Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007
Come antes uma peça de fruta, rapaz...

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, acusa a comissão temporária do Parlamento Europeu sobre os voos da CIA de falta de rigor, parcialidade e desinformação, numa carta enviada ao eurodeputado Carlos Coelho. (in Público)


O cavalheiro Amado até podia ter toda a razão, mas esbarra num facto complicado: falta de rigor é coisa de que nunca ninguém poderá, com verdade, acusar o Director da Universidade de Verão.


uma psicose de Paulo Colaço às 22:44
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Terça-feira, 23 de Janeiro de 2007
Brincar às Guerras
Aponto o meu primeiro post para a vergonha americana. No jornal “Diário de Notícias” de hoje, 23 de Janeiro de 2007, pode-se ler o seguinte título “George Bush garante não haver calendário de retirada do Iraque”.

Embora o general George Casey diga que os reforços que acabaram de chegar ao Iraque poderiam regressar ao seu país no próximo Verão, o nosso “amigo” Bush não afasta a possibilidade dos militares americanos continuarem no Iraque até Janeiro de 2009, ainda quando o seu sucessor tomar posse. Ainda mais, numa conferência de imprensa em Bagdad, Robert Gates (secretário da Defesa), afirma que o facto das condições de segurança terem melhorado oferece a possibilidade de iniciar uma retirada no final do Verão.

Será que o Presidente dos Estados Unidos nunca teve uma PlayStation para brincar às guerras e agora quer recuperar o tempo perdido?

Pois não admira que, como indica ainda a notícia, este senhor tenha perdido tanto a sua popularidade sendo esta a mais baixa de sempre…



uma psicose de Paulo Colaço às 19:55
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Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2007
100º

Olá Tânia!

É com muito gosto que escrevo o CENTÉSIMO post do PsicoLaranja.

E este é especial, pois serve para apresentar a nossa mais recente blogger: a Tânia Martins. Pela forma como intervém no fórum da UV, sei que será uma mais-valia para o nosso espaço.

A Tânia tem óptimo sentido de humor, é interessada pelos assuntos da actualidade e pretende ingressar este ano para Direito, na FDL. Mais uma para o lobby de juristas no Psico, mais uma para o lobby da FDL…

Boa sorte por aqui, Tânia. E parabéns ao Psico pelo seu 100º post!


uma psicose de Paulo Colaço às 19:18
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Vão morrer longe que a Igreja não perdoa!

"O Cónego Tarsício Alves, da paróquia de Castelo de Vide, Portalegre, distribuiu hoje o Boletim Paroquial em que refere que "as mulheres que cometem o aborto estão impedidas de ter um funeral religioso" invocando, para tal, o cânone 1184 do Código Canónico.

Segundo o Cónego, o funeral eclesiástico é "um sinal da plena comunhão" e quem "comete um aborto incorre automaticamente numa excomunhão, a mais pesada das censuras eclesiásticas".

Na última edição de 2006, do folheto que publica semanalmente, o Cónego Tarsício Alves pôs à "reflexão" dos fiéis "cinco casos reais da vida concreta" e num deles pergunta se recomendaria o aborto a uma jovem grávida e não casada, não sendo o noivo o pai da criança: "Se respondestes Sim, terias morto Jesus Cristo", pode ler-se.

O Cónego Tarsício Alves escreve também que considera o aborto "um crime nefando contra a vida humana". " in JN

Para quando um referendo que acabe com as incoerências do catolicismo?


uma psicose de Paulo Colaço às 07:40
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Domingo, 21 de Janeiro de 2007
As parteiras da esquina


Acabei de ver uma notícia em que mulheres afirmam que preferem ter filhos em casa em vez de os terem num Hospital.

A justificação dada é de que assim se sentem mais envolvidas no parto e que a situação é especial, sendo que quando estão no hospital não têm a atenção especial que o momento merece.

Nas eternas palavras de um político da nossa praça: Mas tá tudo bêbado?”

Um parto é, apesar dos avanços médicos recentes, uma intervenção muito delicada que apresenta vários riscos para a mãe e para a criança. Apesar de, em princípio, as coisas estarem feitas de forma a que a mãe e a criança se consigam desenrascar razoavelmente sem ajuda, existe um sem número de coisas que podem correr mal e ter consequências muito graves.

E quando isto acontece, pode ser necessário haver ajuda médica especializada (às vezes de diversas especialidades) para garantir a sobrevivência da mãe e do bébé ou até só de um deles.

Claro que nestas alturas já mudamos de opinião. Já vamos a correr para o hospital. O “milagre de dar vida” que se quer “único e especial” começa a dar buraco. Mostra que isto de nascer na mangedoura é só para alguns. Mostra que se calhar o facto de aquela gente lá do hospital ter andado aqueles anos todos a estudar e ter lá aquelas máquinas todas “xpto” tem uma razão. Que isto de ter crianças não é propriamente como pôr ovos e que a cena é mais complicada do que parece.

Claro que aí pode já ser tarde demais. Mas como estamos em Portugal, a culpa ainda vai acabar por ser do médico.

E depois queixam-se de que andam a fechar maternidades...



uma psicose de José Pedro Salgado às 20:23
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Sábado, 20 de Janeiro de 2007
Dentadinhas...

Há dias, Bush manifestou desagrado pela forma como decorreu o enforcamento de Saddam Hussein, descrevendo-o como um “aparente” acto de vingança.

Depois de ter incentivado aquele desfecho e de se ter regozijado com a morte do ex-ditador, as palavras de Bush são, no mínimo, hipócritas.

A juntar aos defeitos que lhe conhecemos, passámos a saber que o presidente norte-americano é também um pequeno Judas.


uma psicose de Paulo Colaço às 01:16
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Segunda-feira, 15 de Janeiro de 2007
Né a bordo!

Nelson Faria, (Né para os amigos, Senhor Né para os porteiros de discotecas e bares da Grande Lisboa), é o nosso novo PsicoBlogger.

Uma aquisição de peso: trata-se de um grande valor da JSD e exemplar aluno da UV 2005.

Trará ao PsicoLaranja a sua visão de Portugal, do Mundo e de algo mais grandioso que transcende o Universo: a Secção B de Lisboa, da qual ele é Secretário-Geral.

Bem-vindo, Né, a esta tua casa!


uma psicose de Paulo Colaço às 18:38
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Domingo, 14 de Janeiro de 2007
Mulheres ao poder?
Angela Merkel na Alemanha, Ellen Johnson-Sirleaf na Libéria, Mirchelle Bachelet no Chile, Tarja Halonen na Finlândia. Hillary Clinton nos EUA? Ségolène Royal em França?

As barreiras que impedem as mulheres de aceder às mais altas funções políticas parecem cair à mesma velocidade do muro de Berlim. Estaremos perante um novo paradigma? Haverá mudanças num mundo governado por mulheres?

Ouve-se já activos movimentos feministas reclamarem que com as mulheres no poder teríamos um mundo mais pacífico e menos competitivo.

Creio que não. Quando toca a gerir um país, não importa se se trata de “um” ou “uma” no poder. Temos os exemplos recentes de Golda Meir, Margaret Thatcher e Indira Ghandi...


uma psicose de Margarida Balseiro Lopes às 21:26
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Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2007
Para onde vai o meu dinheiro?


Um artigo de Rita Nave Pedro

 

A oposição uniu-se em peso contra o Governo em relação ao aumento generalizado do preço dos bens essenciais.

Do lado do Governo salienta-se que numa economia de mercado a generalidade dos preços não pode ser fixada administrativamente ignorando os custos, e o papel do Estado é o de regular, defender o consumidor e assegurar os interesses dos mais desfavorecidos.

A oposição critica esta prática enumerando que:

- Portugal deve promover o seu desenvolvimento com base numa política que tenha como objectivo responder às necessidades dos trabalhadores, da população e do país.

- É imperativo travar o aumento dos preços, procurando uma mais justa distribuição dos rendimentos, e assegurando serviços públicos de qualidade.

- A economia portuguesa está deprimida face à pressão fiscal.

Portugal, na minha opinião, é um “quase paraíso fiscal” e a luta que é travada no combate à fraude e evasão fiscal apanha aranhas e deixa fugir os pássaros!



uma psicose de Paulo Colaço às 22:20
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Quarta-feira, 10 de Janeiro de 2007
Agradecer com violência...


Um artigo de Lisete Rodrigues

 

A violência doméstica sobre idosos aumentou 60% em 2006. Há tempos, aqui neste mesmo local, discutíamos a solidão por que passam muitos dos portugueses mais velhos. Ontem, nos jornais, falou-se da forma como os tratamos.

Esta notícia tocou-me particularmente pelo facto de um dia destes ter assistido em pleno dia, nas ruas da cidade, uma filha espancar a mãe à frente de todos. A senhora era doente e, por sinal até teimosa, mas nada justificava aquele soco que a filha, também já a caminhar para a velhice, deu à mãe.

Felizmente que as pessoas que atravessavam a rua tiveram reacção. Mas eu fiquei a pensar, e todos os que lá estavam com certeza, como não era tratada aquela senhora, em casa, sem os olhos de reprovação das pessoas na rua... Será esta a forma de agradecer que temos para quem nos pôs no mundo e que também um dia já foi pleno das suas forças e capacidades?



uma psicose de Paulo Colaço às 09:45
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Segunda-feira, 8 de Janeiro de 2007
Sócrates lança OPA à RTP!

Um artigo de Marta Rocha

 

A RTP, através da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, retirou o tempo de antena dos partidos, do horário nobre, transferindo-os para as 19h.

"O PSD escreveu uma carta à administração da televisão pública onde acusa a RTP de ''penalizar os partidos, em particular os que estão na oposição, uma vez que o Governo tem, pela natureza das coisas, um estatuto de visibilidade na comunicação social muitíssimo elevado''. Os sociais-democratas dizem que ''mudar horários que objectivamente diminuam as audiências significa penalizar os partidos e desvalorizar, na prática, uma importante missão de serviço público"." in Expresso, 5 de Janeiro de 2007



uma psicose de Paulo Colaço às 21:10
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Que nunca mais ninguém o acuse de mentiroso




Bush anuncia quarta-feira a sua nova estratégia para o Iraque

Que ao que parece é enviar mais 20 mil soldados para lá.

Depois de ser acusado de mentiroso em tanta coisa no conflito iraquiano, parece que a afirmação que a guerra no Iraque tem semelhanças com a guerra do Vietname é mesmo para levar a sério.

Até ao fim...



uma psicose de José Pedro Salgado às 18:03
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Quarta-feira, 3 de Janeiro de 2007
A "posição" do senhor ONU

Ban Ki-moon, novo “patrão” da ONU, fugiu cobardemente a falar sobre a pena aplicada a Saddam. Aparentemente não tem opinião.

Refere a imprensa que Ban Ki-moon nem sequer comentou as declarações do representante especial da ONU para o Iraque que afirmou “as Nações Unidas condenam a pena capital, mesmo nos casos de crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio".

Quando alguém lhe perguntar qual foi a sua primeira posição na função, se for honesto dirá: eu comecei de cócoras!

Há fios que só são invisíveis para papalvos...


uma psicose de Paulo Colaço às 20:24
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Será o terrorismo negociável?

Um artigo de Sandra Pimentel
 
Negociar com terroristas, uma ideia absurda mas, pelos vistos, levada a sério pelo responsável político, nosso vizinho, Zapatero.
Ora, o desfecho era previsível. No fundo, nunca conseguirei perceber como se aceita negociar com terroristas. Pessoas capazes de cometer atrocidades em nome de desígnios que levam a uma cegueira que custa vidas, serão capazes de ter palavra? Serão capazes de cumprir compromissos?
O mais hilariante é que Zapatero ganhou o poder por causa do terrorismo, todos se lembram do 11 de Março que arrasou Aznar. Seria engraçado se também o perdesse por lidar mal com esse problema grave que é o terrorismo em Espanha.
Existem informações de que o governo espanhol se preparava para fazer uma cedência à ETA há muito reivindicada: transferir os presos etarras para prisões geograficamente mais próximas do país basco. A resposta da ETA foi o retomar da violência.
Em suma, Zapatero, tal como o PP (partido de oposição) exige, só pode declarar publicamente que as negociações acabaram e que o combate ao terrorismo será uma prioridade sua. Este erro de Zapatero é no mínimo clamoroso. Perder tempo a negociar o inegociável…


uma psicose de Paulo Colaço às 17:04
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