O mundo acabou de ficar mais estranho.
Não há como negar que nas eleições presidenciais em França, Nicolas Sarkozy era mais populista que François Hollande. Mas desta feita o cenário - de uma perspectiva Portuguesa - está invertido. É o candidato mais sério que mais irresponsabilidade governativa representa.
Nas míticas eleições legislativas de 2009 em Portugal, a escolha era clara: Sócrates representava a irresponsabilidade despesista e demagógica em toda a linha, Ferreira Leite simbolizava a seriedade da clareza ideológica e honestidade governativa. Mas na terra da tricolor as coisas são menos claras.
Sarkozy foi a face de escândalos de corrupção, de favoritismo e de casos de imprensa cor-de-rosa. Hollande pelo contrário apresentou-se como o candidato sério e fiel às suas raízes ideológicas.
Mas no bizarro mundo da política é pelo contrário Sarkozy que representa a austeridade em França, a preocupação saudável de equilibrar as contas Francesas e defender o interesse nacional, e é Hollande que representa o sonho, a emoção ideológica com um passado hoje desadequado às necessidades de um mundo que não se compadece com saudosismos.
Hollande por sinal, tem sido tudo menos vago: desde taxar os mais abastados a 75% - o que causaria uma fuga massiva de capitais - a BAIXAR a idade de reforma de volta para os 60 anos - sim, porque se os países escandinavos e as suas economias invejáveis são obrigados a ir acima dos 65 serão certamente os Franceses e a sua ética de trabalho que poderão afirmar-se como a excepção na Europa..............
O que é preocupante é que a minha fé nas pessoas diminui um pouco com cada eleição que observo em que tais diferenças existem. Parece-me que os eleitores, estejam aonde estiverem, já nem querem saber de personalidade e estilo, mas antes sim preocupam-se com a substância das políticas; infelizmente fazem sempre a escolha mais errada: a de curto prazo, a de evitar a responsabilidade para com as gerações que se seguem, fazem a escolha mais irresponsável e esperam pelo melhor... Afinal, quem gosta de austeridade?
O problema é que nos dias de hoje já não podemos encolher os ombros e dizer 'isso é lá com os Franceses, eles é que sabem'. Não, é com todos nós porque Portugal e a Europa dependem da França.
Ironicamente, neste momento o futuro da República Francesa assenta assim na esperança de que o candidato sério tenha feito promessas desonestas...

Podem consultar o site e efectuar a candidatura. Podem também já ver o programa.
Uma oportunidade de ter a melhor instrução em Poder Local em Portugal.

Escândalo! Demónios! Raios e coriscos!
O dia do trabalhador, as manif's e o proletariado foram deixados nas prateleiras da atenção nacional, que preferiu deixar vazias as prateleiras do Pingo Doce.
Há muita discussão quanto à legitimidade, bestialidade, ou genialidade da campanha de Marketing do Pingo Doce. Eu achei genial. Para quem vende e quem compra.
Talvez não nestes moldes, porque foi um risco enorme para a segurança, mas relembro que noutros países realiza-se o Boxing Day, ou o Black Friday, para se poder também dar poder de compra a quem não o tem. Prefiro eu que seja em bens alimentares que em tv's e perfumes. E o trabalhador também tem direito a celebrar, e que forma melhor que com paparoca!
Espero que tenham tido um bom 1º de Maio!
Over and out!
É um tabu, o da independência, que se alimenta de recorrentes insinuações por parte dos políticos da região. Não surpreende, por isso, que o tabu seja quebrado por uma juventude partidária. Surpreende ainda menos que seja quebrado pela JSD, que pauta tantas vezes a sua intervenção política pela irreverência de opinião.
As declarações de José Pedro Pereira, presidente da JSD Madeira, citadas pelo Público não me causam sobressalto. O que a mim preocupa é que um dirigente político da Juventude Social Democrata confunda buscas no âmbito de uma investigação criminal ao governo de Alberto João Jardim com um "ataque" aos madeirenses.
De facto, os madeirenses têm toda a razão para se revoltarem. Não é, porém, contra o continente que o devem fazer mas contra os medíocres quadros políticos que os representam. Se as juventudes partidárias representam uma esperança para o futuro de um país, região ou cidade, José Pedro Pereira é um presságio aterrador... A JSD Madeira e os jovens madeirenses merecem muito melhor.
Estranha noção de democracia a de um capitão de Abril... É caso para dizer, Vasco Lourenço vá bardamerda.

Morreu hoje, cerca das 18h, em Antuérpia, na Bélgica, o eurodeputado Miguel Portas. O fundador do Bloco de Esquerda não resistiu ao cancro. A sua vida dividiu-se entre o jornalismo e a poltica. Fazia 54 anos na próxima semana.

Ontem foi de eleições presidenciais na França. Sarkozy depois de um mandato polémico, ele próprio polémico, enfrentou uma primeira volta pulverizada de candidatos. É este o principal destaque que realço.
Que grande exemplo é uma corrida a vários numa primeira volta de Presidenciais. Quem entender que deve ser candidato a assumir-se. Os Partidos podem tomar posição, com a total liberdade que se lhes reconhece, mas a decisão de avançar deve ser pessoal e deve ser encarada com entusiasmo. Democracia é avançar quando se acredita em algo.
Ver uma primeira volta com estas votações é um claro sinal de vitalidade. E um sinal para muitos. O voto em Marine Le Pen deve ser escutado e percebido. É um enorme resultado para um partido de extrema-direita, bem no coração da Europa. A crise diz muito desse resultado, mas cuidado. Muitos outros movimentos bem conhecidos começaram assim...
Agora vêm aí os tempos de política pura. Será interessante ver como Sarkozy irá cativar o eleitorado de Le Pen, não perdendo o seu e indo buscar mais ao centro e à esquerda. Um trapézio complexo.
Pela esquerda, lá teremos a euforia por estas bandas para o Rato a sonhar com o mesmo de França, em que até um candidato fraco como Hollande pode chegar à vitória... De facto, Seguro ganha um balão de sonho.
Fica o meu desejo para as próximas presidenciais, com uma eleição disputada e renhida em Portugal, em que diferentes visões se cheguem à frente e digam ao que vêm. Já chega do mesmo estilo e dos mesmos padrões de sempre. Inovemos também em política.
Partidos prometem não deixar 'cair' criminalização do enriquecimento ilícito.
Na senda dos últimos dois posts do Ricardo, imbuí-me do espírito libertário de luta contra a limitação e castração das liberdades. Estas coisas contagiam.
Recordei-me, imediatamente, do recente debate em Portugal sobre a adopção de crianças por casais homossexuais que acompanhou a votação na Assembleia da República. Durante várias semanas vi defender o superior interesse da criança contra o nefasto ambiente de uma família diferente... Neste assunto, a bitola do Bloco de Direita (de futuro refiro-me ao Bloco de Direita como um agregado à la Bloco de Esquerda de povo de direita que se mobiliza em torno de causas), prende-se com a necessidade de regulação. Já no que toca a evitar que as crianças sofram o efeito nocivo dos hábitos auto-destrutivos dos papás, o estado que se mantenha longe disso que os pais lá sabem o que é melhor para os filhos!
A moral desta história é muito simples e toda a gente a conhece. A sociedade é um emaranhado de grupos que pretendem fazer valer os seus interesses sobre os demais, através do Estado. E, neste sentido, o Bloco de Direita não é diferente do Bloco de Esquerda.
Se em Portugal, o Intervencionismo vai de vento em popa, no estrangeiro vão muito à nossa frente.
Na Ucrânia, Natalia Korolevska tem um projecto de lei para proibir a Posição de Missionário (español, english, español2, español3).
Típica mentalidade intervencionista: se a natalidade é baixa e a posição "canzarra" é "mais produtiva" que a "missionário", então proíba-se uma e promova-se a outra.
Fica por adiantar o que acontece caso alguém seja apanhado a fazer oral. Será que será obrigado a fazer o obrigatório de seguida?
Para quando alguém, digamos, Assunção Cristas, trazer esta novidade progressista para o nosso cantinho?!?

PS: Por favor alguém verifique a veracidade desta proposta. É difícil ler Ucraniano e estas fontes...
Espero bem que seja tudo baseado em sites tipo Inimigo Público.
Se bem que, se é esse o caso, é uma história bem criada, pois consigo imaginar muita gente a defender propostas deste calibre.
PS2: Evitem comentários sobre a deputada.
E sobre o modo como ela segura o microfone.
Vá, sejam simpáticos =)

Fumar no carro com crianças vai ser proibido
O Governo quer proibir o consumo de tabaco nos veículos em que viajem crianças. A medida foi anunciada ontem no Parlamento pelo ministro da Saúde.
"Temos a intenção de restringir o fumo do tabaco em espaços fechados, nomeadamente em veículos fechados, quando transportem crianças", garantiu Paulo Macedo, sem adiantar quando nem de que forma é que esta medida será implementada, nem os moldes em que será feita a sua fiscalização. Contactado pelo CM, o gabinete do ministro não esclareceu a que idade das crianças se referiu Paulo Macedo e respondeu apenas que, para mais pormenores, se deve aguardar "a apresentação do diploma que está a ser preparado".
No âmbito da revisão da legislação sobre o tabaco, em vigor há quatro anos, Paulo Macedo acrescentou que está prevista a introdução de "anúncios explícitos nas embalagens de tabaco sobre os seus efeitos na saúde", medida que vem complementar a limitação dos postos de venda, que poderá passar pelo fim das máquinas automáticas.
No centro da discussão no Parlamento esteve também o encerramento da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa, um dia após o protesto que reuniu duas mil pessoas junto à instituição. "A haver uma crónica de morte anunciada, ela vem desde 2005, quando se reconheceu que tecnicamente um hospital monovalente não tem razão de existir", disse Paulo Macedo, acrescentando que "a MAC não faz seis mil partos anuais, mas sim três mil. Os casos de maior risco já vão para a Maternidade Magalhães Coutinho, inserida no Hospital D. Estefânia".
O ministro da Saúde garantiu ainda que a existência de nove maternidades públicas em Lisboa coloca em risco os 1500 partos necessários para a classificação de maternidade no Hospital de Santa Maria, colocando assim em perigo esta valência.
PROIBIDA VENDA DE ÁLCOOL EM POSTOS DE COMBUSTÍVEIS
O consumo e a venda de álcool serão proibidos em postos de combustíveis e após a meia--noite em qualquer estabelecimento que não seja de restauração e bebidas, segundo uma proposta de alteração à lei do álcool, que prevê ainda o aumento da idade mínima para a compra de álcool dos 16 para os 18 anos. Segundo o secretário de Estado da Saúde, Leal da Costa, "os jovens não vão consumir em bares mas acabam por ter acesso a álcool e estar em festa em sítios que perigam a sua segurança".
Eu não fumo nem tão pouco bebo alcool. No entanto esta medida parece-me "nanny state" a mais. Achará Paulo Macedo que o principal problema da saúde em Portugal é este? Recomendo ao excelente gestor que volte à gestão e trate de reduzir o défice monstruoso que Sócrates lhe deixou de prenda, esse sim um problema que merece a sua maior atenção.
Quanto às criancinhas, confie no povo que o colocou onde ele está: qualquer pai responsável já o evita e não é esta alteração ao Código da Estrada que vai instruir quem não tem este cuidado.
Uma nota final sobre a Maternidade Alfredo da Costa: acho estranho que a racionalização dos meios passe pelo fecho daquela instituição. Fechar uma instituição especializada onde claramente não faltam clientes... Espero sinceramente que sejam disponibilizados publicamente os dados que justificam tal medida, que apoiarei (apenas) no caso de os números realmente substanciarem essa opção que me parece contra-natura.

Em 2012 a Universidade Verão do PSD fará a sua 10º Edição. Um projecto que começa em 2003, com uma "irritação do então presidente do partido, Durão Barroso" que se tornou num local de formação de quadros e no evento que marca a reentré do PSD no ano político.
No ano de 2012, a nossa UV aproximar-se-á da cifra histórica dos 1000 alunos. Ao longo destes anos, cerca de 600 horas de formação multidisciplinar apetrecharam os jovens alunos da UV com ferramentas políticas de qualidade, permitindo-lhes desenvolver uma acção política mais consciente, mais persistente e sobretudo mais informada.
A consagração do espaço político-formativo da UV dá-se todos os dias, em todas as localidades, órgãos e assembleias onde a voz dos Uvianos se faça sentir, materializando-se em críticas sensatas, mas também e sobretudo em propostas construtivas, facilitadoras de um melhor amanhã para todos.
Celebrar este aniversário da Universidade de Verão é um devido e merecido gesto de reconhecimento pelo trabalho de todos aqueles que a tornaram possível, com o Magnífico Reitor, Carlos Coelho, à cabeça.
Um grupo de Uvianos no Norte, em consonância com a Secção de Braga da JSD, decidiu colaborar com as comemorações do aniversário da UV, convocando para dia 28 de Abril, em Braga, um jantar festivo que evocará as memórias desta década de sucessos.
Por tudo o que lhe devemos, por tudo aquilo que passamos, pela amizade que mantemos, fica aqui o convite a que participes neste momento único da UV que, obviamente, só fará sentido se a ele nos juntarmos.
Para quem fez parte de alguma das últimas 9 edições desta Universidade, ficam os dados para a inscrição.
Mandem um mail para a organização com o ano da UV a que pertencem, e respectivo grupo.
Informações:
Local – Restaurante “Costa”, Rua de S. Sebastião, Frossos, Braga
(Coordenadas GPS: N41º33'46.2'' W008º26'59.0'')
Convidados: Carlos Coelho, Duarte Marques, Pedro Rodrigues, Daniel Fangueiro e Jorge Nuno Sá.
Preço: 14€/pessoa
Programa:
20h00 – Recepção
20h30 – Jantar
22h00 – Evento Surpresa
23h30 – Festa na Discoteca “Sardinha Biba” em Braga.
Confirmações (até ao dia 25/4):
Tlm. 916948388; email: silvapereira.ruimanuel@gmail.com
Tlm. 916927297; email: valeriodossantos@sapo.pt
Decorrem nos dias 11, 12 e 13 de Abril de 2012 as II Jornadas Pedagógicas organizadas pela AEFEUP - Associação de Estudantes da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.
No dia 11 de Abril, às 14:30, o André Azevedo Alves (O Insurgente) será um dos participantes num debate sobre Acção Social Escolar com José Soeiro (Sociólogo e membro da comissão política do Bloco de Esquerda) e José Carvalho (Administrador dos SASUP) e moderação de Eduardo Vitor Rodrigues (Professor da FLUP).
Logo a seguir, às 17:00, eu serei um dos participantes num debate sobre o Financiamento do ensino superior com Sandra Monteiro (Directora da edição Portuguesa do “Le Monde Diplomatique”) e Tiago Vieira (Presidente da FMJD e dirigente do PCP), com moderação de Luísa Cerdeira (Pró-reitora da Universidade de Lisboa).
Se querem ter uma ideia do que eu irei apresentar, eu vou falar de improviso mas certamente terei em consideração as propostas da JSD e a minha pesquisa sobre o tópico.
O programa completo pode ser visualizado aqui.



E hoje abriu o que restava do Túnel do Marquês. Pois é! Tantos anos, tanta história, tantos embargos e hoje o túnel fica completo para a António Aguiar. Para existir a circulação que faltava desta obra benéfica a Lisboa...
E onde anda o grande Zé? O nosso homem dos embargos? Está tudo bem com ele? Esta semana não está fa ser ácil para o senhor, a julgar pela decisão do tribunal sobre o Parque Mayer e Entrecampos...
O Zé de facto fazia imensa falta a Lisboa... mas domesticado e caladinho!

António José Seguro manifestou-se nesta segunda-feira indignado com o “ataque vil e miserável” de que diz ter sido alvo por parte de Marcelo Rebelo de Sousa.
Goste-se ou não de Marcelo Rebelo de Sousa, ou da sua opinião, confesso que tem a sua piada ver o actual Secretário Geral do PS, lider da oposição, a dar atenção e justificações a um homem que, no final do dia, é comentador político.
O Largo do Rato anda assim tão "desnorteado"?

Por PC leia-se "Políticamente Correcto".
A Gherush92, ONG italiana que colabora com a ONU em matéria de Direitos Humanos, considera a "Divina Comédia" uma obra "ofensiva e discriminatória", e pede que o clássico de Dante Alighieti seja retirado do currículo das escolas italianas, ou pelo menos adoptado com "cautela" porque os jovens não têm "filtros" para perceberem o texto.
Obra ofensiva e discriminatória, que deve ser retirada dos curriculos?
A turma do "Políticamente Correcto" gosta destas coisas. Mas há noção de que estamos a falar de um clássico da renascença? Qual é o próximo? Por que não banir também dos curriculos Aristóteles, que considerava as mulheres "versões menores do Homem" por ser um "filósofo descriminador do género"?
Saiu a notícia de que a viúva de Zeca Afonso, tinha ficado ofendida com a referência que tinha sido feita pela JSD Regional de Lisboa, à entrada do último Congresso do PSD. Diz a senhora, que a música de Zeca Afonso é património de todos, mas se o senhor fosse vivo, certamente seria um combatente contra este Governo e o PSD...
Ora, pois eu com todo o respeito digo à senhora, que de facto, tolerância e esquerda são dois conceitos bem distantes. Esta pseudo mania de acantonar valores, "heróis", músicas, citações ou ideais é do mais fechado, pequeno e insensível. Não é uma atitude perdida no meio da dita esquerda. É frequente. E cada vez dá mais força a uma grande máxima: "Se a Liberdade tivesse dono, era uma Ditadura!"
E como somos todos filhos da madrugada aqui vai uma música para iniciar a semana:
No Congresso do PSD estava agendada a revisão dos seus estatutos através da apresentação de propostas de alteração que reunissem 100 subscrições de delegados a esta mesma reunião magna.
Reunidas estas condições e apresentado o guião de votação dos artigos (estavam previstas 110 votações), os autores das propostas viram-se a braços com mais um inesperado desafio: 3/5 da sala teria de aprovar a moção na generalidade e só depois é que a proposta seria discutida na especialidade.
Com este acontecimento que tem a particularidade de não constar nos regulamentos do Congresso,as pessoas que pensaram sobre o assunto, que reuniram as 100 subscrições e escreveram as suas ideias em formato de artigos, viram o seu trabalho ser desvalorizado. Inclusive a proposta do PSD Distrital de Lisboa, que se previa ser a mais profunda e radical, mas também a mais extensa, foi retirada pelos autores que provavelmente não se quiseram sujeitar a este jogo. O companheiro Paulo Ribeiro que com esforço recolheu as assinaturas e levou a proposta a congresso, teve-a chumbada por não estarem reunidas as novas condições. Vergonhoso ainda foi o desrespeito pela estrutura e trabalho da JSD, como a Essi explicou, mas mais ainda, pela própria democracia do acto.
Num momento que se esperava ser de acalmia partidária, em que o PSD poderia reforçar a sua posição política de forma a suportar o difícil trabalho do Governo, Pedro Passos Coelho é eleito Presidente do Partido no entanto deixando-o órfão de um verdadeiro líder por estar a assumir responsabilidades mais elevadas enquanto Primeiro-ministro. Quando neste Congresso se poderia inovar o documento mais importante da estrutura, longe de guerrilhas das fações que assombram sempre as eleições, ficou-se pelas polémicas e pelas meias reformas que a todos nos envergonham. É pena que Passos Coelho não queira dinamizar internamente o ambiente como quer que aconteça no resto país.
O PSD é oficialmente um partido em autogestão e em rota de colisão contra os seus próprios princípios.

Pode ser uma excelente Ministra, e uma excelente advogada. Mas será que Paula Teixeira da Cruz não sabe discursar sem ler, quase integralmente, o seu discurso em papel?
Se há algo nítido em todos os Congressos a que assisti, é que muitas vezes os delegados estão um pouco desnorteados em relação ao que se está a votar. Claro, isto acaba por depender da consciência de cada um e da condução dos trabalhos pela Mesa no Congresso.
Infelizmente, algumas propostas mais polémicas para uns, essenciais para outros, acabam por ser terrivelmente prejudicadas pela situação.
Isto não impede, normalmente, que as propostas rejeitadas e aprovadas, sofram essa consequência. Porém, hoje abriu-se um precedente, vergonhoso, acrescente-se, com sérias consequências para a imagem do líder do Partido e da relação com a JSD.
No momento em que se tinha aprovado a proposta da JSD, cujo conteúdo se reflectia nos estatutos, dizendo respeito à eleição através de voto directo, dos órgãos do Partido, surge uma confusão na Mesa, que se sucede com a intervenção do líder, Pedro Passos Coelho, elucidando a Mesa que provavelmente os delegados não saberiam o que estavam a votar, pressiona os delegados para que repensem o que acabaram de aprovar.
Ora, o burburinho que se deu com as pressões por parte do líder e de Miguel Relvas sobre Fernando Ruas, esvaziando praticamente a sua autoridade e competência, levou a que a proposta fosse sujeita a nova eleição. (Situação essa, que os apoiantes do estatuto de simpatizante tentaram usar a seu favor)
Se da sala dos media sociais era bastante claro, que os votos a favor eram num número superior aos votos contra, aparentemente nas contas da Mesa, isso assim não foi. A proposta foi chumbada, graças às pressões, com delegados novamente sem perceber o que se passava, e com uma diferença residual de votos.
Fernando Ruas afirmou posteriormente que assim se via um grande Primeiro-ministro. De facto: um Primeiro-ministro que para a televisão nacional louva os esforços da JSD a defender a juventude portuguesa, mas que controla as votações dos estatutos, contra a JSD, porque, como é bastante óbvio, a eleição por via directa dos órgãos, não permite o controlo maquinal dos mesmos.
A JSD sempre tentou ser autónoma do PSD, mas aparentemente, o PSD de Passos Coelho, não é muito aberto a isso. Cá para mim, ele quer ser novamente líder da J, levando a que Duarte Marques na sua explicitação da norma, não estivesse muito feliz.
União no partido, só em teoria.
Com uma plateia praticamente cheia, muitos foram as caras conhecidas, algumas até inesperadas, como a de Paulo Portas, a marcarem o Congresso nesta Sexta-feira.
Com uma plateia cheia, Passos Coelho discursou nitidamente para o país, defendendo as medidas que o Governo tem tomado, para inverter a crise que o país enfrenta.
"Os países com mais endividamento são os que têm mais dificuldade em crescer"
Mas mais do que inverter a dívida, é preciso mais. Passos Coelho referiu a necessidade duma agenda, afirmando que o Governo tem sido mais ambicioso, indo para além do Memorandum, ao levar "mais a fundo as mudanças, indispensáveis".
O objectivo é claro: contornar a dívida, procurando-se uma sociedade mais dinâmica e mais justa.
Contudo, esta mudança de que o Primeiro-ministro fala, passa por mais do que dar a volta a crise, procurando-se sim, reestruturar a sociedade. E essa reestruturação, só é possível sem uma protecção de sectores pelo Estado.
Passos clarificou veemente, que o Governo tem-se distanciado cada vez mais das nomeações, rasgando com o modelo da confiança política e investindo no mérito, na neutralidade e na independência dos órgãos e titulares desses órgãos.
"Portugal não pode voltar aquilo que era", referiu o Primeiro-ministro.
No que toca à greve, referiu-se à desorientação reflectida na Com. Social, já que desta vez, o Governo não entrou "numa guerra de números", ainda que mal-interpretado. Respeitou-se a decisão dos grevistas, apesar de não se apoiar essa opção, tendo em conta que não é a solução ideal para o país.
"Não deixámos de fazer o necessário"
Focando-se no partido, Passos delineou uma fronteira clara entre os interesses do partido e do país, ainda que entrelaçados, referindo como exemplo o que se passou na Região Autónoma da Madeira. Passos Coelho, na qualidade de Primeiro-ministro, refutou a partidarização da questão, observando as necessidades da Madeira e do país e exigindo responsabilidade. Isto, no entanto, não inviabilizou a presença de Alberto João Jardim, que marcou presença no Congresso.
"Estamos em condições de dizer ao país, que se não estamos ainda na posição da não reversão na nossa luta de cumprir o memorandum, estamos no entanto muito conscientes que estamos a fazer tudo para o cumprir. O país sabe que tem um Governo que está a lutar por Portugal, custe o que custar."
Quanto à união partidária, louvou ainda o trabalho de Aguiar-Branco no projecto GENEPSD, demonstrando que o partido está unido, como não estava há muito. (O que é, de facto irónico, tendo em conta que o trabalho de AB foi em vão, já que a sua resenha do programa foi afastada, o que justificou que no seu discurso brincasse com o facto de que não iria rasgar o seu cartão de militante.)
Relembrando os dois momentos de desafio que se aproximam - as eleições autárquicas e as eleições na RA dos Açores - louvou também o trabalho e figura da Drª. Berta Cabral, nossa candidata aos Açores.
Com mais agradecimentos e saudações, nomeadamente à JSD, o discurso longo foi o momento alto da noite.
Este fim-de-semana decorrerá mais um Congresso do PSD. Com propostas temáticas, de alterações estatutárias e de alteração do programa, haverá muito para discutir.
E por isso, o Psico estará cá a fazer-vos um relato full-time do evento! Vemo-nos por aqui? ;)
Acabei de ler esta notícia do Expresso online:
Lisboa, 20 mar (Lusa) -
A Juventude Social-Democrata (JSD) vai levar ao Congresso do PSDdesta semana uma moção temática na qualpropõe a instituição de tetos máximos para as pensões e limites à sua acumulação com rendimentos do trabalho.
Na mesma moção temática, a JSD propõe também que os cidadãos recebam uma fatura quando utilizam um serviço público com o custo real dessa utilização. Além disso, sugere que cada contribuinte ao pagar o IRS fique a saber o valor total dos descontos que fez e dos encargos que o Estado teve com ele.
Por outro lado, nesta moção temática, intitulada "Sustentabilidade das futuras gerações", a Comissão Política Nacional da JSD, presidida por Duarte Marques, retoma a defesa da criminalização dos responsáveis políticos que cometem atos de gestão danosa do erário público, admitindo, "se necessário, modificar a legislação atual".
É de facto, louvável, quer as medidas quer a vontade de lançar este debate. Bem sei que poucos notam que vem aí um Congresso do PSD...
Pois é. É já este Fim-de-semana. Espero que deste Congresso não fiquem apenas reféns das discussões internas. Se vem directas ou com via verde, se vem primárias ou afins. Neste contexto de Governação o PSD não deve dar o sinal de se fechar sobre si próprio a debater temas internos. Não digo que não são importantes, mas nesta fase fazem falta ideias para fora. Os militantes desafiarem o Governo.
Boas ideias e uma equipa mais forte na Comissão Política são essenciais para os tempos que aí vêm. É preciso garantir a existência de uma voz do PSD no panorama nacional que não Passos Coelho e Miguel Relvas. Alguém que fale pelo Partido com peso.
Aguardemos pelo congresso.
Não fui eu que inventei, ele disse mesmo! Como eu sempre digo, a realidade ultrapassa a ficção. Ora leiam:
“I believe the foundation of a strong society starts with the strong foundation of family. The threat of homosexuality and pornography is leading to the ‘sexualization’ of America. I know this because I’ve lived it. I’ve learned from my past addiction to porn.”
Silêncio.
An awkward silence fell over the crowd as Santorum went on to say, “The devil pulled me into lust. I would stare at screens, magazines, my hand…but now I’m free. I’m free of the devil’s grip.”
The crowd organized by the Family Research Council erupted into cheers as Santorum vowed to wipe the “pandemic of pornography” out of America.
Outros candidatos (Gingrich e Romney) têm isto no programa e vivem pacificamente com isto, mas este ênfase e este mea culpa soaram a... estranho. Vamos ver como são as reacções nos próximos estados a ir a votos.
Para ler mais: Na CNN. Sobre Obama. Nas suas próprias palavras! O óbvio. loool.

A mudança de paradigma no empreendedorismo português - do patrão quase analfabeto às spin-offs de tecnologia de ponta.
Na edição deste ano da Revista Forbes, Américo Amorim volta a ser o primeiro Português a aparecer na lista dos mais ricos. Posicionado mundialmente no lugar 242, a sua fortuna é estimada em 4400 milhões de dólares. Numa altura em que é desesperante a situação de elevado desemprego entre jovens portugueses licenciados e qualificados, torna-se interessante perceber por que é que, apesar de nunca ter estudado para além do ensino básico, Américo Amorim, não só, nunca teve problemas em ter emprego, como emprega há décadas centenas de doutores e engenheiros. “Não sou rico, sou trabalhador”, é como se define o homem que transformou uma pequena fábrica de cortiça implementada pelo seu avô, no maior produtor mundial de cortiça, a Corticeira Amorim. Hoje também com negócios na área da energia, imobiliário, banca e turismo, e com o seu mérito reconhecido pela atribuição de um doutoramento honoris causa pela Universidade de St. John’s Nova York, o “Sr. Américo” não precisou de fazer um MBA (Master of Business and Administration) para fazer da sorte apenas a junção da preparação com a oportunidade, e estabelecer relações comerciais com todo o mundo globalizado. Américo Amorim não é o único empresário português de sucesso sem estudos universitários. Rui Nabeiro, fundador do Grupo Delta não estudou para além da quarta classe. São apenas dois exemplos que espelham o tecido empreendedor português.
Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) de 2008, mostram que 81% dos patrões portugueses possuem habilitações inferiores ao ensino secundário, 10% detêm o ensino secundário e apenas 9% estudaram na Universidade. O padrão português não coincide, contudo, com a média dos 27 na União Europeia, em que 27% dos patrões têm estudos superiores, 45% concluíram o secundário e apenas 28% têm habilitações inferiores ao secundário.
O homem classificado pela revista Forbes como o homem mais rico do mundo, pela terceira vez consecutiva, o mexicano Carlos Slim Helu, concluiu a Licenciatura na Universidade Autónoma do México. Os mais ricos dos Estados Unidos passaram por Harvard, Stanford, Columbia, Penn, Chicago, MIT, entre outras universidades de peso...Torna-se pertinente a questão: faz diferença ou não estudar para ser um líder de sucesso? A mim, parece-me óbvio que uma empresa com uma base de conhecimento sólido, forte em técnica e com uma estratégia inovadora tem condições muito mais competitivas para ser mais organizada, produtiva e eficiente. Muitas das empresas de sucesso em Portugal começaram com pequenos negócios familiares, são baseadas na transformação e na mão de obra (tendo muitas vezes que importar toda a matéria prima necessária ao fabrico dos produtos) e limitam-se a reproduzir algum produto ou serviço que viram no estrangeiro. O que está errado em Portugal para a maioria dos líderes serem “self made men” e não terem precisado das universidades para vencer? Por que é que as Universidades portuguesas não fabricam líderes? Será o problema cultural dos brandos costumes ou a teoria que não se fazem líderes, mas nasce-se líder? Ou será que as universidades, na verdade, não estão a ensinar nada que interesse para o mundo real? Hoje fala-se muito mais em ensinar os alunos a ser empreendedores, mas como?
- Os cursos em Portugal não ensinam a FAZER, há mais teoria que prática, após três anos no ensino superior, a maioria dos alunos acha que ainda não aprendeu a fazer/concretizar nada em concreto. No mundo real não basta aprender como se faz. O aluno tem de saber fazer e fazê-lo. Uma solução para este aspecto seria integrar durante o curso, estágios de curta duração em empresas da área de estudo, em que os alunos teriam de resolver problemas da empresa, fazendo um estudo de análise, pesquisa e teste. A maior proximidade e coordenação das empresas com as universidades é crucial. Compensa investir nesta sinergia pois ambas as partes lucram: a empresa conseguiria inovar e resolver alguns dos seus problemas e os alunos aprendiam com a experiência, que poderia abrir portas para um futuro emprego ou, por exemplo, a empresa poderia pagar parte ou a totalidade do valor da propina ao aluno.
- As licenciaturas e mestrados em gestão, economia e engenharia deviam incluir obrigatoriamente uma disciplina de empreendedorismo, em que os alunos teriam de simular todas as etapas da criação de uma empresa e no final fazer um teste de viabilidade. No caso da ideia ser viável, a Universidade devia providenciar as ferramentas e instalações necessárias ao início da empresa.
- Sendo a inovação a essência do desenvolvimento tecnológico, é crucial saber proteger a invenção. Patentear ainda não é muito popular em Portugal e a grande maioria dos alunos universitários não são ensinados a preencher uma patente ou por onde começar no processo de protecção da propriedade intelectual. É fundamental a inclusão desta matéria nos programas obrigatórios.
- A intervenção na produção de novas ideias deve começar cedo e ser incentivada. Não existe melhor forma de aprender, senão fazendo. Um artigo publicado na edição de Fevereiro da revista The Scientist enfatiza que a incorporação do trabalho científico e experimental no currículo obrigatório dos alunos que estão a começar a universidade, não só melhora a sua aprendizagem, como aumenta o número de alunos interessados em seguir uma carreira com uma forte componente tecnológica e científica.
- O compromisso deve ser privilegiado, há muitas ideias boas que acabam por morrer por ninguém querer tomar conta delas. O financiamento de spin-offs deveria implicar um compromisso dos responsáveis em permanecer na empresa por um determinado período de tempo e ao cumprimento de objectivos concretos, de forma a evitar o abandono do projecto após término do financiamento inicial ou a má gestão dos recursos.
Apesar de ainda não estarmos ao nível de países como a Suíça, Alemanha ou Estados Unidos que apostam fortemente na inovação, verifica-se uma evolução muito favorável. A “crise” e a falta de emprego imediato dos jovens qualificados tem levado a que aqueles que conseguem financiamento permaneçam nas universidades e desenvolvam tecnologias, que muitas vezes levam a criação de novas empresas, criando assim os seus próprios empregos. Em geral, a criação de spin-offs nunca foi tão incentivada como agora, com a abertura de parques tecnológicos e incubadoras de empresas, bem como a crescente organização de competições para obtenção de financiamento inicial. Existem ainda alguns (bons) exemplos em que a investigação é a base da empresa, como é o caso da Bial. A farmacêutica desenvolveu o primeiro medicamento 100% português a ser exportado para a Europa e Estados Unidos. A Bial financia investigação através da sua fundação e abriu recentemente uma nova unidade de investigação e produção de vacinas antialérgicas e meios de diagnostico.
Investir na inovação custa tempo e dinheiro, mas leva à criação de produtos únicos e de alto valor acrescentado, sendo essencial uma mão de obra altamente especializada. Em Portugal, é preciso arriscar mais e ser-se mais agressivo, haver mais ousadia e coragem para acreditar numa ideia , optimismo e perseverança para a transformar em realidade. Deixámos de ser um país de mão de obra barata onde outros países localizavam a sua produção. O nosso alvo terá agora que ser saber fazer o que mais ninguém sabe, produzir e exportar. Apesar de não sermos um país rico em recursos naturais, somos um povo inovador e criativo, começámos a globalização, fomos primeiro “por mares nunca dantes navegados”. Está mais que na hora de aproveitar todo o potencial dos jovens portugueses.
Como é fim-de-semana, deixo-vos para pensar um bocado um dos melhores vídeos de sempre para compreender a Economia.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?fe
Conta a história de 3 Empreendedores: um agricultor em Evart, um financeiro em Nova Iorque e um refugiado Comunista em Hong Kong. Robert Sirico, Michael Novak, George Gilder e outros membros do Instituto Acton usam aqueles 3 exemplos para exemplificar como os Empreendedores mudam o mundo.
Quem quiser ver o vídeo fale comigo pois eu fiquei com ele após o Campo da Liberdade Porto 2010.
Links Recomendados: Site (Trailer - R), no Blogtrepreneur Instituto Acton (Princípios) (Brasileiro)
Sabemos que vivemos tempos em que o que mais conta é o “eu”, em detrimento do “nós”. Tem sido assim e acentua-se a cada dia que passa. No mundo da política então é prática mais que recorrente.
É vê-los assassinar pessoas bem vivas. É vê-los deitar abaixo, espezinhar, não contentes, mesmo quando já não estão no cargo, continua-se a bater. Ora, como se sabe, é através de um alvo que se unem as hostes. E eles lá andam por aí... bem presentes, em cafés ou prefácios, em almoços ou encontros.
Existe de facto, falta de ética na política, mas não vou entrar nesse caminho. Existe sobretudo falta de elegância e sinceridade. Pois. Elegância nos actos e na nobreza de não atacar o outro de forma gratuita ou muitas vezes pessoal. Sinceridade porque cada vez mais vemos ratos no esgoto a combinar e descombinar sem se assumirem. Posturas... Obviamente que o segredo é por vezes a alma do negócio, já diziam os entendidos. Porém a conspiração e a falta de coragem de enfrentar é gritante nos dias que correm.
Elegância precisa-se...


Parece que falta uma eternidade, mas já temos os jornais a falarem muito sobre o tema. É um tema quente, sobre pessoas, sobre vontades e capacidades, um tema que, pela actual envolvente, também serve para enfraquecer quem ocupa o lugar.
Belém parece estar longe, mas estas semanas têm sido atribuladas em recados e recadinhos. Agora sabemos que um dos eternos putativos escolheu a "Casa de Bragança" a Belém. O eterno quase tudo parece não perder esse caminho, quase foi, quase avançou, quase. Mas vai ser uma campanha muito interessante. Espero por diversidade e liberdade. De todos os lados, quadrantes e sectores e de todos os eleitores. Que se apresentem todos, que tenham coragem de fazer o seu caminho, venham de onde quiserem, de Bruxelas ou da Faculdade, de Fundações ou Parlamentos, dos Paços do Concelho ou de Paris. Venham a jogo!
Os tempos requerem pessoas de fibra e com... coragem!
Segue um e-mail que recebi sobre a próxima Simulação da NATO em Portugal:
Caros(as) e distintos(as) colegas,
É com imenso prazer que envio este e-mail para vos convidar a candidatarem-se a uma iniciativa da autoria da Associação da Juventude Portuguesa do Atlântico e da Comissão Portuguesa do Atlântico: SIMOTAN - Uma Simulação de Crise do Conselho da NATO.
Não tendo havido nenhuma edição deste evento usualmente anual em 2011, devido a restrições orçamentais e assuntos de logística derivados da organização da NATO Atlantic Youth Summit (NATO's YAS) em Lisboa, é uma honra anunciar que este ano já nos vemos capazes de vos convidar a todos a tentarem participar nesta entusiasmante e dinâmica VI edição da nossa 'Council Crisis Simulation', que ocorrerá em Lisboa, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, de 24 de Maio a 27 de Maio.
Os detalhes particulares encontram-se melhor explicados na Carta de Convite em anexo, assim como o resto da informação necessária. O Formulário para Inscrição também se encontra em anexo.
Esta iniciativa provar-se-á certamente como um evento internacional cuja participação deveria ser uma prioridade para qualquer jovem académico(a), ou profissional, que trabalhe ou deseje trabalhar nas áreas relacionadas com Defesa, Segurança, Organizações Internacionais e Geopolítica e que queira experimentar de perto a tensão inerente a negociações diplomáticas, processos de consenso e de comprometimento, e às 'negociatas' políticas que ocorrem quando a integridade da Ordem Internacional é colocada em questão e/ou perigo.
De igual forma, todos os participantes terão a oportunidade única de conhecerem novas perspectivas advindas de toda uma panóplia de culturas, nacionalidades e escolas académicas - algo que irá certamente enriquecer as visões e conhecimento de cada um(a).
Para todos aqueles que não conseguirão participar de todo, e mesmo para aqueles que conseguirão, pedimos-vos que reencaminhei este convite e respectivos anexos para quem conheçam e que tenha interesse em participar num evento deste género. É efectivamente uma iniciativa que serve o propósito de promover conhecimento e experiência nas áreas supracitadas de forma dinâmica, 'divertida' e o mais realista possível.
Espero ver-vos na SIMOTAN VI.
Com os melhores cumprimentos,
João Teixeira de Freitas
President
Portuguese Atlantic Youth Association
PS: A língua oficial (working language) do evento será o Inglês, dada a natureza e estrutura das temáticas da SIMOTAN, assim como a envolvência de outras nacionalidades.
Se são jovens e vos interessam áreas como Defesa, Segurança, Organizações Internacionais e Geopolítica, recomendo vivamente.
Estive na V edição, em 2010, e assim deixo-vos um conjunto de fotos para que se apercebam do ambiente:


Almoço no ISCSP:

Sala de trabalhos:

Cada país era representante por 2 pessoas. Eu representava a Turquia:

Intervalos:

Night out:

Equipa organizadora (eu estava muito à frente na sala e só assim os consegui apanhar):

Tipo de informação que é dada a meio da simulação:

Terrorist:


O presidente executivo da EDP afirmou hoje que "a questão da existência de rendas é um falso problema", negando haver ganhos excessivos da empresa, ao contrário do que o Governo e a 'troika' têm afirmado.
Até gosto de António Mexia, mas gostava mais de não ser "roubado" quando pago a minha conta de electricidade.
O problema da Energia em Portugal é até razoavelmente simples de entender:
Um terço da factura de electricidade são "Custos de Interesse Económico Geral" - leia-se, pagar o "sonho das renovaveis" e investimentos que as empresas de energia fizeram nos últimos anos - e a existência de um Monopólio Privado num mercado liberalizado de "faz de conta".
Não preciso de dizer a um economista como António Mexia que, isto tem um nome em Economia: "Rent seeking Monopoly" e é o principal custo social de um monopólio! Se eu fosse dono de uma empresa, e pudesse transferir os custos dos meus investimentos totalmente para o consumidor, que não teria alternativa, também eu saberia gerir uma empresa muito bem!
PS(D): Gosto do timming de comunicação do resultado da auditoria aos preços da energia, e da intenção do governo de intervir: depois de já terem arrecadado o dinheiro da venda aos chineses.
Fundações vão ser reduzidas a metade. (Como era em 2009)
Uma medida que só peca por tardia. Mas estamos a falar da função pública. ;)
Seja como for, conhecer onde é gasto o dinheiro e diminuir os gastos têm de ser 2 prioridades deste governo.

Pedro Passos Coelho volta a surpreender pela positiva. Já sabia que ele ia ser melhor que o Sócrates (óbvio), mas que ele estaria disposto a ir contra interesses instalados e, mais ainda, atacar modos de satisfazer clientelas (que também podiam ser usados pelas suas) e logo no 1º ano de mandato, é algo que eu não estava à espera. Este liberal aqui vai passar melhor o fim-de-semana. :)
Costuma-se falar muito da dívida pública e da necessidade de Portugal cumprir o que fixou no memorando com a troika. Contudo, tantas vezes se esquece uma questão muito importante, que se prende com o stock de dívida privada, seja esta detida pelas famílias ou pelas empresas privadas. E no gráfico conseguimos perceber que o assunto ganha, também, especial relevo no caso português, uma vez que Portugal se apresenta com um dos maiores níveis de endividamento privado em percentagem do PIB, na Europa.
Mas vamos aos números... a dívida pública portuguesa representa 138% do PIB, incluindo o sector empresarial do Estado (27%) e excluindo o sector financeiro do Estado. Aquele valor significa qualquer coisa como 235 mil milhões de euros.
Contudo, a dívida privada assume uma percentagem manifestamente mais assustadora... 280,3% PIB, isto é, famílias e empresas privadas são responsáveis por 479 mil milhões de euros (excluindo-se o sector financeiro privado).
Por aqui se percebe que qualquer medida de ordem fiscal deve ser muito bem ponderada, porquanto se depreende dos dados apresentados que os portugueses estão sobreendividados, muito para lá do que seria desejável.
E, note-se que se a Itália, por exemplo, se apresenta também com um endividamento público elevado, esta dívida está porém internalizada, sendo detida pelos italianos. O mesmo não sucede com Portugal, onde quer o sector público, quer o sector privado estão muito endividados, encontrando-se os seus credores no exterior.
Um outro assunto que merece, igualmente, apontamento é o que se prende com o endividamento das autarquias e regiões, tantas vezes apelidadas de responsáveis pela crise portuguesa. Contudo, vistos os dados, a dívida pública da responsabilidade das autarquias e regiões é de apenas 8,2% PIB, isto é 14 mil milhões de euros. Note-se que quando comparado com as empresas públicas (RTP, REFER, Estradas de Portugal,...), falamos de um valor muito inferior.
Os dados evidenciados demonstram a necessidade de políticas que estimulem a poupança, visto que a taxa de poupança em Portugal ronda os 8% do PIB, contrastando com os cerca de 22% da Alemanha, Áustria, Holanda e Luxemburgo.
Fonte: dados do Banco de Portugal e gráfico do Eurostat.
Neste deserto de pessoas interessantes e apelativas na faixa dos 40 e 30 anos, é bem-vindo José Eduardo Martins com a sua assertividade.
De facto, quando existe uma limitação, não podemos dançar para outra cadeira. 3 mandatos são mais que suficientes para se deixar obra. Nesse sentido, quem cumpre os seus 3 mandatos deixa o legado a outro. Novas ideias, novas filosofias. Refrescar que faz tão bem.
Ora, espero que se perceba que isto de limitação não é brincadeira para distrair. É mesmo para...Renovar e não rodar!
Sem dúvida que até dia 6 de Novembro, muita água irá correr...contudo, neste momento, o entusiasmo com que os Americanos apoiaram Obama em 2008, não se compara com o desinteresse gerado pelo desampontamento de 2012. Quatro anos depois da sua eleição, poucos conseguem justificar a atribuição do Prémio Nobel da Paz em 2009, apenas doze dias após iniciar funções. Parece que o “yes, we can” perdeu a piada, afinal era apenas um slogan inventado num gabinete de publicidade, sem conteúdo programático, apenas para alegrar as massas, que se traduziu em bem menos do que o esperado. Sem dúvida que Obama gerou simpatia, mas estará à altura para resolver os problemas da América? Obama está claramente em desvantagem porque criou demasiada expectativa. A reforma na saúde levou, indubitavelmente, à queda da popularidade de Obama. A maioria dos Americanos não percebe muito bem todos os detalhes da reforma e não quer pagar pelo tratamento do vizinho, que tem uma doença crónica, cujo tratamento tem custos altíssimos. Os católicos conservadores acham que Obama discursou num sentido “pró-vida”, que se traduziria numa redução do número de abortos, mas as suas acções foram contraditórias ao incluir, na sua equipa, elementos que defendem o aborto, evitando, por diversas vezes, que fossem aprovadas leis que protegem os embriões e decretando que todos os americanos devem ter acesso a seguros de saúde que incluem anticoncepcionais, esterilizacão e fármacos abortivos.
Obama é criticado por ter sido uma imagem criada pela máquina do partido, tirando vantagem de ser negro e por nunca ter trabalhado, se não na política...Numa altura de forte crise económica e com o desemprego na América nos 8.3%, a população sente-se frustrada e, com a frustração vem a vontade de mudar. Numa cultura empreendedora e de “help yourself”, um modelo social cria repulsão. Afinal, foi para fugir às regras do socialismo, que muitos imigraram para a América, criando os seus negócios e, os que tiveram mais sorte, construindo as suas fortunas, que reclamam totalmente suas. A América não quer ser socialista ou social democrata, o capitalismo liberal faz parte da sua matriz e identidade. Obama, ao querer implementar medidas típicas do modelo social europeu, nomeadamente na aplicação de taxas aos mais ricos e aos capitais, está a criar constrangimento naqueles que souberam aproveitar o capitalismo americano para prosperar nos seus negócios, criando emprego para outros e contribuindo para a economia do país.
Obama é ainda visto por muitos como alguém que não soube ter coragem para enfrentar e resolver rapidamente as situações incómodas, tais como a questão de Guantanamo, a retirada das tropas do Iraque e por fechar os olhos a grandes fraudes financeiras. A data para os soldados americanos voltarem para casa tem sido consecutivamente adiada e, até ao dia de hoje, Guantanamo continua com prisioneiros.
Obama só vencerá as próximas presidenciais se o candidato opositor não se mostrar credível e forte, capaz de resolver a crise financeira e criar empregos na América, e tudo isto terá de coincidir com uma fase de crescimento económico. Muitas pessoas começam a prestar mais atenção a Mitt Romney, apesar deste se ter apresentado como um multi-milionário, que dificilmente percebe como algumas pessoas (sobre)vivem na América. A tradição diz que os Americanos gostam de dar uma segunda oportunidade a quem está na Casa Branca. Com excepção de George H.W. Bush e Jimmy Carter, todos os oito últimos presidentes foram reeleitos por mais quatro anos. Já é possível receber em casa, grátis, um autocolante para o carro “Obama-Biden” e até concorrer para tentar jantar com Obama. Uma gigantesca máquina de promoção da imagem do actual e candidato a futuro Presidente, altera o slogan de “change we can believe in” para “change is”, dando a sensação que Obama pede agora uma segunda oportunidade aos Americanos para finalmente concretizar o que não concluiu no primeiro mandato. Passando da esperança e crença para a acção e execução, o trabalho de marketing pode, sem dúvida, ser decisivo nas próximas presidenciais. Resta saber se os Americanos vão cumprir a tradição ou se a frustração consequente da altíssima expectativa inicialmente criada aniquilou qualquer possibilidade de reeleição.
Esta é minha primeira contribuição para o blog Psicolaranja. Agradeço esta oportunidade de publicar os meus textos. Não concordo com todas as normas do acordo ortográfico e, se ainda ontem, Francisco José Viegas afirmou que este acordo ainda será alterado até 2015, e que cada português é livre para escrever como entender, não encontro qualquer razão para escrever de forma diferente de como me foi ensinado na escola.
Na reputada revista científica Journal of Medical Ethics, especialistas na área defendem o Aborto Pós-Natal, ou seja, após o nascimento do feto, como noticiado aqui no Telegraph.
Se bem que não é um assunto que tradicionalmente aborde, deixo aqui algumas notas sobre o tema:
1. Discordo em absoluto do Aborto, Pré-Natal ou Pós-Natal.
Na verdade acho mesmo execrável a ideia. E não tenho como humanista quem a defenda...
2. Aceito que uma certa esquerda defenda também esta opção, em coerência com o que disse anteriormente.
Obviamente, a minha opinião sobre esta esquerda que concorde com esta medida não vai melhorar...
3. Aceito que alguns se comovam e achem isto demais, havendo uma cisão no movimento pró-infanticídio.
Neste caso, estarão a ser incoerentes, mas ao menos terão um mínimo de dignidade...
4. Como Minarquista, acho que uma das poucas atribuições do Estado é defender a vida dos cidadãos. Todos.
E sim, a vida começa na concepção pelo que, como Ron Paul, sou a favor da intervenção do Estado aqui!
5. Acho deplorável que "cientistas" escrevam o que aqui foi escrito. É de facto uma profissão em crise.
O relativismo instalado está a atingir um ponto que eu penso que terá consequências num futuro próximo.

Pensar que vivi o dia em que Esquerdas mais corajosos e destemidos dizem que matar recém-nascidos é "moralmente equivalente" à interrupção da gravidez, pelo que deve ser permitido...

Não é que goste de antagonizar movimentos, sejam eles quais forem, mas há coisas que acho que extravasam o senso comum.
Tenho recebido uns emails das Mulheres Sociais Democratas e ouvido uns burburinhos sobre uma adaptação da lei das quotas aos estatutos do PSD.
Há uns longos tempos, escrevi aqui um post sobre a minha revolta no que toca ao dia da mulher.
Sou grata por poder fazer parte de uma sociedade na qual como mulher, tenho os mesmos direitos que o homem, meu par.
Somos indivíduos iguais no que toca aos direitos e assim o devemos ser. Fisicamente, anatomicamente, e até certo ponto psico-socialmente somos diferentes. É um facto. Para quê negá-lo quando nos dias de hoje cada um faz o que quer.
Em quase 6 anos de JSD, em 4 (salvo erro) enquanto aqutarca, nunca uma única vez me senti inferior, ou limitada, por ser mulher. E para além de ser mulher, ainda sou miúda, com os meus 21 anos.
Nunca me senti rebaixada ou ofendida pelo meu sexo.
E isto não aconteceu porque existe uma norma que me proteja, aconteceu porque sempre me esforcei por algo fulcral na dimensão social de todo e qualquer indivíduo – respeito.
O respeito não vem por leis de quotas, não advém de movimentos xpto’s, nem tampouco de afastamento da vida política. Vem do que o indivíduo transparece, seja homem ou mulher.
Assim, não entendo, porque é que existem Mulheres Sociais Democratas ou Dia da Mulher ou leis de quotas, quando nós, mulheres, não somos nem mais, nem menos do que os homens.
Francamente: é horrível andarmos a criar brincadeiras para criar tratamentos diferenciais – que, caso bem me lembro, sempre foi o que as nossas antecessoras tentaram afastar – sujeitando as mulheres a uma imagem terrível que, eu em eleições, pelo menos, não quero ter.
Seja num emprego, numa eleição, ou em qualquer esfera, antes de ser mulher, sou a Essi Silva, humana, luso-finlandesa, estudante de Direito, autarca, blogger e ser que pensa, aprende e adora escrever.
E se a questão é a da discriminação, então esta também é feita a homens, como ocorre frequentemente em processos judiciais de responsabilidades parentais.
Nem é por isso que deixámos de ter uma Assunção Esteves como segunda figura do Estado, uma Manuela Ferreira Leite como líder do partido, ou uma Angela Merkel a coordenar a Europa.
Nota prévia: Pois é... este é o meu primeiro post neste blog e portanto espero que o texto que em seguida escrevo esteja à altura deste espaço... Alerto, desde ja, os leitores que recuso nos meus escritos a adopção do acordo ortográfico.
A pergunta que lanço pode ser vista sob um ponto de vista retórico, ou sob um ponto de vista empírico.
Fui surpreendido hoje por uma notícia do jornal Público, que abordando o congresso que aí vem do PSD, escreve em título "Passos descarta contributos de Aguiar-Branco e refaz o programa". Mais adiante, o jornal escreve, a propósito da reforma estatutária, «Aparentemente, explicam as mesmas fontes, dão mais poder aos militantes, mas "na verdade dão mais poder aos controleiros" e a um pequeno grupo de personalidades».
Pois é, sem me focar sobre pessoas ou situações, venho constatando que dentro e fora do PSD, portanto, em todos os partidos, a degenerescência do sistema democrático interno dos partidos se vai acentuando, sendo as excepções cada vez mais ocasionais. O sistema ou os sistemas promovem um aparelho que busca o "controlismo" de quem assume os lugares de poder, minando e reduzindo o pouco espaço que vai existindo para o mérito. A tal ponto que a noção de mérito vem a ser confundida e desvirtuada, quando ouvimos alguns afirmarem que fulano X, porque já foi isto e aquilo, desde há 40 anos no partido, é o melhor quadro que em certo momento se tem, mesmo que o X nunca tenha feito mais nada na vida para além de política. Pois é, aqui começa uma falácia terrível, porquanto o mérito não vem tanto pela capacidade de manter o poder num sistema partidário, que vem a proporcionar óbvias oportunidades de assunção de lugares de governação/executivos, mas sim, pela capacidade de um indivíduo se afirmar sem redes de segurança, num mundo altamente competitivo. Levar à exaustão no mercado as capacidades intelectuais, artesanais, em suma, os dons que cada um de nós poderá ter, e, com isso, ser bem sucedido, aí se encontra uma certa aproximação da ideia de mérito.
Por aqui se percebe que a defesa e promoção de sindicatos de voto está no extremo oposto a qualquer ideia de promoção do mérito. A este propósito, deixem que vos diga, que uma vez fui surpreendido, depois de uma intervenção pública em que acusava a existência dessas redes de manipulação eleitoral, que na verdade as minhas palavras eram para alguns militantes "ofensivas". E isto só se explica, pelo que me é dado a entender, pela simples razão de que acusar-se o uso dos instrumentos referidos pode colocar em causa a credibilidade de um partido, a imagem das pessoas. Contudo, todos sabem que isso sucede e é promovido.
Falta, diria, um verdadeiro espírito censório do que se passa nos sistemas de partidos, que venha trazer transparência a tudo isto e que produza consequências.
Mas consigo exemplificar-vos mais esta minha ideia com um exemplo hipotético.
Numa certa cidade, num certo país, a certa altura, existem uns militantes que são suspensos por um certo partido, pela comissão de ilícitos disciplinares, que em minha opinião de jurista constituem também ilícitos criminais graves. Com isto, ficam esses militantes suspensos do exercício de qualquer direito junto do partido e dos seus órgãos. Contudo, esses militantes, com conhecimento mais do que geral, continuam a assistir a assembleias de secção ou distritais, sem que ninguém diga absolutamente nada, como se tudo fosse normal e nada se passasse. Note-se que por vezes até aplaudem intervenções e que essa forma de expressão é, em si mesma, uma forma de participação activa numa actividade partidária.
Quer isto dizer que a estipulação de normas disciplinares, que visam coibir a prática de ilícitos, pouca utilidade terão, quando estas situações são admissíveis e permitidas à vista de todos.
Mas, deixem-me dizer-vos mais. Imagine-se que há um certo presidente de mesa hipotético, de um hipotético partido, que se vem batendo pela regularidade das assinaturas de candidaturas e respectivos termos de subscrição, quando verifica que possam existir fortes indícios de irregularidades, para não utilizar outro adjectivo. Questiona-se esse presidente de mesa sobre o porquê de não ver que o seu partido e alguns dos outros estabeleçam formas de controlo de assinaturas, para que os processos eleitorais possam ser, para além de toda a dúvida, regulares. Veja-se o caso dos Bancos, em que através de um sistema informático básico de reconhecimento de assinaturas é possível o confronto das mesmas, para aferir certa informação. Porque não existe, por exemplo, um sistema destes alojado nas sedes distritais dos partidos com vista a que um simples presidente de mesa possa exercer as suas competências com tranquilidade de espírito? Pois é, perguntam, mas eu não sei a resposta, estou apenas a especular.
Estes hipotéticos casos e outros plausíveis deixam-me, então, a pensar sobre a notícia do público e sobre os controleiros, e sobre o mérito, para concluir que enquanto não existir um grito de ipiranga contra isto, não esperem que as pessoas passem a acreditar mais nos partidos. Vejo, portanto, com bons olhos algumas sugestões de certa juventude partidária e de certos militantes de certos partidos, quando apresentam algumas propostas que vêm conferir transparência ao sistema. Contudo, todos devem intervir.
Afinal, usando algumas ideias de Cícero, embora outras se pudessem acrescentar, o "principal é respeitar a honestidade fundada na prática das virtudes essenciais: a sabedoria, a justiça, a firmeza, a moderação".
Por representarem quem acredita na economia de mercado e já viu mundo suficiente (preconceito implícito, cada um tem direito aos seus...)
Pedro Passos Coelho também surpreende pela positiva. Agora foi a vez de propor a introdução de uma boa-prática Americana:
Ganham...
... os candidatos que não têm medo de ir a votos
... a transparência do processo e, assim, a qualidade dos candidatos
... as populações que beneficiarão da qualidade dos candidatos
Perdem...
... as elites caciques que até agora tinham maior peso na escolha dos nomes
... os partidos que não sigam o exemplo (algo me diz que o PC não vai mudar...)
... os candidatos que apostam simplesmente em "conhecimentos" para serem candidatos
Outras propostas incluem;
- Reforço dos poderes das distritais na escolha dos deputados
- Quotas para as mulheres nos Órgãos Internos
- Criação de uma Comunidade Virtual (fórum político através da internet para discussão de vários temas, entre militantes e simpatizantes)
- Criação do estatuto de simpatizante
O Congresso do PSD está marcado para 23 a 25 de Março.


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