Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007
Com admiração. Não com discriminação!
É com honra que inicio este meu percurso pelo Psicolaranja. É, também, com honra que o faço começando por um tema de tamanha beleza: a Mulher.

Fui invadido por sentimentos de indignação, estupefacção, desespero, raiva até, quando tomei conhecimento da recente propaganda de um centro comercial, ou shopping (para ser mais global) de S. João da Madeira. A administração desse tal espaço teve a brilhantíssima ideia de criar lugares de estacionamento próprios e exclusivos para mulheres! E até os pintaram de cor-de-rosa, fuccia praticamente! Dizem eles que a mulher merece essa delicadeza, esse cuidado. Dizem eles que, como as senhoras carregam muitos sacos, devem ter direito a lugares específicos, bem localizados e maiores que o habitual. Tão maiores que até ultrapassam as medias dos lugares destinados a pessoas com deficiência. Sim, porque é bem mais difícil manobrar uns sacos do que uma cadeira de rodas…

Considero isto o cúmulo da discriminação. Considero isto o contrário aos direitos pelos quais as mulheres tanto lutaram e durante tanto tempo.

Estou de acordo quando se diz que a Mulher deve ser tratada com cavalheirismo, delicadeza e mesmo com admiração. Subscrevo. Admiro a Mulher na verdadeira ascensão da palavra. Obviamente, também «nesse» sentido, mas muito mais, ainda, no sentido belo do ciclo da vida, onde o sexo feminino assume relevância primeira. Confesso que admiro a forma como alguns povos trataram e exultaram a mulher, colocando-a em autênticos pedestais. Mas, também confesso, que a Mulher consegue a nível intelectual ser tão competente como qualquer homem. Não subscrevo o ditado que diz: “Mulher ao volante, perigo constante.” Senão não teríamos a grande Elisabete Jacinto a percorrer e a transpor as grandes dunas do deserto, a caminho de Dakar. E confesso que esta atitude da administração do centro comercial 8ª Avenida, em S. João da Madeira, não é mais do que pura discriminação e atestado de inferioridade às capacidades de todas as mulheres.

Esta situação lembra-me aquela medida das quotas para as mulheres. Sim, só falta que agora adornem umas cadeirinhas nas Assembleias Municipais e na Assembleia da República com veludo cor-de-rosa. Pior, só falta aumentarem o tamanho das cadeiras e dizerem: “É para se sentirem mais confortáveis”.

Devemos tratar com igualdade todos os nossos semelhantes, homens e mulheres padecem dos mesmos direitos e deveres. E não é, definitivamente, pelo caminho das ditas discriminações positivas que vamos conseguir a verdadeira igualdade de direitos. Eu chumbo a atitude desse centro comercial. Eu chumbo as quotas para as mulheres em cargos políticos. Chumbo, porque não precisam de nada disso para se afirmarem. Chumbo, porque é verdade que merecem ser tratadas com cavalheirismo, delicadeza e admiração, mas também com respeito e igualdade.
Continuarei a abrir a porta e a ceder o meu lugar às mulheres e continuarei a trata-las com a admiração de sempre, mas nunca aceitarei que se dimensionem portas e cadeiras maiores para o sexo feminino, muito menos pintando-as de cor-de-rosa, quase fuccia, reservando-as, em total sinal de inferioridade.


Imagem: Fonte - Jornal de Noticias


uma psicose de Carlos Carvalho às 19:58
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Falta Injustificada!

O novo Estatuto do Aluno já foi aprovado e aguarda agora promulgação.
Uma das novidades da nova proposta de estatuto é a não reprovação automática dos alunos que ultrapassem o limite estipulado de faltas injustificadas. Todavia, para não ficarem retidos, estes alunos serão obrigados a realizar um exame final às disciplinas em causa. O documento contempla, ainda, uma maior autonomia das escolas, reforço da autoridade dos professores e uma maior responsabilização dos encarregados de educação no dever de assiduidade dos alunos.

Nas palavras da Sra. Ministra da Educação pode ler-se: “A minha orientação é a exigência (...)”.
De facto, se há matéria onde se deve ser mais exigente é na educação. Só uma maior exigência e rigor na definição e aplicação das politicas de ensino, possibilitará a existência de mais escolas com melhor qualidade. Mas será que tal se alcança conjugando, a par, exigência e facilitismo?

Há ainda outro aspecto que me parece importante equacionar. Tendo a escola um papel a desempenhar na aproximação de crianças e jovens à vida adulta, que valores, atitudes ou comportamentos queremos nós ver espelhados, na forma de estar/viver em sociedade das próximas gerações?


uma psicose de Paulo Colaço às 02:54
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Terça-feira, 30 de Outubro de 2007
Portugal dos Pequeninos
A Holanda acaba de legalizar um partido (Partido para o Amor Fraternal, Liberdade e Diversidade) que tem como principais bandeiras de luta a pornografia e a pedofilia.

O PNVD pretende: baixar a idade de consentimento sexual dos 16 anos para os 12 anos; legalizar a pornografia infantil; legalizar o sexo com animais; legalizar o voto a partir dos 12 anos de idade; promover a discussão pública da pedofilia; quebrar o estigma que existe sobre os pedófilos.

Há mesmo quem alerte para a iminência da Holanda legalizar a pedofilia: a comunicação social europeia faz já manchetes com esta execrável situação, apesar das sondagens apontarem para menos de mil votos para o PNVD, nas próximas eleições legislativas.

Caros psicóticos e psico-amigos, e se fosse em Portugal?
O caso Casa Pia chocou profundamente a sociedade portuguesa. Mas, quid iuris?



uma psicose de Margarida Balseiro Lopes às 20:05
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O estado do Conselho

Mendes saiu do Conselho de Estado e Menezes pretende o lugar.
Diz-se que corre um estudo para dar ao líder da oposição inerência no Conselho. No meio, Capucho, o seguinte da lista, sentou-se no lugar vago.

Confuso? Eu explico: o Conselho de Estado é um órgão de aconselhamento do Presidente da República. Serve apenas para o PR colher a opinião das grandes figuras institucionais antes de tomar a decisão que lhe apetecer.

A composição do CE integra 5 membros eleitos pela Assembleia da República. Ora eu pergunto: fará sentido que o Parlamento escolha Conselheiros de Estado?

Para quê? Para que os maiores partidos “repartam” os cinco lugares entre si, deixando de fora os restantes? Não seria mais avisado dar inerência no CE aos líderes dos partidos com assento parlamentar?


uma psicose de Paulo Colaço às 14:07
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O Homem do momento ou o momento do homem?


Fernando Ulrich é, quanto a mim, uma figura incontornável do cenário económico português dos últimos 3 anos. O BPI, que bem vistas as coisas ainda não é um dos "3 grandes" do campeonato bancário nacional, está sempre na linha da frente nos processos decisores de grandes planos estratégicos e a verdade é que o faz sem nunca se pôr em bicos de pés.

Mas se Fernando Ulrich tem sido repetidamente o Homem do momento, a verdade é que este momento actual vivido pelo Millennium BCP de alta fragilidade e volatilidade nas cotações em bolsa das suas acções, permitia, ía comentando a imprensa, que um qualquer Banco estrangeiro rápidamente "sugasse" o banco "de Jardim Gonçalves". Falava-se do La Caja. Ora não foi um estrangeiro, foi um português. Oportuno o BPI, astuto Fernando Ulrich ao aproveitar o momento que o pode lançar para a liderança do 4 maior Banco da Peninsula Ibérica: Banco Millennium BPI.

A questão que vos coloco é se acham que foi este Homem que fez o momento; ou se foi o momento (ou momentos) que fizeram (ou foram fazendo) este homem.

Quanto a mim sou conspirativo e acho que não é nada disto e que existe um gentleman´s agreement (muito agradável já agora) desde a famosa AG do Millennium entre Jardim Gonçalves e Fernando Ulrich.

Não acham...


uma psicose de Tiago Sousa Dias às 09:50
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Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007
Código Penal

Caros amigos,

Em conversa com o Paulo Colaço disse-lhe que o primeiro tema sobre o qual iria escrever era o mais importante para mim: EU.
Estou chateado com o artigo 2º nº 4 do Código Penal.
Não me esqueço do dia em que fui fazer melhoria de nota a Direito Penal e perante o Senhor Prof. Doutor Manuel da Costa Andrade propus-me refutar a teoria de que ele e Figueiredo Dias são "pais" e que sustentava a constitucionalidade do anterior art.º 2º nº 4. Fiz uma boa apresentação e no final disse-me: "Até concordaria consigo, mas não vale a pena." Eu respondi-lhe: "Nesse caso eu até continuaria a oral, mas não vale a pena." E desisti.
Talvez por orgulho decidi fazer a minha tese de mestrado sobre esse tema... e agora o legislador deu-me razão por antecipação alterando a lei no sentido da minha tese eliminando toda a utilidade que esta podia ter.
À matéria em causa:
Antes desta revisão do Código Penal, as alterações ao regime penal nunca poderiam afectar negativamente o arguido, significando isto que se aplicaria sempre a lei penal mais favorável. Ou seja, um arguido "acusado" de praticar um crime com moldura penal de 1 a 3 anos de prisão veria aplicada a lei nova se, por exemplo, esta reduzisse o limite máximo para 2 anos mas manter-se-ia aplicável a lei antiga se a moldura aumentasse para 4 anos.´
Já quando o processo houvesse transitado em julgado não seria aplicável a lei mais favorável. Na prática o que poderia acontecer é que dois arguidos em processos diferentes acusados pelo mesmo crime mas em que um promovesse o rápido andamento do processo atingindo a sentença com transito em julgado e o outro promovesse manobras dilatórias tendentes ao adiamento sucessivo dos actos processuais, ao primeiro ("o bom incumpridor") ser-lhe-ia vedada a lei mais favorável; ao segundo ("o artista") ser-lhe-ia aplicada a lei mais favorável.
Ora falei de mim e mostrei o meu desagrado pelo facto de este artigo me ter estragado uma oral e uma tese, mas não queria deixar de salientar que finalmente consigo concordar com alguma coisa que este Governo faz (não obstante este artigo estar no âmbito do pacto para a justiça PSD/PS).
O problema que se coloca é o seguinte:
Tomada esta medida, cada vez que se alterar a lei penal TODAS as sentenças transitadas em julgado sobre crimes da natureza alterada terão que ser revistas. Ora, se os Tribunais já não têm capacidade de escoamento processual nos dias de hoje, como será de agora em diante?


uma psicose de Tiago Sousa Dias às 09:45
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Bem-Vindos

É com muita honra que o Psicolaranja comunica a todos os seus amigos o ingresso de quatro novos Psicóticos, a quem damos as boas-vindas e votos de plena ambientação a este espaço de livre discussão.

Paralelamente, 6 elementos fazem uma psico-pausa: Inês Aguiar-Branco, Luís Sardinha, Magda Borges, Marta Rocha, Rita Pedro e Tiago Sá Carneiro. A estes amigos agradecemos todo o companheirismo.

Vamos a apresentações. Seguindo a ordem aleatória da imagem, aí estão a Elsa Picão, o Tiago Dias, o Carlos Carvalho (todos da UV 2007) e o Jorge Fonseca Dias (UV 2005).

A Elsa vem da Lourinhã e dá os seus primeiros passos na política. O Tiago é portuense, amigo de longa data, já com larga experiência de JSD e PSD. O Carlos é um dos dirigentes da nova geração da JSD, vindo de Amarante. O alfacinha Jorge é já um quadro do PSD, um amigo que nos cativou pela simpatia e personalidade ímpares.

A todos desejamos boas postas!


uma psicose de Paulo Colaço às 00:35
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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007
Inteligível ou nem por isso?


 

Um artigo de Sandra Pimentel
 
Uma mulher pontapeia a sua filha, com dois anos e meio, sendo essa acção a causa necessária e directa da morte da criança .

Chegados a julgamento, o colectivo de juízes condena a mãe a 7 anos de prisão tendo ficado provado o crime de maus tratos agravado pelo resultado morte, e não o crime de homício qualificado pedido pelo MP.

A lei penal é clara. Não havendo intenção de matar e não tendo o agente, neste caso a mãe, previsto o resultado morte e, portanto, não se conformando com o mesmo, não é sustentável a tese de homícidio.

Mesmo para quem conhece a lei e os seus contornos esta decisão é difícil de compreender.

Não será uma discussão técnica, antes pelo contrário. Se a lei penal advém, de alguma forma, de uma consciência colectiva acerca do que está certo e errado, cabe a todos, juristas e não juristas, discutir o fundamento e o alcance das normas penais.
 
Mas será o legislador autista? Porque será que todos os dias são proferidas decisões que esse colectivo, que são os cidadãos, não entendem?

Será a nossa lei justa?


uma psicose de Paulo Colaço às 21:44
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Corporativismo Vs Desenvolvimento

Qualquer cidadão, cumprindo os requisitos na Lei pode, a partir de agora, ser proprietário de uma farmácia sem que o facto de não ser farmacêutico seja um critério de exclusão.

A pergunta que se impõe é: a propriedade da farmácia é importante ou significativa para os seus utentes? A resposta é não, o importante é que a Direcção Técnica esteja a cargo de um farmacêutico e isso continua igual.

O PSD teria tomado esta medida senão tivesse saído prematuramente do Governo.

Os corporativismos têm dado cabo do País. Estes criaram, por exemplo, as listas de espera nos hospitais, atrasaram o desenvolvimento na área da saúde e noutros sectores da sociedade mas essa é outra discussão.

É importante que as pessoas percebam que os farmacêuticos não passam a ser preteridos na propriedade das farmácias, ou seja, os não farmacêuticos não têm prioridade como referia ontem o DN na sua manchete, aliás vergonhosa porque veicula uma informação falsa que induz os leitores em erro. Propositado ou não, não sei. É mais um exemplo do corporativismo que falava.

Para mim a grande medida ainda está para vir. O Ministério da Saúde estuda a hipótese de dispensar nas farmácias de rua medicamentos que até aqui estavam reservados à exclusiva dispensa nas farmácias dos hospitais, por exemplo, medicamentos para doentes com HIV. Esta medida, a ser tomada, configura uma grande melhoria da acessibilidade para os utentes e o consequente aumento da qualidade de vida por não terem de passar largas horas a caminho do Hospital.

Tudo tem um “mas” e como estamos em Portugal tenho de fazer uma ressalva. Não sei qual será o método ou processo mas antes que me depare com um disparate deixo o alerta. As farmácias de rua que pretendessem aderir à dispensa destes medicamentos deveriam ter um programa informático que permitisse ao médico do Hospital enviar para o computador da farmácia a prescrição do utente. Esta dispensa também só poderá ser feita a doentes que cumpram os seus seguimentos em consulta, apenas por uma questão de controlo analítico indispensável a quem toma determinados medicamentos. Se assim fosse seria tudo mais simples mas espero não ter uma decepção.

A Organização Mundial de Saúde considera que o nível de desenvolvimento de um País se avalia pela forma como trata os seus doentes, idosos, deficientes, enfim, todos os que têm necessidades especiais. Perante isto reflictam sobre o verdadeiro desenvolvimento do País, sem nunca esquecer que cuidar não compete só ao Estado e aos Profissionais de Saúde mas a cada um de nós individualmente.

Como cuidamos os velhos e doentes da nossa família? Comecemos por aí…


Ana Rita Cavaco


uma psicose de PsicoConvidado às 12:40
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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007
Who wants to live forever?


Já não é somente uma (grande) música dos Queen.

Biotecnologia, nanotecnlogia, criogenia, são conceitos que estamos acostumados a ver em filmes do estilo Blade Runer, mas que nos estão cada vez mais próximos.

O download de mentes humanas para computadores é uma hipótese académica a ser explorada, de forma a conservar as nossas consciências (almas?) muito para lá da nossa morte.

A substituição de tecidos vivos por componentes mecânicos (os tão fantásticos ciborgues) é uma realidade já muito antiga que cada vez está a ser mais aperfeiçoada.

A utilização de nanorobots para o tratamento de doenças de outra forma incuráveis, bem como para o aumento das capacidades humanas para o impensável está cada vez mais próximo.

A criogenia, a possibilidade de congelar o corpo de alguém tendo em vista descongelá-lo quando seja possível resolver certa maleita (desde doenças à mortalidade), já se pratica (lembram-se do Vanila Sky? pois é, já não é só um filme...).

E isto não é nem riscar a superfície das inúmeras possibilidades que a ciência hoje em dia augura para o futuro.

Não estamos livres de controvérsia:

É legítimo o ser humano utilizar estes meios para aliviar os seus problemas (doenças, fomes, pobreza, etc.)?

E para se melhorar? Terá o Homem legitimidade para se aperfeiçoar? Para se tornar mais forte, mais rápido, mais inteligente, mais bonito? Ou será isto fútil?

Por mim? Sim às duas.

E quem achar que isto não é natural, relembro-lhe que:

- desde há uns anos para cá que não vivemos nas àrvores;

- já há algum tempo desde que alguém da minha família teve de matar o almoço e/ou de o comer cru;

- numa constipação, não há melhor que uma aspirina.



uma psicose de José Pedro Salgado às 20:55
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Terça-feira, 23 de Outubro de 2007
Estrela do Mar....

Um artigo de Adriana Neves
 
Como costumo a dizer a vida é uma tombola. Todos os dias nos surpreende com novas situações e nos mostra novas facetas das pessoas. A maior parte das vezes desiludimo-nos com o que descobrimos mas o importante é sorrir perante as adversidades.



Ontem tomei café com a Marta e ela contou-me da sua decisão. Indignei-me porque entendo que o barco que é o psicolaranja vai ficar mais fraco. Dai este post para que todos saibam que perdemos uma trave-mestra deste projecto mas que vamos cá continuar.



Quanto a ti, Marta, espero que não deixes de postar no teu blog (http://asteroidea-estreladomar.blogspot.com/), que continues a comentar por aqui e espero que um dia talvez as mentes desta sociedade entendam o porque desta saida e saibam valorizar quem ainda tem valores e quem não joga através da hipocrisia e pelo fim da união.



Até sempre,
 


uma psicose de Paulo Colaço às 12:04
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E, no entanto, ela move-se...

Passados 8 dias de um Congresso sob a “súplica” da união, o PSD vê saneados três seus Deputados que exerciam funções institucionais no Parlamento.
Eram parlamentares que cumpriam com zelo as suas atribuições.
Não sei de quem é a culpa, mas já vi que com os novos senhores só pode haver união com a promoção dos seus (capazes ou ignaros) e a humilhação dos restantes.
Foi o meu mais curto período de benefício da dúvida: agora sei quem dirige este PSD.


uma psicose de Paulo Colaço às 04:33
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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007
Apenas His Master's Voice?

Escrutino com frequência a wikipédia e não passo ao lado das efemérides. Hoje cumprem 51 anos da criação oficial da PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado), herdeira Polícia de Vigilância e Defesa do Estado.

Tanto tempo volvido, regressou a hiper-vigilância do Estado. Mais branda, mas igualmente aviltante.

Tratar-se-á apenas do excesso de zelo de funcionários para agradar um chefe que já se arrependeu do monstro que criou ou existe um verdadeiro “memorando socrático”?


uma psicose de Paulo Colaço às 14:42
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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2007
O Esquerdismo de casa-de-banho

Primeiro que tudo: Esquerdismo não tem a ver com o ser de esquerda.

 

 

Esquerdismo refere-se a um modus operandi que implica a utilização de técnicas políticas geralmente associadas à esquerda.

 

 

Como tal: manif's, greves, etc., são medidas esquerdistas, mesmo que fossem feitas por pessoas de direita.

 

 

A minha dúvida, meus senhores, é o porquê?

 

 

O que leva as pessoas a caminharem por quilómetros para a frente dos órgãos de soberania a um fim-de-semana?

 

 

Por que gritam palavras de ordem para um escritório vazio?

 

 

Porque protestam contra medidas que visam, a longo-médio prazo, a vossa protecção?

 

 

Ouvi uma vez alguém dizer que era um escape. Que as massas (o sempre anónimo "povo") deixavam sair as suas frustrações nocivas a pouco e pouco, para evitar que a coisa rebentasse e ficasse tudo borrado.

 

 

Creio que não estará longe da verdade. Mas creio que o esquerdismo é mais um símbolo.

 

 

As pessoas acreditam que uma manif vai longe e isso é importante para elas. Enquanto membros de uma massa são mais fortes só por gritar.

 

 

E aos titulares do poder político interessa-lhes que assim seja.

 

 

Deus sabe o que poderia acontecer se aquelas pessoas todas começassem a querer melhorar o sistema por dentro...

 

 

A coisa ainda dava...asneira.


uma psicose de José Pedro Salgado às 23:57
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Porreiro, pá!

Habemus Tratado!
Os líderes da UE acordaram ontem à noite os termos do Novo Tratado Europeu.
Itália e Polónia levantaram alguns obstáculos relativamente à sua representatividade nas instâncias europeias, que viriam porém a ser ultrapassados.
O Tratado de Lisboa vem encerrar um ciclo de longos meses de negociação e marcar a História da UE e do nosso País.
Porreiro, pá!” foi a reacção de José Sócrates à entrada nesta nova etapa da construção europeia.
E quanto ao referendo, caros Psicóticos e amigos, qual será a sua verdadeira utilidade nesta matéria?


uma psicose de Margarida Balseiro Lopes às 19:20
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Pódios que valem a pena!

«Portugal é o segundo pais de uma lista de 28 (25 estados-membros da UE, Canadá, Noruega e Suíça) com melhores politicas de integração de migrantes, especialmente no acesso ao mercado de trabalho, reagrupamento de famílias e políticas contra a discriminação, segundo o estudo Index de Politicas de Integração de Migrantes 2006.» (in Lusa, 15/10/2007)

Quantas vezes não nos lamentamos ou envergonhamos das posições obtidas noutros rankings? Ora por estarmos no pódio dos últimos ora porque as razões que nos fazem estar na dianteira não constituem motivo de orgulho. Aí está um 2º lugar, numa matéria tão sensível quanto importante, de que me orgulho!

Os psicóticos e psico-amigos o que tem a dizer?


Elsa Picão



uma psicose de PsicoConvidado às 13:04
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Segunda-feira, 15 de Outubro de 2007
Previsões...
Agora que o Congresso terminou e os PSD volta à sua normalidade (espero eu) é interessante debater que futuro poderá ter o nosso partido!

Ouvi agora mesmo que se confirma, Santana Lopes será líder da bancada parlamentar, Ribau Esteves, como todos sabem, Secretário-geral e, como escolheram os militantes do PSD, Menezes é o líder do partido, etc, etc!

Pergunto-vos! Têm algumas previsões?



uma psicose de Paulo Colaço às 20:19
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Domingo, 14 de Outubro de 2007
Dupla Personalidade?

Na próxima terça-feira, cumprem 29 anos da entronização de João Paulo II.
Eu, que quando miúdo tinha um poster seu no meu quarto (ao lado do de diversos jogadores do Benfica), tenho dele uma visão difícil de definir.
Assumiu dois papéis: o de político e o de chefe espiritual de 2,1 biliões de pessoas.

Como político merecia o prémio Nobel da paz:
- ajudou a derrubar ou suavizar ditaduras
- possibilitou o diálogo ecuménico
- levantou-se sempre em favor dos mais fracos

Como chefe do catolicismo, fez a Igreja recuar séculos:
- manteve a condição de católicos de 2ª para as mulheres
- apontou a faca aos divorciados
- elevou os dogmas, com custos para o Mundo (ataque à homossexualidade, ao uso de preservativo, ao aborto, imposição do celibato a padres).

No meio de tudo isto, teve tempo para:
- ser um Papa extraordinariamente amado pela juventude
- pedir desculpa aos judeus e ortodoxos e reabilitar Galileu e Copérnico
- agarrar-se à vida, mostrando uma notável força de espírito.

Foi seguramente o melhor Papa para o Mundo mas dos piores para os Católicos. E os psicóticos, o que acham deste Papa?


uma psicose de Paulo Colaço às 19:24
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Quinta-feira, 11 de Outubro de 2007
Justa Imoralidade
No seguimento do post da Inês, no qual já me revi, encontrei este texto no blog de uma amiga. Este artigo remonta a 1999 e é da autoria de João César das Neves, o qual, apesar de ter sido escrito há alguns anos atrás, conserva a actualidade. O que se tem passado no PSD, é um espelho do que se passa na sociedade em geral, e que, do meu ponto de vista, está magnificamente retratado neste artigo. Faço minhas as suas palavras.

"Na actual confusão moral da civilização ocidental existe uma surpreendente ordem subjacente. Se usarmos a estrutura ética clássica vê-se que o nosso tempo despreza todas as virtudes que ordenam a pessoa a si própria e exalta as que regulam a relação com os outros.

Quer isto dizer que se vive actualmente num vazio moral? Não. Existem, pelo contrário, aspectos em que a ética atingiu hoje níveis de elevação nunca antes imaginados. Nós vivemos no tempo que definiu os direitos humanos, que mais lutou contra o racismo e a discriminação e mais reduziu a pobreza e a tirania. Nunca, em qualquer época ou civilização, houve tanto esforço e empenhamento público e privado para criar justiça social, igualdade de direitos, harmonia e cooperação internacional. Com leis e organizações, esforços comunitários e pessoais, o nosso tempo conseguiu avançar muito na criação de uma sociedade justa e igualitária.

É verdade que continuam a existir corrupção, abusos, ditaduras, pobreza, roubos e morticínios. Mas esses factos, que sempre se verificaram, são hoje geralmente repudiados com um vigor e uma unanimidade nunca igualadas. Apesar de a opinião pública parecer tolerar crimes graves, como o aborto, temos de dizer que, em geral, avançou-se muito no campo da justiça. Aliás, do alto dessas realizações, o nosso tempo erigiu-se mesmo em juiz da História, e repudiou o seu passado porque nele existiu escravatura, colonialismo, discriminação das mulheres, miséria e desigualdade.

O nosso tempo confunde liberdade com falta de critério.

A nossa sociedade, muito exigente na ética relacional, desconhece simplesmente os critérios do comportamento pessoal. As teorias ecológicas e naturistas dos nossos dias até exaltam os instintos corporais. As consequências deste desequilíbrio são os múltiplos comportamentos insólitos, aberrantes ou simplesmente ridículos que vemos. E a profunda miséria moral que eles manifestam. O prazer substituiu a felicidade.

A extravagância, o exagero, o exibicionismo são hoje admirados e incentivados. Não há limites na ambição, no orgulho, na curiosidade. O suicídio e a eutanásia são aceites. A droga domina e o pudor é um conceito desconhecido. Perante o normal fascínio dos jovens pelo sexo, dizem-lhes que tudo é permitido, se evitarem a sida e a gravidez. Embebedar-se é brincadeira e comer com excesso é um feito. A família tem por finalidade apenas o prazer egoísta e, por isso, é instável e multiforme. Em certos casos, voltou-se mesmo ao paganismo mais boçal dos cultos báquicos.

O resultado está à vista. Vivemos na primeira civilização que busca ansiosamente a justiça mas se esqueceu da honra. E que, apesar de nadar em prazeres, não consegue ser feliz."

NDR: (peço licença ao autor do artigo, João César das Neves, pelo facto de me ter "apropriado" do título do seu artigo para epigrafar este post)

uma psicose de Inês Rocheta Cassiano às 16:35
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Quarta-feira, 10 de Outubro de 2007
Mais uma Psico-Moção

ACHA QUE SABE TUDO?

Uma vaga noção de tudo e um conhecimento de nada…
Charles Dickens


I – Nota prévia
Esta proposta é da autoria do Psicolaranja, um blog* de debate e reflexão nascido em Setembro de 2006, fruto do companheirismo da Universidade de Verão do PSD, JSD e Instituto Sá Carneiro.

II – Ponto da situação
Ao contrário de toda a estrutura da JSD, nem todo o PSD dá importância à formação de quadros. Os diversos níveis da Jota – da CPN aos núcleos – entregam-se à aventura da aprendizagem, treino e aperfeiçoamento. No Partido, só a direcção nacional e raras excepções lhe reconhecem utilidade.
É natural que os jovens quadros sejam mais entusiastas da formação, mas esta faz igual falta entre os dirigentes do PSD. Ninguém sabe tudo e na escada do Conhecimento há sempre mais degraus a subir, mais desafios numa escalada incessante em direcção à Sabedoria.

III – Objectivos
Esta proposta serve para:
1 – Incentivar a contínua formação de quadros no PSD
2 – Promover a reflexão interna
3 – Aperfeiçoar a acção política ao serviço de Portugal

IV – Algumas propostas
A – Cada Comissão Política (Nacional, Regional, Distrital e de Secção) deve designar, de entre os membros eleitos, o seu Director de Formação, que trabalhará em ligação com os representantes da JSD, ASD, TSD e do Gabinete de Estudos.

B – Cada Comissão Política deve organizar pelo menos uma acção de formação por ano, de acordo com as necessidades formativas.

C – A Universidade de Verão, já em 5ª edição, adquiriu prestígio devido a uma organização dedicada, oradores de categoria e alunos empenhados. O sucesso deve-se também ao esforço organizativo de vários Secretários-Gerais do PSD (José Luís Arnaut, Miguel Relvas e Miguel Macedo), dos Presidentes da JSD Jorge Nuno Sá, Daniel Fangueiro e Pedro Rodrigues, e do Director desde a primeira hora, Carlos Coelho.
Este projecto incute nos jovens participantes os valores do companheirismo, do trabalho de grupo, do estudo e da reflexão. Confere aos participantes as armas da argumentação, espírito de equipa, pontualidade e rigor. Tudo temperado com os elevados princípios em que se fundam a nossa democracia e Partido.
A UV é o nosso mais rico património no que toca à formação; a sua realização anual deve ser assumida como prioridade das prioridades.

D – Na sequência da UV, criar pós-graduações (tal como a recentemente criada Universidade do Poder Local) em áreas específicas como associativismo, media-training, finanças locais, ambiente, cultura, liderança e gestão de equipas, planeamento do território, direcção de campanhas, etc

E – Na égide das Comissões Políticas Nacional, Regionais e Distritais devem ser constituídos grupos multi-temáticos de formação, disponíveis para correr o território, a convite das estruturas locais.

F – Publicação – no site do PSD – da lista com os conteúdos/módulos e as iniciativas agendadas, permitindo não só às estruturas saber que módulos podem “requisitar”, como aos militantes acompanharem os eventos.

G – Disponibilização online de vídeos das acções de formação mais relevantes realizadas pela CPN. À semelhança do que acontece com os debates sobre a Revisão do Programa do Partido seria extremamente importante permitir a visualização destas acções por todos os militantes.
Transmissão em vídeo online, não só de acções nacionais mas também de acções distritais e/ou de secção em que haja condições para o fazer.

H – Publicação (no site do PSD) de um manual de formação política de “nível zero”, ou boas-vindas.

I – Elaboração do kit militante: um CD com o programa do partido, os estatutos, pequena abordagem histórica, galeria de imagens, bibliografia alusiva ao PSD, textos de antigos líderes, etc.

V – Conclusão
Todos os Congressos aprovamos dezenas de Propostas que “morrem” no dia seguinte. Diz a História que aprová-las é pouco: mais importante é torná-las realidade. Isso todos podemos fazê-lo junto das nossas estruturas locais. Basta Vontade!

* http://psicolaranja.blogspot.com/. Autores da proposta: Adriana Neves, Bruno Ribeiro, Inês Aguiar Branco, Inês Rocheta Cassiano, Lisete Rodrigues, José Baptista, José Pedro Salgado, Luís Sardinha, Magda Borges, Margarida Balseiro Lopes, Marta Rocha, Nélson Faria, Paulo Colaço, Rita Nave Pedro, Sandra Pimentel, Tânia Martins.


uma psicose de PsicoConvidado às 14:12
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Terça-feira, 9 de Outubro de 2007
A Hora do Camaleão


Um artigo de Inês Aguiar Branco


Resolvi durante os últimos meses fazer uma retirada estratégica, primeiro para preparar os exames nacionais, minha primeira prioridade, mas depois porque o rumo que as coisas levavam, o que fui vendo, lendo e ouvindo, sobretudo a militantes do PSD me deixou profundamente triste e descrente na politica.

Essa foi aliás a razão porque decidi não consumar a minha inscrição como militante da JSD e manter-me independente.
Apoiei convictamente a recandidatura do Dr. Marques Mendes a líder do PSD e nem por isso ninguém me ouviu dizer ou escrever o que quer que fosse contra o Dr. Luís Filipe Menezes.

Sei, porque é fatal como o destino, que daqui até ao próximo fim de semana, à medida que se for aproximando a data do congresso, é chegada a hora do camaleão. Muitos dos principais críticos do actual líder vão passar a idolatra-lo com total e completo despudor…

Não é essa a minha forma de estar na vida o que não significa que não deseje que tudo corra o melhor possível ao PSD, para bem de Portugal que precisa de um PSD forte e credível.

Se acredito? Não, mas como sou democrata dou, naturalmente, o beneficio da duvida a quem ganhou.

Não vou andar por aí, fazendo obstrução sistemática como alguns num passado recente, mas estarei atenta e voltarei um dia quando e se entender que vota a valer a pena.

Viva a UV, os amigos que lá fiz e o magnifico reitor com quem tanto aprendi.

Até sempre.



uma psicose de Paulo Colaço às 19:19
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Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007
O Direito vai torto

 

Um artigo de Sandra Pimentel

 

Nem só dos novos prazos de prisão preventiva se faz a polémica à volta da grande reforma penal.

Em causa está o novo artigo 30º do Código Penal, que no n.º 3, agora introduzido, dispõe o seguinte:

“3. O disposto no número anterior não abrange os crimes praticados contra bens eminentemente pessoais, salvo tratando-se da mesma vítima.”

Este artigo trata a figura do crime continuado, que segundo a mesma norma, consiste na “realização plúrima do mesmo crime ou de vários tipos de crime que fundamentalmente protejam o mesmo bem jurídico, executada por forma essencialmente homogénea e no quadro da solicitação de uma mesma situação exterior que diminua consideravelmente a culpa do agente.”

O crime contra bens jurídicos pessoais é, por exemplo, um crime sexual. Neste caso, a prática de um crime de violação reiteradamente e repetidamente contra a mesma pessoa, é julgado como um só crime, ao contrário do que se aplicava anteriormente, em que cada violação correspondia a um crime.

Cabe-nos perguntar quem introduziu este n.º 3 ao artigo 30º e porquê.

As implicações que esta norma trará a processos mediáticos como o da Casa Pia fazem levantar suspeitas muito tenebrosas à volta da reforma penal em geral, e desta norma em particular.

Claro que tudo deve ser analisado casuísticamente, mas se atentarmos a uma regra fundamental na aplicação das penas que é a da norma penal mais favorável, signifcando que existe uma imposição constitucional clara no que respeita à retroactividade ou não na aplicação das normas penais, no mínimo, cabe à sociedade civil uma reflexão profunda.
Mais, sobre o silêncio do Governo e dos demais responsáveis políticos sobre o assunto.



uma psicose de Paulo Colaço às 22:09
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A importância de ter sido Ernesto

Um artigo de Marta Rocha
 

 

"Acima de tudo procurem sentir no mais profundo de vocês qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo."



 

"Nascido em 14 de junho de 1928 na cidade de Rosário, Ernesto Guevara de La Serna foi o primeiro dos cincos filhos do casal Ernesto Lynch e Celia de la Serna y Llosa.


 

Em 1947, Ernesto entra na Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires, motivado em primeiro lugar por sua própria doença (asma), desenvolvendo logo um especial interesse pela lepra.


 

Em 1952, realiza uma longa jornada pela América do Sul com o melhor amigo, Alberto Granado, percorrendo 10.000 km em uma moto Norton 500, apelidada de 'La Poderosa'. Observam, se interessam por tudo, analisam a realidade com olho crítico e pensamento profundo. Os oito meses dessa viagem marcam a ruptura de Guevara com os laços nacionalistas e dela se origina um diário. Aliás, escrever diários torna-se um hábito para o argentino, cultivado até a sua morte.


 

No Peru, trabalhou com leprosos e resolveu se tornar um especialista no tratamento da doença. Che saiu dessa viagem chocado com a pobreza e a injustiça social que encontrou ao longo do caminho e se identificou com a luta dos camponeses por uma vida melhor.


 

Já envolvido com a política, em 1953 viajou para a Bolívia e depois seguiu para Guatemala com seu novo amigo Ricardo Rojo. Foi lá que Guevara conheceu sua futura esposa, a peruana Hilda Gadea Acosta e Ñico Lopez, que, futuramente, o apresentaria a Raúl Castro no México.


 

Na Guatemala, Arbenz Guzmán, o presidente esquerdista moderado, comandava uma ousada reforma agrária. Porém, os EUA, descontentes com tal ato que tiraria terras improdutivas de suas empresas concedendo-as aos famintos camponeses, planejou um golpe bem sucedido colocando no governo uma ditadura militar manipulada pelos yankees. Che ficou inconformado com a facilidade norte-americana de dominar o país e com a apatia dos guatemaltecos. A partir desse momento, se convenceu da necessidade de tomar a iniciativa contra o cruel imperialismo.


 

Com o clima tenso na Guatemala e perseguido pela ditadura, Che foi para o México. Alguns relatos dizem que corria risco de vida no território guatemalteco, mas essa ida ao México já estava planejada. Lá lecionava em uma universidade e trabalhava no Hospital Geral da Cidade do México, onde reencontrou Ñico Lopez, que o levou para conhecer Raúl Castro. Raúl, que se encontrava refugiado no México após a fracassada revolução em Cuba em 1953, se tornou rapidamente amigo de Che. Depois, Raúl apresentou Che a seu irmão mais velho Fidel que, do mesmo modo, tornou-se amigo instantaneamente. Tiveram a famosa conversa de uma noite inteira onde debateram sobre política mundial e, ao final, estava acertada a participação de Che no grupo revolucionário que tentaria tomar o poder em Cuba.


 

A partir desse momento começaram a treinar táticas de guerrilha e operações de fuga e ataque. Em 25 de novembro de 1956 os revolucionários desembarcam em Cuba e se refugiam na Sierra Maestra, de onde comandam o exército rebelde na bem-sucedida guerrilha que derrubou o governo de Fulgêncio Batista. Depois da vitória, em 1959, Che torna-se cidadão cubano e vira o segundo homem mais poderoso de Cuba. Marxista-leninista convicto, é apontado por especialistas como o responsável pela adesão de Fidel ao bloco soviético e pelo confronto do novo governo com os Estados Unidos. Guevara queria levar o comunismo a toda a América Latina e acreditava apaixonadamente na necessidade do apoio cubano aos movimentos guerrilheiros da região e também da África. Da revolução em Cuba até sua morte, amargou três mal-sucedidas expedições guerrilheiras. A primeira na Argentina, em 1964, quando seu grupo foi descoberto e a maioria morta ou capturada. A segunda, um ano depois de fugir da Argentina, no antigo Congo Belga, mais tarde Zaire e atualmente República Democrática do Congo. E por fim na Bolívia, onde acabaria executado.
Sem a barba e a boina tradicionais, disfarçado de economista uruguaio, Che Guevara entrou na Bolívia em novembro de 1966. A ele se juntaram 50 guerrilheiros cubanos, bolivianos, argentinos e peruanos, numa base num deserto do Sudeste do país. Seu plano era treinar guerrilheiros de vários países para começar uma revolução continental.


 

Guevara foi capturado em 8 de outubro de 1967. Passou a noite numa escola de La Higuera, a 50 quilômetros de Vallegrande, e, no dia seguinte, por ordem do presidente da Bolívia, general René Barrientos, foi executado com nove tiros numa escola na aldeia de La Higuera, no centro-sul da Bolívia, no dia seguinte à sua captura pelos rangers do Exército boliviano, treinados pelos Estados Unidos.
Sua morte, no dia 9 de outubro de 1967, aos 39 anos, interrompeu o sonho de estender a Revolução Cubana à América Latina, mas não impediu que os seus ideais continuassem a gozar de popularidade entre as esquerdas."


 

Foi portanto há 40 anos.


 

"Os poderosos podem matar uma, duas até três rosas, mas nunca deterão a primavera."
 
http://www.cheguevaradelaserna.hpgvip.ig.com.br/index.html


uma psicose de Paulo Colaço às 22:01
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Sábado, 6 de Outubro de 2007
Quem mexeu no meu queijo?
O discurso do Presidente da República, Cavaco Silva, a propósito das comemorações do 5 de Outubro, fica marcado pelo alerta lançado em torno do tema da Educação.
Cavaco Silva, para além dos muitos recados ao Ministério da Educação e à sua forma de actuação, defendeu um “novo olhar” sobre a escola, concretizado numa diferente gestão escolar.
Segundo este novo modelo, o director dos estabelecimentos de ensino seria escolhido por uma assembleia composta por pais e representantes do meio cultural, empresarial e económico envolvente.
Desde Sócrates, aos sindicatos passando pelo CDS todos elogiaram o discurso do nosso PR. Estranho apenas que esta mesma proposta, defendida em Maio por Marques Mendes na Assembleia da República, tenha sido chumbada à data, num grotesco coro de críticas ao projecto do PSD.

Há, de facto, gente que anda a comer demasiado queijo...


uma psicose de Margarida Balseiro Lopes às 14:59
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Quinta-feira, 4 de Outubro de 2007
Uma boa piada é uma coisa muito séria!

Faz hoje 18 anos que morreu o Dr. Graham Arthur Chapman , membro dos famosos Monty Python.

Farto que estou de pessoas a fazerem tempestades em copos de água, tendo sido sempre um defensor do humor como pricipal ferramenta para a vida, aproveito esta oportunidade para relembrar este grande homem, transpondo para este espaço a homenagem feita pelos seus colegas no seu funeral.



uma psicose de José Pedro Salgado às 14:55
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Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007
Células Estaminais

Um artigo de Marta Rocha
 

 

Até ao dia 30 deste mês de Outubro, terá lugar na A. R. o debate sobre Investigação em Células Estaminais (stem cells). Porque gostava de saber a posição dos psicóticos sobre o tema, deixo algumas indicações, que julgo poderem contribuir para um maior esclarecimento.


 

 


 

Células Estaminais - noção- "(...) células extraordinárias cujo destino ainda não foi "decidido". Podem transformar-se em vários tipos de células diferentes, através de um processo denominado "diferenciação". Nas fases iniciais do desenvolvimento humano, as células estaminais do embrião "diferenciam-se" em todos os tipos de células existentes no organismo - cérebro, ossos, coração, músculos, pele, etc." in bionet online


 

 


 

Existem alguns tipos de células estaminais, a saber: totipotentes, pluripotentes e multipotentes. Estes tipos variam em função do potencial das próprias células, as primeiras por estarem numa fase muito inicial podem transformar-se em qualquer tipo de tecido, enquanto que as últimas, num estado mais avançado de desenvolvimento apenas podem transformar-se em alguns.


 

 


 

De facto, as células estaminais são vistas pela comunidade científica como a possível resposta para curar muitas enfermidades.


 

 


 

Mas a Investigação deste tipo de células coloca alguns problemas de carácter Ético. Isto porque, se é possível encontrar células estaminais em individuos adultos, a verdade é que as células estaminais com máximo de potencial são encontradas em óvulos fecundados artificialmente (chamados embriões) e em fetos resultado de aborto (espontâneo, mas sobretudo provocado).


 

 


 

A necessidade legislativa deve definir assim se é permitido o estudo científico de fetos e embriões. E, no caso dos embriões, é ainda importante que se limite o número máximo de óvulos fecundados para cada casal, que recorre à inseminação in vitro. Isto para evitar que se fecundem óvulos exclusivamente para fins científicos.


 

 


 

Qual é a dignidade de um embrião? E de um feto?


 

Será justo "fabricar" embriões para investigação?


uma psicose de Paulo Colaço às 02:12
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Terça-feira, 2 de Outubro de 2007
O Rei Salomão
"Os dias que antecederam as eleições no PSD fizeram-me lembrar uma história do Antigo Testamento: a sentença do Rei Salomão.
Duas mulheres apresentaram-se perante o Rei dizendo-se ambas mães de um bebé e reclamando a sua posse.Salomão ouviu uma, ouviu outra – e, como não tivesse certezas sobre qual delas falava verdade, pediu uma espada e sentenciou:
– Corta-se o bebé ao meio e cada uma fica com a sua metade.
Uma das mulheres aceitou, satisfeita com a sentença do Rei. Mas a outra ajoelhou-se aos pés dele e suplicou:
– Não façais isso! Prefiro que entregueis a criança àquela mulher.
Nessa altura, o Rei Salomão ficou a saber qual delas era a verdadeira mãe do bebé e entregou-lhe o filho.

Que tem isto a ver com o PSD?", in Sol.

A casa arruma-se e limpa-se dentro das quatro paredes e não à vista de todos. A campanha eleitoral para a liderança do partido foi um lavar de roupa suja. O partido não saiu prestigiado, reforçado ou engrandecido. Espero que o PSD venha a ter a capacidade de se regenerar e de conseguir assumir a sua posição como O maior partido da posição e de futuro Governo.

Cada um com a sua metade...


uma psicose de Inês Rocheta Cassiano às 21:27
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