Sábado, 29 de Dezembro de 2012
A Ilusão do Universalismo

Vi recentemente um documentário no Canal de História que tratava da história de Fordlândia no Brasil. Esta povoação foi edificada por Henry Ford numa tentativa de se tornar independente no fornecimento de borracha para os seus veículos mas também de estabelecer no meio da Amazónia, um paraíso de desenvolvimento à Americana.

 

As diferenças culturais depressa condenaram o empreendimento ao fracasso. Não só porque a standardização agrícola tentada era impraticável no meio da selva mas também porque a ética de trabalho protestante chocava com a mentalidade tropical dos Brasileiros.

 

 

Ainda que esta história seja mais radical, poder-se-ia facilmente fazer uma analogia com os vários projectos de desenvolvimento para Portugal, que nomeadamente os líderes socialistas tentaram desde o 25 de Abril: Soares com a social-democracia Alemã, Guterres com o modelo Sueco ou Sócrates com o Finlandês.

 

 

Todos tentando trazer para Portugal, e forçando top-down, um modelo em nada adaptado à realidade Portuguesa. Quem não gostaria que nos tornassemos na potência industrial e tecnológica que são os estados protestantes? Mas infelizmente a realidade periférica, amena e rural de Portugal não se proporciona a tal.

As políticas económicas deveriam destinar-se a valorizar aquilo que temos de único e diferente, em vez de tentar 'transformar' através da engenharia social, a população Portuguesa.



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 13:07
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17 comentários:
De ogrilofalante a 29 de Dezembro de 2012 às 18:01
"Ainda que esta história seja mais radical, poder-se-ia facilmente fazer uma analogia com os vários projectos de desenvolvimento para Portugal, que nomeadamente os líderes socialistas tentaram desde o 25 de Abril: Soares com a social-democracia Alemã, Guterres com o modelo Sueco ou Sócrates com o Finlandês."

Visto por uma outra perspectiva, no caso concreto deste governo, a tentativa de fazer as coisas "à moda da Merkel", está a levar o país ao estado em que esta e que pior ficará.

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De Miguel Nunes Silva a 29 de Dezembro de 2012 às 18:58
Hahaha não queriam voçês outra coisa se não poder alegar tal paralelo.

Cortar nos gastos não acarreta diferenças de país para país. Basta aliás olhar para a Europa de leste e verificar que da Polónia à Bulgária, os cortes em despesa pública insustentável, levaram em todos os casos ao desenvolvimento económico.

Eu sinceramente não percebo a vossa obsessão em querer encontrar maneira de alegar que há alternativa à austeridade.
Quão difícil é meter nas vossas cabeças que o dinheiro acabou, the end, finito.

Quando não há dinheiro, corta-se nos gastos. Isto é universal.

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De ogrilofalante a 29 de Dezembro de 2012 às 21:42
Pois é, enquanto no bolso dos portugueses entra cada vez menos dinheiro. Os boys requisitados " pelo governo continuam a ter 14 meses de vencimento. As chamadas gorduras que a trupe pretendia cortar, estão a ficar com o "pneu mais cheiinho". E onde realmente haveria dr haver cortes, que embora simbólicos, dariam aos portugueses o exemplo de que realmente há austeridade, começando pela corte " de Belém passando pelo parlamento , governo; administração central e descendo a escadinha até chegar ao Zé que tudo paga.

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De Miguel Nunes Silva a 29 de Dezembro de 2012 às 21:52
Sim, porque são mesmo os boys que estão a levar o país para a bancarrota...

Viva a ignorância !

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De Tiago a 29 de Dezembro de 2012 às 19:45
O pá,já começaste a pensar no que vais fazer no Brasil quando tiveres de fugir. Se não perceberes a que me refiro -o que é perfeitamente compreensível numa laranja passista-, pergunta ao teu pai o que é que a muitos aconteceu no pós 74.
Ps: Quase sempre votei no psd, mas hoje tenho um profundo nojo deste partido.

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De Miguel Nunes Silva a 29 de Dezembro de 2012 às 19:51
Não sou nem nunca fui Passista, de como aliás este blogue é prova.

Mas obrigado pela observação pseudo-condescendente e altamente fanática do que apenas pode ser um radical de esquerda.

A esquerda faliu de vez: resume-se hoje à liderança über-demagógica do PS, aos lunáticos do PCP e do BE, e aos poucos iludidos que têm mais ódio fanático à direita que amor ao próprio país.

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De ogrilofalante a 29 de Dezembro de 2012 às 21:46
Se a coisa der para o torto, desta vez não haverá fugas para lado nenhum. Desta vez o povo vai fazer sangue. Leiam a nossa história. A exceção, foi realmente o 25A. Uma revolução pacífica. Das outras vezes, foi o sangue que lavou o chão.

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De Miguel Nunes Silva a 29 de Dezembro de 2012 às 21:51
Por outras palavras: venham para a esquerda ou sofram as consequências.

Lembra-me os crentes: é melhor acreditar em Deus não vá dar-se o caso de o inferno existir.


Mas que grandessíssima pouca vergonha; Que crápulas!

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De ogrilofalante a 29 de Dezembro de 2012 às 22:05
Pois claro que teria que vir em defesa dos boys. Talvez o sr seja um deles ou pré-candidato. O problema, como disse (Se for preciso eu faço o boneco para perceber) é moralizar as coisas. Apesar de ser uma gota no oceano, as pessoas ao verem que toda a gente pratica a austeridade, deixam de ter razão para atirar pedras aos bacocos que nos desgovernam.

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De Miguel Nunes Silva a 30 de Dezembro de 2012 às 12:40
Não deixam não senhora e pela razão óbvia pela qual eu também te posso acusar a ti de seres proto-boy: quem discute questões sensacionalistas antes de discutir os verdadeiros problemas do país é demagógico e quer enganar os Portugueses.

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De ogrilofalante a 30 de Dezembro de 2012 às 15:35
Meu caro não sou proto-boy. Que se saiba, em Portugal, os reformados (como eu que descontei durante 45 anos para ter a minha reforma) que nunca tiveram cartão de militante de partido tem direito a algum desses tachos. Antes pelo contrário: se tem uma reforma decente, com este governo, acabam por ficar com uma reforma miserável.

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De Miguel Nunes Silva a 30 de Dezembro de 2012 às 15:54
Culpa de quem exigiu que o sistema de pensões não fosse capitalizado. Queriam aritmética e tiveram-na...

http://www.speakerscorner.org.pt/porque-n%C3%A3o-concordo-com-um-sistema-de-capitaliza%C3%A7%C3%A3o-para-pens%C3%B5es-de-reforma

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De ogrilofalante a 30 de Dezembro de 2012 às 16:42
Meu caro, o dinheiro das nossas reformas, é dinheiro nosso que nós descontamos durante a nossa vida de trabalho. Não é nenhum favor nem nenhuma esmola que o estado nos está a dar. Alías, esse dinheiro deveria ser intocável e ter como única finalidade pagar reformas e de acordo com a aquilo que cada um contribuiu durante a sua vida ativa.

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De Miguel Nunes Silva a 30 de Dezembro de 2012 às 16:45
Precisamente aquilo que eu disse...

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De Essi Silva a 30 de Dezembro de 2012 às 12:13
De facto Miguel, também não percebo onde está o paralelismo Portugal-Alemanha. Não ouvi ainda o Passos a dizer que a Alemanha é um melhor exemplo que nós.
Ou que devemos adoptar a sua estrutura económica, industrial ou agrícola...


De Essi Silva a 30 de Dezembro de 2012 às 12:16
Quanto aos boys, não me parece que isso seja bem verdade no que toca aos 14 meses de vencimento.


De ogrilofalante a 30 de Dezembro de 2012 às 15:41
É só consultar os DR das nomeações dos especialistas (de 26 anos de idade) e ver o que lá está escarrapachado sobre os vencimentos e respectivos subsídios. Fora as "alcavalas".


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