Quinta-feira, 27 de Setembro de 2012
Já vai em 75% o sector social do estado




Ora, perante isto - e não sei se inclui os juros da dívida - a prioridade em cortes orçamentais vai CLARAMENTE para os salários dos políticos e para o orçamento da defesa. Isso sim fará a diferença..........................


uma psicose de Miguel Nunes Silva às 09:59
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49 comentários:
De k. a 27 de Setembro de 2012 às 13:20
"Já vai"?

Já foi - esses dados são de 2009.

"Yawn"


De Guillaume Tell a 27 de Setembro de 2012 às 13:53
Mas ainda havia quem duvida-se?

Em outros termos a despesa pública era em 2010:
- Prestações sociais = 45%
- Despesas com pessoal = 23% (há volta dos 20 hoje)
- Consumos intermédios = 10%
- Juros = 6% (hoje andam nos 10%)
- Outra despesa corrente = 9%
- Despesa de capital = 7% (hoje andará nos 4)

Mesmo assim entre as zonas em que se poderia cortar com apoio popular: 1) Encargos gerais, AR, Presidência da República, autárquas etc. = 700 milhões de euros; 2) Reformas superiores a 1500 euros, só na CGA (e mesmo assim é uma estimativa que fiz depressa para um nível minímo) = 3700 mil milhões ; 3) 70 institutos públicos receseansados por Alváro Santos Pereira = 3200 mil milhões)

Isto para não falar das fundações (o que vem de ser anunciado é vergonhoso, a cortar é sempre leve, parcial e incerto, mas a aumentar impostos...), o SEE, as transferências para autárquias, administrações etc.

PS: mesmo assim quem julgar que basta cortar nas modomias para resolvermos o problema está gravemente enganado. Nós precismos de baxiar a despesa pública em 30 mil milhões para termos excedentes orçamentais suficientes para controlarem a dívida em caso de crescimento económico fraco. De esta forma quanto mais tempo o Governo perder mais nos aproximaremos da falência do Estado.


De k. a 27 de Setembro de 2012 às 14:53
Oh Gulherme...

Portugal está falido desde 2000/2001 - pelo menos em trajectoria de falencia. A crise de 2008 só veio acelerar a coisa..


E vai falir.
O ano vai depender da velocidade a que o PIB decresce - o tamanho da falencia, e a disponibilidade do BCE para ajudar, irão decidir se ficamos no Euro, nada mais...


Isto é como uma empresa, se o top line não cresce, a falencia é inevitável...




De ogrilofalante a 27 de Setembro de 2012 às 16:20
Cortes? Provavelmente para os mesmos de sempre; Oozé.
Todos sabemos que são migalhas, mas o corte deveria começar pelo topo da pirâmide e não é o que está a acontecer. Só quando o "povo" começar a ver esses cortes é que realmente irá aceitar que lhe mexam no bolso. A injustiça é mais que muita. perguntem ao ministro sem pasta António borges...

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De Miguel Nunes Silva a 28 de Setembro de 2012 às 10:34
1 - Não é o topo da pirâmide que está a levar o país à falência.

2 - Falar do topo da pirâmide é cortina de fumo para os verdadeiros problemas do país e faz passar a ilusão de que os problemas se resolvem cortando os salários dos politicos.

3 - Não foram já tomadas essas medidas? Já não há viagens de 1ª classe para ministros, as pensões já não são acumuláveis, etc..

Agora falta ir à raiz do problema: o sector social do estado!

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De ogrilofalante a 28 de Setembro de 2012 às 11:19
Reafirmo o que disse: isto são migalhas mas seriam um grande exemplo.
Viagem em classe económica, isso são peanuts. E o resto?
Dêem o exemplo em coisa concretas que embora sejam pequenas o " povo" possa acreditar realmente que o governa abdica de mordomias.
Enquanto os políticos estiverem na politica a trabalhar para usufruir o que está nos links, não vamos lá

http://expresso.sapo.pt/pensoes-vitalicias-quem-ganha-e-quanto-ganha=f682879

http://expresso.sapo.pt/veja-os-rendimentos-de-15-politicos-portugueses-antes-e-depois-de-passarem-pelo-governo=f680329

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De Miguel Nunes Silva a 28 de Setembro de 2012 às 14:53
E eu digo: deixem-se de simbolismos e deixem de enganar o povo com simbolismos.

Tu e a esquerda burlista o que querem é esconder-se na demagogia.

Porque a verdade dos vossos burlões é que pedem as medidas simbólicas mas nunca dizem ao povo o que é preciso vir depois.
Muito pelo contrário, prometem-lhes sempre que não se tocará no sector social do estado.

BURLÕES!

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De ogrilofalante a 28 de Setembro de 2012 às 16:14
Já que partes para a ofensa, faço a devoluão. BURLÕES! E acrescento, mentirosos, troca -tintas, aves de rapina, sanguessugas

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De Miguel Nunes Silva a 29 de Setembro de 2012 às 11:07
Não somos nós que prometemos o paraíso aos Portugueses para sermos eleitos.


BURLÕES!

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De ogrilofalante a 28 de Setembro de 2012 às 11:20
"Não foram já tomadas essas medidas? Já não há viagens de 1ª classe para ministros, as pensões já não são acumuláveis, etc.."

quanto a isto, já vem do tempo do Sócrates!


De ogrilofalante a 28 de Setembro de 2012 às 11:22
Perdão, quero referir-me á acumulação de pensões. As viagens são de agora.

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De Miguel Nunes Silva a 28 de Setembro de 2012 às 14:45
Pronto, é o que eu digo.

A simbologia, já lá está. Agora mãos à obra no que interessa.

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De Guillaume Tell a 29 de Setembro de 2012 às 17:30
K, não é Portugal que está falido desde 2000, é o Estado português.

De toda a maneira a prazo os Estados estão chamados a desaparecer ou tornarem-se em meras instituições colectivas cuja sobrevivência dependará da vontade da população em financia-los. O problema é saber como chegamos lá, se é atraves de reformas, com uma redução controlada do seu peso, ou se por colapso puro. Essas tretas do BCE , de ficarmos ou não no Euro só servem para ganhar tempo, para manter no mais possível o que está mau.

Miguel, o David tem razão apesar de tudo. Mesmo na simbologia fez-se muito pouco, ou não se ouve nada. Quanto é que custam a AR, a PR , os autarquas , as regiões autónomas etc.? De quanto se baixou os salários dos políticos? Quantas regalias foram eliminadas? Quantos institutos, observátorios foram extinguidos?

As histórias da segunda classe e mais recentemente das fundações confirmam-no. Na simbologia continua a ser fraco, e no essencial é pior.

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De Miguel Nunes Silva a 30 de Setembro de 2012 às 10:17
O problema é que tu és ingénuo e não percebes que a esquerda apenas está a utilizar o simbolismo e não em nome do simbolismo.

Ninguém à esquerda quer cortar no sector social do estado e POR ISSO utilizam o argumento da corrupção e do simbolismo; porque lhes permite evitar falar do sector social do estado.

E quando patos como tu à direita lhes dão razão, prejudicam o país ao colaborar numa retórica de burlão, que desvia as atenções e evita falar verdade aos Portugueses.

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De Guillaume Tell a 30 de Setembro de 2012 às 17:58
Miguel eu estou a borrifiar-me por o que diz a Esquerda! Esses gajos só dizem treta não é preciso ir muito longe para desmontar o que eles dizem!


"E quando patos como tu à direita lhes dão razão, prejudicam o país ao colaborar numa retórica de burlão, que desvia as atenções e evita falar verdade aos Portugueses."

E se falassemos dos patos como tú que não têm nenhuma coluna vertebral ideológica. Tú e tantos outros que só sabem criticar e que fecham os olhos quando os membros do seu partido fazem asneiras!

Vai-te a lixar Miguel! Mas alguma vez me viste defender que não se devia cortar na despesa pública, mesmo na Educação, Saúde e Segurança Social?

Eu não disse já que era a favor da privatização da Segurança Social, ao criarmos um sistema de seguros privados em que cada um desconte o que quiser para a sua reforma, ou da criação de um fundo de solidariedade social, propriedade dos fregueses?

Eu não serei por acaso a favor de um cheque-ensino universal e a privatização de todas as escolas?

Para a privatização dos hospitais e criação de seguros de saúde privados adaptados à vontade e possibilidades dos utentes, com um fundo que interviria para certas doenças, problemas de saúde graves?

Eu sou inclusive a favor da privatização (isto é permitir a haver vários possibilidades de recursos, vê o sistema de Justiça islandês nos séculos VIII, IX e X) da Justiça e da Segurança Interna (permitir mais aos privados de defenderem a sua propriedade. Estou inclusive disponível a participar numa conversa sobra a favor da liberdade do posse de arma).

E a minha exigência favorita, a de uma democracia semi-directa para Portugal em que finalemente os portugueses seriam constantemente consultados para as grandes decisões e seriam responsabilizados pelos suas escolhas políticas.

Isto para não falar do fim dos institutos, fundações, salários dos políticos, da descentralização da despesa e da receita públicas, do fim dos subsídios, dos motoritas, das empresas públicas, dos boys, das girls, dos motoristas etc. etc.

E tú o que defendes, a não ser o teu sacrossanto Governo quer faça ele bem ou mal?


PS: lembra-te que Sá Carneiro esteve contra metade do seu grupo parlamentar nos anos 70 quando quis acabar com este pasquim que nos serve de Constituição e com as nacionalizações e a Reforma Agrária.

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De Miguel Nunes Silva a 5 de Outubro de 2012 às 10:33
"E se falassemos dos patos como tú que não têm nenhuma coluna vertebral ideológica. Tú e tantos outros que só sabem criticar e que fecham os olhos quando os membros do seu partido fazem asneiras! "

1 - Ou só sabemos criticar, ou fechamos os olhos de vez em quando. Decide-te.

2 - Eu opto sempre pelo menor dos 2 males. Isto é ter coluna vertebral ideológica.

Nunca entrar em compromissos é o recurso pavloviano dos fanáticos.


"Vai-te a lixar Miguel! Mas alguma vez me viste defender que não se devia cortar na despesa pública, mesmo na Educação, Saúde e Segurança Social?"

É claro que não. Mas tu estupidamente ainda não percebeste o que é que vai sair desta discussão.
Achas que as pessoas que lêem este blogue ou que vêem na TV a direita a atacar o governo, vão pensar 'ai sim, eles têm razão, o que é preciso é ainda mais sacrifício'.
NÃO!!! O povinho apenas vai entender que se nem a esquerda nem a direita gostam deste governo, mais vale deitá-lo abaixo e que venha a esquerda para o poder novamente.

Tu pura e simplesmente não sabes com que tipo de gente estás a lidar e só podes ser completamente cego e ingénuo se achas que o povo presta atenção às questões técnicas envolvidas no debate.


"E a minha exigência favorita, a de uma democracia semi-directa para Portugal em que finalemente os portugueses seriam constantemente consultados para as grandes decisões e seriam responsabilizados pelos suas escolhas políticas."

Aqui discordo de ti. O povo tem memória curta e as massas são incapazes de aprender empiricamente.
Mas enfim...
Quando é que vamos aprender que soluções à Suíça não funcionam em Portugal?...


"E tú o que defendes, a não ser o teu sacrossanto Governo quer faça ele bem ou mal?"

Eu defendo cortes e reformas estruturais mas também tenho presente que só confio na direita para o fazer e nunca na esquerda.

Mas para ti isso não faz diferença. Derrube-se o governo e depois logo se vê, não é?
IRRESPONSABILIDADE

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De Guillaume Tell a 30 de Setembro de 2012 às 19:49
Eu sou pato, e estes gajos são o quê?

1) Berta Cabral, sempre preocupada com os pobrezinhos, que acha que o Estado social é que os vai tirar da miséria e que o sucesso económico só acontece quando se subsidia as empresas. E que claro se afasta de Passos Coelho por este ser viciado na austeridade e ser um insensível social.

http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/berta-cabral-demarcase-de-passos-coelho-nao-nasci-ontem-para-a-politica-1565063?showVideo=1

http://www.dnoticias.pt/actualidade/pais/346502-berta-cabral-apresentou-programa-eleitoral

"Berta Cabral frisou que, numa região com nove ilhas, o Estado Social "não é uma opção ideológica, é uma obrigação moral", acrescentando que o estado social, saúde e ensino são três áreas em que os recursos financeiros "não são regateáveis ou sujeitos a critérios economicista".

"A despesa no Estado Social não é um custo, é o maior dos serviços públicos. A despesa na saúde não é um custo, é um dever personalista. A despesa no ensino não é um custo, é um investimento", sustentou.

"Berta Cabral comprometeu-se com "uma autonomia de resultados" e com a criação de um fundo de fomento, um instrumento financeiro para as empresas e o setor cooperativo que congregue apoios "que estão politizados e dispersos por várias linhas, que não têm eficácia no dia-a-dia dos empresários"."


2) Pacheco Pereira, o brilhante intelectual que consegue um dia dizer que o PS deve ficar no Governo porque a execução orçamental está boa, que acusa o Governo PSD de cortar excessivamente na despesa, e que depois acha que seria bom pormos um imposto sobre o patrímonio.

http://blasfemias.net/2011/03/01/tao-socratista-que-ele-esta/

http://blasfemias.net/2011/11/26/neo-realismo/
http://abrupto.blogspot.ch/

3) Manuela Ferreira Leite, uma grande senhora que previa construir TGV's, aumentou a despesa pública e os impostos quando esteve nas Finanças, declarava que a prioridade de Portugal não era as contas públicas mas o problema social, mas subitamente acordou vindo que isso era um problema (mesmo se deixou passar um Orçamento que deixava passar um défice de 10%), para mais tarde defender que os deputados PSD deviam vetar a TSU e que sem investimento e crescimento (que é como quem diz na mente dos socialistas aduçados ou não mais despesa pública) não iriamos a lado nenhum

http://blasfemias.net/2008/06/25/orcamento-de-manuela-ferreira-leite-2004-previa-o-tgv/

http://blasfemias.net/2008/07/07/o-oportunismo-de-manuela-ferreira-leite/

http://expresso.sapo.pt/ferreira-leite-arrasa-vitor-gaspar=f752923

4) António Capucho, brilhante senador que considera que já fomos longe na austeridade, que é tempo de relaxar e que é inaceitável a Fundação Paula Rêgo perder os subsídios, e que Passos Coelho não deveria estar num eventual governo de salvação nacional.

http://www.ionline.pt/portugal/antonio-capucho-pode-ser-preciso-governo-salvacao-nacional-sem-passos-coelho

http://blasfemias.net/2012/09/17/reaccao-as-diatribes-de-um-senador/

Isto para não falar ainda de Alberto João Jardim, de Morais Sarmento, de Marcelo Rebelo de Sousa ou mesmo de Cavaco Silva.

Eu devo ficar calado quando o Governo toma medidas anti-liberais ou que não avançam em nada nesse sentido porque estou a prejudicar o Governo. Já agora os barões, socialistas adoçados, devem nos fazer partilhar a sua enorma sabedoria e têm toda a razão de denunciarem os excessos da “austeridade” de Passos Coelho.


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De Miguel Nunes Silva a 5 de Outubro de 2012 às 10:46
1 - Não percebo muito bem de onde isto veio. Em por acaso falei desta gente?

O que é que isto é suposto provar? Que há hipocrisia em política?

Então responde-me lá a uma coisa: se esta gente é assim tão má, porque não começas a votar na esquerda?

Deixa-me acrescentar uma frasesinha já agora:

"Então quem é pato?

Guillaume Tell, critica a direita todos os dias mas depois defende-a nas urnas"
.......................

POIS


2 - "Pacheco Pereira, o brilhante intelectual que consegue um dia dizer que o PS deve ficar no Governo porque a execução orçamental está boa, que acusa o Governo PSD de cortar excessivamente na despesa, e que depois acha que seria bom pormos um imposto sobre o patrímonio."

JPP não é um neoliberal, é sim um compassionate conservative e desses há muitos no PSD.
Ele defende que a despesa seja reduzida com reformas em vez de cortes - o que dá mais trabalho.

Isto não é necessariamente mau ou inválido, apenas é idealista porque nem há tempo para levar a cabo reformas complexas nem populistas alguma vez se dariam ao trabalho...

3 - Tenho também aqui de defender MFL porque sou fã e tu foste muito injusto na tua crítica ao tirares coisas fora do contexto e deturpares a realidade:

"Manuela Ferreira Leite, uma grande senhora que previa construir TGV's, aumentou a despesa pública e os impostos quando esteve nas Finanças,"

O GOVERNO fez essas coisas, isso não quer dizer que MFL pessoalmente as quisesse fazer.

O governo de Durão Barroso não é exemplo para ninguém mas lembra-te que o contexto também era outro.

"declarava que a prioridade de Portugal não era as contas públicas mas o problema social,"

aonde é que ela disse isso?...


"mas subitamente acordou vindo que isso era um problema (mesmo se deixou passar um Orçamento que deixava passar um défice de 10%),"

e que corrigiu com receitas extraordinárias. E sabes porquê? Por causa de uma coisinha chamada Pacto de Estabilidade e Crescimento, o qual previa sanções económicas para quem o violasse. Isto é até a França e a Alemanha fazerem o mesmo...

"para mais tarde defender que os deputados PSD deviam vetar a TSU"

medida a favor da qual ninguém falou incluindo empresários...

"e que sem investimento e crescimento (que é como quem diz na mente dos socialistas aduçados ou não mais despesa pública) não iriamos a lado nenhum"

Isto é factualmente verdade e não invalida cortes na despesa.

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