"O Presidente da República não pode falar em público sobre processos criminais em curso e os portugueses devem entendê-lo, afirmou hoje Cavaco Silva, recusando pronunciar-se sobre o processo "Face Oculta".
Após dois ministros terem-se pronunciado sobre o caso, o Presidente marcou uma visível diferença de atitude relativa á Face Oculta.
Cavaco Silva mantém-se assim á parte de um dos principais temas da actualidade e prossegue com atitude low profile, com intervenções criteriosas, discursos com mensagens e preocupações claras mas com pouca repercussão entre a restante classe politica e os cidadãos em geral.
Não há muitas diferenças entre o Presidente da Republica e o Cavaco Silva de há uns anos, retirado da vida politica activa.
Será que os Portugueses não se sentem orfãos de Presidente?
Há dias falava-se na falta de responsabilidade e hábitos de higiene básicos no nosso país.
Pois bem, segundo os resultados preliminares do último inquérito de prevalência da Direcção-Geral da Saúde, quase dez em cada cem doentes (9,8%) contraem infecções em Hospitais nacionais.
Mais chocante ainda, foi descobrir num outro inquérito, que a taxa de adesão dos profissionais de saúde à campanha de higienização das mãos em curso foi de 46,7%, valor idêntico à média de outros países. Apesar desta taxa não reflectir que os profissionais não lavam as mãos, indica que não seguem as regras definidas.
Ainda que os valores se encontrem na média europeia, é preocupante reflectir que aqueles que nos deveriam proteger são os mesmos que nos podem debilitar ainda mais. Lembro-me do caso da minha avó que contraiu um herpes ocular em contacto com equipamento hospitalar mal-desinfectado, e que apesar de se terem passado largos anos, ilustra bem como se pode estar susceptível a sair pior dum hospital que quando se entrou.
Estes dados foram revelados mediante o encontro realizado a propósito do Dia Europeu de Sensibilização para o Uso Racional do Antibiótico e que teve como propósito alertar para os níveis crescentes de resistências devido ao uso frequentemente desnecessário destes fármacos. José Artur Paiva, do Hospital de São João comentou: "É um círculo vicioso: usamos demasiados antibióticos, por isso seleccionamos bactérias multi-resistentes que nos levam a infecções potencialmente mais graves, que levam ao aumento do espectro dos antibióticos", descreveu. E Armando Brito e Sá, médico de família, aproveitou para destacar um mistério português: o facto de não haver penicilina oral à venda, só injectável, ao contrário do que acontece em Espanha e outros países. A penicilina é bem mais barata do que outros antibióticos.

Porquê? Porque os antibióticos são a mina de ouro das indústrias farmacêuticas e dos médicos de família. Numa das vilas onde vivi, não há mulher que a partir dos 13 anos não esteja a tomar a pílula (que tem efeitos secundários bastante perigosos, especialmente quando prescrita desde muito cedo); indíviduo que dos 40 para cima não tome medicamentos para a hipertensão (quando geralmente o problema está na alimentação); e metade da população (senão mais) anda a Prozac. True story! E assim o queridíssimo Médico de Família do Centro de Saúde pode ir viajar pelo mundo com viagens pagas pela Pfizer, Glaxo-Smith, etc.
Vem aí mais um PsicoEvento. Desta vez o tema será uma palavra que muitas e repetidas vezes é dita mas muito pouco compreendida: Ética.
Iremos contar com a presença de dois distintos Professores Universitários que irão abordar a temática com a acutilância e capacidade tão bem conhecidas. Professor João César das Neves e Professor Adelino Maltez são dois nomes que não necessitam de apresentação.
Um agradecimento especial à JSD/Moscavide que se prontificou para nos receber em sua casa.
É já dia 2 de Dezembro!
O Orçamento do Estado (OE) para este ano tem um buraco de sete mil milhões de euros. Vai faltar muito dinheiro em receitas de impostos por causa da crise, embora a despesa esperada se mantenha praticamente inalterada, garantiu ontem Fernando Teixeira dos Santos, ministro das Finanças. O vazio será tapado com mais dívida pública, dinheiro que terá de ser pago nos próximos anos através de mais impostos e menos despesa, dizem vários entendidos em finanças públicas.
Isto é o resultado de anos de consolidação orçamental mal feita por vários governos, que se concentraram em consolidar pela Despesa e não atacaram problemas de fundo.
A Crise Financeira Internacional mostrou o problema visivel, mas não é a causa: O defice português não é "ciclico", é estrutural: O Estado, pura e simplesmente, não se consegue pagar a si próprio!
Continuem a atirar a bola para a frente... que essa teoria de "Estados" não vão à falência tem muito que se lhe diga: estamos em alta velocidade para um descarrilamento fiscal!
PS(D): E, se tivermos em conta o Sector Publico Empresarial, i.e., tudo o que foi retirado do Orçamento, e colocado em empresas públicas (defice e dívida), então aqueles 8 por cento é uma estimativa muito por baixo!
Ontem decorreu mais um PsicoEvento, desta vez em Oeiras. Dois oradores conceituados, ex-Secretários de Estado da Juventude e muitas histórias interessantes.
Um agradecimento especial à JSD/Oeiras, pela forma como recebeu o Psico em sua casa e pelo empenho no sucesso desta iniciativa.
Lições interessantes que retirámos e sobretudo o incentivo à irreverência dos jovens. Um belo serão!

Quem são estes (relativamente desconhecidos) políticos, mas que vão dar o tom para muito da política da UE nos próximos tempos?
Uma coisa já se sabe: o primeiro Presidente (permanente) do Conselho Europeu não vê com bons olhos a entrada da Turquia na UE...

Estive, no passado Sábado, pela primeira vez, num Conselho Distrital de Lisboa da JSD.
Este, que estava agendado para as 14h, contava com a seguinte ordem de trabalhos:
1 – Informações;
2 – Análise da Situação Política.
Os trabalhos começaram pelas 15h, não havendo qualquer credenciação.
Houve cerca de 25 intervenções.
Não vou entrar em grandes detalhes sobre os conteúdos das mesmas, nem valerá a pena. Digo apenas que estas podem ser divididas em 3 categorias: pró-CPD, anti-CPD (que alternavam entre si), e as muito vagas, a fazer como que um balanço filosófico, apelando à união, tentando afastar-se de qualquer polémica.
Queria apenas realçar 2 pontos:
Foram apresentadas 2 moções e uma petição. Uma moção parecia, com todo o devido respeito, um trabalho para a faculdade ao qual mudaram apenas o título e introduziram uma imagem da JSD e da secção em questão (até contém referências bibliográficas). A outra apelava à transparência nos concursos públicos. Ambas foram apresentadas de uma forma muito sucinta e, posteriormente, e como em 99% dos casos, aprovadas por unanimidade. Mas alguém leu o que lá estava escrito, em primeiro lugar..?
Depois, as discussões em si, e a falta de conteúdo das mesmas. Pedia-se a cabeça dos dirigentes distritais quando estes cumpriram apenas meio mandato. Não estou em posição para avaliar ou não o seu desempenho, mas é isso legítimo..? É que, honestamente, nem sequer acho isso relavante.
O preocupante é que, exceptuando uma intervenção, quase no final, que realçou exactamente a não discussão de tal, não se falou dos problemas dos jovens da região de Lisboa, apenas da estrutura interna, do que foi bem e mal feito, das razões pelas quais deveriam ou não ser afastados...
Ouvi ontem o director de um dos maiores jornais nacionais dizer que, na sua 1ª reunião com MFL, esta confidenciou-lhe que o maior problema do PSD era o PSD.
No final da tarde de Sábado, ouvi a seguinte frase por um militante: "quem é que traz militantes novos para um Conselho Distrital destes? Se o fizer, afasta-os logo."
O que se aprendeu, ao certo, nas mais de 4h lá passadas..? Pois.
Muito se tem falado nos últimos dias sobre corrupção, a pretexto de um caso que envolve figuras ligadas ao mundo da política. Segundo consta nos media, houve pessoas que receberam “luvas” para favorecerem um empresário no decurso da sua actividade, tendo este montado um esquema de alcance ainda pouco conhecido.
Perante este caso grave, a resposta da sociedade portuguesa é o silêncio. O cidadão comum há muito que deixou de confiar em quem o representa. E esta desconfiança resulta de factores conhecidos por todos nós. Promessas não cumpridas, nepotismo, falta de rumo e de rigor […] são alguns dos exemplos. Mas no essencial, o cidadão não confia em quem o representa, pois associa a classe política à mediocridade.
Uma mediocridade de ideias, de acção e de concretização. Mas porquê? Será que os eleitos não têm fundamento e capacidade? Ou será que a responsabilidade da presente situação deriva do actual estado dos partidos políticos?
Lembro-me de uma frase de Marcelo Rebelo de Sousa, em que o mesmo “aconselhava os jovens a irem para a política só depois de terem uma profissão”. E provavelmente o problema está aqui. Não com a maioria dos jovens, mas com quem nos governa. Seria interessante perceber e compreender a dependência que a classe política tem, face ao exercício de cargos públicos. O que seria o Sr. X se não fosse deputado? E a Sra. Y se não fosse vereadora? E por aí fora.
Na verdade, a dependência gera vulnerabilidades de variada ordem. E se estivermos a falar numa dependência económica, é fácil perceber como algumas pessoas poderão ficar premiáveis ou reféns de certos interesses ou grupos de pessoas com agenda própria. Julgo que é importante pensar e discutir este tema, numa altura
Começamos por afirmar (sem reserva mental nem tacticismos) que Manuela Ferreira Leite tem revelado um sentido de responsabilidade e capacidade de sacrifício pessoal pelo partido dignos de serem louvados. E aqui o faço. O mesmo digo em relação ao trabalho desenvolvido até agora pelo grupo parlamentar e a serenidade com que Aguiar Branco tem assumido a liderança.
Dito isto, confesso aqui que o estado anímico do partido e a esperança no futuro ainda são piores do que esperava, após ter falado com alguns líderes distritais e presidentes de secção por esse país fora. Todos sabemos - e não cometo nenhuma inconfidência ao divulgar aqui - que há uma candidatura que prepara o terreno há muito tempo, ainda antes das legislativas, tendo já arregimentado militantes que trabalham a seu favor, preparados a todo o tempo para ir a votos. Ora, como já há um candidato com a máquina de campanha preparada ( conjungado com a ânsia legítima de mudança por parte de alguns militantes e sendo esse candidato o único que procura desesperadamente e a todo o custo o poder), torna -se muito difícil promover o debate interno. E assim o PSD vai cair no mesmo erro de sempre: escolher alguém "porque sim", porque não há alternativa, porque é um pin up, porque veste bem, porque tem um penteado giro, ....Este não é - não pode ser! - o caminho. Os portugueses quando recusaram confiar a governação do país ao nosso partido (em 2005 e agora em 2009) deixaram um sinal claro: enquanto não se entenderem internamente, não forem capazes de ter um período que seja sem golpes palacianos, não nos governam! E o PSD (sobretudo alguns militantes, que num ápice se tornaram os piores " barões" que outrora criticavam) não é capaz de entender algo tão simples!
A questão central para o futuro do partido não é a realização imediata das directas- isso é mais do mesmo! Há momentos definidores e cruciais para o futuro de um partido político. O PSD vive um deles: mostremos o nosso sentido de responsabilidade. Antes das directas, impõe-se a realização de um Congresso em que participem todos aqueles que podem ter um papel importante no futuro do partido. Não para discutir nomes. Para discutir ideias, projectos, definir uma linha estratégica para o futuro partido. Para que todas as cartas fiquem em cima da mesa - e aí (só aí) partimos mais esclarecidos para as directas e a consequente eleição do líder e de um projecto que conhecemos. Perguntam: a mesma sugestão é relaista, fazível? Acredito sinceramente que sim, dado o enorme sentido de responsabilidade e compromisso com o partido da Dr.ª Ferreira Leite. O partido ficar-lhe-ia grato por um gesto cuja importância histórica será inegável.
Aproveito ainda para dizer que sei que há alguns elementos, porventura até estão na Comissão Política Nacional do partido, que são visceralmente contra a ideia do congresso. Só há uma explicação para tal: querem sangue, querem o tal ringue acima de tudo. Mas, peço-vos, que pelo menos uma vez na vida pensem mais no partido do que em projectos pessoais de ajuste de contas político. Parece que só querem trocar o passo ao Passos. Isto também é um erro capital.
Em suma, realização de um congresso amplamente participado a agendar para o início do próximo ano - eis a chave para a afirmação de um partido responsável e credível que o PSD quer (e tem de) ser. Não andemos a brincar aos líderes...
UM NOVO CICLO
Sou militante do Partido Social Democrata há mais de 20 anos. Cresci politicamente no sonho da concretização de um ideal e na luta por causas que o justificavam. Éramos jovens e acreditávamos que era possível fazer de Portugal uma democracia consolidada, um País moderno e desenvolvido, uma Nação com um futuro à altura da sua história e da sua cultura.
Honro-me pelo facto de o meu partido ter contribuído decisivamente para os momentos que mais marcaram a nossa história recente. Primeiro, através da acção de Sá Carneiro que deu um contributo inestimável para a “civilização” do nosso regime. Depois, por força da governação de Cavaco Silva, que mudou radicalmente a face do País.
Tenho um profundo orgulho no meu partido e na sua obra. Um partido muito especial. Um partido virado para a integração e não para a exclusão.
Ganhou quando uniu. Veja-se no exemplo da liderança de Durão Barroso a confirmação dos benefícios do que deve ser uma direcção que promove a unidade na diversidade.
Perdeu quando excluiu. Veja-se no exemplo da actual liderança o resultado de um certo sectarismo de que foi fazendo uso, dando ideia de que só contava quem não divergia.
É tempo de o PSD quebrar as barreiras do seu “muro de Berlim”. Para este partido nunca houve nem nunca poderá haver os do lado de cá e os do lado de lá.
A diversidade é uma força, quando promovida, e um factor diferenciador quando respeitada.
Não tenhamos medo do debate. Elejamo-lo como o instrumento de trabalho de que as forças políticas mais necessitam. Não pode dialogar com a população quem não sabe internamente dialogar.
O PSD sempre foi um partido interclassista e foi nisso que forjou a sua identidade e o seu músculo político. Este é um dos maiores factores do seu sucesso, ao nível da sua implantação nacional e no plano de acção política concreta.
O PSD sempre foi um partido ousado e reformista nas propostas, visionário e estratégico nas políticas e foi por isso que os portugueses nos deram a sua confiança para governar. Os momentos de maior mudança, transformação e modernização de Portugal ficaram a dever-se ao ADN reformista do Partido Social Democrata.
O PSD sempre foi um partido alegre, arejado e avançado, nos procedimentos e nas ideias e foi isso que lhe permitiu integrar uma força politica com o relevo da JSD e promover a adesão de tantos e tantos jovens que em 1981, em 1985, em 1991 e em 2002 foram absolutamente decisivos para as vitórias que o partido obteve.
Ousemos acreditar que temos condições para voltar a ser a força política transformadora do País. Mas tal só será possível se empreendermos um caminho de debate e de reflexão que não pode estar limitado por preconceitos e dogmas que não fazem qualquer sentido.
O PSD não precisa apenas de um lifting de imagem. Precisa de causas, ideias e propostas para os velhos e os novos problemas, para as actuais e futuras gerações. Precisa de se identificar com os sectores mais dinâmicos da sociedade, na classe média, nos meios universitários e culturais e junto dos jovens. Precisa de voltar a ser um partido activo e atractivo.
Este caminho faz-se com todos, renovando, integrando e unindo. E faz-se, sobretudo, virando a página. O partido defensivo, conservador, sem alma nem emoção dos últimos tempos, deve dar lugar a um partido “novo”, com iniciativa, ambição e espírito aberto e reformador, capaz de gerar uma nova esperança em Portugal.
Está em marcha um novo ciclo. Neste novo ciclo há que ter ideias e pessoas diferentes. Perceber isto é perceber algo de elementar em política. E quanto mais cedo melhor. Para o Partido e para o País.
Miguel Relvas
É um farol? É uma torre de vigia? Um minarete? Um caracol com antena?
Não. É uma igreja. Vai nascer no Alto no Restelo, por decisão da hierarquia da Igreja.
É um desenho do arquitecto Trufa Real, em forma de caravela.
Os crentes dividem-se: As opiniões vão desde o "é feia" ao "hei-de habituar-me", passando pelo "as igrejas devem ser mais discretas" e pelo "quem não gosta come menos".
Não tenho opinião formada. Ou melhor, não sei se gosto ou não. Mas deixo cá ficar esta: não podemos estar sempre a criticar a igreja por ser antiquada e depois cascar sempre que demonstra arrojo.

"eu vivi o 25 de Abril e não me lembro de uma crise de regime tão grave como esta e ele [o Presidente] está fechadinho em Belém sem dizer uma palavra".
É que, quando foi daquelas escutas que metiam um café, um assessor, umas historietas de jornais para aqui e para acolá, muita intriga politica, enfim... umas escutas de opereta, eu sabia onde o Senhor estava, até o vi na televisão a falar sobre o assunto, embora achasse na minha modesta opinião que não devia ter deixado, mesmo antes das Eleições, que aquela historieta atingisse aquelas proporções porque acabou por ter efeitos perversos. E agora, que há escutas mesmo, ordenadas por um Juiz, que o seu conteúdo parece ir contra o que de mais "sagrado" há num Estado de Direito, não sei onde está o Presidente do meu País!!!! Por favor, digam-me, onde está Cavaco Silva?»
Palavra de Manuela Moura Guedes no Blog Portugal dos Pequeninos.
O movimento meuPSD – Militantes, Ética e União surge num contexto político propício a uma reflexão profunda sobre o partido e sobre o país, considerando como provável uma distância de actos eleitorais para a escolha do Governo e das Autarquias Locais.
É um movimento que pretende congregar os Militantes que não se revêem num partido em conflito permanente, em que membros das estruturas permanentemente se digladiam em torno de quezílias, lugares e proveitos próprios, sem ter como objectivo final o partido e o País.
Muitas são as vozes de Militantes – uns mais anónimos que outros – que dizem que é preciso mudar e que estão à espera de uma janela de oportunidade para darem o seu contributo.
Muitos são os Militantes que manifestam entre si o descontentamento pelo rumo que o partido – a todos os níveis e com responsabilidades de muitos – tem seguido, sentindo-se desmotivados pela conflitualidade permanente e pela desconsideração que em muitos casos são votados.
O objectivo final não somos nós. É o Partido e o País
João Carvalhosa
Aconselho uma visita ao site http://www.meupsd.com para que conheçam e participem neste projecto.
Todas as contribuições são válidas. É imperativo participar e opinar sobre futuro do nosso PSD.
Saúdo o meu companheiro João Carvalhosa pela iniciativa, desejando que seja participada e com real impacte.
Todos queremos o mesmo, um PSD melhor. Só que uns marcam pela diferença; fazem algo por isso!
Desemprego sobe para os 9,8 por cento
A taxa de desemprego em Portugal disparou, durante o terceiro trimestre deste ano, para 9,8 por cento, o que representa o valor mais alto registado desde pelo menos 1983.

Esta Quinta-feira tem lugar mais um PsicoEvento. Para quem quiser colocar questões aos nossos oradores, têm aqui um espaço disponível para tal.
Para quem quiser enfrentar os nossos oradores e confrontá-los com perguntas díficeis ou fáceis cara a cara, até quinta-feira então.

A visita de Obama à China confirma apenas a consagração do G2. Ali estão as duas potências que influenciam o mundo. O G8 ou o G20 serve apenas para não ser entediante a reunião entre China e EUA.
São estes dois senhores reunidos que mandam. E por enquanto, ainda vai sendo a 2.
Em 2006, João Cravinho apresentava na AR um pacote de medidas de combate á corrupção, que foram á data rejeitadas pelo PS e que motivou a saída do deputado da AR.
A proposta mais polémica do “pacote Cravinho” passava pela criação do crime de enriquecimento ilícito, que face aos mais recentes acontecimentos parece ter ressuscitado. O enriquecimento ilícito, corrijam-me os juristas, tem por principio caber aos suspeitos de corrupção provar a origem do seu património.
Porque muito e bem, há pouco quem...
O autor deste post já previamente fez uma declaração de interesse em relação ao novo Ministro da Defesa (MdD), para condenar a escolha de uma personalidade que nada de positivo tem a trazer a um sector difícil e debilitado.
Recentemente, chegou ao conhecimento público o desentendimento entre o Estado Helénico e o Grupo TKMS, que estava encarregue da construção de quatro vasos de guerra submersíveis de ataque, diesel.
Gostaria o autor de questionar o já referido Ministro, para saber se o Estado Português tem a intenção de aproveitar a oportunidade, para adquirir – ou pelo menos licitar – um terceiro submarino, para a Armada Portuguesa - já que o construtor terá interesse em vendê-los a preço reduzido.
Para aqueles que não estejam cientes, um terceiro submarino seria importante pois são necessários três exemplares do mesmo tipo de vaso de guerra, para manter um em acção permanentemente, de acordo com a actual doutrina operacional – daí que a anterior dotação de submarinos da Armada numerasse três. Acrescente-se ainda que os submarinos Gregos são da mesma classe dos dois que Portugal encomendou à mesma firma Germânica.
Claro que a julgar pelas primeiras declarações do novo Ministro, as intrigas políticas que envolvem o governo, parecem ter precedência sobre as suas próprias responsabilidades num Ministério com o qual estava à partida, tão bem familiarizado…
Assim, não será fatalista mas sim realista, manter as expectativas baixas, pois a este passo o país ficará mesmo a ver navios…

Spoilers alert -> copy & paste
"Há matérias que deviam ser tratadas nesta altura mas na lógica correcta: a de prevenção da corrupção e de comportamentos ilícitos e não, atabalhoadamente, porque há meia dúzia de casos no ar, vir com medidas avulso", afirmou o actual presidente da Câmara de Gaia
.
Questionado sobre a questão das escutas relacionadas com o processo "Face Oculta", Menezes disse que este é um tema que "devia fazer com que todo o país e a opinião pública empurrassem o país político para um conjunto de soluções e reformas".
"Até há pouco tempo havia um chavão da tríade maldita dos defeitos nacionais, que era o triângulo futebol - autarquia - empreiteiros".
"Agora o país já percebeu que não é um triângulo mas sim um octógono porque aos autarcas, aos empreiteiros e ao futebol, juntou-se agora a banca, as grandes empresas públicas, os políticos de cariz nacional, os profissionais liberais e até algumas forças policiais, às vezes", considerou Menezes.
"Matérias como o segredo de justiça só se debatem e discutem nos termos em que estão a ser discutidas porque existe excessiva morosidade na investigação criminal e existe alguma conflitualidade entre as magistraturas, como tem sido patente nos últimos dias", reiterou Luís Filipe Menezes.
Sobre a questão interna do partido, o ex-líder social-democrata não quis avançar com o nome que apoia mas disse que "a turbulência da vida política portuguesa exige mais do que nunca um PSD estável, com os seus problemas fundamentais, como é o caso da liderança, estabilizado e resolvido".
"O conselho nacional decidiu que iria marcar as eleições após o debate do orçamento de estado e esse é o 'timing' para o qual os militantes do PSD devem estar preparados", disse Menezes que acrescentou ainda que "é evidente que uma grande distrital como é a do Porto, tem um peso determinante na decisão que o partido vai tomar em Março"O ex-líder do PSD, Luís Filipe Menezes, considerou hoje que o país precisa de "pacotes de transparência" já que "uma sociedade em que o Estado comanda a economia está aberta à corrupção e ao tráfico de influências".
À margem da votação para a eleição da Distrital do PSD/Porto, Luís Filipe Menezes disse que "o país está a precisar de reformas profundas" e que aquilo que se passa "em Portugal é um sinal de doença da sociedade" que na sua opinião não se trata "com leis e mais leis e pacotes anti-corrupção".

Há 202 anos, a família real portuguesa fugia para o Brasil.
Este tipo, um leal escudeiro do Zelélé sai agora para um cargo de isenção na administração da Anacom. Ora deixa cá ver. Um individuo que passa 4 anos a trabalhar e coordenar toda a acção política do Primeiro-Ministro, foi seu Chefe de Gabinete no Ministério do Ambiente, vai para a entidade reguladora das comunicações.
Faz sentido, é um homem que tem uma enorme capacidade de regular tudo e todos sem dar nas vistas. Preenche os requisitos. Ah! E tem aquela enorme valência que só alguns predestinados têm. O seu telemóvel tem o número do Eng. Sócrates e quando lhe liga o Eng. Sócrates atende.

«Nada sei disso, são negócios privados e o Estado não se mete nesses negócios. Não estou sequer informado disso, nem o Estado tem conhecimento disso». - José Sócrates.
José Sócrates mentiu ou não? Só há uma maneira de saber. Tornem as escutas públicas e acabem com todas as suspeitas! Como diz o povo - "quem não deve, não teme!"

"Turn out the light
And what are you left with
Open up my hands
And find out they're empty
Press my face to the ground
I've got to find a reason
Just scratching around
For something to believe in"
Chegámos ao ponto sem retorno. Será que não há mais esperança para os portugueses, senão serem governados num clima de constante corrupção?
O mundo está a premiar corruptos e péssimos gestores e nós não somos excepção. Veremos os factos e perceberão o que quero dizer com isto.
Facto A: Segundo o Expresso online, a decisão de encerrar as investigações autónomas abertas em Inglaterra em 2007 foi tomada pelo Serious Fraud Office (SFO) e pela Overseas Anti-Corruption Unit. Ainda de acordo com o mesmo jornal, a decisão terá sido tomada ontem e é suscitada pela ausência de elementos suficientes para poderem constituir arguidos em Inglaterra e prosseguir com uma acusação. Deste modo, a bola fica do campo das autoridades portuguesas, que seguramente nada farão para trazer a luz da verdade ao caso no qual se suspeita a envolvência do Primeiro-Ministro José Sócrates.
Facto B: António Guterres encontra-se em 64º lugar no ranking da revista "Forbes" relativo às personalidade mais poderosas de todo o mundo. Sim, leram bem. Quem foi responsável por nos empurrar para uma crise económica e para o nosso problema de eleição - "o défice", é o alto comissário das Nações Unidas para os refugiados e é com esse estatuto que surge na 64ª posição. Notem que Durão Barroso não aparece nessa lista...
Facto C: Vítor Constâncio poderá ser o próximo vice-presidente do Banco Central Europeu. Pois é, o nosso querido Governador do Banco Português, que fecha os olhos quando o défice aumenta, que esqueceu-se de prestar atenção às discrepâncias assistidas no BCP, poderá emigrar.
Facto D: Após alegadas associações do Primeiro-Ministro ao processo Face Oculta, o Supremo Tribunal de Justiça, veio declarar nulidade às escutas feitas a José Sócrates e Armando Vara, um dos principais arguidos no processo. (Sim meus caros, o tal Armando Vara que teve uma pós-graduação em Gestão sem sequer ter uma licenciatura, ou que se licenciou finalmente em Relações Internacionais na Independente três dias antes de se tornar administrador da Caixa Geral de Depósitos). Mas n
ao se preocupem, porque um novo arguido, o sobrinho de Manuel José Godinho só teve de pagar uma caução de 50 mil euros...montante seguramente irrisório para quem está envolvido em negócios da mais alta corrupção no nosso país.
Facto E: De acordo com o que é noticiado hoje no Público, o Ministro das Obras Públicas decidiu criar um grupo de trabalho no âmbito da Inspecção-Geral de Obras Públicas, Transportes e Comunicações, para o combate à corrupção, disse fonte oficial do ministro das Obras Públicas. Estas medidas consistem na constituição de comissões específicas de fiscalização e na elaboração de relatórios destinados a avaliar o eventual envolvimento de funcionários no processo “Face Oculta” e de códigos de conduta.
Enquanto o Ministério Público pede mais autonomia para investigar estes casos sem estar sujeito às várias pressões, o nosso Governo arranja a solução perfeita para dissimular os próximos casos de corrupção que eventualmente possam surgir. Chamem-me má língua, mas um Ministério sob a égide do Governo a estudar possíveis casos de corrupção é algo muito perigoso!
Por favor, providenciem-me algum argumento que justifique a minha permanência em Portugal. É que a beleza dos homens portugueses e o clima quente já não pegam...
Com um país marcadamente corrupto e com tendências a ficar ainda pior, não é uma boa morada para ninguém. Faz-me lembrar a Venezuela. Toda a gente achava o Chavéz muito querido ao princípio, mas agora que governa um país podre (como o nosso irá ficar) não há vozes dissidentes que valham porque os seus tentáculos são suficientes para asfixiar as dissonâncias.
ATENÇÃO: o post que se segue é um descarado copy&past do Negocios.pt. Quem se sentir ofendido ou incomodado favor ignorar, passar à frente ou enviar e-mail à gerência. Obrigado.
António Guterres é o único português que consta na lista das pessoas mais poderosas do mundo da revista Forbes, e surge mesmo à frente de Hugo Chavez. Barack Obama, como seria de esperar é o mais poderoso de todos.
A lista da Forbes, das pessoas mais poderosas do mundo conta com 67 personalidades, desde responsáveis governamentais a empresários.
António Guterres, ex-primeiro-ministro português e actual Alto Comissário para os Refugiados das Nações Unidas, surge em 64ª posição, à frente de Hugo Chavez, presidente da Venezuela e que ocupa o último lugar.
A liderar a lista está, como seria de esperar o presidente dos EUA, Barack Obama, seguido pelo presidente da China, Hu Jintao, e pelo primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin.
Na lista ainda nomes como o Papa Benedicto XVI, os presidentes das autoridade monetárias norte-americana e da Zona Euro, Ben Bernanke e Jean-Claude Trichet e Osama bin Laden, entre outros.

A Gripe A anda por aí. As temperaturas desceram, o tempo frio e a chuva trazem naturalmente o aumento de pessoas com a doença da moda. Depois do pico de Verão, estamos a assistir a um aumento galopante de pessoas a ficarem doentes. Já todos temos alguém que conhecemos que já tem, já teve ou conhece alguém que apanhou também.
Porém, existe uma histeria no que diz respeito às vacinas contra a gripe. Ora, se estão disponíveis, se podem prevenir o que se passa com as pessoas? Vai doer o braço? Fica um pouco sensível depois de levar a pica? Acho de tremenda irresponsabilidade as pessoas que podendo, não avançam para a vacinação. Irresponsabilidade igual a pessoas que com os primeiros índicios, com febre e tosses andam por aí a conviver com todos, como se nada fosse. E são muitos!

Estou preocupada com o sistema educativo.
Sou duma geração de facilitismo, admito. A minha vida (profissional e social) será significativamente mais difícil à custa desse pormenor. Mas preocupo-me mais com as gerações vindouras.
O meu professor de Teoria Geral do Negócio Jurídico (essa cadeira estranha da Univ. Católica Portuguesa) ficou chocado por ter de andar aos gritos com colegas meus que são absolutamente indisciplinados, mas o ano que sucede o meu é bem pior. A relação professor - aluno alterou-se drasticamente ao longo dos anos. O que nos remete para a minha preocupação.
Temos uma nova ministra da Educação. Há alguns anos foi convidada pelo externato onde estudei para falar da colecção de livros dos quais é Co-autora - a colecção Uma Aventura. Na altura era miudinha, mas lembro-me de ficar chocada com a frieza que a escritora e professora demonstrou. Para as câmaras era uma pessoa, para o resto era outra. Espero estar enganada, mas Isabel Alçada parece-me ser mais uma Ministra da Educação autista, que só vive no seu mundo. Mas com um detalhe pior: é mais cínica que a sua antecessora.
Hoje, na primeira conferência de imprensa depois de tomar posse como ministra da Educação e após reuniões com organizações sindicais de professores, declarou que não haverá suspensão do actual ciclo avaliativo. E que em relação ao próximo, o Ministério da Educação irá comunicar com as escolas para que “não haja trabalho que não corresponda às necessidades efectivas, que não tenha consequências”.
Por mais que concorde ou discorde do modelo de avaliação dos professores, acontece que quem sai mais prejudicado são os alunos. Os impasses não beneficiam os professores e estes últimos não são máquinas ao ponto de serem objectivos e agirem como se tudo estivesse bem. Das duas uma: ou os professores são sobrecarregados com trabalho ou os alunos passam com mais facilidade para que a avaliação seja melhor. Quantidade acima de qualidade. Assim, por mais licenciados que o país tenha, de nada adianta já que o ensino básico facilita e o secundário também, logo as faculdades que só subsistem financeiramente da quantidade também terão de facilitar.
Para terem noção, metade dos meus professores do secundário reformaram-se, alguns até antecipadamente. A Escola Secundária Rainha D. Leonor está um caos este ano, com professores a entrarem dia sim-dia não. Quem sofre com esta instabilidade são os alunos, cujo programa já é fácil e que é sucessivamente mais facilitado pela falta de "estofo" dos professores para aguentarem a actual situação.
Mais que lutar por um modelo de avaliação de professores, temos de desenvolver um sistema que potencie a qualidade do ensino, a qualidade dos nossos estudantes, a qualidade do nosso Futuro! Isto porque há muito bons professores e outros muito muito maus. E o pior é que o problema está na sua própria formação, carácter e no sistema de ensino que o Governo socialista tem propagandeado - quantidade antes da qualidade!
O ex-ministro do PSD Morais Sarmento considerou no programa ‘Falar Claro, da Rádio Renascença, que as escutas feitas pela Polícia Judiciária ao administrador do Millenium BCP Armando Vara, no âmbito do processo ‘Face Oculta’ podem ser mais graves do que aquelas que foram reveladas até agora e que podem ainda ter implicações noutros processos já abertos.
No mesmo programa, o histórico socialista Vera Jardim sustentou que o envolvimento de membros do PS neste processo não colocam em causa a credibilidade do partido.
Interessante esta visão de Vera Jardim. E preocupante a de Morais Sarmento. Ora vejamos, hoje já saem mais notícias de que coisa já chegou ao CDS, dias faltarão para chegar ao PSD, pois sejamos realistas, bandidos estão em todo o lado. A questão é, como vamos lidar com o primeiro e verdadeiro mediático caso de corrupção em Portugal? É que perdeu-se a vergonha!
Até agora foi tudo brincadeira de meninos, e o único condenado por corrupção, ao que que sei, como teve a mão de Sá Fernandes pelo meio não soube a quase nada...
Por mim é prisão com todos e com penas pesadas. E que seja exaustivamente discutido nos media para que todos sejam escandalosamente explorados e colocados em praça pública como os ladrões que são.
Precisamos de purgar em Portugal esta gente que navega e comanda as esferas do poder; do lícito e do ilícito. Precisamos mudar e correr com esta gente que vive à custa de favores e que tem carreiras meteóricas cujo fuel é nada vezes nada elevado a mais nada!
Cada vez estou mais convencido que um bom acaso pode ultrapassar anos e anos de pacientes trabalhos. A propósito da data de hoje, deixo-vos um exemplo.

Não! Não é uma frase de José Sócrates a falar do seu amigo Vara. Não. Não é um camarada boy lá do burgo. É sim Martins da Cruz. O senhor que saiu do Governo de Durão depois de...bem depois de todo o profissionalismo que se conheceu!
Palavras para quê?
Acabei de ler, esta madrugada, um livro recentemente lançado no mercado português e que sugiro pelo seu simbolismo histórico e actualidade - " Os Diários de Ronald Reagan".
Reagan é um dos presidentes mais amados pelos norte-americanos. Pela sua coragem cívica (californiano, era actor, começa a sua carreira política com Barry Goldwater e o movimento neo-conservador que então despontava, chegando pouco depois a Governador da Califórnia), pelo seu tremendo e inigualável sentido de humor, pela serenidade e capacidade de decisão. Restaurou a confiança na nação americana, assente nos seus valores culturais, na modernizaçao e capacidade de enfrentar a ameaça soviética dentro dos limites do razoável, evitando ctástrofe mundial. Hoje, volvidos vinte anos da queda do muro de Berlim, convém assinalar o contributo de Reagan para terminar com a divisão da Alemanha que era o reflexo da divisão do mundo em dois blocos político-económicos antagónicos: o bloco ocidental e o bloco comunista. Apesar de alguns economistas apontarem a política do reaganomics como uma das causas da crise que vivemos, não podemos deixar de referir o valioso legado que deixou ao mundo: a liberdade.
No diário de Reagan, encontramos referências ao nosso país, como a qualificação de Mário Soares como um socilaista anti-comunista e pró-americano ou a perspectiva do então Primeiro-Ministro Francisco Pinto Balsemão sobre o futuro político das ex-colónias portuguesas de África. E tece rasgados elogios ao país, comparando-o à "sua Califórnia".
Mas o que mais me prendeu a atenção foi a citação da tirada que teve no debate para as eleições presidenciais de 1984, contra o candidato democrata, Walter Mondale. Este último assentou a sua estratégia eleitoral na sua juventude contraposta à idade que representava o passado de Reagan. Ora, o Presidente Republicano acabou com a questão com esta frase reveladora da sua argúcia política (e tão sensata!): " Não irei fazer da idade um tema desta campanha. Não irei criticar ou explorar para fins eleitorais a juventude e a inexperiência do meu adversário".
De repente, esta frase fez-me sair dos Estados Unidos da América da década de 80 para voltar a Portugal de 2009. Aquela frase de Reagan não vos faz lembrar nada? Pista: Partido Social-Democrata, futuras eleições directas. Um candidato que recorre aos seus 40 anos como principal trunfo político. Nos EUA, correu mal. E pressinto que , pela sua fragilidade, em Porugal terá o mesmo caminho...
Então, já descobriram? Pois, é por demais evidente...

Abriu em 2006 a primeira Loja Jurídica, conceito que em nada difere das normais sociedades de advogados, simplesmente é mais eficaz no que respeita à captação de clientela pois é orientada, pela sua localização, para espaços comerciais.
Assim, Loja Jurídica é mesmo só de nome, porque na verdade trata-se de uma sociedade de advogados como todas as outras que conhecemos. A questão que me leva a escrever é o motivo do parecer desfavorável emitido pela Ordem dos Advogados em 2007, que considerava que esta configuração de escritório banalizava o exercício da profissão tornando-a indigna (eventualmente).
A este propósito lembro-me de um colega que em tempos esteve em Nova Iorque e ao sair do Metro deparou-se com um cartaz onde se aludia a um medicamento contra a Gripe que havia sido retirado do mercado por conter substâncias nocivas. O desconhecimento dos seus efeitos secundários era a causa do anúncio pois que a sociedade investiu em estudos sobre as mesmas disponibilizando-os a quem tomara esse medicamento para patrocinar acção contra a farmacêutica.
Ora, cá em Portugal, onde tal forma de publicidade é proibida pelo EOA, ninguém seria informado sobre a existência desse estudo e não se veria ressarcido pelos efeitos secundários provocados por tal medicamento porque, para proteger a chamada “dignidade” da profissão restringir-se-ia a informação.
A profissão de advogado é, cada vez mais, um negócio como qualquer outro e nem por isso é indigno. A falta de dignidade não decorre da publicidade desta actividade tanto quanto pela forma como alguns a exercem. Ou um médico que trabalha na Medis é menos digno que o que trabalha num hospital Público?
Facilitar a publicidade dos escritórios de advogados é precisamente melhorar e aumentar a concorrência livre no sector; é informar o público dos seus direitos; é facilitar o acesso à justiça. E nem se pense que a ser assim os Tribunais entupiriam. Primeiro porque esse argumento é administrativo e não jurídico e depois porque a última vez que ouvi tal argumento foi a propósito do art.º 2º nº 4 do Código Penal e já foi revogado precisamente por falta de sustentabilidade do argumento.
Tiago Sousa Dias
Partes 2, 3, 4 e 5 em baixo:
http://www.youtube.com/watch?v=_9EDSKrC8
http://www.youtube.com/watch?v=kvDz9_5me
http://www.youtube.com/watch?v=U0HnNuVVN
http://www.youtube.com/watch?v=Qv8LEejj2
Não percebo como ninguém se insurge contra o facciosismo do António Costa na Quadratura. É gritante! Não só se recusa a criticar o PS como ainda por cima tenta fazer passar a ideia de que os outros é que são parciais. A atitude de A.C. é inqualificável!
O pior é que nunca ninguém confronta António Costa com o facto de defender o PS incondicionalmente e de fazer propaganda no programa!

Escutas telefónicas envolvem Sócrates e Vara
As conversas telefónicas entre o primeiro-ministro José Sócrates e o antigo vice-presidente do BCP e arguido no processo 'Face Oculta', foram interceptadas nas escutas telefónicas efectuadas pela Polícia Judiciária, avança esta sexta-feira o semanário 'Sol'.
Uma das conversas interceptadas, de acordo com a publicação, diz respeito à venda da TVI pelos espanhóis da Prisa.
Depois da licenciatura, depois dos famosos projectos de engenharia, depois do caso Freeport, depois de tudo o que se disse e do que se escreveu sobre tudo e mais alguma coisa, surge agora a Face Oculta associada a José Sócrates. Posto isto, querem ver que Sócrates é um mártir? Sinceramente, eu não acredito. ![]()
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