Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008
A Picanha e o Mexilhão

A União Europeia decretou uma suspensão à importação de carne brasileira por falta de garantias de qualidade. Depois de ter emitido um aviso em Dezembro, que não obteve, das autoridades brasileiras, a resposta esperada, a UE cumpriu e decretou a suspensão.

Em declarações à SIC, o Gerente de um restaurante brasileiro disse que tinham a situação controlada e que iriam passar a rcorrer a carne europeia (holandesa, alemã e irlandesa) ou ainda carne argentina que é de reconhecida qualidade.

O problema é que, com esta restrição, o preço das carnes de outras proveniências sofrerá um natural aumento. No caso da carne argentina fala-se já em subidas a rondar os 60%. Já estão mesmo a ver de que bolsos é que vão sair os euros extra.

Será mesmo caso para dizer que, por causa da picanha quem se lixa é o mexilhão...


uma psicose de Bruno Ribeiro às 14:00
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Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008
World Economy

Li hoje um artigo no DN que me preocupou:

“Em 2008, o mundo crescerá ao ritmo mais baixo dos últimos cinco anos e este abrandamento vai afectar todos os países. Esta é a principal ideia transmitida ontem pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) na actualização das suas previsões para a economia mundial, que incluem uma revisão em baixa das estimativas para os EUA, Europa e mundo.

“Nenhum país escapará ao abrandamento económico", explicou, numa conferência de imprensa em Washington, o economista-chefe do FMI, Simon Johnson, que preferiu não utilizar a palavra crise, mas sublinhar a importância do momento. "É um abrandamento significativo e é global, sem dúvida", acrescentou.

No relatório, o FMI sublinha que "o equilíbrio geral de riscos para o crescimento económico ainda está marcado por um abrandamento". E explica porquê: "os problemas no mercado financeiro com origem no sector do crédito hipotecário de alto risco (subprime) nos EUA intensificaram-se, enquanto a profunda queda das bolsas globais foi sintomática da crescente incerteza". Como consequência, "o maior risco (...) é que a turbulência nos mercados financeiros reduza adicionalmente a procura doméstica nas economias desenvolvidas e contagie os mercados emergentes". Os quais, apesar do abrandamento esperado, "têm continuado a expandir-se de forma sólida, liderados pela China e Índia"”

Portugal como tal, será afectado e o artigo ainda reforça esta afirmação com a análise da economista-chefe do BPI, Cristina Casalinho.

Nós já estamos praticamente no fundo do poço, as nossas políticas económicas pouco se desenvolvem, as que se desenvolvem não trazem resultados. Será que temos força para aguentar mais uma crise em cima de nós?

Senhores psico-economistas, psicóticos e psico-amigos que dizem?


uma psicose de Paulo Colaço às 20:24
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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008
Vamos ver se cola...

Creio que vai nascer a estrutura das Mulheres Social Democratas.
Fala-se nisso há anos. Até agora nunca resultou. Com a lei da paridade resultará?


uma psicose de Paulo Colaço às 18:23
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O Profeta da Desgraça

…será certamente a alcunha que o actor Bill Tallen terá junto das grandes multinacionais que identificam a cultura ocidental com o consumismo desenfreado.

Este actor estadounidense, ao se instalar em Nova Iorque nos anos 90, assistiu a uma sociedade orientada (não para, mas) pelo consumo. Decidiu então fazer algo contra isso, no que seria o papel da sua vida.

Ao longo de meses trabalhou a sua personagem e a sua mensagem. Até que finalmente fundou The Church of Stop Shopping, da qual é o pastor.

Responsável por acções de protesto como sermões à porta de grandes armazéns, exorcismos de caixas registadoras e tendas onde se faz desde confissões de pecados consumistas até casamentos, batizados e funerais, o Reverendo Billy foi banido permanentemente de todos os cafés da cadeia Starbucks em 2003 e de todos os estabelecimentos Disney em 2005.

O vídeo acima é o trailer do documentário What would Jesus buy? que Morgan Spurlock (Super Size me – 30 dias de fast-food) fez sobre o reverendo.

Numa nota final:

Apesar de um criticismo moderado que os protestos recebem por parte da socidade cristã, Walter Brueggemann, conceituado especialista da Bíblia, considera que o reverendo Billy “se inscreve na continuidade dos antigos profetas de Israel e das grandes figuras proféticas dos Estados Unidos, que não cessaram de apelar que a sociedade reatasse com a paixão fundamental do homem pela justiça e compaixão.” – Courrier Internacional

E esta, hein?



uma psicose de José Pedro Salgado às 00:25
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Domingo, 27 de Janeiro de 2008
Uma questão de confiança

Alertado por um post do Estado Sentido, fui ver uma sondagem publicada no Público. O resultado não é nada de surpreendente: os portugueses não confiam nos seus políticos!

A empresa que realizou a sondagem perguntou aos inquiridos “em qual destes tipos de pessoas confiam”, sendo as respostas possíveis:

- Políticos
- Líderes Religiosos
- Líderes Militares E Policiais
- Dirigentes Empresariais
- Jornalistas
- Advogados
- Professores e Sindicalistas
- Nenhum Destes

É verdade que os portugueses são desconfiados por natureza. Prova disso é o facto de a última resposta ter sido a opção de 28% dos entrevistados.

Mas sem dúvida que o facto de apenas 7% deles ter escolhido os políticos, é bem demonstrativo da pouca credibilidade que esta classe goza junto da população. Estão na cauda de uma tabela que – pasme-se – é liderada pelos Professores e Sindicalistas com 42%.

Porque Será? Culpa dos políticos? Do sistema político? Das crises? Dos media? Ou é o povo que é muito exigente?


uma psicose de Bruno Ribeiro às 13:43
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Sábado, 26 de Janeiro de 2008
Milhares para o desemprego em 6 meses!

Um artigo de José Baptista

 

Reunida hoje a Ordem dos Notários, ficou-se a saber que estes organismos privados dotados de fé pública, ficam a partir de Junho totalmente esvaziados de competências, ou seja, encerram portas, tal como o Presidente da ASAE pretende fazer com metade das empresas de restauração e como o Ministro da Saúde está a fazer com serviços de urgência por todo o país.

Depois de um processo dificil de privatização há 4 anos, iniciado no governo de Durão Barroso, com Celeste Cardona como Ministra da Justiça, fecham-se as portas e enviam-se milhares de funcionários para o desemprego, com uma média de idades a rondar os 35 anos, ainda sem contas aos prejuizos de milhões em empréstimos contraidos pelos notários e de compensações a entregar aos funcionários.

E agora, sempre se criam 150 mil postos de trabalho?



uma psicose de Paulo Colaço às 19:58
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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008
Regulamentar?

Dados do evento:
Tema: Como lidar com os lobbies?
Oradores: José Pacheco Pereira / Luís Paixão Martins
Data: 31 de Janeiro
Local: Auditório 1 da Universidade Lusíada
Horário: 21H00
Moderador: Pedro Correia
Organização: Blog Psicolaranja, Secção F e Blog Corta-Fitas


uma psicose de PsicoConvidado às 16:45
editado por Essi Silva em 12/12/2012 às 08:40
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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008
Padrino - Um artigo de Adriana Neves

Um artigo de Adriana Neves
 

 

Será Alberto João Jardim, o padrinho português?

 



uma psicose de Paulo Colaço às 14:48
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Sábado, 19 de Janeiro de 2008
A III Guerra Mundial



Portugal é um dos países europeus que os serviços secretos espanhóis consideram em risco de sofrer um atentado terrorista ligado à deslocação à Europa na próxima semana do presidente do Paquistão, noticia hoje o El Pais. - Diário Digital


Polícias procuram em Portugal dois paquistaneses suspeitos de terrorismo - Sol



Não sou fã de alarmismos.

Mas convém lembrar, de tempos a tempos, que está uma guerra a decorrer, cujo o campo de batalha é todo o mundo porque não é uma guerra de países, mas uma guerra de pessoas.



uma psicose de José Pedro Salgado às 17:16
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Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2008
Um Executivo - Um Partido



É hoje votado na Assembleia da República e (se me permitem a antecipação) aprovado na generalidade a nova Lei Eleitoral Autárquica.

Aliás o acordo prévio PS/PSD levou inclusivamente alguns deputados a denominar o dia de hoje como "o dia do bloco central".

Não tenho dúvidas que Lei Eleitoral autárquica merece reforma, mas será aceitável que vencendo as eleições, o Partido vencedor constitua sózinho o executivo?

Ou por outro lado poderiamos pensar que se o Governo é monocolor e discricionáriamente constituído pela pessoa indicada pelo PR, também assim poderia funcionar nas autarquias?

Será este o inicio do teste à implementação dos circulos uninominais e a extinção gradual dos pequenos partidos que assim ficarão (salvo PCP) sem um único vereador no país inteiro?

Ou será o reconhecimento da necessidade de estabilização do exercicio do poder politico sem necessidade constante de recurso à negociação politica casuística?
Eu voto sim!


uma psicose de Tiago Sousa Dias às 10:19
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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008
Homo Comunis?

Enquanto estudava Direito Constitucional, deparei-me com três frases de Marcelo Caetano que me deixaram perplexa:


“Os estudos da arqueologia pré-histórica e de etnologia dos povos primitivos têm mostrado que quanto menor é o domínio do homem sobre a Natureza que o rodeia (isto é, quanto mais rudimentar é a civilização) mais ele carece de estar amparado pelos seus semelhantes em grupos fortemente coesos. A solidariedade nas tribos selvagens é tão intensa que o indivíduo não goza nelas de personalidade, não se destaca do grupo em que está confundido. É o grupo que regula estritamente todos os passos dos que o compõem, dispõe das suas vidas e é senhor de todos os bens.”


Estará aqui um fundamento ancestral para o comunismo?



uma psicose de Margarida Balseiro Lopes às 01:45
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Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008
Religião Vs. Política - Vale cada uma por si?

"A relação entre religião e política não é estática e nunca estará definitivamente resolvida. Ninguém se atreve a dizer que a distinção entre César e Deus, entre o temporal e o espiritual, entre política e religião, não seja libertadora.

Quem ousará defender, explicitamente, a teocracia? Esta ruptura é benéfica para o poder político porque evita que ele se feche sobre si mesmo de forma totalitária. É benéfica também para a Igreja porque a obriga a uma autodelimitação.

Mas só a cegueira ideológica não vê as fraquezas de um regime de total "separação".

Haverá sempre fricções entre religião e política e não se vê como poderia ser de outra maneira. Mas esta tensão é benéfica. Evita que o Estado se reduza a um papel tecnocrático, de pura gestão, e que, por outro lado, a Igreja se feche no culto e na sacristia.

No que diz respeito a Igreja católica, parece-me que a participação no debate público implica uma mudança muito forte de mentalidade. É evidente que há, na Igreja católica, uma hierarquia que ofende o espírito democrático. Além disso, os últimos dois Papas, João Paulo II e Bento XVI, desenvolveram uma palavra muito autoritária e um discurso de cima para baixo.

As Igrejas não têm de se calar, mas devem encontrar um modo de falar que permita fazer ouvir aquilo que julgam importante". in Público, Frei Bento Domingues

O texto supra citado são excertos de um artigo publicado por Frei Bento, o qual faz o favor de ser meu amigo. O seu teor suscita a questão sempre actual da relação entre a Política e Religião. Até que ponto são ambas dissociáveis, compatíveis ou complementares?

O espírito crítico do autor relança uma discussão que a mim me é particularmente cara. Isto é, a sociedade pode ser gerida apenas com um poder laico? Ou, por outro lado, precisa de uma outra dimensão?


uma psicose de Inês Rocheta Cassiano às 15:54
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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2008
Valha-no$ a inconstitucionalidade!
Lisboa, 14 Jan (Lusa) - A Ordem dos Farmacêuticos entrega hoje [ontem] ao provedor de Justiça, Henrique Nascimento Rodrigues, um pedido de análise sobre a eventual inconstitucionalidade do regime das farmácias hospitalares, alegando que o Governo não tinha autorização legislativa para decidir nesta matéria. De acordo com o parecer elaborado pelos consultores jurídicos da OF, o Executivo não poderia ter aprovado a legislação (decreto-lei 325/2006) sobre instalação, abertura e funcionamento de farmácias hospitalares com venda ao público, como se se tratasse de competência própria. A OF levanta questões sobre a legitimidade de alteração do regime jurídico de 1965 das farmácias (Lei 2125), à luz da Constituição de 1976. É questionada se a natureza do regime se manteve depois de 1976 e se poderia ter sido alterado por um decreto-lei sem recurso a uma lei de autorização legislativa. A OF cita a própria Constituição e o especialista Jorge Miranda para concluir que a lei da década de 60 "só poderia ser revogada ou modificada por uma lei habilitante da Assembleia da República que autorizasse o Governo a legislar" porque as farmácias hospitalares integram-se no espírito e princípios da Lei 2125. A Lei em questão "era uma Lei de Bases" que define um "sistema uno e coerente", apresentando como excepção os serviços hospitalares e outros. A OF defende, assim, que numa primeira observação "o diploma legal de (2006) é de duvidosa constitucionalidade orgânica ou formal". Para sublinhar a sua posição, a OF lembrou que no caso da legislação sobre a venda de medicamentos não sujeitos a receita médica fora das farmácias, o Governo fez uso de autorização legislativa, "já que com essa novidade legislativa se alterava profundamente o regime jurídico fixado pela lei 2125 e regulamentado pelo decreto-lei 48547". "Por maioria de razão" o Governo aprovou também o novo regime jurídico das farmácias ao abrigo de autorização legislativa, acrescenta-se no parecer. Sobre o decreto-lei das farmácias hospitalares de venda ao público, o Governo "decidiu apenas aprová-lo" segundo uma disposição da Constituição que indica como competência do Executivo "fazer decretos-lei em matérias não reservadas à Assembleia da República". "Ora é este o cerne da questão, já que o Governo não poderia ter aprovado tal diploma como se se tratasse de competência própria, visto que estamos colocados frente a uma categoria que não deixa de estar subjacente aos princípios da lei 2125", justificou. A diferença de interpretação do Governo quanto às suas competências legislativas no domínio da Lei de Bases do Exercício Farmacêutico é para a OF "insustentável". PL Lusa/Fim
O Corporativismo em Portugal é algo que me deixa extremamente irritado. Especialmente a Ordem dos Farmacêuticos. Mas paixões à parte, deixo aqui esta posta para saber dos especialistas em Direito se terá fundamento a pretensão da OF.
E puxando à paixão, porque raio não poderá um hospital vender os medicamentos? Outra questão, sempre que algo não nos agrada, basta agitar a bandeira da inconstitucionalidade ? E para rematar, se já fosse possível "lobbyar" em Portugal, como seria?


uma psicose de jfd às 23:48
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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008
Que dirá dele a História?

Há exactamente 7 anos Jorge Sampaio foi reeleito Presidente da República. No final do mandato, foi, quanto a mim, responsável por um “golpe de Estado constitucional”.


uma psicose de Paulo Colaço às 19:37
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Livro de reclamações

O Norte não gosta do livro de reclamações. Uma mulher que, em 2005, pediu o Livro de Reclamações num restaurante de Matosinhos aguarda ainda o resultado da queixa, mas já foi condenada em tribunal por "pôr em causa o prestígio, crédito e confiança" do estabelecimento.

Pergunto: Será que vale a pena escrever no livro de reclamações?


uma psicose de Paulo Colaço às 13:40
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Domingo, 13 de Janeiro de 2008
Pegou moda?

Pode não ser um tema totalmente Psico, mas é hoje um dos temas preferidos dos cabeçalhos noticiosos. Ao que parece, Hugo Chávez e Naomi Campbell poderão estar torridamente apaixonados.

Sou da opinião de que todos os políticos são seres humanos em primeiro lugar e, como tal, têm direito aos sentimentos e às afinidades que bem entenderem. Mas não posso deixar de achar curioso que, depois de Sarkosy e Carla Bruni, surja, agora, mais um casal «político-model», permitam-me o termo, na esfera política e social a nível mundial.

Chávez tem-se assumido como um dos homens mais polémicos do planeta, quer pelo que diz, quer pelo que faz. Naomi, a «rainha negra» das passerelles mundiais também já esteve envolta em várias polémicas.


Ao que parece, a paixão surgiu durante a entrevista para a revista inglesa CG que Naomi fez a Chávez, segundo esclarece Nelson Bocaranda no seu artigo no El Universal. Note-se, aliás, que a top model disse mesmo que o homem com quem se casaria deveria «ser sincero e ter muita energia», visto que «os homens fortes» a atraem... A esbelta afrocaribenha-caribenha chinesa deixou mesmo escapar que Chávez «é como um touro»...

Surgem-me três questões: Que dirá o Rei Juan Carlos sobre isto? Pegou moda? Quem serão os próximos?...


uma psicose de Carlos Carvalho às 17:10
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Sábado, 12 de Janeiro de 2008
xo Lixo Lixo Lixo Lixo Lixo Lixo Lixo Li
Nápoles está entupida de lixo. Anos de más decisões, e de falta de força Estatal para impor as (poucas) boas decisões levam a constantes colapsos do sistema de lixo desta cidade.
Reflexo de um dos países desta UE como tendo o Estado menos eficiente?
Guerrilha urbana, cheiro nauseabundo, impacto visual mais que óbvio.
E a insatisfação alastra-se agora a outros locais da Itália; a Sardenha estância balnear por excelência, foi a primeira a responder ao apelo de Prodi para “albergar” o lixo de Nápoles. Ora os primeiros carregamentos não foram muito bem recebidos.
Em Nápoles o Exército lá continua a limpar as ruas.
E continua-se a pedir solidariedade a todos os Italianos pelo problema desta cidade.

É o colapso de um Estado, dizem uns.
É a vitória da Máfia Napolitana, dizem outros.
Minha rica Lisboa, Meu rico Portugal! Digo eu :))


uma psicose de jfd às 22:28
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Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008
Estranho crivo...

No site do Público cada notícia dispõe de um espaço para comentários dos leitores. Não é costume consultá-lo mas, há cerca de duas semanas, bati lá com os olhos e fiquei perplexo. Vão contra a civilidade, correcção linguística e relevância. E vão contra as regras do Público de aceitação desses mesmos comentários. Diz o Público que não aceita:

1- Comentários incompreensíveis
2- Comentários de conteúdo ambíguo ou irrelevante
3- Comentários contendo acusações de ordem criminal a terceiros
4- Comentários contendo linguagem grosseira
5- Comentários escritos em maiúsculas
6- Comentários mal estruturados, com má pontuação e erros ortográficos, cuja publicação obrigaria a uma reescrita total.
7- Endereços de mail não válidos
8- Localidades inexistentes

Mais, o Público diz que “esta funcionalidade não foi criada com o objectivo de fomentar a discussão entre os leitores”, e que os “os comentários apenas são publicados após uma aprovação da equipa editorial” do jornal. O Público reserva para si o direito de “publicar ou não os comentários recebidos seleccionando-os segundo os seus critérios de importância, actualidade/oportunidade, interesse e qualidade”.

Agora vejam as pérolas (pequenos excertos TEXTUAIS) a que a distinta equipa editorial reconhece actualidade/oportunidade, interesse e qualidade:

TEMA 1:
Anónimo
Se este parvo estivesse de acordo com o governo era para admirar [sobre Alberto João Jardim]

Gil, Porto
Mais uma vez parabéns e bem haja, nunca se cale contra o xuxalismo e sua política. [sobre Alberto João Jardim]

Carlos GT, Aveiro
Como diz o povo "cu que has-de beijar não há que recear" [sobre Sócrates]

TEMA 2:
O Patego, Rebordosa
Pois... é o moleiro que não confia no burro, não vá este dar-lhe um coice, é o burro que não é de confiar ou o moleiro que não é confiável, deculpem baralhei-me todo. [sobre alguém]

ROLF
Porque será que NUNCA se pediu um Referendo para a Constituição de 1976 que esta sim dizia respeito MAIS DIRECTAMENTE à vida dos Portugueses? Porque nos impingiram uma Cosntituição dita Progressista SEM ME PEDIREM OPINIÃO? Basta de oportunismos politicos, vindos sempre dos mesmos! Para o ABORTO o PCP NÃO QUERIA REFERENDO! A RESPOSTA DO POVO JÁ NÃO INTERESSAVA!!!Agora já lhe convinha um Referendo ? Mais provas de oportunismo politico? [sobre o PCP]

Os Psicóticos e Psico-amigos validariam estes comentários?


uma psicose de Paulo Colaço às 02:38
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Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008
Um pouco de bom senso...



...não faz mal a ninguém.

O Tratado Reformador da União Europeia não vai ser referendado em Portugal.

Vozes se levantam contra a medida. "É anti-democrático" uns dirão. "O Governo está com medo dos resultados" dirão outros.

Concordo em absoluto com a medida.

Um referendo é um dos últimos resquícios da democracia directa. É uma das últimas hipóteses que os eleitores detêm de se dirigir às urnas e dizer claramente "sim" ou "não". De expressar o que pensam, não o que outros pensam que pensam.

Problema: Isto é um grande poder. E "com um grande poder vem uma grande responsabilidade" - Winston Churchill.

No caso do referendo, responsabilidade de se tomar a melhor decisão, visto os níveis a que esta terá reflexos. E a melhor decisão (ainda que só se podendo medir de uma perspectiva pessoal e individual) exige ponderação e, portanto, informação.

Exige também liberdade.

E é aqui que ficamos sem pé.

A informação que chegará aos portugueses (leigos em questões jurídicas e, portanto, dela necessitados) virá mais do que simplificada. Virá filtrada e distorcida.

A informação neste referendo, mostra-nos a experiência, não iria ser sobre as consequências do aumento das decisões por maioria tomando o lugar da unanimidade.
Não seria sobre o que resulta do aumento dos poderes do Parlamento Europeu.

Seria, isso sim, sobre se seríamos capazes de apoiar a posição de política externa de um Governo que toma decisões como a Ota e o TGV na política interna. Seria à base do degladiar político costumeiro, e não tocaria no essencial. E a ponderação (e o escrutínio) que ocorreria seria sobre o mérito do Governo, não sobre o mérito do Tratado.

E sabem porque é que (para além do mencionado) nunca teríamos liberdade?

É matemático. O Tratado tem 262 páginas, incluindo os protocolos mas excluindo os quadros de correspondência (que, no entanto, dele fazem parte de pleno direito).

Partindo do princípio que compreendíamos plenamente o Tratado, de fio a pavio, quem é que, em consciência, era capaz de dizer que concorda plenamente com (ou discorda totalmente de) algo com esta extensão e complexidade?

O P.S. quebrou uma promessa? Quebrou.

Mas no que toca a fazer o que está certo, mais vale tarde do que nunca...



uma psicose de José Pedro Salgado às 01:02
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Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008
Sarkozy; 8 meses
À parte do estatuto de estrela, de um casamento que se avizinha e de outros assuntos da mesma esfera desinteressante mas que vende jornais e que torna os políticos franceses sexys, muito se tem passado em França. E muito mais se quer para o Futuro.

Para começar na semana passada o Presidente anunciou que uma empresa de auditoria iria acompanhar regularmente a performance dos seus ministros, produzindo relatórios e avaliações quadrimestrais. Excelente ideia! Importe-se já :) Com estes relatórios em mão, o Chefe pretende encontrar-se 4 vezes por ano com os seus Ministros para discutir as suas avaliações. Sarcozy sempre disse que as reformas são difíceis e que a melhor chance para a França virá do facto de se rodear dos melhores. E assim conseguirá efectivamente separar o trigo do joio.

Hoje, terminou à pouco a primeira grande conferência de imprensa desde que foi eleito. Já passaram 8 meses. Desceu já cerca de 7 pontos nas taxa de aprovação, já enfrentou greves, pequenas crises, cimeiras, afrontou o BCE e outros que tais.
Mas tem muitas ambições para o futuro. A saber;

- com a ajuda de 2 Prémios Nobel da Economia quer alterar o instrumento de medição do crescimento em França
- quer terminar com a publicidade nos canais de televisão públicos, sendo financiados por uma taxa sobre a publicidade dos canais privados e uma pequena taxa sobre a venda de novos média
- quer negociar descidas de preços com supermercados e fornecedores
- quer avaliar e alterar o facto de a França ter um deficit orçamental já com 26 de idade
- quer avançar em força com as reformas
- quer ser a voz dos países pobres no FMI e no Banco Mundial
- quer no futuro ver um G13 em oposição a um G8
- quer ver alargado e repensado o Conselho de Segurança da ONU.

Ora digam lá, isto é um Presidente ou não? Não me importava nada que a França ocupasse no mundo o lugar que agora ocupa o Reino Unido. Mas deixo o debate para os especialistas em Relações Internacionais.


uma psicose de jfd às 12:36
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Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008
Comunismo do Século XXI

O Natal é sempre uma altura de dar. E este ano, os moradores dos bairros sociais camarários de Almada tiveram uma bela prenda no sapatinho. O problema deles começa por o sapatinho não estar junto à chaminé (porque eles não têm lareira) mas sim junto aos buracos provocados pela humidade.

A Câmara Municipal de Almada (CMA) resolveu dar-lhes, como prenda de Natal, um aumento de rendas para 2008. Até aqui tudo bem, uma vez que é normal os preços sofrerem aumentos de ano para ano. E, neste caso, as rendas até nem eram revistas há alguns anos. O problema é que qualquer senhorio tem a obrigação de, para aumentar as rendas, zelar pela manutenção das habitações dos seus inquilinos. Mas este senhorio não faz obras desde que as casas foram construídas há 30/40 anos...

E um “senhorio” destes ainda deverá ter mais presente essa preocupação. Senão vejamos:

- Trata-se de um órgão do Poder Local, logo deve dar o exemplo;
- Trata-se de uma autarquia que lançou recentemente uma campanha (com publicidade exterior e cartas a todos os proprietários do concelho) apelando às pessoas para que façam obras de manutenção nos seus edifícios de 8 em 8 anos;
- Trata-se de uma maioria comunista, os tais que defendem os oprimidos e os necessitados;
- Trata-se de um Executivo que tem feito gala de ter as suas contas entre as mais saudáveis de todas as autarquias do país.

É caso para dizer: olha para o que digo e não olhes para o que eu faço.


uma psicose de Bruno Ribeiro às 13:37
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Domingo, 6 de Janeiro de 2008
Eu Regulo, Tu Regulas, Eles Regulam

A ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos) propôs ao Governo em Dezembro de 2007 que seja o consumidor a suportar os custos de conversão dos contadores de electricidade por equipamentos de nova geração com capacidades de leitura à distância.
Os benefícios são óbvios. Para ambas as partes; o consumidor poderá ter um maior controle no que toca ao seu consumo e o fornecedor acaba com o pesadelo logístico de ter de efectuar leituras periódica de milhares de aparelhos.

Ora, esta é uma acção que se desenvolve no âmbito do MIBEL, o Mercado Ibérico de Electricidade. E senão me engano o mercado já esta liberalizado. E tendo em conta que em Espanha decidiu-se que os custos de conversão seriam ta exclusiva responsabilidade dos fornecedores do serviço duas questões se me colocam!

A primeira é porque raio é que o Regulador Português não está do lado do consumidor?
A segunda é porque raio é que o Regulador Português não regula de facto a concorrência leal num mercado que se quer Ibérico, ou seja, os de lá terão custos maiores que os de cá.

Eu não entendo estes reguladores!
Por exemplo a Anacom. Passou anos a regular em favor da concorrência. Quando é que começa a regula em favor dos consumidores? Quando é que vamos poder em Portugal comprar uma linha de telefone do operador histórico sem assinatura? Como se admite que um regulador paralise durante meses e meses sem fim um dos sectores com mais inovação num país sedento da mesma?
E a Banca?
É normal ser o Banco Central a regular a oferta comercial da Banca?
É normal o consumidor de um crédito à habitação ter de levar com tantos outros produtos em cima que se torne impossível a livre escolha e comparação de serviços?

Que influência terá ou deverá ter o Governo nos caminhos, que se querem independentes, destas entidades? E quem regula e/ou supervisiona os Reguladores?


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uma psicose de jfd às 12:44
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Sábado, 5 de Janeiro de 2008
Um Sonho para os que ficam...
Em comunicado oficial, a ASO (entidade organizadora do rali Lisboa-Dacar) cancelou a prova deste ano, justificando-se com “as actuais situações de tensão politica, o assassinato de quatro turistas franceses, no passado dia 24 de Dezembro, atribuído a um ramo do Al-Qaida, no Magreb islâmico, e acima de tudo as ameaças, directas, lançadas contra a prova, por movimentos terroristas”.

A desilusão com a anulação foi geral. Os pilotos não esconderam a sua frustração, João Lagos (o responsável pela organização portuguesa) mostrou-se preocupado com a reacção dos parceiros e com o futuro, as autarquias envolvidas ponderam pedir indemnização pelos valores investidos.

Já o Ministro do Turismo da Mauritânia desconfia… Acha que as ameaças da Al-Qaida são pouco credíveis, garante a segurança, fala de dois mil militares e dois mil civis disponíveis para garantir a segurança da prova no território. Mas a declaração que mais me chamou a atenção foi esta: “A melhor forma de combater o terrorismo é enfrentá-lo”. Diz ainda o senhor Samb Ba Madine que “o Rali é um símbolo e os símbolos devem ser consagrados. E a melhor forma de o fazer é enfrentar quem os desafia”.

Não sou fundamentalista da guerra contra o terrorismo. Mas sinto que se o Dacar fraquejou este ano, depois de ter uma história de enfrentar perigos, instabilidade política em território africano, assaltos, raptos, entre outros, a verdade é que – em coerência – muito dificilmente voltará a realizar a prova nos próximos anos. Não se antevê uma mudança milagrosa no espectro político dos países africanos por onde a caravana passa nem um abrandar da actividade terrorista. Que eu saiba…

E os psicóticos e psico-amigos, adiavam?

“Um desafio para os que vão; um sonho para os que ficam”
Thierry Sabine, inventor do Rali Dacar


uma psicose de Bruno Ribeiro às 01:11
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Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008
$100; quem dá mais?

O barril do ouro negro chegou hoje a uns alarmantes, mas esperados, $100!
O €uro está forte. Mas em todo o caso, isto significa o aumento dos preços. O que nos levará ao aumento da inflação. Ora isso não pode acontecer na zona euro. Toca a aumentar de novo as taxas de juro. Arrefecer a economia que tá quentinha. Lá vai o povão sofrer mais. Nunca acaba. É assim que se pensa com a economia. Essa ciência cega de gráficos e números e teorias e seilá o quê.
Fica no ar uma pergunta, quem é o primeiro ou a primeira a responder que previsão para o preço do barril do petróleo está inscrita no Orçamento de Estado para 2008? É realista? Valha-nos Deus!

uma psicose de jfd às 19:08
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Terça-feira, 1 de Janeiro de 2008
The show will go on

No Psico, do respectivo nome ao símbolo, tudo poderia ter sido diferente. Esta imagem seria o logotipo do blog se, em vez de “psicolaranja”, tivéssemos escolhido “laranja afiada” como nome.

Levámos algum tempo até fixarmos o rumo do Psico, mas no final de 2006 já estava interiorizado o que seríamos: um espaço de discussão séria, com multiplicidade de temas e pluralidade de opiniões.

Em 2007 demos o salto para o exterior e vieram os psico-debates, tertúlias, os estatutos, as refeições plenárias e a renovação do elenco – uma busca nunca finalizada.

Chegou 2008, trazendo novos desafios ao Psico. O primeiro será o debate sobre os lobbies, cujos dados mais concretos anunciaremos em breve. A reter apenas a data (31 de Janeiro), o local (Lisboa) e a co-organização (Rodrigo Saraiva e a Secção F/PSD). Aguardamos a vossa visita e já somos viciados na qualidade que todos vós emprestais ao Psico.

Em nome dos Psicóticos, desejo a todos um ano pleno de sucessos.


uma psicose de Paulo Colaço às 16:48
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