Parva. Como se a opção fosse: a) ganham o salário mínimo ou b) têm o salário da Raquel Varela. Isto vindo da mesma alucinada que diz que a Dívida Estatal não existe (mais n'O Insurgente). E que depois continuou na sua, a criticar o empreendedorismo no seu blog. Nem Daniel Oliveira a defende.
O jovem não pode importar, não pode comprar roupa em fábricas que paguem pouco e não pode ter uma opinião diferente dela. Varela, nem todos têm dinheiro para comprar as mesmas marcas que você, sabe?
A melhor resposta foi a de Vitor Cunha no Blasfémias - Martim e Raquel num gráfico:
Perdoar-me-ão o boneco à mão. Decerto não distrairá do seu conteúdo, que consiste em olhar para a distribuição salarial dos portugueses, abruptamente limitada artificialmente, por intervenção estatal, com vista a obrigar todos os que desempenhariam funções abaixo do Salário Mínimo Nacional (SMN) a fazerem parte das estatísticas do desemprego. Aqui estão Martim e Raquel ilustrados:

Raquel Varela é mal-educada, arrogante e ignora completamente o conceito de empreendedorismo.
Ou sendo mais explícito: Raquel Varela, doutorada, investigadora em pós-doutoramento na Universidade Nova e no Instituto Internacional de História estuda a fundo as questões laborais mas esquece que para se criar emprego é preciso uma ideia de negócio sustentável. Não é a doutora que lhe vai sugerir preços (cruzes-credo, para pagar salários de 1.000 Euros colocaria certamente preços que só os meninos ricos poderiam pagar!), não é a doutora que lhe vai dizer como contratar pessoas, encomendas, ou como gerir os recursos. E no entanto sentiu-se à vontade para interromper o Martim, fazer perguntas para o humilhar (ele escapou magnificamente, mas a intenção era essa) e tentar destruir o sonho. É que há o perfeito, o óptimo e o possível… e nem todos podem viver uma vida como a sua criando tão pouco como sua excelência.
"Mudar o país ou mudar de país" era o mote do programa Prós e Contras de ontem.
Um jovem de 16 anos, de seu nome Martim, foi convidado pela produção para falar da marca de roupa que ele próprio criou.
Num acto verdadeiramente empreendedor, uma espécia de senhora, alegadamente doutorada, insurgiu dizendo se o Martim sabia onde as suas camisolas eram feitas, se não viriam da China, onde se trabalha por uma malga de arroz.
Martim prontamente respondeu que a sua roupa era feita numa fábrica portuguesa, por operários portugueses.
Não satisfeita, de novo a Sra. Doutora questionou se essas pessoas não estariam a ganhar o ordenado mínimo, com ar repugnante.
Martim, novamente de forma eficaz respondeu que pelo menos não estavam desempregadas.
A plateia aplaudiu, e a Sra. Doutora ficou calada.
O empreendedorismo não vem nos livros nem em teses de doutoramento, o empreendedorismo está dentro de cada um independentemente da idade.
Os empreendedores merecem ser respeitados. E este jovem merecia tê-lo sido naquele momento.
À pergunta feita em título "Mudar o país ou mudar de país?", duas soluções:
Para o Martim: Mudar o país.
Para a Doutora Raquel Varela: Mudar de país, e rápido, juntamente com a sua tese de doutoramento.
Um estudo em Francês sobre a França. Apresentação:
Etude réalisée par l’IREF en collaboration avec l’association Contribuables Associés
En 2012, l’Etat ponctionnait aux Français près de 44,9 % de la richesse nationale. Les nouvelles taxes créées par le gouvernement devraient accroître ces prélèvements de plus de 50 Milliards d’euros selon le dernier rapport des prélèvements obligatoires. Ces nouveaux prélèvements, loin d’accompagner une éventuelle reprise de la croissance, vont au contraire pénaliser les entreprises, donc la croissance économique et l’emploi.
Ainsi, les 12,2 Milliards d’euros de prélèvements supplémentaires sur les entreprises auront un effet très négatif sur l’emploi. En effet, ces hausses d’impôts, ciblées sur les grandes entreprises, vont avoir un effet négatif mesurable sur leurs investissements directs, mais également sur leurs sous-traitants et leurs fournisseurs que sont les PME. Au total l’étude de l’IREF calcule que ces hausses d’impôts vont, directement et indirectement, détruire 70.000 emplois supplémentaires en France.
• 12,2 Milliards € de nouveaux impôts sur les entreprises,• Un fardeau fiscal responsable de 0,5 % de croissance en moins,• 99.500 emplois détruits en 2012 dans le secteur marchand, plus de 160.000 destructions prévues pour 2013,• 70.000 emplois seront perdus en 2013 à cause de la hausse de la fiscalité,• 21,5 % dans les grandes entreprises, 78,5 % dans les PME.
Alguém próximo do Carlos Abreu Amorim foi a'O Insurgente colocar este comentário:
Sou amigo pessoal de Carlos Abreu Amorim há muitos anos e garanto que não perdoarei qualquer ofensa que lhe seja feita e que eu considere que pode preencher o tipo de crime de injúria ou difamação. Comunicarei de imediato ao próprio para agir judicialmente, querendo, visto que se trata, em princípio, de crime particular. Portanto, cuidado. O liberalismo anarquista ainda não chegou aos Tribunais.
Tudo porque o André Azevedo Alves colocou 2 citações sobre o CAA: uma dele a criticar o pilar essencial do governo - Vitor Gaspar - e uma outra de Jorge Moreira da Silva a colocar CAA no seu lugar. Sem comentários do André, sem crítica (merecida), sem qualquer ataque pessoal, como aliás faz parte do estilo do André.
Podem comentar aqui ou nos comentários aqui do PsicoLaranja.

Esta tentativa de voltar à filosofia do lápis azul é inconsequente, ridícula, e demonstrativa do estilo da campanha.
Sinceramente, espero mais do espírito democrático dos candidatos do meu partido, especialmente quando o que estava em causa era um ataque a despropósito ao Vitor Gaspar de quem se deveria estar a preocupar com os buracos da Rua da Bélgica.

Acabados que estamos de sair de um período onde se comemoraram duas datas importantes, é hora de reflectir sobre esta temática.
Quer com a passagem do 25 de Abril, quer com a passagem do 1 de Maio, fiquei mais uma vez com a ideia, que a esquerda quer tomar este património como seu.
Reparemos:
Há não muito tempo, uma actvididade organizada por um grupo privado de televisão, em pleno ISCTE- Instituto Universitário de Lisboa, num pleno insulto e atentado à liberdade de expressão, um grupo de jovens cantou“Grândola Vila Morena”, ao então ministro Miguel Relvas.
Depois disto vários episódios se seguirão,utilizando a mesma música, que é, sem sombra de dúvida, um símbolo de Abril.
Notícias sobre isto, nenhumas para além das que relatavam os factos.
Reacções à utilização de tal símbolo de Abril, nenhumas, para além das positivas da esquerda.
Façamos todos um exercício de retrospecção.
Há pouco mais de um ano atrás, um grupo de jovens, escreveu num roll-up, “Traz outro amigo também”. Esse mesmo grupo de jovens, resolveu simpaticamente, utilizar a frase num congresso da instituição que representavam.Sobre isso, disse a viúva de Zeca Afonso:
“A memória de José Afonso não deve e não pode ser assim desvirtuada para efeitos de propaganda”.
Desta vez o único mal da utilização da inofensiva frase tem apenas um problema. O grupo de jovens que a utilizou, ao contrário daqueles que cantavam aos ministros, era a Juventude Social Democrata.
Foi esta liberdade adquirida com o 25 de Abril, que nos permitiu estar aqui hoje, a partilhar estas ideias uns com os outros.
Abril, sendo património de todos, não é de ninguém. Não existe ninguém em Portugal que possaafirmar que Abril é da esquerda ou da direita, que Abril é da sociedade civi lou dos militares, porque Abril é de todos nós.
A este comentário no Facebook, a Bodyform respondeu assim:

“A Lógica do Governo Português: oferece 347 milhões à comunidade cigana.
Funde as polícias e pode cortar milhares de efectivos para poupar 145 milhões. “
Ricardo Lima

Não poderia deixar passar esta data sem fazer referência aquela que é uma das minhas referências políticas. Faria ontem 75 anos, não fosse o destino, José Vieira de Carvalho.
Para todos aqueles que são de fora da Maia e do Porto, provavelmente conhecerão pior a sua obra, ou quem sabe até nem saberão quem foi José Vieira de Carvalho.
Poderia aqui dizer que o Professor José Vieira de Carvalho foi uma série de coisas, mas apenas digo que foi o desenhador da Maia, o autarca referência, um dos autarcas de maior visão que me possa recordar.
Quando ninguém falava de parques de Ciência e Tecnologia, José Vieira de Carvalho, fruto de um problema criado pela deslocalização da Texas Instruments, coloca o tema na agenda e nasce assim o Tecmaia- Parque de Ciência e Tecnologia da Maia. As Zonas Industriais da Maia, o parque habitacional, as infra-estruturas desportivas, as escolas, o apoio social, o desenho do metro do Porto tal como o conhecemos, o Instituto Superior da Maia, etc. Tudo isto são provas da sua visão.
José Vieira de Carvalho deixou uma difícil missão para quem se seguia. Fazer ainda mais e melhor, e Bragança Fernandese as suas equipas assim o fizeram.
Infelizmente não conheci o Homem por detrás da história em vida e a única memória que tenho de José Vieira de Carvalho, é a do dia da sua morte.
Enquanto dirigente da JSD Maia, tive a oportunidade de ano passado, em cumprimento do nosso Plano Anual de Actividades, levar a efeito as I Jornadas José Vieira de Carvalho. Estas Jornadas foram acima de tudo um excelente momento para eu, enquanto organizador, estudar mais sobre a sua vida e obra e durante meses conversar com pessoas que com ele lidaram directamente.
Fruto deste trabalho, termino com um pequeno texto, retirado de uma entrevista que José Vieira de Carvalho deu no início do ano de 2002, poucos meses antes do seu falecimento:
" Aprendi com os meus sessenta anos que "longos dias têm cem anos". O tempo é uma coisa que caminha lentamente e vai esclarecendo as posturas de cada um. A minha é esta: eu sei essencialmente, trabalhar. Preocupo-me pouco com o resto. Sempre dei à Maia tudo o que tinha para dar. Vivo para servir esta Terra, a minha Terra. Vivo para servir esta Gente, a minha Gente. Não sei ser de outra maneira."
Posto isto, apenas digo, que os grandes Homens nunca morrem.
Transcreve-se o Artigo 1.º da Lei n.º 23/2013, publicada no D.R. de 5 de Março de 2013 (aprova o regime jurídico do processo de inventário, altera o Código Civil, o Código do Registo Predial, o Código do Registo Civil e o Código de Processo Civil)
«A presente lei aprova o regime jurídico do processo de inventário, altera o Código Civil, aprovado pelo Decreto- -Lei n.º 47 344, de 25 de novembro de 1966, e alterado pelos Decretos -Leis n.os 67/75, de 19 de fevereiro, 201/75, de 15 de abril, 261/75, de 27 de maio, 561/76, de 17 de julho, 605/76, de 24 de julho, 293/77, de 20 de julho, 496/77, de 25 de novembro, 200 -C/80, de 24 de junho, 236/80, de 18 de julho, 328/81, de 4 de dezembro, 262/83, de 16 de junho, 225/84, de 6 de julho, e 190/85, de 24 de junho, pela Lei n.º 46/85, de 20 de setembro, pelos Decretos -Leis n.os 381 -B/85, de 28 de setembro, e 379/86, de 11 de novembro, pela Lei n.º 24/89, de 1 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 321 -B/90, de 15 de outubro, 257/91, de 18 de julho, 423/91, de 30 de outubro, 185/93, de 22 de maio, 227/94, de 8 de setembro, 267/94, de 25 de outubro, e 163/95, de 13 de julho, pela Lei n.º 84/95, de 31 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 329 -A/95, de 12 de dezembro, 14/96, de 6 de março, 68/96, de 31 de maio, 35/97, de 31 de janeiro, e 120/98, de 8 de maio, pelas Leis n.os 21/98, de 12 de maio, e 47/98, de 10 de agosto, pelo Decreto -Lei n.º 343/98, de 6 de novembro, pelas Leis n.os 59/99, de 30 de junho, e 16/2001, de 22 de junho, pelos Decretos- -Leis n.os 272/2001, de 13 de outubro, 273/2001, de 13 de outubro, 323/2001, de 17 de dezembro, e 38/2003, de 8 de março, pela Lei n.º 31/2003, de 22 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 199/2003, de 10 de setembro, e 59/2004, de 19 de março, pela Lei n.º 6/2006, de 27 de fevereiro, pelo Decreto -Lei n.º 263 -A/2007, de 23 de julho, pela Lei n.º 40/2007, de 24 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 324/2007, de 28 de setembro, e 116/2008, de 4 de julho, pelas Leis n.os 61/2008, de 31 de outubro, e 14/2009, de 1 de abril, pelo Decreto -Lei n.º 100/2009, de 11 de maio, e pelas Leis n.os 29/2009, de 29 de junho, 103/2009, de 11 de setembro, 9/2010, de 31 de maio, 23/2010, de 30 de agosto, 24/2012, de 9 de julho, 31/2012 e 32/2012, de 14 de agosto, o Código do Registo Predial, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 224/84, de 6 de julho, e alterado pelos Decretos -Leis n.os 355/85, de 2 de setembro, 60/90, de 14 de fevereiro, 80/92, de 7 de maio, 30/93, de 12 de fevereiro, 255/93, de 15 de julho, 227/94, de 8 de setembro, 267/94, de 25 de outubro, 67/96, de 31 de maio, 375 -A/99, de 20 de setembro, 533/99, de 11 de dezembro, 273/2001, de 13 de outubro, 323/2001, de 17 de dezembro, 38/2003, de 8 de março, e 194/2003, de 23 de agosto, pela Lei n.º 6/2006, de 27 de fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 263 -A/2007, de 23 de julho, 34/2008, de 26 de fevereiro, 116/2008, de 4 de julho, e 122/2009, de 21 de maio, pela Lei n.º 29/2009, de 29 de junho, e pelos Decretos -Leis n.os 185/2009, de 12 de agosto, e 209/2012, de 19 de setembro, o Código do Registo Civil, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 131/95, de 6 de junho, com as alterações introduzidas pelos Decretos- -Leis n.os 36/97, de 31 de janeiro, 120/98, de 8 de maio, 375 -A/99, de 20 de setembro, 228/2001, de 20 de agosto, 273/2001, de 13 de outubro, 323/2001, de 17 de dezembro, 113/2002, de 20 de abril, 194/2003, de 23 de agosto, e 53/2004, de 18 de março, pela Lei n.º 29/2007, de 2 de agosto, pelo Decreto -Lei n.º 324/2007, de 28 de setembro, pela Lei n.º 61/2008, de 31 de outubro, pelos Decretos -Leis n.os 247 -B/2008, de 30 de dezembro, e 100/2009, de 11 de maio, pelas Leis n.os 29/2009, de 29 de junho, 103/2009, de 11 de setembro, e 7/2011, de 15 de março, e pelo Decreto -Lei n.º 209/2012, de 19 de setembro, e o Código de Processo Civil, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 44 129, de 28 de dezembro de 1961, e alterado pelo Decreto -Lei n.º 47 690, de 11 de maio de 1967, pela Lei n.º 2140, de 14 de março de 1969, pelo Decreto -Lei n.º 323/70, de 11 de julho, pelas Portarias n.os 642/73, de 27 de setembro, e 439/74, de 10 de julho, pelos Decretos -Leis n.os 261/75, de 27 de maio, 165/76, de 1 de março, 201/76, de 19 de março, 366/76, de 15 de maio, 605/76, de 24 de julho, 738/76, de 16 de outubro, 368/77, de 3 de setembro, e 533/77, de 30 de dezembro, pela Lei n.º 21/78, de 3 de maio, pelos Decretos -Leis n.os 513 -X/79, de 27 de dezembro, 207/80, de 1 de julho, 457/80, de 10 de outubro, 224/82, de 8 de junho, e 400/82, de 23 de setembro, pela Lei n.º 3/83, de 26 de fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 128/83, de 12 de março, 242/85, de 9 de julho, 381 -A/85, de 28 de setembro, e 177/86, de 2 de julho, pela Lei n.º 31/86, de 29 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 92/88, de 17 de março, 321 -B/90, de 15 de outubro, 211/91, de 14 de junho, 132/93, de 23 de abril, 227/94, de 8 de setembro, 39/95, de 15 de fevereiro, e 329 -A/95, de 12 de dezembro, pela Lei n.º 6/96, de 29 de fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 180/96, de 25 de setembro, 125/98, de 12 de maio, 269/98, de 1 de setembro, e 315/98, de 20 de outubro, pela Lei n.º 3/99, de 13 de janeiro, pelos Decretos -Leis n.os 375 -A/99, de 20 de setembro, e 183/2000, de 10 de agosto, pela Lei n.º 30 -D/2000, de 20 de dezembro, pelos Decretos -Leis n.os 272/2001, de 13 de outubro, e 323/2001, de 17 de dezembro, pela Lei n.º 13/2002, de 19 de fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 38/2003, de 8 de março, 199/2003, de 10 de setembro, 324/2003, de 27 de dezembro, e 53/2004, de 18 de março, pela Lei n.º 6/2006, de 27 de fevereiro, pelo Decreto -Lei n.º 76 -A/2006, de 29 de março, pelas Leis n.os 14/2006, de 26 de abril, e 53 -A/2006, de 29 de dezembro, pelos Decretos -Leis n.os 8/2007, de 17 de janeiro, 303/2007, de 24 de agosto, 34/2008, de 26 de fevereiro, e 116/2008, de 4 de julho, pelas Leis n.os 52/2008, de 28 de agosto, e 61/2008, de 31 de outubro, pelo Decreto -Lei n.º 226/2008, de 20 de novembro, pela Lei n.º 29/2009, de 29 de junho, pelos Decretos -Leis n.os 35/2010, de 15 de abril, e 52/2011, de 13 de abril, e pelas Leis n.os 63/2011, de 14 de dezembro, 31/2012, de 14 de agosto, e 60/2012, de 9 de novembro.»

Margarida Bon de Sousa sobre a Carta de Passos Coelho à Troika.
Frases que não estava à espera de ler:
Uma incógnita: se se mantêm ou não as condições principescas de reforma atribuídas a alguns trabalhadores das carreiras especiais, incluindo os juízes do Tribunal Constitucional, os únicos que se podem aposentar aos 40 anos com 10 anos de serviço.
E no final:
Trabalhar no Estado compensa cada vez menos e quem não está preparado para se adaptar deve ponderar seriamente se esta não será a melhor altura para se ir embora. A partir de agora, é só a descer.
Fica a pergunta: o que é que a senhora jornalista anda a ler? Deve ser alguma coisa revolucionária para ter assim estes 2 desvios da doutrina habitual... Criticar assim um Órgão de Soberania, ainda por cima que acabou de tomar uma decisão em favor dos "trabalhadores"? Assumir o fracasso da luta de classes e da incapacidade da sua contínua força pela preservação dos "direitos" dos favorecidos, perdão dos trabalhadores da função pública? E a ortodoxia? E os seus princípios?
Quer dizer, um dia destes ainda vemos alguém a fazer as perguntas que ninguém faz quando alguém faz uma promessa em Portugal: Quanto Custa? e Quem paga?

Os 4 maiores mitos sobre o actual Governo, fomentados pela comunicação social em geral:
António Costa fez estrago na última edição da Quadratura. António Costa é um político perigoso porque ao contrário de Sílvio Sócrates, Costa consegue fazer passar a mesma mensagem de forma mais subtil. Costa tem inteligência enquanto que Sócrates apenas tem lábia.
E qual é a mensagem? Que há uma conspiração contra Portugal da parte do mundo exterior que impede que os governos Socialistas direccionem o país na direcção certa.
Vamos então por partes:
1 - "A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir"
Isto é verdade. Mas vindo de António Costa não é inocente...
(Já por várias vezes eu aqui avisei que Portugal tem pouco a ver com o resto da Europa a nível estrutural, e portanto mantenho que a opção Europa sempre trará problemas tal como traz soluções. Como tal não vou ser eu a defender a UE. Este modelo era errado, porque há diferenças estruturais e culturais que favorecem mais a industrialização do norte que do sul)
1.1 - Sim, a Europa financiou uma reconversão da economia dos países do sul que para controlar preços frequentemente pagava para não se produzir. Mas o que Costa não diz é que a UE também pagou a modernização de grande parte dessa agricultura.
1.2 - A UE também protegeu a produção dos países do sul, ao impor tarifas a produtos agrícolas mais baratos do 3o mundo e impedindo a sua competitividade no mercado único.
1.3 - A UE até pagou fundos de coesão aos países do sul, e fez tudo isto com a convicção de que o sul - desde que ajudado o suficiente - conseguiria atingir os níveis de desenvolvimento do norte.
1.4 - Mas este é o mesmo Costa que defende 'mais Europa' e que esteve nos governos que tomaram essas mesmas opções. Das duas uma: ou ele e o PS são hipócritas ou então sempre defenderam as políticas certas mas não foram capazes de as implementar contra o peso da influencia do norte; por conseguinte isto não é tão pouco, alternativa pois quem nos garante que se o PS ou Costa voltarem ao governo serão - desta vez - capazes de fazer seja o que for?
2 - "esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável"
Não só não é nenhuma mentira como o PS é o melhor exemplo de despesismo consumista baseado em dívida.
2.1 - Ninguém obrigou Portugal a gastar como gastou em infra-estruturas sem plano estratégico de desenvolvimento. Expo98s, Euro2004s, auto-estradas paralelas, TGVs, cheques bébé assim como educação e saúde gratuitas, tudo isto foram escolhas nossas e não dos nossos parceiros da UE.
2.2 - E o erro não foi apenas dos governos mas também da população, a qual fez uma escolha muito clara quando elegeu a banha da cobra socratista em detrimento da responsabilidade do PSD de Manuela Ferreira Leite em 2009. A mesma população que elegeu e reelegeu Valentim Loureiro, Alberto João Jardim e demais pandilhas.
A partir daqui meus amigos, há que arcar com as consequencias dos nossos actos.
2.3 - Os Portugueses e apenas os Portugueses decidiram aumentar o seu consumo não obstante a estagnação económica. Mais ninguém.
3 - "acho que devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos portugueses"
3.1 - As lideranças do norte também fizeram escolhas sensatas em prol do interesse nacional que as lideranças do sul não fizeram como bem explica o Guilherme.
4 - "foi um erro do conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar!"
Aqui começa em pleno a argumentação populista e berrantemente falaciosa de Costa.
4.1 - Portugal e a Europa no geral não sofreram porque decidiram liberalizar-se mas sim porque a Europa foi sobre-regulada. Os países nórdicos e a Alemanha estão habituados a produzir num ambiente sobre-regulado que também lhes garante produtos mais fiáveis. Nos países do sul a sobre-regulação - desvantagem competitiva do norte, exportada para o sul através da integração Europeia - destrói a indústria residual.
Ao contrario de outros acordos de liberalização económica, a UE não elimina apenas as tarifas mas impõe também padrões de eficiência e qualidade que apenas os países mais industrializados conseguem atingir. Assim, mesmo que acreditemos na mensagem de Adam Smith de que cada região se tem de especializar, nem isso foi atingido pois o plano Europeu era igualizar todos os países em termos de produção. Por conseguinte, ao contrario da NAFTA ou da ASEAN, aonde o comércio é livre e cada país consegue competir com as suas vantagens comparativas - sejam estas preços ou qualidade - na UE a intenção universalista de aplicar o modelo nórdico de eficiência a toda a Europa, acaba por condenar a própria Europa a um modelo de fracasso.
4.2 - Portugal e a Europa no geral não sofreram porque decidiram liberalizar-se mas sim porque a globalização libertou mercados que agora podiam competir connosco.
A vontade dos governos Europeus sempre foi garantir pleno emprego mas isto foi-lhes negado pela realidade das descolonizações e da derrota da URSS e do bloco socialista. O fim dos impérios coloniais - defendido com unhas e dentes pela esquerda e simbolizado em Portugal pelo abandono das colónias em 1975 e a celebre ordem de Mário Soares para se atirar os 'brancos' das colónias aos tubarões - ditou que a economia destes países estaria ela também e a partir de agora, em competição com o mercado Europeu.
Mesmo que os governos Europeus não tivessem liberalizado a economia, o que não foi completamente o caso, os mercados emergentes teriam sempre tido uma vantagem em comparação com a Europa. Mesmo que as empresas Europeias não tivessem ido para leste, o leste teria vindo para ocidente. A partir do momento em que se defende o fim do imperialismo, defende-se também o fim do nosso controlo sobre o mundo e isso, por mais que a esquerda esperneie, foi detrimental para os nossos interesses...
5 - "Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável"
5.1 - Claro que não. Por isso é que Costa defende mais governo e mais regulação. Porque isso sim fará com que a nossa economia seja mais competitiva... - assim retirando a vantagem competitiva dos nossos salários baixos e fornecendo mais achas para a fogueira da corrupção de que ele se queixa. Pondo mais dinheiro nas mãos do governo falhou antes e levou a corrupção, por isso façamos o mesmo outra vez...
6 - "Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma"
6.1 - Mas quem é ele para se armar em autoridade moral?!!! Mas nao fez ele parte de vários governos que resultaram nisto?
E mesmo que ele - a mesma pessoa que fez a defesa semanal de José Sócrates - seja diferente de todos os outros políticos, que tem o PS proposto para acabar com esta cultura? Porque afinal quem defende que despesismo estatal retira países de crises financeiras são os filósofos da esquerda...
6.2 - Mais grave é o que está implícito em declarações destas: que o povinho não tem culpa nenhuma e que deve portanto continuar a ser desresponsabilizado. Responsabilidade individual? Inexistente. O que sim é importante é o comportamento das elites, as mesmas elites estado-sanguesugo-dependentes que o PS e a esquerda criam ao expandirem o controlo do estado sobre a economia.
É assim que a esquerda quer levar Portugal para o futuro: Não incutindo o mínimo sentido de responsabilidade na população. Para quem defende a educação como veículo para a prosperidade, a esquerda é bem hipócrita naquilo que entende como maturidade cívica.
7 - "os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas pública"
7.1 - É a desresponsabilização completa. O país está como está porque conspiraram contra ele. O comportamento das massas em nada contribuiu para isso. Logo, os Portugueses devem poder reclamar ainda mais 'direitos' e mais despesismo estatal. Seguramente isso trará bons resultados porque afinal foi o que andámos a fazer nas últimas décadas e resultou tão bem...
8 - "Devemos antes exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam"
8.1 - Ou seja, os salários dos políticos devem ser cortados e as grandes fortunas taxadas até ao limite. Isto é óptimo: vai ser mesmo assim que se vai conseguir re-atrair investimento estrangeiro - do qual um país periférico necessita - e vai ser mesmo assim que se vai atrair talento para a função pública. Porque realmente, são os salários dos políticos que arruínam o país. Os 80% do orçamento de estado que é gasto na saúde, educação e segurança social, assim como nos juros dos empréstimos que contraímos para sustentar estes programas, isso não interessa nada nem tem nenhum efeito, mesmo com uma população em diminuição.
Afinal, Costa acha que o milagre e bem fácil pois "Há que renegociar as parcerias público--privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos". Pois é. Se ao menos tivéssemos tido um governo socialista durante as últimas décadas com Costa como Ministro...
8.2 - Como eu já antes avisei, esta é a nova utopia da esquerda: que se pode acabar com a corrupção e ser-se eficaz com os gastos ao ponto de sustentar um sistema que nunca antes foi sustentável - e que agora ameaça o estado Português com a ruína. Mas os cidadãos com empregos de classe média baixa, devem ter as regalias dos povos com uma maioria de empregos de classe média alta, mesmo que sejam os outros países a pagarem os nossos 'direitos'...
Porque ao defender a 'renegociação' da dívida sem penalizar os cidadãos, é precisamente isto que Costa quer. Se ao menos nós Portugueses pudessemos culpar os Alemaes pelos danos infligidos pela 2a Guerra Mundial. Infelizmente, ao contrário dos Gregos, nem este bode expiatório temos... que maçada...
9 - "Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção"
9.1 - Coitadinhos dos cidadãos, que apenas gastaram o que não tinham no banco. Os mauzões dos políticos é que vão ter que sofrer. Afinal acabar com a corrupção - fenómeno cultural e endémico a culturas mediterrânicas - é tão fácil como acabar com o crime. Francamente porque é que nunca ninguém se lembrou de fazer isto?...
9.2 - O problema é que não é direito se não se pode concretizar. Podemos dizer que é um ideal ao qual aspiramos mas não é um direito.
Como sempre, a esquerda nada tem a oferecer senao sonhos e utopias. E quando estas bolhas se rompem, há que inventar bolhas ainda maiores porque as pequenas ja não enganam ninguém.
Esta é a esquerda do poker: quando não se tem trunfos, faz-se bluff...

Mais uma vez hoje, a CGTP mostrou a sua responsabilidade perante os desafios nacionais ao incentivar a que o povo saia a rua aquando da visita extraordinária da troika.
Não compreendo qual a posição de Arménio Carlos. Piorar o estado do país? Levar a que Portugal tenha que recorrer ao segundo resgate?
É lamentável ver as forças da esquerda unidas para derrubar este governo, sem pensar no bem do país. É triste ver os sindicatos instrumentalizados pelas forças políticas.
Há dias ouvi António José Seguro, a suposta alternativa ao governo, dizer o seguinte:
Sic Notícias:" Como é que se vais substituir este 1200 Milhões de Euros?"
AJS " Quem criou o problema, que o resolva".
António José (pouco) Seguro, está diferente desde a chegada de José Sócrates. Até já pede que ele venha resolver o problema que criou, sempre apoiado pelo Partido Socialista.
Se isto fosse um acidente, poderíamos pelo menos dizer: "O seguro paga".

Se os funcionários públicos, especialmente os que dispõem de rendimentos mais altos, não podem ser chamados a contribuir mais para as finanças públicas em épocas de crise do que os que têm rendimentos privados, apesar das condições mais favoráveis de que beneficiam, então a consequência deveria ser levar a sério a equiparação para todos os efeitos, incluindo em matéria de remunerações, de tempo de trabalho semanal e, sobretudo, de despedimentos individuais e coletivos.
É essa a "moral" profunda do acórdão do TC. Não se pode pretender igualdade com o setor privado só quando isso convém.
1. Só se pode comparar o que é comparável – o que não é o caso dos rendimentos pagos pelo Estado e dos rendimentos privados. Os primeiros são em geral fixados unilateralmente pelo próprio Estado, por via de lei ou por ato ou contrato administrativo com base na lei; os segundos decorrem de relações jurídico-privadas (propriedade, heranças, contratos, etc.). Os primeiros geram despesa pública e pesam directamente no orçamento; os segundos, não.
Julgo que ninguém negará que o Estado tem o direito soberano de, pelo menos em situações excepcionais e a título transitório, reduzir os rendimentos que dele dependem – por se tratar de relações administrativas --, especialmente por razões imperativas de disciplina orçamental, desde que de forma equitativa dentro do universo do sector público. A Constituição não garante a intocabilidade do nível de remunerações públicas nem das pensões. Trata-se de um ónus de quem está ao serviço do Estado e de quem beneficia das respectivas vantagens, em comparação com o sector privado (e não são poucas, ponto essencial que o Tribunal Constitucional convenientemente descartou).
Mas defender que o Estado só o pode fazer se não causar uma “desigualdade excessiva” em relação aos rendimentos do sector privado não se limita a reduzir a nada aquele poder do Estado, é também uma petição de princípio –, é comparar coisas insusceptíveis de comparação. Parafraseando um conceito do direito da concorrência, são diferentes “mercados relevantes”. Por um lado, o Estado só pode atingir os rendimentos privados por via da receita (impostos), não por via da corte na despesa (como o Orçamento estabelecia para o setor público); por outro lado, o Estado não pode tributar separadamente o sector privado (pois, isso sim, seria violar o princípio da igualdade).
É por isto que, na minha opinião, a decisão do Tribunal Constitucional sobre o orçamento assenta num equívoco de base. Tal como a do ano passado.
2. Além disso, mesmo que se aceitasse a injustificada equiparabilidade por que o Tribunal optou, então deveria entrar em conta com todos os factores relevantes. Ora, quem é mais afectado no seu rendimento pela crise não são os funcionários e pensionistas (mesmo com os cortes de que o Tribunal resolveu generosamente isentá-los) mas sim os trabalhadores do sector privado, que pagam a pesada factura do desemprego maciço, combinado com a redução do valor e da duração do subsídio de desemprego) e com a baixa generalizada de remunerações que o mercado de trabalho impõe.
Não são só os funcionários e pensionistas que sofrem cortes no seu rendimento. Contudo, o Tribunal não deu o devido relevo a estas situações, tornando a comparação uma ficção.
Um segundo equívoco.
Podem ler aqui os restantes artigos de Vital Moreira.
Ainda há uma esquerda lúcida e razoável.
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Não poderia deixar passar esta notícia em claro.
Morreu, aos 87 anos de idade, a mulher que sem lei da paridade, por mérito próprio ficou conhecida como a Dama de Ferro.
Descanse em Paz.
Porque o Senhor Disse
E a Palavra fez-se Carne
Pois a Sua Vontade é Suprema
Louvado Seja o Senhor
A Carne fez tremer os céus e a Terra
E a Estrela criada Ficou como Sinal para Sempre
A Verdade possuiu a Terra
Para que jamais Alguém Duvidasse
Nas portas do Seu Nascimento
A Promessa cumpriu-se e Vieram Aqueles Admirar o Que ainda Estava para Salvar
Os Anjos Voaram nesse dia
Derramando Lágrimas de Alegria
E na Escuridão da noite do nascimento
A Luz Entrou na Terra
Para se dar o seu cumprimento
O Menino há-de ter chorado
Porque do sofrimento Veio à Carne
De quem Via, intervinha, mas era Frustrado
Porque o Povo era perseguido ou Porque Ele não era escutado
À Verdade erguida no Ceptro
Trouxeram Louvores e mirra
E Tudo Foi Escrito Porque o Senhor Fez
O Menino Estava Ungido
Ainda antes de Nascer
A sua Natureza Era de Deus
As Trevas enfureceram-se nesse Dia
Mas não conseguiam Ver a Luz
Mandaram o Homem eliminar Todos os meninos junto da Estrela
O H(h)omem corrompido pela soberba, a gula e o poder
Desembainhou a Espada contra o seu próprio povo
E nada o fez Deter
Na morte e sangue derramado as Trevas gritaram e urraram
Mas todos Eles haverão de ter Sido abençoados
Porque pequeninos foram sacrificados pelo Filho do Senhor
Os Anjos hão-de-os ter Levado à Presença do Senhor
Mas a Palavra fez-se Carne
Tudo estava selado
As Trevas nada puderam e nem a morte Dele preveniram
Porque tamanha era a sua sede de dominar
Que quiseram a Luz longe da Terra
Mas nesse Dia perderam A Terra e o Mundo
Porque Ele É o Verdadeiro Deus
O Seu poder maligno é efémero
E Tudo terminará Breve
Porque a Terra é antiga, mas apenas no Tempo dos homens
Tudo porque o Senhor Disse
E a Palavra se Fez Verbo
Sofreu no Corpo Abençoado
Mas Muito Mais na Sua Alma
Porque Deu-se em Carne, mostrou-se em Palavras e Actos
E mesmo assim o Condenaram
Tudo foi predito assim, porque o mal era muito
E Só o Sangue e o Corpo Lavariam a Face da Terra
O Esteiro foi aberto
A Palavra esclarecida, proclamada e difundida
E na Rocha se Tornou alicerce
Tudo porque o Senhor Disse
(p.s. um post de Páscoa)
É a evolução natural da forma de pensar que já nos tinha trazido “Abortos Pós-Natal” e que considera as palavras “Pai” e “Mãe” inaceitáveis.
Mas agora vejo esta no DN:
Tribunal considera ilegal proibir associação de Pedófilos
(depois de há uns meses…)
Devo ser eu que sou “retrógrado”. Ou então como também já disseram aqui “estou ao serviço da Opus Dei”. Meus caros, para mim há uma diferença entre “Europa inclusiva” – com a qual eu concordo – e isto. Se é para não termos valores…
Interrogo-me o que dirão os xuxas de serviço sobre esta questão. Serão suficientemente modernos para deixarem os seus filhos serem abusados por pedófilos? Ou pensarão um bocado no caminho que isto está a levar e condenarão esta opção, pensando em algumas que tomaram no passado recente. Não sei, mas vou ler os comentários amanhã e tirar as minhas conclusões.
Leitura adicional: Dia do Orgulho Pedófilo, Pedófilos são Inválidos na Grécia, Pornografia infantil para satisfazer Pedófilos na Holanda, Notícia actual no ABC.es/tradução.
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É incrível o gozo que a maioria dos portugueses têm em humilhar e derrubar um qualquer bode expiatório.
Acabado de sair Miguel Relvas, colocam Miguel Gonçalves no centro do palco. Anunciado há já uns anos como impulsionador do empreendendorismo, nunca como hoje os portugueses pesquisaram minuciosamente a sua vida... O seu discurso.
Objectivo: Apanhar todas a falhas, gafes, erros.
Desviar a atenção de nós mesmos e culpabilizar alguém pelos nossos insucessos é terapia básica de desculpabilização.
Alvo a atacar: Empreendedorismo
O empreendedorismo causa urticária aos críticos de sofá. Estão tão preocupados com a suposta “doutrinação” dos supraditos, que acabaram estes próprios (os críticos de sofá) por dar origem a uma enorme seita: “O Anti-empreendendorismo”.
Estamos cheios de críticos que “palavram mas não lavra” (Elanklever).

Governo aperta regras de acesso à nacionalidade portuguesa.
Ter mais de 18 anos e frequentar a disciplina de Português numa escola pública, será agora obrigatório.
Parece-me bem.
Hoje, dia 1 de Abril, convencionado como dia das mentiras, lembrei-me de uma campanha da JSD.
Como seria a narrativa de José Sócrates hoje?
Como desmistificaria o "embuste"?
Diria a verdade?
Traria novos números?
É a resposta aqueles que perguntam: 'Quando foi que optámos pelo mau caminho?'.
Quando o PS assumiu o poder em 1995, o destino do país ficou selado. Demorou mais de uma década mas as consequências acabaram por se fazer sentir.
95 é o ano da mudança pelas seguintes razões:
- até a meio da década de 90, a economia Portuguesa estava em crescimento. A partir daqui estagnou. Isto não foi culpa directa do Partido Socialista, claro está mas antes uma consequência do fim da deslocalização e IDE Europeu para Portugal, o qual parou com a abertura dos mercados asiático e do leste Europeu;
- até aos anos 90, Portugal, apesar de fortemente esquerdista, estava sob pressão para ser responsável com a sua política fiscal, devido à pressão do FMI e da adesão às Comunidades Europeias. Depois da plena adesão, foi o que foi... ;
- até aos anos 90, o Bloco Socialista representava um ideal ao qual a esquerda internacional aspirava. Com o colapso do muro de Berlim e da URSS, a esquerda perdeu a sua ideologia e viu-se forçada a adoptar soluções mais populistas e eleitoralistas, o que deu origem à 3ª via e à política da bugiganga que levou os sucessivos governos a gastarem para consumo e em falsos investimentos como as auto-estradas e sistema de saúde;
- até aos anos 90, Portugal tinha a sua própria moeda mas foi nos anos 90 que aderimos ao sistemo monetário Europeu e ao que viria a ser o €uro. Depois disso foi o descalabro total nomeadamente com Portugal fazendo uso da reputação do marco alemão - da qual o euro gozava - para se endividar nos mercados internacionais.
Texto da minha amiga Elisabete Coutinho após mais uma visita à família na Venezuela:
A esquerda internacional enche a boca com as glórias da suposta «divisão igualitária de fortuna» que aconteceu na Venezuela chavista e odes ao morto que mal conhecem. Não sei que Venezuela visitaram. Ou melhor, visitaram a Venezuela como visitaram a Rússia comunista, a Cuba castrista e a China maoista: pelos manuais da propaganda quase alucinogénica que ainda circulam, a tentar vender aos ainda crentes no Estado intervencionista que o de cada um devia passar a ser de todos e que os paraísos terrenos são estes poços fundos do reconhecimento do esforço pessoal, onde o de muitos se converte em quase nada.
A Venezuela onde passei um mês, mais do que uma crise económica, sofre uma profunda crise social. Há petróleo a rodos, a cerveja é quase dada, a comida local abunda, há uma atividade comercial próspera, há centros comerciais onde avidamente se gastam os dólares levantados do cartão de crédito, como se a América fosse a miragem de todas as liberdades e glórias do bem-estar, e o dólar o colírio para todas as dores políticas.
A Venezuela que vi não tem conforto, não conhece o bem-estar, esqueceu a tranquilidade, sabe que o dia pode acabar com um tiro a entrar pela janela do carro ou com um familiar raptado numa estação de gasolina, e reclama, reclama, reclama, sonhando com saltar as fronteiras rumo a qualquer lado longe dali, com a cor política a dividir famílias e a matar amizades num povo tradicionalmente ameno de caráter.
Hugo Chavez minou a juventude venezuelana com a mesma arrogância que sempre o caracterizou; a educação oscila entre a verdade propagandista e a impossibilidade de uma discussão saudável e divergente com esta segunda geração nascida no chavismo, que se esquece que essa América sonhada admite que eu pense branco, e tu penses vermelho, e continuemos a sentar-nos à frente de uma pizza. Pintam-se de americanos com gorros de beisebol, com t-shirts dos Yankees, sonham com Blackberries e MacDonald’s, mas copiam o Grande Líder na forma como se expressam.
O venezuelano divide-se entre o trabalhador, sofrido, esforçado, esse que sobe os Andes com o gado ou a venda, o que está nas listas negras do chavismo e impedido de prestar qualquer serviço ao Estado, e o ressabiado social, a quem disseram que podia matar e roubar para se vingar das desigualdades do passado, e a quem a justiça vai fechando os olhos, e a política e o exército vão dando cargos. O mesmo que veste de vermelho as praças porque se sentiu protegido desde o início por este regime que agora ganha contornos de divino, e alimenta a crendice e a “santería” que se faz ver em encruzilhadas, nas atrozes estradas andinas, nas montanhas místicas onde supostamente guerreiros índios encarnaram santos que os fizeram liquidar o ocupador europeu.
O ocupador europeu, esse grande inimigo, sendo que todos querem ser mais brancos, mais europeus, mais ocidentalizados e menos venezuelanos, como se o tribalismo, os traços índios e até a própria identidade cultural venezuelana fossem uma vergonha. E Chavez representa a profunda vergonha que há nessa história que, gostem ou não, é a de um país feito de mestiçagem e escravatura. Contudo, estampa-se esse misticismo interesseiro nas notas que servem de moeda, onde apenas está permitido o imaginário do regime, composto por uma mistura de santos populares, heróis chavistas e o reencarnado Bolívar, agora menos europeu, mais escuro, mais revoltado e mais corrupto. Contraditório? É preciso visitar a Venezuela atual para perceber o significado de contradição, que ali é elevado a um ponto desconcertante.
Irónico país, o de Chavez, onde campos férteis e parques industriais nos remetem aos planos quinquenais soviéticos, onde as estradas se entopem durante horas de camiões que freneticamente nos fazem ver o consumo elevado ao extremo de tudo e mais alguma coisa, mas onde a sociedade tem feridas profundas que dificilmente se poderão curar. Como europeia, chocou-me profundamente aqueles momentos em que, no rádio e na televisão, esta voz autoritária e insolente se fazia ouvir e, mesmo para aqueles que a desligavam, se impunha em altifalantes pelas ruas.
A Venezuela não tem alternativa política. É um país condenado ao messianismo, ao endeusamento do ditador, que aumentará as fileiras de santos populares a quem se rogam mil pedidos, como o Che cubano passou de assassino impiedoso a San Ernesto de la Higuera. Com a sua morte precoce, Chavez cumpriu a sua missão: passou à história, a uma história que o vai dourar com a aura do grande líder progressista e justo, tão longe daquilo que foi realmente. Outro virá, a continuação de Deus, deste Deus implacável que ensombrará a Venezuela num destino pintado de vermelho por muitos anos e que começa a manifestar-se na mão ainda mais pesada e corrupta do presidente Maduro, fiel discípulo da escola castrista.
O meu artigo de hoje no Diário Económico:
Há umas semanas discutia-se no Parlamento a programação da RTP e se deveria voltar a esta o TV Rural. Na altura critiquei que no órgão legislativo se discutisse uma decisão interna de um canal de televisão, ainda que estatal.
Utilizando o mesmíssimo critério, não assinei a petição que pede agora que o parlamento se pronuncie sobre a inclusão de um qualquer comentador na programação desse mesmo canal.
Mas isso não me impede de fazer um apelo aos responsáveis da RTP: tenham noção dos limites e revertam o convite. Porque a confirmar-se a entrada de Sócrates para a grelha da RTP, surge a dúvida: o que é que alguém tem que fazer para ser excluído de uma lista de possíveis comentadores da RTP? Aparentemente, levar o País à bancarrota, provocar centenas de milhares de despedimentos e outras centenas de milhares de emigrações de jovens qualificados, e fazer a economia perder uma década de crescimento e, com o saldo que deixou, talvez uma segunda, não é suficiente.
Nos dias de hoje, a cultura da meritocracia está fora de moda. Os heróis da juventude são pessoas de ascensão rápida e não os industriosos de outrora. A contratação de Sócrates pela empresa tutelada por Relvas leva este desvio para um nível completamente estratosférico: não há limites. Pode-se cometer a pior atrocidade que, depois de uma reforma dourada, só possível devido às tais atrocidades, haverá sempre alguém para ajudar a branquear a situação. Indústria, honestidade, fortaleza e sapiência ficam definitivamente 'démodé'.
No actual xadrez político, Seguro perderá, pois terá concorrência forte na venda de ilusões e a ‘entourage' de Sócrates terá nova força no PS - só assim se justifica a inversão de Seguro sobre a Moção de Censura em 5 dias. Inicialmente, tais movimentações no PS darão força a Passos Coelho, mas com o tempo este será obrigado a ter uma comunicação mais profissional, ou perderá para a máquina Socrática. Mas a principal mudança é a ascensão da forma sobre o conteúdo, na pior altura para isso acontecer.
Ligações úteis: Luís Bernardo sobre o mesmo tema.

Conheça a lista secreta dos possíveis novos comentadores RTP…
Apenas humor deste Facebook, dirá o leitor. Mas fica a pergunta:
O que é que alguém tem que fazer para NÃO figurar na lista de possíveis comentadores da RTP?
Durante cerca de três anos, com imenso prazer e dedicação, trabalhei para a insígnia MC da Sonae. No decorrer de todo esse tempo tive o maior respeito pelos responsáveis daquela empresa, nomeadamente pelo seu chairman, Belmiro de Azevedo que até ao dia de hoje foi um homem que muito admirei.
Admirei Belmiro de Azevedo, por ser um homem do povo, que a pulso, com o seu trabalho, fez com que uma empresa que em 1959 foi fundada com uma única área de negócio, os estratificados de madeira, se tornasse naquilo que é hoje.
Hoje, logo pela manhã, ouvi no noticiário que Belmiro de Azevedo havia proferido em Vila Nova de Gaia, no Clube dos Pensadores, que "se não for a mão-de-obra barata, não há emprego para ninguém".
Eu, não acredito na desvalorização da mão-de-obra. Penso não ser possível que um trabalhador ande verdadeiramente motivado se o seu ordenado não for apelativo, penso também que a economia não crescerá por esta via.
Mas reparemos:
Belmiro de Azevedo é proprietário de uma das maiores cadeias de retalho alimentar. Se a população não tiver dinheiro, faz menos compras, a Sonae MC factura menos.
Belmiro de Azevedo é proprietário de uma das maiores cadeias de comércio a retalho de bens não-alimentares. e a população não tiver dinheiro, faz menos compras, a Sonae SR factura menos.
Belmiro de Azevedo, é proprietário de uma operadora de comunicações móveis. Se a população não tiver dinheiro, cortará no telemóvel e a SonaeCom factura menos.
Belmiro de Azevedo é gestor de património imobiliário (galerias comerciais). Se a população não tiver dinheiro, cortará nas idas ao Shopping e a Sonae RP factura menos.
Para finalizar apenas digo, o lema da Sonae é "Improving your life". Tenho dúvidas que com fraco salário as pessoas melhorem a sua vida.
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