Segunda-feira, 30 de Setembro de 2013
Autárquicas: as 'leituras nacionais'

Muito se tem dito sobre o que significam estas autárquicas e em especial do lado da oposição, a narrativa é consensual em fazer leituras anti-governo dos maus resultados locais do PSD.

 

O problema é que como sempre, estas leituras não passam de aproveitamento político e demagogia do mais baixo nível:

 

 

Os Palhaços

 

Veja-se os palhaços do Bloco, que saltam todos contentes para celebrar a derrota do PSD reclamando que os 'eleitores puniram a política de austeridade'.

Mas então e ilações NACIONAIS das derrotas do Bloco de Esquerda? Não há?...

Se não votar no PSD é um voto contra a austeridade, então seguramente e pela mesma lógica não votar no Bloco é um voto a favor da política de austeridade...

Resumindo e concluindo, o Bloco é demagógico e hipócrita, desinforma e burla os Portugueses.

 

 

Os Burlões

 

Depois temos o PS que diz mais ou menos a mesma coisa. Os socialistas sempre têm alguma coerência porque pelo menos podem reclamar uma vitória contra o partido do governo. Mais ainda, no PS há precedentes para a retirada de ilações com base em derrotas autárquicas, como foi o caso do 2º governo Guterres.

Mas se os Portugueses votaram contra a política de austeridade, porque não penalizaram também o CDS-PP, o partido cujo líder está pessoalmente encarregado de negociar com a Troika?...

 

A verdade é um pouco mais complicada.

O PSD perdeu porque foi a eleições dividido. Isto aconteceu no Porto, Gaia, Oeiras e em vários outros municípios. Pior um pouco para a narrativa popularucha do PS, vários dos vencedores ditos 'independentes' eram de direita. Pior ainda é que a eleição de Rui Moreira é precisamente um voto contra o tipo de política de subsídios e despesismo, que Menezes teria trazido para o Porto, e como tal claramente tudo menos uma rejeição da austeridade...

 

Porque ganhou o PS Gaia, Sintra e poderia ter ganho Matosinhos?

Simplesmente porque as cidades dormitório de Lisboa e Porto são precisamente as zonas aonde se acumula a população pendular de trabalhadores das grandes áreas metropolitanas e é o tipo de autarquia que responde bem a promessas de despesismo público. É nestes municípios que o desemprego tem mais impacto e é por consequência aqui que uma política despesista governamental mais seria benéfica.

Claro está que as dificuldades destas cidades são as dificuldades nacionais e que as autarquias podem fazer pouco para dinamizar zonas que estão dependentes do crescimento do país e das áreas metropolitanas aonde se encontram. MAS isto nunca será dito aos eleitores.

 

Aliás, uma das primeiras comunicações do PS Gaia foi bem clara:  a primeira medida será começar a reivindicar mais fundos do governo...
O PS faz a nível local o que faz a nível nacional, fazer promessas com o dinheiro dos outros. Mérito próprio e planos de desenvolvimento local = Zero. 



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 15:00
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26 comentários:
De ogrilofalante a 30 de Setembro de 2013 às 21:28
Tanta trapalhada para tentar explicar uma derrota!

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De Miguel Nunes Silva a 1 de Outubro de 2013 às 09:54
Uma derrota, sim. das políticas do governo, não.

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De Hugo a 1 de Outubro de 2013 às 00:45
Xiiii... tás particularmente ressabiado, MNS?

O que se passa é que "as zonas aonde se acumula a população pendular de trabalhadores das grandes áreas metropolitanas" são as zonas onde as políticas de austeridade tem doido a valer e onde mais se nota o facto de que estas políticas tornam os ricos mais ricos e a classe média mais pobre. É nestas áreas que se nota que a austeridade é só para alguns... e isso incomoda aqueles a quem a austeridade toca, sabes?

Isto não se nota seguramente nas ultra-montanas Bragança e Bijéu, onde muito boa gente vai tendo umas obelhinhas e umas coibes para remediar e recebe subsidios agrícolas da UE para tudo e mais alguma coisa... e um padre que diga:

"Noum she exquecham, para a shemana há eleixões. Debeij ir botar, em conxiênxia... mas reparem que há um partido que tem tres shetinhas a apontar para o xéu"

(e isto assisti eu pessoalmente, numa localidade Minhota, uma vez na homilia duma missa).

Dito isto, claro que no Porto não se papam grupos e o povo não é parvo para acreditar nas promessas de "amanhãs que cantam" do idiota do Menezes. E o PSD - como todos os partidos - devia tirar as ilações necessárias sobre o quão cansadas estão as pessoas de políticos em altos cargos que são corruptos, marcados por suspeitas, incompetentes (Machete, Relvas, Maria Albuqurque, etc) e que só estão na política por interesse próprio. E também de alguns dinossauros. E já agora, de "jotinhas" carreiristas que não fazem nada na vida para além de politoquice rasteira e para quem "serviço público" deve ser um eufemismo para brazilian wax.

Como dizes bem, o Porto não elegeu "a esquerdalha despesista", elegeu um tipo sério que não prometeu nada mais do que seriedade, e que vem não de partidos mas dos sectores económicos e politicamente interventivos da cidade, e com carreiras independentes para lá das lutas fratícidas dos partidos. É este tipo de político que não há nem no PSD, nem no PS nem no CDS.

(e para que se note eu não gosto do Rui Moreira nem votaria nele, bandeiras azuis e brancas para mim só as do FCP, mas ele tem qualidades que faltam a 95% da classe política Portuguesa - nomeadamente experiência profissional fora da política... e o Porto reconhece isso).

Quanto ao Bloco acho que mostra bem que 1) muitos jovens de hoje em dia já estão endoutrinados pelas ideias do "bater punhos" e "enriquecer depressa e bem", a esquerda está fora de moda; 2) os eleitores típicos do BE (que eram jovens quando o partido surgiu para preencher o espaço deixado em branco na esquerda pela adopção da patética "3a via de Giddens" pelo PS e pelo fundamentalismo do PCP) cansaram-se de apoiar um partido "do contra" que no auge da pior crise económica e social e do maior atropelo de sempre aos mais fracos da sociedade vem falar de "criminalizar o piropo" ou sai-se com tretas de direções acéf... perdão... bicéfalas. Ou é para ser poder seja de que forma fôr (alianças, negociações com a Troika, Ana Drago a aparecer nos outdoors com um decote generoso, etc) ou então mais vale votar na CDU, esses ao menos não brincam em serviço.

O PSD é culpado da sua cegueira ideológica. Quando o próprio FMI reconhece o erro das políticas de austeridade (ou o seu "ritmo"), quando o ultra-neo-liberal do Vitor Gaspar reconhece que a austeridade não é o caminho, quando economistas de renome e até das alas liberais, dizem que já chega de austeridade... se calhar era de parar para reflectir em outros caminhos, não? E quando se vê os de sempre a safarem-se, a Europa a virar-se apenas para o Norte e a abandonar o Sul, a total ausência de meritocracia tanto no sector público como privado, as fitinhas do Paulo "irrevogável" Portas, os tipos dos swaps e bancos manhosos a sentarem-se em cargos ministeriais, a completa destruição da escola pública sob o fanatismo ideológico da "liberdade de escolha" e outras pérolas com que o PSD nos vai brindando, não é de estranhar que até na Madeira (esse buraco negro democrático) as pessoas se fartem.




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De Miguel Nunes Silva a 1 de Outubro de 2013 às 10:22
1 - Não estou ressabiado, mas acho patético a displicência com a esquerda tenta fazer disto uma vitória da oposição quando o que vai a votos não é o governo.

2 - ". É nestas áreas que se nota que a austeridade é só para alguns... e isso incomoda aqueles a quem a austeridade toca, sabes?"

A austeridade toca a todos. A única diferença é que nestas zonas as pessoas esperam apoios sociais. No interior a mentalidade é outra...

3 - "Isto não se nota seguramente nas ultra-montanas Bragança e Bijéu, onde muito boa gente vai tendo umas obelhinhas e umas coibes para remediar e recebe subsidios agrícolas da UE para tudo e mais alguma coisa... e um padre que diga:
"Noum she exquecham, para a shemana há eleixões. Debeij ir botar, em conxiênxia... mas reparem que há um partido que tem tres shetinhas a apontar para o xéu" "


Parabéns Hugo, acabaste de provar que não só és ignorante, como também estás cheiinho de preconceitos contra o interior.
Sim, há muita gente que vota influenciada no interior mas o mesmo acontece nas grandes cidades aonde bugigangas e subsídios 'compram' as pessoas.
Meu Deus, sempre que falo contigo descubro novos níveis de burrice e preconceito.
Se ao menos o país não tivesse políticos e aldeias, e fôssemos todos uma comuna anarca urbana, tudo seria tão melhor não é?.............

Arre burrice!

(e já agora aviso-te que vivo no interior e ao ofenderes as pessoas do interior estás-me a ofender a mim. aviso para que depois não haja confusões.)

Nos centros urbanos, é aonde está concentrada a indústria e os serviços públicos. Aonde existem as melhores infraestruturas e aonde os políticos têm mais capital e receitas de impostos para darem subsídios e assistência social às populações.
E tu vens-me dizer a mim, que a vida no interior é mais fácil?!!!...

Mas tu existes?..

4 - "o povo não é parvo para acreditar nas promessas de "amanhãs que cantam" do idiota do Menezes."

Mas aparentemente é parvo o suficiente para acreditar nas mesmas promessas se for o PS a fazê-las..............................................................................................................

5 - "o PSD devia tirar as ilações necessárias sobre o quão cansadas estão as pessoas de políticos em altos cargos que são corruptos, marcados por suspeitas, incompetentes (Machete, Relvas, Maria Albuqurque, etc) e que só estão na política por interesse próprio. E também de alguns dinossauros. E já agora, de "jotinhas" carreiristas que não fazem nada na vida para além de politoquice rasteira e para quem "serviço público" deve ser um eufemismo para brazilian wax."

(suspiro.........)

Sabes, falar contigo é como falar com um atrasado mental.
Claro que isto é um insulto aos atrasados mentais porque pelo menos eles querem aprender, enquanto que tu estás determinado a ficar na mais patética burrice demagógica para o resto da vida.

- Para já gostava de saber qual é a % de pessoas que foram votar no Domingo e que sequer conhecem os nomes que mencionaste.
Acreditar que esses nomes influenciaram fosse o que fosse é ridículo.

- Depois o que te faz ainda mais parvo, por acreditares na propagandazeca de esquerda, é que na política, o combate se faz através de insinuações e ataques baixos.
Se fôssemos demitir todos os políticos dos quais houvesse suspeitas de fosse o que fosse, ficávamos sem políticos.
Ou achas que é coincidência que as 'suspeitas' em relação à Ministra das Finanças começarem justamente quando se tornou Ministra, é uma coincidência?
Dito isto, não faço ideia se as pessoas que referiste são culpadas ou não. Mas por mais corruptas que elas sejam, defendem as políticas sensatas para o país. Já a esquerda, defende as políticas mais irresponsáveis e destinadas a enganar e burlar os cidadãos.
Para mim, isto diz tudo sobre a idoneidade dos políticos.

- Como já te corrigi muitas vezes, eu não sou um jotinha, mas pode ser que venha a ser um dia. A vantagem dos jotinhas, é que têm intervenção cívica. Lutam por aquilo em que acreditam.
Prefiro um 'jotinha', a uma cavalgadura burra e estúpida que só sabe slogans de manif, e que nunca se deu ao trabalho de militar politicamente por fosse o que fosse.

- Mais uma vez revelas que tudo aquilo em que acreditas se baseia em teorias da conspiração e preconceito.
Devias ter vergonha nessa cara.

...

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De Miguel Nunes Silva a 1 de Outubro de 2013 às 10:47
(para que fique claro, já são duas ofensas seguidas)

- nem sequer vale a pena dizer muito sobre 'serviço público'. A direita defende os interesses de todos os Portugueses. a Esquerda defende interesses corporativos e de sindicatos de voto.
Mas enfim, continua na tua burrice que vais bem...

6 - "o Porto não elegeu "a esquerdalha despesista", elegeu um tipo sério que não prometeu nada mais do que seriedade, e que vem não de partidos (...) É este tipo de político que não há nem no PSD, nem no PS nem no CDS."

Mais uma vez, abres a boca e sai asneira.
Sim, muitos independentes estiveram com o Rui Moreira, mas ele também contou com muita gente do PSD e com o CDS. Aliás, se o Rui Rio e o PSD se tivessem entendido, ele poderia de forma igualmente fácil ter sido o candidato do PSD.
Essa de ele não ter nada a ver com os partidos é treta. Aliás, ele próprio disse que a candidatura dele "não era contra os partidos".

7 - "Quanto ao Bloco (...)"

Não concordo contigo.
Para já, acho que tudo o que disseste é perfeitamente subjectivo.
Depois, não sei se reparaste que quando eu disse que o Bloco também deveria fazer leituras nacionais, estava a ser irónico...
O Bloco não tem implantação local precisamente porque é um partido de protesto jovem. Se não fosse, poderia ter.
Aliás, tenho muita curiosidade para ver o que sai da análise destes resultados no BE.
Seria um milagre se decidissem passar a ser mais sérios mas bem...

8 - "O PSD é culpado da sua cegueira ideológica. Quando o próprio FMI reconhece o erro das políticas de austeridade (ou o seu "ritmo"), quando o ultra-neo-liberal do Vitor Gaspar reconhece que a austeridade não é o caminho, quando economistas de renome e até das alas liberais, dizem que já chega de austeridade... se calhar era de parar para reflectir em outros caminhos, não?"

Eu acho-vos um piadão... mas quanta ignorância e preconceito juntos, Meu Deus...

- Para já, se há alguma coisa que um governo apoiado por Marcos Antónios Costas e Menezes e liderado por PPC, não é, é ideologicamente cego!

Aliás, não percebo por que não curtes o PSD Gaia. Afinal eles também não querem austeridade, e são tão facilmente de direita como de 'esquerda radical'!!!
Algum dia te perguntaste qual é a diferença entre LFM e o PS?

- Depois, Gaspar, um ministro que aumenta impostos, aumenta o défice, faz engenharia financeira para ajudar nas contas e pede empréstimos bilionários, ESTE MINISTRO É ULTRA-NEO-LIBERAL?!

LOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLO

Epá, olha, vai-te educar pázinho.

9 - "E quando se vê os de sempre a safarem-se, a total ausência de meritocracia tanto no sector público como privado"

Então é assim: não só isso também acontece em governos de esquerda como a esquerda é sim ela, um atentado à meritocracia.
Mas que raio de meritocracia queres tu, quando tudo neste país é subsidiado pelo governo?.............
Não te parece que quanto mais as pessos tiverem que concorrer, mais meritocrático será o sistema?

10 - " a Europa a virar-se apenas para o Norte e a abandonar o Sul"

heim?!
Desculpa mas às vezes o chorrilho de disparates é tão denso que não consigo apreender bem: para já, o que a Europa faz, está para além do poder de qualquer político Português. Depois, quando a Europa anda há décadas a subsidiar o sul, e actualmente não só continua mas ainda concede empréstimos generosos e mantém à tona de água economias ULTRA-deficitárias, a isto chamas voltar-se para o norte?!...

Mas os Suecos também receberam dinheiro ou assim? O que é que me escapa?

11 - "as fitinhas do Paulo "irrevogável" Portas, os tipos dos swaps e bancos manhosos a sentarem-se em cargos ministeriais, a completa destruição da escola pública sob o fanatismo ideológico da "liberdade de escolha" e outras pérolas com que o PSD nos vai brindando, não é de estranhar que até na Madeira (esse buraco negro democrático) as pessoas se fartem."

Na Madeira?! Mas sabes que o AKK é teu amigalhaço pá. Ele é contra o grande capital. Vê lá as tuas ilações...

Mas mais uma vez, eu quero saber qual é a alternativa à austeridade (+ ou - soft).
Aonde vais tu buscar o dinheiro para manter a escola pública, diz lá, ó chico-esperto?...

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De Miguel Nunes Silva a 1 de Outubro de 2013 às 10:55
(correcção: não é 'AKK' mas sim 'AJJ' obviamente)

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De Hugo a 1 de Outubro de 2013 às 00:45
Se calhar devias olhar para o teu partido e reconhecer os seus erros, para lá do "O PSD perdeu porque foi a eleições dividido"... que é como quem diz "o único problema é a desunião, o partido não falar a uma voz, fora isso as políticas estão todas certas e as pessoas é que são parvas por não perceber que não há outro caminho possível".

É que esse discurso é típico do PCP, sabes?

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De Miguel Nunes Silva a 1 de Outubro de 2013 às 09:56
Então mas na tua opinião, que deveria o PSD ter feito de diferente para ter melhores resultados?

É que eu francamente, a única coisa que acho é que em 99% dos casos (Lisboa talvez seja uma excepção) a vitória ou derrota foi local, e nada teve a ver com política nacional.

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De IT a 1 de Outubro de 2013 às 10:27
MNS: em Lisboa parte dos resultados são fruto de alguns autarcas incompetentes e.... que de eleição em eleição gastaram o capital político do partido, baixando o nível de votação PSD. Há 4 anos houve alguém (boy do Mendes/Preto) que já tinha menos 14,7% do que devia; outros 12 e 13% logo...
Alguns já foram corridos há 4 anos, os restantes seriam NATURALMENTE corridos agora.

Mas tenho a certeza que na próxima AML a culpa será do PPC.

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De Miguel Nunes Silva a 1 de Outubro de 2013 às 10:49
Sim, provavelmente.

Mas eu também acho que Lisboa sendo a capital e as pessoas tendo muito menos contacto com a autarquia, muita gente vota em questões nacionais em vez de votar em questões locais.

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De ogrilofalante a 1 de Outubro de 2013 às 13:22
1 - Não estou ressabiado, mas acho patético a displicência com a esquerda tenta fazer disto uma vitória da oposição quando o que vai a votos não é o governo.

A resposta a este seu comentário será dada daqui a dois anos quando o PSD se apresentar a eleições. O resultado será uma derrota ainda maior que esta. Disso ninguém duvida nem mesmo aqueles que vestem a camisola laranja. Não esqueça este meu comentário nessa altura e verá como tenho razão.
PS: a derrota só não acontecerá se até lá aparecer petróleo no Beato e a nossa dívida seja completamente liquidada, coisa que nem o diabo pode ajudar...

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De Miguel Nunes Silva a 1 de Outubro de 2013 às 13:50
Ah, bom, mas eu não discordo. Nunca disse que o governo era popular junto do público.

Aliás, tenho sempre vindo a dizer, que a esquerda faz o que faz e diz o que diz apenas com objectivos eleitoralistas em mente. Ora isto tem que dar resultados.

Não me surpreenderia que o PSD fosse derrotado, tal como foi em 2009 e pagasse mais uma vez por ter uma política sensata. Aliás, as sondagens demonstram que o governo está longe de ser popular.

Agora, o que ponho em causa é que os resultados das autárquicas tenham tido muito a ver com políticas governamentais.

Invoquei vários aspectos e trouxe vários argumentos que nenhum dos comentadores quis mencionar até agora.

Diz muito....

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De Guillaume Tell a 1 de Outubro de 2013 às 13:45
Para mim estas eleições demonstraram três coisas.

- Os portugueses estão cada vez mais fartos da classe política tradicional: abstenção + votos brancos e nulos + candidatos independentes crescem mais que os votos no PS (que perdeu votos desde 2009) e o PCP.

- Os portugueses que votam continuam a dar preferência a candidatos despesistas, inconsistentes e de aparato (dou o exemplo do meu concelho em que 3 freguesias foram ganhas por candidatos cujo "único" programa era não serem da família dos caciques locais).

- O PSD tem de deixar o colectivismo de vez e ser um partido liberal e aberto a sério. Perdemos porque quisemos centralizar tudo (vide o espectáculo das nomeações das candidaturas) e pusemos em prática demasiadas medidas socializantes (impostos e leis liberticidas). Aliás bem vimos que os candidatos despesistas do partido não tiveram grandes resultados (as pessoas se querem gente assim votam nos outros partidos, nós temos de oferecer outra coisa que servirá bem melhor os portugueses que estas medidas discriminatórias).

Oxalá que este choque sirva para o PSD se reformular e que o nosso Governo governe a sério (há ver quanto tempo teremos de esperar pelo guião da reforma do Estado).

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De Miguel Nunes Silva a 1 de Outubro de 2013 às 13:52
Sabes o que é mais mirabolante no meio disto tudo Guillaume?

É que para muita gente no PSD, a ilação a tirar destas eleições é que é necessário parar a política de austeridade........

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De Guillaume Tell a 1 de Outubro de 2013 às 14:17
É normal eles pensarem assim, temos muita gentinha no nosso partido que vive às custas do Estado, muitos outros não conseguem ver o mundo sem este último a crescer continuamente, e finalmente aqueles que não gostam do Passos só porque é ele dizem isso para não fazerem de isso uma história estritamente pessoal.

Mas nada de isso iliba Passos Coelho de este mau resultado. Só que lá está não é tanto o excesso de austeridade mas sim a sua falta (e não só no aspecto económico-financeiro).


De Hugo a 1 de Outubro de 2013 às 16:56
MNS - pá, não tenho paciência para discutir contigo. Recomendo-te que aprendas um conceito girissimo que as pessoas inteligentes costumam ter mas que sempre faltou aos fanáticos e totalitaristas de toda a igualha: sentido de humor.

Já agora, a minha mãe e toda a família do meu lado materno é Transmontana... eu sei bem do que falo. E criticar aspectos dos meios rurais que entendo serem piores do que nos meios urbanos não é sinal que não reconheça coisas excelentes ou que tenha preconceitos negativos. Mas como tu és incapaz de aceitar uma crítica (a menos que seja uma concordância disfarçada com os teus pontos de vista) muito menos de separar uma conversa ligeira dum ataque pessoal não esperaria que entendesses isso.

Muito francamente, ser chamado de “burro” e “atrasado mental” por uma pessoa que escreve o que escreves para mim é um elogio. Não vou retribuir os mimos: as tuas palavras falam pelo teu carácter, pelo teu espirito de tolerância, de respeito ao próximo e pelo valor que dás ao debate de ideias e muito provavelmente à própria democracia.


Guillaume: concordo em absoluto com a tua primeira apreciação. Uma coisa que o PSD poderia ter feito que melhoraria o seu resultado seria 1) não nomear dinossauros como o Menezes, ignorando o conselho das figuras do PSD-Porto mais notáveis que, obviamente, preferiram apoiar o Moreira, e optando por seguir decisões tomadas centralmente em Lisboa; 2) separar completamente as propostas autárquicas da actuação do governo (não levando o Passos Coelho e ministros a comícios, por exemplo… não seria um sinal de vergonha do governo, seria uma separação das águas); Quanto à tua segunda apreciação o resultado na segunda maior cidade do país desmente o teu ponto de vista. Quanto à terceira entende que o ultra-liberalismo que advogas (embora discorde radicalmente dele, como sabes após “conversas passadas”, reconheço-te uma boa exposição dos argumentos) provocaria uma tal queda na receita do estado que seria impossível cumprir o défice, mesmo que cortasses toda a despesa. Mais: as pessoas só aceitariam isso se essas medidas ultra-liberais gerassem o tal prometido emprego e abundância num espaço de tempo muito curto, o que é impossível. Haveria uma tal agitação que o governo cairia. Relembro que, tal como Portugal não é a Suécia e o modelo social Escandinavo não produziria aqui os mesmos resultados que lá, Portugal não é a Suiça nem tem os bancos que a Suiça tem, nem os 500 anos de democracia-de-cantões e neutralidade e espirito empreendedor. A reforma do estado radical resultaria numa hecatombe económica e social.

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De Miguel Nunes Silva a 2 de Outubro de 2013 às 11:04
1 - Às vezes não há paciência para a ignorância e palermice.

Depois, vens para aqui acusar tudo e todos de tudo e mais alguma coisa. Se não queres ser insultado, não insultes.
Nós não somos 'jotinhas' nem labregos.
E não, o facto das tuas ofensas serem implícitas, não as torna melhores.

Eu tenho sentido de humor: olha leva tanto na brincadeira o que tu me chamaste como tu deves levar chamar-te burro e atrasado mental.

2 - Verifico que novamente não te dás ao trabalho de mencionar 1 único contra-argumento.

Não te referiste ao que escrevi no post e voltas a ignorar tudo o que escrevi em comentário.

Revela muito.

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De Guillaume Tell a 2 de Outubro de 2013 às 08:11
Hugo,

Sobre o teu ponto 1) concordo plenamente e acresento um ponto suplementar que é que os candidatos (a qualquer eleição) deveriam ser excluídos depois de eleições internas ou primárias. Isso valorizaria muito mais o PSD e a democracia. Quanto ao 2) acho-o pertinente mas temos de assumir que estamos a falar de pessoas que concorrem debaixo da mesma etiqueta, logo não se pode separar totalmente as duas coisas, apesar de em definitiva serem muito diferentes, logo o presidente do partido tem de aparecer de vez em quanto nem que seja por solidariedade institucional. E se não o fizer passará por um oportunista (\"sabe que é mal visto logo não aparece para ajudar os seus\", é um pouco ridículo mas compreensível).

Duvido que o resultado do Porto desmente assim tanto a minha apreciação. Falo contra mim por não me ter informado mais sobre os programas dos candidatos (se é que existem) mas do pouco que sei e li de Rui Moreira não vejo nele alguém de especialmente cuidadoso dos dinheiros públicos e com uma coerência ideológica e intelectual comprovada. Lembro-me sim de criticar Rui Rio por não ter uma \"visão governativa\" (entenda-se de não gastar rios de dinheiros em projetos \"úteis\", ao contrário acuso-o de não fazer \"nada\" ou só uns espectáculositos), sempre foi alguém de muito complacente com o PS-Porto e acho inacreditável ter a lata de se pôr em cima dos outros quando se foi ajudado pelo um partido (sim estamos a falar do CDS-Porto que não é muito relacionado com os níveis mínimos de exigência mas enfim alguma modéstia quando não se tem motivos para o contrário). Vamos ver, mas é certo que eu preferia que o PSD tivesse entrado nesse baile com ele, ao menos haveria alguma pressão suplementar para evitar seguir os maus caminhos. O tempo o dirá e oxalá esteja eu enganado.


De Guillaume Tell a 2 de Outubro de 2013 às 08:12
o ultra-liberalismo que advogas (embora discorde radicalmente dele, como sabes após “conversas passadas”, reconheço-te uma boa exposição dos argumentos)

Ainda não desisti de te converter num horrível anarco-capitalista comedor de bébés comunistas, odiando os pobres e fumador de charutos (a última está em opção). A pedalada é
difícil de acompanhar mas vou continuar =D

provocaria uma tal queda na receita do estado que seria impossível cumprir o défice, mesmo que cortasses toda a despesa.
E quem disse que o défice é importante ;-)? Não acredito porque estamos numa situação em que a receita fiscal aumenta menos que o aumento das taxas (ainda se pode arranjar uns truques ao aumentar o IVA este ano, o IRS no próximo etc. mas o panorama geral é de coletas fracas), eu direi mesmo que uma diminuição de impostos levaria a um aumento da receita, à condição de simplificar e uniformizar mais o sistema.

Mais: as pessoas só aceitariam isso se essas medidas ultra-liberais gerassem o tal prometido emprego e abundância num espaço de tempo muito curto, o que é impossível.

Héhéhé, do aparecer do Homem ao século XIX o PIB per capita aumentou 2 vezes. Desde então com um capitalismo muito distorcido foram umas 50 vezes! A prova que mesmo quando está tudo contra nós as pessoas conseguem lucrar (vide crescimento no Verão, necessidade de financiamento nacional positiva, exportações e poupança em subida). Quem faz a riqueza e a força de um país são as pessoas e os seus esforços quotidianos, não um Estado seja ele social ou não.


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