Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009
OS SIMPATISTAS

 

                   

Disseram-me em Castelo de Vide e recebi há pouco mail com conteúdo idêntico: nos textos que escrevo aqui no Psico sou alegadamente demasiado agressivo, acutilante. Concordam (afirmaram) com a maioria das ideias que aqui expresso, só não concordam com o estilo que tem que ser mais...simpático. Não mais rigoroso, não mais sério, não mais reflexivo, mas mais (imaginem)....simpático. Há assim uma nova tendência na política portuguesa(e bem jovem) que defende que acima e  antes da oportunidade e justeza das palavras e ideias, está o ser simpático, ser suavezinho: os simpatistas. 

 

Ora, isto revela bem o défice de cultura democrática que permanece na sociedade portuguesa e que parece que subsiste (residualmente, espero) nas gerações mais jovens. Quem tem a coragem e a nobreza de participar na viada política, não pode ter medo ou viver obcecado com as críticas que lhe dirigem, nem ver conspirações maquiavélicas sempre que alguém vai contra aquilo que defendem ou as ideias que professam. Em democracia, é um imperativo categórico criticar e, sobretudo, aceitar as críticas que nos são dirigidas. 

 

Por minha parte, por muito que contestem ou me peçam para reler os textos que escrevi e tirar a conclusão por mim próprio, manterei o estilo, o conteúdo e a forma. Quem deve ser duramente criticado, deve-o ser. Quem deve ser elogiado, sê-lo-á sem problemas. Quem merece elogios com reparos(querendo mais) ou críticas contidas (querendo menos), tem-nas por exigências de justiça analítica. Sem nunca cair na fulanização, respeitando a dignidade e o respeito inerentes a todos os seres humanos. Não se confunda fulanização com personalização: a política precisa e pressupõe uma certa personalização. Quando voto em determinada pessoa,avalio, não apenas as suas propostas, mas a sua capacidade para as executar e a confiança que tenho no seu carácter. Daí nunca votar em que se licencia a um DOmingo, com exames enviados por correio ou tomou decisões relacionadas com a licença para construir um centro comercial cuja legalidade suscita muitas, muitas dúvidas...

 

Até porque, o que é a simpatia? É algo subjectivo. O curioso é notar que, para os simpatistas, a simaptia é dizer muito bem deles ou de quem apoiam ou apoiaram... No fundo, é orientar o comentário de acordo com a sua orientação e desejos pessoais. Meus caros amigos psicóticos, definitivamente, não sou um simpatista. Recuso-me a sê-lo...   



uma psicose de João Lemos Esteves às 19:57
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A minha UV!

 

 

 

 Antes de entrar a pé juntos com um post de Economia (já lá vamos daqui a bocado), achei por bem começar com "A minha UV!". Não para dar uma homenagem (merecida) ao Carlos Coelho e à equipa (que estão de Parabéns!) mas, para fazer uma especie de revisão do que aprendi.

 

E foi muito. Mas não sobre os temas, alguns bastante interessantes. O que realmente me ficou da UV, as lições que retirei, foi sobre mim próprio. Ser levado ao limite, ao ponto de cansaço tal, que a certa altura se começa a pensar em piloto automático é das melhores formas de uma pessoa se conhecer. Porque é em "piloto automático" que nos revelamos. Por isso, decidi por aqui o que aprendi.

 

Lider stressado gera um grupo stressado: 

Tive o privilégio de ser o coordenador do Grupo Amarelo, um fantástico grupo de pessoas. A determinada altura comecei a acusar o stress. O tempo era pouco, o trabalho muito, os prazos apertados. O stress tornou-se visivel, algo que um lider tem de ter cuidado. Qualquer grupo, esteja ele numa empresa, comissão política ou um grupo de UV, olha instintivamente para o "coordenador". Se quem lidera revela stress ou insegurança, todos, sem excepção, sentem isso e reagem da mesma forma.

 

A primeira coisa que um lider precisa - um Braço Direito:

Esta lição aprendi à minha custa, mas já me tinha sido transmitida por um antigo presidente de Secção, grande amigo e hoje companheiro de Blog (Nélson Faria). Todo o lider precisa de um braço direito. Um grupo raramente se queixa ao lider ou coordenador. É uma posição que "intimida". Qualquer coordenador deve ter alguem da sua confiança que faça o papel de amigo, e que lhe transmita as inseguranças do grupo, senão estará a navegar "à vista" (ou, no caso em mãos, uma fabulosa conselheira de UV).

 

Ritmo e organização:

Parar é morrer. O ritmo deve ser mantido ao mesmo nível. Isto aplica-se, na minha opinião, a qualquer posição. É um pouco como andar de bicicleta - é complicado ficar em cima dela quando se abranda ou se pára. O mesmo com um grupo. E o improviso tem os seus limites. Quanto mais desorganizada a pessoa (o meu caso particular) maior a necessidade de nos auto-disciplinar-mos. 

 

Como tudo, pressão a mais faz mal:

Ou "conhecer os limites de quem se coordena". O ritmo do grupo não é o ritmo do seu lider, ou do seu membro mais activo, mas sim do seu membro mais fraco. Dai a necessidade de ter especial atenção e conhecer o grupo bem. A determinada altura, continuei a manter o ritmo que para mim era perfeitamente aceitavel mas, para alguns membros do grupo, estava a ser exaustivo demais.

 

Espírito de grupo:

Nada melhor que um grupo unido. O team building, os momentos mais descontraidos. Os momentos de partilha e de festa. É aqui que se criam as amizades e se criam os laços que permitem a um grupo funcionar bem. E dou um exemplo: o Grupo Amarelo, no final da UV (simulação da Assembleia) teve um desempenho melhor que no inicio, quando se juntou.

 

Nem sempre o melhor argumento ganha o debate:

O meu "governo" tinha uma boa oposição. Bem preparada. Com excelentes argumentos e bem fundamentada. Pode até dizer-se que, nas suas intervenções, por pouco não demoliu o "governo" na simulação. No entanto, ganhei o debate. Não foi por ter os melhores argumentos (não tinha), mas por falar com convicção. Foi para mim o melhor exemplo de como um mau orador com bons argumentos pode perder para um orador convicto mas sem argumentos. Pode dizer-se que é mau, que não devia ser assim, mas é o que acontece. Ou nos adaptamos, ou nos afastamos.

 

Esta foi a minha UV, o que eu retirei dela. Um momento de limites e exaustão que me levou à introspecção (cliché, mas verdade). Aconselho todos a irem. Mesmo os que acham que já percebem de política ou que já sabem falar em público. É daquelas experiencias que só depois de vivida é que se percebe.

 

Duas últimas palavras. A primeira para o meu grupo. Aturaram um coordenador que leva as coisas muito a sério (por vezes demais), que não é conhecido por ter bom feitio a trabalhar e que por vezes exige demais. Cumpriram na integra, e souberam mostrar-lhe que brincadeira também faz bem. Não é preciso "engolir um garfo" para se estar em Política!

A segunda à minha excelente conselheira, a Elisabete Oliveira (ou, como eu lhe chamava, a "chefa"). Percebeu que, em certas alturas, senti-me "peixe fora de água" e que acusei um pouco o stress a meio da UV. Guiou-me, apoiou-me, ensinou-me. Um muito obrigado!

 

E aqui termina a "seca" da descrição, e até ao próximo post, um pouco mais... controverso! 

 

 


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uma psicose de Guilherme Diaz-Bérrio às 16:03
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Domingo, 30 de Agosto de 2009
PSICO EM GRANDE!

                                 

Estive ontem algumas (poucas) horas em Castelo de Vide, no hotel onde se realiza a Universidade de Verão. O suficiente para notar que a UV beneficia muito do espírito e da dinâmica do Psicolaranja. São muitos os psicóticos que dão vida a este projecto de formação único e sem paralelo em nenhuma outra estrutura partidária em Portugal. Porque nenhuma outra tem a capacidade de trabalho e a arte e o engenho políticos da JSD. 

 

Foi gratificante ver o Paulo Colaço (fisicamente exausto, mas psicologicamente cheio de energia, recompensado pelo enorme sucesso da edição deste ano da UV), o Nélson Faria(amigo extraordinário, responsável, inexcedível no seu trabalho, sério, na sua última acção política antes de embarcar na grande aventura da sua vida - e que pena a JSD/Lisboa ter perdido alguém que seria um excelente presidente da estrutura, pode haver tão bons, mas não há melhores que o Né), o Guilherme Diaz Bérrio (inteligência acima da média, doseada com alguma loucura saudável, estava empenhado e entusiasmado), a Margarida Balseiro Lopes(mais bronzeada, com o seu sentido organizacional e instinto de orientar as hostes, marcando jantar para antigoas alunos), a Elsa Picão( a personalização da serenidade divertida e a inteligência de sempre), a Inês Cassiano (sempre fantástica, em grande forma, com a sua irreverência e inquietação inconfundíveis e peculiares) e, mais á noite, o Bruno Ribeiro (animado, convicto , seguro e confiante no arranque do seu difícil e estimulante desafio autárquico), a Elisabete Oliveira (foi um prazer enorme conhecê-la e verificar que era adorada pelos alunos), o André Machado (divertido e animado, ansioso por receber diploma hoje).E, claro, no jantar com Santana Lopes, Diogo Agostinho, inspirado e em extâse com o discurso do seu ídolo político , recuperado e cheio de força e vontade para ajudar Lisboa a ter mais sentido. 

 

Como diz o adágio romano, "elogio em boca própria sabe a vitupério". Como membro do psico, não posso ser totalmente imparcial nem objectivo neste aspecto. Todavia, depois de ouvir conhecido meu, membro de blog de esquerda muito badalado, a dizer o que Deus não diria do Diabo dos seus colegas de blog, que  prazer é colaborar com esta equipa psicótica! Que júbilo é integrar esta equipa invulgar e excepcionalmente criativa e que preza o pensamento livre! Saí hoje da praia de coração e alma cheios - que honra é fazer parte do Psicolaranja! Neste momento, que acaba por ser também a rentrée do psico, tal é revitalizador e inspirador.


: inspirado!

uma psicose de João Lemos Esteves às 23:03
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DISCURSO DA RENTRÉE - não vos disse?

 

                                    

 

Após dois meses de praticamente interrupção política, dominados pela euforia em torno do cada vez mais forte Benfica, eis que finalmente o período político decisivo chega. Chega com o discurso de Ferreira leite a encerrar a Universidade de Verão 2009. E  - apraz-me dizê-lo - chega bem para o PSD.

 

O discurso dividiu-se em duas partes: primeiro, diagnosticou os eros mais salientes da governação socrática;depois, sublinhou as propostas programáticas mais emblemáticas do partido. Certeira na crítica ao governo, insistindo no domínio do Estado pela máquina do PS, na conversão do Estado(aquilo que é de todos nós) numa coutada do PS, onde domina a cultura dos favorzinhos. Por outro lado, realçou novamente aquilo que mais distingue o nosso partido do PS - a defesa intransigente da família e dos valores, como contraponto à defesa irresponsável do PS do casamento e (adopção muito brevemente) entre homossexuais e, no âmbito económico, redução do peso de Estado, mais apoio às pequenas e médias empresas. Balanço globalmente positivo.

 

Em termos oratórios, a líder mantém o (fraco) nível, o que -ao contrário do que a a maioria dos comentadores julgava - vai ser uma vantagem: os eleitores estão fartos da propaganda e da política de mentira de Sócrates e, por conseguinte, querem algo que seja diametralmente diferente. Neste sentido, a naturalidade e uma certa ingenuidade de Ferreira Leite, rejeitando consultores de imagem, teleponto(e não powerpoint), é um trunfo forte - e não um óbice.

 

Por último, é agradável constatar que o tempo confirmou a minha tese, ao contrário do que alguns aqui comentaram: o essencial da estratégia política e o programa do PSD foram revelados por Alexandre Relvas no discurso de abertura da universidade de verão, na segunda-feira (que estranhamente passou ao lado da comunicação social). Ao centro na economia; mais à direita, nos costumes e aspectos comportamentais. A antever e preparar uma coligação governativa com o CDS/PP. Ou, nas palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, um programa não para uma, mas para duas eleições.   



uma psicose de João Lemos Esteves às 22:09
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Um desígnio nacional!

 

Confesso: Quando Sócrates diz que no próximo dia 27 de Setembro está em causa uma "escolha decisiva" não posso deixar de concordar. Aliás, Sócrates está cheio de razão quando escreve que a escolha passa pela atitude na governação, pelas opções de investimento público e pelo futuro das políticas sociais.

 

Atitude na governação? Fundamental!

Precisamos de um Primeiro-Ministro e de um Governo que lidere o país com firmeza e convicção; que direccione os seus esforços para o combate às dificuldades e para a garantia de um futuro melhor para as gerações mais jovens; que olhe para os mais idosos não como um encargo, mas como uma oportunidade; que se coloque acima de todas e quaisquer suspeitas; que fale com os portugueses franca e honestamente.

Não precisamos, não queremos, não escolheremos um Primeiro-Ministro e um Governo que seja incapaz de lidar com as dificuldades do presente; que desconsidere a oposição e minimize as suas propostas; que assuma uma postura arrogante e autoritária; que esteja sob suspeita dos portugueses.

 

Investimento Público? Fundamental!

Queremos um Primeiro-Ministro e um Governo que aposte em investimentos de proximidade que aumentem a qualidade de vida dos portugueses; que criem emprego efectivo e não temporário; que contribuam directa e eficazmente para o desenvolvimento do interior do país; que resultem em desenvolvimento local sustentado.

Não precisamos, não queremos, não escolheremos um Primeiro-Ministro e um Governo que hipoteque o país e as gerações futuras com obras faraónicas e sem sentido; que ponha em causa o dinheiro de todos os contribuintes com aeroportos desnecessários, linhas de comboio injustificadas ou auto-estradas que ninguém entende.

 

Políticas Sociais? Fundamental!

Queremos um Primeiro-Ministro e um Governo que esteja ao lado da Sociedade Civil, das Instituições Particulares de Solidariedade Social, das associações humanitárias na luta contra a pobreza e a exclusão social; que olhe para os mais desfavorecidos como uma prioridade, nestes tempos difíceis; que seja responsável na atribuição de subsídios.

Não queremos, não precisamos, não escolheremos um Primeiro-Ministro e um Governo que, insensível, se resuma a subsídios ou rendimentos patéticos, com valores ridículos e sem qualquer tipo de fiscalização; que pense que os problemas sociais se combatem com dinheiro e apenas dinheiro, esquecendo as pessoas e a sociedade civil.

 

No fundo, Sócrates definiu três prioridades importantes. A questão fundamental, porém, está no facto de ter falhado em toda a linha: Nestas e em tantas outras áreas da governação.

 

No dia 27 de Setembro não estará em causa apenas uma "escolha decisiva"... Estará em causa algo que deve ser considerado um desígnio nacional: A eleição de uma alternativa de verdade, comprometida com as suas propostas, que reafirme valores e princípios fundamentais, que se apresente a todos os portugueses como um dínamo de mudança sustentada.

 

Não queremos, não precisamos e não escolheremos José Sócrates e o Partido Socialista.

Os portugueses querem, precisam e escolherão a alternativa: Votarão numa política de verdade, para um maior Portugal.

 

Assim se vencerão as eleições, assim se ganhará o país!



uma psicose de André S. Machado às 21:29
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Sábado, 29 de Agosto de 2009
MARCELO REBELO DE SOUSA NA UV2009!

 

                              

 

Decerto que os alunos da Universidade de Verão de 2009 terão muitas dificuldades em adormecer esta noite. Amanhã, será um dia repleto de actividade, aguardado ansiosamente desde o primeiro dia em Castelo de Vide. Demanhã e início de tarde, há simulação de uma sessão da Assembleia da República, onde serão testados os dotes argumentativos/oratórios dos uvianos. Mas, o grande momento do dia será às 17h com a intervenção do Professor Marcelo Rebelo de Sousa.

 

Compreende-se que assim seja: o Professor é das individualidades que não se coíbem de intervir civicamente mais fascinantes. Com uma invulgar (diria única) capacidade para envolver o auditório a que se dirige, quer sejam alunos da Faculdade de Direito, quer sejam espectadores que religiosamente o seguem para entender claramente os problemas nacionais e internacionais, quer sejam ricos, pobres, com habilitações académicas ou com um grau de instrução inferior. De palavra fácil, discurso abrangente, objectivo, contundente, com um sentido de justiça apurado, ninguém pode ficar indiferente à inteligência analítica e superior de Marcelo Rebelo de Sousa. 

 

Porém, o lado mais luzidio e cativante do Professor é o lado humano, profundamente inspirado pelos ideiais cristãos, com uma tonalidade heterodoxa e marcada pelo Concílio do Vaticano II, a sua disponibilidade para interagir com o outro (afinal, somos todos irmãos, somos todos concidadãos, não importa onde e como nascemos) e participar em acções de solidariedade social, como o Lions ou mais recentemente, na iniciativa da Operação Nariz Vermelho. Coloca o seu conhecimento ao serviço da comunidade, como a elaboração de pareceres jurídicos gratuitamente a Instituições Particulares de Solidariedade Social ou aS Misericórdias. E é esta atitude que faz com que muitos e muitos portugueses gostariam de ver Marcelo Rebelo de Sousa a liderar os destinos do país. 

 

Mais do que o inato e raro talento político, mais do que a sua capacidade de comunicação, mais do que o seu impacto mediático (o seu programa tem uma média de cerca 30% de share), é a sua constante disponibilidade e a sua concepção de que a vida é um dom de Deus e que vivemos para servir os outros e não para nos servirmos dos outros, que torna Marcelo especial e um exemplo a seguir. O Professor poderá ter muitos defeitos (quem não os tem?), mas asseguro que nunca o poderão acusar de falta de carácter ou princípios éticos. Pelo contrário, Marcelo é um exemplo (que infelizmente, começam a escassear) de quem pauta a sua actividade por princípios, não apenas na política, mas sobretudo na sua vida. Poderá ter estratégias ou tácticas políticas - mas quem está na política e nunca as teve que atire a primeira pedra. 

 

Hoje, o Professor Marcelo Rebelo de Sousa falará sobre o que é ser social-democrata no conturbado e desafiante século XXI. Certamente que os alunos da UV2009 aprenderão muito com a sabedoria, o exemplo, a experiência de um humanista que todos conhecemos e todos admiramos.     



uma psicose de João Lemos Esteves às 04:29
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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009
ESTAREMOS CONDENADOS?

                           

 

Na última noite, não consegui dormir. Amiga noctívaga ligou-me de madrugada para me alertar para um facto preocupante: eu não posso, de modo nenhum, contrair Gripe A, pois pertenço a um grupo de risco (ao grupo dos militantes do PSD).

 

Com efeito, se Sócrates mantiver a mesma concepção do princípio da igualdade que adoptou e praticou durante os últimos quatro anos, em que favoreceu as empresas próximas do aparelho socialista ou condicionando a margem de actuação dos empresários para favorecer ou apoiar a política do Governo, estou (e vocês estarão , meus caros amigos) condenado. Com este Estado dominado pelo PS (Partido Sócrates), onde todos os cidadãos são iguais, mas à boa maneira orwelliana uns(os que têm cartão do PS) são mais iguais do que outros, o mais certo é que não haja Tamiflu, nem vacina contra a Gripe para mim.. Claro que a bem do Estado socialista, a bem dos camaradas rosinhas!

 

No entanto, um pensamento acalma-me a inquietação: em Setembro, Sócrates vai morrer politicamente - e não será devido à Gripe A ou à falta de Tamiflu. Será pelo voto dos portugueses. Temos pena, temos pena...  



uma psicose de João Lemos Esteves às 13:31
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Ridículo Versão II

 

Aí está! Novamente o ridículo chega ao PS. Hoje o Semanário revela que "moderados do PS, próximos de José Sócrates, convidaram recentemente Jorge Sampaio para ser candidato presidencial em 2011. "

 

Será que não aprendem? Será que temos que voltar a levar com as mesmas pessoas sempre?? Depois de Mário Soares, agora Jorge Sampaio? Não sabem ir de vez embora? Antes era a intromissão na Câmara de Lisboa, agora a possibilidade de se recandidatar. De facto, foi até hoje o Pior Presidente da República que já passou por Belém.

 

Quer voltar? NÃO, OBRIGADO!!!



uma psicose de Diogo Agostinho às 10:56
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Aí está o programa eleitoral do PSD...

 

                   

Finalmente, foi apresentado as grandes linhas que irão nortear o discurso político de Ferreira Leite. Primeira surpresa: fracõ impacto mediático devido à inexistência de surpresas ou soundbytes. Na verdade, o Programa reúne as posições políticas que Ferreira Leite foi assumindo casusisticamente ao longo da sua presidência.

 

Há que reconhecer, por outro lado, que a apresentação do programa foi tímida - não permite detectar ou prever  se o posicionamento político do partido é mais à esquerda ou mais à direita, optando por centrar-se em matérias relativamente incontroversas. 

 

O acento tónico foi posto na economia, com destaque para as políticas de apoio às pequenas e médias empresas, incentivando a diminuição dos custos e um novo modleo para o Pagamento Especial por Conta ( medidas muito positivas) e na Justiça com a introdução de prazos de duração para os processos judiciais(proposto que merece ser aplaudida).

 

Da leitura do programa resulta evidente a marca Pacheco Pereira, que há muito preconiza a teoria das medidas de curto prazo - os eleitores devem saber aquilo que a candidatura vencedora fará assim que ganhe e não projectos estruturais ou de longa duração.

 

Por último, agora percebe-se melhor por que razão Ferreira Leite excluiu Passos Coelho da lista de deputados: é que, como já aqui referi, o programa é claramente centrista no que concerne à área económica, geneticamente social-democrata e sabemos que o pensamento de Ferreira Leite (embora o programa neste ponto seja omisso) é mais conservadora a nível de costumes. Já Passos Coelho é o contrário: é de direita na economia, defendendo sem precedentes na história do partido, o liberalismo puro e liberal em matéria de costumes, defendendo o casamento homossexual e outras "causas fracturantes". Donde, por incrível que pareça, o programa de Sócrates aproxima-se mais, do ponto de vista político-ideológico, de Ferreira Leite do que o de Passos Coelho. Passos Coelho está longe da actual linha do partido - mais longe do que Sócrates. Como é que um militante nestas condições pode defender o nosso projecto par ao país? - pensou Ferreira Leite, agindo em conformidade. 

 

Por último, ressalvo que a aproximação entre o programa do PS e o do PSD não é problema dos sociais-democratas, não é problema nosso. O problema é do PS - Sócrates desfigurou o partido, dando uma forte guinada à direita inicialmente e, depois, centrizando-o. Nós permanecemos no mesmo lugar político há cerca de 30 anos - é agradável sentir que o PS, para ganhar eleições, tem que nos dar razão...  



uma psicose de João Lemos Esteves às 04:58
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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009
Onde anda a UV?

INTRANET
http://uv2009

 

BLOG
http://uv2009.blogs.sapo.pt

 

FACEBOOK
Universidade de Verão / univerao2009@gmail.com

 

TWITTER
UV2009 / univerao2009@gmail.com

 

TRABALHO DE GRUPO - CAMPANHA DE MARKETING VIRAL POLITICO

 

YOUTUBE
http://www.youtube.com/uveraotv http://www.youtube.com/jsdtv

 

SAPO
http://videos.sapo.pt/jsdtv



uma psicose de Paulo Colaço às 13:58
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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009
O Leão do Senado

 

U.S. Senator Edward Kennedy, a towering figure in the Democratic Party who took the helm of one of America's most fabled political families after two older brothers were assassinated, died at age 77, his family said.


:
: Old before I die - Robbie Williams

uma psicose de José Pedro Salgado às 10:13
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As promessas vindas do Afeganistão

 

We want security and safety to return to Afghanistan, the Muslim republic, but not like the Taliban's Islamic emirate. We want it a modern Muslim state where its citizens know their democratic rights and their rights and duties and who believe in the right of citizenship and peace with neighboring countries. [...] The fight against corruption will beat the top of my priorities as well as the establishment of security and safety all over Afghanistan.- Abdullah Abdullah, actual candidato Presidencial nas eleições afegãs.

 

Será que o Ocidente deve acreditar nas promessas de Abdullah Abdullah e no esforço que Hamid Karzai tem vindo a desenvolver nos últimos 4  anos e meio (?), ou não passará tudo de um mero jogo de retórica? Uma coisa é certa. Enquanto lê este post existem neste preciso momento, soldados portugueses integrados na NATO/ISAF, a trabalharem pelo restabelecimento da paz no território e pela implementação de valores democráticos em solo afegão.



uma psicose de Luís Nogueira às 09:59
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QUEM É O LEONARDO DA VINCI DA UV2009?

                              

Conheci-o há dois anos, precisamente na Universidade de Verão, quando me interpelou, de microfone em riste, para responder a um questionário. A primeira impressão que dele tive foi a de um jovem irreverente, mas pelo ar, introvertido, pouco dado a conversas, com uma sociabilidade apenas moderada. De baixa estatura, com uma expressão facial cerrada, ar distraído, parecia quase inacessível. Contudo, a primeira impressão revela-se completamente infundada, no caso da pessoa em questão. 

 

Destaca-se pelo seu rasgo humorístico mesmo nas situações mais improváveis (como na paternidade e baptismo ao renascimento de Napoleão), pela sua ilimitada criatividade, pelo poder de imaginação. Criou blogs, elabora um jornal diário que circula na UV e, agora, até virou repórter televisivo, cujas peças são dignas de concorrer com o Jornal de Sexta da TVI. E esta versatilidade, reforçada de ano para ano, que lhe confere um certo ar de homem renascentista no universo da UV - verdadeiro Leonardo da Vinci de Castelo de Vide!Porventura, para o ano, vai ensinar-nos a equação de 2.º grau que prova a existência da mística UV (na expressão inesquecível de Duarte Marques)!

 

Adivinharam quem é? Pois claro : é o nosso caríssimo colega e administrador do Psicolaranja, Paulo Colaço. Continua incansável em fazer da UV um projecto cada vez mais importante na senda política nacional. Como colega de blog e amigo, expresso publicamente a minha honra e satisfação. Porque o sucesso do Paulo e restante equipa, é o sucesso da UV, é o sucesso da JSD. E é mais um passo para o sucesso da POLÍTICA DE VERDADE!  



uma psicose de João Lemos Esteves às 05:39
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A VERDADEIRA EPIDEMIA

 

                         

O ser humano é um ser incrível, nas suas múltiplas capacidades e contradições (e até limitações). A verdade é que, apesar de nos últimos tempos se ter nas sociedades ocidentais a um desenvolvimento tecnológico e científico sem precedentes, a nossa felicidade  não cresceu proporcionalmente - ou até decresceu. Porquê? A explicação, ainda que minimalista, creio que reside na própria natureza humana. Parece que o Homem tem em si uma tendência natural para o conflito interno, para desvalorizar o que de positivo há na sua vida, para se autoflagelar psicologica e emocionalmente. Queremos sempre mais, mais e mais. E acabamos por não gozar do dom mais valioso - a vida. Quem nunca se zangou, se revoltou com a vida apenas porque não conseguiu comprar algo que queria, ler um livro que desejava - e esquecia que tinha uma família sólida, uma casa e alicerces educativos e culturais para construir o seu futuro? Pois bem, este pensamento assaltou-me quando, num cidade portuguesa, tida como das mais ricas, vi concidadãos a dormir ao relento, ssem eira nem beira(tal como a governação de Sócrates).Há que admitir: é um traço da nossa sociedade secundarizar o essencial, o nuclear em prol do pouco importante, do inútil, do fútil. Este é um "vírus sociológico"que se propaga há muito tempo - e até agora não houve nehum plano de contenção ou de atenuação dos seus efeitos...

 

E a política não é imune, nem se vacionou atempadamente contra o vírus do fútil. A discussão de ideias sobre um projecto para o país escasseia, não se debate qual deverá ser a política económica a seguir, o apoio social, a Justiça - discute-se alegremente denúncias anónimas de escutas, o que é que a líder do PSD fez em 2002 e, qualquer dia, Augusto Santos Silva vai se lembrar de trazer à baila que a culpa por D. Afonso Henriques não ter expandido o território português logo desde a Fundação para norte foi de Ferreira Leite pois o Pagamento Especial por Conta asfixiou a boa gente trabalhadora necessária para a expansão...

 

A realidade é dura: a vida política é dominada pela cultura do fútil. Só assim se justifica que Sócrates, que em 4 ANOS NÃO DEIXOU NENHUMA MARCA DE GOVERNAÇÃO POSITIVA VISÍVEL, ainda possa ter índices de popularidade relativamente positivos. Só assim se explica que a JS TENHA A BRILHANTE IDEIA DE ANDAR COM CAROLINA PATROCÍNIO ATRÁS DE SI E FAZÊ-LA MANDATÁRIA DA JUVENTUDE D SÓCRATES (E A POBRE A CONTRAGOSTO LÁ ACEITOU). Só assim se explica que a JS FAÇA A SUA RENTRÉE A TENTAR DAR MÚSICA AOS JOVENS COM DJ'S, O QUE - CONVENHAMOS - É MUITA PEDAGOGIA POLÍTICA. Só assim se justifica que DUARTE CORDEIRO, UMA ESPÉCIE DE SÓCRATES EM VERSÃO MINÚSCULA, A PERSONIFICAÇÃO DO LADO INÚTIL DA POLÍTICA, SEJA O LÍDER DA JUVENTUDE DO PARTIDO DO GOVERNO.  

 



uma psicose de João Lemos Esteves às 04:59
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Terça-feira, 25 de Agosto de 2009
LUÍS MARQUES MENDES

                           

é um elemento valioso do nosso partido. Iniciando a sua actividade política numa autarquia quando ainda era um jovem (decerto) cheio de dinamismo, o percurso de Marques Mendes tem sido de uma invulgar e abnegada dedicação à causa pública.

 

Foram muitos os cargos que ocupou sempre com a mesma convicção e sageza. Destaco a sua actuação preponderante como líder da bancada parlamentar social-democrata no (saudoso) tempo da liderança do Professor Marcelo Rebelo de Sousa. Na Assembleia da República, Marques Mendes comprometeu-se então com o programa e a estratégia do líder do partido, não de uma forma passiva, mas contribuindo com a sua criatividade e sentido parlamentar para que a oposição ao Governo socialista que, gozava na altura do seu estado de graça no momento em que parecia que Portugal era o país das maravilhas, se consolidasse, fosse respeitada e credível. Coordenou a acção política parlamentar do PSD no Parlamento, confrontou exemplarmente António Guterres.

 

É certo que, ninguém é tão versátil ao ponto de desempenhar com o mesmo brilhantismo todo e qualquer cargo político. Como é sabido, Marques Mendes viria a tornar-se Presidente social-democrata, após a derrota pesada de Santana Lopes, nunca convencendo um aprte significativa do "povo" laranja. É sempre negativo tentar ajustar contas com o passado ou atribuir o insucesso apenas a uma causa específica : a prestação menos boa de Marques Mendes deveu-se a um complexo causal, explicado por factores internos e externos. Não podemos esquecer que até há bem pouco tempo Sócrates era intocável - e se hoje o PSD é encarado como uma alternativa credível, muito do trabalho foi feito por Marques Mendes, é  de elementar justiça reconhecê-lo.

 

Porém, num país onde, por vezes, se cultiva a ingratidão, houve a sensibilidade e o bom senso para reconhecer a actuação cívica de Mendes - e é actualmente um político prestigiado. A publicação do seu livro merece ser destacada. Até nisso, Marques Mendes inovou: o seu livro não é um repositório de discursos, não é um refazer da história, de explicações ou lamúrias. Não: o seu livro é, na tradição norte-americana, um conjunto de ideias para o País, em diversos sectores, devidamente estruturados, reflectindo uma certa visão para Portugal. A sua visão de Portugal. 

 

Num tempo em que a política vive do espectáculo, do show bizz, em que o Governo de Portugal é uma agência de comunicação, que faz da propaganda o alfa e o ómega da sua acção político, temos o dever moral e cívico de destacar quem tem ideias, que tem um modelo para o país, uma visão estrutural para o nosso futuro colectivo - que está para além , da "espuma dos dias". POis que os alunos da UV possam, em Castelo de Vide, hoje à noite a seguir a mais um maravilhoso jantar, ouvir e pensar sobre como "MUDAR DE VIDA". Que bem precisamos, bem precisamos... 

 

 



uma psicose de João Lemos Esteves às 14:49
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Custou mas foi

Já tardava, mas concretizámos hoje o ingresso do Guilherme no Psico.

No preciso dia em que chegou à UV.

Vem-vindo a bordo, Gui!



uma psicose de Paulo Colaço às 02:32
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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009
Assim se vê, a força da UV...

                                        

 

Confirma-se a suspeita: a edição deste ano da Universidade de Verão deve ser seguida com especial atenção. Logo na sessão formal, já se registou um facto político que deve ser assinalado e que se prende com o programa eleitoral do PSD. Explicarei de seguida este ponto.

 

Antes porém, gostaria de assinalar o discurso francamente positivo de Pedro Rodrigues. Conciso, acutilante, juntando aos habituais (e anuais) elogios e recomendações aos alunos da UV, a crítica política à Juventude Socialista. No fundo, a relevar aquilo que mais separa as duas juventudes partidárias: a seriedade e o rigor. Daí a JSD organizar a Universidade de verão, respeitada e com impacto mediático, e a JS organizar como bandeira da sua rentrée uma festa com DJ's no mesmo dia de uma acção de campanha com Sócrates. O mais engraçado ´que o cabeça de cartaz não é Sócrates, não é António Vitorino, não é ninguém conhecido pela sua intervenção cívica e política - mas é o DJ Fernando Alvim, como se infere do cartaz promocional da festa. Enfim, diferenças de estilo e perspectiva sobre a política...Bem metida a achega pelo líder da JSD.Gostei.

 

Mas, a intervenção política mais sonante, e que me surpreendeu pela carga política,  foi a de Alexandre Relvas, presidente do Instituto Francisco Sá Carneiro. Porquê? Porque permite antever o que será o programa eleitoral do PSD que Ferreira Leite apresentará na Quinta-Feira. Duas conclusões são evidentes:

 

1.º - A acentuação e enfâse do discurso de diferenciação em relação ao Partido Socialista. Até agora, a diferenciação era meramente formal - nós falamos verdade, eles mentem e é só propaganda, nós somos sérios e cumprimos a nossa palavra, com eles é tudo fogo de artifício ou o "Governo do quase"(quase reduzem desemprego, quase reduziam o défice, quase...). A partir desta semana, a diferenciação passa a ser também material: nas propostas concretas e nos temas a abordar. Com esta particularidade: o PSD vai virar ligeiramente à direita. Os últimos presidentes do PSd (que tiveram alguma longevidade), Durão Barroso e Marques Mendes, eram, por vocação, centristas. Ora, este PSD assume-se claramente como de centro-direita. Situa-se ao centro nas políticas económicas e sociais, na intervenção do Estado no auxílio dos mais necessitados, no combate ao desemprego (preocupação máxima do PSD), em que se rejeita a ideia de um mercado desregulado, a funcionar através da mão invisível.  E é de direita, nos costumes, nas políticas demográficas, rejeitando  o casamento entre homossexuias (e as causas fracturantes) e colocando o enfoque nos incentivos à natalidade e no papel da família tradicional. 

 

2.º - Relvas falou da relevância da agricultura, em termos económicos e sociais: convergência com o discurso de Paulo Portas e do CDS/PP. Temos assim, em plena Universidade de Verão, sessão de abertura, a confissão implícita de que o PSD tem no seu horizonte próximo a intenção de coligar-se com o CDS, se os resultados eleitorais forem abonatórios. Era a hipótese mais plausível - ficam dissipadas todas as dúvidas sobre este ponto. E, assim, se vê, a força da Universidade de Verão, que vale mais do que qualquer comício e os agentes políticos compreendem a sua importância...

 

Em conclusão, a estratégia do PSD é cuidadosa e inteligente. Perante a ocupação pelo PS  de parte do centro,  o PSD diferencia-se com a visão que tem do papel do Estado na economia e,sobretudo, na sociedade, assumindo-se, em alguns pontos, como de direita. Na perspectiva de uma coligação com o CDS/PP.



uma psicose de João Lemos Esteves às 19:26
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Sócrates e liberdade?

                                 

                

José Sócrates, hoje na Madeira, a clamar pela liberdade, liberdade, liberdade. E a dizer que o insulto enfraquece a democracia.

 

Estamos mesmo na silly season: Sócrates a gritar liberdade é o mesmo que Jerónimo de Sousa dar vivas à economia de mercado, à livre iniciativa e à democracia.

 

Qual é a ideia de liberdade que José Sócrates ontem reclamou? É a mesma liberdade que tem entendido aplicar no Continente? É aquela liberdade de quem não pode criticar o Governo nos meios de comunicação social, sob pena de ser processado? É a mesma liberdade que lhe permite mudar a linha editorial da estação de televisão com mais audiências em Portugal, porque acha que é jornalismo travestido? É a mesma liberdade que aplica nos concursos para professor-titular em que - dizem-me- professores, militantes do PS, foram favorecidos?

 

Infelizmente, além de estarmos na silly season, temos um primeiro-ministro completamente silly...



uma psicose de João Lemos Esteves às 15:42
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UV 2009 - Day One

Tudo a postos para receber os alunos.

Sala preparada, pastas prontas e staff a trabalhar afincadamente.

Trata-se do mais conseguido e mediático evento de formação política em Portugal.

Hoje, a sesão de boas-vindas será com Carlos Coelho, Pedro Rodrigues e Alexandre Relvas.

 

Outra nota: este ano, a UV tem blog: uv2009.blogs.sapo.pt

 



uma psicose de Paulo Colaço às 12:16
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Domingo, 23 de Agosto de 2009
Geração Y. Quem são?

A Geração Y é a geração do futuro. Agora.
Comparando com a geração dos seus pais, é uma geração de pensamento em rede em oposição com o pensamento linear daqueles. A geração Y junta-se online, alimenta e cria uma consciência comum que rapidamente se altera para o mais recente facto ou evento que estiver nos tops das pesquisas nos sites mais acedidos. Não se interessam muito por televisão como os seus pais, mas vivem no mundo dos média sociais, coisas que os seus pais quase desconhecem...

Os seus pais esperavam pelos desenhos animados pela manhã e as notícias pela noite.

Agora é tudo às doses de 24h sobre 24h.
Comparando de novo com os seus pais, têm menos tendência para consumir e comprar, comprar, comprar! pois são mais cientes do custo e do valor do dinheiro.
Os gen Y são apocalípticos (muito cientes das crises Asiáticas e Americana) e têm pouca fé no futuro comparativamente aos seus pais que são os pós imperialistas com imensa fé no futuro que agora vivemos (talvez estejam invariavelmente desapontados!)
Os seus pais tinham em mãos questões sociais que agora não lhes fazem sentido, são pós feministas, pós género e pós raciais.
Este é um pequeno perfil que faço inspirado num podcast da  BusinessWeek, e com o qual concordo a 100%. E tendo em conta algumas das ideias dos meus companheiros da JSD, pergunto-me como poderá o meu partido contar com esta geração para criar os líderes do futuro deste país quando teimamos em não avançar de acordo com os tempos?
Ainda bem que os maus exemplos que leio não são a totalidade das possibilidades!
Haja espaço para a mudança e para a abertura e para a preocupação com aquilo que realmente interessa a esta geração. Uma geração que vive online tem de saber que pode aí viver protegida nos seus direitos, por exemplo. Uma geração que não está certa quanto ao futuro tem de crer que o futuro não está cheio de incertezas! Mas não nos moldes de sempre, tem de se adaptar a linguagem. Uma geração pós género e pós racial quer lá saber desses assuntos para alguma coisa. E só para deixar alguns exemplos!
Tenho a infeliz sensação de que a comunicação é feita para as excepções e não para a maioria:P
 



uma psicose de jfd às 13:28
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VITÓRIA DE PEDRO RODRIGUES, VITÓRIA DA JSD!

 

                        

Já neste Verão, escrevi aqui que, não obstante os inúmeros méritos de Pedro Rodrigues, a sua liderança iria ficar marcada pela capacidade (ou falta dela) de impor a presença da JSD nas listas às legislativas. E, desfazendo os equívocos que sempre surgem quando se aborda esta matéria, referi que esta não é uma visão numérica ou aritmética da política, mas um facto incontestável: sem representação, é difícil colocar em prática ou condicionar a execução de um projecto político. 

 

Elaboradas que estão as listas, qual é o balanço?

 

Só pode ser um: vitória em toda de linha de Pedro Rodrigues. De facto, só por má fé ou cegueira política completa, se pode afirmar o contrário. De uma situação de carência de representação(como na actual legislatura) à possibilidade de ter 17 deputados da jota, sendo que 12 estão praticamente garantidos, é um feito assinalável. Os mais puritanos poderão dizer: "ah!, isso não interessa nada. Não interessam os lugares. Este post faz a apologia dos jogos políticos, das jogadas de bastidores". Tudo isto é verdade - por isso, é que a acção da Comissão política nacional, personificada no líder Pedro Rodrigues, é uma dupla vitória: não só conseguiu garantir a presença em força da JSD nas listas do Partido, como essa presença não deriva de meras negociatas políticas, de troca de lugares, mas sim do reconhecimento por parte do partido do trabalho político que a jota tem desenvolvido, desmistificando a propaganda socrática, propondo, sugerindo, criando. E inovando. O partido percebeu que a JSD não serve só nem principalmente para agitar bandeiras ou colar cartaxzes. O partido percebeu que a JSD não subtrai, não diminui - pelo contrário, aumenta a força do PSD, aumenta as valências do projecto político social-democrata.

 

Julgo, assim, que Pedro Rodrigues entra para a história dos presidentes da jota com mais relevo - e não é pelos lugares, mas antes pelo seguinte: Passos Coelho e Pedro Duarte são hoje respeitados e recordados porque souberam adoptar a JSD às circunstâncias do tempo em que a lideraram. O primeiro, autonomizou, deu vida própria à jota no tempo em que o PSD tinha maioria absoluta; o segundo, deu-lhe consistência programática. Ora, Pedro Rodrigues agilizou a acção política, teve a argúcia de entender que os meios de acção política são hoje completamente diferentes do que eram há poucos anos e tirou proveito disso. Aliás, Pedro Rodrigues é um político interessante - é um político de equilíbrios: não deslumbra, mas envolve e cativa; não sendo uma sanguessuga mediática, é contido mas certeiro e eficiente; não é brilhante do ponto de vista oratório, mas é bem falante , timbre adequado e persuasivo. Certamente, que dará muito ao partido e ao país no futuro...

 

Concluindo, num país em que se critica tudo e se apontam sempre os defeitos , a JSD deve dar o exemplo e ter a humildade de elogiar quando há motivos justificados para tal: Pedro Rodrigues e a CPN estiveram muito bem! Há que prosseguir o bom trabalho...

         


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uma psicose de João Lemos Esteves às 05:49
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JSD - A VERDADEIRA JUVENTUDE PARTIDÁRIA SEXY!

 

                                           

Está na moda o adjectivo sexy para descrever o partido político ideal, o partido-modelo. Ele é Pires de Lima a dizer que o CDS tem que ser um partido sexy, ele é Diogo Agostinho a dizer que o PSD tem que ser sexy(ou, numa versão suave do mesmo autor, ter um discurso afoito), mas agora o melhor: DUarte, o Cordeirinho, líder da JS, aderiu à moda e quer uma Juventude Socialista... SEXY! Como sempre, o Cordeirinho chegou atrasado - mas já tomou a sua primeira medida para tornar a JS sexy (tarefa dificílima!). Propôs um conjunto de medidas para ir ao encontro das preocupações dos jovens? Aumentar a participação política destes? Não, o Cordeirinho deu uma nova dimensão ao conceito de partido sexy: APRESENTOU CAROLINA PATROCÍNIO COMO MANDATÁRIA DA JUVENTUDE DO PS! 

 

Bom, respeito a opinião que cada um possa ter sobre o que é um partido sexy. Mas, sem colocar em causa as qualidades estéticas da nova coqueluche da SIC/PS/JS/Duarte Cordeiro, um partido político e uma juventude partidária têm que ser muito mais do que isso.

 

Desde logo, no actual estado de descrença dos jovens em relação à política, as juventudes partidárias não podem entrar excessivamente nestes jogos mediáticos, não podem privilegiar a forma, a embalagem sobre o conteúdo, sobre a construção efectiva de um programa político para a juventude - não com proclamações retóricas, vazias de sentido, mas sim que respondam às interrogações e percebam as aspirações dos jovens acerca do seu futuro.

 

Depois, uma juventude partidária não se pode fechar sobre si própria, ser um clube de amigos, inacessível, centrada nos jogos políticos dos que a lideram em determinado momento - ou seja, não pode ser o que a Juventude Socialista é actualmente com Duarte Cordeiro. Pelo contrário, deve promover e incentivar a interactividade com todos os jovens(incluindo não militantes, mas todos aqueles que sintam o apelo da política), uma participação alargada da juventude na construção do seu programa político. E precisa de divulgação: porque, caso contrário, será o clube de amigos, como o do Cordeirinho. 

 

É neste quadro que me sinto honrado por ser da JSD nos dias que correm: a única juventude partidária que utiliza as vantagens dos novos meios de comunicação, designadamente da internet, não como instrumentos de propaganda - mas sim como meios de estimular a participação política dos jovens. Não somos só nós, militantes da JSD que agradecemos - é a vitalidade da democracia, mesmo perante a asfixia democrática socrática, que sai a ganhar. A única juventude partidária que parece, para além da espuma dos dias e da propaganda, querer dignificar a política, estando preparada para assumir a defesa dos interesses dos jovens na sede da democracia portuguesa. 

 

Quanto à JS e à sua nova coqueluche transformada mandatária da juventude de Sócrates, esperemos que Patrocínio grite: "rosinhas e  Duarte Cordeirinho, soltem as vossas ideias para o país e para os jovens!". E. por uma vez na vida, alguém as possa conhecer...para além do casamento entre homossexuais, a JS é um deserto de ideias. Prefere andar de mão dada com a Juventude bloquista...opções.    

 



uma psicose de João Lemos Esteves às 04:46
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Sábado, 22 de Agosto de 2009
Ainda cá anda? Deixe lá a AE

 

Na típica leitura de sábado de manhã, ao folhear o Jornal Expresso, dei de caras com uma notícia que me fez relembrar os tempos das Associações de Estudantes.

 

É um caso típico do movimento estudantil, um qualquer ex-Presidente de uma Associação de Estudantes já com idade para trabalhar, sabe por outros que um miúdo que sempre foi melhor que ele pode ocupar o seu antigo lugar. Ainda por cima é o miúdo que ele próprio mandou embora da comissão de finalistas que estava a mexer-se demais. O que faz então o ex-Presidente da AE? Pega no telefone e liga a dois ou três delfins que lá deixou, sem muito jeito para a coisa e começa a tentar montar de fora uma candidatura.

 

Quantas vezes já se assistiu a este triste espectáculo? Quem não sabe sair tem estes problemas. E assim chegamos ao Dr. Jorge Sampaio na sua ridícula postura de "negociar uma coligação de esquerda para Lisboa".

 

Tanto medo Dr. Sampaio, tanto medo...



uma psicose de Diogo Agostinho às 13:10
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UV 2009 I

A Universidade de Verão é uma academia de formação política.

Em boa hora criada por Durão Barroso e Carlos Coelho, tem servido de suporte e pano de fundo para a reentré do PSD.
A edição deste ano é em Castelo de Vide e conta com Alexandre Relvas, António Borges, Luís Marques Mendes, Paulo Rangel, Rui Rio, Macário Correia, Paula Teixeira da Cruz, Agostinho Branquinho, Marcelo Rebelo de Sousa, Pedro Santana Lopes e Manuela Ferreira Leite, entre outros.
O Psico volta a estar “presente” neste grande evento, com a Beta, o Né e eu no Staff, a quem se junta o Psico-Designer Fred e o antigo Psicótico Zé Baptista.
Como aconteceu no ano passado, os antigos alunos poderão seguir “live” as aulas e até fazer perguntas aos formadores.


uma psicose de Paulo Colaço às 03:52
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Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009
CUIDADO - PODE FICAR CHOCADO(A)...

                                   

 

Portugal, dia 27 de Setembro de 2009. Os portugueses afluem em número superior às melhores expectativas das famigeradas sondagens que foram aparecendo nos jornais nos dias anteriores. Uma campanha renhida, sem vencedor antecipado. É um dia decisivo para o futuro do país - é a opção entre a política da verdade ou a política da mentira, da propaganda, da forma sem conteúdo. Da naturalidade e honestidade contra o teleponto, o show off e a mentira sem vergonha. Aproxima-se das 20h00 e a ansiedade cresce. Resultado final: vitória do PS com maioria relativa. Não podemos acreditar! Aquele que podia ser o dia do fim do ciclo socrático desastroso para o país, afinal tornou-se o dia de uma mais que provável tragédia nacional. E o sentimento de desastre aumentou dias mais tarde com o anúncio de COLIGAÇÃO ENTRE O "ENGENHEIRO" SÓCRATES E A PICARETA FALANTE MAIS IRRITANTE QUE O PAÍS CONHECEU, FRANCISCO LOUÇÃ! AFINAL, TANTA CRISPAÇÃO, TANTO CONFLITO ENTRE OS LÍDERES DO PS E DO BE PARA ACABAREM EM CASAMENTO APAIXONADO! A DOUTRINA SÁ FERNANDES FEZ ESCOLA NO BE QUE ACABA DE ADERIR AOS VÍCIOS BURGUESES DO PODER!

 

O PS FICA REFÉM DO BE e entrega  pastas ministeriais de grande importância para os populistas trotskystas. Assuntos Sociais, Economia, Saúde passam a depender de políticos que não têm noção da realidade e vivem fechados no mundo que idealizam e nas verdades que tomam por absolutas. O país prepara-se para entrar num verdadeiro TOTALITARISMO DE PENSAMENTO onde NINGUÉM PODE CONTRARIAR as verdades irrefutáveis do BE, verdadeiros PROGRESSISTAS SOCIAIS! 

 

Quatro anos volvidos. Milagrosamente, o Governo BE aguentou-se. SIm, Governo BE, não me enganei...Pois, caro leitor, o PS andou às cavalitas do BE e, como partido que COLOCA SEMPRE OS SEUS INTERESSES ACIMA DOS INTERESSES DA NAÇÃO, foi deixando a extrema-esquerda destruir continuada e alegremente o país! E que país é esse? É um país em que os JOVENS NÃO TÊM FUTURO, AUMENTANO A VAGA DE EMIGRAÇÃO, sendo dificílimo alguém obter primeiro emprego e trilhar os seus planos de vida. 

 

É um país EM QUE O ESTADO PAIZINHO PASSOU A ESTADO PAIZÃO, atrofiando a liberdade individual e o espírito de iniciativa e criatividade dos cidadãos. Não há país que sobreviva a tal realidade...

 

É um ESTADO EM QUE A CORRUPÇÃO E OS INTERESSES PARTIDÁRIOS OCULTOS OU POUCO ESCLARECIDOS PULULAM. Aí onde o Estado é tentacular, aí haverá sempre - por muitas leis que proíbam - corrupção e esbanjamento do dinheiro dos contribuintes...

 

É um país que PERDEU A NOÇÃO DOS VALORES QUE ESTRUTURAM AS SOCIEDADES (A CHAMADA DIMENSÃO AXIOLÓGICA COMUNITÁRIA), A MORAL E A ÉTICA, O PAPEL DA RELIGIÃO NA VIDA INDIVIDUAL E COLECTIVA EM NOME DOS FALSOS PROGRESSISMOS SOCIAIS QUE ADOPTOU A MARCA DAS "CAUSAS FRACTURANTES" - CONCEITO, ALIÁS, PERVERSO E VAZIO, QUE AO TENTAR SER TUDO É NADA. Assim, o Casamento entre homossexuais passou a ser permitido, procedeu-se à liberalização das drogas, a eutanásia foi aprovada sem discussão séria e aprofundada (e não foi apenas o testamento vital!) e prepara-se para ser permitida a adopção de crianças por parte de casais gay. 

 

É um país QUE DESPREZA A SEGURANÇA INDIVIDUAL E COLECTIVA, INTERNA E EXTERNA, SECUNDARIZANDO E IGNORANDO OS POLÍCIAS E AS FORÇAS DE SEGURANÇA, QUE PENSA QUE O CRIME É SÓ UM PROBLEMA SOCIAL QUE DECORRE DA EXPLORAÇÃO DOS CRIMINOSOS PELA SOCIEDADE CAPITALISTA. Assim, o Governo PS/ BE não aumentou o número de elementos das forças de segurança (até diminuiu), limitou as formas de actuação dos agentes de segurança que ficam em posição de desvantagem em relação aos criminosos e colocou em causa a relação transatlântica com os EUA, pensando um distanciamento progressivo em relação à NATO ATÉ À SAÍDA QUE ESTÁ PARA BREVE. 

 

A realidade descrita neste post é, por ora, mera ficção, uma divagação do seu autor, inspirado pelo sol e pelo tédio de uma tarde de Verão. Contudo, a ficção pode tornar-se realidade dentro de pouco mais de um mês. SE NÃO QUEREMOS VIVER NO PORTUGAL Á BE, COM PS ÁS CAVALITAS, TEMOS DE AGIR EM CONFORMIDADE: É PRECISO NÃO VOTAR NA ESQUERDA IRRESPONSÁVEL NO PRÓXIMO DIA 27 - E OPTAR POR UMA ALTERNATIVA SÉRIA, CREDÍVEL, RIGOROSA. É PRECISO VOLTAR A CONFIAR NO PSD. 

 

 

 

   



uma psicose de João Lemos Esteves às 17:50
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Caldeirada à Costa

 

 

Está sublime! De facto, a coerência reina naquele saco de lista que é "Unir Lisboa"!

 

Cada vez mais faz falta dar sentido a Lisboa, deixem-se de coligações, ou acordos coligatórios, ou qualquer invenção bonita para jornal comprar!

 



uma psicose de Diogo Agostinho às 10:52
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Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009
Vergonhoso

    

 

As eleições para escolhermos os próximos deputados à Assembleia da República estão aí à porta. Falta pouco mais de um mês e uma semana. Dia 27 de Setembro será o dia em que os portugueses ao escolherem os seus deputados estão indirectamente a escolher o próximo Primeiro-Ministro.

 

Goste-se mais ou menos de um partido, as pessoas sabem que a escolha será entre José Sócrates e Manuela Ferreira Leite. Porém, o que o Secretário-Geral do Partido Socialista está a fazer é vergonhoso para o esclarecimento real dos portugueses e para quem acompanha e gosta desta coisa de política e debates. Sócrates fez saber que apenas aceita dois debates com Manuela Ferreira Leite e um debate a cinco. Faço ideia se fosse Manuela Ferreira Leite a recusar...era logo a arrogância, a incapacidade de debater, mas como é o animal feroz nada de ondas.

 

Acho que um debate a cinco tem a utilidade que tem. Faz falta, mas basta um. Agora, parece-me evidente que o modelo proposto pela SIC seria deveras interessante. Um frente a frente entre todos. Espero que reconsidere e aceite. Não basta apenas o José e a Manuela a falarem, quero ver Sócrates confrontado com Portas ou Louçã, quero ver Manuela Ferreira Leite em despique com Jerónimo e Louçã. Quero assistir novamente ao debate entre Portas e Louçã.

 

É vergonhoso retirar aos portugueses estes pequenos momentos de esclarecimento e de prazer político!



uma psicose de Diogo Agostinho às 13:57
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QUAL A RELAÇÃO ENTRE A FESTA DO PONTAL E O PASSOS COELHISMO?

                                        

 

                                         

 

Sexta- feira, dia 14 de Agosto. Dia agradável, em que o sol marcou presença durante a tarde na Quarteira. Ao fim da tarde, entre o espaço reservado à Feira do Artesanato e do Livro de Loulé e o recinto da Festa do Pontal, notava-se uma agitação crescente. Primeira impressão agradável: os veraneantes comentavam o evento do PSD/Algarve, muitos convictos de que iria aparecer Ferreira Leite. Adivinhava-se noite alegre, cheia de dinamismo laranja, de força e vitalidade de quem sabe que Portugal precisa de uma alternativa credível ao Governo do pseudo-engenheiro Socrátes... Infelizmente, a primeira impressão não passou de mais uma fátua ilusão. 

 

De facto, dava a sensação de que os presentes se encontravam numa sala de jantar, de um banal de restaurante, com vários grupos, socializando - e não num comício partidário. Ao grito do nosso partido, havia uma certa apatia e resistência em reagir. Não houve manifestação espontânea, apesar dos esforços inglórios do Nélson Faria ou do Diogo Agostinho que bem tentavam agitar as hostes (não gritando Santana, mas Manuela - para que se conste). Mas mais notório foi a fraca adesão da juventude e  uma galvanização por parte da JSD que ficou - honestamente!- um pouco aquém do que esperávamos.

 

Isto dito e ponderado, uma conclusão é inevitável: o Pontal perdeu a sua força e , actualmente, limita-se a ser uma festa com alcance local, com uma influência circunscrita ao Algarve. Mais do que a Festa do Pontal, é a Festa do Botal - é a consagração anual de Mendes Bota. Ponto final.

 

E não admira que o único momento digno de registo, numa lógica nacional, sejam tiradas do discurso de Bota - porque, no que respeita ao de Aguiar Branco, valeu zero, não serviu para nada , tirando o trocadilho envolvendo Cristiano Ronaldo e o Santiago barnabéu. E é incrível como o tempo dá razão a Ferreira Leite: para fazer a figura de bobo da festa de Aguiar Branco, mais valia nem aparecer na Quarteira. Neste particular, a líder quando rejeitou o convite foi uma visionária... 

 

A edição do Pontal deste ano não marcou a rentrée do PSD - marcou, isso sim, foi o início da estratégia de Passos Coelho para o futuro próximo. A frase da noite foi a crítica velada de Bota à líder, afirmando que não aceita duas negas da mesma senhora que convida para o baile e defende um PSD aberto que inclui Passos Coelho nas listas para deputado - esta foi, aliás, a frase mais aplaudida (ou direi a única?) da festa. O soundbyte dominou a cobertura mediática - como se esperava e como o seu autor desejava. No dia seguinte, o Expresso anunciava na capa que Moitas Flores, candidato do PSD à Câmara de Santarém, não ia votar no partido nas legislativas, porque este não é o seu PSD. Santarém que só por acaso é o distrito de Miguel Relvas que só por acaso é, na actual fase da vida, passos-coelhista da primeira linha. Alguns dirão que esta foi uma mera coincidência temporal entre o dia da realização da Festa do Pontal e a publicação das declarações de Moita Flores. Outros dirão que foi uma convergência objectiva. Para mim, com alguma caridade cristã, foi uma coincidência provocada - uma seja, uma estratégia genial da entourage coelhista que não admira, pois Miguel Relvas não brinca em serviço...

 

Temos, pois, definida qual será a atitude de Passos Coelho até final de Setembro: não aparecer a criticar (pois isso teria o efeito contrário de desgaste de imagem e ficar com o ónus de contribuir para uma eventual derrota do PSD), mas não poupar a líder, criticando-a por interpostas pessoas. Moita Flores não é caso isolado - nos próximos dias, vão aparecer mais. Palpita-me...

 

 



uma psicose de João Lemos Esteves às 03:08
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Quarta-feira, 19 de Agosto de 2009
Foi violada? Tire a senha no guichet e aguarde!

Passou-se o inacreditável.
Uma rapariga de 17 anos foi vítima de violação sexual na noite passada. Dirigiu-se ao Hospital Santa Maria e foi informada que não estavam disponíveis peritos do Instituto de Medicina Legal para a examinar. A solução? Esperar 12 horas, uma vez que no mês de Agosto não há peritos a fazerem o turno da noite.
Espantado? Espere. Ainda alertaram a menor para o facto de não poder comer nem lavar-se. Afinal de contas seriam só 12 horas.
O pai da menor manifestou a sua indignação junto do Hospital, que condescendentemente lhe respondeu que existe um gabinete do utente, onde podem ser apresentadas reclamações.
Com este episódio chocante ficam demonstradas duas evidências: a ineficácia do nosso SNS, que deixa perpetuar situações graves como esta, e a desumanidade que caracteriza o funcionamento das unidades de saúde.

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uma psicose de Margarida Balseiro Lopes às 15:25
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Fará sentido?

 

Dois agentes da PSP, agredidos na Amadora em 2004 quando estavam em serviço, não vão ser indemnizados por danos morais e físicos e foram obrigados a pagar as custas do processo porque os agressores, condenados em tribunal, apresentaram atestado de pobreza.
(Ler +)


uma psicose de Paulo Colaço às 10:21
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Terça-feira, 18 de Agosto de 2009
O Mandela da Ásia

 

Morreu Kim Dae-Jung.

 

Antigo Presidente da Coreia do Sul e Prémio Nobel da Paz em 2000, foi um dos principais responsáveis pela chamada "Sunshine Policy" que, apesar das muitas paredes norte-coreanas em que embateu, teve o mérito de permitir alguns momentos de abertura entre os dois Estados, nomeadamente, alguns breves reencontros entre famílias separadas pelo paralelo 38.

 


:
: Aegukga

uma psicose de José Pedro Salgado às 10:15
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Segunda-feira, 17 de Agosto de 2009
Achtung baby!

Cumbia de la Influenza

 

 

Es la noticia del día, la Influenza ya llegó.
Compren todos medicina pá enfrentar al batallón.
Ya mejor que te dé un sida, un cáncer, o comezón.
Hoy más vale ser suicida con taquitos de pastor. XD


Porque dicen que es la gripa perfecta,
porque dicen que es la gripa perfecta.
No te vayas a perder cuñado todo se acabó.

  

Porque dicen que es la gripa perfecta,
porque dicen que es la gripa perfecta.
y no saben que el chilango vive bajo del esmog.

Vete de la capital, pronto todo va a estallar.
Quedaremos como zombies bien quemados por el Sol.
Y ahora quien nos va a ayudar. No le llamen a Superman.
Todos estaremos muertos cuando llegue Indiana Jones.

 


:
: duh

uma psicose de José Pedro Salgado às 22:30
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O Bilionário do Povo

 

A New Yorker desta semana tem um artigo muito bom sobre Michael Bloomberg.

 

Recomenda-se.


:
: New York, New York - Frank Sinatra

uma psicose de José Pedro Salgado às 19:07
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Domingo, 16 de Agosto de 2009
Vigarices em linha

Quem me conhece sabe o cuidado com que olho para a Internet.

E agora posso partilhar os meus receios através de um pequeno documentário feito pela (ou para a) McAfee. Nele se conta a triste história de uma família simples americana de reformadas que caem no famoso esquema 419 Nigeriano (podem ver este videoclip de uma musica Nigeriana em que descaradamente proclamam a felicidade que é "sacar dólares" -> You are the looser, I am the winner - é parte do refrão!!!)

Há muitos anos atrás lembro-me de receber no correio um certificado de acções de um familiar afastado que teria morrido e que seria accionista de uma empresa de electricidade no Quénia. Claro que ignorei. Os tempos mudam, as vigarices ficam apenas mais sofisticadas :)

Segue a primeira parte de seis que compõem o documentário. Vale a pena saber com o que podemos contar. E já agora, actualizem o vosso antivírus!!!



uma psicose de jfd às 20:19
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Quando a Política local se mistura com o Futebol nacional

 

Não constitui novidade o gosto que alguns políticos têm de chamar a si e à sua estrutura, um conjunto de personalidades, que pela sua imagem pública e reconhecido mérito profissional, possam agregar de alguma forma as vontades e as escolhas da população numa determinada área.

 

No caso da Freguesia de Almargem do Bispo, em Sintra, Fernando Seara resolveu convidar à última hora uma figura do "mundo" do futebol, que no presente se encontra em plena actividade profissional. Será esta uma boa escolha ou um profundo erro?

 

A verdade é que a actividade política na sua expressão mais nobre é feita através do combate de ideias. E para tal é expectável que quem a exerça, detenha um conhecimento alargado sobre o que discute, com base num programa que propõe. Mas e se esse programa não existe? Será que a notoriedade pública é suficiente para ganhar eleições, mesmo que suplantando a falta de propostas? E a dimensão tempo? Não será também ela fundamental para quem quer fazer um bom trabalho de proximidade junto das populações?

 

Sinceramente acredito, que mesmo o mais desinteressado dos eleitores entre nós, não goste de se sentir representado por uma escolha, que não tem quaisquer provas demonstradas no terreno. Mas como em tudo na vida, cada um de nós tem de assumir as suas responsabilidades. E os decisores políticos não poderão fugir às suas, como muitas vezes tentam fazer, quando as suas apostas pessoais redundam num autêntico fracasso...



uma psicose de Luís Nogueira às 12:14
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Sexta-feira, 14 de Agosto de 2009
Obrigado José Sócrates (2)

A taxa de desemprego estimada para o 2º trimestre de 2009 foi de 9,1%. Este valor é superior ao observado no período homólogo de 2008 em 1,8 pontos percentuais (p.p.) e ao observado no trimestre anterior em 0,2 p.p.. A população desempregada foi estimada em 507,7 mil indivíduos, verificando-se um acréscimo de 23,9%, face ao trimestre homólogo, e de 2,4% em relação ao trimestre anterior. O número de empregados diminuiu 2,9%, quando comparado com o mesmo trimestre de 2008, e 0,4%, relativamente ao trimestre anterior.
 

Não era este o Governo que dizia querer defender "com unhas e dentes" a criação e a manutenção do emprego? O resultado está à vista. Como se diz na zona saloia, "que grande tourada que aqui vai"...



uma psicose de Luís Nogueira às 12:08
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De carneiro a carneirinho

 

Bush tornou-se demasiado brando durante o seu segundo mandato

No fundo, no fundo, coisas como estas eram só por amor...


:
: Dick Cheney's got a gun - The Bob Rivers Show

uma psicose de José Pedro Salgado às 10:55
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Quarta-feira, 12 de Agosto de 2009
MANIFESTO ANTI-SÓCRATES

 

Basta PUM Basta!!

 

Uma geração que consente deixar-se governar por um José Sócrates é uma geração com o futuro hipotecado! É uma geração sem esperança, sem confiança, à deriva!

 

Abaixo o Sócrates!

 

Morra politicamente o Sócrates, morra politicamente! PIM!

 

Uma geração com um Sócrates ao leme é uma canoa em seco!

 

Sócrates é um político propagando-dependente, sem rasgo, sem visão para o país, sem horizontes culturais para ser Primeiro-Ministro de Portugal!

 

O Sócrates é uma picareta falante! O Sócrates é hipócrita! O Sócrates não cumpre nenhuma das suas promessas (na minha terra, a este tipo de pessoas chama-se mentiroso...).

 

O Sócrates é Sócrates! PONTO.

 

Não é preciso muito esforço para ser como o Sócrates, basta andar com as modas, com as opiniões do momento, com as políticas mais convenientes de acordo com as circunstâncias!

 

Morra politicamente o Sócrates! Morra politicamente! PIM!

 

Se ser português é ser como o Sócrates, eu perco o orgulho na nossa gloriosa pátria! Quero ser da República das Bananas! Já disse!

 

O Sócrates é a meta da decadência política!

 

E ainda há quem não core quando diz admirar o Sócrates!

 

E ainda há (poucos, muito poucos, descontando os oportunistas, como José Lello) quem lhe estenda a mão!

 

E quem tenha dó do Sócrates!

 

E ainda há quem duvide que Sócrates, do ponto de vista político, não vale nada, e que não é inteligente, nem honesto, nem zero!

 

Morra politicamente o Sócrates! Morra politicamente! PIM!

 

P.S - O texto é uma adaptação do Manifesto Anti-Dantas desse grande artista português que foi Almada Negreiros. Este insere-se na corrente artística do Modernismo que, no início do século XX, inspirou a revista Orfeu, fortemente criticada por Júlio Dantas, tradicionalista, muito ligado ao passado e às tradições. Ora, o Manifesto foi, justamente, uma reacção de Negreiros às críticas de Dantas, em primeira instância, mas sobretudo uma crítica a toda uma corrente artística que Negreiros achava não se adequar aos tempos modernos e agitados da sociedade industrial. 

 

 

 



uma psicose de João Lemos Esteves às 14:48
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Sócrates e o querido mês de Agosto...

 

Todos os anos, Agosto é o mês da chamada "silly season", em que a política passa mais ao lado dos portugueses, que gozam as suas merecidas férias e afluem às suas terras natais, enquanto Inglaterra se instala no Algarve, rebaptizado "Allgarve", pelo sempre bem-humurado ex-ministro Manuel Pinho.

 

Este ano a história repete-se, mas há algo de diferente que, no entanto, nos mostra mais do mesmo...

Os portugueses descansam, mas há uma máquina que não pára: O Partido Socialista, que vai gerindo o Governo através do Largo do Rato, mais preocupado que está com o dia 27 de Setembro, vai adjudicando obras de milhares de milhões de euros e vai nomeando como se não houvesse amanhã. É quase que um seguro de vida: Podemos perder, existe até uma forte hipótese de suceder, pelo que vamos meter pessoal nos institutos, empresas públicas, etc.

 

Notícias como esta e esta são preocupantes... Então as obras, muitas desnecessárias, são adjudicadas por x milhões de euros e, passados meses, já os custos derrapam em dezenas de milhões? Como é que se admite que haja agravamentos de quase 120%? É que o mais engraçado, sem ter graça nenhuma, é que se tratam de obras que nem estão no terreno, ainda. Imagine-se no fim, quantos milhões a mais não estarão perdidos por aí!

 

Situações como estas têm de ser fiscalizadas e severamente punidas! Não se entende que numa democracia adulta como a nossa, continuem a existir abusos descarados como estes.

Em nome da credibilidade da política e dos políticos, algo tem de mudar radicalmente.

 

Sócrates, neste seu querido mês de Agosto, escreve que os portugueses estão perante uma "escolha decisiva", e sublinha a atitude na governação... Não posso estar mais de acordo! Atitudes como as do Governo que lidera são bem o exemplo de uma péssima atitude na governação.

A "escolha decisiva" está próxima... Veremos o resultado desta política de palavras versus actos.



uma psicose de André S. Machado às 06:50
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Terça-feira, 11 de Agosto de 2009
Comunicação Política à Portuguesa

 

Os brasileiros têm o "Rouba Mas Faz". Nós temos este...

 

Será que poderemos chamar-lhe "O 3 estarolas"?

 



uma psicose de Bruno Ribeiro às 18:22
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