Quarta-feira, 14 de Novembro de 2012
VERGONHA


Fazer greve, exigindo o fim da austeridade, é dar uma bofetada na cara dos desempregados e dos que não podem fazer greve em Portugal.

É rir na cara de quem trabalha meses a fio para elevar a imagem de Portugal no estrangeiro e distanciá-la da reputação manchada da Grécia, para ver tudo ir por água abaixo à conta da irresponsabilidade de alguns. É dar razão aqueles que falam em restringir o direito à greve invocando notório abuso. É apresentar-se como a cara da crítica supérflua e vazia dos que com keffiyeh ao pescoço reclamam mais dinheiro sem explicarem aonde o vão buscar.


O fim da austeridade é o fim do estado pois não haverá financiamento internacional ao país enquanto as despesas com o sector social do estado aumentarem insustentavelmente. 


Aqueles que se apresentam pelo rigor querem nada mais senão burlar os Portugueses com promessas de eficiência governativa: o 'rigor' é inimigo da austeridade porque o 'rigor' é inseparável do fanatismo socialista que se recusa a fazer cortes no sector social do estado mesmo que isso resulte na falência do mesmo.

O 'rigor' é hoje o equivalente do 'optimismo' da era Sócrates. É uma promessa falsa  e eleitoralista. Culpar Merkel, os políticos, os banqueiros, os privilegiados, etc é um bode expiatório destinado a burlar as pessoas; levá-las a depositarem esperança num sonho que apenas beneficia uma categoria de pessoas: a liderança política socialista. 


O que são afinal as 'políticas de crescimento' que a esquerda reclama? Para os burlões, estas políticas são mais despesismo da parte do estado. Ou seja repetir e agravar o desbarato de fundos públicos das últimas décadas, que estamos condenados a pagar durante décadas mais, a juros altíssimos.

Mas claro que é fácil reivindicar 'políticas de crescimento' com o dinheiro dos outros. E se os outros não quiserem arriscar o próprio dinheiro em Portugal, então a culpa não seria de Portugal mas dos outros obviamente.


Vejamos o resultado da austeridade em Portugal: exportações estão em alta apesar da carga fiscal pesadíssima e as famílias estão pela primeira vez desde há anos, a poupar dinheiro para o futuro. 


Mas é difícil e impopular defender políticas que introduzam responsabilidade e consciência cívica nos Portugueses. Daí a minha vergonha, vergonha por ver os burlões da esquerda representarem o país no exterior. Ver populistas mesquinhos infantilizarem os Portugueses e tratarem-nos como crianças ingénuas, crédulas, tolas e sem espírito crítico. Ver os propagandistas e demagogos darem a cara por um país que merece melhor, muito melhor...


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 15:33
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16 comentários:
De Rute a 14 de Novembro de 2012 às 16:50
http://www.guardian.co.uk/business/2012/nov/14/eurozone-crisis-general-strikes-protest-day-of-action

Não é só em Portugal que se está a fazer greve, é em toda a Europa. Que a comunicação midia não o esteja a divukgar já é outra questão.

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De Miguel Nunes Silva a 14 de Novembro de 2012 às 16:56
Cara Rute,


Não percebo o seu comentário. Não só os media Portugueses o estão a divulgar (todos os canais de TV) como a imagem que anexei é dos protestos na Europa....

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De Hugo a 14 de Novembro de 2012 às 17:57
É preciso não confundir a questão da sustentabilidade do estado social, que é um problema económico e demográfico, com a questão premente da austeridade provocada pela crise.

É que a crise foi provocada por banqueiros sedentos de lucro fácil no curto prazo e por empresários que se aproveitaram das benesses do estado que passam a vida a criticar, tanto como terá sido culpa da classe média que foi no canto da sereia do crédito fácil e dos trabalhadores que beneficiaram dessas políticas. E a culpa é seguramente dos políticos, muitos deles do PSD. Isto de culpabilizar o PS como se o esbanjamento de fundos comunitários em auto-estradas de norte a sul iniciado com o Cavaco nos anos 80 e as atrocidades feitas pelo PSD-Madeira não contassem para as contas públicas, e como se no governo do Durão Barroso e Santana Lopes não se tivesse mantido o mesmo rumo, com ligeiras diferenças, que o PS manteve antes e depois.

Alguma esquerda (a tal que caricaturizas como a dos keffiehs) diz onde ir buscar mais dinheiro: taxando as grandes fortunas (e não as empresas), acabando com o sigilo bancário, criminalizando o enriquecimento ilícito, e taxando os bens de luxo. Lá que estas medidas não encaixem muito bem nos modelos monetaristas e neo-liberais dos economistas de direita, isso já são outros 500s. Pode não resolver a questão da sustentabilidade do estado social, mas se calhar resolvia (ou ajudava) a questão do défice, da dívida e da desigualdade social (esta última algo que, como não é falada pelos economistas de Chicago, é como se não existisse para a direita).

Quem parece que não quer arriscar dinheiro em Portugal muitas vezes são os “grandes empregadores”, eles próprios que movimentam capitais para paraísos fiscais ou países fiscalmente mais simpáticos, como a Holanda. Mas a esses tudo se desculpa, certo, desde que façam mais dinheiro? Os grevistas é que são uns incautos sem sentido patriótico. Infelizmente não podemos todos movimentar as nossas contas e pagar os nossos impostos na Holanda, senão haveria menos greves.

De que adianta as exportações estarem em alta se os lucros dessa actividade não chegam à população em geral? Quanto mais tempo temos que esperar até que comece a chegar? Ou devemos manter uma situação de desigualdade social drástica ad eternum desde que isso gere emprego (ainda que muito mal pago), bons índices económicos e um elogio da senhora Merkel?

Não me canso de repetir: a classe média é o garante da democracia. Acabar com a classe média é convidar uma ditadura: de esquerda ou direita depende de quem apresentar o demagogo mais convincente. Venha daí essa austeridade, se tiver de ser, e até acredito que tem. Mas então que seja para todos, e que a classe alta seja duramente atacada, tanto como a classe média. Para que a classe média o continue a ser, média. Mais pobre, sem dúvida, mas ainda assim classe média. Só assim se manterá a democracia e as liberdades individuais que todos prezamos. Agora ponham a classe média a contar tostões quando alguns indivíduos vêem nos seus Lexus jogar partidinhas de golfe em Vilamoura e a coisa pode ficar perigosa. E greves serão o menor dos nossos problemas.

Porque nem toda a esquerda é marxista, nem faz greves, nem usa t-shirts do Che. Para alguns ser de esquerda é acreditar em valores, não em programas. E esses valores são, essencialmente, a liberdade individual, a responsabilidade cívica e a igualdade social (este último fazendo a diferença essencial entre esquerda e direita). Se esses valores não encaixam nos modelos económicos, alas, é preciso arranjar outros. Há várias escolas em economia.


De Inês Faria a 14 de Novembro de 2012 às 18:13
A greve é um direito e uma forma de protesto.
E protestar também é um direito, salvo erro.
Se o sindicato me pagasse o dia (já que desconto todos os meses desde há muito tempo), também eu fazia greves, sempre que concordasse com o motivo.


De Rute a 14 de Novembro de 2012 às 19:37
Realmente fui sintetica no meu comentario anterior. Mas depois de ler o que escreveu fiquei triste. Não sei a sua idade, mas eu ainda me lembro do 25 de Abril e da epoca anterior. Nessa altura não se podia estar aqui a escrever!!!! Ora um dos direitos que se adquiriu foi precisamente o direito à greve. Sou mais uma portuguesa que se sente enganada (sim eu votei PSD) e triste por ver o caminho que Portugual está a levar, mas temos o direito de exprimir o sentimento que sentimos através da greve. Esta politica ESTÁ errada. A Europa tem 18 milhões de desempregados!!!! 18.000.000 de desempregados!!!!ora quem com dois dedos de testa diz que esta politica está certa?

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De Miguel Nunes Silva a 14 de Novembro de 2012 às 21:27
Cara Rute,


1) Não respondo a tentativas de condescendência portanto não vou comentar a sua experiência do 25 Abril.

Comento e critico sim a sua memória parcial. Aonde estava a sua indignação quando o PS falia o país financiando o sector social com dívida e desviando as atenções com referendos do aborto?

2) O direito à greve não é sinónimo com medida de 1ª instância.
Nem estou eu tão pouco a criticar o direito à greve mas sim a decisão de exercer esse direito no dia de hoje e contra este governo.

3) Esta política é inevitável até os esquerdistas como a Rute resolverem arcar com a responsabilidade de sugerir uma alternativa.

Não querem que o governo faça cortes? Não querem estar dependentes de Angela Merkel?
ÓPTIMO! Arranjem 20 mil milhões de euros extra de receita anual do estado e aí sim poderão reivindicar os gastos do sector social.

Até lá tenham vergonha na cara e não critiquem que toma a responsabilidade de encetar medidas duras mas necessárias.

4) E já agora, esta política está a resultar. Sabe como sei? Porque ainda não fomos à falência!!!

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De ogrilofalante a 14 de Novembro de 2012 às 19:51
Caro Nuno, você contou, a "sua" estória. Os outros também têm a deles e não é menos verdadeira que a que você contou. Basta ler bem os comentários feitos ao seu post!
Adeus!


De Essi Silva a 14 de Novembro de 2012 às 20:01
Eu percebo que a greve seja um direito, mas se não concordam com as soluções actuais do Governo, o facto de aderirem a uma greve só agrava as coisas.
Estamos numa crise e em vez de provarem que há melhores formas para dar a volta em vez da austeridade - mais horas de trabalho, mais produtividade, sei lá que mais - fazem com que não só o Estado, como os privados percam centenas, milhares, milhões de euros.

Hoje foi um dia em que muitas empresas privadas tiveram menos empregados, menos clientes, empregados ganharam menos, só por exemplo com a greve nos transportes.

Se não consegui ir às aulas - apanhar um táxi não era viável - imagine-se se estaria a trabalhar. Era menos um dia de trabalho e sabe deus que há muita gente que não se pode dar ao luxo de não poder trabalhar um dia, ou de ter menos clientes por um dia.

Portanto uma greve neste momento, não obstante ser um direito, é simplesmente irresponsável.


De Rute a 14 de Novembro de 2012 às 22:25
1) De esquerdista tenho muito pouco
2) A minha indignação enquanto via o pais endividar-se foi ouvida com quem comigo convivia
3)O pais já faliu, por isso é que andamos de mão estendida
4)é obvio que a "culpa" do endividamento do País não é deste governo, assim como é obvio que uma das politicas a seguir é a de subserviência (sou bom aluno logo dá-me mais €€€€)
5)é obvio que não é com acréscimos de fiscalidade que Portugal vai pagar o défice e muito menos pagar a divida
6) é obvio que este Governo quando chegou ao poder não teve força para os interesses instalados
7) dado esta crise ser e ter raizes financeiras (os bancos centrais estiveram a despejar liquidez no sistema financeiro durante anos seguindo sobretudo o BCE uma politica monetária que convinha aos alemães em detrimento dos restantes paises europeus), parece-me claro que enquanto não se resolver as questões a nível europeu (maior integração, europa a duas velocidades ou desintregação) não vamos a lado nenhum.
8)claro que a greve não é uma medida de 1ª instância, mas olhe que neste momento pouco mais existe para o povo se poder expressar.

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De Miguel Nunes Silva a 15 de Novembro de 2012 às 12:48
Pois, o povo gosta muito de se expressar, excepto quando é relevante...

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De Hugo a 15 de Novembro de 2012 às 18:20
Miguel: sem querer ser chato, mas esse teu argumento de que esta política está a funcionar porque ainda não fomos à falência faz tanto sentido como um médico assistir um acamado com uma doença terminal e dar-lhe um placebo doloroso qualquer dizendo "Este tratamento está a funcionar. Sabe como sei? Porque você ainda está vivo.". Podias arguementar que ainda é cedo para afirmar ou negar a eficácia destas políticas, aí talvez tivesses a razão do teu lado... agora assim.

Essi: infelizmente as greves não foram pensadas como forma de acção colectiva apenas quando a situação económica é favorável. Uma vez mais garanto-te que o povo Português suportava esta austeridade toda e mais alguma se fosse óbvio e visivel que essa austeridade era para TODOS e não apenas para a classe média e baixa.


De Miguel Nunes Silva a 21 de Novembro de 2012 às 11:09
Hugo,


Culpar os políticos é o que o povinho ignorante que ve casa dos segredos faz. Porquê? Porque é fácil. São eles que dão a cara pelas politicas nas quais os Portugueses votam.

Culpar o PSD é justo mas o que me escandaliza em pessoas como tu é como sabem tão bem o que o Cavaco e Barroso fizeram mal mas nunca nunca falam dos 12 anos PS. Esses é que não convem lembrar.

O problema é que Cavaco não aumentou exponencialmente a divida nem o fez numa altura de crise logo não pertence à lista dos irresponsaveis.
O problema é que o PSD nunca chegou ao poder a prometer mundos e fundos ao país sabendo não poder cumprir. Pelo contrario, tanto Barroso como Passos Coelho foram eleitos para implementar austeridade.

Culpar os empresarios é absurdo porque ninguem manda nos empresarios. Mas o que eu gostava mesmo de saber é o que os empresarios fizeram de tão mal quando a divida que temos é publica e o país está no marasmo em que está por causa dela.
E quando é o sector social do estado que agrava a crise e arrasta o estado para a falencia.

Mas claro que exigir às pessoas responsabilidade individual não. Porque o estado tem que lhes dar tiudo, nem que imploda fazendo-o.

É impressionante o nivel de ilusão e preconceito da esquerda


De Hugo a 22 de Novembro de 2012 às 17:41
Miguel:

O “povo ignorante” que vê a Casa dos Segredos também é povo, e merece respeito como qualquer outro ser humano, espero que não te esqueças disso (eu prometo que não me esqueço que os grandes milionários também são seres humanos dignos de igual respeito).

Ser político e dar a cara não impede que se possa e deva responsabilizar os poíticos pelos seus erros, acho eu. E convenhamos que quando pouco mais de metade dos eleitores vão votar e há uma desconfiança generalizada da classe política algo está errado, e não pode ser só a falta de responsabilidade do “povinho ignorante”.

Eh pá, eu por mim culpo em muito o PS e o Sócrates. Talvez mais do que o PSD. Mas não me venham dizer que o PSD não tem responsabilidade no estado de coisas a que chegamos como se o Cavaco não tivesse estado 10 anos no poder esbanjando o dinheiro da CEE em estradas e como se o Barroso e (lagarto lagarto) Santana Lopes não tivessem continuado as políticas do PS e apoiado o Estado Social com mais ou menos diferenças de grau. Aliás, à parte o PS ser mais liberal nos costumes que o PSD não vejo grandes diferenças nas propostas políticas dos dois partidos.

Portanto achas que em economia o sector privado e o público são (ou podem, mesmo num Estado mínimo à la Robert Nozick) ser completamente desligados? Que o erro estratégico dos bancos (em Portugal, Espanha, UK, Irlanda, USA, Islândia, etc) de apostar no sector imobiliário não tem nada a ver com a crise? Achas que os bancos não são responsáveis pelos empréstimos que o Estado recebe para sustentar o Estado Social e que os bancos só o fazem porque, obviamente, esperam receber muito dinheiro nesse negócio? Que o facto de muitos empresários Portugueses terem decidido viver à conta das PPPs e da cornucópia do Estado em vez de se voltarem (como finalmente parece estarem aos poucos a fazer) para o mercado externo e as exportações não tem nada a ver com a crise, ou se tiver, a culpa é única e exclusivamente do Estado? Eu chamo a isso ilusões de direita.

Achas que se deve exigir responsabilidade aos indivíduos mas não às empresas e não aos empresários? Só tem de ter responsabilidade individual quem vive de subsídios? Que um gerador de riqueza é, por isso facto, ilibado de qualquer responsabilidade individual para além de pagar impostos e de preferência baixinhos? Ou seja, achas que os indivíduos têm de ter responsabilidade se quiserem ter liberdade mas que os mercados (ou os agentes do mercado) tem de ter liberdade mas não responsabilidade?

Bem, opiniões…

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De Miguel Nunes Silva a 22 de Novembro de 2012 às 19:40
- Eu sou a favor de responsabilizar os políticos pelos seus erros, apenas acho que é de uma monumental hipocrisia falar do PSD e dos seus erros despesistas, quando a direita quase que não tem estado no governo nas últimas duas décadas e tem tido - ao contrário da esquerda - sempre um discurso de austeridade.

- Quanto à 'desconfiança' em relação à classe política... isso quer dizer o quê? Que queres viver sem classe política?
Se queres ditadura, não estejas com meias palavras e admite-o.

- "culpo em muito o PS e o Sócrates. Talvez mais do que o PSD."

:-O :-O :-O Vá lá..........


- O PSD pode ter culpa mas é infinitamente menor do que a do PS.
Mais que tudo, o PSD não tem de pedir desculpa quando andou décadas a avisar para o que vinha (santanas lopes aparte)

- Não, desculpa mas depois de MFL contra Socas, dizer que não há diferenças entre PS e PSD só de quem é voluntariamente cego

- "achas que em economia o sector privado e o público são ser completamente desligados?"

Nunca disse tal coisa; nem que era possivel nem muito menos desejável.
Se bem que a Somália e a Coreia do norte andem lá perto.
Nem sei muito menos aonde queres chegar com isso...

"Que o erro estratégico dos bancos (em Portugal, Espanha, UK, Irlanda, USA, Islândia, etc) de apostar no sector imobiliário não tem nada a ver com a crise?"

Apostar no sector imobiliário é mais ou menos inevitavel porque grande parte dos emprestimos que bancos comerciais fazem são para a compra de casas.
Mas em Portugal os bancos só têm tido dificuldades por conta da queda da economia e das dificuldades de liquidez do sector financeiro - o que tem pouco a ver com Portugal, aonde os bancos continuam sólidos.

"Achas que os bancos não são responsáveis pelos empréstimos que o Estado recebe para sustentar o Estado Social e que os bancos só o fazem porque, obviamente, esperam receber muito dinheiro nesse negócio?"

Mas quais bancos?!!! Os bancos de que falas são estrangeiros ou pensas tu que o estado Português se poderia financiar no mercado doméstico autarcicamente?...................

Mas sim, o estado é soberano e não tem obrigação nenhuma de se endividar exorbitantemente. Aliás, isso custa-lhe reputação a médio prazo.

"Que o facto de muitos empresários Portugueses terem decidido viver à conta das PPPs e da cornucópia do Estado em vez de se voltarem (como finalmente parece estarem aos poucos a fazer) para o mercado externo e as exportações não tem nada a ver com a crise, ou se tiver, a culpa é única e exclusivamente do Estado?"

1 - As empresas viram-se para onde podem ganhar dinheiro e se o estado lhes quer dar dinheiro elas aproveitam. Sem dúvida que é mais fácil fazê-lo no mercado doméstico que conhecem, que no estrangeiro aonde a incerteza é muito maior.
Isso não é caracteristica Portuguesa, é uma dinamica universal........

2 - Tu como legislador não podes controlar empresas mas como votante podes controlar o governo. Os governos eleitos foram os governos valentim loureiro das bugigangas e a crise que temos é fruto disso.

Fruto das pessoas quererem bugigangas sem terem que pagar por elas.

3 - Ainda não percebi como os empresários causaram a crise? Por se aproveitarem de negócios que o estado montou?

E que tal culpar quem prometeu às pessoas que podiam ter tudo? Que ter coisas era um direito?
Não é esse o mantra da esquerda? A mesma esquerda que hipocritamente mantém que a austeridade não é inevitavel?!!!!!!!!....

- O estado está endividado e as famílias estão endividadas mas se o estado cair, todas as famílias sofrem com isso. Se algumas famílias pagarem pelos seus erros, nem todos sofremos com isso.

- "Achas que se deve exigir responsabilidade aos indivíduos mas não às empresas e não aos empresários?"

ABSOLUTAMENTE!!!

O que é interessante na tua visão profundamente fanática é que para ti os empresarios nao sao individuos, e o povo nao sao os empresarios.

Até parece que estou a defender que o estado salve todos os negócios do país........

Quero que as pessoas que votaram esquerda admitam que votaram na banha da cobra e com vergonha admitam o seu erro!

Quero que o estado faça cortes dramáticos no sector social que é o principal responsável pela insustentabilidade financeira do país.


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De Miguel Nunes Silva a 22 de Novembro de 2012 às 19:42
E tu? Que defendes tu Hugo? Que o estado vá à falência financiando tudo e todos até à implosão?

Que medidas é que tu propões para tirar o país da crise?

Vais decretar que os empresarios invistam nas exportações?

Mas que raio defendes tu ?


AONDE ESTÁ A ALTERNATIVA DA ESQUERDALHA?!!!

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De Paulo Colaço a 23 de Novembro de 2012 às 02:29
A única alternativa é servirem-se, promovendo a ideia de que o bolso do Estado não tem fundo.

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