Sábado, 24 de Novembro de 2012
A austeridade resulta

Fico sempre surpreendido como a nossa tão europeísta esquerda não é capaz de fazer as contas e aprender com os exemplos dos nossos 'vizinhos' Europeus.

 

Ora vejamos quem prosperou na Europa com o fim do estado social: a Europa ocidental sofreu com a deslocalização da industria mundial para a Ásia e lidou com a estagnação continuando o estado social e aumentando-o às custas de endividamento; a Europa oriental, falida depois de décadas de ditadura comunista fez o mesmo? Não, porque não podia. Foram 'renegociar a dívida' com os credores ocidentais? Não. O Leste fez a única coisa sensata: cortou salários e despesa pública, desmantelando o estado social insustentável herdado dos tempos comunistas.

 

Resultados: Europa ocidental e meridional em recessão, Europa oriental em crescimento.

 

Mas sejamos ousados e olhemos para a economia mundial. Que aconselham os países em desenvolvimento? Acabar com os paraísos fiscais? Subvencionar a economia doméstica? Não!!! Dambisa Moyo - reputada economista Africana - reclama o fim da 'ajuda' aos países em desenvolvimento porque desencoraja precisamente o desenvolvimento interno e autónomo.

Para não falar em Chinas e Índias e respectivas aberturas ao investimento internacional através de vantagens salariais competitivas.

 

E quanto aos paraísos fiscais, pessoalmente gostava de saber como o forçar a transparência bancária na Suíça, no Luxemburgo e no Liechtenstein vai resolver o problema que põem todos os outros pelo mundo fora. A menos claro que a pós-modernista UE esteja disposta a abandonar a doutrina da proibição à guerra de agressão por motivos económicos...

Mas a menos que isso aconteça, não estou a ver como as Comores ou as Maldivas ficariam muito preocupadas com ameaças da UE, sabendo elas que o grupo ACP (África, Caribe e Pacífico) tem mais votos na ONU e defensores poderosos na OMC.

 Fica aqui um mapa dos paraísos fiscais a nível mundial.

 

 

 

 

 

 

 

Mas não, a austeridade não é o caminho...



uma psicose de Miguel Nunes Silva às 11:19
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12 comentários:
De Hugo a 24 de Novembro de 2012 às 14:49
Todos os países de Leste cortaram salários? Ou só alguns? Desmantelar o Estado totalitátio comunista não é bem a mesma coisa que desmantelar o Estado Social, tanto quanto julgo saber da Estónia até à Polónia ainda há educação e saúde quase gratuitas e protecção social. E o desenvolvimento económico dos países de Leste não se deverá ao ter caído de repente uma pipa de massa da EU (como aconteceu em Portugal em 1980s/90s) e o ter-se desenvolvido o sector privado?

Convenhamos que um crescimento alto do PIB depois de décadas de ditadura e entrando para um mercado aberto como o Europeu não é uma proeza extraordinária. E o desemprego em muitos desses países continua altíssimo.

Países como a Alemanha, Suécia, Finlândia, Áustria e Bélgica mantiveram inalterados o seu Estado Social e sem baixar salários e também cresceram quase tanto como a Europa de Leste. O Brasil reforçou o seu Estado Social e cresceu. Logo a tua ideia de austeridade como panaceia mágica é falaciosa.

O fim da ajuda aos países em desenvolvimento lembra os Maltusianos que defendem que devemos para de enviar ajuda alimentar às crianças na África Subsariana, porque se o fizermos vamos apenas continuar a perpetuar o problema da fome. Não seria melhor combater a corrupção endémica em África (ou achas isso impossível?) ou acabar com o proteccionismo agrícola que existe nos países do Hemisfério Norte e ter um verdadeiro “mercado livre”?

Quanto aos paraísos fiscais, três sugestões: fim do sigilo bancário, tornar público os nomes de indivíduos e empresas que transfiram dinheiro para paraísos fiscais e Taxa Tobin.


De ogrilofalante a 24 de Novembro de 2012 às 19:39
Assino por baixo tudo quanto o Sr. Hugo disse e acrescento: estes senhores que nos desgovernam, só vêm a dívida!Não conseguem ver para além das palas! Quando já não houver ninguém para a pagar, o que será que eles irão inventar?


De k. a 26 de Novembro de 2012 às 18:54
Contabilisticamente, é impossivel todos os estados/agentes economicos entrarem em austeridade ao mesmo tempo - a não ser que se vá abolir a poupança, o crédito e o investimento.

Portanto o Miguel deve ser comunista....

(see, i can make silly arguments too!)


De Guillaume Tell a 26 de Novembro de 2012 às 23:18
Aïe, aïe, aïe tanta confusão por aí. A ver se arrumo isso minimamente como deve ser e depressa :

“Desmantelar o Estado totalitátio comunista não é bem a mesma coisa que desmantelar o Estado Social”
Não é mais difícil porque não absolutamente nenhuma base privada capaz de segurar as pessoas, elas foram literalemente abandonadas e não houve nenhuma alternativa naquela altura. E a Estónia, que foi dos países que mais cortou na despesa e privatizou, sofreu muito nos anos 90 mas desde então isto é que foi bombar, e os outros também andam bem.

“tanto quanto julgo saber da Estónia até à Polónia ainda há educação e saúde quase gratuitas e protecção social.”
Menos que em Portugal. É mais livre e menos gratuito que cá.

“E o desenvolvimento económico dos países de Leste não se deverá ao ter caído de repente uma pipa de massa da EU (como aconteceu em Portugal em 1980s/90s)”
Isto nunca ajudou só atrapalou. Foi a abertura económica que criou o crescimento tanto para eles como para nós.

“Convenhamos que um crescimento alto do PIB depois de décadas de ditadura e entrando para um mercado aberto como o Europeu não é uma proeza extraordinária.”
Ah bom? E crescimento forte no Estado Novo para uma ninharia em democracia é o quê? Normal? Apetece-me gritar ao racismo, por dizer aos Europeus do Leste que eles estão a viver melhor porque entraram na UE é extremamente insultante e reductor, o crescimento deles dura há mais de 15 anos e já houve vários que ultrapassaram Portugal.

“E o desemprego em muitos desses países continua altíssimo.”
Já estão quase todos abaixo dos 10%, e ao menos o deles baixa ao contrário dos Ocidentais.

“Países como a Alemanha, Suécia, Finlândia, Áustria e Bélgica mantiveram inalterados o seu Estado Social e sem baixar salários e também cresceram quase tanto como a Europa de Leste.”
Aaaah... não. Schröder e Merkel tomaram medidas duríssimas na última década, a Suécia e a Finlândia tiveram de rever tudo no início dos anos 90, a Áustria teve de privatizar imensos sectores nos anos 80 e a Bélgica tem de tomar medidas para controlar o seu elevado endividamento. Ah e cresceram menos que os do Leste, de uma média de 2% nos últimos 20-30 anos contra uns 4.
Olhai mais é para essas coisas:
http://www.heritage.org/index/heatmap

“O Brasil reforçou o seu Estado Social e cresceu”
Pois cresceu tanto que já se vêem à rasca para asseguarem o crescimento amanhã. Se isto continua assim deverá passar debaixo dos 2% em breve.

“Logo a tua ideia de austeridade como panaceia mágica é falaciosa.”
Quando se liberaliza funciona, agora quando se aumenta impostos...

“Não seria melhor combater a corrupção endémica em África (ou achas isso impossível?)”
És a favor de uma melhor defesa dos direitos de propriedade e do desmantelamento do Estado?

“acabar com o proteccionismo agrícola que existe nos países do Hemisfério Norte e ter um verdadeiro “mercado livre”?”
Subscrevo!

“Quanto aos paraísos fiscais, três sugestões: fim do sigilo bancário, tornar público os nomes de indivíduos e empresas que transfiram dinheiro para paraísos fiscais e Taxa Tobin.”
Outras: mantem-se o sigilo bancário, simplifica-se o código fiscal e as leis e os impostos passam a ser cobrados só por livre vontade das pessoas.

“estes senhores que nos desgovernam, só vêm a dívida!”
Viva! Cortamos qualquer despesa em 40%: subsídio de desemprego, ordenados da FP, pensões!

“Contabilisticamente, é impossivel todos os estados/agentes economicos entrarem em austeridade ao mesmo tempo”
Défice público é despesa pública > impostos. Corta-se na despesa e assim só tocamos aqueles que vivem dela e os outros podem tentar criar riqueza. Problema resolvido.





De Guillaume Tell a 26 de Novembro de 2012 às 23:21
Meus caros, e se em vez de falarmos sistematicamente da rede falassemos um pouco mais do peixe, se me faço entender.


De Hugo a 27 de Novembro de 2012 às 11:39
Abertura económica para países comunistas que envolve privatizar empresas do estado e reduzir o peso do mesmo em muitos sectores não é o mesmo que abertura económica à la neo-liberal o que envolve desmantelar todo o estado social e retirar tudo e qualquer tipo de protecção social.

Para começar a Europa de Leste não é uma massa amorfa de povos tornados iguais pelo simples facto de que viveram todos sob regimes comunistas. A realidade social, cultural e económica da Estónia não é seguramente a mesma que a da Polónia, da Bulgária nem tão pouco a da vizinha Letónia. As suas políticas em relação ao Estado Social não são as mesmas, a sua atitude cultural em relação à iniciativa privada é diferente. Conheço pessoas da Estónia e o que me dizem é que o Estado Social funciona bem e que eles tem educação e saúde quase gratuitas e estão felizes e optimistas pelo simples facto de que podem criar as suas empresas sem o Estado os vir controlar. Por outro lado a Hungria viver problemas gravíssimos de desemprego e falta de coesão social e o Estado tem reforçado em muito os seus poderes. Tentar arranjar uma explicação comum ao desenvolvimento económico destes países é dum simplismo irreal, parece-me. Para isso seria necessário comparar países da Europa de Leste que não aderiram à UE com outros que aderiram, países que se abriram economicamente em igual grau com outros que não, etc. Ou seja, dava no mínimo uma tese de doutoramento em Economia. Reduzir isso a um post de blog é um bocadinho ambicioso demais.

Mantenho que comparar a economia Portuguesa no Estado Novo com a de democracia é absurdo porque havia colónias em África e guerras coloniais. É comparar alhos com bugalhos. Os países de Leste tiveram que se adaptar a uma nova realidade mas essa realidade não envolveu perda de acesso directo a matérias-primas, sair duma guerra, perda de mão-de-obra quase gratuita, nem uma onde uns larguíssimos milhares de retornados tiveram de ser acomodados na estrutura social e económica.

Uma vez mais nenhuma das medidas duríssimas levadas a cabo pela Alemanha e a Finlândia se compara em grau e forma com o tipo de desmantelamento do Estado Social a que assistimos em Portugal. Mais, tanto a Alemanha e a Finlândia tinham de há muitas décadas uma estrutura económica voltada para as altas tecnologias e serviços especializados, eram (e são) extremamente competitivos nos mercados internacionais e numa economia de conhecimento. Em Portugal temos a construção civil, turismo e têxtil. Em nenhum sector chave somos competitivos. A liberalização desbragada da economia e o fim do Estado Social da forma como está a ser feita vai simplesmente levar a um afundamento da nossa economia, a agravar a fuga de cérebros e ao crescer de crises sociais (mas oxalá esteja enganado). É o que dá aplicar fórmulas económicas decidias por académicos em Chicago como se fossem leis científicas e válidas para qualquer contexto social e cultural.

O Brasil está a crescer para já. A Islândia também e depois dum manguito às formulaicas sugestões do FMI. O futuro logo se verá. Podia citar imensos exemplos de países onde o liberalismo começou por funcionar para depois resultar em gravíssimas crises económicas (p. ex. EUA). Há alturas em que uma estratégia económica funciona outras em que não. Seria bom que os decisores políticos percebessem isso.

O sigilo bancário não serve nenhum propósito a não ser o de reduzir a transparência e esconder a corrupção. Qualquer liberal defensor do mercado-livre deveria opor-se a ele.

Em relação a África sou a favor duma redução dos direitos de propriedade (uma forma subtil de proteccionismo), duma regulação internacional que impeça grandes ditadores e corruptos Africanos de terem as suas contas na Europa (como foi feito com as contas do Kaddhafi), na exigência de mais contrapartidas sob a forma de transparência na entrega de ajudas a alguns países Africanos e claro, no fim da subvenção agrícola nos países do Norte (o que ia levar aos agricultores Europeus explodirem de raiva, mas seria uma medida de justiça global, embora tivesse de ser feita com extrema cautela sob o risco de se gerar uma fome global).

OI??!! Desculpa, tu sugeriste que os impostos só deviam ser pagos de forma voluntária??!! Estás a brincar não estás? Bolas, eu achava que era um op


De Hugo a 27 de Novembro de 2012 às 12:22
timista antropológico, mas comparado contigo sou um mistura de Hobbes e Medina Carreira.


De k. a 27 de Novembro de 2012 às 16:58
http://krugman.blogs.nytimes.com/2012/11/27/twenties-tales/


"yawn"



De Guillaume Tell a 28 de Novembro de 2012 às 23:53
“Abertura económica para países comunistas que envolve privatizar empresas do estado e reduzir o peso do mesmo em muitos sectores”

Seria bom em Portugal começarem a fazer igual.


“não é o mesmo que abertura económica à la neo-liberal o que envolve desmantelar todo o estado social e retirar tudo e qualquer tipo de protecção social.”

Primeiro, neo-liberal não significa nada, nenhum liberal ou movimento liberal se intitula assim.
Segundo, mas qual desmantelar de estado social? O OE2013 prevê gastar cerca de 76,8 mil milhões de euros, de esse total cerca de 63% irá para áreas sociais (SS, Saúde, Educação, CGA), ou cerca de 52% para as prestações sociais.

O OE2013 vai gastar tanto quanto o de 2008, que só foi superado em valores brutos que os de 2009, 2010 e 2011:

http://www.pordata.pt/Portugal/Administracoes+Publicas+despesas+por+tipo-811

E mesmo em percentagem do PIB deverá roudar os 47% para o ano, nada baixo mesmo comparado ao passado:

http://vivendi-pt.blogspot.ch/2012/10/quadro-impostos-receita-e-despesa-1977.html

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“A realidade social, cultural e económica da Estónia não é seguramente a mesma que a da Polónia, da Bulgária nem tão pouco a da vizinha Letónia.”

De facto, mas isto não invalida o facto que os países mais livres, entre eles como no resto do mundo, têm melhores indicadores socio-economicos.

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“Conheço pessoas da Estónia e o que me dizem é que o Estado Social funciona bem e que eles tem educação e saúde quase gratuitas e estão felizes e optimistas pelo simples facto de que podem criar as suas empresas sem o Estado os vir controlar”

Lá está está, a Estónia é um país extremamente bastante livre. Quanto à saúde e educação “gratuitas”, eu espero que estejamos bem entendidos que a palávra gratuita não existe em economia (a não ser para os bens ilimitados, como o ar. E mesmo assim), gratuito é os contribuintes pagarem por impostos para os utentes não pagarem nada, ou pouco em relação ao que usufruem.
Além disso as pessoas falam, falam mas ou não tem noção da realidade geral ou falam em função do que lhes interessa:

http://www.contrepoints.org/2012/06/12/86681-succes-de-lausterite-en-estonie

http://www.contrepoints.org/2011/04/19/22020-etude-economique-de-lestonie-2011

http://www.contrepoints.org/2011/11/16/56017-une-autre-austerite-est-possible

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“Por outro lado a Hungria viver problemas gravíssimos de desemprego e falta de coesão social e o Estado tem reforçado em muito os seus poderes.”

Olha, bem vezes que quanto mais o Estado cresce mais asneira faz.

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“Tentar arranjar uma explicação comum ao desenvolvimento económico destes países é dum simplismo irreal”

É verdade, mas quando há factos que dão o mesmo tipo de resultado tantas que somos obrigados a reconhecer que é muito provável que haja causalidade. Agora eu não discuto quando dizem que receitas mágicas não existem.

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“Mantenho que comparar a economia Portuguesa no Estado Novo com a de democracia é absurdo porque havia colónias em África e guerras coloniais. É comparar alhos com bugalhos.”

E eu mantenho que recusar essa comparação é negar os falhanços da III República. Nesse caso então não podemos igualemente comparar os indicadores sociais; isto significaria, por exemplo, que não havia miséria em Portugal porque “não é comparável com a actualidade e o contexto democrático”.
Utilizando o que tú dizes, o balanço económico dos últimos 38 anos é ainda mais minável porque crescemos metade do Estado Novo nos últimos 38 anos enquanto esta andava metido numa guerra caríssima em três frentes, havia muitas mais dificuldades de acesso ao estrangeiro (porque o próprio Estado Novo condicionava tudo) e tinhamos um sistema productivo muito menos variado e sofisticado. Agora que desaventagens temos hoje que não estejam relacionadas com algo que não é da nossa culpa directa? O petróleo mais caro e a concorrência de outros países, mas outros mais ricos e mais pobres têm os mesmos desafios pela frente e fazem melhor...




De Guillaume Tell a 28 de Novembro de 2012 às 23:54
“não envolveu perda de acesso directo a matérias-primas”

E os recursos da URSS? Julgas que continuaram a enviar a matéria-prima “gratuita” depois de 1991? E o petróleo não andava nos 15 dólares como em 1973 (em 1980 era 96 dólares), já andava nos 40 em 1990, e eles tiveram 20 anos com petróleo acima dos 20 dólares, tiveram tempo para se adaptarem. Nós, desde os anos 1920, não sabiamos o que era um barril acima dos 15 dólares

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“sair duma guerra”
E eles? 40 anos de escravidão, nenhum sistema privado minimamente sólido.

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“perda de mão-de-obra quase gratuita”

Perderam-na igual. Felizemente como nós álias.


“nem uma onde uns larguíssimos milhares de retornados tiveram de ser acomodados na estrutura social e económica”
E os deportados na Sibéria?

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“Uma vez mais nenhuma das medidas duríssimas levadas a cabo pela Alemanha e a Finlândia se compara em grau e forma com o tipo de desmantelamento do Estado Social a que assistimos em Portugal.”

Pois o deles foi mais forte e libertaram mesmo a sociedade. Cá andamos a tirar às pedinchas, não abrimos nada. Hã e convem de lembrar que é normal como necessário que o nosso ajustamento tenha de ser brutal; o nosso endividamento é muito mais grande e a nossa economia muito menos productiva.

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“Em Portugal temos a construção civil, turismo e têxtil. Em nenhum sector chave somos competitivos”

Culpa de quem? Nossa! Ou melhor, dos políticos que andaram a subsidiar essa gentinha e os habituaram a ficarem à sombra da bananeira porque eles manipulavam o nível do escudo.


“A liberalização desbragada da economia”

Mas qual liberalização desbragada? Cada vez mais despesa pública, impostos, regulamentações, imposições, emmbróglios legislativos, o quê que isso têm a ver com liberalização?

E mesmo austeridade pelo lado da despesa, é mesmo a brincar:

http://www.bastiatinstitute.org/2012/11/12/austerity-for-europeans-but-not-for-europe/

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“e o fim do Estado Social da forma como está a ser feita vai simplesmente levar a um afundamento da nossa economia, a agravar a fuga de cérebros e ao crescer de crises sociais (mas oxalá esteja enganado)”

Claro que estás enganado, quem provocou tudo o que dizes foi o Estado social. Não foi a economia privada que coitada lá tem de aguentar essa monstruosidade incapaz de resolver os problemas a que se propos pôr fim.

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“É o que dá aplicar fórmulas económicas decidias por académicos em Chicago como se fossem leis científicas e válidas para qualquer contexto social e cultural.”

Curioso... mas o Keynesianismo já não te desagradaria, algo que foi feita por um tipo que morreu há 60 anos, que criou uma teoria que nunca funcionou e foi distorcida por montes de incapazes que passam mais tempo a criticarem os outros que a trabalhar para melhorar o mundo.

Mas concordo no essencial contigo, isto é que de nada serve compiar modelos estrangeiros se esperamos progredir.

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“O Brasil está a crescer para já”

Eu quero ver quanto tempo e a que taxas. E já começou mal.


“A Islândia também e depois dum manguito às formulaicas sugestões do FMI”

Manguito aos bancos, à Grã-Bretanha e à Holanda. Sabias que eles cortaram 20% o nível de despesa pública em relação a 2007? Que a liberdade económica progrediu lá? E em Portugal? Bem viste... o contrário.



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