença de dois distintos Professores Universitários que irão abordar a temática com a acutilância e capacidade tão bem conhecidas. Professor João César das Neves e Professor Adelino Maltez são dois nomes que não necessitam de apresentação.

 

Um agradecimento especial à JSD/Moscavide que se prontificou para nos receber em sua casa.

 

É já dia 2 de Dezembro!



uma psicose de Diogo Agostinho às 11:19
link directo | psicomentar | psicomentaram (16)

A Festa do 31



uma psicose de Paulo Colaço às 10:37
link directo | psicomentar | psicomentaram (3)

Quelle surprise! (II)

 

 

O Orçamento do Estado (OE) para este ano tem um buraco de sete mil milhões de euros. Vai faltar muito dinheiro em receitas de impostos por causa da crise, embora a despesa esperada se mantenha praticamente inalterada, garantiu ontem Fernando Teixeira dos Santos, ministro das Finanças. O vazio será tapado com mais dívida pública, dinheiro que terá de ser pago nos próximos anos através de mais impostos e menos despesa, dizem vários entendidos em finanças públicas.

 

I Online

 

Isto é o resultado de anos de consolidação orçamental mal feita por vários governos, que se concentraram em consolidar pela Despesa e não atacaram problemas de fundo.

 

A Crise Financeira Internacional mostrou o problema visivel, mas não é a causa: O defice português não é "ciclico", é estrutural: O Estado, pura e simplesmente, não se consegue pagar a si próprio!

 

Continuem a atirar a bola para a frente... que essa teoria de "Estados" não vão à falência tem muito que se lhe diga: estamos em alta velocidade para um descarrilamento fiscal!

 

PS(D): E, se tivermos em conta o Sector Publico Empresarial, i.e., tudo o que foi retirado do Orçamento, e colocado em empresas públicas (defice e dívida), então aqueles 8 por cento é uma estimativa muito por baixo!


:

uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 10:32
link directo | psicomentar | psicomentaram (5)

Obrigado!

 

Ontem decorreu mais um PsicoEvento, desta vez em Oeiras. Dois oradores conceituados, ex-Secretários de Estado da Juventude e muitas histórias interessantes.

 

Um agradecimento especial à JSD/Oeiras, pela forma como recebeu o Psico em sua casa e pelo empenho no sucesso desta iniciativa.

 

Lições interessantes que retirámos e sobretudo o incentivo à irreverência dos jovens. Um belo serão!

 

  



uma psicose de Diogo Agostinho às 10:03
link directo | psicomentar | psicomentaram (4)

Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
Já está! Já está!

Herman Van Rompuy and Catherine Ashton

 

 

At a summit dinner in Brussels, the EU named Herman Van Rompuy, Belgium’s centre-right prime minister, as the EU’s first full-time president and picked Britain’s Baroness Ashton, the centre-left European trade commissioner, as the new foreign policy supremo.

 

 

Quem são estes (relativamente desconhecidos) políticos, mas que vão dar o tom para muito da política da UE nos próximos tempos?

 

Baronesa Catherine Ashton

Herman Van Rompuy

 

Uma coisa já se sabe: o primeiro Presidente (permanente) do Conselho Europeu não vê com bons olhos a entrada da Turquia na UE...


:
: Nós dois - Xutos e Pontapés

uma psicose de José Pedro Salgado às 20:14
link directo | psicomentar | psicomentaram (3)

Memórias de um conselho distrital.

 

Estive, no passado Sábado, pela primeira vez, num Conselho Distrital de Lisboa da JSD.

Este, que estava agendado para as 14h, contava com a seguinte ordem de trabalhos:

1 – Informações;

2 – Análise da Situação Política.

Os trabalhos começaram pelas 15h, não havendo qualquer credenciação. 

Houve cerca de 25 intervenções.

Não vou entrar em grandes detalhes sobre os conteúdos das mesmas, nem valerá a pena. Digo apenas que estas podem ser divididas em 3 categorias: pró-CPD, anti-CPD (que alternavam entre si), e as muito vagas, a fazer como que um balanço filosófico, apelando à união, tentando afastar-se de qualquer polémica.

Queria apenas realçar 2 pontos:

Foram apresentadas 2 moções e uma petição. Uma moção parecia, com todo o devido respeito, um trabalho para a faculdade ao qual mudaram apenas o título e introduziram uma imagem da JSD e da secção em questão (até contém referências bibliográficas). A outra apelava à transparência nos concursos públicos. Ambas foram apresentadas de uma forma muito sucinta e, posteriormente, e como em 99% dos casos, aprovadas por unanimidade. Mas alguém leu o que lá estava escrito, em primeiro lugar..?

Depois, as discussões em si, e a falta de conteúdo das mesmas. Pedia-se a cabeça dos dirigentes distritais quando estes cumpriram apenas meio mandato. Não estou em posição para avaliar ou não o seu desempenho, mas é isso legítimo..? É que, honestamente, nem sequer acho isso relavante.
O preocupante é que, exceptuando uma intervenção, quase no final, que realçou exactamente a não discussão de tal, não se falou dos problemas dos jovens da região de Lisboa, apenas da estrutura interna, do que foi bem e mal feito, das razões pelas quais deveriam ou não ser afastados...

Ouvi ontem o director de um dos maiores jornais nacionais dizer que, na sua 1ª reunião com MFL, esta confidenciou-lhe que o maior problema do PSD era o PSD.

No final da tarde de Sábado, ouvi a seguinte frase por um militante: "quem é que traz militantes novos para um Conselho Distrital destes? Se o fizer, afasta-os logo."

O que se aprendeu, ao certo, nas mais de 4h lá passadas..?
 Pois.
 



uma psicose de nunodc às 12:13
link directo | psicomentar | psicomentaram (15)

A mediocridade no exercício da política

Muito se tem falado nos últimos dias sobre corrupção, a pretexto de um caso que envolve figuras ligadas ao mundo da política. Segundo consta nos media, houve pessoas que receberam “luvas” para favorecerem um empresário no decurso da sua actividade, tendo este montado um esquema de alcance ainda pouco conhecido.

 

Perante este caso grave, a resposta da sociedade portuguesa é o silêncio. O cidadão comum há muito que deixou de confiar em quem o representa. E esta desconfiança resulta de factores conhecidos por todos nós. Promessas não cumpridas, nepotismo, falta de rumo e de rigor […] são alguns dos exemplos. Mas no essencial, o cidadão não confia em quem o representa, pois associa a classe política à mediocridade.

 

Uma mediocridade de ideias, de acção e de concretização. Mas porquê? Será que os eleitos não têm fundamento e capacidade? Ou será que a responsabilidade da presente situação deriva do actual estado dos partidos políticos?

 

Lembro-me de uma frase de Marcelo Rebelo de Sousa, em que o mesmo “aconselhava os jovens a irem para a política só depois de terem uma profissão”. E provavelmente o problema está aqui. Não com a maioria dos jovens, mas com quem nos governa. Seria interessante perceber e compreender a dependência que a classe política tem, face ao exercício de cargos públicos. O que seria o Sr. X se não fosse deputado? E a Sra. Y se não fosse vereadora? E por aí fora.

 

Na verdade, a dependência gera vulnerabilidades de variada ordem. E se estivermos a falar numa dependência económica, é fácil perceber como algumas pessoas poderão ficar premiáveis ou reféns de certos interesses ou grupos de pessoas com agenda própria. Julgo que é importante pensar e discutir este tema, numa altura em que Portugal não é mais do que um “Estado exíguo”, sem rumo, sem estratégia e ao sabor de um desígnio desconhecido, onde o mais capaz e o comum, vivem de costas voltadas para quem os representa.



uma psicose de Luís Nogueira às 12:10
link directo | psicomentar | psicomentaram (6)

A CHAVE PARA O FUTURO DO PSD

                                    

 

Começamos por afirmar (sem reserva mental nem tacticismos) que Manuela Ferreira Leite tem revelado um sentido de responsabilidade e capacidade de sacrifício pessoal pelo partido dignos de serem louvados. E aqui o faço. O mesmo digo em relação ao trabalho desenvolvido até agora pelo grupo parlamentar e a serenidade com que Aguiar Branco tem assumido a liderança.

 

Dito isto, confesso aqui que o estado anímico do partido e a esperança no futuro ainda são piores do que esperava, após ter falado com alguns líderes distritais e presidentes de secção por esse país fora. Todos sabemos - e não cometo nenhuma inconfidência ao divulgar aqui - que há uma candidatura que prepara o terreno há muito tempo, ainda antes das legislativas, tendo já arregimentado militantes que trabalham a seu favor, preparados a todo o tempo para ir a votos. Ora, como já há um candidato com a máquina de campanha preparada ( conjungado com a ânsia legítima de mudança por parte de alguns militantes e sendo esse candidato o único que procura desesperadamente e a todo o custo o poder), torna -se muito difícil promover o debate interno. E assim o PSD vai cair no mesmo erro de sempre: escolher alguém "porque sim", porque não há alternativa, porque é um pin up, porque veste bem, porque tem um penteado giro, ....Este não é - não pode ser! - o caminho. Os portugueses quando recusaram confiar a governação do país ao nosso partido (em 2005 e agora em 2009) deixaram um sinal claro: enquanto não se entenderem internamente, não forem capazes de ter um período que seja sem golpes palacianos, não nos governam! E o PSD (sobretudo alguns militantes, que num ápice se tornaram os piores " barões" que outrora criticavam) não é capaz de entender algo tão simples!

 

A questão central para o futuro do partido não é a realização imediata das directas- isso é mais do mesmo! Há momentos definidores e cruciais para o futuro de um partido político. O PSD vive um deles: mostremos o nosso sentido de responsabilidade. Antes das directas, impõe-se a realização de um Congresso em que participem todos aqueles que podem ter um papel importante no futuro do partido. Não para discutir nomes. Para discutir ideias, projectos, definir uma linha estratégica para o futuro partido. Para que todas as cartas fiquem em cima da mesa - e aí (só aí) partimos mais esclarecidos para as directas e a consequente eleição do líder e de um projecto que conhecemos. Perguntam: a mesma sugestão é relaista, fazível? Acredito sinceramente que sim, dado o enorme sentido de responsabilidade e compromisso com o partido da Dr.ª Ferreira Leite. O partido ficar-lhe-ia grato por um gesto cuja importância histórica será inegável.

Aproveito ainda para dizer que sei que há alguns elementos, porventura até estão na Comissão Política Nacional do partido, que são visceralmente contra a ideia do congresso. Só há uma explicação para tal: querem sangue, querem o tal ringue acima de tudo. Mas, peço-vos, que pelo menos uma vez na vida pensem mais no partido do que em projectos pessoais de ajuste de contas político. Parece que só querem trocar o passo ao Passos. Isto também é um erro capital. 

 

Em suma, realização de um congresso amplamente participado a agendar para o início do próximo ano - eis a chave para a afirmação de um partido responsável e credível que o PSD quer (e tem de) ser.  Não andemos a brincar aos líderes...

 

 


tags:

uma psicose de João Lemos Esteves às 06:17
link directo | psicomentar | psicomentaram (24)

Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
Ringue de Ideias do PSD: Miguel Relvas

 

UM NOVO CICLO

 

Sou militante do Partido Social Democrata há mais de 20 anos. Cresci politicamente no sonho da concretização de um ideal e na luta por causas que o justificavam. Éramos jovens e acreditávamos que era possível fazer de Portugal uma democracia consolidada, um País moderno e desenvolvido, uma Nação com um futuro à altura da sua história e da sua cultura.

 

Honro-me pelo facto de o meu partido ter contribuído decisivamente para os momentos que mais marcaram a nossa história recente. Primeiro, através da acção de Sá Carneiro que deu um contributo inestimável para a “civilização” do nosso regime. Depois, por força da governação de Cavaco Silva, que mudou radicalmente a face do País.

 

Tenho um profundo orgulho no meu partido e na sua obra. Um partido muito especial. Um partido virado para a integração e não para a exclusão.

 

Ganhou quando uniu. Veja-se no exemplo da liderança de Durão Barroso a confirmação dos benefícios do que deve ser uma direcção que promove a unidade na diversidade.

 

Perdeu quando excluiu. Veja-se no exemplo da actual liderança o resultado de um certo sectarismo de que foi fazendo uso, dando ideia de que só contava quem não divergia.

 

É tempo de o PSD quebrar as barreiras do seu “muro de Berlim”. Para este partido nunca houve nem nunca poderá haver os do lado de cá e os do lado de lá.

 

A diversidade é uma força, quando promovida, e um factor diferenciador quando respeitada.

 

Não tenhamos medo do debate. Elejamo-lo como o instrumento de trabalho de que as forças políticas mais necessitam. Não pode dialogar com a população quem não sabe internamente dialogar.

 

O PSD sempre foi um partido interclassista e foi nisso que forjou a sua identidade e o seu músculo político. Este é um dos maiores factores do seu sucesso, ao nível da sua implantação nacional e no plano de acção política concreta.

 

O PSD sempre foi um partido ousado e reformista nas propostas, visionário e estratégico nas políticas e foi por isso que os portugueses nos deram a sua confiança para governar. Os momentos de maior mudança, transformação e modernização de Portugal ficaram a dever-se ao ADN reformista do Partido Social Democrata.

 

O PSD sempre foi um partido alegre, arejado e avançado, nos procedimentos e nas ideias  e foi isso que lhe permitiu integrar uma força politica com o relevo da JSD e promover a adesão de tantos e tantos jovens que em 1981, em 1985, em 1991 e em 2002 foram absolutamente decisivos para as vitórias que o partido obteve.

 

Ousemos acreditar que temos condições para voltar a ser a força política transformadora do País. Mas tal só será possível se empreendermos um caminho de debate e de reflexão que não pode estar limitado por preconceitos e dogmas que não fazem qualquer sentido.

 

O PSD não precisa apenas de um lifting de imagem. Precisa de causas, ideias e propostas para os velhos e os novos problemas, para as actuais e futuras gerações. Precisa de se identificar com os sectores mais dinâmicos da sociedade, na classe média, nos meios universitários e culturais e junto dos jovens. Precisa de voltar a ser um partido activo e atractivo.

 

Este caminho faz-se com todos, renovando, integrando e unindo. E faz-se, sobretudo, virando a página. O partido defensivo, conservador, sem alma nem emoção dos últimos tempos, deve dar lugar a um partido “novo”, com iniciativa, ambição e espírito aberto e reformador, capaz de gerar uma nova esperança em Portugal.

 

Está em marcha um novo ciclo. Neste novo ciclo há que ter ideias e pessoas diferentes. Perceber isto é perceber algo de elementar em política. E quanto mais cedo melhor. Para o Partido e para o País.

 

 

 

Miguel Relvas

 

 



uma psicose de PsicoConvidado às 10:32
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 23:32
link directo | psicomentar | psicomentaram (27)

Modernices

É um farol? É uma torre de vigia? Um minarete? Um caracol com  antena?

Não. É uma igreja. Vai nascer no Alto no Restelo, por decisão da hierarquia da Igreja.

É um desenho do arquitecto Trufa Real, em forma de caravela.

Os crentes dividem-se: As opiniões vão desde o "é feia" ao "hei-de habituar-me", passando pelo "as igrejas devem ser mais discretas" e pelo "quem não gosta come menos".

Não tenho opinião formada. Ou melhor, não sei se gosto ou não. Mas deixo cá ficar esta: não podemos estar sempre a criticar a igreja por ser antiquada e depois cascar sempre que demonstra arrojo.



uma psicose de Paulo Colaço às 04:10
link directo | psicomentar | psicomentaram (5)

Querido, mudei Portugal!

 

País multicultural, Portugal encontra as suas raízes e tradições em espaços geográficos distintos, constituindo-se fruto de uma amálgama de gentes dispersas pelos quatro continentes.
 
Cedo encontrámos no exterior o refúgio das nossas ambições: ora por extravasarem o nosso pequenino território, ora por aqui não encontrarmos os meios necessários para lhes dar forma concreta “made in Portugal”.
 
A nossa História foi constantemente carimbada pelo desejo tremendo de contactar com estrangeiro. Um desejo tão profundo e desesperado que transformou esta pacata gente pescadora e guardadora de rebanhos, em meninos guerreiros e marinheiros.
 
Por outro lado, passámos a ver nos outros países a nossa própria salvação e acomodámo-nos à ideia da chegada futura de uma ajuda externa que nos resolverá todos os problemas existências. Confiámos e confiamos o nosso futuro em “gente de confiança”, que consideramos mais capaz de dar a volta ao país do que nós próprios, portugueses de gema.
 
Os Descobrimentos foi um projecto de conquistas de terra alheia para satisfazer uma sociedade sedenta de aventura, dinheiro e fé. Partimos pelo Grande Azul, em direcção a lugar nenhum, confiando a nossa sorte aos astros e marés porque acreditávamos que a Solução estava do outro lado do Mundo.
 
Seguiram-se muitos outros projectos transfronteiriços, esperando sempre que os Outros (os loiros e altos) viessem cá dar uma mãozinha às lusas almas que, desgraçadas e isoladas na fase atlântica da Europa, embrulhadas em tão negro fado, nunca conseguiram dar a volta ao barco sozinhas.
 
CEE, UE, Euro, Expo 98, Volkswagen, Euro 2004, Formula 1, Rali Lisboa-Dakar, turismo no Algarve, Deco, Luís Filipe Scolari, Joe Berardo, Bill Gates, MIT…
 
Estamos a fazer ciência em português, mas para toda a gente, estamos a inventar americanices e como não percebem, tudo lhes parece chinês. A pontualidade raramente é suíça, o trabalho é para inglês ver e depois, vemo-nos gregos no final. Bebemos italianas, ninguém vive à grande e à francesa, já não guardamos dinheiro como um judeu, regateamos todos os dias os preços como um cigano e trabalhamos que nem mouros. Apesar de toda esta internacionalização dos dizeres populares, quando as coisas correm mal, é feito à portuguesa.
 
Fazendo eu parte da nova geração de alma lusitana, questiono-me onde para o orgulho e o brio que tivemos em tempos longínquos, quando plantamos a primeira bandeira portuguesa lá por terras do Mondego. Como foi possível termos tido tanto trabalho em procurar pelo Mundo fora melhores oportunidades, se não nos demos primeiro ao trabalho de as criar em Portugal. Como é que fomos capaz de confiar em nós mesmos, construir um barco e partir, mas não tivemos coragem de ficar.
 
A Solução para os males da sociedade portuguesa está em nós mesmos. Necessitamos voltar a confiar em nós e nesta juventude da qual me orgulho de fazer parte. Quando quisemos estudar, fomos trabalhar para isso. Quando quisemos ser independentes, batemos o pé e dissemos chega. Queríamos trabalho numa empresa, criamos a nossa própria empresa.
 
Agora, quero um futuro melhor e chegou a altura dos jovens portugueses reclamarem para si os louros da sustentação de um país incrédulo, desanimado e apático.
 


uma psicose de Beatriz Ferreira às 03:17
link directo | psicomentar | psicomentaram (14)

Terça-feira, 17 de Novembro de 2009
Não anda a dormir...

 

"eu vivi o 25 de Abril e não me lembro de uma crise de regime tão grave como esta e ele [o Presidente] está fechadinho em Belém sem dizer uma palavra".


É que, quando foi daquelas escutas que metiam um café, um assessor, umas historietas de jornais para aqui e para acolá, muita intriga politica, enfim... umas escutas de opereta, eu sabia onde o Senhor estava, até o vi na televisão a falar sobre o assunto, embora achasse na minha modesta opinião que não devia ter deixado, mesmo antes das Eleições, que aquela historieta atingisse aquelas proporções porque acabou por ter efeitos perversos. E agora, que há escutas mesmo, ordenadas por um Juiz, que o seu conteúdo parece ir contra o que de mais "sagrado" há num Estado de Direito, não sei onde está o Presidente do meu País!!!! Por favor, digam-me, onde está Cavaco Silva?»

 

Palavra de Manuela Moura Guedes no Blog Portugal dos Pequeninos.



uma psicose de Diogo Agostinho às 16:37
link directo | psicomentar | psicomentaram (6)

meuPSD

O movimento meuPSD – Militantes, Ética e União surge num contexto político propício a uma reflexão profunda sobre o partido e sobre o país, considerando como provável uma distância de actos eleitorais para a escolha do Governo e das Autarquias Locais.
É um movimento que pretende congregar os Militantes que não se revêem num partido em conflito permanente, em que membros das estruturas permanentemente se digladiam em torno de quezílias, lugares e proveitos próprios, sem ter como objectivo final o partido e o País.
Muitas são as vozes de Militantes – uns mais anónimos que outros – que dizem que é preciso mudar e que estão à espera de uma janela de oportunidade para darem o seu contributo.
Muitos são os Militantes que manifestam entre si o descontentamento pelo rumo que o partido – a todos os níveis e com responsabilidades de muitos – tem seguido, sentindo-se desmotivados pela conflitualidade permanente e pela desconsideração que em muitos casos são votados.

(...)

O objectivo final não somos nós. É o Partido e o País

João Carvalhosa

 

Aconselho uma visita ao site http://www.meupsd.com para que conheçam e participem neste projecto.

Todas as contribuições são válidas. É imperativo participar e opinar sobre futuro do nosso PSD.

Saúdo o meu companheiro João Carvalhosa pela iniciativa, desejando que seja participada e com real impacte.

Todos queremos o mesmo, um PSD melhor. Só que uns marcam pela diferença; fazem algo por isso!



uma psicose de jfd às 13:36
link directo | psicomentar | psicomentaram (5)

Sorris de quê, pá?

Desemprego sobe para os 9,8 por cento

A taxa de desemprego em Portugal disparou, durante o terceiro trimestre deste ano, para 9,8 por cento, o que representa o valor mais alto registado desde pelo menos 1983.



uma psicose de Paulo Colaço às 12:21
link directo | psicomentar | psicomentaram (7)

É já Quinta-feira

 

Esta Quinta-feira tem lugar mais um PsicoEvento. Para quem quiser colocar questões aos nossos oradores, têm aqui um espaço disponível para tal.

 

Para quem quiser enfrentar os nossos oradores e confrontá-los com perguntas díficeis ou fáceis cara a cara, até quinta-feira então.

 

 



uma psicose de Diogo Agostinho às 09:28
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 09:20
link directo | psicomentar | psicomentaram (4)

G2

 

A visita de Obama à China confirma apenas a consagração do G2. Ali estão as duas potências que influenciam o mundo. O G8 ou o G20 serve apenas para não ser entediante a reunião entre China e EUA.

 

 São estes dois senhores reunidos que mandam. E por enquanto, ainda vai sendo a 2.

 



uma psicose de Diogo Agostinho às 09:17
link directo | psicomentar | psicomentaram (4)

Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
Uma no Cravinho, outra na ferradura...

 

 

Em 2006, João Cravinho apresentava na AR um pacote de medidas de combate á corrupção, que foram á data rejeitadas pelo PS e que motivou a saída do deputado da AR.

 

A proposta mais polémica do “pacote Cravinho” passava pela criação do crime de enriquecimento ilícito, que face aos mais recentes acontecimentos parece ter ressuscitado. O enriquecimento ilícito, corrijam-me os juristas, tem por principio caber aos suspeitos de corrupção provar a origem do seu património.

Na altura, o “pacote Cravinho” nem sequer foi a votos no Parlamento. E quando foi retomado mais tarde pelo PSD, PCP e BE, a maioria Socialista chumbou-o, argumentando José Sócrates que o crime de enriquecimento ilícito invertia o ónus da prova e violava a Constituição.
Nos últimos dias, e em resposta aos desenvolvimentos do caso Face Oculta, ficámos finalmente a perceber o significa a palavra diálogo no seio do Partido Socialista e já agora a máxima “unir esforços em torno de consensos”.
Francisco Assis, actual líder da bancada parlamentar do PS mostrou-se disposto a dialogar com as demais bancadas com o objectivo de encontrar mecanismos mais afinados para travar a corrupção.
Já, José Sócrates, Primeiro-ministro e Secretário-geral do mesmo PS de Francisco Assis, afirma que as medidas existentes são suficientes.
Francisco Assis tem admitido que as medidas contidas no “pacote Cravinho” podem vir a ser reavaliadas, justificando-o com a defesa do Estado de Direito.
José Sócrates a tudo vai respondendo com a necessidade de diálogo. Se não o faz com as oposições, nem no seio do PS, seu Partido, resta saber com quem dialoga, afinal o Primeiro-ministro para governar Portugal.
 


uma psicose de Elsa Picão às 21:25
link directo | psicomentar | psicomentaram (8)

95 anos do camandro

 

 

Porque muito e bem, há pouco quem...


:
: A força da FDL somos nós

uma psicose de José Pedro Salgado às 11:18
link directo | psicomentar | psicomentaram (9)

Domingo, 15 de Novembro de 2009
Os Cães Ladram e a Caravana Passa

                

            O autor deste post já previamente fez uma declaração de interesse em relação ao novo Ministro da Defesa (MdD), para condenar a escolha de uma personalidade que nada de positivo tem a trazer a um sector difícil e debilitado.

 

                Recentemente, chegou ao conhecimento público o desentendimento entre o Estado Helénico e o Grupo TKMS, que estava encarregue da construção de quatro vasos de guerra submersíveis de ataque, diesel.

 

 

                Gostaria o autor de questionar o já referido Ministro, para saber se o Estado Português tem a intenção de aproveitar a oportunidade, para adquirir – ou pelo menos licitar – um terceiro submarino, para a Armada Portuguesa - já que o construtor terá interesse em vendê-los a preço reduzido.

 

 

                Para aqueles que não estejam cientes, um terceiro submarino seria importante pois são necessários três exemplares do mesmo tipo de vaso de guerra, para manter um em acção permanentemente, de acordo com a actual doutrina operacional – daí que a anterior dotação de submarinos da Armada numerasse três. Acrescente-se ainda que os submarinos Gregos são da mesma classe dos dois que Portugal encomendou à mesma firma Germânica.

 

 

                Claro que a julgar pelas primeiras declarações do novo Ministro, as intrigas políticas que envolvem o governo, parecem ter precedência sobre as suas próprias responsabilidades num Ministério com o qual estava à partida, tão bem familiarizado…

 

 

                Assim, não será fatalista mas sim realista, manter as expectativas baixas, pois a este passo o país ficará mesmo a ver navios…

 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 23:37
link directo | psicomentar | psicomentaram (5)

Sábado, 14 de Novembro de 2009
Change you can believe in!



uma psicose de jfd às 20:44
link directo | psicomentar | psicomentaram (11)

Pois é! Falou e disse!

 Spoilers alert -> copy & paste

 

"Há matérias que deviam ser tratadas nesta altura mas na lógica correcta: a de prevenção da corrupção e de comportamentos ilícitos e não, atabalhoadamente, porque há meia dúzia de casos no ar, vir com medidas avulso", afirmou o actual presidente da Câmara de Gaia

.

Questionado sobre a questão das escutas relacionadas com o processo "Face Oculta", Menezes disse que este é um tema que "devia fazer com que todo o país e a opinião pública empurrassem o país político para um conjunto de soluções e reformas".

 "Até há pouco tempo havia um chavão da tríade maldita dos defeitos nacionais, que era o triângulo futebol - autarquia - empreiteiros".

 "Agora o país já percebeu que não é um triângulo mas sim um octógono porque aos autarcas, aos empreiteiros e ao futebol, juntou-se agora a banca, as grandes empresas públicas, os políticos de cariz nacional, os profissionais liberais e até algumas forças policiais, às vezes", considerou Menezes.

"Matérias como o segredo de justiça só se debatem e discutem nos termos em que estão a ser discutidas porque existe excessiva morosidade na investigação criminal e existe alguma conflitualidade entre as magistraturas, como tem sido patente nos últimos dias", reiterou Luís Filipe Menezes.

Sobre a questão interna do partido, o ex-líder social-democrata não quis avançar com o nome que apoia mas disse que "a turbulência da vida política portuguesa exige mais do que nunca um PSD estável, com os seus problemas fundamentais, como é o caso da liderança, estabilizado e resolvido".

"O conselho nacional decidiu que iria marcar as eleições após o debate do orçamento de estado e esse é o 'timing' para o qual os militantes do PSD devem estar preparados", disse Menezes que acrescentou ainda que "é evidente que uma grande distrital como é a do Porto, tem um peso determinante na decisão que o partido vai tomar em Março"O ex-líder do PSD, Luís Filipe Menezes, considerou hoje que o país precisa de "pacotes de transparência" já que "uma sociedade em que o Estado comanda a economia está aberta à corrupção e ao tráfico de influências".

À margem da votação para a eleição da Distrital do PSD/Porto, Luís Filipe Menezes disse que "o país está a precisar de reformas profundas" e que aquilo que se passa "em Portugal é um sinal de doença da sociedade" que na sua opinião não se trata "com leis e mais leis e pacotes anti-corrupção".



uma psicose de jfd às 20:32
link directo | psicomentar | psicomentaram (12)

Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009
Afinal de contas, quem diz a verdade…

O plenário da Comissão da Carteira Profissional dos Jornalistas considerou “improcedentes” os recursos interpostos por Fernanda Câncio onde contestava o facto de ter sido designada como “namorada do primeiro-ministro” por alguns meios de comunicação social.
 
Esta decisão parece-me razoável tendo em conta o percurso jornalístico de Fernanda Câncio durante os últimos (pelo menos 4) anos. Se os textos que escreve são de um facciosismo gritante, que atentam à credibilidade e à réstia da sua hipotética isenção profissional, a sua saída do programa da TVI24 corroborou a imagem de namorada zangada por atacarem o seu “mais que tudo”.
Em tempos aqui rebati as críticas feitas por Rui Gomes da Silva à sua nomeação para a RTP2 por entender serem injustas. Porém, a postura que Fernanda Câncio tem adoptado leva a que daqui para a frente possa, muito bem, ser tratada pelo que apenas a tem notabilizado e pelo que se tem destacado: por ser a namorada do Primeiro-Ministro.


uma psicose de Margarida Balseiro Lopes às 20:41
link directo | psicomentar | psicomentaram (10)

Notícias
Psico-Social

Psico-Destaques
Psicóticos
Arquivo

Leituras
tags
Subscrever feeds
Disclaimer
1- As declarações aqui pres-tadas são da exclusiva respon-sabilidade do respectivo autor.
2 - O Psicolaranja não se responsabiliza pelas declarações de terceiros produzidas neste espaço de debate.
3 - Quaisquer declarações produzidas que constituam ou possam constituir crime de qualquer natureza ou que, por qualquer motivo, possam ser consideradas ofensivas ao bom nome ou integridade de alguém pertencente ou não a este Blog são da exclusiva responsabilida-de de quem as produz, reser-vando-se o Conselho Editorial do Psicolaranja o direito de eliminar o comentário no caso de tais declarações se traduzirem por si só ou por indiciação, na prática de um ilícito criminal ou de outra natureza.